Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Clarissa Vaz: Manejo da Cama Aviária | Ep. 21
Transcript
- 0:00Recentemente, um colega meu aqui da Embrapa fez um levantamento a
- 0:03respeito do volume de substrato de Mara, valha usando maravalhas
- 0:08como exemplo. Aqui a gente precisaria para a
- 0:12num ano para usar como cama. Aqui no Brasil, ele usou como
- 0:17base o número de pintinhos de corte alojados no Brasil no ano
- 0:22passado, que eu acho que foram 6,9 milhões de pintinhos, se não
- 0:26me engano. E aí ele fez uma estimativa.
- 0:30Assim, considerando o quanto que a gente precisaria de maravalhas
- 0:33em 1 ano, né? Para alojar então a.
- 0:38AA cada lote, né? Fazendo a troca da cama a cada
- 0:41lote, a gente precisaria em torno de 51000000 de metros
- 0:46cúbicos de maravalhas. Agora, se a gente reaproveitar a
- 0:49cama ao longo desse ano, né? Então, se as condições
- 0:52sanitárias forem favoráveis a gente conseguir reutilizar essa
- 0:56cama para outros lotes dentro de 1 ano a gente consegue reduzir
- 1:00essa necessidade de anual, de maravalhas para em torno de
- 1:037000000 de metros cúbicos. Então, pensando em termos
- 1:07econômicos. É um custo considerável.
- 1:12Boa, pessoal, bem-vindos e bem-vindas.
- 1:19Vamos dar início a mais um episódio do aviar podcast.
- 1:22Sou Catarina stefanel, o prazer estar aqui hoje, conversando
- 1:26novamente com a doutora Clarissa Silveira, base a doutora
- 1:30Clarissa é médica veterinária, mestre e doutora em ciências
- 1:32veterinárias, é pesquisadora da Embrapa suínos e aves e atua no
- 1:37núcleo temático de sanidade heavy.
- 1:40O tema da nossa conversa de hoje é sobre cama aviária, né?
- 1:45Especial manejo de é cama de frango é nesse sentido, né?
- 1:50Cadeia avícola tem cada vez mais estruturado, né?
- 1:53Para atender aqueles critérios lá ambiental, social e de
- 1:56governança, né, que são compromissos das empresas e
- 1:59também são expectativas dos consumidores.
- 2:01Eu pra nós iniciarmos, doutora Clarissa primeira pergunta que
- 2:05eu gostaria de fazer para você é, o que caracteriza ali uma
- 2:09cama aviária, né? Perfeito.
- 2:13Oi, Catarina, é um prazer estar aqui contigo de novo.
- 2:16A uma breve introdução. Quem nos acompanhou no episódio
- 2:20anterior, a viu que nós comentamos brevemente sobre cama
- 2:24de frango, né? A cama do aviário e, de fato,
- 2:27esse é um assunto que é bem frequente.
- 2:30Ele é muito buscado aqui na Embrapa e respondendo a tua
- 2:34pergunta, ou o que caracteriza a cama?
- 2:38Para quem está pouco talvez familiarizado com com o assunto,
- 2:41AA cama é aquele substrato. Que se coloca na superfície do
- 2:45do aviário e que tem o objetivo primário de acomodar as aves,
- 2:50né? No caso que a gente está falando
- 2:51de frango, de corte, então o objetivo primário é acomodar os
- 2:55frangos e proporcionar conforto, conforto térmico também e a dar
- 3:02condições para que eles procurem expressar o seu comportamento
- 3:05natural. Ela tem um papel muito
- 3:09importante em absorver as discretas e também restos de
- 3:12água, qualquer resíduo. Do aviário, né?
- 3:17Lembrando que a quando a gente, a loja, o pintinho, no galpão,
- 3:22ele já está em contato com essa cama e ele vai ficar ali durante
- 3:27a quase todo o período de vida dele, ele só vai ser retirado
- 3:32então, na no momento da apanha, né?
- 3:34Pro abate. Então, o período que ele passa,
- 3:37que a ave passa em contato com a cama esse tempo enorme,
- 3:42considerando o tempo de vida de um frango, isso faz com que a
- 3:45qualidade da cama tem uma relação muito próxima com.
- 3:50A qualidade a do lote, né? Seja a qualidade de carcaça,
- 3:55seja desempenho produtivo, tudo aquilo que a gente espera de
- 3:59desempenho para aquela linhagem de frango que a gente estava
- 4:01alojando ali No No aviário. Então, ao mesmo tempo que a cama
- 4:07fica em contato com a as aves durante esse período grande da
- 4:11da vida delas, ela vai então a acumulando esses resíduos, né?
- 4:16Que a gente comentou. Então isso cria então um
- 4:20ambiente muito propício para o desenvolvimento de uma série de
- 4:23microorganismos, inclusive patógenos, né?
