Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / A NOVA FRONTEIRA DA SAÚDE INTESTINAL DE AVES - Dr. Ricardo Rauber | Ep. 149
Transcript
- 0:00É, então é a gente trabalhar com base nas categorias.
- 0:06É um ponto de partida interessante, mas em algum
- 0:09momento a gente precisa aprofundar.
- 0:11É pra avaliar os os compostos, os produtos, que particular, né?
- 0:18E eu costumo dizer que com essa avaliação em particular do
- 0:22produto e o veterinário lá no campo, conseguindo reconhecer os
- 0:25desafios que ele tem, ele consegue fazer um.
- 0:29O cara crachá, né? Ele consegue escolher o produto
- 0:32adequado pro desafio que ele tem é lá no campo.
- 0:46Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 97% de
- 0:51vocês que assistem aos nossos episódios com frequência, ainda
- 0:55não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 0:58importante. Ela ajuda o canal a crescer e
- 1:01permite que a gente continue produzindo episódios cada vez
- 1:04mais relevantes e interessantes para você.
- 1:07Então, se você gosta do nosso conteúdo, inscreva.
- 1:10Se agora no canal isso faz uma grande diferença para o nosso
- 1:13trabalho, muito obrigado pelo apoio e um ótimo episódio.
- 1:18Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio do
- 1:21nosso podcast oviário. E hoje a gente tem a ilustre
- 1:25presença aqui do médico veterinário Doutor Ricardo
- 1:29Bauer, que tem uma ampla é experiência na avicultura, já
- 1:34trabalhou em várias empresas, né?
- 1:36Já teve no campo, já teve à frente de empresas, né?
- 1:40E hoje, né, viaja o Brasil inteiro, aí tem 11, experiência
- 1:44muito grande com a vicultura na matriz, na produção do frango,
- 1:47enfim, em várias áreas laboratoriais e tudo mais.
- 1:50Ricardo, muito obrigado aí por vocês ter aceito o nosso convite
- 1:54de estar aqui conversando com a gente um pouquinho sobre a
- 1:56avicultura. É é assim, é um prazer recebê lo
- 2:01novamente aqui no nós já tivemos uma conversa no já tem mais de
- 2:05ano, né? Ricardo, é falando sobre
- 2:07salmonela e hoje nós vamos falar um assunto bem legal, que é um.
- 2:10Acho assim uma área que tá todo mundo muito interessado, que é
- 2:12sobre saúde intestinal. E a gente quer focar um
- 2:15pouquinho sobre os vários aditivos, né?
- 2:17Que vem aí agrecar nesse tão importante conceito de saúde
- 2:21intestinal. Então vou deixar você fazer suas
- 2:23considerações iniciais. Depois a gente conversa o nosso
- 2:26início, o nosso bate-papo. Legal, obrigado.
- 2:29Professor, antes de mais nada, obrigado pelo convite para
- 2:32participar aqui novamente. É um prazer conversar com todo
- 2:36mundo que ouve aí o podcast, mandar um abraço para quem nos
- 2:40ouve e. Dizer que esse esse assunto ele
- 2:43é bem interessante e particularmente pra mim ele
- 2:46agrada muito porque é dentro da minha carreira aí um pouquinho
- 2:51mais de 20 anos nessa nossa agricultura é, eu tenho
- 2:54trabalhado muito com esses produtos e é sempre 11.
- 2:58Prazer falar a respeito disso, é fala.
- 3:03Contextualizar um pouco quem está nos ouvindo.
- 3:05Aí eu vou falar um pouquinho do do meu histórico.
- 3:07Eu sou médico veterinário. É isso que eu IA te perguntar.
- 3:09Minha outra pergunta era deixar bem à vontade pra você fazer uma
- 3:12apresentação. E eu gosto, Ricardo, que você
- 3:14conte um pouquinho da história. Eu queria que você contasse
- 3:17assim, né? Desde lá da sua formação, quando
- 3:19você veio parar na avicultura, enfim, contasse aí, né?
- 3:22A sua experiência, enfim, um pouco do seu currículo, da sua
- 3:25experiência, divide isso com a gente não legal.
- 3:28Eu, na verdade, eu não fui parar na avicultura, eu me criei
- 3:31dentro da avicultura. Né?
- 3:33O meu pai, ele ele era produtor de ovos lá no Rio Grande do Sul,
- 3:37tinha uma Granja de de postura, umas 45000 galinhas mais ou
- 3:41menos, e basicamente eu me criei dentro daquela Granja.
- 3:45Então, quando chegou a época de eu decidir qual carreira eu IA
- 3:49seguir, qual faculdade fazer, é a veterinária.
- 3:52Foi meio natural, né? Fiz medicina veterinária lá em
- 3:57Santa Maria, na nossa querida universidade federal, é me
- 4:00formei em 2004. Eu já entrei no mestrado durante
- 4:04toda a graduação. Eu trabalhei com a professora
- 4:06Maristela no laboratório de ornitopatologia.
- 4:10Bastante aprendizado lá, bastante experiência.
- 4:12É, fiz o mestrado lá em Santa Maria, também na área de
- 4:15mictoxinas, com o professor malma e na sequência do mestrado
- 4:20eu acabei ficando na área de mictoxinas relacionado a
- 4:23avicultura, né? É, eu fiz parte do quadro que
- 4:27fundou OA empresa samitec lá em Santa Maria.
- 4:31Que é uma empresa que faz análise de mictoxinas, é
- 4:34experimentos também na área de mictoxinas.
- 4:37Trabalhei um bom tempo lá com eles, acabei saindo em 2011.
- 4:43É pra terminar o doutorado que eu fiz lá em Porto Alegre com o
- 4:46professor Vladimir, na federal do Rio Grande do Sul.
- 4:49Trabalhei com Salmonella lá. Então toda essa, essa formação
- 4:53na área de agricultura. E terminando o doutorado, eu
- 4:58tive a oportunidade de entrar na BRF, na área corporativa, dentro
- 5:01de um projeto de pós DOC, né? 11 projeto bem interessante que
- 5:05me permitiu é através de um projeto com uma bolsa também.
- 5:10É trabalhar disso, né? ABRFA gente, sabe aí que é uma
- 5:15das maiores do mundo, Hein? Produção de aves e suínos.
- 5:18E fazer bastante é conhecer bastante o sistema produtivo de
- 5:25tanto de agricultura quanto de suinocultura.
- 5:27E dentro desse trabalho na BRF é a empresa me proporcionou
- 5:32trabalhar com a avaliação desses aditivos pra saúde intestinal.
