Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Thiago Noetzold: Avanços na Alimentaçãode Matrizes Pesadas | Ep. 81
Transcript
- 0:00A coleta de dados é bem avançada, hoje em dia a
- 0:03gente consegue coletar muitos dados com precisão.
- 0:06Diferentes tipos de dados, tudo que a
- 0:10gente possa imaginar. A gente tem agora bastante
- 0:13coisa vindo da inteligência artificial. Mas
- 0:16existe ainda muita necessidade para análise
- 0:19desses dados em temporal e estar interpretando essas
- 0:23coisas. Bem -vindos ao podcast O
- 0:27Aviário, as mentes mais brilhantes da vicultura no
- 0:30seu bolso. O podcast O Aviário só é
- 0:35possível através do apoio de empresas inovadoras e
- 0:38que apoia a educação continuada na vicultura
- 0:40brasileira. Aquece, a ambiência ideal para sua
- 0:45produção. Pegas o science, a solução
- 0:50inteligente e em tempo real para a interpretação de
- 0:52micotoxinas. American Nutrients, solução é o
- 0:58nosso compromisso. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 1:03ômega 3DH à base de algas para o enriquecimento de
- 1:06algos com DHA de maneira sustentável. Adicionar
- 1:09as rações está mais fácil do que nunca. Olá
- 1:12pessoal, bem -vindos e bem -vindas. Mais
- 1:14uma vez ao Aviário podcast, eu sou Catarina Estefanelo
- 1:18e é um prazer hoje estar aqui conversando com o
- 1:21Thiago Luiz Netsou. O Thiago é médico veterinário
- 1:24formado pela Faculdade de Tapiranga, tem mestrado em
- 1:27zotequinha pela Urx e atualmente está no Canadá,
- 1:31finalizando seu doutorado na Universidade de Alberta. É
- 1:35mais um jovem que tem bastante experiência e que
- 1:39tem bastante experiência com matrizes pesadas e que
- 1:43trabalha bastante com análise de dados, coleta de
- 1:46dados, várias coisas que a gente vai tentar conversar
- 1:50hoje. Thiago, que bom te ver. Obrigada
- 1:53por aceitar o nosso convite e por estar aqui
- 1:55contribuindo com a nosco. Obrigada
- 1:58e fica agressiva pelo convite. Eu
- 2:02admiro bastante a tua trajetória, Thiago, o teu
- 2:05trabalho, desde que eu te conheci lá na Urx. Quero
- 2:09pedir para você compartilhar inicialmente com o pessoal
- 2:11que está nos acompanhando, como que tem sido o teu
- 2:14trabalho por aí atualmente, as coisas que vocês vêm
- 2:17desenvolvendo por aí no Canadá. Então,
- 2:22obrigado pela introdução, Catarina. Bom,
- 2:26eu, como você comentou, vim do Brasil, então quando
- 2:31cheguei aqui, muitas coisas eram diferentes, né? Tem
- 2:35muitas coisas parecidas, né? Mas
- 2:38em várias coisas são bem diferentes no Brasil. Então,
- 2:41ter essa experiência do Brasil e ter essa
- 2:43experiência aqui, poder comparar as duas foi bem
- 2:47interessante. Então, eu conheci o professor
- 2:51Martin Zouidov aqui numa conferência, no PSA, o
- 2:55Polterstines Association Meeting, e eu tive a
- 2:59oportunidade, ele tinha uma vaga para o doutorado para
- 3:02trabalhar com matrizes e eu trabalhei no Brasil com o
- 3:05professor Sergio Vieira da Urx, e eu gostava muito de
- 3:08matrizes e ele era, como a gente sabe, não tem muitos
- 3:11professores trabalhando com matrizes e pesquisas com
- 3:13matrizes por asser de fatores, tempo dos
- 3:18experimentos e geralmente precisa de um, de maior
- 3:25tempo, um pouquinho mais de tempo e também de dinheiro,
- 3:30né, para poder estar conseguindo fazer esses
- 3:32experimentos. E aí, como ele era um e
- 3:41aqui ele trabalha principalmente, já faz há
- 3:43mais ou menos uns 10 anos, que ele trabalha com
- 3:45alimentação precisa de matrizes e é mais, é mais
- 3:49ou menos uma das, das coisas que está em foco
- 3:54hoje em dia, né, com a agricultura de precisão.
