Latest / SuinoCast · by PPGVET / Dra. Marisa Cardoso: Suínos, Vida e Salmonela | Ep. 203
Transcript
- 0:01Bom, está no ar o primeiro podcast da suinocultura
- 0:08Brasileira possui no casting uma boa pirâmide produtiva, parte
- 0:13arruinada por um mau processo e tudo isso bem, ou dos nido pode
- 0:18ser prejudicado no comércio, por contaminações cruzadas e mesmo
- 0:24na casa do consumidor também por conta vinha de 6 pontos lá, né?
- 0:28Siga nos nas redes sociais, YouTube e Spotify para ter
- 0:31acesso a conteúdo técnico atual de qualidade, irreverente e
- 0:36gratuito. O senhor quer só é possível,
- 0:40através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:43educação continuada na sua, na cultura Brasileira.
- 0:46Bio deva resiliência por natureza e pra construindo
- 0:51imunidade para um mundo mais saudável, seva sempre com você.
- 0:55Além da saúde animal, já entrou no site da shippers.
- 0:58Hoje a empresa está em peso no mundo digital, marcando presença
- 1:02nas redes sociais, YouTube com muito conteúdo, acesse www ponto
- 1:07x. Com ponto BR chips com SCHI2P SE
- 1:11confira as promoções do mês, lançamentos de produtos OMS,
- 1:15blog e muito mais. MS schippers paixão pelo agro.
- 1:21Bom dia, pessoal. Bom dia a todos nos tiro quests,
- 1:30nós estamos começando mais um episódio hoje.
- 1:33Uma participação muito interessante.
- 1:36A nossa convidada hoje é a doutora Marisa Cardoso.
- 1:40Ela, que é professora titular da disciplina de saúde pública do
- 1:45curso de pós graduação de medicina veterinária da Urca.
- 1:48É orientadora de programas de pós-graduação em ciências
- 1:51veterinárias. Relacionados aí a epidemiologia.
- 1:56AA Marisa tem doutorado em medicina veterinária e
- 1:59microbiologia na Justus, líder e universitetet linguicinha
- 2:04Alemanha em 91. Então, nós estamos começando o
- 2:08nosso programa. O meu nome é Guilherme Brant,
- 2:10sou bolsa aqui e tentando. Fazer 11 entrevista mais leve
- 2:15desse programa, que é um programa livre, programa
- 2:19democrático e bastante. É 11, bastante uma extensão em
- 2:25isolação a medicina veterinária, em insolação, assume cultura e
- 2:29eu sempre falo Marisa de depois da nossa apresentação aqui, que
- 2:33esse programa amplo, ele é um programa que é para o estudante
- 2:37e ele é um programa para o profissional da veterinária.
- 2:41O programa que é pro pra, pra, pra toda a área acadêmica, né?
- 2:45EE também para os nossos produtores e eu penso aqui
- 2:49também nos filhos, nos produtores dos uns dos nossos
- 2:53filhos. Em eventuais, é alunos d
- 2:56veterinária, aquelas pessoas que estão em dúvida em que caminho
- 3:00seguir, então Como Ele É bastante amplo, ele ele nos dá
- 3:04uma margem bastante boa de conversas, né?
- 3:07E também não esquecendo de consumidores e não consumidores
- 3:12da carne de suíno é o produto final.
- 3:14Então, Marisa, é com essa introdução, eu gostaria TV
- 3:19deixar bem à vontade e para nossa conversa.
- 3:22EE debates pronto. Eu gostaria que tu fizesse a tua
- 3:27apresentação. Quem é a Marisa Cardoso pela
- 3:30Marisa Cardoso? EE já 12 perguntas. 3 pergunta.
- 3:37O porque a veterinária o porque AA suinocultura ou o ramo da.
- 3:45Essa é a epidemiologia e das doenças no governo.
- 3:50E pensando lá na Marisa. Menina, moça adolescer.
- 3:56Que era Faro, as veterinárias naquela na época que começou,
- 4:01né, Maria? Então esse esse Panorama aí, o
- 4:05porquê tudo isso e como que era o começo, né?
- 4:07E esse teu começo? Na a veterinária, na sua
- 4:10cultura, a palavra tá contigo. Aí a gente tá gay.
- 4:13Curioso para conhecer a tua história?
- 4:15Bom, então o meu por lá, para a dor dos que estão que estão nos
- 4:20escutando, tá? Muito obrigado pelo convite, é
- 4:24um prazer participar e conversar assim que a moto amente com toda
- 4:29todas as pessoas interessadas, né?
- 4:31Em? Em ouvir um pouco da do, da
- 4:35interação, do meio acadêmico com a cadeia produtiva, né?
- 4:39Bem, a eu sou eu, eu sou 11, fui uma menina, né?
- 4:46Que sempre bastante estudiosa. Sempre estudei em na escola
- 4:51pública. Eu queria tomar a família de
- 4:55pessoas trabalhadoras, meu pai eram trabalhador de escritório,
- 5:00minha mãe, dona de casa, então tinha que estudar em colégio
- 5:04público, né? Em escola pública.
- 5:06E assim foi. A veterinária foi uma.
- 5:12Acho que a escolha 4, a totalidade do pessoal mais
- 5:16urbano, que é o meu caso, né? A foi sempre por gostar dos
- 5:21animais, se interessar por uma área que fosse biológica e de
- 5:26saúde. Hã?
- 5:28Enfim, é, acabei eu prestando vestibular para medicina
- 5:31veterinária, fui aprovada e quando iniciei o curso, pois o
- 5:36que também acontece com a maioria dos nossos alunos, a
- 5:38gente vai descobrindo que a medicina veterinária é muito
- 5:42ampla, já era muito ampla lá em 1978, quando eu ingressei.
- 5:47Hã, realmente No No meu, no tempo em que eu ingressei na
- 5:52medicina veterinária, as mulheres eram uma minoria
- 5:56esmagadora, né? Eu acho que na minha turma, nem
- 5:591/3 da turma era composta de. De meninas, né?
- 6:04E em compensação, hoje não o contrário, né?
- 6:06A medicina veterinária mudou completamente de ver.
- 6:09Principalmente aqui Na Na Universidade Federal do Rio
- 6:12Grande do Sul. E ao descobrir, então, a começar
- 6:16o curso, enfim, eu me interessei muito pelo laboratório de
- 6:21bacteriologia. Ela coisa tinha um professor
- 6:24referência, que era o professor Joaquim, que é a conia.
- 6:28Eram poucos naquela época. Era um pouco essas oportunidades
- 6:33para os alunos, não existe a bolsa de iniciação científica,
- 6:38possibilidade de estágio. Na verdade, não existia muita
- 6:42pesquisa na universidade e tanta prestação de serviço em
- 6:47interação com a comunidade como hoje existe, que é super
- 6:52favorável, né? Estar melhor hoje está muito
- 6:55melhor. É o curso, propicia muito mais
- 6:58coisa. Então é esse professor que
- 7:01propiciava a gente participar, fazer alguma coisa.
