Latest / Surra de Lúpulo / Cada cerveja, uma história - A tampinha da garrafa | Surra#295
Transcript
- 0:03Alô, tem alguém aí? Será que vocês são como eu, que
- 0:09perdem o sono? Pensando no mercado cervejeiro,
- 0:12por que as cervejarias seguem fazendo reze IPA?
- 0:15Tudo igual? Qual é o tamanho do mercado
- 0:17cervejeiro artesanal no Brasil? Quantas cervejarias ciganas tem
- 0:21no país? Dos estúdios da Paint network,
- 0:24eu sou Ludmila Almeida, mais conhecida como hipacondríaca.
- 0:28E o surra de lúpulo de hoje é cada cerveja, uma história, a
- 0:32Tampinha da garrafa. Mas acho que o fato da Tampinha
- 0:37ter surgido quando ela surgiu e ter permanecido com uma certa
- 0:41inflexibilidade ela ter mudado muito pouco desde que Ela Foi
- 0:44patenteada, inventada e introduzida no mercado é
- 0:47bastante significativa. Lembrando que vai ser essa
- 0:49transição da importação de barris para importação de
- 0:53garrafas. E não só disso, mas uma
- 0:55transição também de importações inglesas, que influenciaram a
- 0:58cena cervejeira brasileira no começo para cervejas alemãs que
- 1:01vem já com esse novo envase em 1881, as importações inglesas
- 1:05vão diminuir bastante, fosse em barril ou fosse em garrafa.
- 1:08Enquanto isso, os barris alemães não crescem.
- 1:12Por quê? Porque a mudança no padrão de
- 1:13exportação e de consumo mudou também.
- 1:16Aí a gente vê uma importação de quase 30000 caixas com garrafas
- 1:20de cerveja e quase nenhum barril.
- 1:25Meus convidados nesse papo histórico São Gabriel Gurian e
- 1:28Henrique Boaventura, quinta-feira, 29/01/2026.
- 1:38O surra de lúpulo está prestes a completar 6 anos de existência.
- 1:42Então, se você gosta do conteúdo que a gente cria por aqui,
- 1:44considere virar um mecenas e apoiar o projeto.
- 1:46Basta acessar o link apoia acontecer a barra surra de
- 1:49lúpulo, escolher um apoio que cabe no seu bolso.
- 1:51Também tem aquele jeitinho fácil e grátis de ajudar que é
- 1:54mandando o link aí desse episódio para quem gosta de
- 1:56cerveja e de história. E isso faz muito bem para o
- 2:00podcast. Além disso, dá 5 estrelinhas no
- 2:02Spotify, não é para o podcast. Isso ajuda as plataformas de
- 2:05streaming entenderem que a gente é relevante para vocês e vamos
- 2:08recomendar o nosso programa. Não é novidade que a stanis é a
- 2:14nossa patrocinadora, afinal já faz 12 meses que vocês me ouvem
- 2:19repetir isso por aqui com muito orgulho.
- 2:21Mas sabe que que é uma novidade. Eles renovaram o contrato com a
- 2:25gente e seguem apoiando o nosso conteúdo por mais 1 ano.
- 2:28E tem coisa melhor? Tem sim, senhor.
- 2:31Quem ouve o Zorra de lúpulo tem 12% de desconto em qualquer
- 2:35compra no site da stanes usando o cupom SDL 12.
- 2:39A stanes é uma cervejaria de Jaraguá do Sul, em Santa
- 2:42Catarina, multi premiada no Brasil e no exterior.
- 2:45E você pode anotar, vocês ainda vão ouvir falar muito da stanes
- 2:48por aqui, então acesse www.stanes com 2 ns.com e faça
- 2:54suas compras, cervejas frescas e de qualidade entre.
- 2:58Segue em todo o Brasil. Bom Brasil.
- 3:11Sem mais delongas, sem mais mimimi, bó, bó.
- 3:15Como a gente falou no começo, esse é um programa meio do axé
- 3:18da Bahia, né? Que é dançando na boquinha da
- 3:20garrafa, na Tampinha da garrafa, na Tampinha.
- 3:24Eu IA fazer essa piada, mas eu pensei, a lud foi tão séria no
- 3:27início do programa que eu não queria quebrar esse fogo.
- 3:29Agora já tá, já podemos estragar?
- 3:31Então, agora podemos ir? Beleza, agora tá liberado, agora
- 3:33tá liberado. Agora, a energia veio lá em
- 3:35cima. Agora é isso aí, vamos sujar.
- 3:36Agora podemos ir, Brasil? Então a gente vai hoje mudar um
- 3:41pouquinho o foco dessa série mergulhando em outros temas, né?
- 3:45E esse primeiro tema é a Tampinha da garrafa.
- 3:48E a gente vai poder observar pelo viés histórico, sem focar
- 3:53só na história de uma marca ou de uma empresa.
- 3:55E aí, gente, a gente escolheu esse ponto, que pode parecer
- 3:59pouca coisa, mas não é. Você já parou para pensar na
- 4:02importância da Tampinha da garrafa?
- 4:05Ou tu só chega lá, abre sem pensar.
- 4:08Ou então você é daqueles puristas que tem aquele abridor
- 4:10que não amassa a Tampinha. Esse tal tal talvez seja um
- 4:13pouco mais cuidadoso, né? Uma pessoa está um pouco mais
- 4:15preocupada guardar aquela Tampinha ali.
- 4:17Pois é esse negocinho aí que garante a higiene, preserva a
- 4:21carbonatação. E a segurança alimentar que a
- 4:23gente vai falar hoje, mas antes o Gabriel vai puxar todo um fio,
- 4:27porque ele é um professor Brasil, ele é um cara muito
- 4:29atencioso, ele vai puxar tudo assim, eu estou enxergando
- 4:32agora, tá? É assim que enxergo agora,
- 4:35depois dos 45 anos, é só pra vocês saberem.
- 4:38Sendo bastante descritiva, Gabriel botou os seus óculos na
- 4:40ponta do nariz, que é assim que eu enxergo atualmente, ou com a
- 4:43letra 12 do Kindle, né? Não tem mais como crescer, eu só
- 4:46fico passando página. O lúdico, o Lúcio tá começando a
- 4:49usar lupa no Kindle. Não, cara, tá difícil pra mim ir
- 4:53no Kindle, tipo assim, tudo que eu mais faço no Kindle, passar
- 4:56página e não sobe o percentual porque eu estou sempre no mesmo
- 4:58lugar. Cada página é um caractere, né?
- 5:01É quase aquela leitura que é uma palavra por vezes na para tela.
- 5:06Aí eu estou começando a usar o kildo no modo retrato, não
- 5:09paisagem. É tipo, você IA fazer aquelas
- 5:12festinhas de aniversário improvisada na escola, aí você
- 5:14IA falar, parabéns, pessoa. Aí você imprimia uma letra por
- 5:18sulfite, porque você só tinha esse mecanismos de impressão.
- 5:20E aí, no quinto da lud, é um. Uma letra por página aí não
- 5:23avança. Não avança, não avança.
- 5:25Na matricial, Gabriel na matricial.
- 5:27Mas o soletrar está está em dia pra caralho, né?
- 5:30Eu estou nessa fase da minha vida.
- 5:31Eu estou. Mas voltando, Gabriel, ele vai
- 5:35puxar um fio para a gente poder pegar e entender um pouquinho
- 5:39antes, né? Para falar sobre envase e
- 5:41vedação. A gente vai primeiro, a gente
- 5:43vai dar uma contextualizada geral para daí.
- 5:45De fato, a gente, esse Reino de conhecimento desembocar na
- 5:50história da Tampinha. Então, Gabriel, por favor,
- 5:52desemboque. Eu acho que o Henrique queria
- 5:54fazer uma colocação antes, eu vou.
- 5:55Eu eu só IA comentar que apesar de que o Gabriel é a é o motor,
- 6:01né? A fonte motora desse, desse trem
- 6:04desgovernado, desse programa que inclusive a Tampinha também é
- 6:09responsável pela cerveja c do jeito que ela é hoje.
- 6:11E isso tem uma razão bem específica.
- 6:13Aguarde. Olha só, você não vai acreditar
- 6:15na quinta razão. Plantou a sementinha da
- 6:18curiosidade. Não saia daí, famoso clickbait.
- 6:22Só queria dizer que esse motor é um motor de Opala, com a maior
- 6:25irresponsabilidade do mundo, mas sigamos, então vamos, vamos lá.
- 6:28Parece fortuito, né? O lance da Tampinha, sei lá, a
- 6:31gente poderia estar falando de garrafa, de tradição estética,
- 6:33de rotulagem. Tem várias pequenas coisas que
- 6:35têm o seu interesse, mas eu acho que.
- 6:38O fato da Tampinha ter surgido quando ela surgiu e ter
- 6:41permanecido com uma certa inflexibilidade ela ter mudado
- 6:44muito pouco desde que Ela Foi patenteada, inventada e
- 6:47introduzida no mercado é bastante significativo.
- 6:49E a gente também consegue entender isso melhor olhando
- 6:51para trás, né? Olhando para as demandas que
- 6:54levaram para o advento da invenção da Tampinha coroa, como
- 6:57ela ficou conhecida no seu.no, seu lugar de origem.
- 7:00E para isso a gente tem que falar um pouco de envase, né?
- 7:03A gente vê hoje as opções do mercado, tem garrafa longné,
- 7:06garrafa de 600 garrafa de. Litrão latinha, que também é um
- 7:09outro lance técnico importante e a gente vê, no Brasil, por
- 7:13exemplo, não tem barril, tem barril de chope, né?
- 7:15Barril de alumínio, se não me engano, é esse o material mais
- 7:17comum, mas não é uma coisa comercialmente tão disponível
- 7:21para as pessoas comprarem. Então a gente tem esse rol de
- 7:23formatos com os quais a gente está mais acostumado, mas nem
- 7:25sempre foi assim, né? Por muito tempo, o envase, a
- 7:29distribuição de cervejas teve como o seu veículo principal o
- 7:32barril e a garrafa. Vai começar quando, já que nós
- 7:35estamos falando de Tampinha. Num uso doméstico, até porque a
- 7:39gente tem que se lembrar de que a cerveja foi um produto
- 7:41doméstico por muito tempo, com uma relação feminina muito forte
- 7:45também nesse ambiente doméstico, antes de ela ter um viés
- 7:48comercial no sentido de renovação urbana da Europa, na
- 7:51época Moderna e tal. Então ela vai começar a aparecer
- 7:53de uma forma mais visível em uso doméstico no século 16 e uma
- 7:57atração comercial um pouco maior no século 17.
- 8:00Ainda assim, ela não vai sobrepujar os barris.
- 8:02E a gente está falando aqui de Europa continental e também Grã
- 8:05Bretanha. Uma parada interessante,
- 8:07importantíssima, na verdade, é que como o Gabriel trouxe a os
- 8:11casques ou os barris, eles eram usado como fonte primordial, né?
- 8:15Da distribuição de cervejas e que por muito tempo depois da
- 8:19adoção do envase. Em garrafas, quem faziam em base
- 8:24não era a cervejaria propriamente dito,
- 8:26principalmente na Inglaterra, quem fazia o envase eram os
- 8:29pubs. Então, tipo era, a cerveja era
- 8:31comprada nos pubs, em barris. E os donos dos os publicanos,
- 8:35né? Que faziam a parte de envase em
- 8:38garrafas para distribuição dentro daquela região.
