Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Rosecler Alves Pereira: Comunicação entre Granja e Laboratório | Ep. 42
Transcript
- 0:00Pensa na minha hora. Eu acho que na vicultura é como
- 0:02um todo. O perfil é aquela pessoa que
- 0:06pensa fora da caixa. É a pessoa, porque AAA gente,
- 0:12principalmente quem entra numa numa empresa já de muitos anos,
- 0:17numa empresa um pouco maior, ele já tem todas as suas fórmulas,
- 0:22certo? A pessoa que se destaca é aquela
- 0:27que consegue ver o além, consegue pensar fora daquilo,
- 0:33né? E isso e geralmente são as
- 0:35pessoas que que realmente se destacam tanto em patologia
- 0:39quanto quanto em avicultura. Bem-vindos ao podcast, o
- 0:47aviário, as mentes mais brilhantes da agricultura no seu
- 0:50bolso. O podcast o aviário só é
- 0:56possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 1:00a educação continuada na avicultura brasileira.
- 1:03American nutrientes, solução é o nosso compromisso.
- 1:07Olá, pessoal. Bem-vindos e bem-vindas a mais
- 1:10um episódio do agro podcast. Eu sou a Catarina stephanlo, eu
- 1:14estou aqui como host e hoje eu vou conversar com a doutora
- 1:18rosecleir Alves Pereira. A doutora Rose é médica
- 1:21veteinária formada pela ubira, tem especialização em
- 1:25toxicologia animal, mestrado. E doutorado em ciências
- 1:28veterinárias pela UFRGS. Onde também atuou como
- 1:32professora. Atualmente, ela é professora na
- 1:34universidade Estácio, em Porto Alegre, e também fornece um
- 1:38serviço especializado em patologia veterinária.
- 1:41Eu gostaria de começar te agradecendo, Rose, por ter
- 1:45aceitado o nosso convite, por essa nossa conversa de hoje e
- 1:49queria pedir para você nos contar um pouquinho dessa sua
- 1:52história e o que é que você tem feito atualmente?
- 1:55Ah, eu. Eu estou feliz de estar aqui.
- 1:57Obrigada pelo convite, primeiro eu.
- 2:00Me formei em 98, ou seja. Século passado, então o que eu,
- 2:05o que eu gosto de dizer até para os meus alunos que a era
- 2:10completamente diferente, a. A universidade, o jeito que a
- 2:15gente podia a gente. Que a gente estudava, né, do de
- 2:20hoje? Eu me formei na úbra, é, eu fiz.
- 2:25Tive a especialização em toxicologia, tive especialização
- 2:29em insanidade agrícola no CDPA da uddis e fiz mestrado lá
- 2:34também. Depois o meu doutorado foi em
- 2:37virologia, né? Também na UFRGS e.
- 2:41Mas AAAAA grande questão é que eu eu sempre gostei de
- 2:47patologia, eu sempre trabalhei com patologia, principalmente
- 2:50com patologia aviária, né? E uma das coisas que que eu via
- 2:56que faltava no mercado era. Alguém que que que o veterinário
- 3:03de campo pudesse enviar uma amostra e pudesse discutir e
- 3:09tivesse acesso a essa pessoa. Então é isso, é serviço que eu
- 3:13faço, né? Mas hoje, principalmente, eu
- 3:15trabalho com a pesquisa e desenvolvimento de de novas
- 3:19vacinas, né? As empresas me procuram e com
- 3:25que é o é, é, é a nossa conversa de hoje com monitoria vacinal,
- 3:30né? Que é muito importante.
- 3:34Né? Pra não apenas.
- 3:37No geral, dado, mas também saber o que que aquele dado significa,
- 3:42né? Exato, assim como você comentou
- 3:44essa nossa conversa de hoje, ela vai transitar ali pela
- 3:48importância prática, né? Da monitoria vacinal, da
- 3:52estufatologia, da sorologia na agricultura, né?
