Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dr. Martin Gierus: Fibras na Dieta das Aves | Ep. 30
Transcript
- 0:00Tá e fibra, o que que é fibra? É um nutriente ou é só algo
- 0:03incômodo ali que está passando no trato gastrointestinal e
- 0:06ninguém quer, mas tem que estar lá mesmo, né?
- 0:09E quais são as interações? Isso que é um importante aspecto
- 0:12do óleo também. Quais interações, o que que ele
- 0:14faz é algo inerte que está passando ali no trato
- 0:17gastrointestinal. Que tá ali porque tu não tem
- 0:20como tirar, porque que faz parte da ração, tem nos ingredientes.
- 0:25Eu acho que isso não é esse ponto de vista, nós estamos
- 0:28mudando. Nós tem que mudar a visão que a
- 0:31gente tem sub fibra, não vê? Ele não, não vê a fibra como um
- 0:33vilão que está ali, que mesmo que a gente não goste, né?
- 0:37Mas sim como algo que talvez possa contribuir para entender
- 0:41melhor o processo de digestão, processo digestório.
- 0:44E talvez, em função da fonte de fibra e da quantidade de fibra,
- 0:48conseguir manejar melhor a interação e o benefício da fibra
- 0:53traz narração. Pessoal, bem-vindos e
- 1:05bem-vindas. Vamos dar início a mais um
- 1:08episódio do aviário podcast. Eu sou Catarina estufa Melo.
- 1:12É um prazer estar aqui conversando hoje com o professor
- 1:15Martin vírus. É o que o senhor Martin hessel
- 1:18tecnicista, mais um ingresso da da ufsm tem mestrado, doutorado,
- 1:24atualmente é professor e pesquisador na University of
- 1:28natural resources and life, ciência AA boca, em Viena, na
- 1:32Áustria. Que bom te ver, professor.
- 1:35Muito obrigada por aceitar o nosso convite e contigo
- 1:38contribuir conosco. O professor Martin.
- 1:41Ao eu que agradeço, prazer todo meu.
- 1:44Bom senhor Martin, eu gostaria de começar, talvez com uma
- 1:48curiosidade assim, super sua história na nutrição, né?
- 1:52Se já começou lá no Brasil, é como que você ingressou na
- 1:56universidade, em Viena, mas principalmente, queria que você
- 2:00falasse um pouquinho com o que que você tem trabalhado
- 2:02atualmente aí. A história, a de eu estar aqui
- 2:06em Viena, é uma história mais cumprida também, né?
- 2:10Então você falou, eu sai da da federal de Santa Maria, mas isso
- 2:14já faz agora algum tempo. E daí fui fazer o mestrado na in
- 2:18Porto Alegre, na Urbes. Depois da urgh 100, eu comecei
- 2:22meu doutorado na Alemanha, em Munique, em 1996, né?
- 2:26Então, já faz algum tempinho também.
- 2:28E depois de 96 Na Na Alemanha, eu passei 2 anos na Holanda,
- 2:33como eu, como cientista, trabalhando lá no, no, no, no
- 2:37instituto de pesquisa. E daí eu voltei para a Alemanha,
- 2:40no norte da Alemanha, e mudei totalmente de assunto.
- 2:43Na verdade, eu comecei com ruminantes, né?
- 2:46Nutrição de ruminantes. E mudei de assunto, quer dizer,
- 2:49mudei de assunto, não foi assim, uma mudança muito dramática.
- 2:52Eu mudei para pastagens e forrageiras no norte da
- 2:54Alemanha, então fiz a minha livre-docência lá.
- 2:58A livre docência é uma é um pré-requisito também aqui Na Na
- 3:03Europa, em muitos países, na Alemanha e na Áustria.
- 3:06Para ser professor universitário, está, então,
- 3:09livre. Docência é em via de regra.
- 3:12São 6 anos e é conseguir ficar mais no final.
- 3:15Fiquei 10 anos em no norte da Alemanha.
- 3:18E eu? Tive uma situação a de 2 anos
- 3:22também Na Na indústria, trabalhando na indústria de
- 3:25processamento de ração. E agora fazem 10 anos que eu
- 3:29estou aqui em Viena, na Áustria, como professor de nutrição
- 3:33animal, né, então. Back to The Roots, vamos dizer
- 3:36assim, voltando para a nutrição, né?
- 3:38Entao a forrageiras e o pessoal aqui na Alemanha nao sta separa
- 3:42assim na altura de planta, o éter do animal, né, então.
- 3:45Não existe aquela ação ou tecnicista que.
- 3:49Pega as 2 áreas, né? Então de forragem se é
- 3:52nutricionista, né? Não pode, né?
- 3:53Agronomist então pastagem, agora não pode ser nutricionista aí.
- 3:58É trabalhar com forrageiras, isso aí é separado aqui,
- 4:01aparentemente também bem, e eu trabalho aqui na Áustria, na
- 4:06nesta vasta área de nutrição animal, a é que tem,
- 4:10logicamente, na Áustria, uma certa, uma certa preferência
- 4:14econômica. Parceiros, espécies bem a na
- 4:18frente estão há está o gado de leite, produção de leite que é
- 4:22muito importante também. Você tem que imaginar.
- 4:25A Áustria a como um é um país andino do dos Alpes, né?
- 4:30Com Alpes, com Montanhas. Então, ao Brasil, 2003 1000 m
- 4:33também é assim. Muito alto, mas a influencia
- 4:37bastante. A composição botânica de AA
- 4:40gente forrageiras também. I.
- 4:44A outra área, importância de não é não ruminantes seria os
- 4:48suínos, né? Então os suínos tem uma
- 4:49importância grande também comercial.
- 4:52E daí? Em terceiro lugar, vem daí.
