Latest / Surra de Lúpulo / Cada cerveja uma história - Duvel | Surra #249
Transcript
- 0:08IPA, condríaco apresenta. Surra de lúpulo?
- 0:15Oi pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite.
- 0:19Eu sou Ludmilla mais conhecida no Instagram, come com a Drica.
- 0:22E no quarto programa da nossa série histórica sobre cada
- 0:27cerveja, uma história. Nós vamos falar da cerveja que
- 0:30tem parte com o diabo. Agora vejam só, hello.
- 0:33Oi, tem Henrique Boaventura aqui.
- 0:35E aqui descansa o diabo. Alô, alô, salve, salve.
- 0:41Mais 1 dia para a gente cometer atrocidades contra línguas
- 0:43estrangeiras. Já peço desculpas de antemão,
- 0:46mas estou animado com esse episódio que vai ser do capê.
- 1:00Galera, mais do que nunca, o surra de lúpulo precisa de vocês
- 1:03para continuar produzindo conteúdo independente de
- 1:06qualidade. Então, que tal se tornar o nosso
- 1:09messenas? Seja nosso apoiador, você vai
- 1:11poder entrar no nosso grupo exclusivo de WhatsApp, acessar o
- 1:15nosso clube de vantagens com descontos especiais em cursos,
- 1:18cervejas, eventos e muito mais. E claro, ainda tem sorteio de
- 1:22brindes e vários mimos para quem está junto com a gente nessa
- 1:25jornada. Para apoiar, é só acessar o site
- 1:28apoia.se barra. De lúpulo e fazia parte dessa
- 1:32comunidade cervejeira. Agora, meu querido jovem, se o
- 1:36bolso está vazio, o dinheiro está curto, você ainda pode nos
- 1:38ajudar de outra maneira. Bora compartilhar esse link
- 1:41desse episódio e todos os outros episódios com alguém que também
- 1:44curte o universo cervejeiro? E não se esqueça de fazer aquele
- 1:47review, aquela avaliação marota na sua plataforma de áudio
- 1:50preferida. Na sua não preferida também,
- 1:51porque conta pra gente, é importante então 5 estrelinhas
- 1:54no Spotify, Apple podcast, Deezer e outras plataformas
- 1:58fazem uma baita de. Diferença pra gente.
- 2:01E o melhor, pratique. Não tem dinheiro?
- 2:02Pratique você. Você que está liso ou lisa é de
- 2:05grátis, então contamos com você para fazer o surra de lúpulo
- 2:08chegar cada vez mais longe. Boa.
- 2:12E aquele lembrete, a cervejaria estanis é mecenas empresarial do
- 2:16surra de lúpulo. Acesse o site www.estanis com 2
- 2:21ns.com e. E com o cupom SDL 12 você ganha
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- 2:28Olha aqui presente para vocês que nos escutam, maravilhoso.
- 2:32Eles enviam para todo o Brasil do Oiapoque ou Chuí.
- 2:35Acesse, use e abuse desse cupom e não esqueçam que mecenas tem
- 2:40desconto especial e cupom especial, viu?
- 2:43Aí. A gente vai começar do jeitinho
- 2:56que eu mais gosto, que é fazendo a dança do quadradinho.
- 3:00O 4 não, não, não, não é isso não.
- 3:02Naquele pleonasmo vicioso que a gente ama, começando do começo.
- 3:06Então, assim, quando é que foi fundada e como foram os
- 3:10primeiros anos da duvel, finalmente falamos, qual é a
- 3:15cervejaria desse programa? Gabriel?
- 3:18Ah, essa encapetada. Primeiro, antes de responder
- 3:21essas questões, eu acho que é importante a gente situar que a
- 3:26duvel é um rótulo dentro de uma cervejaria, né?
- 3:30Tal qual o Yakult, virou sinônimo de bebida Láctea
- 3:33probiótica, mas na verdade é uma marca.
- 3:35Tal qual o danoninho virou sinônimo daquele iogurte sabor
- 3:37morango e escambau. A duvel é tomou uma vida própria
- 3:41e basicamente tomou a frente da marca toda de uma cervejaria,
- 3:45que é a cervejaria mohatt. Começamos já assassinando os
- 3:50dialetos. Os flamengos, brabantes e
- 3:52holandeses aqui. Mas é importante isso ficar bem
- 3:55claro e a gente vai ver também qual foi o processo que levou a
- 3:58essa primazia do nome duvel em relação ao nome da própria
- 4:02cervejaria. Mas tudo começou em 1871.
- 4:04Alguns textos dizem que, mais precisamente em 12/09/1871.
- 4:07Foi nessa época que o Jean Leonard mohtat, aí sim, o
- 4:10sobrenome desse sujeito que vai dar nome a sua cervejaria junto
- 4:15da sua esposa Maria. Rendrica the Bloch eles fundaram
- 4:22a browere morthat da cervejaria morthat, na Vila de brain donke,
- 4:27em curs, que fica na província de antuérpia, na gloriosa
- 4:31Bélgica. Finalmente chegamos aqui a um
- 4:34país sede de uma das escolas clássicas cervejeira, o João
- 4:38Leonardo. Ele vinha já de uma família de
- 4:40cervejeiros. Mas, ainda assim, apesar desse
- 4:43background familiar, parece que foi um ímpeto de envolvimento
- 4:47nesse negócio, que não necessariamente foi acompanhado
- 4:49de uma expertise prévia, né? Então ele começou servindo uma
- 4:54clientela local e, numa base de tentativa e erro, produzindo
- 4:57cervejas de alta fermentação, por um lado, influenciado pela
- 5:01cena belga da época, mas também já influenciado por cervejas
- 5:05inglesas, cervejas britânicas no geral, né?
- 5:07Os Países Baixos, a Bélgica e o Reino Unido, eles têm uma
- 5:10relação simbiótica ao longo do século.
- 5:12De influência mútua, né? O lúpulo vai para Grã Bretanha,
- 5:17com os holandeses, com os os flamengos, depois dessas
- 5:20cervejas. A partir do século 19 vão
- 5:22influenciar também a cena cervejeira belga e no século 20
- 5:25muitas coisas mudam, algumas elas de mão dadas, outras também
- 5:28de uma forma mais autônoma, dando caras bem particulares
- 5:31para para essas respectivas escolas, para essas várias cenas
- 5:34cervejeiras. E ele está aí nesse meio
- 5:37tentando se encontrar, né, digamos assim, montando o seu
- 5:40portfólio para uma cervejeira. É pequena uma cervejaria local,
- 5:44a linha do tempo oficial que a própria cervejaria divulga.
- 5:46Ela vai dizer que dentro em pouco a burguesia de Bruxelas,
- 5:51né? Uma cidade a mais ou menos 30 km
- 5:53ali da da cidadezinha de purce foi conquistada pelas cervejas
- 5:57da murthat. Inclusive, rolou a abertura de
- 6:00um Armazém da própria cervejaria no distrito de laken.
- 6:03Só que essa linha do tempo não especifica muito bem quando isso
- 6:06aconteceu, inclusive a própria cobertura temporal da história
- 6:09da cervejaria. Ela é muito lacunar, né?
- 6:11Ela dá essa data de 1871 como um princípio, aí ela já pula para
- 6:141900 para dizer que a segunda geração da família, né?
- 6:17Os menino, os menininhos já estavam envolvidos no negócio da
- 6:20família e aí ela dá mais destaque para as coisas que
- 6:24aconteceram no século 20. Mas a gente pode entender que
- 6:26houve aí uns 30 anos de consolidação local, é e ainda
- 6:29assim, depois desses 30. 30 anos.
- 6:34A gente ainda vê que a dimensão do negócio era bastante tímida,
- 6:38né? Os filhos é do casal, o Albert e
- 6:41o Victor. Eles vão se envolver no negócio,
- 6:43o Albert vai virar um dos cervejeiros responsáveis pela
- 6:46produção e o Victor vai ficar responsável pela logística.
- 6:50Mas não é como se ele fosse um supervisor de logística, era ele
- 6:53que é montado na carrocinha, carregada de cerveja.
- 6:56Levar cervejas para distribuir em Bruxelas, por exemplo.
- 6:59Então, ainda é um negócio bastante local.
- 7:03Ainda que com 30 anos, se a gente for lembrar, por exemplo,
- 7:05da Guiness, se a gente for lembrar também da Heineken, em
- 7:0830 anos, bastante coisa mudou em questão de dimensão de atuação
- 7:12para essas 2 cervejarias, né? Aqui, não.
- 7:14Aqui ainda. As coisas caminham
- 7:15vagarosamente, com o caráter familiar que vai ser uma marca,
- 7:19né? A gente ainda vai falar sobre
- 7:20isso, mas vai ser uma marca da cervejaria ao longo de toda a
- 7:23sua história. Um comentário interessante sobre
- 7:25esse tema que eu me lembrei agora é que em várias
- 7:28literaturas, revistas, tem muitas menções a essas
- 7:31cervejarias pequenininhas, porque na Bélgica?
- 7:33Fica cerveja é parte do dia a dia, né?
- 7:36Como vários países da Europa. E não é incomum ter ou pelo
- 7:40menos no passado existir, né? Essas cervejarias, que eram
- 7:44cervejarias familiares pequenas, que às vezes operavam na sala da
- 7:48casa, literalmente, tu estava bebendo a cerveja local daquela
- 7:52família com a galera jantando do outro lado, ali, muito pertinho,
- 7:55porque basicamente fazia parte do salário, né?
- 7:59Do do soldo mensal daquela família.
- 8:01A parte de venda de cervejas também, então.
- 8:03Em faz bastante sentido ela iniciar pequenininha familiar
- 8:07nessa cidade pequena e se e se expandindo né?
- 8:10Como 11 trial and né hor tipo tentativa e erro da da vida.
- 8:14Exatamente. Exatamente, e o diferencial É
- 8:18Ela ter se expandido e ter perdurado tanto tempo, né?
- 8:21E é por isso que a gente consegue resgatar a história
- 8:23dessa e de outras cervejarias que sobrevivem até os nossos
- 8:26dias, mas a porção de outras cervejarias que existiram também
- 8:30com essa mesma dimensão, que atuavam mais ou menos com esse
- 8:33raio. Né?
- 8:34De clientela. Mais ou menos fazendo os mesmos
- 8:36tipos de cerveja com os mesmos recursos e que não sobreviveram
- 8:41ao tempo, né? Mas isso era uma realidade muito
- 8:43comum. É a gente.
- 8:44Você termina a história aí aí No No começo dos anos 1900.
- 8:47E a gente tem visto em todo episódio que a gente vai falando
- 8:50dessa série histórica, que as guerras mundiais impactaram
- 8:53muito na trajetória de várias cervejarias, né?
- 8:56E a primeira guerra em particular, foi bastante
- 8:58marcante para a duvel. Então conta pra gente assim que
- 9:01que rolou com os guri. Cuspear.
- 9:06É, é. Talvez eles sejam os primeiros
- 9:08nepo babs da cerveja. AI nepo Bear babies.
- 9:18O nepotismo aqui ele acha que não vai favorecer ninguém,
- 9:22porque a Bélgica, no caso, foi um palco bastante marcante da
- 9:26primeira guerra, né? A gente às vezes pode lembrar de
- 9:29alguns Marcos, como por exemplo, o assassinato do arkduc
- 9:32ferdinando. Como, né?
- 9:34Um estopim para para a eclosão da primeira guerra.
- 9:37Mas um outro ponto importante também foi justamente a ocupação
- 9:40da Bélgica em 1914, pelo exército do Império alemão, que
- 9:43ainda não eram os nazistas. É importante lembrar disso para
- 9:47a gente ter também os 2 conflitos separados na nossa
- 9:50cabeça. Eles se dão em contextos
- 9:52diferentes, por razões diferentes.