- 3:55Muito aproveitando essa sua experiência, Rose, a primeira
- 4:00pergunta assim que eu gostaria de te fazer para essa nossa
- 4:03conversa é sobre como que é feito esse monitoramento vacinal
- 4:08na maioria das empresas. É, e de que forma essas
- 4:11informações talvez poderiam ser mais bem utilizadas, né?
- 4:15Se você puder também trazer alguns exemplos práticos assim,
- 4:18do que você tem visto. É eu.
- 4:21Eu vou te dizer o que que seria o ideal, né?
- 4:23E que vai? As empresas fazem, né?
- 4:28Mas a gente sabe que não é realidade em algumas, né?
- 4:35Primeiramente, quando tu quer fazer uma monitoria vacinal, né?
- 4:38Tu, tu tem que pensar. Qual é essa?
- 4:43Monitoria vacinal e vamos pensar principalmente em em frango de
- 4:47corte, tá? Porque daí vamos pensar em
- 4:49doença de bombordo em bronquite aviária.
- 4:52Essa monitoria, ela é feita e eu e eu digo sempre assim, ó numa
- 4:57tríade, né? Exame de biologia molecular
- 5:01sobiologia. E estufatologia?
- 5:08Eu digo que se a gente faz apenas 2 desse.
- 5:14Fica aqueles banquinhos sem uma perna, né?
- 5:17Então vai cair, né? E isso é uma analogia que eu
- 5:21faço porque apenas com com com as 3 junto tu vai conseguir.
- 5:28Ter realmente a visão, né? Total daquela daquele, daquele
- 5:35momento da ave. E falando isso da patologia,
- 5:40principalmente em em bronquite infecciosa, em doença de bom
- 5:45humor. A gente tem algumas tabelas que
- 5:49a gente pode fazer, o que que, o que que os veterinários de campo
- 5:52faz? Ele coleta 5 amostra, tá?
- 5:55Esse é ON que a gente usa. Tu pode ver que não é um n muito
- 5:59grande, porque a gente. Que é, na verdade, uma
- 6:04quantidade maior de lote e não apenas um lote, né?
- 6:09Para até facilitar o custo, né? Que não, não é um exame tão
- 6:14barato, né? Quanto um sorológico, alguma
- 6:18coisa assim, desse tipo e aí a gente faz o seguinte, né?
- 6:22São 5 amostras e essas 5 amostras a gente faz a leitura e
- 6:26bota numa tabela essa tabela, tanto para doença de bombordo
- 6:32quanto. Pra bronquite.
- 6:34Claro. Que doença de bom humor a gente
- 6:36vai usar a bolsa de Fabrício, né?
- 6:40E a bronquite a gente vai usar traqueia essa tabela.
- 6:45Ela engloba todos os parâmetros que eu vou ter em caso de lesão.
- 6:53Pelo vírus de campo? Na Na bolsa e na traqueia.
- 6:59Então, nessa tabela eu vou ter infiltrado, inflamatório.
- 7:03Vou ter? Em caso de traqueia, vou ter a
- 7:06ausência ou presença e a quantidade de cílios, né?
- 7:10Que é importante para bronquite infecciosa e, a partir dessas 2
- 7:15tabelas. O veteminário, ele consegue
- 7:19juntar esse dado e fazer o acompanhamento desse lote, vendo
- 7:25se. A vacina está presente porque as
- 7:30vacinas, vamos falar primeiro em bronquite.
- 7:33As vacinas são vivas, né? E elas e todas as cepas, elas
- 7:40têm 1° específico de lesão, então eu consigo dizer se aquela
- 7:47lesão encontrada, ela pode ser por uma vacina, né?
- 7:52E esse é um dado interessante, que o veterinário de campo pode
- 7:55usar em relação à doença de bombordo.
- 7:59Eu também tenho esse dado de saber o que é esperado de
- 8:04escolha de lesão de escolha de depressão em cada bolsa de
- 8:08Fabrício, para cada vacina que tem no mercado, não é?
