Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / BIOSSEGURIDADE, NUTRIÇÃO E DESEMPENHO - Dr. Luiz Eduardo Conte | Ep. 165
Transcript
- 0:00Hoje, à medida que você tem qualquer produto, qualquer
- 0:03espécie, animal, um sistema intensivo de produção no mesmo
- 0:06espaço, no mesmo local, com certeza nós temos um aumento da
- 0:10pressão de infeção. E esse foi o conceito que a
- 0:13gente começou a discutir lá atrás, antes de entrar realmente
- 0:16com biossibilidade. Porque se você for lembrar nos
- 0:19anos de 2002, 1002, 2003 e assim por diante, nós tínhamos alguns
- 0:24desafios sanitários do suíno ou mesmo na avicultura, que a gente
- 0:27não tinha diagnóstico. Na verdade era essa, tá?
- 0:30E havia suspeita que poderia ter pressão de infeção viral ou
- 0:33bacteriana e assim por dia. Nós temos um exemplo bem
- 0:36interessante na suilicultura, que foi a entrada da circo
- 0:39virose. Num determinado momento, nós não
- 0:41tínhamos vacina no Brasil e é um vírus que causa imunossupressão
- 0:44e suína. À medida que nos anos de 2002,
- 0:462003, o advento da vacina na suilicultura para esse vírus, o
- 0:52problema de contaminação passou a ser mais fácil administração
- 0:55antes da vacina. A única solução que nós tínhamos
- 0:58eram protocolos um pouco mais adequados ou atualizados de
- 1:03nebulização sobre os animais. Isso aconteceu muito com o
- 1:06advento dessa entrada decidida. Analisando os dados do canal,
- 1:20percebemos que cerca de 97% de vocês.
- 1:23Que assistem aos nossos episódios com frequência ainda
- 1:27não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 1:30importante, ela ajuda o canal a crescer e permite que a gente
- 1:34continue produzindo episódios cada vez mais relevantes e
- 1:37interessantes para você. Então, se você gosta do nosso
- 1:41conteúdo, inscreva. Se agora no canal isso faz uma
- 1:44grande diferença para o nosso trabalho, muito obrigado pelo
- 1:47apoio. E um ótimo episódio.
- 1:50Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio do
- 1:53nosso podcast ou aviário. Meu nome é Marcos Caffé e hoje
- 1:58nós temos um convidado muito especial, doutor Luiz Eduardo
- 2:02Conti, que vai comentar para gente um pouquinho sobre
- 2:05biosseguridade interação da biosseguridade com com questões
- 2:10de saúde, saúde intestinal, nutrição.
- 2:13Vamos fazer uma visão bem holística aqui sobre esse tema
- 2:16de biosseguragem. Luís, muitíssimo obrigado você
- 2:20ter aceito o nosso convite para estar aqui, né?
- 2:22Dividindo com as pessoas que acompanham o nosso podcast aqui,
- 2:25a sua expertise, a sua experiência.
- 2:28Você tem muita coisa para contar aqui.
- 2:30A gente vai ter que apertar o tempo aqui para você contar
- 2:32muita história para gente da sua experiência justamente nessa
- 2:35área de bioseguridade focando. Né?
- 2:38Questões que muitas vezes a gente fica lá só preocupado com
- 2:41o varejozinho da bio seguridade, controlar um rato aqui, né?
- 2:45Controlar ali uma cama. Mas né, fazer uma coisa mais,
- 2:48mais, vamos dizer, uma visão mais holística, né?
- 2:51Então, muito obrigado por você ter aceito esse convite e vamos
- 2:54aqui trazer para os nossas pessoas que acompanham nossos
- 2:58nosso podcast bastante novidades.
- 3:00Tá ok? Bom, primeiro obrigado pelo
- 3:03convite, professor caffer. Acho que é uma honra.
- 3:04Eu acompanho o trabalho de vocês, muito bacana.
- 3:08Né? Hoje conversar sobre esse tema
- 3:10que é o nosso dia a dia. A gente trabalha há muitos anos
- 3:13no mercado brasileiro com a questão da biosidade e eu acho
- 3:17que a conversa vai ser bem tranquila também, sem muitas
- 3:21burocracias. Vão chamar assim e tentar fazer
- 3:23uma coisa bem à vontade entre nós.
- 3:24Acho que vai ser bacana. O podcast o aviário só é
- 3:28possível através de empresas inovadoras e que apoiam a
- 3:31educação continuada na avicultura brasileira.
- 3:34PPG vet. O programa de pós graduações que
- 3:37prepara você para ser um profissional disputado no
- 3:40mercado veterinário. All tech soluções nutricionais
- 3:45eficientes e sustentáveis para fortalecer a avicultura.
- 3:50Grupo BR render. Fazemos juntos o produto para
- 3:53atender você cliente alga Prime DHA da corbian enriquecer ovos
- 4:00com Omega 3 sustentável. Novos líder em soluções de
- 4:04nutrição inteligente para o crescimento dos negócios na
- 4:08produção de proteína animal pegasus Science, a solução
- 4:12inteligente e em tempo real para a interpretação de micotoxinas.
- 4:17Ótimo, Luiz, assim, eu eu não gosto de ler o currículo do
- 4:20nosso convidado normalmente. É, eu gosto que ele conte mesmo
- 4:25a história dele como veio parar na avicultura, né?
- 4:29É principalmente a gente, né, que é mais da velha guarda ali,
- 4:33às vezes a vicultura aparece na vida da gente, a gente às vezes
- 4:36faz veterinária, a Zootecnia não tá nem prestando atenção na
- 4:38agricultura e quando a gente menos vê, a gente tá envolvido
- 4:41na área, né? Conta um pouquinho da sua
- 4:43história, né, do seu currículo aí em relação como você veio
- 4:46parar na avicultura? Então, vamos lá.
- 4:49Bom, eu minha formação. Eu sou médico veterinário.
