Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Michele Mendonça: Codornas: Um Mercado em Expansão? | Ep. 114
Transcript
- 0:00O consumo de ovos de codorna é teve um cremento bastante
- 0:04grande, né? Dos últimos 10 anos pra cá, a
- 0:07gente teve um cremento significativo, né?
- 0:10É em torno de 215% do consumo de ovos de codorna e basicamente
- 0:16esse consumo muito incentivado pelo processo de
- 0:20industrialização. Né?
- 0:22Que seria o acesso às pessoas hoje ao nos mercados, né?
- 0:26Em em lojas de conveniência acharem ovos já prontos para o
- 0:30consumo, que seriam esses ovos na semi conserva, que seria a
- 0:34conserva refrigerada? Bem vindos ao podcast ou aviário
- 0:40as mentes mais brilhantes da avicultura no seu bolso.
- 0:45O podcast o aviário só é possível através do apoio de
- 0:48empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:52avicultura brasileira. Easy Institute transformação
- 0:56digital e inteligência artificial na produção agrícola
- 1:01pegas dos Science a solução inteligente e em tempo real para
- 1:05a interpretação de microtoxinas alga Prime DH da corbio
- 1:10enriquecer alvos com Omega 3 sustentável.
- 1:15Aquece ambiente é ideal para a sua produção.
- 1:20Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio do
- 1:23nosso podcast boa viário. Estamos aí, né?
- 1:27Recentemente comemorando os nossos 100 episódios.
- 1:30É, a gente está sempre trazendo, né, pessoas de destaque da
- 1:34agricultura brasileira para conversar com a gente um
- 1:37pouquinho sobre. Essa atividade que todos admiram
- 1:40tanto, que é a agricultura. E hoje nós temos uma super
- 1:42convidada aqui, uma colega, certo?
- 1:45A Michele Mendonça, bem conhecida aí.
- 1:47E a Michele vai, a gente vai conversar um pouquinho.
- 1:50Sobre. É codornas cotonicultura, quer
- 1:54dizer, a Michele, embora ela tenha mestrado, doutorado de
- 1:57culturas, né? De corte e postura, ela se
- 2:00dedica a essa parte de de codorna já há muitos anos.
- 2:03Foi uma experiência super legal e ela vai contar pra gente os
- 2:06gargalos da produção, né? Dessa espécie, enfim, que que
- 2:09como é que situa a né, a cotonicultura brasileira aí no
- 2:13nosso cenário aí, né, em termos produtivos, então, Michele,
- 2:17muito obrigado pela sua presença, muito obrigado por
- 2:20você estar disponível aqui. E a estar participando com os
- 2:22nossos, com as pessoas que nos acompanham de mais um episódio
- 2:26do nosso podcast. E obrigado EE assim.
- 2:30E eu começaria assim, bom, eu vou te passar a palavra para
- 2:33você fazer a sua, a sua introdução.
- 2:34E depois a gente começa a conversar sobre o assunto
- 2:37técnico. Boa tarde, pessoal, olá, tudo
- 2:41bem com vocês? É, eu gostaria de agradecer, né,
- 2:45principalmente o convite, né? Inicialmente, aí é esse convite
- 2:50para é gravar, né, esse esse episódio com vocês e tá aqui,
- 2:55então é uma honra para mim, né, ter o professor é Marcos para
- 2:59para interceder nesse processo. Então muito obrigada pelo
- 3:02convite e vamos lá, vamos conversar sobre as pequenas
- 3:05notáveis. É isso, né, gente?
- 3:08Você viu aí que a Michele já está repatizando as codornas,
- 3:11né? Ela gosta de falar que são as
- 3:13pequenas notáveis e ela vai explicar porque, né, que ela
- 3:17considera é as as codornas, as pequenas notáveis.
- 3:20Michele, antes da gente entrar aí mais a fundo aí da da parte
- 3:24técnica, é de vez de eu ler seu currículo aqui.
- 3:27Eu queria que você contasse aqui para as pessoas que estão, né?
- 3:29Nos ouvindo. E assistindo e acompanhando a
- 3:32gente. Como é que você veio parar na
- 3:34agricultura? Como é que você parar nas
- 3:35codornas, né? Conta um pouco da sua trajetória
- 3:38aí, desde a sua formação. Enfim, conta, divide aqui com a
- 3:41gente. É um pouco da da sua trajetória
- 3:45profissional. Bom é quem é a Michele Mendonça,
- 3:49na fila do pão ou na fila do ovo, né?
- 3:51Eu normalmente costumo falar isso com os seus estudantes.
- 3:54É, então eu sou aquela garota do centro do Rio de Janeiro, né?
- 4:00Do da zona norte do Rio, bem capital mesmo, que não tinha
- 4:05nenhuma origem rural e resolve estudar Zootecnia, né?
- 4:10Ser zootecnista em função da paixão por animais e
- 4:14especialmente pela área de nutrição.
- 4:16Então, inicialmente eu fui parar na Zootecnia sim, né?
- 4:20Pra surpresa da da minha mãe principalmente, né?
- 4:23De poxa, como você vai fazer Zootecnia, né?
- 4:26E sair de casa então muito cedo pra poder estudar.
- 4:30E fiz a graduação em Lavras, né? E desde a metade da graduação
- 4:34quando eu comecei, né, me deparei com a agricultura, com a
- 4:38disciplina de avicultura e não tinha disciplina de
- 4:41coturnicultura, né, que falava sobre os codornas, mas no setor
- 4:45de produção de aves, né? De galinhas EE frangos.
- 4:48É, tinham os codonos, né? Bem lá no cantinho.
- 4:52E eu comecei a me interessar por elas, né?
- 4:54Por essa espécie tão, tão diferente, né?
- 4:57E tão e tão bacana de se trabalhar.
- 5:00Então foi assim, na metade da graduação, comecei AAA querer
- 5:05saber mais sobre codonos. E aí a minha primeira iniciação
- 5:08científica com avicultura foi cos codornas.
- 5:11E desde então, é já em ainda em Lavras, é foi a organização do
- 5:17primeiro simpósio Internacional de cotuno e cultura.
- 5:20Então, eu e meu grupo é resolvemos, né?