- 5:36Então uma parte do meu trabalho lá dentro desse projeto de pós
- 5:40DOC era estabelecer protocolos pra avaliar esses produtos,
- 5:44avaliar de fato, desenhar. É programas com esses produtos
- 5:48pra pra a gente aplicar a câmera.
- 5:52Trabalhei 9 anos na DRF, foi 11, experiência incrível, um
- 5:57aprendizado muito grande. E agora faz praticamente 4 anos
- 6:02que eu tô trabalhando como consultor na área de sanidade é
- 6:06eu tenho minha empresa consultoria que é a vert nova e
- 6:10presto então assessoria na área de saúde animal mesmo. 90% do
- 6:14meu trabalho é com avicultura pouquinho, possuindo cultura
- 6:17também. E agora mais recentemente, faz 3
- 6:22meses praticamente um pouquinho mais do que isso, que eu voltei
- 6:26a trabalhar com o somitec lá em Santa Maria.
- 6:28É hoje sou o CEO da empresa, então tô dando um suporte pro
- 6:32pessoal lá. Uma reestruturação que eles
- 6:35estão fazendo é, e a ideia também deles é nós como?
- 6:39Como somitec é. Oferecer mais serviços aí para
- 6:44nossa agricultura e ensino cultura, especialmente na parte
- 6:48laboratorial, que eles trabalham muito bem lá.
- 6:50E de experimentação animal. Então, a minha história é mesmo
- 6:55dentro da agricultura e começou lá com o meu pai, produtor de
- 6:58ovos no Rio Grande do Sul. É e bem, sou bem bem grato a
- 7:05essas experiências todas que eu tive.
- 7:07O podcast o aviário só é possível através de empresas
- 7:11inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 7:14avicultura brasileira. Novos líder em soluções de
- 7:18nutrição inteligentes para o crescimento dos negócios na
- 7:21produção de proteína animal. PPG vet o programa de pós
- 7:26graduações que prepara você para ser um profissional disputado no
- 7:30mercado veterinário all tech. Soluções nutricionais eficientes
- 7:35e sustentáveis para fortalecer a avicultura pegasus Science, a
- 7:41solução inteligente e em tempo real para a interpretação de
- 7:44micotoxinas grupo BR render. Fazemos juntos o produto para
- 7:50atender você cliente. É, a agricultura tá no seu DNA,
- 7:54né, né, cara, tá no seu desde sempre, muito legal sua
- 7:58história, parabéns, né? E toda essa experiência aí,
- 8:02claro, vai deixando a gente aí, né, no mercado um pouco mais à
- 8:05vontade, porque a agricultura eu costumo dizer, né, é um leão por
- 8:07dia. A agricultura exige muito de nós
- 8:10técnicos, né? Assim, a gente não pode
- 8:12improvisar em nada, tem que ter muito conhecimento pra tomar as
- 8:16decisões certas nas horas certas.
- 8:18E a conversa nossa hoje aqui vai ser exatamente essa, de saúde
- 8:21intestinal, e eu queria inicialmente que você desse 11
- 8:24Panorama geral em termos conceitual, né?
- 8:28Hoje, né? Nos últimos 5 anos a gente tem
- 8:30sido, né? Esse assunto, ele tem sido
- 8:33presente em todos os eventos técnicos.
- 8:34Todo mundo fala em saúde intestinal, não é simples
- 8:37definir, tem vários aspectos, né, imunológicos, nutricionais,
- 8:41propriamente ditos, sanitários. Vamos conversar um pouquinho,
- 8:45como é que você enxerga isso de saúde intestinal, afinal de
- 8:48contas, é pelo intestino, né, que o nutriente vai entrar para
- 8:52ser metabolizado, para virar carne ou virar ovo, né?
- 8:55Então a porta de entrada, né, esse né órgão complexo aí que é
- 9:01o intestino, né? E todo o sistema trato, né, todo
- 9:04trato gastrointestinal. Vamos falar um pouquinho sobre
- 9:07como você enxerga a saúde intestinal, a importância disso
- 9:10para a agricultura. Não justamente.
- 9:13E eu, quando eu falo respeito do assunto, eu sempre gosto de
- 9:18trazer um conceito relacionado o que que é saúde intestinal, né?
- 9:22E eu sempre peço para os nutricionistas esperarem um
- 9:26pouquinho como eu estou falando, para não me não me julgarem
- 9:29antes. Porque eu costumo falar que são
- 9:303 pontos principais. Relacionados a ao conceito de
- 9:34saúde intestinal, que o primeiro deles é uma microbiota estável.
- 9:39Isso envolve tanto as bactérias benéficas do intestino quanto o
- 9:43controle de patógenos. É, em segundo lugar, toda a
- 9:47questão de Barreira do intestino.
- 9:49Então, preservação da da mucose intestinal, Barreira, Barreira
- 9:54física mesmo. Sistema imunológico, todas as
- 9:58respostas imunes que acontecem aí.
- 10:00E o terceiro ponto que eu sempre coloco por último, que é
- 10:04digestão e absorção dos nutrientes.
- 10:07E daí eu peço desculpa para os nutricionistas sempre, porque,
- 10:10pô, é o que a gente quer. A gente quer que o animal faça
- 10:13de gestão e absorva o máximo de nutrientes possíveis, aquela que
- 10:17a gente tá oferecendo e vem um sanitarista e coloca na lista.
- 10:24É, mas tem uma justificativa pra isso.
- 10:27Se a gente não tiver os outros 2 bem estabelecidos, a gente não
- 10:30vai conseguir ter digestão e absorção, né?
- 10:33Então é esse conceito, ele tem que estar bem, é bem presente
- 10:39pra todos nós que trabalhamos com agricultura.
- 10:41Pra gente conseguir é trabalhar programas, trabalhar o
- 10:46nutricionista, trabalhar a formulação das dietas e tudo
- 10:48mais. É e nos últimos anos mesmo. 5.
- 10:54Talvez. 10 anos a gente tem sido, vamos colocar, entre
- 10:58aspas, aí bombardeado por uma quantidade muito grande de
- 11:00produtos no mercado. É a gente, genericamente, fala,
- 11:05chama de produtos alternativos. Eu acho que é um pouco
- 11:08pejorativo esse termo, porque parece que é tem algo muito
- 11:12melhor para a gente usar. Mas a gente tá indo por um plano
- 11:15b que talvez não funcione tão bem e hoje não é assim.
- 11:18Hoje a gente sabe que. É, tem condições aí de trabalhar
- 11:22a saúde intestinal, qualidade intestinal, com produtos não
- 11:26antibióticos de uma forma muito, muito consistente, né?
