Latest / Surra de Lúpulo / Qual a origem do Natal e o que isso tem a ver com cerveja? Papo solto com Leandro Bulkool e Ludmyla Almeida | Surra #193
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- 0:08Hipocondríaco apresenta. Surra de lúpulo, oi pessoal, bom
- 0:16dia, boa tarde, Barão. Boa noite, eu.
- 0:21Milan, mais conhecida no Instagram, olha para quadrilha.
- 0:24Ih, não. Programa de hoje meus amigos,
- 0:27você pode me chamar de mamãe Noel.
- 0:30Lima, natalina e de Ano-Novo, gente, quantos anos teve o ano
- 0:34de 2023 mais 1 ano chega ao final mais 1 ano de muitas
- 0:38lutas, algumas derrotas e outras tantas glórias.
- 0:42Ainda bem mais 1 ano de vocês junto com a gente.
- 0:45E inundada por esse clima natalino festeiro, vamos falar
- 0:49de quê? Da origem do Natal e o que que
- 0:52isso tem a ver com cerveja? Tem a ver com cerveja?
- 0:55Então aí a gente ainda tem um tema bônus, né?
- 0:58Que qual O Presente que o Papai Noel nunca te trouxe?
- 1:00E porquê nesse papo a gente vai contar com a participação
- 1:04especial de alguns dos nossos mescenas que mandaram seus
- 1:06depoimentos em áudio e também por escrito e também com um
- 1:11áudio muito legal da berê, que é bgato, que é bióloga, doutora em
- 1:16botânica, curadora de museu, professor e produtora de
- 1:19conteúdos sobre mudança de país e vida na Itália.
- 1:23E ela é esposa do nosso grande amigo e parceiro aqui do
- 1:26podcast, Sérgio. Barra profano, Graal.
- 1:31Antes de pedir que o Leandro se apresente, porque hoje é isso,
- 1:34vocês vão ter que nos aturar novamente.
- 1:37A gente tem o prazer de informar que esse programa é oferecido
- 1:39pelos nossos mecenas empresariais.
- 1:43Bebi arages viveiro vanderberg para o sabia, passaporte
- 1:47cervejeiro, cervejaria ussat, Iris pay e cerveja da casa.
- 1:57Agora sim, meu amigo ifundo que é tua.
- 2:00E eu sou Leandro, mas hoje vocês podem me chamar do beterboy e já
- 2:06já vão entender o porquê ai. Papai.
- 2:09Vale lembrar que a berê, a Berenice, que a lud citou antes,
- 2:14já esteve com a gente no episódio 80, falando sobre o
- 2:18Raul luyn e as outras bruxarias e além disso, fizemos uma
- 2:24pesquisa e vamos trazer mais informações das nossas buscas.
- 2:29Sobre a origem do bom velhinho nos tempos atuais, provavelmente
- 2:33algo estará errado se assim estiver, ou pelo menos
- 2:37incompleto. Favor conversar conosco no post
- 2:40desse episódio. Puxa nossa orelha.
- 2:42Aponte, corrija. Acrescente o conteúdo, faça essa
- 2:46bola de Natal crescer essa bola, essa coisinha.
- 2:50A bola de neve? Essa bola de neve crescer e
- 2:54mesmo estando só nós 2 aqui, a gente tem o hábito de beber
- 2:57enquanto bate-papo, né? Luís?
- 2:58Você está em condições que que você vai beber aí?
- 3:01Eu estou muito em condições, sim, senhor, e você não está
- 3:04preparado, você não tem roupa para cerveja que eu vou beber.
- 3:06Meu Deus, hoje eu estou com uma clássica nossa.
- 3:08Você está. Você está com uma camisa
- 3:10clássica do surdo, de lúpulo e tal, não sei o que Nã Nã Nã Nã,
- 3:13nã, mas você não tem roupa para essa cerveja, eu não vou nem
- 3:15tentar que ela faça barulho não porque ela não faria, mas é
- 3:18porque ela é uma garrafa grande. Uma garrafa de 750 ml.
- 3:22Será, Ah, cara, dependendo do que foi, eu vou aparecer aí.
- 3:25Aí a gente vai gravar e junto ao vivo, segura isso.
- 3:27Hein? Seguros.
- 3:30Eu estou com uma cerveja temática, Hum, a gente está
- 3:34falando de Natal? Sim, eu estou com uma.
- 3:39Da cervejaria Fiu, cervejaria rural maravilhosa e que tá
- 3:45também tem o selo b se você ainda não sabe o que que é isso,
- 3:48não sei qual o número do programa, mas ouça o programa do
- 3:51sistema abelando está igual um louco olhando para milhões de
- 3:54telas como se ele fosse um comprador e vendedor de sonho.
- 3:59Ele vai trazer o número do programa logo menos para vocês,
- 4:01mas, enfim, estou aqui com a minha christmas.
- 4:03Aí eu enquanto ele está pesquisando isso, vou abri-la.
- 4:05Vou servi-la, enfim, filha. Ah, papai.
- 4:08Vem, vem. Respira, ela está um pouco
- 4:12aborrecida. Tudo bem, mamãe entende, é uma
- 4:14cerveja com uma carbonatação intensa, intensa.
- 4:18Deixa eu me servir aqui, vamos lá.
- 4:20Programa 134 o sistema b, com Rodrigo Gaspar.
- 4:24Ah, que maravilhoso, viu? Olha só, só foi gente, vamos lá,
- 4:30notas de especiarias, vamos mergulhar no Natal.
- 4:36Se fosse um Natal nacional, seria numa rabanada, mas ela é
- 4:39um estilo tipo uma belgian darktrongena.
- 4:43As canela cravo. Nossa senhora, você está com
- 4:46ar-condicionado bombando aí, porque hoje aqui no Rio de
- 4:49Janeiro o dia está bom. Estou.
- 4:51Estou porque é isso, né, cara, é mcchrystal eu, produzido
- 4:54sazonalmente para o clima que faz frio.
- 4:57Do hemisfério norte? Exato, mas enfim, nós somos o
- 5:00quê? Osasco, então?
- 5:03Saúde com a minha prristas eu e você.
- 5:08Peter boy olhou, olhou lá, está bebendo o quê?
- 5:10Também é uma cerveja temática. Hum-hum.
- 5:14Porque, afinal de contas, essa cerveja.
- 5:17Porra, que cerveja boa. Leandro vem para cá, desculpa.