- 5:24Inventamos que iam fazer 11 Congresso Internacional, na
- 5:27realidade, inicialmente um simpósio Internacional e
- 5:31descrente de muita gente, né? Foi muito, né, todo mundo.
- 5:34Como assim codorna? Vocês vão juntar gente para
- 5:37falar de codorna, né? E gente do mundo inteiro,
- 5:40exatamente. Nós juntamos gente do mundo
- 5:42todo. Lotamos Oo é o auditório, né?
- 5:47No salão de convenções da da da uffla EE, conseguimos também uma
- 5:53participação bastante intensa de produtores que não era comum,
- 5:58né? Os produtores visitarem as
- 6:00universidades. A gente via muito os simpósios,
- 6:02os congressos, na né, com os pesquisadores, professores,
- 6:06estudantes. E o simpósio de contunicultura
- 6:08fez, né? Abriu essa, esse, né.
- 6:11Esse vislumbrou, né, que os os produtores poderiam participar e
- 6:16deveriam participar, porque a partir, né, da das dores deles,
- 6:20das demandas deles, a gente conseguiria atender dentro da da
- 6:24pesquisa. E foi assim, né?
- 6:26Foi seguindo AAA, cotonicultura sempre como a minha paixão e eu
- 6:31fui para fazer um mestrado em Jaboticabal.
- 6:33Na época não pude trabalhar com codornas, né?
- 6:36Existe um outro projeto já com é agricultura caipira, então
- 6:39sempre na nessas diferentes Vertentes da agricultura.
- 6:45E foi quando, né? O professor conseguiu participar
- 6:48da minha banca de mestrado e depois, na sequência, eu fui.
- 6:53Ministrar aula, né? Eu fui trabalhar como professora
- 6:56e até que eu é retornei, eu fui a para Rondônia como professora,
- 7:02né? Do instituto federal lá e depois
- 7:05é com a redistribuição para Minas Gerais.
- 7:07Eu fui para fazer o doutorado em de Sousa e aí eu já o doutorado.
- 7:11Eu já coloquei na minha cabeça que eu IA trabalhar com alguma
- 7:15coisa com codornos. E aí, de fato é, foi foi um
- 7:19trabalho muito legal que foi AA utilização de Fontes de Omega 3
- 7:23para para as codornas. E aí depois na sequência, né, de
- 7:28um tempo depois. Em 2019 para 2020, eu fui para o
- 7:31pós doutorado, aí voltei as minhas origens em Lavras,
- 7:35novamente trabalhando com codonas.
- 7:37Então é aqui onde estou, né? Agora, né?
- 7:42Atuando aí especialmente nessa área de cotonicultura, que é uma
- 7:46área fascinante. Imagine ter à disposição uma
- 7:51solução que combine rapidez e interpretação personalizada para
- 7:54gerenciar os riscos das microtoxinas em sua empresa?
- 7:58Pegasus Science é a resposta. Realizamos a quantificação em
- 8:02tempo real das principais microtoxinas, promovendo
- 8:05decisões mais assertivas, resultando em um gerenciamento
- 8:08macroeconômico e sustentável. Bom, gente, vocês viram aí, né,
- 8:15que a Michele, desde lá da graduação, ela é apaixonada
- 8:20pelas pequenas notáveis. Eu vou, eu vou, eu queria.
- 8:23Dizer essa nossa conversa que né?
- 8:25Em 2 momentos, né? Vamos começar a falar a porteira
- 8:28para fora, vamos falar um pouquinho de mercado, do cenário
- 8:31de como que essa cadeia produtiva está organizada no
- 8:35Brasil, como é que os potenciais dela, como é que ela se
- 8:39relaciona, né? Com com o própria galinha
- 8:42poideira tradicional do ovo branco.
- 8:44Como é que ela relaciona nesse mercado de proteína animal?
- 8:47E depois a gente entra para porteira, para dentro e fala um
- 8:50pouquinho de aspectos mais técnicos.
- 8:52Do dia a dia das granjas como é que está hoje o cenário da
- 8:56produção de codornas no Brasil? Basicamente, professor, a
- 9:00produção de codornas no Brasil é produção de ovos, né?
- 9:04Basicamente, a gente tem uma grande produção de ovos.
- 9:07Então a cotornicultura de postura tem 111 expressividade
- 9:11maior do que a cotornicultura de corte.
- 9:14Muitas pessoas acreditam que é a codorna.
- 9:17Não, não seria uma carne, né, comestível.
- 9:19E assim como a gente tem na avicultura de corte, né, essa
- 9:23separação por genética, né, do frango de corte para galinha de
- 9:27postura, também na contunicultura nós temos essa
- 9:29diferença. Então nós temos subespécies, no
- 9:32caso da da contunicultura, e aí subespécie específica para
- 9:35produção de ovos e subespécie específica para produção de
- 9:40carne. Tá, então a gente tem uma
- 9:42expressividade bastante grande. O consumo de ovos de codorna é,
- 9:46teve um cremento bastante grande, né?
- 9:49Dos últimos 10 anos para cá, a gente teve um cremento
- 9:52significativo, né? É em torno de 215% do consumo de
- 9:58ovos de codorna e basicamente esse consumo muito incentivado
- 10:04pelo processo de industrialização.
- 10:06Né, que seria o acesso as pessoas hoje nos mercados, né,
- 10:10em em lojas de conveniência acharem ovos já prontos para o
- 10:15consumo, que seriam esses ovos na semi conserva, que seria a
- 10:18conserva refrigerada, né? Especialmente pro pro pro
- 10:22sudeste, né? Há uma preferência do consumidor
- 10:25do sudeste em consumir na semi conserva, né, que é essa
- 10:28conserva geladinha, né? A semi conserva.
- 10:32E para a região sul, né, que tem uma preferência por ovos na
- 10:39conserva da forma tipo picles, né?
- 10:41Ela mais ácida que ela, tem uma durabilidade maior.
- 10:44Isso tem uma diferença de consumidor em função de de
- 10:48palatabilidade mesmo, de textura do ovo.
- 10:51Tá? Então, mas basicamente a gente
- 10:52teve esse consumo incrementado por isso.
