Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / CAMPO E LABORATÓRIO - Os Elos do Diagnóstico Sanitário - MSc. Joice Leão | Ep. 158
Transcript
- 0:00E aí a gente dá continuidade. Então até a emissão do
- 0:03resultado, que daí OORT, que sou eu, e tem mais colegas também,
- 0:09né, que são responsáveis, tem outros veterinários no
- 0:11laboratório, temos biomédicos, tem até agrônomo, tem
- 0:16Biomedicina, tem, é técnicos, tem várias pessoas então que
- 0:21fazem esse processo para que o resultado seja o máximo
- 0:25fidedigno possível. Para que a gente consiga então
- 0:29depois poder interpretar junto com o cliente, então é mais ou
- 0:34menos esse processo dentro do laboratório.
- 0:46Analisando os dados do canal, percebemos que cerca de 97% de
- 0:51vocês que assistem aos nossos episódios com frequência ainda
- 0:55não estão inscritos. A sua inscrição é muito
- 0:58importante, ela ajuda o canal a crescer e permite que a gente
- 1:02continue produzindo episódios cada vez mais relevantes e
- 1:05interessantes para você. Então, se você gosta do nosso
- 1:09conteúdo, inscreva. Se agora no canal isso faz uma
- 1:12grande diferença para o nosso trabalho, muito obrigado pelo
- 1:15apoio e um ótimo episódio. Oi pessoal, sejam muito bem
- 1:20vindos a mais um episódio do nosso podcast ou aviário.
- 1:24Meu nome é Marcos café. E hoje nós temos um assunto
- 1:26Superinteressante, vamos falar sobre diagnósticos de
- 1:29enfermidades aviculas. E pra tanto nós convocamos aqui
- 1:34um convite muito especial. A doutora Joyce Aparecida leão,
- 1:38certo que é médica veterinária, é formada pelo desc, tem
- 1:42mestrado na área de patologia avicula, né?
- 1:45Na área de enfermidades aviculas.
- 1:47Pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
- 1:50Joyce, muito obrigada por você, tá ter aceito nosso convite para
- 1:54tá aqui conversando, né? Do seu dia a dia, fazer a coisa,
- 1:57falar de uma coisa que você gosta, que é a sua, vamos dizer,
- 2:01a sua zona de conforto, que é para falar um pouco sobre
- 2:03enfermidades agrícola, falar como que diagnóstica isso, o
- 2:06detalhe, a rotina de um laboratório de diagnóstico de
- 2:10enfermidades agrícolas. Então, muito obrigado.
- 2:12Eu deixo você fazer as suas considerações iniciais.
- 2:16Obrigada, doutor café, obrigada ao aviário aí por por me
- 2:20convidar, é? Eu trabalho com com a avicultura
- 2:25já há muitos anos, né? Principalmente com diagnóstico
- 2:28veterinário laboratorial. E a gente pretende aí nessa
- 2:34conversa passar algumas informações para vocês no nosso
- 2:37dia a dia aí. Na Na vida de laboratório, como
- 2:40que funciona a questão de diagnóstico?
- 2:43O que que a gente pode fazer para facilitar a vida do pessoal
- 2:46do campo? É em saber e escolher qual a
- 2:49melhor metodologia para diagnosticar determinada
- 2:53enfermidade. Então a gente tá aí para para
- 2:56nós conversarmos a respeito e vamos seguir em frente então.
- 3:01O podcast o aviário só é possível através de empresas
- 3:05inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 3:08avicultura brasileira novos líder em soluções de nutrição
- 3:12inteligentes para o crescimento dos negócios na produção de
- 3:16proteína animal. Pegasus Science a solução
- 3:20inteligente e em tempo real para a interpretação de micotoxinas
- 3:24all TEC soluções nutricionais eficientes e sustentáveis para
- 3:29fortalecer a avicultura. PPG vete o programa de pós
- 3:35graduações, que prepara você para ser um profissional
- 3:37disputado no mercado veterinário grupo BR render fazemos juntos o
- 3:43produto para atender você cliente.
- 3:46Jorge é eu, eu, eu assim. Eu tenho seu currículo aqui na
- 3:51minha mão, mas eu não gosto de ficar lendo currículo, que eu
- 3:53acho que é uma coisa mais fria, né?
- 3:54Eu gosto sempre de dar oportunidade para os nossos
- 3:57convidados. Pra contar um pouco a história,
- 4:00né? Então é um currículo comentado,
- 4:02né? Eu, eu costumo dizer que
- 4:04normalmente é agricultura, ninguém faz veterinária pensando
- 4:07em fazer agricultura, é claro que tem vários, vários casos que
- 4:09sim, mas normalmente a agricultura aparece na vida da
- 4:12gente por oportunidade e aí a gente abraça aquela área que a
- 4:15gente é apaixonado e segue em diante, né, que é o seu caso, já
- 4:18tem uma estrada grande aí, conta pra gente aí comenta um
- 4:21pouquinho do seu currículo, como é que foi a sua formação, como é
- 4:23que você veio parar na agricultura, enfim, por onde
- 4:26você andou, qual a sua experiência?
- 4:28Então eu vou começar lá. Desde o princípio eu nasci no
- 4:31sítio, a gente mudou pra pra cidade, mas a como é que se diz?
- 4:36O sítio nunca saiu de mim. Então eu fiz colégio agrícola,
- 4:40sempre quis fazer veterinário, aí o objetivo era fazer
- 4:44veterinária pra cuidar de vaca na verdade, né?
- 4:48E aí eu entrei Na Na faculdade, lá na odesc, e aí me foi
- 4:52apresentado o laboratório de doenças infecciosas.
- 4:57Na doik que a gente chamava EE ali nas doenças infecciosas, eu
- 5:02comecei a trabalhar com mastite bovina e aí me apaixonei pelas
- 5:06bactérias por diagnóstico laboratorial.
