Latest / Surra de Lúpulo / O que é cerveja selvagem? Mesa com Diego Simão, Allan Maple e Carola Carvalho | Encontros Selvagens #002
Transcript
- 0:08Encontra o seu vagens, fermentando a brasilidade
- 0:12através dos líquidos. Tem, meus queridos queridas e
- 0:35que ri, diz. Tudo bem.
- 0:36Quem fala aqui é Diego Simão, orgulhosamente manezinha de
- 0:40flore, torcedor do Figueirense, fundador e fazedor de cerveja na
- 0:44cervejaria coisa linda. Mas o que importa aqui é que,
- 0:47junto com a minha amiga Bia Amorim Beer, sommelier,
- 0:50publisher e Rockstar do meio cervejeiro, criamos o primeiro
- 0:54encontro do mundo das cervejas selvagens brasileiras, que
- 0:57ocorreu paralelamente à feira naturebas, em junho de 2022,
- 1:02deste primeiro encontro. Os debates que vocês podem
- 1:05escutar a que compõem a primeira temporada deste animalesco
- 1:09podcast, um encontro selvagens a partir deste segundo episódio,
- 1:14você ouvirá as mesas de debate. Foi um pequeno alerta, tudo foi
- 1:17gravado em Som ambiente, no improviso, não é?
- 1:20Devemos admitir, mas que vai quebrar o galho pra fazer vocês
- 1:24ouvirem discussões enriquecedoras em torno de
- 1:27assuntos tão legais. O debate deste episódio é o que
- 1:31é cerveja selvagem? E um spoiler, não é pelo simples
- 1:35fato que uma cerveja tem bret que a gente pode chamar essa
- 1:39cerveja de selvagem? Nesta discussão estão Ana
- 1:42Carolina Matos, ou como todo mundo conhece, Carola.
- 1:46Porque pega DE pesquisadora na USP, especializada em leveduras,
- 1:50extremófilas e nas horas vagas, Instagram mer pelo seu arroba
- 1:54SPACE BR Carola tem um longuissimo currículo de
- 1:58trabalho com leveduras selvagens e que hoje foram domesticadas e
- 2:02estão em tanques de fermentação Brasil afora.
- 2:05O segundo componente da mesa é Alan mapa Oliveira, que além de
- 2:09cantar em coral e ensinar t com dor nas suas horas vagas, é PhD
- 2:14em química. Foi professor nos Estados
- 2:16Unidos, mas largou tudo. Para vir e voltar ao Brasil,
- 2:20onde produz excelentes cervejas. Em sua cervejaria, a fermentaria
- 2:24local em janeiro, São Paulo e por fim, eu também estava nessa
- 2:28mesa no meio dessas 2 férias, levando um pouco do conhecimento
- 2:31que tenho em produzir cervejas selvagens, que é o que a gente
- 2:34faz na cervejaria, coisa linda. Bem, espero que vocês gostem
- 2:38deste episódio. Deixem as suas dúvidas e
- 2:40perguntas ao fim dele nos comentários.
- 2:43OK? Muito obrigado e escutem o
- 2:45episódio. Encontros selvagens tem o apoio
- 2:48de oca, caburé, um empório natureba com produtos orgânicos,
- 2:52vinhos naturebas e cervejas selvagens, em Pinheiros, São
- 2:55Paulo. Obrigado ao a car.
- 3:01Já faz um tempo aí que eu voltei pro Brasil, vem no começo da
- 3:04pandemia. Fundei a fermentaria local e é
- 3:06uma cervejaria minúscula de 25 m², que foca em fermentações
- 3:12alternativas e tentando procurar uma identidade regional para
- 3:16nós, cerveja. E é isso aí, eu tô super feliz
- 3:19assim não, não sei o que dizer de estar nesse Painel com com os
- 3:23astros da cervejaria nacional. Assim, não é de verdade.
- 3:26E mesmo sendo novato, tanto no ramo de cerveja, apesar de já
- 3:30fazer cerveja em casa. Desde 2014, mas
- 3:33profissionalmente pouco tempo e é isso aí, ó, eu estou aqui há
- 3:37dias. Talvez eu vou ter mais perguntas
- 3:40do que respostas, mas às vezes as perguntas são mais
- 3:42interessantes. Eu não estou vendo muito ainda a
- 3:44gente da gastronomia aqui que eu conheço, pelo menos, mas aí eu
- 3:47tinha umas palavras assim, de meio por mês, não meio como
- 3:52posso falar? Meio poéticas e inspiradoras que
- 3:56eu acho que que é interessante pensar que da mesma forma eu, eu
- 4:00acho que a cerveja selvagem, a gastronomia, principalmente
- 4:03quando está falando gastronomia de ponta e tal, é como se fosse
- 4:06uma metáfora do conhecimento humano, né?
- 4:08Porque você tem. Você tem as coisas que você sabe
- 4:12que você sabe que isso é a coisa mais óbvia, e as coisas que você
- 4:15sabe que você não sabe e tem as coisas que você não sabe que não
- 4:19sabe, né? Do universo de conhecimentos e
- 4:21uma coisa que sempre me surpreende assim, das de cerveja
- 4:23selvagem e de gastronomia, que muitas vezes você sente uma
- 4:28coisa que você não conseguia nem imaginar que era possível.
- 4:31E eu acho que essa metáfora, né? Você até uma descoberta nova a
- 4:35cada esquina que a gente está explorando e aos poucos vai
- 4:38encontrando, então, mas aqui, ó. Não se preocupa, a gente trouxe
- 4:412 pessoas especialistas em palavras bonitas que acelerem a
- 4:44Bia, né? Pra dar todas as palavras urnas
- 4:46que a gente precisa aí. Bom pessoal, meu nome é Diego,
- 4:49sou da cervejaria, coisa linda. A gente abriu em 2018 produzindo
- 4:54cervejas comuns e a partir de 2018 a gente virou a chave e
- 4:58transformou só para produzir comercialmente cervejas
- 5:02selvagens. Mas desde 2014, desde 2003, na
- 5:06verdade, a gente já começava a experimentação sobre produção de
- 5:09cerveja, forragem. Minha formação é economista, né?
- 5:12Não sou nenhum cientista, sou só um cara que vai jogando as
- 5:16coisas no moço e vamos ver o que que vai acontecer.
- 5:18Você acha que cientista é muito diferente?
- 5:20É, não é? A gente tem que ir lá fazer as
- 5:23coisas, né? E desde 2021 me juntei com Ivan,
- 5:27a gente abriu uma nova marca, também de cervejas selvagens,
- 5:30desta vez pensando em fermentações com uvas, então
- 5:33desde cervejas selvagens são uvas e vinhos naturais também.
- 5:37Bom pessoal, então vamos iniciar falar um que é o mais
- 5:40importante. Que é tentar passar a ideia do
- 5:44que que é cerveja selvagem, tá? E garanto para vocês que a gente
- 5:49não vai sair daqui com uma definição completa.
- 5:51Tá? Porque como a gente estava
- 5:54conversando aqui, a gente vai sair com mais perguntas do que
- 5:56respostas. Mas são perguntas que vão levar
- 5:59a gente. Há várias reflexões e que vão,
- 6:02em algum momento, chegar em alguma resposta, mas, de
- 6:05qualquer maneira, é muito importante a gente começar a
- 6:08fazer esse exercício de tentar categorizar o que que é cerveja.
- 6:11Selvagem, porque é em uma coisa que eu Carola, né, e a gente
- 6:16fica conversando muito. Alan também é sobre que muitas
- 6:20vezes a gente pegue, ouve que cervejas com brettanomyces são
- 6:24cervejas selvagens ou que cervejas ácidas lissauer são a
- 6:28mesma coisa do que cerveja em selvagens não são?