- 4:54Eu também. Já as aves estão.
- 4:57Hã, tanto gado a na frango de corte, como também de postura,
- 5:03não. Na Áustria, só para ter uma
- 5:08ideia, o tamanho da Áustria, eu tenho que pensar no tamanho de
- 5:11Santa Catarina, tá até a forma do estado de Santa Catarina,
- 5:14geográfica parecido com o da Áustria, né?
- 5:17Com minha capital, tal ã ao leste, né?
- 5:20Bem, que nem em Santa Catarina agora nops aqui, Viena está bem
- 5:24ao leste do país, né? E o como eu falei, a forma é é
- 5:29parecida, mas Santa Catarina tinha uns 10000 km pouco +10000
- 5:32km maior que a alça. Quer dizer aos é um país, ela
- 5:35filme pequeno, né? E também, essa é a grande
- 5:38vantagem pro lado de ser um país pequeno.
- 5:40Também existem estruturas, é de de fazendas e propriedades.
- 5:46Na maioria deles são propriedades familiares.
- 5:49De agricultura familiar e são pequenas, então tem uma média de
- 5:53tamanho de propriedade de 20 ha tal.
- 5:56É, é assim. Não são áreas grandes, né?
- 5:58Então, mas existe uma estrutura a.
- 6:01Fundiária? Pequena.
- 6:04E com isso, também dá para trabalhar com diversas áreas e
- 6:07muito dos produtores e eles, eles não são especializados,
- 6:11eles têm na sua propriedade várias áreas de como eles ganham
- 6:15dinheiro, né? Com leite e, principalmente,
- 6:17logicamente, mas aí também com ovinhos, ou então eles fazem
- 6:21turismo Agroecológico. Ou então a gente tem na
- 6:24propriedade produção um e processamento de produtos de
- 6:28origem animal, então produzir queijo, linguiça e vende também
- 6:32para os proprietários, para os vizinhos, né?
- 6:35O pessoal da cidade vem lá para na propriedade, comprar
- 6:38diretamente do produtor os produtos dele.
- 6:42Então, e a área que eu te falei que nós estamos trabalhando na
- 6:46nutrição, então aqui é um produto desse meu, dessa minha
- 6:50experiência, né? Tanto já iniciado no Brasil, mas
- 6:55também de várias várias estações, né?
- 6:57Tanto na Europa como dentro da Europa, nas áreas também que eu
- 7:00trabalhei. Ciando ruminantes.
- 7:04O. As forragens.
- 7:08E pastagens, mas também. Mais tarde, o cruzamento de
- 7:12ração. Então eu estou usando esses,
- 7:15essa, esse conhecimento aqui Na Na.
- 7:18Aqui no instituto, na universidade e na Áustria, né?
- 7:21Vou trabalhar com várias áreas de pesquisas.
- 7:23Bom. É, eu queria aproveitar esses
- 7:27essas informações que você já deu da Áustria, assim ó, é antes
- 7:31de nós entrarmos no nosso tópico principal, a nossa conversa de
- 7:35hoje vai ser uma conversa sobre fibra na alimentação animal,
- 7:39especialmente graves, né? É.
- 7:42Mas antes de nós entrava nesse assunto.
- 7:44Eu queria aproveitar e ligar um pouco sobre isso que você já
- 7:47comentou esse podcast aqui. Ele tem me dado a oportunidade
- 7:51de conversar com pessoas de diferentes regiões do Brasil EE
- 7:55também de diferentes países, né? Eu sou, sou muito grata por isso
- 7:59e para engrandecer a nossa conversa.
- 8:01Eu queria pedir para você falar um pouquinho justamente sobre
- 8:03isso, sobre o sistema produtivo de aves na Europa, é, os
- 8:07ingredientes são diferentes, é os principais produtos também
- 8:11são diferentes, né? Sei que tem muitos países, cada
- 8:14país tem a sua. Peculiaridade, né?
- 8:17Mas aquelas características que são mais comuns assim, de Europa
- 8:20eu acho que é bom para quem está no Brasil ouvir um pouquinho
- 8:24dessa outra realidade também. Tudo bem, posso falar, não tem
- 8:27problema. Então, é, seja dar o foco na
- 8:31produção de aves, né? Então, aves de postura ou então
- 8:36frango de corte. Ela tem justamente uma certa
- 8:39diferença, é entre a Europa e outros países.
- 8:43É que produtores tá bem? Clássico que na Áustria,
- 8:47justamente como eu falei, essa essa estrutura pequena, a
- 8:52estrutura fundiária pequena, aham.
- 8:54Então nós temos aqui galpões de água, de gás, de frangos, de
- 8:59corte de 10000 aves de até 40000 aves, no máximo, né?
- 9:04Quando são impropriedades enormes como a gente tem pensado
- 9:078 ontem, a gente conhece, talvez vocês é esse do Brasil também.
- 9:11A contração lógica aí é uma questão como no Brasil também,
- 9:16uma questão de preço, né? O nectar o que que é mais
- 9:19barato, né? Então nos nos últimos anos ou
- 9:22meses, até com a. Em guerra na Ucrânia e Rússia.
- 9:28Aos preços têm variado bastante, tá?
- 9:30Há 1 ano atrás, sumiram, desapareceram as os fornecedores
- 9:36diretos, né? Com alguns ingredientes
- 9:38aumentaram enormemente de preço. Mas o mercado se estabilizou de
- 9:43novo e agora nós estamos no em baixa de novo, então os os
- 9:46produtos, os produtos estão. Embaraço?