- 3:57Então, nesse caso, seria manejo e
- 3:59também uma nutrição de precisão e é, é mais ou
- 4:03menos isso que eu trabalho aqui. Eu
- 4:04fiz alguns trabalhos com poedeiras também no início
- 4:08do meu orado, mas a maior parte foi com matrizes
- 4:10pesadas, né. Imagine ter a disposição, uma
- 4:14solução que combine rapidez e interpretação personalizada
- 4:18para gerenciar os riscos das micotoxinas em sua
- 4:21empresa? A pega do science é a
- 4:23resposta. Realizamos a quantificação em tempo
- 4:26real das principais micotoxinas, promovendo
- 4:29decisões mais assertivas, resultando em um
- 4:32gerenciamento macroeconômico e sustentável. Sim,
- 4:38a ideia é que a nossa conversa seja focada
- 4:41justamente nisso, né, produção e alimentação
- 4:45também, né, precisa para matrizes, um pouco sobre
- 4:49tecnologia, agricultura, avaliação de grandes grupos
- 4:53de dados. Você falava ali no início, né,
- 4:55saindo do Brasil, trabalhando com matrizes
- 4:58aqui e trabalhando ali. Quais
- 5:02que você acha que são os desafios principais, né, ou
- 5:06que são diferentes entre essas duas experiências que
- 5:10você tem? Então se a gente teorar os
- 5:13números, né, comparando o Brasil e a gente pode
- 5:18dizer América do Norte, né, porque o Canadá vem próximo
- 5:23os Estados Unidos e muitas coisas são parecidas, ele
- 5:26tem suas diferenças, né, mas tem várias coisas
- 5:28parecidas. O Brasil é muito, muito
- 5:31melhor no manejo de matrizes do que aqui, né,
- 5:34então a quantidade de pintinhos, a quantidade de
- 5:36ovos que a gente tem aqui na América do Norte é
- 5:39muito menor. Tem uma certa variabilidade, mas
- 5:45por exemplo, pelo menos 20, 30 até 40 ovos e mais ou
- 5:51menos a mesma quantidade de pintinhos. Então
- 5:56o Brasil é muito melhor, então tem algumas coisas,
- 5:59por exemplo, que o Brasil tem uma vantagem que seria
- 6:01a Monde Obra, né, a gente tem uma maior capacidade de
- 6:03Monde Obra lá do que aqui. Então,
- 6:06por exemplo, aqui, muitas das propriedades, as pessoas
- 6:11vão ter, sei lá, 20, 30, 40 mil matrizes e duas
- 6:15pessoas trabalhando nas propriedades, três pessoas.
- 6:18Então, eles, se pensar nesse
- 6:22fator, eles até, algumas pessoas são bem eficientes
- 6:25na produção, né, porque eles não tem nenhuma, eles
- 6:28não fazem nenhuma separação inicial, né, por exemplo,
- 6:32por pesos dessas matrizes durante a fase de erecria
- 6:35que o Brasil faz, então essa é uma das principais
- 6:38diferenças, né, então, aí bem por isso que a gente
- 6:41tem um melhor resultado no Brasil. E
- 6:45uma das outras coisas que eu diria que é uma
- 6:47diferença principal, assim, é a bioseguridade, né. A
- 6:50bioseguridade do Brasil também é muito melhor do
- 6:53que a bioseguridade aqui, tanto que é muito mais
- 6:56fácil chegar perto de uma, por exemplo, uma triseira
- 6:59aqui, as pessoas podem, qualquer um pode chegar
- 7:04muito próximo, né, então o limite para propriedade é
- 7:09muito baixo e até mesmo coisas simples como a
- 7:14necessidade de banho para a entrada do matrizeiro,
- 7:18incubatórios também, a bioseguridade é um pouco
- 7:21menor, então isso acaba acreditando uma série de
- 7:24problemas, né, como a gripe aviar aqui, eu não sei se
- 7:26algumas pessoas acompanham as notícias, mas aqui é
- 7:29frequente e nos últimos anos tem sido mais
- 7:32frequente, né, então eu acho que esse é um
- 7:36problema principalmente da bioseguridade muito mais
- 7:39fraca, digamos assim, quando comparado no Brasil, eles
- 7:43sim têm uma bioseguridade erasuável aqui, mas ela é
- 7:47muito menor que no Brasil, especialmente na área de
- 7:52matrizes, incubatório, o frango de cor talvez um
- 7:56pouquinho mais parecido, mas ainda no Brasil é melhor
- 7:59no Brasil, no Vicórtio também, então essas seriam
- 8:01as principais diferenças. Sim,
- 8:04as nossas empresas, os nossos profissionais, o
- 8:08trabalho de caveculturas, nossas instituições, o que
- 8:11eles têm feito um trabalho excelente assim em relação
- 8:15a bioseguridade no nosso país e é bom a gente
- 8:19ressaltar assim que esse trabalho que tem sido feito
- 8:22e o trabalho que a gente sempre vai ter que
- 8:24continuar fazendo, né, principalmente pensando em
- 8:27reprodutoras, né. Eu vejo o Tiago vocês
- 8:30apresentando bastante resultados, né, desses,
- 8:34dessas avaliações que vocês fazem, publicando essas
