Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dr. Joerley Moreira: Caracterização da Avicultura Caipira | Ep. 32
Transcript
- 0:00E aí o Ana, eu faço um destaque da alimentação, que é o
- 0:03seguinte. É pensando muito na agricultura
- 0:07familiar, tá? Quem vai para a área de criação
- 0:11de aves caipira deve pensar, pelo menos em reduzir os custos
- 0:15dessa alimentação. E há várias formas de você
- 0:18comprar, por exemplo, um núcleo e ter aí comprar, por exemplo,
- 0:22milho, farelo de soja e fazer essas misturas na própria
- 0:26propriedade, ou então através de associações, montando uma
- 0:30pequena fábrica, né? É como um triturador misturador
- 0:34reduzir o custo. Porque realmente depender da
- 0:38ração comprada pronta. Para uma criação em menor
- 0:41escala, esse também é um é um fator que grande parte das
- 0:45pessoas que entram nessa atividade terminam saindo mais
- 0:49cedo. Tá?
- 0:49É o custo da alimentação. Bem-vindos ao podcast, o
- 0:58aviário, as. Mentes mais brilhantes da.
- 1:00Avicultura no seu bolso? O podcast ou aviário só é
- 1:05possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 1:08a educação continuada na avicultura Brasileira.
- 1:11American nutrients, solução é o nosso compromisso.
- 1:16Olá, pessoal. Bem-vindos e bem-vindas a mais
- 1:18um episódio do aviário podcast. Eu sou Catarina Stefanelli e eu
- 1:23tenho o prazer de conversar hoje com o professor Joesley Moreira,
- 1:28professor Joesley eso tecnicista, formado na
- 1:30Universidade Federal de Lavras, tem mestrado em agronomia também
- 1:34pela ufla, doutorado e pós doutorado em Zootecnia pela
- 1:38Unesp e atualmente é professor na Universidade Federal dos
- 1:42Vales do Jequitinhonha e Mucuri e atua no campus Diamantina.
- 1:47Em Minas Gerais. Professor, joelle, muito
- 1:50obrigada por ter aceitado nosso convite e pela sua contribuição
- 1:54nessa conversa. De hoje, eu que agradeço aí o
- 1:57convite que estaline sempre à disposição de vocês para poder
- 2:01colaborar. É uma satisfação estar aqui com
- 2:03você hoje. Bom, ficamos felizes também.
- 2:06Bom professor na sua formação, eu vi que você transitou por
- 2:11instituições diferentes. Eu queria começar te
- 2:14perguntando, o que que influenciou a escolher
- 2:17avicultura como área de trabalho, né?
- 2:20E também para que você nos conta se como que?
- 2:22Tem sido o seu trabalho atualmente aí em Diamantina.
- 2:26Eu comecei, na verdade, AA ter, vamos dizer assim, esse carinho
- 2:31pela avicultura muito novo, eu as minhas origens são origens
- 2:35rurais, né? Eu venho de famílias, é rurais
- 2:39do vale do Jequitinhonha e já aos 15 anos eu comecei a fazer o
- 2:43colégio escola agrotécnica federal, foi onde eu tive os
- 2:47primeiros contatos, aí com a área de produção animal e já no
- 2:50colégio agrícola, né? Essa área de produção da
- 2:53avicultura me despertou. É bastante, então quando eu,
- 2:58depois do colégio agrícola, eu fiz o curso de Zootecnia na
- 3:02ufla, lá em Lavras, né? E até chegar, vamos dizer assim,
- 3:06na parte de produção animal eu me encantei também muito com a
- 3:10parte de alimentação, então eu já tinha, vamos dizer se esse
- 3:13carinho com a produção animal e, principalmente, com a parte de
- 3:16produção de pequenos animais, aves e suínos.
- 3:19Então, à medida que eu fui fazendo Oo curso, eu fui
- 3:22desenvolvendo mais essa área e aí, obviamente, assim que eu
- 3:26terminei o curso de Zootecnia, né?
- 3:29É eu ingressei no mestrado ainda na Universidade Federal de
- 3:32Lavras. É na área de avicultura, né?
- 3:35E depois continuei no doutorado e pós-doutorado na Unesp, no
- 3:38campus de Botucatu, em São Paulo, também na área de
- 3:41avicultura. Então eu diria assim, que eu
- 3:43realmente, eu sou um apaixonado pela área de avicultura e tive a
- 3:48sorte de depois prestar concurso para essa área, né?
- 3:52Em 2004 eu prestei concurso para a universidade federal dos vales
- 3:56Jequitinhonha, que fica localizada em Diamantina, para
- 4:00área de avicultura e nutrição de monogástricos e formulação de
- 4:04rações. Então.
- 4:06Hoje eu trabalho mais especificamente com a
- 4:08avicultura, né? Desde é a grande paixão, vamos
- 4:11dizer assim, mas também trabalho na área de formulação e produção
- 4:15de rações, voltada mais especificamente, obviamente,
- 4:17para animais não ruminantes, com ênfase na área de avicultura.
- 4:21Tudo bem, e a nossa conversa de hoje?
