Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Maria Fernanda Burbarelli: Eficiência Nutritional das Aves | Ep. 44
Transcript
- 0:00No final das contas, a gente precisa se preocupar com as
- 0:02pessoas em investir nas pessoas, identificar dentro das empresas
- 0:07quem tem essa capacidade de ver o sistema produtivo de forma
- 0:12holística e quem tem mais familiaridade, mais habilidade.
- 0:18Vamos colocar assim, com números, com análises
- 0:20estatísticas. Bem-vindos ao podcast, o
- 0:27aviário, as mentes mais brilhantes da agricultura no seu
- 0:30bolso. O podcast o aviário só é
- 0:36possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 0:39a educação continuada na agricultura brasileira.
- 0:42American nutrientes, solução é o nosso compromisso.
- 0:46É um prazer estar aqui de novo no, nesse podcast rodoviário,
- 0:51conversando aí com o pessoal. E como vocês sabem, eu, mais uma
- 0:55vez, sempre é. É um pouco até obcecada por essa
- 1:00questão de que vocês que estão em casa escutando a gente.
- 1:05Entenda um pouquinho mais dessa parte, 80 não comece e,
- 1:09finalmente, a avaliar os dados de vocês.
- 1:12Mais sustentáveis e para a gente chegar nesse, para para tentar
- 1:16convencer vocês mais uma vez eu estou aqui hoje com o Doutor
- 1:20Ricardo haubert, com toda a sua experiência que já passou.
- 1:25É por uma grande empresas ali, segurando a onda de como é que é
- 1:31o dia a dia, né, de você administrar AA sanidade de um
- 1:37número enorme de de aves. Bom dia, Ricardo.
- 1:42É um prazer estar aqui contigo. Como é que você está hoje?
- 1:46Bom dia, Betty, é o prazer é meu estar aqui contigo e poder
- 1:49conversar com esse público imenso aí do podcast.
- 1:53Eu estou bem, bastante ansioso aí para conversar um pouquinho
- 1:56sobre análise de dados é algo que nos últimos anos se tornou
- 2:02mais parte do meu dia a dia, mas que desde o mestrado eu tenho
- 2:07trabalhado um pouquinho essa parte de análise de dados e
- 2:11tentar correlacionar o que acontece com os números e poder
- 2:14transformar isso. Em decisões, vamos colocar dessa
- 2:18forma mais assertivas. É para nossa vida que é uma vida
- 2:22biológica, né? Que nem sempre 2 + 2 vai ser
- 2:25igual a 4, mas a gente tentar extrair o máximo disso tudo.
- 2:30Estou bem contente de estar aqui e espero poder contribuir um
- 2:34pouco mais aí com AA. Trajetória do podcast, com quem
- 2:38está nos ouvindo também poder plantar alguma sementinhas.
- 2:41Aí, se Deus quiser. Que.
- 2:42Que coisa boa, Ricardo, é 11 honra imensa ter você aqui.
- 2:48E para a gente começar, eu queria que você me falasse um
- 2:50pouco da tua trajetória, assim como é que você foi levado aí
- 2:54para essa parte, eu sei que você fez também mestrado, doutorado.
- 2:59Como é que você foi levado para essa área aí de agricultura EE
- 3:04eu poderia dizer que vou ser mais do que tudo, é um
- 3:06administrador, né? De saúde animal, porque você
- 3:11trabalhou bastante com isso. Você pode contar um pouquinho da
- 3:14tua história aqui, para a gente saber um pouquinho mais de você,
- 3:17posso? Posso, posso sim.
- 3:19AA minha vida indo para agricultura é, talvez foi foi
- 3:25por falta de por falta? Não, eu não tive muita opção,
- 3:28vamos dizer assim, é no bom sentido, porque o meu pai era
- 3:31agricultor, meu pai produzia ovos comerciais, né?
- 3:35Ovos para consumo humano lá no Rio Grande do Sul tinha uma
- 3:38Granja que não era muito grande, mas que foi.
- 3:42O suficiente aí para para manter a nossa família e dar
- 3:45oportunidades para também para mim e para os meus irmãos.
- 3:49Pra gente poder estudar é, eu decidi fazer veterinária,
- 3:53acompanhando um pouco a rotina dessa Granja, mas principalmente
- 3:57pelas visitas que a Granja recebia do veterinário que fazia
- 4:01o acompanhamento da Granja, né? A forma como ele abordava, tendo
- 4:05uma visão bem holística. Do processo, bastante
- 4:10epidemiologia que na época não sabia o que é que significava.
- 4:14Eu estava enxergando aquilo acontecendo, mas eu não sabia o
- 4:16que que era, mas me chamou a atenção e me me levou a fazer
- 4:20medicina veterinária. Lá em Santa Maria, né?
- 4:23A nossa querida e saudosa Santa Maria na UFM.
- 4:27E bom entrando na veterinária foi mais natural ainda.
- 4:32Trabalhar com agricultura é, então comecei em função disso e
- 4:37continuei por paixão, por gostar mesmo da área.
- 4:43É uma área que me encanta bastante e até hoje tenho
- 4:45trabalhado com isso. Depois da da graduação, eu fiz
- 4:49mestrado. O mestrado foi com o professor
- 4:53malma e talvez ele seja um dos culpados.
- 4:57Vamos colocar assim, entre aspa. É de eu ter trabalhado esse
- 5:02tempo também. Com análise de dados, porque
- 5:04quando eu comecei a fazer o mestrado lá com ele, ele fazia
- 5:08alguns experimentos, laboratório fazia experimentos e, além
- 5:12disso, é um laboratório de análises de microtoxinas, né?
- 5:15O lamic. Trabalhava até hoje, trabalha
- 5:19com metodologias de análises e essas metodologias, todas elas
- 5:24precisam de validações. Uma parte da validação passa por
- 5:27análise de dados também. É então, quando eu comecei a
- 5:32fazer o mestrado com ele, ele me deu essa missão de fazer as
- 5:37análises estatísticas do laboratório.
- 5:39E eu nunca gostei das aulas de estatística, confesso.
- 5:43Eu acho que como veterinários, a gente não está muito habituado a
- 5:48trabalhar com números, com análises, estatística, mas.
- 5:52Por esse empurrãozinho dele, eu acabei entrando nesse meio.
- 5:57Então, fazendo análises de experimentos, análises.
- 6:00É das validações das metodologias analíticas lá do
- 6:03laboratório é e depois também foi natural, né?
- 6:07Os outros trabalhos que eu que eu tive aí na, nessa trajetória,
- 6:13sempre. Gostei muito de olhar pra pra
- 6:15análise de dados, né? O doutorado também tive bastante
- 6:20análise, estatísticas que eu precisei fazer.
- 6:23Mas essa visão um pouco mais abrangente, vamos dizer assim,
- 6:27da importância da análise dos dados.
- 6:30Para a sanidade, para a saúde animal.
- 6:33Ela veio mesmo foi com o pós-doutorado esse projeto
- 6:36pós-doutorado que eu fiz através da UTFPR.
- 6:40Mas foi um projeto que foi executado dentro da BRF, foi um
- 6:44projeto em company. Ele me proporcionou isso, então
- 6:48tendo acesso a uma base de dados imensa, gigante que se tem com
- 6:54algumas coletas direcionadas do ponto de vista de sanguidade,
- 6:58necrópsis e tudo mais. E que.
- 7:01E, no final das contas, OOA intenção do projeto e o trabalho
- 7:05até que a gente acabou publicando no final, foi
- 7:07entender o quanto que essas variáveis sanitárias,
- 7:12principalmente de lesões que a gente observa em necropsias,
- 7:14podem impactar no desempenho dos animais.