- 6:31Então, a gente está hoje, talvez já com uma quantidade maior de
- 6:36produtores de cervejas selvagens esse mercado nacional, mas ainda
- 6:40assim a gente tem uma carência muito grande de categorização do
- 6:43que que é e o que que não é. Então isso vem de um grande
- 6:47problema que tanto os guias que a gente usa tanto tempo eles são
- 6:51deficitários e não são exatos para corresponder o que que é
- 6:54cerveja? É selvagem, porque quando a
- 6:56gente vai para os dias a gente vai por descrições de estilos
- 7:00aromáticos, sensoriais e sendo que aqui na verdade a gente
- 7:03deveria estar procurando uma categorização através do
- 7:06processo de produção e categorização da origem desses
- 7:09microrganismos, tá? Então assim, só pra começar essa
- 7:12conversa, a gente lança uma pequena proposta.
- 7:16Que categorização, tá? E assim é como a gente está
- 7:19falando? Isso é uma proposta, a gente vem
- 7:22olhando para ela com muito carinho.
- 7:23Venho utilizando ela como exemplo nas aulas que eu dou
- 7:27Brasil afora, sobre cerveja selvagem e que seria o seguinte,
- 7:31primeiro, já vamos começar com é.
- 7:33É uma questão. Cerveja selvagem não é um bom
- 7:36nome para definir todas as cervejas selvagens, porque nem
- 7:38todas as cervejas em usam preta no mísseis, bactérias e etc não
- 7:44são selvagens, então a gente primeiro começaria dando um nome
- 7:47para uma grande família. Seria a família das cervejas
- 7:50ácidas? Complexas, porque daí a gente
- 7:53começaria a pensar que as cervejas ácidas, complexas, elas
- 7:56seriam cervejas, que seriam aces e seriam complexas.
- 7:59Daqui a gente já separa catharina sauer dele nevar e
- 8:02tudo mais sabe que se a gente considerar esse tradicional
- 8:05berliner, vai se ainda assim a gente poderia considerar como
- 8:08cervejas selvagens. Muita coisa que elas são,
- 8:10cervejas ácidas, mas não são selvagens.
- 8:13E pra considerar selvagem, né? Ou cerveja ácida complexa, aí a
- 8:17gente quando? Acabei construindo essa
- 8:20denominação, levei em conta alguns estudos que né?
- 8:24Posteriormente a gente pode depois passar para todo mundo
- 8:27que são estudos de populações de microrganismos em diferentes
- 8:31tipos de cervejas espontâneas que a gente tem no mundo.
- 8:35Se a gente pegar alambiques, se a gente pegar American co chip e
- 8:39se a gente pegar a Titi e ler os estudos sobre a denominação dos
- 8:43principais organismos que participam dessas fermentações,
- 8:47a gente sempre chega num padrão que é um padrão.
- 8:50Junto, vai ter uma saccharomyces, seja ela baiano,
- 8:53seja ela cps, segundo sempre presença de uma brettanomyces
- 8:57seja bruxelenses, lambe, coçou, et cetera e terceiro.
- 9:01A gente vai sempre ter uma bactéria.
- 9:02Se ele quer a bactéria, geralmente é pedir o Cox, mas
- 9:06ainda assim a gente pode ter sempre uma bactéria
- 9:08lactobacillus, et cetera. Mas sempre é esse trio que é o
- 9:12trio principal nas cervejas espontâneas, tá?
- 9:15Então tendo colocado isso e tendo em vista que a natureza dá
- 9:19pra gente um padrão de quais são os grandes pilares das cervejas
- 9:23espontâneas? A gente começou a colocar aqui,
- 9:25então para estar dentro dessa família, precisaria ter esses 3
- 9:30microrganismos, né? Então a gente está criando aqui
- 9:33uma população e posterior a isso, a gente criou essa família
- 9:37grande. A gente vai partir para sub
- 9:38grupos, né? Dentro dessa família grande que
- 9:41seria experimentações mistas, cerveja selvagem, cervejas
- 9:45espontâneas, cervejas mistas, seriam cervejas que estão usando
- 9:49esses microrganismos, porém, foram selecionados isolados,
- 9:53propagados em laboratório. Todos eles vieram de
- 9:56laboratório, rapaziada, quando a levedura, Ela Foi isolada, foi
- 10:01propagada e foi trazida para cá. Ela não é mais selvagem.
- 10:05OPA, né? Não é mais selvagem?
- 10:08Então a gente está transformar a gente tá trazendo, você faz é
- 10:11você tem razão, você faz uma pré domesticação, então quando você
- 10:14faz uma seleção, isola um organismo do ambiente.
- 10:17Quando você faz já essa pré-seleção, então você já está
- 10:20num processo de domesticação e depois você, lógico, você vai
- 10:24testar esse microrganismo se ele é capaz.
- 10:26De comer maltose, se ele é capaz de fermentar numa condição ideal
- 10:31para você, que não adianta ele fermentar, sei lá a não sei,
- 10:34frutose, sei lá, não frutose sim também, mas é não, não estava
- 10:38pensando em condições de temperatura e tal, entendeu?
- 10:41Ou demorar muito tempo Pra Ele conseguir fermentar, que não vão
- 10:44ser aconteçam condições ideais para a gente, entendeu?
- 10:46Então você tem que fazer esse processo, já está apta, são
- 10:49desses microorganismos. Antes de colocar no seu mosto
- 10:52antes de traduzir, transformar isso quando o produto, então
- 10:56nesse caso tem razão, a gente faz uma domesticação, determina,
- 10:59mas não esse organismo, não vamos dizer assim.
- 11:01Ele deixa de ser, vai o selvagem, selvagem e vai ser pré
- 11:05é, vamos dizer, ele é no seu leão domesticado, mas ele não,
- 11:09ele não perde as características.
- 11:10Coisa é, então esse é o é, talvez a um ponto sutil e uma
- 11:14linha muito tênue de você entre o organismo selvagem e o
- 11:18organismo domesticado que a gente conhece, entendeu?
- 11:20Então você é aquele que ainda ele não perde as características
- 11:23dele, as características exclusivas de aromas, toda essa
- 11:27parte sensorial de um organismo selvagem, mas só continuando
- 11:30esse exemplo, né? Daí por que que ele não é
- 11:32selvagem, né? Eu queria trazer uma coisa que
- 11:34eu sempre falo nas minhas aulas, né?
- 11:36Eu tenho falado ultimamente que é o seguinte, às vezes vocês vão
- 11:39pegar, poxa, eu tenho uma cerveja selvagem, eu fiz ela com
- 11:43uma brettanomyces bruxelenses lá da Bélgica, essa brettanomyces
- 11:47pra começar ela tá. Ela veio pela White list meu,
- 11:50ela viveu a vida inteira dela em ar-condicionado, foi alimentada
- 11:53por um nutricionista porque teve alimentação balanceada, né?
- 11:56Porque ela precisava ter, e ela viajou tantas 1000 mi a mais do
- 12:00que a maioria da gente aqui tem mais carimbo no passaporte que a
- 12:03gente então tipo. Não é selvagem, ela é mais
- 12:06chique que a gente. Sim, ela é.
- 12:07Ela só não é saccharomyces, entendeu?
- 12:09Então é isso que é o problema. Também acho que a grande maioria
- 12:12das pessoas que não usam saccharomyces na produção de
- 12:14bebidas, em brincar nessa a não é selvagem, não, não
- 12:17necessariamente, seriamente, mas então, só pra continuar, então
- 12:21só nessa subdivisão que a gente tá aqui propondo, né?
- 12:24Então essas cervejas mistas, né? As fermentações mistas dentro da
- 12:28família, então famílias, cervejas ácidas, complexas,
- 12:31permita, são mista. Daí depois a gente traria, aí
- 12:34sim cerveja selvagem, que daí as cervejas selvagem, sereno.
