Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / ARTRITE EM FRANGOS - Me. Marcos Morés | Ep. 174
Transcript
- 0:00Então a gente sabe que nas últimas décadas, aí o
- 0:03melhoramento genético da agricultura, ele né, evoluiu
- 0:08muito. Então as aves que antes levavam
- 0:116090 dias para chegar a 3 kg, por exemplo, né?
- 0:15Hoje, em 40 e poucos dias, menos que isso, às vezes elas chegam,
- 0:19né? Num, num num peso que abate aí 2
- 0:21kg e meio 3 kg. A questão de relacionamento
- 0:26interpessoal, acho que isso aí a gente tem que avaliar muito bem,
- 0:30porque a parte técnica, lógico que ela é muito importante, mas
- 0:34isso vai ser com o tempo, né? A pessoa vai aprender com o
- 0:37tempo, né? E essa questão de
- 0:39relacionamento, a parte de motivacional, emocional da da
- 0:43pessoa, né? É, é o ponto que eu acho que é
- 0:46mais importante. Ah, porque a é mais difícil de
- 0:50de mudar isso. É muito difícil de mudar isso.
- 0:52Para 2012, o real vírus era muito bem controlado com as
- 0:56vacinas existentes, né, que eram baseadas em um dos genóticos do
- 0:59vírus aí que é o cluster um, né? Na classificação, né?
- 1:03Existem 7 cluster hoje, né? Ou seja, 7 tipos genéticos
- 1:08diferentes do vírus baseado numa numa proteína.
- 1:12Até 2012 estava tranquilo com essas vacinas existentes, né?
- 1:15E a partir daí começou a aparecer problema.
- 1:18Assim, disparou Oo número de diagnóstico de real Queiroz.
- 1:31Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 97% de
- 1:36vocês que assistem aos nossos episódios com frequência ainda
- 1:40não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 1:43importante, ela ajuda o canal a crescer.
- 1:46E permite que a gente continue produzindo episódios cada vez
- 1:49mais relevantes e interessantes para você.
- 1:53Então, se você gosta do nosso conteúdo, inscreva se agora no
- 1:56canal isso faz uma grande diferença para o nosso trabalho,
- 2:00muito obrigado pelo apoio e um ótimo.
- 2:02Episódio, o podcast o aviário só é possível através de empresas
- 2:07inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 2:10avicultura brasileira. PPG.
- 2:12Vete? O programa de pós graduações que
- 2:15prepara você para ser um profissional disputado no
- 2:18mercado veterinário all tech soluções nutricionais eficientes
- 2:23e sustentáveis para fortalecer a avicultura grupo BR render
- 2:29fazemos juntos o produto para atender você cliente novos,
- 2:34líder em soluções de nutrição inteligentes para o crescimento
- 2:37dos negócios na produção de proteína.
- 2:39Animal pegas o Science. Predição de micotoxinas via Nir
- 2:45em tempo real para decisões seguras na avicultura.
- 2:50Olá pessoal, sejam bem vindos e bem vindas.
- 2:53Nós estamos dando início a mais um episódio do aviário.
- 2:56Eu sou Catarina stefanela e hoje eu tenho o prazer de conversar
- 2:59com Marcos Moraes. O Marcos é médico veterinário
- 3:03graduado aqui pela nossa querida UFSM, especialista em sanidade
- 3:08animal pela Udesc, mestre em ciências veterinárias pelo FPR.
- 3:13E atualmente é patologista de aves e suínos na Embrapa suínos
- 3:17e aves. Seja bem-vindo, Marcos, é um
- 3:19prazer te receber aqui no aviário podcast.
- 3:22Obrigada por aceitar esse nosso convite, por estar disponível
- 3:26para conversar conosco hoje. Boa tarde, Catarina, boa tarde a
- 3:31todos. É um prazer para mim poder estar
- 3:34participando aqui do do aviário podcast, né?
- 3:37Espero que consiga transmitir. Informações aí que sejam úteis
- 3:42pro pessoal é que vai assistir. Com certeza a gente agradece
- 3:47bastante. É nós vamos falar sobre um tema
- 3:50que é prático, é de grande importância atual né, que são as
- 3:54artrites na agricultura é se destaca muito o impacto né?
- 3:59Das artrites virais, infecciosas nos nossos lotes e eu quero
- 4:04começar pelo mais simples Marcos, né?
- 4:06Pedindo pra você é falar sobre. A artrite, a descrição geral,
- 4:12né? De quais são esses principais
- 4:14agentes causadores que tem nos causado tanta preocupação, né?
- 4:17Que animais, principalmente, tem sido acometidos?
- 4:21Então, Catarina, o as artrites nos últimos tempos.
