Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dr. Fernando Tavares: Avicultura na Amazônia | Ep. 63
Transcript
- 0:00A diferença grande da agricultura para nossa região é
- 0:03a diferença espacial, então você pega uma discussão de uma
- 0:08atividade produtiva agropecuária extremamente intensiva e você
- 0:12traz ela para uma região de clima quente húmido, no meio da
- 0:18maior floresta é tropical do mundo.
- 0:23Bem-vindos ao podcast o aviário, as mentes mais brilhantes da
- 0:27agricultura no seu bolso. O podcast o aviário só é
- 0:32possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 0:36a educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:39Pegas o Science, a solução inteligente e em tempo real para
- 0:42a interpretação de microtoxinas American nutrientes.
- 0:46Solução é o nosso compromisso. Olá, pessoal.
- 0:51Bem-vindos. Bem-vindas.
- 0:52O maior diário podcasts, sou Catarina stefanello.
- 0:55Hoje eu converso novamente com o professor doutor Fernando
- 0:58Barbosa Tavares. Professor Fernando zandecnista
- 1:02mestre em saúde e produção animal e doutor em ciência
- 1:05animal e trabalha na Universidade Federal Rural da
- 1:08Amazônia. Eu quero lembrar a vocês que nos
- 1:12acompanham, que nós temos um episódio gravado com o professor
- 1:15Fernando, né? Foi fevereiro do ano passado e
- 1:19lá o professor começou contando muito da sua trajetória, né?
- 1:23Então, se vocês quiserem conhecer um pouco mais do
- 1:26trabalho, professor Fernando, vocês vão encontrar nessa
- 1:29gravação. Professor, obrigada novamente
- 1:31por aceitar o nosso convite, né? E pela sua disponibilidade, pelo
- 1:35seu tempo aqui conosco. Muito.
- 1:37Obrigado, Catarina, serve um prazer aqui com vocês, né?
- 1:41A gente é. Você tenta contribuir com
- 1:44podcasts, te acompanha também, né?
- 1:46Os colegas que participam lá. Então a gente fica até elogiados
- 1:49para que hoje é mais uma vez consequências, participando e eu
- 1:53acho Superinteressante por acessível a ideia e a gente acha
- 1:58bem legal. Pá, obrigado, viu?
- 2:02Imagine ter à disposição uma solução que combine rapidez e
- 2:06interpretação personalizada para gerenciar os riscos das
- 2:09microtoxinas em sua empresa? Pegas, o Science, é a resposta.
- 2:13Realizamos a quantificação em tempo real das principais
- 2:16microtoxinas, promovendo decisões mais assertivas,
- 2:20resultando em um gerenciamento macroeconômico e sustentável.
- 2:27Que bom, a gente vê tá em regiões diferentes.
- 2:29Isso é sempre um. Tem curiosidade pra saber como
- 2:32que funciona na região do outro, né?
- 2:34Então a gente vai trocando ideia.
- 2:38Anteriormente, professor, você nos contou muito sobre a
- 2:40agricultura da região norte, região amazônica, né?
- 2:44E nós falamos um pouco sobre o uso de recursos e também os os
- 2:48potenciais ingredientes disponíveis aí dessa região
- 2:52específica de vocês. Eu lembro que as pessoas vieram
- 2:55falar muito comigo assim, muito interessado, né, nos assuntos
- 2:58que nós conversamos. Lá no início do ano passado, o
- 3:01que nos leva AA querer mais, né professor?
- 3:06E. Então.
- 3:09Desde essa nossa última conversa, lá um ano atrás,
- 3:11professor Fernando é, quais foram esses os novos desafios
- 3:16ali que surgiram para a avicultura, ali na região
- 3:20amazônica? A gente?
- 3:22A gente é, eu sempre converso. Eu falo muito sobre isso, né?
- 3:25AA agricultura ela é uma atividade produtiva muito igual,
- 3:30muito parecida assim praticamente, né?
- 3:32Isso é uma coisa que é, é muito todo o pacote tecnológico.
- 3:36Né? AA diferença grande da
- 3:39agricultura para nossa região é a diferença espacial.
- 3:42Então você pega uma discussão de uma atividade produtiva
- 3:46agropecuária extremamente intensiva e você traz ela para
- 3:50uma região de clima quente, húmido.
- 3:54No meio da floresta é tropical do mundo, onde acentuais de
- 4:00biodiversidade, mas que vive aí alguns milhões de pessoas que
- 4:04vivem nessa região. Então, a gente tem uma
- 4:07complexidade de informações muito grande.
- 4:11E como é que a gente vê, vamos. Eu vou tentar dividir a fala
- 4:15aqui em 2 momentos. Eu vou falar primeiro sobre o
- 4:18que que a gente tem feito, né? Então a gente continuou, aquele
- 4:22trabalho dos meus produtos é a gente tem colegas, parceiros.
- 4:26Vou até deixar um abraço aqui. Professora Lorena, lá da UFPA,
- 4:29de Bragança, que não é da área de aquicultura, mas trabalha com
- 4:33seção de peixe. Então a professora Lorena, em
- 4:36parceria com a gente aqui. Tem cabeça No No projeto que foi
- 4:40aprovado na fundação de apoio que trata sobre o uso de
- 4:44bioprodutos, né? De bioresídios de produtos da
- 4:48região amazônica para alimentação de camarões, peixes.
- 4:52É dentro da mesma dívida? Isso já estava trabalhando, já
- 4:55estava postando, e aí a gente encontra.
- 4:59Desperta na verdade interesses muito promissores nessa linha de
- 5:03pesquisa. A gente também está está agora
- 5:06nesse momento, submetendo projetos a 2 editados, também
- 5:10regionais aqui. Que tem essa temática, não é?
- 5:15E a gente avança e aí a versão avanços incríveis, porque a
- 5:19gente quando a gente fala muito na agricultura.
- 5:22A nossa cabeça convencional, formada nas escolas
- 5:26convencionais, tradicionais, né, ela nos fala muito de custo, de
- 5:30preço, de desempenho. É o nosso mote, né?
- 5:34A gente vai fazer experimento, a gente vai falar ganha de peso,
- 5:37consumo de ração. O fato económico é o que nos
- 5:40interessa e a gente quer ser e a gente está tratando o teu
- 5:44animal. A gente está trocando de um
- 5:45produto muito mais complexo. Então eu estou tentado sinalizar
- 5:49agora uma primeira bateria de experimentos com.
