Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Greice Filomena Zanatta - Gestão da Qualidade nos Laboratórios Avícolas | Ep. 88
Transcript
- 0:00É muito tranquilo ter um sistema de gestão depois
- 0:02que você implanta, porque ele vai por si só ele vai
- 0:05acontecendo. As pessoas já têm essa
- 0:10mentalidade, já incorporaram a política da qualidade.
- 0:15Bem -vindos ao podcast O
- 0:17Aviário, as mentes mais brilhantes da vi -cultura no
- 0:20seu bolso. O podcast O Aviário só é
- 0:24possível através do apoio de empresas inovadoras e
- 0:27que apoia uma educação continuada na ave cultura
- 0:30brasileira. Pegas o science, a solução
- 0:33inteligente e em tempo real para a interpretação de
- 0:36micotoxinas. Alga Prime DHA da Corbill, o
- 0:41omega 3 DHA a base de algas para o enriquecimento
- 0:44de alvos com DHA de maneira sustentável.
- 0:47Adicional as rações está mais fácil
- 0:49do que nunca. Aquece, a ambiencia ideal para sua
- 0:53produção. American Nutrients, solução é o
- 0:59nosso compromisso. Pessoal, obrigada por estarem
- 1:03acompanhando mais um Aviário Podcast. Bem
- 1:06-vindos, bem -vindas. Eu sou Catarina Estefanelo e é
- 1:09um prazer estar aqui conversando hoje com a
- 1:11Grace Filomena Zanata. A Grace é biomédica, graduada
- 1:15pelo Centro Universitário Barão de Mauá. Ela
- 1:18é mestre em microbiologia agropecuária pela UNESP. Ela
- 1:21está finalizando seu doutorado e atualmente ela
- 1:24é pesquisadora científica do Instituto Biológico do
- 1:28Centro Avançado de Pesquisa e Insanidade Avícuas e em
- 1:32Descalvado. Ela trabalha na área há mais
- 1:35de 20 anos com pesquisas microbiológicas na área de
- 1:40ave cultura. E também é RT, laboratório de
- 1:45controle microbiológico de alimentos. Espero
- 1:48que eu tenha conseguido falar muito da sua formação
- 1:52e das suas atividades. Aí, Grace, muito obrigada.
- 1:56Obrigada por aceitar o nosso convite
- 1:57pela disponibilidade e participar dessa conversa
- 2:00comigo hoje. Boa tarde. Eu
- 2:03que agradeço o convite. Pra mim, assim, foi muito
- 2:06interessante, inesperado. Gostei
- 2:09muito mesmo dessa oportunidade de divulgar o
- 2:13nosso trabalho aqui no Instituto em Descalvado e
- 2:18falar um pouco sobre o nosso sistema de gestão, as
- 2:21pesquisas que nós desenvolvemos aqui e a
- 2:24parte da nossa prestação de serviço com as creditações
- 2:27e credenciamentos. Legal, é. Justamente
- 2:30a nossa conversa hoje que vai ser muito mais focada
- 2:33no sistema de gestão da qualidade em laboratórios
- 2:36avículas, que é interessante. Então,
- 2:39além de tudo isso que eu mencionei, Grace, das suas
- 2:42funções, você é gestora do sistema de qualidade baseado
- 2:46na ISO 17 -025. Eu queria começar perguntando
- 2:50sobre essa norma, quais são os principais aspectos dela
- 2:54para que as pessoas também, se caso não conhecerem,
- 2:58elas possam ter informações disso. Sim.
- 3:02A norma ISO 17 -025, ela veio da ISO Guia 025 e
- 3:09ela é uma norma específica de laboratórios, de
- 3:12laboratórios de ensaio e laboratórios de acreditação.
