Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Vacinação no incubatório - Antônio Neto e Josias Vogt | Ep. 128
Transcript
- 0:00A gente tem essa possibilidade de imunizar as aves no
- 0:03encubatório, como Josias, frisoa de forma muito precisa, eficaz,
- 0:08evitando um pouco os vieses que a gente tinha nas administrações
- 0:12a campo. Bem vindos ao podcast ou aviário
- 0:17as mentes mais brilhantes da avicultura no seu bolso.
- 0:23O podcast o aviário só é possível através do apoio de
- 0:26empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:29avicultura brasileira. Zoeties, líder global de
- 0:33soluções para incubatórios easy Institute, transformação digital
- 0:39e inteligência artificial na produção.
- 0:41Avícula novos líder em soluções de nutrição inteligente para o
- 0:47crescimento dos negócios na produção de proteína animal.
- 0:51Pegas dos Science, a solução inteligente e em tempo real para
- 0:55interpretação de microtoxinas alga Prime DHA da corbio
- 1:01enriquecer ovos com Omega 3 sustentável.
- 1:05Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio do
- 1:09nosso podcast ou AVR. Meu nome é Marcos café e a gente
- 1:14está aqui sempre trazendo as mentes brilhantes da agricultura
- 1:16para conversar com a gente. E hoje já temos 2 convidados,
- 1:20certo? Ambos.
- 1:21É assistentes técnicos da empresa assoets e tem
- 1:25experiência de campo e vai conversar com a gente sobre
- 1:28certas estratégias de controle das doenças de com ouro e de
- 1:32Marek, falar um pouco de vacinação, falar um pouco como
- 1:35que essas doenças estão no campo, enfim, conversar um pouco
- 1:37sobre sanidade aviária. Josias, e nós temos aqui o
- 1:41Josias vogt e Antônio neto, né? De novo 2 assistentes técnicos e
- 1:45da empresa dos oets, que a quem eu já agradeço de cara aqui essa
- 1:49presença aqui no nosso podcast. Muito obrigado.
- 1:52Josias, muito obrigado Antônio neto por estar aqui com a gente,
- 1:55dividindo a experiência de vocês, o conhecimento de vocês
- 1:58com as pessoas que acompanham nosso é podcast.
- 2:01Bom gente, é. A ideia nossa aqui é fazer uma
- 2:05conversa bem descontraída, então eu deixo vocês bem à vontade, a
- 2:08gente vai conversar sobre esse assunto que é tão importante,
- 2:11né? E eu não gosto de ler o
- 2:13currículo dos nossos convidados. Eu gosto de perguntar pra eles,
- 2:16né, qual que é a trajetória deles, como que eles chegaram na
- 2:19agricultura, né? Então, Josias, conta pra nós aí
- 2:22é já te passando AA palavra pra você fazer suas considerações
- 2:26iniciais e já contar pra gente como você veio parar na
- 2:28agricultura. Olá, professor Marcos caffer.
- 2:32É e também os nossos ouvintes? É.
- 2:35Primeiramente agradeço de antemão.
- 2:38O convite é poder poder estar aqui participando nesse podcast
- 2:42tão tradicional, é tão conhecido pra mim.
- 2:45Uma satisfação muito grande, porque em muitos momentos o
- 2:48podcast o aviário fez companhia nas minhas viagens aí ao longo
- 2:52desse Brasil. Então agora eu.
- 2:54Ter agora oportunidade de poder é compartilhar experiências,
- 2:58enfim, e bater esse papo contigo e com o colega Antônio neto é
- 3:01super importante, é agradeço de antemão, é bom.
- 3:05Professor, eu eu sou, fui filho de de avicultores, é meu pai,
- 3:10tinha produção avícula, é, então desde pequeno já é permeava, né?
- 3:15Os galpões, a produção como um todo.
- 3:18É, posteriormente eu eu tinha como objetivo fazer a faculdade
- 3:21de medicina veterinária, me formei na universidade é do
- 3:24Oeste do estado de Santa Catarina.
- 3:25A unoeste onde fiz a graduação é adentrei a unidade produtiva,
- 3:30então sempre durante a graduação tinha como objetivo trabalhar na
- 3:34avicultura, é, realizei meu estágio, iniciei atividade em
- 3:39uma agroindústria do Paraná, é por onde eu trabalhei por 10
- 3:42anos, uma empresa é chamada vibra agroindustrial, é onde
- 3:47executei. Algumas funções relacionadas à
- 3:49extensão, à sanidade, à supervisão dentro dessa
- 3:52companhia é, e há 3 anos e meio eu trabalho na zoets.
- 3:57É trabalho como assistente técnico, é prestando assistência
- 4:00aí a diferentes clientes ao longo do Brasil.
- 4:03E pra mim uma satisfação poder é estar conversando contigo, né?
- 4:08EE também a gente poder trocar essa experiência aí ao longo
- 4:11desse desse podcast. Ah, muito legal, Josias, muito
- 4:15legal. Eu gosto muito quando eu assim
- 4:18entrevista uma pessoa que foi filho de um de um produtor.
- 4:21Acho isso super legal, sabe? É assim, é, é.
- 4:24E aí, como é que você chama seu pai ou Josias?
- 4:28Meu pai é o seu Vilson voguet. Então, no nome do seu Vilson
- 4:32voguet, eu queria cumprimentar até todos os agricultores do
- 4:35Brasil, essa classe trabalhadora apaixonada pela agricultura e
- 4:39que movimenta toda essa cadeia produtiva lá na base.
- 4:42Né, criando frango e tal. Isso é muito legal.
- 4:45Parabéns, Josias. E é legal, né?
- 4:47Que você quis, nasceu nesse meio.
- 4:48Eu falei, eu vou continuar nesse meio, muito legal.
- 4:51Parabéns aí pela pela sua, pelo seu currículo aí pela sua
- 4:54história. Antônio conta pra nós, como é
- 4:56que você veio parar na avicultura.
- 4:58Olá, professor, primeiramente saúda a todos os ouvintes, como
- 5:04Josias já enfatizou satisfação poder participar de um podcast
- 5:08da qual a gente. Ouve no dia a dia, nas nossas
- 5:14andanças aí, no nosso trabalho, no nosso dia a dia.
- 5:19E a minha história ela começa depois da minha formação, em
- 5:232012, eu me formei na Universidade Estadual do Ceará,
- 5:27né? Sou natural da da capital desse
- 5:29estado de Fortaleza. Iniciei meus trabalhos não
- 5:33diretamente na avicultura, no início.
