Latest / Surra de Lúpulo / História da Propaganda Cervejeira. Papo com o Sérgio Barra | Surra #162
Transcript
- 0:08Hipocondríaca apresenta? Surra de lúpulo, oi pessoal, bom
- 0:17dia, boa tarde, boa noite, eu sou Ludmila, mais conhecida no
- 0:21Instagram. Qual é o novo?
- 0:22A Drica e no programa de hoje, meus amigos, nós vamos falar
- 0:27sobre a história da propaganda cervejeira através dos tempos
- 0:32para assuntos históricos. Nós temos aqui quem?
- 0:35Quem? Não é o Raimundo Nonato, é o
- 0:40nosso consultor especial. Sérgio barra, mais conhecido no
- 0:43Instagram como profano. Grau.
- 0:47Antes de pedir que o nosso convidado deu a luz, a gente tem
- 0:49o prazer de informar que esse programa é oferecido pelos
- 0:52nossos mecenas empresariais, debian.
- 0:55Gz Iris peixe, cervejaria, uçá, viver o Vandenberg prussia Bier,
- 1:00cerveja da casa. Agora sim, Sérgio dá um alô pra
- 1:07galera relembrar a sua voz de veludo, salve, salve, amigos.
- 1:13Sempre bom, é sempre uma honra estar aqui nesse podcast que é
- 1:16sucesso absoluto de crítica de público, sucesso no Brasil
- 1:20inteiro. Então para mim é sempre uma
- 1:21honra ser convidado e participar desse egrégio programa.
- 1:26Nossa. Comecei me sentindo no Faustão,
- 1:29tanto no profissional quanto no pessoal e pareia me sentindo
- 1:33aonde agora no pasquale, né? Descer gregio programa muito
- 1:36bom, muito bom, coisa linda de mãe pai e eu sou Leandro, mas
- 1:40hoje vocês podem me chamar do arauto das cervejas, aquela
- 1:43figura que trazia as notícias antes de existirem os week.
- 1:47Vínculos as mídias aquela figura e contava que fulano venceu
- 1:50batalhas que falou quase um bardo, né?
- 1:52Mas ele era um outro cargo e aí eu tenho para contar para vocês
- 1:56que a RAM Bira entrega as melhores cervejas do Piauí em
- 1:59todo o Brasil. E aí eles têm é o auto serviço
- 2:02que resolve o seu negócio e a sede do cliente e a cerveja SUS,
- 2:05agora em lata, para viajar mais leve lúpulo brasileiro, só os
- 2:10nascidos e cuidados pela Vandenberg tratados no bercinho
- 2:13pro se abrir, tem lançamento esse mês e no que vem também e
- 2:18cerveja da casa acaba com a sua preguiça de fazer cerveja em
- 2:22casa. Pronto isso, caralho, que isso,
- 2:26Hein? Vida de arauto era difícil que
- 2:28entrega meus amigos, que entrega.
- 2:31Vem ser mecenas empresarial também.
- 2:33Que o arauto é bom. E falando tanto em cerveja, a
- 2:39gente bebe enquanto conversa ou conversa, enquanto bebe, o que
- 2:43você está bebendo por aí? Sérgio, então, como aqui já está
- 2:46meio tarde, eu estou bem devagar, só na social, com uma
- 2:49back sozinha que eu já tinha bebido no Brasil, abecs, mas
- 2:52nunca tinha bebido aqui na Itália.
- 2:53Aí tô vendo se tem alguma diferença, só bebendo para bater
- 2:56o ponto, mesmo porque quando a gente encontra com os amigos,
- 2:59né, tem que não pode deixar passar a oportunidade, né?
- 3:02Tem que beber sem dúvida tá ótimo.
- 3:04E você, lud, cara, eu estou aqui pra passar raiva com o meu
- 3:07microfone, mas vamos lá de novo só um minuto.
- 3:12Foi claro que não é para me fazer raiva mesmo, mas, enfim,
- 3:16eu estou aqui com a hora de Sunshine, da hocus pocus,
- 3:19excelente cerveja de entrada, meus amigos não sabem o que
- 3:22indicar o seu amigo que não bebe cerveja artesanal que fica
- 3:25falando aqui só por mais por Mac por Mat, indica essa aqui é uma
- 3:30boa cerveja de entrada. Certamente ele vai gostar.
- 3:33Cervejinha com adição de laranja se quiser um conteúdo extra, tem
- 3:37lá rios na IPA com dry a CA. Eh você, arauto das propagandas
- 3:42de cerveja, que que você está bebendo?
- 3:45Aí eu vou beber hoje, uma odin numa boa, a coffee blonde da
- 3:51odin. Deixa eu ver como é que está.
- 3:55Saiu sonzinho, fez um quase nada.
- 3:58Só não. Aqui foi melhor, tá?
- 4:00Fica a dica que aqui foi melhor, então, de repente, na hora que a
- 4:03gente ouve o programa editado tal negócio, porra sensacional.
- 4:16Se você é fã do conteúdo que a gente produz aqui, se você dá
- 4:19risada com as piadas que fazemos, se você se emocionar
- 4:23com as tretas que debatemos, se você aprende alguma coisa aqui,
- 4:26vira um mecenas do surra de lúpulo.
- 4:28Através do site apoia.se barra, surra de lúpulo, escolha o apoio
- 4:32que cabe no seu bolso. Vamos costuma dizer o Leandro.
- 4:35Parte de 5 BRL já passou na loja do surra de lúpulo.
- 4:39Vista o que você escuta? Tenho certeza que temos uma
- 4:42estampa que é a sua cara ou da sua esposa ou da sua mãe ou da
- 4:45sua filha. Acesse loja ponto surra de
- 4:48lupulo.com.br e compre a sua. Enviamos para todo o Brasil, é
- 4:52brasileiro e não tá podendo apoiar com grana agora.
- 4:56Aham, estamos juntos sem problemas.
- 4:58Ajude a gente a chegar mais longe.
- 5:00Basta enviar o link desse episódio para o amigo que gosta
- 5:03de cerveja artesanal, de história ou de propaganda, ou
- 5:07compartilhar nas suas redes sociais marcando a gente.
- 5:10Estamos em diversas plataformas de streaming, mas o coração este
- 5:15de amor. Quando rolam 5 estrelinhas no
- 5:17Spotify. Agora, se fechar o combo 5
- 5:20estrelas mais comentário na Apple podcast, a gente pira de
- 5:25Alegria, alude, pega o bandolim e faz uma canção nos stories
- 5:29para você. As avaliações ajudam as
- 5:31plataformas a entenderem que nosso conteúdo é relevante e
- 5:35melhoram muito a distribuição dos episódios.
- 5:38Isso aí. Bom, a gente vai partir programa
- 5:52mais, lembrando que teve um programa sensacional que foi ao
- 5:56ar recentemente com Ken fujioka e com a Rafa e a gente falou
- 6:00sobre propaganda cervejeira, mas na maneira mais atual, com o
- 6:03olhar mais publicitário. Então meus amigos volta lá.
- 6:07Se você não viu esse programa ainda, ou se esse programa com
- 6:10quem e com a Rafa, o quem que é do naru, rodou.
- 6:13Podcast, querido amigo nosso nosso coração e hoje a gente
- 6:16trouxe o Sérgio, nosso consultor histórico para assuntos
- 6:19ecléticos e eclesiásticos. Para falar sobre a história de
- 6:24fato, né? Contar um timtim por timtim por
- 6:26aí, então vamos começar do começo.
- 6:28Se assim é possível dizer sobre a história, como a história da
- 6:31propaganda de cerveja se funde ou se mistura com a história da
- 6:37cerveja, então eu vou aproveitar essa primeira pergunta para
- 6:39justificar a minha presença aqui, né?
- 6:41Porque eu sou historiador, mas não sou daqueles que acha que
- 6:44pode falar sobre qualquer coisa, né?
- 6:46Então eu não sou formado em publicidade, em propaganda, nada
- 6:49disso, mas eu gosto muito desse tema, da história da propaganda.
- 6:52Eu inclusive no meu Instagram, se você não me segue ainda,
- 6:54segue lá, propano grau, meu Instagram, eu tenho uma série de
- 6:58posts onde eu? Momento, propagandas antigas de
- 7:02cerveja, eu acho um tema muito legal, porque a propaganda de
- 7:06cerveja ela faz parte da história da cerveja, apesar de
- 7:10eu não ser formado em marketing, eu fiz o curso do marketing
- 7:14cervejeiro com a saudosa Erica Barbosa, né?
- 7:17Que talvez tenha sido o melhor curso que eu fiz na área de
- 7:20cerveja e tinha uma coisa que ela falava sempre e que é a
- 7:23maior verdade, que é tão importante quanto produzir uma
- 7:27boa cerveja é saber como vender essa cerveja, então, vender a
- 7:31cerveja, ou seja, saber fazer a propaganda da cerveja faz parte
- 7:36da história da cerveja do negócio.
- 7:38Faz parte do negócio, não é bom, as pessoas não vão comprar.
- 7:41Da sua cerveja, só porque ela é boa, cerveja boa tá cheia aí no
- 7:45mercado. Se você não souber vender o seu
- 7:47peixe, não vai sair do zero, não vai desempatar o jogo.
- 7:50Então a propaganda da cerveja, ela caminha junto com a história
- 7:54da cerveja. A propaganda da cerveja também
- 7:57tem uma história em que sentido, no sentido de que, da mesma
- 8:01forma que a produção de cerveja se transformou ao longo do
- 8:05tempo, a propaganda de cerveja também se transformou ao longo
- 8:08do tempo, né? Seguindo as tendências dos
- 8:12momentos em que elas foram produzidas, é, vocês chegaram a
- 8:16fazer um vídeo até a 4 mãos, você e a lud, muito legal,
- 8:20falando. Da das e o Waze, da Inglaterra,
- 8:23que se a gente parar pra pensar que o ato de colocar a vassoura
- 8:27na porta é uma propaganda, é uma sinalização que o produto está
- 8:30disponível e tem pão fresco que tem.
