Latest / ABC Cast / ABC Cast Conexões #24: Nathalia Melo | Ansiedade, Produtividade e Terapia Cognitivo-Comportamental
Transcript
- 0:05Bem-vindo ao BC cast conexões é um prazer recebê lo é um prazer
- 0:08recebê la para mais esta conversa.
- 0:10Todas as semanas nós trazemos profissionais aqui que fala um
- 0:13pouco de suas carreiras, de suas atuações e mostram como aquele
- 0:16assunto se conecta a sua vida. Dessa vez não é diferente.
- 0:20Nós hoje, inclusive, estamos encerrando essa primeira
- 0:23temporada do BC cast conexões e reservamos talvez o principal
- 0:27assunto para este dia. Hoje vamos falar.
- 0:30Sobre saúde mental, é para me ajudar nessa tarefa, como vocês
- 0:34já conhecem, você que está em casa, já conhece, todas as
- 0:36semanas eu trago um jornalista convidado aqui, é, não faz parte
- 0:40do time do ABC e do ABC, mas é faz parte da nossa história, né?
- 0:44Temos alguma conexão? Já é em algum momento?
- 0:47Então estou aqui do meu lado com o Rodrigo Freitas.
- 0:50Rodrigo ele é gerente da empresa Racing comunicação, uma
- 0:54assessoria que trabalha com relações públicas, assessoria de
- 0:58imprensa e tudo mais. É um jornalista de quase 20 anos
- 1:01de história. É e tem muita bagagem.
- 1:03Então, Rodrigo, muito obrigado por ter aceito o convite.
- 1:05É um prazer recebê lo hoje aqui é.
- 1:08Espero que a gente tenha uma boa conversa, né?
- 1:09Com certeza o prazer é todo meu muito bem.
- 1:12E para falar sobre o assunto, nós estamos aqui com a Natália
- 1:16Melo, uma psicóloga especialista em terapia cognitivo
- 1:20comportamental e uma grande amiga também.
- 1:23Então, Natália, bem-vinda. Obrigada, muito bom estar aqui e
- 1:27falar sobre um tema tão importante.
- 1:28Um tema muito importante. Exatamente, então vamos, fiz as
- 1:33Apresentações aqui já, mas é antes de entrar no assunto
- 1:38principal, né? Eu acho que eu tenho 11.
- 1:40Pergunta aqui pra Natália. Só pra gente quebrar o gelo 1
- 1:45pouquinho, né? É, vivemos hoje num mundo muito
- 1:48ansioso, na sua opinião? Com certeza, cada vez mais
- 1:52acelerado. A gente vive num mundo que é
- 1:57pede por performance o tempo todo e resultado o tempo todo,
- 2:01além das questões que a gente traz, acho que sociais de é de
- 2:08segurança, questões financeiras. Então tudo isso colabora pra pra
- 2:13ansiedade aumentar. Parece que é um Monte de
- 2:15problema, né? São probleminhas que vão, que a
- 2:18gente vai tendo que administrar e isso vai gerando.
- 2:23Acumulando, né? Nossas questões aqui as
- 2:25preocupações uhum vão acumulando.
- 2:27EAEAO que me me causa, sem dúvida.
- 2:30Ou curiosidade, né? Mais do que dúvida é, o que te
- 2:33levou AA trabalhar com isso ou AA estudar esse assunto?
- 2:39Você fala? É saúde mental ou
- 2:42especificamente ansiedade, a ansiedade.
- 2:45O que a gente acabou de falar é um Monte de probleminhas, né?
- 2:48E aí você fica pensando, o que leva uma pessoa estudar esses
- 2:50Monte de probleminhas? Né?
- 2:51Na verdade a gente não estuda o probleminha em si, mas como que
- 2:54esses probleminhas vão afetando o dia a dia do da pessoa
- 2:58individualmente? Mas, mas o que me chama atenção
- 3:02nesse assunto é porque a gente vai normalizando.
- 3:06Essa essas preocupações, normalizando essa o estado
- 3:12acelerado de ser. A gente quase coloca isso, como
- 3:17eu sou assim, é assim mesmo, e a vida é essa e não é.
- 3:22A gente tem como viver melhor, tem como lidar com essas esses
- 3:26probleminhas de uma forma mais saudável, mais tranquila.
- 3:31E acho que eu vou para esse caminho justamente para tentar
- 3:35ajudar as pessoas nesse sentido de não, você não precisa viver
- 3:38assim não, isso não é normal. Tem um jeito melhor de você
- 3:42lidar com tudo isso, que você vai ficar bem lidando com os
- 3:45problemas, que eles não vão desaparecer, mas de uma forma
- 3:49mais saudável mesmo. Perfeito.
- 3:51Sabe que a dinâmica do nosso programa aqui é que em 60
- 3:55minutos a gente tenta explorar o máximo possível dos assuntos.
- 3:58É é que assim que orbitam em torno do tema principal, né?
- 4:02Então a gente tá falando de saúde mental.
- 4:03Vamos falar um pouco sobre isso, tá, Rodrigo?
- 4:06Então, assim. Para a gente entrar de vez No
- 4:09No, no tema, eu fico pensando que a hoje a sociedade, ela tem
- 4:14muitas preocupações, né? Como a gente estava falando aqui
- 4:16desde o começo é e às vezes a preocupação, ela vai crescendo,
- 4:20crescendo, o problema vai crescendo e crescendo.
- 4:23E ou então a gente acha que ele é grande demais e na vida não é
- 4:27tão grande assim, né uhum? Aí a pergunta que eu tenho para
- 4:30você é, Natália, quando que a gente consegue perceber que uma
- 4:34preocupação se torna um alerta, tipo quando eu quando eu posso
- 4:38perceber que é a hora de eu me preocupar de fato com isso,
- 4:41porque isso pode me prejudicar emocionalmente ou está afetando
- 4:45a minha saúde mental? Existe um.
- 4:48Uma linha que divide assim é fácil perceber quando a gente
- 4:51está precisando de ajuda. Fácil não é, né?
- 4:53É aquela que a gente estava falando.
- 4:55A gente acaba normalizando isso vira do nosso, do nosso natural.
- 5:00Mas existem algumas estratégias para a gente pensar sobre isso,
- 5:04né? Então, quando?
- 5:07É. Eu estou excessivamente
- 5:11preocupado com vários temas da minha vida.
- 5:14A minha cabeça não para. Eu estou pensando o tempo todo.
- 5:17É, eu estou aqui falando com vocês, mas a minha cabeça está
- 5:20lá. Que que eu vou fazer hoje à
- 5:22tarde? E aí quando chega hoje à tarde,
- 5:24eu já estou pensando no amanhã? Que que eu preciso?
- 5:27Então eu dificilmente consigo estar efetivamente vivendo.
- 5:32Não é normal isso. Você está pensando sempre No No
- 5:35futuro aqui no futuro. Não, não é.
- 5:38E eu estou com um problema. Isso isso acaba fazendo com que
- 5:43você não relaxe. A gente fica em alerta o tempo
- 5:46todo. Quando está nessa nessa
- 5:47condição, alerta o tempo todo significa que eu estou
- 5:50sobrecarregando o meu corpo, porque eu quando eu estou em
- 5:54alerta é eu disparo ali várias, vários mecanismos.
- 6:00Porque eu estou em alerta. Uhum, então eu preciso estar
- 6:02preparado para qualquer coisa. Tá, mas isso então é diferente
- 6:05de uma de uma pessoa que está se planejando, né?
- 6:08Eu planejar o meu dia de amanhã, planejar o que eu vou fazer
- 6:11semana que vem e tudo mais. É diferente de estar, sim,
- 6:14ocupado e alerta o tempo. Todo é diferente, eu vou te
- 6:17falar, porque quando a gente planeja a gente para um momento
- 6:21do nosso dia. Para planejar.
- 6:23Então, sei lá, vou reservar 30 minutos do meu dia e eu vou
- 6:27fazer o meu planejamento do dia seguinte ou da minha semana.
- 6:30Eu vou me organizar. Isso se chama a gente se
- 6:33organiza agora, quando eu estou. Preocupada o tempo todo aqui.
- 6:37Nesse momento, eu estou preocupado com o que vai
- 6:39acontecer à tarde. O que isso me ajuda?
- 6:42Qual ação que eu tenho sobre isso nesse momento?
- 6:46Nenhuma. Natália, a sociedade, ela tende
- 6:48a normalizar. Essa preocupação excessiva, né?
- 6:51Principalmente no ambiente de trabalho, é algo normal.
- 6:55Se você não é preocupado com o seu trabalho é porque
- 6:58relativamente você não é um bom profissional.
- 7:02Qual que é o seu pensamento a respeito disso?
- 7:05A gente precisa rever esses conceitos, porque não à toa é a
- 7:10ansiedade. Hoje é um dos maiores maus.
- 7:14O Brasil ele está. Bem na, bem no, no topo desse
- 7:19desses índices. E além disso, e como você está
- 7:23trazendo o trabalho? A gente também pode entender que
- 7:26o burnout, que a gente fala tanto hoje em dia e que hoje a
- 7:31OMS entende que é um. 11. Questão de saúde mental.
- 7:35Mas até pouco tempo atrás isso nem era uma pauta pra saúde.
- 7:40É de forma formal, né? É?
- 7:44Então, se a gente tem um burnout, a gente a gente é
- 7:48nomeia algo que traz malefícios para o indivíduo por decorrência
- 7:54desse excesso de preocupação no trabalho, a gente tem um
- 7:58problema. Que a gente precisa pensar
- 7:59sobre, então o ambiente de trabalho, geralmente ele puxa
- 8:03isso, romantiza essa preocupação excessiva, ou eu trabalhar.
- 8:09Muito, eu preciso dar conta de tudo, só que isso tem um custo,
- 8:13né? Então a gente precisa cuidar,
- 8:15sim, disso. Olhar pra isso com.
- 8:17Com. Crítica na verdade, né?