- 5:36Né? Trabalhei em algumas cidades
- 5:38próximas aqui do interior do estado, com inspeção, extensão
- 5:42rural e neste momento eu tive os primeiros contatos, assim vamos
- 5:46dizer a campo, já com a avicultura, da qual eu venho
- 5:50trabalhando já há 9 anos, né? Iniciei minha cambinhada em
- 5:542016. Em algumas empresas de produção
- 5:58aqui da região, tanto de frango de corte como de postura
- 6:02comercial, e alguns distribuidores também de
- 6:05produtos veterinários. Foi aí que em 2020, ali no meio
- 6:09daquela loucura de pandemia, eu tive a oportunidade de de
- 6:13ingressar nas oets, né? Da qual eu faço parte aí do do
- 6:16time junto aos colegas, há 4 anos e meio.
- 6:22Na avicultura Moderna, cada detalhe faz a diferença.
- 6:26E quando o assunto é incubatório, a zoetes é a líder
- 6:28global em soluções inovadoras. Com o portfólio mais completo de
- 6:33vacinas para frangos de corte, matrizes, poedeiras e Perus,
- 6:37garantimos proteção, desempenho e resultados superiores, zoetes
- 6:42inovação e confiança para o futuro da sua produção.
- 6:47Gente, olha que legal aqui pelo sotaque, conta um pouco, né?
- 6:50Dessa agricultura brasileira, né?
- 6:52Nós estamos aqui com, né? Com os extremos aqui, né?
- 6:55Do sul ao nordeste, lá do Ceará até Santa Catarina, né?
- 7:00É, conversamos sobre agricultura, é isso mesmo, né?
- 7:02Essa grande, né, área que abriga todo mundo, cada um com a sua
- 7:06história. E a gente tem o prazer, né?
- 7:09E a satisfação de fazer parte de uma cadeia produtiva
- 7:12extremamente tecnificada, competente, né, que gera, né,
- 7:16uma importância social, econômica, enfim, né, super
- 7:20legal da agricultura. Bom, gente, então vamos aqui
- 7:23iniciar a nossa parte técnica e eu queria começar perguntando
- 7:27aí, Antônio, vai a primeira pergunta pra você falar um pouco
- 7:30assim, né, da da nós estamos falando de controle aqui, né, de
- 7:34um bolo e Marek, né? E claro, a base, uma das bases
- 7:38de controle disso é são as vacinas, né?
- 7:40Queria que você começasse a falar exatamente os tipos de
- 7:43vacinas, as estratégias disponíveis, como é que tem sido
- 7:46essa, né? AA proposta, né, de vocês, vocês
- 7:50já tem essa experiência no campo aí pra né?
- 7:52Pra controlar essas 2 doenças? Perfeito professor, é, eu diria
- 7:57que a doença de gogoro? Ela possui aí como opções uma
- 8:03diversidade muito ampla de tecnologias para o combate dessa
- 8:06enfermidade, né? Uma enfermidade que assola a
- 8:10agricultura já há mais de 60 anos.
- 8:14E ao longo do tempo, os pesquisadores foram observando,
- 8:17foram vendo a necessidade. Que desenvolver ferramentas que
- 8:22controlassem os desafios a campo que foram ocorrendo no início,
- 8:26de formas mais leves. E com o tempo esse vírus foi
- 8:31multando e se tornando cada vez mais agressivo.
- 8:35Então a gente conseguiu a desenvolver ao longo do tempo,
- 8:39sair das vacinas convencionais vivas, atenuadas para
- 8:43ferramentas hoje muito tecnológicas, né?
- 8:46Que podem ser aplicadas. Ali, nos primeiros estágios de
- 8:50vida do pintinho e nos estágios finais de vida do embrião.
- 8:55Então, basicamente hoje a gente tem as vacinas de monocomplexo,
- 8:59que são vacinas, uma nova geração das vacinas vivas
- 9:05convencionais, e as vacinas vetorizadas as vacinas vivas de
- 9:11monocomplexo, elas basicamente contemplam junto a.
- 9:17Capsídeo do vírus uma proporção muito bem definidas de
- 9:21anticorpos aderidos, que vão trabalhar de forma conjunta a
- 9:26proteção passiva, a proteção materna passada das
- 9:30reprodutoras, a progênio. Então, aquela problemática de
- 9:34que a gente tinha de definir o momento correto da vacinação.
- 9:39Com o uso dessas vacinas vivas, convencionais, aplicadas via
- 9:42água de bebida, ele pode ser contornado, já que essa proteção
- 9:47com as vacinas imunocomplexo, ela acontece de forma
- 9:51individualizada, independente da carga de anticorpo materno de
- 9:55cada pintinho. A gente tem uma possibilidade de
- 9:59proteção individual, né? Esse monocomplexo, ele vai se
- 10:03desfazer à medida em que essa proteção diminui e, assim, o
- 10:07vírus vacinal vai poder. Ir até a bolsa de Fabrício, que
- 10:11é o órgão uniford primário de replicação, e iniciar a proteção
- 10:16dessas aves, né? Já as vacinas vetorizadas.
- 10:21Elas são uma nova tecnologia que traz um vírus vetor, né?
- 10:25Carreando um pedaço de gene do ibdv, que é o vírus responsável
- 10:30pela doença de bumboro. E com esse carreamento a gente
- 10:34tem uma replicação atrelada. Há um momento de multiplicação
- 10:39do vírus HVT no hospedeiro, então, a partir do momento que a
- 10:43gente tem esse vírus se replicando, a gente consegue ter
- 10:47a possibilidade de apresentação da principal proteína
- 10:50imunogênica, que é a VP 2 do ibdv, e o início da proteção ali
- 10:56por volta da segunda, terceira semana de vida dessas aves.
- 11:02Josias, você quer gostaria de complementar alguma informação?
- 11:06É professor, eu só queria é fazer um complemento em relação
- 11:10à à à explicação do colega Antônio neto, é que, de forma
- 11:13geral, o que nós temos percebido nos últimos anos é que as
- 11:16empresas, as agroindústrias, é elas é, retiraram gradativamente
- 11:22os processos de vacinação que até então eram realizados a
- 11:25campo, muitas vezes pelas equipes técnicas, pelos próprios
- 11:29é produtores, é com o objetivo de introduzir essa vacinação num
- 11:34ambiente. A qual eu tenho um maior
- 11:36controle, que é o incubatório, né?
- 11:38Então, em que eu tenho uma mão de obra, é constantemente, é
- 11:41treinada, capacitada, em que eu consigo é realizar essa
- 11:45imunização de forma precoce, é frente a esses agentes.