- 9:49Mais importante seria o serial. Entre os cereais que a gente
- 9:53usa, então depende da região. Na Na Europa, quanto mais ao sul
- 9:58aí começar a entrar, mais milho, quanto mais a norte vai começar
- 10:01a por não poder implantar o milho, colher o milho na no na
- 10:06época de crescimento ou começar a usar mais cereais de inverno,
- 10:10né? No caso, a cevada e o trigo tem
- 10:14uma importância. Daí maior narração, tá?
- 10:17Fonte de proteína, claro, soja tem uma importância grande.
- 10:22Mas também bastante crítica a bastante cruzada também por ser
- 10:25importada uma grande parte da proteína na Europa é importada
- 10:30por uma questão também de mercados, né?
- 10:32O mercado argentino brasileiro e a norte-americano de soja.
- 10:37Eles são fornecedores constantes no século volume, então a soja
- 10:42segue a ter sua importância também.
- 10:44Aqui na Europa. Mas tem mudado a mentalidade.
- 10:48Então aqui existe muitas, é necessidades, muitos.
- 10:54Esforços também por parte da política de é apoiar produtores
- 11:00ou produção de alternativas. Para proteger.
- 11:05Lucas? Não?
- 11:06Então, por exemplo, do do leste europeu vem muito girassol, né?
- 11:13Dura sol é importante produto uma fonte proteica lá que é
- 11:16produzida, ou então a do norte europeu também até na Áustria
- 11:23tem a canola, né? Canola tem uma importância
- 11:25grande também em termos de produção, em termos de produção,
- 11:30então, local onde se local européia, né?
- 11:33E nos últimos anos tá entrando muito mais também a assim
- 11:38chamada soja européia. Sou um soja do Danúbio, chamava
- 11:44assim, né? Em torno do Danúbio.
- 11:45Só que tem países. É o ar que não são mais, fazem
- 11:47parte do Rio, né? Então já chama de dores para
- 11:50européia, tá? E ela tem tomado muita
- 11:54importância nesse sentido também em termos de mercado.
- 11:56Em termos de plantação de hectares.
- 11:59A sendo implantados também, porque uma vez o produtor ganha
- 12:03bem com a soja européia. EE tem o interesse de sempre, tá
- 12:09aumentando cada vez mais, né? Em produzir a própria soja aqui.
- 12:14A outros há outras alternativas? São produtos de processamento
- 12:19tipo, hã, para de de s né? Que seria então o uso de?
- 12:25Do cereal para produção de etanol, por exemplo, e sobra a.
- 12:30A parte que é rica em proteína, essas são usadas também aqui é
- 12:33muito em rações como como assim, tipo um produto secundário, um
- 12:38produto secundário, a de um processamento, tá?
- 12:44Uma certa importância, e também não só no meio científico, mas
- 12:48também agora, mais. A parte comercial também de
- 12:51produção, aumentando bastante. É, eu acho que vai aumentar e
- 12:56vai tomar, vai se tornar mais importante no futuro também a
- 12:59produção de farinha, de insetos ou de larvas de insetos, né?
- 13:05A como é que chama? Em português ao black soldier
- 13:09Fly não é? Péssimo, vocês conhecem, mas eu
- 13:14tenho mais importância e tem aqui.
- 13:16Na Europa, ela tem que ela tem mesmo ano passado, não?
- 13:19Desde 2021, ela tem AE entre ela e mais outras 5 espécies de
- 13:24insetos. Elas estavam sendo liberadas
- 13:26para uso para a produção e uso em rações animais.
- 13:31E então está aumentando muito a produção.
- 13:33O interesse de usar é. A larva como fonte de Mino aço,
- 13:39tanto para monogástricos para as pra, na cultura e no momento
- 13:44quem está pagando bem e absorvendo bastante dessa
- 13:48produção? É produção de pet, né?
- 13:51Cachorro ia com a rações para cachorro e gato.
- 13:53Se tá comprando toda a produção do ensino é de largo, ensina.
- 14:00Bem como o que que é o que que está sendo feito?
- 14:03A gente tem a. Desde a crise da.
- 14:08La vaca louca de um dos anos no início dos anos 2000.
- 14:12Essa proibição total de usar é proteína de fonte animal, né?
- 14:17Então, até 2000 e até 2 anos atrás.
- 14:21Houve uma restrição muito grande.
- 14:22OA é essa. O houve uma restrição grande.
- 14:24Quer dizer, a gente considerou todas as aves e todos os suínos.
- 14:28Como getz arianos, né? Não podia dar nenhuma fonte de
- 14:30proteína animal para esses animais, né?
- 14:32Um Monte de aminoácidos. E desde é.
- 14:37A importância dessa dessa discussão a se tornou maior
- 14:42maior também a pressão para se tomar se tomar uma decisão de ir
- 14:44e usar esses produtos, né? É, facilitou, quer dizer, desde
- 14:482021 ou 22? Está sendo liberado o uso inters
- 14:54espécies de é farinha de origem animal, né?
- 14:58Farinha de carne, carne e osso também, né?
- 15:00Tudo isto frango por usar no suíno e diversa, né?
- 15:04Quantos pés isso está liberado? Também já liberou mais?
- 15:08E está sendo usado também na narração na Áustria, menos, mas
- 15:12em outros países com certeza mais também.
- 15:14E tem uma discussão grande, uma parece um grande na Europa,
- 15:17está? A em termos de legislação na
- 15:23produção, por exemplo, nossa, Na Na união européia existe a
- 15:28proibição de uso de baterias de para produção de ovos.
- 15:34Então, só pode usar a os frango. As galinhas poedeiras é em não
- 15:41em gaiola metabólica, em gaiolas, metabólicas e também
- 15:43não, mas em. Me chama e viver os, né?
