Latest / Surra de Lúpulo / Encontros Selvagens - Apresentação com Bia Amorim e Diego Simão | Encontros Selvagens #001
Transcript
- 0:08Encontra o seu vagens, fermentando a brasilidade
- 0:12através dos líquidos. Bem-vindos, apaixonados,
- 0:30exploradores dos sabores brasileiros.
- 0:32Iniciamos agora um novo programa do nosso canal, surra de lúpulo.
- 0:37O encontro selvagens é uma série por temporadas que tem como
- 0:42objetivo trazer para vocês conteúdo sobre cervejas.
- 0:46Selvagens, essa série é apresentada por mim, Leandro,
- 0:50consumidor apaixonado por cervejas e apresentador do
- 0:55podcast surreal de lúpulo. Eu também estou aqui, Ludmila,
- 0:58mais conhecida como hipocondríacas familiar de
- 1:01cervejas e apresentadora do sul e de lúpulo, soube Amorim, sou
- 1:05sommelier de cervejas e publisher na farofa Magazine.
- 1:09Oi, meu nome é Diego Simon rizzatti, que sou formado em
- 1:12economista por uma, vamos dizer assim, uma sorte do destino, mas
- 1:16todo mundo me conhece como co. Fundador da cervejaria.
- 1:19Rosalinda e blender também. E olha só que chique.
- 1:21Eu também escrevo lá na farofa sou, fui convidado pela via.
- 1:25Não é só uma pessoa de sorte, muito bom.
- 1:28Diego conta pra gente o que que ajudou a gente a realizar os
- 1:32encontros selvagens. Olha, foi a boa vontade de muita
- 1:35gente do mercado cervejeiro em se encontrar e falar sobre
- 1:39cervejas selvagens, algo que começou como um desafio do
- 1:44pessoal que organiza a feira naturebas, que para quem não
- 1:47conhece a maior feira de vinhos. Naturais e selvagem do Brasil
- 1:51quando pediram para a gente organizar algum evento durante a
- 1:56semana do naturebas deste ano de 2022 para falar sobre cervejas
- 2:00selvagens. Então a gente assumiu ali uma
- 2:03tarefa, quase uma aventura, né? De montar uma conversa entre
- 2:07cervejeiros, entusiastas, sommelier entre pessoas do
- 2:12mercado, né? Pra gente tentar fazer um
- 2:14primeiro encontro de pessoas que consomem ou produzem ou vendem
- 2:20esse tipo de cerveja. Para discutir exatamente o que
- 2:23que é, né? Porque no fim, as cervejas
- 2:26selvagens, elas são um mundo dentro do mundo das cervejas que
- 2:32ele é bem pequenininho e ele é pouco compreendido.
- 2:35A gente vai pra um Monte de encontros de cerveja, a gente só
- 2:39vai falar de lúpulo de IPA, de pestre staut, de bitter de
- 2:43pilsen, e a gente acabou descobrindo que havia um
- 2:46espacinho ali no meio desse mundo.
- 2:48Para se criar esse primeiro encontro.
- 2:50Então a gente chamou várias pessoas, né?
- 2:53Principalmente aquelas pessoas que estavam próximas do evento
- 2:56pra gente. Sentar e conversar sobre
- 2:58cervejas selvagens, então foi assim, um momento muito
- 3:02divertido, e eu acho que emocionante de congregar muita
- 3:07gente no mercado, né? Desde pessoas como a cilene, até
- 3:12pessoas produtores como Alan da fermentaria, local que é uma
- 3:16recém entrante nesse mundo, pra gente conversar sobre isso.
- 3:19Então, mais do que nada, é mais paixão do que necessariamente
- 3:24razão, né? Legal demais, acho que isso
- 3:26também traz uma vertente gastronómica para cerveja.
- 3:30E aí eu acho que era legal a Bia também dar uma complementada
- 3:33nisso, porque ela é AA porta Bandeira, falando em Carnaval,
- 3:37aham, ela é a porta Bandeira desse assunto.
- 3:39Então assim, eu acho que era legal a gente falar um pouco,
- 3:41fazer um paralelo de repente da importância dessas cervejas tão
- 3:45complexas. As idas selvagens com a
- 3:47gastronomia, o que que vai casar com isso?
- 3:49O que que vai ajudar a Bia? Eu acho que você podia dar uma
- 3:51empurrada nessa para nós. Aí a gente acabou entrando, né,
- 3:54Diego? Ali em alguns lugares
- 3:57inesperados, dentro das conversas.
- 4:00Muito também dentro de um debate que eu, Jairo e Fabrício da
- 4:05sala, a gente trouxe, que é o cerveja e gastronomia mesmo e
- 4:10inesperadamente, um sommelier se levanta da plateia e vai até ali
- 4:16na frente pra falar um pouco sobre a experiência dele como su
- 4:20milliet em um restaurante e as cervejas ácidas.
- 4:23Então acho que a gente consegue nessas transversalidades de
- 4:28assuntos, desde o conceito do que é uma cerveja selvagem,
- 4:32hasta e afins. Então, talvez, da acidez ao
- 4:35copo, no sentido de, e essa cerveja, na sua melhoria no
- 4:40serviço, na gastronomia, na combinação, nesse olhar
- 4:45gastronômico, isso aí você acredita nisso também, né,
- 4:47Diego? Eu já ouvi você falar muito
- 4:49sobre isso, dessa necessidade, da aproximação da cerveja com a
- 4:52alta gastronomia para colocá-la num patamar diferente, enfim,
- 4:56equiparar. Sei lá, você acredita nisso
- 4:58também, né? Sim, e também tem um pouco,
- 5:01vamos dizer assim, de movimentos, entre aspas
- 5:04estratégicos da própria cervejaria.
