Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Desafios do Frango Caipira no Brasil - Dra. Kênia Ferreira Rodrigues | Ep. 134
Transcript
- 0:00No ovo a gente já tem visto é é devido a essa grande o aumento
- 0:06de consumo de ovos, né? No país isso isso explodiu.
- 0:09Tá aí toda hora a propaganda, né, de de consumo e a busca do
- 0:14ovo caipira. Então, as pessoas elas querem é
- 0:18esse ovo é de uma ave que é criada por um produtor que elas
- 0:23sabem que essa ave está livre, com produção em em ninhos.
- 0:28Né, com toda a proteção, mas é é respeitando as características
- 0:33naturais de comportamento da ave.
- 0:37Bem vindos ao podcast o aviário as mentes mais brilhantes da
- 0:41avicultura no seu bolso, o podcast o aviário só é possível
- 0:47através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:50educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:54Zoetes líder global de soluções para incubatórios.
- 0:59Pegas dos Science, a solução inteligente e em tempo real para
- 1:02a interpretação de microtoxinas alga Prime DH da corbium
- 1:08enriquecer ovos com Omega 3 sustentável easy Institute
- 1:14transformação digital e inteligência artificial na
- 1:17produção agrícola, novos líderes em soluções de nutrição
- 1:23inteligente para o crescimento dos negócios na produção de
- 1:26proteína animal. Olá pessoal, sejam todos muito
- 1:30bem vindos de volta. Meu nome é Marcos café e hoje
- 1:33nós vamos ter aqui perto como convidada a doutora professora
- 1:38kênia Rodrigues e a gente vai falar de um assunto super legal,
- 1:41que é sobre as a avicultura, a alternativa.
- 1:44Vamos falar muito de galinha caipira.
- 1:47A professora kênia tem uma experiência vasta nessa área lá.
- 1:50Desde o começo da carreira dela ela já estava trabalhando com
- 1:53alimentos alternativos. E Na Na localidade, né, na onde
- 1:57a professora da al hoje, que é a Universidade do Tocantins, né,
- 2:01do norte do Tocantins, né. Ela tem essa importância lá para
- 2:05fomentar essa área, que é uma área que tem uma importância
- 2:08social muito grande Brasil afora, né?
- 2:10E a professora se dedicou, né, a essa área aí ao longo da
- 2:14carreira dela. É claro que ela, entre idas e
- 2:16vindas, Ela Foi pró reitora, diretora, gestora e estava
- 2:21sempre trabalhando certo, né? Vamos dizer além, né?
- 2:25A avicultura e outras desafios da academia, né Kenia?
- 2:29Mas obrigado, professora Kenia, que o senhor tá atendido o nosso
- 2:32convite, muito legal, a gente já se conhece de de né, de longa
- 2:35data e muito bom ter você aqui no nosso podcast ou viário
- 2:40falando uma coisa que eu sei que é tão cara para você que você
- 2:43gosta tanto que seu olhinho chega a brilhar falando em
- 2:46galinha caipira, né? Então, então eu deixo para você
- 2:49fazer essas considerações iniciais e depois a gente começa
- 2:52a formatar o nossa, a nossa conversa.
- 2:55Oi café, nossa, eu é que agradeço.
- 2:58É um prazer né, estar com vocês, poder participar né, de um
- 3:02podcast. Na hora que eu vi o nome.
- 3:04O aviário é a nossa casa, né? Então é seja do pequeno, seja na
- 3:09agricultura familiar, Na Na agricultura caipira ou na
- 3:14agricultura intensiva, né? É, é, é.
- 3:17Tem sido a nossa vida trabalhar em prol da agricultura no nosso
- 3:21país. Né?
- 3:22E junto com isso, a gente trabalha na área da educação, na
- 3:26área de formação de recursos humanos, né?
- 3:29De formação de zootecnistas, agrônomos, médicos veterinários.
- 3:33É nesses últimos anos, né? E esse desafio de ser docente,
- 3:38né, no nas universidades me trouxe.
- 3:41É uma caminhada no Tocantins, que começou em 94, quando eu
- 3:44cheguei e comecei na universidade estadual do
- 3:48Tocantins. Em 2000 Ela Foi federalizada e
- 3:52em 2003 eu passei no concurso na Universidade Federal do
- 3:56Tocantins e recentemente nós tivemos um desmembramento, né,
- 4:00com a criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins.
- 4:04Então, nesse tempo todo eu fui professora de avicultura, né?
- 4:09Essa é a minha disciplina, é junto aos cursos de veterinária
- 4:13e Zootecnia, é e trabalhei na gestão.
- 4:17Né, já fui coordenadora de curso, já fui é é diretor, vice,
- 4:22diretora de campus, diretora de campus, igual você falou né, na
- 4:26gestão eu eu fui galgano né? EE tive essa oportunidade que
- 4:32faz com que a gente cresça bastante para levar até o
- 4:36produtor, né? No dia a dia também saber ouvir
- 4:39os seus desafios EEA, galinha caipira, ela é um desafio para
- 4:44gente, porque. Você tem que ir até o produtor,
- 4:47você tem que ir é é estar emanado, né?
- 4:51E aí a gestão às vezes atrapalhou um pouquinho, é essa
- 4:54questão do tempo, mas eu acho que nós temos é junto a pós
- 4:59graduação desde 2006, é, foram aí mestres e doutores que nos
- 5:06ajudaram a produzir materiais na área, né?
- 5:09De testes de alimentos e alternativas alimentares para o
- 5:13frango caipira. É, e essa tem sido AA.
- 5:16Minha maior trajetória é orientar, né?
- 5:20Esses jovens durante é a trajetória deles, né?
- 5:26Então é uma Alegria pra mim percorrer o Tocantins e onde eu
- 5:30vou encontrar os egressos, encontrar esses.
- 5:34Ex alunos orientados. Imagine ter à disposição uma
- 5:38solução que combine rapidez e interpretação personalizada para
- 5:42gerenciar os riscos das micotoxinas em sua empresa?
- 5:46A pegasus Science é a resposta. Realizamos a quantificação em
- 5:50tempo real das principais micotoxinas, promovendo decisões
- 5:54mais assertivas, resultando em um gerenciamento macroeconômico
- 5:57e sustentável. Kenia é.