- 9:53Mas a ocupação. Da Bélgica, por parte do
- 9:57exército do Império alemão, foi um grande motivador para a
- 10:00declaração de guerra do Reino Unido contra os alemães e foi
- 10:04uma ocupação que durou todo o conflito.
- 10:06E isso vai ter marcas muito, muito profundas no país, né?
- 10:10A Bélgica era uma nação neutra e isso era previsto no tratado de
- 10:13Londres, que foi assinado em 1839.
- 10:14Era uma pegada meio Suíça. Isso também é garantia, o
- 10:17reconhecimento do seu próprio território, da sua própria
- 10:19autonomia, né? A Bélgica é um.
- 10:23É um território que, ao longo dos séculos, a Suíça também é um
- 10:26exemplo disso, né? É um território que faz
- 10:28Fronteira com com nações, com histórias, com culturas, com
- 10:32línguas bem definidas. Tanto que a Suíça fala 3 idiomas
- 10:34que não o suíço, entre aspas, que obviamente não existe a
- 10:37Bélgica. Por um tempo, ela já foi um
- 10:39território da monarquia hispânica que era regida por uma
- 10:44dinastia de monarcas austríacos. E na Bélgica você encontra
- 10:49falantes do alemão, falantes do Flamengo que tem ligação com o
- 10:52holandês e falantes do francês. Então é um território com uma
- 10:55história bastante diversa e que para ganhar essa composição,
- 10:59esse desenho mais próximo de um estado nacional com Fronteiras
- 11:03bem definidas, houve vários processos.
- 11:05Um desses processos foi o tal tratado de Londres, que garantia
- 11:08essa. Neutralidade e neutralidade
- 11:10dentro do palco político europeu porque, lembrando, a Bélgica
- 11:13também era um dos Neo imperialistas do século 20, que
- 11:16causou estragos devastadores do continente africano.
- 11:18Só um comentário é, o tem um nome para isso, né?
- 11:21Estado tampão, né? Que é basicamente também para
- 11:23criar distância entre as nações, né?
- 11:25De certa forma. Sim, e você tem resoluções até
- 11:29posteriores, né? O próprio tratado de versalhes,
- 11:31no final da primeira guerra, ele vai redesenhar Fronteiras
- 11:34também. E aí você tem anexação de uma
- 11:36partezinha aqui, desanexação de outra.
- 11:38A partezinha aqui, aí você faz referendo com as pessoas para
- 11:41ver o que que elas querem. Vocês querem ser belga?
- 11:43Vocês não querem ser belga, vocês querem ser o quê?
- 11:45Vocês querem ser outra coisa? Então contem pra gente.
- 11:48Então, essa morfologia Oo século 20 é uma grande metamorfose do
- 11:52dos palcos, do muvuca. É uma muvuca, é uma.
- 11:55Mas a história é maravilhosa, né?
- 11:57Enfim, eu sou completamente suspeito para falar.
- 12:00Mas voltando, a ocupação da Bélgica foi 11, momento
- 12:03importante, ela consequentemente foi um palco importante também
- 12:05para a primeira guerra e esses 4 anos impuseram reveses muito
- 12:09Fortes, ela vinha com uma economia é em crescimento antes
- 12:12da guerra, mas isso foi completamente revertido durante
- 12:16esses 4 anos de ocupação, né? O Império alemão impôs lei
- 12:19marcial no país. No começo, por um medo de
- 12:22retaliação, houve uma mão assim muito forte, muito cruel.
- 12:25Em comparação com perdas dos países que de fato mandaram
- 12:28muita gente pro front, as perdas de vida na Bélgica não foram tão
- 12:32elevadas assim, mas, ao mesmo tempo, houve muitos crimes de
- 12:35guerra dentro do país contra civis, né?
- 12:37É coisa de você matar gente aos Montes, com tiroteio na rua.
- 12:41Houve destruição deliberada de alguns centros urbanos e também
- 12:44de outros espaços históricos valorizados pela população.
- 12:47Um desses exemplos mais notáveis é a universidade de leuven.
- 12:51E a biblioteca que ela tinha? Isso ainda em agosto de 1914.
- 12:54E com essa ocupação, houve também um grande desmantelamento
- 12:57econômico e infraestrutural da Bélgica, né?
- 13:00Uma questão que sempre se diz no esforço de guerra, você precisa
- 13:03reverter tanto mão de obra humana quanto recurso.
- 13:06Para produção de armamento, para produção de alimentos, para
- 13:10mandar para o front. E em questão de aparato
- 13:13industrial, você desmantelou tudo que tinha.
- 13:15Você desmantelava rodovia, trilho de trem, roubava animal
- 13:19de trabalho. Então isso acabou com muita da
- 13:22parte infraestrutural que a Bélgica tinha antes da guerra.
- 13:25Outra coisa foi por conta da ocupação desse território pelo
- 13:28Império alemão. As forças aliadas fizeram um
- 13:30bloqueio naval que impedia que suprimentos externos chegassem à
- 13:34Bélgica. Então você também tem uma.
- 13:36Carência de coisas que precisam ser importadas eu acho que é um
- 13:40território relativamente pequeno, não se sustenta em
- 13:43todas as facetas da vida e tal. E isso também vai impactar a
- 13:46produção cervejeira. Você não consegue mais insumos,
- 13:49você não tem mais essa infraestrutura de produção.
- 13:52A força de trabalho está desempregada porque a economia
- 13:55não funciona mais. Você tem. 1,4 milhão de
- 13:59refugiados que vão para os Países Baixos, para a França,
- 14:03por conta desse conflito. Então o país basicamente fica
- 14:05desnudo e isso impacta vários negócios, inclusive o
- 14:09cervejeiro. Tudo e a mal das pernas,
- 14:11basicamente. Mas uma coisa que é curiosa
- 14:13desse tempo também, como eu já disse que existia essa relação
- 14:16simbiótica entre a Bélgica ou os Países Baixos e o Reino Unido em
- 14:20questão cervejeira, é que como. Uma coisa que já vinha
- 14:23acontecendo desde o século 19 foi uma exposição, uma
- 14:27proeminência, um interesse por cervejas britânicas na Bélgica,
- 14:30também em parte por uma presença marginal de de soldados
- 14:35britânicos, e outra porque isso já estava no repertório dessas
- 14:38pessoas, o que inclusive no começo do século, entre 1904 e
- 14:411906, vai estimular Oo desenvolvimento do estilo
- 14:42beldian paleway. Isso remonta a um concurso
- 14:49específico, mas as coisas não acontecem necessariamente tão
- 14:52isoladas assim, né? Eu Acredito que deva ter havido
- 14:55um processo posterior de refino até que se reconheça tal forma
- 14:59de fazer cerveja como o estilo em si, mas ele tem essas raízes
- 15:02no começo do século, né? E esse amplicismo, ou até um
- 15:06escocesismo, porque de fato você tem aies de variedade escocesa,
- 15:10eles vão também florescer na morte.
- 15:12Fight e agora, já sob a batuta do Albert, um dos filhos lá do
- 15:17do casal originário. E no final da primeira guerra,
- 15:20em 1918, ele vai buscar recursos do Reino Unido, né?
- 15:23Tem versões aí sobre como essa história se deu para implementar
- 15:26esses recursos, para elaborar algo que dialogasse com essas
- 15:32tradições britânicas, de se fazer cerveja na própria morta,
- 15:35na sua própria cervejaria. 11 comentariozinho assim, só pra
- 15:41amarrar esse período que eu acho interessante.
- 15:43A recuperação apesar dessa devastação, a recuperação
- 15:45econômica da Bélgica não tardou. Você tem o tratado de versalhes,
- 15:50que vai redesenhar essas Fronteiras europeias em meio a
- 15:53essas convenções, esses acordos. Você inclusive tem um
- 15:56estabelecimento de restituições vultuosas de valores enormes que
- 16:00a que a Alemanha tinha que pagar.
- 16:02Para quem foi lesado pela iniciativa belicosa que ela
- 16:05tomou? Inclusive, eu acho que a soma
- 16:07que ficou prevista para os belgas era de 12,5 bilhões com b
- 16:11de Bananada nossa de libras esterlinas.
- 16:13E graças a essas restituições, foi possível realizar os
- 16:17primeiros Jogos Olímpicos de verão em antuerpe, em 1920,
- 16:20depois da guerra. Então, de novo.
- 16:24É apesar da do do vale em que se encontrou o país, houve um
- 16:28respirinho aí depois desse boloto.
- 16:30Nossa mãe? Falando em exploração do
- 16:34continente africano, né? Antuérpia, destino de boa parte,
- 16:37para não dizer quase todos os diamantes que foram explorados
- 16:40da África, então tipo do continente africano, na verdade.
- 16:43É exatamente. Não é brincadeira.
- 16:45No final, não tem como você olhar para ninguém falar, era
- 16:48inocente, não. Não era?
- 16:51Você era tipo meu pai falando em festinha quando eu tinha, sei
- 16:53lá, 17 anos. Você está lá, você não está
- 16:56fazendo nada de errado, mas lá está todo mundo fazendo coisas
- 16:58erradas. Você é é todo mundo.
- 17:02Enfim, meu pai, grandes ensinamentos aqui no podcast,
- 17:04para todos que queiram aprender também.
- 17:08Mas Gabriel, você falou que a gente vai chegar lá quando se
- 17:12tratou da viagem do nosso Alberto.
- 17:15É o Reino Unido. Nepo, baby.
- 17:16Nepo baby totalmente. Ele já pegou, agora já pegou uma
- 17:19tripzinha. Será que ele foi de executiva e
- 17:23tal? Pá carroça, vai meter o humildão
- 17:26foi de carroça. Vamos ver, né?
- 17:29Pediu carona para barco besteiro lá em lá em dunkerk me me me
- 17:33atravessa rapidinho aqui ó, é? Eu acho que ele pegou barco
- 17:36pesqueiro numas, né? Ele devia estar num Cruzeiro do
- 17:40Safadão. Isso aí.
- 17:47Só. Os amigos, Hein, só os amigos.
- 17:53Ê meu Deus, é presidente, Hein? É ministro do supremo?
- 17:57Bom, conta pra gente essa viagem do Alberto que deu esse bafafá
- 18:02todo aqui nesse nosso papo já deu esse bafafá, imagina o que
- 18:04que não foi ela de verdade? Pois bem, me corrijam, se eu
- 18:09estiver errado, sou me Lies. Sabem muito sobre isso.
- 18:13Um dos diferenciais da escola belga é a valorização das
- 18:16possibilidades que a levedura pode trazer para a produção,
- 18:18certo? Certo?
- 18:20É maiores point. Eu sempre fui me confundo, mas
- 18:23point da escola belga é a levedura.
- 18:27Quando a gente fala de Americana lúpulo, quando a gente fala de
- 18:30alemã malte. E quando a gente fala de belga,
- 18:33é levedura. Maravilha?
- 18:34Pois bem, o albertinho. Lá foi pelo seu interesse, pelo
- 18:39seu anglicismo, pelo seu escocesismo, lá foi atrás de uma
- 18:44levedura que pudesse ser implementada na sua própria
- 18:47cervejaria, mas que dialogasse com essas tradições cervejeiras
- 18:51britânicas que vinham tão valorizadas.
- 18:54Na Bélgica também, e existem 2 versões para esse movimento que
- 18:57ele fez. Uma diz que já em 1918, no final
- 18:59da guerra, ele foi lá e viajou para o Reino Unido para procurar
- 19:02uma amostra específica e poder, com essa amostra, fazer
- 19:06experimentações na Bélgica e colocar para desenvolvimento de
- 19:09uma cerveja sua com esses parâmetros, né?