- 4:26Então AO manejo que a gente dá a cama, que é muito relacionado
- 4:31com o manejo do aviário em si, ele tem muito papel, então,
- 4:35nessa qualidade do frango que a gente está produzindo.
- 4:38Por isso que é um assunto que é recorrente na avicultura e muito
- 4:42frequente aqui entre os nossos clientes, o rum é é uma coisa
- 4:47que eu queria fazer de início assim, para nós deixarmos AA
- 4:51conversa bem didática, né? Bem explicativa.
- 4:54É seguindo essa sequência, assim te perguntando quais são os
- 4:58principais substratos que são utilizados ali no Brasil
- 5:01atualmente, né? Como cama aviária excelente,
- 5:05então a nos estados em que a agricultura é uma atividade.
- 5:10Forte é uma atividade bem a. Desenvolvida a predomina o uso
- 5:16da maravalhas, geralmente Maravilha de pilos, né?
- 5:19Procedentes de áreas de de florestamento de produção
- 5:22específica para isso, vindas de fábricas específicas de
- 5:25maravalhas e também serragem, né?
- 5:28A serragem de de madeira, algumas regiões talvez não
- 5:33tenham tanta abundância desses materiais como nós temos aqui no
- 5:37sul, né? Ao mesmo tempo, esses materiais
- 5:39em eles sofrem algumas oscilações de preço, né?
- 5:42Periódicas? Então, em alguns momentos, eles
- 5:44passam a ser. Menos competitivos em questões
- 5:47de de de preço, então aí existem alguns materiais alternativos.
- 5:52A maravalhas serragem, né? Por exemplo, cascas tem algumas
- 5:57regiões que têm a produção agrícola, por exemplo, produção
- 6:01de arroz, de café, amendoim de cana.
- 6:04Então, esses resíduos, casca de arroz, casca de café, bagaço de
- 6:09cana, eles passam a ser interessantes como uso, é de
- 6:13substrato para a cama. Porque eles são uma alternativa
- 6:17de reciclagem, né? Desses resíduos que vem de outra
- 6:20produção e tem 11 oferta relativamente constante nessas
- 6:26regiões, né? Talvez eles não sejam tão
- 6:28viáveis quando tu depende de uma logística de transporte desses
- 6:32materiais para regiões mais distantes, mas são
- 6:35possibilidades, né? Para uso como substratos de
- 6:38cama. E nós temos uma avicultura no
- 6:41Brasil. Assim, regiões com é
- 6:43variabilidades regionais muito intensas.
- 6:46Então, ao passo que nós temos regiões com abundância, talvez
- 6:50de maravalhas, de serragem ou abundância de cascas de palhadas
- 6:54para uso como substrato de cama, nós temos regiões que nós não
- 6:57temos nenhum e nem outro, mas tem Areia de Rio, então tem
- 7:02algumas regiões, talvez não tão abundantes quanto as as outras
- 7:06que usam esses materiais mais clássicos que podem
- 7:09eventualmente usar Areia de Rio como substrato para a cama de
- 7:13frango. Tem vantagens e desvantagens,
- 7:15enfim, mas pode ser uma possibilidade quando tudo tem
- 7:18escassez. Esses produtos mais clássicos,
- 7:22né? Com relação a substrato, algumas
- 7:25características além da disponibilidade na região, a
- 7:28gente precisa considerar que é o que diz respeito à qualidade, ao
- 7:32material que a gente está colocando no aviário e que vai
- 7:35servir como cama para o lote que a gente vai alojar, tá?
- 7:39Eu começaria assim, com a origem desse material, a gente falou
- 7:43que pode ser maravalhas pode ser.
- 7:46Produtos de produto, né? De alguma outra produção como
- 7:49casca, palhada. A gente tem que pensar que tipo
- 7:52de resíduo ou de risco esse substrato pode estar trazendo,
- 7:57por exemplo, quando a gente trabalha com maravalhas e essa
- 8:00madeira está sendo a resíduo. Então, de fábricas de móveis, a
- 8:05gente tem que tomar bastante cuidado, porque o desejável é
- 8:08que essa madeira não seja tratada.
- 8:10Eventuais resíduos, né químicos? Eles podem ser nocivos para a
- 8:15saúde dos lotes que a gente vai alojar.
- 8:19A gente tem comentado também que cascas, por exemplo, casca de
- 8:22arroz, se ela é procedente de áreas que têm acesso a aves
- 8:28silvestres, principalmente aves migratórias, eventualmente elas
- 8:32podem carregar vírus que são incomuns para o sistema
- 8:35produtivo, né? A vírus patogênicos, por
- 8:38exemplo, eventualmente, o vírus da influenza aviária, né?
- 8:41Trazido por aves migratórias, então a gente tem todo um
- 8:43cuidado com relação a origem desse material que a gente está
- 8:46levando pro aviário para ser utilizado como cama.