- 8:12Então, a partir dali dá para para a gente brincar bastante,
- 8:15dá para a gente discutir bastante, né?
- 8:18Ou vou dar um exemplo assim, básico assim?
- 8:23Em doença de bom humor, né? A gente tem hoje vacinas
- 8:27vetorizadas, essas vacinas vetorizadas, elas não devem
- 8:32causar lesão. Porque a vacina vetorizada nada
- 8:36mais é que tu retirar um pedacinho do vírus.
- 8:41Né? Apenas um pedacinho decididos e
- 8:43colocar num vetor e esse vetor daí que vai ser administrado
- 8:48para a ave, então não vai causar lesão e nós temos as vacinas de
- 8:53Imuno complexo ou de complexo imune, né?
- 8:57E essas vacinas com cepas variadas a mais, a mais
- 9:01prevalente no Brasil, né, de várias empresas diferentes, é AW
- 9:062512, né? Temos AMB, um também tem a ver
- 9:10877. Mas todas elas, elas têm 1°
- 9:14específico de lesão que a gente encontra na estopatologia e aí?
- 9:20Adicionando ao dado de infiltração de hiperplasia
- 9:26epitelial de folículos císticos, de edema e de, principalmente,
- 9:31AAAO grau de Regeneração, que aquela bolsa antifamício tem, a
- 9:37gente consegue determinar se essa essa uma, se a vacina está
- 9:43ou não ali ativa, né? Ou se eu tenho uma variante de
- 9:48campo? Em conjunto, né?
- 9:51Então, é um dado interessante, que que o veterinário vai ter a
- 9:56partir dessa monitoria. Pensando, né?
- 9:59Indo de diante disso que você falou assim, indo mais a fundo,
- 10:02né? Pensando no nos exames
- 10:04estopatológicos, né? Que você tem bastante
- 10:06experiência, né? Nessa análise de tecidos e
- 10:10órgãos coletados de aves falando da da bronquite infecciosa,
- 10:14gente, vamos falar das 2, assim vamos separar elas um pouquinho,
- 10:17uma de cada vez. Ela tem preocupado bastante, né?
- 10:20Esse ano no Brasil, muito. É muito, muito.
- 10:24Que você consegue, né? Identificar que vírus, que é,
- 10:27saber se o programa vacinar funcionou bem.
- 10:29Enfim, o que que seria uma boa monitoria nesse caso da
- 10:32bronquite? O grande problema da bronquite,
- 10:36né? E?
- 10:39O que a gente tem tem visto nesses 2 últimos anos, né?
- 10:44É a introdução de 11 variante nova, né?
- 10:48Que é AG 123 ou var 2 ou? OGE?
- 10:56Gostam de colocar nomes diferentes, né?
- 10:58G 123 ou Gi 23, né? Cada um gosta de, mas isso eu
- 11:05vou deixar pro pessoal da biologia molecular que entende
- 11:08mais que eu sobre a nomenclatura.
- 11:11Bom, vamos falar da variante 2, né?
- 11:14A variante 2, Ela Foi associada ao aumento de casos de.
- 11:23Aéreo, sacuiti. Né?
- 11:25Em em frangos de corte e. Além disso, de aumento de
- 11:30condenação. Né?
- 11:33Aumento de condena em frigorífico, tanto Por Ela
- 11:37sacolite quanto pra por outras por outras patologias.
- 11:43A partir daí. Claro que todo mundo correu
- 11:49atrás pra saber o que que poderia ser feito, né?
- 11:53Até bem pouco tempo atrás a gente não tinha 11.
- 11:58Vacina própria específica para varity 2 essa vacina foi
- 12:03introduzida no início do ano, né?
