Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Bia Fonseca: Probióticos e Saúde das Aves | Ep. 91
Transcript
- 0:00Cada vez mais a gente vai utilizar mais essas tecnologias,
- 0:05não só dos probióticos, como inclusive é melhorar a entrega
- 0:10desses probióticos, mas outros alternativos para cada vez mais
- 0:14a gente diminuir o uso desses antibióticos que são
- 0:20prejudiciais para a saúde como um todo, para a saúde única.
- 0:27Bem-vindos ao podcast O Aviário, as mentes mais brilhantes da
- 0:30avicultura no seu bolso. O podcast O Aviário só é
- 0:36possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 0:39a educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:43American Nutrients, solução é o nosso compromisso.
- 0:49Pegasus Science, a solução inteligente e em tempo real para
- 0:52a interpretação de micotoxinas. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 0:58ômega-tres DHA à base de algas para o enriquecimento de ovos
- 1:02com DHA de maneira sustentável. Adicioná-lo às rações está mais
- 1:06fácil do que nunca. Aquece, ambiência ideal para sua
- 1:11produção. Olá pessoal, bem-vindos,
- 1:14bem-vindas mais uma vez ao Aviário Podcast.
- 1:17Eu sou a Catarina Stefanello e hoje eu vou conversar novamente
- 1:20com a professora doutora Bia Fonseca.
- 1:23A professora Bia é médica veterinária, é mestre, é
- 1:26doutora, pós-doutora e atualmente é professora e
- 1:29pesquisadora na Universidade Federal de Uberlândia.
- 1:32Estamos aqui novamente, professora Bia, da última vez
- 1:35que nós conversamos, nós falamos justamente que a gente sempre
- 1:38vai ter algum assunto para conversar, então obrigada por
- 1:42aceitar mais uma vez o nosso convite, por nos dar a
- 1:45oportunidade de abordar mais um tema interessante para o pessoal
- 1:49que nos acompanha. O prazer é meu, se eu conseguir
- 1:54contribuir com vocês, com o que a gente produz aqui, com o que a
- 1:59gente desenvolve aqui, e disseminar isso para toda a
- 2:03comunidade da agricultura, isso é muito importante para nós.
- 2:08Eu que agradeço o convite. Bom, a gente também agradece.
- 2:11Eu vou falar para o pessoal, quem não acompanhou, a
- 2:14professora Bia já conversou conosco inicialmente sobre
- 2:17prevalência de Campylobacter na agricultura e depois, em um
- 2:21segundo momento, ela falou sobre nanobiotecnologia.
- 2:24Então, eu quero aproveitar para recomendar para quem não
- 2:27acompanhou, acessem lá o Aviário Podcast nas nossas plataformas
- 2:31de áudio, vídeo, aproveitem esse conteúdo de qualidade que a
- 2:36gente está produzindo. E hoje a gente tem a missão de
- 2:40falar sobre mais um outro assunto.
- 2:43A professora trabalha com o uso de probióticos, de uma nova
- 2:48geração, especialmente na avicultura.
- 2:51E nesse sentido, eu acho que nós podíamos começar falando sobre
- 2:57os probióticos, sabendo dessa atuação que eles têm,
- 3:01principalmente em índices zootécnicos na avicultura.
- 3:05E eu queria perguntar, professora, em aves, como que um
- 3:09probiótico pode colaborar para o controle também de bactérias
- 3:13como a salmonela, que é uma área que você trabalha e você tem
- 3:16conhecimento? Há na literatura muita
- 3:21divergência entre resultados de pesquisa a respeito do uso de
- 3:26probióticos para controle de bactérias, especialmente
- 3:30salmonela. Então a gente vê resultados
- 3:34positivos e a gente não vê resultado em alguns trabalhos
- 3:38científicos. E é claro que isso gera uma
- 3:41discussão tanto para quem trabalha na área quanto para
- 3:44quem não trabalha. O fato é que quando você tem um
- 3:49tema em que há muita divergência de resultados dentro das
- 3:54pesquisas científicas, Normalmente isso está associado
- 3:59a padronizações de metodologia. Então às vezes a metodologia de
- 4:04um colega é diferente da minha. Nesse caso dos probióticos eu
- 4:08não acredito que seja isso. Porque o que acontece é que a
- 4:15gente tem muitas cepas e muitas espécies.
- 4:18Então o mundo probiótico é enorme.
- 4:21Um exemplo. Quando o humano tem uma
- 4:23diarreia, a gente tem duas possibilidades se a gente quer
- 4:27usar probiótico. A gente vai no mercado, compra
- 4:31um Yakult, um iogurte, e lá no iogurte, por exemplo, eu vou ter
- 4:36bactérias lácticas, eu vou ter lactobacilos, ou eu vou na
- 4:39farmácia e compro um probiótico que já está encapsulado e vou
- 4:45usar. Se eu resolvo pegar um
- 4:49probiótico de iogurte, isolar ele e também capsular e tomar.