- 7:04E aí o interesse pela área de bacteriologia.
- 7:07Isso foi progredindo e quando eu concluí meu curso era um pouco
- 7:14essas possibilidades, um pouquíssimas as possibilidades,
- 7:18inclusive de pós-graduação, sistema de pós-graduação
- 7:21brasileiro, era muito incipiente e o sistema de pós-graduação na
- 7:26área de veterinária também ã hã. Quem não seguir a áreas com a
- 7:30reprodução. Era como a parasitologia, no
- 7:34caso, eram as 2 áreas, até mesmo de clínica médica.
- 7:38Aqui Na Na faculdade de veterinária, Na Na Universidade
- 7:42Federal do Rio Grande do Sul, eram poucas.
- 7:43Não existia também a possibilidade de muitas
- 7:46possibilidades de bolsas. Portanto, ir para outra
- 7:50universidade ficava bastante difícil.
- 7:54Ou seja, né? Era um outro cenário e a mas,
- 7:58por outro lado, como a maioria das dos dos.
- 8:02Das pessoas que se interessavam em trabalhar na área académica e
- 8:06era na universidade que isso, qualquer FIA basicamente a
- 8:10havia. Não havia tanta questão e
- 8:12exigência, digamos assim, da pessoa já ter um doutorado
- 8:16concluído, coisa que hoje, né? A impensável um professor
- 8:21ingressar na carreira sem ainda ter concluído seu parto, período
- 8:24ação. Então, enfim, para não me
- 8:27delongar, eu acabei. Ingressando na carreira de
- 8:32professor no departamento de microbiologia da URSS EE logo em
- 8:38seguida, aí se abriu a possibilidade de eu realizar o
- 8:42doutorado na Alemanha. Será que então, pelos políticas
- 8:45de bolsa do governo alemão para professores da universidade que
- 8:50comeu disse na sua grande maioria, não tinham ainda o?
- 8:54Oo título de doutor. E assim eu fui para a Alemanha,
- 8:59e lá na Alemanha, então fui orientada pelo professor Hans
- 9:03lobel, que tinha morado no Brasil aqui durante o
- 9:06intercâmbio Brasil, Alemanha, então a lá na década de 60, ele
- 9:11morou aqui, em pauini, tinha um carinho especial pelos
- 9:14brasileiros. Lá eu comecei a trabalhar e ele
- 9:18me destinou a trabalhar. Orientador com o pesquisador,
- 9:23que trabalhava numa área assim muito nova, pouco conhecida, que
- 9:29era a trabalhar com a parte de biologia molecular.
- 9:33Início primórdios da biologia molecular aplicada à resistência
- 9:39antimicrobiana. Então isso foi lá em 1989, 88,
- 9:438989 e em frente tem uma super atual exatamente então.
- 9:51Lá, é claro, que hoje, se eu falo dos métodos que se
- 9:56utilizava na época, hoje o pessoal vai rir porque eram
- 10:01métodos dinossauros pré-históricos que, mas que na
- 10:06época eram eram muito modernos para vim aqui, né?
- 10:10Claro, apesar de que eu já tenho há algumas décadas, depois
- 10:15desse, desse dessa data, há, em termos de vida.
- 10:19Mesmo assim, foi um avanço muito rápido, né não?
- 10:23Toda a parte de informática, de biologia molecular, de métodos
- 10:28de laboratório, então eu trabalhei com isso.
- 10:31E está firmou corpos quando eu voltei pro Brasil.
- 10:35Então, quando oclui o doutorado e agora imagina o que que eu
- 10:39encontrei, encontrei que essa pesquisa básica com exigência de
- 10:45equipamentos que não existiam aqui era um pouco difícil de
- 10:50começar. Quando eu voltei para o
- 10:52departamento de mim, pro biologia, o departamento, a
- 10:55universidade inteira, mas o departamento de problemas de
- 10:58especialmente ele estava numa fase de transição.
- 11:02Professores idosos que tinham uma outra mentalidade e a
- 11:08chegada dos professores jovens seja que estavam, tinham feito
- 11:14doutorado basicamente no exterior, seja como bolsista,
- 11:19daí sim. Já bolsistas do CNPq, que
- 11:21começou a haver bolsas Capes, bolsas CNPq ou como professores
- 11:27que tinham ido com vínculo já para realizar o doutorado.
- 11:31E essa. Mudança essa transição.
- 11:35Ela Foi um tanto traumática porque os professores idosos,
- 11:40eles não aceitavam nessa nova proposta.
- 11:44Em que se fazia pesquisa em que se tinha alunos, em que o
- 11:48sistema de pós graduação começou a se desenvolver e fizeram numa
- 11:53época em que o professor era um acadêmico acadêmico.
- 11:57No sentido assim, ele era um professor de tomar.
- 12:01Ele dava aulas para a graduação. Ele era admirado, era, era uma
- 12:06outra, uma outra época, né? Uma outra organização da
- 12:10universidade e a gente passou por essa e por essa transição.
- 12:15Esses professores se aposentarão.
- 12:17Houve 111 grande gap, uma grande lacuna com a saída deles e anão
- 12:25realização de novos concursos. Então os professores novos vão
- 12:29primeiro momento foram bastante. Demanda dos inclusive se dava
- 12:35uma carga horária de aula para graduação para todos os custos.
- 12:39Para o instituto, AO departamento de microbiologia
- 12:42estava no na fase básica, então ele dava aula, se dava aula para
- 12:47todos os cursos da área de saúde, da medicina até a
- 12:52biologia. Todo mundo eram nossos, ambos,
- 12:55inclusive já veterinária, então é o se eu tive muita, muita
- 12:59demanda, diálogo de graduação, tive que me identificar bastante
- 13:03a isso. Isso nós já estamos falando aí,
- 13:069293. Hã?
- 13:09E aí, se isso foi evoluindo em 1900?
- 13:14Já em 1997 e 96, aconteceu bom antes disso e porque há, eu
- 13:22tentei adaptar o que eu fiz. Eu trabalhei com o estado, falou
- 13:24Cocos lá no meu doutorado e aqui no Brasil, até conversando com o
- 13:30professor David Barcellos, porque eu comecei a procurar
- 13:33onde é que eu ia conseguir me inserir?
- 13:35Então, quando eu tinha trabalhado por tá falou corpos
- 13:39de ricos também. Lá na Alemanha, então a ideia
- 13:42inicial foi fazer alguma coisa ainda nessa área.
- 13:47Ou seja, o que que é o permitem. Eu pensei, eu tenho que fazer
- 13:50uma pesquisa mais aplicada, porque aqui AA pesquisa que eu
- 13:54tinha feito na Alemanha naquele momento ainda não era adequada,
- 13:58não se tinha possibilidade de prosseguir, né?