- 15:48Ou então? Em é com pastagem, tipo um free
- 15:53range, né? Que deixar as é mamária a
- 15:56disponível para elas saírem no campo e a Silvio, parem lá um
- 16:02pica aqui, pica ali e se alimenta do Capim insetos do que
- 16:05for. Isso são esses temas permitidos.
- 16:09O sistema de de gaiolas ou baterias?
- 16:13Não e não é para o Billy é proibido, não pode, não pode
- 16:15usar mais, né? Mas há exceções.
- 16:18Logicamente, né? Então, esse é um sistema
- 16:22tradicional e o produtor, o consumidor.
- 16:25Ele quer ver então ovo produzido, nenhuma ave que tem
- 16:29essa Mano que tem um bem-estar, né?
- 16:32Então não. Não foi produzido em gaiola é de
- 16:35produção, né? Umas baterias de poder de
- 16:38poderá. Mas existem exceções, né?
- 16:42Então, por exemplo, se tu comprar um ovo fresco, ele é,
- 16:45com certeza, de um sistema. Dessa forma, assim, se você
- 16:47comprar ovo que a gente chama ovo líquido, né?
- 16:50Isso já pode ter isso já não é de não tem 11 denominação da
- 16:55origem, né? Então ele pode ser também de
- 16:57criação, bem do leste europeu e com isso também dentro de
- 17:01baterias, não por outros de baterias tal.
- 17:05Eu acho que isso é uma. Uma visão geral do que está
- 17:08acontecendo em termos de processamento de ração,
- 17:10logicamente que. AO processamento que a gente
- 17:14começa, a gente conhece o fábrica de rações, fabricação no
- 17:18Brasil a com as integradoras, né?
- 17:21Isso são, não são muitos integradoras que existem na
- 17:24Europa. Não é um sistema comum.
- 17:26A então existem algum? Algumas empresas, não, muitas
- 17:30empresas que trabalham nessa área, né?
- 17:33A, em termos de integradoras, né?
- 17:35Tipo a PRF AJBS Brasil, também a, entre outros, também.
- 17:39É, eu acho que são isso aí, o sistema.
- 17:44Não sei se você tem outras perguntas, alguma coisa para
- 17:46Sabrina. Excelente, excelente.
- 17:48Acho que essa mais ou menos uma ideia é geral.
- 17:52Assim acho que é bem importante porque a gente precisa falar um
- 17:55pouco de ingredientes, até para chegar agora no nosso assunto
- 17:59fibra, né? Talvez a fibra seja o que mais
- 18:02varia, o que nós menos conhecemos, né?
- 18:05Ingredientes de ração, então acho que é importante nós
- 18:08falarmos sobre isso. Eu lembro que quando eu.
- 18:10Comecei a estudar carboidratos mais a fundo e a extrações
- 18:14solúveis e insolúveis. Eu fiquei encantada e ao mesmo
- 18:17tempo eu percebi que tinha que aprender muito, né?
- 18:19Então eu queria começar professor Márcio pelo mais
- 18:23simples. É como que nós podemos
- 18:25caracterizar melhor a fibra em uma dieta.
- 18:29Pra vezes o que a gente usa as propriedades físico-químicas,
- 18:34comportamento durante a digestão, né?
- 18:37Quais são as atualizações que nós precisamos ter?
- 18:39Depois é desse introdução. Eu, eu vou querer.
- 18:44Perguntar para você da eu vou te fazer uma nova pergunta, que é
- 18:47mais direcionada a uma área que você trabalha bastante, que é de
- 18:50métodos, mas agora de uma forma simples, assim como o que que a
- 18:54gente caracteriza a fibra? Há, mas isso é uma importante.
- 18:57Uma pergunta muito importante também, né?
- 18:59A caracterização da fibra a. A cabeça é uma coisa que todo
- 19:03mundo aprendeu na universidade, mas nas aulas de nutrição.
- 19:09Fibra é quase um sinônimo para monogástricos, é quase um
- 19:12sinônimo de um componente anti nutritivo, né?
- 19:15Então não pode ter filho na ração.
- 19:18É, ou então não pode ter muita fibra nação a isso e prejudica a
- 19:22vesti-me. Dá de todos os valores que você
- 19:24vê aqui. Você via em termos de aumentar,
- 19:27afirma narração. E tinha uma relação.
- 19:30Há uma correlação negativa quando de estabilidade, né?
- 19:32Então se provava que lá não pode usar, afirmou narração.
- 19:36Não tanto, né? Mas mesmo que a gente vá
- 19:38diminuir bastante a fibra não vai conseguir fazer uma fibra
- 19:42zero, né? Na narração, em função também de
- 19:45que você não é uma, não é a os ingredientes que você usa, você
- 19:48nunca vai ter 11 amarração semi sintética, que é dos anos.
- 19:51O laboratório, né? Por certas condições
- 19:54experimentais. Então, sempre vai ter fibra, tá
- 19:58na ração mesmo. Seja pouco, vai ter fibra.
- 20:00Afirma vem do milho, da casca da soja, milho, do que ela não uso,
- 20:05então qual que é outro ingrediente?
- 20:06Vai ter alguma forma de fibra na ração?
- 20:10O que é de se discutir é entendo, não só da metrologia
- 20:14que você vai perguntar depois, mas também o que que nós estamos
- 20:17falando da fibra? É, qual os carboidratos que
- 20:22fazem parte desse componente fibra.
- 20:25Tá e fibra, o que que é fibra? É um nutriente ou é só algo
- 20:28incômodo ali que está passando no trato gastrointestinal e
- 20:32ninguém quer, mas tem que estar lá mesmo, né?
- 20:35E quais são as interações? Isso que é um importante aspecto
- 20:38agora também. Quais interações, o que que ele
- 20:40faz é algo inerte que está passando ali no trato
- 20:43gastrointestinal. Que tá ali porque tu não tem
- 20:46como tirar, porque que faz parte da ração, tem nos ingredientes.