- 8:36pesquisas com alimentação precisa das matrizes, né,
- 8:39vocês trabalham com machos, fêmeas, inicialmente eu
- 8:43queria pedir, aqui eu quero aproveitar da presença e
- 8:46pedir pra você falar um pouco sobre os objetivos de
- 8:49vocês e depois a gente entra lá nos resultados e
- 8:54aplicabilidade, mas como é que eram esses objetivos,
- 8:58como que vocês começaram a desenvolver isso? Então,
- 9:02a alimentação precisa, ela começou mais ou menos 10,
- 9:0712 anos atrás aqui na Universidade Alberta e assim
- 9:10como eu comentei aqui no Canadá, na América do Norte
- 9:16o manejo da aricria não é feito, a gente não tem
- 9:20diferença para o peso e tudo mais, então um dos
- 9:24problemas aqui é, no final da aricria, a uniformidade
- 9:27dessas matrizes, né, então a alimentação precisa ver
- 9:30como ideia de alimentar essas matrizes baseada no
- 9:33peso corporal delas para uma uniformidade, então usar
- 9:37algum tipo de tecnologia para fazer isso, né, bem
- 9:42por conta da mão de obra sendo mais cara aqui, então
- 9:45essa foi a primeira ideia, foi essa e bem interessante
- 9:51porque os primeiros estudos ali publicados, 2016, 17,
- 9:5418, já mostram que foi, o sucesso foi bom, foi muito
- 9:59grande, a gente chegou a ter, sei lá, 21, 22
- 10:03semanas de idade, né, saindo da aricria com a
- 10:06coeficiente de variação de 1%, ou menos de 1%, ou
- 10:09seja, uma uniformidade de 100 % das matrizes, então
- 10:13muito bom, mas uma das consequências, né, que foi
- 10:17meio que descoberto assim, é que apesar dessa
- 10:21uniformidade, essas matrizes acabaram não produzindo
- 10:24ovos, tão qual as matrizes convencionais, vamos ver
- 10:30assim aqui, assim, o sem o grading, né, por peso
- 10:34corporal elas comparando com essas matrizes, então uma
- 10:40série de estudos veio depois e a gente viu que
- 10:43quando a gente alimentava, quando a gente tem essa
- 10:45alimentação precisa delas, a gente alimenta as aves
- 10:48várias vezes ao dia, ao invés de uma vez por dia
- 10:52na aricria, né, que muitas pessoas usam aqui, ou até
- 10:54mesmo em outros livros que usam um skip a day, que
- 10:57seria um dia, um dia não da alimentação, então essas
- 11:00matrizes, essa alimentação, essa múltiple alimentação
- 11:04por dia, né, com vários, vamos dizer assim,
- 11:10alimentação mais com 5, 6, às vezes 7, às vezes que
- 11:17elas vão nessa máquina para se alimentar, causam uma,
- 11:22digamos assim, uma composição corporal delas
- 11:27mudou um pouquinho, né, então muitas dessas matrizes
- 11:31elas vão sendo mais magras, porque elas têm essa
- 11:34alimentação várias vezes ao dia, então elas acabam de
- 11:37postar no menor quantidade de gordura e no final das
- 11:41contas a gente viu que essas matrizes, elas foram
- 11:44mais magras, elas não tinham suporte corporal para
- 11:47iniciar a reprodução delas, né, então a gente viu que
- 11:52querendo ou não isso foi um fator, né, que afetou,
- 11:57então a gente viu que quando a gente alimentava
- 11:58essas matrizes com o peso maior, apesar de produzir e
- 12:04usando a alimentação precisa, então se a gente
- 12:07aumentava o peso delas, né, o objetivo de peso, a
- 12:13gente viu que elas conseguiam produzir a mesma
- 12:15coisa que as convencionais, um peso menor, então elas
- 12:19a gente acabou descobrindo que a gente mudou um pouco
- 12:22da composição corporal delas e talvez uma das ideias
- 12:26que a gente tem é que como passar dos anos, a
- 12:28gente possa estar atingindo esse limite também com a
- 12:31uma solução genética, né, porque todo ano elas são
- 12:33mais eficientes, então esses seriam um dos problemas,
- 12:38até a última, ultimamente se a gente tem que
- 12:40conferir, por exemplo, alguma das recomendações
- 12:43nutricionais, a gente vê que os níveis de lisina,
- 12:45por exemplo, estão diminuídos com conforme os
- 12:48anos, né, porque esses animais já são bem capaz,
- 12:52eles são capazes de depois estar uma quantidade de
- 12:55carne magra, né, sem gordura, então se tu
- 13:01fornecer mais lisina para esses animais, para as
- 13:04matrizes você vê que muitas vezes eu não aposito uma
- 13:07quantidade necessária de gordura para a produção,
- 13:10né, e a gente acaba tendo uma performance um
- 13:15pouquinho, um pouquinho menor, então essa foi uma
- 13:18das consequências que a gente viu com o uso disso