- 7:17E nos ajudar ao longo da vida desses animais, a poder entender
- 7:21o que que vai acontecer lá na frente se a gente vai precisar
- 7:25meio-dia, um dia a mais de tempo desse dessas aves no campo para
- 7:29elas atingirem o peso, se a gente vai ter uma desiformidade
- 7:32maior ou menor, então. Foi ali, né?
- 7:36Essa a partir do momento que eu comecei a trabalhar na BRF,
- 7:41especificamente dentro desse projeto, que essa.
- 7:45Parte de análise de dados e poder relacionar com o que
- 7:48acontece no campo mesmo toma mais forma.
- 7:51Eu acho que aqui tem 2 pontos interessantes.
- 7:54Eu também assim. Compartilho contigo a minha ida
- 7:57para a veterinária por conta de um veterinário que que visitava
- 8:02Oo meu pai. Na verdade, uma veterinária aí
- 8:05que eu disse assim, nossa, uma mulher pode vim aqui falar com
- 8:07meu pai do jeito que ele ficar quieto, que o paigina, né?
- 8:12O meu pai, como o pai de todo mundo, ela tinha aquele homem.
- 8:17O homem da casa que manda e chegava ali, ela explicava as
- 8:20coisas e ele fazia. Eu disse assim, nossa, que
- 8:22legal, você começa a ter assim, 1 e 1 visão forte do
- 8:26extensionista. Eu acho que esse é um ponto
- 8:28importante, que eu vou chamar a atenção aqui, porque às vezes o
- 8:31extensionista não tem, não tem, é a noção do vale, do valor que
- 8:35ele tem para aquela família que ele está visitando.
- 8:37Então aqui nós temos 2 exemplos. De que um extensionista trouxe
- 8:43para nós, né? E obviamente, porque isso
- 8:44influencia, influenciava nas nossas famílias naquela época,
- 8:48de alguma maneira, né? Então, parabéns aí aos aos
- 8:52extensionistas aí uma extensão. Mas Ricardo votando aqui para
- 8:57essa questão da análise de dados, assim, muita gente ainda
- 9:01ainda. Nós, veterinários, utilizamos a
- 9:04necropsia como um ponto de partida, né, para para você
- 9:08tirar informações. Do que que está acontecendo no
- 9:11lote, e eu lembro assim que quando eu comecei antes de você,
- 9:16ainda que também vem de Santa Maria, eu também trabalhei um
- 9:19pouquinho com malma lá no comecinho, quando era ainda
- 9:23estudante. Então ele tem culpa também por
- 9:26nós 2 daqui é. A necropsia, ela, ela é vista
- 9:32como uma coisa assim, de tirar muita informação, né?
- 9:35Que às vezes você tá ali fazendo a necropsia e tem uma pessoa do
- 9:38lado e ela já quer saber, Ricardo?
- 9:41Ei, Ricardo, que que. Que que você está
- 9:42diagnosticando, o que que você está vendo?
- 9:45Você pode falar um pouquinho dessa prática?
- 9:47Assim, será que quando você faz a necropsia só por fazer e olhar
- 9:50alguns poucos, umas poucas análises, você acha que é esse?
- 9:55É, é essa a forma de tirar a informação da da necrópsia.
- 9:59Como é que você vê isso? Porque sempre assim você vai
- 10:01fazer uma necropsia, tem o dono da Granja do lado, né?
- 10:04Ou ou outros colegas do lado e eles começam a te olhar e dizem
- 10:08assim, doutor, o que é que você está vendo, como é que você?
- 10:12Conseguiria traduzir esse sentimento quando você faz a
- 10:16necrópsia e o e o quanto a gente tem que sair desse ponto para
- 10:20para análise de dados. É esse é bem a pergunta clássica
- 10:25que vem enquanto a gente está fazendo na necropsia, e aí, como
- 10:27é que está, né? É a pergunta que vem
- 10:30principalmente do do Granjeiro ou do do dono da Granja, né?
- 10:34É EE essa informação ela vai servir normalmente como um
- 10:41feedback para esse grande erro. Ele vai entender ou o que ele
- 10:44está fazendo bastante coisa certa, ou ele vai entender que
- 10:46alguma coisa precisa melhorar, né?
- 10:49Eventualmente vai ter algum que vai botar a culpa na
- 10:52integradora, porque a ração não está muito boa ou boa coisa
- 10:54assim. É, mas essa informação que quem
- 10:58está fazendo a necropsia emite durante a necropsia ou logo após
- 11:02a necropsia. É uma informação é que quem está
- 11:05ali junto sempre presta muita atenção, né?
- 11:08Porque é, parece que quem está fazendo a necropsia ali é uma
- 11:13entidade, né? E pode fazer várias
- 11:15interpretações e entender toda a situação que está ocorrendo
- 11:19naquela Granja, o que de certa forma é verdade, né?
- 11:23Porque normalmente a necropsia ela está.
- 11:26Acompanhado de uma visita de uma observação desse lote de como é
- 11:30que as aves estão lá dentro do aviário?
- 11:33Da avaliação de como é que está o desempenho daquele lote até
- 11:36ali? O próprio histórico da Granja
- 11:38conta muito, mas. Do ponto de vista, é.
- 11:46Mais estratégico acaba ali, né? Porque a gente não pode
- 11:50extrapolar isso. Para o restante das granjas que
- 11:53tem naquela integração ou daquela empresa, a gente.
- 11:57A gente está fazendo uma avaliação estrita daquele lote
- 12:00daquele plantel, então. Meio que acaba ali e quando a
- 12:06gente começa a juntar informações de necrópsia de
- 12:09várias granjas e começa a avaliar isso tudo muito junto.
- 12:12É, essas informações ficam muito dispersas, então a gente perde a
- 12:17capacidade como indivíduos de fazer essa avaliação, né?
- 12:21É, se eu sou responsável lá por 1520, talvez 30 granjas, talvez
- 12:27eu tenha condições de gerar gerenciar.
- 12:30Gerenciar isso tudo na minha cabeça, né?
- 12:31Fazendo necrópsias por amostragem.
- 12:34Tudo mais, mas quando a gente fala de um veterinário que é
- 12:38responsável por uma empresa inteira, por uma.
- 12:42Integração inteira essa. Essa capacidade ela fica
- 12:46limitada, até porque a pessoa também não está só olhando
- 12:50resultados de necropsia, então a necropsia ela traz muita
- 12:55informação para nós. Ela é muito simples de ser
- 12:58feita, né? A gente não precisa, óbvio que
- 13:01precisa um treinamento, a pessoa que vai fazer a micrópia precisa
- 13:04ter um treinamento, mas a gente não precisa tempo para mandar
- 13:08nada para um laboratório, para fazer uma análise e a gente não
- 13:11precisa. De recursos muito
- 13:14extraordinários para fazer isso é uma informação que ela é
- 13:18rapidamente obtida e de forma relativamente fácil e simples
- 13:22também. Eu.
- 13:25Acho que o principal ponto é de fato o que a gente faz com essa
- 13:29informação que num primeiro momento nem informação é, são
- 13:33dados, né? A gente precisa transformar
- 13:36esses dados em informação e daí um veterinário experiente ou
- 13:41alguns gestor experiente batendo o olho em alguns números, ele
- 13:45vai ter alguns algumas informações a respeito do que
- 13:48está acontecendo. Mas a gente não pode mais hoje
- 13:52contar só com a experiência. Experiência.
- 13:54Ela é importante. A gente não, nunca vai
- 13:57desmerecer isso, mas a gente não pode contar só com isso.
- 14:00A gente precisa ter outras ferramentas, até porque a
- 14:03produção animal, hoje ela está muito dinâmica.
- 14:07Nós tem. Novas e tem novas profissionais
- 14:09também, chegando o tempo inteiro, né?