- 5:53De hostilidade metabolística. Tá com a caracterização básica
- 5:58do meu produto, né? Principalmente.
- 6:01Principalmente os resíduos agroindustriais que são
- 6:03produzidos na Amazônia. Mas se a gente pensa nessa
- 6:07sequência e para algo mais específico, né, a gente pensa
- 6:12assim, é que que esses? AO os olhos Oo resíduo de óleo
- 6:17que fica depois da extração, ele causa algum impacto sobre a
- 6:20saúde intestinal da saúde, frango, ele causa efeito
- 6:24metabólico sobre a saúde desses frangos.
- 6:26É, é como é que isso interage. Será que esses óleos, que, na
- 6:31medicina tradicional amazônica, são os dados?
- 6:34Como é antimicrobianos, né? E a gente a gente já trabalhou,
- 6:39fez um trabalho nesse aspecto com os olhos, com efeito
- 6:42antrobiados. Será que esses olhos?
- 6:45Essas tortas que são resíduos de extração do óleo.
- 6:48Ela não deixa que efeito antiprobiano.
- 6:50E aí a gente vem, né? Nessa linha, é EE, ainda fazendo
- 6:56muita novidade, que a gente acredita que vai fazer resultado
- 6:59no não agora, mas pra defender alguns anos, né, a gente também.
- 7:04Eu vou falar quando o espaço que falar de uma outra parceira,
- 7:06minha bem grande, que é a professora Luísa Helena, da área
- 7:09de ciência e tecnologia de alimentos, e ela tá trabalhando,
- 7:12a gente tá propondo um projeto agora.
- 7:16Com cogumelos regionais esse negócio veio.
- 7:18Estranho, né? Mas você imagina.
- 7:20Que o bioma amazônico em toda a diversidade que tem, os índios
- 7:25já cultivavam cogumelos para alimentação deles, e esses
- 7:28cogumelos eles conseguem se desenvolver basicamente o
- 7:30material vegetal. Então a cabeça dos zootecnistas,
- 7:34né? Quando o juro do pacientista de
- 7:35alimentos fala dessa cair, eu tenho cogumelo altamente
- 7:38proteico, crescendo um substrato extremamente rico e liga no
- 7:42celulose, então atinge o potencial de uso aí.
- 7:46E os índios cultivavam isso, ou seja, que eu tive das cogumelos
- 7:49para ser seco, 2, simplificado, então a gente está é é nessa
- 7:53linha. De pormenorizar, sabe?
- 7:56A gente sabe mais ou menos da inclusão que dá pra usar.
- 7:59A gente já sabe. EE, em breve a gente deve
- 8:02terminar a sua emissão do artigo.
- 8:04A gente já sabe mais ou menos qual é a digibilidade deles.
- 8:07A gente já tem um parâmetro geral, né, a gente já sabe,
- 8:11inclusive a gente deixou produtos que tiveram.
- 8:15Efeitos tóxicos que não têm registos na literatura, né?
- 8:18Que os animais também vai ser um arquivo separado sobre isso que
- 8:22os animais desempenharam pessimamente interromper
- 8:26experimentos. Então, assim, a gente tem
- 8:28bastante informação básica, a gente precisa agora avançar.
- 8:33E nós, informações mais precisas, né?
- 8:36É, não há nenhum registo de literatura, por exemplo,
- 8:40produtos, perfis de aminoácidos desse produto nenhum e a gente
- 8:44não sabe o que é que vem e o que é que ganha, o que é que não
- 8:46ganha. Então esse é um desafio que a
- 8:48gente tem, né? A gente ainda aparece na nossa
- 8:53região, assim como várias No No país da questão de financiamento
- 8:57da pesquisa, né? Nós somos pesquisa.
- 9:00Lhe é, é algo bastante delicado no Brasil, né?
- 9:03É porque a gente, a gente acaba fazendo o financiamento do
- 9:07básico, né? A gente não consegue fazer o
- 9:09financiamento para avançar. Então, nessa primeira linha, é é
- 9:14isso que eu tenho trabalhado, principalmente.
- 9:15Portanto, eu tenho trabalhado com produtos como a utilização
- 9:18do resíduo e tem que trabalhar também com essas potenciais de
- 9:23utilização, né? Quando a gente vê aí é engraçado
- 9:27isso, que quando a gente vai para o mercado, né?
- 9:29Usar alunos não estão trabalhando e aí começa a
- 9:31conversar e aí começa a ir. E a gente vê que a galera já
- 9:35está começando a enxergar isso como um potencial bom, né?
- 9:40Já começa a questionar, já começa a querer fazer o teste em
- 9:43Granja, e aí isso tende AA avançar.
- 9:46Eu não, a gente não tem segurança completa hoje pra
- 9:50fazer recomendações, mais estudos direcionados, né?
- 9:53E eu acho que é é uma questão de responsabilidade nossa pra gente
- 9:57fazer esses estudos com mais responsabilidade.
- 9:59Mas a gente já tem um os primeiros passos, né, os
- 10:02primeiros caminhos, que pra gente é bastante interessante.
- 10:07Sou e aí a gente se empolga um pouco, né?
- 10:09Com nisso dá um pouco de paixão aí no caminho.
- 10:12Então essa é um é um primeiro cenário quando a gente fala da
- 10:15agricultura da região norte e aí eu vou falar de de mudança de
- 10:21cenário mesmo, tá? Há pouco tempo atrás a gente
- 10:24tinha pequenos produtores de ovos ou médio produtores de
- 10:28óculos, né? Eu até brinco com uma colega
- 10:30produtora que ela fala que ela é pequena, né, e ela tem 40000
- 10:34galinhas. Aí eu digo, não, você já tá
- 10:36pequena, mas não, eu sou pequena, foi parada aos grandes,
- 10:39né não, OK. Pequena foi parada aos grandes,
- 10:43né? Mas 40000 é um.
- 10:44O expressivo já de de galinhas, gaiola e tudo mais é.
- 10:50E a gente tem o aumento desse produtores de 40, de 100000
- 10:53galinhas é e aumento de pequenos produtores também.
- 10:56Eles têm a experiência que de vários vários alunos que dão
- 11:00dando consultoria para empresas bem e pequenas.
- 11:03A gente está começando com 3000 ovos, 2000 ovos por dia, né?
- 11:07Então que são iniciativas ainda pequenas e a gente tem crescido
- 11:13também o número de grandes propriedades aqui na região.