- 4:56Será que se eu tenho diarreia, será que isso vai me resolver
- 4:59igual o probiótico da farmácia? Imagine que eu esteja falando do
- 5:03mesmo lactobacilos. E aí eu já peço desculpas para
- 5:06vocês, porque a nomenclatura lactobacilos, ela mudou, ela foi
- 5:10renomeada. Só que eu vou continuar chamando
- 5:12de lactobacilos porque é o que as pessoas conhecem.
- 5:16Bom, enfim, será que vai ter o mesmo resultado?
- 5:18E a minha resposta é eu não sei. Eu estou falando de um
- 5:21lactobacillus que estava no iogurte, estou falando de um
- 5:23lactobacillus que estava na farmácia, que foi amplamente
- 5:28estudado, uma cepa padrão. Eu não sei, pode ser que sim?
- 5:32Pode, mas pode ser que não, porque a atividade das cepas,
- 5:37elas podem ser comuns, então eu tenho algumas características
- 5:42que são comuns a maioria das cepas probióticas, Por exemplo,
- 5:46com a estabilização de microbiota, é comum a maioria
- 5:48das cepas probióticas. Mas a atividade antimicrobiana,
- 5:53a produção de algumas vitaminas, o antagonismo direto com alguns
- 5:58patógenos, a imunomodulação, principalmente, não vai ser
- 6:03idêntica para todas as cepas. É necessário usar o probiótico
- 6:09para o objetivo que você quer. E mais, que salmonela que eu
- 6:14estou falando? Porque às vezes o problema, às
- 6:17vezes chega pessoas aqui, a gente também atende as empresas,
- 6:22que o problema dele é a salmonela Heidelberg.
- 6:25E o probiótico funciona muito bem.
- 6:27Quando a gente vai testar para Newport, ou quando a gente vai
- 6:30testar para Minnesota, ou para Tifimuro, é uma outra conversa.
- 6:35Então, depende do objetivo que você quer.
- 6:38Quer para Salmonella em geral? Então, você pega uma biblioteca
- 6:41de Salmonella, testa para ver aquele que vai agir mais para
- 6:45aquele objetivo que se quer. American Nutrients, entregando
- 6:50soluções tecnológicas para o bem-estar e segurança humana e
- 6:54animal desde dois mil e sete. Alicerçados ao conceito One
- 6:58Health, os produtos e a inovação da American Nutrients contribuem
- 7:01para a saúde humana, o bem-estar animal e a preservação do meio
- 7:05ambiente. Sim, é importante mencionar isso
- 7:10também, né, da questão das cepas, né, dos tipos de
- 7:13probiótico, porque todos eles carregam uma história, né, de
- 7:17desenvolvimento, né, então acho que é sempre, quando a gente
- 7:19fala em probiótico, a gente tem que sempre lembrar disso, né.
- 7:22É, vou dar um exemplo das leveduras, né, que eu falei
- 7:25muito dos lactobacilos, né, a gente vai acabar falando dos
- 7:28bacilos, mas as leveduras, em especial, elas têm uma
- 7:31característica muito interessante...
- 7:34Enquanto as bactérias probióticas podem ter uma ação
- 7:38direta como exclusão competitiva, por exemplo, elas
- 7:41produzem muitos metabólicos, muitas proteínas, muitos
- 7:45peptídeos, que vai acabar fazendo um antagonismo com a
- 7:48salmonela ou com aquele determinado patógeno.
- 7:51As leveduras podem fazer isso, mas muito menos.
- 7:55A ação delas é muito mais direta.
- 7:56Elas têm uma capacidade de se aderir ao patógeno, eliminando
- 8:02ele. cada cepa probiótica, cada espécie vai ter uma ação
- 8:08completamente diferente. Sim.
- 8:11Tem uma pergunta também, professora Bia, que eu queria
- 8:14fazer, que acho que é interessante para quem nos
- 8:17acompanha, que é como que os probióticos podem contribuir
- 8:21para diminuir a disseminação de bactérias resistentes aos
- 8:25antimicrobianos, que é algo que a gente fala muito também em
- 8:28agricultura. Sim.
- 8:31Bom, como a gente disse, o maior uso na avicultura hoje é para
- 8:38melhorar índices zootécnicos. Mas quando você usa probióticos,
- 8:44que além de melhorar o índice zootécnico, ele consegue
- 8:52promover uma metodologia preventiva de bactérias como
- 8:56salmonela, como clostrídio, como o E. coli, e no lugar de
- 9:02melhorador de desempenho você está usando os probióticos, ele
- 9:07vai realizar uma atividade preventiva.
- 9:11Se ele realizar essa atividade preventiva, eu vou ter menos
- 9:14bactérias patogênicas, então vou ter menos doenças.
- 9:18Se eu tenho menos doenças, eu vou tratar menos.
- 9:20Então, ele vai contribuir não permitindo que haja um
- 9:27tratamento intensivo. Então, aí eu vou ter uma menor
- 9:30quantidade de bactérias patogênicas.
