Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / A NOVA REALIDADE DA INFLUENZA AVIÁRIA NO BRASIL - Dr. Luís Gustavo Corbellini | Ep. 157
Transcript
- 0:00Ah, é interessante. Até, né?
- 0:02O setor pensar, bom, eu posso. Investir, então, né?
- 0:06Inteligência? O que eu investi vai ter um
- 0:08retorno bom, então assim, a pergunta que eu que eu lanço.
- 0:12Hoje que a gente tem avaliado bom, estamos preparados para 5,
- 0:16para 10, para 20, né? Será que isso pode acontecer?
- 0:19É um cenário plausível. Como é que isso está se dando?
- 0:22Não é essa pergunta que tem que se fazer.
- 0:34Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 97% de
- 0:39vocês que assistem aos nossos episódios com frequência ainda
- 0:43não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 0:46importante, ela ajuda o canal a crescer e permite que a gente
- 0:50continue produzindo episódios cada vez mais relevantes e
- 0:54interessantes para você. Então se você gosta do nosso
- 0:57conteúdo, inscreva. Se agora no canal isso faz uma
- 1:00grande diferença para o nosso trabalho, muito obrigado pelo
- 1:04apoio e um ótimo episódio. Olá pessoal, sejam todos muito
- 1:09bem vindos a mais um episódio do nosso podcast ou aviário.
- 1:13E hoje nós temos aqui um assunto né?
- 1:15Super é em voga e temos um especialista aqui que vai contar
- 1:19muitas novidades pra gente. Nós vamos conversar aqui com o
- 1:22doutor Luiz Gustavo cordelini. Ele é veterinário e é
- 1:27epidemiologista, né? E tem acompanhado essa doença.
- 1:30Tem feito trabalhos muito interessantes lá, né, no Rio
- 1:33Grande do Sul, inclusive com a fundesa, com vários órgãos
- 1:36institucionais pra fazer aí modelos, né?
- 1:40De previsão de análise de risco sobre a influência viária.
- 1:44Então nosso assunto aqui é um pouco da epidemiologia da
- 1:47influência viária. Doutor Luiz, muitíssimo obrigado
- 1:50pela presença. A gente fica muito honrado aqui.
- 1:53Uma pessoa, né, do seu calibre aqui, conversando com o Brasil
- 1:56todo aqui, pra gente mostrar aí pros colegas da avicultura, né?
- 2:00Esse assunto que não sai absolutamente não pode sair do
- 2:03nosso radar que ele está. Tem que estar sempre sendo
- 2:05revisitado. A gente tem que estar sempre
- 2:08muito bem preparado. Pra essa mazela aí, que é a
- 2:11influência viária, que já é uma realidade no país, a doença já é
- 2:14endêmica. Nós estamos convivendo com esse
- 2:16perigo aí muito próximo e muito obrigado aí por você ter
- 2:20aceitado o nosso convite e estar aqui conversando um pouquinho,
- 2:23trazendo um pouquinho da sua experiência pra dividir com a
- 2:25gente. Obrigado.
- 2:26Deixo você fazer as suas considerações iniciais.
- 2:28Obrigado Marcos e eu que agradeço o convite estar aqui
- 2:33nesse podcast. Como eu tinha conversado
- 2:36contigo, né? Antes eu falei com o Guilherme
- 2:38Braz de insulinos. Agora é um prazer trazer essa
- 2:42visão, a epidemiologia, né? Uma visão macro de controle, né?
- 2:47E de gestão de riscos de uma doença como tu mesmo sitaste,
- 2:51extremamente importante e que causa impactos imensos, né?
- 2:55Na economia e também na saúde pública, por ser sempre.
- 2:59Uma ameaça? Aí que está no radar.
- 3:01Tanto da organização mundial de saúde e animal como da
- 3:04organização mundial de saúde, que está sempre monitorando
- 3:07esses alertas. Como é que esse vírus vem se
- 3:10comportando? Como é que ele vem se
- 3:13comportando da transmissão de animais para humanos e de
- 3:16humanos para humanos? Então é uma doença séria, é um
- 3:19vírus, é um perigo, é uma ameaça microbiológica muito importante
- 3:23e precisa ser tratada. Em termos de sociedade, né?
- 3:30Em termos de não, não adianta, né, uma empresa controlar e a
- 3:34outra, a vizinha não, porque ela afeta todo mundo, né?
- 3:37Então é um envolve muitas partes interessadas nesse controle, uma
- 3:41gestão complexa, o. Podcast o aviário só é possível
- 3:45através de empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada
- 3:49na avicultura brasileira. Grupo BR render.
- 3:53Fazemos juntos o produto para atender você cliente novos,
- 3:58líder em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 4:01dos negócios na produção de proteína animal.
- 4:05Pegasus Science a solução inteligente e em tempo real para
- 4:09interpretação de micotoxinas all TEC soluções nutricionais
- 4:14eficientes e sustentáveis para fortalecer a avicultura PPG.
- 4:20Vete. O programa de pós graduações,
- 4:22que prepara você para ser um profissional disputado no
- 4:25mercado veterinário. Ótimo.
- 4:28Luiz, eu queria começar essa conversa nossa aqui, certo?
- 4:32Dando a oportunidade aqui para você se apresentar.
- 4:35Eu, eu, eu. Eu sempre falo nos episódios que
- 4:37eu não gosto de ler, né? O currículo.
- 4:39E fica meio frio, né? Eu gosto de de né?
- 4:42Eu gosto de muito de especular um pouco a vida do nosso
- 4:45convidado, né? Então eu peço Pra Ele contar um
- 4:47pouco da história, de como ele veio trabalhar e como ele veio,
- 4:51né? AAA desembocar aqui nessa grande
- 4:54área da avicultura, né? Conta pra pra nós aí um pouco da
- 4:58sua formação e como você veio parar na avicultura.
- 5:01Boa bem assim, de uma forma bem tranquila, né?
- 5:05Então eu me formei em veterinária pela Universidade
- 5:07Federal do Rio Grande do Sul. Isso foi em 97, né?
- 5:11E desde lá eu sempre me interessei por análises
- 5:15populacionais, né? Eu já comentei em podcasts
- 5:19anteriores, né? Me atraia muito eu ler artigos,
- 5:23né? Sobre doenças, como é que elas
- 5:25se comportavam em populações. Aí vinha muito estatística, né,
- 5:29porque é um parâmetro populacional e me intrigava a
- 5:32olhar aqueles valores. PO, que que isso?
- 5:34Significa isso foi um passo para eu fazer mestrado e.
- 5:37Doutorado em epidemiologia. Certo.
- 5:40Então, a epidemiologia, ela é uma ciência ampla, né?