- 8:41É só um parênteses. Excelente.
- 8:42E ainda assim, apesar dessa gradativa disseminação dessa
- 8:46opção, ela não vai ser um lugar comum.
- 8:48Ela até descrita como quase um luxo pra.
- 8:50Alguns patrícios de alguns lugares específicos da elite,
- 8:53sobretudo ela só vai ser lugar comum no século 19.
- 8:56Nos 1800. Tem uma citação legal, só para
- 8:58exemplificar como esse envase de cervejas era feito em ambiente
- 9:02doméstico e o que que era feito para solucionar a vedação desse
- 9:06envase. Então tem um sujeito chamado
- 9:07gervas Mark. Ele era um poeta e um escritor.
- 9:10Um cara escreveu sobre absolutamente todo tipo de coisa
- 9:12assim, de jardinagem, a economia doméstica.
- 9:15E ele tem um manual para as donas de casa de 1615, em que
- 9:18ele. Aconselho essas mulheres para
- 9:21que ao engarrafar as cervejas que elas produziam, que elas
- 9:24deveriam colocá las em garrafas redondas com bocas estreitas e
- 9:29em seguida vedá las bem com rolhas.
- 9:32Colocá las em uma adega fria, enterradas até o meio em Areia,
- 9:36certificando se de que as rolhas estejam bem amarradas com o
- 9:38barbante resistente para evitar que se soltem e vazem, o que
- 9:42arruinaria completamente a cerveja e.
- 9:45E esse tipo de indicação é muito comum.
- 9:47É nesses manuais ingleses que a cerveja ainda é um produto
- 9:50doméstico, isso aparece bastante, mas esse conselho
- 9:52também vai aparecer até o século 19, às vezes até no começo do
- 9:56século 20, para outras coisas. Então você está fazendo uma
- 9:58limonada, né? Um refrigerante caseiro.
- 10:00Tem sempre essa indicação e aí aqui a gente vê uma primeira,
- 10:03uma primeira solução para essa demanda, que é a rolha presa por
- 10:06um outro elemento, que vai garantir que a pressão interna
- 10:09não expulse essa vedação. Mas isso, como a gente vai ver,
- 10:12não é sempre a é. Tão eficaz assim por uma série
- 10:16de questões glorioso, Henrique já chegará lá.
- 10:19Inclusive, eu acho que a questão de colocar essas garrafas até a
- 10:22metade na Areia é para se elas explodir, não destruir o resto
- 10:26que está em volta. É tipo um colete à prova de
- 10:29garrafas. A Areia, ela ela mantém um pouco
- 10:33de temperatura e ela ela vai preservar também essa dispersão
- 10:36de algum acidente e vai absorver o líquido que vai derramar
- 10:38também. Esse é o primor da segurança
- 10:40alimentar, é isso aí. Logística com.
- 10:44Segurança, né, é isso? Aline do mapa prova.
- 10:48Vamos ver como que isso funciona hoje em dia, né?
- 10:50Pegar algum alguma receita experimental, muito violento,
- 10:54muito selvagem e vê larga lá e. Deixa acontecer.
- 10:58Deixa acontecer naturalmente. E o que que acontece dentro da
- 11:00garrafa? Geralmente tem umas.
- 11:02Fermentação secundária, né? Hoje em dia as cervejas recebem
- 11:06uma carbonatação artificial, né? Cervejas de linha, cervejas é
- 11:09comerciais de grande escala e tal.
- 11:11Ainda algumas têm essa segunda etapa que passa dentro da
- 11:14garrafa. Nós falamos disso no episódio da
- 11:16duvil, que tem a sua preservação das suas cepas exclusivas de
- 11:20levedura, ao usar uma cepa neutra só para realizar essa
- 11:23segunda fermentação em garrafa para dar essa cabo ou natação
- 11:26que a cerveja tem. E isso apresenta, claro, esses
- 11:28desafios, né? É um resultado que passou a ser
- 11:30atrativo. Ainda existe até um comentário
- 11:33sobre a cerveja é inglesa tradicional, você meia choca
- 11:36porque ela não tem uma carbonotação, tal qual uma lagre
- 11:39de linha. Então a pessoa desavisada chega
- 11:41lá e fala assim, Hum, isso aqui está ruim.
- 11:43Não são outras tradições de outros parâmetros.
- 11:45Só que a garrafa, ela favoreceu uma cerveja com mais
- 11:48carbonatação, porque ela passa por essa segunda fermentação.
- 11:50Só que isso apresentou um novo desafio, que precisava de uma
- 11:54solução melhor, ou pelo menos mais previsível, mais regular do
- 11:58que essas rolhas amarradas com barbante.
- 12:00Ainda assim, né? Estamos aqui no século 17,
- 12:02século 18, os barris ainda seguiam importante isso.
- 12:05E aí, falando de cerveja inglesa, não é à toa que o
- 12:08camera, né? Na sua defesa da real, ail
- 12:11também defende o armazenamento e o serviço calcados pelo barril,
- 12:14porque isso representou algo muito importante para a
- 12:17consolidação de tradições diferentes dentro da Grã
- 12:19Bretanha. Mas também na Europa
- 12:20continental. E, finalmente, se a gente chegar
- 12:22no 19, em que a gente vai ver essa transição de uma forma mais
- 12:25evidente, esses desafios, né? De de vedação da garrafa, vão
- 12:29ficar mais urgentes, né? Urgentes numa escala comercial.
- 12:33De fato, se você tem essa, esse dilema.
- 12:35Para a economia doméstica, você não tem uma grande disseminação
- 12:38desse problema e uma grande um chamariz para que as pessoas
- 12:41tentem resolvê lo, você não tem gente morrendo, você não tem
- 12:44depósito sendo inundado. Inclusive a Beer flut de Londres
- 12:47de 1819, foi num puta de um tonel, não foi num Monte de
- 12:50garrafas estourando por aí. Só que conforme as garrafas vão
- 12:52virando uma opção comercial mais disseminada, mais viável,
- 12:55inclusive exportadas inclusive da Europa para as Américas
- 12:59também, aí isso vai ficando cada vez mais necessário de uma
- 13:03solução. Definitiva, digamos assim.
- 13:06Só para ilustrar essa transição tem estatísticas do Brasil que
- 13:09eu acho bem interessantes. Elas foram reunidas pelo
- 13:11historiador alemão Edgar COB, que é um cara que mapeia a
- 13:14transição do mercado cervejeiro no século 19.
- 13:17E o que veio depois, a partir da fundação e do desenvolvimento da
- 13:20Abramo até a década de 1930. Ele é um pouco apressado,
- 13:24digamos assim, para falar de 19, mas as estatísticas dele ajudam
- 13:27a gente AA vislumbrar isso mais ou menos, né?
- 13:29Lembrando que vai ser essa transição da importação de
- 13:32barris para importação de garrafas, e não só disso, mas
- 13:35uma transição também de importações inglesas que
- 13:38influenciaram a cena cervejeira brasileira no começo para
- 13:41cervejas alemãs que vem já com esse novo envase, então em 1856
- 13:45tem um grande pico nessas importações inglesas que
- 13:47começaram. Com abertura dos portes no
- 13:52começo do século, então na metade ele vai atingir o seu
- 13:54máximo. E a gente tem um registro de
- 13:56quase 23000 barris em entrada no Porto do Rio de Janeiro.
- 13:58Rio de Janeiro, capital é nossa estatística mais emblemática, da
- 14:01qual a gente pode estender um certo paralelismo para outros
- 14:04lugares no Brasil, 1856. Aí em 1877, esses números já se
- 14:07mostram um pouco mais diversos, com os barris coexistindo com
- 14:10importações de garrafas e também 11 começo mais expressivo de
- 14:12entrada de produtos alemães. Então?
- 14:19A gente vai ter 20000 barris, mas já cerca de 10000 caixas de
- 14:23garrafa de cerveja ainda inglesa, enquanto os alemães
- 14:26estão vindo aí aos poucos. Só que aí, 4 anos depois, em
- 14:291881, as importações inglesas vão diminuir bastante, fosse em
- 14:31barril ou fosse em garrafa. E enquanto isso, os barris
- 14:34alemães não crescem. Por quê?
- 14:36Porque a mudança no padrão de exportação e de consumo mudou
- 14:38também. Aí a gente vê uma importação de
- 14:41quase 30000 caixas com garrafas de cerveja e quase nenhum
- 14:44barril. Então, num período de.
- 14:48Menos de 30 anos. Você tem essa mudança
- 14:50significativa por aqui, que também acaba refletindo um pouco
- 14:53dessas transações ultramarinas. É nesse período que as grandes
- 14:56marcas começaram do século 19 que a gente já viu, estavam se
- 14:58consolidando em mercado interno e algumas delas vendendo para
- 15:01outros países e outros continentes também.
- 15:03Então isso é é um sinal de que. A banalização do uso da garrafa
- 15:07vai fazer com que essa demanda por uma vedação eficiente seja
- 15:09cada vez mais disseminada, não só na indústria de de cerveja.
- 15:14Diga se uma coisa interessante que me ocorreu agora também.
- 15:16Ludi e Gabriel, é que se a gente for pensar, a gente tem um
- 15:20aumento de de envase de garrafas, porque o que acontece?
- 15:24Vamos lá. Primeiro, vamos vamos pensar num
- 15:26pub, né? Um pub inglês, o pub.
- 15:27Ele era OAAAA, sala de estar, do da, da, do ser humano.
- 15:33É o ser humano inglês, né? O Reino unidense é o basicamente
- 15:37era a sala de estar dessa pessoa, porque as casas eram
- 15:40pequenas ou as casas não tinham infraestrutura, e estar ali era
- 15:43basicamente estar no lugar onde tu fazia tuas refeições.
- 15:46Era o lugar onde tu ficava quente, era o lugar onde tinha
- 15:48muitas coisas. Se a gente for pensar nas Datas
- 15:51mais ou menos, e a gente começar a ver essa migração para
- 15:53garrafas, a gente também está vendo a migração para uma
- 15:57sociedade onde a casa se torna um pouco mais recetiva à
- 16:01família, as pessoas. Então, ela já não precisava mais
- 16:04conviver tanto no pub, onde a cerveja era servida em barril,
- 16:08geralmente barril, a castys, et cetera, et cetera.
- 16:11E ela pode começar a consumir em casa, porque a sua casa agora é
- 16:13recetiva também para isso. Então é bem interessante essa
- 16:17migração também, que ela ela não não ocorreu.
- 16:19Tipo assim, Ah, beleza, agora a gente tem garrafa, lógico, vou
- 16:22migrar tudo para garrafa, mas também para essa necessidade das
- 16:25pessoas de estarem dentro de casa, estarem fora do ambiente
- 16:28onde a cerveja era consumida de uma maneira diferente.
- 16:30Perfeito e isso se se reflete em.
