Latest / Surra de Lúpulo / Diferentes estilos de cervejas com uma mesma base. Papo com Jamal Awadallak | Surra #204
Transcript
- 0:08Hipocondríaco, apresenta. Surra de lúpulo?
- 0:16Oi pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite.
- 0:19Eu sou Ludmilla mais conhecida no Instagram come para a
- 0:21pandrica e no programa de hoje, meus amigos, nós vamos falar de
- 0:25cervejas com a mesma base, mas que podem virar estilos
- 0:29diferentes para esse papo super cabeça e técnico.
- 0:32A gente está com Jamal audaz, o rapaz, o dono do canal, Bia,
- 0:37escolha. Ele é professor, engenheiro
- 0:39químico, cervejeiro, caseiro e produtor de conteúdo no YouTube
- 0:42no canal Bear School. Antes de pedir que o nosso
- 0:47convidado dê um alô, a gente tem o prazer de informar que esse
- 0:50programa é oferecido pelos nossos mecenas empresariais.
- 0:54Cerveja da casa cervejaria, usar, prosseguia e viver o
- 0:58wanderberg. Agora sim, Jean mal dá um alô
- 1:04pra galera relembrar sua voz. Oi galera, tudo bem?
- 1:07Aqui quem tá falando é o Jamal e meu sobrenome é a parte mais
- 1:12difícil sempre de falar que é ao adalaco, ao.
- 1:14Adala que eu vou errar sempre. Eu sou disléxico.
- 1:17Mas tá tudo bem, nunca, nunca dá certo.
- 1:20Mas também meu pai não tinha o que fazer.
- 1:22Foi colocar o nome todo. Estranho assim e errado ainda,
- 1:25né? Porque não é o sobrenome da
- 1:26minha família. É um pouquinho diferente.
- 1:28O meu EOE dele, que saiu diferente, assim, um pouquinho
- 1:31errado. Careca passou por uma adaptação
- 1:34escolhida pelo seu pai ou pelo teu avô.
- 1:36Não passou por uma adaptação quando o meu avô chegou da
- 1:40Arábia aqui no Brasil, EE, erraram h por cá e aí virou todo
- 1:44esse bolo. É um nome árabe, adaptado.
- 1:46Só porque OKEOH são meio parecido, né?
- 1:50É? Eu te entendo?
- 1:51O bucal também foi adaptado. Então desce muito, né?
- 1:55Acontece muito no Brasil. Às vezes, em função da cerveja,
- 1:58inclusive, é que a pessoa toma muito.
- 2:01Bem-vindo, Jamal. Muito bom ter você aqui de novo.
- 2:04A primeira participação do Jamal foi lá no episódio 40, em que a
- 2:08gente falou de fazer cerveja em casa, né cara, fazia sua própria
- 2:13cerveja. Ó, Tiago, ainda no primeiro ano
- 2:15do surra de Lupus estava lá participando conosco, bem-vindo
- 2:18de volta e eu sou Leandro. Mas vocês podem me chamar do
- 2:22igual ao Freixo mais diferente, tipo.
- 2:26Ai. Brasil.
- 2:30Jamal, a gente bate esse papo aqui bebendo uma cerveja, uma
- 2:33cerveja, e eu queria saber, o que que você vai beber aí,
- 2:37porque você falou que não IA beber, mas acabou pegando.
- 2:40Tá, não tem como, né? Quando vem mais gente tomando, a
- 2:43gente se sente estimulado. Eu tô tomando uma aqui que a
- 2:47gente vai inclusive falar hoje no podcast.
- 2:50Esse é um estilo tradicional checo lá eles chamam desjets do
- 2:53the Isaac, e aqui a gente chama de check premium payo lager,
- 2:57então vamos de check premium. Paillagger é o Bing biosder pros
- 3:00mais íntimos. Bom.
- 3:02E você Ludi, o que você está bebendo?
- 3:05Eu estou bebendo o quê? Água?
- 3:08Eu estou chato, eu estou Boring. Eu estou bebendo água, meus
- 3:10amigos, eu vou voltar, mas por enquanto eu estou de água a.
- 3:13Gente, vai passar a gravar no sábado para você poder voltar a
- 3:16beber, tá? Exato, sexta, sábado, domingo.
- 3:20Leandro, você que é igual. Freixo ou Porchat?
- 3:23Mas é diferente, ao mesmo tempo, está bebendo o que?
- 3:25Eu vou beber a dor de pills a German pils na da dude.
- 3:31Vamos ver aqui. Ó.
- 3:34Oi, Mano, foi como a última gravação.
- 3:35Não foi como a última, a última foi muito bonita, né?
- 3:38Exato. Inclusive, estamos tomando uma
- 3:41cerveja que tem a mesma massa, mas são cervejas diferentes.
- 3:44Ai é Combinado. Oi?
- 3:47Não, só que não. Se você gosta do nosso conteúdo
- 4:00e ainda se identifica com a gente, apoia o surra de lúpulo
- 4:04por meio do site apoia.se barra surra de lúpulo ou comprando uma
- 4:10camiseta na nossa loja ponto surra de lupulo.com.br mecenas
- 4:15ganha conteúdo exclusivo. Toda semana participa do nosso
- 4:19grupo de WhatsApp e sorteios de brindes in sanos.
- 4:24Ah, mas a grana tá curta ou você ainda não ama tanto a gente
- 4:28assim? O outro jeito de ajudar é
- 4:30seguindo a gente na sua. Forma de streaming preferida e
- 4:33dando 5 estrelinhas no Spotify e no Apple podcast.
- 4:36Lembre-se de compartilhar esse programa com seus amigos.
- 4:39Isso ajuda muito na distribuição dos episódios.
- 4:54Bom, meus amigos, sem mais delongas, Bora Leandro.
- 4:57Vamos, vamos já mal, eu sou leigo, né?
- 5:00Não gosto muito de lembrar disso, eu sou apenas um bebedor
- 5:03latino-americano. E aí eu gostaria de entender na
- 5:08base, né? Vão começar ali conceituando o
- 5:10que é o estilo de servente, então.
- 5:13Andre, a gente começa muito bem porque o nosso objetivo.
- 5:17Aqui é falar sobre estilos de cerveja que tem uma mesma base,
- 5:22mas estilo. É um conceito muito moderno.
- 5:25É uma coisa que na história da cerveja está muito recente, que
- 5:29está bem consolidado aí, estilo ao, sei lá, 2030 anos no máximo
- 5:33e. Estilo não existe 11 órgão
- 5:37formal que delimita que fala o que são os estilos de cerveja,
- 5:41estilo de cerveja. Existem algumas organizações no
- 5:43mundo que se juntaram, viram como as cervejas eram feitas
- 5:47mais ou menos em cada lugar do mundo e falaram, bom, eu vou
- 5:50chamar isso aqui disso, isso aqui, disso, isso aqui, disso,
- 5:53porque se você pegar mais tradicionalmente num país
- 5:57cervejeiro, numa República Checa, numa Bélgica, na própria
- 6:00Alemanha, e chega lá e falar com os cervejeiros mais velhos, vai
- 6:04ver que esse conceito de estilo que a gente chama aqui muito
- 6:07bem, desimtadinho, muito bem bonitinho.
- 6:10É ele, não é algo que os cervejeiros usam, se vai lá na
- 6:13República Tcheca, se tem a cerveja Clara escura e a meio
- 6:17escura, eles chamam assim, essa que eu estou tomando aqui é a
- 6:19cerveja Clara tcheca, lá eles chamam aqui né?
- 6:21Se a gente for seguir um guia de estilos formal que vai ser usado
- 6:25num concurso, a gente vai chamar de check-primo payo lager, olha
- 6:28que nome bonito, imponente e robusto, mas lá não, lá, eles
- 6:31chamam na língua deles, basicamente de lá é Clara, eles
- 6:34vê tudo, essa cerveja, cerveja escura, eles chamam de timavável
- 6:37e cerveja escura, e a do meio eles chamam de meia escura, que
- 6:40é mavi pivo, que é cerveja. Mesma coisa na Bélgica, tem a
- 6:44bonde, tem a Bruna a cerveja loira morena na Alemanha.
- 6:48Na Alemanha eles são um pouco mais bairristas, né?
- 6:50Então tem a cerveja Clara da cidade, por exemplo, a Munique.
- 6:52Redes? Aham então.
- 6:54Começou a ficar meio Sério esse negócio de categorização usando
- 6:58alguns parâmetros mais objetivos lá com o Michael Jackson esse
- 7:02vocês conhecem, já ouviram falar do Michael Jackson?
- 7:05Claro. Claro, Estrela do pop dos anos
- 7:0780. Brincadeira?
- 7:10É? É, o Michael Jackson estreou da
- 7:12cerveja, né? Ele com certeza teve uma série
- 7:14bem popular que chama Bear Hunter, e ele rodou o mundo
- 7:18tomando cerveja. Ele é inglês e, bom, sendo
- 7:22inglês, está mais fácil, está ali no meio da cerveja, né?
- 7:24Depois, Hum. Trouxe isso para os Estados
- 7:26Unidos. Vai lhe categorizar um pouco
- 7:28mais, e ele inclusive ajudou muito AO que é hoje, A Entidade
- 7:33que categoriza cerveja, que é a mais utilizada pelos
- 7:36cervejeiros, que é OBJCP que que OBJCP fez isso a sei lá, 20 e
- 7:41poucos anos, 30 anos atrás, que começou a ficar mais Sério, né?
- 7:45Falou. Ah, bom, lá nos chefes eles
- 7:46fazem cerveja Clara, essa cerveja média, essa cerveja
- 7:49escura, e ela normalmente tem esse teor alcoólico, tem essas
- 7:53características sensoriais. E eles falaram, bom.
- 7:56Vamos chamar como eles queriam fazer, um manual pra juízes
- 8:00poderem julgar cerveja, sabe? Bom, vamos fazer um descrever
- 8:03aquilo que a gente entende como a cerveja quer, Clara, e dá o
- 8:07nome Pra Ela. E eles fizeram assim parte por
- 8:09parte do mundo e criaram estilos que nem existiam regionalmente.
- 8:13Por exemplo, arist, Red radioe, a Red you que a gente ama assim
- 8:17é um estilo que muita gente gosta.
- 8:19A cerveja vermelha irlandesa uhum é algo bem particular, foi
- 8:23o melhor da CP que criou, não tem a cerveja.
- 8:25Mídia irlandesa Na Na Irlanda hoje tem né, mas não existia
- 8:28isso e o mais importante de falar de estilo é que estilo tem
- 8:33esse órgão que tenta fazer essa média, mas é uma média, não é
- 8:38algo fixo, não é algo muito rígido, assim OBJCP, ele dá
- 8:42alguns parâmetros quantitativos, então ele fala, por exemplo, Ah,
- 8:45tal cerveja tem que ir de tanto a tanto de álcool, de tanto a
- 8:47tanto de amargor, ter de cor de tanto a tanto, tudo número
- 8:50mesmo, e dar alguns parâmetros qualitativos, tem que ter esse
- 8:54aroma e não ter esse aroma, ter esses sabor e não ter esse
- 8:57sabor. E tem uma descrição certinho de
- 8:59como é, mas não é rígido, as pessoas tendem a achar que é uma
- 9:03coisa muito rígida, e não é, vou dar um exemplo, é.
- 9:06De ser é. Existem muitos desses exemplos
- 9:09cervejas maravilhosos que elas não seriam consideradas o estilo
- 9:12pelo principal guia de estilos que é o objeto.