- 11:49Então, quando nós pensamos em relação à doença de gumboro, por
- 11:52exemplo, é claro que nós temos ainda empresas utilizando as
- 11:54vacinas convencionais, digamos assim, as vacinas vivas.
- 11:58É, mas nos últimos anos nós observamos por questão é de
- 12:01praticidade e de de de por serem tecnologias mais recentes.
- 12:06É a migração desse processo da vacinação que até o momento era
- 12:09feito ao campo, sendo levado para o incubatório e buscando,
- 12:11obviamente, é essa replicação precoce.
- 12:14Esse esse processo é mais controlado, digamos assim, no
- 12:19ambiente é do incubatório. O Josias, as ambas as vacinas a
- 12:25vitorizada e é Imuno complexo, podem ser aplicadas via em ovo
- 12:29ou ou ou não tem que tem que ser está na dentro de cubató.
- 12:34Exatamente, professor a as vacinas, tanto a vacina, as
- 12:37vacinas, as novas tecnologias, as vacinas de imunocomplexo,
- 12:40como bem explicado pelo Antônio neto, como também as vacinas
- 12:43vetorizadas. Elas podem ser aplicadas em um
- 12:46ambiente de incubatório, tanto por via em ovo quanto
- 12:49subcutâneo. Então são.
- 12:51São isso, obviamente precisa ser avaliado de acordo com as as
- 12:55ferramentas de é tecnológicas que cada incubatório possui.
- 12:59É para que elas sejam administradas?
- 13:02É. Existem algumas diferenças,
- 13:04obviamente, em relação à precocidade, né?
- 13:06Da resposta imune. É quando a gente opta por uma
- 13:09outra forma de administração. Mas ambas as vacinas podem ser
- 13:12aplicadas tanto em ovo quanto na forma subcutânea também é e são
- 13:16ferramentas. É conhecidas, já é EE utilizadas
- 13:21a nível globalmente. É por muitos anos EE com e com
- 13:25resultados muito consistentes. Independente da tecnologia, é
- 13:28escolhida, né? É dentro desse, desse processo
- 13:31produtivo. Antônio EEA questão da vacina de
- 13:35maré aqui hoje assim é é claro que maré que hoje está super bem
- 13:38controlada, a gente dificilmente escuta algum caso de campo, eu
- 13:42acho que parte né, desse sucesso é justamente a efetividade da
- 13:46vacina e da vacinação não incubatório é, atualiza a gente
- 13:49aí em relação à vacina de Marek, se se teve algum avanço
- 13:52significativo nos últimos anos, como é que como é que está esse
- 13:55processo dentro dos incubatórios?
- 13:57Enfim, atualiza a gente aí em relação à vacina de Marek.
- 14:01Professor, como você muito bem citou, a gente tem muito bem
- 14:04controlado os desafios de Marek ressurgiram, sim, também muito
- 14:09próximos ali, a aos primeiros surtos de gumoro, né?
- 14:13Por volta da década de 6070 e ao ao longo do tempo, a gente teve
- 14:19aí a opção de escolha, dependendo do tipo de criação de
- 14:24uso de um HVT ou de cepas cvi, pensando em aves de vida longa.
- 14:31Então, focando aqui no frango de corte, aves de um ciclo curto,
- 14:35OHVTO sorotipo 3. Ele tem sido muito efetivo nesse
- 14:40controle, né? E ele possibilita AA inclusão de
- 14:45diversos outros genes que irão proteger contra outras
- 14:49enfermidades. Então a gente tá falando aqui
- 14:51especificamente do controle da doença de gumboro, mas existem
- 14:55ferramentas hoje que trazem junto.
- 14:58A esse vetor também uma proteção contra nipesto, né?
- 15:02Que é uma doença importante, da qual a gente teve surtos
- 15:05recentes no país, então, OHVT, ele possibilita essa
- 15:10administração única de mais de uma enfermidade, né?
- 15:15Apresentada ali ao pintinho ou ao ao embrião, no caso da da
- 15:20vacinação em ovo e, por conta disso, uma imunização bem
- 15:24precoce. Né?
- 15:25A gente tem essa possibilidade de imunizar as aves no
- 15:28encubatório, como o Josias frisou, de forma muito precisa,
- 15:33eficaz, evitando um pouco os vieses que a gente tinha nas
- 15:37administrações a campo, né? E aí por pelo HVT ser pela
- 15:42doença de marec ser uma doença de vacinação obrigatória, ela
- 15:46consegue trazer também esses outros vírus como uma
- 15:50possibilidade de proteção. E um ponto interessante que foi
- 15:54levantado pelo Josias é que essas vacinas, ao longo do
- 15:58tempo, elas foram aprimoradas para que a gente tenha o início
- 16:03de proteção, o chamado on set of minute mais curto, né?
- 16:07A gente sabe que OHVT, ele leva alguns dias para se replicar na
- 16:12ave e aí os laboratórios tem trabalhado na escolha daqueles
- 16:17candidatos, daqueles vírus. Que conseguem trazer uma
- 16:20imunização cada vez mais cedo, né?
- 16:23Um início de replicação nas aves ali no folículo da pena cada vez
- 16:28mais precoce, para que a proteção do HVT por si só
- 16:32aconteça de forma rápida, atrelado também a proteção de um
- 16:37outro gene que esteja ali o seu material genético.
- 16:42Josias, vamos falar um pouquinho sobre rotação vacinal, né?
- 16:46Explica pra gente aí esse conceito, os fundamentos dessa
- 16:49rotação de sinal, quais são as vantagens, enfim, como que
- 16:53operacionaliza isso? Como é que é essa história?
- 16:57Legal, bacana, professor, é bom quando a gente fala em relação.
- 17:03A rotação das vacinas é é que são administradas no
- 17:06incubatório. Nós focamos muito, é no controle
- 17:10basicamente da doença de gumboro, né?
- 17:12É. Então hoje nós temos diferentes
- 17:14ferramentas, diferentes tecnologias é que são
- 17:18disponíveis para serem utilizadas pelas agroindústrias,
- 17:21pelos colegas, né? Pros técnicos, é que que
- 17:25trabalham nessas agroindústrias. E basicamente é a rotação como
- 17:30um todo. Ela já é um, ela já é um
- 17:31conceito estabelecido, é no mercado.