- 4:25Aí nos últimos anos elas têm sido têm causado bastante
- 4:28preocupação, né? EE trazido bastante prejuízos,
- 4:31né? Para os produtores e para as
- 4:34indústrias que trabalham na. Na agricultura, principalmente
- 4:38na agricultura de corte, né? Então, frangos de corte e Perus
- 4:42de corte são o as áreas mais afetadas e que sofrem mais com
- 4:47essas condições de de artrites e termos sinovics.
- 4:51A gente chama, né, o que que é, o que que são essas essas
- 4:54lesões, né? Artrite é uma inflamação na
- 4:58articulação, né? Termo sinovite é, é semelhante.
- 5:02Às vezes os termos se confundem, mas é é a inflamação nos
- 5:06tendões, é e na membrana sinovial das articulações, tá?
- 5:11É essas lesões. Elas normalmente são causadas em
- 5:16aves por agentes infecciosos, né?
- 5:19São doenças infecciosas. E tem alguns agentes mais
- 5:25frequentes, né? Obviamente é que a gente pode
- 5:28dizer que são problemas multifatoriais, ou seja, não é
- 5:33somente a presença dos agentes, é que vai causar as lesões, né?
- 5:38Fatores de risco ou fatores pré disponentes, eles sempre acabam
- 5:43atuando junto, né? Fatores de manejo, né?
- 5:46Fatores nutricionais. Que quando presentes, né, eles
- 5:52vão favorecer a ocorrência desses problemas, né?
- 5:55Aumentar OA gravidade desses problemas o os agentes mais
- 6:01frequentes, né? Nesses problemas, o principal
- 6:05deles é o real vírus. Aviário, né?
- 6:07O real vírus ele tem sido. Tem causado bastante dor de
- 6:11cabeça aí para quem trabalha na sanitária víncula, então é um
- 6:14vírus que ele é endêmico, ou seja, ele está disseminado nas
- 6:18nos lotes, né? É um vírus altamente resistente
- 6:22no ambiente, né? Por ser um vírus RNA, né?
- 6:26E não envelopado. Então ele além de ser altamente
- 6:31resistente no ambiente dos dos aviários, né, das instalações.
- 6:36Ele sofre alterações. Mutações, né?
- 6:39No, no, no, na genética dele, né?
- 6:43O perfil genético dele e isso dificulta também o controle, né?
- 6:46Por vacinas, por exemplo, que depois a gente vai falar mais e
- 6:50além do real vírus, nós temos as bactérias, né?
- 6:54E nós temos o micoplasma sinove, né?
- 6:56Que é um agente que também é endêmico, mas que.
- 7:00Ele, nos últimos tempos, pelo menos como causador de artrites,
- 7:03ele não tem sido identificado com uma frequência importante,
- 7:07digamos assim. Ele é um agente mais é
- 7:09subclínico, né? Que eventualmente pode causar
- 7:13tanto problemas respiratórios associados a vírus.
- 7:16Como é problemas nas articulações, como eu vinha
- 7:21vinha falando. E além desse desses 2, né?
- 7:25A gente tem outras bactérias, então aí tem se encontrado
- 7:29bastante o os henterococcus, né? Estafilococcus áureos,
- 7:34principalmente. E A esquerda que ocorre, né?
- 7:36Essas são 3 bactérias ambientais, né?
- 7:39Que essas assim, mais que os outros 2 agentes que eu falei,
- 7:43elas são muito oportunistas, né? Elas vão se.
- 7:48Se beneficiar de fatores de ambiente, de fatores de manejo,
- 7:52né? Pra então causarem problemas
- 7:56articulares, né? Eles são bactérias que estão na
- 7:59cama, que estão no intestino das aves, né?
- 8:02E em determinadas situações de imunossupressão, né?
- 8:05Elas podem então causar problema, causar doença nas
- 8:10aves. Então, basicamente esses aí são
- 8:13os agentes principais que que estão envolvidos na.
- 8:17Nas artrites, nas tenossinosmitres, aí nos
- 8:19problemas infecciosos. Mas o que eu também quero
- 8:24salientar aqui, né, é que pode surgir a pergunta, né?
- 8:28Por que que essas esses problemas locomotores?
- 8:31Eles são tão frequentes nas aves, né?
- 8:34Principalmente nas aves de corte.
- 8:36Então a gente sabe que nas últimas décadas aí o
- 8:40melhoramento genético da avicultura, ele né, evoluiu
- 8:44muito. Então as aves.
- 8:46Que antes levavam 6090 dias pra chegar a 3 kg, por exemplo, né?