- 8:19E não romantizar. Mas existe 11 nível de ansiedade
- 8:23que seria saudável. Tipo, eu não vou, vou só uma, eu
- 8:29vou, vou colocar alguma uma situação na mesa aqui é a
- 8:33ansiedade. Não seria um mecanismo de defesa
- 8:36do próprio, do próprio ser, né? Do tipo eu vou ficar um pouco
- 8:40ansioso aqui porque eu me preparo para eventualidades que
- 8:43estão chegando. Existe 11 limite saudável?
- 8:47É uma ótima pergunta e eu vou dizer aqui, uma coisa que eu
- 8:50costumo falar até para os meus pacientes é, acho, até pela
- 8:55questão das redes sociais e tudo, né?
- 8:58O que a gente consegue divulgar hoje, de acessar a informação, a
- 9:04gente tá vilanizando algumas coisas que também não precisam.
- 9:07A ansiedade ela é uma emoção, ponto.
- 9:10Ela não é nem boa nem ruim. Se eu estou sentindo ela da
- 9:15forma como eu deveria, então sim, a ansiedade.
- 9:19Ela me traz coisas boas, ela me traz alguns benefícios, ela faz
- 9:24com que eu me prepare para o meu dias seguinte, ela faz com que
- 9:27eu me prepare para minha semana, ela faz com que eu me prepare
- 9:31para que? Por exemplo, então?
- 9:33É eu estar aqui é algo que me traz, me trouxe ansiedade, faz
- 9:38com que eu me prepare para isso. Isso é bom.
- 9:41Isso é o que a gente chama de ansiedade produtiva.
- 9:44O problema é quando essa ansiedade ela não está
- 9:48correspondendo com a situação, então eu vou dar um.
- 9:53Exemplo, eu tenho uma amiga que ela teve uma época que ela tava
- 9:56muito ansiosa e a gente marcou um almoço.
- 10:01É eu e peguei ela em algum lugar e aí fui parar o carro,
- 10:04precisava colocar a zona azul, estacionei o carro na rua E
- 10:07precisava colocar a zona azul. Aí ela falou assim para mim,
- 10:10não, amiga, deixa que eu ponho a zona azul e tal.
- 10:12E aí Ela Foi tentar colocar a zona azul.
- 10:14E aí, sabe aquele Monte de coisinha que vai acontecendo?
- 10:18E ela não estava conseguindo. Ela ficou tão irritada, tão
- 10:22irritada. Que ela falou assim, eu estou
- 10:24com vontade de tacar o telefone na parede, eu olhei para ela,
- 10:28eu? Falei assim, acho que você está
- 10:29um pouco ansiosa. Então, ficar um pouquinho
- 10:32ansioso, tudo bem, a questão é quando a ansiedade ela começa a
- 10:36atrapalhar a sua vida? Exatamente.
- 10:39Eu costumo dizer assim, ela é boa quando ela faz você se
- 10:43movimentar, mas quando ela te paralisa, ela já não é tão boa
- 10:48assim. E por que paralisa?
- 10:50Porque você fica preso nesses pensamentos, nessas
- 10:53preocupações. E aí você não age.
- 10:55Você só fica pensando, AI, porque eu preciso fazer quase um
- 10:59cachorro correndo atrás do rabo? Fica, você fica dando.
- 11:02Voltas e voltas nos pensamentos e efetivamente você não faz
- 11:07nada. Então aí aí é uma questão que
- 11:10precisa olhar. Talvez você esteja se
- 11:11preocupando demais, talvez você esteja pensando demais.
- 11:15Agora, acho que retomando até um pouco do assunto que o Rodrigo
- 11:18trouxe, né? Essa ansiedade no ambiente de
- 11:21trabalho, na verdade, a pressão por resultado, acho que é é
- 11:24muito, reflete muito nisso. O quanto prejudicial em longo
- 11:30prazo é essa, essa cobrança excessiva que desperta essa
- 11:35ansiedade excessiva. Na vida de um profissional e
- 11:39talvez até a gente pode conjecturar aqui é na vida da
- 11:42empresa em si, né? Quanto o quanto a saúde mental
- 11:45fragmentada do da dos funcionários impacta de fato 11
- 11:50empresa? Bom, quando você tem problemas
- 11:53de saúde, seja de ordem mental ou física, e aqui a gente
- 11:57precisa lembrar que nós somos seres integrados, né?
- 12:01Então, se eu tenho um problema mental, isso pode se apresentar
- 12:04no Na Na minha saúde física. É, e vice versa, né?
- 12:10Às vezes eu tenho um problema que começa físico e isso começa
- 12:13a me atrapalhar. É em termos de também saúde
- 12:17mental. Então a gente é um ser
- 12:19integrado. Pensar que eu tenho uma pessoa
- 12:22doente na minha empresa é falando em termos é diretos,
- 12:29assim, isso corresponde a baixa produtividade, a ausência.
- 12:33Então a empresa, ela tem um impacto direto sobre isso,
- 12:37porque ela vai ter menos pessoas para trabalhar, menos pessoas
- 12:40para entregar. Então, para o ponto de vista da
- 12:44empresa, isso não é bom. Para o ponto de vista do
- 12:46indivíduo, claramente isso também não é bom.
- 12:50É uma pessoa que está sobrecarregada, é com altos
- 12:55índices, níveis de estresse. Ela é uma pessoa que vai faltar
- 12:58mais. Ela é uma pessoa que ela não vai
- 13:00dar conta dela mesma é, pode desenvolver um transtorno de
- 13:05ansiedade, porque por enquanto a gente está falando é de
- 13:07ansiedade elevada, que não necessariamente é um transtorno,
- 13:11algo que eu até consigo manejar ali no meu dia a dia.
- 13:15Mas eventualmente, se isso é a gente tem.
- 13:19Isso a longo prazo. Eu posso desenvolver um
- 13:22transtorno de ansiedade. Eu posso desenvolver um
- 13:25transtorno de humor como uma depressão.
- 13:28Não vejo muitos benefícios nesse.
- 13:30Caminho. Natália, acho que é assim.
- 13:31É até normal, né? Numa empresa, quando a pessoa
- 13:35está com uma gripe forte, ela se afasta aquele dia, né?
- 13:39E é compreensível. Vai no médico lá, pega um
- 13:42atestado, né? Você se acidentou, né?
- 13:44Caiu. Ralou e tal.
- 13:46Se esse acidente agora, eu acho que é um pouco mais difícil a
- 13:50compreensão de que a saúde mental ela tem o mesmo.
- 13:54Ela é tão importante quanto essa saúde do do físico mesmo, né?
- 13:58É, e o impacto é é igual, né? Você tem a ausência você e se
- 14:03você não tratar aquilo pode virar um problema muito Sério e
- 14:06assim por diante, né? Sim, é a integralidade do ser,
- 14:10né? Que a gente precisa pensar.
- 14:12Eu acho que hoje, as empresas em geral.
- 14:15Talvez as as empresas maiores elas trazem, pelo menos na
- 14:21teoria, elas trazem esse discurso.
- 14:22Sei que a prática nem sempre funciona como a teoria,
- 14:25infelizmente, mas acho que é hoje existe um movimento maior
- 14:31disso. Acho que a geração que tá
- 14:33chegando. No mercado de trabalho traz
- 14:35bastante essa pauta, eu acho isso bom.
- 14:37Mas a gente tá começando, acho que o caminho ainda tem um.
- 14:41Mas acho que já acendeu um alerta, né?
- 14:43Oo Rodrigo me diz lá na eu trabalhei muitos anos em agência
- 14:46de comunicação, né? Então, inclusive, a última
- 14:49agência que eu trabalhei era a gente fazia assim uma
- 14:51brincadeira que era uma máquina de moergente, né não?
- 14:54Se você tá lá na base, né? Se você era um analista, é
- 14:58Júnior, até um analista pleno, você não sentia tanto isso a
- 15:02partir do momento que você se tornava 11 sênior ou um gerente
- 15:06e tudo mais. AA sua vida virava de cabeça
- 15:08para baixo lá na Race, vocês estão conseguindo controlar bem
- 15:11isso aí. Sim, na Race tem alguns
- 15:14processos e projetos bem interessantes nesse sentido, e
- 15:18uma das práticas da da Race é preservar o funcionário até para
- 15:23mitigar essas questões. Uma prova disso é que todos os
- 15:27colaboradores, eles trabalham apenas de 6 a 8 horas, não é?
- 15:32Então, para que? Para que eles tenham uma vida
- 15:34pessoal. E não fiquem nessa máquina de
- 15:36moer, porque o que acontece muito, dependendo da situação, é
- 15:40que você não consegue de alguma forma ter acesso à sua vida
- 15:44pessoal e à sua vida no trabalho.
- 15:46E como não dá para desmembrar essa questão, né?
- 15:50Muitas pessoas acabam adoecendo, como a própria Natália falou.
- 15:53Então, a raça ela tem alguns projetos específicos, projetos
- 15:56voltados à diversidade, projetos voltados ao próprio.
- 16:00É colaborador para que? Essas questões sejam mitigadas e
- 16:04a pessoa trabalha com Felicidade, né?
- 16:06Eles até brincam. A gente tem um lema que é
- 16:09trabalho descontraído, com seriedade, ou seja, você tem que
- 16:12fazer um trabalho Sério, trabalho correto.
- 16:15Porém, esse trabalho ele tem que ser leve.
- 16:17Ele não pode prejudicar a sua vida pessoal e principalmente a
- 16:20sua saúde mental. Legal é.
- 16:22Você vê esse tipo de ação positiva, Natália?
- 16:26Sim, é, é bem importante e. AA.
- 16:30Depender de como isso é conduzido é vai trazer
- 16:35benefícios. Não sei se você já consegue
- 16:37observar se você tem essa função até no seu trabalho, né?
- 16:42De observar Oo movimento. Então as pessoas, elas acabam se
- 16:46integrando mais até no ambiente de trabalho.
