Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Nelva Grando: Salmonella e seu Controle na Prática | Ep. 35
Transcript
- 0:00Salmonella. Ela, a gente trabalha para
- 0:03mercado interno, não, não interessa para onde vai o
- 0:06produto? A primeira análise dentro da IN
- 0:1020, quando a gente faz o proper pré abate ou de da matriz ou EE
- 0:17análise das carcaças no abatedouro, nós estamos falando
- 0:21do mercado brasileiro, que é onde fica quase 70% daquilo que
- 0:26a gente produz. Então assim, uma das coisas que
- 0:29eu sempre reforço. Da qualidade que do produto
- 0:34brasileiro. É a mesma que nós exportamos.
- 0:44Bem-vindos ao. Podcast, o aviário, as mentes
- 0:47mais brilhantes. Da avicultura no seu?
- 0:49Bolso. Bom, o podcast do aviário só é
- 0:54possível. Através do apoio de empresas
- 0:56inovadoras e que. Apoiam a educação continuada na
- 0:59avicultura. Brasileira, American nutrients
- 1:02solução. É o nosso compromisso, boa
- 1:05tarde. Bom dia para você que está em
- 1:07casa e hoje nós estamos com a doutora nao va toda sua
- 1:11experiência, sabe? Nao vai um prazer muito grande
- 1:15ter você aqui nesse podcast, especialmente assim.
- 1:19Outro dia eu estava lá no Peru e um veio seu nome à toa em todo
- 1:23mundo. Sempre diz assim, que quem é a
- 1:26sempre foi AA dama de ferro. Dove cultura é anel va por você
- 1:31ter trazido assim não ter muito medo de como falar de como se
- 1:38expressar para impor qualidade na avicultura nacional, né?
- 1:43E pela sua posição ao longo dessa.
- 1:46Ao longo desse desse período. Assim, eu lembro também em uma
- 1:50reunião que a gente teve é acho, da da coelha alguma coisa assim
- 1:56que eu fazia parte, assim que quando você estava presente
- 1:59para. Sim, era uma tranquilidade,
- 2:01porque existia sempre assim. Aquele não sei se falo, não sei
- 2:05se falo e você era muito esse viva nas coisas.
- 2:09E eu vejo isso assim, então para mim é uma honra muito grande
- 2:13conversar com você que é pra mim a dama de ferro, aí Davi cultura
- 2:18nacional. Bom dia.
- 2:21Bom dia, Elizabeth. O prazer é meu estar aqui, né?
- 2:26Conversando contigo, né? Depois de longa data, a gente se
- 2:30revê. EE conversar, né?
- 2:33Porque eu acho que essa troca de experiências ela é válida e é
- 2:39super importante, né? Para avicultura e muito obrigado
- 2:44por todos esses elogios, eu fico, ó, já tô meio até meio
- 2:49encabulada que meu vermelhinha já de.
- 2:53Porque é assim, né? Uma das coisas que eu.
- 2:57Acho que a minha vida toda é sempre trabalhei, foi a.
- 3:03AA essa questão da gente fazer o melhor, né?
- 3:07E a transparência EAA sinceridade, acho que sempre
- 3:12foram muito forte, né? Na nesse meu trabalho, né?
- 3:17Então, que bom que isso é. É, é.
- 3:21É visto como como positivo. Sim, não é elogio meu, é um
- 3:26elogio de várias pessoas que te conhecem, que diz assim, que
- 3:29quando é para resolver, chama neva.
- 3:32Então esse é um. Esse é muito bom.
- 3:35Mas hoje o nossa nossa conversa aqui ela vai ser voltada assim
- 3:39para aquilo que você é bastante conhecido, que é a parte de
- 3:41controle de salmonela, que é um tabu, né?
- 3:44Porque ela tem assim a parte de doença na ave, né?
- 3:49Que é, pô loroza. Gallinarum a doença Parati fica,
- 3:53que é aquela que envolve muito a questão.
- 3:56Do ser humano da zoonose EE, obviamente impactar.
- 4:02Bastante na questão, é? É de exportação, sendo o Brasil
- 4:08um grande exportador e você ter um tanta experiência com isso é
- 4:12a minha pergunta é assim como, que como que você diferencia
- 4:16essas 2 salmonela, né? Este fica Parati.
