Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Maria Inês Rodrigues da Cunha: Liderança Feminina na Avicultura | Ep. 68
Transcript
- 0:00Na verdade, realmente a gente é. Eu falo que eu fui fazer
- 0:03veterinária pra cuidar de animais, mas a gente nunca
- 0:05cuidou dos animais, né? A gente cuida das pessoas que
- 0:08cuidam dos animais, das pessoas que fazem o resultado, né?
- 0:11Da da, da da produção de de carne, de frango, de ovos, né?
- 0:15De de todas as proteínas animais, né?
- 0:20Bem-vindos ao podcast o aviário, as mentes mais brilhantes da
- 0:23agricultura no seu bolso. O podcast o aviário só é
- 0:29possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 0:33a educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:36American nutrientes, solução é o nosso compromisso pegasus
- 0:40Science a solução inteligente e em tempo real para a
- 0:43interpretação de microtoxinas aquece ambiência ideal para a
- 0:47sua produção. Bom dia, boa tarde, boa noite.
- 0:54A hora que você tiver escutando a gente aí hoje a gente está
- 0:58aqui no aviário mais uma vez. É comemorando o dia das
- 1:03mulheres, a presença das mulheres.
- 1:05Eu tenho andado pelo mundo aí vendo quanto a participação
- 1:09feminina está sendo bastante importante em todas as áreas,
- 1:14principalmente no agronegócio. E hoje nós estamos aqui.
- 1:20Com a Maria Inês, Maria Inês, que é a é uma profissional da
- 1:25área da agricultura de muitos e muitos anos aqui No No Brasil,
- 1:31que na época que ela começou não tinha tanta mulher presente.
- 1:35Então a ideia hoje é saber um pouco da experiência dela nisso
- 1:39e também como ela tem uma empresa, é uma empresária, né,
- 1:44de sucesso. Aí uma empresária que trabalha
- 1:47nessa área fala para gente, como é que é a questão de gestão de
- 1:50pessoas? Então, bom dia, Maria Inês.
- 1:54Que prazer ter você aqui com a gente.
- 1:56Muito obrigada pelo teu tempo, pela tua disponibilidade aqui
- 2:00com a gente. OK, Beth, eu, eu que agradeço
- 2:04muito, né? Sempre gosto muito de te
- 2:06encontrar, né? É a minha sempre, da minha na
- 2:11minha carreira, né. A gente sempre esteve junto, né?
- 2:13Desde o início da sua carreira. Eu conheço o trabalho, admiro
- 2:16também muito seu trabalho e além dela, não liga.
- 2:21Bom, Beth, como você disse, né? Eu?
- 2:23Eu me formei em julho de 82. Era uma turma de 70 alunos, né?
- 2:30Da veterinária, é, eram 13 mulheres das 13 só. 66 ou 7 que
- 2:37terminaram o curso, as outras casaram, entraram para o Banco
- 2:40do Brasil ou desistiram, né? Do curso?
- 2:46E depois que eu me formei, né, eu, eu e eu fui para a faculdade
- 2:49para fazer agricultura, embora Goiás não tivesse nada, né?
- 2:52De de agricultura era pecuária, né?
- 2:54Era o sempre foi o grande e forte nessa época era o forte
- 2:58aqui eu queria fazer agricultura, porque eu era
- 3:00encantada com meu pai, né, quando ele IA para umas galinhas
- 3:04para chocar, e eu vendo, quando nasci o pintinho, como é que
- 3:07ele, como é que ele nascia sozinho, como é que ele sabia
- 3:10que era hora dele bicar o ovo e sair do ovo, né?
- 3:13Então eu eu era muito Encantado, então eu fui fazer veterinária,
- 3:16porque eu queria trabalhar com avicultura, eu queria fazer
- 3:19melhoramento genético e avicultura.
- 3:21Então assim, aquelas coisas de não conhecer a atividade da de
- 3:24não conhecer todas as opções que que que que tem, né, Na Na
- 3:28atividade. E aí quando me formei, goias
- 3:32ainda era, tinha muito pouco essas empresas que têm hoje aqui
- 3:37nenhuma delas existiam ainda, elas passaram a existir a partir
- 3:39de 9195, né? Existia assim algumas grandes de
- 3:43poedeiras, né? Somente pessoal.
- 3:45De São Paulo, que tinha vindo para Goiás, tinham montado
- 3:48granjas, né? E eu tentando buscar, né, AA uma
- 3:53vaga, né, uma oportunidade. Na avicultura eu procurei essa
- 3:57empresa de início, não quiseram me dar uma oportunidade, porque
- 3:59eu ainda não tinha muito jovem, né?
- 4:01Não tinha conhecimento da. Aí fiquei numa cooperativa de
- 4:05leite durante 6 meses esperando uma bolsa pra ir pra Embrapa.
- 4:08Eu queria então ir pro centro nacional de pesquisa de aves e
- 4:10suínos da Embrapa. É nesse tempo eles ficaram me
- 4:13observando e me convidaram pra ir trabalhar na empresa.
- 4:16Então lá eu fiquei 4 anos fazendo.
- 4:19É supervisão de, de, de de setores, né?
- 4:23Passei por todos os setores, cria, recria, produção, fábrica
- 4:26de ração sanitarista e sanidade, né?
- 4:29E fui aí eu nesse tempo atendia também Ibiúna e Avaré, né?
- 4:33Em São Paulo IA sempre. Até hoje eu fico pensando um
- 4:39pouco nisso, né? Das facilidades que o mundo tem
- 4:43hoje, né? E também se não tivesse, não
- 4:45teria AA velocidade para as coisas acontecerem, né?
- 4:49Mas aí eu IA de ônibus até São Paulo, aí pegava uma carona até
- 4:53Ibiúna, de Ibiúna, Ibiúna, eu IA no caminhão de ração até Avaré.
- 4:58Não tinha celular, eu não tinha nenhum telefone, não tinha como
- 5:01se comunicar, então é impressionante, né, como tudo
- 5:06mudou tão rápido, né? Assim, quando eu vejo assim
- 5:09esses 41 anos é é muito legal, né?