- 8:53Hoje, em 40 e poucos dias, menos que isso, às vezes elas chegam,
- 8:57né? Num, num, num peso de abate, aí
- 8:592 kg e meio, 3 kg. Então essa evolução foi esse,
- 9:06esse melhoramento genético. Ele visou muito o ganho de peso,
- 9:09né? E ganho de de massa muscular,
- 9:12né, pra produção de carne, realmente.
- 9:15E os ossos acabaram ficando um pouco fragilizados, né?
- 9:19Então essa, essa sobrecarga que o peso da árvore faz sobre os
- 9:26ossos, né, torna os ossos suscetíveis, né?
- 9:30A infecções. Então esses ossos eles ficam
- 9:33mais porosos, com micro fraturas muitas vezes, né?
- 9:36Isso vai favorecer então que bactérias, vírus, acabam se né,
- 9:43se perde. Se favorecendo dessas situações
- 9:47e causando a infecção EE as lesões.
- 9:51Então essa esse melhoramento, né?
- 9:55Fez com que Oo problema se exacerbasse mais nos últimos nos
- 9:59últimos tempos. Se você é apaixonado pela
- 10:03avicultura e quer se destacar no mercado, a ppgvet oferece 3
- 10:07opções de pós graduações com módulos que abordam sanidade,
- 10:12manejo e gestão, você estará pronto para enfrentar os
- 10:14desafio. Fios da produção de aves,
- 10:16garantindo resultados superiores.
- 10:19Invista no seu futuro com APPG vet e faça a diferença na
- 10:22avicultura a. Gente vive um momento atual, que
- 10:30é 11 dos tópicos bem comentados e que a gente precisa cada vez
- 10:34estudar mais. Está muito relacionado ao
- 10:36sistema locomotor, né? Acho que é 11 dor de cabeça aí
- 10:40que a gente tem tido também. E ainda.
- 10:43Com vírus e bactérias se aproveitando, fica tudo mais
- 10:48complexo. É, eu queria, na verdade,
- 10:51aproveitar, porque eu lembro da da sua palestra no Brasil sul
- 10:55ano passado também, que era sobre esse tema, e a gente fala
- 10:59muito dessa preocupação que a gente tem e que é uma
- 11:02preocupação de áreas de quem trabalha no campo, mas também de
- 11:05quem trabalha nos frigoríficos, né?
- 11:08Por que que a artrite tem causado tanto problema, né?
- 11:12É essas perdas econômicas que tem Aparecido, elas tem
- 11:15aumentado muito nos últimos anos.
- 11:19Sim, é, esse é Oo principal problema atual, né?
- 11:24Causado pelas por essas lesões no aparelho locomotor das aves.
- 11:29Tem sido nos frigoríficos, né? Porque muitas vezes não se
- 11:35percebe muito sinais clínicos nas granjas, nos nos aviários,
- 11:40nos lotes. E quando o as aves chegam pra
- 11:43ser abatidas no, no, no, no frigorífico é que você vai se
- 11:47perceber, né? Então, em muitas situações,
- 11:50quando AA prevalência das lesões é alta, causam além das
- 11:55condenações, né? Que que a gente tem?
- 11:58Então tem aí, né? Dados mostrando que 7% do total
- 12:05das condenações parciais são causadas pelas pelos problemas
- 12:10articulares, 2% das do total de condenações totais também são
- 12:16causados problemas articulares. Então é um número importante,
- 12:20né? Significante, então em glodeski
- 12:24tem uma frequência alta e isso acaba.
- 12:28Causando transtornos no fluxo de abate, né?
- 12:31Porque tem que se diminuir a velocidade de abate né?
- 12:35Para que OOO sistema de inspeção, né?
- 12:38Possa fazer o trabalho dele de forma adequada, eliminando as
- 12:42aves, que tem muitas razões que precisam ser ser retiradas da
- 12:46linha, então EEE essa diminuição da da velocidade da do abate
- 12:52acaba represando aves muitas vezes, né?
- 12:55Atrasando o final do abate EE. E até atrasando, né?
- 12:59Em algumas situações, o abate de lotes, né, que acabam ficando
- 13:03mais pesados no campo e isso é, acaba virando 11 bola de neve,
- 13:08né? Árvores mais pesadas vão ter
- 13:09mais problemas também, né, que a gente já falou do peso, que é um
- 13:13fator importante. Então, realmente o problema
- 13:17maior atualmente desse dessas artrites, Telmo sinovics, tá
- 13:22sendo lá no abatedouro. Não é a área que eu que eu
- 13:31trabalho, né? Mas de longe eu consigo entender
- 13:34que ter um diagnóstico assertivo ele é fundamental, né?