- 5:19Puta com canela, eu quero mesmo, cara.
- 5:22Pode vir. Essa cerveja temática, porque
- 5:25ela é um presente para mim. Olha só, carinhoso.
- 5:31No programa com o nosso amigo Zig, eu falei que eu estava
- 5:35cometendo o erro de adorar Viena lager e não comprar no teu
- 5:39hábito de comprar uhum, não me corrigi e aí eu comprei logo a
- 5:43hot. Eu não sei pronunciar.
- 5:45Então parece 111 palito de fósforo hot.
- 5:50É boa, boa. Definição?
- 5:52Onde que a Viena lager deles aí eu estou nela.
- 5:55Ai, gente, é uma latinha, aquela vermelha.
- 5:58É? Rubra não é coisa linda?
- 6:02Essa mesmo. Olha isso aqui.
- 6:04Ah, coisa linda, eu estou com ela Na Na minha cervejeira vai
- 6:08morrer. É, eu não.
- 6:10Cerveja, não você, amor, não você.
- 6:11Você vai viver muito. Bom, tá bom, tá?
- 6:13Bom, até os 74 você falou. Em mim não.
- 6:15Eu falei que a média do brasileiro é 7576.
- 6:20Naquele papo, você falou que você IA morrer cedo.
- 6:22Você disse, não fui eu que falei.
- 6:24Não, isso não é cedo, essa é a média do brasileiro.
- 6:26Ah, entendi, tá bom, tá bom, tá bom, tá bom, tá bom, é eu com
- 6:31mais 22 anos. Eu também acho que eu tô legal,
- 6:33mas não sei não. 22, não, cara, 32 já é coisa pra caralho.
- 6:37Não sei, vamos trabalhar. Matemática é.
- 6:38Isso é ruim pra mim. Excel tá aí pra me ajudar.
- 6:52Ah, vai o sul do rei de lúpulo. Através do site apoiaa.se barra,
- 6:56surra de lúpulo. Uou, uma opção muito boa também
- 6:59é comprando a nossa camiseta na loja ponto surge de
- 7:02lupulo.com.br. Seu apoio ajuda a mantermos o
- 7:05projeto de pé e a casa arrumada, assim como eu adoro.
- 7:08Melhor do que casa arrumada é estoque, vazio e melhor do que
- 7:13tão bom quando estoque vazio é programa espalhado pra tudo
- 7:16quanto é lado, então outro jeito de ajudar é seguindo a gente na
- 7:20sua plataforma de streaming preferido e dando aquelas 5
- 7:23estrelinhas, é claro. Compartilhando o programa pra
- 7:26todo mundo, também manda pro tio, pra tia, pra prima, pro
- 7:30primo, pra todo mundo. Isso ajuda muito na distribuição
- 7:33dos episódios e propagar a palavra da cerveja Bowl.
- 7:55Bom, você quer fazer um trava-línguas antes da gente
- 7:57começar? Eu torço absolutamente sem juízo
- 8:01não, né? Ah, pode ser?
- 8:02Arrisca aí, manda um tiro. Eu hoje eu tô e.
- 8:05Você ficou sabendo desse meme que rolou aí há uns 2 meses
- 8:08atrás que a deputada emponderada?
- 8:11Sensacional. Ah, sim, tu falou, tu falou, tu
- 8:14comentou isso numa gravação. Tu tem coragem e vai soltar aí
- 8:17agora, um jamais. O que que ela fala?
- 8:19Jamais o quê? Você quer que eu escreva aqui no
- 8:22chat para você ler? Manda.
- 8:24Talvez seja melhor, né? Manda.
- 8:28Vai se preparando. Eu.
- 8:30Eu vou escrever aqui No No próprio chat do zoom, tá, tá
- 8:32bom, vamos achar o chat aqui. Escreve aí no próprio.
- 8:35Então vamos lá, vamos lá, não. Pode ler devagar.
- 8:38Tá bom, tá bom. Eu tô lascado.
- 8:41Você escreveu, certo, você tá me sabotando.
- 8:42Eu escrevi, certo? Olha, mole isso aqui.
- 8:44Jamais tolerarei que. Isso, cara.
- 8:48Cervejas, meia bocas, mal cuidadas, viajadas cansadas,
- 8:53servidas no meu churrasco. Puta que pariu, que pariu
- 8:56Marquinho, você me surpreendeu agora pra uma pessoa que até
- 8:58pouco tempo atrás falava póprio. Não, jamais tolera a lei.
- 9:04Eu não consigo falar. Ai não consegue o teu hélio se
- 9:07multiplica. É, pois é porque eu sou
- 9:09discípula de Galvão Bueno. Eu gosto dos RS, né?
- 9:15Ronaldinho. A gente pediu inclusive, mudar
- 9:20teu nome e o meu. Rabin seria um excelente nome de
- 9:24amigo, parceiro de podcast, e eu podia ser realo.
- 9:28Renan também funciona bem. Ramiro e Ramona, a nova dupla
- 9:32Sertaneja. Meu Deus do céu, cara, o que que
- 9:34aconteceu com você hoje? Caiu.
- 9:37Parei, era só uma brincadeira, gente, vamos voltar pro tema.
- 9:40Vai, Ramona, foca aí, cara. Pode deixar Ramiro Ramiro.
- 9:45Ramiro e Ramona. Vamos soltar Oo áudio da berê
- 9:50que eu acho que é o que assenta a nossa história e a gente está
- 9:54aqui com a participação especial do Léo, nosso mecenas, que está
- 9:57assistindo a gravação conosco, sim.
- 9:59Sim. Bom, o Natal faz referência à
- 10:03festividade Celtic germânica, do Iuri, que é o solstício de
- 10:06inverno, que é a noite mais longa do ano, dia mais curto do
- 10:10ano, mas ao mesmo tempo também traz a Esperança da primavera,
- 10:15que vai chegar que a partir de agora os dias começam a ser mais
- 10:18longos e com isso tem todos os mitos, né?
- 10:21De renascimento e das crianças da promessa.
- 10:23E esse mito foi emprestado pelo cristianismo, com a colocação do
- 10:28dia do nascimento de Jesus, coincidindo com Yuri sendo então
- 10:32Jesus, a Estrela guia. A criança da promessa que traz
- 10:36Esperança para toda a humanidade.
- 10:39Já. A lenda do Papai Noel faz
- 10:41referência a 3 possíveis mitos de locais diferentes, né?