- 13:20e aí a ideia depois disso era, bom, talvez a gente
- 13:24tenha que mudar o peso, mudar o objetivo de peso
- 13:28dessas matrizes, né, talvez a gente está estringindo
- 13:31elas muito, né, o passar dos anos é, se a gente
- 13:35olhar o objetivo de peso, de grande peso delas, não
- 13:39tem mudado muito, mas a genética tem aumentado
- 13:44bastante, então esse é um dos trabalhos que eu estou
- 13:46envolvido, né, tentar maximizar o peso corporal
- 13:50delas, então a gente meio que aumentou, a gente tem
- 13:54uma série de estudos que a gente ainda está analisando
- 13:58e a gente tem algumas publicações em Congresso que
- 14:01é com esse aumento do peso corporal delas e ver qual
- 14:07que seria o melhor para o performance máxima que a
- 14:12gente pode ter com esse diferente peso corporal. E
- 14:16uma das outras consequências, digamos assim,
- 14:20que a gente também viu e não foi esperada, foi a
- 14:23fertilidade, então quando a gente estava usando esse
- 14:26sistema, a gente acabou alimentando ambas as fêmeas
- 14:31e os machos, né, e a gente viu que um uso do
- 14:34alimentação precisa foi, a gente teve uma fertilidade
- 14:37maior, né, apesar da menor produção de ovos inicial,
- 14:43então a gente viu que os machos quando a gente
- 14:45manter eles com uma boa uniformidade, apesar deles
- 14:48também ter uma maior disposição de carne magra e
- 14:53não tanto gordura corporal, eles ainda foram capazes de
- 14:57ter uma boa performance. Então,
- 15:01depois de todos esses anos, a primeira aplicação,
- 15:04provavelmente, além da academia, desses sistemas
- 15:10vai ser em fazendas, em propriedades com os machos
- 15:16inicialmente e a alimentação das fêmeas vai ser
- 15:19convencional ainda. Então, esse seria o plano para o
- 15:21futuro. Então, a gente já tem plano para
- 15:24o próximo ano para estar implementando o primeiro
- 15:28estudo prático, digamos assim. Ah,
- 15:33que legal. É muito uma questão dessas
- 15:35avaliações que a gente precisa fazer, né, bastante
- 15:38tempo para chegar a resultados que são
- 15:43coerentes, padronizados, digamos assim, né, e muito
- 15:47do objetivo das universidades também, né,
- 15:51relacionando todas essas informações, né, a genética,
- 15:54a produção, com a nutrição e depois transformando isso,
- 15:58né, em algo aplicável nas nossas indústrias, é tão
- 16:01bonito quando isso acontece. Eu
- 16:04já vi vocês apresentando imagens desse sistema, eu
- 16:08fiquei pensando assim, será que o pessoal em casa está
- 16:11conseguindo mais ou menos visualizar onde é que as
- 16:14aves se alimentam? Então, eu fiquei pensando aqui,
- 16:17será que dá um mas explica um pouquinho melhor pessoal
- 16:21como que é o sistema de alimentação, assim, talvez
- 16:23para tirar essa dúvida que muitos podem estar pensando
- 16:27agora, como é que é, como é que funciona? Eu
- 16:32convido as pessoas a procurarem, a gente tem
- 16:35alguns vídeos no YouTube que mostram como ela se
- 16:39alimenta, que fica mais fácil para entender mesmo,
- 16:41né, mas assim, a gente com o sistema atual que a
- 16:45gente tem, a gente tem uma máquina que ela tem a dois
- 16:48compartimentos, né, e as matrizes elas são
- 16:53alimentadas baseadas no peso corporal, então esse peso
- 16:57corporal é dividido pela praticamente a gente
- 17:00atualiza toda hora, então é uma atualização a meca
- 17:07instantânea do objetivo de peso, né, que você quer, e
- 17:11elas visitam essa máquina várias vezes ao dia. Então,
- 17:14a gente consegue alimentar mais ou menos no momento
- 17:1750 matrizes com cada máquina, né, então isso é
- 17:22um pouquinho limitado para a alimentação para fêmeas,
- 17:25mas para os marchos, seria mais tranquilo porque a
- 17:29quantidade de marchos que você tem na propriedade
- 17:32seria menor, né, em torno de 10 % das fêmeas, então
- 17:39essa também é uma outra facilidade porque a
- 17:43aplicação, a primeira aplicação seria com os
- 17:45marchos. Então a gente tem duas, dois
- 17:48compartimentos, o primeiro seria o compartimento onde
- 17:51aqui a gente vai tirar o peso corporal, então as
- 17:54matrizes entram no primeiro compartimento e o peso
- 17:57corporal é medido lá e aí baseado no peso corporal,
- 18:01se ela for menor do que o objetivo que você quiser,
- 18:05então a gente deixa essa matriz e por próximo
- 18:07compartimento que seria só alimentação naquilo lá.