- 5:44Não é une espécies, apesar de eu iniciar um trabalho de
- 5:47epidemiologia ou de causas de aborto, né?
- 5:50Os para canina em bovinos. Trabalho bem focado, né?
- 5:53Em em análise de fatores de riscos, que é um ponto crucial
- 5:57de estudos. Epidemiológicos, então eu tive
- 5:59essa. Formação.
- 6:01E ingressei logo em seguida. Trabalhei assim que eu terminei
- 6:05o doutorado, em 2005, eu fui pra Suíça, que trabalhei 4 meses
- 6:09como pesquisador convidado na no Ministério da agricultura e de
- 6:12segurança dos alimentos daquele país.
- 6:15Aonde eu fiz um trabalho bem. Grande de modelagem, né?
- 6:17De riscos pra PIS, né? Doenças em suínos era AAO.
- 6:22Objetivo era demonstrar que aquele país era livre daquela.
- 6:26Doença. Isso pra questões de mercado é
- 6:28importante. E depois disso, eu ingressei.
- 6:32Como passei no concurso? Ingressei como professor.
- 6:35Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na qual fui então
- 6:39coordenador do laboratório de epidemiologia por 15 anos, né?
- 6:42De 2000 e foi de 2006 até 2020. Quando eu me durante essa minha?
- 6:49Formação na universidade, né? Eu pude fazer 2.
- 6:52Pós doutorado um na Dinamarca em.
- 6:54Análise micro delógica de riscos em alimentos.
- 6:57Que é o, digamos, o core principal aqui da gente trabalha
- 7:01muito com essa questão, né, de segurança dos alimentos.
- 7:06E, por fim, fiz um outro. Pós DOC já em 2. 1019 em análise
- 7:10de decisão, multi critério para desenvolvimento de programa
- 7:14nacional. Né?
- 7:15De vigilância e controle de febre aftosa no Uruguai, então?
- 7:18Sempre trabalhando com a epidemiologia permeando, né?
- 7:21Decisões. Análises, né?
- 7:24Partes interessadas. Enfim, a gente sempre, eu sempre
- 7:26atribui essa formação e hoje eu estou à frente da empresa
- 7:29coabsite eu estou. Em é, eu estou em licença da
- 7:32universidade, né? E aí, há 5 anos.
- 7:35À frente da empresa coabsite, que é uma empresa que trabalha
- 7:37com gestão de. Riscos, né?
- 7:39Gestão de riscos. Seja eles, né?
- 7:42Por um, por um governamentais ou também agora a gente ir votando
- 7:46para trabalhar muito com gestão de riscos em empresas produtoras
- 7:49de alimentos de origem animal. Imagine ter à disposição uma
- 7:54solução que combine rapidez e interpretação personalizada para
- 7:57gerenciar os riscos das micotoxinas em sua empresa, a
- 8:01pegas? O Science é a resposta.
- 8:03Realizamos a quantificação em tempo real das principais
- 8:06micotoxinas, promovendo decisões mais assertivas, resultando em
- 8:10um gerenciamento macroeconômico e sustentável.
- 8:16Essa é. A trajetória aí mesmo?
- 8:20Muito legal, parabéns, muita, né?
- 8:22Muita experiências, muitas é né, muitas coisas amplas aí muito
- 8:28legal pra gente conversar um pouquinho aqui focando a
- 8:31influenza viária. Eu queria começar essa nossa
- 8:33conversa, você falar um pouco assim, né?
- 8:36Do do agente em si, o que que significa o poder de destruição?
- 8:41Você já antecipou aí que né? Uma doença com sérios impactos
- 8:46econômicos. Qual que, como é que?
- 8:47E aí a termos até de ela se adaptar, esse vírus se adaptar,
- 8:52né, a diferenças, regiões, EEE formas, enfim, conversasse um
- 8:56pouco sobre o agente. Por que que ela é tão
- 8:57importante? Por que que você considera a
- 8:59influência viária? Não só você, né, o mundo todo,
- 9:02mas por que que, qual que é a que que você chamaria atenção do
- 9:05perigo para essa essa virose? Vamos lá?
- 9:09Então, assim, trabalhando na linguagem de riscos, né?
- 9:11Da da ciência de riscos, né? E como tu colocou isso aqui, é
- 9:14um perigo microbiológico quando a gente trabalha com com análise
- 9:18de risco, né? Por exemplo, dá um exemplo bem
- 9:20prático para para a avicultura. Olha, eu tenho uma bio
- 9:23seguridade e a gestão de riscos, né?
- 9:26Quando a gente. Vai fazer uma gestão de?
- 9:28Risco eu começo a identificar quais são os perigos relevantes,
- 9:32né? Então?
- 9:32Pode pensar na agricultura. Pode ser hel vírus, né?
- 9:35Pode ser influenza, viária, samora e et cetera.
- 9:38Então a gente identifica esse perigo.
- 9:40O que que é isso? Bom.
- 9:41Como é que é esse? Agente como?
- 9:43Que ele se como como? Que ele é transmitido como é que
- 9:45ele? Infecta, qual é a patogenia?
- 9:47Né? Que efeitos ele pode causar?
- 9:49Velocidade de disseminação. Para onde ele tá, et cetera,
- 9:51seja público. Avalia isso daí?
- 9:53Então, se eu falar do. Perigo influenzo h 5 de alta de
- 9:56alta patogenicidade não h. 5 n um, né?
- 10:00Ele é um vírus. Que já.
- 10:01Está o parental dele. Ele começou, foi isolado, um
- 10:05ganso, um ganso doente lá em 1000. 996, na.
- 10:08China no sudeste asiático. Ali que a gente chama um
- 10:11hotspot. Né, ali tu tem.
- 10:14Muita concentração de gente, muita concentração de aves.
- 10:18Muita concentração de criação de.
- 10:20Marrecos o interface, né? Com ave Silvestre, Sibéria, vem.
- 10:26Então ele é o que a gente chama. De hotspot.
- 10:28Mercado de aves vivas cultural e esse vírus foi.
- 10:32Né? Oh, 5 m um parental de. 96 se
- 10:35disseminando, se disseminando. E culminou lá em 2003.
- 10:39Se é 2013, ele entrou já em já estava espalhado em 60 países
- 10:45até então. Então esse parental.
- 10:47Onde o parental? 96.
- 10:48Nunca tinha entrado é na América.
- 10:51Né, na América do sul? Então ele estava lá, mais
- 10:54confinado, mas se disseminado. Né recombinando é um vírus que
- 10:59tem uma. Capacidade muito grande de
- 11:01recombinar, de multar, de recombinar.
- 11:05Se juntar, né? Com vírus humanos de influenza
- 11:08humana, influenza e suínos. Então é um vírus muito.
- 11:11Complexo, né? E.