- 5:06A gente imagina que dentro dos espaços que a gente pode estar,
- 5:10enquanto cerveja ácida complexa, né, ou cerveja selvagem une, a
- 5:16gente tem que superar o espaço que tá lá para os birgitz que a
- 5:20gente entra e sempre se coloca nas cervejas, que são mais,
- 5:26entre aspas. Ripa da ou que tenha um local
- 5:29mais especial na no coração dos cervejeiros, como um cervejas
- 5:33que vão ser consumidas, principalmente por birgitz.
- 5:36Mas a gente tem que sair desse mundo que é extremamente
- 5:38limitado e levar isso pro mundo inteiro, né?
- 5:41Então, uma das formas que a gente, né?
- 5:44Através de olhar para o mercado e pensar, onde é que a gente
- 5:47poderia entrar? E me parece que é muito
- 5:49importante a gente conversar, principalmente com o finidi, né,
- 5:53que é, entre aspas, alta gastronomia ou de serviço de um
- 5:57melhor não dizer assim, de hospitalidade, extremamente de
- 6:00Extrema qualidade é que eles são formadores de opinião para
- 6:04gastronomia em geral. Então a gente tem aqui uma
- 6:07necessidade de entrar no fini, nem para que lá demonstrada a
- 6:11possibilidade. Que a é possível harmonizar
- 6:13cervejas selvagens com pratos elaborados.
- 6:16Que isso vá descer para toda a cadeia da gastronomia, porque é
- 6:20muito fácil para gente falar para nós mesmos, para o nosso
- 6:23público, que existe sim, uma harmonização absurdamente
- 6:27perfeita entre cerveja selvagem. Se findar nem qualquer tipo de
- 6:32comida. Mas para os chefes de cozinha
- 6:35eles não sabem e sommelier de ou os Heads ou milhares desses
- 6:39grandes restaurantes, eles até sabem.
- 6:42Mas só que eles não têm essa capacidade ainda de introduzir.
- 6:46Então, existe uma necessidade de construção de pontes que está
- 6:50começando. Esse encontro foi uma das
- 6:52primeiras. A gente foi lá.
- 6:53Como disse a Bia tabor. Edson, ele eu acho que era do
- 6:55Maninho, e daí? O Edson ele estava lá e falando
- 6:58de como foi botar alguma cerveja lá.
- 7:00Mas e assim, totalmente desastrado, porque dava pra ver
- 7:04aqui na fala dele. Ele tava falando numa época onde
- 7:08ele estava usando cervejas que eram standard, o Rui que o.
- 7:13Vamos dizer assim, Oo shelf life ou se a gente vai dizer que a
- 7:17validade da cerveja era muito baixa, então a gente tá falando
- 7:20de cerveja selvagem, a gente tá falando de um shelf life muito
- 7:23longo, né? Hoje, as cervejas da coisa linda
- 7:25saem com 10 anos de garrafa, né? A partir dessa safra, então, são
- 7:29cervejas que são para guarda, que são pra tu ter lá na, na sua
- 7:33adega do estoque do fini, e deixar envelhecer inclusive.
- 7:36Então a gente precisa se comunicar, né?
- 7:39Mas daí a gente chega nesse lugar onde esta cerveja ela vai
- 7:42ocupar os mesmos espaços. Que ocupam as garrafas de vinho
- 7:46que tem. Tem tempo que numa refrigeração
- 7:49ali de temperatura ideal, de conservação, de apresentação, de
- 7:55conversa, de diálogo, de convencimento do paladar, exato,
- 7:59sim, de maior valor agregado. De outro hábito de consumo, não
- 8:03é mais rápido de consumo, de volume, é o consumo pelo momento
- 8:06e pelo paladar, né? Pelo saborear e não do volume do
- 8:10marcar o tempo. Isso EE só pra finalizar essa a
- 8:14estrutura do pensamento. A gente começou a entrar no
- 8:17naturebas não como uma curiosidade, mas com o intuito
- 8:21muito prático, de que era a gente tinha que dialogar,
- 8:24confinei que ia lá sempre nessa feira, né?
- 8:27E eles iam para consumir algo que é um produto que é
- 8:30extremamente parecido com o nosso, que é o vinho natureba,
- 8:33que são vinhos de produção com fermentação selvagem, né, ou
- 8:37descontrolado, onde a gente se encaixa também, e daí?
- 8:40Eu sempre coloco essa pergunta pra todo mundo, se o pessoal do
- 8:44vinho selvagem está dentro do dom.
- 8:46Por que que a gente não pode estar porra?
- 8:48Excelente pergunta. A gente já tem cervejas
- 8:51excelentes para entrar lá, acabou de ter agora a entrada de
- 8:54uma cerveja da sala lá. Mas é uma cerveja e vai ficar
- 8:58jogada no canto do menu. Então não existe lá um
- 9:01exercício, por exemplo, de fazer uma degustação com diferentes
- 9:05anos da sala ou da coisa linda ou da fermentaria local.
- 9:09Então acho que a gente deve entrar nesses espaços e
- 9:12conversar, né? Sim, a última vez que eu estive
- 9:15em Parati eu dei a sorte de cair numa conversa com o trago.
- 9:19E daí? Outro a gol chegou.
- 9:22O que que é cerveja selvagem? Um chefe renomado nacionalmente
- 9:26e não sabe o que que é cerveja, é selvagem.