- 12:07Então, com a variante 2. E mais, a partir o ano passado,
- 12:12o que que que se fazia então se tinha que se fazia essa
- 12:17monitoria juntamente com OPCR, para saber se era variante 2 que
- 12:22estava ali ou se era AIBR, que era o que a gente já tinha há
- 12:26muito tempo atrás, né? De de anos e é o que as vacinas
- 12:31tinham. E sorologia, né?
- 12:34Então, a partir dessas 3 desses 3.
- 12:40Exames, a gente conseguia tentar identificar se.
- 12:46Uma. Se as vacinas estavam dando
- 12:48conta. Né?
- 12:50Dá. Com esse vírus, essa introdução
- 12:54desse vírus e vários exames e vários e vários exames, não
- 12:58vários. Vários trabalhos, né?
- 13:02Foram feitos no ano passado, né? Sobre isso, né?
- 13:08Sobre se as vacinas que a gente tinha davam conta da Valente 2,
- 13:13né? Foram positivos, né?
- 13:16As vacinas davam conta, mas mesmo assim a gente não entendia
- 13:21o porquê que ela ainda era tão presente e ainda tinha tanto
- 13:24problema, né? Então, teve a introdução dessa
- 13:27outra vacina, esse início do ano, né?
- 13:29Eu sei que tem outras empresas, várias empresas que estão.
- 13:32Também vendo esse tipo de de de cepaviral para introduzir nas
- 13:38vacinas. E o que a gente viu foi que
- 13:43houve uma diminuição, né, né? Da da questão de hélio sacolite
- 13:49da questão de de, de de condena agora.
- 13:53Agora, o que eu quero falar? Também em relação à monitoria, a
- 14:00gente tem que pensar como eu já disse, a monitoria tem que ser
- 14:04feita não apenas pelos vistos patológico, porque a historia
- 14:06patológica é transversal. Estopatológico é aqui eu tenho
- 14:09aqui é aqui. Eu não sei nada de antes.
- 14:12Eu não sei nada de depois, né? A sorologia, não a ideologia.
- 14:17Ela vai me dar. A vida, né tanto, né?
- 14:22AA vida da ave EAPCR vai me dizer eu tenho ou não tenho
- 14:27aquele agente? 11 dos cuidados que a gente tem
- 14:32que ter quando a gente faz a leitura de um PCR é.
- 14:38OK, deu positivo. Beleza, quer dizer, eu tenho
- 14:43lesão. Eu tenho lesão, eu tenho
- 14:47problema. Ah, não, eu tenho problema,
- 14:52então isso patológico, ele vai me dar o transversal.
- 14:56Ele vai me dar. O que está acontecendo agora
- 14:59nesse momento? Né?
- 15:02Ele, ele, se eu pegar antes, se eu pegar a ave antes, muito
- 15:07provavelmente eu não vou ter aquela lesão.
- 15:09Se eu pegar depois, de repente a lesão já já foi, já aconteceu.
- 15:13O reparo já aconteceu a cicatrização e muitas vezes tem
- 15:16órgãos como uma bolsa de Fabrício, por exemplo.
- 15:19Ela regenera, né? É, é o esperado da bolsa de
- 15:24Fabrício isso o fígado é outro órgão que regenera muito fácil
- 15:28também. Então, em relação ao PCROPCR,
- 15:32ele vai pegar. Aquele determinado a gente que
- 15:37eu estou pesquisando. Só que muitas vezes.
- 15:42Eu não tenho lesão associada. Então o agente está ali, mas se
- 15:48eu não tenho a lesão associada, o que quer dizer isso, cara?
- 15:53Quer dizer que a tua vacina está show porque o agente chegou?
- 15:58Tá ali e a vacina está organizando a vacina?
- 16:02Não está deixando ele causar as lesões que ele causaria?
- 16:08Se eu não tivesse aquela vacina, né?
- 16:11E então, por isso que é, é o cuidado que a gente tem que ter.
- 16:16Sempre quando a gente fizer essa monitoria.
- 16:19Não usar como Cristo, ou como como Gold, apenas um desses
- 16:24exames ou não, ou ou, ou pensar não se é positivo.