- 4:51Me formei na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
- 4:54em 88. Durante boa parte da graduação,
- 4:58eu me identifiquei muito com o mercado de suinicultura e dentro
- 5:02da suinicultura, com o mercado de virologia.
- 5:05Então acabei indo nesse foco. Naquela época, nós podíamos ter
- 5:10muito mais Liberdade de estágio durante a graduação.
- 5:13E justamente a gente aproveitava os momentos para focar esse tema
- 5:16e naquele momento o Brasil tinha uma demanda interessante e
- 5:19poucos profissionais do negócio de swing mais virologia.
- 5:23Me formei em 80 e no início de 79 tive uma passada muito
- 5:27passagem muito rápida pela Embrapa de Concórdia, através de
- 5:32um convite que surgiu pelo departamento de virologia da na
- 5:35época da Embrapa, acabei não seguindo esse projeto e fui para
- 5:40Londrina, Universidade Estadual de Londrina.
- 5:42Onde eu fiz na época uma pós graduação em sanidade e animal,
- 5:47dentro da qual ajudou o professor Amaury alfieri a
- 5:50montar o primeiro laboratório de virologia da universidade.
- 5:54E fiz um projeto bem bacana com eles na área de diagnóstico e
- 5:58epidemiologia de rotavírus em swing.
- 6:01E começo a logicamente, por estar na universidade, ter um
- 6:03pouco daquela experiência de fazer algumas aulas de doenças
- 6:07ficcosas para a graduação, havia uma oportunidade.
- 6:11De fazer ainda um doutorado fora do Brasil, em na Alemanha, na
- 6:15área de patologia de suínos. Porém eu tenho uma veia muito
- 6:19forte na área comercial. Acabei saindo da universidade
- 6:22depois de 2 anos e fui para uma empresa que era Mogi
- 6:25analimentos. Tinha uma divisão muito bacana
- 6:27lá dentro, chamava nutri serviços, justamente no momento
- 6:31em que o serviço pós venda começou a ganhar uma importância
- 6:36aonde a as empresas de nutrição começaram.
- 6:40Os primeiros projetos de pós venda com formulação,
- 6:43acompanhamento de campo, monitoramento intestinal, não só
- 6:48em frango de corte e suinicultura e assim por diante.
- 6:50Foi aí que eu comecei indo nos anos 90, além de trabalhar com o
- 6:54mercado suino, entender um pouquinho mais do que era esse
- 6:57potencial chamado avicultura de corte naquele momento.
- 7:01Consegui trabalhar esses 2 mercados até praticamente o ano
- 7:06de 96. Em 96 eu acabei saindo, me
- 7:11desliguei da companhia, da bojian, da alimentos e acabei
- 7:15montando um projeto que eu tinha guardado na gaveta desde os anos
- 7:1990 e 96. Eu montei uma empresa que se
- 7:22chama suyaves, né? Que tem 111 certa importância no
- 7:27mercado nosso. Já há um bom tempo que é uma
- 7:30empresa na especializada, na área de distribuição comercial e
- 7:33de representação comercial, tá ok?
- 7:36As fiaves como empresa é de negócios.
- 7:40Ela começou primeiro com a área de nutrição animal.
- 7:42Nesse período, com a avicultura de corte, onde eu já atuava, e
- 7:46suinocultura, ficamos nesse projeto em 98, entramos também
- 7:52no mercado de sanidade, com vacinas.
- 7:54Aí eu comecei a trazer para empresa o meu perfil, minha
- 7:57formação que era na área de doença, na área principalmente
- 8:01de patologia de virologia, não só no suino, mas na parte de
- 8:04aves, através de produtos. De vacina?
- 8:08Em 2007, por uma questão também de oportunidade de observação de
- 8:12campo, a gente começou a discutir que era relevante ou
- 8:16não Na Na parte de bioseguridade, através de um
- 8:19projeto com uma empresa chamada dupon, e essa empresa tinha toda
- 8:24uma estrutura de negócio de conceitos voltado ao tema
- 8:28bioseguridade, então? Foi justamente a partir dessas
- 8:31experiências de campo com nutrição, com vacina, sanidade e
- 8:36em seguida com bioseguridade, que a gente começou a ter uma
- 8:38formação um pouco diferente, né? Um pouco mais abrangente.
- 8:43EE realmente a nível de campo começar correlacionar esses
- 8:47temas, nutrição, sanidade e bioseguridade.
- 8:50A importância disso se somando em agricultura, porque a
- 8:54agricultura. Me chamou a mais atenção naquele
- 8:57momento. Nos anos de 90 até 2000, estava
- 9:01mais envolvido com o projeto. A agricultura no Brasil passou
- 9:04por um momento muito rápido de mudança, especialmente com a
- 9:08vinda das cooperativas no Paraná, né, nos finais dos anos
- 9:1390. Aí trouxe um conceito novo em
- 9:15termos de produção, né? E outra coisa importante,
- 9:19naquele momento, o Brasil começou a ser relevante na
- 9:22exportação de carne de Franco. Eu acho que é esse tema que fez
- 9:27que de nós que estávamos No No campo.
- 9:30É como veterinários, mas vinculado à área comercial.
- 9:34Começava enxergar a importância de certos protocolos, outros
- 9:39certos produtos ou conceitos pra quem quer exportar carga, né?
- 9:44Dentro de regras de registro, de legislações e critérios que o
- 9:49mercado comprador exigia do fornecedor.
- 9:51Então acho que esse pra nós foi um grande Salto.
- 9:53E a agricultura puxou não só o mercado de frango, mas com
- 9:59certeza é o mercado de swing, o mercado de bovino e outras
- 10:02proteínas que começaram a surgir desde então, né?
- 10:05E foi a partir disso então que eu me envolvi muito mais com a
- 10:08agricultura, muito por entender a necessidade que esse setor
- 10:12estava buscando e, logicamente, o crescimento, a tecnologia e
- 10:17hoje o Brasil mundialmente. Ele é referência, principalmente
- 10:22biosseguridade. Em termos de proteína animal e
- 10:24especialmente na avicultura de corte.