- 10:55Pela essa facilidade em acessar ovos prontos para o consumo,
- 11:00hoje você chega no mercado, você consegue embalagens de 200 g de
- 11:05ovinhos. Ali tem 20 unidades, né?
- 11:08Ou 30 unidades de ovos já prontos para você consumir sem
- 11:12ter que descascar. Em todo esse processo que muita
- 11:15gente, né? Não sabe que existe técnica para
- 11:17isso e existe que facilita o processo de descasca.
- 11:20Então, basicamente a gente tem essa produção de ovos bastante.
- 11:25É significativa a com relação a mercados, a gente tem a região
- 11:31sudeste, em especial o Espírito Santo, né?
- 11:34Saindo à frente aí. Santa Maria de jetiba é um
- 11:38município que é bem expressivo na produção de de ovos de
- 11:42codorna. 25% da produção nacional de ovos de codorna é se
- 11:47concentra em Santa Maria de jetiba.
- 11:49Então é um município que também é expressivo na produção de ovos
- 11:52de galinha, tá? É então bastante grande essa
- 11:56produção. Essa produção basicamente 6070
- 11:59por cento fica no sudeste, São Paulo, Minas Gerais e Espírito
- 12:03Santo, né? Então, em termos de mercado, a
- 12:06gente tem esse incremento no consumo.
- 12:08Tivemos uma baixa aí Na Na época da pandemia, né, em 2020, porque
- 12:13esse consumo de ovos de codorna cresceu, como eu falei, em
- 12:17função da industrialização e porque as pessoas acessam esse
- 12:21esse produto em restaurantes, né, em bares.
- 12:25E aí com a pandemia, tudo fechado, a gente não teve essa
- 12:29disponibilidade. Então, tivemos até um certo
- 12:33retrocesso aí dentro da cotone cultura.
- 12:36Muitas granjas incubatórios, né? De produção de codorninhos de 1
- 12:40dia tiveram que eliminar as suas matrizes, né?
- 12:43Então, mais da metade das matrizes foram eliminadas, né?
- 12:47Em função foram descartadas mesmo, né?
- 12:50Foram eutanasiadas porque não não se justificava manter em
- 12:54produção, porque não não se tinha para onde vender, onde
- 12:57comercializar, nem os codornas tão poucos ovos.
- 13:01Então a gente teve essa, esse um pouco desse retrocesso, mas em
- 13:042021 para 2022, a gente já observa uma recuperação, uma
- 13:09recuperação bastante significativa do setor.
- 13:12Michele assim? É também uma atividade que tem
- 13:16um número grande de pequenos produtores pulverizados talvez
- 13:20centro Oeste, talvez norte e nordeste, ou a tendência é
- 13:25algumas empresas mesmo que já são tradicionais na agricultura,
- 13:28né? De postura, tem a modalidade de
- 13:31codornos. Como é que essa, vamos dizer,
- 13:33esse perfil do do produtor de de ovos, de codornos, e eu estou
- 13:36falando mais de ovos, mesmo que você tenha toda razão, é a maior
- 13:39produção de ovos. Vamos focar mais em ovo, né,
- 13:42embora exista, você explicou muito bem nesse mercado.
- 13:44A carne, vamos focar mais o ovo, que, conforme você mesmo
- 13:47explicou, é o maior mercado. Como é que isso funciona também
- 13:51nas regiões do perfil desse produtor?
- 13:54É professor. A gente observa o seguinte, em
- 13:58São Paulo, principalmente, a gente tem é produtores, né?
- 14:02É granjeiros que tem o segmento da agricultura de postura, né?
- 14:07No caso, as galinhas. E aí tem as codomas.
- 14:10Então isso é uma coisa bem específica de São Paulo ali
- 14:13naquela região de Bastos, né? Que a gente observa essa, essa
- 14:18criação, né? Tanto das galinhas quanto das
- 14:20codomas. Em Minas, a gente tem uma
- 14:22diferença um pouquinho. A gente tem alguns produtores.
- 14:25Jamais especializados Na Na coturnicultura, né?
- 14:29No sul de Minas a gente tem uma Granja de bastante
- 14:31expressividade, que seria a Granja Loureiro, que
- 14:33comercializa ovos, é em conserva, semi conserva, né,
- 14:38nessas todas essas modalidades, e eles têm em torno aí de
- 14:421000000, 1000000 e meio de codornas em produção.
- 14:45E aí é só codornas, né? Então a gente observa em Minas
- 14:48Gerais essa característica de pequenos produtores.
- 14:51A gente vai observar mais no nordeste, que tem crescido
- 14:54bastante São Bento do Una, né? Em Pernambuco, a gente tem
- 14:57observado um crescimento desses pequenos produtores, né, mais
- 15:01pulverizado essa produção, especialmente no nordeste, e
- 15:04eles estão crescendo e ganhando bastante.
- 15:06O mercado, em função do mercado do nordeste também está
- 15:10demandando mais ovos de codornos.
- 15:12Sempre foi um, né, uma região. Bastante consumidora de ovos de
- 15:17codorna e agora ainda mais, porque os produtores estão
- 15:21aumentando as suas produções. Então a gente tem essa
- 15:23pulverização um pouco mais na região nordeste, tá?
- 15:27É São Paulo, Minas e Espírito Santo.
- 15:30A gente vê essa. Essa produção é aliada aí, né?
- 15:33Junto AA vicultura de postura com a vicultura é com a
- 15:37coturnicultura de postura, tá? É assim, eu tô perguntando
- 15:42porque assim hoje meu mercado tá garantido, dificilmente você vai
- 15:46é em algum, né? Desses restaurantes self service
- 15:49por quilo, dificilmente você passando ali é né, nas saladas
- 15:54ali você não tem um, pelo menos, né?
- 15:57Uma vasilha reservada para um ovinho de codorna.
- 16:00Então acho que já é um alimento que é tradicional na mesa do
- 16:03brasileiro, eu acho que é o mercado, realmente você tem toda
- 16:06razão, você já deu os números aí, 215% de aumento.
- 16:11E acho que o mercado está garantido.
- 16:12Vamos então passar para dentro da porteira, né?
- 16:15Eu queria que você comentasse rapidamente, aí talvez pudesse
- 16:18até explicar, começar a explicar a questão da genética, né?