- 10:46O primeiro mito seria o mito Germano.
- 10:49Órdico de odin ou votan? Onde esse Deus passaria uma vez
- 10:54por ano, sempre nessa época do inverno, com a sua carruagem nos
- 10:59céus, carregando as Almas daqueles guerreiros que devem ir
- 11:03provar o rala, então ajudado pelas valquírias e carregando, e
- 11:07isso faria uma referência à carruagem do Papai Noel puxada
- 11:10por renas. Um outro mito que faz referência
- 11:13seria ao Deus velho Celta, que seria substituído na primavera
- 11:18pelo Deus velho barbudo. Que fica pelas florestas, ele
- 11:23morreria no inverno e renasceria um Deus novo na primavera que
- 11:27envelheceria no próximo inverno e assim sucessivamente, fazendo
- 11:31referência aos ciclos da natureza de maneira geral e a
- 11:34última referência é uma referência cristã e é a
- 11:37referência mais falada popularmente que seria São
- 11:41Nicolau que é padroeiro da Rússia e é um Santo lado a
- 11:44lapônia e ele seria um Santo que teria ajudado muito os pobres,
- 11:48principalmente as crianças, e levaria presentes para essas
- 11:52crianças e é comemorado no 6 de dezembro, que também é uma data
- 11:56próxima. Relativamente ao Yuri e ao
- 11:59Natal. Se fosse para ser um meme, esse
- 12:02programa e poderia ser porque sou eu e sou você sobe aquele.
- 12:11Acabou, tá entregue. Mas eu tenho que falar sobre
- 12:15esse áudio, eu tenho que falar sobre esse áudio.
- 12:17Eu acho maravilhoso. Bem, vai.
- 12:19Caralho, eu puxei da memória agora, bonito, Hein?
- 12:22No episódio de encerramento de 2020, a retrospectiva 2020 que
- 12:29fizemos eu, você e Bia Amorim, no final do programa, Bia Amorim
- 12:33diz para a gente ser menos colonizado e veja bem, você
- 12:37sabe, quando acontece o Yuri no Brasil?
- 12:39Passa mais, vagueia. Quando é que começa o nosso
- 12:41inverno? Nosso inverno.
- 12:44No hemisfério sul? Julho, se eu.
- 12:47Não me engano, 21 de junho ou 21 de julho.
- 12:50Uma coisa dessa. Tá OK?
- 12:52Mas é mês 6 ou mês 7, né? Uhum.
- 12:55Ou seja, a gente está comemorando uma festa paga, que
- 13:00foi feito um sincretismo com ela para ela ser absorvida pelo
- 13:04cristianismo. Só que a gente comemora no polo
- 13:07oposto, enquanto essa festa foi criada para celebrar a Esperança
- 13:12da primavera, que nos ajudaria a passar pelo inverno.
- 13:15A gente está. Fazendo, na verdade, na prática,
- 13:18o mid somar, que é o solstício de verão, dia 21 de dezembro ou
- 13:2422 de dezembro é o soltiço de verão, é o mito somar, que tem
- 13:27aquele filme maravilhoso que é sim, pelo contrário.
- 13:30Aí é o dia mais longo do ano, diretamente oposto.
- 13:34Só que ora, como a cultura europeia afeta a vida do mundo?
- 13:39Fica aí a dica, aqui tem informação.
- 13:42Ó, agora tu arrasou muito aí, cara.
- 13:44De vez em quando tu demora, mas tu agora tu.
- 13:46Tu chegou rápido e trouxe porra, mas que a gente IA colonizado
- 13:49não, a gente sabe já tem um tempão aí, né?
- 13:52Desde 1500 é, infelizmente. Infelizmente, meus amigos, eu
- 13:56anotei algumas coisas sobre o que a habery falou, que eu acho
- 13:59que é legal. Hum-hum, é que existem pontos de
- 14:02interseção nos mitos que ela trouxe para falar connosco, né?
- 14:06Mas são todos eles relacionados à Esperança.
- 14:09Essa criança prometida, né? Essa criança que vai resolver e
- 14:13aí Ela Foi desdobrada em outras situações, né?
- 14:16Até o cristianismo, né? Com o nascimento de Cristo, et
- 14:19cetera, mas é, é, a gente tem que entender que a nossa cultura
- 14:23EEO Natal é um exemplo disso, enfim, o.
- 14:26Talvez daqui a 100 anos eu não vou tá aqui, graças a Deus e eu
- 14:29espero que o mundo exista ainda mais uma próxima geração da
- 14:32família Almeida, da família justoff bukhol, da família best,
- 14:36que é do Leo vataki, e de repente eles vão tá achando que
- 14:39Halloween é deles? Né?
- 14:41Ah, sim, sim. Ninguém mais vai falar de.
- 14:44Curupira, o que eu quero dizer? Essa brincadeira toda é que a
- 14:47gente foi sendo envolvido engrupido nessa história.
- 14:51Como o Leandro acabou de falar, a gente está aqui, o mito, a
- 14:55história começa a falar da noite mais longa e do dia mais curto,
- 14:59quando a gente está vivendo o contrário.
- 15:01Exatamente o oposto. Exatamente o oposto.
- 15:05Aí a gente pega, bota uma pessoa vestida de Papai Noel com a
- 15:09roupa vermelha. Tem umas paradas floff branca
- 15:13que é para frio, entendeu? É tipo aquilo ali seria, sei lá,
- 15:16l de coelho branco, entendeu o frio tremendo?
- 15:19Você imagina a pessoa é uma praia com essa roupa, enfim.
- 15:24Mas olha, se existe uma ideia genial que acontece em todo o
- 15:27outubro ou novembro, em agências de publicidade, quase todas
- 15:32fazem. Tem essa ideia?
- 15:33Tá que é a do Papai Noel praiano, tá, sabe?
- 15:36É o Papai Noel de sunga. Bermudão, sacou?
- 15:40Quase todas as gestão eu já tive essa ideia genial.
- 15:42A gente já criou campanha, se não me engano, para qualioti com
- 15:45uma rede de ótica do Rio de Janeiro, tinha o Papai Noel
- 15:48praiano. Se eu não me engano.
- 15:52Ai dá mais chavão do mundo. Não, tudo bem, cara teu Papai
- 15:56Noel praiana, mas vamos exercer aqui a nossa ausência de
- 16:00compromisso com a realidade e vamos dizer que a gente
- 16:02precisasse criar um mito sul-americano, um mito.