- 4:24Ela vai ser dentro da agricultura, sobre um assunto
- 4:27interessante, novo, que é importante que a gente leva
- 4:30informação para as pessoas que nos escutam, que é sobre alguns
- 4:34pontos críticos da produção de aves caipira.
- 4:37É, eu queria começar professor pela parte mais simples e talvez
- 4:42geral, até porque o podcast ele tem um público bem diverso, né?
- 4:47E nós levamos, é informações bem distintas assim, sobre
- 4:51avicultura e sobre nutrição animal.
- 4:53Para quem nos acompanha. Que características tem uma
- 4:57produção registrada para a comercialização de carne e ovos
- 5:01classificados como caipira? Ou então assim, quais são as
- 5:04diferenças desse sistema para o sistema conversor convencional?
- 5:08No No mercado brasileiro, que é importante que as pessoas já
- 5:11consigam identificar, é como é que é?
- 5:14Como que acontece a produção caipira, né?
- 5:16No nosso país? Certo, eu eu diria assim que nós
- 5:21temos uma. No Brasil, um quando a gente vai
- 5:25para de produção animal, a gente tem sempre uma análise focada
- 5:30nos dados de produtividade e nos dados técnicos, mas também
- 5:33existe. É 11 grande parte, com uma
- 5:36demanda de mercado, com a vamos dizer assim, vinculada com as
- 5:39tradições, tá? Então eu diria que avicultura
- 5:43caipira é um resgate, é da nossa tradição de criar aves de um
- 5:48modo mais natural, né? De criar aves soltas.
- 5:52É, vamos dizer assim, com. Um ambiente de criação onde a
- 5:56gente respeita mais, vamos dizer assim, às.
- 6:01A as características dos animais de de manifestar, vamos dizer
- 6:07assim, o seu, suas características de bem-estar.
- 6:10Tá? Então a embora eu tenha uma
- 6:13formação e uma experiência com a avicultura industrial, a
- 6:17avicultura caipira. Ela me chamou muito a atenção
- 6:21exatamente por causa dessa preservação, então eu diria
- 6:24assim, que até 11 tempo e aí eu vou colocar um pouco de um
- 6:28Marco, né? Até 1994, vamos dizer assim, No
- 6:32No início aí do plano real, eu diria que a avicultura caipira,
- 6:36o desenvolvimento, era muito Modesto, e aí, e quando a gente
- 6:40falava de criação de aves? E pira, ficar e pira era mais
- 6:43aquela, aquela ave, aquele franguinho de final de semana,
- 6:46quando a gente convidava ali um parente, né?
- 6:48Ou fazer uma confraternização familiar no final de semana e a
- 6:51gente tinha a tradição de de consumir, vamos dizer assim,
- 6:54essas aves, né? Galinha um franguinho caipira de
- 6:57Fundo de Quintal, mas aí, com a popularização da avicultura e
- 7:02com o desenvolvimento, vamos dizer assim, da da agricultura
- 7:04familiar, a gente vê que esse segmento ele foi crescendo
- 7:09bastante no Brasil, né? EE atualmente, essa produção
- 7:13vinda da agricultura familiar, ela é.
- 7:16Muito significativa e o frango caipira.
- 7:18Ele preserva essas características diferentes da da
- 7:22criação industrial, enquanto na criação industrial a gente tem
- 7:25as aves, vamos colocar sem as linhagens de frangos específicas
- 7:29para aquele tipo de produção? Com a criação intensiva, com um
- 7:33número de aves, é por metro quadrado relativamente alto, às
- 7:37vezes 1214-1618 francos por metro quadrado.
- 7:40As aves criadas de modo é confinada ali, todo o seu ciclo
- 7:45de vida, a. Da criação de aves caipira
- 7:47diferencia nesse aspecto a na criação de aves caipira.
- 7:51Gente tem uma menor densidade de aves por galpão.
- 7:55A gente é pela legislação, as aves.
- 7:58Aos 28 Dias de idade, tem que ter acesso a uma área externa.
- 8:02A gente chama área de Piquete, onde a ave tem acesso à
- 8:05pastagem, né? E aí, com essa área de Piquete,
- 8:09ave termina desenvolvendo essas características de modulação
- 8:13tipo de fibra, por isso que tem uma carne diferenciada.
- 8:17Tá, e ao mesmo tempo, ela a, vamos dizer assim, preserva
- 8:20essas características de bem-estar do animal.
- 8:23Então, teoricamente, o brasileiro entende que a ave
- 8:27caipira é uma ave criada de forma mais saudável, mais
- 8:31natural, respeitando o meio ambiente e respeitando mais o
- 8:35animal em si. Por isso que a gente tem esse
- 8:37apego e essa diferenciação. Então, pela legislação, né?
- 8:41A as linhagens ou raças criadas na avicultura caipira é tem que
- 8:48ser diferente da da avicultura industrial.
- 8:52As aves a partir dos 28 Dias de idade, tem que ter acesso a essa
- 8:55área de Piquete a essa área de pastagem até os 28 Dias podem
- 8:59ser criadas confinada, assim como a avicultura industrial.