- 6:04Eu sei que no começo da sua carreira você, né?
- 6:08Já dentro da agricultura, deu os primeiros passos aí na questão
- 6:11de alimentos alternativos. E isso foi te levando certo a
- 6:16trabalhar, né? Com esses sistemas alternativos.
- 6:18Eu queria que você desse um Panorama geral, né?
- 6:22Como você vê, né, os sistemas alternativos tanto de corte, né,
- 6:26quanto de postura. Né, comparados aos sistemas
- 6:30tradicionais de gaiola, sistemas tradicionais intensivos, qual
- 6:34que você vê a grande diferença dos duos, sistemas e como que
- 6:37eles, né? Como que um pode conversar com o
- 6:40outro, onde que um pode é interagir com o outro, embora a
- 6:45gente sabe que são sistemas, né, que tem praticamente é conceitos
- 6:49diferentes, mas tudo é agricultura, né?
- 6:51Como é que você enxerga essa diferenciação aí do caipira em
- 6:54relação ao ao industrial? É eu, eu vejo, é café, nós temos
- 7:00é viajado um pouco sobre olhando a avicultura em outros países
- 7:05também, né, em outras regiões no Brasil.
- 7:09E assim para mim é, nós temos alguns nichos, alguns, algumas
- 7:15localidades no nosso país que culturalmente consome o frango
- 7:19caipira e nós temos o frango industrial, que já tem todo o
- 7:24seu padrão de produção. Né?
- 7:26Tem todas as suas normativas e tem toda a sua finalidade de
- 7:32levar a carne de frango e os ovos, né?
- 7:34De consumo. É para o maior número de
- 7:39consumidores que puder, né? O frango caipira eu já vejo
- 7:44assim como um nicho de mercado muito local.
- 7:48Então nós temos é, é habitualmente.
- 7:52E agora eu estou vendo que nos outros países também.
- 7:55É a questão de querer consumir a carne o mais fresca possível,
- 8:00né? Então é essa, essa dinâmica
- 8:04nossa de produzir no Brasil, que é Oo primeiro exportador mundial
- 8:08de carne de frango. É é de exportar carne já
- 8:12congelada, né? É para esses consumidores aqui
- 8:17na nossa região, na América do sul.
- 8:20Já é 11 consumo que para eles não é muito natural, né?
- 8:25Então é, eu vejo tanto o frango industrial como o frango
- 8:29caipira, é, é, eles querem consumi lo o mais natural
- 8:34possível. Então eu vejo hoje que a gente
- 8:38tem é nichos de mercado, temos, é padronizado.
- 8:44Quais as linhagens? Mas o foco mesmo é o modo como
- 8:49essas aves são criadas. Então, nós temos uma avicultura
- 8:53intensiva industrial, criada em galpões fechados, climatizados,
- 8:57com toda uma produção de bem-estar, uma busca do
- 9:00bem-estar para esses animais, para sua melhor qualidade de
- 9:03produto final. EEEE bem-estar durante a vida
- 9:07desses animais e temos, né? 111 sistema alternativo.
- 9:14É criado em pequenas comunidades.
- 9:18Não temos um número muito grande de animais.
- 9:20Nossos produtores de frango caipira é, é produzem 200, 300
- 9:26aves, núcleos pequenos, enquanto que a gente está observando uma
- 9:31busca ou uma entrada, porque o frango caipira e o ovo caipira
- 9:35começou a tomar um nicho e ter, né, um consumidor atento.
- 9:40Então nós estamos vendo médios produtores.
- 9:43É buscando também, principalmente na área de ovos,
- 9:47né? Buscando é entrar na linha do da
- 9:51produção do ovo caipira. E aí a gente tá tendo talvez um
- 9:55mesclado assim, desses médios e grandes produtores de ovos
- 10:01caipira que é é, tem também sua importância no mercado, né?
- 10:06Preenchem 11 demanda, principalmente nos grandes
- 10:11centros. Né, que o pequeno produtor não
- 10:13dá conta. Ele ele produz em pequenos
- 10:16nichos, tem um alto custo de produção.
- 10:18Quando a gente vai para o ovo caipira, o custo desse ovo
- 10:21caipira ele é muito alto, né? Por isso os preços, né?
- 10:25Propagados EE que a gente vê é em termos de é casamento entre
- 10:34eles, é, eu não vejo muita possibilidade porque são 2
- 10:37sistemas bem bem diferenciados. Né, mas são 2 sistemas que
- 10:42convivem no dia a dia. É, é, são demandas, né?
- 10:48Que que nós podemos colocar no mercado?
- 10:51Tem espaço para todo mundo, né? Não tem que ter briga, é, é
- 10:57agora é o desafio na questão da qualidade e segurança, né?
- 11:03Alimentar na qualidade do produto é desses pequenos
- 11:07produtores. É é algo que a gente,
- 11:10principalmente na academia, a gente tem olhado com muito
- 11:13cuidado hoje em dia. Pegando esse gancho aí
- 11:15exatamente, muitas vezes as pessoas assim são mais
- 11:19informadas e eu estou falando de nós técnicos mesmo.
- 11:22A gente fala como caipira ou fosse uma coisa totalmente
- 11:25artesanal, que a gente não empregasse nenhuma técnica
- 11:28racionalizada de manejo de alimentação.
- 11:31Certo é de biosseguridade, não fala, não tem biosseguridade e a
- 11:35gente sabe que não é bem assim. Alguns, algumas, né, alguns
- 11:38sistemas, algumas granjas, embora seja caipira, adota um
- 11:42nível de tecnificação relativamente certo, elevado.
- 11:46Eu queria que falasse um pouquinho disso.
- 11:48Para gente desmistificando essa questão, não é porque é caipira,
- 11:52é tudo bagunçado, né? Eu queria que você contasse um
- 11:55pouquinho exatamente de exemplos que você tem de produtores onde
- 11:58as granjas, embora se produza, AOA, ave caipira, o ovo caipira
- 12:03é de um sistema extremamente organizado.