- 16:07Abaixo é aqui no sul que tá calor.
- 16:10Essa pessoa seria ela poderia ser um homem gordo, magro,
- 16:14branco, negro, povo originário, mas certamente não IA estar com
- 16:18aquela quantidade de roupa. Não, de jeito nenhum.
- 16:21Muito possivelmente não IA ter barba, até porque essa coisa de
- 16:23barba, negros e meio nordeste e tal, porque também não combina
- 16:27muito com o clima quente. Apesar da galera insistir nisso,
- 16:30vamos lá, que que você acha que IA ter no nosso?
- 16:33Porque pode até não ser um bom velhinho.
- 16:35Sabia que de repente, caralho, agora descontinou o negócio na
- 16:38minha frente, o nosso Papai Noel é o Evandro Mesquita.
- 16:46Não faz sentido. Caralho.
- 16:48O Evandro Mesquita, cara, e aí, claro.
- 16:54Não combina, cara. Porra, é totalmente.
- 16:56Evandro Mesquita, cara, é um cara que está com uma prancha de
- 16:59surf. Cara, é um cara que tá
- 17:00bronzeado, entendeu? Ele pode ter um cabelo grisalho,
- 17:04porque ele é um cara, que porra já tá surfando, surfou muitas
- 17:06onda, mas tem uma, como é que é o nome desse negócio?
- 17:08Parafina no rosto também uma Bermuda tactela, entendeu,
- 17:13porra? E aí, como é que ele levaria?
- 17:16Os presente tem presente ou ele é o cara que, no fundo do mar,
- 17:20acha o é o veneno da lata? É o veneno da lata.
- 17:25Caralho, tu tá gostando de mim? Bolada, referenciando
- 17:29referências, referências. Caraca, tá demais.
- 17:32Ela, pra quem não sabe, the Google, sobre anos 80, o veneno
- 17:36da lata Praia de Ipanema, só digo isso dai, Google.
- 17:39Ah, cara, entrega aí, pô, ajuda a pessoa que tá aí de bobeira.
- 17:42Aí não quer entrar no Google agora, não quer sair do Spotify
- 17:44pra fazer isso? Fala aí.
- 17:45Ouve o vazamento, ou então um naufrágio.
- 17:48Eu nunca lembro nisso dessa história, mas houve um naufrágio
- 17:51ou um vazamento de um navio que estava traficando marijuana,
- 17:55maconha, a prima do. Lúpulo.
- 17:58Pupa. Lançou e aí as praias.
- 18:01De Ipanema, barra, eu acho que foi Ipanema e Copacabana.
- 18:05Eu estou em dúvida se chega na barra, mas as praias do Rio de
- 18:07Janeiro de forma genérica, vamos falar de forma genérica, são
- 18:10presenteadas com latas e quando a galera começa a abrir a lata
- 18:15tá lá dentro. A parada foi a Alegria tal dizem
- 18:19que ali se instituiu o posto 9 e os apitos para avisar quando a
- 18:24polícia estava chegando ou não. Dizem que não sei se é verdade.
- 18:28E aí, ó, o Papai Noel. Aquele que a gente conhece, que
- 18:32foi fabricado, que não é o nosso, não tem o sino, bate o
- 18:36sino, porra, tem o sino, sino. De Belém tem um apito aí, não é?
- 18:39Sino, é apito para avisar que os megães estão vindo.
- 18:46Exato, eu estou só apenas conectando histórias.
- 18:51Agora me ocorreu um negócio aqui, de repente a gente está
- 18:53sendo muito sudestino, estamos sendo sudestino.
- 18:56Eu acho que sim. Eu acho que sim.
- 18:58Eu acho que está bom o nosso Papai Noel.
- 19:01Ele seria uma parada mais assim se a gente pensar na origem
- 19:04mesmo, como o Papai Noel foi criado em cima de um sincretismo
- 19:08em cima de uma de tungar, um ritual ou uma cultura que já
- 19:12existia, né? Uma Posse.
- 19:14Eu acho que o nosso seria povo originário, seria um indígena,
- 19:18seria uma figura destas assim, tipo, eu não tenho o nome como
- 19:22Evandro Mesquita tá, mas seria um velho.
- 19:26Índio, que estaria distribuindo coisas da natureza para as
- 19:30pessoas, então. Ah.
- 19:31Porra, tu tá precisando de, sei lá, apimetar a sua vida, ele
- 19:36soltava lá o temperinho da pimenta, sacou?
- 19:39Você tá precisando de doce? Caire te dava 11 doce maneiro
- 19:45tal e só coisas da natureza pra mim seria uma coisa muito mais
- 19:49assim. Povo originário, e aí a maneira
- 19:51o que dava pra ser tipo o Zé pelintra é no Brasil que o Zé
- 19:54pelintra no Brasil é em cada região onde tem uma
- 19:57característica. Era aí que eu queria chegar.
- 19:59E aí você poderia ter tipo assim no norte ali, mais próximo da
- 20:03amazónia, tal é uma pegada porra, tu vai para os povos
- 20:07originários. Mais litorâneos é outra pegada.
- 20:10Posso dar minhas sugestões aqui? Chuta.
- 20:13Num combo, meio que lembra do programa que a gente gravou com
- 20:16edun sobre a escola Americana, o primeiro programa da série qual
- 20:21lupla é o que Chuck Norris bábláblá?
- 20:24Aham. Quem não ouviu?
- 20:25Volta e ouça que é divertido, instrutivo, mas aqui fazendo,
- 20:28pegando esse teu gancho aí, ó, se fosse para sugerir uma
- 20:31personalidade, porque eu estou tentando dar cara para essas
- 20:34pessoas, sabe? Eu estou tentando dar cara,
- 20:37aham. Então, se o povo originário que
- 20:39talvez conecte com muita gente, o cacique coba coral, rapaz.
- 20:43Isso é polêmico. Leandro a gente não chegou até
- 20:46aqui conciliando as coisas. Tá aí, vamos lá, estamos lá no
- 20:54nordeste. Vamos pensar numa personalidade
- 20:57Nordestina. E aí é uma personalidade que se
- 20:59conhece, o contemporânea inserir essa personalidade, na sua
- 21:04opinião. Chico Science, Chico Science.
- 21:06Tá? Mega popular.
