Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Influenza Aviária Chega ao Brasil: O Que Você Precisa Saber? - Dr. Jansen Araújo | Ep. 130
Transcript
- 0:00O Brasil, ele foi o último país a identificar esse vírus
- 0:04praticamente no planeta. Tá, porque até na Antártica nós
- 0:08tivemos casos de vírus da influenza viária destruindo
- 0:12populações de pinguim de aves que vivem naquela região.
- 0:15E o Brasil, pela por ter essa preocupação com a economia
- 0:20forte, nós tivemos talvez um adiamento dessa chegada desse
- 0:24vírus. É por conta dessa, dessa
- 0:27preocupação. Bem vindos ao podcast o aviário
- 0:33as mentes mais brilhantes da avicultura no seu bolso o
- 0:38podcast o aviário só é possível através do apoio de empresas
- 0:42inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:45avicultura brasileira. Zoetes líder global de soluções
- 0:49para incubatórios pegas dos Science, a solução inteligente e
- 0:54em tempo real para a interpretação de microtoxinas.
- 0:59Alga Prime DHA da corbium enriquecer ovos com Omega 3
- 1:03sustentável easy Institute transformação digital e
- 1:09inteligência artificial na produção agrícola novos líder em
- 1:15soluções de nutrição inteligente para o crescimento dos negócios
- 1:18na produção de proteína animal. Olá pessoal, sejam todos muito
- 1:23bem vindos em mais um episódio do nosso podcast ouviário.
- 1:27Meu nome é Marcos café. E hoje o assunto não poderia ser
- 1:30outro. E nós temos aqui um super
- 1:32especialista, vamos falar sobre influenza viária.
- 1:36Nosso convidado hoje é o doutor Jansen Araújo.
- 1:39Ele é virologista, professor na USP e já trabalha com esse vírus
- 1:43há mais de 20 anos. É uma pessoa certa aqui pra
- 1:45gente tirar algumas dúvidas, né? Sobre não só o agente
- 1:49arqueológico esse vírus da influência aviária, como também
- 1:53um pouco da enfermidade mesmo essa, né?
- 1:56Que essa enfermidade que entrou no Brasil e que tá todo mundo
- 2:00aqui procurando, né? Entender, EEEE, se inteirar o
- 2:05máximo pra gente conter esse foco, pra que ele fique contido
- 2:08onde ele chegou e não espalhe mais.
- 2:09Doutor Jansen, muito obrigado pela sua presença no nosso
- 2:14podcast mais uma vez. É muito legal.
- 2:16A gente tá conversando com um especialista e hoje nós vamos
- 2:18focar aqui, né? Essa questão aí da influenza
- 2:22viária, eu deixo você fazer suas considerações iniciais.
- 2:26Bom, boa tarde, né? É primeiramente agradecer
- 2:30novamente. É um prazer imenso ao convite do
- 2:32Marcos. É estar aqui com vocês e poder
- 2:35dividir um pouquinho dessa experiência, dessas, dessas
- 2:40atividades que a gente vem acompanhando, né?
- 2:43Infelizmente a gente teve agora um caso confirmado pela primeira
- 2:46vez aqui No No Brasil, mas essa história até chegar aqui, ela é
- 2:5111 pouquinho antes, então a gente.
- 2:55Entende como eu na apresentação, eu que eu trabalho com esse
- 2:59vírus há um pouquinho mais de 20 anos, é porque a gente estava
- 3:02atento a esse vírus, mesmo quando ele estava distante do
- 3:05nosso continente. Imagine ter à disposição uma
- 3:10solução que combine rapidez e interpretação personalizada para
- 3:13gerenciar os riscos das microtoxinas em sua empresa, a
- 3:17pegasus Science é a resposta. Realizamos a quantificação em
- 3:21tempo real das principais microtoxinas.
- 3:24Promovendo decisões mais assertivas, resultando em um
- 3:27gerenciamento macroeconômico e sustentável.
- 3:32É isso que eu queria iniciar a pergunta.
- 3:34Exatamente isso, doutor grande. Eu queria que você fizesse
- 3:37exatamente o histórico dele muito antes de chegar no Brasil,
- 3:40naqueles primeiros episódios na área.
- 3:42Eu queria que você contasse essa história de como a Kalil acabou
- 3:46chegando o timeline aí pra para as pessoas que não conhecem
- 3:50exatamente como que está acontecendo, tivesse uma noção.
- 3:53E você? Vigiando esse vírus desde
- 3:55sempre. Conhece bem essa história.
- 3:57Você podia fazer esse relato pra gente desde sei lá de de onde
- 4:01ele foi identificado até ele ter chegado aqui no nos nossos
- 4:04renanes comerciais. É OOO.
- 4:08Nosso laboratório trabalha com vírus emergentes e aí a gente
- 4:12trabalha principalmente com vírus que infecta humanos
- 4:14também. E o vírus da gripe, no geral,
- 4:17que a que nós conhecemos são as gripes humanas que que inclusive
- 4:20está circulando por aí. Mas.