- 12:37Pegar uma colônia de microrganismos em um determinado
- 12:40local, só que quando tu vai lá pegar aquele microrganismo, tu
- 12:44não vai saber o que tem lá. Pode até propagar, vai tirar ele
- 12:48do seu local, de um ambiente ou a gente vai tirar aqui da
- 12:51calçada? Não tem essa questão de Senar
- 12:53natureza, a gente pode tirar do nosso cabelo, pode fazer milhões
- 12:57de coisas, mas a questão é, a gente tirou de um lugar,
- 13:00propagou e levou pro moço fazer sua fermentação.
- 13:03Se ali a gente não fez uma prece, eleição a gente sabe da
- 13:06onde veio os microorganismos. Mas não sabe o que tem lá.
- 13:08Só que existe aqui uma intencionalidade de busca em
- 13:12determinado local para se pegar essa esse microrganismo, ele é
- 13:16selvagem, mas teve uma determinação e por fim, as
- 13:19espontâneas que daí a gente vamos falar do modelo mais
- 13:22conhecido, que seriam as lambics que tu vai jogar o teu mosto
- 13:25quente num com chip que é tipo uma bacia ou na grandona lá que
- 13:29até o moço vai chegar quente e ele vai se contaminar naquele
- 13:32espaço determinado e vai fermentar, entre aspas,
- 13:35espontaneamente. A questão é.
- 13:37E a diferença grande, né? Da selvagem para espontânea é
- 13:41que na selvagem tu vai buscar o teu microrganismo em um lugar na
- 13:45espontânea pra cerveja, vai ser o que é pra ser naquele
- 13:49determinado local. Então ali é um local onde tu tem
- 13:52menos controle, então eu queria que vocês percebessem que o que
- 13:55a gente tá falando aqui é sobre controle de acesso, né?
- 13:59Do tipo de microrganismos que a gente está tendo, sendo que a
- 14:02primeira parte da Escada a gente foi lá no laboratório, escolheu
- 14:06elas na segunda. A gente tá indo num determinado
- 14:09lugar e a gente pode repetir lá naquele lugar e pegar sempre a
- 14:12mesma colônia, mas não sabe o que vai vim lá e no último
- 14:15patamar é a Deus dará. Ou seja, está lançada a sorte,
- 14:19né? Então essa é a proposta e agora
- 14:21vem a grande discussão, o que que é, tendo em vista que a
- 14:25gente está falando de cerveja e selvagem e sem terminar também
- 14:28que essas fermentações, todas elas têm que ser sem controle de
- 14:32temperatura em 100% do seu tempo?
- 14:35Porque porque a gente precisa que a gente também não tenha
- 14:38determinação nessa fermentação. Porque a partir do momento que a
- 14:41gente controla a variável temperatura, a gente está
- 14:43controlando uma grande parte também de como essa levedura vai
- 14:47estar trabalhando esse conjunto de microrganismos.
- 14:50Aí você vai estar otimizando, otimizando e até selecionando de
- 14:53certa forma também. Então pessoal, essa é a nossa
- 14:55pequena proposta pra começar a conversa que comece a dar o
- 15:00debate. Bom, eu falei, ó, eu tenho
- 15:02alguns problemas com essas definições, eu gosto das coisas
- 15:06simples, então eu vou voltar primeiros princípios assim,
- 15:09então a gente tem que pensar em definições.
- 15:11Um dos grandes dificulta antes é a gente tentar associar a
- 15:14questão do selvagem com um certo perfil sensorial.
- 15:17Então, da mesma forma, até pensei, esses dias No No vídeo
- 15:21aqui saiu da Liz falando sobre a feira naturebas no sabor e arte.
- 15:25Eu ia falar exatamente isso. Foi uma das coisas que levou a
- 15:28gente trazer essa discussão, porque existe essa discussão do
- 15:32que que é vinho natural, o que que não é e o que que é cerveja
- 15:35selvagem também. A grande discussão exatamente, e
- 15:37aí no caso, ela tinha comentado nesse vídeo, falando aqui, o
- 15:40vinho natural não é um estilo de vinho, não é.
- 15:43Nada específica é uma forma de se trabalhar o vinho desde o
- 15:47Vinhedo até a produção do vinho, e isso tem várias regrinhas e
- 15:51coisas que o pessoal chegam em acordo.
- 15:53Que beleza. A gente vai aceitar que essas
- 15:55certas condições classificam o vinho como natural?
- 15:58Ele não tem que ser funk, ele não tem que ser ácido, ele não
- 16:00tem que ter gás, ele não tem que ser leve, ele pode ser o que ele
- 16:03quiser, mas ele tem que seguir uma certa forma de produção e o
- 16:07negócio da cerveja selvagem não é igual, mas é parecido, porque
- 16:11a gente está falando de um método de produção.
- 16:13Pode resultar em perfis e sabores diferentes, óbvio, se o
- 16:17seu olhar a maior parte das cervejas selvagens ou essas
- 16:20tradicionais, como está falando, a maior parte são ácidas, são
- 16:22complexas. Se você olha as cervejas
- 16:25selvagens ancestrais, titia Cauê, tudo são bebidas feitas
- 16:29para serem consumidas, jovens, está até falei com você, ela não
- 16:32é sal, ela não é ácida inicialmente, mas se você
- 16:34largasse lá, ela ficaria ácida, mas não o propósito.
- 16:38Ela geralmente, se tu for pegar, né?
- 16:40As análises analógica estão hoje, tu tem até alguns estudos
- 16:43científicos sobre isso, que fazem análise de acidez.
- 16:46Sim, não é daqui. Só que assim elas são ácidas,
- 16:49porém elas têm tanto açúcar residual que contrabalança, né?
- 16:53Sim, mas eu estou dizendo, é diferente.
- 16:56Por exemplo, se você comparar com o alambique, né?
- 16:58E aí agora você tá falando uma cerveja que foi feita para ser
- 17:01consumida por quem fez lá na sua casa, um conceito rural para
- 17:05tomar na hora, diferente de um produto que em teoria sim, mas
- 17:10durante 40 anos o mais engraçado é que mesmo no processo da
- 17:15titia, os pilares daquele que a gente comentou, né?
- 17:19Eles estão presentes ali, só que, Claro que o trabalho da
- 17:22preta, né? São de formas diferentes.
- 17:24É a brettanomyces. Não teve tempo para trabalhar,
- 17:26por exemplo, mas aí eu fiz aqui umas notas pra não.
- 17:31Ele é um bom aluno. É só pra não esquecer que será,
- 17:35a gente vai devagar. EE vai ficar aqui para sempre,
- 17:38mas assim eu acho que no geral, a cerveja selvagem, né?
- 17:42Isso vai ter in perfil sensorial, às vezes não vai ser
- 17:45acidental, mas uma coisa que é frequentemente visto, né?
- 17:48Em relação ao sabor, é uma multidimensionalidade.
- 17:51Você não é um sabor único, não é uma coisa muito fácil de
- 17:54decifrar que vai também para uma complexidade, por uma
- 17:57profundidade de sabor. Então eu às vezes eu falo de
- 18:00profundidade e contra a complexidade.
- 18:02Que complexidade pode ser uma coisa que você fica confusa em
- 18:05saber o que diz falar sobre ela agora?
- 18:08Profundidade quando você, quanto mais você pensa, mais camadas
- 18:11você vai indo e você vai se aprofundando e vai vendo que tem
- 18:14muito mais coisa do que só aquela primeira nota, né?
- 18:16Aí é um, é uma brincadeira legal para quem está entrando no mundo
- 18:20e para quem já está no mundo e. E, principalmente, na questão
- 18:23gastronômica, né? Tem muito mais harmonização.
- 18:25Bom, é uma cerveja contemplativa.
- 18:27Pode ser, né? Então aí a divisão por métodos
- 18:30de produção é seria mais ou menos isso.
- 18:32Você tem a fermentação mista, que você tenha uma geralmente
- 18:35fermentado por leveduras. Bactéria igual você disse a
- 18:38espontânea, EEA, levedura selvagem e agora?
- 18:42Agora eu estou tentando voltar para os primeiros princípios,
- 18:45questão de fermentação com leveduras selvagens à beleza.