- 16:30Eu estou com com, com, com a gente.
- 16:33Eu estou com com esse vírus, então vou trocar a vacina porque
- 16:37a vacina não está funcionando e não é.
- 16:39Não é, bem pelo contrário, a vacina ela não.
- 16:42E isso a gente viu e a gente vem em humanos também.
- 16:45A vacina, ela não está ali para ser.
- 16:49Um escudo que não vai fazer com que o vírus entre No No
- 16:54organismo. A vacina está ali para dar
- 16:57subsídios para o para aquela ave, para aquele, para aquela,
- 17:02para aquele animal. Ter forças frente ao vírus, né?
- 17:07E o vírus não causar a lesão e, principalmente, perdas
- 17:11produtivas que muitos desses vírus causam, né?
- 17:15Então, é esse, é um cuidado que a gente tem quando analisar os
- 17:18dados em relação a dado também catarino eu vejo assim, ó.
- 17:23Que é muito comum. O veterinário RT de uma Granja.
- 17:29Ele vai estar, ele vai gerar o dado, tá?
- 17:32Ele vai mandar para exame para exército patológica, ele vai
- 17:36mandar para PCR, ele vai mandar para a sorologia e o dado chega
- 17:42e muitas vezes o veterinário. Ele está tão envolvido.
- 17:48Com o dia a dia da Granja, que ele vai pegar, o dado vai olhar
- 17:52beleza e deixa ali. E aí, cara, eu.
- 17:58Eu entendo, eu entendo, eu entendo, né?
- 18:02Mas tu tá gerando um dado, tu tá fazendo.
- 18:06Um custo, né, pra tua empresa. Existem hoje vários programas
- 18:13que tu pode colocar aquilo ali e fazer um gerenciamento melhor.
- 18:19Porque ele daí ele vai te predizer em relação a.
- 18:24Daí vou viajar aqui, tá? Ele vai te predizer em relação
- 18:28AA. Sei lá, se a primavera se é
- 18:34verão, estação do ano se teve mais, condena.
- 18:38Qual era a vacina que tu estava utilizando?
- 18:41O que que teve então? Não dá mais pra gente tratar.
- 18:47Trabalhar em agricultura. Com a mentalidade de dos anos
- 18:512000. Dos anos 1990, né?
- 18:56Que a gente não tinha essas ferramentas.
- 18:59Hoje a gente tem que pegar e a gente fala tanto em agricultura,
- 19:03de de de precisão e a gente acaba não fazendo isso no dia a
- 19:06dia, né não. Não é puxão de orelha.
- 19:10Eu sei que. A vida é uma correria e às vezes
- 19:15tem que ficar apagando incêndio uma atrás da outra.
- 19:17É mais quê tu tá com um dado ali, vamos utilizar aquele dado,
- 19:24né? Até.
- 19:25Para ti as suas tomadas de de de as tuas tomadas de decisões
- 19:31serem embasadas, né? Por dados reais da tua empresa,
- 19:35porque não adianta tu fazer isso, tipo, e isso acontecia
- 19:38muito. Anos atrás, e não, não sei.
- 19:44De repente até acontece ainda que o psol vai para os eventos e
- 19:48se encontram, né? E aí o pessoal vai, se encontra,
- 19:51e aí tipo, Ah, tá vendo que o coleguinha ali tá funcionando?
- 19:56Tal coisa eu vou fazer na minha empresa, mas Tchê, tu sabe por
- 20:00acaso se tu precisa disso mesmo? Né?
- 20:05Então, é, é esse é uma das coisas que só vai saber se
- 20:08realmente tu tiver uma. Uma gestão é gestão, gente é
- 20:13gestão, uma gestão e aí vem um o meu jabá, né?
- 20:19Aristopatologia é uma das formas da gente conseguir ter esses
- 20:23dados para saber se a tua vacina está bem, se houve algum
- 20:27problema vacinal, se tem alguma doença concomitante, né?