- 11:16Não é a gente tem. Já alguns relatos aí que e aí
- 11:20acompanhamento aí de carinhas granjas que tem 600000 galinhas,
- 11:24né? Então a gente já tem relatos bem
- 11:28importantes, expressivos para a região na agricultura de de
- 11:31costura, né? Na agricultura de cortes, a
- 11:34gente já tem um. Eu não gosto de chamar de
- 11:37desaceleração, né, mas assim, a gente já tem 11 recuo, porque a
- 11:42agricultura de cortes ano passado em termos de economia,
- 11:45foi muito prejudicada, né? E aí esse é o cenário nacional,
- 11:49a gente não consegue nem o preço, não acompanha o preço do
- 11:52produto. A margem diminui muito, né,
- 11:55então a gente acaba tendo uma retração nesse nesse aspecto,
- 12:02né? Então esse é o cenário, o que a
- 12:04gente discute bastante, né, que é que eu acho que é, depois a
- 12:09gente consegue entrar. É qual é o caminho dos
- 12:14macicultura na amazónia, né? Quais são os desafios?
- 12:17Muito vai ter aí e como eu apresentei no início, né?
- 12:21Nós temos a maior floresta. É total do mundo, né?
- 12:27Infelizmente esses tudo científicos que vêm sendo
- 12:31relatados pela gente não são positivos, né?
- 12:35A gente tem um artigo que acabou de ser publicado na Nature, por
- 12:38exemplo, que se o avanço da água da Suprema continuar no patamar
- 12:43que está em menos de 28 anos, ou a ilha do Marajó, 38% da região
- 12:48de campo vão ser alagados, né? Então nos preocupa muito isso,
- 12:53né? Assim como.
- 12:56Morador da região, como nativo da região, como filho de
- 13:01marajuadas é isso? É bem preocupante, né?
- 13:06EE, eu ainda fico num dilema, né?
- 13:09Porque eu também tô No No agronegócio.
- 13:12De muita das vezes. É bastante criticado,
- 13:15massacrado, né? Pela, pela grande mídia, pela
- 13:18mídia menor e às vezes também com muita falta de conhecimento,
- 13:24né? Eu, eu sempre costumo falar a
- 13:26Catarina que tem uma coisa que é muito relevante a gente falar.
- 13:31É igual quando a gente fala, é, é?
- 13:34De política, né? Fala como se política fosse uma
- 13:37coisa ruim. Mas, na verdade existem bons
- 13:39políticos. Existem políticos ruins?
- 13:41A gente não pode significar. Que todo político é um político
- 13:46ruim. E a eu falo isso?
- 13:47A mesma coisa para todo mundo. Há, há o agronegócio, ele é
- 13:50formado por pessoas, por produtores rurais, por
- 13:53empresários. E a gente tem pessoas incríveis
- 13:56que fazem, se preocupam, que tem até responsabilidade social
- 14:00mesmo. E a gente tem pessoas que não,
- 14:03não seguem essa partilha, né? E a gente acredita bastante até
- 14:09que o caminho para a gente resolver isso é separado do
- 14:14mercado e deixando no mercado claramente quem é.
- 14:18Quem é bom, né? Quem é vantajoso para o mercado
- 14:21e quem segue as diretrizes, né? Agora eu falo para vocês assim
- 14:26que não é fácil ser produtor de animais, não é fácil ser
- 14:31agricultor. Na Amazônia, né?
- 14:34Custa repor em desafios assim e é logísticos estruturais é que a
- 14:42região ainda ainda sofre um pouco, né?
- 14:46É no longo do Esc, ao longo dos anos.
- 14:49Então, falando assim, desse primeiro cenário, eu acho que
- 14:51isso que eu quero, e eu queria mesmo deixar essa mensagem
- 14:54marcada, porque eu, eu, uma pessoa, mas assim, eu convivo
- 14:58muito com os produtores, né, e eu conheço a realidade de vários
- 15:02deles, e eu sei. Eu sei que que o quanto sofrem
- 15:06no sentido da. É crucificação pública para para
- 15:11questão ambiental, entendeu? É o mesmo.
- 15:13Estando legalizado, mesmo cumprindo todos os requisitos, é
- 15:17ainda só uma perseguição nesse sentido.
- 15:21Eu acho que o que a gente vai ter que falar sobre isso hoje,
- 15:24professor, porque é depois de tudo isso que você fez a gente
- 15:29refletir, né? Não dá pra deixar de de falar de
- 15:31impacto de mudanças climáticas, né?
- 15:34E na verdade, assim, antes da de nós entrarmos um pouco nisso
- 15:38tudo, o que é? Eu acho que nada, ninguém,
- 15:42ninguém melhor do que pessoas que conhecem a realidade da
- 15:46região para falar sobre isso, né?
- 15:48Mas que vão te encontrar. Depois de 1 ano para você nos
- 15:52atualizar também, né? Falar sobre essa importância da
- 15:55produção, né? No que isso tem impactado ali?
- 15:59EE também falar muito daquilo que é a nossa inovação, né?
- 16:03Porque falar dos dos ingredientes que vocês testam
- 16:06ali. É falar muito da da da inovação
- 16:09é que a gente produz aqui no nosso país.
- 16:11É recentemente, o Brasil. Foi formalmente, né?
- 16:15É confirmado como sede da da cop 30, né?
- 16:19É que vai ser realizada em Belém. 25 quem?
- 16:26Para quem não está, está aqui assistindo a gente escutando, a
- 16:29gente não tem familiaridade sobre o que é que vai ser
- 16:32tratado ali sobre EE porque é que isso é tão importante?
- 16:36Que que vai ser tratado nessa conferência?
- 16:38Você poderia começar, né, falando sobre Oo que que vai ser
- 16:43tratado, como que isso impacta nós, como que isso impacta?
- 16:46OE envolve vocês diretamente, como é pessoas ou universidade?
- 16:53Então é pela aí. A gente está respirando bastante
- 16:57esse clima da cop 30, né, porque Belém vai ser a sede da cop 30 é
- 17:04no ano 2025, né? A cop 30 acontece em novembro de
- 17:072025 e aí, o que é que a né? A última cópia do 30 agora do
- 17:11ano passado, ela aconteceu em Dubai e a cop 30, ela é um
- 17:15grande, uma grande reunião que vai estabelecer os protocolos
- 17:20sobre as questões climáticas para o mundo, né?
- 17:23E. Cada vez mais a gente.