- 19:11E até aqui na Escócia, em Edimburgo, ele conseguiu um
- 19:15pouco da mcewan. Scott Tale, uma.
- 19:18A cervejaria que existe até hoje, se não me engano, já foi
- 19:21da Heineken. Agora é da calzberg, né?
- 19:22Mas tá aí mais uma cervejaria bastante longeva.
- 19:26E essa levedura, esse levedo, esse composto fermentativo que
- 19:31usava a mackeons, era uma combinação particular de umas
- 19:34entre 10 e 20 cepas diferentes de levedura, né?
- 19:37Basicamente. Então a primeira versão é que
- 19:39ele foi lá buscar a segunda versão, e essas 2 versões são a
- 19:44possibilidade da segunda. É sublinhada mais pelo Michael
- 19:46Jackson, não o Michael, o Michael Jackson dor sobre
- 19:50cerveja. Cada um, cada um fala uma coisa.
- 20:02É, mas a primeira é a que mais circula na internet, mas a
- 20:05segunda versão é que foi adquirida simplesmente uma
- 20:08garrafa de maquilos, né? Que era uma exportação comum na
- 20:12Bélgica, não era, não era algo que ele precisou viajar 3000 km
- 20:15para achar. Ela fazia parte quando
- 20:18disponível, né? Fora do contexto de exceção que
- 20:20foi a primeira guerra, fazia parte do repertório possível de
- 20:23consumo das pessoas atrás de uma cerveja na Bélgica, e era uma
- 20:27cerveja que passava por refermentação em garrafa, então
- 20:29ela continha resquícios, continha sede.
- 20:32Jimentos de levedura. Então, numa garrafa dessas que
- 20:36foi comprada, que foi depurada, ela passou por experimentações,
- 20:40por uma decupagem pelo Jean declave, que era um engenheiro e
- 20:45um cervejeiro muito notável na Bélgica.
- 20:46Ele depois vai ser professor, ele vai ter passagem.
- 20:50Pela artoha que faz a Stella, ele vai ter 111 carreira
- 20:54bastante longeva e bastante relevante.
- 20:56E ele vai ser responsável independentemente da forma
- 21:00através da qual o albertinho conseguiu essa levedura.
- 21:03Pela decupagem, pela cultura das cepas que ele achou mais
- 21:06interessantes, mais relevantes, que vão levar ao desenvolvimento
- 21:10de uma cerveja que vai ser batizada de victureale.
- 21:14Justamente é como 11 cerveja celebratória do fim da primeira
- 21:18guerra, isso entre final da década de 1910, começo da década
- 21:21de 1920 e o fim do estrangulamento que sofria a
- 21:23Bélgica nessa época. Ela vai ter mais importância na
- 21:26nossa história, chegaremos lá. Mas o que dá para dizer aqui é
- 21:31que ela é a Genesis da Belle Gen, Golden strong é eu.
- 21:33E que ulteriormente será conhecida como a tal da dúvida.
- 21:40Tem uma umas paradas bem interessantes que o Gabriel
- 21:41trouxe e agora eu vou começar a chafurdar no rolê aqui, que é
- 21:45primeiro maquiwans. Scott al é referência do estilo
- 21:49we have, que é um estilo escocês.
- 21:52Nós tem. Olha aí, nós tem, nós tem, we
- 21:55have. Puta que saiu.
- 21:58O que é algum de nós no we have? Puta merda, genial, puta, deixa
- 22:08essa no programa. Se isso não for frase de
- 22:11camiseta, eu não sei o que que é.
- 22:13O we have nós. Tem, genial, genial.
- 22:16Eu, você, me, você me deixou com as calças na mão aqui.
- 22:20Desculpa. Aí do lado do Henrique, puxa um
- 22:24shot. Descarrilhei o raciocínio.
- 22:28Vamos lá, você compôs o we have. É um estilo escocês, a mckewans
- 22:36scotch, hail referência desse estilo.
- 22:39E ela tem um perfil de fermentação que tem um
- 22:42equilíbrio entre ésteres e fenóis, que é mais ou menos o
- 22:46que a gente encontra na dúvida. Ou então faz todo o sentido.
- 22:48E se eu tivesse que votar, eu votaria na segunda opção?
- 22:51É muito mais provável que numa época onde não era tão comum
- 22:55assim a. Encontrar leveduras ter Posse da
- 22:58sua levedura era um segredo comercial, então é muito mais
- 23:02fácil que tenha conseguido na garrafa do que tenha batido na
- 23:04portinha jovem. Me dá um frasco reagente aí
- 23:07cheio de de levedura para eu levar para a Bélgica, porque eu
- 23:10estou precisando aqui. E tem aquela coisa do
- 23:12empreendedor intrépido, que na dificuldade, sai da sua zona de
- 23:16conforto e vai buscar lá nas cucuas das rylands escocesas e
- 23:21depois de ter várias portas batidas no seu nariz, conseguiu
- 23:24finalmente de um benevolente ou. Pela insistência, blá, blá, blá,
- 23:28blá, blá é aquele discurso corporativo.
- 23:29Afinal, né? Por baby, né?
- 23:31Ele é um coach. Não um neple, baby.
- 23:35Ele é um coaching neple, baby cara, exato é.
- 23:37Ela acordou às 5 e 55, fez devocional, leu 10 páginas do
- 23:43livro. E publicou no Instagram, do pai
- 23:45dele ou da mãe dele? Mas olha só, tem uma coisa
- 23:48interessante, que se a gente for aliar essas histórias mais ou
- 23:51menos na mesma época que a gente tá falando aqui, pelo menos um
- 23:53pouco, na verdade, um pouco antes a gente já tinha
- 23:56cervejeiros alemães indo também para o Reino Unido, buscando
- 23:59tecnologia, buscando insumos. A gente pode dar como exemplo o
- 24:02anto André e o Gabriel zaidel Mayer, que são basicamente 2
- 24:06cervejeiros responsáveis pela criação de Viana, lag e merthen.
- 24:10São 2 estilos famosíssimos na Alemanha.
- 24:12Eles foram para lá para entender sobre malte, ação para conseguir
- 24:15fazer cervejas diferentes. Nos seus países de origem.
- 24:17Mas eu quero estender mais, já que a gente falou de levedura.
- 24:20O Gabriel, com toda essa virtude, esse jeito maravilhoso
- 24:23dele falar as coisas que eu inclusive invejo profundamente,
- 24:27não tenho essa habilidade, mas eu chegarei lá, aí vou aprender
- 24:29com ele, inclusive levedura é uma cara, a levedura da dúvida.
- 24:33Ela tem uma característica muito interessante, porque, ao
- 24:36contrário de outras cervejas belgas, a gente fala de cervejas
- 24:39belgas, a gente fala sempre daquele caráter bem na cara,
- 24:41assim, cervejas belgas muito esterificadas, com muito sabor
- 24:44de fruta, fruta madura, fruta. De caroço, fruta, tipo fruta
- 24:49seca, essas coisas. Mas a dúvida, ela não é tão
- 24:52frutada, ela é um pouco mais neutra, ela tem um caráter mais
- 24:55contido e isso é proposital, porque tem umas paradinhas
- 24:58técnicas aqui que são feitas nesse processo que fazem com que
- 25:02a dúvida seja do jeito que ela é.
- 25:03Ela a primeira coisa, ela é inoculada numa temperatura mais
- 25:06baixa do que outras leveduras belgas na faixa dos 20°.
- 25:10Estou sendo chato, estou sendo técnico, paciência.
- 25:13Você pode continuar escutando Gabriel depois.
- 25:15Não, eu quero ouvir o Henrique falar para.
- 25:18E tem um outro fator, que é esse momento inicial.
- 25:21Ele é importante porque se tu segura a temperatura nesse
- 25:24momento inicial, tu vai ter menos esse caráter frutado lá no
- 25:27na cerveja, no final das contas, e depois ela sobe gradualmente a
- 25:31temperatura por 4 dias até chegar em 26°.
- 25:34É alto? É um pouquinho alto, mas o
- 25:36problema maior está no início, que é controlado.
- 25:39E quem fez essa cerveja, quem criou a dúvida, achou que esse
- 25:42era o ponto de equilíbrio ideal. A gente vai gerar um pouquinho
- 25:45de frutado, não vai? Vai ser tão gritante quanto
- 25:48outras cervejas que a gente está acostumado na Bélgica e vai ser
- 25:51um caráter bom para o que a gente quer.
- 25:54Outra parada interessante é que, ao contrário da grande maioria
- 25:58das cervejarias do mundo, né, eles têm um controle de
- 26:01temperatura bem diferente. Aqui a gente usa basicamente um,
- 26:04sei lá, imaginem um reservatório gigantesco cheio de glicol, que
- 26:08é basicamente um líquido que para fazer resfriamento dos
- 26:11fermentadores. Só que a gente sempre que
- 26:13trabalha em −5 − 10° eles lá no. Na dúvida, eles trabalham com
- 26:18uma parada diferente. Eles não querem ter uma
- 26:20diferença térmica muito grande, então eles querem fazer um
- 26:22controle bem suave de temperatura.
- 26:24Então essa água está sempre a água líquido está sempre só, no
- 26:27máximo 10° de diferença. Então isso também gera um perfil
- 26:30de fermentação perfeito. Por isso que o perfil de
- 26:33fermentação da dúvida é tão diferente, é tão delicado, por
- 26:36assim dizer, porque são características muito únicas do
- 26:39processo que são feitos, que geram aquele perfil e por isso
- 26:43também tão difícil de ser replicada.
- 26:45Tá, você explicou um negócio? Que é muito importante sobre a
- 26:48fermentação, sobre essa diferenciação em relação às
- 26:51características naturais de uma fermentação belga e que diferem
- 26:55muito em relação a dúvel. E agora?
- 26:58E essa cor, esse Dourado brilhante, sedutor?
- 27:03Sabe, certamente tem gelatina para poder fazer essa
- 27:07clarificação verdade é matar o Henrique.
- 27:11Essa cor cheia de lascívia, como diria Shakespeare.
- 27:15Exatamente essa cor que fica me tentando, maldita.
- 27:22Isso é uma parada. Interessante também que a cor da
- 27:24dovel, ela tem muita, muita tecnologia envolvida para chegar
- 27:29numa cerveja do jeito que ela é com aquela.
- 27:33Vou chamar de tão pálida, mas na verdade tão Clara, né?
- 27:35111 amarelo, claríssimo que não é tão comum a gente encontrar, a
- 27:40gente procura geralmente quando a gente procura no mercado a
- 27:42gente vai tomar cervejas claras, elas são mais pro Dourado aqui
- 27:45ela é bem mais pálida se a gente for pensar e tem uma coisa que
- 27:48de novo o técnico que na cervejaria da o é Moore, como é
- 27:53que se fala, Gabriel, tu tem esse teu o Flamengo tão bem
- 27:57inoculado no teu vocabulário é mulgar, como é que é muhar?
- 28:00Inoculado passando a tarde inteira ouvindo.
- 28:02O Google Tradutor. Mothead mothead mothead mothead.
- 28:07É OG tem som de daquele h com som de.
- 28:11Mothead. Mothead é isso aí?
- 28:13Que é um. Eles controlam muito uma parada
- 28:16chamada termalload, que é basicamente traduzindo para
- 28:19miúdos, carga térmica que é. De uma maneira bem resumida que
- 28:23quanto mais calor a nossa cerveja recebe e quanto mais
- 28:26tempo ela recebe calor, mais ela vai escurecendo, mais ela recebe
- 28:30carga térmica, e isso faz com que ela fique mais escura.
- 28:33Fique mais escura, tipo uma Guiness não jovem, fique mais
- 28:36escura, tons mais escuros do amarelo, por exemplo.