- 8:51Alguns cuidados é envolvem também AO processamento prévio
- 8:56desse material. Antes de colocar no aviário,
- 8:59então, é desejável que o substrato que a gente está
- 9:02usando ele seja adequado a um processamento térmico que ele
- 9:06Visa tanto. Inativar patógenos que podem
- 9:09estar sendo levados para dentro do aviário, né?
- 9:12Ou também para promover a secagem desse produto, desse
- 9:16substrato e, com isso, reduzir o teor de umidade e favorecendo
- 9:20então o alojamento. Dos desse primeiro lote, nesse
- 9:23substrato que vai ser usado como cama, Amara, valha, é um
- 9:28produto, um substrato que aceita muito bem esse tratamento
- 9:31térmico. Hoje em dia nós já temos
- 9:33fábricas de maravalhas para uso como cama, nos galpões, nos
- 9:38aviários, e eles geralmente já tem aqueles cilindros que
- 9:42submetem a Samara valha a um tratamento de cerca de 180°, né?
- 9:46Então ele é suficiente para secar e também inativar
- 9:49eventuais patógenos. Não resolve o problema de
- 9:52resíduo químico, né? A gente comentou recentemente a
- 9:55respeito da dessa questão. De madeira tratada, né?
- 9:59Mas com relação a patógenos, ele é um ótimo auxiliar nesse
- 10:02sentido, os substratos que podem ser embalados para o transporte
- 10:08então do fornecedor até a Granja.
- 10:09Isso é muito bom, né? Então, Mara valha um que permite
- 10:13embalagem em fardos. Hã.
- 10:15Eventualmente, se o substrato não pode ser embalados e ele tem
- 10:20que ser transportado a granel em caminhões, né?
- 10:23Até Oo núcleo avicula e ao ao galpão.
- 10:26Então, é interessante que esses galpões, esses caminhões usados
- 10:30para esse transporte, então eles estejam limpos, desinfetados e
- 10:34cobertos, né? Para evitar, então, a
- 10:37contaminações posteriores. Nesse trajeto, entre o expeditor
- 10:41e a Granja. Com relação à chegada na Granja,
- 10:47nem sempre a essa cama esse substrato vai ser imediatamente
- 10:52colocado no galpão. Então, se isso for o caso, o
- 10:55agricultor precisa ter um local específico para armazenar esse
- 10:59produto na Granja até que ele seja então colocado dentro do
- 11:02aviário, né? Para ser usado como cama.
- 11:06E finalmente, na hora de distribuir esse substrato dentro
- 11:10do galpão, é preciso que o galpão já tenha passado pela
- 11:13todas as procedimentos de limpeza e desinfecção.
- 11:16Esteja seco para colocar, então esse substrato novo, tudo isso
- 11:21interfere enormemente na qualidade dessa cama.
- 11:25Então de primeiro lote que a gente vai estar usando para
- 11:28alojar então esse lote de pintinhos que está chegando no
- 11:32aviário. Excelente.
- 11:36Tem uma questão importante, né? Que acho que eu precisa ser
- 11:39comentada. É que a reutilização da cama e a
- 11:43qualidade microbiológica de de camas novas ou reutilizadas, né?
- 11:48E eu gostaria que você abordasse um pouco dessas observações, que
- 11:51tem sido agrupadas sobre A Carga de microrganismos, né?
- 11:55Em camas aviárias perfeito, muito bem colocado AO que que
- 12:00acontece a cama nova. Esse substrato que nós
- 12:03comentamos agora, né? O de primeiro uso, que está
- 12:06sendo introduzido no galpão para.
- 12:09Uso como cama é de frango, normalmente ele tem uma
- 12:13microbiota que é um conjunto de microrganismos que já compõem
- 12:16aquele substrato. Ele não é um substrato inerte,
- 12:19né? A gente procura minimizar A
- 12:21Carga de patógenos com aqueles tratamentos que eu comentei, né?
- 12:25Por exemplo, maravalhas, a gente consegue passar naquele
- 12:27cilindros, né? Há uma temperatura elevada que
- 12:30nativa eventuais patógenos, mas no geral eles possuem uma carga.
- 12:35Essa microbiota inicial, que podem ser bactérias
- 12:39protozoários. Vírus e essa essa microbiota,
- 12:45ela tende a ser de microrganismos ambientais em
- 12:51comparação com uma cama onde a gente já alojou aves, né?
- 12:54Onde a gente já passou, então, pelo alojamento de pelo menos um
- 12:57lote de frangos de corte. Se a gente comparar a microbiota
- 13:01dessa cama que já foi usada com lote, a gente vai notar que essa
- 13:05microbiota, principalmente considerando bactérias, ela tem
- 13:09muito mais relação com as bactérias intestinais, né?
- 13:12Comparado com a cama nova, que tende a ter bactérias mais de
- 13:15origem. Em ambiental?