- 16:33Em outras instâncias também, né? Você tem 11 cisão muito marcada
- 16:36da vida privada e da vida pública e de quem pode
- 16:39frequentar os 2 ambientes, né? Você também tem uma cisão grande
- 16:41entre o feminino e o masculino. A mulher, que especialmente nas
- 16:45sociedades ibéricas, ficava restrita ao ambiente doméstico,
- 16:47só podia sair para ir para missa, por exemplo, e a casa não
- 16:50era pensada para receber. Exato, a casa era era o ambiente
- 16:54da família. E no século 19, você de fato vê
- 16:56essa abertura de porta, uma sociabilidade que vem para
- 16:58dentro, tem 11. Detalhe interessante no Rio de
- 17:01Janeiro, que essa importação de. Costumes ingleses, as mulheres
- 17:04começavam AA querer tomar o chá das 5, e aí elas começavam a
- 17:08receber as suas amigas e por isso você também tem um impacto
- 17:11desse costume na vestimenta. E aí você tem uma série de de
- 17:14alfaiates, costureiras, você tendo que fazer é vestimentas
- 17:16apropriadas pro chá das 5, né? O que no caso das mulheres eram
- 17:19chamadas de the gounds, que eram umas roupas mais leves assim e
- 17:23tal. Então, de fato, isso é isso, é
- 17:24um é um lance que ocorreu mesmo no século 19, bem colocado.
- 17:29Então vou, temos umas garrafinha, né?
- 17:30A gente tem essa disseminação, essa necessidade de vedação, e
- 17:33aqui a gente ainda tem a permanência do barbante e também
- 17:37o uso do Arame. Um Arame aqui, se a gente
- 17:39pensar, é 11 material mais resistente, mas por ser mais
- 17:42resistente, ele também apresenta uma certa, ele faz uma
- 17:46resistência contra a rolha que pode deformá la e isso é uma das
- 17:49críticas que se apontam para o Arame.
- 17:51Por isso que hoje, se a gente pegar essas garrafas de
- 17:53espumante ou mesmo de cerveja que vem nessas garrafas que a
- 17:56gente tradicionalmente associa aos espumantes, elas têm aquela
- 17:58coisa. Coroinha notou que é para
- 18:00distribuir um pouco dessa força de vedação do Arame e não
- 18:03deformar a rolha. E esse recurso do barbante no
- 18:07Brasil, ele era tão comum que você tem até uma distinção de
- 18:11algumas cervejas como marca barbante.
- 18:13Não que o conceito de marca dessa época seja tal qual uma
- 18:16marca que a gente entende hoje, mas é como se fosse tipo
- 18:18barbante, porque tinha esse tipo de vedação.
- 18:20Você tinha distinções de origem, mais do que de tipo, inclusive,
- 18:24mas você tinha também essa distinção do envase pelo
- 18:26barbante. E tem um negócio também que no
- 18:28século 19 vai. Muito importante que a garrafa,
- 18:31ela vai ser o veículo de possibilitação do alimento,
- 18:34preservado para fins militares e fins comerciais.
- 18:37É a garrafa aqui numa rolha e com Arame.
- 18:39Vai passar pelo primeiro processo em larga escala de
- 18:43esterilização por submersão em água quente e vai permitir que
- 18:46você despache suprimentos. Alimentares para os exércitos,
- 18:49isso foi lá com Nicola a pé na França, napoleônica.
- 18:52E isso é o que vai dar origem para para esses alimentos em
- 18:55conserva, que vão começar AAA ser oferecidos para as pessoas.
- 18:58Então a garrafa, ela é muito mais do que a cerveja nesse
- 19:01momento também. E você tem garrafas de vários
- 19:03formatos, né? Com várias bitolas, mas você
- 19:05sempre tem essa metodologia que acaba perturbando todas essas
- 19:09essas pessoas que precisam da garrafa como um envase de
- 19:13excelência, um envase ideal assim ou envase mais disponível,
- 19:16um envase mais barato. E mais fácil de transportar
- 19:19também, né? Mais fácil de transportar
- 19:21também, e é curioso ver pedidos de patente para estabilização do
- 19:26leite. Aí o cara está literalmente
- 19:27falando da cerveja como um comparativo de outro produto que
- 19:31é pasteurizado, com ele vedado da mesma forma e submerso.
- 19:34Você tem livros de receita que ensinam a você.
- 19:36Está aí, caldo de carne em vazar na garrafa e aquela mesma coisa,
- 19:40passe o barbante, ponha ele sobre a água para ele,
- 19:42esterilizar e depois guarde. Ele fica bacana por 3 meses,
- 19:45então isso é um Marco do século 19.
- 19:48Tanto a comida, como 111 artigo comercial, quanto a comida
- 19:51preservada, né? De uma forma que dispense
- 19:54aqueles métodos domésticos de fermentação, por exemplo.
- 19:57Enfim, é aqui que a gente vê a esterilização por calor antes de
- 20:00pastel, de escrever isso de fato, e isso ganhar alcunha de
- 20:03pasteurização e etcetera. E por causa disso, né, por causa
- 20:06dessa disseminação toda dessa metodologia, a gente tem essa
- 20:09demanda para que isso seja resolvido, né?
- 20:11Como lacrar, vedar apropriadamente essas garrafas,
- 20:14e não qualquer garrafa, mas uma garrafa que está contendo um
- 20:17livro. Que do gasoso, que tem pressão
- 20:19ou que está construindo gás e pressão ali por uma fermentação
- 20:23secundária? Só que na segunda metade do 19
- 20:26você também tem outros produtos semelhantes que não só a
- 20:29cerveja, que vão necessitar desse tipo de solução.
- 20:32A gente está pensando nos Estados Unidos, aquela Terra de
- 20:34gente que só come açúcar e carne, fala bobagem.
- 20:37Os refrigerantes já são uma opção comercial que é bastante
- 20:40parte da vida do país, né? Você tem as ondas imigratórias
- 20:43que trazem os seus costumes, mas que aderem a esses costumes
- 20:46também, que estão facilitando aquela vida cada vez mais
- 20:48urbana. E é justamente daí dessa demanda
- 20:51dos refrigerantes. Que aparece um sujeito la de
- 20:54Maryland, No No estado onde fica Baltimore, chamado William
- 20:58penter, o Guilherme e pintor. Guilherme e, pintor.
- 21:01Que em 1892 vai registrar a patente do que hoje a gente
- 21:05conhece como Tampinha, coroa, Crown caps ou.
- 21:09Ou a Tampinha mais comum de garrafa de cerveja que a gente
- 21:12tem aí no mercado? Vale dizer que na minha
- 21:15infância, a Tampinha era champinha.
- 21:17Chapinha. Champinha.
- 21:18Chapinha é aquele vinho que te deixa chapa.
- 21:21Aquela chapinha? E champinha virava medalha
- 21:24champinha tinha várias aplicabilidades na vida das
- 21:27crianças. Ficava fazendo assim, corrida.
- 21:29Pô, tu jogava até futebol de botão com com Tampinha, Mano.
- 21:32Também tinham várias aplicações Na Na vida das crianças.
- 21:35Ah, que tempo bom, aquele que tu trocavas Tampinha por por
- 21:37brinde, né? É, tinha isso também, EE.
- 21:39Teve também uma fase já na vida adulta, bebendo mais cerveja do
- 21:43que deveria, fazendo as tampinhas de cerveja, como peças
- 21:46de pôquer, tudo errado. Só incentivando alguns vícios
- 21:51nessa frase. Tudo errado?
- 21:53E se você bebesse durante o jogo, você podia acrescentar o
- 21:56seu pack de fichas, não? Teoricamente não, Brasil.
- 21:59Mas eu não posso nem confirmar nem negar que isso tenha
- 22:01acontecido. Meu advogado pediu para eu não
- 22:03falar isso. Uma vida pregressa?
- 22:05Você dava um ao Win, matava aquela garrafa de 600 ali,
- 22:08depois, na outra rodada, você. Uma ficha para dar uma esmolide.
- 22:11Uma ficha, pelo menos uma ficha. Na verdade, você só tem que ser
- 22:14um pouco mais esperta ou esperta de não deixar essa situação
- 22:16acontecer, essa situação temerária acontecer, entendeu?
- 22:20Mantenha pelo menos umas 2 fichas ali para você poder ter
- 22:23uma desculpa de meter a terceira.
- 22:25Vamos aprender a roubar, Brasil. Vamos aprender a roubar.
- 22:35O ouvinte do surra sabe que aqui a gente tem os melhores
- 22:38patrocinadores, vamos combinar, não só em termos de apoio a esse
- 22:42sonho e essa loucura que é ter um podcast, mas principalmente
- 22:44em termos de qualidade. Um desses patrocinadores que a
- 22:47gente tem, o super orgulho de ostentar a marca é a pinaple,
- 22:50uma das maiores fabricantes de levedura do mundo, com sede na
- 22:54Inglaterra, e que tá com toda força aqui no Brasil, levando
- 22:57qualidade em leveduras para cervejarias como a croma, a Joy
- 23:01e a cervejaria nacional. Você que trabalha em cervejaria.
- 23:04Ou, se é cervejeiro caseiro, precisa conhecer as leveduras da
- 23:08pinaco e conferir tudo o que elas têm para oferecer em sabor,
- 23:11eficiência e confiabilidade. Para saber mais, acesse MPB em
- 23:15ponto com ponto BRE, peça a sua. Bom, mas vamos lá.
- 23:28A gente começou a falar do do Guilherme pintor e a gente vai
- 23:32tentar entender o que você passava na cabeça dessa pessoa
- 23:35inventiva para ter chegado aí para patentear a Tampinha da
- 23:39garrafa. E então, conta pra gente, quem
- 23:41foi esse tal de William penter? Vocês sabem que eu não gosto de
- 23:45ficar em ao tecendo indivíduos e sujeitos, mas esse cara de fato,
- 23:47ele parece ter ter tido uma cabeça boa.
- 23:50Ele fez soluções assim para acolher alcachofra na infância,
- 23:54ele e as irmãs, porque o pai era um aqueles padres de denominação
- 23:57protestante americano, das com as quais eu sou pouco
- 24:00familiarizado. Não quero falar bobagem aqui,
- 24:02então ficarei só nisso. Mas ele, ele teve uma vida de
- 24:04uma cabeça muito inquieta e muito pragmático.
- 24:07Me lembra alguém? Várias carapuças serviram
- 24:11amigos. Tá todo mundo naquele é igual o
- 24:16Homem-Aranha. É você.
- 24:17É você. Você aquela?
- 24:19Cara, pouca face de fumo, será que é comigo?
- 24:23E aí, ao longo da vida, ele transitou por por várias, várias
- 24:27áreas de atuação, né? Ele trabalhou no numa indústria
- 24:29de couro, ele trabalhou com hidráulica desde a infância,
- 24:33mexendo com com tipo de alimentos.
- 24:35E aí até que lá, por 50 anos, assim, Do Nada do nadão, ele
- 24:39foi. Cativado por essa demanda de
- 24:41vedação apropriada de bebidas gasosas, ele foi um cara que de
- 24:44fato era um inventor inquieto. Ele teve 85 patentes
- 24:48registradas. O nome dele ao longo da vida
- 24:50assim, e algumas dessas patentes são é especificamente desde que
- 24:54ele se enveredou por essa questão da vedação das garrafas
- 24:57e. E aí ele falou assim, simbora,
- 24:59vamos nessa, por que não? E aí, há soluções nos Estados
- 25:02Unidos para isso que estava preocupado em enveredar
- 25:04refrigerante, tá, isso aqui, a gente está falando menos de
- 25:06cerveja aqui e mais sobre a indústria de refrigerantes,
- 25:09águas gasosas, solda, Waters e o escambau.
- 25:12As sugestões eram um tanto quanto.