- 5:09E aí eu fiz o meu estágio Na Na Embrapa com suínos.
- 5:14Então eu fui pra todo esse caminho, sempre trabalhando no
- 5:17laboratório, sempre procurando fazer diagnóstico de
- 5:20enfermidades via laboratorial. E aí depois eu fui fui fazer o
- 5:25mestrado na UFRGS. Que daí caiu a avicultura No No
- 5:29meu coração e nunca mais saiu, porque quem gosta dessa área é
- 5:33apaixonado, né? Então as a Na Na odesc Na Na
- 5:39UFRGS eu fiz o meu mestrado, inicialmente eu IA trabalhar com
- 5:42Salmonella e no final das contas eu trabalhei é fazendo
- 5:47diagnóstico de ornitobacterium rinotrakeale.
- 5:50Fiz a prevalência desse agente no país.
- 5:55Foi, em teoria, primeiro isolamento que teve.
- 5:58E aí é dali. Eu comecei trabalhar num
- 6:01laboratório mercolar, onde eu trabalhei por 17 anos e depois
- 6:07disso eu iniciei o meu laboratório.
- 6:10É também na cidade de Cascavel, Paraná, que é um dos maiores
- 6:15centros, né? De, de, né?
- 6:19De movimentação, de, de. A avicultura, né, o Paraná é, é
- 6:25exporta, produz 49% dos frangos, né, no país, então é muito
- 6:32frango, é muito enfermidade aí que ocorre, né, nessa região.
- 6:37E aí eu comecei, então meu laboratório é foi num período
- 6:41bem, bem tranquilo, assim em março de 2020, aí a.
- 6:48O COVID correndo solto e nós ali No No laboratório começando.
- 6:53E aí AA gente começou. Então é trabalhar nessa área.
- 6:58Eu já tinha, né, vários conhecidos de várias empresas.
- 7:03Hoje a gente tem mais de 100 clientes, né?
- 7:08De grandes empresas, cooperativas, né?
- 7:12Muita, muitos clientes. Que que é, é.
- 7:17Confiam o diagnóstico das enfermidades das suas empresas?
- 7:21Monitorias, né? É das enfermidades também no
- 7:25nosso laboratório, que se chama integra lab se.
- 7:29Você é apaixonado pela avicultura e quer se destacar no
- 7:32mercado? APPG vet oferece 3 opções de pós
- 7:36graduações com módulos que abordam sanidade, manejo e
- 7:40gestão. Você estará pronto para
- 7:42enfrentar os desafios da produção de aves, garantindo
- 7:45resultados superiores. Invista no seu futuro com APPG,
- 7:48vete e faça a diferença na avicultura.
- 7:56Ah, muito legal. Parabéns aí pela sua trajetória,
- 7:59né? Legal saber que né.
- 8:00Agora você, né? Passou, né?
- 8:03De né, de ser uma colaboradora de uma empresa pra empreender,
- 8:06isso é muito legal, e como você falou, né, nós precisamos muito
- 8:08desse apoio de diagnóstico, você falou muito bem, Paraná é o
- 8:12maior produtor de frango de corte, numa concentração muito
- 8:15grande, então exige realmente esse apoio laboratorial que é
- 8:18fundamental. O Jorge conta pra gente aqui um
- 8:21pouquinho assim, a maioria das pessoas, né, às vezes elas estão
- 8:24vinculados à agricultura, mas não estão dentro dos
- 8:26laboratórios, às vezes estão no campo são né, fornecedores, são
- 8:30as pessoas que gravitam ali as grandes.
- 8:32De corte quanto? De postura.
- 8:34Eu queria que você contasse um pouquinho para gente, já que
- 8:36você tem essa experiência, que que é a rotina, certo?
- 8:39De um laboratório desde lá de receber amostra, que às vezes
- 8:43vem pessimamente, né? Às vezes podia até fazer um
- 8:46comentário, diz pessimamente acondicionada, às vezes até vem
- 8:49muito bem acondicionada, mas desde receber a amostra lá.
- 8:53É e até assim a rotina. Como é que que que que que você
- 8:57pode falar pra gente da importância se há exatamente de
- 9:00ter alguns cuidados nesse dia a dia aí dentro, né?
- 9:03Das bancadas, dentro dos dentro dos laboratórios.
- 9:07Então é o seguinte, professor, a gente é em em laboratório de
- 9:13sanidade animal, sanidade, avícula.
- 9:15No caso, a gente tem 2 processos.
- 9:18O primeiro é o processo de monitoria.
- 9:21Então é, são as análises que as empresas fazem com o objetivo de
- 9:26avaliar o status sanitário do lote, seja ele pra Salmonella,
- 9:31seja ele a análises sorológicas, até mesmo é é diagnósticos de
- 9:38porque no nosso laboratório, além de sanidade e avícula, a
- 9:43gente também trabalha com bromatologia, que é para avaliar
- 9:46a qualidade das rações que chegam para os animais.
- 9:50Análises de água, tanto microbiológicas quanto físico,
- 9:53químicas também. Vamos começar com efluentes.
- 9:56Então é o ciclo completo para a gente poder oferecer para o
- 10:00cliente todas as possibilidades de diagnóstico e monitoria da
- 10:05qualidade é que está ocorrendo na nas suas integrações.
- 10:11Então, além dessa parte de monitoria, a gente também tem a
- 10:14parte de diagnóstico. Como que é o diagnóstico?
- 10:17É quando você tem um problema clínico no campo, você observa
- 10:22sinais clínicos, tem mortalidade e aí você quer se descobrir qual
- 10:26é aquele agente para que na nos próximos lotes isso seja
- 10:30resolvido e não venha ocorrer um estrago tão grande quanto o que
- 10:35está é ocorrendo nesse momento, naquele lote, então, nesse nessa
- 10:41situação. A gente daí faz 111 assessoria,
- 10:46digamos assim, mais próxima do cliente.
- 10:48Ele, ele demanda o que está acontecendo no campo.