- 4:21Ficas em termos de controle. Para quem está aí em casa, nos
- 4:26escutando nos acompanhando é sim.
- 4:30É? Qual seria?
- 4:32Os critérios assim, para cada uma dessas salmonela em termos
- 4:36de controle é, eu digo não para uma empresa é é especificamente.
- 4:42Mas assim, pensando em avicultura nacional, né?
- 4:46Bom, é Elizabeth. Eu acho que as acho.
- 4:50Não tenho certeza que este fica. Elas são muito mais fáceis no
- 4:55seu controle. Certo, a base para tudo são os
- 5:00bons programas de biosseguridade.
- 5:03Né? EE não tenho dúvida, tanto pra
- 5:06ti fica quanto para Parati, fica haste.
- 5:10Fica como a po Lori gallinarum, elas são Deus perder específico.
- 5:16É muito mais fácil você traçar o link da onde veio a
- 5:20contaminação, não é? EE tomar esse cuidado e aonde eu
- 5:26vejo normalmente quando a gente consegue fazer 11
- 5:31rastreabilidade. É de da onde veio?
- 5:35A gente sempre encontra as pessoas como um principal ELO
- 5:40entre uma Granja de reprodução e uma galinha caipira, por
- 5:45exemplo. Então, normalmente eu vejo que
- 5:48se a gente cuidar bem disso. A gente não tiver uma população
- 5:53em torno da Granja muito próximo de uma Granja reprodutora de
- 5:57galinhas caipiras. É o controle.
- 6:03Ela é muito mais fácil do que uma Parati.
- 6:07Fica que é de múltiplos hospedeiros, né?
- 6:10Ela tem uma persistência ambiental muito maior, né?
- 6:16American nutrients, entregando soluções tecnológicas para o
- 6:19bem-estar. E segurança, humana e animal.
- 6:22Desde 2007, alicerçados ao conceito one health, os produtos
- 6:26e a inovação da American nutrients contribuem para a
- 6:29saúde humana. O bem-estar animal e a
- 6:31preservação do meio ambiente. Bom um.
- 6:37E falando nisso assim. Nessa, nessa questão das Parati,
- 6:43fica. A nossa, a nossa agricultura,
- 6:47né? A avicultura Brasileira, uma
- 6:49avicultura sim, bastante adensada, né?
- 6:52De regiões então, numa região, você pode ter 234 empresas em
- 6:56conjunto. Como que você vê essa?
- 6:59E a gente sabe que, né. Às vezes assim, tem um primo que
- 7:04é que é integrado de uma de uma empresa e o outro é integrado da
- 7:08outra empresa e acabam se visitando até trocando
- 7:12equipamentos e essas coisas todas.
- 7:14Como que você vê assim e como? Como eu falei assim, mas falando
- 7:18em avicultura nacional, não é sim, como?
- 7:20Como que as empresas deveriam visualizar essas essas situações
- 7:26ou ou a tua experiência nisso? Conta pra gente um pouco da tua
- 7:29história sobre isso. Eu venho.
- 7:32Venho de um de uma empresa que no passado eu posso dizer que é
- 7:38um chefe, né? E que a gente é trabalhava muito
- 7:43essa questão da biosseguridade, né?
- 7:46E quando eu tinha eventos ou tinha alguma oportunidade da
- 7:51gente falar de biosseguridade? Ele sempre dizia assim, não
- 7:55importa onde. Ou pode ser até no concorrente.
- 8:01Desde biosseguridade, é uma coisa que tem que ser única, que
- 8:06todo mundo deve fazer. Certo, ainda mais num numa
- 8:11situação como a gente vê e evoluiu para hoje, né?
- 8:15Esse adensamento de granjas, né? E eu vejo o seguinte, a gente
- 8:21evoluiu às vezes muito em tecnologia, né, Elizabeth?
- 8:25Nós saímos de aviários convencionais, com 10000
- 8:30frangos, 12000 frangos. Para aviários altamente techne
- 8:35fica 12 com 30000 frangos dentro do galpão, então eu tenho
- 8:41adensamento regional e eu tenho adensamento no aviário, né?
- 8:47Então isso faz com que é e as medidas de biosseguridade?
- 8:53Muitas vezes elas são as mesmas que a gente utilizava no
- 8:58passado. Então é isso que eu vejo de
- 9:01sempre, falo nas empresas ou mesmo nas oportunidades que eu
- 9:06tenho de palestras, de conversa, de que quanto maior é o meu
- 9:12adensamento regional ou populacional de um galpão.