- 11:12Perigoso no sentido de sempre estar sendo transmitido para
- 11:16diversas espécies, inclusive. Seres humanos, né?
- 11:21Então, aí a gente fez uma análise lá em 2000 e. 11.
- 11:24Uma avaliação de risco. Pra avaliar a probabilidade de
- 11:28entrada ingresso. Em cima, no Rio Grande do.
- 11:31Sul porque Rio Grande do Sul, né?
- 11:33Claro, é onde eu trabalhava. Mas o Rio Grande do Sul ele é
- 11:35muito. Vulnerável a, no sentido de ter
- 11:38muita. Lagoa.
- 11:39Costeira, que se estende até lá, ao sul de Santa Catarina, que já
- 11:42teve o caso lá, né, aqui em Maracajá.
- 11:46Porque tem muita Lagoa costeira, tem rotas migratórias, então a
- 11:49gente fez um trabalho lá. Pra avaliar, bom, qual qual é a?
- 11:53Probabilidade de entrada da H5N 1 parental lá em 2011, né?
- 11:58A Europa já tendo casos em 2000 e. 6 e se entrasse, o que que
- 12:01aconteceria então naquele período, né?
- 12:04Estudando? Todas as rotas migratórias.
- 12:07É um trabalho multi, né? De, digamos, de que ele
- 12:12necessita de. Diversos.
- 12:13Expertise quando analisa o risco, a gente pegou o glieston
- 12:16Bank. Que é um, é um profissional que
- 12:19entende muito, né? De de de aves e aves migratórias
- 12:23e rotas. Estudamos tudo, rotas, como é
- 12:25que poderia entrar, et cetera, e o risco naquela época era muito.
- 12:28Baixo muito baixo, né? Porque necessitava de uma.
- 12:31Série, né? De ocorrências.
- 12:35De aves que vem migrando e ele vindo se transmitindo.
- 12:38Então aquela época era muito baixo, porém se entrasse IA ter,
- 12:42né? Poderia ter um estrago muito
- 12:44grande de espalhamento. Só que daí mudou, né, Marcos?
- 12:47Ele mudou completamente. Agora ali em final.
- 12:51Aqui de 2000, e. 21. Entrou nessa clad, né?
- 12:54De H5N 123, né 44 b. Começou a ter os casos na
- 13:01Europa, lá em final de 2022, começou a entrar aqui na América
- 13:05e veio descendo e em 2000 e final de ali, início de 23,
- 13:09batendo na porta. Né?
- 13:11Do Brasil no Uruguai, tanto que foi isolado pela primeira vez em
- 13:16aves silvestres, depois domésticas e Rio Grande do.
- 13:20Sul. Novamente, não por acaso, o
- 13:22primeiro caso em aves em. Aves domésticas, né?
- 13:27Comerciais. E aí teve esse, esse.
- 13:30Impacto todo que a gente pode. Conversar, então, é um vírus?
- 13:34Que mudou essas características epidemiológicas começou a ser
- 13:38transmitido por rotas migratórias que antes não era
- 13:42tão fácil. Se espalhou pelo mundo inteiro.
- 13:45Está presente aqui, é uma realidade.
- 13:48E. Pior, vamos dizer assim, do
- 13:50perigo, digamos. Ele está se espalhando para.
- 13:53Diversas espécies, vison bovino. Leões marinhos se isola, né?
- 13:59Talvez o pessoal não saiba, mas ele tem esse, essa, essa cladia
- 14:03que esse clado, né? Ele já se.
- 14:05Isolou em leão Marinho, Rio Grande do.
- 14:06Sul de cassino até Torres. E, se eu não me engano, em Santa
- 14:10Catarina também. Ou seja, ele está aí.
- 14:12Não é. Ele está circulando.
- 14:14Ele tem capacidade, né? De por isso que a organização
- 14:18mundial de saúde está atenta. Ele tem a capacidade.
- 14:22De se ligar ao recetor, né? Alfa 26 do trato respiratório de
- 14:26humanos. Então esse é o né, digamos, AA
- 14:30grande. Ameaça dele, né?
- 14:32Ele se tornar uma próxima pandemia, então eu não.
- 14:35Acompanho como que está os né? Os sinais de alerta da
- 14:39organização mundial de saúde. Mas ele é, de fato, um vírus que
- 14:43está se espalhando para diversas.
- 14:44Espécies. Ele está saindo só de aves
- 14:48migratórias aquáticas para aves. Aves.
- 14:52Terrestres com João de Barro, né?
- 14:55Teve caso de João de Barro no Rio Grande do Sul.
- 14:57Ali na região é onde? Teve o foco em aves comerciais.
- 15:01Uma Granja de. Matrizes, né?
- 15:03Em Montenegro? Então é essa característica que
- 15:06a gente. Tem agora uma característica.
- 15:07Tem que ter atenção. Máxima, né?
- 15:10Sem, digamos. Sem alarde de medo, mas ela tem.
- 15:16Ela tem que ser uma ação. Coordenada.
- 15:18Desde o entendimento dela. E desde, principalmente, a
- 15:21comunicação desses riscos para os produtores, que são que a
- 15:26gente. Chama.
- 15:27A primeira linha de defesa, né? De um complexo aí de gestão de
- 15:31risco, de ecossistema, de gestão.
- 15:35É Luiza. A gente acompanhou um pouco
- 15:37dessa evolução, né? Do vírus saindo ali igual você
- 15:40falou. Ela saiu da da da Europa, foi
- 15:42pra América do norte. Fez um estrago enorme nos
- 15:46Estados Unidos, desceu para o México também junto ali dos
- 15:49Estados Unidos. Ali parece que o pior ainda, né?
- 15:51Fez 1111, vamos dizer 11. Prejuízo econômico no México
- 15:55muito grande, principalmente com poedeiras.
- 15:57E aí ela vem descendo e como você falou.
- 16:00A gente, a gente estava relativamente tranquila,
- 16:02imaginando né, que a possibilidade de epidemiolog
- 16:05dela chegar, de entrar, seria pequena, mas ela veio chegando
- 16:09aí veio né, veio, veio, veio, veio, veio nos nos.
- 16:13É gravitando ali, né? Colômbia, Equador, desceu ali,
- 16:18Argentina, Chile e finalmente, igual você falou em maio de 2023
- 16:23chegou nas aves silvestres e depois mais 2 anos ela pulou pra
- 16:27pra aves comerciais. E aí?
- 16:29É, nós perdemos nosso status de livre, né?
- 16:33E agora vamos conviver isso com o resto da vida, com o resto,
- 16:36né? Dos tempos aí, até, sei lá, uma
- 16:38ferramenta lá no futuro e erradicar, né?
- 16:40Nós erradicamos a febre aftosa, né?