- 9:03Tá, e o abate também dessas aves.
- 9:05No caso dos frangos de corte, né?
- 9:07É ocorre no mínimo, com 70 dias de idade.
- 9:10Tá, enquanto que na avicultura industrial a gente abate
- 9:14frangos, aí é isso. Muito em função do mercado, mas
- 9:17em geral, aos 4042, 44 dias de idade, tá?
- 9:21Então tem toda uma legislação e às vezes essa legislação ela tá.
- 9:25Ela é adaptada de estado, às vezes até município para
- 9:29criação. Sim, eu acho que é bem
- 9:31importante nós comentarmos isso, porque nos últimos anos nós
- 9:36também tivemos atualizações, né? De legislações e
- 9:39regulamentações, né? Acho que.
- 9:41Seguiu muito essa tendência de aumento de oferta de de um
- 9:46mercado mais organizado, com maior padronização, que é algo
- 9:50que que a nossa avicultura tradicionalmente faz muito bem.
- 9:54Eu acho que dentro disso que você comentou o professor.
- 9:58Tem um outro tópico que é importante, que é a oferta de
- 10:01produtos caipira nos mercados, né?
- 10:04Ela tem aumentado nos últimos anos, em geral, no Brasil.
- 10:07Nós temos observado a oferta de uma maior variedade de ovos
- 10:11caipira nos mercados. Nós conseguimos ver isso nos
- 10:14últimos anos, né? E o preço por dúzia do ovo
- 10:18caipira, ele é mais elevado do que o de ovo de Granja e de que
- 10:22o ovo de aves livres de gaiola, né?
- 10:24Com casca branca ou vermelha. Eu acho que é interessante nós
- 10:28aproveitarmos essa conversa, né, professor Gil?
- 10:30Ele? Para você indicar as razões que
- 10:33fazem com que o preço que tem que ser repassado lá para o
- 10:37consumidor seja mais elevado da produção caipira, né?
- 10:41Tá certo, é que como eu disse, né, o.
- 10:46Nessa parte de produção de ovos, realmente assim a gente tem Na
- 10:52Na avicultura industrial, nós temos os ovos brancos e os ovos
- 10:56chamados e ovos de casca marrom, ovos vermelhos.
- 10:59Então só para ser, pra você ter uma ideia, na própria avicultura
- 11:02industrial, os ovos vermelhos, eles têm um valor maior do que
- 11:07os ovos de casca branca, né? No mundo, AA produção é muito
- 11:12maior de de ovos, de casca branca, né do que de ovos
- 11:15vermelhos. Mas no Brasil, tradicionalmente,
- 11:18por a gente associar. As aves que botam ovos é
- 11:22vermelhos como caipira, então esses ovos já são mais
- 11:25valorizados. Isso na própria agricultura
- 11:28industrial. Né?
- 11:30É. E obviamente, quando a gente vai
- 11:34pra área de avicultura caipira, aí por essa tradição, por a
- 11:38gente entender que é um ovo mais saudável, né?
- 11:42A gente vamos dizer assim, quando eu falo a gente, o
- 11:44mercado está disposto a pagar mais por esse tipo de produto.
- 11:48A, eu diria que não há muito tempo atrás, mas o brasileiro
- 11:53tinha um hábito de consumir poucos ovos comparado a ao
- 11:57restante do mundo. Alguns países, vamos dizer
- 11:59assim, grandes produtores AO consumo de ovos era muito mais
- 12:03elevados que o Brasil. O Brasil na última década, nós
- 12:06saímos no consumo per capita ao redor de 140 ovos por habitante
- 12:10ano e estamos aí próximo de 250. Então assim, o consumo de ovos
- 12:14em geral aumentou muito no país. Tá, hã, eu diria que.
- 12:20Muito da questão de desconhecimento da área de saúde
- 12:25atrapalhou durante muito tempo a alavancagem, vamos dizer assim,
- 12:28do consumo de ovos a principalmente na questão
- 12:32relacionada ao colesterol. Então assim, um ovo de galinha
- 12:35comum por volta de 60 g, ele tem mais ou −200 200 miligramas de
- 12:40colesterol e a FAO recomenda que a gente não deve consumir mais
- 12:43do que 200 miligramas por dia. Só que antes eu diria até 2010,
- 12:47né? A gente não tinha aquela divisão
- 12:48de colesterol bom e colesterol ruim, que era colesterol total,
- 12:51então, teoricamente, a pessoa, ao consumir um ovo já tava
- 12:54consumindo ali a quantidade. Total de colesterol, então
- 12:57quando a pessoa fazia uma consulta com um sionista, com
- 13:00médico, né? O pessoal sempre falava dessa
- 13:03restrição. Eu acho que isso é atrapalhou
- 13:06muito o consumo de um alimento que é completo é o segundo
- 13:09alimento mais saudável da da nossa alimentação.
- 13:12Perde apenas para o leite materno, para o colos.
- 13:14Tu, então eu acho que depois dessa, desse, dessa divulgação,
- 13:18desse conhecimento da área de saúde, aonde o colesterol bom e
- 13:21colesterol ruim, né? As análises passaram a ser feita
- 13:24dessa forma, então ficou demonstrado que, na verdade.