- 9:14CP, se você já tiver a chance de ir pra Bélgica, eu acho que a
- 9:17Lua de ouvir no Instagram dela que ela ou foi ou tá indo.
- 9:19Então eu tive em bruges esse ano, quer dizer, esse ano não em
- 9:232023. E foi uma experiência
- 9:25sensacional. Assim nossa senhora.
- 9:27E aí? Vou à Bélgica agora em abril,
- 9:29então aí aí é diferente. Bruce, bem, a cidade que eu
- 9:33queria Lourdes ficou perfeito. Ah, perfeito.
- 9:35Você foi no the Gary bruges. Claro, pela bacolé adesiva do
- 9:39sorri todo no pastinho. De garri é um lugar icônico,
- 9:42você tem que ir aí escondido. Você tá é é lá no centro
- 9:45histórico, mas você tem que pegar uma viela.
- 9:47Você não acha direito do Google Maps?
- 9:49Vira ali sobe uma escada, entrar com um carrinho de bebê lá foi
- 9:52horrível, mas conseguimos aquela.
- 9:54Porta pesada de madeira lá e tem um Monte de velhinho, uhum.
- 9:58Ouvindo música clássica e tomando tripé perfeito, e aquela
- 10:02tripé olha, 9 de cada 10 pessoas que já tomaram consideram a
- 10:06melhor tripé que já tomaram, mas ela não é considerada uma tripé.
- 10:10Se você for pegar o guia de estilo de JCP porque no guia de
- 10:13estilo do PJCP, vai até 9 e meio, mas aquela tem 11 e meio
- 10:16de álcool, muito além do estilo e de 9 e meio para 11 e meio.
- 10:19É muita coisa, uhum. Agora nem belga vai falar que
- 10:22não é uma tripé, é uma tripé, sim, e uma das melhores que eu
- 10:25já tomei pra mim é a melhor que eu já tomei.
- 10:27Não sei se tem o contexto da cena e tudo mais.
- 10:29O que é que você achou dela? Não, eu achei toda a experiência
- 10:31lá. Muito fenomenal, foi OOA gente,
- 10:34ficou 2 dias e meio e apesar da cidade ser um ovo, eu que eu
- 10:39teria ficado pelo menos mais uns 2 assim, pra repetir lugares e
- 10:42tal, e o único que a gente conseguiu repetir o lugar foi o
- 10:45dagar e eu achei um ambiente sensacional, então isso já te
- 10:48coloca num lugar pra mim pelo menos né, muito diferente de te
- 10:51te transportar, e aí você chega lá, então os caras tipo, toda a
- 10:55cerveja que você pede, o cara te serve, um potinho com queijo,
- 10:57cada chopp que você pediu, o cara te serve um potinho
- 10:59daquilo, acha aquilo é muito gentil, sabe?
- 11:02E os cara lavando o copo com afinco, lavando e secando o copo
- 11:05o tempo inteiro? Isso fala, cara, é muita
- 11:07responsabilidade no serviço, aí você pega aquela carta de
- 11:09cerveja. Vastíssima com um Monte de
- 11:12coisa, além das cervejas deles, sim, eu achei sensacional.
- 11:15Assim, sai de lá um pouco bêbada e outra coisa que eu achei
- 11:18fenomenal em bruges, em outros bares que eu fui, que eu não vou
- 11:20me lembrar do nome agora é o bar tá lotado, todo mundo
- 11:23conversando num tom de voz agradável e tocando música
- 11:26clássica. Isso acabou com meu coração.
- 11:28Sua música clássica foi bem marcante mesmo, né?
- 11:30E então, nesse contexto, no the Gary, né?
- 11:33Com essa cerveja, com a the garr, que é maravilhosa, que
- 11:36todo mundo, quase todo mundo acha melhor ter pelo que já
- 11:38tomou, a gente vê que estilo não é uma coisa muito fechada.
- 11:41A gente tem OBJCPA gente, tem outros guias.
- 11:44O segundo mais famoso é o da priorizou Association, mas tem
- 11:47dia de regionais, tem guia da Holanda, tem guia, é da
- 11:50Finlândia, mas os mais usados são OPJCPEO, que tem que ficar
- 11:54muito claro é que o cervejeiro pode não estar nem aí pro guia,
- 11:57e o guia não é muito rígido, então a gente tem que deixar
- 12:00isso bem claro. Então o guia nem se propõe a ser
- 12:02algo muito rígido, ele dá as características ali, mas ele não
- 12:05quer ditar como a cerveja é feita.
- 12:07Então a gente sabe agora o que é um estilo de cerveja.
- 12:08Uhum, então a gente tem 2 conceitos aqui.
- 12:11O índice de cerveja estilos diferentes tem uma mesma base.
- 12:14Agora vem a parte difícil dessa nossa conversa, o que é uma base
- 12:18de uma cerveja, o que que você acha que é uma base de cerveja?
- 12:20Leandro. Olha, eu sempre entendi a base
- 12:23da cerveja assim, a formação do mosto, o primeiro mosto, ali.
- 12:27Como é que quais são os maltes que eu estou usando?
- 12:29O que é que eu estou formando ali, sabe, é um mosto, é o antes
- 12:34de fermentar, antes de colocar qualquer aditivo, antes de
- 12:37qualquer fazer qualquer coisa assim, é, vou cozinhar agora, a
- 12:39primeira coisa, né? Pra mim sempre foi esse ponto.
- 12:41Quando me falavam a base da cerveja, eu sempre tendia desta
- 12:44maneira. Ah, tá, a gente tá falando de um
- 12:47primeiro. A primeira etapa do mosto, antes
- 12:48e depois começar a colocar coisas.
- 12:50Nas cervejas, quando a gente fala de base, a gente
- 12:52normalmente refere a isso mesmo, a gente fala assim, bom, a base
- 12:54dessa cerveja é malte, pilsen, uhum, a base dessa cerveja é
- 12:57malth peil, assim com caramelo, a base dessa cerveja é malte
- 13:01pisse, à base de todas, praticamente maltpiel.
- 13:03Se é o payot, né, o malte mais claro é o malt pilsen payos, são
- 13:07o malte, muito clarinhos, que eles são usados assim entre 80 a
- 13:1195% ou 100% de toda a cerveja, raramente uma cerveja, ela tem
- 13:16menos de 80% de Walt pills, é uma outra pessoa base de quase
- 13:19todas as cervejas, mas a gente tem cervejas inglesas,
- 13:22normalmente têm uma base de malte pay Wayne tem maltes
- 13:24caramelo, se a gente pegar cerveja.
- 13:27Mais fácil a gente diferenciar bases são cervejas de trigo.
- 13:30É que aí a pen icônico, porque aí o malth building ele deixa de
- 13:33ser tá ali, na casa dos 7080 por cento, ele passa a ficar menos
- 13:38de 50. E eu acho que então a gente
- 13:41define aqui como base da cerveja.
- 13:43Mas é uma primeira definição, porque não tem uma definição de
- 13:46que é uma base de uma cerveja. É uma definição mais coloquial,
- 13:49usada por cervejas. São o perfil de malte utilizado.
- 13:53E aí dentro do perfil de malte, a gente pode ter maltes muito
- 13:56similares, o malte só pra dar 11 contexto aqui pra quem não faz
- 14:01cerveja, o malte, ele é um cereal normalmente feito a
- 14:04partir da cevada, uhum, que é a germinada, e depois aquecido e
- 14:09torrado curado. Se você Torra muito pouquinho,
- 14:12você tem o maior tipo, aí Torra muito pouquinho, o grão chega a
- 14:1560, 80° no máximo, tem o malching ali na casa de 60 mais
- 14:20pra baixo dos 80, 90°. Vai torrando mais um pouquinho o
- 14:24malte, que é um saquinho de farinha, vai dando aromas que
- 14:27vem da torre da farinha, o que que a torna farinha do pão, por
- 14:29exemplo, torna mais um pouquinho e dá um gosto de pão Tor mais um
- 14:32pouquinho e dá um gosto de casca de pão, Torra mais um pouquinho,
- 14:35começa a dar mais gosto de torrada não zeava Torra mais um
- 14:37pouquinho mais, gosto de torrada ainda biscoito Torra mais um
- 14:40pouquinho. Ah, aí já começa a eliminar o
- 14:42amido, começa a virar chocolate, nozes essas coisas, porque isso
- 14:47Oo gosto do chocolate, boa parte não é do grão do cacau, é da
- 14:52Torra. Uhum.
- 14:53A mesma coisa, acontece que o mal se torna mais um pouquinho
- 14:55café, então a gente vai ter nessa sequência.
- 14:58Isso é uma das categorias de malte, a outra é que o malte, o
- 15:00grão, ele vira caramelo primeiro e ainda segue essa Torra, esses
- 15:03são os maltes chamados de caramelo, mesma coisa, torna um
- 15:05pouquinho o caramelo, torna mais um pouquinho o caramelo, mais
- 15:07intenso, torna mais um pouquinho um caramelo, um toque torna mais
- 15:10um pouquinho, começa a ficar azedo, Torra mais um pouquinho,
- 15:13fica amargo, um caramelo amargo, não são esses 2 tipos de moto
- 15:16que a gente tem, então a cerveja normalmente ela tem uma base de
- 15:19malte, base, e o sim o payo, e ela é composta por alguns maltes
- 15:22adicionais, que são esses maltes mais torrados, ou os caramelos
- 15:25ou os de Torra seca que lembram ali a sequência da panificação,
- 15:28nozes, cafés, chocolate e assim, por diante então eu vou falar
- 15:32que o mais fácil que quando vocês me convidaram aqui pra
- 15:35falar sobre esse tema me foi pensar em em grupo de cervejas
- 15:39que tem uma base comum e são estilos muito diferentes, são o
- 15:43trio da base de trigo. Calma, calma.
- 15:45É uma respira homem. Respira.
- 15:47Se não, a gente já tá lá lá na frente, calma, tô.
- 15:49Dá Um gole na cerveja. Isso não deixa a cerveja
- 15:52esquentar não, cara. O cara o.
- 15:55Cara é professor, meus amigos, ele quer dar o conteúdo em 1
- 15:57hora e 40 e vamos lá. Eu queria só dar um passinho
- 16:03atrás, porque eu acho que é legal a gente contextualizar
- 16:06aqui, só pra gente voltar na parte de estilo.
- 16:09Ainda, eu acho que quando você falou que estilo é uma média e
- 16:13que o cervejeiro, ele não está preso no estilo uhum.
- 16:17Ao mesmo tempo, você falou sobre a criação dos guias de estilo, e
- 16:22foram aí que a gente começou a categorizar mais para organizar
- 16:25a bagunça e teoricamente para poder.
- 16:28Eu imagino que. Para validar os concursos
- 16:32cervejeiros, porque talvez não existissem concursos.
- 16:35Então, se você não tem um guia de estilo, se você não tem uma
- 16:37parametrização, você não consegue catalogar para poder
- 16:41daí julgar. E aí, nesse sentido, o estilo
- 16:43faz diferença tanto para o cervejeiro caseiro quanto para o
- 16:46cervejeiro profissional. Ele pode, ele pode decidir não
- 16:49seguir o estilo, mas se ele quiser mandar para um concurso,
- 16:51ele precisa saber o que ele está fazendo.
- 16:53Então acho que nesse sentido, a gente caracteriza o estilo de um
- 16:55jeito mais encorpado. Você concorda?
- 16:57Justamente se. For uma coisa muito precisa.
- 16:59OBJCP, que é o principal guia utilizado.