- 9:33Em especial, quando a gente está falando...
- 9:36Resistente, desculpa. Em especial, quando nós estamos
- 9:39falando, por exemplo, da E. coli e da Salmonella.
- 9:42E da Campylobacter também, mas no Brasil a gente se preocupa
- 9:46mais com a E. coli e com a Salmonella, que são bactérias
- 9:48que têm uma habilidade incrível, quase que, entre aspas, em tempo
- 9:54real, de se modificar, de adquirir, de passar gente de
- 9:59virulência e de resistência para outras bactérias e disseminar
- 10:03isso tanto para outras aves quanto para outros animais e os
- 10:07seres humanos. Sim.
- 10:10A gente fala muito um assunto desses que estão em alta na
- 10:14avicultura, que é a saúde intestinal.
- 10:17Então a gente sempre associa aditivos à saúde intestinal.
- 10:22Isso é muito mais conhecido, mas talvez se a gente for falar além
- 10:26do intestino, como que poderia ser a ação dos probióticos
- 10:29também em outros locais do corpo da ave?
- 10:34É bem conhecido o eixo intestino-cérebro, intestino,
- 10:40sistema endócrino, renal, o circulatório, os ossos, o
- 10:47respiratório. Então, isso já é bem conhecido
- 10:49em termos de pesquisa. Só que a gente tem uma certa
- 10:52dificuldade para aplicar isso e uma certa dificuldade até
- 10:57metodológica para alguns grupos de pesquisa para avaliar isso em
- 11:01vivo. Mas em aves, a gente tem algumas
- 11:05pesquisas que já estão sacramentadas.
- 11:08Como, por exemplo, a questão do bem-estar.
- 11:11Então, algumas cepas probióticas têm a capacidade, por exemplo, e
- 11:18aqui eu vou ter que trabalhar com exemplo, porque nós temos
- 11:21muitos mecanismos de ação, mas elas têm uma capacidade de
- 11:26modular a corticosterona circulante.
- 11:29Então, nós temos trabalhos em que mostram que quando eu
- 11:35forneço alguns probióticos, há uma modulação dessa
- 11:41corticosterona e esses animais acabam sendo mais tolerantes ao
- 11:46estresse. Então, por exemplo, o estresse
- 11:48térmico, claro que ele vai promover o mal, mas para aqueles
- 11:53animais que estão usando algumas setas probióticas, não vai ser
- 11:57tão grave. Então, esse é um exemplo.
- 12:00Outro exemplo é para a qualidade do ovo, porque muitos
- 12:02probióticos têm uma ação Na absorção de minerais.
- 12:09E a gente tem trabalhos mostrando.
- 12:12Que a qualidade da casca do ovo. Ele pode melhorar.
- 12:15Assim como a qualidade óssea de frango.
- 12:19Tem um trabalho muito interessante.
- 12:20Se você me permite. É com humanos.
- 12:23É com mulheres. Mas só para você ter uma ideia.
- 12:26Do quanto isso já está avançado. Mulheres que entram na
- 12:30menopausa. Elas têm muito problema de
- 12:32osteoporose. Então há um maior problema.
- 12:36grande com algumas mulheres que entram depois da menopausa.
- 12:39E está mais que provado que algumas cepas de probióticos são
- 12:43capazes de controlar isso. Então, eu já dei o exemplo no
- 12:48bem-estar, já dei o exemplo no caso dos frangos e das poeiras
- 12:55para a qualidade óssea e para a qualidade dos ovos, mas a gente
- 13:00ainda tem na questão respiratória e na questão de
- 13:04pele também. A questão respiratória ela pode
- 13:09ter uma ação direta então o animal ele vai consumir esse
- 13:12probiótico e eu vou ter algumas substâncias que vão ser
- 13:18liberadas e vão se comunicar de alguma forma com o sistema
- 13:21respiratório ou via nervos ou via sangue.
- 13:25Mas eu posso ter uma abordagem que ainda é pouco explorada no
- 13:27Brasil e que a gente tem estudado também.
- 13:32Por exemplo, em roedores, a gente viu essa parte de
- 13:36roedores. Quando a gente coloca algumas
- 13:39cepas probióticas no trato respiratório, há uma
- 13:42imunomodulação local. Então, o que a gente começou a
- 13:45fazer? Bom, se funciona para roedores,
- 13:48vamos tentar nas aves. Primeiro, a gente selecionou
- 13:52esses probióticos. Então, como que a gente
- 13:54selecionou? Eu quero a imunomodulação, mas
- 13:57eu quero algo a mais. Então, eu vou selecionar eles
- 13:59para controle de APEC. Então, eu pego os melhores que
- 14:03controlam o APEC. Aí, a gente usa uma tecnologia,
- 14:07porque a gente sabe que os probióticos, eles não têm uma
- 14:10colonização longa, né? Bactéria da minha microbiota
- 14:15gosta da minha microbiota. Bactéria da ave gosta da ave.
- 14:19Normalmente é idade, linhagem, genética específica.