- 13:17E além dessas bactérias, né? Que uma vez que a gente, a loja,
- 13:20os frangos, a gente passa a ter uma carga maior de bactérias de
- 13:23origem das discretas, né? Bactérias intestinais dos
- 13:26frangos, nós temos também uma carga de microrganismos que a
- 13:29gente chama de saprófitos, são aqueles microrganismos que não
- 13:33causam doença nos frangos, né? Não causam enfermidades
- 13:36avícolas, mas eles têm um papel muito interessante nos processos
- 13:40de reciclagem da cama, né? A gente tem que pensar que, no
- 13:43final, quando a gente não for mais usar essa cama, ela vai
- 13:46precisar ser composto, daí esses microorganismos, eles têm um
- 13:49papel muito benéfico e muito importante.
- 13:52Nesse processo, então, de a reciclagem dessa cama, e nós
- 13:57temos também eventualmente, aqueles a microorganismos que
- 14:01são patogênicos. Pode ser um fungo, um vírus, uma
- 14:04bactéria, um protozoário. Então é importante pensar nisso.
- 14:09Quando a gente vai considerar o reúso da cama entre lotes, tu
- 14:13comentou a respeito. Então esse reúso do
- 14:15reaproveitamento Catarina aí o que que a gente pode comentar
- 14:20esse respeito? Alguns países, como é o caso do
- 14:24Brasil, né? E fazem esse reaproveitamento da
- 14:28cama. Esse reúso da cama entre lotes,
- 14:30ou seja, a cama que foi usada num lote, se ela a, dependendo
- 14:35das condições da do status sanitário desse lote, se elas
- 14:39forem favoráveis, a gente pode reaproveitar para o lote
- 14:42subsequente, ou seja, os próximos.
- 14:45O próximo lote de pintinhos, né, que foram elogiado nesse galpão.
- 14:48Ele pode ser feito, então este alojamento, sobre essa cama que
- 14:52foi usada no lote anterior. Obviamente, com alguns
- 14:55critérios, a gente tende a observar os dados de abatedor.
- 15:00Ou né? Então os dados de condenação,
- 15:02eles são são muito interessantes, então a gente
- 15:05sempre atrela esse reuso AAO nível de condenação que está
- 15:09tendo lá no abasteci, não está tendo a um nível alto, a gente
- 15:13volta lá para Granja e ver o que que está acontecendo, se tem
- 15:16alguma relação com essa questão do reaproveitamento da cama
- 15:19entre lotes. Mas é interessante porque é uma
- 15:22prática já bem estabelecida aqui no Brasil, né?
- 15:25Alguns países, por exemplo, os Estados Unidos usam essa prática
- 15:28também é? Já não é utilizada em outras
- 15:31como à Europa, e ela sempre está condicionada realmente a essa
- 15:37questão. Então, da saúde.
- 15:40Dos lotes, porque a gente tem que pensar sobre o seguinte
- 15:44ponto de vista, a gente, se a gente está reaproveitando essa
- 15:48cama, você fazendo o reuso dela, a gente tem que garantir que o
- 15:52nível de risco microbiológico seja suficiente para não levar a
- 15:57causar doenças a nos lotes subsequentes.
- 16:00Nem é humanos. Lembrando que várias doenças,
- 16:03né, são zoonóticas. A gente já comentou
- 16:05anteriormente aqui sobre salmoneloses, né?
- 16:07Então aquelas Salmonella paratyphi, que são as que podem
- 16:11infectar os humanos, então existe uma chance delas.
- 16:14Serem transmitidas de um lote para outro por meio do do reúso,
- 16:18da cama. Se ele não for feito de uma
- 16:19forma correta, então o critério primordial é a gente checar o
- 16:23estato desses lotes, né? O status sanitário, pensando
- 16:28então nesse reaproveitamento da cama?
- 16:30Existe também algumas considerações por parte do
- 16:33Ministério da agricultura, onde se preconiza que aqueles lotes
- 16:38que passaram por algum episódio sanitário que represente risco
- 16:43para o próximo lote de frangos a ser alojado naquele aviário.
- 16:46Ou pra saúde pública, né? Quer nos referimos então a
- 16:49doenças zoonóticas? Então é essa cama não deveria
- 16:53ser reaproveitada. Nós comentamos alguma coisa
- 16:57sobre salmonelose, então No No nosso último encontro, né?
- 17:00A esse respeito do reaproveitamento da cama, então,
- 17:03esse é um fator principal e é sempre interessante lembrar que
- 17:07quando acontece alguma doença avícola, seja identificada pelo
- 17:12veterinário oficial ou pelo profissional extensionista que
- 17:16atende a Granja. Então, o ideal é que essa cama
- 17:21ela seja tratada ali no aviário, né?