- 20:51Eu acho que isso não é esse ponto de vista, nós estamos
- 20:53mudando. Nós tem que mudar a visão que a
- 20:56gente tem sub fibra, não vê? Ele não, não vê a fibra como um
- 20:59vilão que está ali, que mesmo que a gente não goste, né?
- 21:03Mas sim como algo que talvez possa contribuir para entender
- 21:06melhor o processo de digestão, processo digestório.
- 21:10E talvez, em função da fonte de fibra e da quantidade de fibra,
- 21:14conseguir manejar melhor a interação e o benefício da fibra
- 21:18traz na razão. Sim, é agora nessa área que você
- 21:23trabalha assim que ele, então vamos entrando mais a fundo e a
- 21:26devagar e a gente vai é explicando um pouco, por que que
- 21:31é tão complexo, né? Eu gostaria de aproveitar para
- 21:35perguntar é sobre os métodos, né?
- 21:38Quais são os métodos que têm sido utilizados para avaliar a
- 21:40fibra, ingredientes e rações? Como que nós podemos melhorar o
- 21:44nosso conhecimento sobre isso, né?
- 21:46Queria chegar em algo que que precisa mais ser, ser mais
- 21:50estudado, o que é de fato é qualquer relação entre os e
- 21:53resultado da análise e o impacto que vai ter lá no animal.
- 21:57Né? Isso são 2 passos importantes,
- 22:00né? Porque no momento que você
- 22:01definir fibra como 11, objeto que você vai analisar no
- 22:04laboratório. Você vai tentar achar uma
- 22:07relação com o desempenho do animal, né?
- 22:10Mas esse já começa aí. A dificuldade está, por exemplo,
- 22:14há 11. Por exemplo, um exemplo básico.
- 22:18Você vai fazer FDN FDA, o figura bruta e a metodologia de
- 22:23laboratório protocolo exige que você, moa, que você faça a
- 22:27moagem da mostra aí 1 mm. Tá, e o que que tu faz?
- 22:31Se a fibra que você usa ou ao ingrediente da fibra de que você
- 22:35usa na ração ele é menor que 1 mm?
- 22:39Por uma questão de processamento, por uma questão
- 22:42da fonte mesmo, né? Então você está analisando algo
- 22:46que passou que é menor que de de de 1 mm de partícula nos
- 22:50processos de gravimétricos que você faz.
- 22:53Já sai, já sai perdendo e você acha que ela não tem filho aí
- 22:56dentro? Tem um outro tem menos.
- 22:58Na verdade você nem mediu ela ainda.
- 23:00Pelos processos químicos da da análise tal, esse é o primeiro
- 23:05passo. O segundo passo é o tipo de
- 23:08carboidrato que faz ser a fibra. Fibra, por sua definição também,
- 23:14né? Fibra bruta FDN FDA fibra total
- 23:18fibras, o nuvem solo. Então é essa questão.
- 23:23A primeira é importante, você está definindo 11 entidade
- 23:27analítica. E também não está certo, vamos
- 23:30dizer assim, agora uma é melhor que a outra.
- 23:32Não dá para dizer todas elas têm vantagens, desvantagens, né?
- 23:37A questão que a gente tem que ver Na Na fibra em sua
- 23:41totalidade, como entidade nutricional que está interagindo
- 23:45no na ingestão, na passagem, no trato digestório.
- 23:51E justamente são essas interações.
- 23:52A fibra não é 111 material inerte que passa só e é
- 23:58excretado de novo. Não é absorvido, não é dirigido,
- 24:00não tem ataques hemático, né? A sobre a fibra sobre os
- 24:05carboidratos que compõem o que que definem fibra.
- 24:09É o que a gente tá vendo agora também muito são as interações
- 24:13físico-químicas da. É como parte.
- 24:18A definição do que é fibra e de quantos a fibra na ração.
- 24:24Tem 2 aspectos agora importante nesse sentido, um é a definição
- 24:30de fibra que a gente está usando no momento.
- 24:33A definição de fibra no momento que está sendo usada e é válida
- 24:37e reconhecida, é que fibra fazem faz parte da fibra todos os
- 24:43carboidratos que não são. Passíveis de serem atacados
- 24:49pelas enzimas é endógenas do do animal tá?
- 24:54Se ela for degradada fermentada pelas pelo microbioma, pelas
- 25:00pelo microrganismos que existe, o que interage, que vivem No No
- 25:04trato gastro intestinal. Aí sim, a tudo.
- 25:08Tudo bem, mas não foi o animal aí, imã do animal, mas sim os
- 25:12microrganismos. Essa é a forma com que elas é,
- 25:14são processados ou trabalhadas no trato das intestinal.
- 25:17Também tem suas vantagens, né? Lógico.
- 25:20Quer dizer, nesse contexto de fibra, por exemplo, eu posso
- 25:24usar óleo dos acarídeos? Eu tenho desde o clássico que é
- 25:28celulose hemicelulose. Mas eu também tenho amido
- 25:31resistente, tá como cn fibra, né?
- 25:34OA resistência do amido, que também é um resultado de um
- 25:37processamento. Talvez errado, né?
- 25:39É, e também fazer fibra, tá nessa definição?
- 25:43Tá? Então como é que é uma questão é
- 25:47essa? Depois a as interações
- 25:53físico-químicas, que também variam muito entre as Fontes de
- 25:57fibra. Quer dizer, você está usando o
- 25:58mesmo valor de fibra. Mas diferentes Fontes tá até com
- 26:02isso, você vai ter capacidade em capacidade físico-químicas, que
- 26:05variam bastante entre as Fontes. Independente da quantidade de
- 26:09fibra na ração. Consumo esses aspectos que a
- 26:13gente está vendo está tentando abranger mais para entender
- 26:17melhor o que que a fibra faz ao passar no trato das intestinal
- 26:22dos animais. Seguindo nessa linha.