- 10:52Porque o que acontece na maioria dos problemas que a gente tem
- 10:56com relação ao diagnóstico, às vezes os colegas de campo, eles
- 11:00não sabem exatamente qual a melhor metodologia para fazer
- 11:04aquele diagnóstico. Por exemplo, micoplasma
- 11:08micoplasma é uma bactéria. Então a pessoa poderia pensar,
- 11:12Ah, bactéria, então vou pedir um microbiológico, porque no
- 11:16microbiológico pega a bactéria, só que aí tem uma característica
- 11:20diferente, o microplasma. Ele só é detectado através do
- 11:24PCR, devido a dificuldade de cultivo dele.
- 11:29Então é, são, é um. São Pequenos Detalhes, mas que
- 11:32fazem a diferença. Outro outro detalhe importante,
- 11:36por exemplo, um diagnóstico, até mesmo a sorologia, ela é muito
- 11:41utilizada, então para detectar os anticorpos, certo?
- 11:44Então você procura avaliar a monitoria das vacinações, mas
- 11:48ele também pode ser usado como diagnóstico, principalmente no
- 11:52caso de frangos de corte no abate, porque aí você tem o que
- 11:57é esperado para que ele lote. E se o título tiver incremento?
- 12:02No final, no abate, por exemplo, ele vai é demonstrar que teve um
- 12:07desafio de campo. Só que aí aí que entra também a
- 12:12questão da interpretação dos resultados.
- 12:14Por exemplo, quando você verifica um gráfico de Elisa,
- 12:18você não pode olhar nele unicamente só aquele gráfico sem
- 12:22pensar no que aconteceu no campo anteriormente.
- 12:25Porque no caso da sorologia, por exemplo, um detalhe é cuidar o
- 12:31nível de anticorpos. AA ave precisa de 57 dias para
- 12:36produzir os anticorpos para você ter uma reação positiva no
- 12:39Elisa. Então são Pequenos Detalhes que
- 12:42a gente tem que tomar cuidado com relação a aos tipos de
- 12:46análise, qual selecionar e qual o fim, em qual situação.
- 12:51Então, quando nós recebemos as amostras no laboratório, eles
- 12:56têm essas amostras geralmente, exceto rações.
- 13:00Elas tem que vir em refrigerados, geralmente 4 8°
- 13:05bem acondicionadas é no caso para microbiológico, é em em
- 13:11sacos estéreis, os órgãos, o máximo de maior possível.
- 13:17Por exemplo, um lóbulo inteiro do fígado é o século separado,
- 13:22né? Todos os órgãos sempre.
- 13:24Intestino tem que ser separado de outros órgãos, então coloca
- 13:28tudo em saquinhos. Geralmente a gente utiliza
- 13:30aqueles sacos tipo nasco, né, que eles são estéreis, que tem
- 13:34aquele aramezinho Na Na ponta. Então para microbiológico e para
- 13:39PCR, geralmente são esses. É essa forma que chega o
- 13:43material no laboratório, tem lá os soros, tem que ser enviados
- 13:48para o laboratório sem coágulo, não pode mandar com coágulo,
- 13:52senão ele molisa. É, por exemplo, AA
- 13:57estopatologia. Que vem o material que é
- 14:01coletado no formol a 10%. Ele tem que vir num.
- 14:05Ele pode até vir junto na caixa, junto com outros materiais, mas
- 14:09colocar o frasco de formol com boca larga dentro de uma outra
- 14:13caixinha, dentro da caixa, para que ele não evapore e, de
- 14:17repente, prejudique AO diagnóstico das demais
- 14:21enfermidades. Quando você envia o material
- 14:24para o laboratório, você tem que enviar junto um formulário.
- 14:27Nesse formulário está lá descrito as informações do lote
- 14:31que você quer que consse no laudo.
- 14:33E os dados daquele lote é, Ah, eu quero fazer análise
- 14:41estopatológica, eu quero fazer a PCR para bronquite infecciosa.
- 14:45Aí você seleciona lá. A pessoa quando recebe a
- 14:49amostra, ela coloca aquela amostra numa bandeja e confere
- 14:54com o que está no formulário. Então, por isso que é bem
- 14:57importante chegar ao formulário junto com a amostra, né?
- 15:00E aí você confere os dados, porque às vezes manda de
- 15:04diversas grandes o material junto e às vezes faltam o.
- 15:08Um é um sobrenome que tá errado e às vezes você emita o laudo
- 15:13depois da é, prejudica lá no abate.
- 15:16Então tem que ser tudo bem certinho, conforme tava escrito
- 15:20lá, principalmente no caso de monitoria pra essa manela no
- 15:23abate. Aí esse essas amostras a gente
- 15:28identifica, é colocado um código de Barras, um número, e aí elas
- 15:33vão pro processamento dentro do laboratório.
- 15:35Lá no processamento do laboratório segue uma série de
- 15:39cuidados, né? É na inoculação, no repique,
- 15:43para daí fazer OAO processo, né? Das análises, as análises todas
- 15:51que são usadas em laboratório. No nosso laboratório, por
- 15:54exemplo, que tem ISO 17025, que é uma ISO específica para
- 15:59laboratório. Ela segue determinadas regras,
- 16:03então tem regra para termômetro da da temperatura da geladeira,
- 16:07tem regra para controles positivos e negativos.
- 16:11Então tudo é feito um processo de controle para que você tenha
- 16:15certeza que aquele resultado está sendo coerente.
- 16:19E aí a gente dá continuidade. Então até a emissão do
- 16:23resultado, que daí OORT, que sou eu.
- 16:26E tem mais colegas também, né, que são responsáveis.
- 16:29Tem outros veterinários no laboratório, temos biomédicos,
- 16:34tem até agrônomo, tem Biomedicina, tem, é técnicos,
- 16:39tem várias pessoas então que fazem esse processo para que o
- 16:43resultado seja o máximo fidedigno possível, para que a
- 16:47gente consiga então depois poder interpretar junto com o cliente.