- 16:49Quando isso acontece, é importante essa promoção de.
- 16:53De saúde e bem-estar no ambiente de trabalho e que a empresa
- 16:57tenha iniciativas, tenha, tenha programas para que isso possa
- 17:01acontecer. E além disso, né?
- 17:04Não só o. Programa e dizer que tem.
- 17:06Mas é isso. Acaba sendo, acho que entrando
- 17:11na cultura da empresa, né? Então isso precisa ser muito bem
- 17:14estruturado na empresa para que a cultura da empresa permita que
- 17:18o funcionário também se sinta à vontade.
- 17:20Para participar desses programas?
- 17:23Para seguir. Oo as diretrizes,
- 17:25direcionamentos que a empresa proporciona?
- 17:28Tá, acho que você falando assim, me dá o gancho até da próxima
- 17:31pergunta que é assim, você é uma especialista em terapia
- 17:34cognitivo comportamental, né? Talvez traz pra gente assim, eu
- 17:38sei que você estudou anos isso e é difícil você explicar em 1
- 17:41minuto o que é ou algo que você estudou tanto tempo, né?
- 17:44Mas assim simplifica para a gente o que é isso?
- 17:47EE, também a importância da terapia.
- 17:51É para solucionar esses tipos de problema.
- 17:53Ansiedade é depressão, é Oo ambiente de trabalho.
- 17:58Como que ele fica melhor quando você tem esse tipo de ação
- 18:02vinculada ali dentro do do universo da empresa, né?
- 18:06É eu. Eu trabalho na com a terapia
- 18:09cognitivo comportamental. E aí pra só pra falar em
- 18:13linguagem mais acessível, né? É o que que é isso?
- 18:16Na verdade, é a forma. Como?
- 18:19É o psicólogo, ele vai conduzir a sessão de terapia.
- 18:22Então a gente tem algumas eu vou citar mais conhecida, que é a
- 18:26psicanálise, é. Então ela vai dentro do do
- 18:31processo terapêutico, ela vai abordar as questões ali de uma
- 18:34maneira. A terapia cognitivo
- 18:36comportamental vai acessar. Isso de uma outra forma.
- 18:39E como seria essa outra forma? É Ela, entende ela parte da
- 18:45premissa. Que não é a situação que faz com
- 18:48que você fique ansioso. Por exemplo, vou usar a
- 18:51ansiedade porque a gente tá falando disso.
- 18:53Mas a forma como você lida, como você enxerga a situação, que vai
- 18:58fazer com que você se sinta daquela forma.
- 19:01Então, no processo terapêutico que como é que a gente trabalha
- 19:04isso? Então a gente vai olhar como que
- 19:06você, Tiago, como que você, Rodrigo, está olhando para as
- 19:11situações que você está trazendo, que são situações
- 19:15problema. Ah, então meu chefe falou comigo
- 19:18de um jeito, eu fiquei muito irritado.
- 19:20Isso fez com que eu me sentisse dessa maneira.
- 19:23A gente vai olhar para isso, vai entender isso e começar a
- 19:28trabalhar essas questões. A partir daí, é para um ambiente
- 19:32de trabalho, seria um outro, um outro tipo de trabalho, porque
- 19:36aí é é um diferente da terapia individual uhum, que na terapia
- 19:41individual eu vou trabalhar com o Tiago.
- 19:44Num ambiente de trabalho, eu vou tentar trabalhar o ambiente.
- 19:47Certo. A cultura da empresa, como que é
- 19:50as coisas se dão num âmbito um pouco maior em terapia
- 19:54individual, é o indivíduo. Como que o indivíduo lida com as
- 19:58situações que são apresentadas para ele naquele.
- 20:01Momento, mas na? Prática, a terapia ajuda a
- 20:03desconstruir algum um tipo de pensamento assim, ou algum tipo
- 20:07de comportamento, ou ela constrói ou ela mostra um
- 20:10caminho. Qual que seria?
- 20:12A melhor definição do que a terapia de fato faz na vida do
- 20:16indivíduo? Não digo nem construir, nem
- 20:18desconstruir. Eu acho que a gente.
- 20:19Flexibiliza. Ah, legal.
- 20:21A gente aprende a é olhar as coisas com mais de uma
- 20:27perspectiva, né? Então, dentro da da dentro da
- 20:34clínica, dentro da psicoterapia, a gente vai entender bom.
- 20:39Isso que você tá olhando é isso mesmo?
- 20:41Será que é isso mesmo? Será que não tem outras formas
- 20:43da gente ver isso? E quando você, Ah, começa a
- 20:46abrir esse leque, você também começa a se comportar de formas
- 20:50diferentes? É quase natural isso, né?
- 20:53Mas a gente também vai fazer análise de comportamento, de
- 20:56falar assim, olha, percebe que quando esse tipo de coisa
- 20:59acontece, você se comporta dessa maneira?
- 21:02Será que essa maneira é uma maneira mais, mais saudável que
- 21:06você tem de de seguir nesse caminho?
- 21:09Talvez um dia foi lá atrás, mas hoje tá, tá te fazendo, tá te
- 21:13trazendo bons resultados ainda. Você tá agindo só
- 21:16automaticamente. Então acho que a terapia
- 21:19individual, ela te proporciona a você sair do automático, a você
- 21:24pensar sobre o que você tá pensando.
- 21:26E começar a olhar isso de forma mais intencional e você começar
- 21:32a tomar as rédeas da sua vida. Saia um pouco.
- 21:35Ah, mas eu sou assim. Sabe aquela frase?
- 21:37Ah, mas eu sou assim mesmo? Ah, mas a gente quase não pensa
- 21:41muito. A gente só vai agindo assim.
- 21:42Mas a terapia ela vai dizer assim, ó, espera lá, calma,
- 21:46vamos pensar sobre isso. Vamos pensar sobre você.
- 21:50A pessoa acaba se se descobrindo, então numa terapia,
- 21:54né? Sim.
- 21:54E talvez coisas que ela não enxergava.
- 21:56E ela vai, vai. Vai desenterrando assim, né?
- 21:59Exatamente, é uma boa analogia. Vai desenterrando mesmo, porque
- 22:04são questões que a gente vem construindo ao longo da nossa
- 22:07vida, né? Então a gente vai entender
- 22:10aspectos da infância, a gente vai entender por que que, mas
- 22:13por que que você, Tiago, está pensando assim, o Rodrigo, na
- 22:17mesma situação, não vai pensar da mesma forma.
- 22:19Por quê? Porque a construção de vocês, a
- 22:22história de vida de cada um, é diferente.
- 22:26Associado a personalidade, associado aos ambientes que
- 22:29essas pessoas foram expostas, então ela vai trazer essa
- 22:33Riqueza pro pro ser pro indivíduo mesmo.
- 22:36Então pode se dizer que a terapia é um processo
- 22:39transformacional. Eu digo que sim.
- 22:42Mas eu sou suspeita, né? E dentro desse processo, por
- 22:48exemplo, se a pessoa ela não entende o que ela está sentindo,
- 22:52o que acostuma muito, né? Por exemplo, vou dar um exemplo
- 22:54meu, tá? Eu por algum tempo eu fiz, não,
- 22:57terapia é a TCC, mas eu cheguei a passar com um psicólogo, né?
- 23:01E eu indico para todas as pessoas, gente, pessoal,
- 23:04psicólogo não é para quem está louco ou quem está doente.
- 23:08Psicólogo é terapêutico de fato e mas eu não não entendia o que
- 23:13estava acontecendo neste caso. Como ATCC ela?
- 23:16Ela ajuda a pessoa que não entende o comportamento dela.
- 23:20Ela não entende a situação específica, mas de alguma forma
- 23:23ela está sofrendo. Olha, a gente faz dentro da
- 23:28dentro da da psicoterapia, a gente faz um trabalho que eu vou
- 23:32nomear de psicoeducação, que é justamente.
- 23:36Trazer elementos para que você possa entender.
- 23:40Então é minha função, meu trabalho, te ajudar a entender
- 23:46EE conseguir nomear essas coisas, porque é muito
- 23:49importante conseguir nomear, até para você entender e começar a
- 23:53direcionar melhor sobre isso. Então é um.
- 23:57Trabalho que é faz parte do processo terapêutico, esse
- 24:02entendimento, eu preciso te dar ferramentas para entender isso.
- 24:06Então não vai. Passar desapercebido.
- 24:08Então você vai me trazer a partir do que hoje você tem, o
- 24:12que você conhece. E eu vou te ajudar.
- 24:14Com o meu conhecimento, eu vou te ajudar.
- 24:17A nomear isso que você está sentindo ou isso que você está
- 24:21pensando? Ah, eu não sei bem como que eu
- 24:24me sinto. Então vamos, vamos entender,
- 24:26vamos olhar. Então a gente vai fazendo um
- 24:28passinho de cada vez, mas é um processo que é ele é
- 24:33transformador em muitos sentidos assim.
- 24:36Eu é costumo dizer, e isso até é uma premissa da linha que eu
- 24:41estudo, da linha que eu sigo, é que assim, o meu objetivo não é
- 24:45fazer com que você fique na terapia.
- 24:47O resto? Da vida mesmo que você queira,
- 24:49né? Mas o meu objetivo é fazer com
- 24:52que você consiga se autogerenciar, porque você vai
- 24:56ter muitas situações ao longo da vida.
- 24:59E você vai estar. Sozinho, como é que você vai
- 25:00lidar com elas? Então, AA, minha intenção é
- 25:04fazer com que você tenha ferramentas para você lidar com
- 25:06elas sozinho. Eu não vou estar com você todas
- 25:09as vezes. E como é que faz?
- 25:12Você vai esperar para lidar com ela só na próxima sessão.
- 25:17A ideia é que você consiga lidar naquele momento que ela está
- 25:19acontecendo, né? Então o objetivo sempre é esse.
- 25:25Eu vou vou fazer um estudo de caso rapidinho aqui para ver se
- 25:29a gente não é só para introduzir a próxima pergunta.