- 16:22Como é que, como é que é a produção porteira para dentro,
- 16:26como é que o que que você enxerga, como vamos dizer no
- 16:29geral, vamos um Panorama geral, falando um pouquinho de
- 16:32genética, um pouquinho de nutrição, a própria é.
- 16:38Fala a manipulação do ovo, né? Já que ele não é classificado,
- 16:41né, por tamanho. E você falou que é muitas já são
- 16:45semi industrializados, né? Já são desgastados.
- 16:48Conta para gente um pouquinho dessa, vamos dizer desse layout
- 16:51aí. Como é que está umas empresas aí
- 16:53de de co door no Brasil afora? Bom, hoje é já adiantando um
- 16:58pouquinho, né? Um dos principais entraves
- 17:00dentro da cultura e cultura é essa questão da genética, né,
- 17:04professor? Porque a gente tem subspeças e a
- 17:07gente não tem essas marcas comerciais como a gente tem pra
- 17:10as linhagens de postura, né, de galinhas de postura e de frango
- 17:14de corte. Você tem marcas comerciais,
- 17:17linhagens, né? Diferentes empresas que
- 17:20comercializam essas aves, né? Então, linhagens de poedeiras
- 17:23leves, as brancas poedeiras. Vermelhas, né?
- 17:26Sempre pesadas, enfim, então a gente tem essa, essas marcas
- 17:30comerciais. Você tem 11 expectativa aí de
- 17:33produção, né? E para codornas não codornas, a
- 17:37gente tem aquela subespécie que no caso da produção de ovos de
- 17:41codorna, é a subespécie diapônica, então a coturnix
- 17:45cotornix japônica, essa é a subespécie é que é destinada a
- 17:50produção de ovos. E aí daí vem o nome, né?
- 17:53Coturnicultura por causa do nome do gênero, né?
- 17:57Então o que é coturnix? E aí a gente tem esse entrago,
- 18:00porque eu tenho, nós temos no mercado diferentes incubatórios,
- 18:05né? Que comercializam codoninho
- 18:06jundia, porém na mesma subespécie, mas com biotipos,
- 18:12podemos dizer assim, diferenciados.
- 18:14Às vezes você compra uma de uma. De um cubatório x que a codorna
- 18:20cresce rapidamente, é a codorna japonesa, mas ela cresce
- 18:24rapidamente nesses primeiros dias, e aí você tem uma menor
- 18:27mortalidade, mas aí você observa que ela engorda um pouco mais,
- 18:31produz um pouco menos. Aí você tem de um outro
- 18:34incubatório y que ela vai crescendo um pouco mais devagar,
- 18:38um pouco mais, é lento, tem uma mortalidade maior.
- 18:41Ou seja, porque ela é muito pequenininha, né?
- 18:43Só pra gente lembrar e se situar com a dona, nasce com 8 a 9 g,
- 18:48né? Muito diferente aí de uma
- 18:50poedeira, né? Que 35, 38 g.
- 18:54E aí. A gente tem essa, essa
- 18:58diferença, então essa codorninha cresce, devagarinho, tal.
- 19:01Ela é muito pequenininha, a mortalidade é muito grande, mas
- 19:04aí chega lá, ela atinge um pico de postura e pra persistência de
- 19:08postura muito grande, né? Então a gente tem essas, essas
- 19:13diferenças aí dentro da Granja, a questão de volume também, de
- 19:18produção, de codorninhos de 1 dia.
- 19:19A gente tem uma limitação, uma certa limitação.
- 19:22Então, um Granjeiro como esse, como eu falei, do sul de Minas.
- 19:26É, ele não consegue comprar de um cubatório só Pra Ele ter um
- 19:29galpão, é preencher um galpão dele de 100, 150000 codornas,
- 19:34ele precisa comprar de 2 fornecedores e aí cria essas
- 19:37codornas sob manejos, tentar sob manejos próximos ali de é
- 19:43iluminação e tal, sendo sabendo que tem essa diferença e
- 19:46genética, né? E então essa é é um entrave.
- 19:51Então dentro da da produção a gente já começa a pensar nisso,
- 19:54né? Mas basicamente, a criação
- 19:58dentro da da da Granja é em gaiolas, né?
- 20:03Então, os grandes produtores, quando tem 1 o volume muito
- 20:06grande, faz a fase de cria. Então a gente divide em 3 fases,
- 20:10basicamente a primeira fase de cria, que é de 1 a 21 dias de
- 20:15vida. A fase de recria de 22 a 42 dias
- 20:20de vida. Né?
- 20:21E a fase de produção de ovos a partir aí dos seus 43 dias de
- 20:26vida? Às vezes esse, né, a gente não
- 20:29tem na nada exato na biologia, mas a gente tem algumas codornas
- 20:33aí também com essa idade de postura um pouquinho adiantada,
- 20:36com 38, às vezes até 40 dias. Né?
- 20:39Que é o ideal que ela comece um pouquinho mais tarde mesmo.
- 20:42Esse período que a gente espera, mas já aconteceu, por exemplo,
- 20:46no instituto federal da gente comprar coadona de um
- 20:49incubatório e a gente normalmente compra com adquire,
- 20:52coadona com 28 a 30 dias, em função da nossa estrutura de
- 20:56criação da fase inicial. Agora nós temos, mas
- 21:00inicialmente não tínhamos. E codorna já veio botando com 30
- 21:04dias, ou seja, 11 prolapso generalizado.
- 21:07A gente perdeu na primeira semana mais de 100 codorninhas,
- 21:11né? Então assim, com 28 Dias, 30
- 21:14dias já votando dentro da caixa, vieram no transporte já votando.
- 21:18Então isso é resultado de manejos equivocados, né?
- 21:20E aí a gente entra falando que é uma espécie diferente da
- 21:24galinha, né? Né?
- 21:25Então galinha é galos. Galos né?
- 21:28Domésticos e a ave e a codorna é cotunis, contrix, trapônica.
- 21:33Então são espécies diferentes, que exigem manejos diferentes.