- 17:02Ele é o guia vindo exatamente para treinar juízes PJCPV, build
- 17:07certification program, programa de certificação de juízes e
- 17:10cervejeiros. Uhum, porque tinha que ter uma
- 17:13forma. Né, quando você vai julgar uma
- 17:14cerveja, o seu gosto pessoal não pode interferir no julgamento da
- 17:18cerveja. Muita gente que não entende como
- 17:20um concurso funciona pensa muito nisso, né?
- 17:23Que o gosto do juiz vai influenciar, mas o gosto do juiz
- 17:25não pode influenciar o que que o juiz faz, ele lê, o guia, fala
- 17:28tem que ter isso, isso, isso não pode ter isso, isso, isso, uhum,
- 17:31uhum, bateu, pontua, não bateu, despontua, penaliza perfeito,
- 17:35então é muito importante e você pode até sair um pouquinho do
- 17:39guia e mandar pro concurso e ainda pontuar bem, porque os
- 17:44parâmetros quantitativos, por exemplo, teor alcoólico, o juiz
- 17:48não tem capacidade de determinar, anão ser que seja,
- 17:52eu acho que um ou outro concurso assim que eu sei até hoje só O
- 17:55Mestre cervejeiro einservar utilizava o bidrana lyser pra
- 17:58ter esses parâmetros quantitativos, mas o juiz não
- 18:01tem capacidade de saber, vamos pegar a tripé de exemplo, é 9.5,
- 18:05é o limite do BJCP, ele não tem capacidade de saber se está com
- 18:089.5 ou 10 1111 e pouco, aí já começa a ficar um pouco mais
- 18:13gritante. Mas tem, é, dá pra dar uma saída
- 18:15assim desses parâmetros, sim, quantitativos, se ela ainda
- 18:19tiver dentro do estilo, nos parâmetros qualitativos e no
- 18:22parâmetro qualitativo da tripé. Ela está falando que ela não
- 18:24pode ter o álcool agressivo e tal, e a adegar consegue fazer
- 18:27isso com 11%, 11 e meio por cento de álcool perfeito.
- 18:30Maestria, Leandro, eu queria trazer.
- 18:33Ainda sobre essa questão do estilo, só mais um gancho.
- 18:35Toda vez que a gente fala de estilos do BJCP, né?
- 18:40E da rigorosidade de se manter dentro dos estilos, eu lembro
- 18:43sempre de. Vou puxar a história do Picasso.
- 18:47Picasso primeiro dominou toda a arte clássica, né?
- 18:50O padrão da arte para então, ele ir para o cubismo, para
- 18:53extrapolar tudo aquilo que as pessoas faziam.
- 18:56Ele fala até agora que eu dominei, vou brincar de outras
- 18:59coisas, né? Eu acho que para o cervejeiro
- 19:02caseiro, essa é a interpretação que eu tenho, e eu não sou
- 19:06cervejeiro caseiro, então é uma interpretação de quem está de
- 19:08fora, é o estilo, é, tem força de concurso e didática, mas ele
- 19:13não deveria ser a regra universal, ainda mais se esse
- 19:16guia nasceu a poucas décadas, né?
- 19:18Se não me engano, ele falou 20. Anos, 4 décadas. 20 anos e que
- 19:22vai ser. Mais popular, eu acho que
- 19:23começar a juntar com o destino um pouco mais.
- 19:26Mais antigo, mas, enfim, popularizar 2030 anos e aí?
- 19:29Assim, ó, se esse dia nasceu há pouco tempo pra história da
- 19:32cerveja e na verdade o gostoso é experimentar, né?
- 19:36Extrapolar, romper as Barreiras, falar, tá aí, se eu fizer isso
- 19:39com aquilo assim que nasce coisas como IPL, né?
- 19:42E se eu fizer isso com aquilo, né?
- 19:44E se eu fizer uma Índia para eu lager, não vem de um guia, eu
- 19:47acho teu. Comentário, muito bom, Leandro,
- 19:49muito bom mesmo. Eu tenho essa mesma visão que
- 19:52você. Eu eu dou aula sobre produção de
- 19:55cerveja, tenho curso sobre produção de cerveja e nos cursos
- 19:58eu sou muito chato com estilo. Os cursos são muito fechados em
- 20:02estilos clássicos, porque exatamente aquilo que você falou
- 20:05do Picasso, se você começar a dominando os estilos clássicos e
- 20:09saber fazer bem, dominar todos as técnicas envolvidas na
- 20:12produção de cerveja e dominar a precisão, eu quero fazer isso e
- 20:16chegou nisso. A partir daí você consegue
- 20:18liberar sua criatividade e fazer muitas coisas.
- 20:21Eu sou uhum e às vezes pareço até muito chato, principalmente
- 20:24nos meus cursos com a parte de. Estilo de ser bem fechado em
- 20:28estilo. Nos meus cursos eu não saio do
- 20:29estilo de forma alguma, porque tem esse quesito didático
- 20:32exatamente como você falou, mas a partir do momento que você
- 20:35domina a produção de cerveja, é muito mais fácil você ser
- 20:38criativo e criar coisas novas, sim, e fazendo ainda um
- 20:42planetando que você disse. É uma das características dos
- 20:45guias de estilos principais, BJCPIBA é que eles não são
- 20:49estáticos no tempo, eles variam, os estilos vão variando, eles
- 20:52têm revisões, OVJCP, tem revisão há mais ou menos, cada 7 anos,
- 20:55EOBA todo ano e o que era aí para a 15 anos atrás é bem
- 21:00diferente do que a IPA hoje, que vai ser diferente da próxima
- 21:02revisão do PJCPIBL não tinha, hoje tem tem Catarina Saud ou
- 21:07não tinha hoje tá no BJCP então o mesmo estilo varia com o tempo
- 21:12e entram novos estilos que surgem através de experimentação
- 21:15do new Windows. Gay, né?
- 21:17Raze e NBA foi um exemplo que popularizou, estourou em 2016 e
- 21:21não tem como dizer que não virou um estilo à parte com.
- 21:23Certeza hoje está. Entrando nos guias sim, com
- 21:25certeza. Aí, pra gente poder amarrar
- 21:29aquela questão das bases que você já explicou um pouco para o
- 21:32Leandro poder partir, finalmente.
- 21:35Pra. Falar de estilos aí e aí falar
- 21:37dessas bases iguais que viram estilos diferentes.
- 21:40Leandro, quando você perguntou Pra Ele, ele citou o começo,
- 21:44mosto, aí você falou da base de maltes e et cetera.
- 21:47Então pra gente entender é que começa tudo mais ou menos do
- 21:50mesmo jeito né? Você tem que botar, tem que
- 21:52ferver OA água, botar o mosto, é triturado, cozinhar dali, você
- 21:57pode decidir o que que aquela que que aquele mosto vai virar a
- 22:01partir desse momento, e aí você começou com uma base de malte
- 22:05pilsen, falou, vou vou adicionar mais coisa, vou adicionar
- 22:07adjunto, para daí poder ela ir se transformando em outros
- 22:11estilos ou não, é só a partir do malte, você vai decidir fazer
- 22:15uma fermentação diferente. E, apesar da base ter sido a
- 22:18mesma, o resultado vai ser diferente também.
- 22:20É você? Tem a possibilidade de
- 22:23modificar, né? A partir dessa mesma base de
- 22:25maltes, a cerveja tem 3 prontos principais.
- 22:28Tá a forma com que você vai conduzir a fermentação e o
- 22:31microorganismo que você vai utilizar para fazer a
- 22:33fermentação. A levedura, ela.
- 22:36Impacta muito sensorialmente. Na cerveja a gente tem verdura
- 22:39mais neutra, a gente tem devedura que durante o processo
- 22:42de fermentação, conforme ela consome os açúcares do monstro e
- 22:45produz álcool, além do álcool, ela produz um Monte de aromas e
- 22:48sabores juntos e tem as que não produzem.
- 22:50E é bom, as que produzem são boas, as que não produzem são
- 22:53boas. Depende do teu objetivo, da
- 22:55luculagem também, né? Então, se a gente está definindo
- 22:58a base aqui como Oo grupo de malte que a gente está
- 23:01utilizando e a quantidade de malte que a gente está
- 23:03utilizando, a gente tem a luculagem pra diferenciar.
- 23:06A gente pode usar tipos diferentes de duplo e
- 23:09quantidades diferentes de duplo, que numa mesma base vai ter um
- 23:12impacto, vai mudar totalmente. A percepção da cerveja não só na
- 23:15parte aromática, mas ela pode esconder ou deixar o malte
- 23:20aparecer mais. Ela pode tornar a cerveja mais
- 23:23fácil de beber, mais, difícil de beber mais amarga, mais doce.
- 23:26Então a gente tem o lúpulo e a gente tem as técnicas de
- 23:29produção. Isso já seria, talvez, um pouco
- 23:32mais secundário. A técnica de produção hoje de
- 23:34cerveja é bem padrão, mas, uhum, existem técnicas diferentes que
- 23:38você pode usar que podem dar resultados diferentes.
- 23:41Entendi e. Até numa mesma base, e aí vocês
- 23:45vão ter que me ajudar. Como a gente conduz isso?
- 23:48Porque eu posso ter exatamente a mesma base.
- 23:51Vamos supor que eu pegar uma base bem simples, vamos supor
- 23:53que a gente pega um estilo inglês, a Peter tá a bitter na
- 23:57Inglaterra é Peter, uhum. Mas a gente tem 3 categorias de
- 23:59bitter no BJCP, ordinary, a best e a special uhum.
- 24:04Você pode fazer a mesma cerveja colocando 90% de morte peleira,
- 24:0710% de morte de caramelo, vamos supor.
- 24:09Uhum. Se você fizer um pouquinho mais
- 24:12baixo, com menos malte, que vai dar menos álcool e menos corpo,
- 24:16você vai ter humor de neve. Aumenta um pouquinho, vira uma
- 24:18beste, aumenta um pouquinho e vira uma espécie, uhum.
- 24:21É a mesma base, só muda a quantidade também, né?
- 24:23É. Então a gente tem a quantidade
- 24:24de malte também como um parâmetro pra diferenciar
- 24:27estilos, pode ser uma mesma base, exatamente o mesmo malte,
- 24:30só que quantidades diferentes. Aí, eu.
- 24:32Acho muito interessante que vai num lugar pra gente já chegar
- 24:35nos estilos, porque eu acho que é o muito importante.
- 24:38É pensar nisso enquanto um cervejeiro profissional, na
- 24:41eficiência de produção, se é possível.
- 24:43Possível falar sobre isso assim do tipo, você tá tomando um chá
- 24:46de lúpulo também? Pois é seu.
- 24:48Tereré. Aham.
- 24:50Fica falar, caralho, o cara é doido.
- 24:53Mas, enfim, nessa coisa da eficiência, eu vou produzir uma
- 24:56quantidade grande e isso vai se transformar em, sabe?
- 24:59Eu não sei se eu tô falando uma besteira sem fim, se a
- 25:02cervejaria nem pensa nisso desse jeito, como técnica.
- 25:04Tradicional inglesa, já que a gente falou de cerveja inglesa.
- 25:07E falando em eficiência, você pode fazer essa cerveja special
- 25:11Vitor, por exemplo, do primeiro mosto, que sai desse malte.
- 25:14Depois lavar esse resto de malte.
- 25:16Fazer um molho de ordinário, por exemplo, é uma técnica de
- 25:18eficiência bem comum de usar Na Na Inglaterra.