- 3:15Então, ela vem há muito tempo e
- 3:20ela ganhou muita ênfase em 2014, quando o Ministério
- 3:24da Agricultura deu o prazo para que os laboratórios
- 3:28avículas tivessem a acreditação pelo imétro,
- 3:32pela CECRI -METRO, dentro da norma 17 -025, porque apenas
- 3:37os laboratórios que tivessem a acreditação iriam
- 3:41continuar credenciados. Então,
- 3:44todos os laboratórios avículas tiveram que buscar,
- 3:47que eram credenciados. E aí, o nosso instituto
- 3:51começou em 2003, a gente já começou a pensar em
- 3:56acreditações e sistema de gestão, porque nós já
- 4:00éramos credenciados desde 1998 pelo Ministério da
- 4:04Agricultura. Então, em 2003, tivemos a
- 4:08auditoria do mapa pelos fiscais agropecuários e
- 4:13vimos que a gente precisava, apesar de a
- 4:15gente fazer tudo com rigorosidade, porque os RTS
- 4:18da época tinham sido treinados nos laboratórios
- 4:22oficiais que na época eram os lanagros, nós ainda não
- 4:26tínhamos um sistema de gestão consolidado, então
- 4:29nós vimos a necessidade e aí eu fui nomeado como
- 4:32gestora da qualidade lá em 2003. E
- 4:36aí começou a minha saga de entender o que era 17 -025,
- 4:40ela é baseada em requisitos técnicos, de competência
- 4:44técnicas e também requisitos gerenciais, requisitos de
- 4:48equipamento, são vários requisitos divididos, se eu
- 4:53não estou enganado em quatro partes, onde nós
- 4:58laboratórios nós temos que observar o que a norma
- 5:02pede e devemos fazê -la. A norma, ela fala o que deve
- 5:09ser feito, mas ela não fala como deve ser feito.
- 5:12Então nós laboratórios
- 5:14interpretamos a norma para a nossa realidade, então o
- 5:18nosso laboratório aqui nós seguimos a 17 -025 e temos
- 5:22o nosso sistema de gestão particular. Um
- 5:25outro laboratório que também é acreditado pela 17 -025,
- 5:30ele pode ter um outro sistema que seja baseado
- 5:34nas atividades dele, nas atribuições dele, na rotina
- 5:37dele, então isso a norma permite, isso nos dá uma
- 5:41flexibilidade de conseguir garantir os requisitos da
- 5:45norma, não que seja fácil, mas fica mais flexível
- 5:50diante de cada realidade de laboratório. Lá
- 5:54em 2023, por ser uma instituição pública, nós
- 5:57tivemos muito entraves para implantar a norma, foi mais
- 6:03difícil do que um laboratório particular, eu
- 6:05acredito, então para nós foi um desafio muito
- 6:07grande, porque você tem funcionários públicos que
- 6:11trabalhavam naquela mesma atividade, então para você
- 6:13foi uma mudança de mentalidade, e aquele
- 6:18trabalho muito ardo de pouquinho por pouquinho,
- 6:21você implantando aos poucos, explicando para as pessoas,
- 6:25porque a gente também tinha funcionários que estavam há
- 6:2720, 30 anos, como que você ia mudar o que eles
- 6:31estavam fazendo, na verdade não era isso, a gente só
- 6:34queria melhorar. Então foi um desafio e falando,
- 6:38moldando essas pessoas, para que mostrando que era o
- 6:43melhor, não só para a instituição, mas para cada
- 6:45um no desenvolvimento das suas atividades, porque no
- 6:49final da implantação, quando você tem o dia a dia,
- 6:52hoje nós já temos 11 anos de laboratório acreditado
- 6:56pela CECRI, mais de 20 anos, acreditado pelo
- 7:00Ministério da Agricultura, então as nossas atividades,
- 7:03elas são tranquilas, as pessoas já estão engajadas
- 7:08num sistema de gestão, numa política de qualidade, então
- 7:11o que antes, quando a gente estava implantando,
- 7:14quando você se falava em não conformidade, que é um
- 7:17desvio, um procedimento, as pessoas tinham um certo
- 7:21medo, o nosso errei, hoje dentro da nossa rotina de
- 7:25laboratório, já é muito comum, nós inclusive mudamos
- 7:29a palavra não conformidade para a palavra ocorrência,
- 7:33então não existe erros dentro do laboratório,
- 7:36quando há um desvio, numa determinada atividade que é
- 7:41padronizada pelo procedimento, nós temos uma
- 7:44ocorrência, e aí a gente avalia o impacto dessa
- 7:48ocorrência, então com essa nova mentalidade de tirar a
- 7:53palavra, umas palavras muito fortes, como erro, como não
- 7:57conformidade, os colaboradores conseguirem
- 8:01entender essa importância, e eles mesmo falaram, teve
- 8:04uma ocorrência no meu setor e conseguem avaliar, então
- 8:08dia a dia nós temos uma, é muito tranquilo ter um