- 16:43Porque que nós, se bem que nós não radicamos ainda, né?
- 16:46Controlamos, então isso é lá para o futuro, mas.
- 16:51Baseado nessa evolução, como é que você enxerga a possibilidade
- 16:54da disseminação tá certo é, já que ela é já é endêmica dentro
- 16:59do nosso país. Bom, então dou o gancho aí dessa
- 17:04tua pergunta, né? Com vamos lá falar um pouquinho
- 17:08de ferramenta de gestão de riscos para entender isso aí,
- 17:10certo? Ah, quando a gente fala em em em
- 17:14gestão de risco, na qual análise de risco é a ferramenta que tu
- 17:17identifica análise dos riscos e gerencia eles.
- 17:20Ela não é uma bola de cristal, certo?
- 17:22Ela não é uma ferramenta para te dizer vai para cá, vai acontecer
- 17:26isso ou aquilo, porque risco. Ele, ele significa incertezas.
- 17:31Eu não sei exatamente o que que vai acontecer no futuro, porém
- 17:34eu posso prever, certo? Eu posso ter.
- 17:39Eu posso sinalizar, criar cenários, avaliar cenários,
- 17:43possibilidades. Dado, né?
- 17:46Conhecimento que se tem. Né, e a gente vai reduzindo as
- 17:49incertezas à medida. Que mais conhecimento se vai?
- 17:52Adquirindo, né? O que que eu diria hoje?
- 17:54Eu, se eu se eu remetesse eu voltar lá para 2023, quando a
- 17:58gente. Fez esse trabalho, né?
- 18:00Junto com a Secretaria da agricultura, via fundes
- 18:02associação gaúcha dos agricultores, ele.
- 18:07Eles queriam saber, bom, qual é o risco?
- 18:09Então que se tem? Né, aí a gente.
- 18:10Começou esse trabalho, a doença já vindo, vindo, vindo já da da
- 18:14seguinte maneira, né? Isso foi Rio Grande do Sul.
- 18:17Se eu não me? Engano entrou em maio.
- 18:18De 2023, o. Trabalho começou em fevereiro.
- 18:202020. E 3 e a e a pergunta não era?
- 18:24E ele IA entrar? Não, isso já já tinha sido
- 18:27determinado. Ele vai entrar na.
- 18:29Era a questão quando ele entra ali.
- 18:33Né? A outra pergunta?
- 18:34Chave no modelo de risco. Bom, então gente, é quando vai
- 18:37entrar? Não é mais que, né?
- 18:39Esse risco é muito alto. Ele vai entrar.
- 18:42E a outra pergunta é bom, se entrar, como que vai, o que que
- 18:46vai? Acontecer isso é risco, entende?
- 18:48Então eu avalio a probabilidade de um evento, a entrada do
- 18:52vírus. E que consequência teria?
- 18:55Bom, então a gente estava. Discutindo e aí a gente fez 11
- 18:58modelo que se chama de análise. Rápida de risco ou rapido risco
- 19:03assessment, que é o modelo do da da European central This Is
- 19:07control, que é um modelo. Que foi aplicado, muito
- 19:11interessante, utilizado. É um caso muito.
- 19:13Interessante de sucesso. Utilizado na Coreia do Sul.
- 19:16Para controle de COVID. Não à.
- 19:18Toa foi o melhor, né? O país, né, que teve melhores
- 19:23indicadores em termos de incidência, né?
- 19:25Por milhão e de controle da doença.
- 19:28E como é que ela funciona? Bom, então a gente tava dando
- 19:31esse exemplo aí do Rio Grande do Sul.
- 19:33Exemplo vivo a gente. Bom, o vírus.
- 19:36Batendo na pata, beleza? Nós temos aqui, assumindo que
- 19:40tem uma. Probabilidade altíssima de ele
- 19:42entrar. Vias, aves silvestres.
- 19:44E o que que pode? Ocorrer se ela entra?
- 19:46E aí a gente começa a estudar epidemiologia básica do perigo,
- 19:50né? Como é que ele se?
- 19:51Comporta, né, como é? Que é a capacidade de.
- 19:54Transmissão deles, lembra em Marcos, lá na COVID OR zero, né?
- 19:59O quão rápido ele vai se disseminar?
- 20:02Ou seja, se entrar numa Granja, em quantas?
- 20:05Qual é a média de transmissão, né?
- 20:08De uma Granja para outra Granja, ou seja.
- 20:10De uma Granja pode espalhar para 2, de 2 para 4.
- 20:12Então a gente começou a avaliar isso.
- 20:14Certo, então, nessa avaliação rápida de risco, então tu estuda
- 20:19assim, OK? Ele.
- 20:20Entra uma probabilidade de alta. E entrar ele vai.
- 20:23Ficar confinado em áreas silvestres?
- 20:25Não, ele vai transmitir de. Silvestres pra domésticas de
- 20:29Fundo de Quintal ou vai transmitir de domésticas de
- 20:32Fundo de Quintal pra comerciais? Como isso se dá então, a gente?
- 20:37Estuda isso aí, né? E diz, bom, beleza em face
- 20:40dessas. Avaliações se, né?
- 20:44Provavelmente ele vai transmitir.
- 20:47Para uma árvore. De Fundo de Quintal, por.
- 20:49Essas e essas razões, esse, digamos, é o cenário mais.
- 20:52Provável, porém, ele poderia se disseminar para comercial, para
- 20:57uma, para 2. Enfim, tu vai analisando esses
- 20:59cenários e vai dizendo, bom, se acontecer isso, o que que eu
- 21:02tenho que fazer? Né?
- 21:04Se eu estou preparado? Daí tu começa a analisar a
- 21:06preparação, né? Se disseminar para 10.
- 21:09Para 20, para 30. Granjas.
- 21:11Existe 11 capacidade de resposta.
- 21:14Então tu começa, né, Marcos? A.
- 21:16Analisar os cenários, avaliar as popularidades o.
- 21:19Que que é mais provável? Acontecer.
- 21:21Dada a epidemiologia da doença até localidades mais prováveis.
- 21:26E vai dizer, bom, esse, nesse cenário, a gente tem que estar
- 21:29preparado caso. Ocorra em 1210 granjas.
- 21:33Então a gente vai levantando. Isso e.
- 21:36Discutindo aí com os decisores. A sobre a capacidade de resposta
- 21:41enfim, né, o que? Que.
- 21:43Se faz diante de inúmeras situações que poderiam ocorrer.
- 21:48EE, nessa questão da dessa análise de risco propriamente
- 21:51dita mesmo. É qual que é o input disso, como
- 21:54é que que dados que vocês avaliam isso tem que ser
- 21:57necessariamente um modelo oficial de dados?
- 22:00Já pelas agências de defesas, né?