- 14:03Bem, então eu comecei nos suínos um pouco também por essa
- 14:08influência, pelo ter isso em comum.
- 14:11Né? Está filó copos nos suínos, ter
- 14:14o estafe lo, corpos ricos, que era promissor.
- 14:17Enfim, né? Mas em 1996, hoje, flagrante,
- 14:23houve um surto importante de salmonelose em humanos, que foi
- 14:29na Dinamarca e outros países que compravam carne suína da
- 14:33Dinamarca, que foi traçada produtos Win.
- 14:37Claro que isso teve um grande impacto, porque na Europa o
- 14:41consumo da carne suína. Muito é, é importante.
- 14:46E a Dinamarca era o é um dos grandes produtores de carne
- 14:50suína para a união européia, né? Que naquele tempo invernizzi
- 14:53still união européia como hoje. Bem, então é isso.
- 14:58Trouxe a atenção. De toda a?
- 15:03O meio científico para essa área.
- 15:07Nesse meio tempo, eu já me interessava e fazer alguma coisa
- 15:12que tivesse. Nessa interface.
- 15:14Saúde pública, saúde animal, né? E o enfim?
- 15:20Então, houve a possibilidade de um primeiro momento, ainda com o
- 15:25doutor Itamar, de fazer algum rola de começar a discutir o
- 15:30projeto, um projeto que pudesse estudar.
- 15:33Isso se conhecia muito de Salmonella.
- 15:36Em aves, né? E, principalmente, ó então,
- 15:39salmonela. Em salada de maionese sempre foi
- 15:42AA conexão. Do óbvio, né?
- 15:46Não? Só no Brasil e todo mundo era
- 15:48era assim, os ovos, a carne de aves em segundo eram que
- 15:53salmonela era associada a isso. Bem, então, na verdade, a gente
- 15:57teve a oportunidade de começar um projeto de Solânea nisso.
- 16:01Mingus meio na ao mesmo tempo. Que o resto dos grupos de
- 16:09pesquisa que resolveram pesquisar isso em outros países,
- 16:12principalmente na Dinamarca, na Holanda, na nos Estados Unidos,
- 16:19no segundo momento. Então, claro, é óbvio que a
- 16:22gente seguiu bastante o que estava sendo discutido,
- 16:25principalmente na Dinamarca, que lançou lá um programa de
- 16:29controle de Salmonella bastante rigoroso, né?
- 16:32AAE, que óbvio pra nós, né? Nós não tínhamos nem ideia do
- 16:38que que aconteceu bem nesse meio tempo.
- 16:40Eu era orientadora da pós-graduação, aí tive a
- 16:44oportunidade com esse projeto de ter o primeiro recurso aprovado,
- 16:49né? Então, o projeto que teve
- 16:51financiamento. E aí nesse ano aí, iniciou
- 16:54assim. Há nesse meio tempo, professor,
- 16:57o doutor Itamar se aposentou e abriu a vaga e uma orientada a
- 17:03minha prestou concurso na Embrapa que haja luz, então haja
- 17:07lusa que cujo tema de pesquisa era famoso nela porque era um
- 17:12projeto que tinha financiamento e tava iniciando, foi aprovada
- 17:17na Embrapa, iniciou. Como pesquisadora da Embrapa, aí
- 17:21as coisas ficaram, começaram a se concatenar, porque ela
- 17:26trabalhando na Embrapa. Fazendo o trabalho dela de
- 17:30doutorado na em salmonela e a gente Na Na academia.
- 17:36Então essa interação, academia, universidade e principalmente
- 17:41AO. E a Embrapa suínos e aves.
- 17:44Ela Foi 11 parceria de muito sucesso.
- 17:49Pra, pra, pra todos e pro projeto salmonela?
- 17:53Sem dúvida, porque a gente associava as 2 questões, a
- 17:58questão, que naquele tempo a Embrapa ainda era carente de
- 18:02alunos de pós-graduação, enfim, não era bastante mais os seus
- 18:07pesquisadores e a sua equipe e a universidade?
- 18:11A academia não tinha a mesma inserção na cadeia produtiva,
- 18:16como a Embrapa sempre teve, né? Então essa interação e essa
- 18:21discussão. Que agregou novas pessoas da
- 18:24Embrapa, né, principalmente a da Embrapa e os alunos e todo esse
- 18:30processo, então o propiciou. Depois a gente teve recursos
- 18:35advindos de macro programas da Embrapa e aí a gente começou o
- 18:39realmente o processo e esses. 20 anos aí que foram de 2000 até
- 18:462020, foram a resultarem os resultados de 2 da no final lá
- 18:53de 2021, 2020 2019 é resultado dessa interação, né?
- 18:59Guilherme? E dessa parceria de sucesso, eu
- 19:03sempre acreditei em trabalho multidisciplinar, a
- 19:07epidemiologia das doenças em geral e da salmonelose, da
- 19:12Salmonella. Como baktun?
- 19:14Que é causadora de doença transmitida por alimento e tal.
- 19:17A gente sabe que nos suínos tem a salmonelose clínica.
- 19:22In septicêmica por salmonela. Cólera azuis, mas aqui nós
- 19:25estamos falando da salmonela infectando suíno sem causar
- 19:30nenhuma sintoma ou perda econômica.
- 19:34Nenhuma lesão ao abate, mas a bactéria estando lá,
- 19:38contaminando o primeiro, a carcaça e depois o produto
- 19:43produzido a partir daquela daquela matéria-prima e chegando
- 19:47ao consumidor. Né?
- 19:49Então essa esse, essa cadeia é muito complexa.
- 19:54Ela é a até mais complexa que na carne de frango.
- 19:59Porque, claro, né, o suíno tem um ciclo maior.
- 20:03E durante esse ciclo de produção maior, a gente tem várias
- 20:07etapas, em que depois o que se demonstrou, fatores de risco
- 20:11importantes vão acontecendo, troca alojamento em novas
- 20:17instalações a mistura de lotes de diferentes proveniências é a
- 20:23questão de várias lotes de ração que o animal recebe ao longo da
- 20:29vida. O transporte até o abate.
- 20:33Claro isso, né? Também vai acontecer nos outros
- 20:35animais, mas para o suíno, essa essa fase é uma fase de muito
- 20:40estresse. O alojamento nas baias de espera
- 20:43para o Descanso regulamentar antes do abate, então tudo isso
- 20:47foi se foi, se diz, hã, foi a causa, essa, esse, essa cadeia
- 20:54epidemiológica de ficar muito complexa, certo?
- 20:59Ainda tenho a tem cidade de alojamento.
- 21:02Questão ambiental das igrejas maneiros as faturas ainda de
- 21:06pessoas, outros animais que que podem a entrar aves, né?