- 25:21Ah. Fazer um reaproveitamento, né,
- 25:23é? Quando você tira o primeiro moço
- 25:25que ele vai estar bem concentrado em açúcar e sabor,
- 25:28né de malte, uhum, faz a primeira cerveja e aí você vai
- 25:32ter seus grãos, seu bagaço, mas tem muito açúcar, muito sabor
- 25:35dentro do bagaço, passa uma Água Limpa naquele bagaço, tira,
- 25:38obviamente vai ter bem menos açúcar essa água, mas você pode
- 25:41fazer é 11 segunda cerveja, técnica bem comum de ser usada
- 25:46antigamente, hoje, com as técnicas mais modernas, você
- 25:49consegue extrair até a última gota de açúcar, praticamente num
- 25:53passo só. Mas antigamente era super
- 25:55supercomum, isso, em inglês, chama técnica de party ou two
- 25:59runsness, faz 2 rodadas, a primeira rodada, você faz a
- 26:02cerveja de alta densidade, a segunda rodada, você faz uma
- 26:05cerveja debaixo da densidade, e se for ver a base é exatamente a
- 26:08mesma, né? Aí porque saiu do mesmo malte
- 26:10perfeito. É verdade, cara, aí, ó.
- 26:13Daqui a pouco a gente vai chegar aqui e falar que acessam, Apple.
- 26:16É o processo, deve ser parecido com esse.
- 26:18Eu estou falando uma besteira muito grande.
- 26:19Calma. Calma, calma, calma, segura.
- 26:21Ah não é? Verdade?
- 26:22Não, eu nem posso falar de sexho agora porque é sashho tá lá no
- 26:25final do programa meus amigos. Todos é que a gente quer.
- 26:37Estar louco para falar de estilo.
- 26:38A gente tá louco, a gente não está se contendo é, tá, tá?
- 26:40Tá, então já que a gente tá. Maluco pra falar de estilo,
- 26:42vamos fazer essa análise daquele.
- 26:44Estilos a base de trigo, trigo, né?
- 26:47Então a gente está falando de Visa 20 bi e American bitch é
- 26:51essa? Foi de longe a mais fácil de
- 26:53pegar uma cerveja que tem uma base similar, mas que são
- 26:56estilos muito diferentes. Talvez essa é a mais gritante de
- 26:59todas, né? Você já tomaram esses 3 estilos?
- 27:01Sim, uhum. Eles são estilos que são muito
- 27:04diferentes, né? Não tem até as pessoas tentam
- 27:06aproximar um pouco viet birir, como witzel bir, mas pra mim
- 27:09isso daí é gritantemente diferente.
- 27:11São muito. Diferentes, uhum.
- 27:13Tão impessoalizando a weicenbier é a cerveja de trigo alemão a
- 27:18weidzen, né trigo, que pode ser wisbir também, que seria cerveja
- 27:22branca alemã. Tem esses 2 nomes ou happy?
- 27:24Pise também, né? Foi comum e por happy é turbo,
- 27:28né? De lebertura, uhum.
- 27:29Então a cerveja de trigo alemã, a vitbir, é a cerveja de trigo
- 27:32belga, Vitti também é branco, é a cerveja branca e tem a
- 27:36releitura Americana delas, que é a American Witch e o it é trigo.
- 27:40Nessas cervejas é usual você usar mais que 50% de trigo, não
- 27:44tem uma regra fechada, você pode usar um pouco menos, pode usar
- 27:47alguns outros cereais, mas ela vem normalmente de uma
- 27:50combinação ali de em torno de 50% vius em 50%, trigo ou 40% de
- 27:56mock, Bill tem 60% de malte de trigo ou trigo não maltado, no
- 28:00caso da vitbira comum, usar tribo não maltado, então eu
- 28:03tenho uma base bem comum, todas essas cervejas elas têm mais ou
- 28:06menos 50% de mouth pill, sem 50% de malte de trigo.
- 28:10Claro, tem a parte da Liberdade do cervejeiro.
- 28:13Cervejeiro, pode colar, colocar um montezinho mais escuro para
- 28:16dar cor, por mais que elas sejam chamadas de cervejas brancas,
- 28:19elas ficam muito feias se elas forem muito brancas, eu não acho
- 28:21legal, então eu deixo 11 malte mais escuro para dar um
- 28:25pouquinho mais de corpo, deixar ela um pouquinho mais
- 28:26douradinha. Você pode colocar um malte para
- 28:28dar algum sabor, tem Liberdade, mas a base da cerveja é mais ou
- 28:32menos metade do trigo, mais ou menos metade pilsen, uma
- 28:34variação aí dentro. Uhum.
- 28:36Agora, sensorialmente, como que é uma vais, vir, é muito
- 28:39marcante, né? Uhum, sim.
- 28:42A presença da fermentação traz umas características que
- 28:44diferenciam bastante ela, né? Isso, exatamente.
- 28:47Ela tem um perfil bem único de fermentação.
- 28:49Hum. Ela tem um aroma de banana que é
- 28:52feito durante a fermentação pela devedura, que é bem
- 28:54característico e é uma característica do estilo que
- 28:57está no guia de estilo uhum. E ela normalmente também tem o
- 29:01aroma de cravo intenso, então tem esses 2 aromas uhum.
- 29:04E esses aromas vem basicamente da alegadura alemã utilizada
- 29:09nessa cerveja, a levedura de Biz, em específico, né?
- 29:12Uma levedura bem característica. Ela faz uma coisa que a maior
- 29:16parte das bebeduras cervejeiras não faz, que é esse aroma de
- 29:19cravo, se aroma de cravo, só algumas devedoras cervejeiras
- 29:22fazem bem poucas se essa devedora alemã, algumas
- 29:24deveduras belgas, mas todas as leveduras selvagens praticamente
- 29:28fazem a maior parte das verduras de vinho faz durante a
- 29:30domesticação da. Bebedura cervejeira a bebedura
- 29:33perdeu essa capacidade de fazer esse aroma de cravo uhum, que é
- 29:37exatamente a mesma molécula que tem no cravo, chama 4 vinil
- 29:39goiacol então isso é bem particular da cerveja de trigo
- 29:42alemã ela é uma cerveja turva, ela é uma cerveja que tem esse
- 29:45aroma intenso de banana, é uma cerveja que tem esse aeromo
- 29:47intenso de cravo, e aí pode o cervejeiro pode variar mais
- 29:51cravo ou mais banana, deixar ela mais neutra e tal, pegando essa
- 29:54mesma base exatamente a mesma base, não precisa nem mudar a
- 29:57base é o mesmo malte mesmo trigo pilsen exatamente igual,
- 30:01normalmente se usa a tribo não maltada, mas pode ser maltado
- 30:04que vai dar no mesmo, então pega exatamente a mesma cerveja, vai
- 30:08pra fermentação e usa uma devedura que não é poss mais
- 30:11essa primeira levedura Alemanha é chamada de devedura pof, mais
- 30:13você usa uma levedura não pof mais você vai ter uma ferramenta
- 30:16que são mais neutra complementa com um tempero coloca uma
- 30:19casquinha de laranja uhum coca uma sementinha de coentro
- 30:23cerveja mudou totalmente ela virou uma vitrine certo a
- 30:27vittibe normalmente não é finólica fenômica é cravo né
- 30:30normalmente ela não tem esse aeroporto anticrovo ela tem
- 30:33aroma condimentado que vem ali do coentro.
- 30:35Outro especialista, os belgas eles adoram focar especiarias na
- 30:38cerveja, o que é coisas, coloca um pouquinho de casca de laranja
- 30:41ali só a raspinha, né? Da da casca de laranja é muito
- 30:44importante, uhum. Um pouquinho de coentro se dá
- 30:47esse temperinho da cerveja. Ela fica bastante refrescante,
- 30:50ela fica até mais neutro que a cerveja alemã e ela vira uma
- 30:54outra cerveja que não tem nada a ver.
- 30:56Extensorialmente não tem nada a ver que vocês acham, vocês acham
- 30:58que vittibi vai, são parecidos, mas elas são das cervejas bem
- 31:01distantes sensorialmente, né? Bem.
- 31:03Distantes sensorialmente. São completamente distantes.
- 31:06Acho que a cor é distante também, mas AAA questão da
- 31:10sensação de boca em relação à cremosidade, talvez até por
- 31:13conta do trigo tenha uma semelhança.
- 31:15Apesar da vais, eu acho que é uma que preenche mais a boca do
- 31:18que a Witch, né? Nesse sentido, exato, tem muito
- 31:20a. Devedor em suspensão,
- 31:21normalmente a Wise, né? Uma devedora que é chata de
- 31:24decantar hoje. Se chamam o pessoal da raze f.
- 31:27De raze Boys, né? Dizem que os primeiros razeboys
- 31:29foram os caras alemão das mais que dizem que essa parte raze aí
- 31:34era justamente na aqui, igual a iba.
- 31:35Hoje, olha só. Interessante e outra.
- 31:38Experiência que eu acho é do drink hability, né?
- 31:40Assim eu, porra a vit b eu é a sensação que eu tenho é que ela
- 31:44é muito mais fácil de ser consumida em volume, a beber 34
- 31:48do que uma Visa que vai pesando, aí você vai bebendo, aí tem 1
- 31:53hora que você fala chega, já deu, já deu, já deu, já deu, já
- 31:55deu tá fazendo. Tem muito continentada, muita
- 31:58devedura em suspensão, né? É, é, embora a vitimiza ainda
- 32:01tenha um pouco deve suspensão e a turva também.
- 32:03Mas ela é curva por outros motivos.
- 32:05A turva, porque normalmente usa a tribo não maltado.
- 32:08É porque. Às vezes, usa um pouquinho de
- 32:10aveia também não é necessário, mas pode ser.
- 32:13Então a Pfizer é realmente tem essa impressão de mais pesar?
- 32:17E aí, o que é que Os Americanos fazem?
- 32:18Normalmente pegam os mesmos estilos e fazem as suas
- 32:21interpretações, a interpretação Americana, uhum e me resumo
- 32:26assim, né, tornando muito simples também a análise.
- 32:28A revisão Americana ataca mundo, pega todos os estilos clássicos,
- 32:33enche de lucro, aham. É muito?
- 32:35Simplista isso tá? Eu pouco, tá?
- 32:38Depois vai evoluindo e tal. Mas num primeiro momento, você
- 32:41pega o os lucros americanos, que são os mais.
- 32:44Tem um perfil frutado mais intenso.
- 32:46São lúpulos que dão uma pegada mais refrescante para cerveja.
- 32:50Eles pegam essa mesma base, um molte de trigo, malte pilsen,
- 32:53colocam. Agora pegue uma levedura
- 32:55Americana. Normalmente a bebedoura
- 32:56Americana é super super super neutra, ou talvez uma Bebedouro
- 33:00inglesa. Nos primeiros momentos que foi
- 33:02teve muita influência inglesa nos Estados Unidos, uma
- 33:03bebedoura inglesa também relativamente neutra e enche de
- 33:07lúpulo, dá um perfil sensorial de lúpulo.
- 33:09Agora você tem uma cerveja que tem nada a ver com as outras 2,
- 33:11agora não tem nada a ver. Mesmo uhum.
- 33:13Uma American Witch ela lembra muito mais uma APA do que uma
- 33:17cerveja de trigo alemão, uma cerveja de trigo belve, embora
- 33:20tenha a mesma base a base malt, pilsen, malte de trigo e
- 33:24particular. Eu particularmente gosto o malte
- 33:26de trigo, embora muita gente ache que ele seja responsável
- 33:29pela parte condimentada da paz ou da bitbir, na verdade é um
- 33:33mal de super neutro, até mais neutro que o mal de fielsen.