- 8:11sistema de gestão depois que você implanta, porque
- 8:14ele vai por si só, ele vai acontecendo, as pessoas
- 8:19já têm essa mentalidade, já incorporaram a política da
- 8:22qualidade. Em busca do ambiente ideal
- 8:26para sua produção, a A -C -S se oferece a aquecimento
- 8:30especializado, totalmente automático para a produção
- 8:33animal, garantindo distribuição uniforme de
- 8:36calor, mais de 12 anos entregando soluções
- 8:39eficientes em todo o Brasil. Sim,
- 8:44de fato, como o próprio nome diz, gestão para que
- 8:49a gente consiga melhorar os processos, você e Gris se
- 8:52fala bastante, fala bastante da acreditação, qualquer
- 8:57importância disso para um prostituto de pesquisa, que
- 9:01a gente está falando em uma situação bem
- 9:03interessante. Primeiro nós vamos buscar a
- 9:08acreditação na 17 .025 para ter aquele selo mesmo, para
- 9:13mostrar que o que a gente fazia, a gente fazia bem
- 9:15feito, porque nós já prestávamos serviço na parte
- 9:20de microbiologia de alimentos para empresas
- 9:24renomadas, que inclusive a gente tinha avaliações
- 9:27internacionais de microbiologistas franceses
- 9:31que vimos avaliar, mesmo sem ter um problema. E
- 9:33a gente tinha que ter a acreditação ainda do
- 9:35laboratório e a gente prestava serviço, como por
- 9:37exemplo, para Mars. E tínhamos também o
- 9:41credenciamento do laboratório já pelo Ministério da
- 9:43Agricultura. Nós vamos buscar a acreditação
- 9:46até por uma obrigadoriedade do sistema, do mapa, e
- 9:51para demonstrar mesmo, para comprovar a nossa eficiência
- 9:55técnica, que os nossos resultados eram tecnicamente
- 9:59válidos. Então foi com esse primeiro
- 10:02intuito que nós fomos buscar a acreditação na 17
- 10:06.025, porque existia a portaria do Ministério que
- 10:13em 2014 impediria a gente continuar acredenciado. E
- 10:18quando a gente fez essa busca, nós começamos pela
- 10:21ISO 9001, que foi só a parte documental, e depois
- 10:24a gente cumou para 17 .025 e aí conseguimos a nossa
- 10:29acreditação em 2013. Ela foi difícil para implantar,
- 10:38porque toda essa parte de treinamento, a ISO 17 .025,
- 10:45ela avisa muito a parte de treinamento dos
- 10:49colaboradores, que é a formação mesmo de analistas,
- 10:53de técnicos, de RT, e a parte de melhoria contínua.
- 10:57Então isso foi a demonstração que
- 11:00a gente teve naquele momento, então toda a
- 11:02implantação e comprovação do que realmente a gente
- 11:05fazia. Isso nos elevou também a um
- 11:11patamar dentro da instituição pública, porque
- 11:13nós somos o segundo laboratório dentro do
- 11:15Instituto Biológico a ter a acreditação de 17 .025. E
- 11:21como a gente já tem a nossa primeira missão como
- 11:23pesquisa, nós conseguimos validar as pesquisas que
- 11:28nós realizamos. Então dentro dos projetos que a
- 11:32gente realiza, quando você pega um artigo científico,
- 11:37uma publicação que tem a nossa equipe, as pessoas
- 11:41podem reproduzir aquele artigo científico, porque
- 11:46ele foi baseado no laboratório 17 .025. Então
- 11:49a gente fez a avaliação de desempenho, a gente testou
- 11:51protocolo e tá tudo lá descrito. Isso
- 11:55nos dá uma segurança e credibilidade também na
- 11:58nossa pesquisa. Inclusive até os programas que hoje
- 12:06nós estamos desenvolvendo de pesquisa, com parceria, com
- 12:09FAPESP, pelo CCD, que nós estamos envolvidos no
- 12:13laboratório de descavado para fazer dentro do CCD,
- 12:17porque é um projeto muito grande que envolve
- 12:19universidades, tanto aqui do estado de São Paulo, né,
- 12:22Espelmincã e a USP como outros institutos de
- 12:26pesquisa da Itália e do Japão. Nós,
- 12:29o laboratório de descavado, vai ter o objetivo de
- 12:32avaliar os kits que serão desenvolvidos nessa pesquisa,
- 12:36kits para as principais doenças aviárias. E
- 12:39aí quando você pega um laboratório certificado,
- 12:42acreditado pela 17 .025, fazendo isso você gera mais
- 12:47credibilidade para aquele produto, para aquela
- 12:49pesquisa. O meu doutorado, para eu
- 12:52desenvolver o projeto, eu primeiro avaliei nove
- 12:57protocolos de isolamento, mesmo dentro da ISO, para
- 13:02ver qual seria o melhor para desenvolver o meu
- 13:04projeto, dentro de quatro pesquisas de 4 patólios.