- 21:08Mas ele morreu. Morreu, mas, porra, todos até
- 21:11agora. Tirando Evandro Mesquita que
- 21:12dizem que não morreu, eu acho que todos estão mortos, porque
- 21:15assim, cacique cobra coral ele atua, mas ele não está vivo.
- 21:19Ih, rapaz, ó. Trabalhar, ele trabalha.
- 21:21Eu não estou sabendo da vida do cacique cobacora não, porque
- 21:24toda hora que eu vejo um evento que pegou está chovendo, ó, não
- 21:26me chamaram o cacique. Eu estou achando que é possível
- 21:28chamálo. Não, mas é chamar
- 21:31espiritualmente amigo. Aê, rapaz.
- 21:33É um contrato mesmo. A prefeitura do Rio de Janeiro
- 21:35paga. Morto?
- 21:38Gente, esse programa foi para um lugar que eu não.
- 21:40Imaginei. É um contrato, é um contrato
- 21:43mesmo. Aí você faz, aí tem lá.
- 21:46Eu acho que a pessoa que hoje recebe o cacique é uma mulher,
- 21:49inclusive que faz, que é a cavalo, né?
- 21:51Assim, eu não sei se o termo correto é esse desculpa se
- 21:53ofender pessoas que seguem, tá? Essas religiões tal aham, mas a
- 21:58pessoa que conecta com ele, vou falar melhor assim, é uma mulher
- 22:02e ela dizem que ela fica fechada num quarto durante todo o
- 22:07processo do etré e durante o evento para garantir que não vai
- 22:10chover naquele evento em todo o Brasil, ela é chamada e recebe
- 22:14uma graninha para que tenha essa segurança climática.
- 22:17Olha só. Entendi, tá bom?
- 22:19Então não sabia desse detalhe. Tô achando que cacique tá aí, ó
- 22:22Pimpão, meninão. Vamos.
- 22:25Não, não, não é um espírito, e tem uma outra parada aí.
- 22:28Fica aqui a dica, porque eu nunca entendi sobre o cacique
- 22:31cobra coral, tá o nosso Papai Noel doente é, se eu sou o the
- 22:36Town e contrato, o cacique cobra coral para estar em São Paulo
- 22:40para garantir que não chova. Rapaz.
- 22:42E aí alguém do circuito, não sei o quê de não sei que lá vai.
- 22:46No mesmo dia vai acontecer um festival, sei lá.
- 22:49Festival é aquele lá da família do do Alok, que é o festival de
- 22:53música eletrônica que acontece lá na Bahia, se não me engano,
- 22:55uhum. Esqueci o nome dele.
- 22:57Vai acontecer lá na mesma época. Vamos supor, tá, suponho.
- 22:59Temos, tá vai acontecer na mesma época, como é que o cacique
- 23:02escolhe? Porque assim ele vai mandar
- 23:04chuva para algum lugar, ele vai falar, sai daqui e vai, aí ele
- 23:07vai mandar lá para o Rio Grande do Sul, ele fala assim, ó, vou
- 23:09ganhar 2 dinheiro, mas eu vou fazer um trabalho, só mandar
- 23:11chuva lá para o Rio Grande do Sul.
- 23:13Então eu estou achando que inclusive ele está fazendo isso
- 23:15e está direto lá, porque eu estou sabendo que o Rio Grande
- 23:17do Sul, o sul do país, virou. Mesa brasileira.
- 23:20Pois é, pois é, tem essas questões, vamos voltar pro foco
- 23:24Natal. Tá bom, mas espera aí, a gente
- 23:26não passou por todas as regiões, está sudestino?
- 23:28Evandro Mesquita aqui de repente, aqui no Rio, aí vamos
- 23:32lá. Caci Copacabana.
- 23:33Ah, pá, não sei o que uma entidade aí tá?
- 23:35Também já não está mais aqui. Quem IA ser no nordeste?
- 23:38Se você fosse falar assim, cara, personalidade no nordeste?
- 23:41Ah, você falou Chico Science, aí eu falei que porra tá morto?
- 23:44Falei Chico Science, pra mim é um cara.
- 23:46Cara, eu estava outra pessoa. Um.
- 23:49Criando Suassuna, maravilhoso, apertado.
- 23:52Tudo bem, maravilhoso, mas morreu cara, eu acho que o Papai
- 23:55Noel tá entre nós. Ah, tá, entendi.
- 23:57Mas e é do em que vozes da minha cabeça?
- 24:00Entendi. Se você falar Ciro Gomes, ele
- 24:02não tá mais ele tá em Paris, tá? Desculpa.
- 24:04A piada foi mais forte do que. Mas espera aí, não foi?
- 24:06Na outra eleição, eu IA falar Gilberto Gil.
- 24:11Puta que pariu lá ele perfeito. Ele sim, é um preto velho, ele
- 24:18sim, é o cara. Ele é uma entidade, já é um
- 24:22orixá, porra. É isso aí, aí quem seria no
- 24:26norte do Brasil? Ah, tá, ó o cacique copacaral.
- 24:29Joelma a. Chimbinha não IA ser de jeito
- 24:32nenhum. Ah, chimbinha é vacilão, é?
- 24:34Eu IA falar que era o boto, não é?
- 24:37O Leonardo boto cervejeiro carioca, tá giro.
- 24:39O outro é o boto rosa. Entendi, é o boto que tem Oo
- 24:42folha na cabeça. É, eu IA falar que era o Goto,
- 24:45que aí é uma figura Mística assim e tal.
- 24:47Pá que a gente nunca sabe quem é.
- 24:49Ele, pode aí, tá aí, ó, sabe Do Nada, o boto virou um homem,
- 24:53virou uma mulher e saiu, caminhou, foi saber se a criança
- 24:56tá fazendo tudo certo. De repente tem essas lendas
- 24:59nessas regiões a gente não sabe. Entendi, não tem, tem e
- 25:02inclusive é muito valorizada assim.
- 25:04Na época que eu morei em Belém, foi a época que eu mais estudei
- 25:06folclore. É?
- 25:08Tudo bem que foi um período da minha vida, da infância ali,
- 25:11aonde normalmente as pessoas estudam, folclore, mas eu não vi
- 25:13meus filhos estudando com tanta intensidade.
- 25:15É, até porque eles estudaram num colégio religioso, né?
- 25:19Não, mas é um. Ele é muito ecumênico aqui.