- 14:24Então a colonização deles não é uma colonização longa.
- 14:27Nem no intestino, nem em nenhum local do animal normalmente.
- 14:30Então a gente desenvolveu uma tecnologia para fazer... com que
- 14:35a colonização aumentasse no trato respiratório, na tentativa
- 14:39de tratar, tratar não, prevenir a PEC e na tentativa também de
- 14:46fazer uma imunomodulação naquela região, inclusive protegendo de
- 14:52alguns vírus. E o que a gente tem é que
- 14:54realmente a imunomodulação pode acontecer, há uma proteção
- 15:01contra a PEC, E a colonização aconteceu e a gente ainda está
- 15:06em fase de desenvolvimento. Mas eu acredito que essa é uma
- 15:10abordagem que talvez a gente tenha alguns problemas de
- 15:14regulatório com o Ministério, mas que no futuro ela possa
- 15:18contribuir mais ainda para o controle de patógenos,
- 15:22principalmente respiratórios dentro da agricultura.
- 15:25Que legal. Obrigada por compartilhar esses
- 15:29resultados. Enfim, acho que é muito
- 15:30interessante esse olhar inovador que a gente também precisa ter
- 15:34quando a gente pensa na avicultura e nós olharmos as
- 15:37outras espécies, que efeitos estão acontecendo e ver se isso
- 15:41se aplica também na avicultura. Nós também, da mesma forma, já
- 15:45encontramos efeitos em redução de estresse por calor, dos
- 15:49efeitos do estresse por calor... qualidade de ovos, percentual de
- 15:54ovos limpos, incubáveis, bem interessante ver que nós estamos
- 15:59encontrando resultados semelhantes, apesar de que
- 16:02provavelmente tenha sido outra cepa, não se sabe, mas são as
- 16:06especificidades da pesquisa também.
- 16:09Eu não sei se você já percebeu que às vezes, o que acontece, eu
- 16:14não sei se eu posso continuar, pode?
- 16:17Mas é que eu me lembrei de uma coisa, é que Há também, nesse
- 16:23eixo que a gente falou, nesse eixo intestino-cérebro-sistema
- 16:26endócrino, O contrário também é verdadeiro.
- 16:31Quando as aves estão estressadas, você vai ter um
- 16:34problema na microbiota. Então, quando você faz um
- 16:37experimento com ave estressada, vai ser completamente diferente
- 16:40quando você faz um experimento com aves que estão em bem-estar,
- 16:44né? E quando as pessoas começam...
- 16:47Desde que eu já trabalhei, antes de vir para a academia, eu
- 16:51trabalhei no campo como veterinária.
- 16:54E desde que a gente começou a usar probiótico, Muitas pessoas
- 16:59duvidavam porque os resultados, mesmo usando a mesma cepa, às
- 17:04vezes variavam. Mas o que a gente percebe aí?
- 17:10Como está aquela ave vai interferir no resultado.
- 17:14Ou seja, aquela cepa probiótica que vai ser boa para o meu
- 17:18objetivo, ela vai funcionar tanto no lote em que eu tenho
- 17:22aves em excelente estado quanto aquelas que não estejam. mas a
- 17:28gente vai ver uma diferença de resultado aí.
- 17:31Vai ser bom, vai, mas em um lote vai ser melhor que no outro.
- 17:35Sim, ainda mais no Brasil, né, com a diversidade que a gente
- 17:38tem de aviários e de temperaturas, né, e condições,
- 17:41né, então tem que esperar isso também, né.
- 17:45Bom, eu vou te fazer várias perguntas, porque é um assunto
- 17:49que me interessa e eu sei que você tem bastante dado ali para
- 17:53compartilhar conosco. Nós falamos muito em uso de
- 17:57probióticos em rações, mas além da via oral, você acredita que
- 18:04outras vias poderiam ser úteis para o uso de probióticos na
- 18:08agricultura? Acredito.
- 18:11Como eu te disse, para outros animais, quando você pega, por
- 18:15exemplo, bovino, equino, a gente já tem desenvolvido alguma coisa
- 18:20em útero, por exemplo, em cães, pele.
- 18:24Nas aves, eu acho que, por enquanto, o que é mais promissor
- 18:29é o uso em trato respiratório. Então, é essa tentativa de fazer
- 18:34um controle ambiental no trato respiratório.
- 18:39A gente entra com um problema de regulamentação, é claro, que se
- 18:43a gente desenvolver produtos com esse objetivo, nós vamos ter que
- 18:48conversar com o Ministério, mas eu acredito que é uma abordagem
- 18:52que ela, para os próximos anos, vai aumentar as pesquisas e a
- 18:58gente vai começar a usar, sim, esse tipo de produto dentro das
- 19:02granjas para trato respiratório, principalmente via expersão,
- 19:06talvez. Muito bom, muito bom.
- 19:10Bom, eu comecei falando lá probióticos de nova geração.