- 21:13O problema dos roedores, que é 11 desafio, né?
- 21:17Na produção do melhor que que ninguém sabe por que vive isso
- 21:22no dia a dia e todos que estão nos ouvindo sabem que são
- 21:26desafios para importantes, né? Para.
- 21:30Para a produção agora eu vejo, né, a?
- 21:34A gente sempre fez essa brincadeira, né?
- 21:37De a gente era meio a. Como é?
- 21:41A gente trazia a máxima notícias, porque a produção de
- 21:44suínos já tem diversos desafios, sanitários, sanitários, desafios
- 21:49e esses que causam perda, ou seja, mortalidade, refugo.
- 21:56A perda de animais, depois perda do valor ao abate, né?
- 22:01Condenações aí a gente vinha com um problema mais que era
- 22:06invisível para produção, né? E que só ia aparecer.
- 22:11Lá, quando a porventura havia um envolvimento de um produto suíno
- 22:19ou da carne suína com a doença transmitida pro por alimentos,
- 22:24então para a saúde pública, né? Guilherme?
- 22:26Então isso era assim a eu sempre.
- 22:30Senhor, me coloquei no lugar de quem ia assistir às palestras e
- 22:34de quem assistia às aulas de educação continuada que a pessoa
- 22:39ser, meu Deus, eu tenho o colega, né?
- 22:41Daí vai extensão e ido e responsável técnico, dizer eu já
- 22:47tenho milhares de problemas, já não me falta mais, né?
- 22:50Já tenho doença diarreica, já tenho mycoplasma, já tenho
- 22:54milhões de problemas para resolver e agora vem?
- 22:59Que o pessoal me trazia mais um problema que não se vê.
- 23:03E que depois pode trazer algum tipo de a restrição, né?
- 23:10Pra pro, produto, para carga de suíno comercializado em e claro,
- 23:16isso foi também ganhando importância à medida que OOO
- 23:19auxílio cultura, né? OA cadeia cada vez ficou mais
- 23:24competitiva, né? Tanto no mercado nacional como
- 23:28consumo de carne suína foi aumentando, como também No No no
- 23:33mercado. Internacional, né?
- 23:35Então isso foi. Foi realmente se tornando um
- 23:39problema, então, no primeiro momento, lá no início, a gente,
- 23:43a resposta era, mas tem salmonela em suíno, aí a gente
- 23:47dizia assim, bem, Salmonella em suínos e pro fim, né?
- 23:52Passado 20 anos, todo mundo tem isso é consciente, né?
- 23:57Hoje já ela, uma informação de domínio público, a importância
- 24:01do controle de Salmonella, então isso eu acho que é a.
- 24:04Ela é muito bom. A gente vê que tem e vi essa.
- 24:10Essa é nessa modificação e pensar que a gente pode ter
- 24:15contribuído um pouco nessa em em em aumentar esse conhecimento,
- 24:21né? E como eu gosto bastante de
- 24:23frisar isso, foi possível porque a gente sempre teve uma
- 24:27mentalidade. A gente que eu digo é o grupo em
- 24:30termo de pesquisa sempre não vai a mentalidade de não só apontar
- 24:35problemas, mas tentar encontrar. Maneiras de resolver, ou seja,
- 24:40ter uma mentalidade, uma mentalidade aplicada, apesar de
- 24:43que nós tivemos alguns trabalhos bem, é acadêmicos básicos e
- 24:49publicados em revistas, enfim, a que que tem 11 escopo mais
- 24:55restrito ao aos as pessoas da academia.
- 24:59A gente sempre tentou ter essa visão.
- 25:02Deixa eu, deixa eu fazer 11, rezo mão aqui de tá, tá muito
- 25:07legal esse. Essa Marisa por Marisa aqui, né?
- 25:11Mas eu anotei algumas coisas aqui interessantes, né?
- 25:14Marido que fala assim que tu era uma menina estudiosa e eu eu
- 25:18conheci a Marisa em 94. Naquela época, a se eu não
- 25:23estudei na urgência, a minha graduação em Santa Maria, eu fui
- 25:26fazer um mestrado lá. EE naquela época não tinha rede
- 25:30social, é nada conhece ou de trabalho que meu ou de conhecer
- 25:36a pessoa. E quando eu cheguei em Porto
- 25:38Alegre, o que que é esse aqui, aquela ali?
- 25:40A Marisa, da micro, aquela ali é craque da minha microbiologia,
- 25:43né? Sabe tudo?
- 25:45Então como? Como a gente conhece as pessoas
- 25:47e fica é rotulado? Que bom que ficam coisas boas,
- 25:51rotulada e quando tu fala que tu foi uma me é uma menina
- 25:56estudiosa. Eu penso em quem passou por ti
- 26:00é, eu era colega, Danilo, mestrado.
- 26:03Então a gente vê essa, essa eu falo aí da corrente do bem, né?
- 26:08Que. Que bom que tu citou o Joaquim.
- 26:11Que bom que tu citou Itamar, que foram pessoas que eu escrevi
- 26:15aqui, ó, que os professores idosos não aceitava.
- 26:18É quem tem cabelo branco já, né, que é o um pouco do nosso caso,
- 26:23né? A gente está numa fase assim,
- 26:25pô, será que estão aceitando aquilo que a gente ainda está
- 26:28falando, né? E como que são as transições,
- 26:31então essa importância e que legal que tu comentou dessas
- 26:34específica vendo essas 2 pessoas, né, do Joaquim e do
- 26:37Itamar. Que fizeram, que que fizeram
- 26:40parte da tua formação, né? Que fizeram parte da formação de
- 26:45quem tu tava formando? No caso, essa luz, sim, eu
- 26:48também fui. Acompanhei toda a causa.
- 26:51I. E quando tu faz, a gente teve
- 26:54alguns episódios aqui que falaram de surtos, né?
- 26:57Lá em 2001, da influenza aviária, é a questão da da
- 27:02gripe, gripe suína, que falava da gripe suína e tu comenta aqui
- 27:06da salmonelose, Lava a Dinamarca em 96.
- 27:09Que são coisas, pô, mas falar no outro lado do mundo, né?
- 27:13Mas também, e fazendo aqui o. Apanhado geral do partido, nós
- 27:18participamos, mas tu participou e tá participando de uma geração
- 27:22toda que na época, lá em 8090. Placar a produção de de carne
- 27:29suína no Brasil quadruplicou. E não quadruplicou assim por a.
- 27:33É, então, gostando da card. Se estão gostando, estão.
- 27:36Estamos indo bem EE. Que bom que eu fiz essa abertura
- 27:39lá no começo que tu faz parte lá na casa de da da eu que eu falo
- 27:44assim faz parte da cadeia final ou ou na cadeia inicial de quem
- 27:48vai consumir, né? Então eu tenho que produzir bem
- 27:50e bastante. As ruas, chancela de quem vai
- 27:54comer esse produto? Tem a doutora Marisa, que ela
- 27:57pode comer e quer sair, passou. Pelos meus alunos, né?