- 11:32É, e daí eu prefiro o termo eu bióticos, né?
- 11:35A gente trabalhar é dessa forma, mas fato é que a gente tem
- 11:40centenas de produtos no mercado, a gente pode categorizar eles.
- 11:46Também genericamente em alguns grupos, né?
- 11:49Então a gente tem lá os grupos dos probióticos, prebióticos,
- 11:53pós bióticos. Combinação deles também é.
- 11:58Temos os citogênicos, os ácidos orgânicos, é as enzimas também,
- 12:03né? Além das enzimas nutricionais
- 12:06com perfil nutricional, a gente tem alguns eubióticos aí que tem
- 12:10enzimas na sua composição. É, então a gente pode
- 12:14categorizar eles dessa forma. Facilita bastante o entendimento
- 12:18da gente poder pensar em termos de composição desses produtos,
- 12:22né? Então o probiótico, por exemplo,
- 12:24sempre vai ser. É um produto que tem lá
- 12:26microorganismos vivos e que chegam viáveis no intestino e
- 12:31que em geral são benéficos pro animal, né?
- 12:34E assim, todas as outras categias é o ponto que a gente
- 12:39tem dificuldade hoje. É a partir de uma categoria
- 12:43conseguir estabelecer os benefícios que a gente vai ter
- 12:47nos animais, né? Vamos pegar aí, por exemplo, é o
- 12:51grupo dos ácidos orgânicos, né? A gente tem uma quantidade de
- 12:56substâncias de compostos que estão dentro desse grupo.
- 13:00Mas além da quantidade de compostos, a gente tem uma
- 13:05diversidade também grande de Apresentações desses compostos.
- 13:10A gente tem na forma de ácidos livres, sars a gente tem é esses
- 13:15produtos, encapsulados ou não, ligados a ao glicerídeo, por
- 13:20exemplo. Então tudo isso muda o
- 13:24comportamento daquela molécula no animal.
- 13:26E daí a gente precisa ter um aprofundar um pouquinho mais
- 13:31esse entendimento de não trabalhar só no nível de
- 13:36categoria, mas a gente entender cada um dos dos produtos.
- 13:40É quando eu falo a respeito disso, um treinamento pra uma
- 13:43empresa, uma consultoria de pessoal.
- 13:46No iped ou no evento. Eu costumo mostrar 11 matriz de
- 13:51categorias de produtos e efeitos que a gente espera daqueles
- 13:55produtos, né? Então, os ácidos orgânicos, que
- 13:59é uma categoria que eu peguei antes como exemplo, eu vou pegar
- 14:01ela de novo. A gente sabe que os ácidos
- 14:03orgânicos, eles têm um potencial grande de ação antimicrobiana.
- 14:08Alguns paragramas positivos, outros paragrama negativos.
- 14:12É, mas a gente não pode pegar toda a categoria dos ácidos
- 14:16orgânicos e dizer que eles todos têm essa antimicrobiana que vai
- 14:21depender dessas características que eu comentei.
- 14:24Então a gente precisa começar a olhar cada um dos produtos, né?
- 14:27E entender. Então eu tenho um produto
- 14:29comercial AA base de um ácido orgânico x é qual é AAA?
- 14:36A formulação, qual é a tecnologia que está embarcada
- 14:38nesse produto é qual O Mecanismo de ação daquele ácido orgânico
- 14:43em particular, né? A gente tem os fitogênicos
- 14:46também, que tem uma infinidade é, a gente conversava antes em
- 14:49off aqui, né? Comentaste é dependendo do
- 14:52processo de extração desse fitogênico.
- 14:56Pode mudar alguma característica daquele composto e às vezes 2 ou
- 15:023 produtos comerciais que é na sua ficha técnica, tem
- 15:06basicamente a mesma composição ou os mesmos fitogênicos ali na
- 15:10composição. Eles vão ter comportamentos
- 15:12diferentes no campo, é então é a gente trabalhar com base nas
- 15:19categorias. É um ponto de partida
- 15:21interessante, mas em algum momento a gente precisa
- 15:24aprofundar. É pra avaliar os os compostos,
- 15:29os produtos que corticoi, né? E eu costumo dizer que com essa
- 15:35avaliação em particular do produto, e o veterinário lá no
- 15:38campo, conseguindo reconhecer os desafios que ele tem, ele
- 15:41consegue fazer 11, cara, crachá, né?
- 15:44Ele consegue escolher o produto adequado pro desafio que ele tem
- 15:49é lá no campo. Novos líder em soluções de
- 15:54nutrição inteligente para avicultura, a novos traz 2
- 15:58soluções de Stack. A linha mintrex de minerais
- 16:01orgânicos bicelatados, com estrutura molecular única no
- 16:04mercado, é fonte de maior biodisponibilidade de zinco,
- 16:08cobre ou manganês para melhorar o desempenho e a nutrição das
- 16:12aves durante todo o ciclo de produção.
- 16:15Também o adjetivo enzimático sibenza, fonte de enzima
- 16:18protease que aumenta a digestibilidade das proteínas e
- 16:22de. Que agrada os inibidores de
- 16:23tripsina, favorecendo o sistema imunológico, resposta e
- 16:27integridade intestinal. Para maiores informações, visite
- 16:30o site da novos www.novosint.com.
- 16:38Eu acho essa talvez, né, Ricardo?
- 16:41Seja o grande segredo disso, né? Você falar certinho, você
- 16:45adaptar a sua condição certo, ao aditivo adequado para sua
- 16:49situação. Eu vou dar 2 exemplos, né?
- 16:52É primeiro o antibiótico. A gente sabe que o antibiótico é
- 16:56tão mais eficiente quanto pior é a sua condição no ambiente.
- 17:01Então, se seu manejo é ruim, seu ambiente é ruim, se se sua
- 17:05sanidade é ruim, o antibiótico vai te dar um resultado bom.
- 17:08Se ao contrário, é tudo bom, você vai ver pouca ação do
- 17:11antibiótico, né? Então, pra dar um exemplo, e
- 17:13outra coisa que eu gosto de dar exemplo é o sinergismo, às vezes
- 17:15você põe 2 molecas, teoricamente, teoricamente.
- 17:19Elas teriam uma ação sinérgica e por algum motivo dá errado e que
- 17:23às vezes é pior colocar os 2 junto do que não colocar nenhum.