- 13:38Na vida do do patologista animal EE.
- 13:42Por isso Eu Acredito que seja extremamente importante
- 13:44conseguir fazer um bom diagnóstico também nas
- 13:47monitorias. E muitas vezes talvez a gente
- 13:49vai ter essa grande dificuldade, né?
- 13:52É? O próximo ponto que talvez eu
- 13:55queria trazer pra essa nossa conversa seria sobre o
- 13:58diagnóstico, né? Como que eu consigo ser mais
- 14:00assertivo? Como que ele tem sido, tem sido
- 14:03realizado? Certo, Catarina?
- 14:07Esse é o ponto bem importante realmente, né?
- 14:09Principalmente quando a gente fala no real vírus, que, como eu
- 14:13já falei anteriormente, ele é disparado, né?
- 14:16Hoje o agente mais é importante, EE mais frequente, né, nesses
- 14:21problemas. Então, o quando fazer e como
- 14:26fazer o diagnóstico é super importante.
- 14:28Isso vai direcionar o controle, né?
- 14:33Então, a gente falando no real vírus, muita gente às vezes
- 14:39acaba deixando para fazer o diagnóstico lá No No abatedouro,
- 14:42né, como aves lá no abatedouro. Só que normalmente quando as
- 14:48árvores chegam no abate. É as lesões que tem lá já são
- 14:53crônicas e muitas vezes eu não tenho mais o agente ali, né?
- 14:56Ou tenho em quantidades muito pequenas, que é.
- 14:59Dificulta então o isolamento, né?
- 15:02E a identificação do do real, a gente causador.
- 15:06Por isso que a gente sempre recomenda, né?
- 15:08Nas suspeitas de um problema causado por real vírus, a coleta
- 15:15a campo, principalmente se. Se esse diagnóstico vai estar
- 15:19associado com a produção de uma vacina, autógena também que
- 15:22depois a gente vai falar na que é uma das formas de controle,
- 15:26então a gente recomenda sempre buscar a forma aguda da doença
- 15:31No No campo, né? E essa e essa fase, então fica
- 15:35ali entre a segunda e terceira semana de vida, né?
- 15:38A gente vai em lotes suspeitos, digamos assim, que possam ser.
- 15:42Ou irmãos, né? Ou nas mesmas regiões de lotes
- 15:46que estejam sendo abatidos com problema.
- 15:49Identifica aves, né, que tenham, mesmo que sejam leves sinais
- 15:54clínicos, locomotores, né, com dificuldade de locomoção, por
- 15:58exemplo, que ficam mais paradas, mais sentadas.
- 16:01Identifica algumas áreas dessas, né?
- 16:04E aí sim faz a coleta, né, de forma adequada para então sim
- 16:09conseguir um diagnóstico mais assertivo, né?
- 16:12E, consequentemente, tomar medidas de controle, mais
- 16:16também, mais mais assertivas e mais eficientes.
- 16:19Acho que esse ponto é um dos pontos principais.
- 16:24Assim, Na Na parte de diagnóstico é outro ponto, né?
- 16:30Que falando ainda em real vírus, a gente sabe que para controlar
- 16:38o real vírus, o. O ideal, né?
- 16:41Ou ou a principal forma de controle é a vacinação do lote
- 16:45de matrizes, né? Porque o vírus ele tem, além de
- 16:49ele ter transmissão vertical, né?
- 16:53Uma da das formas de transmissão é vertical, ou seja, ele passa
- 16:56na matriz. Se as matrizes se infectarem no
- 16:59período de produção, o vírus vai passar pra progene.
- 17:03Então eu tenho que proteger a matriz antes do período de
- 17:06produção. Para evitar essa transmissão
- 17:09vertical, mas também induzir um título alto de anticorpos, né?
- 17:13Para proteger os pintinhos da infecção horizontal lá no na
- 17:17Granja. Depois, então monitorar esses
- 17:21lotes de de matrizes para saber, né, se eles realmente estão com
- 17:26o título alto de anticorpos é sempre muito importante, tá?
- 17:31Porque o número de doses de vacinas, né, que se vai se fazer
- 17:36nesses lotes de matrizes é um ponto importante.
- 17:40Mas mesmo assim eu preciso fazer monitoramentos periódicos para
- 17:44avaliar, né? Se o título de anticorpos das
- 17:47matrizes está realmente adequado, que vá proteger a
- 17:50progene nas primeiras semanas de vida, que é AAA, fase mais
- 17:55crítica realmente do do. Do pintinho.
- 17:59Se infectar e ter problemas mais mais graves, né?
- 18:02EE, caso não esteja, né? 11 título adequado, né?