- 28:40Acho que isso que é uma boa, bom ponto de partida.
- 28:42Então, dentro lá da muthart tem muitos processos que são
- 28:47cuidadosamente estruturados para minimizar esse efeito da carga
- 28:50térmica. Primeiro deles é que tem uma
- 28:52tecnologia muito importante e muito única, que é uma Tina de
- 28:56mostura com um Shakespeare criado pela Steiner, que é
- 29:00basicamente grandes colchões ou grandes travesseiros que fazem
- 29:03com que o aquecimento seja uniforme dentro da Tina de
- 29:07mostura. Ou seja, enquanto a gente está
- 29:08fazendo a mostura da nossa cerveja, ao invés de ter pontos
- 29:11de calor em algumas regiões, como é muito comum,
- 29:14principalmente na parte de baixo, quando a gente tem
- 29:15aquecimento na parte de baixo, A Tina de mostura é igualmente
- 29:19aquecida porque além desses colchões.
- 29:21Serem separados e gerarem temperatura, eles vibram e faz
- 29:24com que AAO calor emane para fora desses desses limites do
- 29:29colchão, né desses ou travesseiros e faz com que a
- 29:31temperatura fique constante e diminuindo a carga térmica,
- 29:35consequentemente evitando reações de maylar que precisam
- 29:38de temperaturas mais altas e não e não gera caramelização que não
- 29:42vai gerar um mosto mais escuro. Perfeito.
- 29:44Esse passo a gente já passou. E resolveu uma questão.
- 29:47Outra coisa é que muito comumente nas cervejarias a
- 29:51gente tem um braço que fica dentro dessa panela que fica
- 29:54revirando os grãos, enquanto a mostura está acontecendo para
- 29:57ter um maior aproveitamento. O grande problema é que tem um
- 30:00outro rolê que acontece nesse momento, que é exposição ao
- 30:02oxigênio. Oxigênio também escurece a
- 30:05cerveja oxida na verdade, ácidos graxos e um Monte de outra coisa
- 30:09que a gente não vai ocupar sua cabeça com isso.
- 30:12Mas no final das contas, isso também traz escurecimento ao
- 30:15remover esse. Braço que remexe o mosto também
- 30:18vai permitir que a cerveja continue Clara.
- 30:20Além disso, eles não fazem o wirple, que também é uma
- 30:23característica de várias cervejarias, que é para fazer
- 30:26resfriamento e filtragem, porque eles usam outro tipo de de de
- 30:30filtro para fazer esse processo. São 2 centrífugas gigantescas,
- 30:35diga se de passagem as provavelmente as 2 maiores
- 30:37centrífucas. Da história mundial de
- 30:40cervejarias e isso diminui a tempo de resfriamento, diminuir
- 30:44a carga térmica e diminui também o tempo de exposição da cerveja
- 30:48ao calor. Novamente, estamos tentando
- 30:50manter a cerveja o mais Clara possível e no final tem outra
- 30:53parada. Eu falei lá no início que quando
- 30:55a gente adiciona calor e tem muito açúcar, reação de maylar
- 30:58caramelização escurece a cerveja, a duvil, ela vai açúcar
- 31:01é malte, pilsen e açúcar. Só que esse açúcar não é
- 31:04adicionado na panela de fervura, ele é adicionados em linha
- 31:07durante o. A transferência da panela de
- 31:10fervura para frente, então não tem contato dos açúcares com
- 31:14calor. Mais uma receita para não
- 31:16escurecer a cerveja, então, não é de sorte.
- 31:19Não é do acaso que essa cerveja é do jeito que ela é, tem muita
- 31:22técnica e muito processo envolvido.
- 31:24Pelo amor de Deus, que trabalho vai?
- 31:26Só trabalho. Que trabalho.
- 31:28Eu tenho uma perguntinha técnica, todas uma das
- 31:30informações que a gente tem é que essa levedora mãe, né?
- 31:33Essas, esse conjunto de cepas mãe foi trazido da Escócia.
- 31:36Ele era um conjuntão de variáveis e que aí o engenheiro
- 31:40conseguiu separar as que eram mais interessantes para botar
- 31:42isso para frente. Inclusive elas têm diz o
- 31:44marketing na empresa que elas têm uma sobrevida até hoje, que
- 31:46são elas as usadas em linha até hoje.
- 31:49Mas eu eu fiquei curioso para para saber se é preciso uma
- 31:53variedade de cepas para que você consiga processar esses açúcares
- 31:56diferentes. Um açúcar que vem do malte?
- 31:58Um açúcar é sacarífero é no mesmo mosto.
- 32:01Ou se 11 cepa de levedura só tem autonomia de processar esses
- 32:05açúcares todos na hora da fermentação?
- 32:07É uma excelente pergunta. O que eu posso te dizer é o
- 32:09seguinte, leveduras. Eu, elas têm a capacidade de
- 32:12consumir menos açúcares. Ainda assim, suficiente açúcares
- 32:17para gerar uma cerveja. Leveduras, lager tem mais
- 32:20capacidade, consegue quebrar açúcares mais complexos, uma
- 32:24cadeia mais complexa e bretanomices quebra até o
- 32:28fermentador, como até o fermentador, se for o caso.
- 32:30Então, se a gente fala do mundo de sacaromices, eu fermenta x
- 32:34por cento lager, fermenta x +5% e bretanomices que daí já seria
- 32:40uma outra família consegue consumir mais do que essas 2,
- 32:44mas assim, certas leveduras ainda dentro do universo.
- 32:46Hail tem mais capacidade fermentativa.
- 32:48Viva, menos capacidade, tudo isso.
- 32:50Não é à toa que existe tantas variedades, porque cada uma tem
- 32:53a sua especialidade, por assim dizer.
- 32:55Mas nesse caso que a gente está falando provavelmente de 2
- 32:58leveduras, uma levedura para fazer a fermentação e gerar os
- 33:01ésteres, gerar o caráter frutado da cerveja, e uma segunda que
- 33:05deve ser usada somente na garrafa, que é para não expor,
- 33:08não vender. Oo segredo, né?
- 33:10Não? Vender o segredo da levedura
- 33:11principal. Uhum.
- 33:12Menino, espera. Sagaz.
- 33:16É, isso não é muito comum. Olha só.
- 33:18É porque a gente fala de adição do do lúpulo em várias fases do
- 33:23processo. Até se fala em refermentação na
- 33:25garrafa, mas eu eu nunca tinha me dado conta que podia ser uma
- 33:28levadura diferente que está sendo colocada na garrafa depois
- 33:31do que ela já está, entre aspas, pronta.
- 33:33Não só ela refermentando porque estão deixando.
- 33:35Ela fica quietinha aí. Não é só isso.
- 33:38É isso aí, se a gente for, vou, vou dar um exemplo bem, bem, bem
- 33:40legal. Por exemplo, a Sierra Nevada,
- 33:42ela usa uma levedura super comum chamada kaw eu ou Califórnia eu,
- 33:46ou a levedura mais clássica das eues, uma levedura neutra, uma
- 33:50levedura que todo mundo usa, todo mundo tem em eles,
- 33:53fermentam a cerveja com essa levedura e refermentam na
- 33:55garrafa com a mesma levedura. Por quê?
- 33:57Porque não é segredo, todo mundo sabe o que é aquela ali.
- 34:00Agora, quando a gente fala de cervejarias que tem, como.
- 34:04Parte da icônica dos seus produtos leveduras específicas.
- 34:08É muito comum que o processo fermentativo inicial primeiro,
- 34:12que é o mais importante, ocorra com a levedura clássica
- 34:16original, que gera Oo resultado. Depois é feito um processo de de
- 34:20filtragem ou de centrifugação que remove essas leveduras e uma
- 34:25segunda levedura aí neutra. Qualquer levedura neutra é usar
- 34:28qualquer não, mas provavelmente uma levedura neutra específica
- 34:31que não tem o mesmo caráter da primeira levedura é usar.
- 34:34Nada na garrafa para referimentar, para não vender o
- 34:36ouro pro pra fora, basicamente isso.
- 34:38Gente que massa. Nem todas as cervejarias cuidam
- 34:41disso. A orwell, por exemplo, a gente
- 34:43consegue pegar a bretanomíseis da garrafa da orwell, mas outras
- 34:46cervejas belgas não. Por isso, então, talvez que o
- 34:49nepo baby tenha saído com a levedura lá da outra, que vai
- 34:52ver que ele não estava preocupado com isso.
- 34:54Exatamente. E não era.
- 34:56Não era uma preocupação. Antigamente, esse processo, na
- 34:59verdade não existia nem processos tecnológicos tão bons
- 35:02a ponto de a gente conseguir separar, né?
- 35:05A levedura do líquido para ter 111 filtragem suficiente para a
- 35:09gente não conseguir isolar a levedura.
- 35:11Isso é o maior processo, bem mais recente.
- 35:12Babado, babado, babado. Eu estou passada chacada.
- 35:27Bom, agora pra gente seguir na parte tech aqui, eu acho que era
- 35:30importante a gente falar sobre os estilos, né?
- 35:32Que que a cerveja, quais são as cervejas da duvil de fato tem?
- 35:36Algumas, lógico, né, que a morthart tem outras cervejas,
- 35:39mas quando a gente fala da duvel, ela tem alguns rótulos
- 35:42que são os icônicos e que ao longo do tempo foram sendo
- 35:45adicionados ao portfólio dessa dessa cervejaria.
- 35:48E a né? Primeiro nós temos a clássica do
- 35:50véu, que eu não sei se pronuncia do véu.
- 35:52Sempre vi várias pronúncias do véu.
- 35:54Então, Oo que eu me deparei aqui já, já a gente vai chegar nessa
- 35:58etimologia já, mas ele é uma corruptela da palavra holandesa
- 36:03para diabo, né? Que e se diz devel o devel, tal
- 36:07qual no inglês. Aí duvel, Devil, Devil bam, bam,
- 36:11bam bam Ah. Duvel duvel, Ah, gostei, ótimo.
- 36:13Não estou falando certo faz tempo, então não é um problema
- 36:15isso. O Michael Jackson disse que não
- 36:17é, mas a gente fala que é porque nós não falamos bravante.
- 36:23Agora o Gabriel tem que vir com o próximo, né?
- 36:24Tipo IIE mais um. Nós temos a cerveja clássica que
- 36:29é aquela com 8.5% de teor alcoólico que ela é feita com
- 36:32malth, pilsen, edextrose e tem 2 lúpulos muito característicos na
- 36:36sua Constituição que é o SAS e o Stein goldlins lúpulos europeus
- 36:40clássicosíssimos usados em muitas cervejas tanto AO SAS é
- 36:45famosíssimo pela pius nerurkel PIS nerurkel usa SAS também e
- 36:48ela passa, como eu falei antes, por um processo de refermentação
- 36:51na garrafa. Por isso que ela tem aquela
- 36:54carbonatação tão alta que é clássica das garrafas da do.
- 36:58Porque é o processo. A gente tem a refementação
- 37:00primária, que ocorre lá nos fermentadores na cervejaria, e a
- 37:03secundária, que é o que gera o gás carbônico, que gera
- 37:06carbonatação dentro da garrafa, das cervejas.
- 37:09E principalmente, no caso da dúvida, tem outros processos?
- 37:11Tem, mas a dúvida faz desse jeito.
- 37:13Então, essa é a clássica. Esse processo de acréscimo de
- 37:15açúcar na garrafa também leva o nome de priming na indústria
- 37:18cervejeira ou não? Exatamente, priming, esse é o
- 37:21processo. É basicamente adicionar uma
- 37:23quantidade de açúcar simples. Não o açúcar complexo, açúcar,
- 37:27simples, dextrose mesmo dentro da garrafa, para que a levedura
- 37:31coma aquele açúcar e gere gás carbônico e um pouco tantinho,
- 37:34tantinho de álcool, um pouquinho de coisa a mais de álcool.