- 19:16Enfim, depois acho que dessa parte introdutória e necessária,
- 19:20dessa aplicabilidade e atualizando as pessoas sobre o
- 19:25nosso tema, eu preciso te fazer a pergunta mais específica sobre
- 19:30o que são os probióticos dessa próxima geração, então.
- 19:34Aham. Esse termo surge mais para
- 19:39humanos do que para animais por enquanto.
- 19:42Mas o que a gente tem hoje para probióticos no geral?
- 19:46Eles são considerados como aditivos alimentares, como
- 19:49suplementos, no caso de humanos. Esses probióticos de próxima
- 19:54geração têm características mais refinadas.
- 19:59Então, como eu te falei, os probióticos são sempre
- 20:02específicos. Os probióticos de próxima
- 20:06geração, eu vou ter uma maior capacidade, por exemplo,
- 20:09imunomodulatória. Então, nem todo probiótico tem
- 20:12uma capacidade imunomodulatória. E aí, eu vou poder utilizar ele
- 20:18não só como suplemento, não só como aditivo, mas eu posso
- 20:21também começar a ter aplicações farmacêuticas, porque eles vão
- 20:26ter potenciais terapêuticos muito mais intensos, como, por
- 20:32exemplo, redução do estresse oxidativo, uma maior modulação
- 20:38do sistema imune, uma maior prevenção contra bactérias,
- 20:42contra vírus patogênicos. Aliás, vírus a gente nem falou
- 20:46ainda, mas eu acho interessante a gente conversar.
- 20:51E uma melhora maior no bem-estar.
- 20:54Então é possível que a gente encontre daqui para frente cepas
- 21:00probióticas que vai ter uma ação mais intensificada nesses
- 21:04locais. Esse tipo de estudo está muito
- 21:08mais evoluído na área humana. Há alguns probióticos de nova
- 21:15geração no mercado para a área humana, mas a maioria ainda
- 21:18estão em fase de desenvolvimento, em fase de
- 21:22estudo. Mas há uma promessa muito
- 21:26grande, principalmente para tratamento de câncer nos
- 21:29humanos, doenças neurodegenerativas, por exemplo.
- 21:37E aí a gente começa a pegar, já que está estudando em humanos,
- 21:42vamos tentar estudar em... animais, né?
- 21:48Só que não é tão simples, porque normalmente os probióticos de
- 21:52nova geração com altas habilidades, é muito caro
- 21:56usá-los, é muito caro colocar eles na indústria.
- 22:00Mas eu tenho um exemplo aqui de um probiótico de nova geração,
- 22:04que é um que está no mercado, que é uma Arkemanzas, e ela é
- 22:08usada nos Estados Unidos, eu não sei se tem no Brasil, para
- 22:12emagrecimento e ela funciona bastante.
- 22:15Mas a gente ainda não tem muitas opções no mercado para os
- 22:19humanos e para os animais a gente acaba não tendo nenhuma.
- 22:22Eu estou estudando atualmente uma espécie e pretendo estudar
- 22:28algumas outras espécies nos próximos anos.
- 22:34E para aves, essas pesquisas que você está começando a
- 22:38desenvolver, justamente considerando essas
- 22:40características mais refinadas, intensas desses probióticos,
- 22:44como que são as pesquisas, devem ser as pesquisas para fazer uma
- 22:49boa avaliação? Em especial, os que eu estou
- 22:54estudando, eles são altamente produtores de ácido propiônico,
- 23:04e ácido butínico que acontece que a gente tem ácidos orgânicos
- 23:09no mercado mas a gente sabe que para chegar onde precisa muitas
- 23:15vezes não é tão fácil a gente sabe disso e talvez a ação dos
- 23:20probióticos auxiliaria bastante aqueles que produzem uma
- 23:25quantidade maior principalmente quando eles chegam no cérebro
- 23:30então a gente faz uma pesquisa hoje principalmente com as
- 23:33propionibactérias. Elas são bactérias de próxima
- 23:39geração e que têm uma alta habilidade de produzir ácido
- 23:44propiônico. A propionibactéria é de difícil
- 23:50cultivo, mas ela não é tão difícil como outras que a gente
- 23:53pretende estudar. E qual que é o nosso grande
- 23:57desafio? é muito caro você pôr isso no
- 24:01mercado, porque elas são muito anaeróbicas.
- 24:04Para você ter uma ideia, você vai coletar de uma ave para
- 24:07tentar isolar, Quando você chega no laboratório, pode estar
- 24:10gelado, você pode pôr kit de anaerobiosa, ela vai morrer, tá?
- 24:15Então, é muito difícil trabalhar com essas bactérias.
- 24:19Se é muito difícil trabalhar, é muito difícil colocar no
- 24:21mercado, só que a gente não pode esquecer de um detalhe.
- 24:25Primeiro que hoje é caro, amanhã a gente não sabe.
- 24:28A gente sempre tem que ter essa visão do futuro na pesquisa.