- 17:34Não existe uma regra em específica professor Marcos em
- 17:37relação é a ou algum trabalho que que determine que a que em
- 17:43determinados momentos você necessite fazer essa rotação,
- 17:47mas a nível de campi, pelo conhecimento dos colegas e ao
- 17:51longo da das pesquisas realizados nos últimos anos.
- 17:55É, nós entendemos que cada ferramenta ela tem
- 17:58particularidades, né? Oo Antônio neto explicou
- 18:01recentemente relativo às características de uma vacina
- 18:03vetorizada, por exemplo, que é uma vacina não replicante na
- 18:06bolsa de fabrícios. Ela não tem capacidade, por
- 18:08exemplo, de secretar para ambiente cepas vacinais.
- 18:11Diferentemente de uma vacina do mundo complexo, por exemplo, e
- 18:14pelo fato dela colonizar a bolsa de Fabrício, as aves acabam
- 18:17excretando para o ambiente uma cepa vacinal.
- 18:20É, e isso faz com que, de certa forma, eu tenho uma competição
- 18:24com as cepas selvagens, cepas de campo de gumboro, por exemplo.
- 18:27A gente não pode esquecer, por exemplo, que o vírus de gumboro
- 18:30é um vírus RNA, é não envelopado.
- 18:33Então é um vírus extremamente resistente no ambiente.
- 18:35E, além disso, um outro fator importante, inerte ao nosso
- 18:39processo de produção brasileira, que no Brasil, diferentemente de
- 18:42outros países, nós reutilizamos a cama dos aviários por vários
- 18:45lotes. Isso é um fator importante
- 18:47quando nós consideramos a sobrevivência desses vírus.
- 18:50Negum moro nesse ambiente. Então, automaticamente essa essa
- 18:54ferramenta de rotação, ela é utilizado pelas agridocias, em
- 18:58que em determinados momentos eu posso abrir mão e utilizar.
- 19:02Uma vacina vetorizada, por exemplo, é em que tem na
- 19:05Constituição o vírus de maré, que o vírus de gumboro.
- 19:07Exemplificando, em outro momento é, eu posso utilizar uma vacina
- 19:11viva? Uma vacina de monocomplexo?
- 19:13É para que eu consiga fazer, utilizar aquilo que cada
- 19:16ferramenta possui, de é de Fortaleza, de de característica
- 19:21peculiar, para que eu consiga manter sob controle o desafio,
- 19:25principalmente a doença de gumboro é nos ambientes
- 19:28agrícolas. Muito legal, né, né?
- 19:31Não é Josias, quer dizer, não é uma estratégia única, não é 11
- 19:35receita de bolo, quer dizer, a gente tem várias ferramentas à
- 19:38disposição e vai fazendo a rotação entre isso e vai
- 19:42conversando com o campo e vai fazendo as sorologias e vai
- 19:45controlando tudo isso, né, para atingir aí 1° máximo de
- 19:48proteção, né? É, é muito, são tecnologias
- 19:52super né, que trabalham a favor aí da agricultura, né?
- 19:56Antônio, você gostaria de complementar o pois não?
- 19:59Não desculpa, professor, são complementares ferramentas
- 20:01complementares. Exatamente você gostaria,
- 20:05Antônio, de completar alguma coisa em relação à rotação
- 20:08vacinal? Sim, professor, se resumiu bem,
- 20:12como a gente vai fazer esta escolha, né?
- 20:16Basicamente é o campo que vai gritar, ele que vai dizer de
- 20:20acordo com os resultados ou técnicos e com a monitoria
- 20:24sanitária bem estabelecida. Qual a ferramenta ideal?
- 20:27Qual a vacina ideal para aquele momento, para aquela unidade,
- 20:31para aquela empresa? Então, a gente costuma dizer que
- 20:33não existe ferramenta certa e errada.
- 20:36A gente tem na mão 2 boas vacinas, 2 boas ferramentas que
- 20:41podem entregar o máximo desempenho dos lotes.
- 20:45E, como foi dito, elas são complementares.
- 20:48Basta a gente entender o momento certo de utilização de uma ou
- 20:53outra, entendendo bem quais são os mecanismos de ação de cada
- 20:57uma delas. Então, se a gente tem uma que
- 21:01não provém uma excreção do vírus vivo a campo e sabendo que o
- 21:06vírus de desafio, o vírus de bumbor, ele permanece por
- 21:10diversas semanas, meses nos lotes, muito por conta também
- 21:14desse reaproveitamento de cama. A gente tem a possibilidade de
- 21:18utilização de uma vacina com vírus vivo e monocomplexo para
- 21:23um povoamento, né? Uma replicação na ave, uma
- 21:26excreção nas fezes, um povoamento dos galpões e, ao
- 21:30longo do tempo, um esfriamento dele.
- 21:33Né? Uma substituição gradual das
- 21:36cepas de desafio por uma cepa vacinal, que vai permitir com
- 21:42esse esfriamento a possibilidade de utilização da ferramenta
- 21:47vetorizada. E aí ela pode desempenhar o seu
- 21:50máximo potencial, né? Que é não possuir uma cepa
- 21:55atenuada. Infectante na bolsa dessas aves.
- 21:59Comprometendo, queira ou não um pouco do desempenho zootécnico
- 22:04dessa ave. Então a gente tem um Balanço
- 22:07muito bom. Eu diria que é uma das poucas
- 22:09enfermidades que a gente tem tantas opções para trabalhar a
- 22:13campo e conseguir os resultados esperados.
- 22:18Baseado nisso, você acabou de falar, Antônio, quer dizer, essa
- 22:22universo aí de possibilidades detonizadas vivas num complexo,
- 22:27enfim. Como que, né?
- 22:30A gente toma essa decisão. Então aí eu queria colocar a
- 22:33pergunta para os 2 que que a gente tem que levar em
- 22:36consideração para tomar essa decisão?
- 22:39Ou seja, como é que é a tomada de decisão em relação qual
- 22:42ferramenta, em que horas eu vou usar, AAB ou c?
- 22:45Enfim, como que funciona? Ajuda aí, já que a gente tá
- 22:48falando, vocês colocaram tão bem as possibilidades, né?
- 22:52Vamos dar esse nó aí para as pessoas que estão nos
- 22:54acompanhando como tomar essa decisão?