- 37:37Nós também temos edições especiais que em algum momento
- 37:40se deixaram tão especiais porque viraram de portfólio.
- 37:43Mas, por exemplo, nós temos a dovel Triple hop, que é lá que
- 37:46em 2007 começaram a fazer um rolê.
- 37:49Lá a gente já tem uma marca bem estabelecida, vamos brincar um
- 37:52pouquinho. Aí fizeram uma cerveja mais
- 37:54alcoólica, de 9.5%, de teor alcoólico e começaram já que a
- 37:58gente está fazendo a Triple, né? Tipo Triple, no sentido de mais
- 38:01alcoólica, Triple é um sinônimo de cerveja mais alcoólica.
- 38:04Vamos botar um duplo extra e vamos fazer também Triple.
- 38:07De 3 lúpulos. Olha só que que que marketing
- 38:10maravilhoso, só que não esse nome, ele faz a alusão a isso,
- 38:14então que é o conteúdo alcoólico maior e um lúpulo extra.
- 38:17Aí começaram com uma versão que tinha amarilo, que é uma
- 38:20variedade de lúpulo bem específica.
- 38:21Aí ao longo dos anos, eles foram de amarilo para citra, para
- 38:25sorac, ace, Mosaic, Equinox, EOHBC 291, que é um
- 38:30experimental, no fim das contas, ganhou a versão citra, que é uma
- 38:35versão que a gente encontra comumente e.
- 38:37Entrou no portfólio da cervejaria, assim como a versão
- 38:40cashmere, que é outro lúpulo que eu não sei se ela se tornou
- 38:44parte do portfólio ou se ela é recente, porque eu não vi ela
- 38:46chegar aqui no Brasil ainda, pelo menos não tive acesso.
- 38:49Mas eu moro no cu do Brasil, então pode ser que seja um
- 38:52efeito de onde eu moro. Nós também temos a green dovel,
- 38:55que também é chamada de doville draft, que ao contrário dessa
- 38:58versão original que a gente tem, ela não tem refermentação na
- 39:01garrafa. Ela a carbonatação dela é
- 39:04artificial, é feita antes da garrafa e.
- 39:06E ela é menos alcoólica, ela tem 7.5% e ela é uma garrafinha
- 39:11diferente. É uma garrafinha que ela não é
- 39:12tão barrigudinha, é mais compridinha e ela tem o rótulo
- 39:15verde. Ela é quase quase quase uma
- 39:18setion dúvel. Ela só não é acession dúvel
- 39:20porque depois a dúvel lançou a 666.
- 39:23Olha só AA alusões ao capeta. Ha.
- 39:26Que é uma dúvel. Clássica, basicamente a mesma
- 39:30receita clássica, só que menos alcoólica, 6 pontos, 66% de
- 39:34Satanás, é isso. E ela não tem um ou 2 lúpus, ela
- 39:41tem 6 lúpus. Aí os jovens pegaram e disseram
- 39:43assim, foda se vamos abraçar o diabo de formas inimagináveis,
- 39:47seja no nome, seja no teor alcoólico, seja nos 6 dos lúpus.
- 39:50Então tem todo esse homem. Estaria aqui mais uma jogada
- 39:54mais articulada pelo departamento de marketing, menos
- 39:56pelo desenvolvimento sagaz de produto?
- 39:58Que o mujico é envolvido ainda nesse departamento de marketing,
- 40:01né? Botaram mochila de graça nas
- 40:05costas e foram Bora? Bora lá, Bora lá.
- 40:07E também agora. Nos anos mais recentes,
- 40:09começaram a fazer brincadeiras com uma versão um pouco mais
- 40:12alcoólica, de 11% da versão original da cerveja original.
- 40:16Onde eles envelheceram, elas em barris diferentes.
- 40:19Aí tem brincadeiras 1000 já. Teve barril de cachaça
- 40:21brasileira Bourbon, do Kentucky, barril de Carvalho que tinha o
- 40:24uísque irlandês rum, da Jamaica e várias tipos diferentes de
- 40:28permanência, né? Permanências mais curtas,
- 40:30permanências mais longas. 6 meses, 10 meses, 12 meses para
- 40:33gerar resultados diferentes e poder vender cervejas diferentes
- 40:37também. E, por fim.
- 40:38Para adoradores da marca, tem a dúvida destilada que ela não é
- 40:42uma cerveja, ela é um licor feito da da destilação de uma
- 40:47dúvida original e envelhecida por 10 anos em barris de
- 40:50Carvalho que tinha Bourbon, depois barris que tinham xerez
- 40:54e, por fim, barril de vinho moscatel especial.
- 40:57É pouco para esse licor, né? Agora, sabe o que que é
- 40:59interessante? Eu.
- 41:01Eu comprei essa AA duvel Brasil, né?
- 41:04Digamos assim. E aí quando você lê Na Na
- 41:07garrafa, ela. Tá Brazil run Edition.
- 41:11Eu vi isso. Acho que foi a tricolares que
- 41:13divulgou. Eu não sei se ela tinha
- 41:15conseguido uma garrafa que estava sorteando para o clube de
- 41:17assinantes dela no ano passado. Eu reparei nisso e quis morder o
- 41:21canto da mesa assim de. Mas será que era rum?
- 41:23Não pode ser rum. Pois é, tinha que ser fechaça.
- 41:26Pois é, porque é rum, está escrito.
- 41:29Não, isso é, é. É mania de gente do hemisfério
- 41:32norte de planificar rum com cachaça é ignorância mesmo.
- 41:35É. Exato, será?
- 41:37É esses jovens, as vezes tem que parar de ficar fazendo capetices
- 41:41e prestar atenção em nós, pois. É aí bota tudo a culpa no
- 41:44capeta. Pois é, eu acho que teve até que
- 41:46ter que rolar um acordo diplomático entre o Brasil e
- 41:49Estados Unidos para parar de vender cachaça lá como Brazilian
- 41:52room. AI, Sério?
- 41:54É para ser reconhecida a especificada do produto que tem
- 41:56que ser feito aqui, do caldo de cana fresco tal, tal, tal.
- 41:59E teve que ter ter mexer diplomacia no meio, porque.
- 42:02No final das contas, são processos diferentes, né?
- 42:04O rumo é um processo diferente. Bem diferente.
- 42:06São. Sim, mas Na Na hora do vamos
- 42:09ver, né? A galera quer só usar o nome
- 42:12agora assim, ó, dada a minha experiência.
- 42:15Bebendo, claro, né? Só bebendo experiência, fazendo
- 42:19alguma coisa parecida, com dúvida ou não será?
- 42:21É uma cerveja bastante carbonatada.
- 42:24E aí, na pesquisa desse glorioso episódio, eu me deparei com a.
- 42:3011 questão, uma informação que tinha cara de que não era
- 42:36verdade, mas ao mesmo tempo o imaginário dos seres humanos
- 42:40fica como sabe, parecendo uma água com gás formigando.
- 42:44Eu estava aqui ó, eu estava só o perlage da da dúvida ou servida
- 42:48no copo certo, eu estava era uma borbulhante cara borbulhante.
- 42:52E aí, né AAA informação foi porque como ela tem uma alta
- 42:58carbonatação, muita utilização. Ação de CO2, ela não é
- 43:01comercializada em barris. Aí eu usei a minha experiência
- 43:07própria. Eu falei, mas eu vi, o cara me
- 43:09serviu na dúvel num chope, não era uma garrafa que ele abriu da
- 43:13geladeira. Eu falei, tem barril.
- 43:15Aí depois eu mesma na no capeta, aí no na anja que vive em mim, e
- 43:19falo assim, não, mas só tem barril para barra própria, que é
- 43:22assim que a gente procede o convencimento, né?
- 43:24A gente se convence do negócio e pronto, resolveu.
- 43:26Só tenho Barro para Barro próprio.
- 43:28E aí o resto é só garrafinha no mundo inteiro.
- 43:29Falei, Henrique, toma essa pemba, pemba, tua.
- 43:31E agora eu quero saber. Tem um pouquinho de verdade?
- 43:37Mas ela não é perene, não, não é eterna essa verdade.
- 43:40A versão original da dúvia, ela não era comercializada realmente
- 43:44em barris, porque parte do processo de fabricação da da
- 43:47cerveja é a refrimentação na garrafa.
- 43:49Então tem um quê de de de de processo e um quê de Ah, para
- 43:54gerar o perfil, tem que ser refermentada na garrafa.
- 43:57Isso é icônico da marca. Entretanto, porém, o dinheiro
- 44:00falar mais alto, né? Tudo passa, tudo passará, como
- 44:03diria Nelson Ned. E isso mudou fato, depois de 2
- 44:07anos de pesquisa, se eu não estou enganado, a cervejaria e
- 44:10eu não lembro exatamente em que ano que ocorreu isso, mas não é
- 44:13tão recente. Ela criou um sistema diferente
- 44:16de torneiras e de conexões entre o barril e a torneira, que
- 44:21permite que Oo serviço seja feito da mesma forma que na
- 44:24garrafa. Ou seja, tu serve a cerveja, ela
- 44:26continua. Ou com aquela carbonatação super
- 44:28alta, sem tu perder cerveja no processo?
- 44:31Porque qual é a grande diferença?
- 44:32Se tu tem uma cerveja com uma carbonatação muito alta e tu
- 44:35tenta servir numa torneira comum, espuma muito e tu perde
- 44:38muita cerveja, tu vai consequentemente ter 111
- 44:41prejuízo no teu bar. Então foi criado uma torneira
- 44:44especial, foi criado uma conexão especial entre o barril e a
- 44:48torneira para conseguir daí servir a cerveja normalmente,
- 44:52como esperado, né? Pro, pro estilo e ao contrário
- 44:56de outra cerveja. A duvel ela é refermentada no
- 45:00barril para tentar replicar a garrafa, ou seja, normalmente a
- 45:04cerveja está o mais limpa possível dentro do barril para
- 45:07não ter sedimentos para ela ficar Clarinha e tudo.
- 45:09No caso da duvel, ela é feita uma referimentação no barril e
- 45:13depois é purgado esse fermento e daí sim a cerveja é servido para
- 45:16manter a tradição de refermentar ela no barril e não somente a
- 45:21dúvida original, como hoje a. A do véu 666, que é a do capeta,
- 45:26também é servida em barril, mais comumente, inclusive do que a
- 45:29original. Então é fake news?
- 45:32É fake news. Cara, mas que trampo, Hein?
- 45:33Tudo é pra gerar. Como é que chama gerar werners
- 45:37para gerar marketing, para gerar falatório é tipo Guiness, só que
- 45:41numa escala muito menor. Trampo mas você viu, é aí é que
- 45:45está o problema. Problema disso, que sabe que
- 45:48Gabriel sabe fazer muito bem, que ele é versado nessa coisa da
- 45:52pedagogia, magia negra e et cetera, é a história da é a
- 45:57história da narrativa. Magia negra, pedagogia.
- 46:03Que agora não tem uma verdade mentira, agora tem narrativa
- 46:06storytelling, Hein? Pedagogia e magia negra, ó,
- 46:09andando ali. Ó, tem storytelling, tem magia
- 46:12negra, é rituais de sacrifício. Está tudo junto ali, ó.
- 46:16Tá caminhando ali, ó, pare, passe.
- 46:19Eu tive que chegar com 2 galinhas para matar, estava viva
- 46:23ainda para pegar meu diploma de licenciatura, porque se não não
- 46:26IA dar certo. Eu imagino as aulas.
- 46:28Eu tenho certeza, tive. Que fazer um sacrifício ali no
- 46:30meio do anfiteatro da universidade?