- 33:36Então quando foi pros Estados Unidos associou com uma levedura
- 33:39neutra, não colocou condimento. Eixo de núcleo vira uma
- 33:42hipomarpa uma Sergio IPA dependendo do sensorialmente
- 33:45parecido, né? Eu quero dizer, uhum, essa já
- 33:47não tem nada a ver até 20 e vais vir.
- 33:50Você consegue fazer uma equivalência ali de
- 33:52similaridade. Mais American Witch é bem
- 33:55diferente né? Total, que que vocês acham?
- 33:57Não eu. Acho muito diferente e é muito
- 33:59legal fazer essa comparação aqui, destrinchando com você,
- 34:03que a gente vai aqui rememorando as camadas dessa diferença é
- 34:07cara. Muito bom, né?
- 34:08Tipo, vai desveludando essa camadas.
- 34:13Então aí deu o gostinho do estilo.
- 34:14Vamos continuar nele aqui e aí a gente agora vai falar da
- 34:18spielsenners. Então vamos falar um pouquinho
- 34:20dessa, dessa família, da German piels, da check pills e das suas
- 34:25variações. Que que você tem para entregar
- 34:27para a gente, nessa brincadeira que está?
- 34:29É a época delas? É.
- 34:31É o ano. Ah, eu acho que elas estão
- 34:34ganhando muito espaço, né? Aham, o acendo a cervejinha.
- 34:37Popularizou muito com a voz. Eu acho aqui no Brasil a
- 34:40primeira AA muito tempo atrás, muito.
- 34:43Parece que em outros cenários, o evangelho que não existe mais, a
- 34:45primeira cerveja, artesanato de todo o mundo, era uma vais
- 34:48minha, hoje não é mais uhum. Uhum as IPAs.
- 34:51Tomaram o mercado, mas esse existe, um movimento quase
- 34:55antigo acontecendo aí. E ressurgindo as lágrimas.
- 34:58Eu estou um pouco nesse movimento, eu adoro fazer Lages,
- 35:00eu faço muita laga. Hoje é o estilo que eu mais
- 35:02faço, é a lagaro. Eu tive muitos motivos pra isso,
- 35:06né? Mas tive uma experiência
- 35:08incrível, né? Publica tcheca, passei mais de 3
- 35:10semanas viajando todas as cervejarias antigas por lá, foi
- 35:14algo super legal. E eu já era apaixonado, já era
- 35:17meu estilo preferido a Bohemian pilser e hoje é o que eu mais
- 35:22faço. Faço muita experiência com
- 35:24lagers e vejo que a cena cervejeira está convergindo
- 35:26muito com a lager. E aí se eu selecionei essas 2
- 35:30cervejas 2 estilos específicos, o German biuzz checkpiels,
- 35:35porque neste caso a diferença delas acaba sendo até um pouco
- 35:39mais sutil, apesar delas terem serviço que elas são
- 35:42conceitualmente na parte de insumos muito parecidas, elas
- 35:46são cervejas bem diferentes, uma cerveja, uma pilsen, uma versão
- 35:50da pilsen alemã, uma versão da pilsen da República Tcheca é
- 35:53muito diferente. Mas é diferente, muito mais por
- 35:55processos do que qualquer coisa. Isso é muito interessante e isso
- 35:59é algo que, por mais que eu já fazia muita cerveja tcheca
- 36:03antes, um pouco de alemão também, eu só consegui ver
- 36:06claramente a diferença estando na Alemanha e na República
- 36:09Tcheca e vendo eles fazendo lá. Como eles fazem diferente a
- 36:11cerveja e viram cervejas bastante diferentes.
- 36:15Existe interseção? Existe cervejas checas que
- 36:17parecem de jorgenfield, existem de órgãos pews que parecem
- 36:20checkws, mas quando a gente pega assim processos mais
- 36:24tradicionais, onde há se diferenciar, a gente consegue
- 36:26diferenciar bem e a gente pode incluir nessa também as versões.
- 36:31Americanas de lagas, que são uma releitura desses estilos, né?
- 36:33São uma releitura Americana aonde eles realizam um pouco de
- 36:37lucro americano. Infelizmente não é tão carregado
- 36:40assim no lucro americano, mas as versões mais padrõeszinhas levam
- 36:44milho. Tu é isso foge um pouco, né?
- 36:46Uhum. Mas se pegar uma International
- 36:47playo lager aí, talvez a gente pode jogar junto.
- 36:50Nessa análise eu tô tomando uma check pills, o Leandro tá
- 36:53tomando uma de erva pills. Não foi Combinado, mas a gente
- 36:56vai falar dessas 2. Então, vamos lá, ó.
- 37:00Já começa a diferença da cor, Leandro, olha a minha cor dela,
- 37:02mostra a cor da tua aí pra mim tá acabando.
- 37:06Ó, tá? Acabando?
- 37:06Olha a diferença. Depois vocês estão vendo que a
- 37:08cor é bem diferente. Sim, e é provável que elas foram
- 37:11feitas com o mesmo laudo. Só.
- 37:13Isso é a sua? Ela tem um Dourado, né?
- 37:16Ela é mais dourada, acobreada, uma coisa parecida com isso, ela
- 37:19tem um Dourado. Intenso, aham isso um Dourado.
- 37:22Intenso. A do Leandro é mais translúcida,
- 37:23mas né? Se ele, se o copo dele, não, se
- 37:25ele não tivesse a goela tão seca, aí, meu Deus do céu, a
- 37:28gente IA ver do dedinho dele do outro lado, sei lá, se a gente
- 37:31tivesse um copo mais cheio, correto isso.
- 37:33E é engraçado que a minha cerveja realmente ela é mais
- 37:36escura, mais dourada dele, é mais Clara e pode ser.
- 37:40Eu não sei da cerveja, do euro, só sei da minha, né?
- 37:43Porque a minha fui eu que fiz. Mas as 2 podem, efetivamente,
- 37:47serem produzidas só a partir de mouse pilsen e mais nada.
- 37:50E temem essas cores diferentes e essas características sensoriais
- 37:53diferentes, uhum. A cerveja, a German pils e a
- 37:57check pills elas são cervejas razoavelmente parecidas, a
- 38:00versão é alemã, ela é um pouco mais atenuada, ela normalmente
- 38:04um pouco mais Clara, ela normalmente não é tão amarga,
- 38:08não tem OIBU tão alto e ela geralmente não tem o malte assim
- 38:13tão expresso quanto na tcheca a tcheca.
- 38:16Ela é um pouquinho mais escura, ela é bem mais amarga e ela tem
- 38:20um foco ali, um equilíbrio entre o malte e o Lúcio, apesar dela
- 38:25ser mais amarga, ela ter mais Ipu, quando você toma ela não
- 38:29tem tanta diferença assim. A German pils, ela.
- 38:32Tem OIBU um pouco menor, a check tem um pouco maior, só que
- 38:34quando você toma ela são parecidas porque o russo da
- 38:37cerveja check é maior e o do soro da cerveja alemã é menor,
- 38:41justamente porque a cerveja alemã ela é mais atenuada, mais
- 38:44açúcares foram consumidos, a cerveja check ela é menos
- 38:46atenuada, essa é uma das características principais que
- 38:49diferencia a cerveja alemã da tcheca cerveja check, ela é
- 38:52muito menos atenuada, a cerveja alemã é muito mais atenuada,
- 38:55atenuado é, tem o açúcar ali do mosto, não é todo o açúcar que é
- 38:59consumido, parte do açúcar fica na cerveja final, e o açúcar
- 39:03ele. Dá a sensação de corpo e ele dá
- 39:05um soro do soro. Ele mascara um pouquinho o
- 39:07lúpulo, então, apesar da cerveja, checa a ser mais a
- 39:10máquina, um pouquinho mais doce, hum-hum.
- 39:12Então o equilíbrio das 2 é bastante parecido, embora a
- 39:14tcheca ela seja um pouquinho mais, um pouquinho mais de
- 39:16presença de corpo, porque tem esse açúcar, ela espessa um
- 39:19pouco mais a cerveja, né? Bom, se ela é feita da mesma
- 39:22base, as 2 podem ser feitas unicamente de mau fios e mais
- 39:26nada, só isso, 100% malte fios, elas podem ser o mesmo lucro.
- 39:30Cervejas checas normalmente usam SAS, uhum e alemão gosta muito
- 39:34de saz, então elas podem ter o mesmo lúdico também, tá?
- 39:37Agora na Alemanha, se use outros da família Harley Town, mas
- 39:40também usa na República Tcheca, mas elas podem ter exatamente o
- 39:43mesmo malte, exatamente o mesmo luto.
- 39:45A gente tem 2 diferenças agora que vão diferenciar bastante
- 39:49esses estilos, é um é de processo, o outro é de levedura
- 39:53levedura alemã, ela é um pouco mais atenuante, ela consome mais
- 39:57açúcarres, a levedura tcheca, ela é uma bebedura.
- 40:01Pouco menos atenuante, ela deixa um pouquinho mais de açúcar.
- 40:04Igual vendedora tcheca é uma coisa de louco, ela é uma
- 40:07levedura que não é muito Moderna, então ela pra você usar
- 40:10ela efetivamente você tem que usar técnicas bastante antigas e
- 40:14aí que vem diferença de processo.
- 40:16A República Tcheca ela ficou parada no templo cervejeiro
- 40:21aham, ela não evoluiu. Ela não passou pela revolução
- 40:25industrial que a maior parte das cervejarias teve, ela usa a
- 40:29maior parte das cervejarias lá ainda, hoje usa técnicas que
- 40:33eram usadas sei lá, de da década de 40 para trás de de 30 para
- 40:38trás na cerveja, e essa é a forma com que eles fazem cerveja
- 40:41até hoje lá e isso, essa modernização que houve na
- 40:44produção de cerveja ela. Veio parte pra melhorar
- 40:48sensorialmente, a cerveja parte pra melhorar, facilitar o
- 40:51processo. Uhum, então, os checos, eles não
- 40:53passaram por isso, então eles têm um processo muito mais
- 40:55demorado, muito mais difícil, que tem partes ruins, mas que
- 40:58tem partes boas porque AA melhora do processo não foi só
- 41:02pra melhorar, a cerveja às vezes é Ah, pra fazer mais rápido,
- 41:04uhum, uhum. Então isso não necessariamente
- 41:07melhora a cerveja. Os tchecos na maior parte das
- 41:08cervejas lá, ainda fazem cerveja de forma muito demorada, e uma
- 41:12coisa que é bem tradicional lá, que eles só fazem cerveja dessa
- 41:16forma é pelo processo de decocção vocês já ouviram falar
- 41:19nesse processo? É ou não?
- 41:20Não decocção. É um processo chatíssimo de
- 41:23fazer. É um processo arcaico de
- 41:25controle de temperatura antigamente, antes de ter
- 41:28termômetro, como que você deixava os grãos cozinhando a
- 41:3066°? Termômetros é coisa meio nova da
- 41:33gente. Termômetro não existe há tanto
- 41:34tempo atrás. Como que você deixava 66°,
- 41:36porque você tem que cozinhar o almoço, você tem que cozinhar o
- 41:39malte entre 60 a 70 menos não dá certo, mas não dá certo, como
- 41:42você deixa sem termômetro entre 60 a 70.
- 41:45Então o que eles faziam? A água ela ferve numa
- 41:48temperatura bem específica, 100 °C.
- 41:51Uhum, a temperatura lá na República Tcheca vai estar, sei
- 41:55lá, 20 °C, 15 a 20 na maior parte do ano.