- 25:31Né? É como eu citei aqui, a última
- 25:34empresa onde eu trabalhei era um é um local meio meio
- 25:37problemático. Eu vou classificar assim, né?
- 25:40É, mas é assim. Eu sou uma pessoa que gosto
- 25:43muito de do trabalho, né? Eu até brinco, eu nasci em
- 25:45janeiro, então eu sou de Capricórnio, então.
- 25:47Eu estou. Sou um trabalho.
- 25:50O problema é o signo. É o signo?
- 25:53É. Mas assim, eu realmente gosto do
- 25:54trabalho. Eu amo minha.
- 25:56É seja no jornalismo de rua, fazendo Oo hard news ali,
- 26:00cobrindo numa coletiva, é seja investigando uma pauta ou
- 26:05trabalhando numa assessoria para mim, jornalismo.
- 26:07Ele tá em todas essas áreas e eu amo fazer o que eu faço nessa
- 26:11última empresa é o que eu percebi.
- 26:15É por mais que eu me dedicasse o máximo para entregar o melhor
- 26:18possível. Essa dedicação não era
- 26:21reconhecida e não que eu buscasse reconhecimento, mas eu
- 26:24esperava que eu ficava. Ficaria numa executando uma
- 26:28tarefa por um tempo e depois você evolui, vai para uma outra
- 26:31e vai fazendo coisas diversas. Que é o normal da da vida.
- 26:34Né, que é o normal da vida e é o normal mesmo desse nosso
- 26:36ambiente, né? E aí quando eu vou cobrar a
- 26:40empresa do tipo olha, gente, já fiz demais isso aqui.
- 26:42Não tá na hora de uma coisa nova?
- 26:44A empresa fecha a porta, ela não, ela não deixa nenhum um
- 26:48ponto de diálogo assim, ela simplesmente exclui qualquer
- 26:51possibilidade. E até o momento que uma gerente
- 26:54minha chega e fala assim, olha, é a sua.
- 26:57E ela abriu esse jogo do tipo é a parte, né?
- 27:02É, não é. Ela não falava em nome da
- 27:03empresa, ela falava como ela como amiga.
- 27:06Assim ela falou, olha, se você quiser, a regra do jogo é esta,
- 27:10e esta regra não é uma regra do meio ambiente.
- 27:13Isso foi me deixando desgostoso, desgostoso, desgostoso.
- 27:17Eu ainda assim entregava o alto rendimento que a que a empresa
- 27:20precisava, mas eu perdia o interesse pelo trabalho.
- 27:24Eu não, não IA, não saía de casa mais com aquela vontade de
- 27:27trabalhar como eu saía antes. Fui perdendo o interesse e
- 27:30estabeleci um limite. Eu pensei, eu vou ficar aqui
- 27:32mais um tempinho e vou embora. Na primeira oportunidade eu vou
- 27:35embora e eu pulei fora quando me deu vontade assim.
- 27:40Mesmo que essa não tenha sido a melhor decisão financeira,
- 27:44entendeu? Mas eu decidi sair aí essa
- 27:47história, pra que que serve, né? Pra pra ver se você consegue me
- 27:51dar um norte na pergunta, o autocuidado.
- 27:55Ou então é estabelecer limites. Até onde a pessoa pode dizer
- 28:00assim, até aqui eu vou. A partir daqui eu não vou mais.
- 28:04Até aqui eu aceito. Até aqui não aceito mais.
- 28:07Isso faz parte de uma de um autocuidado saudável ou o existe
- 28:14outros elementos que a gente deveria colocar EE pesar na hora
- 28:18de tomar uma decisão dessa? Faz parte, sim, colocar esses
- 28:22limites. Entender, entender é.
- 28:26Quais são as suas motivações? Quais são as suas aspirações?
- 28:29Isso está muito conectado com os valores.
- 28:32É pessoais, né? Então, quais são os seus
- 28:34valores? Quais são os meus valores?
- 28:37O que que me guia? O que?
- 28:38Que me move. Você brincou que é de
- 28:39Capricórnio. A sua motivação podia ser
- 28:41dinheiro, não foi? Então é você conseguir entender
- 28:48isso. É outro signo.
- 28:50Pode ser eu, não. Vou conseguir te ajudar.
- 28:52Nessa, mas pode ser eu também. Não sei qual é, mas deve ser.
- 28:57Mas é Oo que quais são as suas aspirações?
- 29:02É quais são os teus valores, o que para você faz sentido ou não
- 29:06faz sentido. E justamente para estabelecer
- 29:10esses limites saudáveis? É, existem.
- 29:15Coisas que a gente vai precisar flexibilizar, faz.
- 29:18Parte. Inclusive quando a gente pensa
- 29:21em inteligência emocional, a gente fala sobre flexibilização
- 29:24mesmo. Mas existem coisas que elas não
- 29:27são negociáveis. A gente precisa entender o que
- 29:30que é negociável e o que que não é.
- 29:32Para que eu tenha. Uma vida mais próxima daquilo
- 29:36que faz sentido para mim. Uhum então, sim, é, é
- 29:39autoconhecimento, é colocar limite, é entender que OPA, aqui
- 29:44para mim já não vai dar mais. Isso aqui para mim não faz mais
- 29:48sentido. Mas isso isso que você não não
- 29:50assim, o profissional não acaba se colocando e eu estou usando
- 29:53essa perspetiva do. Do do funcionário, né?
- 29:57Ou da da do profissional? A pessoa no mercado de trabalho,
- 30:00né? Que é o mais comum hoje, eu
- 30:02acho, né? Então é isso.
- 30:03Não coloca você como 11 pessoa frágil, do tipo você não aguenta
- 30:10a pressão, você não aguenta Oo resultado.
- 30:13Você está desistindo? Não, não, não é normal passar
- 30:16esses pensamentos pela cabeça. Aí é onde entra AAA análise do
- 30:21do que vamos pensar sobre isso, você está desistindo, ou você
- 30:25está entendendo que isso para você não faz sentido, ou você
- 30:29vai procurar algo que para você faz mais sentido, ou você.
- 30:34Tem que ser pessoal, né? Não posso me basear no que o meu
- 30:38chefe vai achar de mim. Né?
- 30:41Porque, como você disse, você estava você, vou usar o seu
- 30:43exemplo. Você estava dizendo assim, bom,
- 30:45eu esperava que algo acontecesse, eu me dediquei e
- 30:49esperava que é. Eu pulasse de etapa, fosse para
- 30:53a próxima fase, isso não aconteceu.
- 30:56E eu recebo um feedback dizendo o jogo é esse, esse jogo para
- 31:01você deixou de fazer sentido, aí você pode ficar lá, o que vai te
- 31:06custar? É, IA ser só a insatisfação o
- 31:10tempo todo, né? Faltava alguma coisa?
- 31:13Não, pelo menos nesse exemplo, para.
- 31:15No seu exemplo, agora, para a pessoa que te falou isso, que
- 31:19AAA gerente que falou para você, esse é o jogo.
- 31:22Ela estava lá, não estava aham, ela já sabia dos jogos, não
- 31:25sabia. É isso aí?
- 31:26Para ela, fazia sentido. Uhum.
- 31:28Ou concordando ou não. Se ela estava disposta a jogar,
- 31:31fazia sentido, é. Ela fazia sentido.
- 31:34A gente não tem como dizer se ela concordava ou não, se aquilo
- 31:37estava muito bom para ela ou não, se ela acordava todo dia de
- 31:40manhã insatisfeita com o seu trabalho, mas IA mesmo assim,
- 31:45mas de alguma forma fazia sentido e.
- 31:48Aí acho que. Entra terapia, né?
- 31:50Às vezes a gente se sujeita a situações que não fazem mais
- 31:55sentido, mas aí porque eu estou com medo?
- 31:58Mas aí porque eu não sei as ansiedades, as preocupações.
- 32:03E aí eu não sei se eu vou dar conta.
- 32:05E aí eu vou ter que começar num lugar novo.
- 32:06E se eu não conseguir? Começam a ser se eu não
- 32:09conseguir, se eu não conseguir um novo emprego.
- 32:11E se eu não ganhar tão bem. E se as coisas começarem a
- 32:14falar. E aí eu me sujeito?
- 32:16Aquilo porque as minhas preocupações estão me
- 32:19paralisando sim. Feito aquilo porque as minhas
- 32:21preocupações estão me paralisando sim.
- 32:24Mas mas aí, Natália, deixa eu fazer uma?
- 32:27Uma provocação aqui, né? Se eu sou seu paciente, trago
- 32:31uma experiência como essa, por exemplo.
- 32:33E eu falo para você assim, é Natália, eu não quero desistir
- 32:36da empresa. Eu quero é conseguir me adaptar
- 32:41a esta situação que para mim hoje está infeliz.
- 32:43Mas eu quero me adaptar e seguir isso aqui.
- 32:46Você como profissional, observa e você vai me ajudar a.
- 32:52Aceitar a situação EE seguir em frente ou você vai me ajudar a
- 32:57reconhecer um cenário mais amplo e eu vou tomar uma decisão que
- 33:01talvez é contrária essa que eu tô pedindo pra você me ajudar a
- 33:03fazer? É uma boa pergunta essa.
- 33:09É uma pergunta de milhões. Não é, é é que de fato é, é.
- 33:13É uma dúvida que eu não, eu não sei assim, acho que OE aí a
- 33:18gente tá conjecturando. Acho que indo muito longe, né?
- 33:21É. O papel do do, do especialista,
- 33:24do terapeuta é aquilo que é o melhor para o seu, o seu
- 33:29cliente, o melhor para o seu paciente ou o que o paciente
- 33:32quer que às vezes as as 2 coisas podem ser conflituosas, né?
- 33:36Geralmente, no começo elas são mesmo, porque a pessoa chega
- 33:40sem, sem muito se entender, né? Ela ela chegou ali, naquele,
- 33:45numa situação de sofrimento. É, eu brinco que ninguém procura
- 33:48psicólogo nas férias na praia, né?