- 13:27O que vai fazer com que a pessoa tenha maior propensão de
- 13:30desenvolvimento de uma doença cardíaca é o de Balanço desse
- 13:33colesterol bom e ruim. Então com isso a gente verifica
- 13:36um aumento no consumo de ovos e a gente sai desse consumo é de
- 13:40aproximadamente 140 ovos por pessoa por ano e passa pra
- 13:44atuais 240 e pouco 250. Tá, e aí?
- 13:47Dentro deste processo, obviamente, à medida que as
- 13:50pessoas vão consumindo mais, também aumentou muito nos
- 13:53últimos anos. Essa questão da preocupação com
- 13:55o bem-estar. Nós queremos consumir os
- 13:57produtos animais animal, mas nós queremos saber como que esse
- 14:02animal é é foi criado. Esse animal está sendo criado
- 14:05com as condições de bem-estar, ele está manifestando essas
- 14:08características de bem-estar, não está passando sede, fome,
- 14:11não está sendo tão restrito de espaço.
- 14:15Tá, então, AA toda essa preocupação?
- 14:17E quando a gente fala que o produto é caipira, que o produto
- 14:21é mais natural, né? E isso as pessoas estão
- 14:24dispostas, com certeza, a pagar o maior valor AA esse tipo de
- 14:29produto, né? Que praticamente é o que
- 14:32diferencia aí é, vamos dizer assim, as pessoas AA consumir os
- 14:37produtos caipira. Sim, eu acho que nós temos
- 14:41também levado mais informação para o consumidor, né?
- 14:44É. Combater os mitos sempre foi uma
- 14:47tarefa muito árdua, né? Para quem trabalha com
- 14:50agricultura, mas é, eu acho que a gente, levando a informação e
- 14:54formando pessoas e essa informação sendo dissipada,
- 14:59ajuda também a que a gente tivesse chegado nesse patamar
- 15:02que hoje em dia influencia. Mas talvez a influência menos
- 15:06hoje a gente tem um, talvez um consumidor mais consciente, que
- 15:09entende que se é mais caro para produzir.
- 15:12Se a ração, esse ave consome mais ração e, consequentemente,
- 15:16vai ser mais caro para produzir, vai custar mais caro para ele.
- 15:19Ele não vai estar sendo wing. Senado, né?
- 15:21É o nosso sistema de produção e também em relação aos fatores
- 15:25que influenciavam, né? Em relação ao consumo de ovos,
- 15:28que não era o ovo que aumentavam colesterol, e sim, tem muito
- 15:31fator genético envolvido, tem os hábitos alimentares das pessoas,
- 15:35tem o consumo de gorduras saturadas, sendo que o ovo não é
- 15:38um alimento rico em gordura saturada, então.
- 15:41Ajudou bastante o mercado. E junto com as estratégias de
- 15:45marketing também quando elas foram bem realizadas, eu acho
- 15:48que ajuda bastante a gente que tá na área, entende isso talvez
- 15:53mais facilmente, né? Mas a todo momento a gente
- 15:56conversa com pessoas que que precisam receber essas
- 15:59informações, porque a gente conhece, mas o consumidor muitas
- 16:03vezes não, não conhece o outro lado, né?
- 16:05Bem interessante essa dinâmica. Tem.
- 16:07Tem uma outra característica também, se você me permitir,
- 16:11aham, que é o seguinte, o os produtos caipira.
- 16:15Né? É, eles têm uma diferenciação.
- 16:19É com relação aos produtos, né, da avicultura industrial, que é
- 16:23a adição de. Vamos dizer assim dos chamados
- 16:29promotores de crescimento, sou de aditivos, tá?
- 16:32Então, AA sociedade, ela tem uma visão de que esses promotores de
- 16:39crescimento, né? Antibióticos é aditivos de um
- 16:44modo geral e a gente chamava até bem pouco tempo atrás.
- 16:47Promotor de crescimento que já é uma coisa assim, uma.
- 16:50Vamos dizer assim, um termo que as pessoas não compreendem bem,
- 16:53né? E relaciona, às vezes para o
- 16:55motor de crescimento com hormônios e et cetera, né?
- 16:59Então eles não vê esses critérios na avicultura
- 17:02industrial, embora também tenha, né?
- 17:04Quando se faz respeitado, aí os períodos de carência, mas a Na
- 17:09Na produção de aves caipira, né? Esses produtos são proibidos,
- 17:13alinhar são específicas, são usados alternativa a esses
- 17:17produtos químicos, então também há todo é através de legislações
- 17:21todo esse resguardo, né? Da da desses produtos e que
- 17:26termina culminando, vamos dizer assim, com uma expectativa de
- 17:30uma vida mais saudável. Quando se consome esses
- 17:33alimentos, sim. Porque é a legislação.
- 17:35Nossa Brasileira é que controla a produção de produtos de origem
- 17:40animal. Ela é bem eficiente, né?
