Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dr. Adriano Mallmann - Gestão de Micotoxinas: Como Fazer? | Ep. 84
Transcript
- 0:00O principal ingrediente que a gente tem que olhar
- 0:02realmente é o milho. Ele, né, constitui a maior parte
- 0:05da ração e realmente o milho é uma matriz que o
- 0:09fungo gosta bastante para produzir mictoxina. Então
- 0:12tem alguns gêneros fúgicos que podem produzir as
- 0:16mictoxinas no milho. Bem -vindos ao podcast o
- 0:21Aviário, as mentes mais brilhantes da vi cultura no
- 0:24seu bolso. O podcast o Aviário só é
- 0:29possível através do apoio de empresas inovadoras e
- 0:32que apoia a educação continuada na ave cultura
- 0:34brasileira. Pegas o science, a solução
- 0:38inteligente e em tempo real para a interpretação de
- 0:41mictoxinas. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 0:45omega 3 DHA a base de algas para o enriquecimento
- 0:48de alvos com DHA de maneira sustentável. Adicioná
- 0:52-la às rações está mais fácil do que nunca. A
- 0:56KeS, a ambiência ideal para sua produção. American
- 1:02Nutrients, solução é o nosso compromisso. Olá
- 1:06pessoal, bem -vindos e bem -vindas. Nós
- 1:08vamos dar início a mais um episódio do Aviário podcast.
- 1:11Eu sou Katarina Estefanelo e
- 1:13hoje com muito prazer o converso com o doutor
- 1:15Adriano Malman. O Adriano ele é médico
- 1:17veterinário formado pelo FSM. Ele
- 1:20é mestre e doutor em medicina veterinária também
- 1:23aqui pelo FSM. Eu quero dizer Adriano que é
- 1:27um prazer te ver novamente. Que
- 1:30bom ter vocês como parceiros também do nosso
- 1:33podcast e muito obrigada por aceitar o nosso convite
- 1:36hoje. Imagina eu que agradeço, muito
- 1:39obrigado pelo convite. Bom, eu te ver novamente e fico
- 1:45muito feliz em poder ter um espaço aí nesse
- 1:48grandioso espaço que vocês criaram. Então
- 1:51parabéns também pela iniciativa e pelo trabalho
- 1:53de vocês. Obrigado. A gente que agradece. Bom
- 1:58Adriano, você é um dos jovens, né? Que
- 2:03tem muita experiência sobre gerenciamento de risco de
- 2:06micotoxinas, plantas de nutrição animal e humana,
- 2:10micotoxinas, micotoxicoses, controle de qualidade de
- 2:15alimentos, avaliação nutricional. Posso
- 2:17falar essas coisas porque eu conheço um pouco do teu
- 2:20trabalho, conheço você. Enfim,
- 2:22várias funções e atividades que de alguma forma nós
- 2:27vamos tentar fazer com que dê tempo de conversar um
- 2:31pouquinho sobre alguns desses assuntos que são as
- 2:35suas experiências e com aquilo que vocês trabalham
- 2:38atualmente. Para começar, eu quero entrar
- 2:43nesse mundo das micotoxinas primeiro. Eu
- 2:46sei que vocês têm uma história muito interessante,
- 2:49você tem uma história muito interessante ligada à sua
- 2:52carreira. Então eu queria pedir para você
- 2:54contar para as pessoas como que a tua trajetória te
- 2:58levou a trabalhar com as micotoxinas. Bom,
- 3:03é bem interessante, então eu sou filho de
- 3:07sinucultores lá do Nord -Oeste, do Rio Grande do
- 3:10Sul. E quando eu era adolescente,
- 3:13meu pai me levou junto em uma palestra na cooperativa.
- 3:18E aí o palestrante era o
- 3:19doutor Mario Penz, e justamente ele abordou o
- 3:23tema das micotoxinas, falando também bastante da
- 3:26Zé Villanue e tudo o que ela causa na sinucultura.
- 3:31Isso me chamou bastante de
- 3:32atenção. Passaram vários, alguns anos, eu
- 3:36acabei entrando na faculdade aqui na UFC, e ingressei
- 3:42na veterinária e descobri que havia um laboratório de
- 3:45análises micotoxicológicas. E ali eu fui pedir estágio,
- 3:49e justamente ali começou minha trajetória com as
- 3:52micotoxinas, fiz a veterinária, tive
- 3:55oportunidade de trabalhar no LAMIC da UFCM contra o
- 4:01senhor Carlos Malma, que foi também meu orientador
- 4:05do Oriente do Mestrado, o doutorado, tive oportunidade
- 4:08de participar em vários trabalhos na depósito da
- 4:11ação do LAMIC, também desde toda a parte de análises
- 4:15laboratorial, parte da experimentação em vivo, com
- 4:18micotoxinas. Depois apliquei a minha pesquisa
- 4:22do mestrado dentro de fábricas de rações,
- 4:25trabalhando com a amostragem para análises micotoxinas.