- 5:12De como tudo evoluiu muito e ainda não tá cada vez mais
- 5:16rápido, né? E a gente tem que que está muito
- 5:18ligado em tudo, né? Até eu comentava aqui no início
- 5:22contigo, né, que é. É muito bom esse trabalho do do
- 5:25aviário, né, porque ele tá sempre trazendo muita novidade.
- 5:30E muita inovação, né? Então, assim, hoje, aos 41 anos
- 5:35e meio de formado, ainda tem muita necessidade de estudar, de
- 5:38aprender, especialmente de relacionar, né, com a com as
- 5:43novas gerações. É, é ser o primeiro século, né,
- 5:47que as 5 gerações trabalham juntas, né?
- 5:50É, então assim é, é fantástico isso, né, você conviver com a
- 5:54pessoa de 90 anos e também ter um jovem, né, um jovem aprendiz
- 6:00na empresa de. 1415 16 anos. E também no, no, na, na, nas
- 6:05empresas, né? Que é que a gente assiste, né?
- 6:08Então assim, o meu mundo sempre foi um mundo mais masculino.
- 6:12Na minha infância eu brinquei mais com meu irmão, com meus
- 6:15irmãos que eram mais velhos do que eu, fui para a faculdade só
- 6:19homens, fui para trabalhar, só quase que só homens, né?
- 6:23Então muitas vezes alguém me perguntou assim, Ah, você não
- 6:25tem, não tinha você não, muito machismo, não tinha muito.
- 6:29Eu falei, olha, na verdade eu não olhava para isso, eu nunca
- 6:31olhei para isso, né? Eu, eu, eu na verdade é que a
- 6:35gente não tem que homem tem muita força física, né?
- 6:38Assim eu não conseguia pá. Para mim, trocar um pneu na
- 6:41estrada sempre foi muito difícil.
- 6:43Não era fácil. Então, assim, do restante tudo
- 6:48nós temos condições, né? Basta ter vontade de acreditar
- 6:52que a gente consegue é conduzir, consegue chegar lá na frente,
- 6:57né? Então.
- 6:59É uma mas, mas assim, olha só o que você disse, se chegasse eu
- 7:03já de ônibus, você pegava carona em caminhões de ração, é isso?
- 7:09Não é uma, não é uma, como é que assim não tem muito glamour
- 7:14nisso tudo, quando você pensa num médico veterinário que se
- 7:18forma, e principalmente naquela época, né, que poucas pessoas se
- 7:22formavam, né, Maria Inês, assim não era só as mulheres assim, na
- 7:25população em geral, pouca gente chegava num.
- 7:29Ensino superior é e você traz aí essas condições, assim como que
- 7:36como que a sociedade via essa veterinária que andava desse
- 7:41jeito? Você realmente conseguia
- 7:44expressar toda a tua feminilidade?
- 7:46Ou em alguns momentos você tinha que.
- 7:48Né não? Colocar uma roupa x ou y porque
- 7:52isso? Assim, às vezes o machismo ele é
- 7:55encarado ou feminismo é encarado de forma de assim.
- 7:58Eu não sou machista nem feminista.
- 8:00Eu acho que as 2 coisas são ruins.
- 8:03Mas eu acho, mas assim. Eu queria saber, às vezes a
- 8:07gente não tem ideia, mas eu mesma que vim depois é já tinha
- 8:12muito, muita preocupação com a roupa que eu usava para chamar
- 8:15atenção. E isso é é uma forma, né, de
- 8:18você também ser ser, né? É limitada dentro da tua
- 8:24profissão. Como é que você vê essa situação
- 8:27assim, do comportamento, das coisas que a gente tinha que
- 8:30tomar muito cuidado, porque tinha muito mais homens do que
- 8:32mulheres. É EE, isso antes era o mais
- 8:38grave, né? Assim de 111 homem, às vezes
- 8:41chegar e te fazer 11 assédio era muito mais.
- 8:45É tinha mais frequência do que tem hoje.
- 8:47Eles achavam como se fosse natural, né?
- 8:50Então. Assim, eu sempre procurava no
- 8:52local de trabalho, sempre usar meu jaleco, né?
- 8:54Até esses dias eu achei uma foto de 1983, eu fui magrinha, 47 kg
- 8:57com jalecão, então naquele ambiente eu sempre procurei, né?
- 9:01Ficar calça assim nada ma, mas mais discreto, né?
- 9:05E quando tinham acesso ou da da empresa?
- 9:12Nela da da da Granja, ou tinha um bailinho, alguma coisa eu IA
- 9:17de vestir, né? De saia, e lá ficava todo mundo
- 9:19olhando para minhas pernas, né? Falou, nossa, eu falo, gente, eu
- 9:22tenho pernas, né? Eu.
- 9:24Tenho. A cada um.
- 9:25Se não é só as pernas das, da, da, das calças, né?
- 9:29Então esse. Na verdade, eu eu tive sempre,
- 9:33né, que ter bastante atenção com isso, porque às vezes, mesmo eu,
- 9:38eu me lembro às vezes aí no sul que eu fui com um colega, o da
- 9:42empresa que eu trabalhava, e quando nós chegamos numa, numa
- 9:45numa Granja, eles perguntaram se eu era amante dele.
- 9:48Né? É porque assim o homo 11,
- 9:51viajando isso lá em 1993 por aí, viajando com um colega, né,
- 9:55passando uma semana inteira, né? Como que seria isso, né?
- 10:00Então é meus tios meio quando eu passava de viagem em Minas pra
- 10:04ir pro São Paulo de carro sozinha, né?
- 10:06Às vezes eu, eu, eu gastava que os meus tios assim e me chamavam
- 10:09de cigana e as minhas tias diziam assim, Ah, esse casamento
- 10:12seu não vai dar certo, porque olha só, você viajando sozinha,
- 10:15então isso sempre. Teve muito, mas uma coisa é que
- 10:22eu sempre comento, né Beth, que? Lá na minha família, nós somos 3
- 10:26homens e 3 mulheres, e meu pai e minha mãe nunca escolheram o
- 10:30serviço para menino ou para menina.
- 10:33Ah, vai tirar a Pedra do curral? Iam todos.
- 10:36Tem que lavar a louça, iam todos.
- 10:38E não acho que talvez por isso que.