- 17:25De sentir a necessidade, né, de que isso viesse pra cá a
- 17:30discussão. Falei porque assim é muito fácil
- 17:35pra quem não tá na Amazônia querer definir diretrizes pra as
- 17:40regiões, como a região amazônica.
- 17:42Então, Oo nosso o governador e o prefeito da cidade da copa vai
- 17:48ser realizado em Belém, que é onde eu moro, né?
- 17:51E aí a gente discute muito sobre essa realidade.
- 17:56Sabe essa realidade, no sentido de vivência, quem sabe o que é
- 18:01melhor para Amazônia, quem mora na Amazônia, né?
- 18:04E aí a gente, eu, eu sempre faço esse paralelo em sala de aula
- 18:07com meus alunos, porque o protocolo, esse protocolos
- 18:11ambientais são tão importantes, né?
- 18:13O protocolo ambiental ele vai não pode mais aumentar as áreas
- 18:19de produção na amazónia. A legislação brasileira precisa
- 18:23ser mais rigorosa. Espetaculos climáticos não é de
- 18:27emissão de carbono. Eles serão diferentes, as metas
- 18:31da Amazônia são, enfim, ele vai definir protocolos que são bom
- 18:36ser usados no mundo, né? Referências e gerar os acordos
- 18:40sendo suspeitos de países é EE. Aí esses acordos são a chave do
- 18:45negócio, porque vê como é é é maluco, né, a gente imaginar que
- 18:51na amazónia a gente tem 11 potencial de exploração
- 18:55preferida. Na Foz do Rio Amazonas e é
- 18:59muito. É muito complexo para a gente
- 19:03enquanto Amazônia, alguém dizer que simplesmente não pode
- 19:07explorar petróleo na amazónia, porque na sociedade capitalista
- 19:11que a gente vive nós queremos desenvolvimento económico.
- 19:15É para melhorar o social, para melhorar o desenvolvimento da
- 19:18nossa família e ao mesmo tempo, eu mesmo, como Amazônia, não
- 19:22concordo da exploração do petróleo na região da Foz do
- 19:26Amazonas. Então a.
- 19:27Gente? Questão que eu acho que é muito
- 19:30válida, assim que é a questão do local.
- 19:32Que falta, né? O local de fala da Amazônia
- 19:34depois precisa ser muito respeitado.
- 19:37A gente deve ter grandes desafios para receber o evento.
- 19:41Em Belém, muitos estruturais mesmo, né?
- 19:44É um evento que traz aí. É centenas, literalmente, de
- 19:48países. São quase 30000 pessoas que vão
- 19:51passar por Belém desse período. E, mais do que a quantidade de
- 19:54pessoas, é o tipo de de de dinâmica que acontece que vai
- 19:59acontecer na cidade, né? Então, muito está sendo
- 20:02discutido sobre essa questão. É.
- 20:05Mais, eu acho que até os desafios que vão ser enfrentados
- 20:09para realização do evento. Eles fazem parte do entendimento
- 20:14do mundo sobre o que é a realidade da Amazônia.
- 20:17É muito fácil você fazer uma pop 20 e 28 em Dubai, que tem a
- 20:23maior rede ofendida do mundo, né?
- 20:26E é muito difícil fazer uma cop 30 Belém, que não tem a
- 20:31quantidade de leitos presidenciais suficientes e que
- 20:35isso tem a ver com os OTCMIO, que é que isso tem a ver com a
- 20:37amazónia? Como a gente pretende participar
- 20:39disso, né? É sem dúvida nenhuma dos papéis
- 20:43que a gente vai ter com a universidade e tem vários
- 20:46trabalhos nesse sentido. Já é falar sobre o impacto que
- 20:49está acontecendo na Amazônia, o impacto da produção, o impacto
- 20:54que os índices, os indicadores de produtividade, né?
- 20:57E a gente tem várias discussões apesar, disse uma do governo.
- 21:00Agora, através da federação da Secretaria de desenvolvimento de
- 21:05agricultura aqui da do estado, está lançando, por exemplo, o
- 21:08programa do bezerro rastreado, né, a gente tem.
- 21:12O Pará é o maior rebanho. É isso é interessante, né?
- 21:15A gente está falando de copi, a gente está falando de produção
- 21:17animal. A gente está falando do estado
- 21:19que tem a maior rebanho do bovino do Brasil, é e uma
- 21:22exportação absurda de provínios. E aí a gente está tentando se
- 21:27localizar onde a gente vai se posicionar e quais são os
- 21:30cenários. O cenário é tão desafiador, né,
- 21:34que eu falo com os colegas que a gente nem sabe, a gente não sabe
- 21:38hoje qual é o impacto real da. Produção animal na região, amor.
- 21:44A recentemente a gente foi é está fazendo uma parceria com
- 21:49com é uma iniciativa privada aqui para aumentar.
- 21:54É a quantidade de estudos na área de agricultura sobre a
- 21:58questão ambiental. E aí a gente entra numa outra
- 22:00conversa, né, que é, eu vou me aprofundar, é, e aí você me
- 22:04interrompe também, se você tiver dúvida que a gente vai, e a
- 22:07questão assim ó, eu tenho o impacto da posição de frango na
- 22:12amazónia. Qual é?
- 22:14Esse impacto? Não sei, eu não sei, eu eu não
- 22:17sei. Hoje eu não tenho uma
- 22:18contabilização, por exemplo, da produção do indegev da da
- 22:22agricultura na região, mas eu tenho vivência prática em alguns
- 22:26aspectos. E olha como é interessante a.
- 22:29A guerra da da Ucrânia, né, aumentou exageradamente o
- 22:33pesquisador do nifagenados e a amazónia é uma grande produtora
- 22:37de vários commodities agrícolas, né?
- 22:39Ou produtos agrícolas mesmo? E quando o Adolfo o nitragenado
- 22:44fez falta ao mercado, lá em 2015, 2 primeira coisa que
- 22:49fizeram foi a recorrer a virtude.
- 22:51Como fonte de adubação nitrogenada, né?
- 22:54E os preços aumentaram absurdamente.
- 22:57E aí uma prática que pra gente na agricultura é muito válida,
- 23:01né? A gente fala o tempo todo em
- 23:02sala de aula, né? Ensina pros alunos.
- 23:04Isso, ó, reutilização de Câmera, que que pode reutilizar a Câmara
- 23:08várias vezes, porque o custo, a logística de produção, o preço
- 23:12chegou a ser tão interessante, Catarina que os produtores estão
- 23:16fazendo uso líquido. Uso único é porque o custo de o
- 23:22valor de venda. Pagava o custo de logística.