- 33:52A gente procura psicólogo quando a gente tá mal.
- 33:54Então a pessoa chega é no consultório, porque ela quer
- 33:59resolver um problema. Então ela tá, ela tá numa.
- 34:01Situação que tá difícil Pra Ela, o psicólogo, ele vai ajudar a
- 34:06pessoa a entender por que que ela tá naquela situação, quais
- 34:11são as ações dela, que. É fazer psicoterapia, é você
- 34:16descobrir que você é Oo causador dos seus próprios problemas.
- 34:20É um pouco isso. Então por que que ela está
- 34:23naquela situação? O que ela está fazendo que faz
- 34:28com que ela chegue naquela situação?
- 34:30Então é, acho que no processo terapêutico vai acontecer, é da
- 34:36pessoa chegar e falar assim, não, mas eu quero estar aqui, só
- 34:39que eu quero estar aqui de uma forma melhor.
- 34:43A gente vai trabalhar com isso, mas eventualmente ela vai
- 34:46entender que existem coisas que talvez ela não vai mais querer
- 34:50aceitar, porque ela tá se entendendo.
- 34:53O que eu acho importante dizer aqui, muito importante, é que
- 34:57eu, como psicóloga, e isso aqui eu tô falando, tô, tô me usando
- 35:02de exemplo, mas isso é prática clínica, tá?
- 35:06Eu, como psicóloga, jamais vou colocar o que eu penso é.
- 35:13No meu paciente, eu vou trabalhar sempre a partir do que
- 35:17você me traz, dos teus pensamentos, da tua visão, da
- 35:22tua visão de você, da tua visão de mundo, da tua visão das
- 35:25outras pessoas. É a partir disso que eu vou
- 35:28trabalhar, então, invariavelmente, você vai chegar
- 35:33numa solução, numa resposta de que talvez você não queira mais
- 35:37ficar lá. Entendi.
- 35:40Talvez. Mas também você pode entender
- 35:43que é. Eu entendo que esse não é o
- 35:46melhor lugar, mas acho que eu vou ficar aqui ainda um tempo.
- 35:49Então me dê ferramentas. Se essa é a sua demanda, a gente
- 35:52vai trabalhar nessa demanda. Mas pode ser que você mude de
- 35:56ideia, porque você vai se conhecer, não é o.
- 35:59Psicólogo que vai induzir uma coisa ou outra.
- 36:03Perfeito, muito legal pela resposta.
- 36:05Eu acho que com isso, a Natália nos dá o gancho de fazer um
- 36:07rápido intervalo aqui, que a gente tem um recado para passar
- 36:09para quem está em casa. E a gente volta já na sequência
- 36:14dessas desses comentários e das perguntas.
- 36:16Então, pessoal, você que está em casa não sai daí?
- 36:19Estamos falando de assuntos sérios e espero você de volta.
- 36:22É um minutinho só. Olá, essa é para vocês que estão
- 36:26assistindo o ABC conexões? Sim, vocês, nossos ouvintes.
- 36:32Eu sou o João Pedro Melo e agora eu estou na bancada do ABC cast.
- 36:35Sala pessoal, você já está bem, está ouvindo a minha voz?
- 36:39Você não ouviu? Eu sou a Susana Rezende,
- 36:40apresentadora do ABC Quest, e eu venho aqui pra te fazer um
- 36:44convite muito especial. O nosso encontro está marcado de
- 36:47segunda a sexta às 18:00 lá no ABC Quest.
- 36:51E lá nós falamos sobre tudo que impacta o seu dia a dia, desde o
- 36:54grande ABC até a região metropolitana de São Paulo.
- 36:58A gente fala sobre o Brasil, sobre o mundo, pra te manter
- 37:01sempre bem informado. Sem Rodeio, sem drama e sem
- 37:05perder mais o seu tempo bom, talvez.
- 37:08Só um pouquinho de drama. Não, não tem desculpa.
- 37:11Nos siga na sua plataforma preferida.
- 37:13Então tem o Deezer, o Spotify, o Apple boot fashion, o Amazon
- 37:16Music, até o YouTube. É só escolher sobre preferida no
- 37:19seguir e dar o play. Então já nem perde tempo.
- 37:23E segue a gente lá no Instagram, é arroba ABC do ABC, underline
- 37:28oficial, porque é lá que a gente avisa, provoca, comenta, ri e
- 37:33chora e às vezes até descola uma treta.
- 37:37Então Bora lá. Então, pode dar o play.
- 37:41Muito bem, obrigado por acompanhar esse recado.
- 37:43Vamos voltar a nossa conversa sem demora e eu já vou passar
- 37:47para o quadro contraponto. Contraponto.
- 37:54Nesse quadro, nosso jornalista convidado aqui, o Rodrigo, ele é
- 37:58livre para fazer qualquer pergunta.
- 38:00Não foi roteirizada. Então eu não sei qual é a
- 38:02pergunta, não sei como vai ser a resposta.
- 38:04Espero que vocês se deem bem. Eu vou ficar aqui como mero
- 38:07mediador. Se precisar, eu entro no meio
- 38:09aí, tá bom, vai lá pro. Certo?
- 38:10Thiago, obrigado pelo tempo e também muito obrigado.
- 38:13Natália mais uma vez pelo seu tempo.
- 38:16E essa conversa incrível que nós estamos tendo aqui, né?
- 38:19Natália, é muito se fala que a TCC, ela é o foco e ela trata a
- 38:26ansiedade de forma correta. Mas alguns especialistas dizem
- 38:31que ela atua simplesmente no sintoma e não necessariamente na
- 38:36causa. Gostaria que você explicasse um
- 38:37pouco mais. E se você concorda com isso?
- 38:40Vou falar que é intriga da oposição isso, Hein?
- 38:44Não é? É comum mesmo a gente ouvir de
- 38:46outras outras abordagens essa crítica, mas, na verdade, ela é
- 38:51uma crítica um pouco infundada, né?
- 38:53Porque é. Na verdade, assim, né?
- 38:57A gente está. Acostumado, não vou.
- 39:00Vou reformular. A gente não está acostumado,
- 39:02não, mas aqui a gente é. Vê muito a psicanálise.
- 39:05A psicanálise ela é muito difundida.
- 39:07Acho que na mídia, até filmes, novelas que a gente consome, e
- 39:14geralmente a psicanálise, ela tem uma outra proposta de de
- 39:17tratamento, que é uma coisa mais longa, né?
- 39:21EATCC ela vem, é. De uma forma estruturada.
- 39:25Então acho que a crítica ela vem a partir disso, por Por Ela ser
- 39:29uma terapia estruturada, é fala se que ela é superficial, mas
- 39:34não é porque a gente vai olhar é para os sintomas, sim, claro.
- 39:39E eu acho que isso faz parte, é que a intenção é logo nas
- 39:44primeiras sessões eu apresento ferramentas para as pessoas
- 39:48lidarem, terem. Um pouco mais de qualidade de
- 39:51vida. É para lidar ali com as
- 39:54angústias do dia a dia. Então são ferramentas práticas
- 39:57que aliviam o sintoma. Isso acontece e eu acho isso
- 40:01ótimo, porque ninguém merece. Você está com uma dor de cabeça,
- 40:05ninguém merece você ficar com dor de cabeça, até a sua dor de
- 40:08cabeça precisa, sei lá, estou com um problema de sono.
- 40:12Minha dor de cabeça está relacionada a isso, eu vou
- 40:15ficar. 3 dias sentindo dor de cabeça até que eu consiga dormir
- 40:17bem. Ou eu vou tomar um remédio para
- 40:20aliviar o sintoma, mas eu vou tratar também porque que tá
- 40:23acontecendo aquela dor de cabeça, né?
- 40:26São ações paralelas, então acho que acontece o mesmo na TCC.
- 40:30A gente traz é ferramentas práticas para que a pessoa
- 40:35consiga reduzir a ansiedade em um momento que ela tá com pico
- 40:38ali de tá mais angustiada, tá mais agitada, mas a gente também
- 40:44nas sessões de terapia, vai olhar.
- 40:47Da onde vem essa ansiedade? Por que que vem essa ansiedade?
- 40:51Então, é uma crítica que para mim ela não é.
- 40:55Não tem muita base assim, porque não é exatamente isso que
- 40:58acontece. A gente vai tratar as crenças
- 40:59das da, da pessoa. A gente vai entender é o
- 41:03funcionamento dela, a base dela. Para conseguir efetivamente ter
- 41:09uma melhora significativa e a longo prazo.
- 41:12Mesmo. Mas mesmo em casos profundos,
- 41:14por exemplo, a pessoa está com uma dor emocional profunda.
- 41:17Ela perdeu um ente querido, vamos assim dizer, ela perdeu o
- 41:21seu posto de trabalho. Mesmo nesse caso, a TCC.
- 41:24Ela resolve ou é importante ainda ter uma outra prática
- 41:28acoplada? Olha, dependendo do nível de
- 41:32sofrimento, a gente associa a terapia, a medicação.
- 41:37Porque aí é, eu preciso que essa pessoa minimamente esteja
- 41:40funcionando a medicação, ela vai entrar nisso.
- 41:44É pra que aí a gente comece a trabalhar as flexibilizações,
- 41:49entender quais são os pensamentos, começar a
- 41:53flexibilizar. É essa essa visão, né?
- 41:58Do daquilo que tá causando tanto sofrimento.
- 42:02Mas associar 2 psicoterapias? Não acho que faz muito sentido,
- 42:07não. Já ouvi algumas histórias por
- 42:09aí, mas para mim não faz muito sentido a gente.
- 42:14Eu acho que isso é um outro sintoma, na verdade, da pressa,
- 42:17do querer, que as coisas funcionem logo, de querer
- 42:20resolver imediatamente. A gente tá, a gente tá.