- 10:40Que eu eu tenho também a cultura familiar que me ajudou com isso,
- 10:43né? É de estar sempre no meio de
- 10:46homens de tá tá fazendo esse trabalho na poeira, é no meio
- 10:51da. Por exemplo, teve uma época que
- 10:53eu tinha 111 enxadão dentro do meu Fiat, um no sem
- 10:56ar-condicionado pra poder, porque às vezes eu atolava e eu
- 11:01ficava e IA 3, 4 km poder achar alguém.
- 11:03Então eu falava, eu mesmo vou desatolar meu carro aqui, né?
- 11:06E vou embora, né? E.
- 11:09Então assim, EE, claro que diante disso, você muitas vezes
- 11:13pega o estigma, né? De que você tem mais um aspecto
- 11:16masculino, né, do que feminino, mas também eu nunca, nunca dei
- 11:21muita importância pra isso assim, sabe?
- 11:24É porque eu acho que eu nesse aspecto que vale o que você
- 11:29sente que você tem, as pessoas estão bem próximas, né?
- 11:31Eu acho que aí nesse aspecto são as pessoas são mais próximas de
- 11:34você que te conhecem verdadeiramente que que assim
- 11:38que dá pra. Fazer 11 juízo, né?
- 11:42De de você, então isso sempre teve de de assédio é de de às
- 11:47vezes achar que você tem um perfil mais masculino, né?
- 11:51É, mas eu, eu assim, eu nunca dei muita importância pra isso,
- 11:55mas sempre cuidei. Ah, vai pra onde tinha essas as
- 11:58festas, né? Da dos eventos da agricultura,
- 12:01eu sempre tova muito cuidado de ir um pouco embora, um pouco
- 12:04mais que eu dou, começar a ficar muita bebida, né, e passar um
- 12:07pouquinho, eu sempre cuidava de ir embora.
- 12:10Embora um pouco mais cedo de cuidar, né?
- 12:12Porque realmente era ambiente AAA.
- 12:14Os eventos que tinham antigo, da, da, da pimpo, né, que se
- 12:19chamava pimpa, tinham assim 150 pessoas.
- 12:22Tinha 2030 mulheres, né? Então é realmente foi um foi um
- 12:28momento distinto, né? É, eu acho que eu acho que é
- 12:32esse. Esse é o ponto que eu gostaria
- 12:34muito de de dizer assim o quanto vocês foram Fortes.
- 12:38Não é porque querendo ou não, assim, os melhores colegas,
- 12:42melhores profissionais, naquela época, com aquela cultura, foi
- 12:47muito difícil. Não é para você se chega falar
- 12:50que você andou de ônibus, daqui a pouco você já tem um Fiat Uno.
- 12:55Sem ar-condicionado, imagina isso?
- 12:58Já foi 11 avanço, né? De de ferramenta de trabalho,
- 13:03né? A gente não está falando aqui de
- 13:05ferramenta de trabalho mesmo. E então assim, olha, pessoal, às
- 13:09vezes tem um Monte de gente aí, um Monte de meninas chegando e
- 13:13dizendo assim, eu sou do agro, sou as mulheres do agro, coloco
- 13:17umas botinhas, se arruma e diz assim, eu sou do agro, do agro,
- 13:21mas é a Maria Inês que está aqui, que começou lá.
- 13:25E que fez toda essa, essa situação e aí assim, como que
- 13:29mudou? Vamos falar um pouco dessa
- 13:30questão de gestão de pessoas, né, Maria das, porque você você
- 13:34saiu, você trabalhava numa empresa, aí você virou é você
- 13:38decidiu que você abriu sua própria empresa, né?
- 13:41Porque a Maria Inês é uma empresária, né?
- 13:43É, você é a dona da nutririal, é, conta pra gente como é que
- 13:47surgiu essa empresária dentro de você, a veterinária, se
- 13:50transformando numa empresária. Então aí depois dessa, dessa
- 13:56empresa que eu trabalhei, né, na parte de produção, aí eu, eu, eu
- 14:00recebi 11 proposta pra trabalhar na área técnico, comercial, que
- 14:05aí sim deram mais preconceito ainda, né?
- 14:07Porque era aquela era aquela preconceito que IA pegar uma
- 14:09pastinha, né? IA ser um veterinário, vendedor,
- 14:12vendedor de remédio, vendedor de alguma coisa, né?
- 14:15EE, foi ótimo que nessa empresa, nessa época já fui pra empresa
- 14:19que tinha o conceito de casar nutrição com serviço, nutrição
- 14:23com resultado, né? Então eu tive essa grande, essa
- 14:27grande vantagem EOEOE Na Na Na empresa é, eu acabei recebendo
- 14:33um incentivo, né, que é uma pessoa que eu eu gostaria de
- 14:35citar o nome, que é o é o doutor Luciano roupa né, que eu fui
- 14:37trabalhar com ele, então ele vinha para Goiás e vinha falar
- 14:41assim, puxa, aqui só tem lojas dedicadas à à pecuária de
- 14:45bovinos de corte de leite, não tem nada para aves e suínos, eu
- 14:49venho aqui, a gente vai numa fase, vai numa Granja, eu vejo
- 14:52um problema de suínos e recomendo alguma coisa, não tem,
- 14:55não tem nada aqui, só que ninguém tem essa visão de montar
- 14:57alguma coisa aqui, né? Então.
- 14:59Foi aí que a minha irmã é formada em administração.
- 15:02Ela ela veio, né? Pra trabalhar junto.
- 15:05Ela Foi cuidando, mas eu todo esse tempo, eu, eu sempre estive
- 15:10à distância. Fui ajudando na gestão, na
- 15:12formação das pessoas, né, de pegar os estagiários, né EE.
- 15:17E conduzir, né? Na agricultura é.
- 15:21Mas assim, até 2011 eu eu trabalhava, eu trabalhava em
- 15:26outra empresa também, né? Eu, eu sempre estive ligado em
- 15:28outras empresas. Aí SIM, 2 1011 eu.
- 15:33Eu eu tive, eu tive câncer de mama, né nesse período e
- 15:36aproveitei para dar uma reformulada Na Na, na vida em
- 15:40tudo, né, e entender que um algum momento eu teria que vir
- 15:43para dentro da da da nutrial, né?