- 22:57Bem, professor, para para responder esse seu
- 23:00questionamento, que é o questionamento de grande parte
- 23:02dos sanitaristas e dos produtores da nossa agricultura,
- 23:07a zoeds junto com o seu time técnico, desenvolver uma
- 23:11ferramenta que vai juntar todas as possibilidades de monitoria
- 23:17sanitária junto aos índices zootécnicos para dar um pouco de
- 23:21segurança para dar um norte ao cliente de que ferramenta
- 23:25utilizar. Né essa essa ferramenta de
- 23:29monitoria, ela recebeu um nome chamado zei Moon track,
- 23:32carinhosamente apelidada de de zit, e ela basicamente vai fazer
- 23:38uma monitoria desde o mais simples é o que aparece primeiro
- 23:42ao cliente, que é o desempenho zootécnico, ou seja, se aquele
- 23:46lote entregou a conversão OGPDO peso ao abate esperado, passando
- 23:53por toda a vida da ave. Então a gente vai contemplar.
- 23:57Contempla nessas monitorias uma análise sorológica da quantidade
- 24:02de títulos que o pintinho está recebendo da matriz, né?
- 24:06A gente sabe que é importante uma carga, uma alta carga
- 24:09passiva de anticorpos para proteger ali nos primeiros dias
- 24:13de vida, e a gente acompanha ao longo do tempo o desenvolvimento
- 24:18natural da buça. E é Oo momento esperado de
- 24:22replicação, por exemplo, de uma vacina imunocomplexo nesse
- 24:26órgão. Então, ali, por volta da quarta
- 24:29semana, a ferramenta ela vai dar uma olhada, vai verificar Oo
- 24:34tamanho dessa busca, qual o tamanho esperado de acordo com
- 24:38cada uma das ferramentas utilizadas.
- 24:41Há diferenças se há lesões fora do esperado.
- 24:46Né, a gente fala a ferramenta. Ela vai também no caminho de
- 24:50lesões macroscópicas, na observação de petequias sufusões
- 24:55e lesões microscópicas, com auxílio do estopatológico, e
- 25:01encerra ali com a monitoria dessas aves do ponto de vista de
- 25:07sorologia, também pré abate. Então a gente consegue observar
- 25:10essa curva de títulos. Ao longo do tempo, aliado também
- 25:15a uma detecção do vírus vacinal ou não nessas aves, então,
- 25:21coletas da Câmara de aviário, coleta da bolsa de Fabrício para
- 25:26análise de PCR. A gente a ferramenta foi pensada
- 25:31para trabalhar com todas essas possibilidades de análises
- 25:35laboratoriais, porque durante muitas vezes a gente tem esse
- 25:39questionamento. Dos clientes, dos produtores.
- 25:43Por conta muitas vezes de uma monitoria mal desenhada, né?
- 25:47Às vezes se tem um único exame sendo realizado que não reflete
- 25:52a realidade, que não reflete A Entrega que está acontecendo
- 25:57daquela vacina atualmente em uso.
- 26:00Josias, você poderia dar um exemplo aí prático aí, como que
- 26:04essa plataforma ajudou um cliente, um produtor, enfim, é
- 26:09como que na prática? Essa ferramenta ajudou aí o
- 26:12ajuda as as empresas. Então, perfeito, professor, é?
- 26:18Eu achei interessante o comentário do Antônio neto, que
- 26:20na verdade é, embora a decisão ela seja, é conduzida e
- 26:25racionalmente pensada por todos os os colegas técnicos que
- 26:29trabalham nas agroindústrias. Na verdade, quem diz o momento
- 26:32de fazer uma rotação, se o programa está sendo efetivo ou
- 26:35não, é a própria ave, né? Nós voltamos.
- 26:38É em avaliar, avaliar toda a condição é de expresso que ela
- 26:43acaba expressando em relação às diferentes tecnologias, pra
- 26:45saber se o programa é utilizado. Ele está é adequado ou não é?
- 26:50Em relação ao teu questionamento?
- 26:52Professor Marcos, é, eu acho importante trazer um estudo
- 26:54epidemiológico que nós realizamos algum tempo atrás, em
- 26:58que nós coletamos. Todo o time das oets esteve
- 27:00envolvido nesse nesse estudo. Inclusive, o estudo foi
- 27:03publicado na poltro size. É em que a gente fez coletas em
- 27:07lotes de frango de corte com o objetivo de é avaliar tamanho de
- 27:12bolso de Fabrício, avaliar é a os parâmetros, recuperação da
- 27:17cepa vacinal é e todos os fatores envolvidos a.
- 27:21Ao processo e nós separamos essas diferentes coletas e
- 27:25empresas que usavam vacinas vivas, as tradicionais vacinas
- 27:28vivas, aplicadas de água, de bebida, as vacinas imunocomplexo
- 27:32e também as vacinas vetorizadas. E olha que interessante,
- 27:35professor Marcos, o que que a gente identificou as granjas das
- 27:38quais recebiam vacinas vetorizadas, nós observamos que
- 27:43em 36% delas nós tínhamos identificação de cepas.
- 27:46Variantes de gumoro, cepas que não eram as cepas vacinais, o
- 27:50grupo que recebeu as vacinas de monocomplexo, por exemplo,
- 27:53foram, a gente conseguiu uma recuperação é de 17% dessas
- 27:58cepas variantes, então eu tinha uma diferença em relação AAA,
- 28:03quantidade de amostras de cepas que não eram vacinais a nível de
- 28:06campo. Então é isso.
- 28:08Fez com que a gente é pensasse e desenvolvesse uma plataforma.
- 28:12É para que a gente conseguisse ajudar.
- 28:15Né? As agroindústrias, os colegas,
- 28:17os técnicos. AA encontrar ferramentas
- 28:20factíveis EE de monitoria para que a gente conseguisse,
- 28:23realmente é é auxiliar na tomada da decisão.
- 28:27Então é essa essas essa plataforma ou esse tipo de
- 28:31monitoria sanitária. Ele é fundamental para que a
- 28:34gente pudesse chegar junto a essas empresas e trazer, né, um
- 28:38possível cenário e que o programa independente de ser
- 28:42vetorizado, imunocomplexo. Ele não estaria sendo efetivo
- 28:46naquele momento? E havendo a necessidade de olhar
- 28:48a 11 as estratégias de formas complementares, então, olhar
- 28:54desde o anticorpo maternal, a gente não pode esquecer, né, que
- 28:57para doença de gumboro é, é, é, é o agente do qual AA matriz
- 29:02consegue transferir a maior quantidade de anticorpos para
- 29:05sua progene, né, estima se que em torno de 70% dos anticorpos
- 29:08circulantes na reprodutora. É transferida através da gema
- 29:11para esses pintinhos. Então é olhar desde o nível de
- 29:14anticorpo, olhar todos os indicadores laboratoriais e
- 29:17obviamente, os fatores produtivos são importantes para
- 29:21que a gente entenda se a ferramenta que está sendo
- 29:23utilizada no momento, ela está sendo efetiva?