- 28:01Então eu acho muito legal esse, esse, essa história.
- 28:06Para quem não conhece a tua história.
- 28:09Pô, é um resumo dele, boa. Vou aprender mais sobre sobre
- 28:12isso aí é e da onde que surgiram as coisas.
- 28:16Aquilo que tu tinha na mão com a.
- 28:18Com a tua volta lá, eu imagino a tua volta toda ansiosa ver.
- 28:23Da minha mãe cochila e material na mão, né?
- 28:26Olha só o quanto de que pode ser produzido isso.
- 28:30Isso é uma coisa legal para quem está na No No ramo aí, pó pó.
- 28:34É isso que aconteceu. EE com essas pessoas e por essas
- 28:39é é e na e na verdade, né? A Guilherme andar lá, quando eu
- 28:43retornei. Diferente de hoje.
- 28:45Hoje, quando um colega no entra na universidade.
- 28:49Que bom, né? Infeliz.
- 28:50Com isso, ele tem alguma coisa do Dani com Ceni, fazer
- 28:55parcerias? Quando eu retornei era muito
- 28:58difícil e será. É exatamente como tu falas, não
- 29:01não existia rede social, não existia a mal e mal e-mails, né?
- 29:08EEA gente falava, tinha que ligar para as pessoas do time
- 29:12aqui, telefonar pro pra o, pra pessoa, pra tentar fazer 11.
- 29:19Não tinha, nós a vemos uma ligação ou a um vídeo
- 29:23conferência, e aí o província Pedro Guilherme Guilherme,
- 29:26enxergando a Marisa, não tinha nada disso.
- 29:28A atividade era grande. A dificuldade de recursos era
- 29:31muito grande. Naquela época não existia todas
- 29:34as linhas, momento que depois, durante esses 20 anos, né?
- 29:39Entre 2002 1020, a gente teve a possibilidade, os nossos alunos
- 29:44tiveram possibilidade de fazer bem experiência no exterior em
- 29:48estágios, na aposta deposição. Interagir em vir pessoas, mas
- 29:54assim AA gente coma voltando para a questão das salmonelas.
- 29:59Então, no início, AA Dinamarca e o programa dinamarquês ele foi,
- 30:05vamos dizer assim, a básico, não existia nada.
- 30:09Eles começaram a propondo e, de certa maneira, um pouco baseado
- 30:14na cadeia avícola, né? A salmonela na cadeia de suínos
- 30:18ela sofreu bastante. O dele é um esforço de
- 30:23convencimento, a do meio da produção, de que a cadeia de a
- 30:30cadeia epidemiológica de salmonela na cadeia produtiva de
- 30:33suínos era diferente. Do que na cadeia produtiva.
- 30:36Beavis, né? Aí por algumas casões uma, o
- 30:40tabu tem alvo, né? Maior, então uma menor.
- 30:45A verticalização, digamos assim, a.
- 30:50Em mais uma importância das do do que vai acontecendo ao longo
- 30:55do caminho, em termos horizontais, diga usa sim, de
- 30:58mistura de animais, de problema de limpeza e desinfecção na
- 31:04Granja dos protocolos da entrada da do biosseguridade que, né, na
- 31:10que nas aves já estava mais avançada do que no so irmos lá
- 31:14naquela época? Ba então uma série de questões,
- 31:17né? Então, a própria modelo
- 31:20dinamarquês pensou em controlar. Nas matrizes e depois ir fazendo
- 31:26uma série de de controles e até mesmo de punições pecuniárias
- 31:34néa para os produtores. Só que, claro, a cadeia de
- 31:38produção da Dinamarca é muito diferente da cadeia produtiva
- 31:43Brasileira, então a gente pelo menos pensou bom, a gente tem
- 31:47que ver onde que há na cadeia produtiva do Brasil de outros
- 31:50países que tenham perfis parecidos, mais parecidos.
- 31:55Porque a gente vai acontecer então pra não ficar, né?
- 31:58Não pra gente fazer um resumo do que que se viu essas 20 anos é
- 32:02que bem, uma conclusão que depois todos os pesquisadores
- 32:08chegaram, inclusive os dinamarquês, que o ponto crucial
- 32:13para iniciar a pensar no controle do ponto de vista da
- 32:17saúde pública era o processo do abate.
- 32:22Que de novo é diferente do processo do abate de aves aí
- 32:26favoravelmente para o suíno, porque no suíno nós temos etapas
- 32:30aonde é possível. Para eliminar ou pelo menos
- 32:35diminuir A Carga bacteriana da superfície da carcaça.
- 32:39Né? Então é salmonela.
- 32:41Vai habitar o trato intestinal. O animal vai ser portador sem
- 32:45sintomas e sem lesões. Quando ele entra em estresse,
- 32:49principalmente quando ele vai para o abate, ele passa a
- 32:52excretar AA bactéria volta para a luz intestinal e aí o conteúdo
- 32:57intestinal passa a ser crucial. Como ponto de controle para não
- 33:03haver a contaminação da carcaça, então isso vai desde.
- 33:07Hã, a parte da da, da própria limpeza do animal, né?
- 33:12Antes de entrar na linha de a Paty, né?
- 33:14O que para nós é praticado, né? Assim, o plano, enfim, tentar é
- 33:20morrer Oo foco daquele daquela matéria orgânica na superfície
- 33:25corpórea e depois a próprio escalda, que não Visa eliminar
- 33:30salmonela. E Visa, né, OA, depilar, mas que
- 33:35ajudasse o tempo. Temperatura de João lá na
- 33:38igreja, né Marisa? O jejum todas as questões, o
- 33:42jejum lá, garante. Porque aí tu não tem tanta
- 33:44ruptura, né? De vísceras na hora da da erro,
- 33:48sera? São.
- 33:50Infelizmente a gente vai ter o extravasamento do conteúdo
- 33:54intestinal. Mesmo com jejum b adequado,
- 33:57mesmo com tudo feito corretamente, vai ter conteúdo
- 34:00intestinal e isso vai poder extravasar, principalmente no
- 34:04processo é beber Pilar, mas depois nós vamos ter aquela, o
- 34:09Chamusca mento e ali a gente tem muito importante.
- 34:14E próprios, destinar Marquesa de custo-benefício mostraram que
- 34:18ali era uma etapa que era barata e elas são a, por exemplo, do
- 34:22fazer tudo o que eles faziam na cadeia de produção.
- 34:25Nada lá na Granja, inclusive ele culpa a punição pecuniária do
- 34:29produtor, né? Então, ou seja, hã.