- 17:42Então, em relação à proibição de de produtos, é muito
- 17:45interessante a gente realmente afirmar que se eles são
- 17:49proibidos, eles realmente ou não existem ou não são utilizados,
- 17:52né? Mesmo a própria questão dos é
- 17:55dos promotores a. O nosso mercado já é um mercado
- 17:58que produz extremamente, é talvez a hoje em dia uma
- 18:02quantidade maior da nossa produção.
- 18:05Ela não tem mais aditivos promotores do que se produzia no
- 18:10passado. Então a gente tá caminhando num
- 18:12caminho. É bem interessante.
- 18:15Para atender o consumidor e principalmente.
- 18:19Seguindo esses nossos padrões de qualidade, né?
- 18:22Já que o Brasil é o maior exportador, a gente tem um
- 18:25mercado muito respeitado, né? EE, que merece esse respeito
- 18:31pela forma que nós produzimos. Proteína animal com qualidade na
- 18:34avicultura. Eu queria professor, entrar num
- 18:38mais a fundo assim, na produção caipira em si, é agora na
- 18:43sequência, na produção de aves caipira.
- 18:48Quais são os pontos críticos, né?
- 18:49Os desafios, as dificuldades, acho que tem vários fatores.
- 18:53Que o professor pode elencar que tenha a ver com esses desafios
- 18:58da produção caipira. Eu.
- 19:00Eu diria assim, para quem quer entrar na atividade, ela tem que
- 19:05fazer uma reflexão sobre alguns pontos que eu considero
- 19:08cruciais. O primeiro é analisar bem qual o
- 19:12objetivo que a pessoa vai entrar na atividade.
- 19:16Eu digo isso porque se o nós temos 2 possíveis objetivos
- 19:20assim, que são os mais comuns, um é adotar a produção de aves
- 19:25caipira como principal fonte de renda, tá?
- 19:28Então, nesse caso a gente tem que analisar a escala de
- 19:31produção, porque aí para poder a vamos dizer assim, comercializar
- 19:35para uma grande rede de supermercado, para uma estrutura
- 19:39numa cidade maior, tem todo uma legislação a ser seguida, né?
- 19:44E a gente tem, inclusive empresas que são.
- 19:47Especializada em atestar que AA produção é caipira, AE tem
- 19:53aqueles produtores da agricultura familiar que quer
- 19:56apenas vamos dizer assim, complementar uma renda.
- 19:59A pessoa já tem alguma atividade e sabe que é?
- 20:03E essa é uma das grandes vantagens da da produção
- 20:06caipira, né? É, requer pouco tempo.
- 20:09É, vamos dizer assim, uma mão de obra, um pouco menos de mão de
- 20:14obra e dá pra adaptar com outras produções.
- 20:16Então eu diria que esse ponto é um ponto crucial, qual, qual que
- 20:19é o meu objetivo específico? Porque isso aí vai dizer a
- 20:21escala. De produção, você vai aproveitar
- 20:24o seu tempo, porque mesmo que produz GA de leiga de cortes no
- 20:28cultura et cetera e tal, às vezes quer na propriedade
- 20:31complementar a renda, aí com com a criação de aves, já que gasta
- 20:35pouco tempo, às vezes até uma outra pessoa da família ali é é,
- 20:38pode colaborar e pode desenvolver tranquilamente.
- 20:41Aí nós estamos falando de uma escala menor e às vezes também.
- 20:44Nós estamos falando de uma comercialização mais local para
- 20:47uma feira livre ou uma coisa assim muito voltado, por
- 20:50exemplo, para a agricultura familiar e temos aquela produção
- 20:53em maior escala, onde eu falei que a gente tem que.
- 20:55É seguir toda uma parte de legislação específica, porque
- 20:59para entrar nesse mercado é preciso é estar.
- 21:04É com todos esses. Esses procedimentos em dia.
- 21:09A, agora. Depois que a pessoa resolve, né?
- 21:14EE viu que vai entrar na atividade?
- 21:17Não, eu já sei. Eu quero é entrar realmente na
- 21:20atividade. Eu acho que um ponto crucial aí,
- 21:24principalmente aí, eu vou. Eu vou considerar assim.
- 21:28Quem vai por esse lado de produzir em alta escala como
- 21:32fonte de renda principal? É óbvio que já fez uma análise
- 21:36de mercado, né? É deve fazer inicialmente porque
- 21:41um dos grandes gargalos que eu coloco, principalmente na
- 21:43agricultura familiar, é a parte de comercialização.
- 21:46A parte técnica, a parte de produção com um pouco de
- 21:50conhecimento, a pessoa consegue ter uma produtividade
- 21:53relativamente boa e a gente tem várias.
- 21:56É alternativas para ter essa assistência técnica, ainda mais
- 22:00hoje, com AA divulgação das redes, né?
- 22:02Então, tem várias empresas de assistência de extensão rural.
- 22:05É universidade centro, é que podem fazer isso, mas a
- 22:09comercialização era crucial, porque não adianta você
- 22:13conseguir produzir e depois não conseguir escoar, não conseguir
- 22:16comercializar. Então eu vejo grande parte do
- 22:19pessoal, principalmente da agricultura familiar, que entra
- 22:22na atividade, saindo da atividade às vezes por causa
- 22:26desse ponto, tá? Não planejou bem a
- 22:29comercialização. Tá, e aí?