- 41:58Se você misturar uma parte do mosto a 20 °C, uma margem de um
- 42:01mosto a 100 °C, você consegue subir por uma temperatura
- 42:04definida e, no processo de cocção, em vez de só cozinhar
- 42:08ali os grãos bonitinha, 66° ou fazer as rampas de temperatura
- 42:12que precisa, né? 3045 60, eles pegam parte do
- 42:16mosto e vão lá, e perdem com grão, e tudo pega o grão.
- 42:20O malte ferve, não é usual, não se faz isso em nenhum lugar, mas
- 42:24hoje em dia não é uma técnica Moderna, você vai lá e ferve.
- 42:27Aí, quando você pega esse grão com mosto, com água, com tudo
- 42:30fervido, e mistura a parte dele no que está a 20 °C eleva bem
- 42:35precisamente uma a temperatura para a primeira rampa Aí você
- 42:38faz isso de novo mistura, deixa ali um tempinho, tira a parte,
- 42:41leva lá pra fervura, ferve 15 minutos, agora você tem uma, é
- 42:45um rosto a 45, um mosto, assim você volta quando mistura chega
- 42:48a 60, aí você pega, deixa um tempinho ali converter você pega
- 42:51esse grão, o mosto leva pra fervura, ferve, volta, e assim
- 42:55eles controlam a temperatura. Esse processo chama decocção na
- 42:58decocção você cozinha, efetivamente você ferve o malte
- 43:01efetivamente, e essa técnica é usada tanto na Alemanha quanto
- 43:04na República Checa, mas na re na Alemanha hoje então não é tão.
- 43:09Na Alemanha, né? Do público, a tcheca é usada
- 43:11para tudo, até para fazer hiper não faz o menor sentido técnico
- 43:13para fazer IPA, mas usa até para fazer IPA na República Tcheca.
- 43:16Aham, na Alemanha, eles modernizaram.
- 43:18Não é toda a cervejaria que utiliza essas técnicas e as
- 43:21cervejarias que utilizam essa técnica utilizam ela de forma
- 43:23muito mais branda. Na República Tcheca, mesmo na
- 43:27cervejaria mais famosa de todas, na urquell que a cervejaria que
- 43:31produz mais de 1000000 de litros dia, eles ainda utilizam essa
- 43:34técnica e essa técnica. Lá não é só para controle de
- 43:37temperatura, é uma técnica para desenvolver cor e sabor, e lá
- 43:40para eles terem esse desenvolvimento de cor e sabor,
- 43:43eles pegam e o. Usam chinas de cobre para fazer
- 43:47a fervura com chama direta que, do ponto de vista de processo, é
- 43:51horrível. Mas o cobre ele transfere muito
- 43:54calor, está em contato direto com a chama, transfere muito
- 43:56calor e nessa transferência de calor acontece a caramelização
- 44:00dos açúcares e a produção de melanudinas de produtos de
- 44:03mylar, que é a mesma coisa que acontece na carne quando você
- 44:06sela uma carne que é a mesma coisa que acontece quando você
- 44:09sela um pão com manteiga, ali a manteiga é só um veículo, a
- 44:13manteiga não participa uhum. E isso da cor, aroma e sabor
- 44:16para cerveja na Alemanha também faz esse processo, mas o
- 44:19processo muito mais brando. Na Alemanha eles controlam muito
- 44:21a energia dispersa. Na República Tcheca, eles não
- 44:24eles, é o contrário, taca fogo e faz a decorção no cobre, que é
- 44:28pra passar mais calor possível, pra chegar na máxima temperatura
- 44:31possível, pra caramelizar e fazer reação de mais larga.
- 44:33E aí é absurdo, porque você pensa a urqual produz mais de
- 44:371000000 de litros por dia na urqual tem uns 20 equipamentos
- 44:40de braçagem paralelo pra eles conseguirem fazer essa produção
- 44:43tão grande e ainda fazerem esse processo com chama direta
- 44:47contínua de cobre pra fazer essa caramelização e essa produção de
- 44:51reação de mylac então é a mesma cerveja, a mesma base malthus
- 44:54símbolo SAT pode ser uma cerveja alemã, pode ser uma cerveja
- 44:57tcheca, cerveja alemã, eles podem usar decocção também, eles
- 45:00vão usar essa decoção mais branda, não vai ter esse
- 45:02estresse térmico, não vai ter esse desenvolvimento de cores e
- 45:05sabor térmico e na cerveja check ela vai ter esse desenvolvimento
- 45:08de cores, sabor térmico faz parte do conceito da cerveja e
- 45:11aí a gente tem isso, o Leandro com a cerveja Clara dele feita
- 45:14só com malt pilsen, aham e eu com a minha cerveja dourada
- 45:17feita também só com o malt pilsen enfim por meio da
- 45:20decocção e aí as pessoas falam, né?
- 45:23Ah, sei, mas cerveja alemã também é feito com decocção, mas
- 45:26a abordagem alemã pra decocção é bem diferente, tanto que na
- 45:30kasparo shutz que a Ferrari dos equipamentos do mundo, assim é o
- 45:33equipamento cervejeiro top do mundo.
- 45:35Assim tem 3 no Brasil. Só só o imposto de importação
- 45:38desse equipamento dá mais de 1000000, caralho.
- 45:40A. Decocção.
- 45:41Feita nela, ela nem chega a ferver o moço.
- 45:43Então tem muito pouco estresse térmico, agora na detecção check
- 45:46tem muito estresse térmico, não muito legal, é só a abordagem de
- 45:50produção, muda totalmente, não é totalmente ainda são cervejas
- 45:54parecidas, mas muda muito com uma cerveja, é feita, aí depois
- 45:57tem outros detalhes de processo aí pra frente, né?
- 46:00A devedora tcheca é uma devedura que gosta muito de temperaturas
- 46:03baixas, ela é a primeira geração de deveduras largas que existe,
- 46:08então normalmente também fazem processo muito demorado, muito
- 46:11demorado, leva 2 meses aí de produção, cerveja mais ou menos,
- 46:14uma cerveja leve, enquanto na Alemanha está modernizado, sei
- 46:17lá, em 21 dias consegue tirar uma larga para pensando numa
- 46:20largue comercial aqui, mas claro, lá também vai ter
- 46:22cervejas, passam por Lages longos, perfeito.
- 46:25Sensacional. Isso deve ser muito.
- 46:27Deve ser. Não é muito parecido com
- 46:29cozinhar de uma maneira geral? Pô, eu estava.
- 46:31Pensando nisso agora, Ludi é. Tipo, sei lá, minha avó fazia
- 46:35feijão na panela de ferro, deve ser completamente de.
- 46:38O que a gente está fazendo hoje aí pra só pra falar do do que
- 46:41você acabou de falar do uso da panela de cobre cala?
- 46:44É exatamente o paralelo que eu IA fazer, cara do feijão,
- 46:49inclusive, ou da avó que é, pô, a minha avó, minha família é
- 46:53mineira, então. Usava muito aquelas Panelas de
- 46:56tacho, sabe? De bater, tal.
- 46:58É um gosto diferente, só na mudança de panela.
- 47:00A receita familiar tá aí, tá espalhada, ou a minha avó usava,
- 47:04os filhos e filhas da minha avó usavam agora os netos estão
- 47:07usando, né, as mesmas receitas, mas o gosto é diferente, o gosto
- 47:11da minha avó ninguém mais alcança cara, e isso com a
- 47:13mudança, só de Ipanema e a gente pode.
- 47:15Fazer o mesmo paralelo, ó porque perfeito, modernizou.
- 47:18Hoje a gente usa panela de pressão de nós, uhum, que tem a
- 47:21vantagem. Do ponto de vista de processo,
- 47:23fica mais rápido. Uhum.
- 47:25Mas o resultado sensorial é diferente, totalmente perfeito.
- 47:28Mas a gente? Só ficando bem claro, ambas
- 47:31cervejas são maravilhosas, total, mas eu adoro cerveja
- 47:34alemã e tcheca. Eu faço as 2.
- 47:36Eu tenho meu amor especial pela cerveja tcheca, porque meu
- 47:38estilo preferido é boi. Mentira, aham, mas de vez em
- 47:41quando, esse excesso de açúcar que elas têm.
- 47:44Me enche o saco e eu vou para domuli que é que é isso?
- 47:47Perfeito? Olha só, até o momento, a gente
- 48:00está falando de um universo todo muito grande, a partir das
- 48:03mesmas bases e que promovem grandes cervejas diferentes a
- 48:08partir das mesmas bases. Sem juízo de valor até agora que
- 48:12você falou, já que você trouxe de juízo de valor, eu vou trazer
- 48:15juízo de valor? Vamos falar daquelas que aquele
- 48:17dinheiro do sommelier, aquele dia, dos produtores, mas é
- 48:20discutido entre os consumidores, as cervejas ácidas.
- 48:22Vamos falar de Berlim nervaes Catarina sauer e a Flórida.
- 48:26Weiss peças. Para cerveja também que elas na
- 48:29verdade são mais difíceis, porque as partes de uma base
- 48:32parecida elas. Do processo parecido, mas elas
- 48:35são ainda parecidas, né? Por exemplo.
- 48:38É. Tem essa briga que AA.
- 48:40Nossa, Catarina sauer, nada mais é do que uma Berlim nervosa com
- 48:43frutas. Tem esse debate?
- 48:45Tem, é. Um tema que já foi polêmico hoje
- 48:48não é muito polêmico, é. Já foi mais polêmico que isso,
- 48:51mas bom, é um fato, a gente tem esses 3 estilos, na verdade 2 só
- 48:57reconhecidos. Flórida paz não é um estilo que
- 49:00é reconhecido pelo PJCP que a gente está usando aqui como
- 49:03guia, né? Mas existe lá na Flórida esse
- 49:05movimento similar ao que aconteceu em Santa Catarina.
- 49:07Bem parecido, existe uma proposta bastante semelhante,
- 49:10bom, cerveja, exatas vocês gostam, primeiro de tudo, qual
- 49:13que é a opinião de vocês sobre lilin nervosa?
- 49:15Catarina sauer, eu gosto. Bastante, eu estou no.
- 49:18Processo de adaptação eu estou a.
- 49:21Eu a gostar, e eu acho muito ruim essa história de aprender a
- 49:25gostar, porque depois. Que gosta e eu aprendi a gostar
- 49:28de café bom, foi o pior coisa que eu fiz na vida.
- 49:32Tem esse lado que não era por esse que eu estava falando, mas
- 49:35eu acho que existe uma certa. Sei lá, é quase arrogância de
- 49:40dizer que tem que gostar. Então você tem que aprender a
- 49:43chegar nesse paladar, sabe? AA entender esse paladar.
- 49:46O ponto é, eu adoro coisas ácidas.
- 49:49Cerveja eu tenho problema eu não sei se é a carbonotação com
- 49:53ácido. Sabe se é essa mistura que causa
- 49:57esse estranhamento para mim, mas eu ando experimentando mais e
- 50:01tem coisas que eu tenho bebido melhor, sabe?
- 50:03Assim eu tenho desenvolvido, é foda porque eu estou evitando,
- 50:06tentando evitar termos e palavras muito comuns que são,
- 50:09desenvolva o seu paladar treine o seu paladar, sabe?
- 50:13É para gostar ou não gostar, amigo, sabe?
- 50:15Eu sempre brinquei falando assim, ninguém precisou se
- 50:18adaptar à lasanha. Alguém dá uma lasanha para
- 50:20alguém, ele gosta, não vem com esse papo de uma lasanha, é um
- 50:23gosto adquirido, não é lasanha, você nasce gostando, meu
- 50:26querido. Essa o que é bom.