- 12:06É, é com alta qualidade do produto, né?
- 12:09Porque, como você falou, muito bem.
- 12:11São mercados diferentes, necessidades diferentes.
- 12:14EEE produtos que se né não precisam de brigar no mercado,
- 12:18mas são produtos que OOO consumidor sabe o que ele quer,
- 12:22se ele quer um frango industrial ou se for de caipira.
- 12:23Queria que você falasse um desse, um depoimento em relação
- 12:26a essa questão pra gente. É, nós temos, nós temos.
- 12:29Às vezes assim, uma diferença é quando a gente está falando da
- 12:32carne e aí eu vou comprar o frango caipira, né?
- 12:36EEE? Aí sempre tem uma busca, é por
- 12:40esse frango. É com o máximo de qualidade de
- 12:45caipira que o consumidor, na verdade, confunde.
- 12:48Muitas vezes, quando ele observa, é a raça ou linhagem do
- 12:52frango. E a idade, né?
- 12:55Então, quanto mais velho esse animal e ele tendo uma aparência
- 12:59caipira ele é, ele é preferido no consumo.
- 13:04Né? No ovo já nós já temos aquela
- 13:07questão do padrão do consumo pela coloração da casca, porque
- 13:11é é o consumidor não consegue visualizar outras
- 13:15características que fazem com que ele é.
- 13:21Defina, né? Suas suas qualidades ou o que
- 13:24ele quer. Então ele vai muito pela
- 13:26coloração da casca, que nós sabemos tecnicamente.
- 13:29Coloração de casca tá ligado? Totalmente a genética da ave.
- 13:32Né? Então é, é, nós temos discutido
- 13:35muito essas semanas mesmo, nós estamos lá junto com é.
- 13:40Eu não consegui participar de todas as reuniões, mas vendo é o
- 13:43pessoal da ABNT reunindo, né? Diferentes é, é atores no
- 13:50mercado nacional. Para a gente definir o padrão,
- 13:54foi definido o padrão normativo e atualização da norma.
- 13:57Para Franco caipira, o que que é caracterizado e como ele tem que
- 14:01ser criado? Então essa tem sido a norma que
- 14:04nós temos buscado. Então tem um, por exemplo, a
- 14:07gente antes eu trabalhava no começo eu trabalhava com
- 14:10Piquete, onde eu trabalhava com 3 5 m² por ave.
- 14:14A normativa hoje baixou para 0,5 m^(2) por ave.
- 14:19Isso exatamente buscando atender a esses um pouco maior
- 14:23produtores que precisam adensar um pouco mais a produção, mas
- 14:27manter a característica que é a criação com acesso ao Piquete.
- 14:31De raças definidas como caipira, né?
- 14:35Então a gente vê esse movimento é é de adaptação.
- 14:39É buscando essa, essa esse animal ou esse produto, com a
- 14:44caracterização, respeitando, né? O sistema de produção que tem
- 14:50que ser é todo em piquetes com abrigos, né?
- 14:54É, é evitando gaiolas e evitando muita, muita criação confinada.
- 15:01No ovo a gente já tem visto é é devido a essa grande o aumento
- 15:07de consumo de ovos, né? No país isso isso explodiu.
- 15:10Tá aí toda hora a propaganda, né, de de consumo e a busca do
- 15:15ovo caipira. Então, as pessoas elas querem é
- 15:19esse ovo é de uma ave que é criada por um produtor que elas
- 15:24sabem que essa ave está livre. Com produção em em ninhos, né?
- 15:29Com toda a proteção. Mas é é respeitando as
- 15:33características naturais de comportamento da ave EE.
- 15:38Ao mesmo tempo, esse aumento de produção que o que o mercado
- 15:42demanda é exige que a gente tenha 111 formatação
- 15:49diferenciada. É, é quando a gente aumenta e
- 15:52vai para produzir em galpões onde essa, essa, esses ovos
- 15:56estão sendo produzidos, mas com acesso à área externa, com
- 16:00acesso a piquetes, garantindo também essa essa melhor
- 16:05conformação caipira, né? Então nós vamos ter é, eu tô
- 16:10vendo, por exemplo, é galpões de, é integrações que foram
- 16:17finalizadas. Os produtores ficaram vendidos
- 16:20com os seus galpões e agora eles estão pegando esses galpões aqui
- 16:25no Tocantins, mesmo na região do Paraíso.
- 16:28Nós estamos acompanhando a realidade de produtores que
- 16:30estão pegando esses galpões que eram do frango confinado e
- 16:34adaptando esses galpões para a produção de ovos.
- 16:37É de casca marrom, né? De casca creme.
- 16:40Com as linhagens que estão sendo colocadas também no mercado, as
- 16:44empresas viram isso e desenvolveram produtos.
- 16:48Para esse tipo de produção de ovos, então vai ficar.
- 16:52Eu Acredito que vai ficar muito. Esse nicho.
- 16:54Assim é é em grandes centros, onde os consumidores não
- 16:59conseguem ter acesso aos produtores.
- 17:01Esses vão ser os fornecedores de ovos.
- 17:05Daqui para frente é médios e grandes produtores de ovos.
- 17:09E nas cidades menores, onde a gente ainda consegue.
- 17:14É é ir numa feira ter acesso aos produtores.
- 17:18Nós vamos trabalhar com esses pequenos produtores que é, não
- 17:23conseguem aí produzir, é é em larga escala, né?
- 17:2811 produtor rural, ele leva pra feira ali 6 10 pentes de ovos,
- 17:34é, é no final de semana e vende tudo e vai durante a semana vai
- 17:38reunindo mais ovos pra continuar suas vendas.
- 17:41Então são são sistemas diferentes, né?
- 17:45O que é? É, a gente tem é preocupado
- 17:49muito, porque assim o sistema caipira pra nós, ele, ele tem
- 17:53uma cultura, ele demonstra 11 regionalidade, ele é muito
- 17:59característico que a gente não quer perder.
- 18:03É é essa noção do que é caipira, é industrializando demais.
- 18:08Tirando do da agricultura familiar, tirando do pequeno
- 18:11produtor, a possibilidade é é de ter, né, esse produto
- 18:16caracterizado da sua, da sua produção no dia a dia.