- 26:25Qual a importância de eu saber se o ingrediente tem uma fração
- 26:29maior de fibras solúveis ou insolúveis em aves, né?
- 26:34Que efeitos que nós normalmente observamos se narração?
- 26:37Eu tenho uma maior proporção de fibra solúvel, então se eu tenho
- 26:40mais insolúveis? Tá?
- 26:44É primeiro sabendo, é, eu tenho que defini-las é quais as
- 26:48fibras, Fontes que tem mais ou menos o louvre fazer tipo uma.
- 26:52Uma classificação não é de quantidade, está embora.
- 26:55Talvez eu tenha a mesma quantidade de fibra total, mas
- 26:58elas têm uma proporção disso. Houve isso, livro diferente.
- 27:01Isso já muda. A gente está testando aqui no
- 27:06momento AA mesma quantidade de fibra total na ração.
- 27:11Tá? E variando a quantidade de fibra
- 27:14solúvel como proporção na fibra total.
- 27:19É, isso varia bastante também já na capacidade de fermentação.
- 27:24Tá, porque a fibra solúvel em geral ela é de uma taxa de
- 27:28fermentação maior. E a fibra insolúvel lá também é
- 27:32fermentada, mas a taxa de fermentação dela é menor, tá?
- 27:36A é fermentada tão rápido. É, a gente tá tentando?
- 27:41Vale é saber essa variação para fermentação significa também a
- 27:44atividade microbiana. Em certos, é passagem do trato
- 27:47digestório. EEO, segundo aspecto, é se
- 27:52tentar entender com essa variação que a gente faz.
- 27:56Quais aspectos físico-químicos da ração estão variando em
- 28:00função de eu vou, de eu alterar a essa proporção de fibra
- 28:05solúvel na fibra total. Então, por exemplo, a gente está
- 28:08usando a capacidade tamponante. Aliás, a capacidade tamponante
- 28:14que nós estamos usando é o que o professor Márcio aguar p
- 28:17josquin, na UFPR em Curitiba, desenvolveu anos atrás, né?
- 28:22Então eu estou pegando essa literatura dele.
- 28:26E usando a. A capacidade do tamponante
- 28:30linearizada para classificar Fontes de fibra aqui.
- 28:34E tá dando um bons resultados também em função de você ter uma
- 28:38capacidade tamponante EE ter uma relação com a proporção solúvel
- 28:43insolúvel. A dentro da tal narração, né?
- 28:47Outra medida de capacidade físico-química que nós estamos
- 28:51usando é a capacidade de retenção de água.
- 28:55Então você pode ter uma ideia também de que você colocando a
- 28:58fonte de fibra numa água, ou você pega um.
- 29:02Como é que chama agora um bom eu topo volumétrico?
- 29:05Você tem a indicação de e volume que estavam colocando e água,
- 29:09né? Não sei agora a expressão
- 29:12correta. Mas, em todo caso, você deixa
- 29:15por uma certa, um padronizado por um certo tempo.
- 29:18Você mede o volume inicial da fibra com a água?
- 29:21Não, não coloca muito mais água, mas vê quanto é que a fibra num,
- 29:24num certo período de tempo, essa fonte de fibra ao ela ela
- 29:27duplica de de volume um aumento do volume, tá?
- 29:31É chamar, tipo uma capacidade, dilatação?
- 29:34Sim, mas é Suelen properties seria a.
- 29:38O termo em inglês e claro que você pega assim, uma polpa não é
- 29:43uma polpa, ela tem uma capacidade de de dilatação muito
- 29:47maior, né? Talvez até mais de quase 1000%,
- 29:50né? Quase 10 vezes mais do que AO
- 29:52volume inicial. Tudo bem, isso eu sou uma
- 29:55análise in vitro, né? No laboratório igual qual é a
- 29:58relação que tem com a viscosidade, por exemplo?
- 30:01Então essa é um cara muito e tem uma relação alta com a
- 30:04viscosidade da ração, né? Então, a.
- 30:09Ó, dependendo da fonte de fibra, ou você vai ter um efeito no
- 30:11animal e acho que a gente sabe também.
- 30:13Se até um aumento de viscosidade.
- 30:16E se aumentar demais a viscosidade, ela vai ter um
- 30:19problema nutricional também é no animal, né?
- 30:24Mas é são são. Mas assim as relações mais
- 30:26óbvias, tá? Mas é.
- 30:29Mas fáceis de caracterizar em função da fonte.
- 30:33É, a gente tem visto também que dependem da quantidade de fibra
- 30:38solúvel. A digestibilidade do trato
- 30:42gastro intestinal, ela é maior também.
- 30:46Mas então, o que quer dizer isso aí?
- 30:47Então, deve estar acontecendo alguma fermentação mais rápida
- 30:50dessa fibra. É, e com isso, AA
- 30:54digestibilidade da FDN. Ela aumenta também, mas isso aí
- 30:58é tão simples assim essa relação, né?
- 31:00Parece, né, mas não é, né? É muito mais complexa também,
- 31:03tá? Em função também da do sistema
- 31:07digestório, sistema de gestão de aves, né, que também tem
- 31:10refluxo, e daí tem os os ecos, que são de fermentação maior,
- 31:14né? O tipo de excrementos que sai.
- 31:16Tu vê assim até fermento mais, que é o tipo de fezes que saio
- 31:19escrevendo da excreta, né, que ela tem uma característica
- 31:21diferente do que a excreta normal.
