Latest / Surra de Lúpulo / Qual o gosto que o gosto tem? Papo com Hellen Maluly | Surra #136
Transcript
- 0:08IPA, condre anca apresenta. Surra de lúpulo.
- 0:16Oi, pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite, eu sou Ludmila, mais
- 0:21conhecida no Instagram come pão com Drica e no programa de hoje
- 0:25meus amigos. Mas vamos falar de algo que
- 0:27parece simples, mas na verdade é muito complexo.
- 0:31É um gosto saber mais sobre o gosto pode nos ajudar a conhecer
- 0:35e apreciar um leque absurdo de possibilidades, mas sem derrubar
- 0:39essa Barreira ficamos limitados. Agora, pensa colocando em
- 0:42perspectiva o que essa experimentação pode trazer para
- 0:46a cerveja? Para nos ajudar nessa missão
- 0:48sensorial, estamos com a Ellen maluly, que é farmacêutica e
- 0:52doutora de ciência de alimentos, e faz parte do corpo diretor da
- 0:57associação Brasileira de ciência e sensoriais e do consumidor
- 1:01AABCSC. Antes de pedir que a nossa
- 1:06convidada dê um alô, a gente tem o prazer de informar que esse
- 1:09programa é oferecido pelos nossos mecenas empresariais.
- 1:12Cerveja da casa, cervejaria uçá viver o Vandenberg.
- 1:20Agora sim, Ellen dá um alô para galera, OPA, bom, vou falar como
- 1:24você não é bom dia. Boa tarde, boa noite a todos,
- 1:28com sotaque bem diferente aí, né?
- 1:30Vem do interior de São Paulo, onde eu estou falando, mas
- 1:36queria dar boas vindas a todos e agradecer também o convite por
- 1:41participar e poder falar desse assunto que eu sou
- 1:44apaixonadíssima hurum. Então vamos lá, vamos lá, que
- 1:48ótimo, eu que agradeço e seja bem-vinda, eu sou o Leandro.
- 1:52Mas vocês hoje podem me chamar do Emilly das cervejas.
- 1:57Gente, eu não sei se as pessoas vão lembrar quem é o Emílio,
- 1:59então preciso entregar aqui, né? Quem viu ratatui tem a cena do
- 2:03irmão do ratatui, que é o Emily experimentando as coisas,
- 2:06começou a bova como é a uva com queijo, e aí, vai abrindo os
- 2:10paladares muito loucos ali não lembrei a mim, me foi uma coisa
- 2:16meio Jimi Hendrix experience assim, né, cortar ele está
- 2:19comendo, fica muito, li Sérgio, mas é isso, é perfeita.
- 2:23E é assim que a gente fica mesmo, né?
- 2:26Quando a gente experimenta alguma coisa, já vai lá na nossa
- 2:29mente e o legal seria se todos fechassem os olhos e imaginassem
- 2:35aí o nosso corpo sentindo essa bebida, essa comida, enfim, é
- 2:40isso. E falando, experimentar, a gente
- 2:42bate esse papo bebendo uma cervejinha e aí eu quero saber,
- 2:46você vai beber alguma coisa ou vai ficar na água?
- 2:49Ai meu Deus, se eu for ficar na água por enquanto, mas depois
- 2:53desse papo, né dessa surra de louco?
- 2:55Eu acho que eu não vou. Resistir, aguentar não, não vou
- 3:01resistir, mas vamos lá, vamos começar a semana bem e você?
- 3:07Lúdio, que você vai beber por aí.
- 3:09Então eu trouxe uma que tem tempo que eu não bebo.
- 3:12Essas dessa cervejaria, que asa lays, olha, e aí era de
- 3:16propósito. Eu quis trazer uma coisa boa,
- 3:18experimentação sensorial, bizarra, que a bananeira, na
- 3:22fumaça, rapaz, É Ela, não é? Ela não é uma pessoa tão simples
- 3:27assim, não, eu me abri, eu Marco roninho uma Heineken.
- 3:31Que é o que eu tenho hoje aqui, não eu fui.
- 3:34Eu fui elaborar porque as bolsas já foram embora.
- 3:38Não fui a laborar. Eu fui elaborar porque ela
- 3:40cheira dinha básica, um Bananinha, direto no nariz.
- 3:43Eu sempre brinco que eu não posso ter adega porque não tem
- 3:48sentido ter adega. Acaba muito rápido, né?
- 3:51Não tem. É, isso faz sentido investir
- 3:55numa adega, né? Ou numa, numa geladeira de
- 3:58cerveja, porque ela acaba muito tocar, então deixa.
- 4:01É isso. Bobagem.
- 4:03Você, Emilly, das cervejas, vai beber o quê?
- 4:08Eu também peguei uma temática para o papo, que é de uma
- 4:12cervejaria que eu também não bebo há muito tempo, que é a
- 4:16pineal. Não, eu peguei a cache ou
- 4:19invasion a goze da pineal. Sim, eu vou beber uma ácida ou
- 4:24uma salgada é, ou uma salgada. Vamos sei, eu acho que vai ser
- 4:30muito legal, porque acho que a gente pode fazer esse
- 4:32experimento aí, né? Durante o bate-papo aqui, com
- 4:38certeza. Bom, se você é fan do conteúdo
- 4:51que a gente produz aqui, se você da risada com as piadas que
- 4:54fazemos, se você se emociona nas tretas que debatemos, se você
- 4:58aprende alguma coisa aqui, vira um mecenas do surra de lucro.
- 5:01Através do site apoia ponto, esse é barra, surra de lúpulo
- 5:04que escolheu o apoio que cabe no seu bolso.
- 5:07Se você não pode apoiar com a grana agora, sem problemas.
- 5:12Ajude a gente a chegar mais longe, basta enviar o link desse
- 5:16episódio para um amigo que gosta de cerveja artesanal ou
- 5:19compartilhar nas suas redes sociais, marcando a gente.
- 5:22Estamos em diversas plataformas de streaming, mas o coração
- 5:26enche de amor quando rolam 5 estrelinhas no Spotify.
- 5:29Agora, se você fechar o combo 5 estrelas mais comentário no
- 5:35Apple podcast, a gente pira de Alegria.
- 5:37As avaliações ajudam as plataformas a entenderem que
- 5:41nosso conteúdo é relevante e melhoram muito a distribuição
- 5:44dos episódios. Como eu sempre peço.
- 5:46Ajuda a gente a hackear o algoritmo, sair.
- 5:58Bom, vamos parar de enrolar tanto a convidada quanto
- 6:01ouvinte, que já chegou até aqui e esse assunto é tão importante,
- 6:05rico, que a gente queria poder começar perguntando, o que é
- 6:08agosto? Qual a diferença entre gosto e
- 6:11sabor e quais são os gostos básicos para a gente chegar?
- 6:14Dando aquela situada geral na galera, Ellen é feito à noite.
- 6:18Esses temos, eles foram. Criados junto com o
- 6:23desenvolvimento da ciência sensorial, mesmo porque, antes,
- 6:27principalmente antes do advento, a ida dos estudos de genética
- 6:31não existiam essas diferentes ações.
- 6:34Então, depois ali, principalmente da década de 50,
- 6:38é que foram se estabelecendo aí alguns estudos mostrando que a
- 6:42palavra gosto não tente inglês, Gu em francês, né?
- 6:48Então a gente tem essa diferença.
- 6:50Está relacionada aí as substâncias.
- 6:52Que geralmente, né, não provocam, não, são voláteis, mas
- 6:58existem algumas que são para, independente do caso do das
- 7:01aspas, principalmente. Mas a característica principal é
- 7:05não ser uma substância volátil, que entra em contato com
- 7:09especificamente com receptores na nas nossas papilas
- 7:14gustativas. Aí às vezes a gente pergunta,
- 7:16né, hã? Mas receptor, o que que é isso,
- 7:19né? Receptor?