- 4:29Depois tive um período fora da
- 4:31universidade, trabalhei como consultor técnico comercial,
- 4:35então pude também entender as demandas do mercado e
- 4:39ver como é a vida fora do meio acadêmico. E
- 4:43alguns anos depois eu voltei para o doutorado e
- 4:47a gente começou Pegasus Sands, que é a empresa que
- 4:50eu trabalho hoje, que trabalha nessa parte também
- 4:55da inteligência em micotoxinas. E
- 4:58outra coisa muito interessante para o senhor
- 5:01da Catarina foi que quando eu trabalhava com o meu
- 5:04pai, com os meus pais lá, nos meus 16, 17 anos de
- 5:07idade, a gente teve um surto de aflatoxicósemos
- 5:11suínas, nós produzíamos uma silagem de grão úmido de
- 5:15milho, e a gente misturava a ação dos ingredientes
- 5:20dentro de um misturador vertical. E
- 5:24lá pela metade do LOT, que era a terminação dos
- 5:27suínas, animais aí com 60, 70 quilos começaram a
- 5:31acontecer muitas mortes súbitas. E
- 5:34até que um dia o meu pai abriu aquele misturador e
- 5:37nós vimos crostas de fungos esverdeados, e a gente
- 5:42pensou nossa, deve ser esse o problema, e começamos a
- 5:47limpar esse misturador com bastante frequência e as
- 5:51mortes desapareceram. Então eu não sabia que era
- 5:55micotoxina, depois que eu fui entender. Então
- 5:57na verdade a minha história com as micotoxinas já
- 6:00começaram ali, uma maneira não tão legal, mas hoje eu
- 6:04consigo entender o que aconteceu. Então
- 6:07basicamente a minha história é até aqui e estamos aí
- 6:12trabalhando ainda nesse erro. Imagine
- 6:15ter a disposição uma solução que combine
- 6:18rapididez e interpretação personalizada para gerenciar
- 6:21os riscos das micotoxinas em sua empresa? A
- 6:24pega do science é a resposta. Realizamos
- 6:27a quantificação em tempo real das principais
- 6:29micotoxinas promovendo decisões mais assertivas,
- 6:33resultando em um gerenciamento macroeconômico
- 6:35e sustentável. Faz mais tempo ainda do que
- 6:41você imaginava. Adriana, assim as primeiras perguntas
- 6:46que eu gostaria de te fazer, sobretudo pensando
- 6:50assim, as últimas décadas e aqui no Brasil. Qual
- 6:55é o padrão de ocorrência de micotoxinas nos
- 6:58ingredientes que compõem a ração das aves, o que
- 7:01vocês têm observado? Principalmente
- 7:03o que vocês venham observando também de
- 7:05mudanças nesse padrão? Falando
- 7:11em micotoxinas para aves, o principal ingrediente que a
- 7:16gente tem que olhar realmente é o milho. Ele
- 7:18é, né, constitui a maior parte da ração e realmente
- 7:21o milho é uma matriz que o fungo gosta bastante para
- 7:25produzir micotoxina. Então tem alguns gêneros fúgicos
- 7:29que podem produzir as micotoxinas no milho e
- 7:33também diferentes etapas do seu cultivo ou do seu
- 7:36armazenamento, ou até mesmo a condicionamento da ração
- 7:40final. As principais micotoxinas que
- 7:44aparecem nas últimas décadas realmente são as
- 7:50aflotoxinas, as fungunizinas de oxime valenol e a zero
- 7:55de anônimo. A aflotoxina é uma micotoxina
- 7:58produzida por fungos de armazenamento, então ela é
- 8:01um fungo, as pergiglos que gosta e no ambiente e
- 8:06também um produto, um milho, digamos assim, um
- 8:11pouco mais seco. Então geralmente esses fungos é
- 8:15desprecem e produzem a micotoxina durante a etapa
- 8:18de armazenamento, lá dentro do silo, dentro do
- 8:21armazenho, quando o processo de conservação não é muito
- 8:25bem feito. Geralmente, não quer dizer que na
- 8:27lavoura também não possa acontecer em situações
- 8:30destrez, deste argem ou excesso de chuva, também a
- 8:34gente pode perceber grãos que já cheiam contaminados
- 8:38da lavoura. Mas o normal é ele dar durante
- 8:40a etapa de pós -coleta. E fungos de campo, que são
- 8:45principalmente os fusários que produzem fungunizinas de
- 8:49oxime valenol e zero de anônimo, são fungos que se
- 8:53desenvolvem bem no campo. Então
- 8:56antes da gente colher, antes de armazenarmos esse
- 9:01emílio, esses grãos nos armazenhos no cílvus, eles
- 9:04já estão com aquela contaminação. O
- 9:07que nós percebemos nos últimos anos, principalmente
- 9:112022 para cá, nós tivemos basicamente uma inversão de
- 9:16contaminações. É muito comum observarmos
- 9:20bastante fungunizina no mida e de oxime valenol uma
- 9:26contaminação mais baixa, uma frequência de contaminação
- 9:29mais baixa. 2022 para cá inverteu. Então
- 9:33nós observamos mais do oxime valenol e um pouco
- 9:37menos de fungunizinas. E a zero de anônimo também
- 9:41aumentou a sua prevalência. Então
- 9:44esses são os padrões que vem mudando. Outra
- 9:48matéria -prima muito importante também é o
- 9:50trigo, que sempre tem um problema com o do oxime
- 9:54valenol. Então também tem esse problema,
- 9:59continua tendo, o safra, safra, sempre é uma
- 10:02surpresa. A fusalhose que dá no trigo,
- 10:06a ribelela, então é um problema constante. Então
- 10:10basicamente são essas inversões que aconteceram
- 10:15nos últimos anos. Que legal ter acesso a essas
- 10:19informações. Eu quero aproveitar esse link
- 10:22Adriano e falando de ocorrência de micotoxinas.