- 13:09Então assim, a gente testa
- 13:10primeiro a valia para ver se isso é viável realmente,
- 13:15se nós vamos ter um bom desempenho, qual que é o
- 13:18nível de detecção para depois desenvolver a
- 13:20pesquisa. Então tem uma pesquisa antes de
- 13:23desenvolver a pesquisa. Então
- 13:25isso dá muita credibilidade e segurança. Sim,
- 13:29e todos esses aspectos importantes para vocês e
- 13:32para os resultados. Um outro ponto importante que
- 13:37eu gostaria de aproveitar a tua presença, porque você
- 13:40mencionou, e tem a ver com gestão, você mencionou o
- 13:43credenciamento no mapa, como que foi esse processo,
- 13:47porque a relevância de tudo isso, queria que você
- 13:51aproveitasse também para comentar um pouco. Sim,
- 13:54o nosso instituto começou aqui na Escavalda em 1981.
- 13:59Em 1994, o Ministério, ele
- 14:02lançou o programa Nacional de Sanidade Avícola, que
- 14:07ele credenciava, que ele falava que ia controlar e
- 14:10estabelecer alguns parâmetros de controle para a
- 14:13Salmonellose e Mycoplasmose aviária. Ele
- 14:17credenciou alguns laboratórios para fazer
- 14:19análise de Salmonella e análise de Mycoplasmose. E
- 14:22o nosso laboratório, em 1998, já era credenciado
- 14:26pelo Ministério da Agricultura. Desde
- 14:281998, nós somos credenciados e a nossa última extensão
- 14:34de escopo foi em 2019 e para 2020, quando a gente
- 14:41conseguiu a nossa última extensão para PCR e real
- 14:44time. Para o vírus de influência
- 14:46aviária, que hoje tem todo esse contexto aqui no
- 14:50mundial e também no Brasil. Então,
- 14:53a importância do nosso credenciamento é que hoje
- 14:56nós somos o único laboratório no estado de
- 14:58São Paulo, um laboratório público, que realiza as
- 15:02análises de PCR e real time para influência
- 15:05aviária, do material genético, de importação e
- 15:08exportação. Então, a gente pode, a gente
- 15:11brinca assim, que nós estamos regulados, se a
- 15:15gente parar, uma parte também vai parar de
- 15:17importação e exportação de material genético, porque é
- 15:21pelo laboratório que tem a missão dos laboratórios de
- 15:23ensaio. Então, isso também é muita
- 15:26responsabilidade, mas também nos gera muito orgulho.
- 15:29Quando o Ministério da Agricultura
- 15:32recebe algumas missões internacionais, o nosso
- 15:35laboratório é um laboratório que vem sido escolhido para
- 15:39mostrar para as missões as nossas atividades dentro de
- 15:43um sistema de gestão, dentro do credenciamento e
- 15:46a transparência dos resultados. A
- 15:49transparência mesmo da nossa vitultura, que hoje está em
- 15:54destaque, porque o mundo quer saber da nossa
- 15:56biosegurança, não é? Realmente
- 15:58não temos influência, não, não temos influência. Então,
- 16:01eles vêm aqui para verificar o que a gente
- 16:03faz. Então, é de muita responsabilidade,
- 16:07mas assim, quando acaba uma missão, a gente fica com
- 16:09aquela sensação de dever cumprido. Tá
- 16:12tudo certo, tá tudo ok, tem transparência, tem
- 16:15confiabilidade, credibilidade nas nossas atividades. Sim,
- 16:21e que a gente está testando, tomando todas as
- 16:24medidas de bioseguridade necessárias, está testando e
- 16:27está fazendo um trabalho muito bom e vai continuar
- 16:29fazendo. Acho que é a nossa missão. É,
- 16:33é assim, a vitultura inteira, olhando para isso
- 16:35e falando, não, não, está dando certo. Tudo
- 16:37que a gente está fazendo, está dando certo. Você
- 16:42falava, enfim, das pesquisas e também tem essa parte de
- 16:47rotina de um laboratório, que é tão importante e que
- 16:51tem relação com gestão também, né? Que
- 16:55atividades são realizadas na rotina de vocês em relação
- 16:59a gestão da qualidade. O nosso laboratório, até pela
- 17:03nossa gestão, ele é assim, eu acho que, eu acho que
- 17:06não, ele é muito organizado. Se
- 17:09você vier nos visitar e fica um convite para você,
- 17:13assim, na frente do laboratório, você já vai
- 17:17ver que é tudo muito bem organizado. Nós