- 10:26Então é é um pouquinho desse histórico que eu tenho para
- 10:29falar para lucese. Novos líder em soluções de
- 10:34nutrição inteligentes para a avicultura, a novos traz 2
- 10:38soluções de destaque. A linha no entrex de minerais
- 10:41orgânicos relatados com estrutura molecular única no
- 10:44mercado, oferece alta biodisponibilidade de zinco,
- 10:47cobre ou manganês, melhorando o desempenho e a nutrição das aves
- 10:51durante todo o ciclo de produção.
- 10:53Já o aditivo enzimático sidenza, fonte de enzimas proteases,
- 10:57aumenta a digestibilidade das proteínas e degrada os
- 11:00inibidores de tripsina, favorecendo o sistema
- 11:02imunológico, a resposta e a integridade intestinal.
- 11:06Para mais informações, visite o site da novos.
- 11:09Www.novos.com. Muito legal.
- 11:16Luiz, parabéns. Eu acho que é uma trajetória
- 11:18bem, bem que a coisa vai se somando, né?
- 11:21E você entrou na nutrição, depois foi entendendo certo que
- 11:25nem que as coisas não estão isoladas, né?
- 11:27Luiz? Está tudo ligado uma coisa a
- 11:28outra e é importante muitas vezes no campo, nas empresas,
- 11:32as. Né?
- 11:33As diferentes áreas nas empresas acaba não se conversando e as
- 11:36coisas né, acontecem de uma maneira global, né?
- 11:40Pegando isso, exatamente essa experiência sua, trazendo isso,
- 11:42eu gostaria que você então fizesse pra gente aqui,
- 11:45trouxesse pra gente essa evolução da bioseguridade.
- 11:48Desde lá do começo que você né, já trabalhava no campo, já
- 11:51entendia, né? Lá na mogiana lá visitando as
- 11:55empresas e claro, AA evolução da bioseguridade, como você muito
- 11:59bem colocou aí na sua explanação.
- 12:02Brasileiro é exemplo, né? Assim, EE não só exemplo para o
- 12:06mundo, como também exemplo para outras cadeias animais, né?
- 12:08Quem deu os primeiros passos de dar importância a biosseguridade
- 12:12nas cadeias animais foi a agricultura.
- 12:14Depois. Com certeza.
- 12:15A ave suíno, né? Ali mais ou menos próximo, mas é
- 12:17um exemplo para todo mundo. Aí depois você tem até
- 12:19experiência com outras espécies aí, né?
- 12:21Camarão e outras coisas. E precisa é uma coisa que.
- 12:24Na época, talvez a gente não desse tanto peso nessa nessa
- 12:27vertente, mas hoje todo mundo sabe da importância.
- 12:29Eu queria que você comentasse exatamente isso, essa evolução
- 12:32desde lá, naqueles primórdios lá que você começou AA ter
- 12:35experiência que a gente mal, mal mal trocava, né?
- 12:3811 Calçado visitando Granja dava importância nenhuma para isso
- 12:42até hoje, com altos protocolos de biosseguridade.
- 12:46Queria que você comprasse comentasse um pouquinho dessa
- 12:48evolução, por favor. Tá OOA medida que você, que que
- 12:52a gente entende hoje a medida que você tem.
- 12:54Qualquer produto, qualquer espécie animal, um sistema
- 12:57intensivo de produção no mesmo espaço, no mesmo local, com
- 13:03certeza nós temos um aumento da pressão de infecção e esse foi o
- 13:07conceito que a gente começou a discutir lá atrás, antes de
- 13:10entrar realmente com biossibilidade.
- 13:12Porque se você for lembrar nos anos de 2002, 1002, 2003 e assim
- 13:19por diante, nós tínhamos alguns desafios sanitários do suíno.
- 13:23Ou mesmo na avicultura, que a gente não tinha diagnóstico.
- 13:26Na verdade era essa, tá? E havia suspeita que poderia ter
- 13:30pressão de infecção viral ou bacteriana e assim por diante.
- 13:33Nós temos um exemplo bem interessante na sua ilicultura,
- 13:36que foi a entrada da circo virose.
- 13:38Num determinado momento, nós não tínhamos vacina do Brasil e é um
- 13:42vírus que causa imune, supressão em suino à medida que nos anos
- 13:45de 2002, 2003, o advento da vacina na suimicultura.
- 13:50Para esse vírus, o problema de contaminação passou a ser mais
- 13:54fácil. Administração antes da vacina, a
- 13:57única solução que nós tínhamos eram protocolos um pouco mais
- 14:02adequados ou atualizados de nebulização sobre os animais.
- 14:06Isso aconteceu muito com o advento dessa entrada desse
- 14:09vírus na avicultura de corte. Até os anos de 2002 1002, se
- 14:16tocava normalmente com protocolos básicos de vacina e
- 14:19vida que segue. Na medida que nós nos
- 14:21intensificamos, começam a chegar algumas pressões de campo, aonde
- 14:26a nutrição que trabalhava com aditivos nutricionais, vitaminas
- 14:31e minerais, até um certo ponto não resolvia as questões de
- 14:34campo, principalmente nas regiões que nós tínhamos mais
- 14:38pressão de de produção ou múltiplas idades.
- 14:42Vamos chamar assim não só em São Paulo, Minas Gerais, norte do
- 14:45Paraná, região de Descalvado, Conchas, né?
- 14:49E et cetera. Então é nessa hora, por
- 14:51trabalhar com nutrição e trabalhar com protocolos de
- 14:54vacina, que mesmo usando os melhores produtos, eu não tinha
- 14:58sucesso ou tinha deficiência de resultado econômicos ou técnico.
- 15:02Isso me causava um incômodo. Por que não melhorar isso?
- 15:07Foi a partir disso que a gente começou a discutir melhoria de
- 15:10intervalo. Vamos fazer intervalo, ok,
- 15:13amplia intervalo, mas isso tem um custo, mas eu tenho vantagem
- 15:16porque me retorna em termos de resultado econômico.