- 10:25Eu vi que vocês lançaram uma
- 10:28ferramenta de pesquisa de micotoxinas em alimentos. As
- 10:31pessoas que nos acompanham também devem estar
- 10:34interessadas em saber mais sobre isso. Como
- 10:37que funciona essa ferramenta lançada por vocês? Sim,
- 10:42é uma ferramenta bem legal. Nós
- 10:43chamamos ela de Pegasus Microstate. Então
- 10:46é uma ferramenta que está disponível para o público,
- 10:50podem acessar na internet. E
- 10:54lá é possível ter acesso ao banco de dados e dar
- 10:57mais de 2 ,5 milhões de ensaios. Então
- 11:01é muita coisa, são todos os ensaios que nós
- 11:04conseguimos pesquisar a nível global. Então
- 11:08uma ferramenta de pesquisa de ocorrência de micotoxina
- 11:11em alimentos. Então é possível a gente
- 11:13pesquisar qualquer trigo, mídolo, fara de soja,
- 11:19qualquer tipo de alimento. A
- 11:20gente consegue pesquisar por determinada região do globo,
- 11:25por determinada micotoxina. Então
- 11:27realmente tem muita informação lá na disposição.
- 11:31São mais de 80 países que
- 11:33estão catalogados nesses trabalhos, nesses estúdios.
- 11:37E é uma ferramenta que podem
- 11:40nos ajudar bastante para entender o padrão da
- 11:42ocorrência, a nível global. E
- 11:45também aqui no Brasil. Então
- 11:47é uma ferramenta bem legal, é só acessar lá que já
- 11:50está disponível. E seguindo nessa linha prática
- 11:55desse trabalho muito útil que vocês fazem para a
- 11:59nossa cadeia produtiva. Como que uma empresa pode saber
- 12:05se ela está enfrentando um desafio de micotoxinas? Essa
- 12:11é uma pergunta muito boa. É
- 12:13muito importante entender que se nós achamos que
- 12:19estamos com problema de micotoxina, o que nós
- 12:22precisamos ter de informação? Nós
- 12:25precisamos ter os sinais clínicos compatíveis com
- 12:27aquela micotoxicose. E precisamos ter a presença
- 12:32da micotoxina no alimento. E
- 12:34para nós conseguirmos fechar esse diagnóstico, precisamos
- 12:39ter um sistema de monitoramento de micotoxina
- 12:43implementado na empresa. E isso começa lá pelos planos
- 12:49de amostragem, como nós estamos coletando as
- 12:51amostras, de quais ingredientes a gente está
- 12:55coletando? Estamos coletando a amostra de
- 12:58migo, de trigo, farado de soja, todos os ingredientes
- 13:02que nós utilizamos. Estamos também coletando
- 13:05eventualmente amostras derrações para fazer uma
- 13:09análise completa dessa ração. Nós
- 13:13precisamos ter também as metologias da análise
- 13:18adequadas para analisar essas amostras. Precisamos
- 13:23ter uma frequência da análise, então não der nada
- 13:25adianta nós termos uma amostra por mês de uma
- 13:29empresa. Isso não nos diz muita coisa.