- 15:45Então e foi nesse momento que aconteceu também algumas
- 15:47mudanças, é na empresa que eu que eu estava, né?
- 15:51Ela Foi adquirida por um por um grupo, né, e mudou várias,
- 15:55várias questões, é de de parcerias, né, então foi daí que
- 16:01achei que eu aí sim eu fui direto Pra Ele, natural até
- 16:04então. Você você trabalhava?
- 16:06Qual que era a empresa? Você pode falar o nome do tempo?
- 16:09Na. Eu quando eu saí da site, eu fui
- 16:12pra mogiando alimentos. Aí depois um grupo da mogiana
- 16:16montou a nutron. Eu fui junto na pra nutron, né?
- 16:19Então eu fiquei. Você põe a você foi uma das
- 16:21poucas nutricionista que tinha na nutrron, né?
- 16:24Que era que prestava serviço externo?
- 16:26Você era uma das poucas nutrições ou a nutricionista
- 16:29mulher? Ah, não, eu fiquei não.
- 16:32Ficou bastante tempo assim que ficava no campo direto, ficou
- 16:36muito tempo. Aí depois vieram outras colegas,
- 16:38né? No nordeste.
- 16:40É, mas assim, durante muito tempo tinha as colegas do
- 16:42escritório, né? Que que, claro, amplo, dão
- 16:45apoio, né? Fazer a fazer a parte a parte
- 16:48técnica, né? Assim, ajudar a gente, mas assim
- 16:51no campo mesmo, de ir lá para as granjas, de de entrar na fábrica
- 16:55de ração, de entrar no cilo, de ver abrir o moinho, de subir num
- 17:00cilo para ver como é que se está limpo ou não está subindo a
- 17:04caixa dágua, fazendo necrópsia para ver como é que está
- 17:07intestino, né? As.
- 17:09Você é uma pessoa que eu sempre segui muito.
- 17:12O que você veio ensinando e mostrando pra gente nessa área
- 17:14de intestino, né? Você colaborou muito pra isso.
- 17:17Você você trouxe pra gente uma nova visão, né?
- 17:19Sobre sobre o intestino, né? Então assim, aí sim.
- 17:24Aí durante um bom tempo. Eu estive era no.
- 17:27Quando a gente fazia uma reunião da turma do campo, muitas vezes
- 17:31estava estava só eu, né? Aí depois vieram outras colegas,
- 17:35né? É, não?
- 17:37Eu, eu, eu lembro quando eu IA visitála lá assim, o respeito
- 17:41que todos os que todos os é, todos os produtores, os
- 17:45profissionais, enfim, com quem vai ser tratava é o respeito que
- 17:49eles tinham por você e que continuam tendo, né?
- 17:53Então, assim, AA forma o teu posicionamento como uma mulher
- 17:57nutricionista assim, foi muito importante.
- 17:59Eu acho que também trazia 111 diferencial de tratamento com
- 18:05eles, que era aquela coisa assim que traz Oo lado feminino.
- 18:09Você dizer que não, né? De você ir lá e conversar com
- 18:12eles e até puxar a orelha deles e dizer com carinho, né?
- 18:16E dizer assim, ó, a gente tem que melhorar aqui.
- 18:18Eu via muito isso acontecer. Então isso passa com a parte de
- 18:22gestão de pessoas, que é o que você fez ao longo desse tempo
- 18:26todo, né? Com nos, nos, em todos os os
- 18:30níveis que você passou, escritório, fábrica, desde o
- 18:34Granjeiro, o dono da Granja, você teve esse contacto com todo
- 18:38o mundo. É como é que foi essa
- 18:40experiência assim, com esses diferentes graus aí de é de
- 18:46administração, que você teve que lidar ao longo da tua vida e
- 18:50trazendo um pouco para hoje, né? Como é que está hoje?
- 18:53Você pode contar um pouquinho dessa história para a gente?
- 18:56Sim, então hoje o. Contacto já é também com os
- 19:03filhos desses granjeiros, né? EE assim, eu, eu, eu hoje eu me.
- 19:08Eu me emociono muito de de estar.
- 19:11É já nas empresas visitando aqueles meninos que eu conheci é
- 19:17de de calcinha. Vou dizer um exemplo, Hugo
- 19:19garrote, eu conheci ele de bermudinha, né, indo pra escola,
- 19:23eu chegava, pegava, IA vender frango né, pra na rua queria.
- 19:28E hoje é o CEO da da SSA, né? É, e isso aconteceu em várias,
- 19:34em várias empresas, na maioria delas aqui é o pessoal da
- 19:37nutriz, aqui hoje já tem a segunda geração né, que já já
- 19:41são os netos né, da da do senhor Francisco que estão ali né,
- 19:45trabalhando né na. Na Na, nas grandes.
- 19:48Postura também. Já vários, né?
- 19:50Que são os filhos que já estão cuidando.
- 19:53Então isso é isso, é assim. Eu me sinto muito privilegiada,
- 19:56sabe de. De poder estar, de de poder ter
- 19:59vivido tudo isso, né? EEE mais ainda por estar com
- 20:03muita energia, né? Eu falo, poxa, eu não sei o que
- 20:05que eu faço, o senhor tem que bater a cabeça para eu poder
- 20:08cair a ficha da idade que eu estou um dia desse problema.
- 20:12Vendo um silo, e aí quando eu estava na metade da escada, sem
- 20:15guardar corpo, eu falei, Deus, desce daí, que que você está
- 20:19fazendo aí? Pede alguém para subir e olhar
- 20:21para você, né? Então EE, então assim, na
- 20:26verdade, né Beth a gente é, eu falo que eu fui fazer
- 20:29veterinária para cuidar de animais, mas a gente nunca
- 20:31cuidou dos animais, né? A gente cuida das pessoas que
- 20:34cuidam dos animais, das pessoas que fazem o resultado, né, da,
- 20:37da, da, da produção de de carne, de frango, de ovos, né, de de
- 20:42todas as proteínas animais, né, é.
- 20:45EE, isso é a nutricionar o mesmo desde 93.
- 20:50É até de vez em quando eu encontro alguns algumas meninas
- 20:53que eu chamo das minhas meninas que AA Fernandinha e a sandrinha
- 20:57que são nada da da da universidade estadual de Goiás.