- 15:19Além de intervalo, porque não mexer com detergente e
- 15:22desinfetantes? Mas quais desinfetantes e outra
- 15:26hipótese que nós tivemos na época, só tenho contaminação,
- 15:28horizontar alguma coisa. Eu só tenho contaminação
- 15:30vertical de vírus. E quais os vírus?
- 15:32Não sei se suspeitava, mas a gente não tinha até em tanto
- 15:35diagnóstico. Para isso, a gente acabou
- 15:37fazendo alguns projetos em parcerias com o professor
- 15:40piantino na USP, com colegas como Helena Matt fogo, que fazia
- 15:44pós doutorado na USP por educação do professor piantino.
- 15:48Para tentar observar o diagnostical, alguma coisa de
- 15:51contaminação vertical no frango de corte ou na avicultura mais
- 15:55Moderna. Foi a partir desses trabalhos,
- 15:58dessas pesquisas, que acabava coletando o material de campo e
- 16:01encaminhava para a universidade que nós começamos também a
- 16:05buscar produtos e protocolos para baixar a pressão de ficção
- 16:08do ambiente, uma observação de campo.
- 16:11A medida que eu melhorava esses protocolos, eu tinha um ganho
- 16:15econômico e exotécnico. Que era importante.
- 16:19Se eu tenho um ambiente controlado no quesito pressão de
- 16:24infecção e eu tenho um ambiente controlado no quesito ambiência,
- 16:29a nutrição, eu posso ser um pouco mais econômico.
- 16:31Então a gente começava a se movimentar nesse universo aonde
- 16:37um conceito, de certa forma, teria aqueles elos da corrente
- 16:42que a gente sempre observa nas palestras sobre o dedos de
- 16:44comunidade. Mas, na prática, vamos fazer
- 16:47isso, vamos entender e vamos aplicar.
- 16:49Então foi nessa linha de raciocínio, até por vir da área
- 16:52de pesquisa, trabalhar com virologia, ter um espaço
- 16:56interessante na nutrição, mexer com vacina e, por fim, o que que
- 17:01é importante no protocolo de limpeza e ficção?
- 17:04Foi por isso que a gente acabou entrando nesse conceito, né?
- 17:07E a livre do campo, a gente começou a ter alguns resultados
- 17:10diferenciados, ou seja, melhores protocolos, melhor ambiência.
- 17:15A expressão zootécnica do frango, principalmente,
- 17:18acontecia. E uma coisa importante, o
- 17:20resultado econômico, que é o que interessa para nós no final
- 17:23desse projeto, né? Trazer um frango mais econômico
- 17:26na plataforma. Foi isso que aconteceu.
- 17:29Ao longo dessa história, vários clientes acabaram nos
- 17:32pressionando para buscar esse conceito.
- 17:34Isso é importante também porque a medida que o que o mercado te
- 17:37pressiona e trazer esse resultado, você sai da zona de
- 17:41conforto e busca as soluções. É o que a gente começou a
- 17:44desenvolver desse modelo de negócio que eu tinha.
- 17:47O Luiz é bem legal essa história que você falou aí,
- 17:51principalmente dos protocolos de limpeza e desinfecção.
- 17:54Eu queria explorar isso um pouquinho mais, né?
- 17:57É hoje a gente sabe, né? Tá tudo muito profissionalizado.
- 18:01Eu tenho equipes especializadas em fazer limpeza em infecção.
- 18:05Às vezes o próprio Granjeiro tem um treinamento pra isso.
- 18:08Cada empresa tem as suas próprias soluções.
- 18:11Mas assim, eu queria que você comentasse exatamente isso, que
- 18:15que significa uma falha nesse nesse protocolo, uma limpeza mal
- 18:18feita, uma desinfecção mal feita é assim, né?
- 18:24Um intervalo às vezes mais curto que como é que você enxerga que
- 18:27é o que? Que a consequência certo de não
- 18:30levar tão a Sério essa questão da limpeza, da desinfecção e do
- 18:34intervalo. Nós tivemos uma experiência a
- 18:38convite de um casal. Na África do Sul, em 2018, que
- 18:43responde bem esse ponto, porque na África do Sul eles têm um
- 18:47intervalo de 3 dias a 4 dias. E eles têm um protocolo bem
- 18:52bacana, porque tira o frango, imediatamente entra uma equipe
- 18:56especializada em retirada de cama, porque o mercado de cama
- 18:59lá permite vender e vende-se bem pra agricultura.
- 19:03Deu foco nisso, acabou o protocolo.
- 19:05Retirado de cama, entra uma equipe especializada em
- 19:08aplicação de detergente. Aí é um ponto importante, porque
- 19:12exige produto, equipamento e equipe treinada, porque é essa a
- 19:17vantagem, a retirada do meu filme num aviário fechado que
- 19:21tem a Dark House, que era o modelo que eu vi naquele
- 19:23momento, e o Brasil também tinha muita deficiência e tem até
- 19:25hoje. A gente pode melhorar com
- 19:28produtos e protocolos de 2 suas específicas e uma coisa
- 19:31importante, o tempo da ação desse produto na superfície.
- 19:34Então isso tudo tem que ser discutido no protocolo fazia se
- 19:38o enxágo. A partir desse desse trabalho,
- 19:42entrava uma outra equipe especializada no veículo que
- 19:46aplicava somente desinfetante. Esse veículo entrava dentro do
- 19:50aviário, as rodas eram alto limpantes e ele injetava em
- 19:54superfície, piso comedouros e lona, et cetera.
- 19:59AA, um produto específico como desinfetante de superfície
- 20:03perfeito. Acabou isso, por fim.
- 20:07Eu tinha o último veículo que entrava no aviário na porta de
- 20:12de fechamento com 2 tufos enormes, e aplicava
- 20:18termobilização com o desinfetante e com algum produto
- 20:22para controle de cascodículo, né?