- 13:33Nós precisamos ter claro que
- 13:35isso vai depender do volume de ingredientes utilizado,
- 13:38mas muitas vezes uma, duas, três ou quatro amostras por
- 13:42dia para a gente ter uma segurança boa. E
- 13:46nós precisamos também utilizar essa informação,
- 13:51utilizar informação para tomada a decisão. E
- 13:56é importante ter uma ferramenta que seja rápida
- 13:59e fácil para a gente conseguir entender e tomar
- 14:01essa decisão de maneira mais rápida e mais fácil
- 14:05possível. Então, essa é a forma que a
- 14:11gente recomenda que você trabalhe. Então,
- 14:14para saber se tem um problema com mictoxina, nós
- 14:17temos que ter todo um programa de monitoramento de
- 14:21risco para ter mictoxina implementada. Se
- 14:24não, quando estoura o problema, a gente não tem
- 14:27como olhar para trás e não entende o que está
- 14:29acontecendo. Não tem como fazer uma
- 14:32correlação se é mictoxina ou não. Já
- 14:35que muitos sinais clínicos compatíveis com mictoxiclasa
- 14:39podem ser confundidos com diversas enfermidades. Antes
- 14:47da gente entrar no risco, que é uma coisa que
- 14:49interessa muito, nós conversarmos também. Você
- 14:54fala dos sinais clínicos, do monitoramento, coleta,
- 14:57análises, é uso da informação. Você
- 14:59mencionou também metodologias de análises de mictoxina
- 15:06estão disponíveis para nós, que trabalhamos com
- 15:11produção, especialmente de aves, nesse podcast
- 15:15especificamente. Sim, tradicionalmente existem os
- 15:21laboratórios credenciados, acreditados pelo Ministério
- 15:25da Agricultura, com ISO 17 -1925, que trabalham com
- 15:29cromatografia líquida coplada, especificamente, e
- 15:32de massas, que é um padrão ouro para análise não só
- 15:36de rações, de ingredientes, mas também servem para
- 15:41controlar alimentos para destinados ao armâno. São
- 15:46os seus laboratórios que trabalhei por importação e
- 15:49exportação de animatérias aqui no Brasil. Essa
- 15:53é uma técnica de referência, padrão ouro,
- 15:56cromatografia. No entanto, é muito difícil
- 16:00uma empresa ter essa tecnologia e ter ela dentro
- 16:04de casa, no seu próprio laboratório. Então,
- 16:06isso vai depender da contratação de laboratórios
- 16:09externos. Então, vai depender do envio,
- 16:12demonstras físicas para esses laboratórios e esses
- 16:15laboratórios efetuam as análises e empregam um
- 16:19laudo de análise, e com base nesses resultados, os
- 16:24gestores precisam tomar então as devidas ações.
- 16:28Existem também metodologias rápidas,
- 16:31que a gente pode ter instalado dentro do nosso
- 16:33laboratório lá na nossa fábrica de ração, lá dentro
- 16:36da nossa empresa. Uma delas é a tecnologia do
- 16:39NIRS, spectroscopia do infravermelho proximal. É
- 16:45uma metodologia que já é muito utilizada desde a
- 16:48década de 80, 90, para análises predições
- 16:51bromaapológicas em ingredientes. Então,
- 16:56as análises protein, bruta, estátio, fibrabruta, matéria
- 17:01mineral, matéria seca. Isso já é utilizado no NIRS há
- 17:05muitos, muitos anos. De uma forma um pouco mais
- 17:09recente, o pessoal trabalha com aminoácidos totais de
- 17:13gestúlveis, com a parte de também decaus, defóssura, de
- 17:19outros parâmetros que são imprescindíveis para fazer a
- 17:23formulação de ração, informações que o
- 17:26nutricionista precisa. E da maneira mais recente,
- 17:29nós desenvolvemos essa metodologia para a predição
- 17:33de micotoxínas. Então, nós conseguimos fazer uma
- 17:38predição de micotoxínas e entregar um resultado de
- 17:41micotoxínas em tempo real. Então,
- 17:45muitas vezes o caminhão está na empresa esperando
- 17:48para descarregar e o pessoal que já coleta uma
- 17:50amostra faz a leitura no NIRS e tem um resultado
- 17:53muito rápido. Então, já é possível fazer uma
- 17:56segregação dessa matéria prima, talvez aceitar ou
- 18:01rejeitar a carga ou até mesmo conseguir destinar
- 18:04essa carga para um determinado silo, prevendo
- 18:08uma segregação para alguma categoria animal que seja
- 18:12mais sensível. Então, essas são as metodologias,
- 18:16é importante ter uma metodologia rápida e também
- 18:20acoplada, um sistema automatizado, que já nos
- 18:24entregue um resultado interpretado, como análise
- 18:27de risco, que vai realmente facilitar a nossa tomada de
- 18:32decisão. Muito bem explicado. Agora
- 18:36sim, Adriana, eu vou entrar no assunto risco micotoxínas
- 18:42também. Eu acho importante aproveitar a
- 18:45sua experiência para falar sobre risco micotoxínas.