- 18:48Aí a gente vai para a questão, que são leveduras selvagens e aí
- 18:51a gente leva para a questão, que é o que é selvagem e o que é
- 18:54domesticação, porque. O selvagem é o que não é
- 18:57domesticado, né? E aí eu trouxe aqui a definição
- 19:00oficial de domesticação. Só pra começar, porque eu achei
- 19:03muito legal isso aqui. Essa definição aceita pela
- 19:07Wikipédia? Então é verdade?
- 19:09Sem dúvida tá domesticação. Há um processo co evolutivo
- 19:13mutualísticos bio cultural e multi geracional, no qual um
- 19:17organismo o domestica cante assume significativos níveis de
- 19:20controle sobre a reprodução e cuidados de outro organismo que
- 19:24é o domesticado, com objetivo de assegurar suprimentos mais
- 19:27previsíveis de recursos de interesse e pelo qual o
- 19:30domesticado ECA. Fazia aumentar o seu sucesso
- 19:32reprodutivo sobre indivíduos que não participam dessa relação,
- 19:35portanto, aumentando sua aptidão ao sucesso biológico de ambos.
- 19:39Se você olha isso, né? Uma domesticação requer ação ou
- 19:43uma intervenção? Uma no caso pode ser humana, mas
- 19:46existe domesticação de uma espécie por outra que não é
- 19:49humano, tá? E não é, não seria.
- 19:51Não sei se isso cairia no termo de domesticação, mas seria em um
- 19:54processo evolutivo, né? De adaptação é então, mas é.
- 19:57É diferença, então, mas requer uma certa ação, agora, pode ou
- 20:00não haver intenção. No caso os humana.
- 20:03Consciente, você pode acabar fazendo uma domesticação sem ter
- 20:07intenção de domesticá-lo. É uma forma de seleção.
- 20:10Agora, se você falecer, uma seleção natural ou não, já entra
- 20:13em outros jogos. Mas uma coisa que eu acho que
- 20:16pode ajudar a elucidar várias dessas confusões, principalmente
- 20:20em relação à brettanomyces, é que a gente acaba misturando o
- 20:23termo. Domesticar com domar, né?
- 20:25Você domar é você condicionar um outro bicho a fazer alguma coisa
- 20:30mais previsível. Para você é diferente de você
- 20:32domesticar. Aí, beleza.
- 20:34Aí está falando aqui multigeracional.
- 20:36Eu pensei em uma analogia com animais, sei lá com o lobo, que
- 20:40virou um cachorro. E isso aí já começou a 12000
- 20:43anos. Você precisa de muitas gerações
- 20:45para você domesticar uma planta, por exemplo, o milho, né?
- 20:48Se você olhar o acestral do milho ficar Oo teu cinto lá não
- 20:52tem nada a ver com o milho, mas isso foi selecionado por 9000
- 20:56anos lá e tal por muito tempo, até virar o milho que a gente
- 20:59tem hoje. A questão é quando a gente fala
- 21:01de levedura e acaba mudando, você tem uma reprodução tão
- 21:04rápida assim que. O que você fala a essa
- 21:07multigeracional pode ser questão que, enquanto em outros estados,
- 21:11seria milhares de anos, aí seria, sei lá, alguns anos não é
- 21:15de repente, alguns algum, alguns, alguns, inocente, você
- 21:18tá vai colocando ela numa condição favorável para ela, de
- 21:21crescimento de propagação. Exatamente.
- 21:23Então você vai fazer com que ela aqueles genes que vão levar.
- 21:26Ela acertou Mística da seja muito mais rápido para passar
- 21:30para a próxima geração do que a anterior.
- 21:31Então, por exemplo, se você pensa na natureza, as leveduras
- 21:35não estão se propagando assim continuamente, que nem vai para
- 21:37sermos conta um pouco aí quando você tinha me falado que é só
- 21:40evolute. Então por que que a levedura
- 21:41produz álcool e tal, é a levedura pipi ali no ambiente,
- 21:44ali tá dando a frutinha, tá ali na √(1), planta, ela está
- 21:48quietinha na dela, entendeu? Muitas vezes ela tá num estado
- 21:51inativo, ela só se torna ativa quando ela tem.
- 21:54É uma fonte de energia que seria o açúcar e também quando ela tem
- 21:57a presença de água, quando ela não tem e na ausência disso que
- 22:00pensa esse organismo está vivendo num ambiente natural,
- 22:04onde tem os ciclos de sazonais, onde você tem ciclos de chuva e
- 22:08tal. Então assim, a grande maioria do
- 22:10tempo, esse organismo está inativo, então.
- 22:12Ele vive ali, quietinho, tal não sei o que, não precisa se
- 22:15adaptar muito. Ele está seguro.
- 22:17Enquanto ele recebe essa ponte. Carboidrato essa fonte de água e
- 22:20ele começa a se reproduzir aí que começa a ver esse processo
- 22:24de adaptação, esse processo e domesticação Mística são
- 22:27exatamente domesticação. Para conseguir viver numa uva,
- 22:30para conseguir viver. Então, aí no caso, no caso da
- 22:34levedura, na uva, já é outra história.
- 22:37Mas isso é uma coisa muito interessante que eu comecei a
- 22:40ler sobre domesticação. Aí é o buraco, é sem fim nessa
- 22:42conversa aí na, na planta, na fruta, na verdura.
- 22:45E o número de artigos tem sobre isso.
- 22:47É enorme aí, diferente das que já são domesticadas, aquelas que
- 22:51a gente compra aquelas que vivem no seu mosto, essas estão sempre
- 22:54recebendo açúcar, sempre recebendo o líquido.
- 22:56Então seja ela tá sempre se propaganda.
- 22:58Ela está sempre evoluindo. Então, se por acaso ela recebe
- 23:01uma coisa diferente, vamos dizer uma dose a mais de açúcar que
- 23:04ela se precisa se adaptar àquele meio é muito mais rápido para
- 23:07ela se adaptar do que uma que vive na natureza, que não tá
- 23:10sendo que se propaganda. Então isso leva também a esse
- 23:12processo evolutivo ser muito mais rápido dentro das condições
- 23:16industriais dela, entendeu? É, é que a gente a gente usa o
- 23:19termo. É engraçado que ele não é feio,
- 23:22não, não, não. A gente usa o termo tava
- 23:24pensando, né, que a gente não considera como selecionar
- 23:27natural evolução, porque a gente trata de um ponto de vista
- 23:31antropocêntrico, né? Que tal?
- 23:32Porque a gente fez é não é a evolução natural, ou seja, a
- 23:35gente é uma espécie à parte de todas as outras.
- 23:38Agora, se você tá se observado por um alienígena, eles vinham
- 23:40falar, olha só, esses humanos ficam selecionando essas outras
- 23:43criaturas, que seleção natural interessante eles têm, mas
- 23:47desculpa, é só um comentário. É, né?
- 23:49Exatamente, mas. Mas é mais óbvio.
- 23:51A gente é antropocêntrico mesmo. Então eu acho que o pronto é o
- 23:55argumento que tu trouxe a intervenção antropocêntrica, né?
- 23:59Ou quando Ela Foi uma intervenção humana, a gente pode
- 24:02delimitar ali qualquer utrecht road dela, ser selvagem ou ela
- 24:06não ser. Quando existe uma intervenção
- 24:09que eu digo arbitrária, por um ser humano, né?
- 24:12Dentro de um processo produtivo de cervejaria, a gente começa a
- 24:16entrar no papo de que este microrganismo.
- 24:19Foi domesticado a partir do momento, por exemplo.
- 24:22Por isso que me parece uma boa definição de fermentação.
- 24:26Me selvagem e espontânea, porque quando a gente fala cerveja
- 24:30selvagem, ainda assim a gente tá falando que ela é selvagem.