- 9:28Então a gente tem que construir essas pontes só de eu ter
- 9:32conversando com ele, falado sobre o que que é e daí ele fica
- 9:35entusiasmado de ouvir que a gente usa a madeira nacional,
- 9:38que é tudo com um microrganismo nacional, então a gente tem que
- 9:41correr atrás. Então o encontro das cervejas
- 9:45selvagens, ela é uma construção de pontes de mercado, maneiro,
- 9:49né? Ela não é a gente não está
- 9:50falando só por paixão. Né?
- 9:52A gente está ali falando com o objetivo Claro de ocupar espaços
- 9:56que a gente tem que ocupar, que a gente não pode mais ficar
- 9:59falando só para nossa bolha, sim, maneiro.
- 10:02E aí você está falando muito dessa motivação para poder criar
- 10:06esse o encontro do mundo da cerveja selvagem brasileiras,
- 10:09né? E aí eu queria entender, assim
- 10:11como é que essa ideia foi construída, já que a motivação
- 10:14acho que já ficou Clara nesse papo que a gente teve aqui agora
- 10:17não. A ideia foi quase uma demanda
- 10:19que o pessoal que der dos encontros da feira naturebas.
- 10:23Pediu pra gente criar um encontro sobre cerveja e
- 10:25selvagens, porque eles olham pra gente com olhar de curiosidade,
- 10:30mas sabem do tamanho do mercado cervejeiro também, né?
- 10:33Porque é muita gente, né? A gente vai falar aí que vai ter
- 10:36cerveja, vinhos naturebas. A gente está falando do universo
- 10:40aí de sei lá, de máximo 20 produtores só no projeto mani
- 10:44poeira, que é um projeto que foi recém feito para fazer cerveja
- 10:48selvagens no Brasil, tem 53 cervejarias, então no primeiro
- 10:54projeto que a gente tava fazendo colaborativo, então o nosso
- 10:56universo, ela é muito grande. EE por mais que ele seja ainda
- 10:59novo e a gente esteja dando pequenos passos e tem Claro,
- 11:04muitas coisas a se observar, a gente tem aí uma, vamos dizer
- 11:08assim, uma expectativa do mercado da gastronomia sobre a
- 11:11gente também. Então a gente tem que
- 11:13corresponder a eles. Então essa entrada aí pra fazer
- 11:17esse encontro que foi uma demanda do pessoal da feira
- 11:19naturebas apareceu, foi cumprida em e a gente saiu do primeiro
- 11:25encontro com uma sensação de por que que a gente não fez antes?
- 11:28Tá ligado? O que que não fez mais?
- 11:31Tenho muitas perguntas. São muitas as dúvidas.
- 11:35É. Então assim foi algo muito legal
- 11:38assim, porque no final, como eu falei para vocês, a gente tá
- 11:41fazendo isso Claro, com o intuito que é mercadológico e
- 11:44tudo mais. Mas ao sair dessa primeira
- 11:47discussão sobre o primeiro, para se dizer o que que é realmente,
- 11:51né? Cerveja selvagem, o que não é só
- 11:53cerveja selvagem. Foi uma conversa muito rica e a
- 11:57gente viu assim no olhar e na cara de todos os cervejeiros.
- 12:01E outros espectadores que estavam lá, à vontade Extrema de
- 12:06vamos dizer, assim, de querer construir mais sobre isso é, Eu
- 12:09Acredito que a gente abriu uma porta que não dá mais pra
- 12:12fechar, legal. Eu acho que, para contextualizar
- 12:16quem está ouvindo, a gente que tá ouvindo o primeiro encontro
- 12:18selvagem, Serra bacana a gente falar que esse papo é uma grande
- 12:22introdução. Leandro falou disso bem No No no
- 12:24comecinho pra essa temporada que vai trazer todo o conteúdo que
- 12:28aconteceu em junho de 20 e 22, perto ali da feira naturebas,
- 12:32dentro mais uma atividade da naturebas.
- 12:34Então tudo o que a gente vai ver do segundo episódio em diante
- 12:37foram as gravações que aconteceram lá, ou seja,
- 12:40absolutamente rico. É.
- 12:41É como se você tivesse podendo provar o que está rolando lá sem
- 12:45ter estado lá. Sem saber o que vai acontecer.
- 12:47Então assim, por que que foi escolher desse momento da
- 12:50naturebas para rolar esse encontro?
- 12:52Assim, só pra gente dar depois desse disclaimer, essa
- 12:55informação, por que foi escolhido especificamente esse
- 12:57momento? É pela própria existência da
- 12:59feira naturebas, acontecia aquela semana e aquela semana
- 13:02foi escolhida para fazer esse primeiro encontro selvagem,
- 13:06juntando toda essa necessidade que a gente falou até agora, né?
- 13:09Que é construir pontes com a galera que está na outra ponta
- 13:13de gastronomia, porque a gente sabe que o pessoal de São Paulo
- 13:16e de outros restaurantes diferen.
- 13:18Do Brasil inteiro vão na feira naturebas.
- 13:21Então a gente teve gente que foi na feira naturebas e também foi
- 13:26no encontro das cervejas selvagens.
- 13:28Então a gente está olhando para o calendário da gastronomia, que
- 13:32é uma data importante, que é a feira naturebas e trouxe o nosso
- 13:35objeto pra mesma semana, exatamente para poder absorver
- 13:40um pouco desse movimento de encontrar essas pessoas ali.
- 13:43Então a gente teve o primeiro ano que foi feito bem assim, de
- 13:47forma muito rápida, em cima da hora.
- 13:49Mas ainda sem um excelente conteúdo e a gente quer que no
- 13:52próximo ano a gente tenha maior participação do mundo da
- 13:56gastronomia, porque a gente quer levar chefe pra lá.