- 31:25Mas eles são relações. Que a gente está tentando
- 31:27determinar e com isso classificar.
- 31:30Fontes de fibra, tá? Fontes de fibra.
- 31:33Sim, você comentou um pouco antes sobre os fatores anti
- 31:38nutricionais, né? Em geral, quando se falava de
- 31:41fibra, né? Você pensava em algo que dilui a
- 31:44ração ou então que era fator no nutriente nutricional.
- 31:49Em determinado momento, se entendeu melhor que, dependendo
- 31:53dessas propriedades físico-químicas que cada tipo de
- 31:56fibra tem e, principalmente a quantidade, né?
- 32:00Se elas forem moderadas, no máximo, né?
- 32:03Pode. Elas podem ser benéficas para
- 32:05estar, trato gastrointestinal. Eu queria aproveitar, já que
- 32:08você estava falando de digestibilidade, estava falando
- 32:10dos tipos de fibra, queria que você falasse um pouquinho mais
- 32:14sobre isso também. Deve, se me dá de uri.
- 32:17Fonte de fibra. É de desses?
- 32:20É aspectos benéficos que nós temos visto no trato
- 32:24gastrointestinal, na verdade, que são ocasionados pela
- 32:28presença das fibras, né? Na nas rações e nos.
- 32:31Ingredientes pensando no frango, né?
- 32:33Assim, OPA, tentar passar é essa ideia da do de de fibra.
- 32:37AEA, capacidade dela de na passagem do trato do assunto
- 32:42intestinal, né? Desde o consumo até AA, escreve
- 32:45a inscrição de novo. A, no frango.
- 32:49Independente também, eu tenho outro fator que eu também não
- 32:51mencionei, mas é certamente vai, vai, vai ser importante também
- 32:56no futuro para se considerar melhor.
- 32:58A fonte da fibra, ela pode ser algo que você.
- 33:02Intencionalmente ou não, coloca a narração, né?
- 33:04Tipo, faz o milho, soja e bota um farelo de trigo, então esse
- 33:07farelo de trigo é a fonte de fibra.
- 33:09Teoricamente, né, mas é mesmo? Deixando de fora OOA, farelo de
- 33:13trigo, tu bota a Mila e soja está colocando fibra sem, sem
- 33:17essa intenção de colocar fibra, né?
- 33:19Porque ela faz parte do grão também, né?
- 33:21Toda a casca, né? Mesmo que o milho não tenha
- 33:23assim muita casca, mas já colocou fi.
- 33:27Tá, então o que eu quero dizer com isso é o tamanho de
- 33:30partícula moagem, né? Isso vai fazer muito efeito
- 33:33também e, nesse sentido, não pode se confundir o tamanho do
- 33:39partícula. A moagem do grão de milho, por
- 33:41exemplo. Com a presença da quantidade de
- 33:44fibra. Que tal agora e dependendo da
- 33:47fonte novo, né? Então existe.
- 33:49AA gente chama de a partículas, mas também é a fibra como sendo
- 33:55uma estrutura da ração, mas a estrutura pode ser partícula,
- 33:58mas não é nesse causo. Bem, essa questão tem alguns
- 34:01trabalhos que estão sendo feitos é e usando AA fonte de fibra.
- 34:07Tipo, faz a ração e coloca uma fonte de fibra, casca de aveia,
- 34:11casca em cima na narração, mistura aí, frango à comer.
- 34:15Então, é essa estrutura física de como ela não é digerida.
- 34:21Na moela, por exemplo, chegando essa passa.
- 34:26Essa partícula de fibra, ela também vai ter uma função de
- 34:29partícula grossa, moída grossa. Na atividade da moeda, está
- 34:35então, a moeda está trabalhando até AO que que tá?
- 34:38Não esvazia aqui, né? Então vai trabalhando ali a
- 34:41razão? Claro que não tô falando de
- 34:42muita fibra, né? Então, é uma proporção também
- 34:45atividade da da moela com a quantidade fica, mas existe
- 34:49assim, o esse, esse aspecto positivo, né, de você colocar
- 34:52fibra e ter uma atividade da moela maior, tá?
- 34:56Só que agora não vamos pensar que colocando mais fibra vai
- 35:00melhorar a qualidade da moeda. Vocês, ao mesmo tempo está
- 35:03diminuindo, está diminuindo a ração, né?
- 35:05Em termos de outros nutrientes. Mas isso é um efeito.
- 35:08Outro efeito que tem é na passagem pelo trato de história
- 35:13no intestino delgado. É como ela não é digerida nessa
- 35:17fase ainda e não fermentada nessa fase ainda, pelo menos não
- 35:21tão intensivamente, né? Nessa fase ainda.
- 35:24Ela vai a fibra, ela vai ter a sua, as suas reações
- 35:28físico-químicas. Entre elas é a sua capacidade
- 35:32tamponante no caso de ser carregada negativamente e, com
- 35:36isso, fazer uma interação entre as, é entre os nutrientes que
- 35:40são tão carregados positivamente, né?
- 35:42Tipo os minerais, o cálcio emagrece um homem, laços tá?
- 35:46Então, afirma. Nesse sentido, ela teria uma
- 35:48capacidade de. Um, essa capacidade tamponante
- 35:52capacidade de troca catiônica que a gente conhece da ciência
- 35:55de solos também, né? Então tem 11 certa.
- 35:58Reações parecidas ao que acontece que acontecem ali
- 36:01também que em função do ph em função dessas interações, ela
- 36:05vai ter uma, vai ter uma aderência da dessa partícula
- 36:08desses minerais nutrientes na fibra, tá?