- 18:21Então, muitas vezes a gente fica negociando com esses grandes ou
- 18:26que tem maior capacidade financeira.
- 18:28É é para que eles entendam isso. Nós não podemos.
- 18:31Você quer fazer o produto caipira?
- 18:34Ok, mas você não pode, é? É, é modificar o formato de
- 18:39produção, sistema de produção, e falar que é caipira, né?
- 18:42Nós temos muito no Brasil hoje é, é é Sério essa questão, como
- 18:46AA cultura nossa de informação. Ela não é muito, né?
- 18:51É, é, não se pegam muito no lado científico, é o consumidor
- 18:56consome pela, pela coloração da casca.
- 18:58E aí a gente sabe muito bem que até ovos industriais nós temos
- 19:03hoje. Né?
- 19:05Galinhas de casca marrom altamente produtivas, mas que
- 19:09não é caipira, né? Então esse, esse, essa questão
- 19:13da gente rastrear, fazer a rastreabilidade e mostrar lá na
- 19:17ponta a origem desse ovo. Tem sido também algo que a gente
- 19:22quer acompanhar EE, levar os produtores pra garantir AO
- 19:27rótulo do caipira. Agora, pensando no frango, só no
- 19:31frango caipira e conforme você mesmo falou, hoje eu tenho, né,
- 19:35pequenas condições caseiras de subsistência, que com
- 19:40comercialização de um pequeno número, né?
- 19:42De aves e temos. Hoje há empresas que abatem mais
- 19:44de outros, né? E 20000 aves caipiras, né?
- 19:47Ou pelo menos, que a lei garanta que é caipira, dentro da
- 19:51normativa do caipira. Mas, conforme você falou, um
- 19:53sistema muito mais intensificado, inclusive com
- 19:56arbatedor. Normatizado essas coisas, como é
- 20:00que, como é que que que a normativa fala?
- 20:02Como é que você enxerga dentro do frango caipira, esse grande,
- 20:06esse pequeno? E aí emendando a pergunta, nesse
- 20:09caso desse pequeno, como é que seria o abate dessa árvore?
- 20:12Como é que a legislação fala que que ele tem que vender esse
- 20:15livro? Ele pode abater.
- 20:17Como é que funciona, certo essa interação entre o grande e o
- 20:20pequeno no frango? É na, na, na produção do frango
- 20:26nós temos é esse grande desafio que é o eu já brinquei que eu
- 20:30falei assim, eu já dei palestras, já é, é, é capacitei
- 20:34técnicos do nosso órgão, do rural, tinha da Secretaria da
- 20:38agricultura. Então assim, produzir o frango
- 20:42com qualidade, ele não é mais nenhum problema no nosso dia a
- 20:47dia. A questão é exatamente essa
- 20:49questão do como comercializar. Né?
- 20:52É, é. Nós temos hoje uma legislação
- 20:56que exige a inspeção, né? Então é, é esse é o grande
- 21:01desafio que muitas vezes os municípios não conseguem fazer
- 21:06essa regulamentação para ter o imposto, né?
- 21:10O sim, né, que seria Oo selo, né?
- 21:13O sistema de inspeção municipal ou estadual.
- 21:17É, nós tivemos esse esse sistema, é, é tentando unificar
- 21:22esses sistemas todos, mas é, nós não conseguimos ter na cidade as
- 21:27plantas de abate. Que que absorvam, né?
- 21:32Pra você ter uma ideia, hoje eu comercializo Franco caipira em
- 21:36Araguaína, é eu vendo ele por 60 BRL pra abater essa ave com a
- 21:42inspeção é de 10 BRL não pego. Praticamente é, é 10 BRL, dá o
- 21:50que dá um quase 15% do valor, né, para garantir esse abate.
- 21:58Por quê? Porque eu não posso ter 111
- 22:01abate só lá na minha propriedade.
- 22:04Até posso, mas vou ter que ter uma caminho muito longo e a um
- 22:08custo pro produtor muito alto. Para mim, como professora,
- 22:11talvez não fosse tão é, é difícil.
- 22:14Mas é, a gente acaba ficando com essas, essa, essa dificuldade
- 22:20com o produtor. Então é antes, por exemplo, lá
- 22:23em Araguaína tinha o pessoal que abatia na feira.
- 22:27Lá dentro da feira tinha um lote e o pessoal abatia o frango,
- 22:31entregava na hora, aí foi proibido, né?
- 22:35Aí os produtores tiveram que fazer o quê?
- 22:36Aqueles mesmos produtores que aqueles mesmos abatedouros foram
- 22:40para suas chácaras, abate lá na chácara.
- 22:44Tem Oo na sua casa, tem OOA, inspeção municipal que acompanha
- 22:50o abate deles e eles comercializam.
- 22:53Mas temos muitos na feira que não tem abate em casa e leva.
- 22:57E aí ninguém, ninguém mexe, né? E nós continuamos com nós,
- 23:04continuamos com com o problema. Enquanto que o grande tem a
- 23:08planta de abate, ele só entrega e já comercializa tudo.
- 23:13Né? É um desafio, sabe, antes de
- 23:14outros países, aí inclusive essa comercialização em feira abate
- 23:18ali no local. A Índia é muito assim, tem muito
- 23:21essa coisa ainda, mas devagar a gente vai evoluindo.
- 23:24Como você falou, né, é claro que né.
- 23:26Nós, como formadores de opinião, os órgãos de fiscalização, tem
- 23:30que buscar aí, né, algumas estratégias para tentar
- 23:34minimizar os problemas, que a gente sabe que um abate, né,
- 23:37mal, mal, vamos dizer, mal feito, pode trazer para
- 23:41agricultura com uma modelo geral, né?
- 23:43Eu Acredito que num futuro relativamente próximo vai ser
- 23:45proibida a comercialização viva nas feiras, até por uma questão
- 23:49de pressão da da agricultura nacional.
- 23:51Conforme você mesmo falou, o Brasil é o maior exportador de
- 23:55frango, então, mas são coisas pra ir é aos poucos resolver.