- 8:33Acabamos de chegar da pescaria ou tem cerveja, né?
- 8:36Então, assim, está vinculada aí, boa boa, boa, boa é eu acho que
- 8:40isso pode ser considerar, sem querer estender muito, porque
- 8:43como eu disse, eu não sou especialista em história da
- 8:45propaganda, eu não posso chegar e dizer é em que momento começa
- 8:48a história da propaganda, porque aquilo que a gente pode
- 8:51considerar propaganda propriamente dita, mas fica aí a
- 8:55dúvida, talvez essas estratégias de marketing da ceia Waze para
- 9:00se usando chapéus altos para se destacar nas feiras cheias de
- 9:03gente? Talvez isso seja uma forma de
- 9:05propaganda também. Eu achei muito legal.
- 9:08Primeiro, a gente gravou com a Erica bem no começo desse
- 9:12programa e a gente é feliz de ter feito esse programa com ela.
- 9:15Acho que foi o episódio de número 3.
- 9:17Foi bem bem no começo. Eu acho que foi o terceiro.
- 9:19Sim, exato, foi um prazer. Ela era uma pessoa com astral
- 9:23sensacional, foi um programa muito divertido, uma risada
- 9:25muito contagiante. Inclusive fica a dica de quem
- 9:27quiser ouvir, porque foram muitos ensinamentos, bem no
- 9:30começo do sul a gente estava ainda entendendo o que que
- 9:33seremos nós e muito legal você falar que foi um dos melhores
- 9:36cursos de cerveja que você fez sobre cerveja, né?
- 9:38Diretamente ligado à cerveja, mas não necessariamente tomando
- 9:41líquido, nem sei se rolava a degustação, talvez até sim.
- 9:44E eu acho que esse é o grande problema até hoje das empresas
- 9:49que produzem a cerveja, porém, sem ter a convicção, a certeza
- 9:54por qual caminho elas vão trilhar para conseguir vender
- 9:57aquela cerveja, porque elas não conhecem o produto delas ou
- 10:00pior, elas não conhecem o mercado que vai consumir o
- 10:03produto delas. Então, ensinamentos que são tão
- 10:06antigos que remontam de uma fase que você mesmo que estuda
- 10:09história, além de ser um historiador, professor, doutor
- 10:12cacete a 4, você é um estudioso, porque eu fui propor esse tema
- 10:15pra vocês e falou assim, espera aí, calma, deixa eu respirar
- 10:17fundo, vamos pensar na pauta pra poder analisar, hã?
- 10:21E é muito legal que é muito atual.
- 10:23Isso nasce com a necessidade de eu bom, tem um produto, como é
- 10:26que eu faço pra vender esse produto?
- 10:27A gente tá falando de cerveja, mas é qualquer coisa.
- 10:28Óculos é fone de ouvido? É dentista, então, excelente
- 10:32reverência e referência a Erica Barbosa, que esteja num lugar
- 10:37melhor que a gente, tomando muita cerveja boa, amém, amém só
- 10:40para então pra fechar essa primeira pergunta, eu queria dar
- 10:43uma delimitada no tema pros ouvintes, né?
- 10:47Já que você revelou aí os bastidores, falou que eu pedi um
- 10:50tempo para estudar o tema e tal, et cetera.
- 10:53A gente decidiu então se manter num terreno que é mais conhecido
- 10:58para mim que é o terreno da propaganda no Brasil.
- 11:00Então, se você está esperando que eu fale sobre a propaganda
- 11:03de cerveja no Egito, lamento, mas não sei nada sobre isso.
- 11:08Tá, passa mais tarde, né? Que pariu, porra, aí tá demais,
- 11:12ó, tu mora onde tu mora no Egito, porra.
- 11:17É, mas com certeza o Leandro lembrou da vassoura.
- 11:20Você lembrou do chapéu quando eu falo, com certeza a gente é
- 11:23naquele do senso comum. Certamente essas coisas foram
- 11:26feitas para chamarem a atenção e chamaram a atenção.
- 11:28É uma forma de falar, tem produto aqui, né?
- 11:30Sim, então até hoje tem Mascote, cara, o chapéu dela era o
- 11:34Mascote. Né?
- 11:36A vassoura do lado de fora era o letreiro era o aquela flâmula
- 11:42que fica do lado de fora, entra aqui, ó, entra aqui.
- 11:44A gente pode chamar de branding e o chapéu, ó, olha.
- 11:49Não força, não força, menos menos pronto, mas o chapéu dá
- 11:53pra chegar num lugar que é legal, do Mascote que você falou
- 11:56que é o seguinte, porque assim, o que que acontece com a
- 11:58publicidade, né? Depois que ela vira um lugar
- 12:00comum entre as pessoas, ela para de chamar a devida atenção.
- 12:05Então, por exemplo, quando a população começou a se acostumar
- 12:09com determinadas palavras nos anúncios, essas palavras mudam.
- 12:13Então teve uma época que entenderam que novo era a
- 12:18palavra que tinha que ter em todos os anúncios, porque atraía
- 12:22a curiosidade das pessoas quando tudo virou o novo, nada mais era
- 12:25novo. Passamos a procurar outras
- 12:27coisas, parece que passamos por uma fase do puro malte.
- 12:30Quando tudo é puro malte, a gente começa a parar de olhar
- 12:33para o puro malte e por aí vai, tá?
- 12:35A gente tentou, estou falando um pouco disso, o chapéu é quase
- 12:38como se fosse aquele Mascote que fica vestido na frente da loja,
- 12:42cara, assim ó, estou essa caçar genial porque é o Mascote
- 12:44embrião que ele vai ser escalonado e vai virar o Mascote
- 12:47vestido por inteiro de Zé gotinha.
- 12:51Pois é, mas gente, vamos investir melhor numa spot, né,
- 12:54cara? Aí vai a galera, bota o Mascote
- 12:56feião assim porra, bota uma Mini porra parece que a Mini teve
- 12:58covide velho. Leandro vai daí que a gente já
- 13:03tá aqui, ó, divagando amigo, eu sei que a gente, desde o
- 13:06primeiro programa que a gente gravou com você, você já tinha
- 13:09mencionado que a sua pesquisa passa por vários materiais, né?
- 13:13Inclusive, se eu não me engano, uma das pesquisas que você fez
- 13:16que foi sobre a primeira cervejaria no Brasil você foi
- 13:18inclusive na imprensa. Ver anúncios não é isso?
- 13:22E aí trago aqui a pergunta, qual a importância da imprensa para
- 13:25pesquisar a história da cerveja? Essa pergunta é legal porque a
- 13:30gente pode extrapolar ela para pensar a importância da imprensa
- 13:34como fonte histórica, né? Como fonte de informação para o
- 13:37trabalho do historiador perfeito, que quando você pensa
- 13:40no trabalho do historiador, a primeira coisa que você pensa é
- 13:42que o historiador vai trabalhar com documentos oficiais.
- 13:45De documentos de cartório, digamos assim, né?
- 13:48Documentos que geralmente são produzidos por órgãos oficiais,
- 13:51o rum, mas não a imprensa, é uma fonte muito utilizada pelo
- 13:56historiador para pesquisar determinados temas.
- 13:59O barato da imprensa é que ela te dá um outro tipo de
- 14:03informação, uma crítica que eu faço muito a forma como a
- 14:06história da cerveja no Brasil vem sendo escrita é que AA essa
- 14:11história da cerveja. Ela tem um caráter muito
- 14:12administrativo. Está no ano tal foi aberta a
- 14:16cervejaria tal, que contava com os sócios fulano e beltrano e
- 14:20produzia não sei quantos mililitros por ano e tinha um
- 14:23capital de não sei quanto isso são os documentos oficiais, né?
- 14:26O registro da cerveja na junta de comércio.
- 14:30Aham aquilo que a gente pode chamar de documento de cartório,
- 14:34né? Documento cartorial, digamos
- 14:36assim, na falta de um nome melhor.
- 14:37Quando você vai para a imprensa, por exemplo, quando você vai
- 14:40procurar AA cerveja na imprensa, você tem informações de uma
- 14:44outra natureza, não mais o capital social.
- 14:48O nome dos sócios. Qual as o volume de produção?
- 14:51Mas na verdade você tem ali informações sobre o produto em
- 14:54si. Para quem o produto se dirige,
- 14:56qual era o público que essa cervejaria estava avisando tudo
- 15:01isso você consegue achar nos anúncios de cerveja publicados
- 15:06na imprensa, né? Os estilos de cerveja produzidos
- 15:09muitas vezes a forma Como Ela É produzida.
- 15:11Muitas vezes, o tal do Brandy, né?
- 15:13Como é a marca que a cervejaria tá querendo consolidar,
- 15:18consolidar para o seu produto? Então a pesquisa na imprensa, no
- 15:22jornal primeiro no jornal, depois na imprensa, rádio, TV,
- 15:25ele te dá uma outra natureza de informações que enriquece.
- 15:30É óbvio que é importante você saber quando a fábrica foi
- 15:33fundada. Qual era o nome dos sócios e
- 15:35qual era o seu capital? Mas é importante também você
- 15:39agregar outro tipo de informação a essa pesquisa sobre a história
- 15:45da cerveja e a imprensa de permitir isso.
- 15:47O posicionamento de mercado daquela cervejaria, até mesmo
- 15:51hábitos de consumo que não estão ligados tanto à cervejaria, mas
- 15:55ao público consumidor. Conhecimento de marcas já
- 15:59desaparecidas, de estilos desaparecidos.