- 7:20Aí a gente, eu brinco com os meus alunos, a gente volta lá
- 7:23pro ensino médio. Quando a gente aprende ensino
- 7:26fundamental, médio, né? Quando a gente está na aula de
- 7:29ciências, ele aprende a membrana celular que ela, membrana que
- 7:33tem uma dupla camada lipídica, e tem ali uma proteína.
- 7:38Essas proteínas elas servem como receptores, como se fosse uma
- 7:42fechadura para uma chave. Então isso é um receptor, né?
- 7:47No caso do paladar, é um receptor químico que a gente
- 7:51chama o paladar e o olfato, né, de sentidos químicos, então
- 7:55necessariamente a gente precisa de substâncias químicas.
- 7:59Entrando em contato aí com essas fechaduras, então a substância
- 8:03química, ela é uma chave, entra em contato com essa fechadura
- 8:07que é um receptor e aí muitas coisas acontecem na nossa
- 8:12língua, né? No nosso fala que a gente tem
- 8:15receptor, não somente na nossa língua, mas também no palato,
- 8:19espalhados aí pela boca tá mais. Obviamente que a nossa língua,
- 8:24que é o principal órgão aí de recepção gustativa.
- 8:28Essa aki recepção do paladar. E aí a gente diferencia nessa
- 8:33palavra, gosto de sabor, porque o sabor ele envolve outros
- 8:38sentidos, principalmente o sentido do olfato e da visão, do
- 8:43tato e até da audição. Houve aí já uma que a gente
- 8:48chama de audição, extrinsic ao alimento.
- 8:50Quando o Leandro abriu a latinha, fez xixi que você já
- 8:55imagina, né, que vai tomar uma cerveja.
- 8:57Então vem coisa boa por aí, né? Coisa boa com ele, então o seu
- 9:00cérebro, ele já vai criando uma expectativa que você vai
- 9:05experimentar algo, então audição também está envolvida no sabor
- 9:09OEO gosto, né? Pra contextualizar mais um pouco
- 9:13até o ponto que a gente tá e da ciência a gente possui 5 bolsos
- 9:18básicos, é um chamados doce, Salgado, amargo, ácido ou azedo.
- 9:24Existe aí um questionamento aí de atributos, depois eu conto um
- 9:28pouquinho melhor na hora que a gente for falar aí.
- 9:31Essa se desgostosa e que o Leandro está provando, né?
- 9:35Eu gosto umami, que é o gosto proporcionado aí para um
- 9:39aminoácido chamado glutamato nucleotides, estão presentes em
- 9:44carnes em geral cogumelos, soja, né, molho de soja, tomate,
- 9:50enfim, né, frutos do mar de vários alimentos, né?
- 9:54Que possuem naturalmente esse gosto e a gente tem também
- 9:57presente da indústria, né? Como glutamato monossódico.
- 10:01Não sensacional, só uma observação aqui que eu acho que
- 10:03era importante a gente trazer pesquisando um bocado, porque as
- 10:06pessoas acham que a gente faz a pauta assim.
- 10:08A Ludmilla sabe alguma coisa dessa porra?
- 10:10Não, gente, eu tive que pesquisar para poder pensar numa
- 10:13pauta que faça sentido, para trazer uma pessoa como a Ellen
- 10:16aqui, para não fazer uma pergunta idiota Pra Ele
- 10:18responder é fazer o que faço as praias, Lina.
- 10:22Ao mesmo tempo a gente tem que fazer as perguntas simples,
- 10:25porque a gente não sabe qual é o grau onde as pessoas estão na
- 10:28hora de ouvir o programa, então a gente quer que elas estejam
- 10:31preparadas para todo esse caminho.
- 10:33Aí eu vou lembrar de uma situação que aconteceu
- 10:35recentemente na apuração da nossa eleição.
- 10:37Você falou de audição, participando da degustação de
- 10:42alguma maneira, né, hã? Cerveja, a gente sabe disso, que
- 10:45você deu o exemplo da carbonatação.
- 10:47Bonner sai da frente das câmeras e fala, vou beber uma água.
- 10:51Renata, que acho que a lo Prete segura, aí eles saem, vai para
- 10:55trás da Câmera, abre uma lata de água e aí faz o barulhinho de
- 11:00uma latinha de cerveja, porque aqui a gente reconhece esse
- 11:03barulho. Como?
- 11:04Refrigerante, cerveja. Me permita logo, interrompeu.
- 11:10Eu vou ali tomar Um gole d'água e volta, então, tá?
- 11:13Eu não tomei Um gole d'água, cuida aí, desse desse então.
- 11:16Enquanto isso, eu vou contando aqui que com quase 95% das urnas
- 11:20apuradas em Minas Gerais, Lula permanece à frente.
- 11:24E aí esse áudio cara rodou a internet no dia seguinte que ele
- 11:28tava abrindo uma cerveja ABC ou d pra ver.
- 11:32Como de vez em quando pode enganar também se você não tem
- 11:35um outro 1/3, né, né? O outro sentido, pra te
- 11:39confirmar, a gente pode ser enganado pelo barulhinho também
- 11:43faz parte. A visão também é um outro, é um
- 11:45outro sentido que engana um pouco a gente, né?
- 11:47Exato, eu lembro isso no curso de sommelier, falavam isso muito
- 11:51pra gente, olha, a visão é muito importante Na Na não, mas olha
- 11:55que ela é uma Vila, é uma danada, é e você sabe onde que
- 11:59eu faço o experimento muito legal em sala de aula.
- 12:03Um cores e gostos ou cores e aromas?
- 12:07Justamente para enganar a percepção, porque realmente a
- 12:12cor engana. Às vezes a gente está
- 12:15experimentando uma cerveja ali que ela é marrom, né?
- 12:19Aí você ou marrom escura, vamos por aí.
- 12:22Você pensa na, imagina ali, lá vem uma, estou-te maravilhosa
- 12:27urro. De repente vem o que vem uma
- 12:31coisa totalmente diferente na sua boca.
- 12:34Ou mesmo No No? Seu fato ali na sua faça OE, não
- 12:38é uma estao de então que será que está acontecendo?
- 12:41Causam tio ti, né? Causa um tio de hoje, os
- 12:44cervejeiros, eles têm essa possibilidade, né?
- 12:47De mudar completamente o sabor da cerveja mesmo estando ali
- 12:51naqueles estilos, né? Que seguindo determinados
- 12:54estilos ele consegue mudar, né, a mudar o sabor, mudar a fórmula
- 12:59EEAE acaba dos enganando muitas vezes, né?
- 13:03A gente acha que vai tomar um cafezinho ali com chocolate.
- 13:06Não é. Tem uma cerveja no Rio chamada
- 13:10cerveja 09 que o rapaz fez uma blonde, estou-te alguma coisa
- 13:15parecida com isso. E aí você pede, ai, eu quero
- 13:17essa aqui e aí eles servem aquela cerveja amarela, dourada,
- 13:22amarela e aí, quando você bota na lei pra caralho, hoje está
- 13:26ótimo, é uma. Estou-te é uma.
- 13:28Estava vendo aqui, legal, aí dá defeito mesmo, causa confusão,
- 13:33causa confusão, é tela azul, é congela.
- 13:38Num design, não é? No estudo das cores, você tem
- 13:41descrições das cores pelo sabor, então as cores cítricas, né?
- 13:45E aí, você já pega aquelas cores vibrantes e cítricas, aquele
- 13:49verde, aquele amarelo ã, hã? Então até a para determinar, né?
- 13:54Por exemplo, até Na Na nas rodas, né?
- 13:56De sabor, a gente já coloca frutas cítricas, você já
- 14:00imagina, né? Um amarelado, uma alaranjado,
- 14:04né? Porque a gente tava remédio,
- 14:06você e isso vem de uma condição histórica e de.
- 14:10Reconhecimento dos alimentos pelos humanos e então é bem
- 14:13legal. É quando a gente estuda um pouco
- 14:16de antropologia da alimentação. Essa questão de cores, sabendo
- 14:21ligado, né? A sabor, por exemplo, um
- 14:23vermelho, né? Um avermelhado com um gosto mais
- 14:27adocicado. E já existem pesquisas diversas,
- 14:30inclusive ter uma pesquisa que eu gosto bastante de citar, mas
- 14:34é na área de café, tá da Fabiana Carvalho, uma amiga maravilhosa.