- 24:34Na hora da coleta. Mas a partir do momento em que
- 24:36tudo era irando, ia trazer essa provocação, é tu vai trazer ela
- 24:40pra cá e tu já tem por isso que eu coloco essa questão da
- 24:43intervenção na hora da coleta, porque tu tens uma intervenção
- 24:47ali, né? Sim, agora, a partir do momento
- 24:49que tu tá aqui com o teu cu, Chico, recebendo o moço e caindo
- 24:52as coisas aqui. Aqui, tu não tem entre aspas,
- 24:55uma intervenção, por mais que tu esteja numa construção civil
- 25:00feita por ser humanos, onde é que o teu moço está evaporando?
- 25:03Daí ele gruda lá no teto da e tem um Monte de procriação de
- 25:06microorganismos. Ele sublima e vai colonizar o
- 25:09teu mosto ali. Obviamente, tu tens uma
- 25:11construção tipo que o homem fez, né?
- 25:14Mas mesmo assim não é uma situação onde talvez seja
- 25:20objetiva, da de uma forma de ter um resultado x porque tu não vai
- 25:23ter. Apesar de tu ter, eu acho assim,
- 25:26um extremo do absurdo que uma vez eu peguei e vi uma
- 25:29cervejaria norte-americana que o cara disse com muita pompa, que
- 25:33ele pegou uma lambic EE pulverizou ela por toda a
- 25:36fábrica e dizendo, tava fazendo cerveja espontânea, ou seja, que
- 25:40tu já tinha uma intervenção. Tu trouxe a levedura da porra da
- 25:43Bélgica, o Verizon, toda tua cervejaria para ela fazer um
- 25:46cochilo depois dizer que ela então de repente esse crash row
- 25:50sejam importantes da gente tentar delimitar onde termina a
- 25:54selvageria. Na verdade, não é onde começa,
- 25:56né? É porque o onde começa a gente
- 25:58sabe onde começa. Mas quais são os limites?
- 26:00É pra você conseguir determinar que aquilo continua sendo
- 26:02selvagem. Aí chega no que você comentou
- 26:19antes, Diego, a gente tem que ver, entender essa questão do
- 26:21selvagem e do resultado, né? A questão é que, no fim das
- 26:25contas, o que importa para a gente importa várias coisas,
- 26:27porque a gente curioso, mas o que importa é o resultado final
- 26:31no produto, porque os produtos que vai para a mesa que a gente
- 26:33vai tomar. Vê se é bom, se não é, né?
- 26:36Sim. Agora é um espectro de você vai
- 26:39do menos. Controle pro mais controle
- 26:41preciso zero controle você tem o microrganismo completamente
- 26:45selvagem, sem intervenção nenhuma, que também não está
- 26:48fazendo cerveja. Ele está lá, vivendo a vida
- 26:49dele, né? Aí você aí você vai dar uma dose
- 26:51extra de açúcar e ele não vai, nem é isso.
- 26:53Que exato EOA forma como o mosto de lambe que é produzida, ele já
- 26:58põe uma pressão evolutiva para você proliferar certos tipos de
- 27:02microrganismos naquela cerveja, não, o mostro tá ali desenhado
- 27:06para tu ter primeiro tipo a saccharomyces.
- 27:09Depois em abrir, tá no mísseis e no meio ali tu tens por uma
- 27:12determinação diante de uso do lúpulo pra que a bactéria
- 27:15funcione de certa maneira, sim, mas o próprio, o próprio monstro
- 27:18desses cereais, acho. Você tem uma composição de
- 27:21açúcares de um jeito diferente, de um moço de fruta diferente de
- 27:25de outra coisa. Inclusive, eu estava olhando no
- 27:27seu documento sobre as bebidas ancestrais e tal de você tem as
- 27:32Fontes de amido, você tem as Fontes de açúcar mais fácil,
- 27:35você tem as Fontes de açúcar mais fácil, digo, mel ou a
- 27:38própria sacarose de de planta e você tem a frutose das frutas.
- 27:43Esses açúcares sempre você está no lado, digamos, Izzy, né?
- 27:46E Lava o fácil de fermentação. Aí você começa a ir pro lado de
- 27:49amido, fica mais difícil, tanto que eu acho interessante que AA
- 27:53cerveja, o senhor de cerveja bom, a cerveja como a gente
- 27:56conhece com cereais, cevada e tal, a produção da cerveja tem
- 28:0011 relação muito mais forte com o lado científico, com a cia
- 28:04microbiologia do que, por exemplo, a produção do vinho e
- 28:08um dos casos. Uma das razões é que a produção
- 28:11de cerveja é um processo que. Requer muito mais ação humana do
- 28:15que uma produção de um fermentado de fruta que
- 28:17simplesmente, se você ceder, amassar e só fecha para não
- 28:21mofar e estragar, vai fermentar. Você não tem toda a conversão de
- 28:25amido que quer dizer, então é possível, né?
- 28:27Porque tu pode fazer hoje em 50000 coisas com vinho, né
- 28:30também, né? Não, eu sei, mas estou dizendo
- 28:32para você transformar esse amido em açúcar, você tem muito mais
- 28:35processamento que no geral, não é?
- 28:37Sempre está, sempre tem exceções, mas no geral requer
- 28:40uma temperatura, são açúcares complexos, então você precisa
- 28:43ter uma essa quebra exato, ele tava pra facilitar isso.
- 28:47Você até conseguiria, não, mas aí então eu.
- 28:50Eu. Eu vou voltar ainda para para a
- 28:51história da titia, mas você, na produção do monstro, você está
- 28:56já fazendo um processo de sacarificação do que for que já
- 29:00é acima da temperatura, tolerada pela maior parte dos
- 29:04microrganismos fermentativas. Então você já começou com o
- 29:07mosto estéreo, então você tem toda essa outra questão, então a
- 29:10beleza, você vai ter uma cultura que iniciou selvagem e você foi
- 29:15re propaganda, como era feita? Tem defeito em muitos lugares ou
- 29:19ela é 100% espontânea? O chip e tal outra forma, ou
- 29:23você tem hoje em dia essa domesticação passou por um meio
- 29:26de laboratorial onde você tem um controle muito maior e já
- 29:29prepara igual. Você falou, já foi a levedura
- 29:31com nutricionista e tal pra fazer a atividade dela.
- 29:35Agora, se você não tem essa etapa, se você faz
- 29:37experimentados aí o dom amido em si, aí você olha naquela
- 29:41tabelinha. Os microrganismos atuantes já
- 29:43mudam, você já criou um meio que você precisa de outras coisas
- 29:47para. Fermentar então fermentação,
- 29:50principalmente bacterianas, e não por base de leveduras ou, no
- 29:53caso de ter a parte mágica salivar de cauim ou da titia
- 29:58mesmo, né? Antigamente e ou por ação de
- 30:02fungos que secretam enzimas de que quebra o amido, né?
- 30:06Tipo saquê, né? Aspergilose e tal, então, é
- 30:08muito interessante que por isso que a gente está num espectro,
- 30:11mesmo porque a própria produção do que a gente quer fazer já
- 30:14começa a ter uma pressão seletiva para, ou seja, seguindo
- 30:18a. Definição de domesticação, você
- 30:20está empurrando uma coisa para ter um resultado que você quer
- 30:23mais previsível agora, se isso resulta exatamente no perfil de
- 30:26sabor super específico e controlável, já é outra
- 30:30história. É, posso fazer uma provocação
- 30:32para você? Pode.
- 30:33Você tem a sua fábrica 25 m² pelo que você falou, 6 20,
- 30:36certo? O espaço já não e o fato de você
- 30:39já está fazendo cerveja um tempo, isso não, não leva a 11
- 30:42certeza, certeza ele não deixa, não é porque eu, eu eu ia pra,
- 30:47por exemplo, da da da da. Tudo sempre exatamente eu.
- 30:50Eu até falei isso, o Jonathan está ali.