- 17:19temos um jardim muito bonito, somos dois prédios,
- 17:22né? E, e basicamente três
- 17:24laboratórios. Nós temos o laboratório de
- 17:26diagnóstico à vícola, com sorologia, microbiologia,
- 17:31bacteriologia e biologia molecular e o outro prédio,
- 17:34que é só de microbiologia de alimento. Então,
- 17:36eles são separados. E nós conseguimos, em alguns
- 17:40momentos, organizar a entrega dos materiais, tanto
- 17:46de, principalmente, das importações, tá? As
- 17:50importações de material, de material genético e uma
- 17:53parte de microbiologia de alimento. Nós
- 17:55temos horários que as empresas já nos passam,
- 17:59então a gente consegue atendê -los de uma melhor
- 18:04forma. O restante do material vai
- 18:07chegando aleatoriamente, sem muito planejamento, mas
- 18:12mesmo assim nós conseguimos nos organizar. O
- 18:15material chega, ele é criado pela parte de
- 18:18recebimento, de amostro, então nós temos funcionários
- 18:21colaboradores treinados para realizar aquele tipo de
- 18:26atividade. Se o material não chega
- 18:28adequado, principalmente no material de credenciamento
- 18:32pelo Ministério da Agricultura, existe
- 18:35atribuições que aquele material deve estar. Então,
- 18:39se esse material não vem adequado, esse material, ele
- 18:42não entra para a área analítica, porque tem que
- 18:45ser realmente de acordo com o que é preconizado pelo
- 18:49Ministério da Agricultura e pelos nossos procedimentos.
- 18:52O material nosso passa pela
- 18:54triagem, é feito um cadastro e aí ele vai para
- 18:57o setor analítico, ele vai codificado, tá?
- 19:01Descaracterizado de empresas, então os
- 19:03analistas, quando eles recebem, seja no diagnóstico
- 19:06aviso ou na microbiologia de alimento, ele vai chegar
- 19:11descaracterizado, o analista não sabe da onde que veio.
- 19:18Aí é realizado as análises,
- 19:20então todas as análises, desde que o material entra
- 19:25no laboratório há uma rastriabilidade identificando
- 19:28a hora que recebeu, quem recebeu, que era que ele
- 19:31foi para a analítica, a quantidade que ele foi,
- 19:34quem recebeu na área analítica. O
- 19:36lote do insumo utilizado, seja na serologia, na
- 19:39molecular ou na bacteriologia, quem realizou
- 19:44essa análise, quem liberou esse resultado, aí o RT
- 19:47tem acesso a tudo isso dentro de um sistema
- 19:51informatizado, aí a gente verifica tudo que aconteceu
- 19:56com aquele material e aí a gente libera o resultado e
- 20:00depois ele é encaminhado para o cliente também via
- 20:03internet. Por PDF, né? As
- 20:08nossas assinaturas, mas tudo muito verificado. Então
- 20:12em alguns momentos nós temos dentro de, quando um
- 20:15material chega, nós temos uma rastriabilidade e sempre
- 20:18assim, o que a gente preconisa muito assim, é
- 20:22uma verificação depois de cada etapa. Então
- 20:27isso também que nos garante a confiabilidade do
- 20:29resultado que nós estamos liberando, porque sempre
- 20:32está tendo uma conferência antes de ser liberado. E
- 20:38quando você tem um relatório, ele passou por
- 20:40todas as etapas e mais ou menos de 8 a 9
- 20:43conferências. Isso aumenta muito a
- 20:50confiabilidade. E quando você tem as
- 20:53atividades, a gente só libera uma pessoa para
- 20:56realizar uma atividade dentro do laboratório,
- 20:58qualquer que seja atividade. A
- 21:02partir do momento que ela passou, ela passou por um
- 21:05treinamento e ela foi avaliada. E
- 21:08ela foi avaliada, então aí ela está apta a desenvolver
- 21:12uma determinada atividade. Isso
- 21:15tudo assim, eu diria que dentro do sistema de gestão
- 21:18a principal figura são os colaboradores. Porque
- 21:23nós temos, lógico, o equipamento, por exemplo, na
- 21:26biologia molecular de altíssimo nível avançado,
- 21:31mas se nós não tivermos colaboradores que sejam
- 21:34comprometidos e sejam treinados e têm eficiência
- 21:40em realizar aquela atividade, nós não
- 21:42conseguimos entregar um relatório adequado, 100 %