- 46:31É, o problema é que eu acho que você se afeiçoou porque você é
- 46:33um cara bom, bom, enfim, mas eu achei um trampo tremendo.
- 46:42Bom, depois dessa guerra de narrativas, entendeu que Gabriel
- 46:45é bom nisso e com certeza vai ser contratado pela dúvida
- 46:49quando eles resolverem fazer alguma coisa mal.
- 46:51Sabe ainda o meu pentagrama? Aí lá vem o pentagrama, chama
- 46:56quem chama Heineken, gente, vamos tentar entender o foco.
- 47:01Tá muito disperso, tá muito disperso.
- 47:02É, a gente tem que pensar aqui e falar sobre uma outra cerveja
- 47:07que já passou pelo portfólio da duvel que nas minhas pesquisas,
- 47:11pasmem vocês, Brasil, eu fiz as minhas pesquisas aqui como
- 47:15aquela piscina de criança que a criança se afoga 1 m Gabriel
- 47:20perguntou, da onde você tirou isso?
- 47:22Tive que eu ó mostrar que não foi do meu sovaco, apenas que
- 47:25outra cerveja que passou pelo portfólio da duvel foi a do
- 47:28Borg. Não sei se eu falei certo.
- 47:30Nem tenho essa intenção, né? Que há lá por volta da década de
- 47:3370, então, assim, mesmo não tendo continuidade nesse
- 47:36repertório da empresa, ela representa um momento crucial
- 47:40agora. Por favor, o rei das narrativas,
- 47:44conte pra gente que momento foi esse?
- 47:46Só para ficar claro que essa pesquisa para mim também foi um
- 47:49tatiar no escuro e eu só queria saber qual foi Oo seu ponto
- 47:55inicial dessa referência, e não necessariamente duvidando, não?
- 47:58Que era uma referência boa, só para deixar claro.
- 48:00Jamais, jamais, amigo, jamais estamos juntos nessa merda.
- 48:03Tudo. Tudo nós, nada dele.
- 48:06Bom. Século 20, século de várias
- 48:08transformações, inclusive dentro da cervejaria.
- 48:12Nós vimos aí uma porção de interações da da duvel em si,
- 48:16mas a mostrar também teve outras empreitadas.
- 48:21De outros rótulos, né? É, no meio do século você tem a
- 48:24Bell pills, né? 111 pilsner, da própria empresa,
- 48:28para dialogar com essa demanda crescente, dessas largas, que
- 48:32que vinham varrendo a Europa e o resto do mundo desde o final do
- 48:35século 19 e progressivamente, acho que da década de 50 até os
- 48:39anos 80, elas vão derrubar a hegemonia de ales em em vários
- 48:44lugares, em vários mercados, inclusive na Bélgica, inclusive
- 48:47no Reino Unido. Você também tem a vedete, a
- 48:49vedete está sob esse guarda chuva também.
- 48:50Ela vai surgir. Nessa segunda metade do século
- 48:5220. Mas apesar disso tudo, a morte
- 48:55ainda era uma cervejaria com projeção predominantemente
- 48:57doméstica, né? Ela vendia para o seu próprio
- 49:00mercado belga. É só que nos anos 70 ela já na
- 49:03sobre a terceira geração da família morte, mantendo esse
- 49:07perfil familiar de gerência. E alguns dizem que também nesse
- 49:09momento ela estava enfrentando alguns problemas financeiros.
- 49:12Nessa época, ela fechou um contrato temporário com a
- 49:15dinamarquesa causper. Outra cervejaria zona importante
- 49:18é que, no caso, tinha acabado de comprar a cervejaria twobour e
- 49:23precisou estabeleceu esse acordo para que AAA dúvel, envasasse e
- 49:28distribuísse essa cerveja, digamos assim, nessa parte
- 49:31centro continental da Europa. Então, esse acordo foi firmado
- 49:34nessa época e foi um momento marcante de início mais
- 49:38sistemático de internacionalização para morte,
- 49:41porque isso facilitou o estabelecimento de vários canais
- 49:43de distribuição que depois puderam ser utilizados para
- 49:46distribuir a de. Nível em si e também ampliou o
- 49:49capital da empresa. Então deu esse respiro
- 49:51financeiro e brilhou. Olhinho com a ambição de
- 49:54explorar outros mercados a partir disso daí, né?
- 49:57É não necessariamente a reputação da thubur e ou ou a
- 50:01reputação da couseber pingou, né?
- 50:04Houve 11 partilha reputacional que elevou Oo valor agregado, o
- 50:08valor desejável da dúvida para outros mercados.
- 50:10Mas ela começou a aparecer em outros mercados e começou a
- 50:13ficar fácil dela chegar em outros mercados e a partir daí a
- 50:15empresa tomou para se. Se esse interesse de expandir,
- 50:19né? Primeiro o raio foi em países
- 50:22vizinhos, né? A França, os Países Baixos em
- 50:24si, só que depois, né? Na década seguinte, já nos anos
- 50:2780, ela vai chegar nos Estados Unidos e a gente sabe que é um
- 50:30mercado relevante. Ele sempre aparece aqui nas
- 50:32nossas histórias, como um momento crucial para várias
- 50:34empresas, menos para Brahma da das que a gente falou até aqui,
- 50:37não é um jab, mas é verdade. Mas foi graças a esse esse
- 50:41vínculo com a calsberg, por conta da tuber que a duvel,
- 50:45aliás, praticamente 100 anos. Anos depois, de fato, expandiu
- 50:49se das Fronteiras belgas, né? E tem 11 lance interessante, né?
- 50:53Dialogando com com toda a parte do técnico que o Henrique
- 50:55trouxe, muito bem detalhado, muito bem explicado, diga se de
- 50:58passagem eu aprendo muito gravando isso aqui, tenho que
- 51:00registrar, foi nessa época também, né?
- 51:03Pensando em interesses de mercado, agora que o público
- 51:06consumidor estava mais alargado, estava um pouco mais diversos,
- 51:09pensando também nessa onda perene das lagras, que vão cada
- 51:12vez mais tomando de assalto os mercados pelo mundo que a
- 51:17murtfort julgou por bem. Modificar, reajustar a receita
- 51:22da duvil justamente para produzir uma cerveja que, pelo
- 51:25menos na aparência, sem perder essa essência, apelasse para
- 51:28esse público bebedor de lágrima. E aí, o que que acontece?
- 51:30Eles vão reconvocar o mesmo Jean deklerk, aquele engenheiro que
- 51:34foi responsável pelo processamento das leveduras
- 51:37escocesas e tal, tal tal a criação da Victor e ail que
- 51:40depois vai ser é, vai se morfologizar, vai se transformar
- 51:44nessa bendita duvil. E ele conseguiu fazer adaptações
- 51:48no processo para criar. Uma cerveja que tinha uma
- 51:50aparência mais Clara, né? Eu não sei ao certo vocabulário
- 51:53é de análise sensorial, de análise visual da sua melhoria
- 51:57do que é palia, do que é Dourado, claro, do que é Dourado
- 52:00escuro, mas a Bell Juan Golden strong Hale, né?
- 52:03Uma cerveja de alta fermentação belga, forte e dourada.
- 52:07Esse Dourado vem porque antes ela tinha uma coloração mais
- 52:10escura, talvez mais próxima de uma paewale.
- 52:13Mas aí entre 1967 e 1970 é que você tem esse refino de processo
- 52:16para tentar deixar essa cerveja. Ainda que de baixa fermentação.
- 52:21Ou será que não, né? Porque ela tenha esses
- 52:23parâmetros bastante específicos de temperatura em toda a cadeia
- 52:26de processo. Ela usa mouts pilsen, mas ela
- 52:29usa levedura zeio. Ela está nesse nesse estatuto
- 52:32único que ela é, mas ela está tentando de alguma forma se
- 52:35aproximar desse consumidor de lager que seja pela aparência.
- 52:38E essa aparência vai virar clássica, vai virar notável, vai
- 52:41virar intimamente associada quando se pensa na dúvida ou
- 52:45clássica e. E ela veio desse momento também,
- 52:47que tem a ver justamente com esse alargamento de mercado e
- 52:50com esse diálogo com demandas de uma clientela maior, e essa
- 52:54forma segue sendo reproduzida até hoje.
- 52:56Perfeito. E eu diria que tem um fator de
- 52:59tempo também, né? No sentido de que anteriormente
- 53:03não conseguiriam provavelmente, processos suficientemente
- 53:06adequados para torná la tão Clara.
- 53:09Então, não era incomum cervejas. Se se a gente for pensar no
- 53:13mais, claro que a gente tinha de cervejas.
- 53:16Lagers, por exemplo, a gente vai falar de uma pilsner urkil, por
- 53:19exemplo, que ela é uma cerveja dourada, dourada profunda.
- 53:23Se a gente for falar de uma German pils, ela é dourada
- 53:26Clara. A gente não está falando de uma
- 53:27cor palha. Uhum.
- 53:28É o os avanços tecnológicos, os avanços de malteação e os
- 53:32avanços que foram permitindo esse processo.
- 53:35Então tem 111 zeitgeister ali também que permitiu isso
- 53:38acontecendo. Maravilha.
- 53:40Que isso, Hein? Citando como é que é, eu não sei
- 53:43o que do tempo. É fantasmo do tempo.
- 53:45Espírito do tempo. Espírito do tempo é, é.
- 53:48Durkheim, isso eu não sei. Não é o nome de um álbum dos
- 53:51SMASHING pampings, na verdade zight guys pessoa querendo citar
- 53:56livro, vem o tosco aqui e jogam. Bom, a gente já está aqui no
- 54:03quarto episódio dessa série das cervejeiras que a gente já viu
- 54:06por aqui, se não me engano, todas elas.
- 54:10Meio que nasceram nesse seio familiar, mas de alguma maneira
- 54:15foram abandonando essas raízes ao longo do tempo.
- 54:20E et cetera. Mas não é necessariamente o que
- 54:23aconteceu com a dúvida. Ou talvez porque eles têm o
- 54:25parte com o capeta, né? Com coisa ruim.
- 54:30Tenho assinado aí um contrato vitalício de 9000 anos de.
- 54:35Diabinho na garrafa. 9000 anos é outra coisa, né?
- 54:38Mas essa galera estamos vendo um padrão aqui, né?
- 54:40A galera que que abraça mesmo com a ideia de fazer cerveja.
- 54:44Né, exato. E aí, o que que aconteceu?
- 54:47É, talvez tenha havido um pacto, né?
- 54:50Pra essa gente fala assim, ó, eu, eu, eu.
- 54:53Sacrifico o bem-estar, a Felicidade da minha família toda
- 54:56por 7 gerações, mas essas 7 gerações ficarão na dianteira
- 55:00desta cervejaria se ela fizer sucesso.
- 55:03É uma brincadeira. Nós vimos que várias empresas,
- 55:06especialmente depois desses movimentos de
- 55:08internacionalização. Elas viram a empresa de capital
- 55:11aberto, né? Você tem venda de ação, você tem
- 55:14participação de investidor, você tem compras de subsidiária,
- 55:17instalação de planta no estrangeiro e vira um grande
- 55:20negócio, vira uma grande empresa, com aquela diretoria
- 55:22enorme que tem que responder, demanda de acionista, enfim,
- 55:26todo aquele organograma corporativo.
- 55:28Não que a duville morthat não tenha expandido se para outros
- 55:33cantos, instalado plantas em outros países, comprado outras
- 55:36marcas. E nem que ela não tenha também
- 55:39passado um tempo de capital aberto.