- 23:27Sim. Então, o preço de venda pagava o
- 23:30custo de logística, o produtor vende a cama a cada lote.
- 23:34EE, olha como é mais interessante essa discussão, né?
- 23:37Que a gente fala com a agricultura, personalidade
- 23:39isolada. Mas chegou o momento em que a as
- 23:43empresas maiores, as produções maiores, foram inegociar com as
- 23:48empresas de agricultura, toda a cama delas.
- 23:51Um efeito que aconteceu esse agricultores de horta das
- 23:54regiões que circulam a agricultura.
- 23:57Ficaram sem adulto essas órgãos. Então a gente tem um impacto ali
- 24:01também do da pequena produtora, o cara que é produto dos alface
- 24:05todos aquele cara OOO, aqueles que não cheirou-verde, né, que é
- 24:10um coesto, né, o Cheiro Verde tal, tal, tal, é que esse cara
- 24:14não tinha mais a dúvida, o que ele?
- 24:15E que antes ele ele pegava quase de graça, né?
- 24:19No preço, isódromo para quase educação.
- 24:21Agora ele não tem mais porque 100% atendido.
- 24:24E aí entra o governo entra. Em matéria aqui, negocia com a
- 24:29prefeitura. Conversa com as empresas para
- 24:31uma parte desse produto se manter na agricultura familiar
- 24:35para não desestabilizar economicamente a agricultura
- 24:37familiar, porque é era a única fonte de adubo que eles
- 24:40trabalhavam há anos. E de repente, você tira OA única
- 24:44fonte de adubo deles, você vai cair a produção deles, né?
- 24:47E eles também não iam ter dinheiro para comprar o
- 24:49nitrogenado. Se os acho que os fazendeiros,
- 24:52maiores produtores, maiores, já não estavam tendo, você imagina
- 24:55o pequeno agricultor familiar como eu queria fazer comprado no
- 24:58microfone, então essa. Discussão, a gente vai falar de
- 25:01dejeto, né? E quando a gente fala de degeto,
- 25:04é OOA as empresas, vou, vou voltar um pouquinho, né?
- 25:10Uhum é quando a gente fala de crédito de carbono o que que a
- 25:12gente está falando? A gente está falando de mercado
- 25:14voluntário de carbono, que que é o mercado voluntário de carbono,
- 25:17o mercado voluntário de carbono, você tem o mercado regular de
- 25:21carbono. Então, o Brasil está
- 25:22regulamentando recentemente para regulamentar as práticas de
- 25:26mercado de carbono e essas práticas diz o seguinte, ó,
- 25:29quanto as empresas. Indústrias precisam reduzir de
- 25:34emissão, então as indústrias que não têm metas de redução.
- 25:38Eu sou produtor rural. O produtor rural não entrou no
- 25:40mercado regulado do carbono, mas se eu enforco produtor quiser
- 25:45emitir crédito de carbono, reduzir a emissão de carbono da
- 25:50minha propriedade, eu posso pensar no mercado voluntário.
- 25:54E aí, como é que funciona isso? Então a gente monta o projeto a
- 25:57partir de uma empresa certificadora.
- 26:00Essa empresa certificadora avalia o crédito de carbono gera
- 26:04certificado com documento Internacional e esse crédito de
- 26:07carbono é comercializado numa bolsa de valores de crédito
- 26:11carbono. E aí, as empresas que não estão
- 26:14estão, uma empresa lá de produção, de automóvel, de
- 26:18enfim, uma indústria qualquer não conseguiu bater a meta de de
- 26:22redução de carbono. O que que ela faz?
- 26:23Ela vai lá e compra esse certificados Império no olha, eu
- 26:27eu consegui mapear a meta a partir, eu comprei o
- 26:30certificado, o fulano está emitindo metro de carbono e esse
- 26:33crédito ele vai ser produto para mim na agricultura, né?
- 26:36A gente, o as certificadoras internacionais é por conta da
- 26:41dificuldade de medição, por conta da baixa quantidade de
- 26:43trabalhos na área, portanto. Da dificuldade, principalmente
- 26:48de direição, elas desconsideram a emissão de dióxido de carbono
- 26:53de carbono. Ou a emissão de oxumentoso, que
- 26:56pra já conversar, e a emissão de metano pelo espaço?
- 27:01Então eu sempre falo para os alunos, escala, né?
- 27:03A gente fala fala muito do boi, do metano, do boi, do metal, do
- 27:06boi, mas qualquer processo de fermentação e fibra gerar
- 27:09metano, claro, aí a gente sabe que isso, que a quantidade de
- 27:13metáfora produzida por uma ave seja de postura, de corte, é
- 27:16muito pequena. Mas aí tem 2 grandes questões,
- 27:19né? A emissão é intérica do animal,
- 27:23ela é difícil de ser medida. É irrisório, taxas muito baixas
- 27:27e não vale a pena. Mas a partir do momento que
- 27:30animal five, a expressão desse material.
- 27:33E aí a gente tem uma preocupação na agricultura, que é a questão
- 27:36do nitrogênio, o nitrogénio é o gás do efeito estorvo, então o
- 27:42óxido nitroso. E aí falando em parâmetro, né?
- 27:45O óxido nitroso, ele corresponde a 4 vezes efeito mais mais.
- 27:54Mais estufa do que OCO 2, então para cada uma.
- 27:59A gente considera 4 moléculas de CO2 emitidas na atmosfera, então
- 28:04ele tem um potencial é negativo para o efeito de culpa maior do
- 28:11que OCO 2. E a pergunta é, o que fazer com
- 28:15a cama do frango, né? Quando a gente fala da
- 28:18agricultura de corte, aí você fala essa conversa em 2
- 28:20momentos, quando se fala de agricultura, de corte, a gente
- 28:22tem uma condição, a gente poderia estar fazendo
- 28:25fermentação das camas, né? Para tentar reduzir as emissões.
- 28:30Fazer fermentação controlada e depois caminhava esse material
- 28:33para adubação. Como o material já é mais seco,
- 28:36a gente pode. É é também destinar ele a
- 28:40ensacamento. A gente pode fazer uns um pouco
- 28:44mais controlado dessa Câmera. Então a gente tem uma condição
- 28:47ali da da agricultura de porte, que é um trabalho mais
- 28:49simplificado, né? Quando a gente trabalha com
- 28:51agricultura de costura, principalmente quando a gente
- 28:55tem sistemas de gaiolas, sistemas que coletam material
- 29:00mais estragoso e mais puro, aí a conversa já é um pouco mais
- 29:04difícil, né? Porque a gente já IA isso.