- 14:39Se vocês quiserem o contato, inclusive eu sou apaixonada pela
- 14:42Fabiana, queremos legal. Isso aqui é todo sobre o café
- 14:46nela, sabe tudo isso, cara, mas pode falar de café com cerveja
- 14:50sem fim. Esse sabor maravilhoso aí que
- 14:52está Na Na cervejas também. E a Fabiana.
- 14:55Ela fez uma pesquisa com cores, né, de xícaras de café.
- 14:58E eu participei. Eu tive a oportunidade de
- 15:00participar como avaliadora, então foi muito legal, né?
- 15:03Que ela apresentou pra gente ali, cores de xícaras, rosa,
- 15:08verde, branca e acho que era amarela.
- 15:11Eu lembro também e eram só 2 cafés diferentes.
- 15:15E cada xícara a gente sentia uma adocicado diferente e era o
- 15:20mesmo café. Ela quando ela lhe autorizava,
- 15:23eram exatamente os mesmos cafés. Então a gente fala, olha
- 15:26realmente a cor, né? Influencia.
- 15:30A gente marcava lá, né? Por exemplo, do sorgo, um pouco
- 15:33mais intenso na xícara rosa e era o mesmo café, então pra
- 15:37gente ver né? Como que que realmente as cores
- 15:40podem influenciar? Isso é mais um sentido, então
- 15:44por isso que a gente fala, né? Lembrar sabor se remete a todos
- 15:48os sentidos. Quando a gente fala em sabor,
- 15:51posto sentido do paladar, né? Post úteis te por isso que a
- 15:55gente fala, peixe o receptor, né?
- 15:57Muito legal, sensacional, cara. Isso a prova é que a gente é
- 16:00muito sugestionável, né? Tipo, a gente sabe, a gente vai
- 16:03pra aquele lugar exato. A gente acha que a gente vai,
- 16:07vai, a gente vai e se a gente aprende quando a gente está
- 16:12falando, por exemplo, de memória sensorial, de.
- 16:15Ativar a memória sensorial e treinar a memória.
- 16:20É isso que vai acontecer. A gente vai acabar associando.
- 16:23É igual aprender uma língua, né? A vai acabar associando aí
- 16:27determinados sentidos determinados é sujeitos ou
- 16:31determinadas imagens, muitas vezes com a com aquela palavra
- 16:37EE desenvolver aí o nosso vocabulário com a sensorial
- 16:41acontece exatamente a mesma coisa.
- 16:43Então a gente vai acabar associando do jeito que a gente
- 16:46já comentou. É que agora o rumo mas está
- 16:48onde? Tem que ser preta, tem que ter
- 16:50muita espuma, tem que reter espuma.
- 16:53Enfim, né? E não e por aí vai.
- 16:55Vem por aí. Vai.
- 16:56A gente vai fazendo essas associação, assim é mais forte
- 16:59do que eu. Então, antes de ir para uma
- 17:01pergunta, eu preciso fazer uma piada?
- 17:03Desculpa, Rubens prepara a bateria, mas sobretudo isso que
- 17:07a gente tá falando é o viés da degustação.
- 17:14Cê tá bom? Apesar vira bateria.
- 17:20Alude. Ainda não sacou que isso foi uma
- 17:22piada? Ela está achando que sei lá
- 17:24porque talvez eu espere mais de você do que você merece.
- 17:29Talvez, talvez, talvez, talvez. Bom, vamos falar um pouquinho,
- 17:37um tantinho de Brasil e se a gente fosse analisar o perfil
- 17:40sensorial das cervejas de massa por aqui, o que poderíamos falar
- 17:45sobre elas e como as cervejas artesanais especiais poderiam
- 17:49contornar essa resistência? Mais cedo, o paladar dos
- 17:53consumidores para atrair novos bebedores.
- 17:56Qual é o pulo do gato para entregar novos sabores e
- 18:00perguntas de ciências? Ler Andra difícil, mas ao mesmo
- 18:05tempo a gente tem que pensar na própria história que a gente
- 18:10construiu não só com relação às cervejas, com o café, trabalho
- 18:14bastante com o café também, que é a construir uma história
- 18:18dentro, né, que pode também ser na área do marketing.
- 18:22Enfim, né? Quem tomava cerveja artesanal há
- 18:25alguns anos atrás, o que se? Mas pessoas eram muito
- 18:29selecionado, sim, depois que começaram, né?
- 18:33As pessoas começaram a viajar mais, trazer mais cervejas, se
- 18:38especializar mais, abriram mais discursos ou marketing também?
- 18:42Ela própria internet acabou ajudando muito, que abriu mais a
- 18:47visibilidade para esse tipo de produto e assim que a gente
- 18:51acaba construindo, né? Um determinado.
- 18:54Gosto por alguma coisa, então sem apresentar algo, a gente
- 18:59nunca vai construir na então, seja com a cerveja, seja com
- 19:03prato diferente. Enfim, a gente precisa
- 19:06apresentar para o consumidor se não, ele nunca vai conhecer.
- 19:09Se não ele sempre vai conhecer o passo.
- 19:12Então isso acontece com tudo, com cerveja, com café, com chá.
- 19:17Agora, né? A gente está vendo todo mundo
- 19:19tomando chá, fazendas de chá, em tão desde quando que tem o pulo
- 19:25no Brasil também, né? Pensar na plantação de no tempo
- 19:29que isso, o tempo, tudo isso é uma construção, não é uma
- 19:32construção de valores, construção de conhecimento e
- 19:36também uma abertura, né? Uma abertura para para que a
- 19:40população realmente possa experimentar coisas diferentes e
- 19:44saia do padrão, saia do básico e é isso que é legal na ciência
- 19:50sensorial. Principalmente, né.
- 19:51Você abrir? Quanto mais você abrir o seu
- 19:55leque sensorial, aí isso acho que.
- 19:57Chefes de cozinha ajudaram muito nessa abertura, por exemplo, de
- 20:02utilização de temperos, utilização aí de punk, né?
- 20:07Que plantas alimentícias não convencionais.
- 20:10Nossa anos eu acho que acabaram, né?
- 20:13Também um pouco por sobrevivência, né?
- 20:15Experimentando coisas diferentes.
- 20:18EE realmente marketing, conhecimento acaba ajudando
- 20:23mesmo. Quanto mais conhecimento a gente
- 20:25tem, acho que mais a gente quer saber, né?
- 20:28A gente quer. Vamos supor, tem conhecimento,
- 20:31você consegue até um emprego melhor.
- 20:34Vamos supor, hã, eu eu quero ouvir ano, já a viajando.
- 20:37Você já conhece outras culturas, outras coisas e vai trazendo e
- 20:42vai aumentando esse seu vocabulário sensorial.
- 20:45Aí, não só na nas cervejas, mas também na arte, enfim, tudo.
- 20:51Ham, você vai além do paladar da cerveja, né?
- 20:53A gente está falando de vai muito além da construção desse
- 20:57paladar, mas eu acho que assim, o brasileiro, e aí?
- 21:00Talvez tenha alguma pesquisa, alguma linha de estudos sua que
- 21:03comprove quebra o meu argumento, mas a percepção que eu tenho é
- 21:06que a gente é muito pautados no sal e no açúcar, né?
- 21:09No sal e no doce, isso é histórico.
- 21:12O brasileiro você é uma questão histórica.
- 21:15É principalmente, por exemplo, a questão do açúcar.
- 21:18Quando eu dou aula de sal, de açúcar, eu gosto muito de contar
- 21:21a parte histórica. Por que que a gente gosta tanto
- 21:24hall, açúcar, por exemplo, desde de que foi Descoberto lá na
- 21:28Papua-Nova Guiné, chegou na ilha da madeira.