- 14:12Então a gente não pode assim, pensar que tem que ter aquele
- 14:15aquele especialista ou aquela pessoa com muita experiência
- 14:19pela Pra Ela. É gerar essa informação, não ela
- 14:23concluir isso. Exatamente fazer essas
- 14:26conclusões. E hoje AA as margens são muito
- 14:31pequenas, né? Falando em na questão financeira
- 14:34propriamente dito, então nós abrirmos mão de 5G na conversão
- 14:37alimentar. É um Rio de dinheiro, não dá,
- 14:41né? A gente precisa trabalhar, a
- 14:44gente está trabalhando sempre no limite, então toda todos os
- 14:47dados que a gente tiver e que a gente puder transformar de forma
- 14:51consistente em informação para nos auxiliar tomar uma decisão.
- 14:55É, é, é. É importante que a gente tenha
- 14:58AA visão disso e de como trabalhar essa informação, né?
- 15:04E daí a gente não está falando só de médias, só de variação.
- 15:08Aumentou diminuiu a incidência de alguma lesão ou alguma
- 15:11alteração nas necrópsias, mas o que é que isso representa dentro
- 15:16do contexto do desempenho dos animais também a gente poder
- 15:19fazer esse casamento de informações.
- 15:22Seguindo essa tua linha de raciocínio, Ricardo, você é
- 15:25assim, é uma pessoa que teve. Muito tempo no campo, você foi
- 15:29responsável por uma enormidade de informação que gerava todos
- 15:33os dias, né? Quando você teve ali como gestor
- 15:37na BRF é, então eu te pergunto, se você pudesse dar algumas
- 15:43alguns exemplos, mesmo de como é que é esse dia a dia?
- 15:46Porque às vezes o pessoal fala assim, Ah, tem que ver a
- 15:48informação, mas assim, aí a pessoa faz a necropsia aí marca
- 15:51naquela fichinha, aí aquela fichinha fica suja de sangue,
- 15:56sei lá, se depois ele coloca no Excel, mas isso também, se ele
- 16:00fizer isso também é um tempo ou mais dele, então assim você
- 16:04poderia dar algumas informações ou alguma exemplos práticos para
- 16:08o pessoal entender o que que é? Pegar essa informação, avaliar
- 16:13essa informação EE fazer. É realmente 111.
- 16:21Administração, né? O manejo dessas desses dados?
- 16:25Você podia colocar um pouquinho da tua experiência e dar pontos
- 16:28práticas para ver se o pessoal lá de casa consegue se se sentir
- 16:31dentro dessa dessa situação. Claro.
- 16:35A coleta de informações é muito importante, né?
- 16:38Então, só o fato de fazer a necropsia, a pessoa também
- 16:42treinada e tudo mais é uma parte de algo que é muito maior.
- 16:47Passa, obviamente, por uma necrópsia bem feita, mas a
- 16:50coleta desses dados e a submissão, vamos colocar dessa
- 16:54forma desses dados também de forma o mais rápido possível.
- 16:58Como tu comentaste. Ah, registra uma planilha em
- 17:02papel, leva para o escritório, para a semana que vem.
- 17:06Daí eu vou colocar numa planilha de Excel a informação já não tem
- 17:11mais tanta relevância e hoje tem formas aí de coletar essas esses
- 17:16dados EE ter. Eles disponíveis em plataformas.
- 17:20Praticamente em alta, né? Basta ter uma conexão com a
- 17:23internet. A gente tem n exemplos aí que.
- 17:27Estão disponíveis algumas empresas têm ABRF que foi a
- 17:32empresa que eu trabalhei, tem 11 plataforma própria de coleta
- 17:37dessas informações que o extensionista no próprio celular
- 17:41registra. Essa informação já fica
- 17:43disponível no sistema para o veterinário sanitarista ou para
- 17:48alguém da área corporativa poder acessar.
- 17:51Basicamente ao mesmo tempo, mas. Isso tudo é é uma segunda etapa
- 17:57que é importante, logicamente que é, mas Oo mais importante é
- 18:01o que acontece daqui pra frente. O que que eu faço com essa
- 18:04informação, né? Eu só avaliar uma informação de
- 18:08necropsia ou só de uma análise de laboratorial.
- 18:12Ela não me traz muita consistência, eu preciso
- 18:15associar isso a outras informações.
- 18:20O. O.
- 18:21Oo primeiro dado que a gente coloca junto com essas
- 18:24informações de sanidade, vamos colocar assim.
- 18:28São os dados de desempenho, então a gente tentar traçar
- 18:32algumas relações com conversão alimentar com o ganho de peso,
- 18:36com mortalidade, e daí? É que vem um problema bastante
- 18:42grande nesse nesse nosso meio, a gente fazer uma correlação
- 18:46direta do que a gente viu nas necrópsias como um todo.
- 18:51E associar isso ao melhor ou pior desempenho.
- 18:55A gente pode não estar acertando, a gente pode estar
- 18:59errando e errando feio. É tem 11.
- 19:02Exemplo que foi até uma brincadeira que eu fiz, mas que
- 19:07pode fazer a gente pensar a respeito.
- 19:10Eu estava tendendo 11 unidade no Paraná, que estava com um
- 19:13problema de. Condenações por erros sacolite,
- 19:17né? Interferir em velocidade de
- 19:19abate e tudo mais. A gente fez visita a campo.
- 19:23Foi um grupo bastante grande de pessoas fazer essa visita lá,
- 19:26inclusive pessoas que trabalham dentro dos frigoríficos e uma
- 19:31constatação que a gente fez, lógico, tinha o problema de
- 19:34arossacolite, né? É isso ficou bem claro para nós.
- 19:37A gente então começou a avaliar em cima disso, mas nos chamou a
- 19:41atenção que é a qualidade dos pés das aves.
- 19:46Estava muito boa, calo de pata é praticamente zero, né?
- 19:51E daí vem na cabeça que. Pré mercado chinês rentabilidade
- 19:56alta, bom, é pelo menos alguma coisa boa está acontecendo aqui,
- 20:01né? Tem aerossacurities, mas pelo
- 20:02menos a gente está coletando pé para mandar para o mercado
- 20:05chinês. Quando estava Na Na reunião, a
- 20:06gente estava conversando lá do do final da visita, eu.
- 20:11Fiz o comentário, né, pô, mas Oo, está muito bonito a
- 20:14qualidade do pé aqui. Quase nada de calo.
- 20:17E daí, alguém da unidade falou pois é, mas a gente não está
- 20:20exportando porque. Enfim, estamos renovando as
- 20:24habilitações e tal, então, por enquanto, não está exportando.
- 20:28E mas engraçado que lá no Rio Grande do Sul.
- 20:32A qualidade do pé está muito ruim, o que que acontece lá que
- 20:35tem muito calo de parto e lá a gente podia estar exportando.
- 20:39Eu não. Tinha ido lá, não conversei com
- 20:41ninguém lá, como é que eu vou responder uma pergunta dessas,
- 20:44né? E em tom de brincadeira, lógico,
- 20:46eu falei aqui, lá não tem aerosa sacolite, né?
- 20:49Aqui tem aerossacolite aerossacolite, alta caldo de
- 20:52pato baixa, tem uma correlação negativa aqui.
- 20:55Lá não tem aerossacolite, mas o caldo de pata tá alto.
- 20:59Uma correlação negativa de novo, ó né?
- 21:02Lógico que foi uma brincadeira, mas assim só pra.
- 21:04Exemplificar que às vezes a gente pega 2 dados é e traça uma
- 21:09correlação entre eles e a gente já está entendendo que existe
- 21:13uma casualidade entre eles, né? Que um está causando o outro?
- 21:17Na verdade, aquela correlação ela é totalmente aleatória, ela
- 21:20não é prova de nenhuma casualidade.
- 21:23É, nem toda a correlação é uma. É é a causa, né?