- 17:27Então assim, acho que você tá muito certo, não é fácil tomar
- 17:31essa decisão. Eu acho que cada caso é um caso,
- 17:33um nutricionista é, vai ter que esperar a ciência avançar um
- 17:36pouquinho, né? Qual o produto é melhor para
- 17:39cada fase? Como é que é a rotação desses
- 17:41produtos na fase? Coisas que a gente ainda não tá
- 17:44dominando 100%, isso que você falou, eu acho que fundamental.
- 17:47Qual é o efeito do produto na microbiota?
- 17:50A gente tá tentando estudar isso muito, né?
- 17:53Os os trabalhos agora de pesquisa, olhando as influências
- 17:56disso na microbiota, a gente tá tentando entender exatamente
- 17:59como é que é essa microbiota saudável, né, que que, qual,
- 18:02qual família, qual gênero, qual espécie que tem que estar
- 18:05predominando. Não é fácil, cada caso é um
- 18:08caso, né, então é assim, é legal a gente entender, né, que eu
- 18:12acho que como mensagem. Eu acho que você colocou isso
- 18:14muito bem, esse é o tal do cara, crachá, vamos entender isso
- 18:17aqui, eu não vou fazer experiência, eu vou ter uma.
- 18:20Se eu conheço a base teórica do produto e eu tenho uma realidade
- 18:23que adequa naquele aquele caso é indicado questão do custo, né?
- 18:27Uns desses produtos são um pouco mais caros, os outros são um
- 18:29pouco mais baratos, mas assim, infelizmente, né, eu gostaria
- 18:33aqui, né Ricardo? A gente tá podendo apresentar
- 18:35para os nossos colegas aí de Campos, nutricionista, uma
- 18:38receitinha ideal, ó, pode usar isso aqui que você vai melhorar
- 18:41tantos por cento. Mas eu não sei se você concorda
- 18:43comigo. Isso ainda é nesse nível, vamos
- 18:45dizer, de garantia de todos esses produtos, certo?
- 18:49Nem nem mesmo do antibiótico. Elas podem ser garantidos.
- 18:53O que que você acha? Não é justamente porque os
- 18:56desafios variam não só em tipo de desafio, mas em intensidade
- 19:01desses desafios de empresa para empresa.
- 19:03E dependendo do tamanho da empresa dentro da empresa varia
- 19:06também é. E daí a gente montar um
- 19:10programa. Engessado e que, entre aspas,
- 19:14vai servir para tudo. É, a gente pode incorrer em um
- 19:17de 2 erros. Um deles é a gente fazer um
- 19:21programa tão bom, que vai atender todos esses desafios,
- 19:24mas que de outra parte a gente vai gastar uma Fortuna para
- 19:27conseguir. É colocar em prática esse
- 19:30programa que vai ter muitos produtos lá, é?
- 19:33Ou se a gente fizer algo muito ajustadinho para caber dentro do
- 19:36orçamento, a gente vai acabar ficando devendo e não atendendo
- 19:39alguns desafios. Então é, eu sou muito mais
- 19:44favorável à personalização, né? A gente trabalhar é os
- 19:49conceitos. Eles vão se aplicar para todas
- 19:51as condições, mas AAA aplicabilidade de cada produto,
- 19:56ela vai variar conforme a empresa.
- 19:59Então é de uma região para outra.
- 20:02Eu vou ter variação nos programas e na maioria das
- 20:06situações. Dentro de um ciclo do frango de
- 20:10corte, por exemplo, que normalmente a gente tem lá 45
- 20:13fases de erração, eu posso potencialmente ter 23, até 4
- 20:18programas diferentes conforme a idade do animal.
- 20:21Porque os desafios ao longo da idade do animal vão vão
- 20:25modificando. E eu não tô dizendo que é mais
- 20:28fácil montar um programa com um antibiótico, mas a gente faz
- 20:34isso há muito mais tempo. Então, a gente sabe melhor como
- 20:38tudo isso funciona e, em geral, a gente usar o único promotor de
- 20:42crescimento do alojamento até o abate, acaba dando um resultado
- 20:46satisfatório, né? Mas esse mindset, quando a gente
- 20:49trabalha com os eubióticos, ele acaba não funcionando, né?
- 20:54Porque, como eu comentei, a gente vai gastar muito dinheiro
- 20:57para colocar um programa que atenda tudo ou a gente vai caber
- 21:00dentro do orçamento, mas não vai conseguir atender os desafios.
- 21:04Deixa eu colocar mais um elemento dessa conversa aqui
- 21:07nossa em relação à saúde intestinal aí pra aproveitar a
- 21:10sua experiência nessa área, né? É, a gente tá falando de saúde
- 21:14intestinal, né? E a questão da microtoxina ela
- 21:17sempre é, né? Vamos dizer uma preocupação que
- 21:21todas as empresas têm, né? Devido às características, né?
- 21:24Tropicais dos nossos grãos é uma coisa que todo mundo conhece,
- 21:27que é um. Um fantasma que está sempre
- 21:29rondando é uma nuvem, né, negra, que está sempre rondando aí
- 21:33todos os nutricionistas. Eu queria que você falasse um
- 21:35pouquinho disso, né? Como que as microtoxinas é
- 21:38encaixam aí nessa questão da saúde intestinal, a gente sabe
- 21:42dos prejuízos que ela causa, enfim, como que um
- 21:44nutricionista, que que ele tem que prestar atenção para colocar
- 21:47mais esse elemento aí? Estamos falando de saúde
- 21:49intestinal, né? É nesse, nesse, vamos dizer,
- 21:53nesse, nessa, nessa fórmula aí, né, nessa equação aí pra
- 21:56balancear é a saúde intestinal. Então, legal é, normalmente a
- 22:01gente acaba deixando um pouquinho de lado.
- 22:06A questão microtoxina é por uma certa dificuldade da gente
- 22:10conseguir entender, pô, eu faço análise de grão, vou fazer
- 22:14análise de ração. Quando a reação já foi pro campo
- 22:16boto, não boto um produto ali. É, então é um tema que tem a sua
- 22:21complexidade? É.
- 22:23Mas falando sobre o desafio específico de microtoxinas, é, a
- 22:28gente sempre soube que elas todas são bastante
- 22:32imunossupressoras. A afrotoxcina é a mais
- 22:35imunossupressora delas, mas as outras também são.
- 22:38Mas de alguns anos pra cá, a gente vem entendendo melhor o
- 22:43impacto delas na saúde intestinal mesmo, né?
- 22:46Eu tenho um exemplo bem. Que eu vivi bastante, que foi a
- 22:51fomunizina, que até o início dos anos 2000 a gente dizia que pra
- 22:56agricultura fomunizina não era um problema, não era importante
- 23:00preservemos o suíno, né? Por causa do elema pulmonar.