- 21:37Então isso para dentro da porteira, isso dentro da Granja
- 21:40é extremamente importante de se considerar, né mesmo aquele que
- 21:43o produtor que tem galinhas e que tenha codornos, até porque
- 21:46ele nem pode tê las próximo. Eles tem que ter uma distância
- 21:50considerável entre os galpões. Eles não, não pode ter no mesma.
- 21:55Na mesma é no mesmo núcleo, né? De criação codornas e galinhas,
- 22:00em função de várias questões de biosseguridade.
- 22:03Né? Mas são espécies diferentes que
- 22:0511. Que mal doença que uma pega a
- 22:07outra não pega, né? Então exige esse manejo
- 22:11diferenciado, então. Ô, ô, Michelle, você falou aí
- 22:15dessa questão da inicial, né, que as árvores nascem, né, são
- 22:18muito sensíveis, nascem aí com um pouco mais, né, um pouco
- 22:20menos de 10 g e tal. Essa fase inicial, normalmente,
- 22:23como que ela é feita? Tem alguma coisa, uma
- 22:26necessidade especial para fazer a cria dessas primeiras semanas?
- 22:30Como é que normalmente isso é feito nas empresas?
- 22:33Enfim, é há 11 preferência, né? Dos produtores em fazer essa
- 22:38cria no piso, né, sob cama, tá? Existem gaiolas específicas hoje
- 22:44para essa fase, mas que é 11. Investimento bastante grande,
- 22:48né? É de forma geral, gaiola sempre
- 22:50é, mas para codorna ainda mais, porque por mais que você limite
- 22:55ali o espaço e espaço entre comedouro.
- 22:59Ela dá um jeito de passar por ali.
- 23:01Você tem até 11 certa perda de codornas durante esse processo,
- 23:05então preferencialmente se cria no piso, né?
- 23:08Sobre cama mar a valha, círculo de proteção, aquele mesmo mesma
- 23:12dinâmica que a gente pensa para frangos e para né?
- 23:15Para pintarinhas de corte, pintainhas de postura.
- 23:17Agora, a questão do aquecimento é extremamente é rigoroso ali,
- 23:22né? Essa a temperatura que elas
- 23:24exigem é bem mais alta do que a temperatura que seria para esses
- 23:29pintainhos de corte ou postura. Então a ave exige em torno aí de
- 23:3237°, 36, 37° nos primeiros 2 dias, nas primeiras 48 horas,
- 23:38né? AA questão de equipamentos, né?
- 23:41A gente utiliza os mesmos equipamentos, os pintainhos,
- 23:44fazendo algumas adaptações. Então aquele velho Bebedouro,
- 23:48tipo copo, né? Invertido, sobre que a água se
- 23:51cai sob pressão. A gente tem que colocar lá a
- 23:54bolinha de gude. Meus meus estudantes morrem de
- 23:56rir e falam, nossa, professor assim, é isso mesmo?
- 23:59Você tem que colocar a bolinha de gude, você tem que diminuir
- 24:01aquele espaço, senão codorna morre afogada, né?
- 24:04Aquele Bebedouro foi feito por 111 ave que pesa aí 38, 40 g
- 24:09não, 10, né? Menos que 10.
- 24:12Então a gente tem que fazer essas adaptações, mas
- 24:14basicamente seria isso. Ciclo de proteção, né?
- 24:17Preferencialmente em função dessa menor mortalidade, né?
- 24:22Pelo menos os primeiros 15 dias no ciclo de proteção.
- 24:26Há uma preferência em função dessa questão de manejo de
- 24:29aquecimento também, que facilita consideravelmente quando você
- 24:33aquece, aí você aquece Oo ambiente todo, dependendo do do
- 24:36tamanho do galpão, do número de codornas que for criado.
- 24:40Deixa eu te fazer uma pergunta agora, me veio na cabeça aqui
- 24:42por curiosidade mesmo. E o machinho que que faz com
- 24:45ele? Já vem, sexado, já faz.
- 24:49Aceitado então eles no combatório, eles eles sacrificam
- 24:52também. Atualmente, eles até
- 24:56comercializam porque existem produtores de menor porte que
- 25:00utilizam até essa ave para produção de carne.
- 25:03Não é o ideal, né? De fato, não é o ideal porque é
- 25:06uma ave que é é que tem 11. Escorre corporal diferenciado,
- 25:10né? De uma ave que é europeia, que
- 25:12seria a cotunix cotunix cotunix, que é a subespécie para produção
- 25:17de carne. Mas na grande maioria eles são
- 25:20comercializados com o preço assim de 50 centavos cada
- 25:24animal, 40 centavos cada é codorninho de 1 dia macho.
- 25:28E são é comercializados pra esse pro pessoal que vai fazer AO
- 25:33abate, né? E aí, comercializa essas aves
- 25:36assim? Bom, então saindo da genética e
- 25:39indo um pouquinho pra pra nutrição, como é que?
- 25:41Como é que tem algum desafio maior?
- 25:43Ou assim em termos de granometria, de ração, em termos
- 25:46assim, de fases, né, de exigências?
- 25:49Como é que se organiza essa questão da alimentação e
- 25:52nutrição da codorna? Nós avançamos bastante com essa
- 25:56questão da exigência, sabe, professor?
- 25:59A gente tem as tabelas, né? De Viçosa é que eu pude
- 26:02participar um pouco, né? Lá Na Na fase do do doutorado é.
- 26:07Então a gente tem algum, já algumas é referências e
- 26:11informações aí dessas exigências nutricionais, da fase de cria,
- 26:15recria e postura. Tá, e de acordo com o peso do
- 26:18ovo, peso corporal, enfim, a gente consegue é ter até 11
- 26:24estimativa, né? De é nível calórico e de lisina
- 26:30principalmente, né? Desse nosso extremamente
- 26:32importante. A gente consegue ter isso
- 26:35atualmente, né? Mas é determinado agora o
- 26:41grande, a grande questão é essa questão da granulometria, né?
- 26:46É e convencer os os produtores de Premix, né?
- 26:52Que façam Premix específico para codornos.
- 26:54Então a gente tem essa, essa limitação, né?
- 26:59E para os pequenos produtores, quando eles querem comprar a
- 27:02ração de codornos, eles não acham.