- 20:25Isso foi para mim. Foi um modelo que no Brasil a
- 20:27gente começou a trazer um pouco desse conceito, porque se eles
- 20:30tinham 3 dias ou 4 para fazer o protocolo de limpeza e se fosse
- 20:34o protocolo muito bem feito. Eu tinha que ter um bom
- 20:37resultado econômico, zootécnico na sequência e antes de alojar o
- 20:42próximo lote. O que que eles usam lá?
- 20:44O que a gente usa no Brasil hoje é um conceito chamado da
- 20:46compoint, que é uma análise de ATP, a análise de ATP em
- 20:50superfície. Ela diz o quanto que eu tenho de
- 20:52sujidade e após um protocolo de limpeza, não desinfecção, mas de
- 20:56limpeza, porque a limpeza é a base do sucesso da desinfecção.
- 21:00Quando eu analiso o quanto que eu tenho de ATP numa superfície,
- 21:04é uma metodologia simples que você faz em. 2030 segundos numa
- 21:08Granja bem fácil de aplicar, né? Através de equipamento e suaves
- 21:12específico pra isso, que são na verdade reações enzimáticas, eu
- 21:15defino isso, o protocolo de limpeza tá legal, segue
- 21:18alojamento, senão vota processo, entendeu?
- 21:22Então, trazer um pouco dessa ideia pro mercado nacional
- 21:26brasileiro, é isso que a gente tem feito e trabalhado, porque a
- 21:29medida que a gente investe nessas tecnologias, independente
- 21:33de eu ter. Um vírus, Ah, o bioscê do lado
- 21:35de fora do aviário, eu abaixo essa carga de infecção e permito
- 21:39que o lote seguinte tenha o melhor resultado econômico
- 21:42zooteco. Então é por aí que a gente
- 21:44começou a buscar outros conceitos de melhoria de
- 21:47processo, né? Então não é só colocar um
- 21:50detergente, mas como é que eu uso, como é que eu fico, como é
- 21:53que é OPH desse produto, qual o meu objetivo, qual o tempo e
- 21:56como é que eu enxágo. É um protocolo importante isso
- 21:59porque é uma boa limpeza. E a organização mundial da da de
- 22:03saúde tem um trabalho publicado que o sucesso da desinfeção
- 22:08responde a 90% da limpeza, 8% a 6% é a desficção chamada de
- 22:15superfície e de 1 a 2% é a desficção de aerossóis.
- 22:20É aquilo que está em suspensão no ambiente.
- 22:23Por isso que às vezes um bom equipamento de ter uma
- 22:25mobilização ou uma nebulização bem feita com outras pequenas.
- 22:30Eu consigo ter um produto em suspensão atuando de forma
- 22:34direta nas partículas que estão em suspensão dentro, por
- 22:37exemplo, de um aviário, tá? Então baseado em conceito e
- 22:40tecnologias que logicamente, ao longo dos anos foi a empresa,
- 22:44foi tendo parcerias e conceitos, et cetera, que nós vimos na
- 22:49prática aqui. Isso tem um efeito
- 22:50principalmente zootécnico, que é o que eu quero, né?
- 22:53Que é o que o cliente precisa. E uma coisa importante, se eu
- 22:55estou exportando um produto. Só tô mandando pra fora um
- 22:59produto como Franco, por exemplo.
- 23:01Eu tenho uma condição melhor de apresentação desse produto pro
- 23:04consumidor, pro meu comprador que quer 111 diferencial.
- 23:09Então é é nessa linha de raciocínio que a gente acabou
- 23:12entrando nesses últimos aí, praticamente 20 anos com
- 23:15biossibilidade no Brasil. Muito legal, Luiz, eu acho que
- 23:19esse é um recado que eu queria só reforçar, porque talvez, né?
- 23:24O Granjeiro, o produtor, a própria empresa não dá valor
- 23:28nesse pequeno intervalo porque o frango não tá lá, mas talvez o
- 23:33que você esteja fazendo ali sem o frango ali, certo, seja mais
- 23:36importante do que você vai fazer depois quando os pitinhos
- 23:38chegar, porque quando você aloja naturalmente, né?
- 23:42O lote numa condição de desafio maior, né?
- 23:44Obviamente que o desempenho dele vai ser prejudicado.
- 23:48Então eu acho que esse é um recado, né, Luiz, que a gente
- 23:50pode deixar caprichem nesse nesses protocolos de limpeza.
- 23:54Acho que os números que você trazem falam por si às vezes, às
- 23:58vezes OA tá na cabeça das pessoas o Luiz assim, não, eu
- 24:01vou fazer uma limpeza mais ou menos que depois eu compenso na
- 24:05desinfecção. Aí você já mostrou, não, não.
- 24:07Quem tá pensando assim tá dando com os burros na água, não vai
- 24:10resolver. Se não fizer uma limpeza boa, a
- 24:12sua desinfecção não vai funcionar.
- 24:15Então acho que muito legal esse recado que você está trazendo.
- 24:17Eu acho que as empresas têm que estar sempre revisitando esses
- 24:20protocolos de limpeza, fazer tudo isso que você está
- 24:23ensinando a gente aí e pode ter certeza, você gasta um pouquinho
- 24:27aqui e você recupera como você muito bem, coloque, colocou, que
- 24:30é exatamente isso que a gente pensa, né?
- 24:32No retorno econômico, não queremos aqui é ganhar dinheiro,
- 24:34não é não é, é um investimento para ter retorno econômico.
- 24:38Não queremos fazer graça, né? Vamos dizer assim, muito.
- 24:41Igual eu gostei muito desse recado, eu queria reforçar isso
- 24:43aí, que da importância desse, né?
- 24:46Desse, vamos dizer, desse processo ser bem feito.
- 24:49Uma coisa importante que é associado a isso na questão da
- 24:52biosidade é isso aí entra em todas aquelas questões de boas
- 24:55práticas de controle de pessoas, visitas animais.