- 16:52Então é mais ou menos esse o processo dentro do laboratório.
- 16:56Muito legal, muito legal. Você vê que né Joice, são uma
- 17:00opção de Pequenos Detalhes, né? Pra ter aí 11 controle de
- 17:04qualidade, pra ter tudo isso ser feito dentro de padrões, né, pra
- 17:08que a gente tenha confiança nos resultados.
- 17:10O Joice, eu queria que você comentasse um pouquinho da
- 17:12importância da parceria do laboratório de diagnóstico com
- 17:17as empresas de campo, porque não é só uma vez, né?
- 17:20Você vai lá e faz um, vamos dizer.
- 17:22Uma análise dá o resultado e acabou e volta dali a mais 1 ano
- 17:26mais outra análise. Eu queria que você falasse sobre
- 17:28a importância exatamente de estar sempre, né?
- 17:31Aquela empresa com aquela parceria, para ter um histórico
- 17:34ali de todos os problemas, para ter assim, né?
- 17:37Essa, essa, esse, vamos dizer. Essa sequência de resultados pra
- 17:42que, né? As empresas possam, né,
- 17:45redimensionar, readequar seus programas de bioseguridade os
- 17:49seus programas de vacinação. Queria que você comentasse um
- 17:51pouquinho dessa importância, dessa parceria, de não ser uma
- 17:55coisa isolada ali, uma fotografia daquele momento, eSIM
- 17:58compor aí um histórico anual, às vezes por vários anos, que isso
- 18:02dá uma certa segurança pra empresa, né?
- 18:05De tomar, vamos dizer, as as, as, as decisões corretas.
- 18:09Sim, sim, é só para exemplificar, professor, por
- 18:13exemplo, salmonela, Salmonella hoje é o pessoal tem que seguir.
- 18:19No caso de matrizes, a gente segue AOPNSA, que é AN 78, né?
- 18:25Que lá pede para excluir as 4 salmonelas que é enteritídeos,
- 18:30TIF, muro, galinário e puloro. E aí além disso, as monofásicas
- 18:34que não estão. Escritas na 78.
- 18:37Mas já na n. 20, que é da parte do frango de corte do
- 18:40frigorífico, elas já estão incluídas também que são as
- 18:43salmonelas monofásicas, que nada mais é que a TIF muro, que que
- 18:48faltou uma partezinha, digamos assim.
- 18:51Então essa é a monitoria para salmonela?
- 18:55E para o senhor ter uma ideia, é no abate hoje, ali.
- 19:01A salmonela sempre é um assunto muito polêmico, no caso na
- 19:05agricultura, principalmente em frango de corte, porque a gente
- 19:09esporta para mais de 150 países e esses países tem várias
- 19:14exigências, tem alguns sorotipos que além desses que o Ministério
- 19:17da agricultura controla aqui. Para consumo de frango nacional,
- 19:22tem também exigências dos mercados internacionais.
- 19:26Então, a Salmonella é um dos pontos que é mais crítico,
- 19:30porque sempre ela tá ali, presente, é um agente que se
- 19:33estabeleceu muito bem no ambiente.
- 19:37Hoje a gente tá muito tranquilo. EAA enteritudes, por exemplo,
- 19:41está desaparecida do mercado. Não se isola, fazem anos
- 19:45enteritdes. A atifemurio esporadicamente
- 19:49acontece de de encontrar, inclusive a atifemurio é um
- 19:53pouco mais frequente em suínos, então a gente tem que tomar
- 19:57muito cuidado. Se numa Granja às vezes dá
- 19:59positividade de ver esse link com a questão de criação de
- 20:02suínos, a galinário pro lórum esporadicamente acontece, né?
- 20:07Alguma coisa mais em postura comercial em avicultura de corte
- 20:11está muito, muito pouco frequente.
- 20:14Assim, raríssimos os casos. E a hoje, o nosso maior gargalo
- 20:20com relação a salmonelas são as salmonelas ambientais, entre
- 20:24elas a principal, com cerca de 70% de positividade das
- 20:29tipificações que a gente faz. Essa manela mina é solta e, em
- 20:34segundo lugar, a salmonela. Raí del Berg.
- 20:36Aí temos salmonelas de fábrica de ração, uma em banda carnato
- 20:41que também circulam entre matrizes.
- 20:43Enfim, essa é a questão de salmonela.
- 20:46Para vocês terem uma ideia, hoje, por exemplo, monitoria é
- 20:51No No intervalo entre lotes se avalia um o.
- 20:57O aviário inteiro, então, históricos é de positividade de
- 21:00salmonela. O pessoal vai lá, faz processo,
- 21:03fermentação de cama, tratamento com cal, controle de cascudinho,
- 21:07todo esse processo. E aí eles avaliam nesse
- 21:11intervalo a pesquisa de salmonela para ver se
- 21:14conseguiram, com aquele procedimento, eliminar a
- 21:17salmonela do do ambiente. Aí a gente faz métodos rápidos
- 21:20para ter essa resposta o quanto antes para talvez rever os
- 21:24procedimentos, enfim. Então tem mais isso, a questão
- 21:27de metodologias de tipos de metodologias de Salmonella que
- 21:31podem ser utilizados com relação à sorologia, por exemplo.
- 21:37A gente tem hoje no mercado nacional 3 tipos de kits, que é
- 21:42o idex, que é o mais frequente, que já todo mundo conhece.
- 21:46Temos o biocheque, que já começou alguns anos, EAE mais
- 21:50recentemente e dvet. Eidex é mais frequente,
- 21:56biocheque também é muito, muito é consistente os resultados.
- 22:01E a idevet também tem uns uns kits diferenciados, por exemplo,
- 22:06laringo, traqueíte, laringo, traqueíte, aí a idevet ela
- 22:11disponibiliza kits Diva que a gente chama, que são aqueles que
- 22:15diferenciam a resposta vacinal com os desafios de campo.