- 25:14Peculiares, né? Porque você teria que mudar
- 25:16várias partes do processo para manter um líquido adequadamente
- 25:20armazenado e ainda assim essas opções não eram 100% garantido,
- 25:23né? Tinha a galera que falava para
- 25:25você armazenar garrafa de cabeça para baixo com rolha para fazer
- 25:28fundo arredondado e deixar as coisas deitada, aí um
- 25:30armazenamento de coisa deitada que parece uma gota, uma gota
- 25:33material assim, uma gota maciça, imagina a dor de cabeça disso e
- 25:38também Oo material de outras tampinhas que que foram
- 25:41propostas para esse tipo de vedação.
- 25:43Tinha borracha, tinha. Metal é sem um tipo de
- 25:46isolamento do líquido. Aquilo, para não falar coisas
- 25:49piores, afetava resultado sensorial e também provocava
- 25:51reações potencialmente nocivas para o consumidor.
- 25:54E é curioso porque esses refrigerantes Caseiros, o
- 25:57advento deles é uma necessidade de quase medicação doméstica.
- 26:01Você faz uma coisa ali com limão Siciliano, hibisco, açúcar,
- 26:05deixa ele fermentar, toma aquilo, é um restaurador, é um
- 26:08digestivo, um tônico, é um tônico, exatamente.
- 26:11Aí você coloca isso numa proporção industrial, aquilo
- 26:14vira. Dia de açúcar esquisito.
- 26:15Aí você vai tomar um negócio que está vedado.
- 26:17Dessa forma, corrói um metal. Sei lá, Gabriel Allan do
- 26:20Socorro, é alguma coisa que faz mal pra caralho e você fica mal
- 26:24pra caralho, consequentemente. Meio extremamente ácido na real,
- 26:27né? Um meio geralmente extremamente
- 26:28ácido que acaba corroendo a tampa da garrafa e, sei lá,
- 26:32colocando oxidação de metal dentro do líquido, né?
- 26:35Tipo, nada bom, né, horroroso? Gente, eu queria falar 2 coisas,
- 26:39eu. Eu não estou conseguindo me
- 26:41concentrar firmemente. Primeiro porque toda vez que
- 26:43vocês falam da. A tampa da garrafa na minha
- 26:45cabeça instintivamente vai vemos aqui.
- 26:50E a segunda coisa é, eu me relacionei demais com ele, me
- 26:54relacionei muito. O cara pegou, perdi o sono que
- 26:57ele queria vedar esta Bodega desse refrigerante, dessa água
- 27:01gasosa, e ele não conseguia dormir.
- 27:03E aí ele pegou e patenteou 85 paranauês, entendeu?
- 27:07Eu me relaciono demais, pessoas que ficam agarradas em assuntos,
- 27:10gente, todo meu amor. Cervejaria ciganas?
- 27:14Sei que faria um até agora. Palavras chave complicadas,
- 27:18gatilho, gatilho, gatilho. Vai daí, Brasil?
- 27:23Muito bem nessa onda de propostas, propostas nem sempre
- 27:26bem sucedidas. Para responder a essa demanda do
- 27:30da vedação das garrafas, é antes do William penter, o escritório
- 27:35de patentes dos Estados Unidos registrou cerca de 1500 ideias
- 27:37do que ele chama de botton stoppers, né?
- 27:40Desses tapa garrafa, desses negócios que vão parar o líquido
- 27:44interno de dar aquela espichada, né, de vazar.
- 27:46E inclusive os Flip tops vem daí, é Oo cara que os inventou,
- 27:49patenteou em 1874, mas você tem uma série de variações, é de
- 27:52algum Arame preso na garrafa, uma Tam.
- 27:57Tampa de qualquer material que seja e depois um tipo de vedação
- 28:01que seja de borracha ou algo assim.
- 28:03Um ponto importante assim sublinhar aqui é que acho que
- 28:05maioria esmagadora dessas propostas são de tampas
- 28:08reutilizáveis. São de tampas que às vezes estão
- 28:10presas na garrafa ou às vezes a indústria tem que reutilizar,
- 28:13reciclar, enfim. E aí, um dos diferenciais da
- 28:15Tampinha do penter, como a gente sabe muito bem como OA mesa de
- 28:18poker da Ludmila sabia muito bem, é que essas tampinhas são
- 28:21de uso único. E isso vai ser muito importante,
- 28:24porque isso vai é fazer com que se pense num processo mais
- 28:27barato, de ampla produção e distribuição.
- 28:30E ainda assim, que que vai acabar por, né?
- 28:3211 narco de engenharia, sendo muito bem sucedido naquilo que
- 28:35ele deveria fazer, que é vedar uma garrafa de cerveja.
- 28:37Um parênteses legal aqui é falar que realmente hoje em dia a
- 28:40gente ainda encontra para comprar.
- 28:42Para quem faz cerveja em casa, a gente ainda encontra fliptop
- 28:44para comprar relativamente fácil, mas é muito mais barato.
- 28:48Você a rolhar uma garrafa com uma Tampinha de metal, né?
- 28:52Com a Tampinha que a gente usa, seja ela é twistopha ou pry.
- 28:56Of. Que do que usar uma fliptop.
- 28:58A fliptop tem a vantagem da reutilização e tem a vantagem de
- 29:01não precisar de roleadora. O processo é menor uhum para ter
- 29:04o resultado igual? É, mas o preço é maior.
- 29:07Ela é 11 garrafa por unidade mais cara.
- 29:10Eu comprei uns phliptops uma vez de braçadeira, né?
- 29:12Você não tem que deformar a garrafa.
- 29:14Você coloca uma braçadeira de metal no na qual os arames estão
- 29:17presos numa altura adequada e ele fecha a garrafa.
- 29:20Legal, mas tem algumas garrafas que não tem uma anatomia de
- 29:23gargalo. Assim que ele escorrega, aí é um
- 29:25perigo danado. É se não tiver pescoço.
- 29:26Já era. Você tem que escolher bem onde,
- 29:28onde aplicar. Mas voltando o penter nessa
- 29:31inquietude, né? Nesse universo de uma cabeça
- 29:34ultra Sideral, profunda, mirabolante, ele teve 11
- 29:38primeira incursão para tentar propor um produto que ele chamou
- 29:42de selo, que era tipo uma bolha de borracha ou algum material
- 29:46flexível, assim que tinha um fundo convexo a.
- 29:48É como se você colocasse ela no gargalo da garrafa.
- 29:51AA anatomia da garrafa também é específica para que ela acomode
- 29:54essa rolha e depois ela ínfem. E a pressão da garrafa faz com
- 29:58que essa rolha fique presa ali. E aí ele é chamado de lupsio
- 30:01porque ele tinha um lacinho no topo que você precisava dar uma
- 30:03ferramenta específica para pegar esse laço.
- 30:06E depois remover uma descrição muito abstrata.
- 30:08Mas haverá imagens do blog post, meus caros, fiquem tranquilo.
- 30:11Eu quero imagens, imagens. Imagens me dá imagens com
- 30:14bandante Hamilton, eu quero que o mercado se exploda muito bem,
- 30:20esse foi a primeira incursão dele.
- 30:22Ele conseguiu a patente dessa Bottle sil em 1885, então 7 anos
- 30:25antes da crowd cork de fato. E aí, com essa patente, ele
- 30:29abriu a firma chamada Bottle sil company.
- 30:31Olha que criativo, né? É literalmente.
- 30:36Eu só consigo pensar numa foca. Vamos abrir uma ótica companhia
- 30:42dos óculos, muito criativo, ainda que eu acho que existe uma
- 30:45ótica em companhia aqui na região.
- 30:46E será que o símbolo não era uma foca?
- 30:49Seria um bom trocadilho do Carille, né?
- 30:51Gostaria seria. Nós não fomos criativos no nome,
- 30:54mas nós somos criativos na logo olha, que bacana.
- 30:56E daí? Ele, especialmente na região de
- 30:59de Maryland, onde ele estava atuando, acho que isso já é
- 31:01Baltimore. Há quase como uma denominação
- 31:04pra esses Bottle stoppers de Baltimore, como se houvesse 11
- 31:07intercâmbio de tecnologia entre as pessoas que estavam tentando
- 31:09fabricar esses é lacradores de garrafa e usassem mais ou menos
- 31:14da mesma metodologia, ainda que as pessoas tivessem patentes
- 31:16diferentes pra esses produtos. Mas há quase 11 pequena escola
- 31:19aí nessa década de 1880. Só que ele sentiu que essa opção
- 31:23que ele deu não era ainda 100% adequada, 100% eficaz, como
- 31:26deveria ser. Só que também ele se introduziu
- 31:28nesse mercado. Aprendeu mais, teve contato com
- 31:34outros produtos, com outras patentes, com outras soluções e
- 31:36aí decidiu elevar o sarrafo, né? Vamos, vamos partir para cima e
- 31:39resolver isso de vez. E aí, de fato, ele propôs isso
- 31:42em 1889 para aprovação da patente 1892, o que ele chamou
- 31:44de crowdcap. Fala, meu povo, sou eu aqui do
- 31:54futuro. E eu fui duvidar de mim mesmo e
- 31:57me lasquei em vez de confiar no roteiro.
- 32:00Eu fui por um senso de sei lá o quê e quando eu digo que a
- 32:05empresa. Passou a ser chamada Crown cat
- 32:08em vez de Crown cork eu cometi um erro, então de fato a empresa
- 32:12recebeu esse nome de Crown cork, apesar da tecnologia da Tampinha
- 32:16ser também conhecida depois como Crown cat.
- 32:19Então vocês desconsiderem essa minha correção durante a
- 32:23gravação e bola para frente, valeu.
- 32:30Seria a Tampinha? Coroa, né?
- 32:31Se você olhar a Tampinha, ela tem, querendo ou não, 11
- 32:34aparência de coroa, mais do que o bendito coronavírus.
- 32:37Lembrando aqui de passados traumáticos recentes.
- 32:40Mas é, é, é só para ilustrar. E aí, Oo diferencial de uma
- 32:43forma imediata que você olha é porque é 11 tampa externa que
- 32:47abraça o bico da garrafa por uma deformação na hora do invase,
- 32:51mas ela também por dentro, ela revestida com cortiça, o mesmo
- 32:53material das rolhas que impedia o contato do líquido com a
- 32:57Tampinha e, consequentemente, a oxidação, a degradação, a
- 33:00transformação do produto interno de uma forma não desejada.
- 33:03Então, você tem algo que de fato é inovador?
- 33:06E aí tem uma citação dele. Que, se não me engano, é da
- 33:08própria. Eu não sei se é da do próprio
- 33:10pedido de patente ou de um comunicado que saiu num jornal
- 33:13de Baltimore na época. Mas ele diz o seguinte, até onde
- 33:15sei, sou o primeiro a vedar garrafas com discos para tal
- 33:19finalidade, discos de cortiça, comprimidos em contato Estreito
- 33:22com a boca da garrafa e mantidos nessa condição por uma tampa de
- 33:26vedação metálica flanjeada. Cuja flange é Dobrada ou
- 33:30prensada para contato de travamento enquanto o disco está
- 33:34sob pressão, com um apropriado ressalto anular na boca da
- 33:37garrafa, ou seja, o bocal da garrafa também precisa ter
- 33:40aquele beicinho. Que as garrafas, especialmente
- 33:43as retornáveis, têm para que a Tampinha possa abraçar e vedar
- 33:46enquanto OA parte interna também vai fazer uma vedação contra a
- 33:50parede interna da garrafa e, consequentemente, não impedir
- 33:53que o líquido entre em contato com a tampa, causando aí algum
- 33:57efeito indesejado. É claro que uma primeira versão
- 34:00pode ser suscetível a uma série de erros, não que ela fosse
- 34:03suscetível a erros, mas ela sofreu algumas modificações ao
- 34:06longo do tempo. Antes a cortiça era super
- 34:08grossa, né? É o lábio da Tampinha.