- 21:27Senão você IA dizer nesse caso assim, Ah, então vamos fazer as
- 21:30aves piadas sacolite para ter a melhor causa, melhor condições
- 21:34de pata e não é o caso, né? Então não.
- 21:36Não é o. Caso, né?
- 21:39EE, lógico, como eu falei, foi. Foi em tom de brincadeira, né?
- 21:42Mas às vezes. A gente se pega fazendo
- 21:46determinado as correlações. E achando que aquilo lá explica
- 21:50tudo o que está acontecendo no campo, na verdade, tem muito
- 21:53mais coisa acontecendo. É um outro exemplo.
- 21:57E daí eu acho que vai juntar bem isso que a gente está
- 22:00conversando é que a gente tem que olhar tudo o que acontece no
- 22:05entorno, né? A gente está dizendo que,
- 22:08eventualmente, dependendo da situação, há alguma linhagem,
- 22:13pode estar interferindo naquele resultado.
- 22:16Se a gente conversão alimentar, seja de ganho de peso, seja de
- 22:18algum outro item. A época do ano vai interferir
- 22:22bastante também é 11. Outro exemplo que eu trago é que
- 22:27a gente estava enfrentando um problema de uma condenação que
- 22:32não era muito alta. A gente está falando de um e
- 22:34meio 2% de condenação por um problema articular.
- 22:40É só que. Era numa unidade de produção de
- 22:44frango griller. Quando tem esse tipo de
- 22:48condenação, a gente. A gente perde é.
- 22:52É a parte condenada, é a articulação e mais OOA parte
- 22:57superior daquele membro, né? Então a gente perde AAA.
- 23:02Lesão era no na articulação do jarrete a gente perde a Terra,
- 23:06perde a coxa também. Numa unidade que é basicamente
- 23:10exportadora de frango para o Oriente médio, que é um frango
- 23:13inteiro. Se não tem a perna, não é mais
- 23:15frango inteiro. Então ele vai para qualquer, é
- 23:18ele. Ele perde rentabilidade ali,
- 23:21então, por vários vários anos, inclusive, a gente trabalhou em
- 23:26cima disso e algumas. Variáveis.
- 23:32Apresentavam uma tendência de ter correlação e explicar um
- 23:35pouco daquele efeito, só que não eram consistentes num ano.
- 23:40A linhagem a tinha mais desse tipo de lesão.
- 23:44No outro ano era a linhagem b. Determinado, incubatório
- 23:48apresentava um pouco mais de lesão no outro ano, era outro
- 23:51incubatório, tinha alguma relação com a idade matriz, mas
- 23:55também não era consistente. Eventualmente matriz mais jovem,
- 23:58o que Tim apresentava mais lesão.
- 24:00E assim IA. Mas tudo isso era muito
- 24:03inconsistente. A gente avaliava e não, não
- 24:05conseguia encontrar nada. O que que era extremamente
- 24:08consistente. Ela é essa.
- 24:11Essa unidade de produção alojava animais?
- 24:15Sexados, então tinha lotes machos e lotes fêmeas.
- 24:18A gente via que lotes de machos sempre tinham mais lesão do que
- 24:22lotes de fêmeas. Outro aspecto tinha uma
- 24:25correlação muito forte com GPD. Quanto maior o ganho de peso
- 24:30dessas áreas, maior era a incidência de lesão.
- 24:33E isso era consistente ao longo de 34 anos que a gente pegou uma
- 24:37base de dados lá para avaliar isso foi consistente, né?
- 24:41É a conclusão que a gente chegou é que primeiro a gente deveria
- 24:45tentar reduzir o máximo possível o alojamento de machos naquela
- 24:49região, né? Isso era possível?
- 24:51Tinha logística para fazer isso e outro aspeto era tentar
- 24:55reduzir um pouco OGPD, né? Que isso poderia auxiliar
- 24:59também, só que quando a gente foi fazer a análise da
- 25:03viabilidade económica disso. Isso representa a reduzir, GPD
- 25:08representa mais tempo dessas aves no campo.
- 25:13A gente precisa mais área no campo para ter essas aves
- 25:16alojadas mais aviários. Para que a gente precisa ter
- 25:22mais aves no campo também, porque se as aves ficam mais
- 25:25tempo para atender volume de abate, eu preciso ter um estoque
- 25:28maior no campo. Isso tudo junto.
- 25:31Impacto em fábrica de ração, impacto em incubatório é não
- 25:36compensava. Do ponto de vista financeiro.
- 25:40Com o ganho que a gente teria reduzindo lá de 2% para um e
- 25:43meio ou para 1% aquela incidência de de lesão
- 25:47articular. Então, se acabou decidindo ficar
- 25:50com a lesão, com aquela realidade.
- 25:53Trabalhando daquela forma é, mas foi uma decisão bem.
- 25:59Relativamente simples de ser tomada porque a gente não ficou
- 26:02no achismo? Ah, eu acho que vai melhorar ou
- 26:05que vai piorar não. A gente tinha evidência ou
- 26:07número apontava para aquilo ali? Mas, numa primeira análise, mais
- 26:13superficial estava. Se atribuindo, por exemplo, a
- 26:17uma linhagem específica, aquela lesão.
- 26:21Então, recaiu sobre aquela linhagem, a culpa.
- 26:23Vamos colocar assim por ter aquela lesão, mas na verdade não
- 26:28era isso. Quando a gente foi fazer a
- 26:29abertura da base de dados e uma análise mais aprofundada, a
- 26:33gente percebeu por questões logísticas daquela realidade.
- 26:38Aquela linhagem tinha uma proporção maior de machos
- 26:42alojados. É em relação a outra linhagem,
- 26:45então ficou é a gente poderia ter simplesmente.
- 26:51Deixado recair a culpa sobre aquela linhagem, talvez até ter
- 26:55reduzido o volume daquela linhagem no campo naquela
- 26:58situação, mas não IA basicamente resolver o nosso o nosso
- 27:03problema. Então a gente começa a juntar
- 27:07várias coisas, né? E a gente olhar basicamente que
- 27:11tem algum tipo de lesão aparecendo mais ou menos e
- 27:14relacionais isso direto com o desempenho, talvez não seja o
- 27:17caso, né? A gente precisa olhar o entorno,
- 27:20a gente precisa olhar o que mais está acontecendo.
- 27:23E o custo final? Acho que aqui você traz.
- 27:26Muita, muitas, muitos pontos interessantes, né?
- 27:29Primeiro assim, aquela história da gente estar, o cara está
- 27:32fazendo a necrópsia e já querer já querer diagnosticar o que
- 27:35está acontecendo ali e dar uma razão para aquilo, né?
- 27:38Sem olhar Oo contexto todo. Então esse é 1.eu.
- 27:42Sempre digo Ricardo que quando um veterinário abre uma ave,
- 27:46diga, é isso, você pode acender uma vela para ele, porque
- 27:49normalmente ele faz outros, ele faz, traz o amor em em 24 horas,
- 27:55alguma coisa assim, porque realmente achei muito.
- 27:59Multifacetorial o que acontece e numa necrópsia se você não
- 28:03consegue tirar todas as conclusões necessárias, né?
- 28:07Então, Na Na avicultura, você ter esses dados de você poder
- 28:12olhar, de sair do achismo, de ter os gráficos.
- 28:15Poder como você está falando aí vocês fizeram uma comparação de
- 28:19anos dos anos anteriores, porque esses dados estavam ali
- 28:22computados. Eles não estavam dentro de uma
- 28:24gaveta, eles não estavam, né? Vocês conseguiram trazer essa
- 28:28informação, analisar essa informação e tirar o veterinário
- 28:32da posição de ser 11 bombeiro, né?
- 28:36Para ele, ser um gestor não é. Então você analisa o ganho de
- 28:40peso e a decisão final. Assim, às vezes a decisão final
- 28:43é, eu vou. Vou continuar com essa com essa
- 28:47perda, porque ela é menor do que a perda.