- 4:23A gripe humana que a gente conhece é a gripe espanhola, a
- 4:25gripe antiga. Aquela gripe que a gente vem é
- 4:29observa circulando na população. Quando chega por mais ou menos
- 4:34em final de 1996, surge um vírus novo que não era conhecido, que
- 4:39foi chamado de H5N 1. Esse vírus surgiu lá na Ásia, na
- 4:44região de Hong Kong, no Vietnã, é espalhou rapidamente em alguns
- 4:48pontos. Estritamente em aves de criação?
- 4:57Bom, surgiu um vírus novo e acontecia que muitas pessoas que
- 5:01estavam em contato com essas aves também se infectava com o
- 5:04vírus dessas aves. A partir daí, Oo país ficou
- 5:10observando de longe essa epidemia.
- 5:12Circulou muito na Ásia, mas o vírus não saiu de lá.
- 5:15Enfim, ficou em em silêncio, mantido naquela região, acometeu
- 5:20aves de criação. E aí a China acabou perdendo um
- 5:23pouco do mercado nessa época, também por conta de um vírus
- 5:26novo surgindo lá. Enfim, desde então, esse vírus
- 5:31aparecia esporadicamente, em pequenas concentrações, poucas
- 5:35propriedades. Quando chega por volta de 2004
- 5:392005, a gente tem um novo surto. E um novo surto vírus surge
- 5:44novamente lá na região asiática. Só que aí ele já tem um
- 5:47espalhamento um pouquinho maior, atingindo alguns países da
- 5:51África e alguns países da Europa.
- 5:53Então o mundo começa a ficar mais interessado, pensando,
- 5:57olha, tem um vírus que era regional, infectou alguns
- 6:00países, chegou no Japão, passou pra Europa, tem alguns lugares
- 6:04Na Na Na África. E a gente aqui do lado do
- 6:07ocidente, nas Américas, nós não tínhamos casos.
- 6:10Nenhum desse vírus histórico, nenhum desse vírus circulando
- 6:13por aqui. Porém, entra a história das
- 6:17rotas e aves migratórias, as aves silvestres e qual que era?
- 6:21A grande preocupação? Era se aves que vinham do
- 6:24Oriente poderiam migrar para a região.
- 6:26Aqui do ocidente, onde nós estamos entendendo a parte
- 6:31ecológica desses animais. A gente sabe que não existia
- 6:34nenhuma rota direta que vinha tanto da África o quanto da Ásia
- 6:38direta para o Brasil ou para América do sul.
- 6:40Não existe essa rota, mas existe algumas rotas nos polos.
- 6:44Tanto no Polo Norte, na região mais gelada, quanto no polo sul,
- 6:47tem aves que fazem uma migração mais horizontal.
- 6:51Então ela circula ali entre a Eurásia, Ásia, Canadá, Alasca e
- 6:56tem algumas no sul que circula sul da Austrália, sul da África
- 6:59e Antártica, inclusive sul da América do sul.
- 7:03Bom. Como essas doenças que ocorreram
- 7:06do h 5 nessas regiões asiáticas eram é na região é tropical, Na
- 7:12Na região do meio, a gente não tinha essa migração vindo direto
- 7:16pra cá. Então a gente não teve caso
- 7:18nenhum. Desde então é mais ou menos onde
- 7:20eu começo a estudar esse vírus, tá?
- 7:22E aí esse vírus espalha na região, fica naquela na região
- 7:26somente em 2015, 10 anos depois, então veja 96. 2005, 2006 passam
- 7:35se 10 anos depois de 2006 passam se mais 10 anos e 2015 ele chega
- 7:41na América do norte. E aí é a primeira vez que a
- 7:43gente tem notícias desse vírus H5N 1.
- 7:46Chegando na divisa com o Canadá, lá na No No biquinho, bem
- 7:51próximo da da do final dos Estados Unidos nessa divisa em o
- 7:56quê? Em aves silvestres migratórias?
- 8:00Então aquele aquele medo que nós tínhamos de que a poderia ter
- 8:03uma rota direta daquela região pro Brasil, pra América do sul,
- 8:06não existia, mas lá na parte mais norte nós identificamos a
- 8:10primeira vez e aí o os Estados Unidos sofreu grande impacto,
- 8:15porque eu também é um grande produtor.
- 8:17E o vírus se espalhou rapidamente nessa época em
- 8:20granjas comerciais. Então no final de 2014 é
- 8:24detectado em aves Silvestre 2015.
- 8:27Chega nas aves de Granja e por ali ele se espalha e se
- 8:30estabelece. Bom, desde 2015, o nosso, o
- 8:34nosso medo, a nossa atenção aumentou.
- 8:37Por quê? Porque existe uma rota
- 8:40migratória que ocorre esse fenômeno 2 vezes por ano, que é
- 8:44América do norte, América do sul, Eurásia, África, Ásia e
- 8:50Austrália. Esse fenômeno acontece todos os
- 8:53anos, 2 vezes. Então, quando chega em mais ou
- 8:57menos em outubro ou novembro, as aves estão pra esfriando a parte
- 9:01norte. Elas saem de lá e migram pra
- 9:03região sul pra procurar alimento, trocar sua plumagem,
- 9:08ficar mais forte. Conseguir é passar sua Juventude
- 9:13nessa região e se preparar pra retornar no próximo é inverno
- 9:20pra sua reprodução. Então ela desce aqui, vamos
- 9:23vamos falar do Brasil. Elas tem uma rota migratória que
- 9:26desce para a região da América do sul.