- 24:59O manual de de que já existe disponível no mercado é muito
- 25:02intenso. Qualidade de água, qualidade de
- 25:05ração, matéria prima, isso tudo dentro do conceito de
- 25:09biossibilidade, né? A agricultura nos ensinou muito
- 25:12dessa importância e como melhorar e vigiar e criar
- 25:15auditorias sobre isso, que é um ponto importante.
- 25:18Quem tá fazendo, como tá fazendo e a qualidade desse processo,
- 25:22porque isso tudo tem investimento, né?
- 25:25Tudo isso é custo num certo momento, ou talvez de
- 25:27investimento. Aí é uma coisa importante, eu
- 25:30vou buscar tecnologia. Para reduzir o máximo de mão de
- 25:33obra e automação de processo é um ponto que deve ser pensado.
- 25:37Ou investir em pessoas na questão de qualidade, na questão
- 25:41de certificação ou de rastreabilidade também é
- 25:43fundamental, né? E entender também para que, para
- 25:47onde eu vou mandar meu produto se eu tenho uma demanda, uma
- 25:50exigência do meu produto para exportação, por exemplo?
- 25:53O que que esse cliente que vai me comprar ele quer do meu
- 25:56produto? Que nível de exigência eu vou
- 25:58ter para isso ou não? É uma questão muito direta Na Na
- 26:01parte econômica do do projeto. Então foi a partir daí que a
- 26:04gente começou a discutir. Mas o ganho que que teve muito
- 26:08nos últimos anos, em 2008, 2009 e 10, quando a gente começou a
- 26:12discutir esse trabalho, foi quais vírus estavam descendo
- 26:16através de contaminação vertical.
- 26:18E nós não tínhamos ainda algumas, algumas respostas.
- 26:22E foi através desse trabalho que a USP fez com a doutora Helena
- 26:25que a gente começou a observar. Que tinham lá 6 ou 7 vírus
- 26:29importantes, sendo que 2 que era adenovírus tipo um e nefrite
- 26:33aviário tinham contaminação vertical na avicultura de corte,
- 26:37né? Isso é um assunto que nos chamou
- 26:40atenção. Começamos a acreditar que havia
- 26:42um espaço para melhorar, desde para recebimento de material
- 26:46genético na Granja pintinho, fazer também um protocolo pré
- 26:51alojamento 24 horas antes de alojar fazer uma complementação
- 26:54de protocolo de infecção. Isso tudo pensando em resultado
- 26:57zootécnico, né? E, logicamente, se eu melhoro
- 27:00isso, reduzo eventualmente algum tratamento com algum produto
- 27:03específico. Posso até rever até meu
- 27:06protocolo aí, talvez de vacina, já que não tem alguns desafios
- 27:09importantes no campo, mas baseado em diagnóstico e um
- 27:13ponto importante na questão de aditivo nutricional e
- 27:15formulação, o quanto que eu posso economizar do meu
- 27:19coeficiente? Vamos chamar assim de medo, né?
- 27:21Coeficiente m, né? Existe vários coeficientes, mas
- 27:24vou falar com meu coeficiente medo.
- 27:26Que às vezes nós que trabalhamos com poluição, acaba colocando a
- 27:28mais numa fórmula, porque às vezes a gente tem a insegurança
- 27:33de ter um resultado bom ou não. E é por isso que a gente também
- 27:36discute muito a importância de correlacionar, nutrição,
- 27:41sanidade e biosidade. Logicamente em ambiência faz
- 27:44parte disso pra que a gente tenha 11 custo econômico
- 27:47zootécnico mais adequado. E o frango permite analisar isso
- 27:49aí. Luiz, eu queria pegar essa deixa
- 27:53aí que você deu pra pra fazer essa pergunta pra você.
- 27:56Queria que você explicasse um pouquinho melhor, que eu acho
- 27:58isso fundamental, que é exatamente essa interação que
- 28:01você acabou de falar aí da nutrição com a biosseguridade,
- 28:04né? Muitas vezes a gente acha que
- 28:06são coisas diferentes. É um nutricionista e um
- 28:09sanitarista, um cuida de uma coisa, outro cuida da outra, né?
- 28:12E você acabou de começar a explicar aí a importância da
- 28:15interação da nutrição. Certo?
- 28:17Com a bioseguridade? Eu queria que você explorasse um
- 28:19pouquinho. Você tem uma experiência boa em
- 28:21relação a isso. Eu queria que você contasse um
- 28:23pouquinho como que você enxerga, né, essa interação da nutrição
- 28:28com a bioseguridade. Acho que o ponto importante são
- 28:32dados de campo, né? Que que são os dados de campo?
- 28:35Logicamente os dados zootécnicos.
- 28:37Esse é um ponto fundamental que eu tenho histórico das empresas.
- 28:40Acho que a baria das empresas em agricultura tem hoje sistemas de
- 28:44controle que são interessantes. Esse é um ponto fundamental.
- 28:47Formar equipe de campo na questão monitoria,
- 28:51principalmente na qualidade intestinal, é fundamental que
- 28:55nós temos bons profissionais para fazer esse monitoramento da
- 28:58questão qualidade intestinal, da questão de qualidade e
- 29:02digestibilidade da ração No No reto do animal, por exemplo,
- 29:05criar protocolos. Escort e lesão, né?
- 29:08Por exemplo, controle de coccidiose ou presença ou não de
- 29:12eventuais contaminações bacterianas.
- 29:14Isso faz parte do monitoramento ou de qualquer empresa de
- 29:17nutrição ou de qualquer veterinário de campo ou técnico
- 29:20de campo. Não importa, é fazer um
- 29:22monitoramento que às vezes pouca gente faz.
- 29:24Na questão de Imunologia, como é que tá minha bolsa?
- 29:27Como é que tá aí minhas consilas recais, como é que tá o meu
- 29:30ceco, né? São coisas que às vezes.