- 21:00AA Michelle, né? Então a abraça, são minhas
- 21:03meninas que todas foram estagiárias da nutral, né?
- 21:06O estágio curricular é e eu eu estava fazendo a conta, acho que
- 21:09entre uns 25 a 28 é alunos, né? Principalmente da UFG, mas
- 21:14também da u, da PUC, da ueg, né? Foram nossos estagiários, né?
- 21:19EE, é muito bom, né? Quando você vê que essas pessoas
- 21:23cresceram, né? EEE permaneceram, né?
- 21:26Porque agora hoje está mais difícil de conseguir os
- 21:29estagiários para avicultura, né? Hoje.
- 21:32É essa, eu acho, das grandes mudanças da da geração é.
- 21:36E mesmo alguns que já vieram fazer o estágio que a gente em
- 21:38agricultura, os suínos depois foram para pet, né?
- 21:41E já aconteceram 3 casos desse com a gente de assim de veio fez
- 21:46estágio em aves, até chegou 2 começar a trabalhar com a gente
- 21:50na nutril, né? E depois acabaram indo para para
- 21:54para pet, né? O que que você acha que leva
- 21:58assim a esse desinteresse pela área de aves e suínos para para
- 22:04essa geração que está vindo? Porque eu insisto que isso é
- 22:06independente de. Homem ou mulher, né?
- 22:09É uma questão assim, de o que que está levando a gente ter
- 22:13mais dificuldade de encontrar profissionais que se interessem
- 22:16por essa área? Só essas mudanças que vieram
- 22:21acontecendo, né? Beth eu falo que a culpa não é
- 22:24deles, a culpa é nossa, dos pais, que não o soubemos
- 22:27conduzir, né? Pra isso, né?
- 22:29É que foi realmente assim. É uma é uma geração bem bem
- 22:33diferente, né, que que teve muito mais facilidades e hoje
- 22:38todo esse conceito, né, de, de. De vegetariano, de veganismo,
- 22:45né? Hoje mesmo Na Na, na
- 22:47veterinária, se tem mais de 30% dos alunos são vegetarianos ou
- 22:51veganos. É, então eu acho que são essas
- 22:56mudanças que vieram acontecendo e fizeram que que às vezes
- 23:00entende que embora não, não vamos, nós precisamos de
- 23:05proteína animal, né? Pra pra nos alimentarmos, né?
- 23:08É o é o principal alimento para nós humanos, né?
- 23:13Mas vem são conceitos, né, que vieram sendo pregados, né?
- 23:18EEE proclamados e que que está fazendo as pessoas mudarem.
- 23:24EE é e é mais difícil, né? Assim é, em termos de trabalho,
- 23:28ir pro campo, acordar de madrugada e acompanhar um lote
- 23:32de de frangos e fazer necropsia, sujar as botas de de de fezes,
- 23:37digo, de, de, de dos animais, né?
- 23:39A poeira então é mais difícil e então as pessoas estão se
- 23:43contentando de ficar na cidade com ganhos bem menores, né?
- 23:48Com com não sei o propósito, né que essa pessoa tem.
- 23:54Do que do que ir para o campo e fazer a produção animal?
- 23:56Né? Então assim, hoje mesmo a gente
- 23:58começa, tem, às vezes começam pessoas brilhantes, né?
- 24:02Na nossa atividade e passa um pouco.
- 24:04Ah, não é muito difícil isso aqui.
- 24:06É muito difícil lidar com integrado, é muito difícil lidar
- 24:09com os granjeiros. E desistem, né?
- 24:13Eu eu vejo que que mais foram essas mudanças mesmo de
- 24:16culturais, né? Que aconteceram na, na, na, nas
- 24:20gerações, né? É eu.
- 24:24Eu fico aqui pensando essa questão assim, das pessoas
- 24:30virarem veganas ou vegetarianas por causa dessa como?
- 24:36De como a gente cria os animais, né?
- 24:40E eu vejo isso assim. 11 força não, não falando em sexo
- 24:45masculino, para mim não, mas uma força feminina que que em 2
- 24:50muito essa questão assim há de cuidado, né?
- 24:54Do cuidado com a. O que você faz é, você acha que
- 24:58existe uma? Que que nós, na parte de
- 25:03produção animal, a gente tem que melhorar um pouco isso, não só
- 25:06para atender a esses profissionais, mas para atender
- 25:08o mercado como todo. Mostrar alguns pontos que a
- 25:13gente tem que são muito positivos na questão de produção
- 25:16animal e bem-estar animal. Se a gente ainda tem muito que
- 25:20trabalhar nisso, como é que você vê essa, essa questão?
- 25:23Porque do jeito que você está colocando aí, a gente vai ter
- 25:25que encarar um pouco de frente. Esse desafio também, né?
- 25:30Então? Eu, eu?
- 25:32Eu acho assim, que um dos culpados somos nós, que nós
- 25:34temos que falar mais da atividade, né?
- 25:37É essa semana mesmo, 111 colega que que formou na minha época,
- 25:43ele diz, Ah, não, porque você tem que comer.
- 25:46Eu, eu proclamo, programo o ovo caipira.
- 25:49Tem que comer o ovo caipira por causa de bem-estar da galera.
- 25:52Eu falei assim, olha, me diz qual galinha que que ela tiver?
- 25:56Então o teu desconforto, que ela bota 9397 por cento, então assim
- 26:01vocês precisavam conhecer, então assim, mas a culpa, eu entendo
- 26:04que um pouco é nossa. Nós precisávamos mostrar mais
- 26:07também como a gente faz a produção, né?
- 26:10Assim de como como os animais são tratados.
- 26:15Eu te dou um exemplo, quando a gente em 96, nós construímos
- 26:18Granja de frangos. Nós temos 3 irmãos com 3, cada
- 26:22um com a Granja. E aí nós fomos a primeira, é, é,
- 26:26nós fomos a primeira criação, impressão negativa no
- 26:29centro-oeste, foi a nossa Granja em Itaberaí, e aí eu, eu, eu, às
- 26:34vezes eu estava no carro, né? Eu ficava pensando, nossa, os
- 26:36frangos estão lá no ar-condicionado e eu não tenho
- 26:38ar-condicionado do meu carro, né?