- 27:04Eles não tem a disponibilidade, sequer acham um núcleo
- 27:07específico para codornos. Então acaba pegando de galinha e
- 27:11aí fazendo essa confecção dessa ração, né, utilizando um núcleo,
- 27:16é de poedeiras para codornos e aí não dá certo e normalmente,
- 27:21né? Eu recebo é questionamentos pelo
- 27:24Instagram e pelo né, por e-mail dos produtores, assim, Ah, o ovo
- 27:30não está saindo assim, cobrando, não está botando o ovo.
- 27:32Né, de qualidade e tudo mais. E aí por isso, porque essa
- 27:36questão da nutrição Ela É Diferente, a exigência
- 27:39nutricional de uma ave, o requerimento nutricional de uma
- 27:42ave de postura, seja ela galinha ou codorna, ela é diferenciada,
- 27:47né? Então a ração da galinha ela não
- 27:49é adequada para os codornos, né? Inclusive eu escrevi até 11
- 27:53artigo para o pessoal da da avin news falando sobre isso, né?
- 27:57Sobre essas particularidades da produção de codornos.
- 28:00Então, elas são espécies diferentes, elas têm umas
- 28:03necessidades nutricionais diferentes, a capacidade de
- 28:07consumo de alimento, também, a granumetria da ração, a
- 28:11capacidade digestiva delas, né? A taxa de crescimento, imagina
- 28:16codorna com 28 Dias, pesa 10 vezes mais do que ela pesava com
- 28:211 dia de vida, né? Então, essa taxa de crescimento,
- 28:24desenvolvimento é bastante, é significativa.
- 28:29Então a gente tem diferenças, especialmente com relação ao
- 28:32teor de calorias, ao teor de proteína, né?
- 28:35Além do que é diferente, o tamanho e a característica do
- 28:38ovo AAA, espessura de casca é diferente da codorna e da
- 28:43galinha, né? É o tamanho.
- 28:46Então a gente tem que considerar isso, porque a é importante a
- 28:51gente considerar de fazer, né? Formular uma ração que seja
- 28:55adequada para as codornas. Né?
- 28:58Então, as codornas na fase de postura, por exemplo, consomem
- 29:01de 25 a 28 g por dia. Eu não posso pensar que uma
- 29:05ração de galinha, que uma galinha, nessa fase de produção
- 29:09de ovos, consome média de 100 a 120 g de ração.
- 29:12Por ave por dia. Eu queria dar uma ração dessa
- 29:15para uma ave que come um quarto disso, né?
- 29:18Não vai funcionar, né? Então a exigência nutricional
- 29:21ela é diferenciada, é é em função desses, desses todos
- 29:26esses fatores. Então a gente tem 11 questão de
- 29:30de limitação, de encontrar isso no mercado, tipo Premix
- 29:33específico para codorna, um núcleo específico para codorna,
- 29:37que seja uma ração especialmente para os pequenos produtores.
- 29:41Michelle, agora vamos falar um pouquinho assim, da logística da
- 29:44produção mesmo, né, como a gente sabe, né?
- 29:47Codorna, assim como as galinhas botam ali, né, todos os dias e
- 29:50tem uma produção grande de ovos ali, né?
- 29:52EE, assim como, né, nas grandes postura comercial, né, você tem
- 29:56que minimamente, né, trabalhar esse ovo, né?
- 30:00O frango de cortes você entrega para o batedor a ave viva e eles
- 30:03lá fazem, né, os cortes, o abate e etcetera.
- 30:07E quer dizer, é uma, é, é, vamos dizer, é uma unidade industrial
- 30:09especializada, né? No caso da postura, isso vale
- 30:12pra galinha, né? E claro, pro pra codorna também,
- 30:15minimamente o produtor tem que né, é trabalhar um pouco esse
- 30:20ovo, seja não sei como é que é o processo, queria que você
- 30:23explicasse isso direitinho pra gente, eu sei que não tem
- 30:25classificação, assim como tem o ovo de galinha, né?
- 30:27Então isso já é uma coisa mais, mais a menos né, pro produtor
- 30:32fazer, mas como é que funciona a partir do momento que esse ovo
- 30:34sai ali do galpão de produção? Vai pra sala de ovos, como é
- 30:38que, como é que é, enfim, essa logística?
- 30:41Certo? Então vamos lá saindo da esses
- 30:44ovos, saindo da do galpão, é. Apesar de não classificar, é
- 30:49importante que eles passem por um processo ali mínimo ali de
- 30:52ovoscopia, ou pelo menos de tentar identificar uma trinca
- 30:55ali pra que eles possam ser embalados se eles forem
- 30:58comercializados in Natura. Então, não tem uma sala de
- 31:02classificação, mas temos uma sala em que há AAO descarte
- 31:06daqueles ovos que estão trincados, que estão sujos e
- 31:10tal. Não, não tem essa lavagem.
- 31:12Essa questão toda que tem, teria essa possibilidade de fazer com
- 31:16os ovos de galinha, tá? Então aí, ali são embalados e é,
- 31:21existem já embaladoras de ovos de codorna.
- 31:23Apesar de não classificar, temos embaladoras automáticas.
- 31:27Que colocam ali as suas as 30 unidades e é destina pro pro
- 31:32consumidor. Agora as granjas que fazem a
- 31:36industrialização, que a grande maioria delas, quando é, optam
- 31:40por isso, né? Tem a sua própria indústria
- 31:43dentro da Granja. Né?
- 31:45Então, por exemplo, o exemplo que eu dou que é essa do sul de
- 31:47Minas, né, que eu conheço mais de perto, que é a grande
- 31:50Loureiro, eles têm essa, essa produção assim, toda ali
- 31:55centralizada, né, vamos dizer assim.
- 31:57Então sai do galpão, é todo, todos os galpões são
- 32:00automatizados, são climatizados, a coleta é automática e aí eles
- 32:05são exigidos, né? De algumas empresas que eles
- 32:08comercializam os ovos dos das 3 formas in Natura, né?
- 32:12Em casca. Na semi conserva e na conserva,
- 32:15né? Então esses ovos que vão para é
- 32:18industrialização. Eles são selecionados porque
- 32:22eles também devem estar íntegros, com peso adequado.