- 29:35O pessoal de campo acaba não analisando esse isso para nós, a
- 29:39nível de bioscuridade é importante, porque se o melhor é
- 29:42a pressão de ficção do ambiente, né?
- 29:45Eu tenho às vezes uma bolsa no tamanho adequado para aquela
- 29:48idade, né? Eu tenho que ter parâmetros para
- 29:50isso, isso é isso. É importante que a gente faça
- 29:53esse trabalho de campo também. Uma coisa importante,
- 29:57diagnóstico e sorologia e hoje com com advento de PCR, eu acho
- 30:01que nós ganhamos muito nos últimos anos com essa
- 30:04metodologia. Porque?
- 30:06Porque essa metodologia começou a auxiliar nós não só no
- 30:08diagnóstico, mas monitoramento de campo.
- 30:10E uma coisa que agora está chegando muito forte, a gente
- 30:13está entrando um pouco nisso também, que é a entrada da
- 30:15inteligência artificial, né? E isso permite ter cada vez mais
- 30:20a nível de abate. Por exemplo, existe já produtos,
- 30:23sistemas que analisam em tempo real a linha de abate a nível de
- 30:28lesão. De condenação de carcaça, de
- 30:31lesões, de apanha. Isso para nós é importante, tem
- 30:34tempo real. Por quê?
- 30:35Porque a ação é imediata, eu já sei da onde veio o problema, se
- 30:40foi da Granja, do Granjeiro ou da região, se eu fiz alguma
- 30:44alteração, por exemplo, em aditivo, qual efeito a nível de
- 30:47abate de qualidade intestinal, por exemplo.
- 30:50Então isso são tecnologias que já estão entrando no mercado
- 30:54brasileiro, está disponível isso aí, então acho que a somatória.
- 30:58Esses conceitos com a bioseguridade é fundamental e
- 31:03uma coisa importante da bioseguridade, né?
- 31:06O protocolo, ele tem que ser reavaliado regularmente pra ter
- 31:10a reavaliação. Tem que ter justamente esses
- 31:12dados como bioscuridade. Eu tenho que ver se o meu
- 31:14produto na diluição correta tá legal, se eu vou fazer uma
- 31:18aplicação sobre as aves ou se vou fazer uma aplicação sobre o
- 31:22sistema de tubulação de água e quase ninguém olha isso.
- 31:26É é uma aplicação muito econômica, barata, e você fazer
- 31:29simplesmente o uso de um detergente ácido no intervalo do
- 31:34lote na tubulação de água, você elimina todo o meu filme que eu
- 31:37tenho, que geralmente é mais consistente ali.
- 31:39Meu filme. Cálcio e um pouco de gordura
- 31:43dentro da tubulação que acumula ao longo do tempo.
- 31:45E é um protocolo simples que você faz em menos de 10 horas e
- 31:49tem um resultado importante, porque às vezes a água ela sai
- 31:51limpa nos nossos olhos quando eu faço um tratamento.
- 31:55De um detergente astro, a água acaba sendo escura da tubulação
- 31:59devido ao acúmulo de biofímia interna.
- 32:01Então são coisas que a gente tem que melhorar.
- 32:04Lembrando que a água é a parte fundamental da nossa nutrição,
- 32:07lembrando que a qualidade da água é a parte fundamental da
- 32:10qualidade intestinal. Isso passa desapercebido, né?
- 32:14E uma outra coisa que é legal que a agricultura nos mostrou e
- 32:18por trabalhar com biosseguridade você comentou um pouquinho, eu
- 32:21não entrei nesse assunto. Mas por trabalhar com nos dar de
- 32:23agricultura outros setores nos procurar, como camarão, como
- 32:28tilápia, como bovino, como suíno, a gente atua um pouco no
- 32:32mercado até de exportação de fruta e da parte agrícola
- 32:35também, mas sempre com essa ênfase de melhoria de ambiente,
- 32:40melhoria do que eu falo, na pressão de infecção, às vezes
- 32:43dentro de um contêiner, de uma caixa de transporte, às vezes de
- 32:45mamão, por exemplo, ou de melão de importa, né?
- 32:48E o conceito é igual para todos na melhoria, por exemplo, do.
- 32:52De de uma embalagem plástica que eu vou usar, quer seja um
- 32:54transporte de de camarão, de peixe ou de frango, não importa,
- 32:58né? E o Brasil tem que aproveitar
- 33:00esses conceitos, porque lá fora você falou uma coisa importante,
- 33:05a gente não tem às vezes AO mesmo cuidado que o Brasil tem
- 33:08em termos de boas práticas, né? E geralmente a pessoa começa a
- 33:12fazer boas práticas como dói o que dói o bolso, dói o lado
- 33:16financeiro, haja visto que aconteceu com a influenza viária
- 33:18na Europa, na Ásia, nos Estados Unidos, e tem acontecido.
- 33:21Regularmente, porque aí esses países acabaram adotando boas
- 33:25práticas, porque houve uma dor, houve uma doença de impacto
- 33:29econômico importante. O Brasil pequeno não tem
- 33:32históricos de desafios, porém, até pela questão de isolamento
- 33:36do país, até pela questão do clima, pelo quanto que a gente
- 33:39evoluiu como produção, com profissionais, com conceitos.
- 33:44Felizmente, né? Não sei se Deus é brasileiro ou
- 33:47não, mas nós temos as nossas doenças e com impactos
- 33:50econômicos muito menores na avicultura.
- 33:53Espero que continue assim a medida que a gente melhora essas
- 33:56ações de correção. Com certeza o mercado lá fora
- 34:00respeita muito o Brasil e de certa forma tem medo, porque
- 34:03aqui o que eu gosto de falar não tem para ninguém, nós vamos para
- 34:06cima. E responde eu?