- 30:52Ele fez o primeiro lote comigo. O primeiro lote que eu fiz no
- 30:56cu, chip, eu falei, esse é o mais puro que eu vou ter daqui
- 31:00para frente e já vai ter outras coisas mesmo, porque eu não
- 31:03estou fazendo só a cerveja de co chip, eu faço outras o levadura
- 31:06que eu é selvagem né? Que eu coletei por aqui por ali,
- 31:09eu vou jogando lá e quando eu lavo o barril espirrar, levedura
- 31:12na parede e cai no chão. Óbvio que cada ano isso vai
- 31:16ficando, vai ficando um ambiente cada vez mais popular do por
- 31:19outro microrganismo. Eu já vi que vai, vai brigando,
- 31:22vai ter domínio, exatamente sim, vai ter um que vai querer pegar
- 31:25mais que o outro. É uma guerra, é uma guerra
- 31:28biológica e eu já percebi da primeira safra para a segunda
- 31:31bastante diferença, sim. Tem um óbvio que elas têm coisas
- 31:34em comum, porque eu falei, é o mosto tradicional e tal, e eu já
- 31:37escutei do do pessoal dos americanos com o chip aí de
- 31:40nossa, o nosso primeiro co chip demorou 24 meses para chegar
- 31:44nesse ponto. XO, nosso segundo demorou menos
- 31:47aqui a gente está no quarto ano, já em 8 meses ele já está no.
- 31:51Ponto, que outro demorou 2 anos pra chegar, então é uma
- 31:54domesticação. Só que a gente está falando de
- 31:56menos controle diversos agora, mais controle de, por exemplo,
- 32:00você vai lá e pegar o seu. O S05 EP jogou lá e controlar a
- 32:05temperatura, né? Uma coisa que a gente tocou
- 32:07muito pouco aqui nessa mesa que a gente está focado na própria
- 32:11questão da domesticação e eu acho que a gente não deve
- 32:14confrontar o conteúdo da domesticação, e sim chegar
- 32:18naquele ponto da onde começa a interferência, né?
- 32:20Porque a partir do momento que a gente já captou ele, a gente
- 32:23interferiu, já tem um processo de domesticação.
- 32:26Não, mas falei mais No No, só no sentido de por que que é tão
- 32:29difícil? A gente é falar disso e pra
- 32:31gente entender essa questão, eu acho interessante, até porque aí
- 32:35a gente traz a definição. Entendi por que que ela
- 32:37interfere na própria nomeclatura, né?
- 32:40Mas e como é que ela entra no esquema de como é que a gente
- 32:44vai definir esses estilos? Porque até é bom lembrar que a
- 32:47que a gente está falando de fermentação mista, cerveja de
- 32:50selvagens e espontâneas, mas só que a gente vai chegar num ponto
- 32:54que, por exemplo, em cervejas espontâneas.
- 32:56A gente vai ter cervejas espontâneas gerais, aí a gente
- 32:59tem as lambics e aí a gente tem as tits, entendeu?
- 33:02Porque elas são cervejas espontâneas, mas ela já tem uma
- 33:05característica predeterminada que classifica elas como estilos
- 33:09próprios, dentro da subfamília espontâneas.
- 33:12Agora não pode. Aqui a gente aconteceu um erro
- 33:15dizer que a gente fez uma cerveja espontânea aqui no
- 33:17Brasil e chamar de lambe, que é um absurdo sem tamanho, né, que
- 33:21daí entra um pouco depois, na próxima discussão que é do ter
- 33:24OA. Eu queria trazer uma outra coisa
- 33:27para a gente não passar, sem falar nisso, que é temperatura,
- 33:31papel da temperatura nas fermentações selvagens, quando
- 33:34tu faz um controle de temperatura ou sem na tua visão,
- 33:38controle de temperatura acabou com uma história, deixou.
- 33:42De ser selvagem é isso aí. É provocativo, Hein?
- 33:45É porque você acaba tendo uma dominante que vai exercer, que
- 33:48vai ter um metabolismo maior, melhor naquela determinada
- 33:51temperatura, não tira o grau de selvagem, não, não tira, mas
- 33:55você seleciona porque então, mas espera aí, quando a gente faz
- 33:59uma cerveja selvagem, você está falando de uma colônia de
- 34:03microorganismos em geral? Sim, se você já separou uma não,
- 34:07não, não, não, não, não, mas você está selecionando, não
- 34:09importa se você tem a 10 leveduras e 15 bactérias
- 34:12diferentes ali. Você está selecionando aquelas
- 34:14que vão viver naquela temperatura, exatamente como
- 34:17você vai ter e vão ter metabolismo melhor.
- 34:19EE vão conseguir crescer mais rápido e acabar matando as.
- 34:22Eu acho que 450 questão do controle da temperatura coloca a
- 34:25gente de volta no espectro para mais controle, mais controle do
- 34:30que a gente não sabe inicialmente, mas pois é, mas aí
- 34:33longo a longo prazo, você vai ter um.
- 34:35Eu acho que isso entra mais na questão de ter olhado que se a
- 34:38selvagem ou não. Sim, sim, certo, aí tem a porque
- 34:41os graus de dificuldade na classificação, né?
- 34:44Deu pra mim, tipo, propriamente dizendo, né?
- 34:46Sobre a questão de na grande família de cervejas ácidas
- 34:49complexas, eu acharia errado a gente permitir que entrasse
- 34:54dentro dessa qualificação. Cervejas que em algum momento
- 34:57houve controle de temperatura, tendo visto que a complexidade
- 35:01vem também de uma sazonalidade que não necessariamente ela se
- 35:05repete ano a ano. E ao manter a temperatura sem
- 35:08controle traz uma imprevisibilidade do resultado
- 35:11final, né? E quando a gente está falando em
- 35:13cervejas. Selvagem, porque se uma
- 35:16fermentação mista, ela já não é uma cerveja selvagem, que tens
- 35:19uma orientação absurda na hora da tua seleção?
- 35:22Se tu botar ela com uma controle de temperatura e ela perde
- 35:25praticamente sua complexidade, porque ela vai ser um híbrido e
- 35:28não necessariamente ela vai ser uma cerveja selvagem, porque a
- 35:30gente tem que discutir o quão próximo usar essas cervejas
- 35:33estão das cervejas ancestrais para se chamar de selvagem,
- 35:37porque daí entra no processo de aqui até agora a gente tá
- 35:40colocando a questão da origem dos microrganismos, do processo
- 35:44microbiológico. Mas aí a gente tem que também
- 35:48ter noção se caso essa conversa vai se olhar também para qual
- 35:53que é a sofisticação? Do modo que a intervenção humana
- 35:58acontece, ela vai passar de rústica, né?
- 36:02O pra ancestral, pra rústica, artesanal ou selvagem, e depois
- 36:06industrial, porque a partir do ponto que a gente começa a
- 36:10trazer uma cerveja que ela tem um controle de temperatura em
- 36:13todo o seu processo, a gente está praticamente.
- 36:16Controlando todos os aspectos, então me parece que quando tu já
- 36:21não é uma cerveja complexa, porque ela vai ser uma cerveja
- 36:24de padrão, ela também é complexa por conta da sua
- 36:28imprevisibilidade. Né da sua sazonalidade, que pode
- 36:32ser bom ou ruim, né? Exato, o que eu queria que tu
- 36:34falasse, o que que tu pensa? Nesse sentido, qual sentido
- 36:37dessas da temperatura, né? Se é para ti, pede a questão,
- 36:41como é que tu vês o controle? Então acho que é isso.
- 36:43Acho que se você mantém uma temperatura constante, é que nem
- 36:46pensar no planeta, por exemplo, se você, se você só vi, vê se
- 36:49num num lugar onde a temperatura seria a média de 24 °C, pô, a
- 36:54vida seria bem mais fácil agora se você vai, você parte para os
- 36:57polos onde as temperaturas são extremas, você precisa de uma
- 37:00adaptação melhor para aqueles locais.