- 24:31Então, mesmo sendo caro, né? colocar isso no mercado a gente
- 24:37tem que lembrar que quando a gente coloca uma bactéria para
- 24:40crescer o resultado disso é a bactéria viva que é normalmente
- 24:47que a gente comercializa mas eu tenho os metabólicos as
- 24:50substâncias produzidas ou secretadas por essa bactéria que
- 24:54vai estar naquele meio de cultivo e tem as bactérias
- 24:57mortas e tanto esses metabólicos essas substâncias secretadas que
- 25:04a gente chama de pós-biótico, como as bactérias mortas, elas
- 25:08também têm ação. A ponto de que às vezes a gente
- 25:12pega, isso não serve para todas as cepas, por isso que tem que
- 25:15ser estudado, não serve para todas as espécies.
- 25:17Mas para algumas espécies aqui, quando a gente pega a bactéria
- 25:21viva, o metabólico dessa bactéria ou a bactéria morta e
- 25:26coloca no animal para testar, o resultado é idêntico.
- 25:30Então, ou seja, por isso que a pesquisa, mesmo hoje sendo cara,
- 25:35mesmo hoje não sendo possível, para o futuro a gente nunca sabe
- 25:39o que vai acontecer, então a gente segue estudando.
- 25:43Aqui a gente estuda até nanopartículas produzidas por
- 25:47essas bactérias, nanossubstâncias produzidas por
- 25:50essas bactérias, que às vezes é muito caro de produzir para as
- 25:55aves, mas... Para o pet, para o humano,
- 25:58talvez não seja tão caro hoje, mas no futuro, quem sabe a gente
- 26:02possa colocar para as aves também.
- 26:04Sim. Eu quero aproveitar que você
- 26:07falava antes de vírus, para a gente aproveitar para falar
- 26:12justamente sobre isso. Além de bactérias, os
- 26:14probióticos podem ser úteis para controle de vírus, fungos,
- 26:19outros micro-organismos. Olha só.
- 26:23Para fungos, a gente tem muitos trabalhos, principalmente com
- 26:28candida, mas para humanos, muitos trabalhos com fungos.
- 26:34O mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido, mas
- 26:39provavelmente ele seja idêntico ao das bactérias.
- 26:45Para vírus, nós temos poucos. mas temos alguns, mas também não
- 26:50temos em aves, a gente começou um trabalho com vírus agora
- 26:53também, mas sempre que trabalha com vírus ele é um pouquinho
- 26:56mais demorado do que com bactérias, embora os mecanismos
- 27:01de ação não estejam completamente deslindados
- 27:04também, a gente sabe que algumas bacteriocinas vai atuar contra
- 27:08esses vírus, tanto que na época do Covid tem trabalho mostrando
- 27:12que algumas bacteriocinas conseguiam controlar, E para os
- 27:16vírus da avicultura a gente sabe também que pode haver um
- 27:19controle sim. Só que é muito mais trabalhoso
- 27:24do que com as bactérias. Então a gente tem feito, mas é
- 27:26um trabalho mais demorado. Então o que se sabe é que temos
- 27:32poucos estudos, mas o que a gente tem é muito parecido o
- 27:35mecanismo de ação. Agora tem uma ação que passa a
- 27:38ser mais interessante, que é a ação sobre as micotoxinas.
- 27:44Porque sabe-se que algumas cepas de lactobacillus e bacillus,
- 27:48elas têm uma ação no fungo, mas muito mais que o fungo, elas têm
- 27:54uma ação de absorvente. Então elas conseguem absorver
- 27:57micotoxina e em algum ponto, Eu não vou me lembrar qual país,
- 28:03mas é um país que produz muito camarão.
- 28:05E camarão tem muito problema com micotoxina.
- 28:08Eles utilizam bacilos e lactobacilos para fazer essa
- 28:12distorção. Porque para o camarão as
- 28:14micotoxinas são muito prejudicadas.
- 28:15Assim como nas aves, assim como nos outros animais.
- 28:18Mas eles têm muitas perdas. E aí eles usam muito...
- 28:22Algumas cepas probióticas de bacilos e de... lactobacillus
- 28:27para fazer essa distorção dessas micotoxinas e também para outros
- 28:32alimentos se utiliza tá é que eu me lembrei agora dos camarões
- 28:37porque eles também são da produção animal mas para outros
- 28:40tipos de alimentos como chocolate eles utilizam para
- 28:44fazer essa distorção de micotoxina excelente A gente
- 28:49fala muito de pesquisas aplicáveis, pesquisas práticas,
- 28:57e essa necessidade que a gente tem de ligar os estudos que a
- 29:02gente faz com aquela realidade prática das granjas,
- 29:05principalmente. Como que esses estudos in vitro
- 29:08nos podem auxiliar na tomada de decisões de que aditivo que eu
- 29:12vou utilizar nas granjas, por exemplo?
- 29:16Eu acho os estudos in vitro uma ferramenta muito importante
- 29:20porque eles são muito mais baratos.
- 29:24No entanto, é muito importante que quem esteja trabalhando, ele
- 29:30conheça os mecanismos das bactérias.