- 22:02Locais, regionais e estaduais. É ou ou isso é possível fazer
- 22:07num cenário corporativo de uma empresa é de acordo com a área
- 22:12de atuação dela. Como é que, na prática, você
- 22:15consegue fazer, mapear e fazer essa gestão desse risco?
- 22:19Não. Excelente pergunta.
- 22:21Na verdade, é um modelo. Certo você?
- 22:24Faz como um fluxograma em que você vai.
- 22:26Respondendo a perguntas, né? Bom, o vírus.
- 22:29Pode ingressar? Então vamos lá.
- 22:31Então começa com o cenário inicial, o vírus vai.
- 22:33Ingressar por aves. Bom, ele pode transmitir pra pra
- 22:38aves silvestres dentro do território de Rio Grande do Sul,
- 22:41sim ou não? Sim, porque aí você vai seguindo
- 22:44na no, na, na árvore, né, por exemplo.
- 22:46Bom, se ele ingressar então em aves silvestres interna, ela vai
- 22:51se espalhar. Assim, não.
- 22:53E aí você vai montando? Entende?
- 22:55Você vai criando AAAA, digamos. A espinha dorsal de uma gestão.
- 23:02De risco é organizar um raciocínio epidemiológico e uma
- 23:04cadeia de eventos basicamente, só você organiza.
- 23:08Essa cadeia de eventos entrou. Pode espalhar por.
- 23:11Silvestres silvestres, domésticas silvestres residentes
- 23:17de residentes para. Fundo de Quintal Fundo de
- 23:19Quintal, ou seja, vai montando essa espinha dorsal e vendo.
- 23:23Né, as probabilidades de se ocorrer.
- 23:26E por que sempre se baseando? Na literatura, você vai fazendo
- 23:30analogias pra fazer uma análise. De risco?
- 23:32A gente faz uma grande revisão, né?
- 23:34Ah, como é que aconteceu na? Argentina bom na Argentina.
- 23:38Entrou e se espalhou em. Várias grandes.
- 23:41Bom, então ela pode se espalhar. Ah, profissional, é provável.
- 23:43Você vai estudando isso daí, mas a.
- 23:45Gente, tem que então é Marcos, desenhar é um.
- 23:48Fluxo de ocorrências. E vai, é, é.
- 23:50Quase uma árvore do cenário. E vai dizendo as probabilidades
- 23:53isso daí, Ah, da onde vem essas? Probabilidades bom, a gente faz.
- 23:57São. São modelos que a gente deduz
- 23:59pela literatura. Um modelo lógico, você pega bom,
- 24:02tá ocorrendo isso? Bom, provavelmente.
- 24:04Então há, digamos, 11 alta probabilidade de socorrer.
- 24:08Em função desses fatos. Aqui da literatura, então você?
- 24:10Constrói um conhecimento. Né, você constrói uma cadeia de
- 24:15eventos, vai dando, modelando as probabilidades com base em
- 24:19conhecimentos. Que se tem até chegar então a
- 24:22um. Né, um risco final bom.
- 24:24Esse aqui é o risco e mais provável que aconteça isso.
- 24:27Entende, então você? Se a gente for fazer.
- 24:30Bem, bem ser bem pragmático, isso é bem epidemiologia a
- 24:35análise. De risco que ela organiza?
- 24:38Todos esses pensamentos, né? E?
- 24:40Transforma tudo, organiza o racional.
- 24:43Lá de uma cadeia de eventos. No caso, entrar espalhamento
- 24:46consequências e vai dando as probabilidades, né, em face a
- 24:51conhecimentos que se existe na literatura.
- 24:53Conhecimentos da doença. Tem que se estudar bastante e
- 24:56você monta o cenário e discute, aí você está aqui, ó?
- 24:59Análise de risco gestor. Isso aqui é o que provavelmente
- 25:03vai acontecer, porém a gente tem que estar preparado.
- 25:05Para esse e esse cenário. Como é que a gente pode fazer
- 25:07aí, você? Vai aí entra, né?
- 25:09O conhecimento aplicado para. Os gestores.
- 25:12Tomarem uma decisão em cima dessas avaliações.
- 25:16Hoje, Marcos? Hoje, qual é a pergunta que a
- 25:19gente? Faz já, olha como ela vem vindo,
- 25:23né? Então tivemos vários casos já em
- 25:26em aves silvestres, depois em aves.
- 25:28Domésticas e agora, comercial? Né, no Rio Grande do.
- 25:32Sul primeiro no Brasil, ela. Já entrou ali, ela vem
- 25:35expandido, João de Barro, né? Leão Marinho tá vindo, né?
- 25:41Então a gente tem o que que a gente chama hoje, como é que eu
- 25:44diria nessa linha de raciocínio e gestão de risco?
- 25:49A gente tem uma grande. Certeza que eu diria, né?
- 25:52A gente tem os dados da vigilância, que é muito bom, né?
- 25:56O Brasil tem um modelo de vigilância no qual eu pude, né?
- 25:59Junto com a Thaís barnaz, que que é determinada do Ministério
- 26:03da agricultura, que trabalha EEA, Ananda, né?
- 26:05Que trabalham nessa parte do PNSA do programa nacional de
- 26:09sanidade de jovem, que no Rio Grande do Sul eu tive acesso, li
- 26:12esses. Materiais que são muito bons,
- 26:14então hoje. Se detecta, né?
- 26:16Tem um trabalho, uma vigilância direcionada ao risco.
- 26:19Só que assim, então você. Pega a ponta do iceberg.
- 26:22Então, se a gente numa análise de risco, eu diria, bom, qual é
- 26:25a grande incerteza que a gente? Tem, pô.
- 26:26A gente tem evidências, já veio, já está em grande comercial, já
- 26:31tem aves domésticas, aves silvestres.
- 26:33Aqui a gente chama aéreas, não terrestres, não aquático, como
- 26:38João de Barro. Temos isolamento em várias.
- 26:40Espécies de Leno Marinho. Ela tá aqui só que é qual, né?
- 26:43Qual é? OA gente, tá vendo a ponta do
- 26:45iceberg? Qual?
- 26:46Qual é a. Dimensão dela, né?
- 26:48Quão quão espalhado ela está? Por que que eu vou dizendo isso?
- 26:53Porque o que a gente? Vai vendo que cada ano ela ela
- 26:55aparentemente parece que vem se amplificando.
- 26:57Certo, se eu já estou? Em comercial é porque ela vem se
- 27:00amplificando agora a pergunta que você tem que fazer?
- 27:03Na gestão de risco? Bom, estou preparado para né
- 27:081111, foco, né? Uma epidemia em 5.
- 27:13Granjas, o ano passado foi uma em 10 em 20.
- 27:17Uma Granja comercial, 28 Dias para retomar o status de livre.