- 13:59A gente quer falar o run Red sommelier desses locais para
- 14:03levar eles a conhecer as possibilidades de se trabalhar
- 14:07com esse tipo de cerveja. Então a data foi muito através
- 14:10da demanda mesmo. Então a gente está querendo
- 14:13realmente conversar com quem não é da nossa bolha perfeito.
- 14:28E aí, vamos falar então, já que foi esse evento rico que
- 14:31aproveitou essas visitas, esses encontros, como foi a escolha
- 14:34dos temas e participantes para esses debates e o que que os
- 14:38nossos ouvintes vão poder esperar aí desses próximos
- 14:42programas? Puxa aí, Bia.
- 14:43Primeiro próximo episódio foi a primeira palestra, já chegou
- 14:47muito. Na ideia do que, do que todo
- 14:51mundo aqui pode estar se perguntando, né, o que é uma
- 14:54cerveja selvagem? Assim, a cerveja é selvagem
- 14:57desde sempre, né? Diego, então tem essa questão,
- 15:00mas tem uma questão do olhar que a gente está fazendo para o que
- 15:04é cerveja selvagem agora, no século 21 no Brasil, como é que
- 15:10a gente está lidando com isso? A questão dos debates, dos nomes
- 15:15como o Diego falou, tem muito a ver com as pessoas que já
- 15:17estavam ali pro naturebas. O run, as cervejarias, os
- 15:21produtores que iam participar da feira e algumas pessoas chave do
- 15:26mercado que iam ter essa, talvez essa experiência aí, né?
- 15:32Com a cerveja, com as cervejas ácidas complexas, é.
- 15:36É muito difícil sempre fazer essa curadoria, né?
- 15:38Diego? Tanto do assunto quanto das
- 15:40pessoas é e foi muito interessante que nesse primeiro
- 15:43papo, né, que é OAA discussão do que que é cerveja selvagem?
- 15:47A gente trouxe o Alan, que é da fermentaria local.
- 15:50Janiro daqui do estado de São Paulo é, e ele também estava lá
- 15:54na feira naturebas. A gente inclusive, se conheceu
- 15:57pessoalmente por conta da feira no ano anterior, e ele fazia um
- 16:01trabalho excepcional com cervejas, usando microrganismos
- 16:04locais e fazendo produções extremamente inusitada.
- 16:08EE obviamente, eu estava lá como mediador e também contribuindo
- 16:13na discussão. Então a gente tinha 2
- 16:15produtores, né, de cerveja selvagem, mas ao mesmo tempo a
- 16:18gente trouxe a Carola, né, que é uma pesquisadora, diz.
- 16:22É leveduras. Extremófilas da USP e que está
- 16:25junto no projeto, inclusive mani poeira.
- 16:27Ela é a coordenadora do projeto científico maneiro.
- 16:30E foi interessante porque a discussão ela não era apenas
- 16:34filosófica. A gente estava fazendo uma
- 16:35discussão sob o olhar da microbiologia para entender,
- 16:40quando é que uma levedura, ela é selvagem e quando ela deixa de
- 16:45ser selvagem, porque não é simplesmente a gente fazer uma
- 16:48cerveja com brettanomyces que ela é uma cerveja selvagem.
- 16:51Então essa primeira discussão ela demonstra como existe uma
- 16:55tecnicidade para se realmente determinar o que que é uma.
- 16:58A cerveja selvagem e o que que não é e por que que existe tanta
- 17:02confusão? Quando a gente fala que qualquer
- 17:04cerveja com bret, ela é selvagem, então a gente trouxe
- 17:08pessoas que estão discutindo isso.
- 17:10Filosoficamente, ao mesmo tempo que está trazendo a ciência para
- 17:14explicar o fato. Então até AA gente, quando eu
- 17:18fiz ali a construção das mesas de discussão, foi um a
- 17:23construção de uma ideia como todo, né?
- 17:25A gente começa a discutindo o que que é, o que que é essa
- 17:27coisa? Tem de característica, né?
- 17:30Que seria a próxima mesa, que é se a cerveja tem ter ou não, né?
- 17:34E daí? Foi uma discussão que onde
- 17:36estava eu, a Bia e a cilene saurimo, que o peso dessa pessoa
- 17:40é enorme na numa discussão, né? Tá?
- 17:43Falava essa mesa não caiu não. É assim, tipo tu parou para
- 17:49escutar a cilene e a cilene como uma pessoa que trabalhou do lado
- 17:54das grandes corporações na área de educação, consultoria para
- 17:58pequenas empresas, ela tem uma visão assim muito completa, né?
- 18:02Do que que está acontecendo? Então pra gente foi muito
- 18:05enriquecedor, porque a gente saiu dessa discussão do que que
- 18:08era pra depois falar um pouco sobre como é que é, né?
- 18:12Quais que são as qualidades, né, Bia e eu acho que foi uma
- 18:15discussão assim, extremamente rica aí nessa.
- 18:17Nessa nossa discussão, não só um parênteses aqui da última vez
- 18:21que a gente conversou com a cilene numa gravação, eu fiquei.
- 18:25Botei uma coisa na cabeça que nunca mais saiu, que os rios
- 18:27aéreos afetam o terroir do Brasil.
- 18:29Acabou. Agora eu fico olhando tu clima
- 18:32tempo, essas coisas, falou, cara, vai dar merda.
- 18:34Essa coisa vai atrapalhar o seu, sabe?
- 18:36Ferrou, dá uma loucura isso. AA cilene, ela explode as
- 18:39cabeças, é você entender para onde vai o pensamento da pessoa.
- 18:44A gente tá falando de terroir, aí a gente fala de biomas.
- 18:48E aí a gente vai falar de rios flutuantes?