- 9:18Mas rígida, tem que ser a biosseguridade.
- 9:23Tá, porque eu tenho 1 o volume de ave envolvido muito maior do
- 9:28que a gente tinha no passado. Por exemplo, a gente tem núcleos
- 9:33hoje de agricultura de corte que representa aí, às vezes o abate
- 9:39de 2 dias de uma determinada empresa.
- 9:43E a biosseguridade é colocar uma botinha descartável para entrar
- 9:47no. 9 área. Então eu entendo que essa
- 9:53biosseguridade ela deveria pelo menos você ter uma roupa
- 9:57descartável para um macacão descartável para ser vestido, um
- 10:01lugar para lavar as mãos, e você não tem na entrada do aviário.
- 10:08E a gente sabe que através quem toca o animal é as mãos, né?
- 10:12Eu manipulo que tudo que eu faço é a mão.
- 10:16É o Calçado que pega o que está do lado de fora e leva para
- 10:20dentro do aviário. Então, assim, eu acho que a
- 10:23gente evoluiu muito na parte de técnica são.
- 10:28Mas ainda a gente tem que é crescer dentro dessas medidas de
- 10:34biosseguridade e entender, né? Que quando você analisa o risco,
- 10:39hoje o nosso risco é ele é muito maior.
- 10:44Por que que ele é maior justamente por esse adensamento
- 10:47populacional que a gente tem? E também entre as empresas.
- 10:51Assim, salmonela é ainda um tabu, né?
- 10:55Quando a gente fala em salmonela, sim, você quer fazer
- 10:57um trabalho com uma empresa? Tá tudo bem, mas se não for
- 11:01Salmonella, se for para falar de salmonela ou se for para mexer
- 11:04com salmonela, a gente não quer falar, não quer se expor e até
- 11:12eu estava conversando há pouco, né?
- 11:14Sobre a questão de análise de dados na avicultura.
- 11:19A minha pergunta é assim, você acha que esse fato da gente sim,
- 11:24esconder ou não ou não, vamos falar a palavra, esconder, né?
- 11:28Não é uma questão de esconder, mas de não se falar muito de ter
- 11:33isso como um tabu, não prejudica AO controle.
- 11:37Como que você vê isso? Com certeza, né?
- 11:40Elizabeth? Uma das coisas que a gente
- 11:43aprendeu ao longo desses anos é que salmonela a gente tem que
- 11:48trabalhar com a transparência. As pessoas têm que saber qual é
- 11:53o nível de contaminação que tem e aonde tem, né?
- 11:58Por exemplo, integrado, ele não pode quando chegar o
- 12:03extensionista chegar e dizer para ele a deu contaminação no
- 12:06seu aviário. Ele tem que saber que deu só
- 12:10uma, né? Porque daí ele vai entender o
- 12:15risco que isso tem, né? Porque e também não só falar que
- 12:20deu salmonela, mas mostrar que. Eu vou fazer 11 parênteses aqui
- 12:28e talvez voltar um pouquinho. A gente trabalhou muitos anos,
- 12:33né Elizabeth? Focado em conversão alimentar,
- 12:37desempenho, produtividade. E hoje em dia a gente sabe que,
- 12:43por exemplo, o consumidor não quer saber quantas quantos ovos
- 12:48por fêmea de uma reprodutora deu.
- 12:51Ele não quer saber a conversão alimentar do frango, ele quer
- 12:56saber se aquele alimento que ele está consumindo é seguro para
- 13:01ele consumir. Então esse é o primeiro ponto, é
- 13:06o primeiro paradigma que a gente tem que quebrar produtividade e
- 13:12qualidade. Eles têm que estar no mesmo
- 13:15nível. Eles não podem estar num nível
- 13:18diferente. Como que você faz qualidade numa
- 13:21Granja e o seguridade não é as boas práticas de produção, né?
- 13:27O resumindo em biosseguridade é aonde a gente trabalha essa
- 13:32questão de de qualidade do produto.
- 13:37E assim, às vezes é você comentou antes, hã?
- 13:41Por causa de exportação, sim. Mas se você for ver a legislação
- 13:46Brasileira hoje, ela não mede para exportação.