- 27:2328 Dias sem exportar, né? Então?
- 27:26Isso é um impacto só, o impacto comercial.
- 27:29É imenso e isso já se. Reflete, eu tenho um impacto.
- 27:32De bilhão. Cara.
- 27:35É interessante? Até, né?
- 27:36O setor pensar, bom, eu posso. Investir, então, né?
- 27:40Inteligência? O que eu investi vai ter um
- 27:43retorno bom, então, assim, a pergunta que eu que eu lanço
- 27:46hoje que a gente. Tem avaliado?
- 27:49Bom, estamos preparados para 5, para 10, para 20, né?
- 27:52Será que isso pode acontecer? É um cenário plausível?
- 27:55Como é que isso está se dando, né?
- 27:57Então é essa pergunta que tem que se fazer.
- 27:59Né, digamos hoje, né? Talvez até para piorar, né?
- 28:04Estamos preparados para 5, 10 em várias regiões, né?
- 28:07Porque se estiver concentrado numa só, né?
- 28:09Mas você tem toda razão, né? É assim, mas mas deixa eu te
- 28:13fazer uma pergunta bem prática assim, hoje, o que as granjas, o
- 28:17que as empresas, né? E as que tem uma maior
- 28:19capacidade de mobilização estão fazendo?
- 28:22É rever todos os protocolos de biosseguridade e elevando todos
- 28:25os níveis. Aliás, eu tenho que dar parabéns
- 28:27ao Brasil inteiro. Né?
- 28:29Assim que todo mundo melhorou, todo mundo melhorou o protocolo
- 28:33de bioseguridade, certo? É claro que é esse episódio, né?
- 28:37De Montenegro, pegou todo mundo de surpresa.
- 28:41Como que entrou numa matriz que a gente sabe que tem um
- 28:44protocolo muito mais elevado, por exemplo, que um Franco, que
- 28:47uma poedeira, mas assim, além disso, certo desse melhorar os
- 28:51protocolos de bioseguridade. EEE disso que você tá falando aí
- 28:55a gente ter programas nacionais, né, corporativos de todos, não
- 28:59adianta só um fazer, isso apega todo mundo, né?
- 29:03É, além de melhorar a bioseguridade, que mais que o
- 29:05setor você acha que ainda pode evoluir?
- 29:09Estou como um assunto. Importante, né?
- 29:11E eu volto aqui Na Na Na bioseguridade, tá?
- 29:14E que o setor de fato tá trabalhando e.
- 29:17Esse né? Teve agora esse evento no em
- 29:20setembro, né, na fal, né? Em vários países eu até pude
- 29:24participar online e até de um grupo de trabalho de
- 29:27biosseguridade e Ela Foi, né? Considerado um dos elementos
- 29:31mais importantes para discutir vacinação.
- 29:34Né? Digamos toda toda aquela parte,
- 29:37né? De de coordenação mundial, et
- 29:41cetera, né? Focando em bioseguridade é super
- 29:44importante, não tem? Não tem o que dizer.
- 29:48E ela, e aí, a gente aí? Eu trago um elemento, a.
- 29:51Mais, tá? A gente tem 2 formas.
- 29:54De trabalhar via seguridade, né? Uma forma, vamos dizer assim, de
- 29:59uma certa. Burocracia.
- 30:01Em que eu vou lá numa Granja certo e aplico, né o?
- 30:05Checklist e vou dizer. Bom, eu preciso de 90% de
- 30:08conformidade, certo? 90% ela tá bem?
- 30:11Bom, mas a pergunta não é? Essa a resposta certa, não é
- 30:16essa no sentido. Então temos como melhorar e
- 30:19temos como melhorar isso de forma.
- 30:21Global. Então, quem está integrado essas
- 30:24granjas? Integradas, elas têm um fomento
- 30:26certo e elas estão muito bem, mas pode melhorar no aspecto.
- 30:30Bom, se eu se eu te se eu te pergunto se eu como um analista.
- 30:33De risco se é bom, eu tenho 90% de conformidade e aqueles 10%
- 30:37não conforme. Quais são?
- 30:40Tu entende que conformidade não implica em risco?
- 30:46É um, é um, é uma. É uma medida de compliance?
- 30:50Nem toda. Então a gente sempre fala nem
- 30:53toda. Não.
- 30:54Conformidade é. Risco e nem toda conformidade
- 30:57quer dizer que tu não esteja. Sob risco?
- 31:00Eu preciso dar uma mergulhada um pouquinho mais para saber de
- 31:06fato quais são. As não conformidades que vão
- 31:10implicar em risco maior de influenza, que são detalhes, ela
- 31:15pode te pegar em detalhes aí. Nesse sentido, a gente tá
- 31:20trabalhando no desenvolvimento, né?
- 31:22De 11, aplicação em que a gente? Consegue fazer, né?
- 31:26Uma análise rápida de risco focado em influenza e que vai te
- 31:30dar. Esses graus de risco certo Pra
- 31:33Ela? Pra te.
- 31:34Pra que você consiga. Né, a sociedade, ou seja, seja
- 31:37isso o governamental aplicado em agroindústrias.
- 31:40Entender que ó quem? São aquelas que têm maior risco.
- 31:43E que eu possa servir como um. Um, digamos um.
- 31:46Filtro, né? Um teste inicial para ir lá.
- 31:49E dar uma corrigida nesses. Fatores específicos para
- 31:52influenza. E com certeza.
- 31:54Deve haver uma relação entre granjas de alto risco e essas
- 31:57granjas. Que estão em conformidade, mas o
- 32:00risco vem da. Falha daquela falha.
- 32:03Que às vezes está passando. Desapercebida aí que mora, né?
- 32:06Eu tive um. É um orientador, né, de pós
- 32:10doutorado, e não é outra dor, é supervisor, né?
- 32:12Ele falava assim sobre o risco, né?
- 32:14O como é que é o risco está na cauda, o diabo está na cauda the
- 32:17Devil is in the Tale, né? Ou seja, na cauda da
- 32:20distribuição de probabilidade. Que é aquela probabilidadezinha
- 32:23baixa lá na ponta. Mas é ali.
- 32:26Que mora o perigo, né? Entende?
- 32:29Então há. Nesse sentido, vamos remodelar
- 32:32um pouco. É esse esse olhar de não
- 32:35conformidade, tentar transformar.
- 32:37Ele mais em um olhar de risco pra aumentar a eficácia, né?
- 32:42O outro ponto são esses. As granjas às vezes que é um
- 32:47gargalo importante, talvez da postura comercial que muitas
- 32:51vezes. Não estão integrados os
- 32:53independentes, né? Esses também, né, podem estar.
- 32:57Mais, digamos, suscetíveis AAA falhas por não ter uma.