- 18:06A gente pode entrar com mais doses de vacina durante o
- 18:10período de produção, aí pra pra conseguir 11 proteção mais
- 18:13adequada. É, eu lembro que era o era o
- 18:17grande foco talvez das artistas No No passado, assim, essa
- 18:20grande preocupação que a gente tinha com a matriz, com a
- 18:23transmissão vertical, com com o prejuízo, a reprodução, né?
- 18:28E agora, mais recentemente, a gente também tem o foco de
- 18:31preocupação no frango, né? Aumentou bastante.
- 18:35Exatamente. Então assim, ó, pensando
- 18:39pensando aí na evolução desse problema, não só no Brasil, mas
- 18:42em, em, em praticamente todos os países que produzem de forma
- 18:46intensiva aves, né? As pesadas.
- 18:51Até 2012, parece que é 1 ano assim.
- 18:55Onde houve 111? Mudança, né?
- 18:58Para 2012, o real vírus era muito bem controlado com as
- 19:02vacinas existentes, né, que eram baseadas num num em um dos
- 19:06genótipos do vírus. Aí que é o cluster um, né?
- 19:09Na classificação, né? Existem 7 clusters hoje, né?
- 19:14Ou seja, 7 tipos de genéticos diferentes do vírus baseado numa
- 19:20numa proteína. Até 2012 estava tranquilo com
- 19:25essas vacinas existentes, né? E a partir daí começou a
- 19:29aparecer problema, né? Assim, disparou OOO número de
- 19:32diagnósticos de real virose nas granjas e se observou.
- 19:37Então, a partir daí foi se fazer a avaliação genética do vírus,
- 19:41que outros tipos genéticos começaram a aparecer.
- 19:46Então começou a aparecer com cluster 23456, né?
- 19:50Em praticamente todas as regiões do mundo, né?
- 19:53E aí se observou então que a causa dessa desse aumento no
- 19:58diagnóstico foi essa essa variabilidade genética que
- 20:01ocorreu, né? Então, as vacinas existentes,
- 20:04elas não protegiam mais pra pra os vírus que estavam desafiando
- 20:09as aves. Bom, tem a ver com esse próximo.
- 20:16É assunto, né, que acho que é importante a gente comentar.
- 20:19Você explicou muito bem, é teologia da doença, é e acho que
- 20:24pra tudo também é importante na nossa área, né, falar sobre
- 20:28formas de controle e daí eu te perguntaria assim, o que que os
- 20:32especialistas, né? Eles orientam de medidas, de
- 20:35biosseguridade, de vacinação, manejo pra ajudar o produtor, o
- 20:40técnico de campo extensionista, o sanitarista, né, que vivem
- 20:43isso No No seu dia a dia. Então é.
- 20:49É por aí, né? Então eu falei, na vacinação,
- 20:55como é que a gente, né? Eu sempre gosto de falar na
- 20:59seguinte situação, né? Essas doenças multifatoriais
- 21:02doenças da produção que a gente fala.
- 21:05Elas vão ocorrer mais ou menos em determinadas granjas,
- 21:09determinados lotes, de acordo com o Balanço entre a pressão de
- 21:16infecção. E a resistência das aves, né?
- 21:19Então eu tenho que ter um equilíbrio, né?
- 21:21A medida que as aves vão vão crescendo, né, vão se
- 21:25desenvolvendo normalmente. AAAA resistência delas vai
- 21:30aumentando pra maioria das doenças, tá EEEA pressão da
- 21:36infecção, ela não pode aumentar, né, num nível maior do que a
- 21:39resistência das aves. Então como é que eu faço pra
- 21:43melhorar a resistência das aves? Um ponto, né?
- 21:47O primeiro ponto é a vacinação, né?
- 21:49Para muitas doenças a gente tem, né?
- 21:52Pode lançar mão das vacinas. É um ponto aí da imunidade
- 21:57específica, digamos assim, que a gente consegue fazer para cada
- 22:01um dos agentes. Mas eu preciso também melhorar a
- 22:07imunidade inespecífica das áreas, né?
- 22:09E aí entra toda a parte de manejo e ambiente, né?
- 22:17Então, por exemplo, um controle ambiental adequado é super
- 22:23importante, né? Porque aves que estão não estão
- 22:26num ambiente confortável em termos de temperatura, em termos
- 22:30de ventilação, elas vão estar estressadas, né?
- 22:35E o estresse a gente sabe que reduz AA imunidade.
- 22:42Outro ponto é a questão. Da nutrição também, né?