- 18:51E tem muita coisa pra falar, né? Poxa vida, com certeza.
- 18:55E aí você já falaram das primeiras 2 palestras?
- 18:57Pelo que eu entendi aí, né, que é mais que teve de assunto de
- 19:00convidado e assunto pra gente contextualizar o pessoal, o que
- 19:03que eles vão ouvir por aí, meus amigos, é, eu acho que daí, logo
- 19:06depois dessa, logo depois dessa segunda conversa, a gente fala
- 19:10do terruá, que ela classifica um pouco sobre a natureza do que
- 19:14que é ser uma cerveja selvagem. Depois que a gente primeiro
- 19:17classifica, o que que é uma cerveja selvagem?
- 19:20Depois a gente diz como é que ela é?
- 19:22E na terceira a gente já começa a falar um pouco de como a gente
- 19:26trabalha, essa cerveja é selvagem, que foi a conversa
- 19:29sobre gastronomia que a Bia foi a mediadora, inclusive da mesa,
- 19:33e daí tem 11 sequência de falar sobre sabor e é combinações ali.
- 19:39A mesa esta coisa também da sumeria, mas também essa de tão.
- 19:43Mas a cerveja, ela é a gastronomia, então essa cerveja
- 19:47é selvagem, mas aí tem a ver com culinária também.
- 19:50E aí, como a gente disse. O papo foi com o Fabrício, da
- 19:54Salazar, e o Jairo, que a sommelier, e daí?
- 19:57Coffee break, né? Porque a gente daí fez um
- 20:00merece. Pessoal, tudo com cerveja na
- 20:04mão, então foi um evento muito gostoso.
- 20:07Ele também pela escolha do local que os assuntos tem uma
- 20:12profundidade, mas você está ali escutando e debatendo com a
- 20:17pessoa, às vezes do lado e tomando uma cerveja, uma tacinha
- 20:20igual. Eu estou com a minha tacinha
- 20:22aqui de Praia do Meio, hoje na mão, não louco, olha Ela E Eu
- 20:27acho que tem a ver muito, a gente come o mercado cervejeiro
- 20:31como profissional da cerveja. Quando a gente tá é CLA, coisa
- 20:34do eu tô no bar debatendo, mas eu estou com a cerveja, que é o
- 20:38objeto da discussão e aí acho que tem tudo a ver.
- 20:42Virou um evento muito leve, né? Diego?
- 20:45Assim onde as pessoas podiam estar ali sentindo essa energia,
- 20:49essa mudança, enfim, e são discussões que vão para além da
- 20:53questão produtiva, né? Que é mais a gente teve
- 20:56discussões do que que é, né? Então são bases mais
- 21:00conceituais, é tem colega nossa que vocês vão conversar com eles
- 21:04no último episódio dessa, vamos dizer série de.
- 21:07Encontros que ele veio com uma crítica que eu achei muito
- 21:11legal. Na hora foi meio impactante, mas
- 21:13ele falou assim, é maravilhoso, gente, foi muito legal o
- 21:17encontro selvagem. Mas vocês discutiram muito sexo
- 21:20dos Anjos e foi porque era necessário.
- 21:24E ainda é quando a gente se pega muito no fato de que a gente,
- 21:28principalmente no mercado standard, a gente não discute o
- 21:31que que é cerveja? A gente não consegue discutir a
- 21:35construção da cerveja, a gente vai apenas para execução.
- 21:39Então, antes da execução, a gente precisa ter essa discussão
- 21:42de o que que a gente está fazendo?
- 21:44Mas ao mesmo tempo é válida, né? AA crítica de como a gente
- 21:48constrói isso, que a gente está discutindo.
- 21:51Então, esse primeiro, os episódios que a gente está
- 21:53construindo aqui é mais sobre essa discussão do que que é uma
- 21:57base filosófica a gente ter certeza do que a gente está
- 22:00fazendo, porque a partir do ponto que a gente transforma
- 22:03tudo isso, de padronizar tudo parte para um mercado que ele é
- 22:07diferente disso, que a gente está falando.
- 22:09Cerveja e selvagens não têm e não terão uma padronização que
- 22:15quando a gente fala de cerveja, de ter o ar, quando a gente fala
- 22:18de cerveja e selvagens, elas tão muito ligadas à expressão do
- 22:24produtor, que é uma expressão artística e cultural, porque
- 22:28existe ali uma arte no fazer. Existe uma cultura na decisão
- 22:31dos caminhos que ele vai tomar. Até que foi a grande discussão
- 22:35da mesa número 2 com a CNI. Porque a gente entrou num debate
- 22:39bem acalorado. E sobre a influência do homem no
- 22:43terruá, né? Que eu defendo AA ideia de que o
- 22:47terruá é influenciado pelo homem.
- 22:49Já silene, não. Então, essas discussões são
- 22:51ótimas pra gente saber até onde a gente intervém.
- 22:55Na cerveja, por exemplo também. E por mais que isso tudo pareça
- 22:58muito confuso na hora pro produtor faz muita diferença.
- 23:02Eu gosto muito da camiseta Diego, criado solto, é esse
- 23:08bicho solto aqui no Rio seria bicho solto.
- 23:11É, e vem cá, você já fala isso para as tuas cervejas, né, Diego
- 23:15da safra? Você acha que com essa
- 23:17mentalidade, com essa visão chegando mais perto da alta
- 23:21gastronomia ou e não, não só da alta gastronomia, mas da
- 23:24gastronomia? A gente está trazendo a cerveja
- 23:27mais pra perto do com essa mentalidade da safra e menos da
- 23:30ideia industrial mesmo? Sim, com certeza é uma
- 23:33necessidade, porque quando a gente faz cervejas selvagens, a
- 23:38gente não pode ter controle de temperatura na produção.