- 17:24Antes de ser descartado, ou seja, não é não é reaproveitada,
- 17:28mas em condições óptimas. É uma prática que tem sido feita
- 17:31aqui no Brasil e ela é interessante, principalmente por
- 17:352 aspectos, aspecto econômico. Recentemente, um colega meu aqui
- 17:40da Embrapa fez um levantamento a respeito do volume de substrato
- 17:45de maravalhas, usando maravalhas como exemplo.
- 17:48Aqui a gente precisaria. Tá a num ano para usar como cama
- 17:53aqui no Brasil, ele usou como base o número de pintinhos de
- 17:59corte elogiados no Brasil no ano passado, que eu acho que foram
- 18:036,9 milhões de pintinhos, se não me engano.
- 18:07E aí ele fez uma estimativa. Assim, considerando o quanto que
- 18:10a gente precisaria de maravalhas em 1 ano, né?
- 18:14Para alojar então a. AA cada lote, né?
- 18:18Fazendo a troca da cama a cada lote, a gente precisaria em
- 18:22torno de 51000000 de metros cúbicos de maravalhas.
- 18:26Agora, se a gente reaproveitar a cama ao longo desse ano, né?
- 18:30Então, se as condições sanitárias forem favoráveis a
- 18:33gente conseguir reutilizar essa cama para outros lotes dentro de
- 18:371 ano a gente consegue reduzir essa necessidade de anual, de
- 18:41maravalhas para em torno de 7000000 de metros cúbicos.
- 18:45Então, pensando em termos econômicos.
- 18:47É um custo considerável, né? A ser pensado e da parte
- 18:53ambiental, tu comentaste no início a respeito dos objetivos
- 18:58dos princípios esg. Então nós temos uma preocupação
- 19:02com a parte de sustentabilidade, de ambiente muito grande.
- 19:06Então, se a gente pensar que a cama é o maior resíduo produzido
- 19:11nas granjas de frangos de corte, se nós tivermos que descartar
- 19:15essa cama a cada lote alojado, a gente gera uma pressão muito
- 19:20grande de resíduo que tem que sofrer.
- 19:22Algum destino, né? Então é.
- 19:25É uma pressão ambiental muito maior.
- 19:28Então, no momento que a gente consegue fazer esse reúso entre
- 19:32lotes, a gente reduz o volume de resíduo que é descartado.
- 19:36Então periodicamente, pelas granjas, então nós temos 2
- 19:41benefícios primordiais aí, ambiental e econômico, perfeito,
- 19:48muito bem explicado, né? É, eu acho que na sequência a
- 19:52gente poderia seguir. Falando um pouco sobre esses
- 19:55controles, intervalo de lote e vazio sanitário em relação ao
- 20:00reúso da cama aviária é tem um tópico que eu gostaria que você
- 20:04trouxesse mais informações que são esses controles, né?
- 20:07Que vão ser realizados nos intervalos entre lote né?
- 20:11Que envolvem vários aspectos, né?
- 20:13Distribuição de cama, umidade, ph.
- 20:16Enfim, o efeito disso, né? Nas características da cama e,
- 20:19principalmente, com um foco que a gente comentou também na nossa
- 20:21conversa passada em controle de patógenos, né?
- 20:24Perfeito, então todos esses tópicos que tu citaste eles pó.
- 20:29Podem entrar, podem estar categorizados dentro do que a
- 20:32gente, do que a gente chama de manejo da cama.
- 20:35Esse manejo da cama. Ele está muito relacionado com o
- 20:39manejo do galpão em si, porque não adianta eu manejar a cama
- 20:44isoladamente. Se eu tenho todo um sistema do
- 20:47galpão que envolve ventilação. É, nós temos uma série de
- 20:53diferenças, nós temos galpões, automatiza 12 galpões
- 20:56tradicionais, então tem todo. É toda essa integração do manejo
- 21:00da cama com o que é feito, então no manejo do do galpão.
- 21:05Há essencialmente, a gente procura então colocar esse
- 21:11substrato, né? No galpão já preparado, a gente
- 21:14trabalha para que a gente consiga fazer o aquecimento
- 21:17dessa cama para que ela esteja adequada, para colocar o
- 21:20pintinho, né? Então, se a gente pretende fazer
- 21:25o reaproveitamento dessa cama entre lote, a gente costuma
- 21:29dizer que a qualidade dessa cama a gente se trabalha ainda no
- 21:33lote anterior, porque muito da qualidade do lote.
- 21:36Do de frangos alojado vai interferir na qualidade dessa
- 21:40cama que a gente pretende usar para o lote seguinte, né?
- 21:43Com relação? Então, se o status, a condição
- 21:47sanitária de saúde, a pressão de infecção por agentes patogênicos
- 21:52na Granja tá aceitável, então se isso tudo nos permite, então a
- 21:56reaproveitar essa cama no lote subsequente.
- 21:59O que que a gente começa a fazer?