- 50:29É bom. Não precisa ser explicado, né?
- 50:31Ou pronto, é. Exatamente.
- 50:33Mas eu tenho experimentado, porque eu gosto de coisas
- 50:36ácidas, gosto mesmo. Existe um fator que eu ainda não
- 50:38sei qual é das cervejas ácidas, que não me faz gostar muito, mas
- 50:43eu gosto. Eu é eu.
- 50:44Acho, sim, que a cena, que no Brasil começou com exploração
- 50:49demasiada de acidez, né? Foi o que aconteceu com a IPA,
- 50:52também, uhum. Quando começou a polarizar aí
- 50:54das pessoas iam atrás. Antigamente hiper amargor, né.
- 50:57E aí começou a amargor. Aumentei BU, aumenta iber, u,
- 50:59aumenta iber UE era as IPAs. Na verdade, elas eram bem ruins.
- 51:03Hoje são limpas, muito melhores que a gente tem, porque as
- 51:06pessoas foram pro lado do equilíbrio, pelo lado do aroma.
- 51:08E quando começou a popularizar as cervejas ácidas aqui?
- 51:12As cervejas de actificação rápida, né?
- 51:15Tem as cervejas belgas de acentificação, super lenta, leva
- 51:18ano ou anos para serem feitos. Mas falando dessa vertente que a
- 51:22gente está falando aqui, é aconteceu o mesmo movimento das
- 51:25pessoas explorarem muito a acidez, muito, muito, muito.
- 51:28E aí fica uma coisa ruim mesmo. Hoje tem cervejarias que vão
- 51:31muito para o lado do eclipse, só que cervejas muito mais
- 51:34agradáveis. É, eu gosto de cervejas ácidas
- 51:37que elas estão ali. É interessante porque a acidez
- 51:40ela é muito contrabalanceada por dinhor OPH da coca é muito mais
- 51:45baixo do que OPHOPHO nosso parâmetro de acidez, né?
- 51:47Quanto menor OPH, mais ácido é alguma coisa, uhum, OPH da coca
- 51:52é muito mais baixo, ou seja, a coca é muito mais ácida, Ah, do
- 51:56que a cerveja sauer mais ácida possível, uhum é pelo menos
- 52:00entregar, deixa eu ver aqui, vamos procurar o ph da coca, eu
- 52:03acho que deve também 2 10 PH, Coca-Cola 2 e meio eu tenho aqui
- 52:07é? Tanque, uma cerveja que ela tem
- 52:11que PH 3 e meio é uma unidade diferença, isso aí dá 10 vezes
- 52:15mais acidez porque a escala de PH cada um ponto, uhum é vezes,
- 52:1910, uhum. Então a coca, ela é 10 vezes
- 52:21mais ácida do que a saúde que eu tenho aqui, que é uma sal
- 52:24erácida. Aham só que você não sente
- 52:26acidez nenhuma porque ela é equilibrada com a xícara, você
- 52:28não precisa de tanto açúcar assim, eu não tô, eu nem tô aqui
- 52:31pra falar que a coca tem 1 t você nem precisa de tanto açúcar
- 52:34que assim, mas ela tem. Pode ser, deve ter 10% de
- 52:39açúcar, se eu posso chutar, então se você tiver um açúcar
- 52:41residual. Na sua cerveja ácida, você
- 52:44mascara a acidez, você equilibra a acidez.
- 52:47É muito importante igual na cozinha.
- 52:49Na cozinha é importante equilibrar a acidez de.
- 52:51E do senhor perfeito? Então isso é muito.
- 52:54Importante, e eu gosto de fazer salers que não são tão ácidos.
- 52:58PH 3.5 3.4 é um PHOK, deixando bastante açúcar residual para
- 53:03equilibrar. E eu vejo muitas esse movimento
- 53:05acontecendo, muitas cervejarias fazendo esse movimento.
- 53:07Eu acho que você não achou a sauer equilibrada.
- 53:10Aí vem lendo, cara, eu já. Bebi algumas que eu gostei.
- 53:13E talvez seja por isso, por elas estarem mais equilibradas,
- 53:17estarem menos extremas, menos radicais.
- 53:20Talvez, talvez eu gosto. De falar de sutileza, sabe, é
- 53:25boa. Acho que de vez em quando tem
- 53:27algumas cervejas ácidas. Eu acho que falta um pouco de
- 53:29sutileza. A pessoa quer chegar com o pé na
- 53:30porta, ou como se fosse aquela seca do caju que você sente
- 53:34aqui, no naquela travinha, aqui no maxilar.
- 53:36Sabe quando ela pode ser um negócio mais suave, super
- 53:39refrescante, uma que que é uma delícia de beber, que pode ser.
- 53:43Introdutória para muitas pessoas.
- 53:45Porque parece drink. Quem fala que não gosta de
- 53:47cerveja poderia gostar dessa, enfim.
- 53:49Mas eu também acho que é uma evolução, como você disse,
- 53:51começamos com IPAs muito pancadas e agora a gente está
- 53:54com IPAs, que tem características mais marcantes.
- 53:57Sem terem o tal do heart, né? Que fica deixando aquela coisa
- 54:00gato agarrado na tua garganta. Entendeu?
- 54:04Eu, inclusive me. Finalizei uma.
- 54:05Hoje eu estava testando essa bebedoura nova.
- 54:07O que que estou mostrando para vocês?
- 54:09CVE 7, que é uma bebedoura, que ela facilita bastante o processo
- 54:12de produção de sal, por exemplo, sal era um Salto uhum.
- 54:15Leva 2 processos de fermentação 2 microrganismos e.
- 54:19Seu devedor é que, embora não tenha muito controle sobre o que
- 54:21ela vai fazer, as gerações tão agradável, mas tão agradável que
- 54:24tá até perigoso, eu pego um copo pra provar um pouquinho.
- 54:27Quando eu vejo o copo, vou embora.
- 54:30Tá, tá muito fácil de ver. Normalmente eu também não gosto
- 54:33tanto assim de saga, mas essa aqui feito com essa verdura
- 54:35também bem bem interessante. Perfeito.
- 54:37Então, voltando aqui pra essa história toda, a base dela é
- 54:40isso, é uma mistura como você você tinha comentado no começo,
- 54:44né? É, você vale trigo com essa
- 54:46ênfase, ênfase na acidez e aí, o que que você mostra de variação,
- 54:50mesmo que pouca, entre esses estilos que a gente tava
- 54:53comentando aqui, né? A Berlim narvaes, a Catarina
- 54:55sauer e a Flórida Vaz, Berlim, nevaz.
- 54:57Ela Foi quem começou tudo no estilo clássico alemão, né?
- 55:00Uhum. Ela pro.
- 55:01De um processo de acidificação natural, se você pegar seu seu,
- 55:05pagasse ali de malte, seu mosto, e não colocar a bebedoura
- 55:09cervejeira, deixar ele ali parado, provavelmente veio de um
- 55:11alemão que bebeu demais no meio do processo e esqueceu o gosto
- 55:14ali e manculou a devedura você deixa ter o rosto parado, ele
- 55:17vai acidentificar, naturalmente tem lactobacimos, uhum é no ar,
- 55:21esses lactobacilos vão cair no mosto, vão consumir parte do
- 55:24açúcar e geácido láctico, e vão acidificar e vão parar ali num
- 55:28ph 3.8 a 3.2 mais ou menos, podendo ser menos ácido ou mais
- 55:33ácido, então provavelmente é assim que aconteceu, eu estava
- 55:35fazendo uma cerveja de trigo na Alemanha, deve ter Sobrado um
- 55:38pouco de mosto, mais rabo ali normalmente aberta e nervais ela
- 55:40é uma cerveja de menor teor alcoólico né?
- 55:42Em 3 e meio por aí, deve ter Sobrado aquele resto de mosto
- 55:46que lavou ali de trigo EE malthusen ele ficou lá
- 55:49cintificou e aí fala Ah, é bom o negócio, ainda bem neva isso
- 55:53tradicional, não vai fruta embora é comum tomar ela com
- 55:57suco de fruta, isso é uma coisa bem comum lá na Europa, cervejas
- 56:00mais leves você toma junto com suco de fruta radler da Alemanha
- 56:04também a mesma coisa. Então era isso, era muito comum.
- 56:07Que, que aconteceu ver aqui no Brasil, pegaram essa mesma base,
- 56:10esse mesmo processo, aumentaram um pouquinho a quantidade de
- 56:14malte para aumentar um pouquinho o teor alcoólico, fizeram
- 56:17exatamente o mesmo processo, processo tradicional, chama
- 56:19keto. Saud, e aí?
- 56:21Por que a cerveja básica ela é até um, pode ser até um pouco
- 56:26sem graça, tanto que os alemães normalmente tomam ou podem
- 56:29associar com suco, né? Pode tomar ela sem nada também,
- 56:32mas ela fica mais interessante se você associar com alguma
- 56:34fruta, porque ela é bem refrescante e tudo mais
- 56:37começaram a fazer a mesma cerveja aqui, colocando a fruta,
- 56:39um Monte de cervejaria em Santa Catarina, começou a fazer isso e
- 56:43acabou sendo consolidado como um estilo.
- 56:45Antigamente as pessoas tinham muita briga com isso, Ah, não
- 56:48tem nada de diferente da Berlim levais, você só pegou a Berlim,
- 56:50neve e colocou fruta, mas o fato é que todo mundo faz é gostoso,
- 56:54é isso? Então vamos colocar e é
- 56:56reconhecido pelo PJCP. Uhum, hoje, como assisti, é
- 56:59isso. Que importa, exato nos estados.
- 57:02Unidos, fizeram o mesmo movimento lá na Flórida.
- 57:04Tem muitas cervejarias produtoras de cervejas ácidas.
- 57:08E lá? Eles fizeram a mesma coisa,
- 57:10pegaram a cerveja alemã, berineva, teor alcoólico muito
- 57:13baixo, aumentaram o teor alcoólico e associaram com
- 57:16fruta, porque fica aquela coisa refrescante, a acidez é
- 57:18refrescante, não tem amargor, você coloca fruta ali, harmoniza
- 57:22muito bem, fica é legal, parece um drink como você falou, luto,
- 57:25parece um drink. O negócio, uhum.
- 57:26E aí lá também tem a Flórida, faz serviço, são muito
- 57:29parecidas, assim, conceitualmente as 3 cervejas
- 57:31são muito parecidas, você pegar uma verde nervosa e adicionar
- 57:34fruta, ela é muito parecida com a proposta de uma Catarina Saud,
- 57:37se você pegar a Flórida, Weiss é basicamente a mesma coisa.
- 57:41O que eu sentia, diferença das flores das que eu tomei até
- 57:43hoje, é que às vezes elas exploravam teores alcoólicos um
- 57:46pouco maiores e exploravam também frutas não frescas.
- 57:50Catarina sauer, é meio que necessário ser fruta fresca, se
- 57:53eu colocar uma fruta não fresca, você está fugindo do estilo, eu
- 57:55tomei uma lá, tem uma cervejaria que basicamente só faz isso lá,
- 57:59como que é o nome a cervejaria, só com um tema de Star Wars,
- 58:02nossa, esqueci o nome, ela é icônica porque ela faz muita sal
- 58:05e eu. Tomei uma lá, uma Florida Weiss,
- 58:08que era de laranja, com baunilha.
- 58:11Eu vi aquilo no tep, falei, tem nada a ver, acidez mais laranja,
- 58:15mais baunilha. Aham, o negócio não vai ficar
- 58:17bom. Não parece uma coisa que fica
- 58:19bom. Leandro, cara, não.