- 34:33E depois, claro, as boas práticas de dizer a são as boas
- 34:37práticas de processamento. Então a gente passou a ter 11
- 34:41ponto importante para focar aí a gente focou, mas tet?
- 34:45As os, as pesquisas ali mostrou coisas, é nessa e foram
- 34:51conseguir informações bem importantes que contribuíram,
- 34:55contribuíram, inclusive, para que ali fosse um foco inicial
- 34:59para um programa de controle de Salmonella.
- 35:02Controle de patógenos, né? Mas claro que salmonela, sendo o
- 35:05principal, depois nós tivemos no final, né?
- 35:0811 instrução normativa que foi elaborada pelo pelo mapa.
- 35:13Nem aí que né, contou com. A nossa colaboração é jogos da
- 35:19Embrapa, em de outros colegas que nesse meio tempo também já
- 35:23estava engajados em trabalhar com salmonela.
- 35:27EE que provavelmente já vem, já tem dados frutos e que leva essa
- 35:35notícia. A gente consegue fazer um bom
- 35:37controle durante o processo, porém a isso não exime que a
- 35:42gente não tenha que ter um certo controle.
- 35:46Na Granja porque o processo do abate ele consegue diminuir.
- 35:52Mas ele. Ele tem limite.
- 35:55Como tudo eu costumo levar, usar sempre esse exemplo para os
- 35:59alunos, se a gente levar um carro que está.
- 36:03Ou alguma, algum resíduo na superfície para lavar, passar
- 36:08naquele estudo em de Lava jato, ele vai ficar livre.
- 36:12Agora. Seja gentil, é pra um caldo do
- 36:15colega que foi lá pra estrada de chão do dia de chuva, que voltou
- 36:21completamente barrado. Não vai ser a mesma.
- 36:25Eficácia, né? Assim, nós vivemos no mesmo
- 36:28processo, então é por isso que há.
- 36:31A gente fala que a contribuição vende todos.
- 36:35A se começa no abate. E aí se vê, quando não se
- 36:40consegue. Quando se chega ao limite
- 36:43factível de controle no processo.
- 36:47Do durante, né? O processo de de abate e
- 36:51processar EE produção de carne, matéria-prima, et cetera.
- 36:56Aí também tem que se olhar para trás, né?
- 37:00E lá na Granja nós vamos ter fatores importantes, que é
- 37:03número de origem, de animais, higiene e desinfecção.
- 37:09Pela a qualidade da água, a qualidade da ração, para citar,
- 37:14né? O tudo?
- 37:16A biossegurança da Granja. Em última análise, né?
- 37:19Que leva a gente vai dizer o seguinte, são os mesmos cuidados
- 37:22que o pessoal da sanidade precisa ter.
- 37:27E eu diria quase que a Salmonella é quase um indicador
- 37:31disso, né? Quanto mais a gente tem problema
- 37:35de Salmonella na Granja, provavelmente é naquela cadeira
- 37:38de aquela pirâmide produtiva que tem problemas e que tem problema
- 37:43de outras coisas. Deve ter problema ler também.
- 37:46Respiratório, deve ter outras de raiva.
- 37:48Às vezes pode ter que é salmonelose clínica, porque é a
- 37:52ponta do iceberg, né? Oo quando aparece numa
- 37:56salmonelose Salmonella. Memory, um clínica causando
- 37:59diarreia, causando a doença no animal.
- 38:03Provavelmente é porque a gente já tem uma esse processo
- 38:07bastante instalado na cadeia produtiva, né?
- 38:11E depois a gente não pode esquecer do consumidor, porque
- 38:13tu mesmo diz que está nos ouvindo bolso, né?
- 38:16Isso é a questão da doença transmitida por alimento a
- 38:20qualquer momento a gente pode arruinar tudo o que foi feito
- 38:24antes, né? Então, uma boa pirâmide
- 38:27produtiva pode ser ruim, nada por um mau processo.
- 38:30E tudo isso bem conduzido pode ser prejudicado no comércio, por
- 38:37contaminações cruzadas e mesmo na casa do consumidor, também
- 38:41por contaminações cruzadas, né? Então, o consumidor, o que que
- 38:44ele precisa? Ele precisa também ter essas é.
- 38:49Esses conceitos higiene a limpeza do local onde ele
- 38:54processa o alimento, hã, ele tem que ter consciência da
- 38:59contaminação cruzada do cru, como cozido.
- 39:02Isso é outra coisa que não pode acontecer.
- 39:05Manter o binômio tempo temperatura na no armazenamento,
- 39:10ou seja, a gente quando xena, por produtos perecíveis, eles
- 39:13têm que ir para para refrigeração, eles não podem
- 39:16ficar No No ambiente porque as bactérias se multiplicam.
- 39:21Naquele alimento, né? Naquele produto que eu, que eu
- 39:25adquiri e ela talvez fosse, pode ter havido uma contaminação
- 39:30cruzada, ou havia poucas bactérias que iam ser anão iam
- 39:35causar doença, não eram suficientes para causar doença,
- 39:38mas que eu deixei se multiplicar, né?
- 39:40Que era justamente o mais OA associação mais famosa com a com
- 39:46a salada de maionese, né? A pessoa preparava a salada de
- 39:49maionese no ar. Né?
- 39:51Numa sesta enorme de família, não entrava na geladeira, não
- 39:55entrava salada de maionese e cerveja.
- 39:57Então, entre a salada de maionese e a cerveja na
- 40:00geladeira, quem tem prioridade a ser mesa?
- 40:03Claro, né? E quem quer cerveja quente aí?
- 40:06A salada Menescal, fora por 1 hora, 2 horas, 3 horas e a
- 40:11bactéria se multiplicar, né? Então, eventualmente, ela é no
- 40:15baixo número, lá no ovo, que virou maionese, mas eu deixei
- 40:19ela se multiplicar em propicia e que ela se.
- 40:21Multiplicar, né? E ali eu tinha, eu tenho surto,
- 40:25diga se de passagem, que as bactérias causadoras desse
- 40:30transmitida por alimentos como são Manuela, além de não
- 40:33causarem nem sintomas no animal portador nem lesões que são
- 40:37perceptíveis ao abate, elas não causam deterioração do alimento,
- 40:42ou seja, não causam sabor desagradável.
- 40:46Mau cheiro, aparência ruim, né? E, ao contrário, até uma piada
- 40:51Na Na, no meio do pessoal que investiga surto de salmonela.
- 40:56Aí na humanos que diz que muitas vezes a pessoa é Reporter, eu
- 41:00nunca comi uma salada de maionese tão boa, daí eu comi
- 41:04várias vezes. Eu tive ingerir a dose infectiva
- 41:08várias vezes também, né? Então isso é realmente.
- 41:13A gente trabalha com algo que não se enxerga.
- 41:17Né? E que a gente tem que seguir.