- 21:32É que onde teve ali o primeiros processos de refino e aí
- 21:36começaram as grandes navegações e viram que a América Latina
- 21:41tinha um grande potencial aí de produção de cama, né?
- 21:4411 e ele então, e o Brasil? É um grande produtor de
- 21:49cana-de-açúcar. E aí que vem, né?
- 21:51Então, já que é um grande produtor, vamos então aumentar.
- 21:56Vai teve o refino também dentro aqui do Brasil ou mesmo
- 21:59exportava se né melaço aí pra Europa, enfim, para refino.
- 22:03Também, e aí eu, o que que acontecia?
- 22:06Vamos fazer com que esse consumo aumente no Brasil e além disso,
- 22:11né? Existem as propriedades
- 22:12tecnológicas do açúcar, né? Um conservante excelente.
- 22:16Tem também, né? O sabor e aí aumentando o
- 22:21consumo, as nossas papilas dos ativas começam a meio que se
- 22:25acostumar, né? Com aquele açúcar que ele,
- 22:28docinho, aí tudo a gente vai e também tem a questão energética,
- 22:33né? É um importante sim.
- 22:34Fornecedor de energia, então há, é gostoso da energia agora, né?
- 22:41Vamos consumir só que aí, com o passar dos anos a gente teve
- 22:45problemas com relação a isso, né?
- 22:47Com o sal, a mesma coisa, sal. A história é muito semelhante
- 22:51também, porque na América Latina também a gente teve a descoberta
- 22:55de grandes salários. Urun tem um salário enorme aqui,
- 23:00né? No Rio Grande do Norte, que que
- 23:02se extrai sal tanto para consumo nacional como?
- 23:07Exportação, né? Então a gente tem aí um grande
- 23:11consumo interno e a gente sabe que existem países aí que não
- 23:15tem nem o oportunidade de consumir sal, que eu sai muito
- 23:19caro local. Alguns países da África, né?
- 23:21Moçambique, por exemplo, consumo de Santo baixo, olha, porque eu
- 23:25sai muito caro, é, é, é um disparate, né?
- 23:28A gente fala assim, aqui a gente tem sal, rolê e além disso
- 23:32também é a grande questão tecnológica de conservação e a
- 23:35mesma coisa, o paladar começou a se habituar isso, né?
- 23:38É? E aí falando um pouquinho sobre
- 23:40sal. Será que eu vou falar um mito,
- 23:42gente? Mas vou falar se for um mito.
- 23:44Aí alguém me corrige depois que é tipo, o sal é sempre foi uma
- 23:47iguaria cara, uma iguaria muito bem vista.
- 23:51E aí o salário, o conceito de salário vem de sal desato, as
- 23:58pessoas pagavam sal, era tipo uma moeda em algum momento
- 24:02historicamente falando, né? Então o salário vem de sal,
- 24:06falou certíssimo no ar, mito, nenhum, o, ufa, ufa, meus
- 24:11amigos. OPA, escapei por pouco e aí a
- 24:14gente, num programa que eu não vou lembrar o número, então quem
- 24:17está aqui e quiser voltar é o pro.
- 24:19O programa sobre aprofundamento da escola belga com a querida
- 24:23Aline. Caraca, o sobrenome dela me
- 24:26fugiu agora. Aline Araújo, Aline Araújo,
- 24:29maravilhosa, amo a gente, falou. Eu tentei empurrar a
- 24:33infantilização do paladar, ela não, ela me corrigiu e falou da
- 24:37pasteurização, do paladar, que é um pouco, talvez essa coisa
- 24:40desse hábito alisar o gosto com coisas muito doces.
- 24:46De você não a não deixar esse leque se abrir, né?
- 24:48De não deixar outra coisa entrar, é que a gente fala ao
- 24:52paladar infantil, né? Eu morro de dó das criancinhas.
- 24:55Gente, coitada, porque quem dão comida Pra Elas?
- 24:59Os pais, então não tem nada de infantil adulto, né?
- 25:03A tem toda razão é, não são os adultos, então quem deveria
- 25:07abrir o Lex ou são os pais, né? E aí sim, a criança, ela vai ter
- 25:12oportunidade, né, de experimentar as coisas, mesmo as
- 25:15vezes ela rejeitando. Existe também uma rejeição que
- 25:19também é genética. Enfim, mas se você habituar-se a
- 25:23criança consumir diversos alimentos, ele consegue
- 25:27realmente abrir mais, abrir mais as oportunidades de consumo.
- 25:32Então não é nada infantil, é bem adulto, né?
- 25:36Ou falar nada exato, exato. Pelo contrário, muito Maduro,
- 25:41exato, exato. Mas era exatamente nessa questão
- 25:43da construção, desse leque tudo mais que era onde eu queria
- 25:47chegar na pergunta. Existe alguma pesquisa ou algo
- 25:49que demonstra assim, meio que uma rota de construção a se nós
- 25:54que somos constituídos do paladar, formado em cima do doce
- 25:58e do Salgado, qual seria o próximo passo mais fácil para o
- 26:01brasileiro é puxar no amargou, é puxar a acidez por causa das
- 26:06nossas frutas, sabem entender um pouco ali qual é um próximo
- 26:10passo que a gente poderia dar e ter essa construção desse lech
- 26:13meio que assim se com coisas que você tem que fazer para abrir o
- 26:17seu paladar, sabe aquele sítio que toques mega preguiçosa?
- 26:22Que é realmente é uma pergunta bem complexa.
- 26:26Leandro faz, é tudo muito legal e eu até gosto de citar
- 26:30bastante. Existe um grupo nos Estados
- 26:32Unidos que é um grupo de pesquisadores do monel
- 26:35Institute, que é mo Neo química, ao Science NS, então eles só
- 26:40estudam ciência, gustativas, ciência olfativa.
- 26:44É lindíssimo, né? Porque eles têm um laboratório,
- 26:47porque na Filadélfia, no laboratório maravilhoso de
- 26:50genética que realmente estudo esses pontos que você.
- 26:53Comentou. E fazem exatamente essas
- 26:55perguntas e desenvolvem hipóteses.
- 26:58Por que que a gente gosta tanto de doce?
- 27:01Tanto é, até 11 dos pesquisadores lá que eles se
- 27:04chama Gary buchan e eu tive a oportunidade de conhecê-lo uma
- 27:08vez num evento, e ele realmente é um doce de pessoa e ele é
- 27:12especialista em dúvida e ele especialista em gosto doce, né?
- 27:17E no artigo que ele publicou, inclusive, que se chama, né?
- 27:21Por que que a gente gosta de doce, né?
- 27:23Ele fala realmente essa questão. Histórica de consumo de açúcar a
- 27:29questão energética não é da necessidade do açúcar e aí
- 27:34realmente a gente vai habituando o nosso paladar a isso e aí os
- 27:38estudos? Eles são feitos geneticamente e
- 27:41agora as mudanças elas realmente são feitas através daquilo que a
- 27:46gente já comentou, de experimentações e realmente de
- 27:49mostrar. Olha, existe isso, existe o
- 27:53lúpulo, existe a breta que vai deixar a cerveja ácida.
- 27:57Você está a fim de experimentar? E aí, meu chapa, você quer mudar
- 28:03a sua vida, que vou quer continuar na mesma, né?
- 28:07E aí a gente vai desenvolvendo e a gente vê hoje em dia consumo
- 28:11de sauer que eu fico chocada, meu também.
- 28:14O quantas pessoas estão, mas não dos auri.
- 28:18Então abri. Tem gente que nunca ouviu falar
- 28:22nossa, mas que que é isso, né? Sal de cerveja ácida, aí eu
- 28:26brinco, parece com boot agent experimento.
- 28:30É, tem umas aí que são meio que um combo.
- 28:33Tia, você está numa piscina delícia.