- 23:03Mas frango é é tranquilo e a gente aprendeu que não, que ela
- 23:09causa alguns transtornos aí pra agricultura também.
- 23:13No começo se associam muito com problemas de fígado, problemas
- 23:16renais. É, mas uma característica.
- 23:19E quando a gente faz o experimento com mictoxina, ou
- 23:22seja, todas as condições outras bem controladas, e a gente só
- 23:26fornece a mictoxina para o animal, é quando a gente faz um
- 23:29experimento com astrotoxina em frango, decotti em geral a gente
- 23:33não tem é mudança na conversão alimentar.
- 23:37A gente tem uma redução no peso, né?
- 23:39Mas a gente não tem piora na conversão alimentar, porque o
- 23:43que que acontece? Basicamente o animal, ele reduz
- 23:46peso. Mas ele também reduz o consumo
- 23:48de ração, e a conversão alimentar se mantém aí no mesmo
- 23:52patamar. Quando a gente faz um
- 23:54experimento nas mesmas condições com o femunizina, é o animal que
- 23:58recebe a femunizina, ele tem uma conversão alimentar pior, ou
- 24:01seja, ele reduz o ganho de peso dele numa proporção maior do que
- 24:08ele reduz o consumo de ração. Então a conversão é pior.
- 24:11Por que que isso acontece? Aí a gente foi investigar, né?
- 24:15Né? Tem redução na altura das
- 24:16velocidades intestinais, o que era mais ou menos esperado.
- 24:21Tem um aumento aí Na Na profundidade de cripto indicando
- 24:25que tem o maior ternover celular também no intestino é, mas 11
- 24:31dado que foi surpresa para nós. Eu trabalhei com fomunizinas
- 24:34associadas com o LPs de Salmonella, TIF, molho no
- 24:39doutorado que foi o meu projeto, e o LPs ele é altamente.
- 24:44Pró inflamatório é uma das substâncias mais pró
- 24:47inflamatórias que tem na natureza.
- 24:49É e a gente mediu o grau de inflamação desses animais.
- 24:52Para nossa surpresa, OA fomunisina também causa
- 24:56inflamação. Ela também causa um processo
- 24:59inflamatório no intestino. Então, aquela preocupação que a
- 25:03gente tem com um clostridium, com uma coxidiose, com uma coli
- 25:08que pode estar no intestino é ou.
- 25:11Alguma desviosa, né? Que a gente fala aí,
- 25:14genericamente, é, a gente pode ter alguns dos efeitos dessas
- 25:19condições de alteração do intestino com uma microtoxina.
- 25:24Então, às vezes a gente pensa que a gente tá passando por um
- 25:27processo de talvez um clostridium que tá multiplicando
- 25:31mais o intestino, ou um processo de disbiose mesmo.
- 25:35E na verdade, a gente está passando um desafio por uma
- 25:38fomunizina, um deóxido em balenol, algum outro
- 25:41tricoteceno, né? Que podem causar lesões em nível
- 25:45intestinal é e indiretamente levar um quadro de disbiose, mas
- 25:52um quadro secundário de disbiose por conta dessas alterações.
- 25:56Então é eu costumo falar que assim a gente não pode só olhar.
- 26:02Algum agente isoladamente aí eu vou me preocupar só com o
- 26:06clostri? Eu vou me preocupar só com a
- 26:08comunizina. A gente tem que olhar tudo isso
- 26:11dentro de um contexto geral, né? É, se eu tenho microtoxina bem
- 26:17controlada, uma matéria prima de boa qualidade que não tem lá é
- 26:21as principais microtoxinas é, eu tenho um programa anticoxidiano
- 26:25muito bom. É, eu estou com uma condição de
- 26:27clama, boa meu manejo está legal aqui.
- 26:29Numa época do ano que o clima me favorece, é talvez se eu perder
- 26:35um pouco a mão no controle de clostridio não representa um
- 26:38problema muito grande, né? Mas daqui a pouco eu começo a
- 26:42ficar devendo um pouquinho no controle de clostridio, um
- 26:44pouquinho no controle de toxidiosa, é, eu já não dou
- 26:47muita atenção pra pra microtoxina isso tudo junto pode
- 26:52causar um transtorno muito grande.
- 26:54É pro animal e hoje a agricultura ela não aceita mais.
- 27:00Muito desaforo, né? O que que eu quero dizer com
- 27:02isso? É, a gente não tá lidando mais
- 27:06com doenças clínicas, é com com um aspecto clínico muito
- 27:12específico, muito pronunciado. A gente tá tá vendo muita coisa
- 27:16subclínica que o animal aparenta estar saudável, é e
- 27:20provavelmente está saudável. Mas tem um impacto mesmo que
- 27:25surgiu lá no desempenho. A gente ferve um pouquinho em
- 27:27conversão alimentar, aumenta um pouquinho a mortalidade, piora
- 27:33um pouquinho, OGPDE. Daí lá no fim, pelos volumes que
- 27:37a gente trabalha, a conta vem um pouco mais alto, né?
- 27:41Oo Ricardo, é muito interessante isso, é como você falou, é tudo
- 27:44um conjunto, a gente não pode esquecer nada, né?
- 27:47Porque tá tudo junto ali. Se você prestar muita atenção
- 27:50numa coisa, esquecer outra, você já começa a perder o fim da
- 27:53meada. Outro dia eu tive um caso aqui,
- 27:55né, que eu acompanhei é era angalinha e poedeiras.
- 27:59Ela tava com impressionante isso, ela tava com mortalidade
- 28:03alta, morrendo mais, mas a produção não baixava.
- 28:07Quer dizer, é uma maluquice, né? Então aqueles parâmetros que a
- 28:10gente sempre teve, né, como certos e tal, é é hoje a gente
- 28:14vê de tudo no campo, é, é, é como você falou, é o Balanço
- 28:18ali, ele é muito sensível, né? Então você tem que tá
- 28:22organizando tudo pra enfim pra você ter as respostas, né?
- 28:26É, eu, eu, eu brinquei, né, tá até mudando e teoricamente é a
- 28:29primeira coisa que acontecia era um lote poder era diminuir a
- 28:32produção, né? Mas não, a produção continuava
- 28:35alta e a árvore morrendo. Meu Deus, é pelo menos num
- 28:39determinado momento, depois organizou e tá tudo certo.