- 23:41Enquanto não tem controle de temperatura, tu sempre vai ter
- 23:45uma sazonalidade nos resultados que vai ser influenciado pela
- 23:48variação de temperatura. Então, por exemplo, ano passado
- 23:51a gente teve um verão muito seco aqui em Florianópolis, esse ano
- 23:54estava chovendo. AA pica tipo, tá caindo o mundo
- 23:58aqui em Florianópolis. Em contraste que o inverno foi
- 24:01bem mais frio do que do ano retrasado.
- 24:03Então essas diferenças de temperaturas refletem na cerveja
- 24:06sur? Une então a questão da safra,
- 24:09ela não é uma questão de opção, ela é uma questão de imposição.
- 24:13Da natureza sobre os nossos produtos, então é muito
- 24:17necessário falar sobre safra e obviamente que quando tu vai
- 24:20dizer à essa safra, também tem certas regras a serem seguidas,
- 24:24porque não adianta fazer só porque tu rotulou naquele ano
- 24:27que ele é daquela safra. Então todas essas discussões que
- 24:31são muito técnicas também, porque elas são das definições
- 24:34do que que é, o que que não é? Elas precisam ser feitas, mas é
- 24:37um caminho assim, sem volta. E para quem faz cervejas
- 24:41selvagens e até, por exemplo, se a gente olhar para.
- 24:45Definição de wild, eu que saiu pro concurso do World Beer Cup
- 24:50desse ano, tava uma descrição perfeita, assim é cerveja
- 24:53selvagem. São aquelas que são feitas sem
- 24:56inóculo, que saíram de algum laboratório, tem que ser
- 24:59próximas da sua cervejaria, então tem que esquecer essa
- 25:03ideia de que há. Usei uma brettanomyces que eu
- 25:06comprei no laboratório x agora a minha cerveja é selvagem, não
- 25:10essa tua cerveja. Ela é uma fermentação mista,
- 25:13cerveja é selvagem, é quando tu vai na natureza.
- 25:15Acolher esses microrganismos, então, tipo, todo ano que tu vai
- 25:19colher esses microrganismos, vai ter uma diferença de ano a ano.
- 25:22Então por isso que safra hoje é um.
- 25:24É algo imprescindível, assim como ter OA é algo que eu acho
- 25:28que ainda se fala muito pouco na cerveja, mas a gente pode
- 25:32levantar essa Bandeira até de forma, vamos dizer assim não.
- 25:36Inédita, mas de forma mais vanguardista aqui no Brasil, e
- 25:40trazer essa discussão para a gente, sabe, eu.
- 25:43Eu trago sempre um algumas afirmações que o pessoal acha
- 25:47que é polêmica. Porque a gente tem uma
- 25:49mentalidade muito provinciana de que a gente está sempre atrás de
- 25:52todo mundo e não necessariamente essa discussão de ter o ar, por
- 25:57exemplo, é uma discussão que nos Estados Unidos é muito fraca,
- 26:00porque lá se preza pela repetibilidade do produto.
- 26:04Então a gente pode sair dessa caixa e abriu um mundo
- 26:07totalmente novo e de repente, esse é um dos caminhos, por
- 26:10exemplo, para olhar para uma escola nacional.
- 26:14Realmente não estou dizendo que a escola nacional tem que ser só
- 26:16de cervejas ácidas e que vá começar na cervejas ácidas, mas.
- 26:20Parte dessa escola nacional, ela vai estar aí nesse caminho
- 26:23legal. Então vamos lá só pra gente
- 26:25organizar o pensamento estratégico desse papo.
- 26:28Já falamos de 3 palestras, se não me engano que havia falou
- 26:32que parou no coffee break. Tem mais 2 ainda tem mais 2 que
- 26:35tem tudo a ver com o que o Diego estava falando e essa quarta
- 26:40palestra foi, insumos locais e orgânicos visando cervejas
- 26:44selvagens. No papo participou o Fabrício
- 26:47Almeida, da Salazar, o Alan da fermentaria e o pintado, que é o
- 26:52Cristiano lanza, que é engenheiro Florestal e também
- 26:55cervejeiro caseiro. Vão se encontrando os assuntos,
- 26:59né? Sim, a gente tá falando aqui de
- 27:01ter o ar depois, então a gente está falando de insumos e foi.
- 27:05Foi divertida. Conversa com eles foi divertida
- 27:07e também a escolha foi direcionada, porque para vocês
- 27:12que estão escutando aqui essa introdução aos encontros
- 27:15selvagens, quando eu escolhi esses nomes, o pensamento foi o
- 27:18seguinte, a gente estava no meio do naturebas, que se trata de
- 27:21produtos orgânicos, e a gente tem que começar a tratar da
- 27:24sustentabilidade em cervejarias para fora da.
- 27:27Construção de cervejaria aqui quando a gente fala em
- 27:30sustentabilidade em cervejas, a gente ai tem que economizar água
- 27:33e luz e para nisso? E na verdade a gente tem que
- 27:35começar a usar insumos orgânicos, insumos locais, né?
- 27:39Vê a cadeia e disse, ô, 2 de carbono e tudo mais.
- 27:43Mas essa entrada deles foi porque usa lás tá dentro de uma
- 27:46fazenda orgânica. Aham, a gente foi falar com o
- 27:49Alan, porque a ideia dele é usar em somos locais e ele tem tido
- 27:54sucesso em fazer isso. E o Cristiano anza ele é um
- 27:57engenheiro. Florestal que trabalha com
- 27:59agrofloresta, então é é da coleta e trabalho de produção
- 28:05agrícola dentro de Floresta para trazer insumos.