- 29:25É Ou Não É? Há possibilidade?
- 29:28É ou há necessidade de é considerar?
- 29:31É outras ferramentas para fazer a prevenção em relação à doença
- 29:34de gumboro. Pessoal, vamos agora, vamos lá,
- 29:39vamos lá pro campo, vamos nós 3 aí entrar no incubatório.
- 29:42E a gente sabe que a é. Não adianta ter uma boa vacina,
- 29:46uma boa máquina, né? Tem todo um processo, tem gente
- 29:49envolvida. E aí, Josias?
- 29:52Eu te perguntaria, quais são os principais desafios ali, da
- 29:55maneira de avaliação de dentro do cubatório.
- 29:57Você que já teve essa experiência, né, já esteve por
- 30:00lá, enfim, como é que funciona isso, o que que o que que você
- 30:04acha que as empresas têm que prestar muita atenção, certo?
- 30:07É nesse nessa processo de vacinação dentro do cubatório.
- 30:12Ah, perfeito, professor é bom, é?
- 30:15Durante o último podcast, eu acho que nós tivemos é colegas
- 30:19já falando bastante sobre esse esse tema, a vacinação no
- 30:23incubatório, ela é, ela é um mundo a parte, né?
- 30:24É um processo muito fascinante. É o processo de vacinação dentro
- 30:28do incubatório, principalmente quando nós consideramos a
- 30:31vacinação é em ovo, é. E aí obviamente dentro da
- 30:35daquilo que nós temos é observado ao longo da da vida
- 30:39profissional e também em trabalhos concomitantes aos aos
- 30:44nossos clientes. É, existem alguns fatores
- 30:46importantes, porque conforme é mencionado por ti, existe um
- 30:49momento, né, para que você faça essa imunização?
- 30:52É, e eu acho que alguns fatores importantes é, é, vou citar
- 30:56alguns deles é é que essa vacinação, ela tem um momento
- 31:00ideal para que ela ocorra, né? E um local ideal para que essa
- 31:03vacina seja administrada para que eu consiga realmente fazer
- 31:07imunização de uma forma assertiva.
- 31:09Então, o grande desafio a nível do do do incubatório é que o
- 31:13desenvolvimento cronológico e fisiológico desse embrião, ele
- 31:17seja respeitado, o local correto dessa vacina.
- 31:20Então, nós sabemos, por exemplo, que a vacina, ela precisa ser
- 31:23depositada num local específico dentro do ovo, né?
- 31:27No líquido amniótico, até mesmo no corpo do embrião.
- 31:29Se eu tiver a deposição num local, é inadequado.
- 31:32Obviamente, esses esses embriões, eles não estarão
- 31:35imunizados e isso acaba. Acarretando 11 série de
- 31:38problemas a nível de campo e pelo fato de você fazer 111
- 31:42procedimento é que ele de certa forma, ele é invasivo, né?
- 31:46Na Na integridade do ovo, todo o procedimento relacionado a
- 31:50limpeza, desinfecção desses procedimentos, sejam sejam eles
- 31:53de vacinação em ovo, sejam eles de vacinação, é subcutâneas são
- 31:57fundamentais. E claro, é eu não podia deixar
- 32:00de citar também, é todo o processo de treinamento e
- 32:03capacitação dessas. Dessas pessoas que estão
- 32:06envolvidas no processo. Treinamento constante é para que
- 32:09a gente tenha realmente uma mão de obra qualificada, uma mão de
- 32:12obra que consiga tomar é as ações caso algo não esteja
- 32:16dentro das conformidades. Então acho que esses são os
- 32:18principais pontos que nós observamos é a campo em relação
- 32:22a esse manejo, mas de forma geral é a gente vê bons
- 32:25procedimentos de vacinação dentro das plantas de incubação,
- 32:28é realmente quando é não saem dessa forma, são pequenos
- 32:31ajustes que precisam ser realizados.
- 32:33É pelas pessoas que estão fazendo a gestão desses
- 32:35incubatórios. É o eterno gargalo, né?
- 32:39De mão de obra, né, de qualificar a mão de obra.
- 32:41Acho que tá todo mundo imbuído aí, isso acho muito legal, né?
- 32:44Todo mundo querendo melhorar, né?
- 32:47A qualidade da nossa mão de obra hoje a gente depende muito dos
- 32:49processos tecnológicos, cada vez exige mais, né?
- 32:52Uma especialização do técnico, que ele esteja mais focado ali,
- 32:55que ele seja bem treinado, né? EE legal que a empresa de vocês
- 32:59se preocupa com isso, ajuda nesse, nessa, nesse, nesses
- 33:02treinamentos, isso é muito importante.
- 33:05Antônio, e no campo, né? Quais seriam os erros mais
- 33:07comuns que vocês já viram aí e como que a gente pode evitar aí
- 33:11uma falha vacinal aí em termos de campo ou alguma coisa no
- 33:15campo que não, que não condiz com o que que foi feito com a
- 33:18vacinação, enfim, experiência você traz para gente aí numa
- 33:21falha aí de vacinação aí derivada de um problema no
- 33:24campo. Professor, citando aqui
- 33:29especificamente o caso de gumboro, do qual a gente
- 33:32conseguiu trazer essa vacinação para o incubatório, a gente
- 33:37conseguiu dirimir aí grande parte dessa problemática de
- 33:40aplicação a campo, né? Mas um ponto que eu gostaria de
- 33:45ressaltar é que a gente, o profissional da agricultura de
- 33:49uma forma geral, ele é muito bom em gerar dados.
- 33:54Mas até certo ponto ruim ingerir esses dados.
- 33:59Eu acho que esse é um dos principais gargalos das
- 34:02problemáticas que a gente observa nas interações a campo.
- 34:06Explicando melhor, isso seria basicamente a boa parte das
- 34:12monitorias acontecem mais para apagar fogo, né?
- 34:17A gente não tem algo muito bem estabelecido do ponto de vista
- 34:21de coletas de materiais. Com granjas sentinelas com
- 34:25idades pré estabelecidas, com esses dados sendo colocados em
- 34:30um basiline, né? Eles sendo interpretados de
- 34:33acordo com os dados ou técnicos, ou muitas vezes as monitorias
- 34:38são feitas para entender uma problemática que surge ali de
- 34:43imediato a campo e caso as empresas não tenham um basiline
- 34:49muito bem estabelecido. Fica difícil entender em que
- 34:52momento houve a problemática, né?