- 22:00A primeira etapa é pensar em que tipo de tratamento a gente vai
- 22:05aplicar nessa cama para que ela esteja apta a receber o lote
- 22:10subsequente. Esse tratamento, ele basicamente
- 22:14tem 2 objetivos. O primeiro é reduzir o nível de
- 22:18microorganismos residuais. A gente comentou anteriormente
- 22:22que, mesmo que os lotes estejam saudáveis, que eles não estejam
- 22:25excretando nenhum patógeno aviário, nós temos uma
- 22:28microbiota, uma carga de microrganismos que faz parte da
- 22:32cama, então, o ideal é que ela seja reduzida para que ela
- 22:35esteja mais próxima o mais parecido possível com uma cama
- 22:40nova. Aquele substrato que a gente
- 22:41está usando está colocando pela primeira vez num aviário.
- 22:44Com aquelas que salvas que nós comentamos inicialmente, né?
- 22:47A cama nova, o substrato inicial, ele normalmente tem
- 22:50aquela carga de bactérias que tem mais relação com a bactérias
- 22:54ou microrganismos ambientais do que a cama reutilizada que tem,
- 22:59então, uma microbiota mais parecida.
- 23:02Então, com aquilo que a gente percebe no intestino das águas.
- 23:06Mas é possível que a gente então reduza essa carga de
- 23:09microrganismos ao nível que reduza, então, o risco
- 23:13microbiológico para o lote subsequente.
- 23:16O segundo objetivo desse tratamento de cama é o que a
- 23:20gente comentou antes. Eventualmente, nós temos um lote
- 23:23que passou por algum episódio sanitário, alguma doença, então
- 23:28a gente precisa inativar esse patógeno preferencialmente para
- 23:32descartar essa cama e não reutilizar no lote subsequente.
- 23:36Então são 2 objetivos específicos em lotes saudáveis,
- 23:39em que a gente vai reaproveitar essa cama.
- 23:41O tratamento Visa reduzir o risco microbiológico, né?
- 23:45Para o lote subsequente, mediante a redução desses
- 23:47microorganismos. E no caso de doenças, é inativar
- 23:51esses patógenos antes de retirar a cama do aviário de uma forma
- 23:55segura para fazer então, a destinação sem reaproveitamento.
- 24:00Tá? Com relação a esses tratamentos,
- 24:03tu perguntaste assim a respeito de ph.
- 24:06Umidade? A gente pode categorizar esses
- 24:10tratamentos em grupos específicos, existem os grupos
- 24:15fermentativos, né? Que aí envolve OE letramento da
- 24:18cama, as são procedimentos que procuram fazer a fermentação da
- 24:24cama, a fermentação. A gente entende como um processo
- 24:28microbiológico, né? Que acontece em grande escala.
- 24:31Então imagina assim, a dimensão de um aviário e todo o volume
- 24:34que tem ali dentro, né? Então a cama fermentada ela vai.
- 24:39Enfrentam esse tratamento, né? Em grande escala, geralmente se
- 24:43considera OE nera mento pode ser feita também a cobertura plana,
- 24:48né? Usando uma lona impermeável em
- 24:50toda a superfície do aviário. Então, sob esse princípio, a
- 24:55gente considera como um tratamento fermentativo existem
- 24:59os condicionantes de cama, que são aqueles produtos que são
- 25:02aplicados na cama visando modular alguma característica.
- 25:06Por exemplo, eu quero reduzir o teor de umidade.
- 25:10Então eu vou usar um produto que tem um teor secante na cama.
- 25:14Eu quero alcalinizar a cama, então eu vou usar um produto que
- 25:17eleva o ph dessa cama, ou eu quero acidificar eu vou usar um
- 25:23acidificante que procura. Há então reduzir o ph e o que
- 25:28que é o objetivo dessas modulações?
- 25:32De ph ou de umidade é produzir condições que sejam
- 25:36desfavoráveis à sobrevivência desses microrganismos, né?
- 25:40Então é reduzir aquela carga inicial para prover, então,
- 25:43condições melhores para o lote subsequente.
- 25:48E nós temos uma terceira categoria de tratamentos que a
- 25:51gente pode considerar que são os inoculante biológicos.
- 25:55Nós temos uma série de produtos já disponíveis, uma série de
- 25:59empresas já oferecendo então esse tipo de produto, e eles são
- 26:04bastante interessantes. Eles seguem aquele princípio que
- 26:07a gente já conhece muito bem Na Na avicultura, né?
- 26:10Nos frangos de corte de exclusão competitiva.
- 26:13Então, aqui, em vez de trabalhar com a parte intestinal do frango
- 26:16na exclusão competitiva usando um produto.
- 26:19Diretamente no frango, aqui se procura modular essas
- 26:22características biológicas da cama utilizando esses
- 26:25inoculante, então, então eles procuram fazer essa colonização
- 26:29da cama, né? Então causando um ambiente,
- 26:32então que ele é inadequado para a proliferação de outros
- 26:35microrganismos indesejados, né? Um patógeno, por exemplo, então,
- 26:39é uma outra categoria e um outro detalhe que tu comentaste que é
- 26:45interessante, é que a gente está usando esses tratamentos visando
- 26:49reduzir o risco microbiológico dessa cama reutilizada.