- 28:50De toda a logística ou perder o mercado, né?
- 28:53Porque eu tenho um contrato para entregar, não sei quantos
- 28:56frangos. Num período XE, se eu é, se eu
- 29:00tiver que tomar essas decisões para para melhorar ou para
- 29:05diminuir essas lesões, ela vai impactar Na Na Na demanda que eu
- 29:11tenho, né? Mas isso só pode ser feito
- 29:13quando você tem essa visão mais ampla, né?
- 29:19E você tem outros exemplos aí? Outras informações.
- 29:22Se a gente também andou discutindo sobre alguns
- 29:24trabalhos que nós fizemos juntos, não sei se a gente pode
- 29:27conversar um pouquinho sobre isso aí.
- 29:29Algumas descobertas que a gente que a gente teve aí ultimamente.
- 29:35Não podemos. Podemos, sim, é essa parte.
- 29:39Ela é fantástica, porque ela abre um mundo de de opções, né?
- 29:46Quando a gente começa a olhar dados de necrópsia, que é algo
- 29:49relativamente simples, né? Quer dizer quem?
- 29:54Vai para o campo, está um pouquinho preocupado com, com
- 29:57saúde, sempre faz alguma necrópsia.
- 30:01É, e trazer essas informações e conseguir relacionar com algumas
- 30:07situações é muito satisfatório, né?
- 30:11Então a gente conseguir, por exemplo, fazer uma relação de
- 30:16alguma alguma alteração que a gente vê em necropsia com.
- 30:22Algum resultado? Zootécnico é muito bom,
- 30:25especialmente quando a gente tem condições de isolar essas
- 30:27variáveis, né? Por exemplo, uma lesão que é
- 30:31bastante lesão não, mas uma alteração que é bastante
- 30:34frequente. É especialmente nas épocas de
- 30:36inverno aqui no sul, né? Sul eu tô pegando o Paraná pra
- 30:40baixo que é. Que é a questão do pâncreas, né?
- 30:45Dele se apresentar diminuído e a gente vê que ele tem uma relação
- 30:52direta com o desempenho, deu o desempenho não ser tão bom e
- 30:56isso eu estou falando de condições controladas que a
- 30:59gente teve a oportunidade de avaliar.
- 31:04Mas não que isso tem que não, que o fato do pâncreas estar
- 31:08diminuído. Seja o causador desse desempenho
- 31:12ruim lá na frente, mas é o que está causando essa alteração no
- 31:17pâncreas, né? E, basicamente, a gente está
- 31:20falando aí de uma de uma situação relacionada a manejo
- 31:23inicial, né? Aquele famoso abafamento do
- 31:27aviário que a gente tem nesses períodos de de inverno, seja por
- 31:32uma deficiência estrutural que a gente não consegue manter.
- 31:37Uma ventilação, uma renovação de ar, seja por uma questão
- 31:41financeira de daqui a pouco. Querer economizar um pouco No
- 31:45No, no consumo energético e não aquecer tanto os aviários e a
- 31:49gente acaba mirando temperatura e acaba esquecendo dos outros
- 31:53parâmetros dentro de aviário. CO2 amónia a questão?
- 31:58Da unidade relativa também. E o que é que acontece com esses
- 32:02animais? Eles simplesmente não consomem
- 32:04ração, né? E basicamente essa origem, essa
- 32:08é a origem dessa alteração de pâncreas.
- 32:11Mas porque é que isso vai impactar no desempenho lá na
- 32:14frente? E daí também quem trabalha com
- 32:17agricultura há 6 meses sabe que o peso daquele pintinho na
- 32:23primeira semana ele vai refletir diretamente no desempenho desse
- 32:28animal lá na frente. Então, se a gente tem lá
- 32:31estabelecido que Oo alvo de peso daquele pintinho para a primeira
- 32:36semana, em torno de 200 g e a gente está com 180, 185, a gente
- 32:41sabe que esse animal não vai performar bem, né?
- 32:44Aquele lote não vai performar bem.
- 32:48E muitas vezes isso acontece. Não por uma questão sanitária
- 32:52direta, né? A gente acaba vendo um efeito na
- 32:56necropsia, mas não quer dizer que tenha um componente
- 32:59sanitário, um agente infeccioso ou, enfim, qualquer outro
- 33:05problema sanitário envolvido. Mas a gente está relacionando
- 33:08isso com alguma situação de manejo.
- 33:12Esse é um exemplo, né, Beth? A gente tem n outros que a gente
- 33:15pode colocar também é quando a gente junta todos esses dados
- 33:20que vem da necropsia. É, e transforma isso numa
- 33:24informação única, num indicador, num score de de lesão geral.
- 33:29A gente pode também relacionar com algumas situações
- 33:33relacionadas a desempenho. E a gente pode inclusive, daí eu
- 33:38já estou indo um pouquinho mais alento.
- 33:40Estou até viajando um pouco aqui.
- 33:43Mas entender se algum desses parâmetros que aparecem
- 33:47alterados na necropsia, se eles daqui a pouco não têm uma
- 33:50relação com o manejo, como eu já comentei.
- 33:54Mas com a cadeia anterior com alguma coisa que aconteceu no
- 33:57incubatório ou com alguma coisa que aconteceu lá com a matriz lá
- 34:01na Granja Na Na Na Granja de matrizes, né?
- 34:04Então é a gente olhar não só olhar para frente, mas olhar
- 34:08para trás também para explicar algumas coisas que estão
- 34:11acontecendo. Eu acho que os esportes que você
- 34:14destaca aí é muito a questão. Assim, a necropsia não como
- 34:18sendo assim uma busca de um agente infeccioso, mas de
- 34:22informação que você pode. Né?
- 34:26Falar em correlacionar com outros pontos, né?
- 34:28Como o manejo que você citou aqui muito claramente é
- 34:33nutrição, né? Você trabalhou com microtoxina
- 34:36outro dia, a gente conversou também com o PIB que tem assim
- 34:38já há muitos anos falando da relação das redes neurais com
- 34:44microtoxina que, na verdade nada mais é assim.
- 34:47Se a gente conseguir cruzar informações de de, de, de, é de
- 34:52lesões associadas a elas, com qualidade de matéria-prima, que
- 34:56as empresas têm, né que as fábricas têm.
- 34:59Com é desempenho no final você consegue ter uma informação
- 35:04muito mais Clara, né? Então essas essa necessidade de
- 35:08não olhar a necropsia como uma busca de um agente infeccioso,
- 35:12mas de uma informação que pode nos abrir.
- 35:18Oportunidades de melhorar em outros aspectos e também assim,
- 35:21né? Ricardo?
- 35:22Às vezes a pessoa pensa que quando ela entrega aquele lote,
- 35:26né, entrega o ovo, né? O cara da matriz entrega o ovo,
- 35:29acabou o trabalho dele. O pessoal da incubatória
- 35:32entrega, o pintinho acabou e o trabalho dele, o pessoal lá do
- 35:35campo acho que entregou no abatedouro, mas no final, assim,
- 35:40dessa forma como foi desenhada as as empresas?
- 35:43Às vezes a gente tem que a ideia de que são várias empresas
- 35:46separadas, mas o processo ele não para, né?
- 35:50E a gente? Obrigatoriamente, para ser
- 35:52sustentável, a gente vai ter que integrar todo esse sistema.
- 35:55Não sei se você pode falar um pouco também da tua experiência
- 35:59com isso, né? Juntando todas essas partes, EEA
- 36:04dificuldade que as empresas têm de ser de de realmente juntar
- 36:08tudo isso porque eles acabam separando do ponto de vista
- 36:11logístico, que é o mais óbvio, né?
- 36:13Então faz isso de forma logística para que seja mais
- 36:15fácil administrar cada uma da dos passos de produção.