- 20:31E sempre tentando pensar. No que vai vir?
- 20:37É, é interessante refletir, né? Sobre sobre tudo isso, né?
- 20:41É sobre usar bem as ferramentas sobre.
- 20:48Buscar bem é as informações sobre utilizar os dados que a
- 20:53gente tem. Eu queria te fazer uma pergunta,
- 20:56talvez mais pensando por aquele pessoal que está no campo, né?
- 20:59O pessoal que está no campo, que está lá, coletando material para
- 21:02mandar para o laboratório, para monitoria, é como que eles podem
- 21:06ser mais efetivos, né? Na coleta, mas também no uso
- 21:10dessas informações que eles vão receber do laboratório.
- 21:13AA primeira coisa, a primeira coisa que eu sempre falo falo
- 21:17para os meus alunos e falo nas palestras que eu dou velho, acha
- 21:22um laboratório em que tu se se sinta.
- 21:27Confortável e que possa chegar para ORT pro técnico do
- 21:32laboratório, né? O responsável e conversar.
- 21:35Eu sei que o que que acontece muitas vezes pessoal tem
- 21:38vergonha de pegar o telefone ou pegar o whats, mas assim, ó, eu
- 21:43tenho certeza EE eu falo até pelos meus colegas, né?
- 21:47Que é muito melhor que o veterinário.
- 21:50Entre em contacto antes da coleta.
- 21:53A depois da gente poder auxiliar na suspeita e auxiliar no que é
- 21:59que pode ser coletado e quais exames do que vim, uma amostra e
- 22:05o que é que a gente acontece, a gente não está falando de
- 22:07suinocultura. Que isso inocultura ali é.
- 22:13Muito mais tempo, ou então, de ou, ou então tu está falando de
- 22:18aves de produção, que é mais tempo, né?
- 22:21Mas muitas vezes é um frango de coste, então chega a amostra
- 22:25para a gente e vamos pensar num num lote de grila já foi.
- 22:30Não existe mais aquele aquele lote, então, e claro, está daí.
- 22:35Tu podes perguntar, mas porquê que veterinário vai fazer então
- 22:38se eu já não tenho lote, porquê tem que predizer o que é que vai
- 22:41acontecer no próximo lote? Para diminuir?
- 22:46Perdas produtivas, né? Então, primeira coisa acha um
- 22:51laboratório que tu se sinta confortável, que tu chega e
- 22:55converse, olha que que tu acha disso, né?
- 22:59E beleza, uma. Coisa que eu falo EE, que
- 23:03acontece muito em veterinária, a gente, o veterinário é.
- 23:08Ele tem um problema. Pegou o pegou o laudo, né?
- 23:13É, mandei aqui para hoje, mas não sei, não, não, estou muito
- 23:18cara, não manda. A gente tem 20000 laboratórios
- 23:23diferentes, maravilhosos, cada gente muito gabaritada,
- 23:28entendeu? Troca de laboratório não fica
- 23:31gastando velho, não fica gastando onde não é.
- 23:35Tu não tem confiança, então tu tem que ter confiança.
- 23:38Primeira coisa. Tu tá?
- 23:40Quer fazer 11 monitoria vacinal, entra em contato.
- 23:46Com com com veterinário do laboratório e ver que que tu
- 23:49acha eu quero uma, eu, eu, eu tenho essa vacina, essa vacina
- 23:53eu tenho esse manejo vacinal e eu quero começar a monitoria
- 23:58para terminar o vai te ajudar, porque não existe uma receita de
- 24:02bolo catarino. Não existe uma receita de bolo
- 24:06claro. Existe ali aquela formulazinha,
- 24:095 buças, 5 tadaquéia. Mas de repente, o que é que
- 24:15acontece? Tu está num lugar.
- 24:18E que tem outras situações e que se tu usar uma recentinha de
- 24:22bolo de repente. Não vai contemplar, né?
- 24:27Primeiro, então entre em contacto.