- 22:32Isso realmente, vamos dizer assim, é uma coisa que afeta
- 22:35grande parte dos criadores. A um outro ponto que eu, que eu
- 22:40considero crucial é. O objetivo da criação, aí também
- 22:45quando você fala em pequena escala, Oo agricultor familiar,
- 22:50quando ele olha para a criação de aves.
- 22:54AE ver como uma atividade complementar a outra atividade
- 22:58que já tem, então ele vê tão numa escala menor.
- 23:02Que às vezes leva a interpretação de falar assim
- 23:07anão, já que eu vou criar à vista, eu quero um pouquinho de
- 23:09tudo, eu quero, eu quero ter ali uma produção de carne para
- 23:13consumo próprio, para venda, e eu também quero ter uma produção
- 23:16de ovos. Tá, e esse eu acho assim.
- 23:20É um ponto crucial. Porque quando a gente fala da
- 23:26produção de aves para caipira, para carne.
- 23:29Nós estamos falando em linhagens que tem um desempenho, né?
- 23:33É que é abatido Oo do caso do frango de corte, ele é abatido
- 23:38aí com 70 dias, pelo menos pela legislação.
- 23:42É alcançando aí 2 kg e meio, tá? Então, embora sejam aves
- 23:46caipiras, a gente tem no mercado hoje a linhagens com
- 23:51desenvolvimento, com o melhoramento genético e permite
- 23:53um desenvolvimento bastante acelerado, muito bom, com dados
- 23:57produtivos muito bons. Mas veja que é muito diferente
- 24:00da produção de ovos a produção de carne.
- 24:03Então as aves aos 28 Dias tem acesso ao Piquete, mas já com 70
- 24:08dias já estaria ali alcançando. É 2 kg e meio, né?
- 24:11Pra poder. Para serem abatidos, se está
- 24:14comercializando aí o frango com ao redor de 1 kg e 800 2 kg, que
- 24:18é o que a hoje a gente ainda está, vamos dizer assim,
- 24:21comparando com a avicultura industrial.
- 24:24A gente ainda comercializa mais o frango inteiro, né?
- 24:28Ou então, o frango em corte, mas também integral, vamos dizer
- 24:32assim, a gente não tem aquele hábito de comercializar aí
- 24:34industrializados ou cortes igual a avicultura industrial.
- 24:39E avicultura de postura aí já é diferente, porque as aves, elas
- 24:45são selecionadas para começar a postura.
- 24:48Por volta de 18 a 20 semanas, pesando aí por volta de 1 kg e
- 24:52300 1 kg, 250, 1 kg e 300. Então, às vezes a pessoa vai
- 24:57criar junto numa mesma instalação e aí você tem a 2
- 25:03tipos de aves, com padrão de crescimento diferente e com
- 25:06exigência nutricional diferente. E aí, quando ele se dá conta ou
- 25:12o pequeno produtor se dá conta que se ele voltar, sua
- 25:15alimentação e o seu manejo. Para a carne vai prejudicar as
- 25:19aves de postura e se voltar para a produção de ovos vai
- 25:22prejudicar de carro. Então, eu sempre falo assim, ó,
- 25:25na avicultura, caipira é um dos pontos cruciais.
- 25:28Defina qual o objetivo é produção de carne ou é produção
- 25:32de ovos? Se quiser as 2 coisas juntos,
- 25:35nós estamos falando de 2 estruturas separadas, tá tanto
- 25:39em termos de alimentação em termos de manejo, em termos de
- 25:42infraestrutura, construções também tá?
- 25:45Eu achei esse um tópico assim crucial.
- 25:48É, e o professor comentou que ele trabalha ali Na Na
- 25:51universidade e também com com formulação de rações.
- 25:54Assim é. Talvez seja interessante a gente
- 25:57entrar um pouco nesse desafio, né?
- 26:00A gente tem uma ave que é se movimenta mais, que tem acesso à
- 26:05área externa, onde se ela se alimenta, né?
- 26:08Dessa forragem pastagem, enfim, que é característica da produção
- 26:13caipira. E ao mesmo tempo, a gente
- 26:16precisa fornecer todos os nutrientes que ela precisa para
- 26:20continuar produzindo bastante. Quais são os desafios da
- 26:24nutrição que a gente tem encarado, né?
- 26:26Na produção caipira? Eu.
- 26:28Eu diria que esse é um outro ponto crítico, assim
- 26:31fundamental. Porque a.
- 26:36Na avicultura de corte, né? Eu diria que a alimentação
- 26:40representa aí. Em torno de 70% dos custos da
- 26:44produção e o frango industrial, ela é uma verdadeira máquina de
- 26:47produzir de transformação em carne, né?
- 26:51Isso é fruto de muita seleção genética e da intensidade do
- 26:55processo de seleção ao longo dos anos.