- 9:27No Brasil, elas fazem essa alimentação, troca de plumagem e
- 9:31tudo mais. E elas retornam.
- 9:33Quando que elas retornam? Exatamente nesse mês que nós
- 9:35estamos agora, entre abril e maio, as aves estão retornando
- 9:40para América do norte, enfim, 2015.
- 9:43Nós esperávamos que o vírus IA chegar aqui no dia seguinte,
- 9:45então o nosso. A nossa atenção, as as
- 9:48autoridades, o Ministério, os grupos ficaram muito atentos com
- 9:53a possível chegada desse vírus. Até então, ele se espalhou nos
- 9:56Estados Unidos e ele não chegou, não veio descendo chegar, chegou
- 10:01em alguns pontos na região do México, mas não chegou a descer
- 10:03para a América do sul. Então isso foi um fato.
- 10:07Para se ter uma ideia, o vírus demora mais ou menos, quase
- 10:10então mais 10 anos para a gente identificar ele aqui, ele
- 10:14começou. Em no finalzinho de 2021,
- 10:18comecinho de 22, os Estados Unidos tem um novo surto.
- 10:22E esse novo surto, aí sim, nós temos uma variante diferente
- 10:26desse vírus, H5N 1. Que se mostrou um pouco mais
- 10:30agressiva do que aquelas encontrada tanto em 2015 quanto
- 10:34aquela inicial de 2000, de 2005 e 97, por exemplo.
- 10:39Então agora a gente tá falando de um vírus diferente no final
- 10:42de 21, começo de 22. Em 22, a gente começa a
- 10:47monitorar essas aves, a chegada no, em todo, em todo o período,
- 10:53essa época que elas estão vindo para cá, elas estão chegando.
- 10:56Ela desculpa, maio, abril, maio, elas estão retornando para os
- 11:00Estados Unidos. Então a gente tem um trabalho
- 11:02nosso de monitoramento dessas aves migratórias, que é captura
- 11:05e coleta de material biológico para procurar vírus, seja ele
- 11:08qual for vírus, novos vírus emergentes.
- 11:11Então a gente sabe que elas estão retornando.
- 11:12Quando eu digo que AO fenômeno migratório, ela desce lá do
- 11:16Alasca e tem algumas aves que conseguem chegar até OA região
- 11:20Antártica, quer dizer que elas chegam na Patagônia?
- 11:22Elas chegam na no Chile, na Argentina, no Uruguai, tudo que
- 11:26está para o sul do Brasil aqui essa época, elas estão
- 11:31retornando da onde? Só do Brasil?
- 11:33Não, elas estão saindo lá do sul da Antártica, lá da Patagônia,
- 11:37do Uruguai e da Argentina, estão passando pelo nosso país.
- 11:40Cruzando pelo Atlântico, cruzando pelo meio do país e
- 11:44pela rota também, 11 das rotas é a rota do pacífico para retornar
- 11:49para a América do norte. Então, esse momento, essas
- 11:51infecções que nós detectamos em 2023, que foi aí a primeira vez
- 11:57que foi identificado no Brasil, no Espírito Santo, foi em uma
- 12:01ave migratória que estava na rota de retorno para América do
- 12:05norte. Ou seja, eles desceram, foram
- 12:07até a região mais sul. E quando eles estavam subindo,
- 12:10eles carrearam esse vírus onde foi identificado, na Costa do
- 12:13Espírito Santo. Bom, chegamos em 23.
- 12:18Aí foi todo aquela preocupação, porque o vírus finalmente havia
- 12:22chegado no Brasil, porém não tinha afetado nem granjas e
- 12:26algumas produções de Fundo de Quintal, se eu não me engano, 2
- 12:29na Costa ali onde foi identificado o caso.
- 12:32E tudo bem, nós esperávamos que. Iria desdobrar em outros casos.
- 12:37E o Brasil não teve mais nenhuma notificação, é em.
- 12:42Em aves de Granja, por exemplo, nós tivemos mais de 100 aves
- 12:45notificadas, identificadas na Costa do Brasil, em aves
- 12:50migratórias. Mas no interior, em granjas, nós
- 12:55não tivemos nenhuma identificação.
- 12:57Isso aí mostra um pouco da do monitoramento, da da da da
- 13:02atenção que o Brasil estava com esse vírus.
- 13:05E aí agora, infelizmente, 2 anos, praticamente 2 anos
- 13:09cravados, que é exatamente na época do mesmo fenômeno que as
- 13:14aves vieram no ano passado, chegaram aqui no Brasil e agora
- 13:18elas estão retornando pra América do norte, que nós
- 13:20tivemos essa surpresa da primeira identificação em aves
- 13:24de criação, né? De Granja, com um caso de h 5,
- 13:28causando essa mortalidade. Então, mais ou menos, é esse
- 13:31ponto que nós nós estamos agora. Era a data que a gente não
- 13:36queria anunciar, né? A chegada dela nos remanhos, né,
- 13:39nos plantéis comerciais, mas infelizmente chegou é, eu queria
- 13:43que você contasse pra gente um pouquinho da biologia desse
- 13:46vírus. Como é que é?