- 21:46confiável. Sabe Grace, enquanto você falava,
- 21:50foi bom você mencionar isso agora no final. Enquanto
- 21:53você falava, eu anotei aqui bem grande que eu ia
- 21:55querer falar mais justamente sobre treinamento. Me
- 21:59chamou bastante atenção quando você contava um
- 22:03pouco da rotina de vocês e da questão da gestão. Tem
- 22:07atividades que você acha que você elencaria como
- 22:12importantes para um bom e constante treinamento da
- 22:18equipe em um laboratório? Olha,
- 22:21o que nós fazemos dentro do laboratório assim, a
- 22:24partir do momento que hoje nós temos uma equipe, eu
- 22:29diria que ela é multidisciplinária. Então
- 22:33eu tenho um analista que ele pode atuar em vários
- 22:36setores. Então ele é, por exemplo, ele
- 22:40fica na bacteriologia, na bacteriologia de alimentos,
- 22:43mas ele tem treinamento na bacteriologia de aves e na
- 22:46astrologia de aves, porque eu consigo rodar isso.
- 22:50Então os nossos colaboradores,
- 22:52massissamente os treinamentos para uma atividade, eles
- 22:57podem demorar até cinco meses para você desenvolver
- 23:01um colaborador que tenha habilidade para realizar uma
- 23:06determinada técnica. Então a nossa última seleção de
- 23:10colaboradores foi em maio. Nós
- 23:13estamos hoje com dois colaboradores sendo treinados
- 23:16em dois diferentes setores e já tem dois meses e
- 23:21eles vão mais um tempo. Depois
- 23:23disso eles são treinados, a gente faz avaliações mesmo.
- 23:27Então passa a mostra cega,
- 23:30entendeu? Eu como a RT de um setor eu
- 23:34vou produz as amostras, o Renato, o outro pesquisador
- 23:36também produz as amostras que vão ser. E
- 23:39aí a gente testa esses colaboradores para ver se
- 23:42eles podem desenvolver aquela atividade. Então
- 23:45assim, o tempo que se demora para você fazer, ter
- 23:50um colaborador que ele consiga, porque a gente
- 23:54também no treinamento, eu não estou olhando só a
- 23:57competência técnica daquela pessoa. Eu
- 24:00tenho que olhar a habilidade, eu tenho que
- 24:02olhar o comprometimento, porque, Catherina, um
- 24:05problema que a gente tem em um laboratório é
- 24:07comprometimento das pessoas. Eu
- 24:10preciso de colaboradores comprometidos. Eu
- 24:14como a RT eu não consigo ficar o tempo inteiro com
- 24:16eles dentro do setor. Eu tenho outras atividades, os
- 24:20outros RTs também. Então quem está ali realizando as
- 24:24atividades, nós temos que ter 100 % de confiança e
- 24:28saber que eles são comprometidos com a
- 24:30instituição, comprometidos com aquela atividade que
- 24:32eles estão desempenhando. Então
- 24:33esse papel, como gestora, eu acho que assim, é o
- 24:37que mais me amedronta um pouco, o que mais eu fico
- 24:42muito preocupada é de deixar sempre colaboradores
- 24:46que tenham o comprometimento. Então
- 24:48a nossa equipe investe muito nisso. Tanto
- 24:51é que os nossos funcionários, a gente tem
- 24:53funcionários muito antigos. A
- 24:54gente preza por isso, tem um funcionário de 18, de
- 24:5720 anos lá, mesmo não sendo funcionário público,
- 25:02porque a gente tem a parceria com fundações,
- 25:04então a gente pode fazer contratações. Nós
- 25:07temos funcionários CLTs, eu tenho funcionário muito
- 25:10antigos lá, porque uma vez que você treina o
- 25:12funcionário, que você confia pronto, a atividade vai ser
- 25:17muito grande. A gente vai ser bem
- 25:18desenvolvida. Eu, como gestora, posso ter
- 25:21certeza que eu estou tendo um bom desempenho. São
- 25:27respostas muito precisas que a gente espera de um
- 25:30laboratório. Exatamente, é. Porque
- 25:33assim, nós temos lógico que as nossas ocorrências, mas
- 25:38elas devem ser de pouco impacto. Em
- 25:40todas as atividades, eu posso ter alguma coisa que
- 25:44saiu da minha padronização, que houve um desvio, mas
- 25:48aí eu vejo o impacto que aquilo é causado. E
- 25:51quando eu tenho isso já inserido dentro de uma
- 25:54equipe, a equipe mesmo, ela consegue perceber aonde
- 25:57houve um desvio e já consegue ela mesmo observar.