- 16:02A gente vai ver mais pra frente, né?
- 16:04Quando a gente fala da segunda metade do século XIX, um anúncio
- 16:07de uma cervejaria onde vem o nome dos estilos que aquela
- 16:11cervejaria produzia. Só dando um spoiler, runa galera
- 16:16ficar curiosa e continuar ouvindo o programa aí até o
- 16:18final, só dando um spoiler, um anúncio da cervejaria da fábrica
- 16:22de cerveja Independência Brasileira, de 1884, vem o nome
- 16:26dos estilos de cervejas que eles produziam, então eles produziam,
- 16:29por exemplo, uma Brasília imperial.
- 16:32Estou-te olha só, meus amigos, a escola Brasileira estava
- 16:36chegando, o que que é uma Brasília imperial?
- 16:38Estao tinha um estilo que, sei lá, ninguém nunca ouviu falar,
- 16:41como é que se faz isso? Então, a partir dessa
- 16:43informação, por exemplo, você pode começar a procurar outras
- 16:45informações sobre esse estilo. Tem um outro estilo também by
- 16:49rich Bia, que que era uma Bay rich Bia.
- 16:52Como é que se escrevia isso? BAIRESCHBE de cerveja em alemão
- 16:59bayes Bia é a cerveja é do bairro.
- 17:04Oh, beba local lá no século 19 é ordem, é muito legal isso,
- 17:10sobretudo que a gente sai desse lugar onde em algum momento
- 17:13falou-se sobre estilos, porque eles estavam querendo
- 17:16diferenciar que tinham aromas e sabores, certamente distintos.
- 17:20E aí a gente vem pra um lugar antes da gente ter o advento e a
- 17:24crescente da cerveja artesanal não apenas aqui, mas nos Estados
- 17:28Unidos também, que a gente, todo mundo, bebia exatamente a mesma
- 17:32cerveja, com nuances muito pequenas, quase imperceptíveis,
- 17:36entre umas e outras. Então fazia sentido, tanto que
- 17:39hoje você chega em qualquer botequim.
- 17:40Qual estilo dessa cerveja? O máximo que a pessoa vai falar
- 17:43é tipo pilsen. Tudo errado, tudo certo, porque
- 17:46essa porra não está definida, né?
- 17:49Mas a gente sai do lugar onde isso é importante em 1800 e blá
- 17:53blá, blá que você falou, aí estamos aqui em 2023 tentando
- 17:57botar isso na cabeça do do grande, do, da, do massivo
- 18:00bebedor. Se a gente tivesse continuado
- 18:02ali, ó, bonitinho é. Nós temos um problema aí no meio
- 18:04que a gente pode até falar, a gente vai passar por essa
- 18:07questão aí quando a gente chegar no século 20, tá, que é
- 18:10justamente a uniformização do mercado a história da propaganda
- 18:13da cerveja também perpassa por aí.
- 18:15Legal. Então vamos caminhar pra frente,
- 18:18mas só se a gente está falando de propaganda de merchan.
- 18:20O cara faz o disclaimer que não é formado em publicidade, mas
- 18:23chega aqui. Vou dar um spoiler para a pessoa
- 18:25que quiser ficar ouvindo até o final.
- 18:27Arauto, o arauto da propaganda do que vem por aí.
- 18:31Está todo mundo imbuído, gente, tá todo mundo imbuído, vamos
- 18:33jogando milho aí pra galera ficar no milho, não puro mar
- 18:36bom, ao longo do século XIX, qual a importância da mídia
- 18:42impressa para a disseminação do hábito de beber cerveja?
- 18:46E aí é meio que aquilo que a gente falou ele atrás sobre como
- 18:49é que você vendia cerveja, você produziu, você precisa de
- 18:51indicar ocasiões de consumo, como é que ela funciona, como é
- 18:54que é nosso e quais eram as características da propaganda?
- 18:57Da cervejaria, né? Então conta pra nós, é essa
- 18:59parte vai ser muito legal, é tá dando spoiler também já, né?
- 19:04Então, antes de mais nada, a gente vai falar ao longo do
- 19:07século XIX de imprensa escrita, né, de jornais?
- 19:11Aham, a gente tem que prestar atenção porque no começo do
- 19:14século 19 a gente tem 2 novidades no Brasil, né?
- 19:18Tanto a cerveja que começa a chegar no Brasil com a abertura
- 19:22dos portos e a chegada da família real em 1808, quanto a
- 19:25imprensa, que também chega no Brasil em 1808, com a criação da
- 19:30impressão Régia por dom João, em maio de 1808, então.
- 19:36Nascimento da cerveja, digamos assim, o nascimento da imprensa
- 19:39no Brasil são contemporâneos e no primeiro jornal, que é a
- 19:43Gazeta do Rio de Janeiro, que começa a circular em setembro de
- 19:461808, você tem os primeiros anúncios de vendas de cerveja,
- 19:51né? Nesse momento, cervejas
- 19:53importadas, né? A cerveja só vai começar a ser
- 19:56produzida no Brasil depois do Brasil, independente, lá para
- 20:00cerca de 1830 1831, nós estamos ainda antes da Independência,
- 20:05aqui com dom João, por volta de 1808.
- 20:08Então você tem lá nos primeiros jornais e é muito interessante,
- 20:11porque a gente fala em jornal e a ideia é que a gente tem de
- 20:13jornal hoje. Na verdade, tem muito pouco a
- 20:16ver com aquilo que era o jornal no começo do século 19 no
- 20:19Brasil. Totalmente, né?
- 20:21Para começo de conversa, o jornal tinha 4 páginas e ao
- 20:25longo de todo o primeira metade do século 19, ele vai ser um
- 20:29jornal de 4 páginas praticamente hoje pra gente um folheto, um
- 20:33panfleto. O fanzine é.
- 20:37E lá, quando tinha um espacinho sobrando no jornal, vinha sempre
- 20:41uma sessão de avisos onde você podia anunciar se você queria
- 20:45vender um cavalo, se você estava alugando uma charrete e de vez
- 20:49em quando vinha um anúncio de venda de cerveja, de comércio,
- 20:53de cerveja, então você tem, por exemplo, o primeiro anúncio de
- 20:55comércio de cerveja em 18/12/1813, de 18/12/1813, a
- 21:02Gazeta do Rio de Janeiro anunciava a loja de Luís ô, vete
- 21:06e companhia, na rua do Ouvidor, número 9, que lá se acham a
- 21:10vender os gêneros seguintes, licores de Martinica de várias
- 21:14qualidades. Ele vai falando.
- 21:15Várias bebidas, provavelmente eram aquilo que a gente chama de
- 21:19um Armazém de molhados, onde só vem de líquidos.
- 21:22O rune lá no meio ele fala azeite engarrafado de Florença,
- 21:26frutas em aguardente charge, diferentes qualidades, cerveja,
- 21:30doces para chá, cerveja. É só isso que ele fala.
- 21:33O Raí é um lugar para ele. Aí eu gostei, não, diz o tipo de
- 21:36cerveja de onde a procedência da cerveja não disse que é o preço
- 21:40da cerveja. Esse é o primeiro anúncio de
- 21:42venda de cerveja no Brasil. Oo segundo anúncio vai aparecer
- 21:46só 3 anos depois. Você vê como é que a cerveja é
- 21:49uma novidade, o rush, ó, 3 anos depois, em agosto de 1816, é que
- 21:53você vai ter um segundo anúncio. De cerveja na Gazeta do Rio de
- 21:57Janeiro, que é da loja diga fúrio e companhia, eles, que
- 22:00gaffuri companhia, abriram uma loja de confeitaria na rua do
- 22:02Ouvidor, no canto do beco das cancelas, número 16, em que se
- 22:06vendem vinhos superiores, engarrafador de todas as
- 22:08qualidades, cerveja, licores, estrangeiros, conservas, et
- 22:12cetera, et cetera, et cetera. A esse anúncio é interessante
- 22:14porque no final ainda tem um apêndice que diz assim, no
- 22:17interior há uma sala decente e cômoda para tomar bebidas.
- 22:22Gosta, sim, apesar de que é uma boa propaganda de um bar no
- 22:27futuro é há uma sala com ar-condicionado, boa comida, não
- 22:31tanto decente, mas é bem confortável.
- 22:34Delícia, cara. Esses foram os primeiros
- 22:38anúncios no Brasil primeiros anúncios de venda de cerveja
- 22:41durante muito tempo a gente vai ter só anúncios mais ou menos
- 22:44desse tipo anunciando são armazéns de Secos & Molhados ou
- 22:48Armazém de molhados, onde se vende vários tipos de bebida,
- 22:52principalmente vinho, né? Porque se importa muito mais
- 22:55vinho do que cerveja e principalmente, vinho, mas de
- 22:58vez em quando uma cerveja cara. O primeiro, a parada que eu acho
- 23:01muito legal da leitura que você fez dos anúncios é que não se
- 23:06fala marca de produto, não se fala estilo da cerveja, não se
- 23:09fala nada, só fala aqui tem exato, é só eu tenho esse
- 23:14produto que não é diferente da vassoura na porta da Celso, aqui
- 23:19é a que eu tenho cerveja. Só que assim, por outro meio aí
- 23:22como diria lá os teóricos da comunicação.
- 23:25Mcluhan, o meio é a mensagem, né?
- 23:27Só por outro meio estava lá a informação de que aqui tenha
- 23:31cerveja. Mas assim zero informação.
- 23:34Se a cerveja veio de Portugal, essa cerveja veio da Alemanha,
- 23:36essa cerveja, da onde veio essa cerveja?
- 23:38Não importa, não importa estilo, preço, nada.