- 13:51Aí n 20 que fala de controle de salmonela é mercado brasileiro,
- 13:57certo? Existem países mais exigências,
- 14:01mas normalmente os mais exigentes nesse negócio, nessa
- 14:05controle de Salmonella, sou um por questões tarifárias.
- 14:09Questões comerciais, porque quando você vai para dentro
- 14:13desses países, vamos à Europa aqui como uma referência.
- 14:18Você vê que AA legislação européia, ela é equivalente.
- 14:25A legislação Brasileira, que é Ain 20 para o mercado interno
- 14:31deles, então por que aquele critério a mais?
- 14:34Quando a gente manda um temperado, né?
- 14:37Um Salgado aí, um preparado pra Europa, é tarifário, é questão
- 14:41comercial, mas não porque existe uma exigência diferente de
- 14:46salmonela dentro da Europa. É para as essas tantas salmonela
- 14:53que existe, é claro, typhimurium e enteritidis.
- 14:57Elas têm uma regulamentação diferenciada e a maioria dos
- 15:02países são mais exigentes, mas o Brasil também é mais exigente
- 15:07para essas 2 salmonela, certo? Se eu tenho uma análise disso AB
- 15:12pré abater positivo vai para carne cozida, né?
- 15:17Então não sai uma carne Natura pelas todas características que
- 15:22tem essa salmonela. Então, assim, salmonela.
- 15:27Ela, a gente trabalha para mercado interno, não, não
- 15:30interessa para onde vai o produto?
- 15:33A primeira análise dentro da IN 20, quando a gente faz, o propõe
- 15:38é pré abate ou de a matriz ou EE análise das carcaças no
- 15:44abatedouro. Nós estamos falando do mercado
- 15:47brasileiro, que é onde fica quase 70% daquilo que a gente
- 15:52produz. Então assim, uma das coisas que
- 15:55eu sempre reforço. Da qualidade que do produto
- 15:59brasileiro. É a mesma que nós exportamos e
- 16:06com certeza a transparência a gente tem que trabalhar com
- 16:11transparência e outra coisa, mais além da transparência.
- 16:16Salmonela não é uma coisa que a gente trabalha de isolado dentro
- 16:21de uma empresa que trabalha áreas segmentadas, porque eu
- 16:26tenho a matriz que ela tem que ter.
- 16:31É um resultado. É muito, não digo, vou dizer
- 16:35zero, mas muito próximo a zero, porque se eu parto de um
- 16:40pintinho positivo. Isso vai resultar num frango,
- 16:46depois compositivo a ração, que por muito tempo.
- 16:51A gente não sabia analisar, não sabia, analisava amostras de
- 16:56ração, amostra de ração, estava negativa e a gente não olhava.
- 17:01As entradas das matérias-primas, não cruzava os sorotipos de
- 17:05Salmonella. Então assim, além da
- 17:08transparência, é um trabalho de cadeia.
- 17:13Né? Todas as áreas devem estar
- 17:15envolvida e. Assim nao para você, acha?
- 17:17A gente estava falando muito inteligência artificial.
- 17:20Eu entendo você falando dessa necessidade.
- 17:23Inter Inter é colocar todas as informações que a inteligência
- 17:28artificial ela ajuda e ajudaria muito, né?
- 17:31Você encontrar os pontos críticos, não só saber quais são
- 17:36o que a gente sabe do ponto de vista técnico que é ali pode ser
- 17:40um risco, mas realmente determinar que é o risco naquela
- 17:44situação. As empresas, elas estão em algum
- 17:47momento trabalhando com essa questão de salmonela.
- 17:51Dentro desse conceito mais. Mas machine learning, ou está
- 17:57colocando alguma tecnologia nisso?
- 18:00Como que está acontecendo? Olha, eu tenho pouco contato com
- 18:05essas tecnologias, né, Elizabeth?
- 18:08Porque o que eu vejo assim são muito poucas as empresas que
- 18:13ainda hoje estão estão trabalhando com isso, né?
- 18:18E eu acho que a gente tem uma oportunidade gigante.
- 18:22Para fazer, mas eu ainda a vejo que nós temos muita coisa.
- 18:30Eu não sei a te dizer assim, com com profundidade, né?
- 18:36Mas eu imagino que a gente trabalha, mesmo que a gente
- 18:39trabalhe com inteligência artificial.
- 18:42O mínimo de base a gente precisa ter, né instalado.