- 22:19Então isso aí é uma coisa interessante, que alguns colegas
- 22:23às vezes nem sabe que já existe, né?
- 22:27Aí, por exemplo, então essa questão das monitorias via
- 22:31sorológica, elas são de Extrema importância, você conhecer o teu
- 22:36procedimento, o teu esquema vacinal, qual kit que você está
- 22:39usando, o que que é o esperado para aquele kit, né?
- 22:43Então, todo esse processo aí é feito, é?
- 22:47É para a gente disponibilizar esses resultados para o cliente.
- 22:52Hoje a gente tá com sistema que o Ministério da agricultura
- 22:56indica que é um sistema lince. No nosso caso é o ultra lince.
- 23:01E a gente, por exemplo, disponibiliza para o cliente
- 23:04relatórios. Porque hoje uma das coisas que
- 23:07mais falta no campo é tempo. Né?
- 23:10E aí todo mundo precisa das informações o mais rápido
- 23:13possível. Então a gente é estabeleceu
- 23:16nesse sistema é que o cliente faça é relatórios de acordo com
- 23:22o que ele precisa, no formato que precisa para ele bater o
- 23:26olho, não ter que ficar abrindo laudo por laudo para poder ver
- 23:29os resultados. Então esse é bem interessante
- 23:32com relação AA disponibilidade desses laudos.
- 23:37E aí, sempre que cliente está precisando, eles ligam, trocam.
- 23:41Ideia é, mas a gente já ajuda assim nesse sentido também com a
- 23:46disponibilidade dos dos resultados de forma rápida,
- 23:50sabe? Muito legal, Jorge, muito legal
- 23:54mesmo, realmente é. Você vê, né?
- 23:56A importância que é as parcerias, né?
- 24:00Você aí, né? No seu, na sua área de atuação,
- 24:04dentro de um laboratório, dando um apoio.
- 24:06Super importante para quem tá lá na outra ponta, né?
- 24:09Tomar as decisões corretas, fazer as coisas, é um desafio
- 24:12enorme. Agricultura, como o senhor
- 24:14falou, o nível de exigência dos nossos países, né?
- 24:16Importadores são é altíssimo. O próprio Ministério hoje com
- 24:20OBNSA, então tem que tá tudo muito equacionado, aliás, até
- 24:24porque se ele não fizer isso, né, a doença vem, entra e toma
- 24:28conta. Eu queria agora é, é Joyce mudar
- 24:31de lado, aí queria, né, sair um pouco do laboratório e entrar um
- 24:35pouco assim na realidade. Das empresas e você falou muito
- 24:39bem, você tá aí no Paraná? Talvez não, com certeza.
- 24:43Um dos maiores desafios sanitários hoje do país estão
- 24:46concentrados no Paraná exatamente pela concentração de
- 24:49empresas que existe No No estado, né?
- 24:51Eu queria que você fizesse 11 comentário exatamente sobre um
- 24:55raio x sobre esses desafios sanitários.
- 24:57Como você enxerga isso, né? Que que que as empresas têm que
- 25:00prestar atenção? Qual a importância exatamente
- 25:03dessa parceria com o laboratório pra pra gente entender, né?
- 25:06Que muitas vezes tem que às vezes tomar atitudes, às vezes
- 25:10até mais um pouco drásticas aí no campo pra pra resolver um
- 25:13problema sanitário que às vezes ele é recorrente e você tá
- 25:16sempre com aquele determinado problema e faz de tudo e não
- 25:18resolve. Então tem hora que você tem que
- 25:20ser lá parado. Desinfetar melhor deixar um
- 25:23vazio sanitário maior pra às vezes se livrar de uma doença.
- 25:25Queria que você fizesse um comentário geral sobre esses
- 25:27desafios sanitários de campo. Sim, professor, um dos maiores
- 25:32desafios que a gente tá tendo hoje na avicultura é a falta de
- 25:36pintinho, porque daí a qualidade da das aves, às vezes são são 2
- 25:43problemas maiores, na verdade. Primeiro, a falta de pintinho e
- 25:47segunda, a falta de mão de obra, né?
- 25:51Porque quando a matriz põe um ovo, se você não coleta em 2
- 25:56horas tudo que está na cama. O ovo absorve, vai lá para o
- 26:01incubatório, umidade, a temperatura, o que que acontece?
- 26:05As bactérias correm soltas. Hoje, se for pontuar com relação
- 26:11a desafio, eu diria que é claro, a gente tem o respiratório, que
- 26:17em primeiro lugar é bronquite infecciosa, seguida da larin
- 26:21traqueíte e é a skrik acolhe. A escri que acolhe está sendo um
- 26:27problema muito Sério, porque justamente ela pode começar
- 26:30desde ali do início, né? Que é ovo, então causa
- 26:35fragilidade óssea, causa é uma absorção de gema, septicemia nos
- 26:41primeiros dias de vida. E aí, outro problema da escri
- 26:46que acolhe é que ela está com muitos fatores de virulência,
- 26:49né? Que são as apecs.
- 26:51Outra questão é que ela está bastante resistente a
- 26:55antibióticos. Então, um dos maiores problemas
- 26:58que nós estamos tendo hoje, o pessoal bate muito em bio
- 27:02seguridade e tal, tem todo um procedimento para realizar.
- 27:08O problema é que ele seja bem feito, né?
- 27:11Isso no campo. E aí essa questão, na questão da
- 27:16falta dos pintinhos, o que que acontece é.
- 27:20Você gera lotes de frangos, por exemplo, às vezes com 5 origens
- 27:24de matrizes. Então a questão epidemiológica
- 27:27você já perde. Aí você coloca pintinhos, às
- 27:30vezes com má qualidade, então isso dá consequências.
- 27:33São consequências posteriores que acontecem.