- 18:10Então enquanto essa tivesse se
- 18:12alimentando, digamos que a primeira foi aceita, ela
- 18:15tinha um peso menor do que o objetivo, a segunda já
- 18:18pode ir, a próxima matriz pode entrar e o peso ser
- 18:21medido, então se o peso for maior ela vai ser
- 18:24movida esse compartimento, né, e aí, mas vai ter a
- 18:29chance de entrar novamente e a gente sempre tem uma
- 18:36fila, por exemplo, de matrizes que vão estar
- 18:38entrando ali e é interessante porque isso tem
- 18:41várias consequências no comportamento delas, aqui a
- 18:46gente teve alguns estudos que mediram algumas coisas,
- 18:49mas a gente ainda não mediu tudo porque é um
- 18:53sistema relativamente novo, pesado de 10 anos, né, mas
- 18:59é relativamente novo, a gente tem várias
- 19:01experiências de outras espécies, né, como bovinhos
- 19:05e suínhos, o que é mais fácil porque são animais
- 19:08maiores, acaba tendo menores, a mesma quantidade
- 19:10de animais, mas mesmo assim é um sistema bem
- 19:14interessante, então no momento a gente alimenta
- 19:19elas baseadas no peso corporal, mas o nosso plano
- 19:22também é estar alimentando essas matrizes a uma certa
- 19:25quantidade de alimento, né, então quando a gente
- 19:28alimenta, por exemplo, quando a gente tem, quando
- 19:35a gente alimenta todas em grupos, né, acaba fornecendo
- 19:37elas uma quantidade de alimento por matriz, mas no
- 19:42final das contas elas não vão alimentar, elas não vão
- 19:44comer essa mesma quantidade que está fornecendo, por
- 19:47exemplo, 100 gramas por matrizes, por matrizes,
- 19:51algumas vão comer mais 100 gramas, outras menos, né,
- 19:54então no nosso sistema, mais ou menos essa
- 19:55alimentação também é diferente, algumas matrizes
- 19:57são mais eficientes, outras são menos, então a gente
- 20:00viu uma grande variabilidade mesmo com o desenvolvimento
- 20:04genético, é uma das coisas que a gente observou, essa
- 20:06variabilidade e a deficiência das matrizes
- 20:08sendo alimentadas todas no mesmo peso corporal, algumas
- 20:12vão se alimentar mais ou menos, né, então muitas
- 20:17dessas coisas que a gente achou com esse sistema, a
- 20:20gente no fim das contas acabou tendo mais perguntas
- 20:23do que respostas, né, porque a gente viu várias
- 20:26vezes que muitas as matrizes em diferente
- 20:29requerimento nutricional ou energético e a gente viu
- 20:33essa variabilidade genética, então a gente acha que
- 20:37talvez umas matrizes elas vão ser maiores no sistema
- 20:41convencional porque elas precisam mais, talvez o
- 20:46peso corporal delas para estar produzindo o ideal
- 20:49para aquela matriz seja maior, por isso elas são
- 20:51mais agressivas para a alimentação e também tem
- 20:54toda a questão da hierarquia dentro da
- 20:58alimentação dela também, então é bem interessante,
- 21:01então muitas coisas ainda a gente tem, a gente está
- 21:05tentando responder a talvez mais perguntas apareceram
- 21:10depois que a gente começou com esse sistema do que
- 21:13talvez respostas mas devagar a gente vai tentando
- 21:21responder todas elas. E Tiago eu fiquei pensando
- 21:25também o foco de vocês, imagino que talvez
- 21:29inicialmente era recria mas eu acredito que vocês
- 21:33mantém essas mesmas condições depois da
- 21:37produção, né, eu queria te perguntar isso e também
- 21:41aproveitar para perguntar sobre as genéticas assim,
- 21:45se vocês compararam, se vocês têm resultados de
- 21:49genéticas distintas ou inicialmente de uma
- 21:52genética, como é que tá isso? Então
- 21:56respondendo à primeira pergunta, a gente, a
- 21:59maioria dos nossos estudos a gente tem elas desde o
- 22:03dia que elas eclodiram, então a gente tem do dia
- 22:081 e a gente tenta ter elas até depois na produção
- 22:14também, claro, dependendo do objetivo de cada experimento
- 22:18a gente acaba sendo sóre que algumas, mas a maioria
- 22:21a gente tenta manter até porque um dos estudos que
- 22:27a gente fez, um dos primeiros foi, bom, vamos
- 22:31ver a gente consegue ter essas matrizes só na recria
- 22:34com esse sistema e aí depois alimentar convencional
- 22:38durante a produção, né, porque a gente já conseguiu
- 22:40uniformidade muito boa no final da recria, então
- 22:44muitas desses estudos mostraram que não funciona,
- 22:47porque depois quando a gente acaba movendo essas
- 22:51matrizes para um sistema convencional, elas já não
- 22:54sabem mais como se alimentar, elas aprenderam
- 22:56se alimentar do jeito e aí acaba trocando, então a
- 23:01produtividade foi muito pior, porque muitas param
- 23:04de comer e tem todas essas outras questões de
- 23:08comportamento, então a maioria dos estudos sim e
- 23:11a gente tenta manter elas durante a produção também.