- 24:30E aí vê o que coletar e isso eu não falo só em monitoria, eu
- 24:34falo também em diagnosticampo. Antes de de de correr para fazer
- 24:39a necropsia, cara dá 3 passinho para trás e olho todo.
- 24:46Olha o todo o que que aconteceu o manejo.
- 24:51Velho chuva, humidade, falta de humidade na cama, né aquelas
- 24:58partículas. Então isso tudo, quem é que vai
- 25:00dizer? O veterinário de campo e depois
- 25:03dali entra em contacto com o laboratório o seu OOO
- 25:08laboratório, que tu gosta mais, e aí chega, olha o que é que tu
- 25:11achas que eu coleto? Quais os exames tu acha que eu
- 25:14faço? Só assim realmente tu vai ser
- 25:18efetivo. Claro.
- 25:21Eu posso pegar e aqui falar várias coisas que a gente pode
- 25:24fazer sobre diagnóstico diferencial, mas eu acho mais
- 25:28producente. Se o veterinário pegar e começar
- 25:32a fazer isso, entrar em contato antes de ir tipo, chega kinder
- 25:36ovo, assim, tipo para mim assim. Uma moça surpresa.
- 25:42E que muitas vezes não tem nem a ficha.
- 25:44Né? Que me diz que me deu um norte
- 25:47numa moça surpresa? Então isso é 11.
- 25:50Dica que eu dou, né? Porque daí o veterinário, ele
- 25:54vai te auxiliar. Sim, bom, Rose, eu.
- 25:58Eu aprendi várias coisas hoje, né?
- 26:00É evidente da importância que tudo isso tem, né?
- 26:04Tudo o que isso que nós conversamos hoje é muito
- 26:06importante para a nossa cadeia vinícola e conversar de forma
- 26:10prática também é importante, né? Porque a gente consegue associar
- 26:13teorias que são bem complexas, né?
- 26:16Uma forma prática. Bom, eu queria dar uma dica, né?
- 26:21Eu vou puxar prazo pro meu pra pro meu assado aqui?
- 26:25Em relação ao formol, né? Claro que estopatológico, que a
- 26:28gente usa a formalina a 10%, né? Mas só que OOO foro OA formalina
- 26:3410%, ela tem um problema, né ela?
- 26:39Mata a bactéria mata vírus. Então se eu vou fazer isso, eu
- 26:44estou falando assim, ó, se tu vai enviar um material para
- 26:48exame, muitas vezes é um, é um, é um, é uma caixa de isoplor de
- 26:54isopor, com todos os exames dentro e ali está o potico
- 26:58formol. Com as órgãos e aí, o que que
- 27:01acontece muitas vezes? Bom, vocês a gente sabe como é
- 27:06que é os Correios, como é que é? As transportadoras com eles, né?
- 27:10Eles não tem cuidado nenhum, né? Mesmo que tu coloque esse lado
- 27:14pra cima, eles é uma loucura, então.
- 27:18Aquilo vira. Aquilo volatiza e muitas vezes
- 27:23ele fica junto ao exame que vai pro PCR, ao exame que vai pro
- 27:28microbiológico. No microbiológico, ele mata
- 27:32bactéria, então vai dar um falso negativo, então eu vou ter a
- 27:37lesão nisso patológico. Mas a bactéria não cresceu.
- 27:42Por que que não cresceu e. Muitas vezes também na maioria
- 27:47dos PCRS tá tirando AA os PCRS que são feitos com bloco de
- 27:53parafina, tá? Algumas empresas têm a grande
- 27:57maioria, a grande maioria, o formol.
- 28:01Ele nativa, ele, ele. Ele tem uma alteração na
- 28:05amplificação do DNA também, e também pode me dar um falso
- 28:09negativo. Então o que e é comum acontecer
- 28:12Catarina, assim, o que que acontece?