- 27:37Com relação a enfermidades. Então, com relação às
- 27:41enfermidades, o ponto, acho que. Claro, Salmonella a gente não
- 27:45considera como enfermidade porque é um ela não causar
- 27:48doença no frango, ela é um problema sempre que a gente
- 27:53considera, mas ela é um problema à parte.
- 27:55Agora, como enfermidade mesmo, a gente pode pontuar.
- 27:59A esquerica acolhe a os vírus respiratórios, bronquite e
- 28:06também a questão de mictoxinas. Hoje a mictoxina ela é.
- 28:11Sempre será um dos problemas que a gente tem na agricultura,
- 28:15porque é uma quantidade de produção que, às vezes, conforme
- 28:20as condições climáticas que ocorrem na plantação, gera mais
- 28:24mictoxina, né? Mais formunizina, mais
- 28:27aflatoxina, mais. Então, e ainda tem outras
- 28:31mictoxinas que a gente até tem dificuldade hoje de fazer
- 28:35diagnóstico, por exemplo, ácido. E no azônico acho que é teno
- 28:39azônica. Eu sempre esqueço esse, não
- 28:42consigo lembrar o nome, porque é uma mitoxina aí citotóxica que
- 28:46tá aparecendo, que ainda a gente não tem como fazer um
- 28:49diagnóstico rápido no laboratório.
- 28:51Então cada dia a vicultura vai aparecer, vão aparecendo
- 28:57desafios novos, sabe? E isso é um dos dos problemas
- 29:02que a gente tem com relação a micoplasma OPNSA.
- 29:06Foi, foi como tirar, tirar com a mão, né?
- 29:10A gente ainda tem MS circulando. O mg é quando dá, não tem como
- 29:16sustentar um lote de matrizes positivos para mg, porque a
- 29:20consequência no campo é muito grande, então o prejuízo é
- 29:23enorme. Aí a gente desconsidera a mg.
- 29:28Não é um problema em avicultura de corte, em postura comercial,
- 29:32como é utilizado. Vacina esporadicamente pode
- 29:35acontecer de ter alguns. É escapes, né?
- 29:39Vacinais. E aí acontecer alguns problemas
- 29:42de desafio, de micoplasma, na, na, na vacina, na, nas posturas.
- 29:49Um outro detalhe interessante, professor, é que nos últimos
- 29:52anos é desde 2021, não antes disso até.
- 29:57A gente começou a detectar. É uma enfermidade que é na
- 30:02literatura, nem tem descrita em frangos de corte, que é a coriza
- 30:06infecciosa. Na literatura você diz assim,
- 30:09ela acontece em aves mais velhas.
- 30:11Só que a gente tá tendo quadros de coriza infecciosa em frango
- 30:16de corte. E quando acontece, ela causa um
- 30:20estrago gigantesco. Tanto que porque.
- 30:25Quando você a ave fica muito febril, você teria que fazer um
- 30:28tratamento injetável, né? Porque só vi a água.
- 30:32Ela não ingere água, ela não come, ela para o lote, destrói o
- 30:36lote. Então realmente é 11 problema
- 30:39bastante Sério e com certa frequência vem ocorrendo.
- 30:43Geralmente são falhas de bioseguridade.
- 30:46São grandes que a bioseguridade, às vezes próximo de estrada,
- 30:49próximo de frigorífico, muita circulação de caminhão.
- 30:52Às vezes acontece de ter esse esse quadro aí de coriza
- 30:56infecciosa. Então, tanto que algumas
- 30:58empresas já estão vacinando até mesmo as matrizes, né?
- 31:02Com o intuito de fazer uma proteção cruzada aí nos frangos
- 31:06de corte. Esse é um é um fator
- 31:08interessante, outro fator interessante, professor que que
- 31:13que voltou a acontecer, porque hoje na avicultura a gente tem
- 31:17visto enfermidades que a gente já não via há muitos anos atrás
- 31:21e é por isso que o pessoal que está nos assistindo aí tem que
- 31:25sempre ficar atrás de procurar informações, porque às vezes tem
- 31:29enfermidades que são muito características e que vocês
- 31:32nunca tinham visto antes. Né?
- 31:35Porque eram doenças que ocorriam no passado e que hoje podem
- 31:38estar voltando. Então, uma enfermidade que é
- 31:41interessante e o pessoal tem que se atentar para fazer o
- 31:44diagnóstico em postura comercial, por exemplo, é a
- 31:47doença de Marek. Então a doença de Marek vem
- 31:50ocorrendo, é em postura comercial.
- 31:54É, provavelmente, a gente não sabe muito bem, mas talvez em
- 31:58decorrência do processo de vacinação, alguma falha vacinal
- 32:02ou, enfim, ou o próprio vírus no campo, andou modificando alguma
- 32:06forma, apesar de ser um vírus bastante estável.
- 32:09É e o interessante da doença de maré, que, por exemplo, o
- 32:14diagnóstico é estepatologia, inclusive é praticamente
- 32:18patognomônico. Mas aí entra um detalhe
- 32:20importante, professor. A gente tem que tomar, coletar
- 32:24os órgãos, todos os órgãos, de forma correta para poder fazer o
- 32:29diagnóstico, porque AAO patologista tem tem poucos
- 32:34patologistas no país. Hoje AA nossa patologista é a
- 32:38doutora rosicler Pereira, né? Mais conhecida como a Rose
- 32:42rosivette. Muitos conhecem aqui no Brasil.
- 32:45E a Rose sempre fala assim, gente, eu preciso.
- 32:49Que enviem todos os órgãos para eu poder fechar o quadro aqui na
- 32:53espatologia. Então tem que enviar nervo
- 32:55ciático, tem que enviar cérebro, tem que enviar dor negro com
- 32:59pâncreas, prova, ventrículo, fígado, rim.