- 13:48Ele sobrevive no meio ambiente, como é que é a
- 13:50transmissibilidade dele? Enfim, um pouco da biologia
- 13:53dele. Conta pra nós essas
- 13:55características do vírus, como a gente mesmo é etiológico da
- 13:59influência da viária. Certo esse vírus, como eu disse?
- 14:04Nesse momento, ele é diferente daqueles antigos, dos primeiros
- 14:08que surgiram. O que que faz essa diferença?
- 14:11A característica do vírus da influenza, ela é um vírus, é
- 14:15muito sensível, ele é um vírus muito simples, ele é um vírus
- 14:19envelopado, que que significa que é um vírus envelopado.
- 14:23Quer dizer que quando ele isso é importante saber, tá?
- 14:26É uma, é uma parte técnica, mas é importante a gente saber como
- 14:29o coronavírus é um vírus envelopado também.
- 14:32Que que significa, toda vez que ele entra num hospedeiro, ele se
- 14:34replica. Ele carrega com ele um pedacinho
- 14:38da membrana da célula do hospedeiro.
- 14:41Isso significa que essa membrana ela é a mesma composição nossa,
- 14:45ela tem uma camada de lipídios de gordura, tá?
- 14:49E que que a gente faz pra destruir gordura na nossa casa,
- 14:52a gente usa detergente pra lavar louça e remover gordura.
- 14:55Então o vírus no ambiente, se eu utilizar qualquer agente que
- 14:59seja um detergente forte, você consegue destruir essa essa
- 15:03parte da do envelope, que é o que a gente chama de envelope do
- 15:06vírus. E Ah, mas e daí?
- 15:09E daí que as proteínas que estão nesse envelope é a que reconhece
- 15:13a célula do hospedeiro. Se eu destruo essa esse
- 15:16envelope, que é uma camada lipídica, facilmente o vírus
- 15:19não, ele perde sua infectividade, ele também é
- 15:22destruído. Então isso é uma coisa
- 15:23importante. Ele é um vírus sensível, ele
- 15:26dura é em condições de baixa umidade EE no ambiente, ele não
- 15:33dura muito tempo, anão ser que eu esteja, por exemplo, em
- 15:37alguns pontos, que é o que pode ter acontecido é, ele se mantém
- 15:42em locais que tem a água. E a água numa temperatura mais
- 15:46baixa, você consegue manter o vírus ativo por mais um pouco
- 15:50mais de tempo. Tá, e o que que ele tem de
- 15:53diferença dos outros? Ele por dentro, a característica
- 15:58principal desse vírus da influencer, ele possui 8
- 16:00segmentos de RNA. E o que que significa isso?
- 16:04Significa que eles sofrem mutações facilmente.
- 16:08Eles podem se alterar. Muito facilmente, quando ele
- 16:11entra no hospedeiro, quando ele faz o processo de multiplicação,
- 16:14quando ele vai sair, ele pode sofrer mutações.
- 16:18Então essas mutações são importantes.
- 16:20Por quê? Porque eu posso mudar as
- 16:23proteínas que estão fora, que é a que vai reconhecer as células
- 16:25dos meus hospedeiros. Então, a característica
- 16:29principal é que ele é um vírus muito versátil e ele consegue é
- 16:34driblar, vamos se dizer assim, algumas imunidades, um exemplo.
- 16:39Assim, bem simples da gente entender é uma das razões.
- 16:44Se eu transpor isso pra influenza humana, todo ano a
- 16:48gente precisa tomar a vacina novamente do contra o vírus da
- 16:52gripe. Por quê?
- 16:53Porque esse vírus sofre modificações e aí ele precisa
- 16:56ser, ela precisa ser atualizada. Então é basicamente isso, o
- 16:59vírus consegue sofrer essas mutações.
- 17:03Agora, como você relatou, né, quando ele chegou ali na borda
- 17:06do Canadá e entrou nos Estados Unidos?
- 17:09O estrago que ele fez foi enorme, né?
- 17:12Eu eu relato que dos 50 estados americanos, ele está presente em
- 17:1640, certo? E aí, como é que você, como é
- 17:20que você avalia? Por que que aconteceu a né?
- 17:23A indústria Americana, a indústria relativamente, né, é
- 17:26organizada tanto de corte quanto de postura.
- 17:29Como é que você avalia essa, vamos dizer essa, essa essa
- 17:33disseminação do vírus? Nos Estados Unidos, que
- 17:37praticamente tomou o país todo EEEE, claro, você já explicou
- 17:41que naquele momento ele ouve uma, vamos dizer, uma mutação
- 17:44que ele ficou mais letal, né? Como é que como é que essa
- 17:48aconteceu nos Estados Unidos? Que como é que você avalia essa
- 17:51disseminação no nos Estados Unidos?
- 17:53Talvez o que que eles fizeram, sei lá de errar.
- 17:56É eu. Eu não sei o que que eles
- 17:58fizeram de errado, mas assim eu eu posso dizer que.
- 18:03As condições que eles estavam no momento que o vírus chegou lá
- 18:06eram muito propícias, tá? Chegou numa parte mais norte,
- 18:10num local mais gelado, numa parte mais fria.