- 26:40Então, assim, acho que nós precisávamos ter um programa
- 26:44também de de ensinar mais, de ir para as escolas, né,
- 26:47principalmente as crianças, ensinar como é feita a criação,
- 26:51porque hoje assim, se 11 colega minha que estava andando, ela
- 26:54postava lá ela com um leitãozinho na mão, aí depois o
- 26:58pessoal falava, nossa, mas como é que você trata o leitãozinho
- 27:00com carinho, depois você come ele.
- 27:03Então essa e isso tudo está muito doido.
- 27:08É de como, de como os animais, né?
- 27:11É, é de como passou esse, esse. Não sei se lá são romantismo,
- 27:15sentimentalismo pelos animais. EE, às vezes não tem nem pelas
- 27:19crianças, né? É, eu não vejo ninguém se
- 27:22preocupar com a criança que está largada na estrada que está
- 27:26largada. Não fome que está.
- 27:27Conforme que está com fome, né? É a mesma.
- 27:31A questão, né, de que está que está muito hoje, né?
- 27:34Em voga é você, você não pode destruir 111.
- 27:38Ovo. Márcia do mas pode ter o aborto.
- 27:41Então? Assim é, é, são realmente.
- 27:44Eu acho que essa fase vai ter que passar das pessoas encararem
- 27:47mais a realidade. A realidade, né?
- 27:50Como é que nós vamos viver se não nos alimentarmos com
- 27:54proteína animal, né? Se nós não sei.
- 27:57Talvez. Conceito, vão fazer
- 27:59fotossíntese, alguma coisa assim?
- 28:01Não sei, então é isso, mas eu eu vejo que eu eu tenho assim, às
- 28:05vezes eu eu não me não me canso de explicar esses dias na aula
- 28:09de pilates é uma aluna, né? Foi comentando, Ah, porque eu
- 28:13vou pra casa da minha sogra, ela quer que eu como ovo caipira e
- 28:16eu gosto do ovo da Granja, mas ela fala que o ovo da da da
- 28:19Granja tem é, tem tem hormônio, tem antibiótico.
- 28:23Aí eu fui pedir pra professora Karen, depois da aula você me dá
- 28:265 minutos, então assim eu sempre faço questão, né?
- 28:29E eu vejo que muitas pessoas também fazem isso, que.
- 28:32Explicar, né? Como é que são as criações?
- 28:35Como é que uma fábrica de ração? Eu falo, gente, é uma fábrica de
- 28:38ração, de de aves, de suínos. É às vezes muito mais limpo e
- 28:43bem cuidado do que uma fábrica, do que um restaurante na cidade,
- 28:48né? A qualidade do milho que se faz
- 28:50a ração para os animais é muitas vezes é melhor do que o milho
- 28:53que faz AA canjica, né? Que que faz o sucrilhos?
- 28:58Então assim são é, a gente precisa também mostrar mais, né?
- 29:03Eu acho que a gente devia ter um, ter um trabalho, né, mais
- 29:06dedicado a isso, né? É, eu acho que também a gente
- 29:10fica muito na humanização geral de.
- 29:13Qualquer coisa não só dos animais, como das plantas e dos
- 29:16próprios objetos, né? É e parece que a gente não sai
- 29:20dessa fase de criança, onde a gente Humaniza tudo, né?
- 29:24Aquela criança que ela brinca com os brinquedinhos e Humaniza.
- 29:28Ele tem uma vida, ele tem uma história e a gente não começa a
- 29:32observar ao todo, né, que é o pessoal precisando de alimento,
- 29:37sim. Eu vejo também pelo lado nosso,
- 29:41que tem muita coisa para melhorar, sabe?
- 29:44Eu acho, tem muita coisa, mas assim como você fala, acho que
- 29:47vale a pena. O pessoal olhar com menos
- 29:50preconceito a produção animal, porque eu acho que hoje vem
- 29:54quando quando uma criança olha para a produção animal, ela olha
- 29:58com muito preconceito, né? Ela já vem com preconceito que
- 30:01vem da escola, que vem da sei lá da mídia.
- 30:04Da da televisão. Dos filmes EE.
- 30:08Aí quando ela vê, ela já vê assim, Ah, mas já vai matar.
- 30:11EE não percebe que a vida daquele animal é muito curta.
- 30:15Ela não tem condições, né? De.
- 30:21Não tem condições dessa pessoa de.
- 30:24É de perceber todo o empenho que foi feito por pessoas como você,
- 30:29que IA lá fazer todo esse trabalho de campo para tentar
- 30:33melhorar a qualidade de vida desses animais, a qualidade
- 30:39mesmo de produção, para não ter muitos, não ter muitos problemas
- 30:46de saúde para os animais e também saúde pública não é
- 30:50produto algum, microrganismo que vem a chegar até a nós e.
- 30:54E como é que você está vendo? Esse choque de gerações, né?
- 30:58Que a gente já está passando por isso, né?
- 31:00Essa essa questão do veganismo e tudo é um choque de gerações,
- 31:04né? É muito?
- 31:07Muito, muito grande, né? Eu digo, até mesmo em relação a
- 31:11trabalhar, né? A gente.
- 31:14Desde os 6 anos de idade tinha que ter fazer uma atividade, né?
- 31:18Meu pai sempre, minha mãe sempre colocou a gente para trabalhar.
- 31:22E hoje a gente já vive uma geração.
- 31:23Fazer uma geração já dos sobrinhos mais mais jovens.
- 31:27Que que já é outro mundo, né? Quem, quem é assim?
- 31:32Atividade a própria os pros próprios cuidados com a casa,
- 31:35né? Bete é eu, eu, eu, eu brinco que
- 31:38eu acho que a os jovens hoje é a casa deles, é, elas vão dar
- 31:41bicho, porque eles não têm coragem de limpar nada, né?
- 31:46Assim EE, claro que cada vez mais não terão pessoas de
- 31:51serviços gerais para fazer isso, né?
- 31:54Mas não se tomam tempo pra pra lavar o banheiro, vai lavar,
- 31:58lavar louça e lavar pia, né? E cuida do lixo e cuida da casa
- 32:02como um todo, né? É.
- 32:05Assim, eu, eu ainda estou, eu, eu, eu fico.