- 37:02Quer dizer, talvez tenha sido uma analogia meio besta, mas
- 37:04enfim, é que nem noite dia você precisa desse ciclo, então se
- 37:09você tem a temperatura normal de uma fermentação sem controle de
- 37:12temperatura, então você sabe que de manhã cedo vai estar uns 10
- 37:16°C, você vai estar estimulando aqueles organismos que vivem em
- 37:19melhores condições a 10 °C para crescer e para trazer sabores
- 37:23diferentes do seu mosto. Aí chega ao meio-dia, bate 25°,
- 37:28você vai estar estimulando outros bichos é propagar, talvez
- 37:30uma velocidade maior do que os 10 °C.
- 37:33Então, também tem isso aí à noite, volta todo esse ciclo.
- 37:36Só que esses carinhas que cresceram a 25 °C talvez eles
- 37:40cresceram mais rápido por causa que você sabe que o metabolismo
- 37:42ideal é, na verdade, eles adoram 40°, né?
- 37:46Mas eu adoro, é, mas tô falando pra crescer só vai de adoram.
- 37:49Temperatura, Almas é problema, você vai trazer um Monte de of
- 37:52lá ver também com seu pai exatamente essa essa, isso que é
- 37:55o é que é o jogo que vocês no quinto deixa o movimento da
- 37:58colônia ser auto gerador, né? Exato, mas assim a longo prazo.
- 38:03Esses caras que cresceram 25 °C, vão dominar e vai acabar
- 38:08sumindo. Os que cresceram 10 °C, então
- 38:10você vai ter um. Esse processo seletivo de
- 38:12qualquer jeito, tendo controlado ou não.
- 38:16Pessoal, a gente tá chegando no final desse primeiro mês, eu
- 38:20queria que vocês 2 fizessem considerações finais assim. 23
- 38:23minutos pra gente abrir para perguntas.
- 38:25Consideração final é final, deixa eu, não, não.
- 38:30Eu só ia comentar uma coisa que tem a ver com com tudo isso aí,
- 38:33daí da espontaneidade. Mas perguntas tá e não respostas
- 38:37um você fala, ó a gente sabe né? Da os principais microrganismos
- 38:41Na Na lambe que eu estou voltando para o seu ponto de
- 38:44fechar. Ela tá, porque a gente não pode
- 38:48misturar fermentação mista com selvagem e com tudo, né?
- 38:52E a gente sabe que os principais responsáveis, digamos, uma
- 38:55fermentação mista, tem a saccharomyces pediococcus,
- 38:57lactobacilos e brettanomyces. Se você olhar outros agentes que
- 39:04estão na fermentação do Land que um dos principais, que não entra
- 39:08em nenhuma dessas mix cultura, aí é o acetobacter, tá sempre em
- 39:12lambe que sempre em lambia, botar mais ninguém por todas
- 39:16ninguém põem, né? Ninguém intencionalmente bota lá
- 39:18porque é um risco muito grande. Mas você tem saiu um artigo
- 39:22recentemente dizendo sobre a dificuldade que é você no
- 39:27laboratório, pegar e fazer esse mapeamento da progressão
- 39:31microbiológica, porque porque o próprio meio de cultura
- 39:33laboratorial é um meio seletivo e você tem que coletar essa
- 39:38levedura e dar certas condições para ela crescer, porque você
- 39:41não você pegando aleatoriamente uma gota lá no mosto, vai ter o
- 39:44quê? 2 1020 células?
- 39:46Você precisa de mais pra fazer teste e para associar essa
- 39:49levedura. Estatisticamente, com os
- 39:52compostos sensoriais gerados no processo, é muito difícil o
- 39:55processo, mas a lista de levedura que estão na lambe que
- 40:00estão entre nós, estava falando de 4, numa mix experimentation.
- 40:03Aí você tem lambe que você tem um Monte de acetobacter,
- 40:06enterobacter, leveduras, oxidativas e em geral, pique a
- 40:09hanseníase por alcateia. Cândida kurashina, o wicker
- 40:13saccharomyces. Ou seja, é não, você tem um
- 40:16Monte, não é? É muito além de Bretas.
- 40:18Carolina, exatamente, então, basicamente assim, você.
- 40:21Mix fermentation as fermentação mista só pode pensar, É Ela?
- 40:25Em geral, ela consegue se parecer uma cerveja selvagem e
- 40:28você poderia confundir no estilo sim, só que é obviamente pela
- 40:33complexidade da fermentação em relação à temperatura e ao
- 40:36número de microorganismos. A gente é só pensar uma versão
- 40:39de baixa resolução de uma cerveja selvagem.
- 40:42Sim, é uma resolução. Você está cortando coisas,
- 40:45deixando os os atores principais, só que tirando parte
- 40:48dela, aí você quando saiu os primeiros MP3 era isso, não era.
- 40:52É o resumo, né? É o resumo é.
- 40:53O resumo. Funciona, funciona, mas não é.
- 40:56Tem uma coisa que é interessante, todos esses
- 40:58microrganismos, esses outros milhões de microrganismos que
- 41:01estão agindo também falando, totalmente selvagem, eles
- 41:04induzem esses 4 principais a produzir mais as coisas, a
- 41:09produzir mais extras e tudo atenuado, jeitos que eles
- 41:12atenuam. Se é interessante, não?
- 41:14Minhas considerações finais é que existem muitos organismos
- 41:17por aí a serem explorados e eu acho que o no Brasil a gente tem
- 41:21π, omas riquíssimos. E que eu acho que a gente tem
- 41:25que explorar isso e aproveitar tudo isso que a gente tem.
- 41:29A gente sabe que hoje em dia a gente consegue fazer cervejas
- 41:32muito boas, de qualidade, muito boas.
- 41:34Com os insumos brasileiros, entendeu?
- 41:36Não somente lúpulo malte a nossa água, mas também os
- 41:40microrganismos. Acho que é isso, minha
- 41:42consideração final a minha consideração final é muito
- 41:45louco, não, eu acho que tem uma coisa que tem vários colegas
- 41:50aqui que são cervejeiros, que tem cervejarias e a gente está
- 41:53falando aqui num plano muito científico, né?
- 41:56EE, filosófico. Sobre o que que é a montagem em
- 42:00termos biológicos, né? E as, vamos dizer assim, os
- 42:04vetores que a gente poderia usar para fazer essas categorizações,
- 42:08né? Em termos de guia, só que a
- 42:10gente tem que partir do princípio, que a gente nunca vai
- 42:14chegar numa determinação que seja totalmente exato.
- 42:16Então a gente poderia começar a passar a pensar, principalmente
- 42:20para essas cervejas selvagem um controle de danos, de fazer o
- 42:24menos pior, porque o que já tem hoje nos guias é muito ruim.
- 42:28É muito deficitário, né? E a gente tem uma confusão tanto
- 42:32entre cervejeiros quanto para os consumidores, que olha para uma
- 42:36orval e acha que aquilo é uma cerveja selvagem.
- 42:38Quando não é, ou acha que ela é uma sal?
- 42:40Ele não, ela também é, tá tu é que eu já tô criando um Monte de
- 42:43polêmica numa frase de 23 minutos, então, mas é boa pra
- 42:47cacete, é boa pra caralho, né? Não tem esse problema.
- 42:50Eu gostei muito que você falou logo no começo que muito mais da
- 42:54parte sensorial, essa cerveja selvagem é o processo, sim,
- 42:57talvez seja isso que. Possa levar uma melhor
- 43:01categorização em vez da gente olhar para a prática dos guias
- 43:05atuais, que é pela estilística, sensorial.
- 43:08Então a gente poderia passar a olhar na hora de classificar
- 43:12essas cervejas pelo processo produtivo de como a gente faz
- 43:15elas sim. E talvez a gente tem que começar
- 43:18essa discussão porque, caso contrário, cerveja selvagem
- 43:21sempre vai ser lambe, que sempre vai ser o que é lá de fora e
- 43:25nunca vai ser o que a gente faz é.
- 43:26Diego então, autodeterminação necessita Independência, né?