- 23:16E sobre genética a gente
- 23:17testou várias, a gente testou diferentes genéticas
- 23:21até a gente acabou fazendo alguns estudos com a vós
- 23:24também, então claro, tem a variabilidade entre as
- 23:29genéticas, mas assim é muito parecido com os
- 23:32resultados, então eu diria que seria mais para, a
- 23:36gente pode falar, para matrizes pesadas no geral
- 23:38mesmo. É legal, eu acho que o
- 23:42pessoal vai ficar bem curioso ali, vai tentar
- 23:44pesquisar como é que funciona e atrás dessas
- 23:47informações que no Brasil vai ter uma repercussão boa
- 23:52essa nossa conversa. Quero aproveitar esses minutos que
- 23:57a gente tem ainda para falar sobre essas avaliações
- 24:00estudos com um grande número de dados, vocês ali
- 24:05vão gerando sempre dados, esses projetos são
- 24:07semelhantes, são sendo repetidos nas empresas, a
- 24:11gente tem cada vez mais a necessidade e eu acho que
- 24:14um sistema, hoje em dia a gente fala muito mais disso
- 24:17também aqui no Brasil, um sistema organizado de coleta
- 24:20de análise de dados, com grande número de dados que
- 24:23nós temos, acho que ajuda muito que a gente consiga
- 24:26tomar decisões, resolver problemas, enfim, várias
- 24:29coisas a gente consegue desenvolver e organizar nas
- 24:35próprias empresas. Eu queria pedir para você
- 24:39falar um pouco sobre isso também, que eu sei que
- 24:41você trabalha, você tem experiência, contar um
- 24:44pouquinho de como que funciona, como que a gente
- 24:47pode aplicar. Então a gente tem com o sistema
- 24:52as matrizes visitam várias vezes ao dia, cada matriza,
- 24:56então a gente tem dados individuais para cada
- 24:58animal, no final de cada experimento a gente tem uma
- 25:01base de dados muito grande, bem ampla, que é difícil
- 25:05por exemplo ter até mesmo de abrir no Excel, a gente
- 25:08consegue extrair, mas quando a gente acaba abrindo no
- 25:11Excel, o Excel para de funcionar, então, claro, a
- 25:14gente usa programas para isso, mas assim, no geral,
- 25:18se a gente olhar com uma visão mais aberta, assim, a
- 25:24gente consegue ver que a coleta de dados é bem
- 25:29avançada, hoje em dia a gente consegue coletar
- 25:31muitos dados com precisão, diferentes tipos de dados,
- 25:35tudo que a gente possa imaginar, a gente tem agora
- 25:39bastante coisa vindo da inteligência artificial, mas
- 25:43existe ainda muita necessidade para análise
- 25:46desses dados em temporal e estar interpretando essas
- 25:49coisas, então é nessa parte que talvez as pessoas que
- 25:54estão atrás de isso, o profissional, que faz a
- 25:57diferença nesse critério. Então
- 26:00tem muita, muita coisa que a gente faz, assim, que é
- 26:03mesmo estar analisando esses dados e ver exatamente tudo
- 26:07que faz sentido, que não faz sentido, que realmente
- 26:10vai ajudar o produtor ou ajudar mesmo a gente ter
- 26:14uma, ter esses dados e explicar eles o que está
- 26:18acontecendo com o animal. Então
- 26:21eu acho que o foco, talvez, a capacidade e
- 26:25coleta de dados nosso também é avançada, mas
- 26:27talvez essa análise de dados ainda tem que
- 26:30melhorar um pouco, então essa seria talvez o que as
- 26:36pessoas deveriam pensar, até mesmo muitas das
- 26:39propriedades aqui, coletam muitos dados, mas muitos
- 26:44deles não são analisados, e também tem a oportunidade
- 26:48ali para vários profissionais e para pessoas
- 26:51que estão iniciando nessa área, eu acho que o uso
- 26:57de, era essa grande base de dados, seria interessante
- 27:01para vários alunos até mesmo para até as de
- 27:05mestrado, do torado, para estar dando uma maior
- 27:10eficiência para a indústria nessa questão. Eu
- 27:13acho interessante essa parte da análise estatística,
- 27:17porque o pessoal tem bastante dificuldade, as
- 27:20pessoas, às vezes naquele início desse compreendimento