- 32:11Até a entender. Eu tenho buscado ler muito sobre
- 32:12isso, falar com psicólogos, né? Pra pra entender melhor.
- 32:16Porque nós temos que achar formas de de fazer com que com
- 32:20que essa geração se interessa pela nossa atividade.
- 32:22Porque ela precisa continuar, né?
- 32:25Então. E a forma é é diferente.
- 32:29A forma de conduzir, a forma de motivar, né?
- 32:32Tem que ser algo mais, mais vibrante, com mais.
- 32:36Cores com mais, com mais energia, com com assim, nós, nós
- 32:41temos que achar os caminhos, né? É porque assim, ó, vamos dizer
- 32:45que a geração aí que está com seus 45 para cima vamos daqui
- 32:501520 anos não estaremos aqui, né?
- 32:53Então, os que vão conduzir nós temos que saber trabalhar com
- 32:57eles, nós temos que saber chamar atenção, né?
- 33:01É como você sabe mesmo hoje você não adianta você fazer uma
- 33:04palestra de 50 minutos. Ninguém vai prestar atenção,
- 33:08ainda mais com o celular, né? Mano, né, eu imagino quem tá
- 33:11dando aula, né, é na, nas faculdades, é então assim, a
- 33:15gente precisa achar formas de de, de de lidar, é o que nós
- 33:19temos, né? Não adianta ficar pensando, Ah,
- 33:21mas na minha época era assim, a minha época não vai voltar, né?
- 33:26Então assim, nós precisamos achar os caminhos, né?
- 33:29As formas de de trabalhar é totalmente diferente, eu tenho,
- 33:33por exemplo, Na Na nuclear, a gente nós temos desde.
- 33:37Um colega que IA mais velho que eu, IA até a jovem aprendiz, né?
- 33:41Então assim, tem que saber passar a comunicação, o recado
- 33:47para cada um e é diferente de cada um, né?
- 33:52EE assim, acho que a gente não tem que ficar mais lamentando.
- 33:56A gente tem que achar as ferramentas para fazer com que
- 34:01essas pessoas se interessem e venham para a produção animal.
- 34:04A acho que a agricultura. Bete, um bom exemplo é
- 34:06agricultura. Na agricultura trouxe tanta
- 34:09tecnologia ao mesmo tempo, né? Que que eu eu vejo assim no
- 34:15próprio interesse muitas vezes do é do.
- 34:20Do, do, dos, dos fazendeiros que vão pra, pra, pra agricultura,
- 34:24né? Que nome se se trabalha com
- 34:26menos pessoas e com muita tecnologia, né?
- 34:30Então? EE, mas a nossa atividade, ela
- 34:34exige muita gente pra trabalhar, né?
- 34:36É, é na pega do frango, no abate, lá na coleta dos ovos, na
- 34:42transferência das aves. Então assim, nós ainda
- 34:45precisamos de muita, muita, de muita mão de obra, né?
- 34:47Ainda temos pouca robotização nessa nessa área no Brasil, né,
- 34:52que vai ter que acabar acontecendo, né?
- 34:54Como que eu faço se eu não encontro pessoas que queiram?
- 34:57Pegar frango, né? Pra levar pro pro batedouro é
- 35:01tirar esterco, né? Tirar esterco dos galpões de de
- 35:04de galinhas, tirar a cama. Então, nós nós temos que achar
- 35:08formas de. De, de, de, de, de que por isso,
- 35:13né? Eu?
- 35:14Acho que essa parte ainda vai ser.
- 35:16Vai voltar, vai ter muita automatização, né?
- 35:18Eu acho que esse esse tipo de trabalho vai vai ir pro fato de
- 35:23de ter que ser automatizado, porque ninguém mais hoje tá com
- 35:26interesse nesse tipo de trabalho, mas.
- 35:29Desbraçol. É, a gente vai ter que pensar
- 35:32nisso. Só que além desse trabalho
- 35:35braçal, tem muita coisa até intelectual, que a gente tá
- 35:38achando dificuldade de encontrar as pessoas, né?
- 35:41Parece que. Existe assim uma.
- 35:44É um pensamento filosófico dessas gerações aí de o que é
- 35:49que eu faço? Porque é que eu faço, mas por
- 35:52isso não faço. Fica pensando muito, colocando
- 35:58muita, muitas travas. Ah, porque eu não como carne.
- 36:02Ah, porque e ao mesmo tempo, Ah, não come carne.
- 36:06Então o que é que está fazendo? A gente está está criando uma
- 36:08nova alternativa para produzir proteína.
- 36:11É, está trazendo alguma coisa? Eu acho que a gente tem que
- 36:14também. É desafiar essa geração.
- 36:19Semana passada eu estava, eu estava dei palestras em 2
- 36:24lugares diferentes e tinha muita mulher lá, sabe?
- 36:27Muita menina jovem, e eu sentia essa.
- 36:31Essa situação acontecendo. É de uma forma muito é muito
- 36:39Clara, né, de é as meninas tendo essa força de vontade de mudar.
- 36:45E uma até falando assim, Ah, o pessoal lá da grande, eu me acho
- 36:48uma chata, porque eu fico falando para eles cuidar do
- 36:51frango, para cuidar da densidade.
- 36:54Aí eu falei para ela, é, nós precisamos de mais pessoas como
- 36:57você, porque é isso que vai fazer a mudança.
- 37:00Então eu acho que esses desafios, se você der para eles,
- 37:03eles vão respondendo. Não sei como é que você sente
- 37:06isso, mas eu sinto que. A gente precisa dar mais desafio
- 37:10para essa geração que chega. É, é, é assim.
- 37:13É porque. É porque por isso que eu digo é
- 37:15que nós, pais, nós acabamos deixando eles mais acomodados,
- 37:18né? Deixamos uma geração mais mais
- 37:22acomodada e. Mais EE.
- 37:25Muitas vezes a gente se surpreende quando você você vai
- 37:28conversar e você pensa, Ah, ele está alienado.
- 37:31Ele está só no celular, está só no videogame.
- 37:33Ele tem. Tem muitas ideias, né?
- 37:35Tem, tem, tem conhecimento. Mas é, é.