- 36:20Mas como que a gente poderia assim sobrepor essa essa relação
- 36:25que começou como uma forma logística de administração e que
- 36:29alguns pontos, principalmente na parte de de busca de melhoras
- 36:33vezes, pode ser um ponto negativo, né?
- 36:35Porque a gente acaba pensando que começa o frango, quando você
- 36:38recebe ele que. Começa a que termina quando você
- 36:42entrega o ovo lá na matriz. Então como que AA tua, a tua
- 36:45visão e a tua experiência, né? Porque você participou disso
- 36:49aqui. Mente aí por muitos anos da tua
- 36:51vida, como é que você vê isso e até uma mensagem?
- 36:56Uma mensagem tua de como é que a gente poderia sobrepor essa,
- 36:59essas dificuldades que às vezes a gente tem?
- 37:01É AA cadeia do ponto de vista do animal, ela é contínua, né?
- 37:05Ela tem bom. Para algumas empresas, é
- 37:09matrizes, para outras, é avós. Mas, enfim, ela é contínua.
- 37:13A gente vai seguindo a produção vai até chegar lá no abatedouro
- 37:19e aqui vem mais um 11. 11 ato falho nosso é, a gente acaba no
- 37:27abatedouro. Na verdade, o sistema produtivo
- 37:30não acaba quando ele entrega a ave lá na plataforma, né?
- 37:33Lá dentro, continuam acontecendo coisas que tem.
- 37:37Impacto para nós e causado por nós também, né?
- 37:42Quando eu falo nós, eu estou falando de de quem está no
- 37:44campo, então a gente olhava o sistema produtivo dessa forma,
- 37:49mais holística, só que do ponto de vista das pessoas que
- 37:54trabalham no sistema produtivo, ele é segmentado.
- 37:58Que ninguém tem capacidade de olhar tudo isso ao mesmo tempo é
- 38:02é praticamente impossível, né? E fazer um trabalho bem feito.
- 38:06Então, a segmentação ela é necessária, mas a partir do
- 38:10momento que eu tô dentro de uma área segmentada ou de um
- 38:14segmento dentro dessa área, eu preciso olhar para frente.
- 38:19O que é que eu estou fazendo? O que é que eu estou gerando?
- 38:21Como consequência, seja positiva, seja negativa e olhar
- 38:25para trás também. Mas não para apontar o dedo.
- 38:30Para dar feedback, né? Porque o feedback que eu recebo
- 38:33da cadeia seguinte é importante para eu melhorar o que eu estou
- 38:37fazendo, então, essa comunicação no sentido de aperfeiçoar o
- 38:41sistema produtivo, ela é importante.
- 38:45Tem, tem um outro exemplo que eu queria trazer, Betty, se tu me
- 38:49permite, e eu acho que vai juntar um pouco disso, que a
- 38:51gente está falando agora com a questão das necropsias, é?
- 38:57O critério para se fazer necropsia, desenhar a amostragem
- 39:02adequada, desenhar o. Critério para a seleção dessas
- 39:06aves para a gente fazer necrópsia.
- 39:10Que necrópsia é algo tão banal dentro do sistema produtivo que
- 39:13a gente às vezes acaba não dando a devida atenção para essas
- 39:17premissas. O exemplo que eu quero trazer é
- 39:19o seguinte, é, eu comecei a olhar de uma forma mais
- 39:24sistemática, os resultados. Das necrópsias de granjas de
- 39:30avós. Junto com os resultados de
- 39:33necropsias de granjas de frango, de corte e para mim tinha uma
- 39:37discrepância muito grande ali, a qualidade intestinal,
- 39:40principalmente olhando intestino, a qualidade
- 39:42intestinal nas avós era muito pior do que no frango de corte.
- 39:48Isso não faz sentido, né? Quando a gente olha o sistema
- 39:51produtivo, Como Ele É constituído, uma das bases, um
- 39:54dos pilares, é a biosseguridade. E a gente sabe que numa grande
- 39:58avós, biosseguridade, ela tá anos-luz à frente do que no
- 40:02frango de corte. Apesar da gente ter bastante
- 40:05consistência no frango, mas não dá para fazer comparação entre
- 40:10as 2 situações. Então, em termos de
- 40:12biosseguridade, em termos de densidade dessas aves, em termos
- 40:17de número de. Pessoas disponíveis para atender
- 40:20essa. Comparação com o frango de cor
- 40:23não faz sentido e daí começa daqui, mexe em uma coisa, talvez
- 40:29o nosso programa preventivo não esteja adequado ou tem alguma
- 40:32coisa. Vamos lá.
- 40:34Qual que era a situação preponderante e definitiva para
- 40:39essa discrepância no frango de corte, a gente entra numa
- 40:43Granja, entra num aviário e a gente diz, vamos pegar 5 aves
- 40:47aqui para fazer necrópsia e a gente pega aves médias.
- 40:51A gente caminha dentro do aviário, pega aquelas aves, faz
- 40:53necropsia, a gente tem uma visão geral daquele loque.
- 40:55O que é importante, né, Ricardo? Só para lembrar, assim, que é
- 40:58importante que não seja ave, só ruim, né?
- 41:01Tem que ser ave. Exato.
- 41:04E que não seja aquele frangão bonito lá, que que é o melhor do
- 41:08lote, né? O que que acontece nas avós?
- 41:11Uma ave avó custa muito caro, então entrar num aviário e sacar
- 41:175 avós médias para fazer necropsia.
- 41:22É economicamente inviável o que que o pessoal normalmente faz,
- 41:26faz necropsia de aves que vão ser eliminadas, aves
- 41:29improdutivas ou aves com alguma? Sei lá, com problema de perna
- 41:33que, né? Enfim, não são aves médias, não
- 41:37são aves exatamente saudáveis, vamos dizer assim.
- 41:41E está tudo bem. Não está errado fazer isso.
- 41:44Só que quando a gente vai avaliar os resultados da
- 41:46necropsia, a gente precisa ter isso em mente e eu não tinha
- 41:49isso e eu fazia essa comparação. Então a gente precisa ter as
- 41:54premissas bem estabelecidas. Quando vai desenhar um programa
- 41:57de necropsias? E a gente precisa ter essas
- 41:59premissas em mente. Quando a gente vai fazer a
- 42:02avaliação dos resultados, porque senão a gente vai achar que está
- 42:05tudo bem, porque nós sempre pegamos aves hígidas, aves que
- 42:09são de muito bom desempenho. E que não vão apresentar
- 42:13praticamente lesão, ou nós vamos ter a sensação de que está tudo
- 42:17muito ruim, porque a gente está sempre avaliando aves, refugo,
- 42:20aves que vão ser eliminados de qualquer forma e fazendo
- 42:23necrópsia nessas aves. Então, a gente precisa
- 42:26estabelecer bem essas premissas. E de novo, eu não estou dizendo
- 42:31que numa Granja de avós ou bisavós a gente precisa entrar
- 42:34lá e pegar só avees saudáveis. Aves médias é, mas a gente tem
- 42:38medo de quando vai avaliar os resultados e que a gente está
- 42:41lidando com uma ave numa determinada característica, né?
- 42:46Eu. Isso ajuda muito a compor isso
- 42:50que a gente está conversando e que quando a gente tem também a
- 42:55intenção de ter esse olhar Holístico, de querer ver toda a
- 42:59cadeia produtiva. A gente ter uma visão que não
- 43:05seja viciada ou que a gente não queira ver tudo exatamente da
- 43:10mesma forma em todos esses pontos da.
- 43:14Da cadeia produtiva um exemplo inverso, talvez.
- 43:18E a gente pegar um veterinário sanitarista que está trabalhando
- 43:22há 56 anos com. Avós ou bisavós?
- 43:28E colocar ele para trabalhar no frango de corte, ele vai ter uma
- 43:32visão principalmente de biosseguridade, que tal?