- 26:53Para o lote subsequente e para a própria saúde humana, mas também
- 26:57de uma forma ideal. A gente procura melhorar as
- 27:00condições de ambiência dessa cama, pensando que a gente vai
- 27:03alojar um pintinho, né? Ou uma ave que é extremamente
- 27:07sensível, né? Nessa cama que está sendo
- 27:10reutilizada, então de uma forma ideal, esse tratamento que a
- 27:15gente usou procurando reduzir esse nível de microorganismos
- 27:18residuais na cama a ser reaproveitada.
- 27:21Ele também, idealmente, deveria prover.
- 27:24Melhores condições de ambiência, ou seja, a reduzir então, o teor
- 27:29de amônia nessa cama, reduzir o teor de umidade.
- 27:34Muitas vezes Catarina a gente não consegue isso somente com o
- 27:37procedimento que a gente está aplicando na cama, a gente
- 27:41precisa trabalhar junto com o aviário, né?
- 27:44Seja a questão de ventilação, enfim, a.
- 27:47Crescimento da cama também, né? Pra receber esse pintinho?
- 27:51Mas idealmente, esse é um dos objetivos que a gente busca com
- 27:54esse tratamento é melhorar as questões de ambiência dessa cama
- 27:58para o alojamento do lote subsequente.
- 28:02Com relação ao intervalo, me desculpa, tu perguntaste também.
- 28:07Esses procedimentos a gente executa todos durante o
- 28:10intervalo sanitário, que é o que a gente chama o nosso jargão
- 28:13técnico é o vazio sanitário, né? Então, é aquele período em que o
- 28:18galpão está vazio. Ou seja, nós retiramos o lote,
- 28:22né? Ele foi pro abate, nós estamos,
- 28:24então preparando o galpão pro recebimento do lote subsequente,
- 28:29né? Então esse período de intervalo
- 28:33ele, claro, ele vai variar de acordo com as recomendações de
- 28:37cada empresa, de cada extensionista que atende à
- 28:40propriedade. Existem algumas questões
- 28:43específicas com parte do serviço veterinário oficial, né?
- 28:46Quando há, por exemplo, a ocorrência, por exemplo, de
- 28:49salmonelose, então, ali existe a uma determinação já do tempo que
- 28:55tem que ser feito esse vazio. Mas, de modo geral é não existe
- 28:59um período pré-determinado. A gente costuma dizer que,
- 29:04conforme a situação, a existe, a necessidade de um vazio maior ou
- 29:09menor a em situações em que há recorrência de problemas
- 29:13sanitários. Então, mesmo com a troca da
- 29:16cama, é Inter. Restante, fazer um vazio, um
- 29:18intervalo sanitário maior para conseguir quebrar esse ciclo
- 29:22biológico de replicação desses patógenos, né?
- 29:25Muitas vezes, acaba sendo necessário trocar também a cama,
- 29:29mas é muito importante citar essa questão do intervalo
- 29:33sanitário. A gente tem notado muito isso
- 29:36com AA tendência de redução do uso de a melhoradores de
- 29:42desempenho na produção de frangos de corte.
- 29:45Então é nessa situação a gente precisa melhorar muito as
- 29:50questões de manejo. Na Granja e isso também acaba
- 29:53impactando ali no intervalo sanitário, a gente nota que a
- 29:58alguns lotes, que tem um intervalo sanitário curto entre
- 30:01si, né? Há esse intervalo, logicamente,
- 30:05ele vai interferir no tempo em que a cama está sendo tratada
- 30:08para reúso, porque o tratamento é feito durante esse período.
- 30:12Então a gente nota que nesses lotes provenientes, então, de a
- 30:16um galpão que teve um intervalo sanitário curto, eles tendem a
- 30:20ter uma. A taxa de condenação num abate
- 30:24maior em relação a lotes que tiveram um intervalo maior,
- 30:29então é algo bem interessante no início da nossa conversa, a
- 30:33gente comentou que de praxe, a gente costuma fazer o
- 30:36reaproveito da cama sempre de olho lá no que acontece no
- 30:39abate, né? De olho nas taxas de condenação.
- 30:42Então tu tocaste num assunto bem interessante, mas não existe uma
- 30:46fórmula a. Fechada, né?
- 30:49Que seja aplicável a cada situação.
- 30:53É, acho que ficou bem claro, né? De fato, tem muitos pontos de
- 30:57controle, né? Que precisam ser considerados em
- 30:59manejo de câmeras, que manejo de cama aviária, dá trabalho, mas
- 31:04vale muito a pena também quando bem realizado, né?