- 34:11Ele era muito grande, curvatura, então isso tudo foi sendo
- 34:14refinado ao longo do tempo, equacionando inclusive a força
- 34:17necessária para você abrir essa Tampinha, o que no começo era um
- 34:21problema. Mas aí, 2 anos depois, em 1000,
- 34:231894, o cara foi lá, patenteou o próprio abridor de garrafa,
- 34:26então o. Cara, o cara, ele, ele ele
- 34:29resolve o problema, cria mais um e ainda vende OA solução do
- 34:32primeiro problema que ele. Criou é isso aí, porra.
- 34:34IA perguntar do abredor agora, eu falei, mas quando é que
- 34:37surgiu esse grande amigo? Nosso Brasil está explicado?
- 34:41E ele fez 111 movimento duplo, porque o abridor ele tem aquela
- 34:45aquela cavidade, aquela boquinha que a gente já conhece, para
- 34:48você pegar e abrir a Tampinha. Mas na ponta dele, na ponta do
- 34:52outro lado, ele tinha um ganchinho que era apropriado
- 34:55para abrir o botos top lá OOO outro.
- 34:58O outro tipo de vedação que ele tinha proposto lá em 1895, então
- 35:01você podia pescar a rolinha dele de um lado e abrir a Tampinha
- 35:04com o outro, o cara foi. Só o cara é um gênio.
- 35:08Sem é pontas soltas aqui. E aí por conta dessa patente que
- 35:11ele obteve em 1892, ele não é. Eu acho que ele tipo fechou
- 35:14OCNPJ da motocil e abriu a Crown cork and Seal company.
- 35:20Ele não aprende, né? Ele continua batizando a empresa
- 35:24ipsis. Litteris, mas é que crowd cork
- 35:27parece legal. Imagina se ele?
- 35:28Fabricasse papel higiênico, como é que seria o nome da empresa as
- 35:31cleaner? Olha, isso não é não é crowncork
- 35:33perdão é crowncap. É literalmente o Chapeuzinho de
- 35:36coroa é a Tampinha de coroa, porque é um nome fofinho, né?
- 35:39Um nome legal, tá bom? É um nome descritivo?
- 35:41É tipo assim, é o. É, é tipo papel higiênico, limpa
- 35:45a bunda, é o nome da empresa. Exatamente.
- 35:47As cleaner porra, fábrica de papel higiênico cleaness.
- 35:53Melhor nome que esse, só tipo Jarbas.
- 35:56O pior que Os Americanos são super assim, né?
- 35:57Tipo papel toalha, kitter row, né?
- 35:59Um é um Rolo de cozinha. Mas tem uma piada muito boa
- 36:02sobre isso, né? Que tipo que é?
- 36:03111 inglês explicando para o norte americano as palavras,
- 36:06dizendo assim, pro, pro, para os norte americanos tem que
- 36:08explicar tudo. As palavras tem que ser
- 36:10literais, porque Oo norte americano não não entende nada,
- 36:12tipo assim, assim é papel para limpar a boca, tipo sei lá.
- 36:15Mas isso é parecido? Com alemão também.
- 36:18Hein? Não, não falo do alemão.
- 36:19Ué, gente, o alemão é de porque essa mesa é o quê?
- 36:21Essa é a mesa. E de comer o almoço aí deve.
- 36:23Tem uma outra palavra, essa mesa de comer o jantar.
- 36:26Não é literalmente, é. É sentish.
- 36:28É isso, abentish. Entendeu?
- 36:31Mas isso é por causa do idioma. O idioma aqui é tosco, é
- 36:34arcaico. A gente descreve com uma certa
- 36:36abstração, né? Os caras descrevem ou por forma
- 36:39ou por função. Isso é muito comum.
- 36:40Não estou falando dos alemães, né?
- 36:41Na língua inglesa isso é muito comum.
- 36:43Mas o alemão tem uma coisa. Tem uma coisa chamada zoig, que
- 36:45é, qualquer coisa zoig é coisa. Então, tipo assim, ó.
- 36:48É o trem. Foyazog zoig isqueiro.
- 36:51Coisa que acende, coisa de fogo, coisa que acende.
- 36:54Enfim, deixa eu falar. É genial.
- 36:56Deixa quieto. Deixa eu falar o germanófono
- 36:59revoltado com a língua alemã. Bom, vamos aí.
- 37:03O motor precisa colocar o trem de volta no treino?
- 37:05Então vamos lá. Venha meu Opala, meu diplomata.
- 37:10Diplomata, jamais. Minha personalidade não permite
- 37:12é a patente. A proposta e a atuação da
- 37:15chroncap and Seal company foram muito bem sucedidas em
- 37:18relativamente pouco tempo. Né Oo?
- 37:21O grande desafio foi espalhar a palavra, mas o que não faltou
- 37:24foram provas de eficaz. Eventualmente tem outras jogadas
- 37:27de marketing para para descrever essa palavra, mas você tem aí um
- 37:31produto que de fato foi muito funcional logo no começo, né?
- 37:34Esses ajustes finos é, demoraram um tempo, mas muita gente passou
- 37:38a ser cliente da crowdcap. Logo eles é adquiriram direitos
- 37:42de produção fora dos Estados Unidos e começaram a ser
- 37:44contatados por gente assim de vários setores.
- 37:46Eles pensaram no setor de refrigerantes, águas gasosas e
- 37:49alcançaram esse setor. Mas também gente do setor
- 37:52cervejeiro. E aí você tem empresas não
- 37:54necessariamente cervejeiras, mas empresas bastante grandes já No
- 37:57No período, né? No da virada do 19 para o 20,
- 37:59então a polinares na Alemanha, a shueps na Inglaterra, fala se
- 38:03também de empresas na França, no Japão e até no Brasil, né?
- 38:06Nessa época, logo no comecinho, e aí tem 111.
- 38:08Lance curioso, né? Eles pegaram, eles estabeleceram
- 38:1111 firma com o representante comercial na Inglaterra.
- 38:14E aí, do réveillon de 1894 para 1895, os caras fizeram tipo uns
- 38:17versinhos assim, motivacionais, aquela coisa de vamos manifestar
- 38:19as nossas intenções de Ano-Novo, né?
- 38:22Aproveitando que esse é o nosso primeiro episódio dessa série de
- 38:272026, os versinhos eram o seguinte, let's hope and thing,
- 38:29year Nine to five, every country, City and Town, will a
- 38:31bollish, but wire and cork and Youse, the American Chrome.
- 38:41Que basicamente é que no ano de 95, todo o país, cidade e Vila
- 38:45abandone o Arame e a rolha e usem a coroa Americana.
- 38:49Então tem se aí uma atração que é boa, ela tem amplitude, mas
- 38:53ela não é ainda aquela força arrebatadora de eliminar todas
- 38:58as outras opções de de vedação de garrafa?
- 39:01Mas isso estava em curso. E aí, por conta disso, você tem
- 39:03algumas histórias curiosas, né? Uma jogada de marketing
- 39:06interessante que é por essa época aí também.
- 39:09O cara mandou um navio. Ir para a América do sul com
- 39:12garrafas fechadas com a kroncap 40 dias para ir, 40 dias para
- 39:17voltar. Depois voltou, estava tudo
- 39:19intacto, bonitinho, chamou jornalista para fazer matéria
- 39:22tal, tal, tal. Virou uma sensaçãozinha na Costa
- 39:25leste dos Estados Unidos. E aos poucos a gente vai vendo
- 39:28isso cada vez mais sendo a opção mais desejada pela indústria de
- 39:32refrigerantes, como também a indústria de cervejas, não só
- 39:36nos Estados Unidos, mas em outros pontos do mundo.
- 39:38Perfeito é isso, meus amigos. É um trabalho.
- 39:40É devagarzinho mesmo, comendo pelas beiradas e tal.
- 39:43Só que. Paciência viola de bila é
- 39:46preciso ter paciência. É tudo que não tenho, tá?
- 39:49Tudo que não tenho, não tenho mesmo.
- 39:51Vamos fazer o quê, né? Olha só, hoje é quinta-feira e
- 39:56eu quero saber, você já garantiu a cerveja do final de semana?
- 40:00Porque eu tenho uma dica e eu tenho certeza que você vai
- 40:03gostar. A dogma segue com rótulos
- 40:05incríveis e vários lançamentos para você poder conhecer.
- 40:08Quer pegar uma mais leve, curtir uma cerveja com ótimo custo
- 40:11benefício? Tem a pilsen, session IPA, a
- 40:13Visa e outras. Quer inovação e cerveja Extrema?
- 40:17Não tem problema, eles têm a raze IPA, imperial IPA e até
- 40:21bruxa imperial state envelhecida em barril.
- 40:24Pois é, não faltam opções para quem quer curtir uma boa
- 40:27cerveja. Aproveita que além de tudo tem
- 40:30desconto para os nossos ouvintes.
- 40:32Com cupom SDL 7 você garante a sua cerveja fresquíssima com 7%
- 40:38de desconto. Acesse o site dele,
- 40:40cervejariadogma.com.br. Enfim, só que a gente não tocou
- 40:47no assunto aqui. De onde que veio essa ideia?
- 40:50De falarmos sobre a Tampinha da garrafa que eu não consigo mais
- 40:55parar, eu vou cantar isso para sempre.
- 40:57Só vida desce na Tampinha da garrafa.
- 40:59Enfim, é, eu estava lá fazendo o que eu faço de melhor e minha
- 41:04vida que é procrastinar. Rolando realf.
- 41:07E aí eis que passo no vídeo, falando sobre justamente essa
- 41:11criação milagrosa, que ninguém fala sobre isso e uma
- 41:16especificidade absurda, falando que tem uma quantidade.
- 41:22XYZ de gominhos nessa coroa que vão aí permitir que ela seja tão
- 41:27perfeita, tão maravilhosa, tão vedativa, né?
- 41:30Que é o número cabalístico 21, mas será que é isso mesmo, né?
- 41:35Aí eu trago pro Gabriel, essa pemba tem um motivo específico
- 41:38para isso. Foi uma questão clara desde o
- 41:40começo, ele ficou transitando ou tentativa e erro, né, ó?
- 41:45Essa pemba é bom? Dum scrolling resultou num
- 41:48programa do do. Ou se ela não dorme pensando nas
- 41:53cervejarias ciganas. Cara, quando ela está
- 41:55procrastinando tudo, leva AA mente, direciona tudo para o
- 41:59trabalho. Minha cabeça é uma terreno muito
- 42:02fértil, se você souber. É tipo assim, é cabeça ociosa.
- 42:06Oficina do diabo, não. Cabeça ocupada é oficina do
- 42:08diabo pra caralho. No caso da Ludmila, né?
- 42:11Também também. Exatamente, mas enfim, conte pra
- 42:14mim, Gabriel. Esse lance do 21.
- 42:16Ele é específico demais? É, né?
- 42:18Parece quase. Mitológico, às vezes tem umas
- 42:22questões específicas assim, e já que a gente está falando de uma
- 42:25coisa que é pensada do ponto de vista do design, né?