- 28:42Oo Ricardo, vamos falar um pouquinho exatamente sobre isso,
- 28:45como avaliar, como testar? E a gente tem hoje uma, né, no
- 28:48mercado aí inclusive, né, várias empresas trazendo produtos aí da
- 28:53Europa, né, da Ásia, dos Estados Unidos, a gente tem aí uma
- 28:58oferta muito grande. E produtos que, né, prometem
- 29:01melhorar a saúde intestinal. Aí seja, né, esses alternativos
- 29:07aos antibióticos, enfim, enzimas, tudo tudo isso promete
- 29:11de alguma forma melhorar a saúde intestinal.
- 29:13E eu acho que as empresas né, devem às vezes enfrentar, né?
- 29:19Dificuldades ao decidir qual produto utilizar, qual decidir
- 29:24assim, né? Qual às vezes associação, quais
- 29:29produtos utilizar, em quais frases?
- 29:30Enfim, conta um pouco para gente aí da experiência.
- 29:33Como que eu posso avaliar? Como que eu posso testar esses
- 29:35produtos? Sim.
- 29:37Sim, não, de fato. A gente tem 111 gama muito
- 29:42grande aí de opções no mercado e continuam vindo produtos também
- 29:45para o mercado, é. Eu comentei antes que uma parte
- 29:50do trabalho que eu fiz na BRF foi avaliar esses produtos, né?
- 29:54Eu estou falando isso lá em 2013, 2014.
- 29:57Então a gente está voltando aí 1012 anos no tempo, né?
- 30:01É, naquela época, a gente não tinha muito noção de como esses
- 30:08produtos poderiam atuar. O que que eles poderiam fazer
- 30:10exatamente. Os fornecedores dos produtos
- 30:13também não tinham conhecimento muito aprofundado em termos de
- 30:17mecanismos de ação das moléculas.
- 30:19Como o produto vai atuar, o que que ele vai fazer então?
- 30:23Em geral, o comportamento da agroindústria era estou buscando
- 30:27uma alternativa ao promotor de crescimento e a abordagem do
- 30:31fornecedor era, está aqui um produto que substitui o promotor
- 30:35de crescimento de uma forma extremamente genérica, né?
- 30:40E do auge da nossa ignorância, né?
- 30:44Tanto do ato da indústria quanto dos fornecedores.
- 30:47É, a gente foi tateando, foi tentando, foi vendo o que que
- 30:50pode, o que que não pode, como é que faz?
- 30:52É hoje a gente tem muito mais conhecimento disponível, tem
- 30:56muito mais pessoas estudando isso também.
- 30:59É, os fornecedores já tem condições hoje de saber
- 31:03exatamente o que que o produto faz em termos de mecanismos de
- 31:06ação e o que esperar em termos de resultados desses produtos e
- 31:09efeitos. É, as instituições de pesquisa
- 31:12já tem condições de testar bem esses produtos?
- 31:15Também? É.
- 31:16E as próprias empresas tem condições.
- 31:18As agroindústrias tem condições aí em maior ou menor grau e
- 31:23maior ou menor profundidade também, mas em alguma medida de
- 31:26fazer avaliações nas suas condições.
- 31:29É o que que eu o que que eu falo normalmente a respeito de testar
- 31:34os produtos, de saber o que que os produtos podem fazer pra
- 31:38gente poder fazer aquele cara. Crachá, né?
- 31:39Do desafio com efeito do produto, o desafio veterinário,
- 31:44nutricionista, lá no campo é quem tem que saber quais os
- 31:48desafios que tem. Então eu que estou trabalhando
- 31:50numa empresa lá, numa indústria, eu tenho que saber quais os
- 31:52desafios que eu tenho no campo. É, mas eu não sou obrigado dos.
- 31:57400, 500 produtos que tem no mercado, saber todos os
- 32:01mecanismos de ação de todos eles.
- 32:03Isso quem vai me trazer vai ser o fornecedor, né?
- 32:06E para comprar isso, o fornecedor precisa fazer
- 32:09avaliações, precisa fazer experimentos.
- 32:11Tem experimentos in vitro, tem experimentos in vivo?
- 32:15É. E o que eu falo sempre é assim,
- 32:18entenda. O conceito do teu produto
- 32:21falando para os fornecedores, para quem está desenvolvendo ou
- 32:24para quem está trazendo um produto para o mercado.
- 32:26Entenda o conceito do teu produto, qual é o potencial
- 32:30mecanismo de ação desse produto. E daí a gente vai desenhar
- 32:34experimentos específicos para testar essas hipóteses.
- 32:37Que experimento é isso, né? Vamos testar hipóteses.
- 32:40Então, se o meu produto tem uma certa composição e que essa
- 32:43composição ela me diz que o. Possível mecanismos de ação do
- 32:48produto é um deles, talvez, né? É atuar sobre bactérias
- 32:52grampositivas. Então a gente vai desenhar o
- 32:54protocolo com uma inoculação, por exemplo, por clostridium, é.
- 32:58E vamos colocar o produto frente a esse desafio, né?
- 33:02Ah, vai ser um desafio de enterite necrótica ou um desafio
- 33:07de uma clostridiose mais subclínica.
- 33:10De novo, vai depender do efeito do produto.
- 33:12A gente vai escolher o protocolo de desafio de acordo com isso.
- 33:16Ah, o produto tá mais desenhado pra um processo inflamatório,
- 33:20ele tem uma ação anti inflamatório.
- 33:22Então a gente precisa desencadear um processo
- 33:23inflamatório no intestino, que pode ser infeccioso, pode ser
- 33:28com alguma toxina, um LPs, por exemplo, né?
- 33:32Ah, o meu produto ele tem mais. Um mecanismo de ação voltado
- 33:36para modulação da microbiota microbiótico, por exemplo, né?
- 33:41Então vamos medir isso, vamos gerar uma disbiose, vamos
- 33:44colocar o produto ali em frente a isso.
- 33:46Então esse conhecimento teórico prévio do produto é muito
- 33:51importante para a partir disso. É, e daí eu tô falando tudo sob
- 33:55o ponto de vista do fornecedor, né?
- 33:57É de poder fazer todas as avaliações.
- 34:01E de Posse dessas avaliações, poder apresentar pro cliente,
- 34:05né? Pro veterinário, pro
- 34:06nutricionista que tá lá na agroindústria, todo um dossiê
- 34:09com esses efeitos é hoje em dia a gente já tem condições,
- 34:15trabalhando numa agroindústria, de receber esses resultados e a
- 34:19partir disso já conseguir é identificar as características
- 34:24dos produtos pra montar os programas.
- 34:27É, mas tem muitos técnicos no campo que preferem ainda fazer
- 34:30as suas próprias avaliações dentro da empresa e isso é
- 34:34legal. Eu gosto dessa ideia porque traz
- 34:36mais conhecimento para dentro da empresa também.