- 43:30Então a gente precisa de é é. Pra gente, não, não dá pra fazer
- 43:34isso porque a gente tá fazendo outra coisa, a gente está
- 43:36descobrindo outra coisa, então vai ser outra coisa.
- 43:40Agora tem nome, não tem mais 1 dia, quem sabe a gente, a gente
- 43:43dá um nome Pra Ele ou quem sabe elas vão se manter selvagens e
- 43:45nunca vai ter definição. Então a gente a gente dá um
- 43:49jeito de dar o nome. Pessoal, abertos a perguntas
- 43:54primeiras-damas, boa tarde. É lindo ver tanta gente reunida
- 43:59para esse tema. É bastante raro essa outra
- 44:03auxiliar de especialmente nesse país e parabéns pelas
- 44:06iniciativas. Diego, em particular,
- 44:08encabeçando tudo isso, não chegar mesmo mesmo carinho de
- 44:11vocês pra essa esse intento de definição que é tão difícil, em
- 44:17que foi aqui tão Claro ver que é difícil, é contextualize
- 44:20comentando o seguinte. Eu faço parte há pouco tempo,
- 44:23não faz muito tempo, não? No grupo de WhatsApp de 100 e 1
- 44:31101, sendo que eu sou a 101 mestre cervejeiro e dos mais
- 44:37variados pontos do país, especialmente nessa cervejeiros,
- 44:41a velha guarda, o mais novo ali, certamente é de 1950 e eu venho
- 44:48a consola depois, em 1972. O mais Ancião ali é de 1935.
- 44:56São os mais cervejeiros. A base da segunda metade,
- 44:59especialmente da primeira para a segunda metade da comunidade
- 45:04cervejeira Brasileira. Bom, eu fui recentemente
- 45:07convidada a fazer parte desse grupo de WhatsApp super
- 45:10excelente, não foi colocada como uma primeira mulher, não, acaso
- 45:15número sempre um. Quando uma votação pra ver se
- 45:18eles me colocavam em cima que houve nos bastidores.
- 45:23Bom, uma das minhas tarefas ali, de alguma forma, dita por alguns
- 45:27dos amigos conhecidos de velha guarda de longa data, foi que eu
- 45:31pudesse provocá-los com alguns elementos Ideas e de de olhares
- 45:38e pensamentos que está em desse pensamento muito correntemente
- 45:44ortodoxo de boa parte da formação cervejeira deles.
- 45:48E nada contra isso. Muito pelo contrário.
- 45:50A grande esmagadora maioria, se não 100%.
- 45:53Dessas sempre uma pessoa logo me incluo nesse grupo.
- 45:58São formados em escolas da filosofia cervejeira alemã.
- 46:02Bom dia, heim? Rede e a ponte é a base onde a
- 46:06ideia cerveja selvagem ser absolutamente um tragédia.
- 46:10Bom, eu, ontem ou anteontem coloquei a chamada desse
- 46:16imposto. Aquele foi expulsa.
- 46:22Hoje, o grupo tem 100 pessoas bloqueadas e a grande podem
- 46:26imaginar que a grande maioria dos é estrangeiro.
- 46:31Assim, ditos por alguns deles, tudo velho cervejeiro.
- 46:35Oi, eu não consigo tomar. É absolutamente impossível.
- 46:43É imagina chamarem de cerveja aquilo que tem tudo lá dentro?
- 46:48Toda a população microbiana do mundo e sabe, muitos assépticos,
- 46:54muitos láticos, muitos de tudo que desviam a cerveja do que ela
- 47:00é curioso cabresto para a mente, aí o cabresto.
- 47:04Quando a gente fala de uma particular filosofia cervejeira
- 47:07em detrimento de outras possíveis filosofias
- 47:10cervejeiras, e aí que um deles, entre esses comentários avessos,
- 47:16um deles. Um deles perguntou a simples
- 47:19assim? Quantos anos tem os cara?
- 47:23Que é cerveja selvagem, bom, é obra do título.
- 47:27O título da primeira ala. O que é cerveja?
- 47:30Se selvagem, qual é? E como é um processo que eu não
- 47:36podia ficar cara, a gente ama. Eu provoquei.
- 47:40Eu tinha de responder, então eu respondi, por favor, me
- 47:42corrigiu. Eu tentei ser o mais simplista
- 47:45possível, imaginando que eu tenho uma audiência de 100
- 47:48homens de 50. Mas 50, mais eu, né?
- 47:56Diz que sempre 5 mais que são de base ortodoxa, não só cervejeira
- 48:03como de pensamento humano, também são muito cartesianos e
- 48:08muitos pragmáticos. Os alemães são assim, uma
- 48:10imensa. Num dia de palestras de amanhã,
- 48:12ajudaria muito a responder. É um convite meu, a vocês.
- 48:16Mas em linhas gerais, uma cerveja selvagem tem por
- 48:19conceito, aplicação de técnicas ancestrais com pouca intervenção
- 48:23humana e muita identidade e território.
- 48:26Aí o colega que, a propósito, foi o que me colocou pra dentro
- 48:30e depois de muito ensaio lá dentro, foi a resposta dele,
- 48:34tipo a juma, sabe em quem é a Ju?
- 48:37Mas há não sabem que é 11, não. A juma é a pixie criado, solto,
- 48:43da novela Pantanal, tá? Eu fico lá.
- 48:47Essa é a cerveja, tipo. Eu brinquei com o João, tipo
- 48:52João, dar um nome, né? É tipo chucri, adson, tu
- 48:55primeiro estilo tipo juma, tipo juma.
- 49:00E aí vinha um cartaz com uma de um dos outros.
- 49:04É senhores que pegou um calendário muito dos antigos e
- 49:09colocou a definição das lan bix, né?
- 49:12Das típicas cervejas de fermentação espontânea da da
- 49:15Bélgica e eu coloquei prefeito. Entretanto, esses ancestrais e
- 49:19rústicos estilos belgas lambic Jesus barrou flambe, que são
- 49:25apenas uma fração do leque e são uma espécie de denominação de
- 49:29origem. Não chupa aí na França.
- 49:31Sim, perguntassem, espontânea é a questão.
- 49:35É a questão chave de tudo o que vocês disseram.
- 49:38Não sei se isso que eu coloquei para eles de maneira mais
- 49:40pragmática. Então eu introdução razoável,
- 49:43perfeito, acho que foi sim, e só para complementar e peço pra
- 49:47você tomar tantos feito, mas só pra dizer o seguinte, a gente
- 49:50tem 1 dia serrano que eu concêntrico e é irritante essa
- 49:54nossa mania de colocar tudo em torno do ser humano e de quando
- 49:59a gente tem uma cerveja selvagem entender aí até onde vai.
- 50:04Me trouxe para a definição de cerveja selvagem.
- 50:07Valeria a pena a gente pensar o quanto a gente pode ir em
- 50:11pensamento, né? Intervenção humana para deixar
- 50:15que a natureza se revele sim, e a nossa intervenção poderia ser
- 50:20no ideal. A escolha, um lugar.
- 50:24Lambe elas existem até hoje e são perpetuadas até hoje, porque
- 50:29algumas cervejarias, mais que outras.
- 50:32Entre as cervejarias que banha o Rio Sena e que produzem lamps
- 50:36até hoje foram bastante felizes na escolha do lugar.
- 50:40E aí a interpretação da Ana. Para mim, a intervenção humana
- 50:44tá e entender a nós mesmos ouvi-la observá-la e.
- 50:49SPACE Bear. Se deleitar com o que ela
- 50:52oferece assim de bom, obrigado. Encontre o seu vagens, é o
- 51:15programa realizado pelo canal surra de lúpulo Bia Amorim e
- 51:19Diego Simão e conta com o apoio nesta temporada da oca caburé.
- 51:24Siga nossas redes sociais, Instagram e Twitter no arroba
- 51:28surra de lúpulo. E avalie este podcast na sua
- 51:32plataforma preferida. Este podcast foi editado por
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