- 26:01E aí, eu vejo que isso teve
- 26:02um grande impacto. Então eu falo que assim, graças
- 26:05a Deus nós temos trabalhado com ocorrências de baixo
- 26:10impacto, que não são tão graves, porque é o tempo
- 26:15inteiro você trabalhando. E o nosso número de análise
- 26:19é alta. Então assim, ao tempo inteiro,
- 26:22chegando e você tendo que prestar atenção para que
- 26:25não se corro o risco de se realmente nós termos
- 26:29desvio naquilo que a gente faz. E
- 26:32por menor que seja, nós temos um setor de
- 26:34mediocultura que nós produzimos o nosso
- 26:37mediocultura. Se não for muito bem feito
- 26:40ali, eu vou ter problemas na microbiologia, entendeu?
- 26:44Eu vou ter problemas no IDGA
- 26:45que é feito, no AGR que é feito o IDGA. Então,
- 26:49tudo, não existe nenhuma atividade que fala assim,
- 26:52essa é mais importante que a outra. Bodas
- 26:55devem ser muito bem treinadas e avaliadas para
- 26:58que depois o colaborador possa desempenhar essa
- 27:01atividade. Bom, gostei de todas essas
- 27:05informações assim que você passou, acho muito
- 27:07importante a gente falar sobre isso. Não
- 27:09é um assunto assim que a gente tem ainda trazido
- 27:14tanto, embora a gente fale muito com o pessoal de
- 27:16laboratórios aqui no podcast. Mas
- 27:18eu queria finalizar agora com uma pergunta aqui, que
- 27:22é padrão do podcast, vou dar uma adaptada nela,
- 27:25porque a gente está falando de uma área bastante
- 27:28específica, mas basicamente ela seria muito assim. O
- 27:31que é o que a gente tem que pensar nessa área que
- 27:34você atua de gestão de qualidade em laboratórios?
- 27:38Que características são
- 27:39desejáveis e um profissional para ele trabalhar com
- 27:43gestão de qualidade em laboratórios e avícolas?
- 27:47Acho que é assim, perfeccionismo.
- 27:51Isso é um pouco chata, que às
- 27:54vezes é complicado, porque a pessoa que trabalha com
- 27:58gestão, ela vai estar olhando, os desios, não que
- 28:05eu busque isso, mas quando acontece qualquer coisa, é
- 28:09comigo que eles têm que conversar. E
- 28:11eu também, quando vou nos setores ou quando observo
- 28:15os formulários de rastabilidade, procedimentos
- 28:18e os nossos indicadores, eu vou em busca de melhoria
- 28:22contínua. Então, alguma coisa, não está no
- 28:24prazo, sou eu que sou a pessoa que vou lá e vou
- 28:27falar, olha, mas o que está acontecendo? O
- 28:29que está acontecendo? O que está acontecendo? O
- 28:30que está acontecendo? A pessoa também tem que ser
- 28:34muito detalhista para ser gestora e observadora,
- 28:38porque de repente está tudo normal, mas você, com a
- 28:42experiência que você começa a ter uma observação de
- 28:45que você está vendo que aquilo pode gerar algum
- 28:48desvio. Então, acho que seria
- 28:50perfeccionismo, observação e comprometimento. E
- 28:57também gostável, Catarina, porque assim, se você não
- 29:01gosta dessa parte de gestão, não adianta. Eu
- 29:04gosto, eu gosto muito. Então,
- 29:07eu me sinto muito bem fazendo isso, nossa, acho
- 29:10que sou a pessoa adequada, vejo as características
- 29:14minhas, vejo coisas que eu também posso melhorar no
- 29:16dia -a -dia, no laboratório. Mas
- 29:19é gostar mesmo disso, é gostar de sistema de
- 29:23gestão, de toda a implantação e o dia -a -dia.