- 25:21Oo colégio dos meninos. O nome do colégio é sagrado, o
- 25:24Coração de Maria ecumênico, com todo o respeito.
- 25:27É não, mas assim eu tô falando Sério, eles estudaram, é
- 25:30religiões de matrizes africanas. Eles estudaram outras religiões.
- 25:34Eu já estudei num colégio freira.
- 25:36Óbvio que na década de 90 e não tinha.
- 25:38É? Tanta diversidade como tem hoje.
- 25:42Uhum, mas os meninos tiveram aula de religião.
- 25:44Com certeza. Hum-hum.
- 25:45E era só da religião. Religião era.
- 25:48Católica? Não, não é isso que eu estou
- 25:50falando. Quando eles tiveram aula de
- 25:51religião, eles separavam por período as religiões.
- 25:55Os temas, então na aula de religião, estiveram a aula de
- 25:58matrizes africanas. Entendi na aula de religião,
- 26:01eles tiveram judaísmo, eles tiveram 14.
- 26:04O neopentecostal, e não sei o que tal.
- 26:06É porque fica um exemplo aqui. Meu irmão faz PUC.
- 26:09Aham faz faculdade na PUC. Jesus um Jesus, 2, Jesus, 3, tá
- 26:13só pra vocês saberem, estou falando Sério, ué, você é 1 MB
- 26:17sincero, então? Bom, falando do nordeste,
- 26:30falamos do norte, falamos do sudeste, tem um Papai Noel em
- 26:34São Paulo, tem um Papai Noel em Minas que você fala assim,
- 26:37caraca, é. O pão de queijo, né?
- 26:39O pão de queijo com torresmo é um grande.
- 26:41Papai Noel e Minas. Milton.
- 26:43Ah, mas aí é, não sei não. Eu sei que os Mineiros vão ficar
- 26:47chateados comigo, mas eu acho que em outras coisas em menos
- 26:51tem outras pessoas em Minas. Porra tem Ah, mas tem que estar
- 26:54vivo, né? Não, não tem que estar nada.
- 26:55A gente está aqui tentando descobrir a identidade do nosso,
- 26:59nossa boa velhinha, bom velhinho.
- 27:03Está faltando mulher, inclusive nessa lista.
- 27:05Pois é, pois é no. Norte, a mulher velhinha, a boa
- 27:09velhinha é você falou da Joelma bem falado, inclusive.
- 27:13Mas tem também a nossa ministra da meio ambiente, Marina Silva.
- 27:17Mariana Silva em Minas, o Milton é um bom nome, porque, né, ele é
- 27:21muito conectado à rua, as pessoas, né?
- 27:24Nasceu ali na como é que é o nome da esquina?
- 27:26Sei não, Leandro, que é o cara da referência tua.
- 27:28Gente, mas é Oo nome do grupo que eles tinham, que era o grupo
- 27:32que se tocava. Eu, eu IA.
- 27:33Clube da esquina. Clube da esquina, inclusive
- 27:35quando eu vou lá, meu primo Marco.
- 27:36Qual é a esquina? O nome?
- 27:38Perguntou pela. Esquerda o nome do clube é clube
- 27:40da esquina. Era isso que eu queria lembrar,
- 27:41deu falhas total aqui, deu Band e sempre que eu vou ABH eu tenho
- 27:45um primo que me leva e eu vou beber com esse primo quando eu
- 27:48vou beber com ele, ele sempre me leva no barra, onde o clube da
- 27:50esquina se encontrava e ele sempre conta a mesma história,
- 27:52inclusive, da próxima vez que a gente foi junto, vou falar com o
- 27:55Fla Pra Ele, você ouvir pela primeira vez porque é uma
- 27:58história maneira. O primeiro depois já vi 6 vezes.
- 28:02Maravilhoso, gosto de pessoas que esquecem das coisas.
- 28:04Elas costumam não levar coisas para o coração.
- 28:06Já parou para pensar nisso? Estão.
- 28:08Em paz de espírito, mas assim, além de Papai Noel, a gente não
- 28:10chegou no sul, né? Mas no sul, talvez fosse o
- 28:13laçador, sabia? Laçador.
- 28:15Sabe o laçador laçador, mas aí cada os gaúchos para me ajudar a
- 28:19corrigir a gente. É, né?
- 28:21Porque assim, com certeza, tem outros mais marcantes.
- 28:24Mas aquela estátua do laçador lá no Rio Grande é muito marcante.
- 28:28Né? Pois é, é aí, enfim, é, a gente
- 28:31está tendo. Aqui, gente, ser o mais nacional
- 28:33possível é fugir do bom velhinho, né?
- 28:36Mas, além do velho, tinham outras coisas que simbolizavam o
- 28:40Natal, né? Tipo o visco, que era a planta
- 28:43da vida, o Carvalho, que era o símbolo da eternidade.
- 28:46Uhum. E essa ideia da árvore decorada?
- 28:50Sim, olha outra coisa que a gente se apropiou lá de cultura
- 28:54pagã. Uhum.
- 28:55Enquanto aquilo ali tinha o aquele simbolismo, a gente veio,
- 28:58me trouxe para dentro de casa um simbolismo de para trazer a
- 29:03Estrela do nascimento, né? Que normalmente, nas famílias
- 29:06cristãs fica no topo da árvore, a Estrela.
- 29:10Qual é o nome da Estrela que guiou a?
- 29:11Estrela, guia a. Estrela guia.
- 29:14Hoje eu estou assim. Qual o nome do clube da esquina?
- 29:16O clube da esquina da esquina? Qual o nome da Estrela que
- 29:18guiou? É então que é o tal do do mito
- 29:21da criança prometida, né, desse renascimento, desse recomeço que
- 29:26haberia também falou sobre a renovação, né?
- 29:29Uhum. Você sai do inverno, o momento
- 29:31de introspecção para vir a primavera, que é um momento de
- 29:35iluminação, um pouco mais de temperatura e et cetera, foi
- 29:38ótimo você ter trazido os pontos que você trouxe que ainda tem as
- 29:43guerlandas, né? Cara?
- 29:44Sim, gente as. Gente, a gente até hoje fica
- 29:47pendurando. Que Irlanda na porta?
- 29:49Sim, diversas variações, né? E que representam o ciclo da
- 29:53vida, assim como a gente brincando é você usa Aliança
- 29:56redonda por quê? Que é isso, né?