- 29:06É uma discussão que está acontecendo e tá tá avançando.
- 29:09Quer dizer, então o pessoal. Está precedente?
- 29:12Vai precisar mudar a forma de manejo discreta dos aviados?
- 29:18Não dá mais para simplesmente curtir EE.
- 29:21Destinar para a produção. Muitas das empresas já estão
- 29:24começando a investir. É em biodigestores, né, em
- 29:29sistemas de fermentação para uso do biogás.
- 29:32E aí olha como é legal o produtor, ele poderá ter a
- 29:36possibilidade de usar a produção, é o usar os Oo, os
- 29:42GCUS, né, que é OAA validação de carbono, ele vai poder usar as
- 29:46validações de carbono como renda.
- 29:48Então ele teria 2 efeitos, 3 efeitos positivos, né?
- 29:53Um deles com a emissão da da. É as emissões diretas que não
- 29:59são emitidas, né? É que aí eu, eu eu falo, falo
- 30:02direto, pessoal, né, uma questão social e ambiental também, né,
- 30:06eu estou na Amazônia, eu não vou querer isso, ser chamado de
- 30:08ozônio, vai alagar tudo aqui, o negócio vai ficar feio, então
- 30:10isso é uma questão que eu que eu vou ter que pensar no pensamento
- 30:13não egoísta, né? O segundo fator é que ele pode
- 30:16usar o biogás na propriedade, e o terceiro é a renda dos
- 30:22créditos, né? Hoje a renda dos créditos, ela
- 30:25ela varia um pouco, é do tipo de crédito, né, mas tem a gente tem
- 30:30créditos aí com valores. E valores são copados em dólar,
- 30:33né? E os valores bastante
- 30:35expressivos. O que a gente tem visto?
- 30:37As primeiras simulações mostram pra gente que é possível, é
- 30:43viável, apesar da rentabilidade não ser tão imediato.
- 30:48Então são feedbacks aí de 3 anos e meio de retorno é, e aí 11
- 30:54tempo ali de de sedeck moderado, né?
- 30:58Porque a gente tem 11 dos grandes desafios.
- 31:01Aí é a burocracia, né? No sentido de validação desses
- 31:04processos que são caros. E aí um dos.
- 31:07Problemas que eu vejo aqui é ainda a nossa falta de
- 31:11organização do. Sentido é.
- 31:16De não ter cooperativas, que não tem empresas que consigam se
- 31:20aglomerar, se conglomerar, para que a gente consiga mandar
- 31:23projetos maiores, porque o custo de validação disso é muito alto.
- 31:27Então, pequenos produtores, médios produtores teriam
- 31:30dificuldade porque não iam ter o custo de validação desses
- 31:33recursos de imediato, não é. A gente precisaria é juntar uma
- 31:37grande quantidade de produtores para ter viabilidade.
- 31:40É, é esses são os fundos de alguns desafios que a gente tem
- 31:44pra amavan, né? Acho que, enfim, eu posso
- 31:46comentar mais os 2 também, que são bastante válidos nesse
- 31:50aspecto da cop 30 aí. Eu acho que.
- 31:54É, é como eu comentei antes, né? Vocês estão numa região muito
- 31:57impressionada, né? Falando mesmo em empressão
- 31:59ambiental EE produção animal, né?
- 32:04EE, repleta de de desafios e agora, talvez com a proximidade
- 32:10dessa. Grande discussão, a pressão ela
- 32:16aumentando mais também, né? É, eu acho que a gente pode.
- 32:22Talvez o professor pode falar um pouco mais de de alguns desafios
- 32:25EEA gente, entrar na questão. Positiva, né?
- 32:29Das agendas produtivas que a produção ali pro Brasil tem, né,
- 32:33que isso também tem. Foi interessante, então.
- 32:36É, é a pressão do forte aqui, né?
- 32:39A gente tem uma outra. Um outro aspecto eu acho que
- 32:43bastante relevante pra lá, né, é que a agricultura ela não não
- 32:48consegue se sustentar necessariamente sobre. 100
- 32:54milho, farelo de soja né, 100 produtos agrícolas é aqui.
- 32:58A gente está falando bastante de estoco ultimamente também tem
- 33:01bastante aquisição com terceiros aqui na região é, mas o meio e
- 33:04eu e a soja e a soja grão também aqui na região.
- 33:07Bastante, né não? O farelo.
- 33:11E aí a gente entra em outros problemas, né?
- 33:14A produção de milho falada de soja e de sogo grãos de modo
- 33:18geral. O que é que o pessoal entende?
- 33:20Normalmente vitamina que? Falando de espacialidade, né?
- 33:25Espaço territorial a Amazônia, ela ela tem na história dela,
- 33:31ela tem um fluxo de imigração e a gente tinha, e ainda tem
- 33:37alguns locais, uma pressão que a gente tem, até um ciclo que a
- 33:41gente chama tá, que é o madeira, carvão, pasto degradado e
- 33:49floresta secundária depois agricultura, né, que é isso as
- 33:54pessoas. Nas áreas de Fronteiras, você
- 33:56derruba a floresta. Às vezes utiliza a madeira, é
- 33:59uma parte do material, vira carvão, é naquele início.
- 34:03Ali se planta, é milho, se planta outros produtos e.
- 34:11Peço desculpa se planta pasto, né?
- 34:13Se planta pasto entre um boi de forma extensiva como garantia,
- 34:16ou a poder no futuro, ela pressionamento na região, muito
- 34:20por um aspecto de garantia da territorialidade.
- 34:22Então eu tenho uma propriedade nova.
- 34:25Eu quero mostrar que de alguma forma essa propriedade ela é
- 34:27produtiva. Eu coloco 16 dúzia de cabeça
- 34:30ligados ali, ligada ali, e começo a.
- 34:33Criar aqueles animais e a maioria dos produtores antigos
- 34:38não era a principal fonte de renda, né?
- 34:40Tinha outras Fontes, tinha que essa era uma característica
- 34:43geral da região, que quem tiver mudança de cenário.
- 34:46Uma das grandes mudanças do cenário que a gente vê na região
- 34:49é a seguinte, as áreas de produção de milho, as áreas de
- 34:53produção de soja, as áreas de produção de sorgo e gergelim,
- 34:58que está chegando aqui com um poço também.