- 18:47E eu vejo que ainda tem muitos lugares que a gente precisa
- 18:51instalar esse básico para ter as informações e trabalhar com
- 18:56isso. Eu a minha vida há muitos anos,
- 19:01né? É na empresa que eu trabalhava,
- 19:04se entrou com essas metodologias de análise, né?
- 19:09Então eu tenho dificuldade às vezes de buscar as encontrar as
- 19:15informações. Para a gente fazer as análises,
- 19:19então, uma coisa simples, básica e assim, se você não tem os
- 19:24dados, né? Não tem um plano amostral mínimo
- 19:29com uma frequência, belê? Cida, né?
- 19:32Como metodologias confiáveis é é muito difícil de você fazer as
- 19:39análises, mas eu não tenho dúvida, nós estamos evoluindo aí
- 19:43pra metodologias de diagnóstico mais sensíveis.
- 19:48E eu acho que toda essa questão de inteligência artificial, aí
- 19:52ela vem para somar nessas análises, né?
- 19:55É o que agiliza tudo isso, né? E da maior assertividade?
- 20:01É o que acontece, é assim, ó aqui, que nem Na Na a
- 20:04inteligência artificial primeiro tem que esse aspecto que você
- 20:08coloca claramente e se se tem que ter qualidade dos dados que
- 20:11vem, então não adianta você dizer assim, ó, eu tenho
- 20:14inteligência artificial, mas eu não tenho qualidade dos dados,
- 20:17não sei da onde que eles vem, não tem uma amostragem correta.
- 20:20Não sei como que eles estão acontecendo, mas um ponto assim
- 20:24eu falo, porque eu já tentei, assim como professora, hoje,
- 20:27como independente, sempre tentar assim dizer, vamos tentar juntar
- 20:31esses dados? E para algumas coisas, até
- 20:34assim, a base do que eu trabalho é bastante necropsia, porque
- 20:37porque se você falar em salmonela, tomat começo está
- 20:40fora da empresa, então assim é você que já trabalhou ali
- 20:45dentro, que sabe o risco que sabe é o que que sente um
- 20:49profissional na tua posição que está ali na responsabilidade da
- 20:53empresa, sobre aquele assunto. Salmonella.
- 20:56Falar que alguém vai vim e vai ver esses dados que não seja da
- 21:00empresa é hoje. Você, na condição que você está,
- 21:04né? De uma consultora independente
- 21:07que tem toda essa tua experiência.
- 21:09Você teria alguma visão diferente disso ou algum
- 21:13conselho para quem está nessa posição?
- 21:15Assim permitir que essa tecnologia possa, sim, eu acho
- 21:20que a parte de amostragem, tudo isso, é uma coisa que você sabe
- 21:24que você que provavelmente os profissionais ali sabe, mas que
- 21:27essa tecnologia viesse você tivesse do teu computador aí na
- 21:30tua casa. Recebendo isso de forma online,
- 21:34esses resultados de e tomando decisões rápidas.
- 21:38Então eu sei que você já teve de um lado, e agora você está do
- 21:41outro, imaginando assim, será que a gente poderia achar um
- 21:45meio termo e esse profissional poder liberar?
- 21:48É empresas ou ou profissionais de machine learning ou ou
- 21:54inteligência artificial com mais tranquilidade do que eu tenho
- 21:58sentido até agora? É?
- 22:01Eu. Eu uso muito arte da guerra, né?
- 22:06Conheça teu inimigo, né? Porque só assim você consegue
- 22:11traçar o. As AA tuas ações, né?
- 22:16Então assim é, eu vejo diferentes níveis de maturidade,
- 22:22né? Hoje eu tenho a oportunidade de
- 22:25ter contato com várias empresas, inclusive fora do Brasil, e eu
- 22:30vejo que a gente tem diferentes níveis de maturidade.
- 22:34Eu vejo que tem empresas que não tem problema nenhum, né?
- 22:39Em a gente fazer isso com tranquilidade, eles tem as
- 22:43informações e te passam, claro. Sempre tem aquele contrato de
- 22:48confidencialidade. Tudo bem, a gente sabe tratar
- 22:52essas informações, e a gente trabalha isso com naturalidade.
- 22:58Não tem problema nenhum. E a gente ainda tem empresas que
- 23:02já tem 11 restrição em relação a isso.