- 27:24que é necessário de análise estatística, a partir do
- 27:27momento que tem um grande número de dados nas mãos,
- 27:30é uma dificuldade um pouco geral. Para
- 27:34ti Thiago, como é que benefícios eu posso ter se
- 27:38eu consigo entender um pouco mais de estatística,
- 27:41eu tenho um grande número de dados, mas se eu sei
- 27:43um pouco mais de análise estatística, talvez a gente
- 27:45consegue usar melhor aqueles dados, como você mencionou
- 27:48há pouco. A análise estatística eu
- 27:52particularmente gosto muito, eu trabalho com Saz, eu
- 27:58adoro Saz, eu segui muito a gente trabalha com o
- 28:01Harry, e o Harry parece muito bom também, eu não
- 28:03tenho tanta experiência com o Harry, mas eu conheço, e
- 28:07eu gosto tanto desse programa estatístico,
- 28:11principalmente porque eles são programas de
- 28:14programação, digamos assim, você consegue programar o
- 28:19que você quiser nesses dados. Então,
- 28:22muitos dos dados que a gente coleta aqui, por
- 28:24exemplo, são dados cruz, a quantidade é enorme, então
- 28:28você vai ter que trabalhar em cima desses dados, fazer
- 28:35um summary, por exemplo, tentar dar uma diminuída na
- 28:40quantidade de dados e ver o que é interessante para
- 28:43você. Então, por isso que a programação
- 28:46com esses programas ajuda muito a curar esses dados
- 28:51e posteramente analisar eles. Então,
- 28:55se fizer isso no Excel é bem mais complicado, e até
- 28:59tem outras maneiras de fazer no Excel também, mas
- 29:03a maneira como esses programas fazem muito mais
- 29:08rápida, e você acaba tendo chance de analisar no mesmo
- 29:12programa, fazer curagem, analisar, e também hoje que
- 29:16eu como trabalho com Saz, eu faço toda a apresentação
- 29:19de dados também, então toda a parte gráfica, tabelas,
- 29:23porque é importante a gente estar mostrando esses dados
- 29:25depois, independentes desses dados são de propriedades
- 29:30ou da academia. A gente tem que mostrar eles,
- 29:33a melhor maneira também é estar usando coisas mais
- 29:36visíveis, gráficos, essas coisas. Então,
- 29:41eu acho que a importância no final das contas disso
- 29:45seria de você estar fazendo, estar criando esse
- 29:49conhecimento para as pessoas e mostrando, olha, isso
- 29:52aqui realmente fez uma diferença, isso aqui talvez
- 29:54não tenha tanta diferença, até mesmo para as
- 30:00diferentes plateias que você está apresentando, de
- 30:05diferentes maneiras de apresentar esses dados que
- 30:07você consegue fazer com qualquer um desses
- 30:08programas. Então, eu tenho ouvido muitas
- 30:11pessoas migrando para o Python, por exemplo, que é
- 30:14um programa totalmente de programação, você consegue
- 30:18fazer sites com o Python, mas também você consegue
- 30:21fazer análise de dados. Então,
- 30:25se eu fosse, por exemplo, recomendar para as pessoas
- 30:27que estão começando e agregando a data, talvez
- 30:30você deveria aprender o Python, porque ele tem uma
- 30:32base muito parecida com o M, então você pode acabar
- 30:34fazendo essas análises, né, e é muito mais fácil para
- 30:41você apresentar esses dados, você realmente, e tudo isso
- 30:44também, depois que você tenha essa programação
- 30:48pronta, depois que você tenha esse primeiro
- 30:50dedicação que vai tomar bastante tempo para aprender
- 30:53sobre isso, e vai te salvar muito mais tempo
- 30:55posteriormente, né, então o primeiro estudo que eu fiz
- 30:59me levou muito tempo para aprender isso, mas depois
- 31:02nos próximos, né, eu consigo fazer questão de
- 31:05horas, uma análise completa de um experimento. Então,
- 31:09isso ajuda muito para a eficiência da pessoa que
- 31:14está trabalhando com isso também. Então,
- 31:17eu acho que essa parte de programação é bem
- 31:20interessante e importante para que a gente possa
- 31:22estar analisando esses dados, né, e é o único