- 37:40Eu acho que é isso que você falou é importante se você tem
- 37:42que desafiar. E a forma de recompensar é
- 37:45diferente de antes, né? Por exemplo, a.
- 37:48A minha geração, primeiro que você queria fazer é comprar sua
- 37:51casa, seu apartamento, né? Tudo que você fazia investir
- 37:54hoje, não, eles não querem ter nem a casa, nem o apartamento,
- 37:57nem o carro, nem dirigir o carro, né?
- 37:59Então é, é, tem que tem que achar outra outras formas de,
- 38:04de, de motivá Los, né? De de, de fazê Los é ter ter
- 38:09interesse, né, por por essa, pela criação.
- 38:13Não é isso mesmo, as. Bom, a gente está conversando
- 38:17aqui, o tempo passa tão rápido. Marinês que a gente está
- 38:21chegando no nosso final aqui e como sempre nesse momento a
- 38:26gente pede para os nossos convidados nos darem 11 mensagem
- 38:32final. Que que que você quer deixar de
- 38:35mensagem para o pessoal que está nos ouvindo, com toda a tua
- 38:39experiência, com toda a tua garra nesses anos todos, já já
- 38:42vi cultura. Qual é a sua mensagem aí para
- 38:46para deixar para esse público? É as principais pro pra nossas
- 38:53colegas, né? Que estão começando e para quem
- 38:55está iniciando. É o maior patrimônio que eu vejo
- 38:59assim ao longo da vida que a gente sempre.
- 39:03Vai conseguindo. E é um patrimônio que ele não é
- 39:05garantido. É a confiança, né?
- 39:09Então é muito. Importante que você sempre tenha
- 39:13confiança dos seus colegas, dos seus.
- 39:17De para quem você trabalha? Pros seus parceiros de trabalho
- 39:21é EE, confiança é é através da verdade, né?
- 39:27De você é ser transparente, ser verdadeiro.
- 39:30EEE, eu, eu sempre até digo muito pra quem tá tem quem tá
- 39:34formando você não se eu não sei dizer que você não sabe, você
- 39:38diz, olha, deixa eu procurar a professora Elizabeth santin, que
- 39:40ela conhece muito desse assunto e eu deixa eu falar com ela, eu
- 39:44te dou um retorno. Então é sabe assim de de você
- 39:49estar todo dia buscando. Reconhecimento.
- 39:54E passando para frente, e isso de uma forma honesta, né?
- 39:59É de uma forma, é transparente e porque a gente vive muito tempo,
- 40:05né, nessa atividade, né? E a gente tem tantos exemplos.
- 40:09EEE outra, outra outra sugestão, né?
- 40:11Beth olhe para quem teve sucesso na atividade, eu, eu, eu nunca
- 40:16tinha muito tempo de estudar, mas eu sempre olhei muito para
- 40:20aqueles profissionais. Da atividade onde onde eu queria
- 40:23alcançar o como é que eles tinham chegado até lá, né?
- 40:27Então é. Seria isso e sempre com vontade
- 40:33de fazer as coisas acontecerem. Quando a gente tem vontade,
- 40:36determinação, acontece. E hoje é mais fácil, porque você
- 40:41tem tantos caminhos, né? Pra o conhecimento é mais
- 40:45acessível, as pessoas são mais acessíveis, né?
- 40:48Então hoje é. Se tendo. 11 pouco mais de de de
- 40:55iniciativa, você alcança muito mais coisas, né?
- 40:58Do que do que quando eu iniciei. E é muito mais rápido, né?
- 41:03Você recebe quando você, mas eu também.
- 41:06Eu acho que a tua mensagem é tão bonita assim.
- 41:08Você trazer a é principalmente essa questão assim de confiança.
- 41:15Você tem que transmitir essa confiança, essa ela tem que ser
- 41:19verdade para você, para você passar para as outras pessoas e
- 41:22as pessoas te retornarem isso e a gente tem que ser muito
- 41:25verdadeiro nessa nessa área de produção animal, para que a
- 41:29gente possa fazer o nosso melhor aí para a sua demanda.
- 41:32Não é de animais que têm o bem-estar, o bem-estar, que tem
- 41:35a melhor qualidade dos produtos que a gente tem no final.
- 41:38E eu só tenho a agradecer por essa, por essa hora que a gente
- 41:42passou aqui. Maria Inês, muito obrigada.
- 41:45E ao mesmo tempo assim de parabenizar por tudo que você
- 41:49fez por nós. Você fez pela avicultura, porque
- 41:53eu sei assim o quanto você foi lá e mudou a forma como as
- 41:56pessoas pendiçavam as a forma como as pessoas tratavam esses
- 41:59animais, como elas criavam. Você fez parte dessa mudança,
- 42:03não só no tempo, mas você fez parte indo lá e dizendo não é
- 42:08assim, tem que mudar. E essa ração tem que ser assim e
- 42:10tem que ser assado e. Ter melhor condição nutricional
- 42:14e trazendo produtos de qualidade para a tua região, porque você
- 42:18trouxe muita muitas das empresas inovadoras.
- 42:21Elas passaram por você para você chegar até os produtores.
- 42:25Então eu agradeço por isso. E agradeço também, como mulher,
- 42:30por você ter sido firme, continuado ali, abrindo aberto
- 42:34espaço para nós e eu. Assim, você foi uma das poucas
- 42:36mulheres que eu, quando cheguei, já estavam atuando e eram muito
- 42:41respeitadas e. Assim, foi um Alívio poder
- 42:46trabalhar com você e ser bem recebida, não ter competição.
- 42:51Você não tinha competição com quem estava chegando.
- 42:53Então eu só tenho que te agradecer pelo que você fez pela
- 42:56agricultura brasileira e consequentemente, mundial,
- 42:59porque a gente influencia todo o mundo.
- 43:01Muito obrigada, Maria. Inês, muito sucesso.
- 43:05Eu sei, eu, quando você vinha, eu queria grudar em você para
- 43:08aprender coisas óbvias. Tá bom?
- 43:11Eu que agradeço. Muito obrigada.
- 43:14Muito obrigada, Maria Inês. A gente fica em contato.
- 43:16Vocês que estão em casa, continuem com a gente aqui no
- 43:19aviário. E tem mais novidades no futuro.
- 43:22Muito obrigada.