- 23:08Às vezes não tem nem uma base de dados, né?
- 23:12Um plano de de monitoria ainda está naquela que, se eu não
- 23:16procuro? Né?
- 23:19Eu não. Tenho, não vejo, não tenho.
- 23:21Tenho problema, né? E que isso é um é Sério, né?
- 23:25Porque a gente sabe que quanto mais, né, eu in all onde eu
- 23:30encontro eu posso tomar medidas ou, por exemplo, se eu tenho uma
- 23:35matriz que tem uma positividade de uma Parati, fica.
- 23:40Qual é a medida que eu vou adotar no corte para minimizar
- 23:45esses impactos? Aí eu tive uma ração positiva.
- 23:50A gente não vai jogar fora. Toneladas de rações de ração,
- 23:55mas a gente tem medidas que eu posso mitigar o risco.
- 24:00Então assim, eu acho que quando a gente conseguir evoluir para
- 24:04ter essas ferramentas de um diagnóstico mais rápido, né, que
- 24:10a gente tem um diagnóstico de confiança mais rápido ou um
- 24:14mecanismo aí que de inteligência artificial que você há, não tive
- 24:20esse resultado conectado já diz para lá.
- 24:24As medidas que eu tenho que adotar, certo?
- 24:28É, eu não tenho dúvida que isso é.
- 24:33É o é o futuro, né? Porque assim a gente vê.
- 24:38É hoje em dia, por exemplo, mão de obra.
- 24:41Não tem um lugar que as pessoas não falam do problema de mão de
- 24:46obra, certo? Então a gente precisa qualificar
- 24:51mais, né? E dar mais.
- 24:54Como é que eu vou dizer? É mais informação e ter uma
- 24:59pessoa mais qualificada às vezes, em vez de você ter vários
- 25:05profissionais, você ter um ou 2 mais qualificado e uma
- 25:09inteligência artificial ter dando as informações para você
- 25:14atuar. EE não adianta isso não quer
- 25:18dizer reduzir mercado de trabalho.
- 25:22É você otimizar as informações, ter qualidade e poder trabalhar.
- 25:28Isso de uma melhor forma, né? Num não tem escapatória, não tem
- 25:34como a gente não ir para isso, né, Elizabeth?
- 25:38Eu só um poucos. Por exemplo, eu.
- 25:40Quando eu comecei a trabalhar como reprodutoras, eu lembro.
- 25:44Eu não tinha sábado e domingo, eu IA de madrugada.
- 25:47EAE hoje em dia isso é? Eu não estou dizendo que isso
- 25:52era certo. Mas hoje em dia, eu acho que a
- 25:56gente. Primeiro, a gente não tem mais
- 25:58profissionais ou é difícil encontrar profissionais que tem
- 26:03essa esse tipo de, de vocação, ou de 15.
- 26:09Com questão é, você fala vocação, porque não é nem assim,
- 26:13né? Uma vocação.
- 26:15Então assim é. Eu não estou dizendo que essas
- 26:18pessoas estão erradas, mas é que lá quando eu comecei, se eu
- 26:22queria informação, eu tinha que ir lá em loco ver, né?
- 26:27Sim, hoje tem empresas que tem um rapaz que senta ali no
- 26:31escritório, gerente. Se a 200 propriedades, que é um
- 26:36hoje, talvez seja mais, né? Mas gerencia desempenho, peso de
- 26:42200 propriedades no escritório. Certo?
- 26:46O extensionista vai lá pontualmente certo, então.
- 26:52E isso para mim, é o que a gente vai evoluir.
- 26:55O que a gente precisa e a informação que ser bonella tem
- 26:59que ser dessa forma também. É, eu acho que tem que ser
- 27:03também, né? É porque falando um pouco assim
- 27:06de questão pessoal. Um profissional com essa vocação
- 27:11realmente, a palavra vocação, no sentido de se doar, né?
- 27:15Nessa, nessa, nessa, nesse emprego, nessa função que ele
- 27:20tem, ele, ele tem um custo pessoal muito grande, né?