- 55:40Mas, apesar disso, a família morthat sempre ficou à frente da
- 55:45bendita empresa, né ela? A família ainda tem participação
- 55:49majoritária hoje, mesmo tendo aberto o capital em 1999,
- 55:51momento, inclusive, em que a cervejaria morthat passou a se
- 55:55chamar duvelle morthat. Foi aí, somente aí.
- 56:01Que a cervejaria passou a pegar o nome do seu rótulo mais
- 56:04célebre. Só que eles saíram da bolsa de
- 56:06Bruxelas em 2013 e hoje eles voltaram com força a se abraçar
- 56:11nessa ideia de uma empresa que mantém laços com essas raízes
- 56:15familiares. Já é a quarta geração dessa
- 56:17família que está à frente da empresa.
- 56:19Ela tem quase 154 anos. Se a gente considerar a idade a
- 56:23partir do do dia 12 de setembro como um aniversário, né?
- 56:26E é um lance de orgulho na questão do marketing, né?
- 56:29Na questão de projeção da marca, apesar de.
- 56:31Você também é a lud? Tem uma foto excelente da visita
- 56:34que ela fez lá na fábrica, com várias Placas apontando para as
- 56:39respectivas subsidiárias, as respectivas marcas, que estão
- 56:42sob o guarda chuva dessa empresa em diversos países, com
- 56:46distâncias muito variáveis da planta mãe ali.
- 56:49Mas ainda assim, ela tenta evocar essa imagem de uma
- 56:52empresa que ficou no seio das mesmas pessoas, que tem a mesma
- 56:55filosofia, que tem o mesmo cuidado, que está dialogando
- 56:59com. Os momentos que fizeram a
- 57:02empresa ser tão bem sucedida e que fizeram as cervejas serem
- 57:05tão boas e, portanto, tão bem quistas pelo.
- 57:08Eu acho assim, eu com uma pessoa com grau de curiosidade elevado,
- 57:13eu tenho certeza que as pessoas estão pensando, assim como eu,
- 57:15do tipo, você faz maior questão de falar o nome da família e
- 57:19citar o nome da cervejaria, dizer que recentemente eles ou
- 57:23mais recentemente é que eles? Transformaram o nome da da
- 57:27cervejaria e mais o da família. Então assim, não tem dúvida no
- 57:31nome da família, né? Então, de onde que veio esse
- 57:35nome? Endiabrado?
- 57:37Realmente chegamos, né? Na hora de dar as mãos para o
- 57:40belzebu, né? O tinhoso, o mochila de criança,
- 57:44o enxofrudo. Gente, mochila de criança da
- 57:48onde é isso, Brasil? Hermes e Renato.
- 57:51Hermes e Renato é mentira, é isso mesmo.
- 57:53É isso? Mesmo.
- 57:54Eu sou um chão de criança. Eu vim pra botar o filho dos
- 57:57outro na maconha. Sou um chão de criança.
- 58:00Vim botar o filho dos outro na maconha.
- 58:02Eu sou das maiorias dos pior que a ator do universo.
- 58:05Tá bom, tá bom, tá bom, tá bom, tudo bem?
- 58:07O que tu vieste você fazer aqui na Terra?
- 58:09Eu vim trazer desgraça, vim trazer os mal, trazer as coisa
- 58:12ruim, botar. Trazer problema para os outros é
- 58:15problema. É problema, tá bom, eu vim botar
- 58:18os filhos dos outros na maconha espalha maconha.
- 58:21Ah, então tu és traficante, né? Eu sou traficante, não põe os
- 58:25filhos dos outros na maconha, cheira maconha.
- 58:28Fumar cocaína, essas coisas caótica, mas maconha você cheira
- 58:31e cocaína você fuma. Ah, eu colocar de espalhar
- 58:35maldade. É muito bom, padre, que é dedo.
- 58:39Padre que é dedo? Padre que é dedo?
- 58:43Ah, fui transportado para quem tá Sério agora?
- 58:45É, mas cá estamos nesse momento de reunião com o tinhoso, porque
- 58:50isso já foi adiantado aqui. Duvel é uma variante do dialeto
- 58:54brabantino, dialeto Flamengo, uma corruptela do holandês mais
- 58:58ou menos assim, que é bastante comum, especialmente gigante e
- 59:02em antuérpia para diabo é basicamente chamar a cerveja de
- 59:06capeta. Você vai aí tem os capetinhas do
- 59:08nenê na rua, que você compra aqueles drink, tudo não é a
- 59:11mesma coisa, mas é como se fosse entendeu aquela rótulo de
- 59:14cachaça que tem esse tipo de deboche legal pra caramba, né?
- 59:17A gente precisa de cervejas mais debochadas a rua calota é muito
- 59:20boa nesse nesse sentido também verdade.
- 59:22Mas voltando aqui, voltando aqui para não dispersar, como eu
- 59:24disse, ela é aparentada, é uma corruptela da palavra holandesa
- 59:27deve. Que tem uma pronúncia bastante
- 59:30parecida com devo no inglês para diabo.
- 59:32Mas enquanto a palavra holandesa é escrita DUIVELA, duvel perde
- 59:37OIE. Aí a pronúncia, né?
- 59:38A gente aqui que não Oo Google, que não faz o favor de dar pra
- 59:41gente. É a possibilidade de traduzir
- 59:43coisas de um dialeto muito específico de uma região, né?
- 59:47Eu não tive como consultar a pronúncia dessa palavra.
- 59:49E o Michael, o Jackson, aquele da cerveja.
- 59:52Diz que não é dúvel, mas a gente vai chamar de dúvel aqui.
- 1:00:02Não. Mas de onde veio o diabo desse
- 1:00:05nome? Enfim, agora nós sabemos que diz
- 1:00:07respeito ao tal do diabo. Como toda coisa interessante,
- 1:00:10tem lenda envolvida e pouco pouca certeza.
- 1:00:12Mas reza a lenda que por volta de 1923.
- 1:00:16Algum entusiasta daquela Victor Yale?
- 1:00:19Aquela cerveja que tinha sido desenvolvida com a levedura é
- 1:00:22escocesa e nomeada batizada por conta do em celebração do fim da
- 1:00:27primeira guerra. E talvez esse sujeito tenha sido
- 1:00:29um sapateiro von de vauer, né? Que era nativo da própria Vila
- 1:00:33de brendonk e talvez um conhecido do albertinho.
- 1:00:36Então esse sujeito, diz a lenda, mandou a cerveja para dentro e
- 1:00:40falou que ela seria um verdadeiro diabo de cerveja.
- 1:00:43Aí a. As suposições posteriores, e
- 1:00:45isso tanto as pessoas. Eu esqueci o nome dos 2 que são
- 1:00:48convidados pelo garth Oliver para escrever no Oxford
- 1:00:51companion to Beer e também o Michael.
- 1:00:53Eles vão supor que é essa reação tem a ver com a graduação
- 1:00:57alcoólica, né? Nós vimos 8 e meio por cento de
- 1:00:59álcool, que ela é bastante presente, mas ela também é um
- 1:01:02pouco discreta a princípio, né? Ela vai aparecer em toda a
- 1:01:06experiência do gole da cerveja, primeiro você não dá nada,
- 1:01:08depois ela vem com tudo. Então é é mais ou menos essa
- 1:01:11suposição de de onde teria vindo a reação desse sujeito.
- 1:01:14Jeito a ideia pegou logo, logo assim, coisa de 23 anos no
- 1:01:18máximo, o rótulo foi rebatizado, foi deixado essa coisa de Victor
- 1:01:21e eu para trás e virou o carro chefe da morte.
- 1:01:24E detalhe, mesmo numa flandres que depois da guerra, né?
- 1:01:28Depois de ter sido assolado por uma ocupação bastante
- 1:01:30complicada, anos de penúria, anos de pobreza, viu um
- 1:01:34reflorescimento muito forte do catolicismo.
- 1:01:36É, e aí você está num país que que está se reabraçando com a
- 1:01:39religião, mas louvando a cerveja do diabo, ó, que maravilha.
- 1:01:42É essa dicotomia. É um pouco de salada e um pouco
- 1:01:44de droga, né? Tudo é equilíbrio nessa vida.
- 1:01:48Exato. Exatamente.
- 1:01:49Mas aí relembrando, né? A palavra dilva só vai passar a
- 1:01:53integrar a marca em si da empresa em 1999.
- 1:01:56E aí a morthart vai virar duvel mothart finalmente.
- 1:02:00Mas olha só, a gente falou em moodhart, moodhart, moodhart
- 1:02:04várias vezes, e a gente? Sabe que ela é um grupo maior,
- 1:02:07né? Aí eu me perguntando aqui que
- 1:02:10tem uma pessoa que é a lud, que é muito antenada no mercado e tu
- 1:02:14saberia dizer mais ou menos assim, o que que a gente tem
- 1:02:16dentro desse chapéu da moodhart que que estão dentro, desse
- 1:02:19guarda chuva gigante de da marca que que a gente poder encontrar?
- 1:02:23Você saberia? Dizer a gente vai compartilhar
- 1:02:25essa fatinha que é muito legal, que dá para ter uma noção da da
- 1:02:28da posição, né? De que direção estão as
- 1:02:31cervejarias e qual a distância, partindo daquele princípio da
- 1:02:35fábrica original? Lá que a gente.
- 1:02:36A gente visitou, mas ela é vendida em mais de 60 países,
- 1:02:39né? E conta com 11 plantas em 5
- 1:02:42nações diferentes, sendo elas a Bélgica, os Países Baixos, a
- 1:02:46República Tcheca, o Reino Unido e os Estados Unidos.
- 1:02:49E ela tem pelo menos 22 marcas no seu portfólio, criadas no
- 1:02:53contexto da cervejaria ou adquiridas de outros mercados
- 1:02:57nessa expansão das últimas décadas, incluindo a alakhoff, a
- 1:03:01vedete, a lifemens, a bellpills e a Bernard.
- 1:03:05E não são só marcas de cerveja, mas também drinques prontos e.
- 1:03:10De com buchas de água, de Celsius, água com gás, et
- 1:03:13cetera. Então eles estão assim, num
- 1:03:15processo de dominação no miúdo e com a referência do capeta, né?
- 1:03:20Tipo, com aquela capa vermelha por cima.
- 1:03:23Eu fiquei surpreso com a lifman, eu não sabia que a lifman fazia
- 1:03:25parte desse guarda chuva. Tá vendo, fiquei.
- 1:03:27Bem surpreso? Mas já meio que se encaminhando
- 1:03:40aqui para um encerramento. A gente falou de um Monte de
- 1:03:45coisa. A gente falou de criação da
- 1:03:47cerveja. Como se faz a cerveja mercado
- 1:03:51família, mas. Satanás.
- 1:03:54Satanás, Satanás foi importante também foi.
- 1:03:56Teve uma só sua contribuição importante, né?
- 1:03:58Encruzilhada aqui, inclusive. Não podemos esquecer.
- 1:04:00Mas a gente não falou de uma coisa importante.
- 1:04:04Sommelies e sommelieres, acertei a palavra uhum.
- 1:04:07Tô ficando bom. Falam isso, velho.
- 1:04:09Gostam muito de fazer o ritual do serviço com aquela taça
- 1:04:14específica para aquela experiência maravilhosa.
- 1:04:16Ludy. Como é que rola isso?
- 1:04:18Como é que é esse ritual maravilhoso?
- 1:04:19Então eu acho que antes disso eu vou precisar chamar Oo Gabriel
- 1:04:22para ler 11 ditado que eu imagino que seja francês, blá
- 1:04:29blá, blá, blá, blá blá, mas que é um ditado belga, você poderia
- 1:04:33emprestar o seu sotaque? Mas, claro.
- 1:04:36Duolingo. Em duolingo, inclusive, não fiz
- 1:04:38a lição. Hoje eu já, eu também não.