- 26:57Avicultura caipira a curva de crescimento das aves, aí falando
- 27:02principalmente da da da dos frangos destinados para a carne,
- 27:06é óbvio que é muito menor nessa curva de crescimento, mas também
- 27:10não é aquele frango de antigamente, vamos dizer assim,
- 27:13o pessoal costuma é. Há uma diferença da das aves
- 27:16caipiras normatizadas e daquele frango criado solto no sítio sem
- 27:20raça definida. Sem tempo, né?
- 27:22Onde as aves gastam aí 46 meses para chegar AA 1 kg e meio, 2
- 27:27kg. Aí nós estamos falando de aves
- 27:28melhoradas, né? E com a com recebendo também
- 27:32alimentação, balança. Piada.
- 27:33Então eu. Eu considero, por exemplo, um
- 27:36erro de quem vai criar aves caipiras na parte de
- 27:40alimentação. A questão dos piquetes.
- 27:43Tá AA criação de aves caipira quer seja para carne ou para
- 27:47ovos, a gente tem a presença do Piquete, é o Piquete, ele dá o
- 27:52suporte para ave. Exatamente, vamos dizer assim.
- 27:56Consumir uma quantidade menor de ração, consequentemente, tem um
- 28:01custo de produção menor, né? E a ave, quando ela está solta
- 28:06no Piquete? Obviamente o Piquete não tem
- 28:08essa função de colaborar com aspecto assim de é.
- 28:13De fornecer os nutrientes para a produtividade, mas o aspecto do
- 28:17do do, do caminhar, do exercício físico, que é quem ajuda a
- 28:21modular, por exemplo, no caso de frango de corte, a gente sabe
- 28:23que o tipo de carne é diferenciada.
- 28:26A gente tem uma carne, fruta de um metabolismo mais oxidativo,
- 28:29que dá uma carne mais avermelhada do que a carne de
- 28:32frango de corte, que é uma carne.
- 28:34Com o metabolismo é mais glicolítica uma carne mais
- 28:36branca. Então, se o Piquete é muito
- 28:38importante, tá. E o erro principal que eu vejo é
- 28:42as pessoas não dando essa importância ao Piquete.
- 28:45As pessoas acham que o Piquete é mais uma área de passeio.
- 28:48Então, às vezes a gente vê piquetes em sombreamento sem
- 28:52pastagem e aí as pessoas fazem os galpões ou tão as aves no
- 28:57Piquete. As aves sequer transitam pelo
- 29:00Piquete, então não tem sombra, não tem pasteis, não tem, não
- 29:05tem, vamos dizer assim, o que fazer é é no Piquete em si.
- 29:09Então a gente tem todo um manejo de criação de aves caipira para
- 29:12fazer com que as aves fiquem no Piquete.
- 29:15É como se estivesse solta na natureza, tá?
- 29:18Quando isso não acontece. As aves, elas ficam mais a,
- 29:22vamos dizer assim, restrita dentro dos galpões e com isso é
- 29:24óbvio que elas vão consumir um consumir uma quantidade maior de
- 29:28ração. Vamos ficar muito mais pesada.
- 29:30É comum. A gente vê vários trabalhos, por
- 29:32exemplo, as pessoas apresentando trabalhos de frango caipira com
- 29:35frango, com 70 dias, pesando quase 4 kg.
- 29:38Você entendeu? Qual a conversão alimentar alta,
- 29:40porque AA mesma genética dessas aves.
- 29:43Elas têm a capacidade, tem 11 curva de crescimento grande, tem
- 29:46uma conversão alimentar boa, sabe?
- 29:48Então, e esse é um erro. Grosseiro é o manejo de Piquete,
- 29:52sabe, então eu digo assim, quem quer entrar nessa atividade?
- 29:56Tem que saber manejar essa parte do Piquete.
- 29:59O Piquete realmente tem que funcionar, né?
- 30:02E aí exatamente o Piketty que dá essa característica da ave ser
- 30:06caipira, né? Então agora na parte de
- 30:09alimentação. As rações, obviamente que são
- 30:13rações balanceadas. A legislação não permite a
- 30:17vários aditivos que vamos dizer assim, a gente usaria a na
- 30:21criação da avicultura industrial, mas pela curva de
- 30:25crescimento ser mais lenta. Geralmente a gente divide aí o
- 30:28ciclo em pelo menos, 3 tipos de rações, né?
- 30:31Rações mais específicas e os tipos de ração.
- 30:33Vai estar muito em função também da atividade.
- 30:35Se for pra carne, né? Aí pelo menos uma até um a 28
- 30:39Dias depois, até 28 a 56 dias, em uma ração final.
- 30:43Sendo que na ração final né? Toda e qualquer aditivo que foi
- 30:46utilizado é retirado da ração e para para aves poedeiras também.