- 42:22Acho que até uma característica desse, do momento que a gente tá
- 42:26vivendo no mundo mesmo, a gente tá querendo pular coisas, a
- 42:31gente tá muito, é um pouco sem paciência.
- 42:34Os processos, as coisas levam um tempo para acontecer.
- 42:38Eu não quero, quero o resultado para agora.
- 42:41Então acho que é um pouco isso. Isso para mim, de Ah, vou
- 42:44associar várias coisas, é mais. Um sintoma de querer agilizar
- 42:50tudo e a gente. Precisa.
- 42:51Entender. Para quem cada vez ô dragão?
- 42:53Exatamente. É mais ou menos AAO que nós
- 42:56vivemos hoje, né? A síndrome do pensamento
- 42:58acelerado. A sociedade imediatista, né?
- 43:02Uma sociedade que quer rapidamente.
- 43:04Conclusões e até pensando nesse aspecto, hoje se fala muito a
- 43:09respeito de terapias online. Virou quase uma moda, né?
- 43:12Tem uns fast Foods, assim, vamos dizer, de empresas na área de
- 43:16medicina que oferece terapias online, consultas online.
- 43:20Neste caso, funciona ou não funciona?
- 43:22A terapia online funciona? Funciona sim.
- 43:25Acho que a gente tem bastante evidência robusta que mostra
- 43:29isso, então não perde nada para presencial.
- 43:34Mas como tudo na vida, todas as coisas tem prós e contras.
- 43:37Assim como a terapia presencial vai ter prós e contras, online
- 43:40também vai ter prós e contras. Mas em termos de resultado, de
- 43:45de eficácia, funciona do mesmo. Jeito a gente tá no eu acho que
- 43:55a gente tá. E que bom que você fez essa
- 43:57pergunta. Eu acho que a gente tá num
- 43:57momento bem crítico assim, porque a gente tem visto.
- 44:01É. Bastante problema com relação a
- 44:06isso é por quê? Porque o ChatGPT ele é tipo a
- 44:10bolha do Instagram. Ele vai me alimentando dentro
- 44:15daquilo que eu estou pensando. Ele não é um, ele não é crítico.
- 44:20Terapia vai gerar desconforto, ChatGPT não vai gerar
- 44:24desconforto. Então é precisa tomar muito
- 44:27cuidado com isso. Embora o ChatGPT, ele estruture
- 44:31a resposta de uma forma tão elegante.
- 44:34É e é. É elegante?
- 44:36Não vou dizer que não pode ajudar pontualmente também pode.
- 44:41Seria a hipocrisia da minha parte dizer falar não.
- 44:43O ChatGPT não vai te ajudar nunca.
- 44:45Vai se você conseguir estruturar bem ali uma pergunta pontual, é
- 44:51possível que ele possa te ajudar?
- 44:53Agora é fazer um tratamento. Eu estou em sofrimento.
- 44:58É e fazer. Não quero procurar um psicólogo
- 45:01porque eu vou perguntar tudo pro ChatGPT.
- 45:04É muito complicado. É muito arriscado porque ele é
- 45:07auto reforçador e a terapia não é auto reforçadora ao.
- 45:12Contrário. E acho que até linka.
- 45:14Com a pergunta que você fez é anteriormente, que é, eu vou, eu
- 45:20vou conseguir estar no ambiente que eu quero ou eu vou entender
- 45:25que aquele ambiente não é pra mim?
- 45:28Boa, boa, muito bom. Tem mais perguntas?
- 45:31Tem mais uma pergunta, então vai lá, acho que é relevante até
- 45:33pensando nessa linha do ChatGPT, né?
- 45:36É o ChatGPT de fato, ele fala aquilo que você quer ouvir.
- 45:40Antigamente nós tínhamos o Google, ainda existe porque as
- 45:43pessoas, elas procuravam determinadas doenças lá no
- 45:45Google e ele sempre diz que você está doente, né?
- 45:48Ele sempre dá um agravamento da doença e o ChatGPT ele faz ao
- 45:52contrário. Na verdade ele dá 11 ponto
- 45:53positivo aí contrastando essas 2 questões.
- 45:57A terapia ocupacional, ela trabalha muito com essa questão
- 46:00da positividade, mas de certa forma, ela não teria que ir mais
- 46:04a fundo, mais no âmago ali da situação.
- 46:08Então a ocupacional não sei te dizer.
- 46:11Porque aquilo que eu. Falei a gente, a gente, quando a
- 46:14gente fala de de terapia num ambiente de trabalho, a gente
- 46:19vai olhar o ambiente. O âmago da questão é no
- 46:24indivíduo. E aí Na Na psicoterapia
- 46:27individual, então é, eventualmente, se você faz você,
- 46:33Rodrigo pessoa, vai fazer sua psicoterapia, é você vai
- 46:37entender o seu funcionamento no ambiente de trabalho.
- 46:40Você vai entender o seu funcionamento no ambiente
- 46:42familiar, no ambiente de relacionamentos.
- 46:46Então. Você vai começar a se entender
- 46:49como indivíduo e como você se coloca em cada um desses
- 46:53ambientes. E como você reage a cada um
- 46:56desses ambientes? Porque a gente é reação do
- 46:58ambiente que a gente vive. Como é que você vai reagir?
- 47:03Aí sim. Daí tem como trabalhar de forma
- 47:05mais profunda. Mas quando a gente fala é de um
- 47:08trabalho em grupo, de um trabalho no ambiente, a gente
- 47:11vai, não tem como descer tanto. Perfeito, muito bem.
- 47:16Decisões críticas? Vamos seguir para o próximo
- 47:22quadro, é e eu vou fazer uma adaptação aqui desse quadro, tá?
- 47:25Nós temos o quadro decisões críticas, que é onde eu sempre
- 47:27pergunto para o para o nosso convidado, né?
- 47:29É qual que foi a decisão mais importante que ele tomou e como
- 47:32isso impactou AAA carreira? Só que eu conheço a Natália já
- 47:36há muitos anos e eu acompanhei uma decisão crítica que ela
- 47:39tomou. Então em vez de perguntar qual é
- 47:41a decisão, eu quero explorar um pouco mais.
- 47:43O porquê da decisão, né? Ou os efeitos práticos da
- 47:46decisão? Você, Rodrigo, tá olhando aqui a
- 47:49Natália, ela tem assim um perfil perfeito de uma psicóloga, né?
- 47:51Você tá olhando para ela, ela fala como psicóloga, ela 40,
- 47:54psicóloga, tudo, mas ela já foi uma profissional da ti, ela era
- 47:58da programação, né? Você consegue vê la sim, como a
- 48:00profissional. Da ti não, pelo contrário.
- 48:03Então é Natália, até eu queria usar essa pedacinho da sua
- 48:07história, da sua biografia uhum, até para ilustrar para quem está
- 48:10nos ouvindo como as coisas se conectam e a importância de
- 48:13tomar desses. Que fazem sua vida mudar 360° ou
- 48:17180°, né? É o que não precisa estar em
- 48:21muitos detalhes, é claro. Mas porque você sai da da do
- 48:25ambiente, da tecnologia e vem para psicologia?
- 48:30E qual é o efeito prático disso na sua vida?
- 48:33É essa decisão que você toma, o quão difícil foi feito, quão
- 48:37difícil foi e o resultado que trouxe para sua vida.
- 48:41Bom, vou usar o meu lado de ti para responder de forma prática
- 48:44e objetiva. É.
- 48:48Mas resumindo muito, isso é propósito.
- 48:51Mesmo assim, é. Chegou um momento da minha
- 48:54carreira dentro da tecnologia, em que eu não via mais propósito
- 48:59daquilo que eu fazia. É, eu não sou movida, minhas
- 49:04aspirações pessoais não são. É totalmente relacionadas a
- 49:09parte financeira. Para mim, e aqui eu vou fazer um
- 49:13parênteses que parte financeira assim é importante.
- 49:15Não estou ignorando esse fato, mas é.
- 49:19Existem outras coisas que me motivam muito mais.
- 49:22E chegou o momento em que eu olhei e falei assim, meu, não
- 49:26estou contribuindo em nada com nada.
- 49:28Não me sentia dessa forma. E aí eu resgatei 111.
- 49:34Ideia que eu tive quando eu era adolescente, é.
- 49:39Bom, eu sempre gostei de entender como as coisas
- 49:41funcionavam e as pessoas funcionavam e o mundo
- 49:44funcionava. Então, quando eu era
- 49:47adolescente, a minha, a minha, o meu plano de vida era fazer
- 49:52tecnologia para entender como as máquinas funcionavam.
- 49:54É que acho que é importante a gente pegar um recorte do
- 49:57contexto que eu fui adolescente nos anos 2000.
- 49:59Então a gente tava recebendo internet, recebendo computador.
- 50:03Isso era tudo muito fascinante. Eu queria entender como aquilo
- 50:07funcionava e trabalhar com isso, e aí eu dizia, na ingenuidade da
- 50:13dos meus 15 anos, que quando eu fizesse 40 anos, que eu estaria
- 50:16muito velha. Nossa faixa etária?
- 50:21Pois é, eu eu IA fazer psicologia para entender então
- 50:26como as pessoas funcionavam. Mas eu não queria trabalhar com
- 50:28isso, não. Eu só queria entender mesmo, é.
- 50:31E aí quando eu cheguei nessa crise?
- 50:33É dentro da minha profissão, eu? Acho que eu resgatei um pouco
- 50:37essa ideia. Não foi uma decisão fácil,
- 50:40confesso. É, na época eu fui fazer é
- 50:45terapia para entender um pouco mais AA história da psicologia.
- 50:51Eu nem lembrava mais. Para falar a verdade, é, e tive
- 50:56que fazer alguns resgates assim, porque eu tenho tinha acho que
- 51:01mais, né? Uma característica de.
- 51:04Eu tomei uma decisão e eu sigo nela até o fim.
- 51:06Então é desde decidir. Isso foi bem difícil?