- 24:00Eu eu queria te perguntar uma coisa, eu sei que você teve
- 24:02agora recentemente algumas experiências internacionais como
- 24:05Franca, aí queria que você contasse pra gente, como é que
- 24:09foi isso? Como é que é em outros países,
- 24:11certo? Né, que tem algumas até
- 24:13semelhanças com os processos, né?
- 24:16Que que você viu lá fora que que a que você pode decidir comentar
- 24:20com a gente, pensando exatamente nessa questão que você muito bem
- 24:24colocou, é cultural, né? A pessoa que quer aquele frango
- 24:28caipira indeterminado nesse mercado não serve nada de
- 24:30melhorar. Tem que ser aquele que é duro, 8
- 24:33meses, aquela cochona enorme. Enfim, são coisas culturais que
- 24:37que tem uma importância culinária em regiões como é que
- 24:40foi isso, como é que foi essa experiência?
- 24:43Não foi, foi para mim. Foi muito interessante.
- 24:45Depois de muitos anos trabalhando, a primeira vez que
- 24:48eu fui realmente é um país vizinho.
- 24:50Eu fui convidada para um ex orientado de doutorado.
- 24:54É, eu fui até o Peru e fui para o interior, lá em em jurimaguas,
- 24:59no norte do Peru, na universidade de autônoma do alto
- 25:02Amazonas. E.
- 25:06E assim eu vi um consumo em as feiras são na rua E todo dia tem
- 25:12feira, todo dia vende frango abatido em corte pela cidade, no
- 25:18meio da das ruas. E aquilo me de certa Mário não é
- 25:23que me chocou, mas eu achei. É muito fora do que tem
- 25:27caminhada no Brasil que é. Né?
- 25:30É, é trabalhava que isso não tem, até pela própria exposição
- 25:35desses alimentos e a segurança desses alimentos para o consumo.
- 25:39Mas culturalmente é, é, não tem o frango congelado, né?
- 25:45Eu passei pelo pelo Chile também e observei quase o mesmo
- 25:49comportamento. Conversei com com produtores e
- 25:53amigos da Bolívia, que são colegas meus.
- 25:56E eles falaram, Quênia, lá na Bolívia é desse mesmo jeitinho.
- 26:00Então você tem assim para para esse pessoal.
- 26:04Igual você falou o frango, seja ele industrial, né?
- 26:07Oo pintinho de 1 dia de de raças ou linhagens melhoradas.
- 26:12É ou o que a gente chama do pintinho melhorado, que a gente
- 26:16usa no caipira aqui, que a gente chama de caipira melhorado para
- 26:20para esses países. Isso é tudo frango industrial,
- 26:23isso é tudo frango. É, é não, nenhum deles tem
- 26:26denominação de caipira, só tem denominação de caipira.
- 26:31Este frango da linhagem é duro, criado no Fundo de Quintal por 6
- 26:36meses ou mais tempo e que eles comem no caldo tipo caldo do
- 26:41frango caipira, né? E assim, um caldo muito é, é
- 26:45diferente do nosso frango aqui preparado com aquele caldo
- 26:48grosso que a gente come aqui em Minas.
- 26:50É o franguinho com quiabo, angu. Né, lá não é um, é um frango
- 26:55cozido numa o caldo é bem raro e com macarrão, então assim serve
- 27:02aquele é o frango caipira em no país todo famosíssimo, né?
- 27:07Nesses países é, é, não tem. A gente come muita carne bovina
- 27:11no Brasil. Eu nunca vi, é, é, eu nunca
- 27:13achei isso, é, é algo, vamos dizer assim, fenomenal, mas na
- 27:18hora que você vai nesses outros países.
- 27:21Fora a Argentina, Uruguai é os demais.
- 27:24As carnes mais consumida é o frango, né?
- 27:26O frango EAEEA, carne suína é pouco também é o Brasil, a gente
- 27:32consome bastante, então eu vi que tem um diferencial, é e aí
- 27:37eu comecei com chamei os alunos, falei assim, olha, vamos começar
- 27:40a olhar, eu quero começar a fazer o levantamento de onde
- 27:43produz milho, soja, quem produz, para onde exporta, importa como
- 27:48que é a caminhada disso. Na América do sul, né?
- 27:52E a gente começou AA olhar, então assim, aí foi aí que a
- 27:55gente foi vendo que os países têm o mesmo, esse mesmo regime
- 27:59produtivo. O frango é o primeira carne
- 28:02consumida, é na maior parte desses países da América do sul
- 28:06e é, os polos de produção são realmente muito próximos ou de
- 28:11fácil acesso para a entrada do milho ou a chegada do milho e da
- 28:15soja, como sempre foi no Brasil também, né?
- 28:17Caminhada da do milho e da soja. É levou, né?
- 28:21AA caminhada da do sucesso da nossa agricultura industrial EEA
- 28:26caipira também, porque é não interessa qual ar você está
- 28:30criando. Codorna, frango de corte, frango
- 28:33caipira é é o milho e o farelo de soja são o padrão dessa dessa
- 28:38alimentação. Por mais que a gente trabalhe
- 28:40com alimentação alternativa, nenhum alimento alternativo
- 28:44conseguiu suplantar mais do que 50% do milho que a gente usa a
- 28:48narração. Então, o milho, ele ele continua
- 28:51sendo, né? OOA grande chave é é econômica
- 28:58do do produto carne e ovos que nós temos no Brasil e na
- 29:02América, né? E onde tiver que ser produzido,
- 29:05seja na China, nos Estados Unidos, né?
- 29:08Mas é, é. Eu vejo que a gente tem uma
- 29:12realidade, é todos eles. Não exportam muito pouco.
- 29:17O maior exportador mesmo aqui na América do sul, somos nós.
- 29:21É o Brasil que tem colocado carne de frango em outras
- 29:24regiões e é, e eles têm um consumo muito local, por
- 29:29exemplo, o Brasil não exporta tanto para essa seus países
- 29:33vizinhos. Aqui o Brasil procura como nicho
- 29:35de de exportação, mais é os países asiáticos, é árabes, é, e
- 29:42aí é é o sistema econômico, né? Quem paga quem, quem tem maior
- 29:47demanda é faz com que esse fluxo aconteça.