- 18:47Então, eu queria te perguntar como
- 18:50funciona, principalmente, por que é importante olhar o
- 18:54risco micotoxínas? O risco micotoxínas, nós
- 19:00desenvolvemos um algoritmo que ele considera vários
- 19:04fatores nesse cálculo. Então,
- 19:07nós precisamos ter um plano de amostragem bem
- 19:12estabelecido, que gere amostras representativas com
- 19:16uma frequência de amostragem adequada, ou seja, durante
- 19:21uma semana teremos várias amostras coletadas nessa
- 19:25fábrica de ração ou nesse ponto de coleta. Nessas
- 19:29várias amostras durante a semana, nós vamos estar
- 19:32vendo principalmente qualquer média da variabilidade de
- 19:37contaminação que nós encontramos, e também
- 19:40qualquer frequência de contaminação que nós
- 19:43encontramos nessas amostras. Além
- 19:45disso, as contaminações que acontecem ao mesmo tempo.
- 19:50Então, muitas vezes uma amostra
- 19:52não tem só funcionsinas, ela tem homonizina, ela
- 19:55pode ter de oxínio valenol junto. Então,
- 19:58existe um efeito aditivo ali das micotoxinas. Então,
- 20:02um mais um não é dois, e pode ser três, quatro, ou
- 20:06mais. Então, nós vemos isso ao longo do
- 20:10tempo e com base em todos esses resultados, nós
- 20:14conseguimos plotar isso num gráfico, numa forma muito
- 20:17fácil de entender, estipulando qual é a
- 20:20espécie animal que estamos trabalhando. Então,
- 20:23aqui por exemplo, frangos de corte e vamos ter um
- 20:26gráfico para cada fase de produção. As
- 20:31idades dos animais são diferentes, as sensibilidades
- 20:34são diferentes. Então, a gente consegue entender
- 20:38se aquele padrão da ocorrência de micotoxina
- 20:41daquela empresa, na situação, para um frango de
- 20:45corte na fase inicial, como que ela se encontra, se
- 20:50está num risco baixo, médio ou alto. Com
- 20:54base nessa clasicação de faixas de risco, nós
- 20:58podemos tomar, nós podemos e nós devemos tomar a
- 21:02decisão do que fazer. Então,
- 21:04se nós temos um risco alto para aquela micotoxina
- 21:08naquela fase de produção, quer dizer que nós
- 21:12precisamos fazer alguma coisa para imetizar os
- 21:15efeitos tóxicos das micotoxinas. O
- 21:19depraixo pessoal utiliza um aditivo anti -micotoxina na
- 21:23ração. Se o problema chegou até ali,
- 21:26a micotoxina já não tem mais o que fazer, a única
- 21:29solução realmente é adicionar um aditivo anti
- 21:31-micotoxina. Com base nessa clasicação de
- 21:35risco, nós podemos aumentar ou diminuir a dose de
- 21:40aditivo anti -micotoxina. Então,
- 21:42também é uma ferramenta que vai fazer a empresa
- 21:46economizar dinheiro, porque ela vai usar mais aditivo
- 21:51quando ela realmente precisa e vai usar menos aditivo
- 21:55quando não tem uma necessidade tão alta. Então,
- 22:00esse é o risco micotoxina. Nós
- 22:02fizemos um monitoramento contínuo com várias amostras
- 22:06dentro da mesma semana, e nisso justamente com o News
- 22:10ajuda bastante, porque ele vai nos entregar um
- 22:14resultado muito rápido e vai possibilitar fazer
- 22:17muitas amostras na mesma semana. E
- 22:21dessa forma, a gente vai estar gerenciando o risco,
- 22:26a gente vai estar gerenciando tendência e não
- 22:29vai mais tomar decisão com base somente em uma
- 22:33amostra. Nós vamos estar gerenciando todo
- 22:35um banco de dados, toda uma tendência, todo um
- 22:39risco para saber se aquela empresa está numa situação
- 22:43de risco de micotoxina, e provavelmente isso vai ter
- 22:47correlação com o campo também e pode também
- 22:50responder para o campo se o que está acontecendo lá
- 22:55pode ser feito de micotoxina ou não. Se
- 22:58nós estamos no nosso monitoramento com o risco
- 23:01baixo e o pessoal lá no campo está gritando dizendo,
- 23:05ah, problema de micotoxina, problema de micotoxina? Bom,
- 23:09não está justificando os níveis, o risco de
- 23:12micotoxina está baixo e o campo não está bom, então
- 23:16provavelmente é outra coisa, a gente precisa buscar
- 23:20outra coisa, então também serve como um diagnóstico
- 23:23diferencial e muitas vezes a gente consegue, nós
- 23:27conseguimos correlacionar. Tem
- 23:29um alto risco de micotoxina e está com problema no
- 23:33campo, isso acontece bastante também. É,
- 23:37sem dúvida, controle muito importante, né? Tem
- 23:41uma área que você trabalha bastante também, que é a
- 23:46amostragem, também. Preciso aproveitar a sua presença
- 23:49hoje para trazer também esse assunto para nossa
- 23:52conversa, e eu te perguntaria assim, Adriano,
- 23:56por que a amostragem é uma etapa tão importante para
- 23:58análise de micotoxinas? Eu tive a oportunidade de
- 24:04desde uma amostrada trabalhar dentro de fábrica
- 24:07de rações com um experimento para avaliar
- 24:12diferentes planos de amostragem para análise de
- 24:14micotoxinas. E aqui em Santa Maria nós
- 24:19temos um polo na área de micotoxinas, então você
- 24:25trabalha em diversas áreas, a questão micotoxinas, desde
- 24:30o campo armazenar, em parte de anarge, parte de
- 24:36visualização dos efeitos de micotoxinas em animais,
- 24:39parte de avaliação de aditivas entre micotoxinas.