- 41:20A farda, se a gente sabe que isso é difícil, né?
- 41:23A é difícil. A gente, dia após dia, após dia,
- 41:27após dia, sempre. Se ater a essas regras estritas,
- 41:32né? Tanto na Granja.
- 41:34Quanto no abate, quanto na indústria, quanto na casa do
- 41:38consumidor, né? Então acaba que a gente tem esse
- 41:43problema. Óbvio que quem compra o produto
- 41:47brasileiro, então, outro país, quando o Brasil exporta.
- 41:51Hã, e ele vai querer que não tenha salmonela, que o produto
- 41:56é, apesar de que a gente viu que todo mundo contribui para o
- 41:59problema, inclusive consumidor, mas a gente, eles vão dizer não.
- 42:05Com salmonela? Não quer, então temos também um
- 42:09aspecto econômico como Barreira. A comercialização do pro.
- 42:14Então a gente tem um aspecto saúde pública que é muito
- 42:18importante. Obviamente é mais importante,
- 42:21mas a gente também tem um aspecto econômico, né?
- 42:24Na da competitividade, é pelos mercados.
- 42:30Já pensou estar no top 1% da Sônia cultura?
- 42:33Acesse academia suina.com.br, invista no seu conhecimento.
- 42:40O sinuca só é possível através do apoio de empresas inovadoras
- 42:44e que apoia a educação continuada na sua, na cultura
- 42:46Brasileira. A dsm nutrição e saúde animal
- 42:50está moldando o futuro dos cuidados com suínos.
- 42:53MS schippers paixão pelo agro Giga alta performance sem
- 42:58esforço ao tech soluções nutricionais para potencializar
- 43:02uma produção rentável e mais sustentável.
- 43:05Uma aula aqui em 40 minutos demais, Marisa.
- 43:10Nossa, não. E eu.
- 43:12Eu estava associando a tua fala e Itu, aluno no começo da
- 43:17questão da extensão, sim, a extensão ou do sanitarista que
- 43:21ele vê problema e ele quer resolver, né?
- 43:24Como? Como tratar com problemas que
- 43:25não são visíveis? Na Granja, a indústria e no
- 43:28prato, né? Legal, essa eu sei, eu sei desse
- 43:33teu trabalho. Da extensão também.
- 43:34Palestras EE como difundir isso de uma maneira mais direcionada
- 43:39para aquele público que tu tá falando?
- 43:42Fala, mas falando EE em público aqui.
- 43:46Uma parte mais, mais. Mais Marisa fora da da
- 43:50universidade. Claro que isso a gente não
- 43:52dissocia, né? Mas qual, qual que é o plano
- 43:55futuro aí? Marisa?
- 43:57É então aí eu trabalhei, eu já completei 37 anos de trabalho,
- 44:02né? E na Guilherme a acho que os a,
- 44:06os eu considero que eu tijolinho de contribuição é ou seguir para
- 44:12o local a, né? AE, tá na hora de outra de dar
- 44:16lugar para o pessoal mais novo também por conta, né?
- 44:19A daqui de que hoje em dia os desafios exigem também novos
- 44:24talentos. Como eu disse, comentei essa
- 44:27parte de a de da da parte de genômica.
- 44:32Isso é uma coisa que surgiu ao longo desses anos e que nos
- 44:35últimos. Menos de 10 anos, então teve
- 44:391111. Desenvolvimento.
- 44:41Incrível, né? A?
- 44:43Isso porque, porque os equipamentos foram surgindo de
- 44:48sequenciamento e de preparo de DNA, de isolamento e tal, mas.
- 44:54Principalmente por conta do da do, da análise de dados.
- 44:59Então, a essa questão da bioinformática que a gente então
- 45:03hoje sequência, hã? Inteira sequência, o equipamento
- 45:08faz o problema é a análise que vem depois e se juntou, né?
- 45:13Entre esses ativos, além salmonela, vai se juntar e já se
- 45:16juntou a questão da resistência antimicrobianos.
- 45:19Então olha que fecha, eu comecei lá atrás na era do.
- 45:24Pré-histórica dinossauro, ITA. Trabalhando com resistência, te
- 45:28microbiano, que eu fiz lá hoje é é piada, nem iniciação
- 45:31científica utiliza aquele tipo de técnico.
- 45:34Então hoje a gente tem que ter a.
- 45:39Jovens com talento para essa área porque é os tô, não é só o
- 45:44desafio de Salmonella em resistência, os desafios de
- 45:48nutrição animal, de saúde intestinal, de a infecções
- 45:53respiratórias, tudo isso vai passar por esses estudos de a de
- 45:59genômica, de a expressão gênica de metabolômica, que é essa
- 46:07essa? Interação entre microrganismos e
- 46:11a gente tem uma geração formada nisso, né?
- 46:16E pensa bem, a gente eu sou do uso.
- 46:20A área quem trabalha com bio informática não usa essas
- 46:24plataformas que nós, usuários de texto, usamos ou de planilha
- 46:29Excel. Eles usam aqueles aí eles
- 46:32trabalham como quem trabalha com informática e com e com
- 46:37inteligência artificial. É outro mundo e a gente precisa
- 46:41disso, né? Então a gente tem que dar lugar.
- 46:45Para que essas pessoas peguem, assumam os novos divergidos, né?
- 46:52E as novas perspectivas para combater os desafios, né?
- 46:56É sanitários de saúde pública. Dinho nutrição de produção
- 47:01animal, então é essa é a minha, a minha Esperança, né?
- 47:06Aí é o eu vou fazer, eu acho que essa etapa termina.
- 47:10Claro que eu sempre vou estar aberta para discutir, para
- 47:13contribuir com a experiência, anão com essas novas
- 47:17tecnologias. Então não me nego, mas tem que o
- 47:21professor, professor na universidade, chega 1 hora que
- 47:24tem que deixar a vaga porque é a vaga que propicia a entrada do
- 47:28novo pesquisador e do morro docente do novo talento, né?
- 47:33Então eu acho que é assim que eu posso contribuir nesse momento,
- 47:37né? É come pra ti na alisar.
- 47:40Uma etapa, iniciar outra na outra, tá?
- 47:43Vamos vendo agora temos que viver.
- 47:46O que que vai ser feito? Mas eu gosto muito de.
- 47:50Eu coloquei melado, questionário, eu sou uma pessoa
- 47:53que gosta de fazer para que gosta de conhecer.
- 47:57Gosto muito de história. Leio muita história, porque essa
- 48:00foi uma deficiência da minha geração, na minha geração, na
- 48:04escola, principalmente na escola pública.
- 48:06Não se aprende a história e quando eu morei na Alemanha e
- 48:10disse Europa, eu me deparei com a minha ignorância, eu não sabia
- 48:15nada daquilo nada do que tinha acontecido, né?
- 48:18Então e passei a estudar por mim.