- 23:42Exato é que a sensação é tipo, é tão novidade de fato que você
- 23:48precisa dizer os produtos que você tem, você precisa levar o
- 23:50cara até lá, sim, aí ele vai escolher o que ele quer e aí ele
- 23:53paciência e aí conectando com o que você está falando e aquilo
- 23:57que eu falei quando você fez a brincadeira do Mascote e tal.
- 24:00É isso é tão novidade. É uma coisa tão nova, tanto o
- 24:04veículo, né? Tanto o meio que era o jornal de
- 24:074 partes, quanto a própria cerveja sendo vendida no Brasil
- 24:13e isso não precisava de outros atrativos.
- 24:16Então assim, ainda não tinha virado ponto cego para o leitor,
- 24:19quando é que o anúncio passa a exigir mais esforço a se
- 24:22trabalhar nele? Quando os leitores começam a
- 24:25perceber que aquilo ali nem tudo que está sendo dito ali é de
- 24:27interesse para ele, então ele pula, é só a gente lembrar na
- 24:30nossa adolescência que todos nós aqui para faixa etária nossa,
- 24:33aqui a gente teve revista. Veja assim, qualquer revista na
- 24:39mão. Era muito natural pular página
- 24:41de anúncios que eram cheias de páginas de anúncio, inclusive
- 24:44porque a gente já sabia que era ponto cego.
- 24:47Nessa época, o consumidor ainda não entendia que era um ponto
- 24:50cego, então eles Liam. A informação estava descrita ali
- 24:54de forma, sabe? Assim, em detalhes, citando qual
- 24:57era o teus produtos ali. Todos.
- 24:59Hoje em dia a gente só vê isso em galhardete de supermercado,
- 25:02com preço anexado para dizer que aqui está barato.
- 25:05E o tal do evoluiu. Já o que eu vou falar?
- 25:08Mas existe a figura do brand content, que é um conteúdo que
- 25:13você pagou pelo espaço no jornal, no site et cetera, mas
- 25:17ele tem uma carinha de anúncio. Porém, ao mesmo tempo, com uma
- 25:21carinha de matéria, é tudo Faith demore.
- 25:24Ksa parece, mas não é isso mudou muito nos anos, ainda é muito
- 25:28cedo para dizer isso, né? No século 19, em 1808, 1815, 16.
- 25:33Aí que o Sérgio tá trazendo pra gente é muito cedo pra isso
- 25:37nascer, até como ideia, porque não existe a necessidade de ter
- 25:40ideia mais tarde, quando essa parte que começa a acontecer,
- 25:44ela começa a acontecer com o conflito ético, tá?
- 25:47Porque assim tem que estar claro mais tarde, quando isso
- 25:50acontecer, vai acontecer muito no avançado do século 20, final
- 25:52do século 20, isso começa a acontecer e aí entra com o
- 25:55conflito ético que é o que que é informação, jornalismo.
- 26:00E o que que é comercial publicidade?
- 26:02Óbvio que os primeiros public editoriais, que hoje é chamado
- 26:06de Brenda de contenção, os primeiros publ editoriais, eles
- 26:10eram a revelia do povo fazia e querendo enganar mesmo na cara
- 26:15de pau. Sim, sim, meus amigos esperaram
- 26:19reclamar, sacou? Mas isso é muito mais tarde.
- 26:23Sim, sim, sim, com outro objetivo, Leandro, você vai me
- 26:26permitir a deselegância deu discordar levemente de você, o
- 26:31favor, isso vai aparecer muito mais cedo, a gente vai ver isso
- 26:37já na primeira metade do século XIX.
- 26:39Já vai aparecer alguma coisa assim?
- 26:42Tá, eu posso até adiantar esse ponto, porra perfeito que é com
- 26:46o almanaque lemmer te, o que que é o almanaque lemmer ti?
- 26:49Ele era tipo, uma as páginas amarelas do século XIX.
- 26:53Aham, ela é uma publicação anual, onde vem o Quem é Quem da
- 26:58corte, então quem é o Barão de não sei quem, quem é o Visconde
- 27:01de não sei quem lá, quem é, mas ele vem também o nome dos
- 27:05proprietários de negócio é uma maná que lemer te era para a
- 27:08província, aí corte do Rio de Janeiro, ele vem então o nome
- 27:12das cervejarias que existiam naquele ano no ano anterior à
- 27:15sua publicação, né? Ela é publicada no começo do
- 27:18ano, ele vem então uma lista com as cervejarias, o nome dos
- 27:22proprietários. Das cervejarias que existiam na
- 27:25corte e na província do Rio de Janeiro naquele ano, eles vão
- 27:29também a partir de um certo momento, o amanar, que lemmertz
- 27:32vai contar com uma sessão chamada notabilidades.
- 27:35Nessa sessão de notabilidades não são nada mais, nada menos
- 27:38que anúncios pagos. Ur onde o cara ele pode pagar
- 27:43para além de ter o seu nome citado lá?
- 27:45Na lista geral com os todos os outros proprietários do negócio
- 27:49do ramo dele, ele pode pagar para publicar um anúncio do
- 27:53negócio dele em página inteira ou em meia página.
- 27:56Essa é a seção de notabilidade do almanaque lemmertz.
- 27:59E você vai ter muita cervejaria, muita não, na verdade.
- 28:02Você vai ter algumas grandes cervejarias, as maiores
- 28:06cervejarias do século XIX, publicando todo ano nessa sessão
- 28:10de notabilidades do amará, que meme te cara, já tava lá e a
- 28:13gente nem sabia, tá vendo? Obrigado zero deselegância.
- 28:17Pelo contrário. Acrescentar conhecimento é zero
- 28:19deselegante. Meu Deus, pô, por favor.
- 28:30Você agora falou do almanaque lennert, então vamos puxar
- 28:33outras coisas, né? Vamos falar além dos jornais
- 28:36fina ali na virada do século 19 para o século 20, nós temos
- 28:40aquele outro tipo de mídia surgindo que são as revistas
- 28:43ilustradas. E aí, pô, se o jornal tinha 4
- 28:47páginas com a diferenças nos anúncios de cervejas, é então a
- 28:51diferença já começa por aí, né? As revistas ilustradas, elas
- 28:55começam a surgir já mais para o último 1/3 do século 19, né?
- 28:59Lá por volta de 1880, e elas apresentam.
- 29:02Um projeto gráfico que não é a preocupação dos jornais
- 29:06absolutamente, né? O jornal era mais ou menos como
- 29:09a gente vê hoje, né? Aquela folha que te suja os
- 29:12dedos quando você manuseia com letras.
- 29:15Hoje em dia os jornais ainda são coloridos no século XIX,
- 29:18absolutamente. Os jornais eram preto e branco.
- 29:20A revista ilustrada. Pelo contrário, o projeto
- 29:23gráfico dela dá destaque justamente a ilustração, a cor,
- 29:27as imagens, aham, são nas revistas ilustradas que vão
- 29:31aparecer grandes cartunistas, grandes caricaturistas é elas
- 29:36são notabilizada, se pelo trabalho de grandes
- 29:39caricaturistas que fazem caricaturas.
- 29:42Sobre assuntos políticos do momento, por exemplo, na
- 29:46passagem do Império para a República, você tem muito
- 29:50caricaturista que tenta condensar esses acontecimentos
- 29:54políticos e esses processos políticos em caricaturas, et
- 29:57cetera. Mas tem uma outra característica
- 30:00também é que essas revistas elas procuram se dedicar mais do que
- 30:05a notícias políticas, a pautas de costumes e moda e hábitos.
- 30:10As revistas ilustradas por exemplos, são um veículo muito
- 30:13bom pra moda, moda, vestimenta, porque você ali pode ilustrar os
- 30:18modelos dos vestidos das últimas modas de Paris.
- 30:22Como é que você está vestindo em Paris?
- 30:24Aí a França já é 11 potência e um modelo a ser seguido.
- 30:28Não é um modelo de civilização a ser seguido.
- 30:31Um modelo de comportamento a ser seguido já é um padrão, né?
- 30:34Já é entendido como a normatização e padrão.
- 30:37Entendi, é, então você pode, por meio das ilustrações das
- 30:41revistas, mostrar o que está sendo usado pelas mais finas
- 30:44senhoras nas ruas de Paris. Então, apesar de tratar de
- 30:49assuntos variados, essas revistas elas acabam atingindo
- 30:53mais profundamente o público feminino, enquanto os homens
- 30:58lêem jornais, as mulheres lêem as revistas ilustradas, elas
- 31:02acabam sendo mais voltadas para o público feminino.
- 31:06Pera aí, pera aí. E já tinha propaganda de cerveja
- 31:09nessa época? Na revista ilustrada?
- 31:11Então, essa é a questão. Não sei se tinha propaganda de
- 31:15cerveja na revista ilustrada nesse momento.
- 31:19Esse momento, que momento que eu tô falando.
- 31:21A virada do século 19 pro século 20.
- 31:23Vamos pegar aí o rum Proclamação da República 1889 até 1000,
- 31:28905912, vamos dizer até o começo da primeira guerra 1914 tá?
- 31:35Não sei se tinha especificamente propaganda de cerveja nessa
- 31:39revista porque não tive tempo de fazer essa pesquisa.
- 31:42Aliás, fica aí até a dica para quem quiser se aventurar.
- 31:44É muito fácil pesquisar nas revistas ilustradas, porque elas
- 31:47estão, boa parte delas estão digitalizadas na Biblioteca
- 31:50Nacional. Então, se tiver algum outro
- 31:52historiador da cerveja e interessado em encarar essa,
- 31:57essa pesquisa seria uma boa pesquisa.