- 22:46A nutrição também é super importante na manutenção da
- 22:51imunidade das aves, né? No fortalecimento dos ossos, né,
- 22:55como eu falei anteriormente, então toda aquela questão, eu
- 22:58não sou nutricionista, né? Não, não, não posso falar muito,
- 23:01mas toda aquela questão de equilíbrio, principalmente nos
- 23:05minerais, aí pra termos ossos mais, mais.
- 23:11Digamos assim, mais resistentes, né?
- 23:14As as microfaturas, as infecções posteriores, né?
- 23:18É super importante. Então, nutrição, manejo dentro
- 23:23do manejo, um ponto que eu acho assim principal é o manejo da
- 23:28cama, né? O manejo adequado da cama que
- 23:31cama úmida, a proliferação bacteriana é muito maior, então
- 23:37tem a ver também com o ambiente, né?
- 23:39Com o manejo ambiental, obviamente, né.
- 23:41Mas a cama é super importante. Toda aquelas questões de
- 23:45recolhimento de aves mortas, né? Tudo tudo isso é importante pra
- 23:49evitar, pra reduzir a pressão de infecção.
- 23:53Mas um ponto, principalmente pra agentes virais, é a questão da
- 23:58do vazio sanitário, né? Vazio entre lotes é super
- 24:04importante porque. Como eu já falei, é muito
- 24:07difícil, principalmente quando a gente reaproveita a cama, que é
- 24:11uma rotina dentro da avicultura de corte, eliminar o real vírus,
- 24:16por exemplo, da da cama, tá? Então, Oo vazio sanitário.
- 24:21Ele é super importante porque à medida que você vai aumentando
- 24:25esse período de vazio, AA quantidade de partículas virais
- 24:30e mesmo de bactérias que vai ter ali naquela cama, ela vai
- 24:33reduzindo, tá? Então isso também vai.
- 24:37Isso reduz a pressão de infecção e consequentemente, reduz AAA
- 24:41chance, né? De ocorrência de problema.
- 24:45Então o vazio sanitário para mim é o é o ponto principal aí,
- 24:48principalmente quando se fala em em real vírus, né?
- 24:53E aí uma das formas de reduzir ainda mais essa essa pressão de
- 24:59infecção. É OA fermentação da cama, né?
- 25:03Nesse período entre lotes, aí então ele vai atuar tanto para
- 25:06bactérias como também para vírus.
- 25:09E até foi feito um trabalho aqui Na Na Embrapa, onde se avaliou a
- 25:13fermentação com relação à redução, né?
- 25:18Ou a eliminação de partículas virais.
- 25:20E não foi testado o real vírus, mas foi testado o vírus da
- 25:23doença de gumboro, que é um vírus também altamente
- 25:25resistente, né? E se mostrou que realmente
- 25:28fermentando a cama mesmo sem amontoar.
- 25:30Mas aquela fermentação com lona por 12 dias conseguiu eliminar
- 25:37totalmente as partículas virais de de real vírus.
- 25:40Então é um ponto AA se pensar e se trabalhar aí pra pra redução
- 25:45todas as outras questões da limpeza e desinfecção, qualidade
- 25:49de água, né? São importantes.
- 25:52E dentro da biosseguridade externa?
- 25:56Eu diria que o ponto principal aí é, né?
- 25:59Aquelas medidas. Tem um trabalho também publicado
- 26:02que avaliou vários vírus etéricos, entre eles o real
- 26:06vírus, e mostrou que medidas simples como troca de roupa é e
- 26:10Calçado na entrada dos das granjas foi efetiva ou reduziu a
- 26:15contaminação? Tá essa restrição de visitantes,
- 26:20o controle de Placas foi um dos pontos também bem importantes.
- 26:26Então, são esses aspectos que são, né?
- 26:29Não são, digamos assim, difíceis, né?
- 26:32Quer dizer, são difíceis Na Na prática lá, né, mas são já já
- 26:36conhecidos, né, por serem eficientes e que vão evitar
- 26:40muitas vezes a entrada de novos tipos de vírus, né?
- 26:44Novos subtipos aí na, na, nas, nas granjas, né, para os quais
- 26:49as aves não estão protegidas muitas vezes, né?
- 26:52E vão causar problemas mais. Mais sérias.
- 26:55Então toda essa parte aí de de de manejo é super importante e
- 27:00de minha seguridade. E com relação às vacinas, então,
- 27:04falando em real vírus, né, o segredo, como eu falei antes, é
- 27:08a gente ter uma vacina boa. Então, devido a essa
- 27:13variabilidade é do genética do vírus, né?
- 27:17Existem. As vacinas existentes, elas são
- 27:23feitas apenas com vírus do cluster um.