- 30:51Aí a gente teria as rações mais específicas, mas é claro que
- 30:54devido ao ciclo ser. Maior, bem maior do que do
- 30:59frango de corte industrial. Obviamente a gente tem um
- 31:02consumo de ração maior. Os custos de produção são
- 31:05maiores. E, obviamente, o preço também,
- 31:09né? Tem que ser um preço
- 31:11diferenciado. E aí eu eu faço um destaque da
- 31:14alimentação, que é o seguinte. É pensando muito na agricultura
- 31:19familiar, tá? Quem vai para a área de criação
- 31:23de aves caipira deve pensar, pelo menos em reduzir os custos
- 31:27dessa alimentação. E há várias formas de você
- 31:30comprar, por exemplo, um núcleo e ter aí comprar, por exemplo,
- 31:35milho, farelo de soja e fazer essas misturas na própria
- 31:38propriedade, ou então através de associações, montando uma
- 31:42pequena fábrica, né? É como um triturador misturador
- 31:46reduzir o custo. Porque realmente depender da
- 31:50ração comprada pronta. Para uma criação em menor
- 31:53escala, esse também é um é um fator que grande parte das
- 31:57pessoas que entram nessa atividade terminam saindo mais
- 32:01cedo. Tá?
- 32:01É o custo da alimentação. American nutrients, entregando
- 32:07soluções tecnológicas para o bem-estar.
- 32:09E segurança? Humana e animal desde 2007,
- 32:12alicerçados ao conceito one health, os produtos e a inovação
- 32:16da American nutrients contribuem para a saúde humana.
- 32:19O bem-estar animal e a preservação do meio ambiente.
- 32:23Bom, eu acho importante também a gente ter essa conversa com esse
- 32:29pequeno produtor. É familiar, enfim, interessado
- 32:33em produção caipira porque é o podcast.
- 32:37Ele também chega nesse nesses lugares, né?
- 32:41Acho bem interessante. Nós também aproveitarmos e
- 32:44termos episódios assim, direcionando a esse pequeno
- 32:47produtor, porque ele vai ter vários desafios, né?
- 32:50É por mais que talvez a quantidade de aves que ele tenha
- 32:54na produção dele seja menor do que uma produção comercial.
- 32:58É ele vai ter várias dificuldades e vários desafios
- 33:02que vão exigir que ele seja persistente e que com muita,
- 33:07muito amor pela atividade, ele vai, com certeza, atingir todos
- 33:11os os padrões de qualidade que a gente espera para essa produção
- 33:15caipira também, independente se for carne ou ovos.
- 33:19Professor Joesley é obrigada, mais uma vez por essa conversa
- 33:23de hoje, por todas as informações, pela sua
- 33:26disponibilidade. Eu queria te deixar a vontade
- 33:29para deixar uma mensagem final, especialmente para aquelas
- 33:32pessoas que têm interesse em saber mais sobre produção de
- 33:35aves caipira. O que desejam produzir também,
- 33:39né? Certo, eu.
- 33:40Eu que agradeço pelo convite, tá?
- 33:43E eu diria assim que. É, houve um tempo não muito
- 33:48distante que AA própria. O segmento da avicultura
- 33:53industrial via é o segmento de exploração de aves caipira, até
- 33:59como um risco para a produção industrial.
- 34:01Então esses segmentos andavam mais distantes um do outro, né?
- 34:06Porque a produção de frangos industrial, ela é toda cercada
- 34:10de normativos, é atos preventivos e nós esforçamos
- 34:15muito para dar. Avicultura industrial não só a
- 34:20dimensão que tem hoje no Brasil, mas também um selo, vamos dizer
- 34:22assim, de qualidade. Nós somos o maior exportador
- 34:25mundial de carne, o terceiro maior produtor é de carne de
- 34:28frango e conseguimos produzir isso com muita qualidade.
- 34:31Então a gente preocupava muito com a produção de aves caipira,
- 34:34mas aí com os avançar dos anos a gente tem hoje já é grandes
- 34:39empresas disponibilizando material pra pra criar, né?
- 34:42Para os produtores e para quem quer entrar na atividade, criar
- 34:46aves caipira de modo seguro também com a legislação.
- 34:50Mais adaptada, e eu diria assim, embora a gente tenha todos esses
- 34:54volumes expressivos da avicultura industrial,
- 34:57avicultura caipira, um segmento que cresce no Brasil, muito
- 35:01porque ela se adapta muito bem a agricultura familiar.
- 35:05Ela se adapta muito bem para um complemento de renda com a
- 35:09necessidade de uma mão-de-obra reduzida.
- 35:11Tá? E mercados específicos cada vez
- 35:14mais valorizados, então é uma atividade que vale a pena, mas é
- 35:17óbvio que a pessoa tem, que é pra não sair mais cedo.
- 35:21Ou pensando em ter uma lucratividade de uma renda, tem
- 35:24que ter é. São vários cuidados, né?
- 35:26Nossa, pelo pelo tempo e pela forma que nós tocamos em alguns
- 35:30pontos específicos. Mas eu agradeço, viu?
- 35:32Ano pela oportunidade e futuramente, se tiver mais algum
- 35:36assunto específico, puder colaborar.
- 35:37Estaremos aí à disposição, OK? Muito obrigado a vocês.
- 35:41Muito obrigada, muito obrigada, professor.
- 35:43É também quero agradecer o público que nos acompanhou hoje,
- 35:48obrigado e até uma próxima.