- 27:25O este assim, um custo que você pagou, que eu paguei, que hoje o
- 27:29profissional mais. É, é que tá hoje no mercado, ele
- 27:34não quer pagar esse custo pessoal e ele tem toda a razão
- 27:37em alguns momentos, né? Porque não sei como você vê
- 27:42isso, mas eu vejo assim. Assim como você, em um momento
- 27:46diferentes, né? Por estar na universidade, se
- 27:49dedicava se acabasse tendo um custo pessoal que é
- 27:53desnecessário você pagar. Quando você tem uma tecnologia
- 27:56que pode te ajudar. Né?
- 27:58Eu não tenho dúvida nenhuma, né? A gente com certeza a gente
- 28:03deixa alguma coisa pessoal de lado.
- 28:06Quando a gente vai parte para esse tipo de doação, né?
- 28:11Agora eu acho que é essas ferramentas.
- 28:14Elas vêm justamente. Para você não precisar mais
- 28:19fazer esse tipo de você ter a informação de qualidade, né?
- 28:26De crer com credibilidade, sem você ter que estar, né?
- 28:31Passando a custo pessoal no custo pessoal, et cetera, né?
- 28:36Não no processo. É porque acaba que sendo fica
- 28:40realmente assim como uma vocação religiosa, né?
- 28:44O profissional que entra assim eu tive oportunidade de falar
- 28:47com outros profissionais de outras empresas.
- 28:50E alunos meus, que depois, né, assumiram eles assim, nossa, eu
- 28:54não aguento mais a minha vida está assim, pessoalmente, a
- 28:57pessoa. Ela está bastante desgastada por
- 29:01é por, por se dedicar, enquanto que hoje a gente tem uma
- 29:04tecnologia que pode diminuir e da mesma forma ser precisa, né?
- 29:10Sim, com certeza, né? Um outro ponto que eu queria
- 29:13retornar, a gente está quase no final aí que neva.
- 29:16Sobre a questão que você falou assim de faed.
- 29:20Da conversão alimentar dos dos dos, dos parâmetros produtivos
- 29:25sendo utilizados. E aí chega lá com melhor ganho
- 29:30de peso, com a melhor conversão, mas com salmonela.
- 29:33Positivo, né? E aí, outro dia também eu
- 29:36conversei com a lyris, né professora lyris, lá da Urbes,
- 29:40muito sobre AAO conceito de carne vendável, né?
- 29:43Você, você faz todo um Oo teu custo em cima do peso vivo mas o
- 29:49que chega lá e mais, o que chega lá?
- 29:52Livre de salmonela, possível de ser utilizada diferente daquele
- 29:56peso vivo. Então a conversão alimentar
- 29:58seria diferente com a tua experiência?
- 30:01Como é que você vê isso? E como EE, que sugestão você
- 30:04teria para que isso fosse agregado?
- 30:07Porque tem pouca pouca gente que fala isso, sabe?
- 30:09Nela parece tão óbvio, mas tem muito poucas mais do que falar é
- 30:14usar essa informação como o conceito de produção.
- 30:18Né? A gente diz chamava isso, né?
- 30:22Elizabeth, do custo da não qualidade.
- 30:26Que é aquele frango que chega na plataforma, né?
- 30:29Você e às vezes você não anão tem um mercado, né?
- 30:33Você tem perdas não só pela salmonela, né?
- 30:37Mas a gente tem aí os desafios de aéreos acolito. 50 nações,
- 30:42por. Divertidos, é, é isso é uma
- 30:46coisa que assim eu as empresas deveriam revisar o por isso que
- 30:52quando a gente fala que é com é cadeia.
- 30:57Essa avaliação, também de de produto, ela deveria ser feita
- 31:03dessa forma, né? Então.
- 31:06Para você realmente estipular metas, que elas sejam reais, né?
- 31:13Porque não adianta o eu entregar pro abatedouro o frango no
- 31:18melhor peso e uniformidade, e o abatedouro não ter ter que
- 31:24vender esse numa categoria inferior, porque ele não tem
- 31:27qualidade. Então, sim, isso é uma mudança
- 31:32de de paradigma também, né? De como a gente trabalhar isso é
- 31:38a mesma coisa. Eu sempre falo assim, né?
- 31:41AA gente no Brasil tem muito a questão do aproveitamento.
- 31:46Como são os sistemas integrados? A gente aproveita o ovo até o
- 31:51último, né? Aquele tipo de ovo que não
- 31:55deveria ir para uma incubadora? Porque?
- 31:59O cara da Granja tem meta de aproveitamento.