- 28:37Tenho uma amiga que ela, nossa, ela falou assim, nossa, mas
- 28:39saliva demais. Eu falei, é saliva, porque ela
- 28:43tem às vezes acerbada, né? OAA fruta também faz com que o
- 28:48seu olfato deu uma impulsionada também nas suas glândulas
- 28:52salivares. Então, por isso que só alivia
- 28:55bastante e isso que é legal. Aí as pessoas estão.
- 28:58Tentando experimentar. Óbvio que o primeiro impacto ele
- 29:02é um pouco assustador, assim como a ocorre com 11 IPI, né?
- 29:07Enfim, só que depois você vai habituando e tem muita gente aí
- 29:13que consome, né? AA IPA da vida, né?
- 29:16Eu quero ir para, quero ir pro, quero ir para aí e assim a gente
- 29:20vai mudando. Mas AA própria a Heineken é,
- 29:24aham, ela é um pouquinho mais amarga, né?
- 29:27Tem ali as suas características, sim, sim.
- 29:30E vejam hoje o tanto que ela é consumida.
- 29:33Sim, gente que prefere. Quer essa cerveja?
- 29:37Quer uma cerveja diferente? A gente aqui quanto a isto
- 29:49alisou na pergunta que o Leandro te fez, falando do perfil
- 29:51sensorial das cervejas de massa no Brasil, que não são
- 29:54diferentes das cervejas de massa em outros países, né?
- 29:57São todas muito similares, muito um cerveja sem carisma, digamos
- 30:02assim, né? Sem muitos aromas, sem muitos
- 30:05paladares, mas que é pra serem bebidas em grande escala, super
- 30:09leves. Aqui no nosso país, que é muito
- 30:12quente, bebidas mais geladas, enfim, RAM é eu acho que, além
- 30:16da programação do paladar ser uma necessidade de construção,
- 30:20ainda tem uma questão de de como é uma coisa muito simples, muito
- 30:25super. Oficial, quase, digamos assim,
- 30:27né? Ela tem uma aceitação grande e
- 30:29aí, para a pessoa, mergulhar no meio artesanal, ela não
- 30:31necessariamente ela precisa entrar numa IPA.
- 30:34Ela precisa entrar numa, estou-te, ela precisa entrar
- 30:36numa numa sessão, ela pode, as artesanais, elas podem pegar
- 30:40esse público pela mãozinha, né? E tentar educá-lo de alguma
- 30:43maneira, né? Exato, para uma nova experiência
- 30:47exato me imitando, o que eles já conhecem, enquanto o paladar com
- 30:51um q Zinho, a mãe, isso com uma coisinha, é um degrau de cada
- 30:55vez, né? A gente também.
- 30:56Não adianta oferecer um cara é não pode também, né?
- 30:59Assim é querer mudar rosa. E é legal.
- 31:02Mas assim, por exemplo, eu sou muito democrática, né?
- 31:05Para as coisas. Então, realmente existem
- 31:08momentos que você vai tomar uma cerveja muito mais simples.
- 31:13Se tá num calor, numa praia, não vai diferente.
- 31:17Com certeza, sim, numa vai diferente.
- 31:20Muitas vezes eu não tenho, né? As dependendo do lugar que a
- 31:23gente está, a gente não tem ali há, eu quero uma sal, era agora.
- 31:27Dependendo do do canto que a gente está, a gente tem aquilo e
- 31:30pronto. Assim, sem dúvida, e vai matar a
- 31:33sua sede, vai combinar ali alguma coisa que você quer comer
- 31:37naquele momento, torresminho, sei lá ou queijo, sim.
- 31:42Enfim, é aquilo, é aquilo que muitas vezes né?
- 31:45A grande maioria dos brasileiros tem o poder de compra.
- 31:49É, então a gente tem que levar isso em consideração também,
- 31:53aquilo que ele pode, sem dúvida, se um dia ele puder consumir
- 31:57algo diferente. Quiser, né?
- 32:00Estiver apto a apreciar. Com certeza ele vai apreciar com
- 32:04certeza, e isso é muito legal. Isso faz parte, inclusive, né,
- 32:07da própria evolução também de consumo, sim.
- 32:11Bom, seguindo nesse caminho, vamos de repente pensar em como
- 32:16é que seria o processo de treinar e aprimorar a nossa
- 32:19percepção sensorial. Você já falou um tanto de o
- 32:22oferecimento, né? Dá para a pessoa.
- 32:24Existe todo esse leque aqui. Você vai ficar consumindo só
- 32:27esse aqui tem tudo isso aqui vem para cá.
- 32:28Exato, é possível afirmar que algumas pessoas têm mais aptidão
- 32:33para análise sensorial que outras ou se treinando todo
- 32:37mundo consegue alcançar os mesmos níveis, né?
- 32:39Então, como é que é pra você uma pessoa especialista em a?
- 32:43Seus fariaz, olhe e é até legal você fazer essa pergunta, Luigi
- 32:48picchi inclusive quando a gente fala em análise sensorial, a
- 32:52gente tem ali análises que a gente fala que são descritivas
- 32:56ou discriminativas e que a gente precisa fazer o quê, treinar
- 33:01avaliadores, hurum e essa é a etapa mais difícil, porque
- 33:06porque quem são os avaliadores? São consumidores comuns.
- 33:09Eles precisam, inclusive, ser consumidores daquele tipo de
- 33:12produto. Que já existem outras análises
- 33:15que são chamadas de afetivas. Análises afetivas são as feitas
- 33:19com o consumidor bobão, né? É o gostar ou não gostar.
- 33:24Você pode inclusive fazer, né? Algumas descritivas com o
- 33:29consumidor geral, mas é mais hedônico, né que a gente fala
- 33:32aí? A fête, e aí quando a gente está
- 33:35treinando alguém, o que que a gente precisa fazer realmente
- 33:39mostrar Pra Ele dentro daquele determinado produto?
- 33:42Vamos por. Uma análise sensorial de
- 33:44cerveja, inclusive até comentar uma coisa legal aqui que a gente
- 33:48está com projeto, né? Estou com um projeto lá com a
- 33:52Amanda do Science of Beer, com o selo de qualidade, inclusive
- 33:56fazendo um treinamento de Painel bom, ser pessoas avaliadores
- 34:01semi treinados para você fazer um treinamento dia dq, por
- 34:05exemplo, a gente fala uma análise descritiva,
- 34:07quantitativa. A gente demora muito tempo,
- 34:09então vai ser 11 semi treinamento.
- 34:12Mas e aquelas pessoas vão estar aptas aqui.
- 34:15A sentir gostos básicos, então doce, Salgado, amargo, azedo,
- 34:19umami. Será que cerveja tem o mami né
- 34:22do que a gente comenta um pouquinho sobre isso, enfim,
- 34:26sentir diferentes tipos de aromas e para isso a gente
- 34:29precisa fazer o que oferecer. Um então, para você treinar os e
- 34:33aí a gente consegue dentro daquele Painel sensorial naquele
- 34:37Painel de avaliadores, tentar deixá-los mais ou menos no mesmo
- 34:41nível, só aqui. Como fazer isso com o consumidor
- 34:44é muito difícil. Porque.
- 34:46Porque ali você está treinando 12 pessoas, no máximo 20 pessoas
- 34:50por, né? Agora, com o consumidor em geral
- 34:54é muito complexo, porque cada um mora num lugar, cada um tem um
- 34:58estilo de vida, né? Você tem consumidores no caso,
- 35:03consumidores no norte, no nordeste, no sul, sudeste,
- 35:06centro-oeste, cada um tem um tipo de vida.
- 35:09É um tipo de alimentação. Por mais que a gente viva no
- 35:12mesmo país, a facilidade de se achar.
- 35:15Frutas diferentes no norte, por exemplo, é infinitamente maior
- 35:22entre aspas, né? Do que aqui no sudeste, então
- 35:26sim, acaba consumindo anel base. Eu, por exemplo, existem muitas
- 35:30frutas que eu comentei uma vez na minha vida e às vezes a gente
- 35:33conhece Prime sentando ali, né? Aquelas Amazon Beer lá, né?