- 24:41Então eu tive o privilégio de
- 24:44fazer parte de todas essas áreas, mas especialmente na
- 24:48parte de amostragem, tanto mestrado como doutorado,
- 24:51eles seguiram essa linha também da amostragem. Então
- 24:55o que é importante fazer para gerar uma amostra que
- 24:59seja boa para analisar micotoxina? A
- 25:02amostra tem que ser representativa, micotoxina
- 25:05são substâncias tóxicas encontradas na concentração
- 25:09de partes por bilhão. Um PPB equivale a mais ou
- 25:15menos 8 pessoas na planeta Terra, então se nós temos
- 25:18mais ou menos 8 bilhões de habitantes, um PPB de
- 25:22pessoas no mundo seriam 8 pessoas. Nós
- 25:26estamos procurando essas 8 pessoas, então um outro
- 25:31exemplo muito prático, um PPB é um grão de milho
- 25:37dentro de 10 camiões carregados com grãos de
- 25:41milho. Então é esse universo que nós
- 25:44estamos procurando. Claro que nesses 10 camiões de
- 25:48milho não vai ter somente um grão contaminado, a
- 25:51gente vai ter mais grãos contaminados. Mas
- 25:53é esse o universo que nós procuramos. E
- 25:56é importante que cada grão tenha a mesma probabilidade
- 26:03de fazer parte, ou pelo menos um pedaço desse grão
- 26:07fazer parte da nossa amostra. Para
- 26:09isso, o plano de amostragem precisa ser muito bem
- 26:12desenhado, para que ele seja bem representativo.
- 26:15Então, em geral, nós precisamos de
- 26:19um determinado lote, precisamos coletar vários
- 26:22incrementos que são pequenas amostras e vão gerar uma
- 26:26amostra composta. Essa amostra composta que tem um
- 26:29volume maior, que a gente vai precisar homogenizar
- 26:33bem. Se ela for um grão inteiro, a
- 26:36gente vai precisar triturar ela para depois aplicar uma
- 26:40redução, fazer um corteamento dessa amostra
- 26:43para chegar num tamanho de uma amostra, torno de 500
- 26:47gramas, 1 quilo, que nós vamos levar para o
- 26:50laboratório, que vai ser a amostra do laboratório para
- 26:54fazer as onálices. Dentro do laboratório, obviamente,
- 26:57essa amostra precisa ser novamente triturada em uma
- 27:02moagem mais refinada, mais fina, homogenizada e, dali,
- 27:06se retira a amalíquota para fazer a análise, seja
- 27:09anométrona, análico, qualquer jeito que quiser fazer.
- 27:13Então, se nós queremos coletar uma
- 27:16amostra num silo, existem planos de amostragem para
- 27:20coletar em silos, queremos coletar numa fábrica de
- 27:23rações, é outro sistema de amostragem, queremos coletar
- 27:27num caminhão, é outro sistema de amostragem.
- 27:30Então, existem diferentes
- 27:31estratégias para cada etapa do processo, do mundo de
- 27:38produção de ração para o family corte. E
- 27:42vocês têm trabalhado bastante também como
- 27:44mapeamento de silos de armazenas nas empresas.
- 27:48Quais as vantagens de um bom
- 27:50mapeamento e o que vocês têm observado de mais
- 27:55interessante? Eu queria saber o que vocês
- 27:57observam e se existem muitas diferenças entre
- 28:01essas unidades de armazenamento também. Sim,
- 28:06esse é um trabalho muito legal que fazem quase cinco
- 28:09anos que nós desempejamos. Trabalhamos
- 28:12aí com várias grandes empresas, grandes
- 28:16cooperativas que algumas vezes têm mais de 100
- 28:20unidades armazenadoras, que nós conseguimos realmente
- 28:23colocar elas todas num mapa, conseguimos saber
- 28:27exatamente o que tem de micotoxina dentro de cada
- 28:31silo. E também qual que é o risco
- 28:33dessas micotoxinas e o que isso oferece para as
- 28:38diferentes espécies animais que as empresas trabalham.