- 42:28Do ponto de design industrial, que tem cálculo, né, que tem
- 42:31porquês. Muito específico do ponto de
- 42:33vista técnico é, valeria a pena investigar o porque desses 21 é
- 42:38dentinhos na tampa e tal. E se você contar de fato, o
- 42:41padrão é é é esse hoje em dia, mas em tudo que eu fui ler.
- 42:44Ninguém fala dessa quantidade com ninguém, menciona.
- 42:48Então isso não foi algo importante para o
- 42:50desenvolvimento, para patê, para nada, né?
- 42:52O sujeito desse vídeo fala que se fossem mais que 21, Oo
- 42:56material, ele. Colapsaria.
- 42:57Ele rachava, ele colapsaria, se fosse menos, ele não vedaria
- 43:00direito. Pô, mas existe uma série de
- 43:02outros elementos que que que vão fazer, que vão influenciar nessa
- 43:06variabilidade, né? Do tipo de material, da
- 43:08espessura do material é da espessura da boca da garrafa, é,
- 43:12não dá pra falar que 21 número Milagros.
- 43:14Você põe 21 ali e de repente, sei lá, se você enterrar uma
- 43:17Tampinha, vai nascer um girassol.
- 43:19Ah, pelo amor de Deus. Ah, que fofo.
- 43:23EEO vídeo também ele tem algumas inconsistências no sentido de
- 43:27partir da premissa de que o penter desenvolveu a kroncap
- 43:30pensando na indústria cervejeira, o que não é verdade,
- 43:32como a gente já viu aqui. O design mesmo, ele sofreu
- 43:35algumas alterações, teve uma época que ele teve 24 dentinhos
- 43:38e tal. Então eu eu falo que isso é uma
- 43:40grande bolcha, né? O cara, ele foi um pouco
- 43:42sensacionalista na desonestidade e propagou aí uma fake news, tá
- 43:46OK? Mas aí a gente está fazendo o
- 43:48nosso trabalho aqui, claro, de trazer essa informação toda
- 43:52brilhante. Só que isso aí não dá um rios,
- 43:54cara, não dá um rios não dá 1000000 de visualizações.
- 43:56Eu quero 1000000 de visualizações e place na minha
- 43:58mesa. Não dá um rios, dá um mar.
- 44:02Caraca, gente, você viu o guarda sem?
- 44:04Esse rios não deságua em lugar nenhum.
- 44:06Exatamente. Ê Brasil, vocês vão fazer agora?
- 44:09Ó, ele pegou a ele, pegou a merda e fez um ciseirinho de
- 44:12bosta. AI, meu Deus do céu.
- 44:17Mas enfim, é o os estudos, né? Que compilam, inclusive estudos
- 44:21que que vão encher a bola do penter e tal alguns livros
- 44:25sobre. Sei lá o os grandes inventores
- 44:27dos Estados Unidos, grandes contribuições para o design que
- 44:31vieram do país e tal, não, não nem mencionam esse ponto, então
- 44:34esse.eu, acredito que ele não tenha sido relevante tal qual o
- 44:37sujeito lá do vídeo fez parecer, né?
- 44:39O que a galera frisa mais é essa visão inventiva de um cara que
- 44:42de fato teve 85 patentes registrados no seu nome e um
- 44:45time empresarial, porque ele migrou entre várias várias
- 44:48esferas de atuação. No fim, fez 2 empresas bem
- 44:50sucedidas a nível local, depois a nível nacional e a nível
- 44:53Internacional. Então.
- 44:54Ele não viu ainda OOO todo o potencial, né?
- 44:58Da do seu invento em vida. Mas logo que ele faleceu, a
- 45:02coisa continua engrenando engrenando engrenando que hoje é
- 45:05o é o padrão. Hoje é o padrão.
- 45:06Mas se eu tivesse que apostar, está tudo relacionado à
- 45:08indústria. É tipo, qual é a menor
- 45:11quantidade de material que eu preciso para fazer uma Tampinha
- 45:15que faça ela mais barata possível?
- 45:17E. E como eu aperto isso, com um
- 45:19equipamento que não seja tão caro para eu conseguir fazer
- 45:22esse negócio funcionar e custar bollox, tá ligado?
- 45:26E ele desenvolveu e patenteou a máquina de rolamento também.
- 45:29E tá e tá relacionado a boca da garrafa.
- 45:32Se for pra não boca da garrafa agora lude.
- 45:34Vai descendo. Mas a boca da garrafa também.
- 45:37AA boca da garrafa é padrão, né? Tipo OKA gente tem a de
- 45:40champanhe e a gente tem a de cerveja, mas que usa.
- 45:43Ela Foi tornada padrão depois disso.
- 45:45Né? Foi tornada padrão, então, tipo,
- 45:46o fato de ter 21, é isso? Basicamente, é o tamanho da
- 45:50garrafa. Se fosse um 10 vezes maior,
- 45:52talvez tivesse, sei lá, 10 vezes mais.
- 45:54Dente, eu acho que esse programa pode trazer engenheiros.
- 45:59Bacharéis, diplomatas. É designer de produto?
- 46:02Exato. Pessoas que vão chegar e falam
- 46:04assim? Não, ela tem tudo.
- 46:05Ela vê o 21. Com tal, tal, tal.
- 46:06E vamos deixar a galera brigar porque porra, OOOO engajamento
- 46:11também. O hater do engajamento funciona
- 46:14muito, tá, Brasil? Então, se tiver alguma coisa
- 46:16errada. Não é isso, briguem, se eu tiver
- 46:18errado, tudo bem, não, não tem problema errado.
- 46:20Mas as Fontes que eu consultei que não foram Wikipédia.
- 46:23Me dizem que aquilo é irrelevante.
- 46:25Cabral, e lá vem você também querendo, querendo acabar acabar
- 46:29com a fonte e dar essa pessoinha, deixar a pessoinha
- 46:31entrar fonte e ver ela vai e ruim, tá vendo?
- 46:34É querendo tudo. Ele, tudo ele.
- 46:35Não, Oo wikipedia não é ruim, ele tem sua função, mas o
- 46:38wikipedia às vezes ele referencia a certas coisas, às
- 46:41vezes não. Ele tá ali, deixa elezinho
- 46:42também. É gerado pro ser humaninho
- 46:44também, né? Também e tem uma triagem ali pra
- 46:46pra subir conteúdo e tal. Vamos lá?
- 46:52E você que está ouvindo a gente e é cervejeiro, caseiro ou
- 46:56profissional, já fez cerveja com lúpulo brasileiro?
- 46:59O surra de lúpulo tem o prazer de ter entre os seus
- 47:02patrocinadores uma fazenda de lúpulo nacional Amil out.
- 47:06Eles entregam o lúpulo size incrível, com qualidade, frescor
- 47:10e terruá da Serra gaúcha. E se liga só nessa novidade, a
- 47:14colheita da safra de 2026 está acontecendo neste exato momento
- 47:18que te falo e. E quem for rápido vai poder
- 47:20garantir o seu lúpulo 1000 out, o máximo de frescor e todas as
- 47:24características sensoriais que ele tem para entregar.
- 47:26Corre lá para garantir o teu. Acesse o Instagram arroba
- 47:31lúpulos 1000 out e converse com eles para garantir os primeiros
- 47:35pacotes da nova safra. Aí a gente vai aproveitar que a
- 47:48gente está nesse momento de falar de coisas que fecham as
- 47:51garrafas. E a gente acha que é importante
- 47:54a gente dar uma atençãozinha também a outras cositas que
- 47:58também possibilitaram a vedação. A gente já falou AAA rolha em em
- 48:02outras ocasiões. A gente falou rapidinho do
- 48:05phliptop, a gente vai já falou da Tampinha.
- 48:08Mas agora Henrique vem com a parte técnica desta questão das
- 48:12vantagens e desvantagens entre cada uma dessas pequenas
- 48:15dedadoras Henrique, por favor. Primeiro eu queria trazer 11,
- 48:19fato legal que é legal e estranhamente bizarro.
- 48:23AA guinnes tão querida guinnes, né?
- 48:26Que inclusive foi o primeiro programa que a gente fez.
- 48:27Foi da guinnes, não foi? Foi o primeiro programa que a
- 48:29gente fez. Foi da guinnes a.
- 48:30A guinnes só trocou o uso de rolhas por tampinhas metálicas,
- 48:35né? Na década de 60, em 1960, para
- 48:38vocês terem uma ideia, e inclusive gerou 11
- 48:41grandiosíssima comoção popular porque a galera achou que mudou
- 48:46o gosto da cerveja. O fato de não arrolhar ela com
- 48:51uma rolha de cortiça e arrolhar ela com uma tampa normal
- 48:55metálica, como a gente conhece hoje em dia, então isso é um
- 48:57fato. Bem, é uma anedota muito
- 48:59interessante que realmente aconteceu em 1960.
- 49:02Será que daqui a uns sei lá? 80 anos vão falar assim.
- 49:07Rolou uma anedota que a Heineken disse que o processo de produção
- 49:11dela no Brasil saiu de 28 para 21 dias.
- 49:13Mudou completamente a será que você vai virar anedota também?
- 49:17Será na época que as pessoas bebiam álcool e se intoxicavam,
- 49:21daqui a 80 anos, as pessoas. Não me estoxicaram mais exato,
- 49:23tá certo? Você tem razão, vão.
- 49:25Estar tomando soma, tá ligado? Mas enfim, uma coisa importante
- 49:29que essa evolução, né? Primeiro, uma coisa que a gente
- 49:32precisa entender, quando você pega uma rolha.
- 49:34Hoje a gente tem formatos diversos de rolha, a gente tem a
- 49:37rolha plástica, a gente tem a rolha sintética e a gente tem a
- 49:41rolha de cortis. A rolha de cortiça é uma árvore
- 49:44que tipo é literalmente uma casca da árvore que é removida e
- 49:48ela é cortada no formato específico.
- 49:50Então ela é inclusive 111, formato ameaçado de extinção,
- 49:55porque é baseado numa planta realmente que.
- 49:57Necessita ter uma plantação para remover essa essa casca para
- 50:01fazer mas. Chama sobreiro árvore.
- 50:04Sobreiro sobreiro sobreiro EE está realmente diminuindo
- 50:08drasticamente e encarecendo consequentemente o uso de rolhas
- 50:12não sintéticas, tornando inclusive as pessoas que usam
- 50:15muito, muito de modez, né? Mas enfim, tem a questão que Por
- 50:19Ela ser um material não sintético, ela é porosa e.
- 50:22E Por Ela ser porosa e Por Ela ser um material que é da
- 50:25natureza, né? Ela sofre com o tempo.
- 50:27Então ela primeira coisa, ela permite a entrada e saída de
- 50:31gases, ainda que micro saída e micro micro entrada ela permite
- 50:36isso. Então a rolha, a rolha de
- 50:37cortiça, ela tem essa desvantagem ou vantagem
- 50:40dependendo da cerveja que tu está colocando ali dentro ou da
- 50:42bebida que tu está fazendo, que é ter essa troca com o ambiente.