- 34:55Se a problemática aconteceu por uma vacinação lá no incubatório,
- 34:59se ela ocorreu por conta de uma outra enfermidade.
- 35:05E aí, geralmente, quando esses problemas ocorrem, é comum os
- 35:11clientes. Apontarem como principal
- 35:15culpado, vamos assim dizer, a doença de gumboro.
- 35:18E já pensar numa mudança de programa, né?
- 35:22Então, essa problemática, ela casa muito com o desenvolvimento
- 35:27da ferramenta que a gente abordou anteriormente e essa
- 35:30necessidade de estabelecer uma rotina de coletas, entender ao
- 35:36longo do tempo quais são os dados obtidos e tomar uma
- 35:40decisão. Uma mais segura, né?
- 35:43Mais técnica e não emocional, como muitas vezes acontece.
- 35:48E a gente já foi a veterinário sanitarista de campo.
- 35:53A gente sabe a pressão que existe por por resultado, por
- 35:57ter os lotes nos seus melhores desempenhos.
- 36:00E as empresas de laboratórios, de uma forma geral, estão aí
- 36:04para ajudar os clientes nessas tomadas de decisões, né?
- 36:08A gente sabe que as ferramentas disponíveis hoje, independente
- 36:11do do laboratório, elas são eficazes para imunizar essas
- 36:15aves. E a gente procura se diferenciar
- 36:19nessa prestação de serviço com soluções diferenciadas.
- 36:23Como é essa ferramenta de. De acompanhamento a campo, com
- 36:29foco em doenças imunossupressoras, com foco na
- 36:32doença de gumboro. Então eu eu diria que esse
- 36:35direcionamento, esse essa pausa na rotina louca e o entendimento
- 36:40do que é que você tá obtendo a campo de de resultados
- 36:44laboratoriais exotécnicos vai ajudar bastante nessas montagens
- 36:49de programa. Ô Antônia, adorei, viu o gerar e
- 36:53o gerir eu já anotei aqui, viu? Eu vou copiar ele e eu eu, eu
- 36:57quero te dar total razão. A gente é bom em gerar os dados
- 37:00e é ruim ingerir eles assim, a gente tem que começar a
- 37:04aprender, porque não são fáceis, são complexas.
- 37:07Essa gestão, são muitas informações, é, estamos falando
- 37:10aqui de sanidade, olha tanta coisa que vocês mesmos trouxeram
- 37:13à tona aqui, que precisa de ser observado, do mais simples ao
- 37:17mais complexo, então o desafio é esse mesmo.
- 37:19Que legal que é, eu gosto de falar isso, agricultura é uma
- 37:23cadeia que as pessoas se ajudam, né, que os elos se ajudam
- 37:26mutualmente, né? E que bom que tem uma empresa
- 37:28que está disposta AA ajudar Na Na gestão disso e tomar a
- 37:32decisão correta, que é o que todo mundo quer tomar, todo
- 37:34mundo quer fazer é acertar no alvo, né?
- 37:36E assim, e claro, ao acertar no alvo, a gente está trazendo aí
- 37:40mais dinheiro, enfim, mais produtividade para gente.
- 37:43Muito legal nosso papo, mas nós estamos aqui caminhando para o
- 37:46final. E eu gosto de nossos sinais de
- 37:49episódio aqui, sair um pouco da área técnica, né?
- 37:52E eu eu tenho uma pergunta tradicional que a gente faz para
- 37:54todos os nossos convidados aqui. É a forma da gente ir, né?
- 37:58É trazer mais próximo as pessoas que estão nos ouvindo, né?
- 38:02Eu acho que é uma coisa que é uma coisa mais pessoal, mas que
- 38:05acaba ensinando a gente um pouquinho.
- 38:07Eu queria ouvir dos 2, né? Vamos começar aqui com o Josias,
- 38:10né? Como vocês enxergam o
- 38:12profissional de sucesso? Legal.
- 38:16Professor Marcos, é interessante porque é talvez a minha
- 38:20resposta. Ela se conecte muito com é
- 38:23aquilo que vocês trouxeram no bloco anterior?
- 38:26É hoje nós estamos vivendo, professor, um mundo muito
- 38:29dinâmico, né? Nós somos, é, é.
- 38:32Exigidos a tomar decisões rápidas e decisões assertivas,
- 38:37né? Dessa forma que nós observamos,
- 38:39Oo profissional que tá inserido Na Na Na avicultura, então é o
- 38:44profissional de sucesso, é, na minha percepção, ele precisa
- 38:48unir alguns algumas características peculiares a
- 38:51esse processo tão dinâmico, né? A primeira delas é que eu
- 38:54considero é justamente um profissional com essa visão
- 38:57estratégica. Que tenham conhecimento técnico,
- 39:00obviamente, mas que ele possui capacidade, né?
- 39:03Hoje nós temos ferramentas importantes, ferramentas.
- 39:05Inteligência artificial tá batendo na nossa porta, né?
- 39:08Machine learns são ferramentas que que vão nos ajudar é e que
- 39:14justamente possam ser ferramentas importantes para
- 39:16tomada de decisão de uma forma rápida e de uma forma assertiva.
- 39:21Então, o profissional de sucesso, ele ele vai ter que
- 39:24olhar para esse tipo de ferramenta justamente para que?
- 39:27Que ele consiga ser assertivo e rápido na tomada de decisão.
- 39:31Um outro fator importante, professor, é que toda essa essa
- 39:34problemática, os desafios que nós temos enfrentado nos últimos
- 39:37anos em relação as condeno, os desafios sanitários, indicadores
- 39:41produtivos e assim por diante. Ela passa muito por uma visão
- 39:44integrada das áreas, então é um profissional que tem uma
- 39:47comunicação assertiva. Que ele seja adaptável a esse
- 39:50meio e consiga transitar muito bem.
- 39:53Com a área de frango de corte, compartilhar experiências,
- 39:56trocar informações com o profissional das matrizes, do RH
- 39:59da fábrica de ração, é então essa comunicação é assertiva, é
- 40:05junto a essas áreas. Pra mim acho que é um ponto
- 40:07fundamental é pra que esse profissional ele tenha sucesso e
- 40:11obviamente um profissional resiliente, né?
- 40:13Nós somos desafiados todos os dias.
- 40:16EE, ele precisa estar convicto das suas, das suas tomadas de
- 40:20decisões. EE, que ele seja resiliente,
- 40:22obviamente, para que ele consiga é, é ser assertivo.