- 31:59Ver se há anúncios de cerveja nessas revistas e qual a sua,
- 32:04qual o teor, qual tom e teor exato legal o tom, as
- 32:08características desses anúncios agora, o que é interessante é
- 32:12essas revistas, né? Por exemplo, muitas delas
- 32:15atravessaram o século 20 como a careta, por exemplo, que talvez
- 32:18seja a revista mais famosa dessas revistas ilustradas que
- 32:22ela surge lá em 1908, ela vai até 1960.
- 32:25Quer mais um pouco? Ela pegava a gente, pegava o
- 32:28nosso nascimento, né? Sem querer chamar ninguém de
- 32:30velho aqui. Não década de 60, não, não.
- 32:34Um pouco mais década de 60 já está bem avançado, dentro do
- 32:38século 20, então eu não sei se no comecinho do século 20 existe
- 32:43é anúncio de cerveja nessa revista, mas já é possível achar
- 32:47anúncio de cerveja na careta? Na década de 40?
- 32:50Já acha propaganda lá da mausi peer, por exemplo?
- 32:53E aí é muito interessante, porque a malzbier e a gente pode
- 32:55falar disso mais detalhadamente. Mais pra frente.
- 32:58Ela ficou muito atrelada ao público feminino, sim, o anúncio
- 33:02da noz via sim, na verdade, eu queria puxar aqui porque pra
- 33:06fazer o primeiro programa que a gente falou no comecinho com
- 33:09quem com a Rafa, eu fiz uma pesquisa.
- 33:12A pesquisa que eu sou um ser humano que não é historiadora,
- 33:15vai fazer, né? Fui na internet, vamos lá, vamos
- 33:17no Google, vamos ver o que trás. E aí vim muito anúncio que
- 33:20parece que vem de uma revista ilustrada, depois que você tá
- 33:23explicando pra gente o que que é e quando veio a revista
- 33:26ilustrada e anúncios que datam pelas informações que eu colhi
- 33:29ali. De final do de 1800 até seguindo
- 33:33aí 1900 e vareta dá e aí associando a cerveja, falando um
- 33:37pouco dessa coisa, do hábito de consumo, como é que eu vendo
- 33:41essa cerveja, voltamos lá também para o ensinamento da Érica, né?
- 33:44O produz a cerveja, como é que alcança o público dizendo que
- 33:46eles, que ele é bom de qualidade, só que aí o caminho
- 33:49não é só de qualidade e serve para todo mundo, faz bem à
- 33:52saúde. É indicado para quem está
- 33:54amamentando, dona é bom pra criança, então tem ilustrações
- 33:59como você mesmo falou agora de revista, ilustrada com criança
- 34:02segurando um copinho ou dá pra mamãe.
- 34:04Olha mamãe, eu quero é tipo bebe pra poder mamar o leite dessa
- 34:09cerveja e et cetera. E aí a gente vai, se a gente for
- 34:13fazer um numa historinha isso eu não sei se é necessariamente na
- 34:16história do Brasil. Apesar dos anos de eu ter visto,
- 34:18eram alguns anúncios eram português em português, via
- 34:22anúncios também. Se talvez fossem mais evoluídos,
- 34:25mais nos Estados Unidos, né? Então anúncios inglês falando do
- 34:28marido que chega em casa, a mulher é queimou o assado, ele
- 34:32fala, mas fica tranquila, pelo menos tem a cerveja.
- 34:35Então a cerveja, você não estragou, varro, entendeu?
- 34:38Enfim, aí começa essa pitadinha machista.
- 34:41Não é do tipo vamos primeiro, ela é do lar, segundo ela
- 34:44estraga tudo, mas a cerveja ela não vai estragar, enfim.
- 34:47Então eu acho que tem essa coisa do construir o hábito de
- 34:49consumo, né? Não é consumir só por consumir,
- 34:52você tem que consumir por um motivo, não sei se seria mais ou
- 34:55menos isso é, você tem aí, eu acho, então na sua fala, a gente
- 34:58vê os 2 grandes temas que marcaram a propaganda de cerveja
- 35:03no Brasil, mas não só no Brasil, aí na segunda metade do século
- 35:0619, começo do século 20, em primeiro lugar, a associação da
- 35:10cerveja à saúde, né? A cerveja vendida como?
- 35:14Uma bebida benéfica em alguma medida para algum grupo social
- 35:18ou para todos os grupos sociais, só já adiantando, não é uma
- 35:22coisa exclusiva do Brasil. Você tem, por exemplo, eu tenho
- 35:25aqui na minha frente, aberto, um anúncio da cervejaria reinier,
- 35:30que é norte-americano. Não é um anúncio de 1906 da
- 35:34revista reinier de Seattle, ilegal, uma cervejaria
- 35:38norte-americana que tem um senhor já velho careca brindando
- 35:43com uma garrafa de cerveja com um copo de cerveja com uma
- 35:45menininha, uma criança e que tá dizendo assim?
- 35:49O anúncio diz benéfico para jovens e velhos idosos, é
- 35:53benefício ao tri Ang nold, então não é uma coisa exclusiva do
- 35:58Brasil, né? Da cerveja.
- 36:00Lá vem sendo vendida como algo benéfico para pessoas de todas
- 36:04as idades e todos os gêneros, desde muito tempo até vale a
- 36:08pena recuperar um anúncio que é um anúncio da primeira
- 36:11cervejaria, que hoje a gente tem conhecimento no Brasil, que é a
- 36:14cerveja nacional. O ruim com o anúncio de π 831,
- 36:19que saiu no correio mercantil que diz o seguinte, na rua da
- 36:23ajuda, número 67, acha-se a excelente cerveja nacional,
- 36:28muito boa para conservar nesta estação quente.
- 36:32Nós estamos em 28 de dezembro no Rio de Janeiro, então muito boa
- 36:35para conservar nesta estação quente as forças digestivas e
- 36:40mormente quando estamos ameaçados pela invasão do cólera
- 36:43morbus. O preço é muito cômodo e para as
- 36:46pessoas mais delicadas usada com água, ela prova magnificamente,
- 36:52dá vontade de comer e ativa a circulação.
- 36:55Olha só, neste momento, 438 sommelier caíram no chão e
- 37:00começaram a convulsionar. Você vê, não é uma coisa também
- 37:06recente você vender a cerveja como algo benéfico para a saúde.
- 37:10Isso é da primeira cervejaria do Brasil, lá em 28/12/1831, só
- 37:14para repetir a data, para fixar, ele fala que da cerveja como uma
- 37:18bebida boa para a estação, quente, boa para digestão na
- 37:22estação quente, né? Uma bebida que não pesa, como
- 37:24vinho ou como a cachaça, que eram mais populares naquele
- 37:27momento no Brasil. E ainda ele fala que é boa
- 37:30porque estava rolando naquela época na Europa, uma.
- 37:34A epidemia de cólera essa epidemia de cólera não chega no
- 37:38Brasil em 1831. Ela vai chegar no Brasil só em
- 37:401850, mas o anúncio da cervejaria já faz referência à
- 37:45epidemia e já diz, olha, a cerveja também é boa.
- 37:48Contra a epidemia de cólera que está chegando aí, cloroquina
- 37:53neles meus amigos, não o instituto data meu cu aponta que
- 37:57o consumo de cerveja entre 1831 e quando a sacoleira assegurou
- 38:03caiu e por isso que a cólera entrou.
- 38:08Glória kinder, seu caralho, muito maravilhoso, cara, muito
- 38:12maravilhoso, perfeito. Você tem um deslizamento
- 38:16discursivo, vamos dizer assim, sem querer usar uma linguagem
- 38:19muito acadêmica em que você passa a ver você deixa de
- 38:23propagandear a cerveja como algo não maléfico, digamos assim, né?
- 38:28Aham, pode beber cerveja, porque não vai te fazer mal porque é
- 38:31uma bebida saudável, porque nós conhecemos as procedências dos
- 38:35ingredientes e a forma de produção passa da propaganda de
- 38:39algo que não vai te fazer mal para algo que vai te fazer bem,
- 38:42percebe? É uma mudança sutil.
- 38:45Bem, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa,
- 38:48totalmente é uma figurinha maravilhosa, o capeta ardiloso,
- 38:52meus amigos. Mas isso não é novidade assim.
- 38:56Quer dizer, não é novidade. Isso aconteceu aí, 1800 e
- 38:59vareta. Daí começou, mas já existem
- 39:02diversas conversas sobre o assunto falando que ainda hoje a
- 39:08grande indústria, sem citar nomes no Brasil e no mundo, é
- 39:12grande patrocinadora de diversas pesquisas para ajudar entre
- 39:17aspas a comprovar esses benefícios na saúde, tais quais
- 39:21já eram propagandeadas lá atrás. E aí, enfim, usam.
- 39:25Pequenos fragmentos de coisas assim, assado e tal para
- 39:28justificar, mas fato é que vieram também naquela época.
- 39:32Não sei se naquela época, mas patrocinadora e sempre foram
- 39:35isso não é novidade, né? Eu não entendi só o final do
- 39:38raciocínio. Patrocinadores de que
- 39:40exatamente, patrocinadores de pesquisa que vão à sintra zueira
- 39:44essa informação confirmar categoricamente que cerveja faz
- 39:47bem a saúde. Porra, tem gente falando, você
- 39:49vai faz bem para circulação ou faz bem pro coração?
- 39:51Consumo moderado não é importante lembrar que hoje já
- 39:55se tem a consciência de que não existe um nível de consumo de
- 39:59álcool que você possa considerar seguro e que você possa afirmar
- 40:03com toda a certeza que não vai te fazer mal.
- 40:05Né? Quem quiser saber um pouco mais
- 40:06sobre isso, tem um podcast muito bom chamado ciência suja.