- 43:36Vai dar uma travada nele, ele vai dizer, putz, mas aqui está
- 43:39tudo errado, não é? Como é que não está tomando
- 43:42banho? Como é que eu vou?
- 43:43Em 4 granjas no mesmo dia, né? Em termos de biosseguridade?
- 43:49Para a voz, está tudo errado, mas para a realidade do frango
- 43:52de corte, é isso aí mesmo. E assim que funciona.
- 43:55Então quando a gente quer ter essa visão holística, a gente
- 43:58precisa ter também em mente as particularidades de cada dela.
- 44:03De cada ponto desses na cadeia produtiva, no frigorífico, cada
- 44:07dia é um dia. É tudo o que aconteceu ontem.
- 44:11Não necessariamente vai acontecer hoje de novo e.
- 44:15Quando alguém do frigorífico vai para o campo, uma grande
- 44:19diferença de cortes são 42 dias. Aquele lote leva 42 dias para
- 44:23ser formado, né? É?
- 44:26Então, se. Se eu fiz alguma coisa errada lá
- 44:31no primeiro dia ou na primeira semana, paciência aquele lote,
- 44:35ele vai representar uma consequência negativa dentro do
- 44:39sistema produtivo até ele ser abatido, né?
- 44:44E uma coisa boa que eu fizer também na primeira semana vai
- 44:47demorar. 42 dias ou 35 dias até mostrar o seu.
- 44:54Resultado, o seu reflexo lá no abatedor.
- 44:57Isso serve para matrizes, serve para o incubatório também, né?
- 45:01É então a gente ter essa essa dimensão.
- 45:05Ajuda, né? E a gente?
- 45:08E a gente entender como é que são captados todos esses dados
- 45:11que a gente acaba trazendo do sistema produtivo e como que
- 45:14eles acabam interagindo de uma forma ou de outra.
- 45:17Sim, o ponto de. O que.
- 45:19O que é o dado que você está colocando no sistema, né?
- 45:22Uma ave que você está diagnosticando tem muita gente
- 45:25assim. Ah, vamos pegar e fazer
- 45:26mortalidade mesmo. Frango às vezes as pessoas vão
- 45:29analisar a mortalidade, né? Se o teu objetivo é saber porque
- 45:34que eles morreram, é um ponto. Agora, se o teu objetivo é você
- 45:39analisar todo o contexto, você tem que incluir aves que são
- 45:44mais menos desenvolvidas com aves médias com aves, você tem
- 45:48que ter uma proporção. Igual daquele lote EE é 11 ponto
- 45:54bem diferente, né? A necropsia, com característica
- 45:58de monitoria com a necrópsia com característica de diagnóstico,
- 46:03né? E por isso, assim, Na Na análise
- 46:06de dados é é importante e cada dia já está chegando aqui.
- 46:11No final a gente podia ficar horas aqui escutando todas as
- 46:14tuas, todas as tuas, os teus. Essa, essas, essas exemplos que
- 46:22você traz que eu acho que eu acho que são muito práticos.
- 46:24Pintar aí no campo e a gente percebe.
- 46:27Então assim, dessa importância de comunicação entre os setores,
- 46:31não numa busca de culpado, acho que a gente já falou isso aqui
- 46:34também várias vezes, mas numa busca de como otimizar o
- 46:37sistema, porque no final que que a gente está produzindo, está
- 46:40produzindo carne, né? O grande final é a gente chegar
- 46:43na mesa e ter uma carne de qualidade, né?
- 46:47É para todos os consumidores do mundo, não é que consomem AO
- 46:51frango no Brasil, né? Que não é só só aqui para nós.
- 46:55E aí chegando pra esse final, eu queria que você deixasse assim
- 46:59uma mensagem, como que a gente passa pra esse outro nível, né?
- 47:03Quais são as as as? Oportunidades que a gente tem
- 47:07hoje assim, pra sair daquela necrópsia que você abre, que
- 47:11você esquece, que obviamente profissional.
- 47:15Um profissional com mais experiência vai conseguir
- 47:18resolver e tomar decisões mais efetiva.
- 47:23Outros mais jovens vão assistir. Um pouco mais é reticente, como
- 47:29é que a gente sai desse cenário para um cenário aonde a gente
- 47:33começa realmente ver tudo, todo o sistema de uma forma muito
- 47:36mais holística e toma decisões mais pertinentes para melhorar a
- 47:41produção a partir da visão veterinária de necrópsia.
- 47:45Claro que tem várias outras coisas, mas especificamente aqui
- 47:48na nossa conversa, vamos focar, já que a gente falou muito em
- 47:51necrópsia, dados de necrópsia, qual seria a tua mensagem aí pra
- 47:55gente ir para um outro passo? Nessa questão de avaliação da
- 48:00informação. É, tem.
- 48:02Tem um passo que é essencial, que é AA composição dessas bases
- 48:06de dados, né? Não adiantou coletar informação
- 48:09e ela ficar à deriva. Ficar em qualquer lugar.
- 48:12Então eu preciso ter algo estruturado pra consolidar esses
- 48:17dados, pra eu ter formas de de avaliar isso depois.
- 48:21Isso é essencial, mas isso também é relativamente simples,
- 48:24porque hoje a gente tem ferramentas de TIE tudo para
- 48:27fazer isso. Oo próximo passo, e eu acho que
- 48:32o nosso mercado ele tá. Em diferentes níveis, mas ele tá
- 48:37nessa etapa, é? Pessoas é ter pessoas
- 48:42qualificadas para fazerem. Não para fazer a interpretação
- 48:47desses dados, mas para trabalhar em um sentido de gerar
- 48:51informações. Então, pessoas que tenham
- 48:54logicamente o conhecimento do sistema produtivo.
- 48:57Não adianta pegar um estatístico puro.
- 49:00É, e pedir para ele fazer alguma análise em cima daqueles dados,
- 49:04porque ele vai chegar à conclusão de que se tem
- 49:08aerossaculite e não tem calo de pata, é, vai ser isso.
- 49:12E não é isso que a gente quer, né?
- 49:13Então tem que ter pessoas que conhecem o sistema produtivo,
- 49:17que sabem os como é que o sistema produtivo funciona.
- 49:21E que, por outro lado, tem um. Esse conhecimento de análise de
- 49:25dados mesmo, né? Fazer uma análise estatística,
- 49:28poder extrair o máximo daquelas análises.
- 49:31EOOO que eu costumo falar, é assim.
- 49:36Esse conhecimento do sistema produtivo, ele é essencial.
- 49:39Não basta ser um veterinário ou ser um zootecnista ou ou ou
- 49:42alguém com formação nessa área que a gente trabalha, tem que
- 49:46ter o conhecimento específico. Eu tenho uma certa familiaridade
- 49:51com análises de dados e conheço também um pouco do sistema
- 49:55produtivo de de agricultura, mas não quer dizer que eu vou
- 49:59conseguir por causa dessa experiência em análise de dados.
- 50:02Pegar trabalhos relacionados a cães, por exemplo, e fazer uma
- 50:08poder fazer uma análise e uma interpretação em cima daquele.
- 50:11Não conheço nada a respeito disso, né?
- 50:13Clínica de pequenos não é o meu meu chão, eu levo a minha
- 50:16cachorrinha no veterinário quando tem algum problema,
- 50:20então. Esse conhecimento é importante,
- 50:23mas aquele profissional que tem um conhecimento de campo imenso,
- 50:28mas que não tem uma base, não tem uma formação também
- 50:32relacionada análises de dados. É ele sozinho, ele não consegue
- 50:36fazer muita coisa. Ele até contribui com alguém com
- 50:39alguém que tem essa experiência de análise de dados.