- 34:39Então Oo veterinário, sanitarista, o nutricionista, é
- 34:45podem também, dentro da empresa, montar protocolos para avaliar
- 34:48esses produtos. Se for em grande ou
- 34:50experimental, vai ter que ter algum tipo de desafio, né?
- 34:53Bem desenhado ou se pode ser. Uma situação de um teste a
- 34:58campo, mas tem que ser bem identificado.
- 35:00Qual é o desafio que tem para eu poder posicionar o produto certo
- 35:04naquela condição lá para fazer a avaliação.
- 35:07Então, independente de se eu sou um fornecedor desenvolvendo um
- 35:12produto ou posicionando ele no mercado, ou se eu sou uma
- 35:16agroindústria que quer usar um determinado produto, o ponto
- 35:20mais importante de partida para tudo isso, para fazer todas
- 35:24essas avaliações. É conhecer a teoria do produto,
- 35:27qual é a composição dele, qual é Oo modo de ação teórico dele,
- 35:32porque depois a gente comprova na prática e porque a partir
- 35:36disso a gente consegue desenhar isso tudo, senão a gente sai
- 35:39testando tudo, né? O meu produto, ele funciona para
- 35:41sua monela, para os vídeos calcidiose, ele melhora a
- 35:44qualidade de carne, ele faz modulação da microbiota.
- 35:47Então eu saio testando tudo e uma.
- 35:51Tem uma, talvez metade desses testes que eu vou fazer que não
- 35:54são baratos também é, eu vou acabar perdendo, porque eu não
- 35:58tive esse conhecimento prévio do produto, né?
- 36:03Mas de novo, quem tá lá na agroindústria é, não precisa
- 36:08estudar 100% dos produtos que estão no mercado.
- 36:11Quem tem que trazer essa informação pra quem tá lá na
- 36:13agroindústria é o fornecedor, né?
- 36:16Eu quando eu testava os produtos.
- 36:19Tinha algumas pessoas que vinham me perguntar assim, Ah, o que
- 36:22que tu acha? Eu coloco meio quilo por
- 36:25tonelada ou 750 g por tonelada, né?
- 36:28Eu falava, não sei, é tu que desenvolveu o produto, é tu que
- 36:32conhece o produto, tu que precisa me dizer qual é a dose
- 36:35que eu vou usar, né? Então a gente precisa ter essa,
- 36:41essa, essa capacidade de discernimento, né?
- 36:45Né? E o fornecedor, obviamente não
- 36:47tem obrigação de conhecer todos os desafios do cliente, até
- 36:51porque não tem muita condição de ele ter esse conhecimento.
- 36:54É, mas em algum momento esses 2 tem que se juntar, né?
- 36:57O conhecimento teórico é do produto com as avaliações, seja
- 37:03em experimentos in vitro ou in vivo, com os desafios que o
- 37:07cliente tem. Isso em algum momento tem que se
- 37:08juntar para a gente poder fazer aí OOO, melhor casamento
- 37:12possível, né? Do dos produtos com os desafios
- 37:15que tem no campo. É, é muito conforme você falou,
- 37:20explicou. Muito bem, é assim, não é só um
- 37:23fator você. Você tá colocando uma série de,
- 37:25como você falou, tem uma certa complexidade para avaliar esses
- 37:28produtos e tomar a decisão correta, né?
- 37:30Às vezes um teste de campo não responde, às vezes in vivo in
- 37:34vitro vai ter uma resposta interessante e vice versa.
- 37:37Às vezes você não tem a resposta in vivo in vitro, mas no campo
- 37:40ele responde alguma coisa. Então é, são as variáveis, o
- 37:43nosso trabalho é esse mesmo, né? Tem produtos que vão funcionar
- 37:47em umas empresas e nos outros não vão funcionar tão bem, e por
- 37:50aí vai, né? Eu acho que é importante é é
- 37:52conhecer os elementos, como você falou, a gente caminhou muito
- 37:55nisso aí, a gente hoje tem muitas informações, você sabe,
- 37:59os principais gargalos, seus desafios sanitários já estão
- 38:01mais ou menos mapeados, né? Então é assim, é, é, é fazer o
- 38:06trabalho, o dever de casa e tomar a decisão correta.
- 38:09Ricardo caminhando aqui já para o fim, eu queria que você
- 38:11deixasse, pois não. Só complementar mais uma coisa,
- 38:14professor, que eu acho que é bastante importante é a questão
- 38:18do dos experimentos em si, né? É além da gente ter clareza do
- 38:24desafio que a gente vai fazer, é a gente ter trabalhar com AAA,
- 38:31gente ter certeza desses desafios, se na condição
- 38:34experimental que a gente está desenhando, eles vão funcionar
- 38:36também. Né?
- 38:38É, às vezes a gente fala, Ah, tem que inocular lá o
- 38:41clostridium. Eu tô dando um exemplo genérico,
- 38:43né? Tem que inocular o clostridium a
- 38:4510 na 8 por ave, né? Nossa, mas isso é muito
- 38:48clostridium, vai matar muito as aves e tal.
- 38:51Mas eu preciso conhecer a cepa do clostridium que eu tô
- 38:53trabalhando, né? Né ela ela causa enterite
- 38:57necrótica ou não? Ela é uma cepa, é que ela vai tá
- 39:00só lá no intestino, mas talvez ela vai gerar uma disbiose, ou
- 39:04tô buscando uma disbiose com Gran positivo, ou tô buscando
- 39:07uma enterite necrótica, né? Então é conhecer essas minúcias
- 39:13de um protocolo de desafio também é importante pra gente
- 39:16não simplesmente dizer assim, Ah, meu produto funciona contra
- 39:20grande negativa, então eu vou fazer uma inoculação com cola e
- 39:23vou ver como é que tá. Né?
- 39:25É precisa ter toda uma estruturação desse trabalho
- 39:29experimental também, sob pena de a gente fazer algum experimento
- 39:34e não chegar a conclusão nenhuma a respeito do produto.
- 39:37E a gente tem dúvida, o desafio que não não fez o que tinha que
- 39:40fazer é o desafio gerou algum outro impacto no animal que o
- 39:45produto não cobre. Então a gente é delineou.
- 39:48O teste de forma memória é então.
- 39:51É esse todo esse conhecimento teórico do produto.
- 39:54Ele é importante, o fornecedor tem que ter.
- 39:57Mas quando o fornecedor vai fazer essa interface com uma
- 40:01instituição de pesquisa ou mesmo com a agroindústria, que vai
- 40:05realizar algum experimento, é tem que ter muita clareza de que
- 40:09tipo de desafio que vai ter. Porque sim, o tipo de desafio
- 40:14ele vai impactar no desempenho, na performance do produto, né?