- 29:27Eu gostei muito da sua
- 29:29resposta, acho bem necessário a gente falar
- 29:32sobre isso, mas eu vou incluir mais uma agora,
- 29:35assim. E para colaboradores que
- 29:37trabalham em um instituto de pesquisa ou na rotina
- 29:42de um laboratório, que características são
- 29:44desejáveis assim? Olha, eles têm que gostar de
- 29:48rotina, entendeu? Porque de todos os setores, como
- 29:53todos as atividades são padronizadas, é basicamente
- 29:57todo dia eles vão fazer a mesma coisa, no isolamento
- 30:01de salmonella, o pré -enriquecimento. Então,
- 30:03assim, eles têm que ser metódicos, gostarem de
- 30:07laboratório, porque você fica lá, você fica fechado,
- 30:11as coisas têm que ser com calma, você tem que ter
- 30:15agilidade, mas sem depressa. É
- 30:18a medida certa, você não vai demorar um dia para
- 30:21você fazer um plaqueamento, mas também você não vai
- 30:23fazer tudo de qualquer jeito. Então,
- 30:25você tem que ter agilidade, com precisão, sem depressa
- 30:29e, assim, gostar de laboratório, gostar de
- 30:34desenvolver atividades de laboratório. Às
- 30:37vezes tem profissionais ótimos que não se
- 30:40enquadraria a ficar dentro de um laboratório, de
- 30:43realizar aquelas atividades analíticas de rotina. Então,
- 30:47não adianta, você pode ser maravilhoso, pode ter feito
- 30:50a sua formação inteira, iniciação, mestrado,
- 30:54doutorado, mas na hora que você vai trabalhar, que
- 30:57você fica ali 8 horas por dia, não é aquilo. Então,
- 31:01é realmente, tem que gostar de rotina, ser metódico,
- 31:04detalhista e organizado, viu, Catarina? As
- 31:07pessoas têm que ser organizadas dentro do
- 31:09laboratório, porque se não são, assim, vira uma
- 31:12bagunça. Por mais que tenha habilidade,
- 31:14tenha competência, a organização também é muito
- 31:17importante. Gostar mais uma vez. O
- 31:21colaborador tem que gostar muito daquilo que faz,
- 31:23porque aí ele vai estar comprometido, né? Muito
- 31:28bom. Fico contente, assim, de a gente
- 31:30ter tido essa conversa, a gente conhecer. Quero
- 31:32agradecer você por aceitar o convite, por participar
- 31:36aqui conosco, todas essas explicações que você deu. E
- 31:40quero deixar um espaço para você mandar uma mensagem
- 31:42final para as pessoas que nos acompanharam hoje. Tá.
- 31:45Olha, mais uma vez, eu que agradeço a oportunidade de
- 31:49poder divulgar o nosso laboratório, de divulgar as
- 31:52nossas atividades. Eu falo novamente, é muito
- 31:55importante para nós divulgar que participamos, somos um
- 32:00instituto de pesquisa localizado numa cidade
- 32:02pequenininha, no estado de São Paulo, e que faz tanta
- 32:06coisa, e que grande parte das pessoas não sabem das
- 32:09nossas atividades, como as análises de influência, o
- 32:13único laboratório do estado que é credenciado pelo
- 32:16Ministério da Agricultura para fazer as análises de
- 32:19influência, as pesquisas que saem daqui, tanto na área
- 32:22de diagnóstico, avícola, condimiculatório,
- 32:24gatealimentos. Então, essa divulgação para nós é
- 32:29muito importante e eu agradeço muito mesmo esse
- 32:33espaço para que isso aconteça. E
- 32:36deixe um convite para que vocês, todos que ouvirem
- 32:41nosso podcast, venham nos visitar, estamos aqui em
- 32:44Descalvado e vocês serão bem -vindos. Muito
- 32:48obrigada, agradeço também para o pessoal que nos
- 32:51acompanhou hoje. Obrigada novamente, espero que tenha
- 32:54aproveitado a nossa conversa e que a gente se vê em
- 32:57breve de novo.