- 29:52Tá certo? Eu queria abordar o assunto que
- 29:54eu vejo que ele é meio gargalo na questão dos caipiras, na
- 29:58postura, né? A gente consegue com as
- 30:01linhagens industrial e o sistema caipira, a gente consegue
- 30:05produzir um ovo. Certo é Que Fora caipira, mas.
- 30:11Com o sistema todo caipira, com uma certa roxicidade na
- 30:14instalação, a ave vai estar né pastando, ela vai ter acesso ao
- 30:19terreiro, às vezes um terreiro maior, claro, vai ter
- 30:21alimentação e enfim, ela produz o ovo de gás Camargo, a galinha
- 30:25marrom, se adap também a sistema.
- 30:27E ao vender esse sistema, como desculpe esse ovo no sistema
- 30:30caipira, não, não estou enganando ninguém.
- 30:32Claro que tem outros outros é sistemas, o queijo frio, o
- 30:36freehand, mas tem o caipira da ave e vamos dizer industrial
- 30:40agora no frango. Isso já não é possível.
- 30:42Não dá pra eu pegar um frango de linhagem branca industrial e
- 30:46colocar ele no sistema produtivo, porque é
- 30:48característica da carne. É diferente, né?
- 30:50Então, como é que você vê essa questão da genética para o
- 30:54frango caipira? Quer dizer, a gente sabe que tem
- 30:56algumas questões, algumas linhagens melhoradas, a gente
- 30:59chama neocaipira melhorado, mas que em alguns mercados ele não
- 31:03vai bem exatamente porque é melhorado.
- 31:05Como é que é esse, esse, esse, esse gargalo aí em termos de
- 31:09sistema caipira e a ave? Caipira que que que assim,
- 31:13porque também pra pegar uma árvore, aquela perdura sem
- 31:16melhoramento genético nenhum. Eu não vou ter muita escala, eu
- 31:19não vou conseguir produzir isso de escala, né?
- 31:21Então eu não vou ganhar dinheiro, claro.
- 31:23Aí é uma coisa totalmente alternativa.
- 31:24Como é que você vê essa questão do caipira melhorado no sistema
- 31:28de produção de frangos caipira? É eu sempre.
- 31:32Eu sempre tive esse desafio quando eu comecei a trabalhar
- 31:35com a questão da pesquisa, né? Com alternativas alimentares?
- 31:39Eu precisava de uma, de uma raça, é, vamos dizer assim, de
- 31:45onde o lote fosse padronizado, né?
- 31:47Que já é o primeiro problema que a gente tem quando nós estamos
- 31:50trabalhando com essas raças não melhoradas.
- 31:53Você não tem muitas vezes os lotes padronizados, né?
- 31:57EE, eu trabalhei a vida inteira com o pescoço parado, vermelho
- 32:01oriundo, né? É o frango caipira melhorado.
- 32:05É, mas sempre. Olha, observando essas questões,
- 32:09nós temos, porque assim, a avicultura é, É Ela.
- 32:13A gente começa a ver esse lado cultural.
- 32:15É Ela, é a ave sempre foi, o frango sempre foi utilizado.
- 32:22É no mercado, vamos dizer, daqueles daquelas caravanas
- 32:26exploratórias, pela sua facilidade de deslocamento com
- 32:30esses animais. Então, o frango ele chegou em
- 32:33localidades é há muitos anos, desde o começo daquelas, né?
- 32:39Aberturas é que a gente teve no país.
- 32:43Então, onde você vai, você encontra essas essas misturas de
- 32:48raças que se tornaram as raças que a gente chama de pé duro,
- 32:52né? Que é, é hoje nós discutimos
- 32:56muito, é tecnologicamente. Né?
- 32:59Dentro de tudo que nós estamos tendo aí, novo, né?
- 33:02De controle de genoma, de de, de questão de definição é de como é
- 33:08que a gente pode é ajudar um pouco nisso, porque vamos dizer
- 33:13assim, aqui pra região norte nós praticamente temos 2 empresas
- 33:17fornecendo Oo frango melhorado, né?
- 33:20Então eles se adaptam, quase todas as raças são, são criadas,
- 33:25não tem muito problema pra gente.
- 33:28É aqui na região? Não, mas é, tem a questão da
- 33:32preferência, que aí eles querem aquela ave, por exemplo, o índio
- 33:36gigante foi um Bum ainda, onde vai, as pessoas querem um índio
- 33:41gigante, né? E eu brincava, eu falava assim,
- 33:44teve um dia que eu que eu fiz, peguei um índio gigante, abati
- 33:48ele, não cabia na panela. Eu falei, gente, pensa aqui,
- 33:52pelo amor de Deus, né, é? Para o consumidor, para o dia a
- 33:58dia, né? Na avicultura aconteceu muito
- 34:01isso. Nós tínhamos aquele frango
- 34:02grande, porque nós tínhamos famílias maiores, hoje as
- 34:06famílias são menores, nós já estamos fazendo frangos, né?
- 34:09Não precisa ser mais aquele frango, é é de grande porte.
- 34:14O caipira é a mesma coisa, a pessoa, ela, ela não olha, é, é,
- 34:21por exemplo, se tem carne, ela olha, se ela tá vendo a quilha
- 34:24do peito. Ela olha, pode ser aquele frango
- 34:27mais magrinho, mas ele para ele, aquele frango é o caipira.
- 34:31E ele manda bater e leva para casa e prepara, né?
- 34:35Então esse esse lado cultural é vai mudando com a mudança dos
- 34:39hábitos. E os filhos, que não vão ter nos
- 34:42mesmos hábitos dos pais, também vão vão mudando essas culturas.
- 34:47Mas a linhagem ela é. Se a gente for olhar esse lado,
- 34:51ela é uma grande mistura. A Embrapa tentou desenvolver
- 34:55linhagem. Hoje ela comercializa suas
- 34:57linhagens, como para venda, para produção do ovo caipira e para
- 35:00produção do frango caipira, né? Aí em Goiânia mesmo, quando eu
- 35:04cheguei aqui no Tocantins, as raças criadas aqui eram do do
- 35:08nosso amigo aí de Goiânia que que difundiu EEE.