- 29:33Então a gente tem várias metodologias, nesse caso, Eu vou
- 29:37dar o exemplo primeiro do antagonismo contra bactérias
- 29:41patogênicas. Eu tenho várias metodologias
- 29:44laboratoriais, como, por exemplo, a contagem, a difusão
- 29:50em agar, a exclusão competitiva. A gente pode fazer isso no
- 29:57laboratório e isso é muito mais barato do que fazer isso na
- 30:01granja. Então, por exemplo, você quer
- 30:03controlar essa moneda, então manda para o laboratório e vamos
- 30:06descobrir qual que é o melhor. A gente só não pode ser injusto
- 30:11com os probióticos que eu estou utilizando.
- 30:15Por exemplo, quando você usa a metodologia em agar, se a
- 30:20bactéria que você está utilizando, ela produz um
- 30:25metabólico, De baixo peso molecular.
- 30:28Talvez você não consiga. Avaliar adequadamente.
- 30:32Por aquela metodologia. Então você vai ter que mudar de
- 30:34metodologia. Então eu acho que.
- 30:38As análises in vitro. Elas são fantásticas.
- 30:40Porque ela te permite a granja. Ter uma decisão.
- 30:45Eu vou testar vários no mercado. Qual é o melhor para a minha
- 30:47realidade. Sem que eu tenha que usar um
- 30:49monte de ave. Para testar isso.
- 30:53No entanto. você tem que saber a metodologia que você está
- 30:57aplicando. Por exemplo, uma levedura tem
- 31:00algumas metodologias que não fazem sentido.
- 31:03Para alguns lactobacilos que produzem certos tipos de
- 31:07metabólicos de baixo peso molecular, também não vai fazer
- 31:10sentido. Então, é importante que as
- 31:13pessoas tenham conhecimento do que elas estão fazendo.
- 31:17Eu falei da atividade antimicrobiana, mas também pode
- 31:21ser interessante Para atividade de imunomodulação...
- 31:26Porque o resultado in vitro... Você coloca por exemplo em
- 31:30cultivo de célula... Eu tenho resultado de
- 31:32imunomodulação... Se eu não tenho resultado...
- 31:34Eu tenho certeza que aquele... Probiótico não faz
- 31:37imunomodulação... Mas se eu tenho...
- 31:39Espera aí... Ele está fazendo imunomodulação
- 31:43aqui... Então provavelmente vai fazer no
- 31:45campo... Eu posso escolher...
- 31:47Os probióticos que tem maior potencial... pra agir no campo e
- 31:52baratear muito os meus custos, diminuir muito os meus custos de
- 31:57pesquisa em vivo, diminuindo o número de animais testados e o
- 32:01número de análises realizadas. Sim, isso é uma coisa que se
- 32:07fala bastante. A gente veio falando de muitos
- 32:11efeitos conhecidos, outros talvez não muito, quando a gente
- 32:15fala de utilização de probióticos.
- 32:17Tudo isso precisa de teste e também vai precisar de registro
- 32:21depois na utilização. Como que são as normativas para
- 32:27inserção de um probiótico novo no mercado?
- 32:32No Brasil... A normativa não é complexa, ela
- 32:38é relativamente simples. Você tem que fazer os testes e
- 32:42provar que ele vai funcionar nos animais.
- 32:45Se for cepa de referência e já tiver testes, o Ministério
- 32:50aceita, então não é tão difícil assim.
- 32:53Na União Europeia é mais complicado, porque eles exigem
- 32:57testes que no Brasil não são exigidos.
- 33:00Então, você tem que fazer vários testes in vitro, provando o seu
- 33:05objetivo antes de ir nos animais, principalmente
- 33:08relacionado à segurança. E quando eu falo de segurança,
- 33:11eu estou falando da segurança direto no animal, então esse
- 33:15probiótico não pode causar nenhum dano no animal, que é um
- 33:18outro erro, que eu acho que até o comentário pode criar de
- 33:20passado, que é achar que todo probiótico vai ser bonzinho, e
- 33:24não é assim que acontece. A gente tem cepa de Bacillus
- 33:27subtilis aqui, que mata os animais, Então, isso pode
- 33:32acontecer. De qual cepa eu estou falando?
- 33:35É uma cepa que é segura? Então, a urinopropéia exige que
- 33:41faça esses testes de segurança, de toxicidade, e ela exige algo
- 33:47que a gente não comenta, é que se os probióticos são bactérias,
- 33:54principalmente as bactérias, eles podem ter habilidades de
- 34:00transmitir genes de virulência e resistência.
- 34:03Então hoje talvez eles sejam sensíveis, porque o probiótico
- 34:07tem que ser sensível para todos os antibióticos, ou para alguns
- 34:11antibióticos chaves que a União Europeia determina, e ele não
- 34:17pode transmitir genes de virulência e resistência.
- 34:20Então, na União Europeia, você tem que provar que aquele
- 34:23probiótico não é resistente a alguns antibióticos chaves para
- 34:29que eles não tenham o potencial de transmitir essa resistência
- 34:35para outras bactérias de outras espécies dentro da granja.