- 34:08Eu trabalho muito forte na tilápia também em menos de 10
- 34:12anos. Hoje o Brasil é o segundo maior
- 34:14exportador de tilápia do mundo. Que é o quarto maior produtor de
- 34:17tilápia e daqui a pouco nós vamos ser o segundo,
- 34:19provavelmente daqui a 10 anos, o primeiro produtor do mundial e o
- 34:23primeiro exportador. Qual que é o grande mercado da
- 34:25tilápia? Mercado americano, 98% da carne
- 34:29tilápia é importado, 2% produzido no mercado americano.
- 34:33E nós temos vários desafios em tilápia no mundo, com vírus e
- 34:38com bactéria. E o Brasil hoje é desafiado com
- 34:41isso também. E é muito mais complexo você
- 34:44falar em bioscuridade, em em reservatórios mais complexo,
- 34:47falar em bioscuridade, em tanques de peixe ou mesmo de
- 34:50camarão, né? Então a gente usa um pouco dessa
- 34:53experiência que a gente tem na cultura de corte e aprende muito
- 34:57com as outras espécies, né? O quanto que é impactante a
- 35:01entrada de um vírus, por exemplo, como mancha branca, no
- 35:03camarão? Quando acontece isso em algumas
- 35:06fazendas, eu vi isso, vivo isso em algumas ilhas de campo.
- 35:09Você chega a perder 5% da produção em menos de 4 dias de
- 35:13uma fazenda de camarão por conta da presença do vírus.
- 35:16Entendeu? E qual é o gatilho desse vírus?
- 35:18Geralmente é o ambiente, temperatura d'água.
- 35:22Um animal que pode, que tem o tempo, a temperatura ideal de
- 35:2528°, de repente, se a água cai para 25, é gatilho com a entrada
- 35:30da mancha branca, porque a baixa imunidade, o vírus está presente
- 35:33no ambiente e o impacto é. Importante, então, essa essa
- 35:39combinação de proteínas, vamos chamar assim, baseado naquilo
- 35:43que a gente viu na avicultura e tem levado para outros mercados.
- 35:47É muito interessante. E a gente aprende muito com
- 35:50essas outras espécies, né? Então, nos últimos anos tem
- 35:54feito muita coisa diferente aí. Muito legal, né, Luís?
- 35:57Parabéns. E isso que você falou, acho
- 35:59fantástico, né? A avicultura ensina para outras
- 36:03cadeias e animais e também aprende de outras cadeias e
- 36:06animais para a gente trazer para a agricultura, e é como você
- 36:08falou. E a seguridade já virou um
- 36:11patrimônio. Tá todo mundo estudando isso, tá
- 36:13todo mundo prestando atenção nisso, tá todo mundo investindo
- 36:16nisso. Como você falou, às vezes é um
- 36:17investimento, não é custo, tem que estar muito bem
- 36:21profissionalizados. Não são atitudes de achismo, tem
- 36:25uma ciência por trás disso. Então eu só agradeço mesmo de
- 36:29todas as informações que você trouxe para dar um exemplo para
- 36:31reforçar. Aí você acabou de falar quem que
- 36:33tem lavado as tubulações? Às vezes tem galpões aí que ano
- 36:38após ano está lá acumulando, acumulando, e aquela sujeira
- 36:41está lá. E você nem sabe.
- 36:43Então dicas como essas são muito importantes.
- 36:46Eu agradeço muito aí a sua participação com a gente aqui.
- 36:48Eu acho que você trouxe muita novidade.
- 36:50Acho que a gente vai ter que fazer mais um episódio pra pegar
- 36:54o varejinho assim de dar essas dicas aí do dia a dia mesmo, que
- 36:57são todas muito importantes. Então, de novo, agradecer,
- 37:01certo? Muito legal.
- 37:02É muito legal conversar com as pessoas, que, né, já tem a
- 37:05experiência e que tem o dia a dia, né?
- 37:08Então que trazem assim é como você deu aquele exemplo lá da
- 37:10África do Sul, né? Lá tinha alguma coisa específica
- 37:13ali, então teve uma oportunidade de fazer uma interação, de
- 37:17aprender alguma coisa para trazer para o Brasil para a
- 37:20gente aplicar isso. E volto a dizer, né, a vicultura
- 37:24não é para amadores, né? A gente tem que estar sempre
- 37:26tomando as decisões corretas, nas horas corretas, baseadas,
- 37:29né? Nos parâmetros corretos, né?
- 37:31Então eu te agradeço muito aí por essa conversa nossa e deixo
- 37:35você aí fazer suas considerações finais.
- 37:38Bom, professor, eu que agradeço novamente o convite.
- 37:42Estamos à disposição, com certeza.
- 37:44Ele tem muito assunto, né? E quem puder também.
- 37:48Né? De certa forma, mandar alguma
- 37:50mensagem, precisar de alguma informação, está à disposição
- 37:52sempre, né? Eu tenho ido muito pra Goiás.
- 37:55De vez em quando a gente tá aí na região aí batendo, batendo.
- 37:59Próxima vez você vai fazer uma visita aqui pra mim, vamos tomar
- 38:01um café junto, Combinado? Vou Combinado, vou com o maior
- 38:05prazer e de novo hoje está à disposição.
- 38:08E esse tema pra nós é, é muito gratificante entender que isso
- 38:13cada vez mais tem demanda. Tem oportunidade?
- 38:16De alguma forma, a gente pode contribuir com com o mercado e
- 38:19com outras cadeias, né? Que isso que é legal também.
- 38:22A agricultura. Ela ela é uma referência, ela é
- 38:24respeitada, a gente viaja muito para fora.
- 38:27Enfim, temos que aproveitar o momento nosso também como
- 38:31fornecedor de proteína para o mundo.
- 38:33Acho que é isso. Pessoal, é isso.
- 38:35Muito obrigado novamente o doutor Luiz Eduardo Conti.
- 38:39Foi muito legal o nosso episódio e pessoal que nos acompanha.
- 38:42Nós esperamos revê Los nos nossos próximos episódios.
- 38:45Tchau, tchau e contem sempre com a gente.
- 38:48Um abraço. Um abraço, bom ano para todos.