- 35:13Colocou aqui no Tocantins muitas dessas dessas linhagens que são
- 35:18misturas, né? Então, assim, quando?
- 35:21Quando a gente olha, é, é sem sombra de dúvida, a primeira
- 35:26frase que você falou, pegar aquele modelo do frango
- 35:29industrial e trazê lo impossível, ele não sobrevive,
- 35:32ele não desenvolve, é, é a contento, né?
- 35:36Ele não vai ser um frango caipira, ele pode até
- 35:38desenvolver, ele vai crescer, né, mas nós vamos estar
- 35:41produzindo o frango industrial livre, é, é, e eu vejo assim,
- 35:45eu, eu hoje é é muito de produtor, nós não temos um
- 35:50padrão. Né, lá AA eu brinco com a Zélia,
- 35:55que é a minha companheira, ela está começando a criar lá na
- 35:57chácara, ela só quer criar frango preto.
- 36:01Aí eu falei, Zélia, mas por que só frango preto?
- 36:03Não, porque é é esse que eu gosto, é assim que eu gosto,
- 36:07então assim é muito do gosto, né?
- 36:09Oo quem o consumidor? Ele vai lá, ele bate o olho, é o
- 36:13frango que ele gosta, então nós temos é que saber.
- 36:17Fazer aqueles aqueles marketing com os consumidores, né?
- 36:20Só qual o frango que você gosta? Porque aí eu vou fazer um nicho
- 36:24de produção pro frango que você gosta, né?
- 36:27OOO, frango caipira pode fazer isso o os produtores, nós que
- 36:31trabalhamos na extensão, os extensionistas podem trabalhar
- 36:35com os produtores. É buscando atender um mercado
- 36:39muito mais localizado, assim muito mais pessoal.
- 36:42Agora você ver fazer isso em Goiânia, não tem jeito.
- 36:46É, eu acho que você está corretíssimo a questão do
- 36:49caipira depende muito do nicho do mercado que você está
- 36:52trabalhando, você falou certo às vezes o falando preto e algumas
- 36:56e algumas localidades vai ser apreciadas e outras pelo
- 36:58contrário, vai ter um prejuízo. A gente tem o mesmo problema com
- 37:01o pescoço pelado que ela melhorar, é uma caipira
- 37:03melhorada, alguns mercados ele vai muito bem, outros ele não
- 37:06vai, mas é isso né? Oo caipira é tudo por né?
- 37:10Assim são são coisas que muito bem explicou pra gente aqui não
- 37:14tem um padrão essa que é a verdade.
- 37:16Bom, Kenia caminhando aqui já para o fim da nossa, da nossa
- 37:19conversa aqui, né? Se deixar, acho que a gente vai
- 37:22aqui a tarde toda, né, conversando, que é um assunto
- 37:24que realmente ele demanda vários detalhes, né?
- 37:28Mas acho que a gente conseguiu cobrir aí.
- 37:30Eu acho que as pessoas que estão acompanhando o episódio quer
- 37:32entender como que funciona essa questão do caipira, tanto no
- 37:35corte quanto na postura. Pra terminar, Kelly, eu gosto de
- 37:39fazer uma pergunta meio fora da área técnica, né?
- 37:42Você que é professora, conforme você viu, falou, né, tem essa
- 37:45papel importante, formar recursos humanos, né?
- 37:48Tem experiência com vários ex alunos, né?
- 37:50Enfim, eu gostaria de de saber a sua opinião, como você enxerga
- 37:56um profissional de sucesso? O que que tem que ter um
- 37:58profissional Pra Ele alcançar o sucesso?
- 38:02Olha, é, é, na verdade. É igual, a gente tá tá
- 38:06colocando, né? Cada localidade e cada empresa
- 38:11ou cada é é instituição que você vai trabalhar, é, exige, 111,
- 38:17perfil, vamos dizer assim, diferenciado.
- 38:20Eu acho que o conhecimento básico é, é, é essencial.
- 38:24Você tem que ter estudado e você tem que conhecer sobre o que
- 38:28você tá tá falando, aonde você tá trabalhando.
- 38:32Agora, hoje em dia, a relação pessoal AA as relações pessoais,
- 38:37né? Então AA pessoa é respeitando
- 38:41sempre, né? Porque os jovens hoje tudo é,
- 38:43eles querem ficar sozinhos? É, é.
- 38:46Mas o mercado, o local de trabalho, demanda a gente se
- 38:51relacionar com as pessoas, conhecer pessoas com opiniões
- 38:54diferentes, diversificadas? É, é saber lidar com a
- 38:58diferença, né? EE sempre ter 1111 foco de visão
- 39:06é acima, né? A vida nossa, nós nós
- 39:10trabalhamos, né? No ensino, eu, você, a gente
- 39:14começou, a gente dava aula, tinha aquele foco na graduação,
- 39:17depois a gente quis ir pra pós. Aí com a pós a gente a gente
- 39:21quer ter, né? 111 atuação também é.
- 39:29Lutar pela carreira do zootecnista e brigar pelos
- 39:33profissionais lá no conselho é é trabalhar legislações que
- 39:38facilitem o exercício das profissões.
- 39:42É, tem o lado. Por exemplo, é é comunitário
- 39:46você ser alguém que se interessa pela vida na comunidade em que
- 39:50você está, né? De de viver essa sociedade, de
- 39:54se sentir responsável por essa sociedade.
- 39:57Então, essas questões todas, eu acho que ela ela é trazida é
- 40:02para esses egressos nossos. No dia a dia é não só da sala em
- 40:09si, mas no dia a dia do convívio, né?
- 40:12Universidade, sociedade levar os alunos para interagir é um
- 40:17desafio nosso e que aumenta em muito a formação deles.
- 40:22Né? Eu eu falo que hoje nós estamos
- 40:25aí com inteligência artificial. Eu, eu não tenho nada contra.
- 40:29Se se souber mais do que eu, ótimo, se não eu vou passar para
- 40:33eles o que eu sei, né? Mas assim, o conhecimento, ele é
- 40:36do mundo, ele é universal. Agora, a forma como a gente
- 40:40interage com o nosso irmão, com o ser humano que está aqui, essa
- 40:45daí ela parte da nossa, do nosso convívio, do nosso dia a dia.