- 32:03Certo? E, muitas vezes, esse
- 32:07aproveitamento quando chega no incuba tório.
- 32:12Eles. Acaba estragando outros 120000
- 32:18ovos, às vezes uma bandejinha estraga 120 e 200000 pintinhos,
- 32:25que seriam os de boa qualidade. E assim é pro batedor, não é?
- 32:31A gente pega e assim uma das coisas que eu percebo.
- 32:35Salmonela, às vezes, aquele lote que é ruim, de desempenho ou
- 32:40aquela propriedade, às vezes que não.
- 32:44Que tá? Meio largada, às vezes a nem a
- 32:48salmonela se cria ali. Certo exclusão competitiva no ar
- 32:53é que é amor, bien te, né? É isso aí agora e os melhores
- 32:57que desempenham mais é são positivos.
- 33:01Então, assim, quebrar esses paradigmas e fazer essa
- 33:05avaliação de uma forma diferente, concordo plenamente
- 33:10contigo. Né?
- 33:11Você acha Dalva que que os os AA?
- 33:16O pessoal de decisão das empresas, ele, ele tá sendo
- 33:20sensibilizado. Ao menos um pouco sobre isso ou
- 33:25não, como que você sente isso? Eu acho que assim tem algumas
- 33:30empresas que elas estão sendo sensibilizada.
- 33:33Casou, sente, então, entendendo um pouco isso.
- 33:37Algumas, elas estão sendo sensibilizadas na dor, né?
- 33:42Porque uma das coisas que as empresas têm que que entender e
- 33:47perceber que Ain 20 veio para unificar.
- 33:53Que os dados hoje, o Ministério, hoje ele consegue fazer uma
- 33:58análise das suas informações. E conseguem entender?
- 34:03Aonde estão os desvios, né? Ou o que que pode estar
- 34:08acontecendo? E que temos que trabalhar como o
- 34:12Ministério. As informações de uma forma é
- 34:17gerencial, transparente como benefício, né?
- 34:22E não entender que que a gente não falar de salmonela, que a
- 34:27gente. Que isso é um.
- 34:32É um tabu, né? Que não falar de salmonela vai
- 34:35resolver as coisas? Então as empresas têm que
- 34:38entender. A legislação mudou.
- 34:41E a legislação? Hoje ela está aí para mostrar
- 34:45como é que está o controle de cadeia.
- 34:48Certo, então mesmo que ela consiga por um tempo, não falar
- 34:53disso, acaba que aparece, né? Nas análises estatísticas que o
- 34:59Ministério faz, então, assim, quanto mais a mais a gente
- 35:04tivesse sinceridade, franqueza, transparência nisso e
- 35:10trabalharmos isso em conjunto, melhores serão os resultados que
- 35:15a gente vai ter, né? Então eu vejo que as empresas
- 35:19precisam. Algumas delas ainda tratam como
- 35:23um tabu e não entendem que a Salmonella é um indicador de
- 35:28qualidade, né? E que ela nunca vai deixar de
- 35:33fazer parte para quem produz alimento, né?
- 35:36Porque ele tá lá como um indicador de higiene.
- 35:39Processo no abatedouro como indicador de qualidade de
- 35:43produto e é isso. A gente vai, vai.
- 35:47Eu não vejo a por enquanto, né? A Elizabeth é tecnologia que vá
- 35:55mudar isso a curto prazo, né? Então, realmente é, temos que
- 35:59trabalhar em todos os pontos e a transparência.
- 36:04Que é o teu lema? É transparência, né?
- 36:09Então tá, muito obrigada, nao va pelo seu tempo e pela sua
- 36:13transparência aqui, ajudando a entender um pouquinho mais sobre
- 36:17a questão de salmonela. Mas sobretudo assim, eu acho que
- 36:21AA mensagem final sua aí, de que a gente tem que encarar o
- 36:25problema de frente, né? Conheço inimigo que é muito é
- 36:29mais é você encontra soluções, né?
- 36:32Não existe uma receita de bolo, né?
- 36:35Cada empresa. É uma empresa, tem suas a seus
- 36:40desafios, né? E a gente tem que fazer as
- 36:44análises e trabalhar isso para para acertar, né?
- 36:49Obrigado a Beth pela qualidade, vamos falar.
- 36:53Obrigada, você brigada, vocês que estão em casa e a gente fica
- 36:57aí junto para o próximo episódio.