- 33:04Eu sempre falo o seguinte, quando você for sacrificar uma
- 33:07árvore, você tem que aproveitar e coletar tudo que for possível
- 33:11dela para que a vida que você sacrificou não seja em vão para
- 33:16você conseguir fazer o diagnóstico.
- 33:19E sempre em avicultura isso é é, existe essa possibilidade, isso
- 33:23é a parte bom que, por exemplo, isso enocultura, já não é assim.
- 33:26A gente pode coletar 35 aves, fazer comparativo, visualizar
- 33:31lesões macro, se não visualizou lesão macro, coleta para
- 33:36estupatologia, que às vezes microscopicamente, a gente
- 33:38enxerga. Então tem todos esses detalhes
- 33:41aí que são bastante importantes para fazer o diagnóstico, né?
- 33:45Então, coleta dos órgãos corretos que tenham a lesão a
- 33:48traqueia, por exemplo, professor pelaringo traqueíte, ela é
- 33:52também é uma lesão patonomônica na estopatologia.
- 33:56E como é Oo vírus quando a gente enxerga a lesão?
- 34:00Às vezes ele já passou ali, ele não está mais presente.
- 34:04Você pode ter um PCR negativo, mas a lesão vai estar lá na
- 34:08estopatologia. E aí, que que você faz na
- 34:11situação? Por exemplo, um diagnóstico para
- 34:13laring traqueíte, eu estou com suspeita laring traqueíte.
- 34:17Quando você pensa em laring traqueíte, por exemplo, você
- 34:19pensa na literatura AI sangue nas muretas, só que isso.
- 34:26Era antes da utilização da vacina.
- 34:28Sempre que a gente utiliza a vacina, a gente ameniza o
- 34:31quadro. Então você às vezes não vai
- 34:33visualizar uma questão clássica. Aí você vai ter que fazer o quê?
- 34:38Vou optar pelas 2 situações, eu vou caleitar a traqueia inteira,
- 34:43desde a glote até o final. E eu vou coletar o iniciozinho
- 34:48da traqueia, colocar no formol próximo da glote, que é onde
- 34:51geralmente ocorre a lesão de larin traqueíte e no final da
- 34:55traqueia. E o restante eu envio ela
- 34:59inteira, né? Todo o restante refrigerado ou
- 35:03congelada pra pra pro PCR. Então aí você vai para os 2
- 35:09lados para tentar chegar ao diagnóstico, ou um ou outro vai
- 35:12dar certo. Já, por exemplo, a bronquita
- 35:16infecciosa, a bronquita infecciosa, além do do PCR.
- 35:21A gente que que daí a gente teria que coletar, pelo menos é
- 35:253 materiais para bronquita infecciosa, que está sendo muito
- 35:29frequente hoje no desafio de campo, a traqueia, que a gente
- 35:33sempre pensa em respiratório, as tonsilas cecais e tonsilas
- 35:38cecalma precisa ser o século inteiro.
- 35:40O século inteiro é para Salmonella e os rins.
- 35:43Isso falando em frango de corte, tanto para PCR quanto para
- 35:48esteopatologia. Aí é possível, por exemplo,
- 35:50fazer o diagnóstico de bronquita infecciosa.
- 35:54Aí desculpa, professor, que eu fico empolgada, mas só para
- 35:57continuar com relação a bronquita infecciosa.
- 36:00É importante a gente fazer a diferenciação dos dos vírus.
- 36:05Hoje a gente tem a Massachusetts que a maioria das vacinas são
- 36:09utilizadas ABR, né? É BR um BR 2 e a var 2, que é
- 36:16AGI 23, só que agora já tá aparecendo também AGI 13, EAGI
- 36:2216. Então todos esses aí a gente vai
- 36:26ter que começar a fazer a tipificação.
- 36:29Outro outra enfermidade que é importante.
- 36:32A gente tem que pensar sempre em gumboro, tá gumboro?
- 36:37Antigamente a gente vacinava no nos aviários, né?
- 36:40Somente com vacina viva, não tinha vacinação ou incubatória,
- 36:44então dificultava bastante, tinha quadros mais intensos de
- 36:48gumboro. Hoje o que acontece são
- 36:51infecções, às vezes subclínicas, né?
- 36:54Então também é importante fazer PCR, diferenciação desse vírus
- 36:58pra é você saber estabelecer qual a melhor é vacina a ser
- 37:04utilizada no campo. Então eu acho que deu 11
- 37:08apanhado geral aí das das principais enfermidades, né?
- 37:12Falando da ecoli, falando das bronquites.
- 37:16Você fechou tudo fantástico, uma aula aqui.
- 37:19Nossa, que legal. Deixa eu só falar pra gente
- 37:21fachar de tudo mesmo. Ano retrasado nós tivemos um
- 37:24caso, né? De new Castle, né?
- 37:26E assim. E algumas informações que que
- 37:30né? Doença de newcastre algumas
- 37:32informações que algumas empresas pararam de vacinar.
- 37:34Qual a sua opinião em relação? É claro, ela é endêmica, mas tá
- 37:37super bem controlado. É do PNSA.
- 37:40Mas assim, o que que você acha em relação à vacinação?
- 37:44Deve continuar essa vacinação? Enfim, qual que é a sua posição
- 37:47em relação à doença de newcastre?
- 37:50Olha, professora, se o. Eu a pelo menos aqui no Paraná.
- 37:55Como tem uma circulação bastante grande de é vacinas em matrizes
- 38:04e também em circulação de diferentes esquemas vacinais nas
- 38:07diferentes empresas, eu acho prudente sempre fazer uma boa
- 38:11monitoria antes de retirar a vacina, que o que que a gente
- 38:16consegue com a vacina das vetorizadas você consegue.
- 38:20É não ter é títulos. Claro que ter título, por
- 38:24exemplo, no frango de corte no abate não significa que não
- 38:27significa necessariamente que teve a doença de neocástro, eSIM
- 38:31que o vírus está circulando e ele está produzindo anticorpos.