- 50:46Mas também tem as desvantagens que não funciona para ninguém,
- 50:49que é, por exemplo, o encolhimento por ressecamento da
- 50:51rolha. Rolha tem que estar sempre
- 50:53úmida, porque se não ela encolhe, como toda a madeira,
- 50:56né, ela vai conforme ela perde a umidade, ela perde também o seu
- 51:00tamanho, ela vai diminuindo. E aí, quem nunca teve uma
- 51:02cerveja que você perdeu a cerveja basicamente porque a
- 51:05rolha encolheu, joga a primeira Pedra, inclusive não faz muito
- 51:08tempo que aconteceu aqui em casa uma eu consegui salvar, ainda
- 51:10estava começando a gotejar, isso é um problema da rolha, então
- 51:14isso também é um problema que foi tentado, foi tentado, não
- 51:17foi resolvido, né, com sucesso quando foi criada as tampas.
- 51:22Que a gente conhece hoje os, mas ela também agora falando
- 51:26especificamente, né? Ah, outra coisa importante sobre
- 51:29as rolhas da de cortiça é que elas também são suscetíveis à
- 51:33contaminação, porque novamente porosidade novamente, tem outros
- 51:37fatores que influenciam nessa nesse contato, ainda mais no
- 51:40quando o líquido está em contato com a rolha, que pode levar a
- 51:44uma mudança na cerveja que tu tem ali dentro daquela garrafa
- 51:47que está arrolhada com a rolha. Aí vem o tal do penter,
- 51:51jovenzinho e pintor que ele vai fazer esse traz essa esse
- 51:54formato novo. Por que que ela é boa?
- 51:56Qual é a uma das diferenças? O Gabriel já trouxe um
- 51:59pouquinho, mas basicamente a gente tem uma tampa de metal que
- 52:03tem uma camada interna que é geralmente de polipropileno.
- 52:06Se eu não estou enganado, ou algum outro plástico que faz com
- 52:10que tu crie esse isolamento através de pressão.
- 52:13Entretanto, tu tem bem menos porosidade do que uma rolha.
- 52:18Ainda que tu tenha curiosidade, isso é importante.
- 52:21Não é 100% isolado, mesmo tendo esse plástico, não é 100%
- 52:26isolado do ambiente. Ela não é a prova de erro.
- 52:28Entretanto, ela é muito mais barata e ela é muito mais
- 52:33industrial, né? O processo de industrialização
- 52:35com essas tampas ficou muito mais simples, de certa forma.
- 52:38E a gente tem 2 formatos hoje em dia, que são os mais padrões,
- 52:41tem 3, na verdade. Nós temos uma tampa que ela
- 52:44simula, uma rolha, que ela é uma tampa de metal, que dentro dela
- 52:48tem uma rolha de plástico. Aí você vai ver isso muito em
- 52:50espumante. Algumas cervejas muito
- 52:53específicas usam esse tipo de tampa, mas as mais comuns que a
- 52:57gente tem é a pry of, que é essa que a gente usa um abridor para
- 53:00abrir, que é a que a gente usa largamente.
- 53:03E também tem a twist of, que é aquela que a gente gira, que a
- 53:06gente consegue abrir com a mão. Qual é a diferença das 2?
- 53:09Tem 2 grandes diferenças. Primeira, o material da pryoff.
- 53:13Ele é mais rígido, é um material mais forte, mais resistente e
- 53:17mais durável. Ele é menos permeável ao
- 53:20oxigênio e permite que menos CO2 saia de dentro da garrafa.
- 53:22Isso é uma coisa importante. E o segundo ponto importante é
- 53:25que também que. São garrafas em formatos
- 53:27diferentes. A gente tem uma garrafa que tem
- 53:29a boca da garrafa ali. Desculpa lud, tem a boca da
- 53:32garrafa num formato reto somente pra pra quando virar a Tampinha,
- 53:38né? Ela encaixa ali e no caso das
- 53:40garrafas de torcer, ela é realmente uma rosca que tem ali
- 53:43No No, na parte de vidro que é esse material.
- 53:46Por ser menos denso, por assim dizer, ele tem menos quantidade
- 53:50de metal, ele se gruda, se se molda melhor a rosca e tu
- 53:54consegue abrir com a mão. E aí a gente também tem ainda
- 53:58hoje em dia o uso das fliptops. Por que que a fliptop ainda pode
- 54:02ser usada ou ainda é usada? Ela tem umas vantagens, porque
- 54:05ela é reutilizável, retornável por.
- 54:08Porque aquele materialzinho que tem, que é da Tampinha, hoje em
- 54:11dia usa se muito plástico, antigamente era usado cerâmica
- 54:14para fazer aquela Tampinha e uma parte de borracha, geralmente
- 54:18borracha que poderia ser trocada.
- 54:21Então tu tem 1111 vida, uma sobrevida maior daquela garrafa,
- 54:25ainda que a gente poderia entrar em vários problemas aqui, de
- 54:27industrialização para esse tipo de, de, de, de.
- 54:30Contenedor, né? De é recipiente, mas AA fliptop
- 54:35tem a vantagem de tu poder reutilizar ela e trocar essa
- 54:37essa borracha e continuar usando ela por muito tempo, apesar de
- 54:41que ela também sofre desgaste como qualquer 11 das maneiras de
- 54:45a rolhar que a gente falou aqui tanto a rolha de cortiça, rolha
- 54:49plástica, talvez seja uma das que menos deforma, mas é a mais
- 54:52feia da da história e mais artificial possível daquela
- 54:55rolha de sidra cerezer. E tem as agora as que as pry
- 55:00offs. Que também tem a sua função.
- 55:02Mas elas também não são a prova de bala, tanto é que a gente
- 55:05ainda vê gente hoje selando garrafas com cera para poder
- 55:10manter por mais tempo e garantir e cobrar um absurdo em cima de
- 55:13cada garrafa, porque tem cera na tampa que é impossível de abrir
- 55:17elas depois. No uísque também tem, né?
- 55:19Tem o makers Mark, é o acho que Oo exemplo mais emblemático
- 55:22disso. Mas aí já modificaram rolha, né?
- 55:25Já não, não tem tanta exposição assim.
- 55:27Enfim, é só para manter a marca do.
- 55:30Vestilador mesmo EE, um distintivo estético que encarece
- 55:34o valor simbólico da marca. É basicamente é marketing, né?
- 55:37Marketing? Marketing é aí, ó, aí chegamos
- 55:39neles de novo. Aí olha só, e esse plastiquinho
- 55:43que tem ali, que protege a Tampinha de não entrar em
- 55:47contato com o líquido nomezinho dele, é line?
- 55:50Liner olha aí o liner o. Liner é esse amiguinho.
- 55:54Esse amiguinho que não deixa o líquido encostar ali e fica tudo
- 55:58bem. Ele inclusive tem.
- 55:59Se você olhar nas tampinhas de garrafa, ele tem 11.
- 56:02Como se fosse uma. Identificação.
- 56:05Não é uma identificação que eu quero dizer, é como se fosse um.
- 56:07Ele tem um anelzinho interno. Se você olhar online, ele tem um
- 56:10anel, que é justamente para ajudar na vedação e pegar essa,
- 56:14esse anelzinho interno, ele vai pegar na boca da garrafa e
- 56:17novamente eu não vou parar e vai ajudar a mantê la.
- 56:21Aí é mais fechado, em base mais garantido, ainda mais, né?
- 56:25E se você pegar e abrir uma garrafa e você vê que está
- 56:27enrugado esse liner que agora não me lembrava desse nome,
- 56:30houve. Na verdade, eu não sei se eu
- 56:31lembrava, porque eu talvez. Desconhecesse é sinal de que ele
- 56:34está envelhecendo e ressecando e você corre correr o risco de
- 56:38perder essa cerveja se não perdeu.
- 56:39Exatamente. Bom, aí o Gabriel, na última
- 56:43fala dele, conta que o William penter, apesar de ter feito 85
- 56:48patentes e ter sido até bastante bem sucedido, inclusive nessa
- 56:52última ter criado empresas com nomes duvidosos e et cetera, ele
- 56:57não viu. De fato, ele viu um pouco, mas
- 56:59ele não viu essa maravilhosidade tomar cor, né?
- 57:02Né? Ele morreu muito cedo.
- 57:05Então conta pra gente um pouco dessa do que que foi a vidinha
- 57:08da da Tampinha depois do William, porque ele não viu a
- 57:12vida da Tampinha Como Ela É hoje.
- 57:13Não viu, mas ela cá está entre nós, né?
- 57:16É exatamente. E o nos nomes duvidosos?
- 57:19Ele gastou toda a criatividade no modo MacGyver, né?
- 57:21E aí na no modo no foto comercial, apesar de uma
- 57:25gerência boa, ficou faltando. Exatamente.
- 57:28Muito bem. Então, só para rememorar algumas
- 57:30Datas, em 1885, foi o primeiro. Pedido de patente daquele da
- 57:34primeira proposição dele de uma rolha de borracha ou material
- 57:37maleável que servisse ali como uma vedação.
- 57:40Em 1892, ele recebeu a patente da crowncap de fato e abriu a
- 57:44companhia crowncap blá blá blá. E ele vai falecer em 1906, com
- 57:4767 anos, né? Ele entrou nesse ramo tarde e
- 57:49acabou indo. Relativamente cedo, digamos
- 57:54assim. Nessa época, 67 anos, além da
- 57:57expectativa de vida, mas ele tinha condições de vida boa,
- 58:00apesar não sei se consumia muito açúcar, né?
- 58:02Ficava recebendo uns refrigerantes de brinde, né?
- 58:04Ó aqui, ó, tá aí, ó, refrigerante, tapado com a sua
- 58:06tampa, bebe que faz bem pra saúde, né?
- 58:09Morreu de diabetes, coitado, não sei, não sei, é, mas existe uma
- 58:13diferença na trajetória desse sujeito.
- 58:15Se for comparada com a trajetória de todos os cabeças
- 58:18de empresa que a gente viu nesse nesse glorioso programa que aqui
- 58:22não há nepo babs, pelo menos não nessa fase Ludmila não há nepo
- 58:26babs aqui. Não há nepo babs.
- 58:28Finalmente, na verdade, eles estavam contando que eles iam
- 58:33ficar ricos sem ter que fazer nada.
- 58:35Será que foi isso que aconteceu? Ninguém falou de ter filho
- 58:38vagabundo, só falou que nenhum dos filhos do cara assumiu a
- 58:41empresa logo em seguida. Mas.
- 58:43Teve um genro, que merda, incompetente, que passou a gerir
- 58:47a empresa depois que ele faleceu e quase levou tudo à falência.
- 58:50Quase levou tudo à falência. Ainda bem que ele morreu,
- 58:53William, nossa, que desgosto. Não viu o desgosto, né?
- 58:57Não viu as pessoas picharem a pintura do cara.
- 58:59Enfim, o uma. E aí você tem uma série de
- 59:02desenvolvimentos da primeira metade do século 20 que vão ser.
- 59:05Nesses, nessas primeiras décadas, sobretudo,
- 59:08desvantajosas para a empresa. Mas logo as coisas vão melhorar.
- 59:11Primeiro, você tem a inspiração de patentes, algumas entre 1909
- 59:15e 1911, o que gera uma perda de receita.
- 59:16Ao mesmo tempo que, no caso da disseminação dessa tecnologia,
- 59:19faz com que mais pessoas possam aderir, comprar ou desenvolver
- 59:22as máquinas. Envasar com aquela, com aquela
- 59:24metodologia e aquilo passar a ser cada vez mais a norma da
- 59:29indústria, né? O.
- 59:32Outra coisa que vai ser um baque também, sobretudo porque boa
- 59:35parte das receitas vinham da indústria de cervejas, da
- 59:38indústria de bebidas alcoólicas. É a lei seca, né?