- 35:00Elas são áreas que eram de pastagem degradada, ou seja, 20
- 35:05anos. 30 anos, essa região da percentualidade já era aberta.
- 35:09Já não eram mais floresta e aí a gente, essa região passa a ter
- 35:15ocupação diferente da agricultura.
- 35:17EE são fatores assim que a gente vê no dia a dia, a gente passa
- 35:20na estrada, a gente coloca bastante, a gente vai nos
- 35:23caminhos pelas nossas estradas, no meu caso, aqui na região
- 35:27nordeste do Palácio sudeste, aí que é sempre aqui do sul, do que
- 35:31para você ter ideia da dimensão, quando eu falo pelo sul do Pará
- 35:34eu rodei 850 km né, sul do Pará, pra ministro da aula.
- 35:38Então assim, a gente viaja e aí a gente vê essa mudança no na
- 35:42paisagismo da região. É qual é a nossa meta?
- 35:47É governamental a nossa meta de sociedade.
- 35:51A nossa meta de sociedade atualmente é desmatamento zero.
- 35:54Então, veja, a gente não está falando de parar a produção de
- 36:00grãos, a gente não está falando de parar a produção animal.
- 36:05Nós estamos falando de parar ou frear o desmatamento,
- 36:09principalmente o desmatamento controlado.
- 36:12É importantíssimo a gente lembrar para quem está nos
- 36:15ouvindo e por legislação ambiental, Amazônia,
- 36:20propriedades agrícola, Amazônia, 70% delas não pode ser aberto,
- 36:2530% da propriedade somente pode ser utilizada.
- 36:29Lembrar também que a amazónia hoje é uma grande produtora de
- 36:34produtos alimentares que alimenta uma boa parte do
- 36:39Brasil. Nós somos, eu vou falar do meu
- 36:42estado do Pará, mas aí a gente pode estender isso para mais
- 36:44regiões da Amazônia. Nós somos o maior produtor de
- 36:47vender do Brasil, nós somos o maior produtor de capital, somos
- 36:50os grandes produtores de coco, temos um polo de citros é e
- 36:55algumas regiões do estado também tem uma grande produção de
- 36:59bilhão, né? Sem contar bovino, cultura,
- 37:02agricultura, a produção de peixe que está crescendo.
- 37:05Então assim, quando a gente fala de agenda ambiental, essa
- 37:08conversa, essa colocação da crucificação do agronegócio né,
- 37:14dessa pressão como agre, o grande destruidor da floresta.
- 37:19Ela é muito superficial. Eu não estou dizendo, eu vou
- 37:22deixar isso claro pra todo mundo, tá nos ouvindo?
- 37:24Eu não tô dizendo que o agronegócio é um grande Salvador
- 37:28da Amazônia, eu não tô dizendo isso, só estou dizendo que isso
- 37:30é uma construção histórica, que nos cabe agora enquanto
- 37:33sociedade, reparar historicamente o meio ambiente,
- 37:37mas garantir que as pessoas que vivem aqui consigam ter renda
- 37:41para sustentar. E aí isso é uma coisa
- 37:44interessante da copa, a gente está conversando muito, né?
- 37:47E propostas sobre a copa? É, é de de valorização da
- 37:54floresta em pé. Ou seja, o produtor ser
- 37:57bonificado, é ou manter a floresta em pé, né?
- 38:01E a gente transformaria a gente em cuidadores de floresta.
- 38:04Mas, veja, a gente tem pessoas aqui, a gente tem.
- 38:09A gente tem uma, eu moro numa capital que tem aí alguns
- 38:12milhões de pessoas. EE, aí a gente vai, essas
- 38:17pessoas comem, né? A gente vai cortar tudo?
- 38:19Já que eu sei que é, a gente vai viver do que?
- 38:23O nosso custo de vida já é um custo alto que a gente compara
- 38:26com mais do Brasil quando a gente pensa, então, na produção
- 38:29animal e aí eu fico até feliz, porque, por exemplo, hoje eu
- 38:33vejo ovo regional ganhando espaço nos mercados.
- 38:36Pouco qualidade, né? O ovo foi produzido ontem pra
- 38:39aqui e a gente até um pouco tempo atrás no supermercado só
- 38:42via ovo São Paulo do sul, do Brasil, nordeste, então isso pra
- 38:48gente já é um avanço, a gente vai ter que avançar mais ainda
- 38:52nesse caminho, né? EE, como você citou ali a
- 38:55questão da agenda positiva, né? Qual é a agenda positiva que me
- 38:58faz conhecer pela amazónia? Esse esse é o grande desafio da
- 39:01copa e a gente delimitar os fatores da.
- 39:05Agenda da agenda ambiental. Entender que essa agenda ela é
- 39:11propositiva e ela tem que ser positiva, né?
- 39:14No sentido de que os produtores rurais, eles, os produtores
- 39:18rurais, que já segue a legislação brasileira, eles já
- 39:22preservam o meio ambiente. Ver como é é.
- 39:25É interessante essa lógica, né? E eu não como, eu não sou
- 39:29produto rural, sou professor de universidade, eu nunca tinha
- 39:31pensado nela, beleza, estudava conversando com o produtor e
- 39:34ele, ele falou uma coisa que é muito verdadeira para que as
- 39:37pessoas entendam se uma propriedade rural.
- 39:40Sofre desmatamento. Independente de quem fez o
- 39:43desmatamento, a responsabilidade é do produtor.
- 39:47Então, olha só, se o produtor não tiver 70% da área protegida,
- 39:52se ele não proteger as áreas de manancial, ele é multado.
- 39:56De quem? A quem interessa essas áreas
- 39:59permanecerem guardadas ao produtor?
- 40:03Então, o produtor ele vira em parte, guardião da floresta, ele
- 40:07vira em parte o cara que vai também proteger uma área da
- 40:11floresta, uma área estratégica na floresta.
- 40:14Para que ele não sofra os impactos negativos da da
- 40:16legislação. Então o produtor, ele tem essa
- 40:19essas 2 pegadas, né, no sentido de necessidade de guarda e de
- 40:25necessidade de seguir a lei, né? EE isso não teve que a lei é
- 40:32agora. Como a gente vai fazer isso?
- 40:35E aí esse nosso desafio, né? A gente tem desafiado e sido
- 40:38desafiado bastante pelos produtores.
- 40:41No sentido da redução de custos. Unidade de alimentação, né?