- 58:21E ela não era uma Catarina sauer, ela não parecia uma
- 58:24Catarina sauer, mas foi uma cerveja maravilhosa.
- 58:26Eu adorei a cerveja, então a gente pega aqui como uma
- 58:29diferença. Tradicionalmente, você não faz
- 58:31para ele enervar isso com fruta uhum, embora você possa tomar
- 58:36ela com esse tipo de fruta. Catarina sauer faz o mesmo
- 58:39processo da Britney Weinstein um pouquinho mais alcoólica
- 58:42normalmente e toma ela normalmente, você associa com
- 58:45uma fruta. 3 cor e brasilidade fazem parte da Catarina sal,
- 58:50você não vai pegar uma Catarina sauer de laranja com.
- 58:54Cura sal com baunilha. Isso não é uma Catarina sal.
- 58:57Isso foge um pouco da proposta da Catarina.
- 58:59Sal, aham, aham. Embora você pode pegar no
- 59:02contexto da Flórida, ali pegar a laranja cura-sal que tá ali
- 59:06perto cura sal, tá ali pertinho, pertinho da Flórida e pode
- 59:08adicionar baunilha e fica. Não é tão fresca quanto é a
- 59:13proposta de uma cadeira dessa armas, fica uma cerveja
- 59:15maravilhosa. Essa cerveja foi uma das
- 59:17cerveçárias esse toma uma cerveja que você se surpreende
- 59:19na vida. Aham.
- 59:20Essa cerveja me surpreendeu porque o segredo da vida é não
- 59:23ter muita expectativa, né? Eu IA falar.
- 59:25Isso quando você pega. Pensa uma cerveja dele.
- 59:27Puta laranja com baunilha. Não faz sentido o negócio.
- 59:31Eu IA falar. Isso existe uma massa que eu já
- 59:34falei mais de uma vez nesse programa.
- 59:36E falo muito na vida que a expectativa é a mãe das merdas.
- 59:39Você cria uma expectativa ou não tem expectativa nenhuma.
- 59:43Você degusta de outro jeito? Eu, talvez ela.
- 59:45Nem era tão boa, mas como eu estava achando que IA ser rumo
- 59:47exato. Exatamente, é esse ponto é meu.
- 59:51Eu assisti Thor, amor e trovão. Tinham tanta gente me falando
- 59:54que era horrível. Quando eu fui ver, eu falei, nem
- 59:56é tão ruim, é eu, eu. Compartilho dessa mesma opinião,
- 59:59porque eu? Eu fui um dos últimos a ver.
- 1:00:01Tanta gente falava que era horrível, que quando eu vi, eu
- 1:00:04estava esperando uma coisa horrível e não era.
- 1:00:06Então é isso, a expectativa que a gente constrói tem esse fator.
- 1:00:10Tá certo? Pra quem quiser conhecer essa
- 1:00:12cervejaria, chama Jay Wheels é uma cervejaria que pra quem
- 1:00:15gosta de cerveja dácidas vale muito a pena.
- 1:00:17Como é que é? O.
- 1:00:18Nome mesmo, já mal não consegui pegar Jay wakefield.
- 1:00:21Esses caras são viciados em Star Wars, Ah.
- 1:00:23Ela é de Miami, é de Miami. Fica no bairro lá só.
- 1:00:27Lixações bonitas lá é. Winwood winwood.
- 1:00:31Winwood eu fui eu, fui na cervejaria muito legal.
- 1:00:34Assim a na lá também é muito legal das.
- 1:00:36Pichações, não do grafite, gente, desculpe.
- 1:00:38Exato, não, mas é, é. O bairro é muito legal, tá tipo,
- 1:00:43super sendo revitalizado assim, sabe?
- 1:00:45Tipo, muito artista, muito atelier, aí como você falou,
- 1:00:49muitos graffites, muitas pinguras, muita arte, é muito
- 1:00:52linda, é muito judeu comigo, coisas com as tier numa padaria
- 1:00:55maravilhosa que tinha por lá. Enfim, eu fui nessa muito legal,
- 1:00:59muito legal, então assim. Que que eu vou falar de
- 1:01:01diferença? Cerveja, nós temos a mesma base.
- 1:01:03Fazer como um processo comum aonde que a gente diferencia ela
- 1:01:07basicamente em como a fruta é adicionar na Catarina saura, a
- 1:01:11gente espera que a gente tenha frutas bastante frescas e que
- 1:01:15esse frescor faça parte da cerveja.
- 1:01:17Se for pegar uma cauda de morango e colocado numa Catarina
- 1:01:20sauer, você invertou a proposta desse tipo, uhum, embora uma
- 1:01:24calda de morango dependendo de como essa calda de morango faz
- 1:01:27sentido numa Berlim nervosa, um suquinho, uma caldinha ali de de
- 1:01:31morango pra Flórida, vai, se essa eu tenho menos base, né, eu
- 1:01:34tô meio poucas e ela não é um estilo tão bem definido, mas da
- 1:01:37minha impressão, do que eu tomei até agora.
- 1:01:39Elas são cerveja que podem explorar, ou gês maiores, menos
- 1:01:43fressor e frutas diferentes. A Catarina sauer vai ser feita
- 1:01:46com frutas do Brasil, frutas, uhum, que transmitem esse
- 1:01:50frescor. Flórida Vaz vai ser feitas com
- 1:01:52frutas e outros insumos né outros, produtos que são comuns
- 1:01:57ali, a, reunião a região da Flórida do Caribe como um todo,
- 1:02:00que é como o caso da laranja pura sal e da baunilha.
- 1:02:04Ele, é muito estranho pensar numa Catarina.
- 1:02:05Saud, Hum. Mas eu vou ser sincero, tenho
- 1:02:08uma interseção ali que ninguém tem como dizer se é uma ou
- 1:02:10outra? Não vamos a polêmica que é
- 1:02:13Flórida vazia. É o estilo que Os Americanos
- 1:02:15copiaram dos brasileiros. Eu vou te falar quando você, ela
- 1:02:19falou da berlini nervaes dessas características dela, que ela
- 1:02:22que foi a mãe, digamos assim, de todas.
- 1:02:24Aí a gente vem pra Catarina sawer que a edição de frutas
- 1:02:26frescas e depois a Flórida é mais ou menos a mesma coisa que
- 1:02:29a Catarina sauer, mas enfim, talvez um pouquinho mais
- 1:02:31alcoólica em algumas situações aí adicionam outros adjuntos e
- 1:02:34tal, não sei o quê, o Brasil tem essa coisa, né?
- 1:02:36Esse estilo já existe, a gente tem essa síndrome que é tão ruim
- 1:02:39falar de vira-lata, a gente cria um negócio que pode ser legal,
- 1:02:42que é diferente, a gente quer batizar, e tem uma galera que
- 1:02:44fala não, já existia isso antes, aí vem um americano e fez isso
- 1:02:47com todos os estilos. A gente falou aqui logo no
- 1:02:49começo, quando a gente estava falando das cervejas da base de
- 1:02:51trigo e falou da vais e David e da American Hitch tacar volúpulo
- 1:02:55chamavam de American sunstein, né?
- 1:02:57Exato. Entendeu?
- 1:02:59Eles têm muito mais autoestima do que a gente.
- 1:03:01Eles fizeram a. Releitura de todos os estilos
- 1:03:02basicamente, né? Exato.
- 1:03:04Alguns foram reconhecidos como estilos próprios, outros nelas
- 1:03:08quase todos os estilos que a gente imaginar tem sua releitura
- 1:03:12Americana pega sei lá todos, basicamente né, tem as cervejas
- 1:03:16em inglês, você tem a versão delas Americanas, tem AA
- 1:03:18indústria, Sports, tem a American Porter, qual que é a
- 1:03:21diferença? Muito parecido, conceitualmente
- 1:03:23a base é muito similar, muda o perfil de lucro, e aí vai, com
- 1:03:26todas as claro, uma abordagem bem simplista, né?
- 1:03:29Como os estilos vão evoluindo, eles vão ganhando nuances bem
- 1:03:33particulares com o tempo. Mas, uhum, originalmente era
- 1:03:36bastante isso igual. Os estados.
- 1:03:37Unidos tinham. Lucros diferentes e tinham
- 1:03:40bebeduras diferentes. A bebedura é dos Estados Unidos,
- 1:03:43era mais neutra e os lúpulos. Eles eram mais tropicais, tinham
- 1:03:46esse perfil mais tropical. Então originalmente eles pegaram
- 1:03:50as cervejas clássicas do mundo como um todo, da Bélgica, da
- 1:03:53Inglaterra, da Alemanha, trouxeram para lá.
- 1:03:56Deu certo colocar o duplo americano, outras não deu tão
- 1:04:00certo. As que não deram tão certo foram
- 1:04:01mudando. Você tendo outras mudanças, que
- 1:04:04é o caso da IPA. A IPA foi isso.
- 1:04:07Vamos falar da IPA. Calma.
- 1:04:09Agora a gente vai falar da IPA, como Leandro explica Pra Ele,
- 1:04:12como é que vai ser a IPA? Ah.
- 1:04:14Você aí que é apaixonado pela IPA que quer saber daí pra virar
- 1:04:19Messias, garotas, pra ouvir conteúdo extra, conteúdo que só
- 1:04:24os nossos recebem porque a gente deixou a grande polémica da IPA
- 1:04:29pro final. Para os nossos messenenas, se
- 1:04:32você for nosso messenas, você recebe esse conteúdo extra,
- 1:04:35então vira. Jamal aqui para os nossos
- 1:04:42ouvintes que não são mescianas, a gente encerra e eu te agradeço
- 1:04:45demais por esse papo que a gente teve, essa retrospectiva dos
- 1:04:51estilos e suas diferenças. Para mim foi muito legal ouvir,
- 1:04:54porque eu fiz aquilo que a Loud falou, né?
- 1:04:56Você vai ouvindo e vai falando caralho, é mesmo, aqui tem mais,
- 1:04:58isso, aqui tem mais aquilo, tal, aqui tem mais essa
- 1:05:01característica ganha isso, perde aquilo, muda isso.
- 1:05:04Muito legal, muito obrigado Jamal, valeu?
- 1:05:07Leandro é um super prazer. Ter o Jamal aqui, mas como o
- 1:05:10Leandro disse, a gente vai prender ele mais aqui um
- 1:05:12bocadinho para falar da zipas, mas só para quem é mescenas.
- 1:05:15Então muito obrigada, Leandro. O programa daquele jeitinho que
- 1:05:19a gente gosta, então. A gente gosta de agradecer aos
- 1:05:22nossos mecenas que nos ajudam a manter a casa arrumada e muito
- 1:05:26conteúdo incrível toda semana, recebendo conteúdo extra agora
- 1:05:28sobre essas variações das IPAs. E hoje eu gostaria de destacar
- 1:05:32aqui e agradecer ao Danilo Ramalho, a Fernanda Santos, ao
- 1:05:35Gabriel Almeida, ao Marcelo leal, que gosta tanto de ácidas
- 1:05:40quanto eu, ao Rogério Bittencourt e ao Tiago castell.
- 1:05:44Obrigado, gente. É isso?
- 1:05:45Aí, pessoal e até semana que vem, até semana.
- 1:05:49Que vem? Se você gostou desse episódio,
- 1:05:57considere ouvir também tudo sobre a criação de receitas de
- 1:06:00cerveja papo com Beto Temple no episódio 107.
- 1:06:12Este. Podcast, foi editado por play
- 1:06:15áudios?