- 33:02Assistência tão organizada como um fomento de uma água,
- 33:06indústria, então tem vários passos a.
- 33:09Serem melhorados, né? E nisso tá respondendo
- 33:13finalizando a tua pergunta. Trabalhar porque se trabalha.
- 33:17Muito bem a resposta. Isso está muito bem, ou seja,
- 33:20isso está muito bem feito. Tanto que.
- 33:22O Vila do sul trabalhou. Muito bem nessa resposta.
- 33:25Ou seja, esses planos de contingência, o que que a gente
- 33:28chama em ingestão de risco, eles são medidas de ação pós facto,
- 33:33certo? São medidas de ação.
- 33:35Após a ocorrência do evento pra te diminuir as consequências.
- 33:39Ou seja, agir de forma rápida. Né, pra.
- 33:43Reduzir o impacto do espalhamento.
- 33:45E isso é necessário? Um backup?
- 33:47Quando eu? O que que a gente vem aqui na
- 33:49corb Science conversando, cara, a gente tem que trabalhar também
- 33:52num momento de. Calmaria, que é uma educação
- 33:55constante da da gestão da via seguridade de.
- 33:59Falhas da via seguridade conhecer.
- 34:02Né, quais são essas falhas? Quais são as probabilidades de
- 34:06falhas mais comuns? Isso tem que ser.
- 34:10Comunicado e gerenciado e isso é um trabalho.
- 34:13De longo prazo, tá, Marcos? Ou seja, quando uma campanha de
- 34:18uso de cinto não foi e 123 vezes foi, milhares de vezes dita, né?
- 34:22Até que hoje todo mundo usa o cinto.
- 34:24Então, se eu conhecer, olha. Seu João, olha aqui, ó, tu tem.
- 34:28Eu sou, por exemplo, de um órgão oficial ou no fomento.
- 34:30Eu tô ó, analisei aqui a tua grande.
- 34:32Tem esses esses pontos pra ti ficar atento.
- 34:35E sempre conversar com isso. Com ele, né?
- 34:38Uma conversa efetiva, né? Eficaz, uma comunicação clara.
- 34:42A longo prazo para que isso vá? Né, gradativamente se reduzir,
- 34:47porque tu não precisa fazer coisas caríssimas para
- 34:50controlar. Achei muito legal Oo Luiz, isso
- 34:56que você falou aí da burocratização, isso é um perigo
- 34:59enorme que eu eu coloco um protocolo x lá, como você falou,
- 35:03ele tá 90% sendo cumprido e eu tô aqui tranquilo, tá tudo
- 35:07certo. Eu acho que fica aí essa seu
- 35:10alerta, que cada caso é um caso, eu tenho que ver especificamente
- 35:14todo caso vai ter algum gargalo, alguma fragilidade, e eu na
- 35:18minha certo, no meu universo ali, seja uma Granja, seja um
- 35:22município. Ou seja, uma instituição.
- 35:24Eu tenho que entender que onde estão?
- 35:27E eu preciso de alguma ferramenta para mapear, para
- 35:30achar, para para dizer para mim, ó, seu ponto fraco aqui hoje é
- 35:34esse. Que aí, né?
- 35:35A minha medida para aquilo, eu vou melhorar significativamente,
- 35:39né? A eficiência de evitar, como
- 35:42você falou depois, é outra história.
- 35:43Não que não seja importante, é claro, é super importante.
- 35:46Oo Rio Grande do Sul, deu um. Show, um, show.
- 35:49Né parabanismo? Já tive a oportunidade de falar
- 35:51isso várias vezes no pós, né? No No pós episódio deu um show
- 35:55mesmo, fez tudo certinho, todo mundo ajudou as empresas, poder
- 35:59público, todo mundo fez a seu parte.
- 36:01E como você falou, em 28 Dias já tinha resolvido o problema.
- 36:04Mas a gente não quer ter isso, né?
- 36:07A gente quer que isso não aconteça.
- 36:08A gente quer trabalhar melhorando, cada vez mais,
- 36:12minimizando na chance de entrar, né?
- 36:14Eu? Eu gostei muito dessa visão aí.
- 36:17E eu acho que esse recado fica aí para as pessoas que tem nos
- 36:20acompanhado. Influenza está sempre cheio de
- 36:23novidades e a gente não pode baixar a guarda, não pode baixar
- 36:26a guarda é um, né, é traiçoeira. Ela, se você deixar aqui, você
- 36:31falou, né, lá aquele pedacinho lá aberto, ela vai entrar e vai
- 36:36te derrubar. Eu queria que você finalizasse
- 36:38aí então da da importância, né, de tudo isso que a gente
- 36:41conversou, né, nessa questão aí, que é uma coisa, eu acho que.
- 36:45É uma novidade que a gente tá trazendo.
- 36:46É claro que as pessoas da área que são epidemiologistas
- 36:49conhecem, mas talvez os sanitaristas, né?
- 36:51As pessoas que estão, né, desenhando os programas de
- 36:54bioseguridade, talvez botar no radar deles essas ferramentas de
- 36:58análise de riscos, que, né, são customizadas e em cada em cada
- 37:04situação vai ter isso de de de acordo com né, com as
- 37:07características, né? Daquela, daquela, daquela
- 37:11particularidade. Bom, então vou dar esse gancho,
- 37:17foi bem colocado o teu aí que que é importante a ferramenta,
- 37:21né? Tô falando em ferramenta e que
- 37:23que é importante contextualizar a ferramenta.
- 37:26Nós precisamos navegar antes da ferramenta.
- 37:28Nós temos que institucionalizar. A gente tem que operacional,
- 37:33operacionalizar de uma forma digitalizada e padrão a gestão
- 37:36de riscos. Isso que tem que ser feito.
- 37:39Eu tenho que ter, então uma governança.
- 37:41E injeção de risco. Essa governança, ela ela ela
- 37:45pode ser vários níveis, né? Federal, estadual e uma
- 37:49coordenação das partes interessadas, como ABPA, por
- 37:52exemplo, unindo os setores então EE.
- 37:55Precisa ter essa? É mais complexo, né?
- 37:57Porque é uma doença institucional, é uma doença que
- 38:00o risco ele ele vai impactar em todo mundo.
- 38:04Então, a gente. Tem que ter.
- 38:05Uma rotina de gestão de riscos, certo?
- 38:08A ferramenta ela vai viabilizar. Esse processo, isso que é
- 38:12importante, está claro, porque senão a gente pensa, Marcos
- 38:15entende qual é o grande erro? A gente pensa na ferramenta
- 38:20antes, né, como um fim, e ela é um meio.
- 38:23Senão é como se criasse uma ferramenta, tudo fosse uma tela,
- 38:26né? A ferramenta é o prédio.