- 18:14E através das rotas, eles rapidamente desceram pela
- 18:17Califórnia, pela rota da do Mississipi ali e conseguiu
- 18:20chegar no centro comercial que fica bem no meio dos Estados
- 18:23Unidos. Ali no Kansas, né?
- 18:24É no na região dos Grandes Rios dali do do estado americano, EE.
- 18:32O sistema deles de criação, eu posso.
- 18:34Eu posso falar comparando com um pouco do do do Brasil, né?
- 18:38O Brasil, a gente tem um cuidado, um pouquinho mais
- 18:42atencioso, eu acho, do que que a gente tinha visto antes.
- 18:46Lá No No nas granjas Americanas eu vi algumas granjas que eram
- 18:49muito abertas. Então a chance de você ter ave e
- 18:53Silvestre chegando próximo ali naquela região, era muito mais
- 18:57fácil de carrear o vírus e uma vez o vírus dentro do aviário.
- 19:01De uma de 1/01/1 plantel, onde você não tem anticorpos contra
- 19:06esse vírus, que é um vírus novo, ele rapidamente se espalha e aí
- 19:10fica muito difícil de você controlar e aí até você
- 19:14conseguir conter ele poderia ter infectado alguns é fômites,
- 19:19poderia ser carros, poderia ser alguma coisa dos funcionários ou
- 19:23até mesmo aves que estavam em torno, conseguindo espalhar isso
- 19:26rapidamente. Tá?
- 19:28Então. Eu acho que eu eu não posso
- 19:32criticar o sistema deles porque eu não conheço todos os os
- 19:36sistemas. Eles são, é, eles são.
- 19:38É bem equipados também. Mas algumas áreas que eu que eu
- 19:41cheguei a observar, eu esqueci de falar.
- 19:44Eu estava nos Estados Unidos em 2015, quando o vírus chegou lá
- 19:47no laboratório de influencer, que é uma referência.
- 19:50E eles me falaram assim, se o vírus descer lá do do biquinho
- 19:54do Canadá e chegar aqui, nós estamos perdidos.
- 19:57E não demorou 7 dias, o vírus já estava disseminando num num, num
- 20:03centro comercial deles. E aí eu acho que quando eles
- 20:06perderam o controle, já não dava mais pra pra atuar.
- 20:11Tá bom, agora vamos falar um pouquinho, né?
- 20:13De estratégias de controle, né? O que é?
- 20:15É claro que o Brasil já determinou e os Estados Unidos
- 20:19também. Não sei se eles reviram essa
- 20:21posição. A estratégia de controle é achar
- 20:23o foco e eliminar as aves e fazer a erradicação.
- 20:26Uma outra possibilidade seria a vacinação, coisa que o México,
- 20:30por exemplo, faz nos rebanhos deles.
- 20:33Eu queria que você falasse um pouquinho da diferença dessas 2
- 20:35estratégias EE assim, e por que é não vacinar, né?
- 20:40Por qual que é a lógica de não vacinar, já que existe uma
- 20:42vacina, né? Eu gostaria que você deixasse
- 20:44pro nosso pessoal que nos acompanha, por que que não é tão
- 20:47simples assim? Ah, não vamos vacinar.
- 20:49Explica pra gente um pouquinho sobre essas 2 formas de
- 20:53controlar a erradicação, que é exatamente isso que o Brasil
- 20:55faz. Acho o foco, isola o foco.
- 20:58EE sacrifica, né? Ali na região EEA, questão da
- 21:02vacinação. É, não é só o Brasil que faz
- 21:06essa, essa, esse procedimento. Esse é um procedimento padrão
- 21:11que é preconizado pra qualquer foco de influência viária no
- 21:14mundo. Então o Brasil tá seguindo os
- 21:16protocolos que são preconizados é você eliminar.
- 21:21O que tem de ficar claro é o seguinte, o vírus precisa de uma
- 21:24célula. Ele só fica viável se ele tiver
- 21:27uma célula. Esse vírus envelopado fora da
- 21:30célula, ele não dura quase nada no ambiente, então precisa
- 21:33eliminar tudo que é matéria orgânica, desinfecção química,
- 21:37tem que é queimar os materiais que você é, tem chance de estar
- 21:42acarreando aquele, aquele vírus e tudo mais.
- 21:45Então é um é uma série de procedimentos para eliminar de
- 21:48qualquer forma. Então, inclusive, o estado
- 21:52americano também utiliza essa mesma metodologia se eliminar.
- 21:55As carcaças tem que enterrar lá numa região para não atingir o
- 21:58lençol freático e tem que desinfetar quimicamente.
- 22:02E todo o cuidado que que tem um pouco é com questão de
- 22:06vacinação. É é um é um assunto que ele
- 22:10precisa de de um, de um certo entendimento da situação.
- 22:16No No geral, a gente pode dar vários exemplos de países.
- 22:20Que foram acometidos com Oh 5 n um.