- 40:50Então a gente tem que ser, a gente tem que ser preparado para
- 40:54isso. Então um profissional de
- 40:56sucesso, se ele conseguir, é é colocar todo esse leque de
- 41:02observações e diárias que ele atua.
- 41:06É, Eu Acredito que ele vai chegar ao sucesso, né?
- 41:09Então eu passo muito por mim, eu tenho meu meu aspecto religioso,
- 41:15eu tenho meu aspecto profissional, eu tenho meu
- 41:17aspecto familiar. É, é.
- 41:19E o conjunto de tudo isso? É a Quênia é, e assim eu acho
- 41:23que é. Eu me eu me coloco como uma
- 41:25pessoa de sucesso. Às vezes, as pessoas falando a
- 41:27gente, né? Nós estávamos conversando antes,
- 41:30é é na hora que a gente vai fazer a prova de titular que aí
- 41:35você faz o memorial da sua vida, aí você às vezes se assusta com
- 41:40o tanto que tanto de coisa que você fez é, é e que nós temos
- 41:47que levar para os jovens. Que A Vida da Gente são essas
- 41:51experiências. Que se você passar anos a fio
- 41:55sem ter o que contar, sem ter experiências vividas, sem ter
- 41:59memórias de que cavaleiro, né? Eu acho que a experiência nossa,
- 42:05a oportunidade que nós estamos tendo aqui é essa, é é de atuar
- 42:10no meio que a gente vive. É de tentar fazer a diferença.
- 42:13É de aprender, né? Com com essas diferenças.
- 42:18É, a vida é feita de altos e baixos.
- 42:21A vida a gente tem momentos de sofrimento e a gente tem
- 42:24momentos de Alegria e isso tudo vai preenchendo o nosso, né?
- 42:29Essa nossa Cumbuca é é de experiência dessa vida que a
- 42:35gente tem aqui. Então, o sucesso, ele como fala
- 42:39mesmo o sucesso, ele é consequência, ele não.
- 42:41A gente tem que buscar ser cada vez melhor, mas.
- 42:46É, é se a gente conseguir agir um pouquinho, que seja, é para
- 42:51melhorar a vida dos outros. Eu, eu, às vezes eu me cobrava
- 42:56muito. Eu falava assim, olha, o que que
- 42:57você fez que melhorou a vida desses produtores?
- 42:59Produtor tão aí do mesmo jeito, produtor caipira, né?
- 43:02Eu tinha assim uma vontade de de ver esses produtores, por
- 43:06exemplo, organizados. Em associações, cooperativas,
- 43:10né? Mas gente, a gente não faz o
- 43:12outro mudar, a gente interage com aquilo ali, as pessoas é que
- 43:17é que definem o padrão de mudança delas, né?
- 43:20Então, culturalmente, nós somos parte do processo e mas a gente
- 43:27eu tenho certeza que é hoje, por exemplo, aonde se vai quando se
- 43:32fala em Franco caipira? É algum trabalho orientado, os
- 43:37meus orientados. Eu tenho uma Alegria enorme
- 43:40deles hoje serem professores e toda hora a gente está
- 43:43interagindo. Eles estão trabalhando na linha
- 43:46do caipira onde eles estão, principalmente aqui na região
- 43:49norte, né? Então eu eu eu tenho como um
- 43:52sucesso, né? Isso que a gente fez é não só de
- 43:56ter trabalhado, dando aula, mas de ter é amanhã Quênia pode
- 44:01aposentar. Que tem pessoas qualificadas pra
- 44:04substituir e continuar a caminhada.
- 44:07Eu acho que isso é o é o melhor. Kênia, muitíssimo obrigado aí
- 44:11por essa conversa gostosa nossa, certo?
- 44:14É muito legal. Todas exatamente isso tudo que
- 44:18você contou pra gente né? Toda essa referência, toda essa
- 44:21experiência sua nesse nesse mundo aí né?
- 44:24De agricultura alternativa, então é muitíssimo obrigado.
- 44:27E eu deixo né você fazer suas considerações finais pra gente
- 44:30terminar o nosso caso. O café primeiro, né?
- 44:34Foi maravilhoso te rever. Já tinha alguns anos que a gente
- 44:37não se encontrava, né? É agradecer pela oportunidade,
- 44:42parabenizar pela pelo podcast. Eu eu vou começar né?
- 44:47AAA também ouvir e interagir que às vezes a gente não Na Na
- 44:53correria da vida profissional é a gente não para muito, mas.
- 44:58É desejar, né? Um 2025 aí de muita realização
- 45:03para as nossas universidades, para o setor da avicultura, que
- 45:08tá assim, né? Tem seus, seus desafios, mas
- 45:12continua crescendo e podendo crescer cada vez mais.
- 45:16É é que a gente tenha, né? Essa possibilidade de continuar
- 45:22trabalhando e de levar o que melhor a gente faz.
- 45:26Né, estudar mais, produzir ciência para o setor da
- 45:29agricultura no Brasil e no mundo.
- 45:31Pessoal, estamos finalizando mais um episódio do nosso
- 45:34podcast aviário e a gente gostaria de fazer um convite a
- 45:37todos vocês que tem nos acompanhado para que mandem
- 45:40sugestões para o nosso canal. É de novos entrevistados, a
- 45:43gente quer aumentar aí. A nossa é a nossa rede de
- 45:47contato e todas aquelas pessoas que vocês conhecem, que tem
- 45:49vínculo com a agricultura, serão muito bem vindos como indicação
- 45:52para os nossos próximos episódios.
- 45:54Então eu vou deixar com vocês aqui o.
- 45:56Nosso é e-mail de contato para que vocês possam fazer as
- 46:00indicações. O nosso e-mail vai aparecer aqui
- 46:02na tela escrito chama hello arroba White net ponto com ponto
- 46:07BRA gente é aguarda com AA indicação de novos nomes de
- 46:12vocês. Muito obrigado e até o nosso
- 46:13próprio episódio. Tchau, tchau.