- 40:26EE, automaticamente nós informando novas pessoas que
- 40:30tenham capacidade aí de seguir é produzindo.
- 40:33É, é frango, né? Ou pintainhos, enfim, ou ovos de
- 40:37uma forma segura e de uma forma efetiva, né?
- 40:42Antônio neto, como é que a você enxerga a sua visão do
- 40:46profissional de sucesso? E é bom que a gente tá dando uma
- 40:48dica para as mostrar que tá começando.
- 40:51Vocês são novos, já começaram outro dia, mas tem muita gente
- 40:54chegando aí, né? Nessa agricultura, nesse mundo
- 40:57mágico da agricultura, que é tão exigente, né, que é tão
- 41:00seletivo. Como é que você enxerga Antônio?
- 41:03Bem, professor, vai estar muito lincado com o que o Josias
- 41:08abordou. Né?
- 41:09A gente tem o óbvio, se atualizar sempre, estudar
- 41:12bastante, entender as novas tecnologias.
- 41:15Mas algo que que Eu Acredito bastante, que é necessário, foi
- 41:21necessário no passado, é necessário hoje vai ser no
- 41:24futuro. São as relações interpessoais,
- 41:28né? As empresas são feitas de
- 41:30pessoas, então, no ambiente de trabalho, a gente precisa ter um
- 41:34ambiente positivo, colaborativo. Que os colaboradores, que as
- 41:40pessoas tenham empatia pelos demais, né?
- 41:43Entendam as perspectivas, os sentimentos dos colegas.
- 41:48Tenham essa flexibilidade, essa resiliência para adaptar essa
- 41:53comunicação de acordo com a personalidade de cada um.
- 41:58A gente tem diferentes tipos de pessoas no ambiente de trabalho
- 42:01e isso é muito válido. Né?
- 42:04Então eu diria que cada colaborador, ele tem que ter um
- 42:07pouco de de líder também dentro dele, de gestor, né?
- 42:11Saber se comunicar, saber escutar também, prestar atenção
- 42:16no que os outros têm a dizer. E basicamente Eu Acredito que
- 42:22ter 11 inteligência emocional muito bem.
- 42:26É embasada, muito bem estabelecida, né?
- 42:29Entender e compreender quais são as fortalezas de cada um, quais
- 42:33são as fraquezas e extrair desses profissionais o melhor,
- 42:38né? Então, acredito muito nessa
- 42:41nessa questão de do tato, né? Da da do contato direto com com
- 42:46as pessoas. Doutor Josias Robert, doutor
- 42:51Antônio neto, muito obrigado aqui pela.
- 42:54Pela presença de vocês aqui no nosso podcast, vocês são muito
- 42:58didáticos. Para falar parabéns.
- 43:00Tornou fácil aqui um assunto, né, que é relativamente
- 43:03complexo, muito legal, obrigado mesmo pelas informações, pelo
- 43:07conhecimento de vocês, muito legal, né?
- 43:09A gente poder estar aqui né, prestando, né, essa, esse
- 43:13serviço aí AAA, esse mundo agrícola, né?
- 43:16Levando a informação, propondo debates, né, enfim, trazendo as
- 43:20discussões que que estão no dia a dia de todas as empresas, as
- 43:23agroindústrias. Pequenos e grandes produtores,
- 43:26né? Tudo isso aí envolvido nesse
- 43:28mundo, né? Da agricultura, muitíssimo
- 43:30obrigado. E eu vou dar um minuto para cada
- 43:32um de vocês aí fazer as considerações finais de vocês.
- 43:36Pode começar, Antônio. Professor, novamente agradecer o
- 43:41convite, agradecer a todos que que ouviram esse podcast.
- 43:45Espero que tenha sido útil tudo aquilo que que foi trazido.
- 43:50Né? É um assunto.
- 43:51Como você abordou, você comentou complexo, mas que a gente
- 43:56procurou sumarizar aqui, procurou trazer os principais
- 44:00pontos, despertar um pouco do do interesse, do entendimento
- 44:06acerca de todas essas ferramentas que a gente tem
- 44:09disponíveis hoje. Então, nos colocamos a inteira
- 44:14disposição dos colegas para contato, para conversa.
- 44:19Né? E mais uma vez agradecer.
- 44:21Foi ótimo participar de um podcast do qual a gente é
- 44:25ouvinte assíduo. Tá?
- 44:26Muito obrigado pelo convite. Maravilha.
- 44:30Professor Marcos, obrigado pela pela companhia e também a
- 44:33companhia do Antônio neto. Espero que a conversa ela tenha
- 44:36sido suave e agradável pros nossos ouvintes é e que a gente
- 44:41tenha é tenha sido efetivo em trazer alguma informação nova
- 44:45para os nossos ouvintes. Só tenho a agradecer realmente é
- 44:49e parabenizar o podcast ao aviário é a ti e o professor
- 44:52Marcos, a Catarina e também a professora Elizabeth.
- 44:55Vida longa, né? O podcast ao aviário EE, que a
- 44:57gente possa ser sempre lembrado aí pelos pelos ouvintes em
- 45:01relação a ao momento de descontração, ao momento de se
- 45:03capacitar, né? Nesse dinamismo que nós estamos
- 45:06vivendo recentemente, é então poder ter plataformas como essa
- 45:10é somando, é EE complementando, conhecimento técnico, é dos
- 45:15nossos colegas profissionais ligados.
- 45:17Vamos a vicultura. Espero que a gente tenha sido
- 45:19feliz em relação a isso. Eu eu agradeço ter desde já Oo
- 45:23convite, mais uma vez professor. Pessoal, estamos finalizando
- 45:26mais um episódio do nosso podcast aviário e a gente
- 45:29gostaria de fazer um convite a todos vocês que tem nos
- 45:32acompanhado para que mandem sugestões para o nosso canal.
- 45:35É de novos entrevistados, a gente quer aumentar aí.
- 45:38A nossa é a nossa rede de contato e todas aquelas pessoas
- 45:42que vocês conhecem, que tem vínculo com a avicultura, serão
- 45:44muito bem vindos como indicação para os nossos próximos.
- 45:47Episódio, então eu vou deixar com vocês aqui o nosso é e-mail
- 45:50de contato para que vocês possam fazer as indicações.
- 45:54O nosso e-mail vai aparecer aqui na tela escrito chama hello
- 45:58arroba Wise net ponto com ponto BRA gente aguarda com AA
- 46:04indicação de novos nomes de vocês.
- 46:06Muito obrigado e até o nosso próprio episódio.
- 46:08Tchau tchau.