- 29:58É um negócio que não tem começo e fim.
- 30:00É isso é uma Aliança eterna, é pra ser eterno, exato, enquanto
- 30:03dura. Exato, é.
- 30:06Mas olha só outras culturas pagãs também têm o mesmo
- 30:10simbolismo. Então, por exemplo, os nórdicos
- 30:12tinham o simbolismo da ouroboros, que é a cobra comendo
- 30:16o próprio rabo. Uhum.
- 30:17E essa cobras ou o Dragão, né? Aí, dependendo da região, é
- 30:21cobra ou dragão. Aí isso se tem o mesmo
- 30:24significado da guirlanda do círculo da vida e olhando para o
- 30:28inverno, né? O solstício agora não vou
- 30:31lembrar de cabeça os detalhes, mas os soltiços representam os
- 30:34momentos da vida. Uhum, então você tem a
- 30:37primavera, que é o nascimento, é o tempo da criança, é o tempo do
- 30:40fruir do nascer tal parará depois da primavera nós temos o
- 30:44verão aí o verão é o tempo do crescimento a.
- 30:48A Juventude aí vai pro outono, que é a maturidade e o inverno,
- 30:52que é a morte, e isso na cultura pagã.
- 30:55Se eu não me engano, beretê me corrija se eu estiver errado,
- 30:57pelo amor de Deus. Mas na cultura pagã é o ciclo da
- 31:00grande mãe da mãe, deusa. Eu não lembro qual era o nome
- 31:03dela ou ou então é mãe deusa porque hoje eu tô assim ou qual
- 31:06o nome do clube da esquerda? Qual o nome da Estrela guia que
- 31:09era isso? Ela passava o ciclo inteiro em 1
- 31:13ano e um dia ela vivia o seu ciclo de vida inteiro, então ela
- 31:16nascia, crescia. Amadurecia e aí morria, e aí
- 31:21renascia tal. Então a gente está sempre
- 31:24conectado com essas paradas. É.
- 31:26É importante que a berê falou isso, né?
- 31:28De uma das lendas é o Deus velho que morre no inverno para nascer
- 31:31o Deus novo. É isso.
- 31:33Então, tem todo esse ciclo da vida, com o ciclo das estações,
- 31:36e aí, se a gente for continuar nos símbolos, né?
- 31:39Depois de você já ter falado isso que você falou, eu falei da
- 31:41guirlanda, tem o toco do Iuri, que aí cara, eu vou te falar na
- 31:45hora, a gente pesquisando e o Sérgio, que também ajudou a
- 31:48gente nessa pesquisa, falou do toque do Iuri.
- 31:50Eu falei, caralho, eu já lembro de ir em confeitarias aqui no
- 31:54Rio de Janeiro, perto do Natal. Gente, claro, Hum, o que você
- 31:57comprava um bolo? Isso é um bolo, não tá, mas era
- 32:00um doce, uma cobertura de chocolate imitando.
- 32:04Uma grande árvore tombada. Rapaz, nunca vi isso.
- 32:07Cara. Perigo é você ter, sei lá, essa
- 32:10árvore de Natal, esse caule de Natal, sei lá, que Praga é,
- 32:14entendeu? Que é isso é pra queimar a gente
- 32:17vai acender a lareira aqui. Não vai, não vai pra quente pra
- 32:20caralho, não. Vai, mas aí você pode ter um
- 32:23bolinho gelado que simboliza o toco, que é o renascimento.
- 32:27Olha só, né? Então eu acho que é.
- 32:29É todo esse ciclo de encerramento, digamos assim, né?
- 32:33Que atrai essas coisas que marcam o fim da estação, a
- 32:36colheita, tal, tal, tal, e aí começa a gente começa a chegar
- 32:40num lugar onde aparece o álcool. Se a gente for caminhar pra esse
- 32:43lugar, a cerveja também tá perto dessa festividade, né?
- 32:48Tem porra, e aí tem essas ocasiões, assim que marcam o fim
- 32:53da estação da colheita e o início dos meses frios.
- 32:56Ou seja, começa a aparecer a cerveja de Yuri, que, imagino eu
- 33:00que sejam parecidas com essa que você bebeu.
- 33:03Cervejas que aquecem o corpo, porra, cerveja com canela,
- 33:06canela é uma especiaria que aquece o corpo.
- 33:09Totalmente, tem muito termogénico aí, gente.
- 33:11Exatamente. E aí, são cerveja que aquece o
- 33:14corpo porque são para quê? Para viver o inverno.
- 33:17Isso aí e novamente a gente se apropriando, né?
- 33:19Estou eu aqui tomando essa cerveja de 10% de álcool com
- 33:22canela deliciosa, ar-condicionado e ligando no
- 33:26280. Eu devia estar tomando o que
- 33:28aqui agora, uma coroninha. Uma coroninha uma vit Bia é.
- 33:33Uma cerveja, porra levíssima, mega refrescante, que é o que no
- 33:37final a gente acaba bebendo, né, gente?
- 33:39Sim, sim, sim, a. Gente, não toma uma christmas eu
- 33:41no christmas, né, não tomo? E outra parada que assim que eu
- 33:45falei do oroboros, né? Também tem outra conexão com a
- 33:49cerveja de Yuri, que é nas tradições nórdicas também, que
- 33:53existe a cerveja de aí. Eu não sei se é Ju ou Yu, tá?
- 33:57Porque aí meu irmão vira aquele dialeto anglo-saxónico que vai
- 34:01subindo, vai ficando coisa. Pacto com o demónio, né?
- 34:04Porque? Assim o ó cortado velho, o ó
- 34:06cortado. É?
- 34:08Não dá, não dá, ó cortado. Eu aprendi quando eu fiz aula de
- 34:11programação basic um que eu aprendi que o ó cortado era pra
- 34:14simbolizar o zero na escrita, pra facilitar na leitura, no
- 34:18monitor verde. De tão velho, essa cerveja era
- 34:22uma cerveja que era consumida neste período pelos nórdicos.
- 34:27Tá tudo conectado, tudo seguido no hemisfério norte.
- 34:30Tá tudo aí conectado. Exatamente.
- 34:32Enquanto isso, no sul, a gente tinha a cerveja do Carnaval, a
- 34:35cerveja. Outras coisas.
- 34:38Pois é, e aí eu acho que a gente vale comentar uma coisa que que
- 34:43a própria bere falou para dar prosseguimento, né?