- 40:09Muito bom é em que tem um episódio sobre o consumo de
- 40:12álcool. Quem tiver interesse, eu acho
- 40:14que vale a pena ir, love. Eu ouvi esse episódio para mim.
- 40:18Qual é o problema desse episódio número 1?
- 40:20Problema nenhum, mas o problema ele é patrocinado pelas empresas
- 40:23que estão lá, que são as associações.
- 40:25Uma delas é a anti tabagista, que eu acho que associações anti
- 40:28coisas precisam existir, mas é um programa patrocinado,
- 40:32problema, não problema, quem tá ali tá falando de uma realidade
- 40:35e eu também concordo que não existe quantidade segura de
- 40:38consumo, a gente precisa pegar uma reguladora, a Organização
- 40:41Mundial da Saúde fala em 2 doses pro homem de 350 ml.
- 40:45Então, tal graduação alcoólica e uma dose para mulher de tal
- 40:48graduação alcoólica. O problema é que essas
- 40:50associações, elas estão querendo, não é acabar a vontade
- 40:54que dá pra perguntar assim, filhote, você não bebe nada,
- 40:58nada. E aí, entendeu AO álcool é uma
- 41:00droga, precisa ser regulada, OK, então, nesse sentido, eu, apesar
- 41:04de eu achar o programa com muita informação bacana, eu vi esse
- 41:07episódio. Eu acho que tem essa coisa do
- 41:09viés, o viés ideológico comunista, mas, enfim, é, não é
- 41:14uma treta, é uma treta. Eu ouvi esse episódio desse
- 41:16podcast, eu também fiquei assim, caraca, quer dizer que não dá
- 41:20para consumir nada sem querer entrar nessa discussão que vai
- 41:23acabar deixando a gente muito longe do nosso tema?
- 41:25Mas é até um pouco irreal você achar que em algum momento as
- 41:28pessoas vão parar de consumir álcool completamente.
- 41:32Olha só você, como historiador, pode negar ou questionar o que
- 41:35eu vou falar? Quem?
- 41:36Mas eu e com o alguns umas décadas de vida eu aprendi que
- 41:40no final das contas todo mundo quer ficar doidão, seja da forma
- 41:44que for. Mas todo mundo quer ficar um
- 41:48pouquinho doidão, seja num ritual aonde fica repetindo um
- 41:51mantra, 3000 vezes, seja bebendo uma cerveja por dia, já que o
- 41:55problema está posto à mesa, as pessoas precisam de uma fuga.
- 41:59Vamos entender como fazer essa fuga com saúde e sobriedade é o
- 42:03próximo capítulo da conversa, né?
- 42:05Na verdade, não é próxima essa conversa já existe há muito
- 42:07tempo. Há tá aí trabalhando há muito
- 42:09tempo. Sobre a questão da abster, idade
- 42:12para quem precisa ser abstêmio e sobriedade para quem não precisa
- 42:16ser abstêmio. São 2 temas diferentes, então a
- 42:19gente tem aí camadas a se discutir, o que eu gosto desse
- 42:23podcast é que ele mostra. Que em alguns episódios curioso
- 42:27este episódio eu não ouvi, mas os que eu ouvi antes ele
- 42:30mostrava assim, eu acho que eu não fui impactado por ele, sabe?
- 42:33Assim eu vou até buscar para ouvir o que eu ouvi antes.
- 42:35Era assim, cara, olha só, a gente tem que parar de acreditar
- 42:38que tudo que a ciência assina embaixo é idôneo e começar a
- 42:41questionar quem está assinando o qual foi a base dessa
- 42:45assinatura? Sabe quem está patrocinando essa
- 42:48assinatura é a base da assinatura.
- 42:51Novamente vamos questionar o episódio consciência suja fez
- 42:55que é patrocinado, está tudo bem, perfeito, perfeito, mas aí
- 42:59tem viés, gente, faz parte, faz parte, e a gente agora volta,
- 43:02vou mandar pra trás regular o álcool do jeito proibitivo
- 43:06quando a gente está começando a falar de regular a maconha de um
- 43:08jeito per. Passivo exatamente, então eu
- 43:11acho que assim eu me case, né? Tipo drop the mic, perfeito,
- 43:15perfeito. Só queria fechar aqui pra gente
- 43:17voltar pro tema. Eu acho que tem um gancho ótimo
- 43:19aqui. O que vocês falaram sobre toda
- 43:21essa parte da publicidade do tom e tudo mais e que alude falou da
- 43:25pesquisa que ela fez pra poder entrevistar pra gente poder
- 43:28conversar com quem e com a Rafa. Depois eu fiz uma pesquisa
- 43:31também e uma coisa que eu achei muito legal nessa pesquisa muito
- 43:34profunda chamada Google, que foi muito legal, foi que a Band
- 43:38wiser retratou várias comunicações que ela fez
- 43:43extremamente machistas e sexistas, ela redesenhou com
- 43:47mesmo padrão comunicações que não eram mais veiculadas.
- 43:51Há décadas para retratar aquele erro, para mostrar gente, o
- 43:56tempo é outro. O que a gente tem que falar hoje
- 43:59é outra coisa. Eu achei muito legal isso, sabe
- 44:01dela falar, espera aí, já que a gente vai fazer uma propaganda
- 44:04aqui, vamos olhar para o nosso rabo, vamos olhar o que a gente
- 44:06fez de errado lá atrás. A escola também fez isso,
- 44:09redesenhando o pôster, está a da escola, não sabia a da escola,
- 44:12não peguei na minha, no meu Google não veio, não tem um
- 44:15YouTube legal disso, de repente, se a gente conseguir, sem
- 44:17promessas meus amigos, se não tiver no link do Spotify nem no
- 44:20blog, a gente não conseguiu levantar esses links, mas se a
- 44:22gente conseguir levantar esses links, estará tanto no Spotify
- 44:26surpresa quanto no blog para vocês acessarem pega essa na lá.
- 44:32A pauta ficou um pouco caótica, mas eu acho que tem um gancho
- 44:35ótimo com que aquilo que a gente estava falando antes da questão
- 44:38da regulação, eu acho que de repente dá pra fazer um gancho
- 44:41com aquilo que acontece no começo do século 20, que são as
- 44:44campanhas anti álcool na virada do século 19 para o século 20,
- 44:48você tem uma disseminação pelo Brasil, não pelo mundo inteiro
- 44:52de campanhas anti alcoólicas pregando a redução do consumo de
- 44:56álcool e até mesmo a proibição do álcool.
- 44:58A gente já sabe que a campanha mais famosa foi foi culminar lá
- 45:01nos Estados Unidos, na lei seca, urro entre 1920 1933.
- 45:06Mas essas campanhas não se restringiram aos Estados Unidos.
- 45:09Existiram campanhas também no Brasil.
- 45:11Existiram campanhas pró moderação no Brasil e as
- 45:15indústrias de cerveja naquele momento.
- 45:17É como é que elas tentaram fugir de ser alvos dessa campanha?
- 45:23Como é que elas tentaram tirar da reta para falar na no
- 45:26português mais claro, o rumo diante dessas campanhas anti
- 45:29alcoólica, justamente fazendo a propaganda da cerveja de baixa
- 45:34fermentação, né? Que aquelas que viram ser as
- 45:36grandes cervejarias do Brasil no século 20.
- 45:39A grande novidade que elas trazem é a cerveja de baixa
- 45:42fermentação. A cerveja hélio, é isso que
- 45:45distingue a Brahma e Antártica no final do século 19, e outras
- 45:49cervejarias que depois vão serem incorporadas também.
- 45:52Pela Brahma e pela Antártica nesse momento, para fugir de ser
- 45:57alvo das campanhas anti alcoólicas, elas começam a fazer
- 46:01uma propaganda das qualidades terapêutica.
- 46:05E as da cerveja de baixa fermentação, como uma cerveja
- 46:09que expressa na sua produção aquilo que há de mais avançado
- 46:13em termos tecnológicos. Então a cerveja industrial, ela
- 46:17seria uma cerveja saudável porque o seu processo de
- 46:21fabricação, desde a escolha das matérias-primas até o fim da
- 46:25produção, é um processo extremamente controlado e,
- 46:29portanto, você sabe o que esperar daquela cerveja.
- 46:32Ela seria uma bebida para usar a terminologia da época.
- 46:36Seria uma bebida higiênica? As cervejarias usam isso como
- 46:40forma de sair da do foco, o das campanhas anti alcoólicas, as
- 46:46campanhas anti alcoólicas acabam mirando principalmente no BRA.
- 46:49Viu a cachaça? Entendi, é óbvio que aí também
- 46:52tem um recorte de classe, tem toda uma outra questão que
- 46:56perpassa aí que não nos interessa nesse momento, o que
- 46:59nos interessa é ver que a disseminação do consumo de
- 47:02cerveja, ao contrário do que acontece, por exemplo, nos
- 47:05Estados Unidos, acaba sendo beneficiada no Brasil pelas
- 47:08campanhas anti alcoólicas. Porque a cerveja ela começa a
- 47:11ser tida como um mal menor, no mínimo, roll, no máximo como
- 47:16algo benéfico, entende? Na medida em que o sujeito deixa
- 47:20de beber coisas mais perigosas, entendi qual é o grande
- 47:24problema. No afã de fugir do foco das
- 47:28campanhas. Gente alcoólicas as campanhas
- 47:30publicitárias das cervejas de baixa fermentação acabam
- 47:34atingindo quem? As cervejarias de alta
- 47:36fermentação, as chamadas cervejarias, que fazem a cerveja
- 47:39barbante, né? Aham, diga-se de passagem.
- 47:42Tá aí eu vou jogar esse desafio aqui no ar.
- 47:44Não conheço nenhum documento que confirme esse mito de que as
- 47:49cervejas de alta fermentação eram chamadas de cerveja.