- 35:37Que eles e você não, eu não reconheço porque, porque nem eu
- 35:41acho que experimentei suco de graviola, acho que uma vez na
- 35:44vida. Então por isso que é
- 35:47interessante que a gente faça nesses treinamentos, mas é muito
- 35:51difícil você juntar consumidores e nivelar da mesma maneira por
- 35:56questões culturais, históricas, afetivas.
- 36:01Então aos e tem realmente um público que gosta de
- 36:04determinados sabores, outros não.
- 36:06Por uma questão histórica e afetiva e cultural mesmo.
- 36:10Eu já comentei com vocês, é então a gente pode chamar isso
- 36:12assim, sei lá, se a gente for querer batizar de construção da
- 36:16biblioteca. Cursorial, sim, que você está
- 36:18dando um exemplo de de uma coisa que você falou, poxa, tem fruta
- 36:21que talvez eu tenha aprovado uma vez.
- 36:22Eu não vou conseguir perceber isso, é fato.
- 36:24Aí eu vou ficar pra lá, precisa treinar, treinar significa fazer
- 36:29repetidas vezes a mesma coisa, né?
- 36:32Sata de é como eu comentei no comecinho lá, igual aprender
- 36:37língua, a gente não fica repetindo, né?
- 36:39Que ela falando exato, várias vezes.
- 36:42Eu gosto muito de estudar línguas, né?
- 36:44Então a gente tem que ficar repetindo aquela frase várias
- 36:47vezes para que a gente possa aguardar ela na memória.
- 36:50Passaria a mesma coisa, então a gente precisa repetir o cheiro
- 36:55do Alecrim, o cheiro do coentro, do enfim, diversos aromas.
- 37:01Se você não treina, você não reconhece mesmo.
- 37:04Então é difícil, exato e tem o treinamento tanto de se
- 37:08experimentar mesmo, né? De comer de você comer,
- 37:11prestando atenção para isso. E uma coisa que mexeu muito na
- 37:14minha vida foi quando eu comecei a cozinhar com mais atenção como
- 37:18isso muda, né? Porque o cozinhar também.
- 37:21Poderia ser um treinamento, porque, pelo menos para mim, foi
- 37:24ai. Olha que legal, quando agora que
- 37:26você falou nisso, existe um outro conceito também.
- 37:30A gente já falou de gosto de sabor, né?
- 37:32Mas é um conceito muito legal de sensação e percepção.
- 37:36A sensação ela é o que, quando a substâncias químicas ou os
- 37:41estímulos, né? Físicos, casa RAM entram em
- 37:45contato com os órgãos do nosso corpo, isso a gente chama de
- 37:48sensação e aí quando chega no cérebro.
- 37:52A gente vai precisar fazer o que, ficar atento a esse
- 37:55estímulo e memorizar esse estímulo e aprender, né?
- 38:00Aprender o que é esse estímulo? E isso a gente chama de
- 38:04percepção, então é a sensação, é diferente de percepção.
- 38:07Então a percepção ela depende do aprendizado, da memória, atenção
- 38:12e isso é muito legal, porque como, por que que a gente
- 38:15aprende que se a gente colocar a mão no ferro de passar roupa a
- 38:18gente vai queimar, que a gente, né?
- 38:20Um dia a gente experimentou aquele estilo.
- 38:23A gente viu que a gente que mama, e aí depois a gente vai
- 38:26ficar mais. Até então, os estímulos, os
- 38:29sentidos, eles funcionam dessa maneira, né?
- 38:32Então sentiria uma coisa perceber é a outra.
- 38:35Parece perceber como você comentou, né?
- 38:37Cozinhando, tendo mais atenção no ato de cozinhar utilizando
- 38:43outros tipos de temperos diferentes, isso você se atenta
- 38:48mais aqueles diferentes tipos de sabor e com a cerveja vai ser a
- 38:52mesma coisa com qualquer alimento, né?
- 38:54Vai ser a mesma coisa. A gente se atentar aquilo e
- 38:58repetir cada vez mais aqueles estímulos.
- 39:01A gente vai se prender bastante, né?
- 39:04EE vai aprender o que é aquele estímulo?
- 39:07E aí a gente vai conseguir fazer uma boa avaliação sensorial
- 39:10legal só pra gente dar aqui A Entrega, né?
- 39:13A gente falou um pouco sobre isso.
- 39:15Olha como é que a gente era preocupado com esse assunto.
- 39:17A gente tá aqui no programa 130 e varietais, eu não tenho esse
- 39:20número de cabeça agora, mas no programa e 17 a gente conversou
- 39:24com o professor Leandro, viu do ICB.
- 39:26Para falar um pouquinho sobre esses primeiros passos na
- 39:29degustação da cerveja artesanal, que é um pouco dessa construção
- 39:33da biblioteca sensorial, vá a feira cheiro de frutas, prove
- 39:37coisas. Então lá no programa e 17 a
- 39:40gente já era bebê no surra de luto ainda.
- 39:42A gente já falou desse assunto e vai, então, quem não ouviu esse
- 39:45programa volta um pouquinho que agora a gente tá fazendo um PhD.
- 39:50Tinha que dar a. Mas, enfim, a gente já tava
- 39:55preocupado com isso, sabendo que era importante que as pessoas
- 39:58tivessem consciência e aí, enquanto você estava falando de
- 40:01percepção e sensação, e a gente vai falar um pouquinho ali na
- 40:05frente sobre amargo e azedo e tal, o sentido é quase como se
- 40:09fosse uma defesa, né? Exato, por isso que o amargor e
- 40:14acidez avam. Vou ter aproveitar o gancho
- 40:16aqui, né? Não?
- 40:17Calma, calma, que causa da calma, calma, calma, calma, não,
- 40:22mas é só para gente deixar isso Claro.
- 40:24Ele falou do ferro de passar, por exemplo, deixa seu filho
- 40:26enfiar o dedo na tomada e deixa, ele vai tomar um choque, nunca
- 40:29mais vai fazer essa merda e se esgueirando pegando criança
- 40:33pequena or abaixou, pegou, não sei, não deixa ele se lascar um
- 40:36pouquinho de vez em quando, né? Ó, eu vou puxar, porque eu estou
- 40:43vendo que a gente tá querendo chegar nesse tema, tá?
- 40:45Então vamos segurar só um pouquinho e só queria trazer
- 40:47mais um pouquinho aqui. Uma outra referência que lá no
- 40:51nosso programa número 9 com Jimmy ogro.
- 40:53A gente também falou de construção de paladar.
- 40:56Que legal. Então, quando ele falou ali dos
- 40:58sabores, que que ele consegue fazer com porco, com a cerveja e
- 41:02tudo mais e vamos que vamos então daqui, né?
- 41:04Agora, se não dá pra tirar a cerveja da equação, mas sem
- 41:07correlação direta com a cerveja. Mas com gosto, vamos falar sobre
- 41:12o coentro, a legal, olha ali a gente falou que era tema.
- 41:16Esse é um alimento amado por muitos.
- 41:19Eu, por exemplo, eu gosto e odiado por outros.
- 41:22Eu não entendo. Existe isso do gene sensoriais,
- 41:25são serem mais aguçados, são mais aguçados?
- 41:28Sim, sim. Explica um pouco sobre isso para
- 41:30a gente, olha muito legal essa pergunta.
- 41:33Leandro, inclusive, é o tema que recorrente, né?
- 41:37Quando a gente fala de fisiologia dos sentidos, quando
- 41:40a gente vai dar aula de fisiologia dos sentidos?
- 41:42Essa questão genética, né? E a questão do coentro
- 41:46realmente, Ela Foi estudada, encontraram um receptor
- 41:51específico ali para aldeídos, então as de todo ser humano, ele
- 41:57possui esse receptor para aldeídos, que é que são as
- 42:00substâncias aromáticas ali que estão presentes no coelho?
- 42:04Existem pessoas que possuem mais receptores e outras menos
- 42:09receptores, para uns realmente agradam, para outros não.