- 28:09Não apenas leveduras, mas trazer também frutas, uvas, adjuntos,
- 28:15raízes. Então tudo isso que vai além da
- 28:18produção, por exemplo, da cevada.
- 28:20Ele é um cara pra conversar, então foi uma discussão muito
- 28:23rica, porque pra começar a gente não fala disso em cerveja, né?
- 28:27A gente não fala. Tudo mal pega uma cerveja
- 28:30orgânica e a gente mal fala sobre cervejas que são com
- 28:35insumos totalmente produzidos no Brasil e quando sai, o pessoal
- 28:38faz nova, é a nossa cerveja nacional.
- 28:41Aham, ela é toda com insumos locais, a coisa linda faz com
- 28:45todos os insumos são de Santa Catarina, mas não fica botando
- 28:49isso toda hora no ar, porque deveria ser uma obviedade, já às
- 28:53vezes é bom ser redundante para não ser omisso.
- 28:57Assim a gente aprende na faculdade de direito.
- 28:59Fica a dica, ai ai, não é verdade?
- 29:03E, por fim, o quinto papo foi um papo que ele já tinha uma √(1)
- 29:08pouco mais independente em relação aos outros, mas ele
- 29:11estava mais conectado, né? Principalmente com o assunto da
- 29:16naturebas, que é vinho, né? Então a gente fez uma conversa
- 29:20sobre produção de cervejas selvagens que usam uva, então a
- 29:25gente trouxe o Ivan, que é do projeto coisa Bela ali, que a
- 29:30gente participa. O rune ali cereja, né?
- 29:32Que trabalha muito com produtores de de Nicolas e
- 29:37trouxe uma visão bem interessante sobre essas
- 29:39produções, EEO Beto, da trilha e o Beto da trilha que o Beto da
- 29:44trilha também já fez cervejas com uvas e também para trazer um
- 29:48pouco a baila a discussão do uso de barris na produção de
- 29:51cervejas com uvas e barris. Então foi uma discussão bem
- 29:56interessante, bem reconhecedor para principalmente mostrar, né?
- 30:00Que? A gente pode trazer a produção
- 30:03de cervejas selvagens, onde vamos dizer os microrganismos,
- 30:07vendo adjunto, então a gente vai fazer uma cerveja com caju, por
- 30:12que que é um microrganismo não vendo caju à vamos fazer aluar,
- 30:16né? A cerveja com abacaxi em vez da
- 30:18gente só simplesmente jogar o abacaxi na receita.
- 30:21Como há uma cerveja com abacaxi, a gente pode trazer um
- 30:24microrganismo do abacaxi, fazer uma cerveja selvagem a partir
- 30:28dos microrganismos do abacaxi legal, então.
- 30:31Construir uma identidade microbiológica independente.
- 30:37Do que a gente costumeiramente traz nessas cervejas, né?
- 30:41Porque a gente fala muito sobre cervejas com frutas serem
- 30:45espelho ou Sá virou uma cerveja nacional que foi, inclusive, é o
- 30:49relato de 11 das frases bem impactantes que já teve num
- 30:54surra de lupo com a Kátia Zanatta.
- 30:57A Kátia Zanatta falou isso. Eu dei toda a razão, porque não
- 31:00adianta só botar fruta e chamar de cerveja Brasileira, a gente
- 31:03vai fazer uma payu com abacaxi, aí vai chamar esse de
- 31:07Brasileira? Não.
- 31:08Porque a gente está fazendo uma paywall que tem todas as
- 31:11características selado, mapeia o inglês e bota abacaxi no meio.
- 31:14Há não virou Brasileira, não, não virou porque a gente está
- 31:17simplesmente fazendo uma variação com uma fruta que
- 31:21inclusive se compra lá Na Na Inglaterra, que eles podem
- 31:24fazer. Então a gente tem que fazer algo
- 31:26que tenha realmente uma identidade nacional e isso vem
- 31:29através da fermentação, da estruturação estilística
- 31:32sensorial que esses microorganismos que não são
- 31:35usuais, não lá na Inglaterra vão fazer aqui.
- 31:39Aonde a temperatura nossa local vai fazer a personalidade dessa
- 31:42cerveja, ou seja, a gente tem vários fatores que trabalham
- 31:46para a produção de uma identidade estritamente nacional
- 31:49e não uma cópia do que está sendo feito lá fora.
- 31:52Legal. Como a nossa pauta foi pra cima
- 32:07há muito tempo, né, gente? Vamos aqui fazer costume, fingir
- 32:10costume, mas a pauta foi jogada pra cima há muito tempo.
- 32:13Eu acho que era um negócio muito legal.
- 32:15A gente tenta trabalhar de uma forma educativa em todos os
- 32:18programas que a gente faz e no encontros não vai ser diferente,
- 32:20porque a gente quer que as pessoas se aproximem desse
- 32:22assunto, porque se a gente também transformar isso aqui num
- 32:25super bicho de 7 cabeças? Afasta, né?
- 32:28Assusta o ruim, então eu queria propor aqui rapidamente uma
- 32:32sugestão de um glossário, sabe? Do tipo assim, cheguei aqui
- 32:36agora, não faço ideia do que estão falando comigo.
- 32:39Então, por exemplo, você já falou de safra?
- 32:41Acho que a gente podia brevemente, as pessoas têm noção
- 32:44do que que é safra no vinho. Você já falou de cerveja, é
- 32:46selvagem, é diferente de você, tá usando uma brecha, você tá
- 32:50então o que que é, selvagem, que que é safra você já falou de
- 32:53microrganismos? Bia também saca alguma coisa,
- 32:56dessa coisa da gastronomia aí que combina com essa edificação,
- 32:59sei lá, vamos fazer um glossário para aproximar as pessoas da.