- 31:07É pra finalizar, eu queria agradecer novamente a sua
- 31:10presença, doutora Clarissa, o seu tempo, a sua disponibilidade
- 31:14é e queria perguntar se você gostaria de deixar uma mensagem
- 31:18final, principalmente para os nossos agricultores produtores,
- 31:21os profissionais que trabalham diretamente com extensão em
- 31:24agricultura, né que precisam. Está sempre atentos, né?
- 31:28A manejo a dica é manejo adequado de de lotes de cama
- 31:32aviária. Perfeito.
- 31:34Muito bom. Eu comentei que não existe uma
- 31:36fórmula única, universal que seja aplicável a todo mundo,
- 31:40isso é fato, então, para que leve cultor, que está nos
- 31:44assistindo e que quer alguma dica, o como eu posso escolher
- 31:49aqui método e vou usar na minha Granja, como eu vou fazer alguns
- 31:53pontos que ele deve considerar? Primeiro é o desafio sanitário.
- 31:57Tá, se eventualmente ele está tendo uma pressão por vírus ou
- 32:01por bactéria, ele precisa considerar isso e aí ele tem um
- 32:05auxílio muito grande do profissional extensionista.
- 32:08Ele tem toda a informação e conhecimento para indicar.
- 32:11Aprove cultor qual é o melhor método, qual é, o que funciona
- 32:15melhor, por exemplo, para inativar um vírus, nós temos
- 32:18diferenças, por exemplo, às vezes uma fermentação pode ser
- 32:22mais efetiva do que um condicionante na inativação
- 32:25viral e o extensionista então vai saber.
- 32:28A recomendar isso para a avicultora, ele tem que
- 32:31considerar também a maioria dos nossos agricultores, né?
- 32:35Os produtores de frango de corte, eles trabalham de forma
- 32:39integrada ou cooperativa. 12, né?
- 32:42Então eles precisam atender aquilo que a empresa ou a
- 32:47cooperativa preconiza, porque eles atendem mercados
- 32:51específicos e às vezes os mercados têm algumas exigências
- 32:54com relação aos procedimentos de cama, né?
- 32:57Então, é interessante que ele ouça também essa orientação do
- 33:01extensionista com relação ao que.
- 33:03A empresa ou a cooperativa? Preconiza, tá?
- 33:06É importante também que se for ele a pessoa que vai aplicar o
- 33:11tratamento ou procedimento na cama ou se for uma pessoa da
- 33:15equipe, com um colaborador que é contratado para fazer isso, é
- 33:19importante que essa pessoa entenda bem como é que é o
- 33:22tratamento ou como é que ele precisa executar, como é que ele
- 33:26precisa fazer uma das coisas que a gente se observa bastante aqui
- 33:30na Embrapa são a, é o caso da pessoa né ou avicultor.
- 33:35Ou o colaborador que vai fazer então esse procedimento na cama?
- 33:39Ele foi orientado. Ele sabe o que que ele tem que
- 33:42fazer, qual é o procedimento, mas ele não entendeu, ele não
- 33:46foi bem esclarecido sobre como é que ele tem que fazer isso e aí
- 33:50começa a dar errado. Ou seja, o resultado que ele
- 33:53objetiva talvez não seja alcançado por um problema de
- 33:56comunicação. Ele sabia o que tinha que fazer,
- 34:00mas não os pormenores do procedimento.
- 34:02Então tem que ser um procedimento que ele esteja
- 34:05seguro. Né?
- 34:06E apto a aplicar. E por fim, seria que a
- 34:11intervenção que ele vai usar seja um procedimento que esteja
- 34:15acessível? Na região dele, por exemplo, se
- 34:18vai usar um determinado condicionante, é interessante
- 34:21que esse condicionante esteja disponível para que ele adquira
- 34:25na região. Se alguma coisa que
- 34:28eventualmente está fora do mercado ou vai levar um mês, 2
- 34:31para chegar, a gente não tem esse tempo para esperar.
- 34:34Então é importante que o método a ser escolhido seja algo que
- 34:37seja de a factível seja exequível, esteja disponível.
- 34:41Ali na região dele, para que ele tenha acesso e aplique.
- 34:45Então, no seu galpão, essas seriam, então, as principais
- 34:49dicas que eu deixaria, então para o avicultor, para quem nos
- 34:52procura com esse tipo de informação, né?
- 34:55Com essa, esse tipo de orientação para o que fazer
- 34:59então, Na Na sua propriedade? Eu imagino que vocês recebam
- 35:04bastante, é dúvidas e perguntas, né?
- 35:07Tô o tempo todo, né? Bom, para quem seguiu até o
- 35:11final, espero que tenha valido a pena escutar nossa conversa de
- 35:15hoje, doutora Clarissa, muito obrigada.
- 35:17Mais uma vez foi um prazer estar com vocês até o nosso próximo
- 35:21encontro.