- 22:22Os Estados Unidos é um exemplo claro e próximo que eles não
- 22:26adotaram o sistema de vacinação ainda e que convivem com o vírus
- 22:32lá é na sua, no seu plantel. Você tem países que adotaram o
- 22:36sistema de vacinação, o México, por exemplo, eles chegaram a
- 22:39adotar e eles também não conseguiram ter um controle da
- 22:43situação para suas aves, então? A vacina não é a vacina, não é
- 22:48ruim. A vacina é uma vacina que
- 22:49consegue proteger. Mas ainda tem uma outra
- 22:52preocupação, você tendo 11 país que está vacinando alguns
- 22:57algumas aves, você pode mascarar uma espécie de você não saber
- 23:03naquela região se está realmente circulando um h 5 mais fraco ou
- 23:08se é lá. Essas aves, por exemplo, foram
- 23:09vacinadas. Então existe também esse receio
- 23:12da gente colocar uma vacinação No No.
- 23:15No plantel inteiro e a gente perder esse controle de saber se
- 23:19tá circulando o vírus viável natural selvagem, né?
- 23:23Ou a cepa selvagem, ou se isso é um é uma, é 11 visualização do
- 23:29que da vacinação. Então tem essas discussões e eu
- 23:33não sou o maior especialista para falar sobre isso, mas eu
- 23:37sei que é um. É um debate que ainda dura
- 23:40bastante na Europa. É No No último surto que teve
- 23:43lá, eles chegaram a discutir bastante sobre isso.
- 23:46Então eu acho que não tem ainda 111 protocolo ainda estabelecido
- 23:52que do que realmente deve se fazer nesse caso, com certeza a
- 23:56eliminação do foco tem que ser imediata, rápida, pra que isso
- 24:00não espalhe para para, para os os aviários que estiverem ali a
- 24:043 km até um raio de 10 km pra causar algum problema.
- 24:10É importante salientar, né, que é o Brasil, né?
- 24:15Tá seguindo esse protocolo Internacional de erradicação e
- 24:19eu gostaria nesse momento até de parabenizar, né, tanto o sistema
- 24:22federal quanto os sistemas estaduais, né, de defesa
- 24:25agropecuária e de sanitária animal, que tem realmente se
- 24:30preparado, né? Agora, no Rio Grande do Sul, um
- 24:32ótimo exemplo. O sistema foi posto à prova,
- 24:35respondeu muito bem. O isolamento do foco, enfim, as
- 24:38manteiras de contenção, né? E a própria, a própria
- 24:42iniciativa privada, ajudando a nossa associação brasileira de
- 24:45proteína animal ABPA, também é dando apoio logístico.
- 24:50Enfim, é todo o sistema é, funcionou.
- 24:53Isso é muito bom pra gente mostrar, né?
- 24:55Pro pro mundo todo que aqui no país existe um sistema robusto,
- 25:00nós nós investimos. Muitos anos, certo?
- 25:03Para a gente chegar no ponto que a gente tá.
- 25:05Eu costumo falar, Jean, se se isso acontecesse há 10 anos, a
- 25:08gente não seguraria esse foco em hipótese alguma, né?
- 25:11Então eu queria que você provavelmente assim, eu, eu, eu
- 25:13gostaria que você comentasse um pouquinho disso mesmo do nosso.
- 25:16E aí eu estou é comemorando mesmo, porque eu acho que
- 25:19realmente a gente tem que, né, parabenizar todo o sistema.
- 25:22Queria que você falasse um pouquinho sobre.
- 25:25Exatamente porque pra conter o foco, né, precisa de um esforço
- 25:28muito grande e uma competência pra deixar o foco, né?
- 25:31Ali e contido naquela região onde foi, né?
- 25:35Foi detectado. Muito.
- 25:38Eu acho que você tem toda razão e foi bom você tocar nesse nesse
- 25:41ponto, porque eu posso falar isso e tenho até um pouco de
- 25:44orgulho de de de comentar, porque desde quando nós
- 25:49imaginávamos que esse vírus poderia chegar de entre 2006 a
- 25:532007 e 2008? Nós participamos ativamente é
- 25:58nas reuniões e discussões junto com o mapa, junto com os as
- 26:02agências de defesa de cada estado do país, fazendo
- 26:06treinamentos para que, caso esse vírus chegasse, como nós
- 26:11deveríamos No No nos comportar? Com relação a uso de epis, quem
- 26:16seriam os primeiros a dominar o foco e tentar conter?
- 26:20E isso a gente conseguiu deixar esse.
- 26:24É esse esse start, sabe? De que a gente precisava prestar
- 26:30atenção que esse vírus poderia chegar e causar um estrago
- 26:33grande aqui Na Na avicultura. E uma coisa importante é Marcos
- 26:38de falar é o seguinte, o Brasil, ele foi o último país a
- 26:42identificar esse vírus praticamente no planeta.
- 26:46Tá? Porque até na Antártica nós
- 26:48tivemos casos de vírus da influenza viária destruindo
- 26:52populações de pinguim de aves. Que vivem naquela região e o
- 26:56Brasil pela, por ter essa preocupação com a economia
- 26:59forte, nós tivemos talvez um adiamento dessa chegada desse
- 27:04vírus. É por conta dessa, dessa
- 27:07preocupação. Então eu estou acompanhando No
- 27:11No nos jornais, né, com Oo os informes do do Ministério da
- 27:15agricultura e eles realmente foram muito rápidos e em tentar
- 27:20isolar a área, conter de acordo com o que foi.