- 33:02Cerveja é selvagem, pediu um negócio de clima, de tensão à
- 33:06meus amigos, se instaurou um clima tenso, exato, vai ficando
- 33:12um clima insustentável, mas na verdade, é uma discussão até que
- 33:17a gente teve. O Diego me deu uma baita de uma
- 33:21aula. Não é algo que cabe rapidamente,
- 33:24que é entender realmente as nomenclaturas, né?
- 33:28Fazer essa tradução se a gente está falando de fazer ponte, a
- 33:30gente também está falando de traduzir.
- 33:32Exato, exato. Então vamos pegar no fácil aqui.
- 33:36Isso. Safra é o ano boa agora, Diego.
- 33:40A safra é quando é envasado. Quando começa a fermentar, é de
- 33:451 ano para o outro ou você vai fazer 2021, 22, aí você tem um
- 33:50outro tópico, né? Tem um tópico de como definir a
- 33:53safra. Até quando eu comecei a, por
- 33:56exemplo, botar safra nas cervejas da coisa linda.
- 33:59Eu sempre fico observando os resultados, né, que a gente
- 34:02acaba monitorando as redes. Porque, por exemplo, na safra
- 34:05começa num ano e termina no outro.
- 34:07O exemplo da coisa linda, quando começa a aumentar a temperatura
- 34:12e termina no outro ano, basicamente quando tem verão e
- 34:15termina no outro verão. Só que esse período de tempo de
- 34:1812 meses, ele atravessa o ano. Eu começo a produzir, por
- 34:21exemplo, em 2022, e a minha cerveja vai terminar em 2023,
- 34:24né? Depois de 12 meses EE nas minhas
- 34:27garrafas eu colocava safra 2122 23 e isso confundia muito a
- 34:33galera. Mas isso é a tática.
- 34:36E muitas cervejarias belgas usam na definição da sua safra, que é
- 34:40aquela safra que começou entre 21 e 23 na venda.
- 34:44Mas pra eles lá é mais tranquilo fazer isso porque a transição de
- 34:48ano deles já é mais diferente aqui no Brasil.
- 34:51No fim, eu acabei voltando a adotar apenas o ano de envase,
- 34:55então a safra vai ser correspondente a quando?
- 34:58Aquele produto ficou pronto? Então, por exemplo, a safra da
- 35:01coisa linda que tá saindo agora, ela vai ser como 2022, então até
- 35:06mais ou menos ali. Vamos dizer, Eu Acredito que até
- 35:09maio junho tenha um lançamento da coisa linda que vai ter safra
- 35:132022, porque ela ficou pronta no final do ano, mas ela está sendo
- 35:17vendida e lançada em 2023, confunde o pouco, mas a questão
- 35:21é quando Ela Foi envasada, quando ela ficou pronta.
- 35:24Então ali a gente define a safe, entendi, mas se ainda estão
- 35:27querendo facilitar a vida mesmo, acho melhor a gente fazer o
- 35:29seguinte, a gente vai pegar esses termos, montar uma lista.
- 35:33Diego e Bia nos ajudam a traduzir, a gente coloca.
- 35:37Junto a esse post no nosso blog exato, vai estar lá o glossário
- 35:42disso aqui, porque eu já comecei a ficar maluco, pensando assim,
- 35:45bom, mas aí os insumos também não, não afetam a safra.
- 35:47Eu estou fazendo uma cerveja agora, mas eu peguei malte de 1
- 35:50ano atrás, é o malte, é de outra safra, é então, mas aí vocês
- 35:53estão querendo fazer mestrado? Na verdade, aqui era assim,
- 35:56safra é o que é o ano aí, tipo, o que que é microrganismo
- 35:59microrganismo é assim, não é a Xuxa do negócio, não vamos
- 36:01batalhar, é que a Ludmilla foi perguntar pra um economista
- 36:05definir uma coisa em 140 caracteres, é difícil pra mim.
- 36:09Foto fica no Twitter direto, cara, mas ele manda bem no
- 36:12Twitter, né? Lud manda ele é um grande
- 36:15tuiteiro, inclusive eu não vocês acham.
- 36:19Mas vejam só, se você quer saber mesmo o que que é cerveja
- 36:23selvagem que infelizmente não dá pra explicar no espaço de um
- 36:27Twitter? Escute o segundo episódio, ou
- 36:30seja, o próximo episódio dos encontros selvagens naquela
- 36:34mesa, eu, Carola e Alan, a gente discute por infindáveis, 40 e
- 36:40poucos minutos, o que que é cerveja e selvagem, mas não é
- 36:43uma disco. São tão boba, é muito legal.
- 36:46Escutem lá, perfeito. O podcast encontro selvagem será
- 36:49publicado a cada 15 dias, às terças-feiras.
- 36:53Nossa primeira temporada será formada por esse que você ouviu
- 36:57e mais 6 episódios obrigada e até o próximo valeu gente.
- 37:02Até o próximo encontro selvagem, gente, obrigado e até o próximo.
- 37:07Valeu, galera. Encontre o seu vagens, é o
- 37:19programa realizado pelo canal surra de lúpulo Bia Amorim e
- 37:23Diego Simão e conta com apoio nesta temporada da OC.
- 37:27A caburé, siga nossas redes sociais, Instagram e Twitter no
- 37:32arroba surra de lúpulo e avalie este podcast na sua plataforma
- 37:36preferida. Este podcast foi editado por
- 37:48play áudio.