- 1:04:40Tá aqui? Achaca biere som verre fala.
- 1:04:44Que o cara fala bem? Pois é, esse ditado fala muito
- 1:04:48sobre como é que os belgas levam a Sério a questão de cada
- 1:04:52cerveja. Tem o seu próprio copo, então?
- 1:04:55Aduve não IA ser diferente disso, né?
- 1:04:58Então, no final da década de 60, ela criou uma taça em formato de
- 1:05:02Tulipa. Mas não a Tulipa, que a gente
- 1:05:04está acostumado a ver no bar, no boteco da vida, né?
- 1:05:07De fato, uma Tulipa parecida com a flor, né?
- 1:05:11Diferente dessas que a gente vê aqui no Brasil.
- 1:05:13Mas uma flor, uma coisa Bela, uma coisa singela, uma coisa
- 1:05:16delicada É Ela lembra, realmente um recipiente típico.
- 1:05:21Para o serviço de vinho, assim ela É Ela.
- 1:05:24Ela tem AA hastezinha do pé, ela é um pouco mais abalada.
- 1:05:28Embaixo ela tem um fechamento para ajudar na retenção dos
- 1:05:31aromas e sabores e depois ela abre novamente.
- 1:05:34É uma obra arquitetônica maravilhosa.
- 1:05:39E ela tem a capacidade de comportar a garrafa inteira de
- 1:05:43330 MLO, que não era comum para as taças antigamente.
- 1:05:47E Ela Foi pensada especificamente para oferecer
- 1:05:50uma experiência mais completa da cerveja.
- 1:05:53Eles adicionaram uma maldade muito maldosa, maligna, mesmo
- 1:05:57assim, digna do gargamel, que foi riscar o fundo do copo é
- 1:06:03ranhorar o fundo do copo com OD. Da marca para quê?
- 1:06:08Para aproveitar essa carbonatação intensa, esse
- 1:06:12serviço, essa cor linda dessa cerveja, para que quando se
- 1:06:15sirva todas as bolinhas desse perlage fiquem concentradas ali.
- 1:06:20Você fica praticamente hipnotizada e hipnotizada, sem
- 1:06:24saber se bebe. Para poder aproveitar a cerveja,
- 1:06:26você fica ali olhando aquela arbolinha, subindo
- 1:06:28maravilhosamente, tá? Eu tenho diversos vídeos
- 1:06:32deixando a minha cerveja esquentar.
- 1:06:33Só olhando essa arbolinha subir diversos, diversos.
- 1:06:37É quase como se eu tenho um filho, eu tenho vídeos não, eu
- 1:06:40tenho fotos de de vídeos, da dúvida, eu sendo servida e.
- 1:06:44Lá na reunião de família, olha só a foto que eu tenho aqui.
- 1:06:47É, olha que linda, minha família.
- 1:06:49Olha o pelo Laje, que lindo. No No próximo cartão de Natal,
- 1:06:57daqui de casa vai estar eu analu o tom e eu com um copo de duvel,
- 1:07:01é essa é a queridinha da mamãe. Bom, então o que que você tem
- 1:07:08que fazer para o serviço ser perfeito, né?
- 1:07:11Esse copo Tulipa, da marca, claro, com o desenho tanto
- 1:07:14arranhorado lá no fundo quanto estampado na frente.
- 1:07:17Lavar esse copo, gente, que pra mim copo limpo é tipo declaração
- 1:07:20de amor. Alguém chega para mim com um
- 1:07:22copo sujo e fala, cara, na moral, você não gosta de mim, eu
- 1:07:24vou embora para da sua casa, não vou ficar aqui mais, entendeu?
- 1:07:27Então aqui em casa o copo limpa é declaração de amor.
- 1:07:30Aí os turistas vão dizer que tem que deixar secar escorrido, tem
- 1:07:33que secar com pano de microfibra, aí já vai ficando um
- 1:07:36pouco pesado pra mim, que sou um pouco maliciosa.
- 1:07:38Cerveja está gelada, meu copo tá limpo, quero beber.
- 1:07:40Aí já é obsessão, não é mais amor, né, lud?
- 1:07:42Exatamente, pô. Aí também entendeu, porra,
- 1:07:46facilita a minha vida. Aí com copia 45°, né, você vai
- 1:07:50servir aproximadamente 70% da cerveja.
- 1:07:53Gente, eu sou uma pessoa virginiana, então, sim, eu fico
- 1:07:55pensando em 45°, 70% da cerveja, e aí a gente tem que deixar o
- 1:07:59líquido escorrer levemente pela parede do copo, por quê?
- 1:08:03Não pode ter pressa, porque ela é muito carbonatada.
- 1:08:06Qual é? Vai ser o ímpeto dela no minuto
- 1:08:08que abrir. Quer viver o mundo, quer ir pra
- 1:08:10vida. Se você servir muito rápido, vai
- 1:08:13espumar demais. Depois desse 70% de servidos,
- 1:08:16você traga a taça para a posição vertical, termina o serviço com
- 1:08:19o restante do conteúdo da garrafa, valendo dizer que o
- 1:08:22objetivo desse serviço é dividir OD que está registrado na taça,
- 1:08:27ou seja, meio que ele na meiuca do d.
- 1:08:30Eu estou salivando enquanto eu falo isso que que seder, que é
- 1:08:34seder. A gente vai deixar um vídeo do
- 1:08:36YouTube mostrando o serviço perfeito para quem quiser ver,
- 1:08:39vai estar no nosso blog, para quem quiser acompanhar.
- 1:08:41Então eu fico muito encantada com o serviço.
- 1:08:44O serviço é um negócio que sabe, chama minha atenção aqui, tá
- 1:08:49roubando a minha carteira. Foda se eu tô olhando esse
- 1:08:51serviço aqui. Então assim é esse serviço.
- 1:08:56Então para encerrar esse assunto do serviço, eles levam isso tão
- 1:09:00a Sério, tão a Sério que eles criaram a competição dessa
- 1:09:03merda. Então esse campeonato rola nos
- 1:09:05Estados Unidos, né? Que é para onde rolam todas as
- 1:09:07maluquices do universo. E a segunda edição teve mais de
- 1:09:10500 inscritos. Aí você pra mandar pra se
- 1:09:13inscrever, você manda a foto do seu serviço pelo site de 5
- 1:09:17finalistas são levados para a final que rola em Las Vegas.
- 1:09:20Eu participaria dessa porra com certeza, totalmente.
- 1:09:24Uma coisa interessante é que virou tão icônico.
- 1:09:27Isso que serviço de cerveja belga sempre é uma taça inteira,
- 1:09:31né? Sempre a garrafa na taça
- 1:09:32inteira, sempre as garrafinhas de 330 ou 375 ml servidos numa
- 1:09:38taça grande que comporte toda a cerveja, inclusive em alguns
- 1:09:42bares. Tu ainda pode pedir se tu que é
- 1:09:43o resto da levedura do fundo separado num copo ou se tu toma
- 1:09:48misturado com a cerveja no na taça maior, virou icônico.
- 1:09:52Tem só um assunto a mais sobre copo serviço nessa visita a
- 1:09:55Bélgica, a gente, claro, foi a delirium, né, o bar da delirium,
- 1:09:58que é um bar gigantesco em Bruxelas.
- 1:10:01E aí passou por nós, um garçom recolhendo copos do lado do meu
- 1:10:05lado da amiga que estava comigo, a Debbie tinha 3 copos vazios, e
- 1:10:09aí o cara olhou ta viu que a gente tava tomando cerveja em em
- 1:10:12copos determinados. Ele olhou tipo de de quem é esse
- 1:10:15copo? Quem serviu isso aqui para
- 1:10:16vocês? Era um copo que devia ser um
- 1:10:18mate. E a gente não, não é nosso e
- 1:10:20tal, não sei o que não a gente é isso aqui não há bem, porque
- 1:10:22será mais, será água, tudo bem, porque não pode.
- 1:10:25Cada cerveja tem o seu copo específico e é um negócio Sério
- 1:10:29lá, cara, é bizarro, é muito bizarro.
- 1:10:32É tão Sério que em bruges eles botaram um como é que é o nome,
- 1:10:35aquele negócio que você bota na roupa para não roubar?
- 1:10:37Sensor. Pode ser sensor, é sensor de
- 1:10:39loja assim. Isso uhum em bruges tem tem uma
- 1:10:42loja de cerveja que eu acho que é bearwall, que é enfim, que tem
- 1:10:45uma porrada de cerveja também. E aí todos os corpos têm um esse
- 1:10:49sensorzinho para você não poder roubar.
- 1:10:51Que louco. E é muito comum roubar, tanto é
- 1:10:54que a akvak, por exemplo, a cerveja akvak.
- 1:10:57Para te tomar ela tu tem que dar teu sapato, porque o copo é
- 1:11:00específico. E para tomar no copo específico
- 1:11:02e eles não servem em outro copo, tu tem que deixar o teu sapato
- 1:11:05que sobe num baldezinho para ficar exposto que está tomando a
- 1:11:09cerveja, e só devolve o teu sapato quando tu devolveu o
- 1:11:11copo. Tamanho é o roubo do copo
- 1:11:14específico da cavaca. Parece que ideia boa.
- 1:11:16Genial. Gera marketing, né?
- 1:11:18Tudo é marketing no final das contas.
- 1:11:19Pois é, pois. É, estamos nós aqui falando
- 1:11:22disso? Mas, meus amigos, eu acho que a
- 1:11:26gente entregou, Hein? Como sempre.
- 1:11:28O que que vocês acham? Entregamos.
- 1:11:29Aqui é missão dada e missão cumprida.
- 1:11:31Ah, eu gostei de novo, cara, eu gostei de novo isso aí.
- 1:11:34A dupla é uma cervejaria icônica e foi incrível saber mais da
- 1:11:37história dela e saber que ela está no controle familiar
- 1:11:41também. E seguindo dominando o mundo.
- 1:11:43Assim é, a gente pode acreditar que é possível enriquecer com a
- 1:11:47cerveja Brasil. Afinal, o diabo está envolvido
- 1:11:49no rolê, né, é? Total vamos rever aí, Hein?
- 1:11:52Magia negra. É todo mundo aí.
- 1:11:55Estudante de pedagogia de licenciatura, fique atento nas
- 1:11:58disciplinas de extensão que tem a ver com magia negra do seu
- 1:12:00curso, porque pode ser, pode ser que você tenha sucesso na vida.
- 1:12:04Foco no pentagrama? O cara não ganhou o edital da
- 1:12:07Ambev, cara. É.
- 1:12:08Porra, magia negra total. Vocês também levaram o primeiro,
- 1:12:14pô, com uma pesquisa muito foda. Não tinha ainda magia negra,
- 1:12:19ninguém sabia o que estava acontecendo ainda.
- 1:12:21Só depois? Se juntou a margia negra junto
- 1:12:23com a pedagogia. Exatamente.
- 1:12:25Gente, se você ouvir o programa até aqui, lembre se de
- 1:12:28participar conosco nas nossas redes sociais arroba surra de
- 1:12:31luplo, tanto no Instagram quanto no TikTok.
- 1:12:34E se você tem alguma sugestão de pauta de convidados, um e-mail
- 1:12:37para contato arroba surra de luplo.com.br.
- 1:12:41E este podcast é produzido pela Bach produções e comunicação e
- 1:12:45está disponível no Spotify, YouTube ou na sua plataforma de
- 1:12:49áudio preferida. Na nossa equipe, contamos com a
- 1:12:51colaboração de Henrique Boaventura, Ludmila Almeida,
- 1:12:54Gabriel Gurian, Rubens reis e anastácia otori.
- 1:13:03Beba local, beba com moderação. Este podcast foi editado por
- 1:13:15play áudios.