- 32:25Então eles normalmente vão em caixas para uma sala, né?
- 32:29Uma anti sala aí dentro da indústria, e aí ali eles
- 32:32permanecem. O no mínimo ali 3 dias, né?
- 32:37É uma sala refrigerada, né? É o controle de temperatura,
- 32:41umidade. E por que essa essa separação?
- 32:45Porque durante esses 3 dias isso facilita o descasque, descasque,
- 32:50né? Então o pessoal que reclama
- 32:51muito de cozinhar ovo e descascar e tal é porque essa a
- 32:55membrana da casca do ovo de codona, ela é mais resistente do
- 33:00que o ovo da casca do ovo de galinha.
- 33:03Então é, em compensação, a espessura da casca do ovo de
- 33:07codorna é menor, então para compensar isso, ela tem uma
- 33:11membrana, é só a gente consegue identificar isso.
- 33:13Quando cai o ovo de galinha no chão, o ovo de codorna, o ovo de
- 33:16galinha, ele dá uma, né? Uma esparramada, o ovo de
- 33:19codorna não, né? Às vezes nem dá para ver que ele
- 33:22trincou, né? Ele dá aquela quebradinha e fica
- 33:24lá, então é isso atrapalha o descasco, podemos dizer assim,
- 33:28nas empresas que fazem isso, elas deixam então nessa sala
- 33:32climatizada. E dali, né?
- 33:343 dias é no mínimo 3 dias. Depois que elas estão é que os
- 33:38ovos estão ali, seguem para dentro da indústria, né?
- 33:42São selecionados novamente todos aqueles que estão íntegros, né,
- 33:45adequados para o processo de cozimento, né?
- 33:50Faz o processo de cozimento, descasque, embalagem dentro da
- 33:55Granja, né? Então.
- 33:57AA solução de conserva refrigerada, Ela É Diferente
- 34:01daquela conserva tipo picles, né?
- 34:03Ela tem um PH um pouquinho, é mais alto, né, do que a conserva
- 34:07picles, que é anão refrigerada. E aí separa ali naquele momento,
- 34:11depois que cozinhou, separa para qual é tipo de conserva vai ser
- 34:17destinada. As semi conservas vão para
- 34:20Câmara fria para comercialização o mais rápido possível, porque
- 34:23ela tem um período, né, uma vida útil de 45 dias.
- 34:27Já a picles, ela pode ficar fora de refrigeração até 6 meses de é
- 34:33vida útil, então? Mais ou menos, né?
- 34:35Resumidamente, é o isso que acontece.
- 34:37Então dali mesmo faz o processo. Michele muito legal, caminhando
- 34:42aqui para o fim. Eu queria para a gente terminar
- 34:46assim. Eu acho que todo mundo.
- 34:48Né, a codorna é uma alternativa, né?
- 34:50Mas eu queria que você fizesse um rápido paralelo, aí uma
- 34:53comparação e às vezes até consome, você já explicou, né?
- 34:57Às vezes as pessoas confundem, né?
- 34:58EE tratam AA codorna como se fosse uma galinha, né?
- 35:02Assim, qual assim que que você deixaria de diferença entre as 2
- 35:08produções, né? De codorna, né?
- 35:10E a postura da galinha? Eu acho que assim, o que mais me
- 35:15encanta, né? Nas pequenas notáveis.
- 35:17Por que que eu falo de pequenas notáveis, né?
- 35:19Elas botam, né? Começam e iniciam a sua vida
- 35:24reprodutiva muito cedo, né? Diferente das galinhas ali.
- 35:27Então acho muito interessante isso, né?
- 35:30Essa é início de produção bastante, é rápida a
- 35:37persistência na postura. E elas botam ovos todos os dias,
- 35:42com tempo de formação um pouco menor aí do que o da galinha.
- 35:45E, além disso, esse ovo representa 10% do peso corporal
- 35:49dela, enquanto que das galinhas é 3%.
- 35:53Então por isso que eu chamo elas de pequenas notáveis, porque
- 35:56assim daquele tamaninho, bota um ovo assim, né?
- 36:00Extremamente rico nutricionalmente, assim como são
- 36:03os ovos de galinha, né? Com algumas diferenças ali em
- 36:06termos de nutrientes. Né?
- 36:08O ovo de codorna destaca bastante pela questão do do teor
- 36:13de ferro. Então para combater anemia, né,
- 36:16então tem 11111 plus aí, um a mais nisso, né?
- 36:22Então é isso que me encanta muito nas codornas, né?
- 36:24Que me encantou desde sempre foi esse tamaninho, né?
- 36:28Ela dali toda eu falo, eu costumo dizer que ela é a prima
- 36:32pobre da galinha, né? Então ela tá sempre de lado, ela
- 36:35é sempre uma alternativa. Quando a gente vai nos
- 36:37congressos, é sempre uma palestra.
- 36:38Resto de codorna, resto de galinha, né?
- 36:40Então e eu vejo esse potencial que a codorna é demonstra, né?
- 36:46Ela fica lá quietinha, ela não anuncia que bota ovo e fica lá
- 36:50do jeitinho dela, mais mais, né? Reservado possível assim, né?
- 36:55E então acho que isso é um diferencial muito grande nas
- 36:59codornas e que elas têm um potencial incrível assim pra pra
- 37:03nos oferecer. Um rápido lembrete pra você que
- 37:06nos acompanha. Se você se interessa pelo tema
- 37:09deste episódio, nós disponibilizamos um ebook
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- 37:39Aproveite o material que nós preparamos para você e nos conte
- 37:44o que você achou. Muito legal, realmente, quando a
- 37:47gente para para pensar, é uma máquina, né, Michele?
- 37:50É uma maquininha, é como você falou, é uma pequena notável
- 37:53mesmo. Bom, Michele, caminhada agora
- 37:55para o fim eu queria, né? A gente tem a tradição aqui no
- 37:57podcast, né, de terminar com uma pergunta que não é técnica, né?
- 38:02É uma assim, a gente aproveita esse, né?