- 38:27Tudo. Tudo que é o martelo.
- 38:28Então, colocar. Né?
- 38:32Fazer uma rotina de gestão de risco, na qual, por exemplo, a
- 38:35gente baixa para ver a seguridade.
- 38:37Bom, eu tenho que entender, na verdade, se eu pegar uma ameaça
- 38:41específica, né? Influenza viária?
- 38:43Quais são, né? As identificar de uma maneira
- 38:47rotineira. Né?
- 38:50Quais são as principais falhas relacionadas à?
- 38:52Influenza e quem tem elas? E quais são as mais comuns?
- 38:56Aí vem a ferramenta, ela vai me ajudar, obviamente, a eu ter uma
- 39:00digitalização desse processo. Mas antes a gente tem que
- 39:03pensar, como é que eu vou? Fazer a minha gestão do risco
- 39:06bom, então eu vou lá na Granja, identifico, faço uma avaliação
- 39:11rápida de risco dela, identifico os pontos críticos, comunico.
- 39:16Ao produtor cara. Temos que corrigir isso em 30 a
- 39:1960 dias. Retorna 60 dias a ele.
- 39:22Veja, foi feito. Como é que tá?
- 39:24Numa comunicação clara do risco, então gestão do risco implica eu
- 39:29identificar os riscos. Quais são esses?
- 39:31Riscos como quem tem ter esse conhecimento e eu preciso?
- 39:35Falar. Sobre esse risco, eu preciso
- 39:38comunicar esse risco para eles constantemente, porque uma vez
- 39:42que eu comunico, eu preciso que ele execute, né?
- 39:45Essa, aquele primeiro internalize.
- 39:49Entenda que isso é importante, como as pessoas acabaram
- 39:52entendendo, nossa, eu tenho que usar cinto?
- 39:55Né? Ele vai acabar entendendo, poxa,
- 39:57eu tenho que estar atento, né? Se eu tenho um?
- 40:00Lago dentro da minha. Granja no período, né em?
- 40:02Que. Tenho foco em municípios
- 40:05próximos. Eu vou ficar mais atento.
- 40:08AAA, né? A ocorrência, digamos, de aves,
- 40:10a presença de aves Silvestre. Vou corrigir, controlar, né?
- 40:13A minha ração, que pode ter aves ali perto.
- 40:15Etcetera, tá todo. Mundo mais atento tá todo mundo
- 40:18mais consciente ao centro de. Segurança tu?
- 40:20Entende? Então é, é.
- 40:21É essa rotina de gestão de risco.
- 40:24Ela tem que ter implementado a ferramenta.
- 40:26Vem, ela vai. Te ajudar, obviamente, a
- 40:29operacionalizar e viabilizar em larga escala em melhor
- 40:34eficiência, né? Doutor Luiz Gustavo cordeline,
- 40:38muitíssimo obrigado. Uma verdadeira aula aqui, né?
- 40:41E eu acho que a gente deixa alertas importantes.
- 40:44Volto a dizer, né, nós estamos no meio de uma guerra.
- 40:48O inimigo é poderoso. Nós temos que ter toda essa
- 40:51inteligência que você muito bem trouxe aqui para o nosso lado,
- 40:54para a gente, né? Continuar mantendo.
- 40:57Essa mazela longe dos nossos sebanhos comerciais.
- 41:01E sem essas né, inteligência, sem essas essas ferramentas, né?
- 41:06Que que vão nos ajudar a é fazer uma gestão desse risco melhor.
- 41:11A gente acaba perdendo essa guerra.
- 41:14Realmente agradeço, acho que foi excelente, acho que a gente deu
- 41:17aqui uma opção de né, colocou uma opção de né, de, de, de, de,
- 41:21de, de informações aí pra pra agricultura brasileira como um
- 41:25todo, né? Não só a nível, é particular,
- 41:28então para algumas agências de defesa e sanitárias estaduais,
- 41:32pessoa pessoal que tá pensando nisso o tempo todo, acho que a
- 41:35gente traz aí excelentes, né? Questões para que foram
- 41:39levantadas nesse episódio. Agradecemos novamente.
- 41:42Eu deixo você fazer suas considerações finais.
- 41:44Obrigado. Marcos, eu que agradeço,
- 41:46agradeço o convite é, é, é, é muito importante.
- 41:50A gente gosta, né, de falar sobre esse assunto, né?
- 41:52Marcos, às vezes a gente tá gente que Na Na COB ou um
- 41:57epidemiologista, né? Tendo uma visão muito mais
- 42:01geral, né, do dos fatos e não aquela a visão do dia a dia, mas
- 42:07a gente tá trazendo, então AA epidemiologia traz esse esse
- 42:10olhar, né? De uma ocorrência de um.
- 42:15Uma doença que vai estar no. Continente, né?
- 42:18No território, como tu bem falou, ela pode estar em vários
- 42:22lugares. Então a gente tem que começar.
- 42:25A também organizar, né? Essa esse conhecimento EEE
- 42:30interligar todos os elos, as partes interessadas.
- 42:34Num caminho comum? Tá então a gente.
- 42:37Foca nisso, preconize. E acredita que a saída que o
- 42:42Brasil já vem fazendo muito bem uma camada que vai melhorar
- 42:45muito isso é institucionalizar, né?
- 42:48Trabalhar um pouco mais numa camada aí de rotina, de
- 42:51gerenciamento de risco, que seja aí coordenada EE comum a todos,
- 42:57né? E?
- 42:57Principalmente focaria na questão.
- 42:59De possibilidade, né? Entender e acompanhar aonde
- 43:03estão as principais vulnerabilidades.
- 43:05E orientar os produtores de uma maneira comunicação efetiva, né?
- 43:10E empática, né? Não simplesmente cobrar, mas
- 43:13conscientizá lo e ele vai abraçar a causa porque o
- 43:17produtor, ele é a primeira linha de defesa para uma, né?
- 43:24Ameaça é o produtor. Aí vem o governo, aí vem a
- 43:28indústria, fomento, vem o governo e vem aí, tá as
- 43:31associações mundiais. Esse é o foco.
- 43:34Ele é importante, ele tem que estar engajado.
- 43:38É isso, pessoal, novamente agradecendo aqui o doutor Luiz
- 43:40Gustavo cordeline, esperamos vê Los os nossos próximos
- 43:45episódios. A gente está aqui trabalhando
- 43:47sempre para trazer as mentes brilhantes da avicultura para
- 43:50quem está aqui. A gente sempre estando.
- 43:53Se atualizando aí nos diferentes, né?
- 43:55Áreas de atuação da nossa agricultura, que vai muito bem.
- 43:59É isso, pessoal. Esperamos.
- 44:00Ouvi Los nos próximos episódios. Tchau, tchau, valeu.