- 40:45O custo de alimentação da região ele é alto ainda é, a gente vê.
- 40:50Por isso a nossa linha de trabalho, né?
- 40:52A gente discute também bastante sobre.
- 40:56É é como avançar positivamente, legal.
- 41:01Na legalização da competição, né?
- 41:04Porque a ideia é que os produtores comecem também a
- 41:06adquirir. Somos produtores legalizados,
- 41:10sem problemas ambientais, sem problemas com escravidão, né?
- 41:15Região amazônica por ser uma região muito extensa.
- 41:19E por ser uma região muito em trechos muito isolados, de
- 41:23difícil acesso à seguridade social, ela é muito fragilizada.
- 41:28E aí, muitas das vezes, tem gente explora o recurso humano
- 41:33de forma, é muito análogo à escravidão.
- 41:36Então isso tudo e olha como é complexo.
- 41:39Produtor, né? Espera aí, eu não pretendo
- 41:41produzir comida que a minha fonte de renda.
- 41:44Se eu não produzir comida, eu não tenho comida no supermercado
- 41:48e ao mesmo tempo, eu tenho uma preocupação ambiental.
- 41:51Eu tenho uma preocupação económica e social.
- 41:55Se ele respirar fundo assim e o carrega no peito, assim 11,
- 41:59responsabilidade muito grande. Ele, ele quer se envolver
- 42:03economicamente. Ele pensa no seu entorno social,
- 42:07ele precisa pensar no seu entorno social, é e aí?
- 42:10E ele é mais grave, eu vou falar de social agora, ainda mais
- 42:14grave que isso eu acho. Fábio, Catarina, porque o
- 42:17entorno social, fragilizado, ele fragiliza, o produtor também, o
- 42:23produtor não consegue. A gente tem as questões dos
- 42:27níveis ambientais, dos crimes agrários.
- 42:30Desculpa, né? Roubo de mercadoria, invasão de
- 42:34propriedade. Marginalização da população
- 42:38rural, isso eu acho que o produtor também sofre um pouco,
- 42:43sabe? Porque é você imagina as tem
- 42:45regiões que não chega, existe aquele, não sei se aí tem, mas
- 42:49assim, alguma coisa aqui é que existe.
- 42:53É, é. Barco de polícia, né?
- 42:58A polícia militar anda de barco em compras regiões, por que que
- 43:02você não vai chegar numa propriedade sexta-feira de
- 43:04barco? Então Marco, né?
- 43:05Então você imagina um roubo nas propriedades e aí esses
- 43:09produtores fica um pouco fragilizado nesse aspecto.
- 43:11Por isso que a gente tem que ter a mesma preocupação com a
- 43:13seguridade social nas regiões. E uma questão ambiental?
- 43:18E a questão ambiental? Multiprodutores já
- 43:21internalizaram que não é só por uma questão de pressão externa.
- 43:25E não é só por uma questão de legislação.
- 43:28As pessoas, e aí eu falo, me incluo.
- 43:30Assim, as pessoas olham e dizem assim, mas espera aí um
- 43:32pesquisador ali do do Manaus, que publicou um artigo indicando
- 43:38que a cidade onde eu moro vai alagar parcialmente.
- 43:41Em 18 anos o meu filho não vai viver essa realidade.
- 43:46Então é, é. Há uma preocupação muito grande
- 43:48nesse aspecto também. Eu acho que a gente, a gente tem
- 43:51que pesar esses 3 fatores, esses 3 fatores que forem vistos
- 43:55isoladamente. Eles viram causa.
- 43:57A gente tem que enxergar eles é no ângulo de 360, tá?
- 44:01Sim. Acho que isso era uma algumas
- 44:04coisas que era importante a gente comentar, né?
- 44:07É muita coisa, né? E, enfim, o nosso tempo está
- 44:10acabando, né? Porque passou muito rápido.
- 44:14Eu acho que ficaram muitos assuntos para nós conversarmos
- 44:17de novo, isso sim, né professor? Eu acho que é importante todas
- 44:22essas reflexões, né? Vindas de quem é.
- 44:25Vive isso, né? E divulgar e.
- 44:32Passar isso adiante, né? Eu acho isso sempre muito
- 44:35importante, principalmente No No canal.
- 44:37Assim como um podcast que fala de de agricultura e fala de
- 44:41produção, animal é em português? Para nós aqui é.
- 44:47O escutarmos e termos acessos a acesso a todas essas
- 44:51informações. Eu quero te agradecer, professor
- 44:54Fernando, obrigada mais uma vez e também quero te deixar.
- 44:59A vantagem pra eu deixar a mensagem final, né, pra para as
- 45:02pessoas que nos acompanharam. É, eu tô ainda mais uma vez.
- 45:05É muito obrigado pela, pela oportunidade de falar, né?
- 45:09Eu sinto uma. Eu acho que até falei demais.
- 45:11Acima daqui, eu sinto a contabilidade.
- 45:14Em termos de de Amazônia, né, de falar de Amazônia?
- 45:17Eu acho que é uma responsabilidade muito grande.
- 45:20É, convido todo mundo. Tá?
- 45:22Vai ter AA parte social da copa, parte civil da cop, né?
- 45:27É. Convido todo mundo a acompanhar,
- 45:29a discutir, a se aproximar dessa discussão, né?
- 45:33Belém vai estar perdendo nos próximos 2 anos aí, com os
- 45:37preparativos, com as reuniões prévias, com os eventos
- 45:40governamentais. E acho que era importante também
- 45:45para as pessoas viverem um pouco dessa amazónia, né?
- 45:48Eu queria também deixar um agradecimento especial aqui AA
- 45:51todas as pessoas por todo, todos os jogadores que são parceiros.
- 45:54As empresas são parceiras, nossa aqui da universidade é que
- 45:58recebe nossos alunos, que treinam eles depois absorvem
- 46:01eles no mercado de trabalho. Eu acho que é isso, é
- 46:05diferencial, tá? E a gente e a gente tem visto o
- 46:09crescimento e o fortalecimento dessas propriedades desses
- 46:12produtores e dessas empresas ou por essa parceria.
- 46:17E era isso. Catarina, mais uma vez, muito
- 46:18obrigada pela participação. Por pelo convite e até a
- 46:23próxima, antes da cop 30, eu volto.
- 46:26Eu volto aqui. Nós que agradecemos e agradeço
- 46:29também a todos que nos acompanharam hoje e dizer que
- 46:33nós nos vemos em breve também.