- 27:24Discutido aí durante esses quase 20 anos, tá?
- 27:27E usando epis, fazendo é rodolúvio, lavando todo o
- 27:33material, desinfetando com agentes químicos, eliminando Oo
- 27:37que poderia ter de foco, com com partículas virais ali e
- 27:42principalmente, usando os epis adequados, porque é muito
- 27:46difícil você falar pro pro. O veterinário, o médico
- 27:51veterinário que vai ter que chegar lá e falar assim, olha,
- 27:53tá aqui o galpão, é você que vai ter que tomar conta disso aqui e
- 27:56entrar lá, coletar o material, remover esses animais e aquilo
- 28:02ali tá com muitas partículas virais no ambiente.
- 28:04Então eles tiveram que usar aquelas roupas especiais pra
- 28:07proteção, máscaras faciais, respiradores faciais.
- 28:11Por quê? Depois que termina esse esse.
- 28:15Essa desinfeção, esse processo, aquilo tudo tem que ser
- 28:17eliminado e incinerado para que não carregue vírus para lugar
- 28:21nenhum. Então eu eu acho que eles estão
- 28:24fazendo um trabalho excelente. Muito legal.
- 28:27Então fica aqui, né, o reconhecimento do nosso podcast.
- 28:31Uma viária aí a todo o sistema, né?
- 28:33De defesa sanitária brasileira e aos estados.
- 28:36É muita gente, esforço de muito gente.
- 28:38A gente quer reconhecer o trabalho de cada um.
- 28:40Aí que se esforçou pra manter esse vírus contido, aí, onde
- 28:44quer que ele tenha sido notificado, vamos abordar um
- 28:47outro assunto, ô dance, que eu acho que é muito importante,
- 28:50inclusive pra população essa informação, que é a questão da
- 28:54possibilidade. A gente sabe que é uma zona 11,
- 28:57mas assim a gente sabe que né, que é o grau de
- 29:00transmissibilidade, né? Desse vírus para o ônus é
- 29:02pequeno, mas eu queria que você falasse reforçasse isso, né?
- 29:06É tanto a questão da possibilidade, né, de contaminar
- 29:10o humano, como também da possibilidade.
- 29:12E a gente sabe que isso já está relatado, né?
- 29:15Não há, né, nenhum caso relatado no mundo, a transmissão desse
- 29:18vírus pelos produtos a vip, né? Seja os ovos de consumo, seja a
- 29:22carne de frango. Eu gostaria que você abordasse
- 29:25essa situação, até pra gente deixar isso claro.
- 29:27Para todo mundo. As pessoas que nos ouvem aqui,
- 29:29né? São formadores de opinião.
- 29:31Para deixar isso absolutamente claro, né?
- 29:34Que não existe essa possibilidade aí de de
- 29:36transmitir em França, viária para, né?
- 29:39A população consumindo ovos de carne de frango.
- 29:44Tá, isso é isso. Eu acho que é a coisa mais
- 29:46importante, porque a gente aqui trabalha com vírus que tem
- 29:50potencial zoonótico. A gente sabe que o vírus da da,
- 29:53da influenza viária olhar 5, ele tem potencial zoonótico.
- 29:57Porém, essa cepa que eu disse que espalhou bastante, que agora
- 30:02acometeu inclusive outros mamíferos nos Estados Unidos e
- 30:05tudo mais, ela no ser humano, ela parece ser muito mais branda
- 30:11do que aquela antiga que a gente viu lá em 97, em 2005.
- 30:16Então isso já é 11 ponto positivo com relação a isso.
- 30:21Coisas que que que são? Perguntas recorrentes, comer
- 30:25ovos. Carne de frango, proteína não
- 30:28tem problema de se infectar com esses alimentos.
- 30:32Não existe nenhum caso no mundo, nem em regiões que tem Oh 5 lá
- 30:38nos Estados Unidos que tem Oh 5 circulando.
- 30:40Não existe nenhum caso relatado que a pessoa se alimentou de
- 30:44ovos ou de carne de frango e se infectou o vírus.
- 30:47Ele é transmitido pelas partículas que estão no aerossol
- 30:50e ali em aves. Quando estão na Granja ou aves
- 30:54silvestres, quando a pessoa entra em contato direto com
- 30:57essas aves e não quando pelo alimento ou não pela pela pelos
- 31:03ovos, tá, então vocês, quanto a isso, pode continuar comendo a
- 31:07carne e os ovos tranquilamente, porque não existe nenhum tipo de
- 31:11transmissão por este meio, tá? Isso é importante dizer.
- 31:16E em segundo lugar. É que, como eu disse que esse
- 31:20vírus parece ter uma infecção mais branda em pessoas que se
- 31:23infectaram, que, repito, tinha contato direto com essas aves
- 31:29infectadas, ou seja, o tratador que estava cuidando ou
- 31:34alimentando essas aves se infectou.
- 31:37É esses casos que que que houveram foram pessoas que
- 31:41tiveram contato direto. Não houve qualquer adaptação
- 31:44desse vírus, as células humanas. O vírus, ele é estritamente a
- 31:49viário, então é um vírus que circula muito bem nas aves.