- 50:42Então, no final das contas, a gente precisa se preocupar com
- 50:45as pessoas em investir nas pessoas, identificar dentro das
- 50:48empresas quem tem essa capacidade de ver o sistema
- 50:54produtivo de forma holística e quem tem mais familiaridade,
- 50:59mais habilidade. Vamos colocar assim, com
- 51:01números, com análises estatísticas.
- 51:04Talvez não vai ser a mesma pessoa que tenha todas essas
- 51:06habilidades, mas a gente consegue montar uma equipe
- 51:10multidisciplinar que consegue fazer isso.
- 51:15E essas pessoas têm que ter condições de numa segunda etapa.
- 51:21Deixar isso de forma operacional para também o sistema todo, não
- 51:25ficar dependente dessas pessoas, porque se não a gente volta para
- 51:28aquilo que tu comentaste lá no começo, né?
- 51:31Aquele veterinário que tem mais experiência e que vai pegar as
- 51:34avaliações de necropsia e dar algum veredito, né?
- 51:39Então, com essa questão da análise de dados, também não é
- 51:43isso que a gente quer que dependa de uma pessoa fazer essa
- 51:46análise e gerar interpretações. Isso tem que ser feito de forma
- 51:50automática. Hoje tem ferramentas de
- 51:54inteligência artificial, aprendizado de máquina,
- 51:58realmente. Está relativamente simples de
- 52:00fazer isso tudo, mas ainda a gente precisa de pessoas que
- 52:05tenham habilidade e que tenham interesse em fazer isso também.
- 52:10Não é porque às vezes eu tenho habilidade, mas eu não quero me
- 52:13meter nisso. Eu quero continuar fazendo tudo.
- 52:16E está tudo certo, não é? Mas a gente precisa, então,
- 52:19identificar pessoas nas empresas que tenham essa essa capacidade
- 52:24de desenvolver isso, né? Vamos lá.
- 52:26Às vezes as pessoas acham que essa questão da inteligência
- 52:30artificial vai tirar Oo ser humano das decisões, mas na
- 52:35verdade, ela é uma ferramenta. Ela tem que ser vista como uma
- 52:37ferramenta, né? Ricardo e a gente tem que ficar
- 52:40com menos medo disso é, eu participo e, obviamente, você
- 52:45deve ter participado muitas vezes e continuo participando
- 52:48assim que o pessoal te chama como consultor e quer que você
- 52:51também tenha um, responda com base em mentira que você ficou
- 52:55na empresa. Então, assim, essa análise de
- 52:58dados, essa informação, ela permite você realmente buscar
- 53:02profissionais que vão trazer a solução para você é no menor
- 53:08tempo possível, né? E com mais assertividade, porque
- 53:11vai ter mais essa informação. Talvez a gente está falando aqui
- 53:15da importância da da multidisciplinaridade que você
- 53:19chamou a atenção da coleta adequada dos dados, então não dá
- 53:23mais para a gente se enfiar na nossa cabeça.
- 53:25Eu fiz uma necrópsia ontem, fiz uma manhã.
- 53:28E nós e sexta-feira, amanhã vou sentar e tentar lembrar o que
- 53:32tem na minha cabeça, então, realmente assim tentar
- 53:35transformar isso de forma mais é em tempo real, né?
- 53:40Você capturando aquela informação e a aí já temos a
- 53:43parte da digitalização é que eu falo assim, acho que a gente tem
- 53:47que começar com a digitalização, né?
- 53:48Transformar aquilo para dentro do computador, no ter pessoas
- 53:52que consigam organizar essa informação em gráficos, em
- 53:56análises estatística e depois seguramente ter pessoas, né?
- 54:02De diversas áreas que vão olhar essa informação e, com isso
- 54:06buscar o melhora, a melhor decisão.
- 54:10Como você deu exemplos aqui do do caso do GPD que no final
- 54:13acabou? Não vamos deixar porque.
- 54:17É melhor isso, e nunca é 100%, né?
- 54:20Às vezes você tem algo que vai melhorar uma coisa, mas vai
- 54:24piorar. A outra.
- 54:25Então, é importante também ter essa visão geral.
- 54:29Então Eu Acredito que você deu muita coisa assim, muita bagagem
- 54:33aí para o pessoal de que está nos escutando.
- 54:37É entender melhor EE ver como aplicar isso.
- 54:40Eu te agradeço muito, Ricardo. Não sei se você quer dar uma
- 54:43última frasezinha aí de mensagem pro pessoal, pra gente se
- 54:47despedir. Muito obrigada pelo seu tempo e
- 54:50eu aprendi muito e eu espero que o pessoal ali de casa também.
- 54:54Quem está nos escutando em casa? No carro onde estiverem, não,
- 54:58eles consigam entender, entender não, eles consigam pegar essa
- 55:03mensagem e começar a aplicar, porque eu sou obcecada, que o
- 55:07pessoal comece realmente usar as informações que já existem.
- 55:11Para a gente melhorar, então, a última mensagem aí e para já,
- 55:16para nos despedirmos, é que quase 1 hora de conversa, que
- 55:19delícia. American Lutz entregando
- 55:23soluções tecnológicas para o bem-estar e segurança humana e
- 55:26animal desde 2007, alicerçados ao conceito one health, os
- 55:31produtos e a inovação da American nutrins contribuem para
- 55:34a saúde humana. O bem-estar animal e a
- 55:36preservação do meio ambiente. O tempo passa voando, né não?
- 55:43Eu queria mesmo agradecer Beth o teu convite para.
- 55:46Para participar é quando tu me convidaste, jogou o assunto é
- 55:53assim, vem muita coisa na cabeça, a gente pode falar a
- 55:55respeito de de várias situações, testes de produtos, como é que
- 56:00se faz uma comparação, a diferença entre um trabalho
- 56:03experimental em grande experimental e um trabalho a
- 56:06campo, quer dizer que tem muita coisa para para falar.
- 56:12EEO tempo passa muito rápido, mas.
- 56:15De fato, é só agradecer mesmo o convite, a oportunidade.
- 56:18Por falar um pouco disso e explorar que quem está nos
- 56:23ouvindo aí possa aproveitar um pouquinho dessa.
- 56:26Nossa conversa é e se Deus quiser a gente tenha também
- 56:30ajudado aí para quem está no campo no dia a dia, no batidão,
- 56:35a poder ter alguns insights aí para ver como pode melhorar o
- 56:40nosso sistema produtivo, que já é muito bom, né?
- 56:43A gente tem uma. Uma qualidade já muito grande.
- 56:48Seja em termos produtivos, sanitários e tudo mais, é, mas a
- 56:52gente sempre tem um espaço pra pra melhorar.
- 56:55É como a gente tem sempre um espaço pra aprender também.
- 56:58Eu também aprendo muito nessas nossas conversas, sempre
- 57:02obrigado mesmo. Muito obrigada, Ricardo.
- 57:04Obrigada a vocês todos que nos acompanharam nessa nessa
- 57:08conversa lembrassem que eu sempre tenho muito orgulho de
- 57:12dizer que eu sou trabalho com agricultura e sou do Brasil,
- 57:16porque todo mundo recebe a gente tão bem, né?
- 57:18Ricardo, lá fora, eu sei o quanto você está fazendo sucesso
- 57:21lá também. Quando a gente é muito bom, a
- 57:24gente tem que ser cada vez melhor, né?
- 57:27Esse é o é o risco que a gente tem.
- 57:29Então assim, quando você está bem, todo mundo exige que você
- 57:33sempre seja o melhor e sempre tem espaço para a gente ficar.
- 57:39Ficar mais informado para conseguir resolver melhor os
- 57:43problemas. Então, muito obrigado a todos
- 57:45vocês. Obrigada, Ricardo, que tenha um
- 57:48bom dia e a gente se fala por aí.
- 57:53Obrigada todo mundo. Um abraço até a próxima.