- 27:27Então, para uma proteção mais adequada, o que tem sido
- 27:29utilizada? As empresas começaram a lançar
- 27:31mão das vacinas autógenas, né? Que elas são produzidas com o
- 27:35vírus isolado das granjas, né? E são feitas especificamente
- 27:39para um sistema de produção, por exemplo, para uma região.
- 27:44Então é muito importante. Né, esse monitoramento, né?
- 27:48Periódico de quais os vírus estão realmente ocorrendo na
- 27:53minha, no meu sistema de produção, pra que a vacina seja
- 27:57constantemente renovada, né? E que tenha os vírus que
- 28:02realmente estão estão causando problema no nas grandes.
- 28:08Acho que são esses os pontos principais assim relacionados
- 28:12ao. Ao controle desses desses
- 28:15problemas aí. É, a gente enfrenta com essa,
- 28:18enfrenta problemas com essas mutações, né?
- 28:21Quando eles têm bastante capacidade de de fazer isso, mas
- 28:24ao mesmo tempo também falar sobre biosseguridade, acho que
- 28:27nunca é demais, né? É, é o nosso trabalho bem feito
- 28:31todos os dias, que a gente está sempre preocupado em em fazer
- 28:35ele da melhor forma que a gente consegue.
- 28:39Porque impacta tudo, né? No fim das contas, então,
- 28:41biosseguridade ali que todas as medidas de manejo sempre
- 28:45presentes no na rotina, né? Com certeza a biosseguridade é
- 28:52uma rotina diária, né? Então eu não posso parar de
- 28:57fazer nenhum dia. Porque né, daqui a pouco, um dia
- 29:00que eu tô com pressa no final de semana, se eu falhar um dia.
- 29:05Eu posso ter problema? Então isso tem que estar muito
- 29:08bem implantado, digamos assim, na cabeça dos produtores, dos
- 29:13funcionários de Granja, né? Que que que da importância
- 29:17disso, ainda mais, né? Como a gente tem aí agora nos
- 29:20últimos anos, esses desafios por influenza viária, né, que é uma
- 29:26doença que se ocorrer Na Na, na criação doméstica, ela vai
- 29:31causar transtornos assim nunca. Nunca vistos, né, na agricultura
- 29:36brasileira? Tá tá exigindo um pouquinho mais
- 29:39de nós? Exato.
- 29:41É gostei que você trouxe dados, né?
- 29:43Desses estudos, né, que às vezes direto, direta ou indiretamente
- 29:47tem a ver, né? Também com com o relvírus.
- 29:50É é importante também ressaltar esse trabalho que vocês fazem e
- 29:55trazem esses dados, né? Pra, pra divulgar, pra.
- 29:58Para toda a comunidade. E talvez uma coisa que eu teria
- 30:00curiosidade, não, não sei se tu tem essa informação também.
- 30:03Como que o Brasil está comparado com outros países?
- 30:07Na questão artrite. Olha o que eu sei assim, ó,
- 30:11todos os países têm enfrentado é problemas semelhantes, tá uhum e
- 30:19mas aqui no Brasil, o nos últimos anos aí até.
- 30:24Aqui na Embrapa tem chegado assim pra nós, que a gente
- 30:27precisa trabalhar com o real vírus, porque tá sendo muito
- 30:34problemático nos nos nos frigoríficos, nos abatedouros,
- 30:37tá? Então, como eu falei antes, é um
- 30:40problema geral assim Na Na agricultura mundial de alta
- 30:45produção, aí intensiva, né? EEO pessoal das outras, das
- 30:51outros países também tem. Trabalhado com com relação às
- 30:56vacinas, autógenas é a alternativa que tem encontrado,
- 30:59né? Pra buscar uma proteção maior
- 31:02contra esses vírus é diferentes que tem Aparecido aí, tá?
- 31:07Porque o que acontece é muito difícil e muito demorado você
- 31:11produzir uma vacina comercial ou de linha que a gente chama aí
- 31:17nova, né? Porque pra isso precisa se.
- 31:21Fazer muitas passagens desses vírus, né, em células ou em ovos
- 31:27embrionados pra que ele não seja patogênico lá na frente, né?
- 31:32Pra produzir uma vacina viva, por exemplo.
- 31:35E isso demoraria muito tempo, né?
- 31:37E como esse vírus ele tem variado bastante, as empresas
- 31:41acabam não investindo muito nisso.
- 31:44Porque daqui a pouco, quando essas vacinas, com esses vírus
- 31:47que estão hoje ficar pronta. Já o governo já mudou novamente,
- 31:51né? Então tem essa dificuldade aí.
- 31:53Por isso que as vacinas autônomas é as que estão sendo
- 31:56utilizadas, né? Junto com logicamente, qual que
- 32:01é o programa de vacina indicado em matrizes, né?