- 31:53Em algumas espécies ele ele se mantém melhor, e algumas
- 31:56espécies ele acaba é destruindo, matando, que é o caso das
- 32:00galinhas ali, da das granjas. Agora, o vírus no ser humano,
- 32:06ele não se adaptou às células humanas para que eu possa
- 32:10transmitir para outra pessoa, tá?
- 32:12Isso é muito importante. Eu vou dar um exemplo que eu,
- 32:15eu, eu. É bem mais fácil da gente
- 32:18entender que é o seguinte, o vírus da COVID-19 é um vírus
- 32:22que, na pandemia, ele se adaptou muito bem às células humanas.
- 32:26E qualquer espirro eu conseguia transmitir facilmente para outra
- 32:29pessoa porque o vírus estava adaptado às células humanas.
- 32:33No caso do H5N 1, ele não é um vírus adaptado às células
- 32:37humanas. Então a chance de eu de eu
- 32:40adquirir o vírus e transmitir para outra outra pessoa é rara,
- 32:44é baixíssima. Quem tem chance de se infectar é
- 32:48o tratador, que está diretamente cuidando de aves que possam vir
- 32:51a estar infectados. Então acho que essa é a notícia
- 32:54que eu acho que tem que ficar bem clara.
- 32:56Muito legal, muito boa. As informações.
- 32:58Doutor Jerson de Araújo, eu acho que a gente cumpre o papel aí o
- 33:02nosso podcast, de trazer informações, né?
- 33:04De pessoas especialistas. Eu acho que todas as informações
- 33:07aqui são muito importantes. Fazer circular aí no meio, né?
- 33:10Dos profissionais que trabalham na vicultura.
- 33:14Acho que nesse momento a informação, né?
- 33:16De qualidade, é super importante.
- 33:17Toda hora a gente escuta e vê aí nas mídias sociais, é
- 33:21informações totalmente desconectadas, totalmente
- 33:24inverídicas e muitas vezes até assustam a população.
- 33:27Então muito bom ter informação de quem conhece, que tem
- 33:30experiência aí de mais de 20 anos trabalhando com esse vírus.
- 33:34Então a gente agradece muito, doutor Jansen, pela sua
- 33:37participação aqui nesse episódio.
- 33:39Esse é um episódio especial, a gente quer focar.
- 33:41Esse problema que a gente está vivendo às vezes, né, as
- 33:43próprias empresas ficam um pouco assustadas e é verdade, a de
- 33:46assustar mesmo. Isso pode tirar algum produtor
- 33:49ou algum empresário do negócio dele, porque é um assunto muito
- 33:52Sério. Então a gente só até agradecer
- 33:54aqui, né, pelas informações e pelas disponibilidades, né, que
- 33:58o senhor traz aqui para dar luz, né, a esse, essa, essa questão
- 34:02da infância viária. E eu deixo então você fazer seus
- 34:05considerações finais. Veja.
- 34:08É, eu agradeço, né? É, é 111 ponto importante.
- 34:13Eu acho que os os agricultores devem ficar preocupado porque é
- 34:17um vírus que é realmente assusta, mas eu acho que a gente
- 34:22precisa confiar no nosso sistema e precisamos continuar com as
- 34:26normas de biosseguridades e procedimento.
- 34:29Não adianta só você ter uma super proteção, é em volta do
- 34:35seu aviário se você não tiver um procedimento.
- 34:37Padrão super bem estabelecido e não adianta ter um super padrão
- 34:41de procedimento estabelecidos se a estrutura também não atende.
- 34:45É uma combinação dos 2. Então eu acho que isso fez com
- 34:48que o Brasil é virasse uma referência mundial em exportação
- 34:53e que a gente tem feito o nosso dever de casa, mostrando que a
- 34:58gente sabe é como lidar com a situação.
- 35:02A gente tem que ver agora como serão os próximos passos, os
- 35:05próximos dias. A gente precisa monitorar se
- 35:07esse foco foi realmente contido totalmente ali naquela região,
- 35:12não identificando nenhum caso em torno.
- 35:14A gente volta com as condições normais do país.
- 35:19Pessoal, estamos finalizando mais um episódio do nosso
- 35:22podcast usuário e a gente gostaria de fazer um convite a
- 35:25todos vocês que tem nos acompanhado para que mandem
- 35:27sugestões para o nosso canal. É de novos entrevistados, a
- 35:31gente quer aumentar aí. A nossa é a nossa rede de
- 35:34contato e todas aquelas pessoas que vocês conhecem, que tem
- 35:37vínculo com avicultura, serão muito bem vindos como indicação
- 35:40para os nossos próximos episódios.
- 35:41Então eu vou deixar com vocês aqui o nosso é e-mail de contato
- 35:45para que vocês possam fazer as indicações.
- 35:48O nosso e-mail vai aparecer aqui na tela escrito chama hello
- 35:52arroba White net ponto com ponto BRA gente aguarda com AA
- 35:58indicação de novos nomes de vocês.
- 36:00Muito obrigado e até o nosso próprio episódio.
- 36:02Tchau tchau.