- 28:43Ter essa informação é um tribo
- 28:47ilegio porque nós conseguimos selecionar os
- 28:49melhores silos, destinar eles para aquelas espécies,
- 28:53para aquelas fases de produção que os animais são
- 28:56mais sensíveis. E os piores silos, obviamente,
- 29:00que a gente vai tentar destinar para aquelas
- 29:03espécies que são mais resistentes, são até mesmo
- 29:06destinar para um outro fim, destinar para a venda. As
- 29:13vantagens, então, são grandes. Nós
- 29:15temos uma informação prévia. Depois
- 29:19da colheita da safra, questão de um mês, depois
- 29:24de ser grão estabilizado dentro do silo, já é
- 29:27possível coletar essas amostras e gerar toda a
- 29:30informação. E aqui é importante entender,
- 29:34professor Arcatarina, que não é só micotoxina, é o
- 29:37problema da ração. E você trabalha muito bem em
- 29:42toda essa parte de nutrição animal também, especialmente
- 29:45a biocultura. E a gente tem muita
- 29:49variabilidade nos nossos ingredientes. Então,
- 29:54estamos mapeando, por exemplo, 100 silos de milho
- 29:58e a gente vai ver que tem uma diferença muito
- 30:02interessante, também na parte da energia
- 30:04metabolizada, na parte de proteína, toda a parte de
- 30:08mimocídica. E porque não também não
- 30:12controlar a parte de clasicação física, coisas
- 30:16mais simples, grãos quebrados, avariados,
- 30:20paranchados, humidade, coisas mais básicas, que também é
- 30:24uma informação importante, que junto com micotoxinas,
- 30:28a gente consegue fazer um valuation, estimar o valor
- 30:33desse silo e com base nisso entender o quanto que
- 30:36vale aquele silo. E aí traçar essa informação e
- 30:42ver se realmente compensa, muitas vezes, pagar um
- 30:47frete, para trazer um silo que está longe, para perto
- 30:51da nossa fábrica. Sabemos que o frete é um custo
- 30:54bastante alto. Então, ter todas essas informações,
- 30:58micotoxina, a parte nutricional, saber qual que
- 31:01é o real valor desse milho, e saber onde ele
- 31:04está estocado, e fazer um estudo para ver o custo da
- 31:08logística para trazer ele para nossa fábrica, para
- 31:11produzir a nossa raça. Então,
- 31:13isso quer dizer o quê? Que muitas vezes o milho que
- 31:17nós temos armazenado ao lado da nossa fábrica, pode
- 31:21não ser o melhor. E numa distância maior, a
- 31:26gente tem um silo que seja melhor e que seja viável,
- 31:29a gente trazer esse milho de longe para perto e
- 31:33deixar de usar esse tipo perto. E
- 31:36isso acontece também. Até pela necessidade da
- 31:42inclusão, da aditiva antimicotoxina, da
- 31:45aminoácidos sintéticos, de fonte de energia, tudo para
- 31:48tentar suplementar essa carência nutricional, ou
- 31:52tentar controlar as micotoxinas. Então,
- 31:56é um trabalho bem legal que vem sendo feito, a
- 31:59gente acredita não, a gente sabe que isso é o futuro.
- 32:04O milho ainda é tratado como
- 32:06uma commodity, mas isso faz parte de um projeto que é
- 32:11o do milho do futuro, que nós batizamos ele dessa
- 32:14forma, que também começa não só nos silos, mas sim
- 32:18na avaliação de diferentes genótipos de milho. Hoje,
- 32:23no Brasil, nós temos mais de 300 híbridos à
- 32:27disposição para o produtor plantar esses sementes de
- 32:31híbrido. Então, entender quais são os
- 32:34melhores híbridos para cultivar e para produzir a
- 32:38nossa ração. Então, em torno de 40 % do milho
- 32:43que é produzido no Brasil hoje, ele é utilizado para
- 32:46produzir ração. A gente sabe que a espécie
- 32:50que mais consome é o frango. Então,
- 32:52porque o frango precisa do milho? Então,
- 32:55porque o milho ainda é uma commodity? Então,
- 32:58isso é algo que vai mudar. Nós,
- 33:01na verdade, estamos comprando quilos de
- 33:05aminoácidos, quilos de energia, quilos de proteína,
- 33:08quilos de nutrientes. A gente não está comprando
- 33:10milho. Se nós falamos muito em
- 33:14formulação, de precisão, de nutrição, de precisão, então
- 33:18é uma coisa bem interessante que a gente
- 33:20precisa levar em conta. É, é o presente e é o
- 33:25futuro. Isso que é muito interessante.