- 34:39Então, lá é um pouquinho mais complicado.
- 34:42E para você ter uma ideia, hoje, o que a União Europeia pede é
- 34:46uma avaliação fenotípica. Mas... isso vem mudando, eles já
- 34:51estão pedindo uma avaliação genotípica.
- 34:54Por exemplo, probiótico que tem plasmídio é um probiótico que já
- 35:00vai começar a ser discutido, porque se ele tem plasmídio, há
- 35:04um potencial de adquirir ou transmitir algum jeito de
- 35:11resistência ou de virulência. Então, isso vem sendo cada vez
- 35:17mais dentro da União Europeia, mas para o Brasil é um pouco
- 35:24mais fácil. Bom, para finalizar, vou te
- 35:29fazer mais uma pergunta, até pelo tempo que a gente tem e
- 35:33provavelmente o pessoal que nos acompanha pode estar se
- 35:36perguntando, tá, mas depois de tudo isso que foi falado,
- 35:40principalmente o pessoal da agroindústria, eles vão estar se
- 35:43perguntando, tá, e qual o probiótico então que eu devo
- 35:46utilizar na minha granja? Isso vai depender do objetivo da
- 35:51granja. Mas uma coisa interessante é que
- 35:57a gente prefere a mistura de siglas.
- 36:00E talvez isso é muito interessante.
- 36:02Só que a gente tem que lembrar que tem misturas que podem ter
- 36:06atividade sinérgica para algum objetivo, mas uma atividade
- 36:10antagônica também pode acontecer.
- 36:12Não é tão comum, é mais comum uma atividade sinérgica
- 36:16Sinérgica também não é tão comum, mas ela acontece mais.
- 36:20Mas ou é mais comum uma atividade que não vai fazer
- 36:23diferença nenhuma ou uma atividade sinérgica.
- 36:26Mas a atividade antagônica pode acontecer.
- 36:29Então vai depender do objetivo que você quer.
- 36:32O meu objetivo, então, é muito mais focado... em índices
- 36:37zootécnicos. Ah, então eu vou partir para o
- 36:40probiótico X. Ah, mas eu estou com um problema
- 36:44de salmonela que eu preciso controlar, senão eu não vou
- 36:46exportar. Então, você vai ter que ir atrás
- 36:49de probióticos que controlam a salmonela ou que vem em blend,
- 36:57que é o termo que o mercado usa, ou você forma seu próprio blend.
- 37:02Mas isso, qual o melhor probiótico, vai depender do
- 37:06objetivo que aquela granja quer. Muito bom, professora Bia,
- 37:11obrigada por estar disponível novamente, por todas essas
- 37:15informações. Eu lembro que a gente falou,
- 37:17quando a gente conversou aqui, provavelmente nós teríamos mais
- 37:19assuntos, especialmente nós que somos pessoas dedicadas a
- 37:24trabalhar com a agricultura. Quero deixar agora um espaço
- 37:28para você mandar um recado para quem nos acompanha.
- 37:34Bom, eu acho que... Acho que da outra vez também eu
- 37:40falei a mesma coisa, mas cada vez mais os usos dos
- 37:45alternativos vão ser inseridos dentro da produção animal.
- 37:50Sem dúvida nenhuma a avicultura é o que está mais avançado de
- 37:52todos, acaba que eu tenho parceiros com... de várias
- 37:58áreas, inclusive dos seres humanos, e a agricultura é o que
- 38:01mais utiliza. Porém, eu acho que cada vez mais
- 38:05a gente vai utilizar mais essas tecnologias, não só dos
- 38:10probióticos, como inclusive é melhorar a entrega desses
- 38:14probióticos, mas outros alternativos para cada vez mais
- 38:19a gente diminuir o uso desses antibióticos que são
- 38:24prejudiciais para a saúde como um todo, para a saúde única.
- 38:29Então, eu só convido vocês a lerem mais sobre o assunto, a
- 38:35pesquisarem mais sobre o assunto.
- 38:36E quando precisar conversar com a gente aqui na universidade, a
- 38:40gente sempre está disponível. para conversar, para tirar
- 38:43dúvidas, para discutir, para receber ideias.
- 38:47Às vezes vocês trazem do campo ideias que são preciosas para
- 38:51alunos. Como a gente não está na
- 38:53multidão do dia a dia, a gente não sabe o que está acontecendo.
- 38:56A gente tem muitas empresas parceiras e isso ajuda, mas às
- 38:59vezes aparecem problemas diferentes.
- 39:01Então, isso ajuda muito a gente a melhorar a nossa pesquisa aqui
- 39:05dentro da universidade. Muito obrigada.
- 39:08Ficamos felizes com a sua contribuição de novo.
- 39:12Obrigada a vocês. Eu quero agradecer também as
- 39:15pessoas que nos acompanharam. Obrigada mais uma vez e até uma
- 39:19próxima.