- 40:19E eu posso correr o risco. Daqui a pouco eu IA dizer que um
- 40:23produto não funciona. É não porque o produto não
- 40:26funciona, mas porque a condição em que eu coloquei ele, que eu
- 40:29testei ele, o desafio não foi mais adequado para ele.
- 40:33É, daí tem uma questão que é, Ah, mas é.
- 40:37Então tá querendo favorecer o produto, botar ele em uma
- 40:39condição que ele vai trabalhar melhor?
- 40:42De certa forma, sim, porque eu preciso demonstrar em que
- 40:46condição que o produto vai ser eficaz.
- 40:49E quando eu tiver aquela condição no campo, eu sabia que
- 40:51aquele produto vai me atender. Se eu não tiver aquela condição
- 40:54no campo, então não é esse produto que eu vou usar.
- 40:57É. Então essa é AA condição, então
- 41:00é, tem 11. Além do fornecedor, além da
- 41:04indústria, tem um terceiro ponto ali, que é a questão do desses
- 41:08experimentos, que também é bem importante.
- 41:11É conhecer bem os protocolos de desafio.
- 41:14É justamente, né? Eu acho que é bem reforçado isso
- 41:16aí para você. Não é simples tomar essa
- 41:18decisão. Volto a dizer, conforme você
- 41:20muito bem colocou, não dá para condenar o produto.
- 41:23E também não dá para você ainda usar um produto que às vezes ele
- 41:27vai funcionar muito bem na situação, mas em outra não vai
- 41:29funcionar, né? Então é essa, essa nuance aí,
- 41:33esse, nessas diversidades aí é que é o grande desafio de todos
- 41:36nós. Bom, Ricardo.
- 41:38Já caminhando para o final aqui do nosso episódio, eu queria
- 41:41então que você deixar deixassem aí uma mensagem final, né?
- 41:44Dentro desse contexto aí, entendendo aí a importância da
- 41:48saúde intestinal na produção, né?
- 41:50De frangos, não só na parte, né, zootécnica de aumentar, melhorar
- 41:54índices, zootécnicos, mas também pensando na saúde, né, como um
- 41:57todo, né? Enfim, né, inclusive saúde
- 42:01ambiental. Hoje a gente fala muito disso,
- 42:03né? Da cama, enfim, do ambiente.
- 42:06Se você deixasse aí uma mensagem final aí pra gente finalizar o
- 42:09nosso? Episódio, sim, tem tem um ponto
- 42:12que a gente acabou não comentando durante a nossa
- 42:14conversa é que justamente tu tu abordou um pouquinho agora no
- 42:18final, que é a saúde intestinal. Ela não é só pra.
- 42:22É pensar em absorver os nutrientes, fazer a digestão do
- 42:25alimento que a gente está fornecendo para o animal.
- 42:27Mas tem uma série de alterações ou doenças, enfermidades, enfim,
- 42:33é que podem acontecer por um desequilíbrio no intestino.
- 42:37Então a gente tem a ocorrência aí de é infecções ósseas por
- 42:42heterocopos, que é um heterocopos de origem intérica,
- 42:46né? Aumentou a permeabilidade
- 42:47intestinal. Esses heterocopos se translocou
- 42:50e foi lá para o osso. É colhe causando, é sepcemia e
- 42:56Aero saculite, é translocando do intestino também.
- 43:00A gente já eu já já vi trabalhos aí que inocularam uma colhe que
- 43:05tem entropismo pelo sistema respiratório, é inoculovia oral
- 43:10e puro aumento de permeabilidade intestinal é acabou translocando
- 43:15indo infetar aí os sacos aéreos e causar aéreo saculite.
- 43:21Então, uma saúde intestinal bem robusta, a gente cuidando bem do
- 43:26intestino, do animal. A gente não tá só trabalhando
- 43:29para garantir um desempenho adequado, a gente tá trabalhando
- 43:33também para preservar a saúde geral das aves.
- 43:36Obviamente que isso não substitui programas de
- 43:38vacinação, outros programas preventivos, biosseguridade,
- 43:42ambiência. Qualidade de manejo e tudo mais
- 43:46é, mas nos ajuda aí a ter alguns resultados bem interessantes do
- 43:51ponto de vista orgânico da Ásia. Bom, Ricardo, muitíssimo
- 43:56obrigado novamente pela sua participação aqui no nosso
- 43:59podcast. Muito legal trazer a sua
- 44:02experiência, a sua vivência, né, a sua, enfim, né, anda vários,
- 44:07vários estados aí, várias, várias tipos, né, de exploração,
- 44:13essa essa geral aí sobre saúde intestinal, foi muito legal
- 44:17aqui. Esse episódio ficou muito
- 44:19tecnicamente, muito, muito rico novamente.
- 44:22Eu te agradeço, aí vamos esperar.
- 44:24Aí revê Los nos nossos próximos episódios e eu deixo então você
- 44:28fazer as suas. É a sua despedida e suas
- 44:30considerações finais. Ah, eu que agradeço muito,
- 44:34professor, pelo convite, a oportunidade de falar, como eu
- 44:36comentei no começo, é um assunto é que me atrai bastante.
- 44:40Eu sou muito entusiasta dessa questão de saúde intestinal.
- 44:44É, gosto muito de estudar os produtos.
- 44:47Eu bióticos e acho que o recadinho final aí é.
- 44:52A gente precisa cada vez mais entender bem desses produtos.
- 44:57E para quem está no campo, para quem está com os fornecedores,
- 45:00é. A gente talvez se assusta com a
- 45:03quantidade de produtos que tem no mercado e fica é preocupado
- 45:08com como eu vou escolher. Mas sempre que tiver
- 45:12oportunidade a gente puder aprofundar o conhecimento em
- 45:15cima dessas tecnologias. É muito válido e vem só agregar.
- 45:20Então eu vou agradecer aí o convite e ficamos para uma
- 45:25próxima aí se a gente puder conversar com algum outro
- 45:28assunto. Bom, pessoal, então é isso,
- 45:31agradecemos a todos que tem nos acompanhado.
- 45:33O nosso podcast tem essa missão, né, de trazer aí as mentes
- 45:38brilhantes da agricultura para estar sempre conversando aqui no
- 45:40assunto legal da agricultura com a gente.
- 45:43Muito obrigado a todos as pessoas que nos acompanham e
- 45:46esperamos revê Los os nossos próximos episódios.
- 45:49Tchau, tchau.