- 31:27jeito que a gente vai conseguir avaliar todos
- 31:29esses dados é com programação, e eu sei que
- 31:31muitas pessoas também vão trabalhar com isso, eles
- 31:33vão ter a programação pronta, então muitas dessas
- 31:36máquinas que vão coletar esses dados vão passar por
- 31:39essa programação já feita e aí vão ter traseus
- 31:42ajustados, né. A gente tem trabalhado muito
- 31:47com engenheiros, né, que eles já têm mais
- 31:49experiência com isso, mas eu acho que está na hora
- 31:51de, como a nossa indústria, principalmente a indústria
- 31:53agrícola no Brasil mesmo, é bem evoluída, eu acho que
- 31:58eu conheço as minhas pessoas que trabalham com
- 32:00isso já também, mas eu acho que é um bom
- 32:03investimento para nossa indústria. É,
- 32:06eu acho que o nosso folhar se voltou muito mais também
- 32:09para aproveitar melhor esses dados que a gente está
- 32:12gerando informações o tempo todo, né, então conseguir
- 32:16não só ter os resultados, interpretar eles talvez de
- 32:20uma maneira adequada, acho que é importante assim para
- 32:23a nossa evolução, assim, na nossa área, né, também da
- 32:27da agricultura. Bom Tiago, eu estou bem
- 32:30contente com a nossa conversa, eu quero finalizar
- 32:33com uma pergunta que ela é padrão no podcast aqui, a
- 32:36gente sempre faz para as pessoas quando a gente
- 32:38conversa a primeira vez com elas que e hoje
- 32:41especialmente eu tenho curiosidade de saber e
- 32:42vontade de saber a tua opinião que o que é o que
- 32:46que diferencia um profissional de sucesso na
- 32:49agricultura para ti Tiago. Obrigado,
- 32:53então eu acho que tem várias coisas, né, que vão
- 32:57diferenciar uma pessoa, acho que a comunicação nas
- 33:00principais, aí comunicação é uma palavra aberta assim
- 33:06porque tem várias maneiras de comunicar, né, até mesmo
- 33:09aprendendo diferentes línguas, é uma maneira de
- 33:12se comunicar, então se aprendendo uma segunda,
- 33:14terceira língua, abre muitas portas, eu acho que
- 33:17comunicação é importante saber quando se comunicar
- 33:20na academia, com produtores, então eu tenho experiência
- 33:24com os dois e eu gosto muito dos dois, eu gosto
- 33:27muito de ter contato com produtores aqui no Canadá,
- 33:31então é bem legal e eu tenho contato com o pessoal
- 33:34da academia, então é muito bom também, a comunicação é
- 33:37muito importante e eu acho que a segunda seria
- 33:41adaptabilidade, ou muitas pessoas conhecem como
- 33:45resiliência, né, eu acho que no mundo de hoje com
- 33:48as coisas muito rápido, né, as profissões, profissões
- 33:51surgem, profissões terminam, então acho que
- 33:54adaptabilidade é muito bom também, porque se você tem
- 33:58essa capacidade de adaptação, né, por exemplo
- 34:01eu trabalhei com uma coisa diferente, uma mestrada,
- 34:03coisa diferente no doutorado, então eu acho
- 34:06que isso ajuda bastante quando você vai ingressar
- 34:09numa empresa, se você tiver essa capacidade de se
- 34:12adaptar, muitas vezes você não vai trabalhar com
- 34:15aquilo que você estudou, então eu acho que é só
- 34:18uma coisa importante também e acho que no final para
- 34:22completar tudo isso é dedicação, dedicação
- 34:25importante para poder fazer esses dois trabalharem junto
- 34:28e aí com certeza acho que as pessoas que têm sucesso
- 34:33hoje, eu acho que elas têm estresse pelo menos um
- 34:35pouquinho não. Bom, que bom te ver de novo
- 34:39Thiago e obrigada por todas essas informações, por
- 34:43sentar conversar com gente, ajustar esse horário, falar
- 34:47em português de novo, por todas essas informações
- 34:52preciosas assim de dados e de matrizes, tudo bem,
- 34:55obrigada mesmo. Eu quero agradecer. Eu
- 34:59quero agradecer também os que nos acompanharam até
- 35:01agora e dizer que a gente retorna com o próximo
- 35:05episódio do futuro. Obrigada.