- 42:13Então às vezes é muito agressivo para um, por conta da quantidade
- 42:18de receptores, o rum é, mas aí já muda um pouquinho, tá?
- 42:22É receptor olfativo lá no olfativo, lá dentro das nossas
- 42:27narinas, tá, é diferente de lá. Quando ele lá na, no olfato, a
- 42:31gente tem ali os sírios que possuem receptores específicos
- 42:35também para cada tipo de substância aromática.
- 42:40Então a gente tem diversos grupos de aromas.
- 42:43Que pena os aldeídos, ésteres, enfim, no caso do coentro, aí
- 42:47são aldeídos. Existe sim, receptores
- 42:49específicos em cada indivíduo e uns gostam, outros detestam.
- 42:55Eu só que isso não acontece só para o com ele.
- 42:57Eles já estão fazendo pesquisas com outras substâncias também
- 43:01para ver se realmente existe nessa diferença de percepção
- 43:06genética. Então, não só para o poeta, mas
- 43:09o poeta. Ele ativou muito mais, porque a
- 43:11gente tem até grupos do dos hatters, né, de.
- 43:16Nossa, eita. Ainda co entra né?
- 43:19Que eles vão aí. Eu odeio coentro, enfim, mas é
- 43:24realmente real. E existe uma questão também
- 43:27aproveitando aí com relação ao Bolsonaro, Bolsonaro ou mesmo
- 43:32outros gostos que existem pessoas que a gente chama de
- 43:35super tester, eles têm muito mais receptor na língua do que
- 43:39os normal. Tem 6, né que a gente chama e
- 43:42muitas vezes essas pessoas, elas não podem participar de painéis
- 43:46sensoriais. Eles são muito sensíveis às
- 43:49substâncias amargas, substâncias doces, enfim, principalmente
- 43:53amargor. Então, se você for fazer uma
- 43:55análise de cerveja com su pertence, ele vai sair do
- 43:59gráfico ali Han e vai falar. A intensidade dele vai ser muito
- 44:04maior do que a dos outros avaliadores, então ele acaba
- 44:07saindo, né? Do grupo E é também uma questão
- 44:10genética, tá? Então, esses estudos estão
- 44:13evoluindo devagar. A gente tá aí com diversas
- 44:17tecnologias. Na área genética para
- 44:19identificação aí desses receptores e realmente o que eu
- 44:23recomendo, quem quiser estudar um pouco mais o site do
- 44:27instituto monel, né monel.org tá legal?
- 44:31Eles têm vários podcasts também que são bem interessantes.
- 44:35Quando eu concordo que falam também sobre esses temas e
- 44:39sistemas de de recepção, enfim, é muito legal, legal, a gente
- 44:43vai deixar o link do manel.org na descrição do papo para quem
- 44:47quiser acessa fácil. Poder clicar e direto isso eu
- 44:52vou deixar também até outra nossa associação nude, porque a
- 44:55gente também está desenvolvendo vários textos para o blog do
- 44:59ronco. Inclusive eu vou falar, vai ter
- 45:02um texto meu que vai ser publicado aí e estou falando um
- 45:05pouco também dessa questão histórica, antropológica, de
- 45:08construção, né? Da cents ações, acho que vale a
- 45:11pena e são referências aí. Entre os ouvintes vai estar tudo
- 45:15na descrição do episódio, lá no seu agregador de podcast.
- 45:19Vamos aproveitar que você já deu uma falada de amargor e tal, e
- 45:23existem alguns gostos básicos que foram demonizados o capeta
- 45:28ardiloso, meus amigos, tanto no amargor quanto o azedo, né?
- 45:33Eles foram historicamente percebidos como nocivos, sim,
- 45:36como ruins. Aham.
- 45:38Então vamos falar dessa construção histórica.
- 45:40E como é que é possível essa palavra?
- 45:42É muito bonita debelar essas dúvidas, né?
- 45:44Como é que a gente consegue derrubar esses mitos azedos e
- 45:48amargos? Muito legal, adoro essa
- 45:51pergunta. O amargor, ele foi na verdade,
- 45:54né? Até quando a gente vai contar a
- 45:56história também de 3 história, né?
- 45:59De escolhas dos alimentos. A gente falava ainda fala, né?
- 46:04Em determinadas situações, que substâncias amargas eram
- 46:08substâncias nocivas são, né? Na maioria das vezes,
- 46:11substâncias nocivas então ou, entre aspas, venenos até na
- 46:17história da toxicologia, né? Eu eu tenho especialização em
- 46:21toxicologia. A gente sabe que.
- 46:23Veneno são a Marcos, será, né? Será que são todos amargos
- 46:29mesmo? Será melhor, né?
- 46:32Porque os astecas não concordavam com isso, né?
- 46:35Pois é, e aí que vem uma questão legal, então a porque quando o
- 46:41se eles humanos ali, eles começaram a escolher alimentos,
- 46:44começaram pelas frutas mais doces, tal tal, e aí foi se
- 46:48construindo, né? Esse a esse, essa história, um
- 46:53rum e no caso da acidez. A história está mais relacionada
- 46:57à deterioração dos alimentos por fungos, bactérias.
- 47:01Então porque porque realmente deixavam e deixam os alimentos
- 47:06mais ácidos na questão de deterioração?
- 47:08Então, quando o indivíduo escolher um alimento, ele sabia
- 47:13que ele não podia escolher uma coisa muito amarga, porque
- 47:16talvez, se fosse um veneno ou muito ácida, porque talvez
- 47:19tivesse deteriorado, mas a gente sabe que com a história,
- 47:23felizmente isso foi desconstruído.
- 47:26Que a gente sabe que hoje a gente tem substâncias amargas
- 47:31muito boas, tanto para o paladar como também no caso, né?
- 47:36Da da cafeína, hã? É o hotel bru mina ao próprio
- 47:40lupulina, né? Enfim, o quinino são
- 47:43substâncias, sair amargas, que vem para beneficiar o corpo, não
- 47:48só o paladar, mas para outros sentidos, também, até
- 47:51medicamentosa. Então, hoje a gente conseguiu
- 47:54desvincular essa teoria. Da substância amarga realmente
- 47:59ser um veneno, porque a gente sabe que existem venenos também
- 48:03são adocicados ou mesmo pequeníssimas quantidades de
- 48:07venenos que são até não tem nem sabor, nem nem gosto, nem aroma,
- 48:11nem nada, e que podem matar facilmente.
- 48:15Então a gente precisa realmente desconstruir isso aí.
- 48:18No caso da acidez, a mesma coisa, porque a gente sabe que
- 48:22muitas alimentos que a gente consome realmente entre aspas,
- 48:26eles estão deteriorados, né? No caso de queijos.
- 48:30Seria uma característica, né, gente?
- 48:32Só que a gente sabe hoje que não é patogênico, né?
- 48:35Que eles microorganismos. Eles não são patogênicos, eles
- 48:38são microorganismos benéficos e que trazem aí uma variedade de
- 48:44sabor imensa para determinados alimentos.
- 48:47Queijo é um exemplo clássico, né?
- 48:50Aham, AA variedade de aromas que fungos e bactérias podem trazer
- 48:56para o queijo e também trazendo aí para cervejas, construindo.
- 49:00Coisas diferentes, né? Ações enzimáticas aí,
- 49:04inesperadas, que trazem caracteres, muitas vezes CPA dos
- 49:08forais e no caso aí também, acidez, que podem realmente
- 49:13desconstruir. Esse mito e nós trazer cada vez
- 49:17mais diferenças sensoriais, né? Um trazer mais mais amor para o
- 49:23alimento e Maria DE mais sabor. É isso que a gente precisa
- 49:27realmente, com certeza. Pra fechar o nosso papo aqui,
- 49:42para quem não fornecendo as, porque os mecenas ainda vão
- 49:46pegar um pouquinho mais aqui da nossa conversa, a gente queria
- 49:51saber o seguinte, em um dos seus artigos, a gente meio que
- 49:54começou a falar sobre isso lá no início do programa, né?