- 28:14Chega para mim um caso, e aí deu microbiologia negativa, EPCR
- 28:21negativo, mas deu, dei a lesão compatível.
- 28:23Como assim Rose, né? Então são várias coisas assim, é
- 28:27só essa dica, daí vá Rose, mas me diz uma coisa.
- 28:31É custo, né? Eu ficar mandando várias
- 28:34caixinhas, né? Uma das coisas que eu sempre
- 28:37digo que a gente pode fazer é uma caixa grande de isopor e aí
- 28:41aquela que o que OAO pontinho que formou, tu fecha bem, bota
- 28:46numa caixinha menor, com bastante material.
- 28:51Jornal, né? Material para, para para ele
- 28:54ficar fechado e fecha bem. Isso aí é uma tentativa para que
- 29:00não aconteça. Esses falsos negativos aí na
- 29:04tanto na microbiologia quanto na no PCR.
- 29:09American nutrientes, entregando soluções tecnológicas para o
- 29:12bem-estar e segurança humana e animal desde 2007, alicerçados
- 29:17ao conceito one health, os produtos e a inovação da
- 29:20American nutrientes contribuem para a saúde humana, o bem-estar
- 29:23animal e a preservação do meio ambiente.
- 29:29Boa dica, eu queria finalizar a nossa conversa, encaminhar para
- 29:34o final, assim, de fazendo uma pergunta clássica, que que esse
- 29:37podcast tem que seria para você, Rose, qual que é o perfil do
- 29:43profissional de sucesso na agricultura?
- 29:45Ali que trabalha Na Na sua área? Que que você acha?
- 29:48Eu acho que não apenas na minha área eu acho que na avicultura é
- 29:52como um todo. O perfil é aquela pessoa que
- 29:56pensa fora da caixa. É a pessoa, porque AAA gente,
- 30:02principalmente quem entra numa numa empresa já de muitos anos,
- 30:07numa empresa um pouco maior, ele já tem todas as suas fórmulas,
- 30:12certo? A pessoa que se destaca é aquela
- 30:17que consegue ver o além, consegue pensar fora daquilo,
- 30:23né? E isso e geralmente são as
- 30:25pessoas que que realmente se destacam tanto em patologia
- 30:29quanto quanto em avicultura. Uhum.
- 30:33Legal. Eu queria te agradecer, Rose,
- 30:35né? Por todas essas informações,
- 30:37pelo teu tempo, pela tua disponibilidade, pelas tuas
- 30:40dicas, né? E queria-te deixar à vontade
- 30:42para mandar uma mensagem final assim, para essas pessoas que
- 30:45nos acompanharam hoje. Não, eu.
- 30:47Eu. Eu me coloco à disposição, tá?
- 30:50Tem o meu LinkedIn, que é arroz Pereira, tem um LinkedIn da
- 30:54rosivete, né? E querem entrar em contato
- 30:58comigo, pode entrar em contato comigo e muita e vou falar o
- 31:01seguinte, assim, velho, a tua empresa não, não manda para mim,
- 31:07não tem problema. Mas tu quer discutir?
- 31:09Estou estou aberta, eu estou aberta, eu, eu, uma das coisas
- 31:12que que o meu pai falava é quem tem amigo não precisa de mais
- 31:15nada, né? Não precisa de dinheiro, então.
- 31:18Vamos ser amigo, pode. Pode chamar que a gente discute
- 31:22e sem problema. Trocar ideia, conversar, ter
- 31:27novas ideias, né? E.
- 31:28Que bom, é sempre. Bom, a gente só consegue
- 31:31conversando com umas pessoas e, às vezes até pessoas de outras
- 31:34áreas, né? Não necessariamente da nossa.
- 31:36Exatamente, exatamente. Muito bom, eu estou bem
- 31:40satisfeita. Muito obrigada.
- 31:42Quero agradecer também a todos que nos acompanharam hoje e a
- 31:46gente se vê em breve. Tá grande, beijo pra ti.
- 31:50Tchau, tchau.