- 38:04Oo conhecimento. Né, expertise do nosso convidado
- 38:09para assim trazer um pouquinho, né, de coisas que não são
- 38:13exatamente técnicas, né? E a gente tem a tradição aqui de
- 38:15perguntar como que você, Michele, você é professora, é
- 38:19ótimo isso, né? A gente tá no meio dessa moçada
- 38:21convivendo, né, com esses meninos que estão em formação
- 38:24profissional, né? Mas como que você enxerga o
- 38:27profissional de sucesso? O que que você acha que né?
- 38:30É OA pessoa, tem que ter, focar, enfim, direcionar para eu sei
- 38:35que essa coisa é meio relativa. Que que é sucesso, né?
- 38:38Mas sem teorizar muito. Como que você enxerga
- 38:41exatamente, né? Que que tem, quais são, né?
- 38:44Os requisitos profissionais pra um né, uma pessoa, né, atingir
- 38:49aí esse sucesso profissional. Olha, professor, o que eu vou
- 38:54falar dos dos estudantes que é seguiram um caminho que né, cada
- 38:58um escolheu um, mas um caminho que para eles é um caminho de
- 39:02sucesso assim, né? Estão em empresas ou em
- 39:05instituições e seguiram a vida, ou acadêmica ou mesmo comercial.
- 39:12E eu vejo o que que é sucesso para eles assim e o que que como
- 39:15é que eles se tornaram, né? Asotecnistas, né?
- 39:20De sucesso, eu vejo que. Foi o médicos veterinários, né?
- 39:25O que seja, porque a gente tem estudantes de mestrado também,
- 39:29né? Eu acho que o principal é estar
- 39:32disposto a aprender. Eu acho que não, acreditar que
- 39:36não, que sabe tudo assim. Eu acho que quando a gente fica
- 39:40nessa, nessa situação assim, Ah, eu sei tudo, eu não preciso
- 39:43aprender mais nada. Eu acho que é uma posição muito
- 39:47equivocada. Porque você perde oportunidades,
- 39:51né? Então acho que eu sempre falo
- 39:54isso, que eu estou sempre disposta a aprender.
- 39:58Eu acho que se a gente parar de aprender, acho que não precisa
- 40:02estar mais nesse planeta se a gente não tem mais o que
- 40:04aprender. E aí eu digo, é aprender em
- 40:07todos os sentidos, não estou falando só tecnicamente,
- 40:10aprender termos técnicos, aprender, né?
- 40:12AAAA questão, né, profissional, técnica.
- 40:17Eu acho que aprender também na vida assim, ter uma inteligência
- 40:20emocional, porque a gente lida com pessoas, né?
- 40:23A gente fala, Ah, eu amo bicho, eu adoro bicho, eu quero
- 40:26trabalhar com bicho minha vida inteira, mas se você trabalha
- 40:28com pessoas. Né, para atender os animais,
- 40:31claro. Mas você trabalha com pessoas.
- 40:33Então eu acho que são 2 questões assim que são extremamente
- 40:37importantes. Para mim é desenvolver
- 40:39inteligência emocional. Eu sempre tento trabalhar isso,
- 40:43né? Da melhor forma possível, até
- 40:45para minha vida, né? Pessoal fora é profissão.
- 40:49E está disponível para aprender. Eu acho que a gente está sempre
- 40:52pronto para aprender alguma coisa nova e que vai ser um
- 40:57diferencial na nossa vida. Assim mesmo nas crises.
- 41:01É o que eu falo assim, Ah, é o mesmo momento que você acha que.
- 41:04Não tá bom. Realmente tem vários momentos
- 41:06que a gente passa. São bem complicados, né?
- 41:08É profissionalmente e pessoalmente, mas que tirar uma
- 41:12lição daquilo, aprender algo com aquilo, acho que é importante.
- 41:16Então eu vejo isso como 11 característica, né?
- 41:20Além da inteligência emocional de sucesso.
- 41:24Doutora Michele Mendonça, muitíssimo obrigado.
- 41:27Tivemos aqui uma conversa muito legal sobre o codorna.
- 41:30Eu mesmo aprendi muito aqui a fazer tempo que eu né não, não
- 41:33trafegava nessa área, né? Mas muito legal mesmo.
- 41:37Muito obrigado pelo seu tempo, pelo seu conhecimento, pela sua
- 41:40disposição de estar aqui com a gente, né?
- 41:41Dividindo aí a sua expertise com.
- 41:45As pessoas que nos acompanham e aos e aos e aos nossos
- 41:49participantes, aí também. Agradeço aí vocês estarem nos
- 41:52acompanhando. É, podem ficar ligados que a
- 41:55gente tá aí com uma série de entrevistas super legais aí
- 41:59planejadas e continuem nos acompanhando que novas
- 42:03entrevistas virão. Michelle, eu deixo as palavras
- 42:06finais para você. Muito obrigada, muito obrigada
- 42:09pelo convite professor. Parabéns pelo projeto, né?
- 42:12Todos envolvidos aí com o projeto do podcast o aviário aos
- 42:16nossos ouvintes, né? E que é recebo.
- 42:19Estejam abertos para ouvir sobre as pequenas notáveis que elas
- 42:23realmente são incríveis. Obrigada pela atenção de vocês.
- 42:27Eu fico extremamente honrada em poder dividir isso e participar.
- 42:30Pessoal, estamos finalizando mais um episódio do nosso
- 42:33podcast, o aviário, e a gente gostaria de fazer um convite a
- 42:36todos vocês que tem nos acompanhado.
- 42:38Para que mandem sugestões para o nosso canal é de novos
- 42:42entrevistados, a gente quer aumentar aí.
- 42:44A nossa é a nossa rede de contato e todas aquelas pessoas
- 42:47que vocês conhecem, que tem vínculo com avicultura, serão
- 42:50muito bem vindos como indicação para os nossos próximos
- 42:52episódios. Então eu vou deixar com vocês
- 42:54aqui o nosso é e-mail de contato para que vocês possam fazer as
- 42:59indicações. O nosso e-mail vai aparecer aqui
- 43:01na tela escrito chama hello arroba Wise net ponto com ponto
- 43:06BR. A gente aguarda com AA indicação
- 43:10de novos nomes de vocês, muito obrigado e até o nosso próprio
- 43:13seu episódio. Tchau, tchau.