- 47:53Barbante em toda a documentação do século 19 que eu li até esse
- 47:57momento, em nenhum lugar se chama cerveja de alta
- 48:00fermentação de cerveja, barbante, mas isso parece que
- 48:03virou uma verdade na história da cerveja no Brasil.
- 48:05Existe, inclusive, cervejarias que boa marca, cerveja,
- 48:08barbante. A primeira cervejaria de Juiz de
- 48:10Fora se chamava cerveja, barbante funciona até hoje,
- 48:13inclusive. Mas qual é a minha hipótese?
- 48:16A minha hipótese é de que as cervejarias de baixa fermentação
- 48:19é que apelidaram as cervejas de alta fermentação de cerveja,
- 48:22barbante, porque vocês sabem que a história do barbante é por
- 48:25causa do pouco controle da fermentação, né?
- 48:27Pra quem não sabe, a gente explica agora essa história de
- 48:30que a rolha da garrafa tinha que ser amarrada com barbante,
- 48:32porque não tinha controle da fermentação e a garrafa pode
- 48:35explodir. Aham, essa é a justificativa
- 48:37para o termo cerveja barbante será que não foram as
- 48:40cervejarias de baixa fermentação que colocaram essa calúnias
- 48:45exato que colocaram essa pecha? De uma coisa pouco controlada
- 48:51nos produtos das cervejarias de alta fermentação, o nome disso é
- 48:55e storytelling. Entendeu?
- 48:58É storytelling. E para você que está em Minas
- 49:01Gerais, você pode entender que é causo é, pode ser.
- 49:13Vamos evoluir, vamos partir para a última pergunta só pra quem
- 49:16não é mecenas, porque quem é mecenas ainda tem conteúdo extra
- 49:19que vai receber? Pergunte a extra. 6 já começou a
- 49:21falar das grandes cervejarias quando citou brame Antártica aí,
- 49:25mas não agora. Nós vamos mesmo mergulhar nesse
- 49:27fermentador no começo do século 20 também.
- 49:30A gente tem um crescimento dessas grandes cervejarias que a
- 49:32gente já citou quais eram as características dos anúncios
- 49:35cervejeiros dessas companhias e já começou a responder essa
- 49:38pergunta, você saiu? Desaforadamente querendo fazer
- 49:41gancho sem respirar a pergunta, meus amigos, a gente traz de
- 49:44volta, bateu uma sociedade? É, não ficou meio caótico, mas
- 49:48tudo bem. Aham, isso é um retrato do
- 49:52funcionamento da minha mente. É assim que ela funciona.
- 49:55É muito interessante. Eu já até fiz um vídeo há muito
- 49:58tempo atrás, quer dizer, uns 3 anos atrás eu fiz um vídeo tá lá
- 50:00no meu canal do YouTube que tá absolutamente parado, com um
- 50:04vídeo estrelado pela patroa, né, pela senhora Berenice carregado,
- 50:07fala sobre as propagandas, sobre a evolução das propagandas de
- 50:10cerveja e, especificamente, da Antártica ao longo do século 20.
- 50:15E você vê claramente como no começo do século 20, lá até
- 50:191910, mais ou menos o que aparece nas propagandas de
- 50:24cerveja é justamente essa qualidade terapêutica da
- 50:27cerveja. Então é a mulher com a criança
- 50:30no colo e a garrafa de cerveja. Dizendo que ela vai ter um leite
- 50:33mais forte se ela beber cerveja, tem um anúncio da Antártica, que
- 50:37é ótimo, quer o bebê bebê de colo segurando a garrafa de
- 50:40cerveja, dizendo, a mamãe só bebe Antártica.
- 50:44Por isso que eu estou aqui, ó a garrafa.
- 50:46Essa garrafa criança hoje nasce com DIU na mão.
- 50:49Antigamente podia nascer com a garrafinha de cerveja, então
- 50:53elas vão evoluindo a partir daí da ideia da cerveja como algo
- 50:57saudável para começar a espelhar aquela outra característica que
- 51:01marcou muito as propagandas de cerveja ao longo do século 20,
- 51:04que é o machismo, né? Sim, a mulher, ela começa a
- 51:07sumir das propagandas. A propaganda começa a ser mais
- 51:11direcionada ao homem como consumidor.
- 51:13O homem começa a figurar mais na propaganda de cerveja e a
- 51:17mulher, quando ela volta a aparecer na propaganda de
- 51:20cerveja. Isso aí a gente já está falando
- 51:22lá da década de 80 por aí, mais ou menos, ela já aparece como
- 51:26produto, um objeto sexual, Rob get a ser consumido junto com a
- 51:31cerveja ou a ser consumido depois da cerveja.
- 51:34Digamos assim, né? Porque primeiro você bebe a
- 51:36cerveja, aí você vira um super macho, Huck vai pegar todas as
- 51:40mulheres, o rum e aí depois você consome a mulher é exatamente.
- 51:45Eu queria fazer aqui, na verdade, um alinhavado com o que
- 51:49você falou na resposta final da pergunta anterior, quando você
- 51:53citou a proibição, né? Você citou a questão Americana e
- 51:56a propaganda no Brasil que ajudou que não desse merda aqui,
- 51:59mas que lá não teve jeito, né? Lá teve o esse advento crescente
- 52:04da crítica à bebida alcoólica. E aí, depois que acabou a
- 52:08proibição que você precisa voltar a produzir cerveja, você
- 52:12está com uma população absolutamente desacostumada com
- 52:15esse paladar, né? Com os jovens que fizeram a
- 52:18maioridade, nunca tinham tido contato com a bebida alcoólica e
- 52:21a gente falou um bocado disso. Nosso programa de aprofundamento
- 52:24da escola Americana com Rodrigo samura.
- 52:26Se você não ouviu ainda, volte lá e ouça, e aí ele fala do
- 52:30nascimento do famigerado estilo. American laghi, que aí vai ter
- 52:35todo o desdobramento dos usos, dos insumos, do arroz, do milho
- 52:39de et cetera, que depois virou um negócio do tipo à.
- 52:42É para reduzir a qualidade da cerveja, mas na verdade era pra
- 52:45trazer a cerveja mais leve e deixar a cerveja usar os
- 52:48adjuntos que tinham em abundância lá pra sim baratear o
- 52:51custo dela, mas não necessariamente para falar que a
- 52:53cerveja Era pra Ser pior, melhor.
- 52:55Enfim, então como é que essas coisas todas estabelecem
- 52:59desdobramentos no produto que chega até o consumidor?
- 53:02No final, né? E tudo por conta de propaganda,
- 53:05deixa eu levantar minha Bandeira aqui, eu já critiquei neste
- 53:08programa neste mesmo surra de lúpulo, quando a gente falou de
- 53:11mitos cervejeiros. Eu já critiquei essa
- 53:13interpretação de que depois da lei seca, as pessoas perderam o
- 53:16paladar para ser ver isso é balela.
- 53:18Isso não se confirma. Historicamente, a cerveja foi
- 53:22proibida durante 13 anos, 13 anos, nesse que é uma geração.
- 53:27Mas você viu o recorte que eu falei do tipo a criança de 8
- 53:30anos, a criança de 8 anos, que tem 8 anos, em 1920, que nunca
- 53:34botou Um gole de álcool na boca? Em 1933, ela vai ter quantos
- 53:38anos? 2121 qual é a primeira coisa que
- 53:41ela vai fazer quando ela tiver idade e for permitido a ela
- 53:46beber, beber? Pô, a primeira coisa que ela vai
- 53:48fazer é sair correndo atrás de uma cerveja, é a sair correndo
- 53:52atrás até de um deste lado. Isso sem levar em consideração
- 53:55que existem muitos estudos mostrando que o consumo de
- 54:00álcool nos Estados Unidos durante a lei seca não caiu tão
- 54:04vertiginosamente a ponto de moldar o paladar de uma geração.
- 54:08Aquelas crianças que tinham 8 anos em 1920 e que tinham pais
- 54:12que bebiam regularmente, elas arranjava um jeito de beber
- 54:16durante a proibição, porque todo mundo tinha sua bebidinha, o seu
- 54:20whisky, Zinho de contrabando, escondido num armário dentro de
- 54:23casa, ou frequentava os pique e vocês sabem o que são os spikey,
- 54:27né? Aquelas aqueles bares, bares,
- 54:29escondidos, escondidos? Então não existe essa história
- 54:33de que. A lei seca acabou com o paladar
- 54:36de uma geração. Me prove isso com documentos.
- 54:39É que eu estou pedindo Sérgio indignado.
- 54:43Meu nome é Enéas, eu fico indignado igual a história da
- 54:46água na idade média, né? O pessoal beber um cerveja,
- 54:48porque não? Tiago, eu fico indignado porque
- 54:50não se sustenta historicamente esse tipo de explicação, cara,
- 54:5413 anos, 13 anos não é uma geração, sabe qual é AO cara
- 54:58quando chega aos 21 anos e dá 1933, ele está com 21 anos, ele
- 55:02fala porra, agora eu não vou precisar mais beber escondido
- 55:05porque antes eu bebi escondido, óbvio, eu e meus amiguinhos, né?
- 55:08Juntava eu e meus amigos adolescentes, a gente tinha na
- 55:10casa dia um que o pai tinha uma garrafinha escondida.
- 55:13Né? Aliás, quem não fez isso, né?
- 55:15Mesmo sem proibição total que o pai, tinha uma garrafinha
- 55:17escondida. Hoje eu vi que minha garrafa de
- 55:20tequila diminuiu o volume. Olha aí, tem gente fazendo merda
- 55:24aqui em casa. Olha aí então, gente, não
- 55:27repitam perto de mim essa interpretação de que a lei seca
- 55:31moldou o paladar de geração norte-americana.