- 38:35Então eu acho que a melhor opção mesmo é fazer monitoria no abate
- 38:40pra tentar entender na tua região se é possível retirar
- 38:44essa vacina. Eu acho que é prudente a gente
- 38:46fazer uma avaliação antes de poder retirar assim
- 38:49aleatoriamente, né? Porque.
- 38:52A gente já teve o caso de influenza o ano passado, né, no
- 38:56Rio Grande do Sul. E aí ter um caso de newcastro,
- 38:59talvez é velogênico, seria terrível para o país da mesma
- 39:04forma. Então a gente, Eu Acredito que
- 39:06não possa arriscar nesse sentido de colocar em né, colocar um
- 39:11risco é numa, às vezes num custo tão baixo, é se comparado com
- 39:18com o prejuízo que pode ter posteriormente, né?
- 39:22Com certeza. Nossa Jorge, muitíssimo
- 39:24obrigado. Nossa que que que episódio
- 39:27Superinteressante. Parabéns aí pela né?
- 39:30Pelo seu conhecimento, pela sua facilidade de comunicação.
- 39:34Eu acho que aqui nesses né, pouco mais que meia hora a
- 39:37gente. Deu muitos recados que eu acho
- 39:40que é muito importante essa parti sanidade é muito
- 39:43importante. A gente não pode negligenciar
- 39:45nem um único fator, porque é é uma, é um fator que pode tirar
- 39:50uma empresa da noite para o dia do negócio, né?
- 39:53Então é é assim, não, não dá para baixar a guarda, a
- 39:56influenza tá aí, né, já é endêmica, infelizmente.
- 40:00Ou você tava falou uma coisa Superinteressante, doenças que
- 40:04estavam controladas, que eram do passado, a gente percebe.
- 40:08A reemergência dessas doenças, então não pode hora nenhuma
- 40:11parar, né? Então muito legal, acho que você
- 40:13dá todos os recados, eu acho que que fica aí né, uma contribuição
- 40:17sua aí pra pra que as empresas revejam todos os seus protocolos
- 40:21sanitários, as parcerias com os laboratórios são muito
- 40:24importantes pra investir um pouco nisso, aumentar um pouco,
- 40:28né, o investimento nessa área, porque é absolutamente
- 40:31importante. Como você falou, o país, país
- 40:33exporta para mais de 150 países, somos maior exportadores de
- 40:37carne e frango do mundo. Segundo, há muitos anos estamos
- 40:39começando a exportar os ovos de uma forma significativa.
- 40:42Então essa esse dever de casa a gente não pode, né?
- 40:46Absolutamente negligenciados. Então eu realmente te agradeço
- 40:49muito e deixo você fazer as suas considerações finais.
- 40:53Pois é, professor, uma das coisas que é extremamente
- 40:55importante para as empresas é que elas não entendam que é
- 41:00diagnóstico laboratorial. É seja um custo, ela é um
- 41:04investimento. Porque daí você pode direcionar,
- 41:07você pode diminuir as perdas, você tem uma infecção
- 41:11subclínica, às vezes comendo pelas beiradas, você saber
- 41:15direcionar onde vai tratar. O que vai colocar é, Ah, essa
- 41:20vacina, não tá segurando, vamos trocar pra essa.
- 41:22Você minimiza às vezes um lote que você é.
- 41:29Consegue recuperar, proteger ou melhorar o desempenho?
- 41:34Já vale todo o investimento, que é Oo.
- 41:37As são as análises laboratoriais.
- 41:40A gente tem vários parceiros também, as multinacionais aí as
- 41:44as as empresas de vacina. Elas também fazem muitas
- 41:48análises, né, para as monitorias das vacinas deles.
- 41:52Então tudo isso é uma questão de investimento e não de custo.
- 41:57E a gente fica aberta aí sempre que precisarem.
- 42:01É, a gente pretende aí disponibilizar alguns dados, é
- 42:05no próximo ano. Com relação aos sorotipos de
- 42:08salonela, o que que é encontrado é no campo em frango de corpos,
- 42:12o que que é encontrado nas matrizes, na fábrica de ração,
- 42:16no frigorífico, porque a gente também faz análise da área de
- 42:19alimentos, né? Então vê toda, vê toda sequência
- 42:24na cadeia. E com relação à salonela?
- 42:27Com relação a qualquer dúvida que o pessoal tenha de campo, a
- 42:32gente tem que tomar mais. Eu teria que tirar um pouquinho
- 42:35mais de tempo pra pra poder escrever, pra poder colocar,
- 42:39disponibilizar informações que a gente tem aí com a realidade do
- 42:42campo, pra poder passar para os colegas.
- 42:45Porque assim é, algumas pessoas sabem mais de algumas áreas,
- 42:51outras de outras, então a gente poder fazer um.
- 42:54Um resumão ali, um negócio, uma informação rápida para o pessoal
- 42:58ter, né? Disponibilizar é muito
- 43:01importante, então é isso aí a gente fica à disposição no
- 43:04laboratório integra lab. O que precisarem eu eu vou pedir
- 43:09aí para vocês colocarem daí os meus contatos.
- 43:12Quem quiser entrar em contato, a gente fica à disposição aí para,
- 43:16para qualquer dúvida que tiverem, beleza?
- 43:20Mais uma vez, doutora Joyce, muitíssimo obrigado, né?
- 43:23Eu acho que se traz informações valiosas.
- 43:26Eu acho que é um episódio que ficou realmente muito rico aí de
- 43:29informações, de dicas, né, de rever conceitos.
- 43:34Fico muito feliz aí da né, de você ter conseguido passar
- 43:38tantas informações, tanto conhecimento, que são aplicáveis
- 43:42amanhã, né? Então, muito bom, muito
- 43:45obrigado. E pessoal, nós agradecemos aos
- 43:48que têm acompanhado o nosso podcast e esperamos, revê Los
- 43:52nos nossos próximos episódios. Então valeu, tchau, tchau.