- 33:28Eu gosto muito desse
- 33:30entendimento de composição de ingredientes, de
- 33:33mapeamento, de armazenamento. Acho
- 33:36que isso é, está se tornando cada vez mais
- 33:38fundamental. Que bom que nós estamos falando
- 33:41sobre isso. Bom, para finalizar, estamos
- 33:47andando no nosso tempo. Eu teria uma última pergunta,
- 33:51Adriana, assim, mais filosófica, eu diria,
- 33:53talvez. E que é também a realidade
- 33:57do seu trabalho. Por exemplo, vocês têm
- 34:01diferentes perfis de clientes. O
- 34:04que que uma empresa que está bem hoje no
- 34:07gerenciamento do risco micotoxina tem e faz
- 34:12diferente de uma outra empresa que não está
- 34:15conseguindo gerenciar bem essas informações? Muito,
- 34:22muito boa a sua pergunta. Primeira
- 34:24coisa, o controle de micotoxinas, ele não é para
- 34:29enxergar a meta, né? Você tem o resultado de
- 34:32micotoxina, ele não é simplesmente para você
- 34:35mostrar o laudo para o fiscal do Ministério da
- 34:38Agricultura e dizer, ó, eu controlo micotoxina. Eu
- 34:41não tenho problema com micotoxina. Problema
- 34:44com micotoxinas, se não todos vamos ter, se já
- 34:49tivemos ou vamos ter, isso é só o tempo que vai
- 34:52dizer, tá? Então, o que nós observamos é
- 34:58realmente uma diferença de perfil bem interessante, né?
- 35:02Muitas vezes nós conseguimos
- 35:05orientar bem o cliente, ele entende a importância de
- 35:10fazer todo aquele gerenciamento que eu falei
- 35:14anteriormente, começando desde a mostrar, né?
- 35:18Fazendo as análises da forma
- 35:20correta, tomando decisão, olhando as ferramentas de
- 35:23gestão de risco. Então, e engajando todas as áreas
- 35:27da empresa, se é que essa empresa tem a parte também
- 35:31de produção negrão, recebimento, termazenamento,
- 35:35então é necessário ter um engajamento de toda empresa
- 35:38para um fim comum, que é, né? Produzir
- 35:41o frango, produzir ele bem com saúde, com bastante
- 35:44rentabilidade. E obviamente que existem
- 35:49aqueles clientes que estão mais preocupados em somente
- 35:51analisar e ter um resultado, né? Para
- 35:54dizer que realmente fazem um controle de micotoxina.
- 35:57Mas que aí, quando acontece e
- 36:00aparece um problema, que o Muitas vezes o campo
- 36:04aponta, pode ser problema de micotoxina. Aí
- 36:08o pessoal quer ver o que tem de sistema de
- 36:11gerenciamento implementado. E aí você vê algumas brechas,
- 36:16algumas falhas na frequência da mostrar, de quantidade
- 36:21de amostras. As vezes são clientes que
- 36:24analisam somente alguns dias por mês, né? Diferente
- 36:29daquele outro cliente que está todo santo dia manda
- 36:33amostra, todo santo dia está coletando amostra, está
- 36:36gerando informação, está acompanhando, está alogado
- 36:40no sistema, está olhando os gráficos de risco e tomando
- 36:43as decisões em tempo real, que é assim que a gente
- 36:46espera que seja, né? Para que todos consigam ganhar.
- 36:52Então, nós vemos assim essa
- 36:55diferença e estamos sempre trabalhando para tentar
- 36:58mudar esse padrão de comportamento de nossos
- 37:05clientes. Bom, Adriana, eu estou bem
- 37:09contente com a nossa conversa de hoje. Quero
- 37:12dizer que eu admiro a tua trajetória, o teu trabalho,
- 37:15e principalmente esse trabalho diferenciado que
- 37:18vocês fazem. Eu acho que tem muito um
- 37:21olhar inovador, um olhar no futuro, como nós estávamos
- 37:25comentando antes. Então, te agradeço, obrigada por
- 37:28ter encontrado o tempo para conversar conosco, por todas
- 37:32essas informações valiosas que você nos deu hoje. Eu
- 37:37que agradeço e estou muito feliz, né? A
- 37:39gente está muito feliz por estar conseguindo entrar no
- 37:43mercado. Já temos muitos clientes,
- 37:47trabalhamos em vários países. O
- 37:49pessoal realmente tem entendido a filosofia da
- 37:52minha empresa, de como é trabalhar o gerenciamento do
- 37:55risco de hipotoxina, com inovação, com coisas novas,
- 37:59sempre com ferramentas, com novidades. Então,
- 38:02agradeço a você e a pessoal do Aviário por todo
- 38:07o empenho. Muito obrigado pelo convite.
- 38:11Exato. Quero também agradecer as
- 38:13pessoas que nos acompanharam até agora. Espero
- 38:16que todos tenham aproveitado e dizer que nós nos vemos
- 38:19em breve.