- 48:21Sempre tentando estudar, né? Então é, eu acho que essa nova
- 48:25etapa aí tem que se fazer contribuir de outra maneira.
- 48:28Na verdade, claro, se, por exemplo lá já lusa, que
- 48:32continue, que eu me orgulho muito dessa minha orientada tem
- 48:37outros orientais que mergulham e muito também.
- 48:40Então, no mapa, que tal na? Na iniciativa privada que estão
- 48:45dando a pesquisa que estão no meio acadêmico, então também
- 48:48grita muitas pessoas. Eu consegui.
- 48:51Como o Joaquim falava, oportunidade, professor.
- 48:56Na o ele oportuniza que aquela pessoa cresça.
- 49:02Né? Ele, não, ele não.
- 49:05É ele não cria na em oportunista e a gente observa isso ao longo
- 49:11do tempo, se observou. As pessoas crescem por os
- 49:14nossos, alguns crescem, ganham protagonismo, EEOE, ultrapassam
- 49:20a gente tem que ultrapassar. A gente tem que né?
- 49:26Promoção Joaquim também usava bastante se quanto mais vibrar
- 49:29de eu vou ficando, mais eu vou vendo como eu tinha era, sabe o
- 49:32que ele falava? Ele dizia assim, a gente subiu
- 49:35até o segundo andar. Agora, o morro tem que começar
- 49:38no segundo andar. Não pode voltar pro térreo
- 49:40denovo, né? Então é isso, é o processo da
- 49:43ciência sempre. E para frente, com os novos
- 49:47talentos que essa público jovem. Domina.
- 49:52Né? O que a gente precisa interagir
- 49:56com eles, porque não tem como fazer análise de bioinformática
- 50:00depois de ter iniciado. Lá Na Na pré-história da
- 50:05biologia, colar. Mas muito legal aqui, e eu acho
- 50:08que daqui, né, Marisa? Eu, eu tinha 2 perguntas aqui
- 50:13que estavam, eu tinha escrito. Mas tu já foi, respondeu 111.
- 50:19Eu queria te perguntar. Qualquer o teu legado.
- 50:24Né? E tu já deu 11 aula aqui, né?
- 50:27EE quando tu comenta de novo, né?
- 50:29Quando comentam do do Joaquim das fases dele, é é importante
- 50:34tu ouvir isso. Não é que muitas pessoas hoje
- 50:37falam das tuas frases, da tua influência, daquilo que tu e às
- 50:41vezes não são frases ditas, né? Às vezes são só as frases da da
- 50:45ação mesmo, né? Pô, a Marisa tá fazendo vista.
- 50:49Então, certeza que teu legado está lá, falou do tijolinho.
- 50:54Tem um prédio gigante aí construído, né?
- 50:57Não foi o tijolinho que ficou EE da sucessão também, né?
- 51:01É tudo citou o nome da jalusa ou alguns nomes diretos aí do mar
- 51:06ou das pessoas que vão fazer, independente de quem é.
- 51:10Teve essa? De de de alguns nomes que tu
- 51:14lembra, tem muita gente dessa vez, né?
- 51:16Que acaba sendo é pegando como espelho.
- 51:20Pegando como exemplo devida exemplo de professor, exemplo
- 51:24daquilo que faria, né? E 37 anos de de profissão, não
- 51:29é? É uma coisa que tem que ser
- 51:31merecida, o grande 2 peito, né? EE quanto fala também do
- 51:36trekking e de da arte de? Da da the Tube.
- 51:42É se permitir fazer coisas que às vezes AO horário não permite
- 51:47a, né? Legal, que também a gente tem a
- 51:48cabeça para ir ir, se pra pra que continuar sendo produtivo,
- 51:53talvez de uma maneira diferente. Então?
- 51:58Te agradeço aqui, EEA gente que a gente não faça da da nossa
- 52:02vida o rasco exatamente, né? Talvez não dê tempo passar.
- 52:07Por o Mário Quintana é um querido, né?
- 52:10Isso é, aplicou uma época difícil, encontrar a palavra.
- 52:12Eu queria matar já, né? Alguém aqui nosso do Rio Grande
- 52:15do Sul? E qual é A Carga?
- 52:18É fantástico, né? E certeza que o que foi feito
- 52:22por ti aí não foi masculina, foi naquele caderninho caprichado,
- 52:26né? Então eu acho que a gente está
- 52:29terminando aqui com chave de ouro essa conversa fazia tempo
- 52:34que eu não te encontrava, né? Hoje a gente pode se se falar
- 52:37assim, né? Pra mim foi.
- 52:39Foi muito orgulho aqui poder falar, não tem?
- 52:42Entrevistei, né? Eu escutei a play story, eu acho
- 52:45que muita gente vai, vai escutar isso aqui, lembrar de vários
- 52:49temas, né? E também pensar pra fazer, até
- 52:51por que que assume. Cultura Brasileira tem,
- 52:55independente do do segmento. Dá, né?
- 52:58Vamos, te agradeço do fundo do coração EE deixa aqui aberto
- 53:02para tinha uma frase, atua em ser várias e esse episódio nós
- 53:06vamos lá, então eu quero agradecer a, né?
- 53:08O convite é muito bom a gente falar, falar com várias pessoas
- 53:12que realmente a gente não vê há muito tempo.
- 53:15Há e a frase eu acho que Ana Ana em termos de, vamos dizer assim
- 53:21de vida, né? AAA gente tem que encontrar.
- 53:25Aquilo que nos gratifica não é, em termos assim, de também na
- 53:30vida profissional, né? A gente quando é possível, né?
- 53:34A nós temos uns, somos um grupo privilegiado que pode trabalhar
- 53:40em alguma coisa que nos gratifique.
- 53:42E na gente sempre tem que tentar da melhor maneira possível,
- 53:45contribuir para para a sociedade, para a comunidade,
- 53:49né? Porque ela que nos propicia
- 53:51nessa. Tá bom essa investida lar,
- 53:55trabalhar no, por exemplo, na academia e sempre com esse
- 53:59peito, né? Para para academia produtiva,
- 54:02né? No caso nesse, no tura a gente
- 54:04respeitar, né? O produtor respeitar todo todo
- 54:07mundo que está ali, no todo time tem que estar a contribuir de
- 54:10alguma maneira. Bom, muito obrigado.
- 54:13Então a gente está encerrando mais esse episódio.
- 54:17Certeza que é um episódio que pode ser ouvido e visto e
- 54:23revisto várias vezes. Eu acho que tem.
- 54:26Uma lição de vida EEE, com certeza que.
- 54:29Que fez é uma interferiu na vida de várias pessoas.
- 54:34Marisa Cardoso, muito obrigado pela tua contribuição.
- 54:37Silvicultura na veterinária e muito obrigado por esse
- 54:40episódio. Mulher de abraço.