- 59:40Que entra em vigor em 1919. É de 19 a 3320 a 33920 é que
- 59:45também vai dar aquele baque de um grande quinhão de mercado.
- 59:48É e, se não me engano, a. A cerveja não entrou tanto
- 59:54naquele rol de bebidas contrafeitas, né?
- 59:55De bebidas contrabandeadas, feitas escondidas, como os
- 59:59destinados. Então você de fato vai ter 11
- 1:00:01minada aí nesse nesse mercado, contudo, porém, entretanto,
- 1:00:04todavia, surgiu aí 11 life line 11 linha de sobrevida para essa
- 1:00:08empresa que tem a ver com as rolhas.
- 1:00:11Olha só, na década de 1920, então a lei seca já em vigor, o
- 1:00:14genro já tendo feito cagada No No poleiro é surgiu um sujeito
- 1:00:17chamado Charles macmainas. Ele era de Nova Iorque e ele era
- 1:00:23diretor de uma companhia chamada new processcore e de novo, as
- 1:00:26pessoas, sendo muito literais dos nomes dos seus negócios,
- 1:00:29cara. New processcore que Parola mesmo
- 1:00:34o que que você fabrica novas rolhas?
- 1:00:38E é literalmente isso. Eles desenvolveram um modo de,
- 1:00:41digamos, consolidar partículas de curtiça, né?
- 1:00:44Porque você tradicionalmente extrai a rolha inteirice da
- 1:00:47casca do sobreiro. Só que aí não sei se vocês
- 1:00:50lembram daqueles quadros de aviso com taxinha que você
- 1:00:54pegava o papel pregava na taxinha aquele material, uma
- 1:00:57cortiça consolidada, você molha o negócio, então você pega
- 1:01:00raspa, você pega igual serragem de madeira, o.
- 1:01:03Resto que sobra de fazer ela integralmente, né?
- 1:01:06Isso e você consolida aquilo no material só.
- 1:01:10E aí esse novo processo deu origem a essas folhas de
- 1:01:13cortiça. E isso depois passou a ser
- 1:01:15implementado no interior das tampinhas, Crown das tampinhas,
- 1:01:18coroa e aí que que o sujeito fez, ele comprou ações da
- 1:01:22crowncap. Logo depois ele fundiu as 2
- 1:01:25empresas, então ele passou a ser 11 gestor.
- 1:01:27Um pouco mais sagaz, né? Fez com que a produção fosse
- 1:01:32voltada para os refrigerantes de águas gasosas durante a lei
- 1:01:35seca, o que permitiu uma sobrevida.
- 1:01:37E também passou a vender esse novo liner, essa nova cobertura
- 1:01:41interna das tampinhas para outros que.
- 1:01:44Já que a patente tinha caído, podiam fazer essas mesmas forma
- 1:01:46caps, então ele manteve a tecnologia em voga com uma
- 1:01:49exclusividade que ele poderia fornecer que era mais eficaz,
- 1:01:52porque sendo o material mais fino é que ainda assim permitia
- 1:01:56a mesma vedação, a Tampinha poderia ser produzida com menos
- 1:01:59material, mantendo aí a mesma qualidade.
- 1:02:01E nessa época de lei seca, depois vem aí a queda da bolsa
- 1:02:05em 29, todo mundo aí contando todas as pênis, todos os
- 1:02:08centavos, cada centavo economizado.
- 1:02:10Valia um caminhão, né? Então você tem a centrada.
- 1:02:14Corporativa que vai fazer com que a empresa tenha uma
- 1:02:16sobrevida mais 3 décadas depois de 1892.
- 1:02:19Então, né? Já nos anos 20, a croncap vai
- 1:02:21ser basicamente o standard, vai ser basicamente o padrão e.
- 1:02:25E vai ter substituído praticamente todos os outros
- 1:02:29métodos de vedação de garrafas, sobretudo na indústria de
- 1:02:33cervejas, na indústria de refrigerantes também.
- 1:02:35Sempre fiquei me perguntando, você via aqueles filmes 250 a
- 1:02:37molecada abrindo refrigerante daquele jeito em qualquer lugar?
- 1:02:40Parece que é uma coisa super Moderna, mas na verdade nós é
- 1:02:42que ainda utilizamos uma tecnologia que é antiga e
- 1:02:45eficaz, né? Ainda que jovem, algumas
- 1:02:48cervejarias, né? Algumas empresas tentaram
- 1:02:51renovar isso, né? Tentaram fazer umas tampas ainda
- 1:02:54existem, inclusive algumas que tem uma Tampinha diferenciada,
- 1:02:57né? Que ela não é no mesmo formato,
- 1:02:59né? Sim, eu acho que é Império.
- 1:03:01Ela tem umas tampinhas, que é tipo um lacre que você arranca e
- 1:03:04depois ela abre. Exatamente, não sei com a eficaz
- 1:03:07é, mas é de fato 11 método diferente e tal é, e os filhos
- 1:03:10não é bem, né bobeis, mas aí acaba sendo também os filhos do
- 1:03:13Mac manos foram bons gestores. Depois que o pai faleceu, ele
- 1:03:16em. Inclusive, já que o Henrique
- 1:03:18falou da questão ambiental ligada à produção de de rolhas
- 1:03:21de cortiça, ele foi um cara que, especialmente no fim da vida
- 1:03:24dele, defendeu muito a plantação de sobreiros.
- 1:03:27Defendeu espaços que que fossem voltados para a plantação dessa
- 1:03:31árvore para que ela não entrasse em extinção.
- 1:03:32Para que o material da rolha, ainda que o carro chefe da da
- 1:03:35fusão do new cork com o crowdcap fosse 111, tecnologia que deixou
- 1:03:40a rolha para trás, ainda assim, a empresa dele fabricava isso de
- 1:03:44uma forma inovadora, diferenciada e ele?
- 1:03:46Foi um cara que defendeu os bosques de sobreiro, nos Estados
- 1:03:49Unidos e tal. Como é que foi o nome da empresa
- 1:03:52que foi fundada da new cork com a crowncap?
- 1:03:55Como é que foi o nome da new Crown cork capp?
- 1:03:59Eu acho que ficou tudo sobre crowncap com uma divisão new é
- 1:04:02cork cross assim? New generation, vamos lá.
- 1:04:05Generation XE aí, e aí, acho que tem Crown, crowns, é SEO, alguma
- 1:04:10coisa assim até hoje com esse nome principal EEE, ele e os
- 1:04:14filhos também fizeram com que a. A empresa entrasse em outros
- 1:04:17ramos de embalagem, né? Outros ramos da indústria
- 1:04:19alimentícia, perpetuando o negócio de alguma forma.
- 1:04:22Aí, ainda que a tecnologia já não pertencesse mais a eles.
- 1:04:25Mas a entrada dele foi também um passo além no refino desse
- 1:04:28lance. E aí tem 111 estatística assim,
- 1:04:30interessante é de um almanaque de 1960 que ele diz que em 1959,
- 1:04:34né? Ele diz que no ano anterior
- 1:04:35foram utilizadas no mundo 46 e meio.
- 1:04:41Bilhões de tampinhas no estilo Crown, isso há há mais de 60
- 1:04:46anos atrás, né? Então hoje nem nem sei.
- 1:04:48E aí, só pra gente arrematar aqui, eu acho que uma boa
- 1:04:51comparação com essa tecnologia é a caneta bic, que vez ou outra
- 1:04:54também, já que nós partimos das redes sociais, vez ou outra
- 1:04:57aparece nas redes sociais, o que é um design bem feito, né?
- 1:05:00Aquele design atemporal não é bem assim, né?
- 1:05:03Via a caneta bic na mão de alguém do século 19, a pessoa
- 1:05:05vai achar que aquilo é uma agulha de tricô ou algo para
- 1:05:08furar seu olho, mas é. É um design que resiste ao
- 1:05:11tempo, né? Resiste as trends e tal e é
- 1:05:14plenamente funcional. Então, acho que a crowdcap, ela
- 1:05:16tem um quezinho de caneta bic assim, porque Ela Foi uma
- 1:05:19inovação muito importante que virou norma na indústria e que
- 1:05:22permaneceu sem grandes modificações ao longo de mais de
- 1:05:25um século de existência, né? Talvez o mais significativo, já
- 1:05:29que o Mac manus foi um cara que entrou a partir da cortiça,
- 1:05:32tenha sido a substituição do lineer por materiais sintéticos,
- 1:05:35né? Isso também na década de 50, que
- 1:05:37é um padrão. Que é seguido até hoje, mas eu
- 1:05:40achei essa história bem massa de de conhecer um pouco mais de.
- 1:05:44Perto. Ah, muito legal.
- 1:05:45Tá vendo um vídeo mentiroso. Nos trouxe até aqui, Brasil.
- 1:05:49Gerou verdades? Exatamente, não é?
- 1:05:52Eu acho, eu acho. Bom, eu queria agradecer
- 1:05:59novamente ao Gurian Henrique. Muito bom gravar com você mais
- 1:06:03um episódio para conta dessa série histórica que vocês tanto
- 1:06:07amam, que vocês exaltam. Agora eles só querem o Gabriel
- 1:06:11Gurian, entendeu? Já, já vi gente que está
- 1:06:13editando o programa, tirando a minha voz do Henrique, entendeu?
- 1:06:16Eles só querem o Gurian. É tudo assim, é seus feedback
- 1:06:19que eu recebo, sobretudo no privado, pessoal.
- 1:06:21Não tem isso, pô, que isso? Que isso?
- 1:06:24Pô, bom, então queria. Falar que a gente começou o ano
- 1:06:26com a energia aqui, lá em cima? Lá em cima, lá em cima.
- 1:06:29E aí vem umas coisas assim, que é isso, gente?
- 1:06:31Calma, muito obrigada aos 2 por estarem aqui pra gente contar
- 1:06:34essa história e mais histórias virão.
- 1:06:37Então, se vocês estão de repente aí, ó, zapeando na sua internet
- 1:06:40e descobre uma história que vocês estão achando muito
- 1:06:43astuta. Ah, manda pro Gabriel.
- 1:06:45Gabriel vai descobrir que nada daquilo é verdade, porém trará a
- 1:06:48verdade para vocês. Vou caçar briga com os
- 1:06:50engenheiros, né, com os diplomatas.
- 1:06:53É isso aí. Se você ouviu a gente até aqui,
- 1:06:56lembre se de participar conosco nas nossas redes sociais, arroba
- 1:06:59surra de lúpulo no Instagram e no TikTok.
- 1:07:01Tem sugestão de pauta e convidado manda e-mail para
- 1:07:03contato arroba surra de lupulo.com.br, é isso, meus
- 1:07:07amigos? E aí, o que que a gente fala?
- 1:07:09Até a próxima. É porque não é semana que vem.
- 1:07:11Porque não é mais semana que vem.
- 1:07:28Este podcast é uma produção da Paint network e está disponível
- 1:07:32no Spotify, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferido.
- 1:07:36Na nossa equipe, contamos com a colaboração de Henrique
- 1:07:39Boaventura, Ludmila Almeida e Maurício tecá.
- 1:07:42Sócios e apresentadores do podcast também fazem parte do
- 1:07:46time, Gabriel Gurian na apresentação e redação do blog,
- 1:07:49Rubens reis, na edição hop your media, nas redes sociais e Laís
- 1:07:53Andrade no design.