- 51:12É, mas. Então foi uma forma de você se
- 51:14se se encontrar de novo, né? 11 nova Natália acabou surgindo
- 51:19dali, né? Sim, em muitos aspectos, em
- 51:25muitos aspectos. Outro dia eu estava conversando
- 51:28com com uma pessoa que me perguntou se eu tinha uma
- 51:32determinada característica. Ah, você é assim?
- 51:34Você é brava? Foi?
- 51:35Acho que foi isso. Você é brava.
- 51:37Eu tive tanta dificuldade de responder essa pergunta.
- 51:39Porque é acho que eu. Alguns anos atrás, eu
- 51:42responderia muito prontamente, sim.
- 51:44Ah, eu responderia agora sim, sim.
- 51:48Pois é, você me conheceu nessa época, é?
- 51:52Mas hoje eu tenho dificuldade de responder, porque eu acho que eu
- 51:55estou, né? E a psicologia, ela trouxe isso
- 51:59para mim de uma forma muito rica.
- 52:02É, eu tô nesse processo, dessa questão da flexibilização.
- 52:06Não sei se eu sou brava, tem dias que eu acho que eu sou, tem
- 52:09dias que eu acho que eu não sou e tudo bem é.
- 52:12Então existem algumas coisas que vão nortear minha vida, que são
- 52:16os meus valores. E olha, a importância da da
- 52:19psicoterapia é, eu entendo quais são os meus valores, eu entendo
- 52:23o que é a minha base. Mas as outras coisas eu vou
- 52:27flexibilizando, vai ter. Dia que vai estar mais, vai ter
- 52:29dia que vai estar menos. E é isso.
- 52:31Acho que a gente é isso. A gente vai se reinventando, a
- 52:34gente vai se reescrevendo. A gente precisa estar conseguir
- 52:38olhar para isso e saber como fazer isso de uma forma bacana.
- 52:42Muito legal, muito bom. Se bem que ela consegue
- 52:46responder até as perguntas difíceis, né?
- 52:47A. Audiência quer saber?
- 52:53É, a gente tem uma pergunta de alguém de casa, então vamos
- 52:56colocar na tela aqui, pessoal, essa pergunta veio de longe, tá?
- 53:01Veio lá do Rio Grande do Sul. Oi?
- 53:05Eu sou a Viviane, sou arquiteta, trabalho constantemente sob
- 53:09pressão. Eu gostaria de saber se a
- 53:11ansiedade tem cura ou se é um estado que pode ser gerenciado.
- 53:19Obrigada. É, posso responder, pode, pode é
- 53:25Viviane, né? O nome da moça é bom, vamos lá.
- 53:31Quando a gente pensa em ansiedade, a gente pensa que é
- 53:34uma emoção, então não, ela não tem cura, porque a gente vai
- 53:38sentir ansiedade sempre vai sentir ansiedade.
- 53:41O que a gente aprende é a gerenciar isso, é usar a
- 53:45ansiedade a nosso favor e como que a gente pode fazer isso,
- 53:48então nos preparando para situações.
- 53:51É que são importantes e que eu preciso me preparar e entendendo
- 53:55quando ela começa a me atrapalhar.
- 53:57E aí eu vou usar ferramentas para não deixar que ela me
- 54:02atrapalhe. Mas na ansiedade a gente vai
- 54:04sentir e quando a gente entende isso é mais.
- 54:08Fácil, porque a gente para de lutar contra ela.
- 54:10A gente só sente, deixa ela vir e trabalha com ela.
- 54:14Ela vira nossa aliada, não nossa inimiga.
- 54:17Olha, é muito bom esse esse seu comentário final, né?
- 54:20A ansiedade pode ser uma aliada, né?
- 54:24Selo é de verdade? Falando em aliado, eu tenho um
- 54:29aliado aqui também, que é o Ed. Durante a nossa conversa,
- 54:33Natália, o Ed ficou atento aos mínimos detalhes e ele foi
- 54:36checando os fatos, é e os dados. E nesse momento ele faz 11
- 54:42verificação final, ele nos dá o selo, se essa conversa foi de
- 54:46verdade ou não é. O selo é de verdade, né?
- 54:50Então, Ed, fala aí sua opinião, como foi essa conversa aí?
- 54:53Então, Natália, nessa conversa você trouxe assim informações,
- 54:57conceitos extremamente importantes e fundamentais para
- 55:01o nosso autoconhecimento, para nossa regulação emocional.
- 55:05Então, não só pela importância que o assunto tem, como também
- 55:09por todo o embasamento teórico e científico que você trouxe selo,
- 55:13o Ed está garantido, tudo foi validado, tudo foi verificado.
- 55:18Eu costumo usar esse momento também para trazer alguma outra
- 55:21reflexão, como se já não passasse tantas que foram feitas
- 55:24aqui, né? É, e eu queria discutir um
- 55:27pouco, queria entender de você como que uma pessoa que está
- 55:30dentro dentro da profissão enxerga a banalização realmente
- 55:35que a gente vê nas redes sociais, né, dessa, da aplicação
- 55:38dessas práticas, como sair disso, como evitar isso?
- 55:42EE, se existe realmente uma preocupação interna dentro da da
- 55:46profissão. Uma excelente pergunta, porque
- 55:50de fato a gente tem esse alguns movimentos.
- 55:53Eu acho bom, vou vou dizer algo que eu já disse, né?
- 55:58Tudo tem prós e contras, então é bom que a gente difunda isso
- 56:02muito, porque ainda existe bastante preconceito.
- 56:06É em relação a falar sobre psicoterapia, sobre saúde
- 56:10mental, é as pessoas ainda como o Rodrigo, brincou.
- 56:15Né? Terapia não é só para quem quem
- 56:18é louco. E na verdade, acho que esse
- 56:20termo ele é tão problemático porque todo mundo tem questões,
- 56:25né? Todo mundo tem questões.
- 56:27Eu tenho pacientes com questões mais sérias, eu tenho pacientes
- 56:32que vem para fazer terapia sem exatamente 11 problema
- 56:35específico, porque simplesmente é quer se entender e quer
- 56:40performar melhor na vida. É, então acho que.
- 56:46As redes sociais é vão trazer esse olhar, mas em
- 56:52contrapartida, a gente tem essa banalização mesmo que você está
- 56:55dizendo. EE muita gente é falando coisas
- 56:59que não são reais, como, por exemplo, curar a ansiedade,
- 57:03curar a depressão. A gente nem usa esses termos.
- 57:06É, tecnicamente falando, a gente nem usa esses termos.
- 57:12Porque eu não curo uma depressão, eu não.
- 57:13Quando a gente fala de saúde mental, a gente nem fala de
- 57:16cura, a gente fala de remissão de sintoma, é.
- 57:20Então muita gente vende isso na internet, né?
- 57:23Vamos curar sua vida, você vai ser só feliz e isso não existe.
- 57:28Como é que a gente é? Combate isso trazendo informação
- 57:33verdadeira. É um trabalho de formiguinha,
- 57:36mas não é não tem muito o que fazer.
- 57:38É. Acho que além disso, além da
- 57:40gente, por exemplo, é estar aqui nessa mesa, ter esse espaço para
- 57:45falar sobre isso de forma séria. É já é um baita avanço.
- 57:50E é acho que é esse processo que a gente vai construindo e
- 57:55seguindo lutando, né? Obrigado weddie pela
- 57:59participação, é? Entrevista reversa.
- 58:05É, a gente vai chegar agora para o último quadro da nossa, da
- 58:08nossa conversa, né? Estamos batendo aí os 60 minutos
- 58:12e esse quadro, Natália, ele funciona assim, ele é uma
- 58:14entrevista reversa, né? A gente inverte os polos aqui.
- 58:18Agora você faz a pergunta e a gente vai tentar responder.
- 58:21O desafio aqui é o seguinte, você respondeu as nossas
- 58:24perguntas, as das mais fáceis, as mais difíceis, com muita
- 58:28exatidão. Então a gente tem que tentar
- 58:30fazer o mesmo, né? É.
- 58:32Então você fica à vontade de fazer qualquer pergunta?
- 58:35É, a gente tenta usar o assunto como como base, né?
- 58:40Então eu vou tentar fazer essa conexão.
- 58:42Então o tempo é seu. Como o Rodrigo é nosso
- 58:45jornalista convidado, eu vou deixar ele responder aí se ele
- 58:48precisar de ajuda. Eu tô aqui.
- 58:49Senti um senti uma evitação aqui, Hein?
- 58:52Ou a análise? Vai me colocar na fogueira?
- 58:56Não, a gente responde junto, vai lá, mas ele começa.
- 58:59Tá bom, eu vou fazer uma pergunta, é?
- 59:02Sobre ainda sobre a ansiedade é, você acha que se preocupar
- 59:07bastante é algo positivo Na Na vida assim, é como uma forma de
- 59:13você se preparar para coisas que podem acontecer e não ser pego
- 59:17de surpresa. Eu Acredito que a preocupação
- 59:19ela é importante, principalmente do ambiente profissional, mas
- 59:22não a preocupação exagerada. A partir do momento que você se
- 59:26preocupa, se você tem uma entrega, por exemplo, Ah, eu
- 59:29tenho um planejamento para entregar.
- 59:31Outro dia você se prepara e se preocupa com isso.
- 59:34Isso é saudável. Quando é preocupação, ela começa
- 59:37a tirar o seu sono, começa a tirar as suas atividades
- 59:40cotidianas, ela começa a influenciar no seu dia a dia, na
- 59:45sua vida pessoal, enfim, na sua vida acadêmica, quaisquer fatos.
- 59:50Isso de fato, Eu Acredito que já não é uma preocupação saudável.
- 59:54É uma preocupação que exige um tratamento, até uma procura de
- 59:58um especialista como você para auxiliar.
- 1:00:01Muito bom. É isso aí o eu vou só
- 1:00:05complementar isso que Oo Rodrigo falou, é às vezes algumas
- 1:00:09preocupações, e aí de novo, né? É minha visão, minha percepção,
- 1:00:13elas são totalmente desnecessárias, mas tem gente
- 1:00:15que não consegue enxergar que ela é desnecessária.