- 36:13Então, com isso, ela, teoricamente ela vai postergar,
- 36:17vai atrasar a digestão. Até não é ruim, depende da
- 36:21quantidade da fonte. Ela pode até ser uma vantagem,
- 36:23né? E depois vai liberar no final,
- 36:26mudando o ph. Então, tendo mais AO resto, o
- 36:29resto não, entre outros, tá sendo digerido, né?
- 36:31Então, a com aminoácido. Lipídios, et cetera, direito vai
- 36:36sobrar fibra. E a fibra, então vai, vai fazer
- 36:39o que com essa? Com essa parte a fibra vai vais
- 36:41ou vai ser escrita do ou vai ser fermentado ainda também no set?
- 36:46Bem aí então o processo, né? No momento a gente não sabe
- 36:49também a importância da fermentação no seco.
- 36:53A água vai conseguir usar os produtos da fermentação de
- 36:59alguma forma? E se usa, ela tem com a
- 37:03importância no Balanço de ração. Não deve ter isso não.
- 37:06A gente já teria alterado isso também há anos atrás, né?
- 37:09Não. Para o novo cálculo de ração,
- 37:10ele tá tem uma incógnita ali, né?
- 37:13Mas é o processo de fermentação, claro, deve ter uma importância
- 37:16para a saúde. Gastro, intestinal.
- 37:19E é o que está sendo agora. Não sei, é talvez AA alguém já
- 37:24saiba melhor também como existe o refluxo é quem sabe esse
- 37:28processo imitação tem uma importância de ter distribuir os
- 37:31nutrientes para serem reabsorvidos de novo após o
- 37:34processo de fermentação, né? Mas eu também não sei
- 37:37quantificar no momento que importância que tem esse
- 37:40processo de fermentação na ave para o Balanço nutricional dela,
- 37:44né? Isso é uma questão que não está
- 37:46claro ainda, tem? Oo principal objeto de pesquisa
- 37:52no momento é, de fato você vê e tentar classificar Fontes de
- 37:57fibra. E tentar definir?
- 38:01Com o parâmetro lá de laboratório, melhor que consiga
- 38:05dizer melhor para mim. O que que está acontecendo no
- 38:08animal, né? Queira que fosse a fibra bruta,
- 38:12né? Porque nós já temos muitos dados
- 38:14de fibra bruta, mas ela está mostrando que não é bom para
- 38:17isso, né? A fibra bruta era muito
- 38:19rudimentar pro anão ruminante, né ela?
- 38:24Análise, ela perde muitas proporções de carboidratos que
- 38:28seriam considerados por definição fibra, mas não existe
- 38:31não. Elas não estão lá no final, né?
- 38:33No na medida de fibra. Então, alguns pesquisadores
- 38:39estão passando por FDNPFDA para suínos e aves também.
- 38:44Só que é a mesma coisa, é o modelo que foi definido para a
- 38:46ruína antes não para monogástricos, né?
- 38:49E com isso, você também está tendo uma caracterização talvez
- 38:52melhor, da fibra entre em relação à fibra bruta, mas não
- 38:58adequada pro não, meu gasto é não ruminante.
- 39:02Tá, então nós estamos passando para o próximo passo, que seria
- 39:05a fibra total. Não que a fibra total é uma
- 39:08questão de análise também, claro, vai ter crítica do meu
- 39:11pai. É análise complicada.
- 39:13Não é fácil. Tem que ter o equipamento e
- 39:16depois tem vários tipos de medidas de fibra total, né?
- 39:21Mas é, eu acho que com isso, com a fibra total, nós estamos
- 39:24chegando num ponto. Melhor que vá melhor
- 39:27caracterizar esse ingrediente ou componente da ração para a
- 39:32situação dos não ruminantes, né? Dos monogástricos dados e
- 39:36suínos, né? É, é o assunto não é simples,
- 39:39né? Mas acho que a gente já evoluiu
- 39:42bastante em em monogástricos, né?
- 39:44Em fibra, acho que já já se tem pensado bem diferente do que se
- 39:49pensava antes, né? Bom, eu estou feliz com a nossa
- 39:52conversa pro senhor Martin é, obrigada por ter encontrado um
- 39:56tempo para conversar conosco, né?
- 39:58Por todas essas informações que você nos deu hoje, eu te deixo à
- 40:03vontade para deixar uma mensagem final para quem nos acompanhou
- 40:06até agora. Tá?
- 40:08Eu que agradeço pela oportunidade de poder contar um
- 40:11pouquinho do que nós estamos fazendo aqui.
- 40:12E, claro, eu fico contente nem falar pro.
- 40:15Falar a minha língua materna, vamos dizer assim, que é o
- 40:18português, né? E aí vira e mexe, fala aqui
- 40:21porque tem doutoranda no Brasil aqui também fazer doutorado tal
- 40:24comigo, né? Ou então um pós-doutorado, nem
- 40:27então é uma questão, uma dinâmica grande, né?
- 40:30Então eu tenho interações com colegas no Brasil, em Santa
- 40:33Maria, em São Paulo. Quer dizer, a gente tá sempre
- 40:36com troca de idéias. E sei lá OOA mensagem que compra
- 40:41que eu gostaria de passar embora português por fazer os
- 40:44importante. O inglês também é, né?
- 40:46Então, se alguém está querendo vim gostar de visitar alguma
- 40:51coisa nos Estados Unidos, como na Europa ou mesmo não saiba
- 40:54alemão ou então o francês, mas o inglês é.
- 40:58É algo muito útil. E essa mensagem, porque eu
- 41:01passar também é o inglês. É importante para todo mundo.
- 41:04Bom para quem nos nos acompanhou.
- 41:06Obrigada por terem. É seguido conosco hoje e.
- 41:11Nós nos vemos em breve. Obrigada pelo senhor morte.