- 32:06Você começar com 2 a 4 doses de vacinas vivas, né?
- 32:14Na fase de de cria das aves ali. E na sequência, antes da
- 32:20produção 2 pelo menos 2 doses da vacina autógenas.
- 32:24Daí daí, né? Inativada, nesse caso, feita com
- 32:28os vírus que estão é circulando Na Na sua região, no seu sistema
- 32:33de produção. Esse é o, digamos, um programa
- 32:35mínimo, tá? Pra que você consiga aí um
- 32:39título de anticorpos do Eliza de um pra 5000, por exemplo, que
- 32:44vai que é considerado um título. Que vai proteger os pintinhos
- 32:50por um período de pelo menos 2 a 3 semanas, que é o período
- 32:55crítico, né? O período mais crítico da
- 32:57infecção e ocorrência de problemas são essas 2 a 3
- 33:01semanas iniciais aí Na Na vida dos francos decorte.
- 33:05Bem, olha, acho que conseguimos falar sobre tudo aquilo que era
- 33:10mais importante. Acho que sim.
- 33:13Eu tenho mais uma perguntinha final assim que a gente costuma
- 33:17faz tempo que a gente faz essa pergunta no final dos episódios
- 33:20que ela tem a ver com características daquele
- 33:22profissional de sucesso. Você que trabalha com a você
- 33:24trabalha com suínos também. Na verdade pediu a sua opinião
- 33:28com a tua experiência ali, que a que características são
- 33:31desejáveis, né? Nesse bom profissional que a
- 33:34gente quer trabalhar junto, que a gente quer ter no mercado.
- 33:39É essa é uma pergunta, é? Importante, né?
- 33:43Mas eu acho assim, ó o atualmente, né?
- 33:47Um ponto principal eu acho que é a questão de relacionamento
- 33:57interpessoal. Acho que isso aí a gente tem que
- 34:01avaliar muito bem, porque a parte técnica.
- 34:07Lógico que ela é muito importante, mas isso vai ser com
- 34:09o tempo, né? A pessoa vai aprender com o
- 34:11tempo, né? E essa questão de
- 34:13relacionamento, a parte de é motivacional, emocional, da da
- 34:19pessoa, né? É, é o ponto que eu acho que é
- 34:22mais importante, tá, porque o ponto é mais difícil de de mudar
- 34:26isso, né? É muito difícil de mudar isso.
- 34:29Então eu acho que que essa questão aí é é a principal e
- 34:34além disso, lógico, né, uma pessoa que esteja interessada em
- 34:38aprender proativa, né, que que vai atrás do dos problemas, de
- 34:43resolver os problemas, acho que é por aí.
- 34:46Mas o volto a falar, né, a parte de de relacionamento aí eu acho
- 34:52que é o é não. Não dá pra pra gente esquecer,
- 34:54né? Parte técnica super importante
- 34:56também, mas é muito. É mais fácil, digamos assim, e é
- 35:03Oo normal a pessoa ir aprendendo conforme, né?
- 35:06Vai tendo contato com a área. Muito bem, obrigada Marcos, né?
- 35:12Por todas as contribuições, informações, disponibilidade.
- 35:16Eu quero deixar um espaço ali pra você mandar uma mensagem
- 35:19final pra quem nos acompanhou até agora.
- 35:22Tá, não, eu quero dizer assim, ó, pro pessoal que tá entrando
- 35:25no mercado aí, né? Que AA avicultura.
- 35:28Tanto a suinocultura, que são essas é áreas de produção
- 35:32animal, né? São áreas muito boas de se
- 35:36trabalhar. Tem muita oportunidade aí, né?
- 35:38É só vocês se dedicarem, né? Trabalharem.
- 35:43O emocional de vocês, como eu comentei anteriormente, tem um
- 35:47bom bom relacionamento. E se manterem muito atualizados,
- 35:51né? Porque hoje em dia as coisas
- 35:53elas evoluem muito rapidamente, né?
- 35:55Então hoje tem toda essa questão de inteligência artificial aí
- 35:59que a gente é difícil, mas a gente precisa acompanhar porque
- 36:02as coisas elas mudam muito rapidamente, né?
- 36:05E a gente tem que acompanhar de uma forma aí pra poder ficar no
- 36:09mercado. EEE conseguir desempenhar bem AA
- 36:12nossa função. A própria artrite exige que a
- 36:16gente esteja sempre atualizado, né?
- 36:18Não dá. Pra.
- 36:20Perder tempo bem pessoal que nos acompanhou aqui.
- 36:23Agora muito obrigada. Espero ter aproveitado e até um
- 36:28próximo episódio.