- 49:56Em um dos seus artigos, você relacionou a visão e o paladar.
- 50:00Anja, vamos falar um pouquinho mais disso e você acha que
- 50:03poderia traçar um paralelo disso com a cerveja?
- 50:07A pineal bateu, eu quase não saiu paralelo o paralelo disso
- 50:12com a cerveja paralelo olá, Alelo, Alelo.
- 50:16Há eu acho que olha hoje, né? Como que a gente tá tentando
- 50:21propor aí de novidades nas brasílias beh, por exemplo, que
- 50:25eu acho que a gente pode ter, sim, uma variedade de cores
- 50:30imensas, né? E sabores e que podem, sim se
- 50:34relacionar ao sabor mesmo, né? Ao aroma da cerveja, ao gosto de
- 50:38cerveja. Então hoje a gente vê aí.
- 50:40Sauer, vem amarela, dinha, a gente já vai remeter também o
- 50:45que ela que ele quer, porque ele já falou no começo.
- 50:47Há será que é de maracujá? Será que é de abacaxi, né?
- 50:50É, vamos ver o que que tem nessa TV de diferente, realmente assim
- 50:55a gente faz. É a primeira análise sensorial
- 50:58que a gente faz, é a visual, então quando a gente está
- 51:01avaliando uma cerveja dentro, por exemplo, de uma copa, né?
- 51:05Um via World Cup Brazil Beer Cup.
- 51:09Enfim, a primeira coisa que a gente vê que a gente vê é, não é
- 51:14não olha paralela aí, é acender, já é a cor da cerveja, é a
- 51:19espuma da cerveja, retenção de espuma da cerveja e aí a gente
- 51:24já vai, né? Na nosso cérebro imaginar que
- 51:28vai ter algo naquela cerveja, vai ter algo diferente ou vai
- 51:32ter realmente é o que a gente falou no comecinho, né?
- 51:35Há será que ela está? A gente vai associar aquela
- 51:38cerveja, alguma coisa. As, ão, ela é muito hoje em dia,
- 51:42né? Quando a gente chega uma cerveja
- 51:44cor-de-rosa para gente, a gente falar é só ver, né?
- 51:48Ou ela é de puseram, hibisco, puseram pitaia, aham, enfim, é
- 51:53hoje a gente tem aí nessas possibilidades.
- 51:56Se a gente já remeti no nosso cérebro, a la vem umas ao ar.
- 52:00Por quê? Porque está associando realmente
- 52:03o brutas frutas diferentes a uma cerveja, então eu acho que é
- 52:08esse paralelo que a gente pode fazer agora.
- 52:11Com a visão, né? Juntando também esse gosto
- 52:15ácido, gosto cítrico. Então a lá vem uma sauer, muitas
- 52:20vezes ela está misturada, é sauer por conta da da
- 52:23fermentação, mas ela pode também ser sal e voltada para os
- 52:28cítricos, né? Como a gente estava falando?
- 52:30Então realmente a visão ela tem esse papel fundamental e é a
- 52:35porta de entrada para análise sensorial no tempo, entende?
- 52:38Em aproveitando o Leandro, eu vou.
- 52:41Também caminhar o mais uma referência e de um filme
- 52:45lindíssimo, curta-metragem que foi feito na Argentina com
- 52:50avaliadores sensoriais que não tem a visão, não tem o sentido
- 52:54da vida não. Então como que esses pessoas se
- 52:58comportam quando a gente tá falando aqui que a visão é a
- 53:00porta de entrada para análise sensorial e quem não tem esse
- 53:04sentido, caramba, como que eles se comportam?
- 53:07Você sabe o nome desse curta? Eu vou pegar aqui para vocês é
- 53:11que foi uma o Fernando pino, que é um pesquisador argentino.
- 53:15Que auxiliou nesse filme, eu vou compartilhar com vocês, tá?
- 53:20Que é OA? Compartilhe que a gente coloca o
- 53:23link aí para o pessoal poder assistir também, não tô
- 53:25lembrando agora o nome sem problemas, só depois manda pra
- 53:29gente que a gente coloca no post, no programa para as
- 53:32pessoas poderem assistir também. E aí eu acho que assim, meu lado
- 53:35designer sempre falar alto Nessas Horas a gastar o te grita
- 53:40e além do líquido, os rótulos interessantes, chamativos.
- 53:45Podem ter influência para agradar mais o consumidor do
- 53:48tipo, já provocar uma expectativa de sabor.
- 53:51Assim que olhar para a parada, você não tem dúvida, não tem
- 53:54como, né. E é realmente essa a proposta do
- 53:59marketing? Inclusive, que a gente chama de
- 54:02semiótica, né? O rum, enfim, você quer design,
- 54:06deve saber muito mais que eu. Eu fiz um curso só de cern,
- 54:09ótimo, mas estava na semiótica. Ela está muito envolvida, né
- 54:13nessa relação, então, como a gente estava falando da marca.
- 54:17Do sentido da visão, então está totalmente relacionado, né?
- 54:21Você já bate o olho naquele rótulo, já bate o olho naquela
- 54:26marca, né? Que fala logomarca que você já
- 54:29vai saber de que você está consumindo e assim você cria
- 54:33inclusive um critério de qualidade que o seu consumidor,
- 54:36através do rock, aquele rótulo lá, ele é legal, urun aquela
- 54:42cerveja é legal, aquela cerveja, ela vem de tal lugar, ela já,
- 54:47você já vai construindo, inclusive uma história pelo
- 54:50próprio rótulo. Então, são estudos aí, bem
- 54:53relacionados, AA semiótica. Muito bom, tá tudo conectado,
- 54:58meus amigos, está tudo conectado, não tem jeito, não
- 55:01tem jeito. Por isso que eu gosto de escalar
- 55:04ciência sensorial. Você envolve, né?
- 55:07História, antropologia, marketing, tá tudo junto, não dá
- 55:12pra separar uma coisa da outra, não dá, não dá mesmo.
- 55:15Antropologia então em tudo, né? Nesse caso, porque é a cultura
- 55:20ao extremo. Quando sociologia não tem como,
- 55:24né? A sociologia, ela está envolvida
- 55:28também porque a gente tem que mostrar o social, mesmo que que
- 55:31está acontecendo com aquele consumidor, com aquela
- 55:35população. Por que que ela está consumindo
- 55:37aquele tipo de produto? Rum, exato.
- 55:43Bom, meus amigos, o programa acaba aqui, para quem não é
- 55:47mecenas, como Leandro já falou. Para quem é mecenas?
- 55:49Ainda tem perguntinha extra? E a gente encerra o programa do
- 55:52jeito que a gente gosta, agradecendo para esses queridos,
- 55:55uma mecenas que nos ajudam a manter a Independência criativa
- 55:59do senhor de lúpulo, sente ocala, Flávio gato, Rodrigo
- 56:03Moraes, Léo bes, Rodrigo Fontana, Gleison Silveira, Alex
- 56:07Rodrigues, Fábio boçada, Débora lennen.
- 56:10Muito obrigada, obrigada Ellen. Foi maravilhoso, sensacional de
- 56:14explodir a cabeça. Aki bom, é a gente.
- 56:17Esperavam receber você em outras ocasiões para posso falar o nome
- 56:21do filme? Claro, Claro.
- 56:23Por favor, é panelista ao panelista ele panelista é
- 56:29lindíssimo. Eu vou procurar e a gente vai
- 56:32colocar o link na descrição do programa.
- 56:35Ela é muito obrigado, obrigado por toda essa troca por entregar
- 56:39todo esse conhecimento e a gostar demais a curiosidade.
- 56:43Obrigado, viu? Ai eu que agradeço o convite e
- 56:46gostei muito. Pode chamar mais?
- 56:49Esqueci. Vocês viram que falar comigo
- 56:51mesmo, né? Juju dá mais falar de sensorial.
- 56:55Gosta assim. É, é isso, meus amigos e até
- 56:59semana que vem. Este podcast foi editado por
- 57:21play áudios.