- 55:34Por favor, OKO que acontece para a disseminação da American
- 55:39lager? São questões econômicas,
- 55:42puramente econômicas, as empresas estão quebradas, elas
- 55:45precisam vender um produto barato e que atinjam um público
- 55:49que também está quebrado, né? Porque em 1933 nós estamos no
- 55:52auge da grande depressão. Que começa lá em 1929 e que só
- 55:55vai acabar depois da guerra, em 1945, depois da segunda guerra.
- 55:59Então elas precisam vender um troço barato para que todo mundo
- 56:03beba. Então elas fazem a cerveja com
- 56:05os insumos mais baratos que elas tiverem com o paladar mais
- 56:08insípido que elas conseguirem, não porque as pessoas não estão
- 56:10acostumadas a beber álcool, mas porque elas têm que vender a
- 56:14rodo pra se manter. Você não quebra não.
- 56:17Eu tenho 2 pequenas questões aqui, uma do instituto data, meu
- 56:21cu, que é, se não tivesse proibido a cerveja, não tinham
- 56:25passado pelo quebra de 29, talvez.
- 56:28E assim me prove que não traga documento me provando que não,
- 56:32porque pra mim é isso, porque as pessoas perderam a válvula de
- 56:34escape, porque no final todo mundo quer ficar doidão e aí
- 56:37fizeram merda e quebraram em 29 e a outra não.
- 56:40Agora falando Sério, existe alguma pesquisa que mostre esse
- 56:44movimento? Pendular elástico.
- 56:47Não sei como chamar do conservadorismo, porque assim
- 56:51faz sentido. Logo depois do início da
- 56:53primeira guerra mundial, o conservadorismo está em alta e
- 56:56nasceu uma proibição ao álcool para mim, na minha cabeça faz
- 57:00sentido. Eu só não sei se é realmente
- 57:02isso, assim como por exemplo, o Reagan bateu na tecla da guerra
- 57:06contra as drogas, baseado no discurso conservador.
- 57:09É sim. É a sua primeira afirmação.
- 57:11Faz todo sentido. Tá só fazendo um complemento AA.
- 57:15Minha fala anterior, quando nos Estados Unidos, começa a se
- 57:19discutir o fim da lei seca, se lançam razões econômicas também
- 57:22dizendo que a indústria cervejeira vai gerar emprego e
- 57:25vai movimentar a economia. Então tem também argumentos
- 57:29econômicos muito Fortes num contexto de depressão, para que
- 57:33a lei seca seja revogada e esse é o primeiro ponto.
- 57:36Então, a sua primeira afirmação faz todo sentido, mas tudo é
- 57:39discurso econômico. Cara, Lula, abre a boca agora
- 57:41para falar de juro, não porque o mercado aí não, não, não é o up
- 57:46ai então tipo discurso econômico é usado para tudo, cara, eu acho
- 57:49engraçado que as pessoas falam mal da geração mi, mi mi, mas
- 57:52não tem ninguém mais me me me. Porque o mercado, o mercado, a
- 57:55figura mais mi, mi mi do mundo toma no agora com relação à sua
- 57:59segunda afirmação, tem um pequeno problema de cronologia
- 58:02aí. Obviamente, existem muitos
- 58:03estudos falando dessa onda conservadora, desse fluxo e
- 58:06refluxo dessa onda conservadora. Existem vários estudos,
- 58:09sociológicos e antropológicos a respeito disso.
- 58:11Não vou saber citar nenhum nesse momento, mas se você procurar,
- 58:14você acha que não tem problema, mas tem um problema cronológico,
- 58:18aí a onda conservadora, ela não começa depois da primeira guerra
- 58:20ou no contexto da primeira guerra, a onda conservadora.
- 58:23Ela começa lá em 1871, 1860, em meados do século 19, quando
- 58:29naquele momento ali não é nenhum conservadorismo.
- 58:32Mais uma preocupa. Ação com o excesso de consumo de
- 58:37álcool, né? Com os problemas trazidos pelo
- 58:40excesso de consumo de álcool, depois, as coisas vão ficando
- 58:44mais conservadoras, à medida em que a própria sociedade ela
- 58:48avança, né? E esse tipo de pauta acaba
- 58:51virando uma pauta vista como retrógrada.
- 58:54Não entendi. Aí eu fico preocupado, porque
- 58:57assim, qual é o problema de consumo de álcool no final do
- 59:00século 19, quando bater na mulher não era um problema, não
- 59:04era discutido assim, completamente anacrônico, a
- 59:07gente tá fugindo completamente da pauta, mas é muito
- 59:10interessante isso que você falou agora, porque era um problema
- 59:13assim, era um problema, porque. A grande parte das campanhas
- 59:17anti alcoólicas nos Estados Unidos são comandadas por
- 59:20mulheres. Liga antes aluno, por exemplo, é
- 59:24uma liga de mulheres. Maneiro, porra, que querem
- 59:27afastar os seus maridos da bebedeira, da esbórnia.
- 59:31Então era assim, um problema. A violência doméstica.
- 59:35Existem outra. Eu não vou lembrar agora de
- 59:37cabeça o nome da outra liga importante dos Estados Unidos,
- 59:41próprio e de sionismo, mas era também uma liga comandada por
- 59:45mulheres, então as mulheres elas tomam muito à frente desse
- 59:48movimento anti alcoólico no começo do século 20, pelo menos
- 59:52nos Estados Unidos. E se bem que eu acho que no
- 59:53Brasil também. Mas eu preciso ler mais sobre
- 59:55isso com RAM e acabou que eu acho que a gente não chegou a
- 59:58lugar nenhum, não. Assim.
- 1:00:00Eu estava falando das propagandas da Antártica, então
- 1:00:02as propagandas da Antártica elas saem lá da cerveja como saúde,
- 1:00:06como produto saudável, vão passar por essa característica
- 1:00:09machista da cerveja como um produto voltado ao público
- 1:00:13masculino, o que eu acho, e aí o povo da publicidade pode falar
- 1:00:16melhor que eu acho um verdadeiro o erro em termos de definição de
- 1:00:19público alvo, você direcionar a cerveja só para homens a ponto
- 1:00:24de você fazer uma propaganda misógino.
- 1:00:25Agora tem uma exceção muito interessante, que é a cerveja
- 1:00:28escura, né, que é a mausi. Bia é ao longo de todo o século,
- 1:00:31eu acho que a gente pode dizer sempre que você vê.
- 1:00:34Uma propaganda da mouse Beer, a mulher, ela é Oo alvo ali
- 1:00:38daquela propaganda. Sempre não.
- 1:00:40Mas em boa parte ela é o alvo dessa propaganda da cerveja
- 1:00:43escura. Você tinha separado aqui uma
- 1:00:45propaganda que é da malzbier da Brahma, uma propaganda da década
- 1:00:49de 30 que tem um homem, uma mulher sentada na mesa.
- 1:00:52Eles estão almoçando, né? E a mulher fala pro homem, estou
- 1:00:54com pouco apetite, aí o homem ergue um copo de cerveja,
- 1:00:58malzbier para ela e diz, então tome uma malzbier da Brahma,
- 1:01:01assim você se alimentará sem sentir, tá vendo?
- 1:01:04Saudável, cheio de sais minerais.
- 1:01:08Et cetera, e para poder ajudar a gente a se manter de pé.
- 1:01:17É isso, meu povo. Conseguimos dar uma grande
- 1:01:20passada aqui por toda a história da propaganda cervejeira e
- 1:01:27adjacentes, porque falar de cerveja e falar de propaganda
- 1:01:30não dá para ignorar a sociedade. Eu acho que é.
- 1:01:33É a grande lição que a gente aprende.
- 1:01:35Talvez o programa mais TD h que a gente viveu até o momento é
- 1:01:39que não dá. Você começa a conectar os
- 1:01:41assuntos, é realmente o grande desafio.
- 1:01:43Cara, muito obrigado, Sérgio, por sua participação por mais
- 1:01:47essa aula, por trazer esse conhecimento para gente e hoje a
- 1:01:50gente descobriu mais uma faceta, o Sérgio indignado.
- 1:01:53Isso é maravilhoso, inclusive. Eu quero agradecer ao mesmo
- 1:01:58tempo me desculpar, porque realmente a gente arruma a pauta
- 1:02:03e tudo, et cetera. Mas a minha cabeça, ela não
- 1:02:05funciona linearmente, né? É que vai puxando vários
- 1:02:09assuntos. A gente escapou um pouquinho do
- 1:02:11tema currículo e o currículo currículo rk seu, mas eu acho
- 1:02:17que a gente trouxe umas discussões interessantes aí,
- 1:02:20para além da da propaganda, isso aí, muito bom, muito obrigada,
- 1:02:23Sérgio, foi um prazer, vamos pensar em próximas tramoias,
- 1:02:27próximo programa, eu adoro isso, estamos sempre aí.
- 1:02:31E adivinha pessoal, como é que a gente gosta de terminar esse
- 1:02:34programa? Agradecendo aos mecenas que nos
- 1:02:37ajudam a manter a Independência criativa do surra de lúpulo,
- 1:02:41coisa que é tão valiosa para um veículo?
- 1:02:43Olha só, todo o papo que a gente teve até aqui e hoje eu gostaria
- 1:02:46de agradecer ao e do Senna ao Maurício Chuck, ao Otávio
- 1:02:52Augusta, ao Rodrigo Fontana e o Rogério Bittencourt.
- 1:02:55Muito obrigado, gente. Aí até semana que vem meus
- 1:02:58amigos é tchau, tchau. Beba menos, beba melhor, beba
- 1:03:09com moderação. Este podcast foi editado por
- 1:03:19play áudio.