- 1:00:18Vou usar o exemplo do futebol, eu não sou uma pessoa super fã
- 1:00:23de futebol, tem um time favorito, né?
- 1:00:25Mas eu não sou super fã, então meu time.
- 1:00:27Estava ganhando pra caramba, aí, liderando o campeonato e tudo
- 1:00:30mais. Agora, nos 4 últimos jogos, ele
- 1:00:33deu uma derrapada. Imagino qual deve ser o time,
- 1:00:36né? Deixa, deixa eu.
- 1:00:38Eu tenho visto assim tanta gente decepcionada, aquela preocupação
- 1:00:42enorme, se vai conseguir ganhar campeonato, se não vai, se vai
- 1:00:44conseguir reverter o quadro. E eu vejo o jogo.
- 1:00:47Uma vez uma pessoa perde o jogo, eu fico assim, tá bom, eu só vou
- 1:00:50dormir, tá tudo bem? Não me afeta, mas de fato,
- 1:00:54preocupações. Às vezes dá mais simples, como
- 1:00:57uma partida de futebol, né? Que é uma coisa que deveria ser
- 1:00:59relativamente simples. Mexe muito com a vida, com as
- 1:01:02pessoas, né? E aí isso mexe tanto a ponto de
- 1:01:05virar um problema. É que daí vão entrar em outras
- 1:01:09camadas, né? Por que que ela tá colocando
- 1:01:11isso como esse nível de importância na vida dela?
- 1:01:15É, mas isso que você falou, eu, eu.
- 1:01:17Vou fazer só um. Um comentário que eu acho que é
- 1:01:22bem relevante e que eu acho que pode ser útil é, existe.
- 1:01:27Existe uma diferença entre me preocupar e resolver problemas.
- 1:01:34Então às vezes a gente confunde um pouco isso.
- 1:01:36Então às vezes é acho que é importante a gente parar pra
- 1:01:39pensar assim, isso aqui que eu tô me preocupando agora, que eu
- 1:01:42tô pensando, eu consigo resolver de alguma forma?
- 1:01:46Tem solução? Se não tem solução, então eu só
- 1:01:50estou me preocupando, então vou vou dar um exemplo que é muito
- 1:01:55comum aparecer na clínica assim, né?
- 1:01:57Então, Ah, eu estou preocupado porque eu vou viajar e aí eu
- 1:02:01tenho filhos e aí meus filhos vão se comportar e eu não sei
- 1:02:06como que vai acontecer. Isso.
- 1:02:09É uma preocupação ou tem algo que eu faço sobre isso?
- 1:02:11Tem uma ação, não tem uma ação agora não tem uma ação.
- 1:02:17Eu vou ter uma ação. Se essa situação de fato.
- 1:02:20Acontecer. Mas nesse momento tem uma ação,
- 1:02:23não tem? Então é só uma preocupação.
- 1:02:25Talvez. Eu não preciso pensar sobre isso
- 1:02:27agora. Talvez ela nem se concretize,
- 1:02:29né? Aí você ficou preocupado?
- 1:02:32A maioria das nossas preocupações existem alguns
- 1:02:36estudos que vão dizer isso. É a maioria.
- 1:02:39Acho que 95% das nossas preocupações não acontecem. 95%.
- 1:02:45Do que você se preocupa? Não acontece.
- 1:02:48Olha aí, Ed, a nota, essa 95% do que você se preocupa não
- 1:02:53acontece. Gente, muito obrigado pela
- 1:02:55conversa. Eu acho que foi muito boa, foi
- 1:02:57produtiva. Espero que você, Natália, tenha
- 1:02:59gostado. Da participação.
- 1:03:01É Rodrigo também. Eu vou me despedir primeiro de
- 1:03:04você, Rodrigo, então. Super parceiro.
- 1:03:07Muito obrigado por ter aceito o convite.
- 1:03:09A gente tentou fazer isso algumas vezes, felizmente agora
- 1:03:12causou a agenda, né? É a sua câmera, que ela ali ó.
- 1:03:15Se quiser olhar para o pessoal de casa e passar um recado
- 1:03:18final, esse tempo é seu, vai lá. Thiago, primeiramente eu
- 1:03:21gostaria de agradecer o convite. Foi super importante estar aqui
- 1:03:25discutindo um tema tão relevante com a Natália, uma profissional
- 1:03:28tão renomada. EE dizer que é importante se
- 1:03:32ater a esse tema, porque de fato.
- 1:03:35Há preocupações excessivas, elas podem prejudicar a nossa vida,
- 1:03:39então é importante sempre que possível procurar um
- 1:03:42especialista. Muito bem, muito obrigado,
- 1:03:45Rodrigo Rodrigo Freitas, da Racing comunicação.
- 1:03:48Então até você, que é dono de uma empresa, está procurando uma
- 1:03:52assessoria de imprensa? Você está aqui, ó, um cara
- 1:03:53excelente para você para tocar AA imagem da sua empresa, é?
- 1:03:59E Natália, muito obrigado por ter aceito o convite é e o nosso
- 1:04:02convite não para aqui, tá? A gente tá estendendo um convite
- 1:04:06a mais ainda. Nós queremos é que você nos
- 1:04:09ajude com artigos ou aquelas pílulas.
- 1:04:12Nós estamos estudando muito agora colocar 11 parte de saúde
- 1:04:16mental, dicas de saúde mental no nosso ABC Quest e a gente quer
- 1:04:20convidar a Natália para ser a colaboradora desse desse trecho,
- 1:04:23né? Então esperamos que a partir de
- 1:04:25agora. Você incorpore a gente,
- 1:04:27incorpore com a gente aqui dentro do ABC do ABCE se torne
- 1:04:3011 fonte de informação útil para as pessoas que nos procuram, só
- 1:04:34para você ter 11 ideia. Nós somos vistos por 1000000 de
- 1:04:39pessoas todos os meses. Nossa, então eu imagino dentro
- 1:04:42desse universo de 1000000 de pessoas, quantas delas estão
- 1:04:44atrás de um conselho, de uma informação, né?
- 1:04:48Mas assim, muito obrigado por ter aceito o convite e foi um
- 1:04:51grande prazer e inclusive tê la como o encerramento da nossa
- 1:04:55temporada, né? Eu que agradeço assim é.
- 1:05:00É muito importante falar sobre isso num num lugar que é Sério e
- 1:05:04que a gente sabe que vai tratar esse assunto com a seriedade que
- 1:05:07ele precisa ser tratado. E com é o espaço também, né?
- 1:05:13O espaço que é importante. Então eu te agradeço mesmo pelo
- 1:05:17convite, agradeço pelo convite extra.
- 1:05:20Acho que vai ser muito, muito legal.
- 1:05:23É, eu estou bem animada mesmo para participar de uma forma
- 1:05:26mais ativa e ajudar a difundir isso, porque eu acho que é muito
- 1:05:29importante mesmo. Muito bem, e se quem está em
- 1:05:32casa e quiser encontrá la faz como redes sociais?
- 1:05:35Rede social estou no Instagram arroba piscina thalia com THR
- 1:05:40Melo. Me adiciona lá e lá tem os meus
- 1:05:44contatos. Perfeito, perfeito.
- 1:05:46Com isso, a gente encerra a nossa conversa.
- 1:05:47Espero que tenha sido útil para você, lembra?
- 1:05:50O objetivo do nosso podcast aqui é criar conexões.
- 1:05:53Então, se em algum momento algum desses assuntos fez você
- 1:05:57refletir e você se sentiu conectada com essa história,
- 1:06:01obtivemos o nosso sucesso aqui. E aí a gente, com essa conversa,
- 1:06:06encerra essa temporada, a gente volta no ano que vem com mais
- 1:06:10assuntos, outros papos. Mas gente, vocês têm 24 assuntos
- 1:06:14que foram tratados aqui. Se você não viu os outros
- 1:06:16episódios, volta lá é acompanha a gente tá no Deezer, na Amazon,
- 1:06:20no Spotify, na Apple Music, estamos no YouTube.
- 1:06:24É. Existe uma matéria especial de
- 1:06:26cada episódio. Toda vez que o episódio vai ao
- 1:06:28ar, tem uma matéria especial sobre ela, com muito mais
- 1:06:31conteúdo produzida pelo Ed, que está aqui, ó.
- 1:06:32Ele ficou prestando atenção o tempo todo, ele já estava
- 1:06:34escrevendo a matéria dele aqui é, então você tem um conteúdo
- 1:06:37muito amplo, né? E caso exista um assunto que
- 1:06:41você gostaria que fosse debatido aqui, entre em contato com a
- 1:06:44gente lá no contato@abcdoabc.com.br, sugira
- 1:06:47temas, sugira marcas, sugira personalidades, a gente vai
- 1:06:51atrás de tudo e vai trazer essas histórias para você, tá bom?
- 1:06:53Muito obrigado por ter nos acompanhado até aqui e a gente
- 1:06:55se vê na próxima até lá. E aí?
- 1:07:00Apresentação, Tiago Quirino, jornalista convidado, Rodrigo
- 1:07:05Freitas, entrevistada, Natália Melo.
- 1:07:08Edição, Rodrigo Rodrigues captação de áudio e vídeo,
- 1:07:13estúdio da Sisa associação comercial e industrial de Santo
- 1:07:18André. Produção, Ed baroni.
- 1:07:21Checagem, Ed baroni assistência de produção, Susana Rezende e
- 1:07:26João Pedro Melo. Direção, Thiago Quirino.
- 1:07:30Direção geral, Alex faria. Este programa é um produto do
- 1:07:35portal ABC do ABC. As opiniões manifestadas pelos
- 1:07:39entrevistados não refletem necessariamente o posicionamento
- 1:07:43do portal ABC do ABC. Para se manter informado sobre
- 1:07:47tudo o que acontece na região, acesse www.abcdoabc.com.br.