- 34:45Uhum, que a tradição é tão forte que nem a sobreposição cristã é
- 34:51conseguiu apagar algumas coisas que estavam ali.
- 34:54Então o Sérgio também já falou com a gente em vários papos, que
- 34:57são coisas que são roubadas, né? Adaptadas, sim, e aproveitando
- 35:02só para eu não esquecer que a chance de eu esquecer é grande.
- 35:05Você falou do ouro, ouro, tem uma cerveja.
- 35:08Mineira salvo engano, é a verace, que produziu uma cerveja
- 35:11chamada ouroboro. Então não é uma cerveja de
- 35:13Natal, é uma cerveja intensa, mas era o nome euroboro e aí era
- 35:17uma. Eu acho que era uma serpente,
- 35:19né? Como você falou, né?
- 35:20Círculo perfeito. Era uma serpente, comendo o
- 35:22próprio rabo. Comendo o próprio rabo.
- 35:24Aí a gente chega num lugar, meus amigos, que aí é toco EB boi é
- 35:29os mosteiros católicos, né? Celebrando.
- 35:32O nascimento do nosso redentor do Cristo é aquele que está de
- 35:36braço aberto aqui no Rio de Janeiro, produzindo uma cerveja,
- 35:39né? Que é a prima melhor, o melhor
- 35:41do melhor da produção cervejeira.
- 35:43Tipo o creme delexame das cervejas, né?
- 35:47Então a gente começa a entender isso.
- 35:50Chegando na religião católica e com a cerveja, né, abraçando
- 35:53essas coisinhas. Sim, e aí, como é que isso sai
- 35:56dessa? Região, Europa, área norte, CA
- 36:00da Europa, né? Mais ainda mais.
- 36:03Distante possível da gente, né? Que é o extremo norte do mundo.
- 36:07Quem traz isso? Os suecos?
- 36:09Eles foram os mamíferos que atravessaram o costume de
- 36:14cervejas de Natal na América do norte, lá aonde no século 17.
- 36:20Isso aí, eu estou aqui como a gente está falando?
- 36:23Eu estou, aham, estou tomando macros, mas eu que essa cerveja
- 36:27com uma característica mais intensa, teu alcolico alto, com
- 36:31muita especiaria, com essa coisa bem natalina, né?
- 36:34Bem, Simone então é Natal, cravo, pimenta, canela, NIS e et
- 36:39cetera. É uma cerveja bastante intensa e
- 36:41aí a gente vai tentar. Começar a aterrissar, começar a
- 36:46trazer esse programa gente para os dias atuais, porque vocês já
- 36:49cansaram de ouvir a gente falando que é entender depois da
- 36:53gente ter Descoberto todos os bons velhinhos e boas velhinhas
- 36:56do nosso país? Da onde veio essa figura que a
- 36:59gente se identificou na infância e que a gente acaba
- 37:02identificando nossos filhos, nossos sobrinhos, os nossos
- 37:04amigos, crianças? Então, Leandro, você é o pai
- 37:07dessa parte da pesquisa, por favor.
- 37:09Olha só, a partir de agora, vai ter uma parte de mito nessa
- 37:12história, tá? Porque, assim, quem trabalha com
- 37:14comunicação sempre ouviu falar que quem criou o Papai Noel do
- 37:18jeito que a gente conhece é a Coca-Cola.
- 37:21Verdade? Foi a Coca-Cola.
- 37:23Se você trabalha com comunicação, em algum momento,
- 37:25ou então se você frequenta boteco em alguma mesa de bar,
- 37:28alguém falou, Ah, esse velho, criado pela Coca-Cola?
- 37:30Normalmente o comunista indignado falando, esse aí é o
- 37:33puro sucu, o suco do capitalismo.
- 37:35Não sei o que e tal, e aí? Normalmente, isso vem.
- 37:38Só que uma parte que é interessante é entender que
- 37:41alguns desses signos não foram criados pela Coca-Cola.
- 37:45É entendido que sim. Quem vincula ele?
- 37:48Essa imagem do presente e essa imagem do material, né?
- 37:52Quem materializa? O carinho, o amor do Papai Noel,
- 37:57né? Quem faz ele entregar presentes
- 37:59e em larga escala? Sim, tem muito a ver com OA
- 38:02massificação da comunicação da Coca-Cola.
- 38:03Mas isso vem de antes, porque só em 1931 é que ele começou a
- 38:07ganhar esta cara que a gente tem hoje antes, cara, ele era um
- 38:10homem alto e magro ou então alguém muito mais parecido com o
- 38:15com era o nome do personagem do Jim Carrey, Oo aquele que
- 38:21estraga o Natal. É assim.
- 38:26Ele era um duende assustador que, se bobear, parecia mais com
- 38:29grant do que com Papai Noel. Ah, o grant era grande, cara.
- 38:32Sim, alto e magro e um duende assustador.
- 38:34Tá bom, não é? Não é porque eu achei que se eu
- 38:38fosse falar, queria. É gente, pode ser uma
- 38:39ignorância, eu achei duende e pequeno.
- 38:41Posso estar errado, então estou errada.
- 38:43Não, não, você não está errada. Eu estou rindo.
- 38:44Na verdade, o comentário do Leo falando que AA tua Cristian, mas
- 38:47aí já bateu, tá? Eu também tô achando isso.
- 38:51Mas eu sou eu que estou aqui, falando do clube da esquina, né?
- 38:54É, porra. Você tá acertando no clube da
- 38:56esquina. Eu tô apertando.
- 38:57Qual era o nome do clube da esquina?
- 38:58No clube que ficava na esquina, aí você fala, ô idiota.
- 39:02E o grent, quem falou? Foi você também.
- 39:03Você tem a memória, eu tenho a referência, sei lá, eu tenho a
- 39:08intenção que está assim no inferno.
- 39:10Olha só. E aí, isso vai se mantendo desse
- 39:13jeito até 1862, quando o cartoonista Thomas Nash desenhou
- 39:17o Papai Noel e ali, cara, ele começou a trazer um pouquinho
- 39:24mais de outras coisas, como por exemplo, ele troca a roupa com o
- 39:29pai, não usava, era um casaco de pele.
- 39:33Cor de pele que eu imagino que fosse de pele mesmo, sabe?
- 39:35Tá, né, não tinha coisa sintética na época, né?
- 39:371800 tipo o chamo AE aí ele troca por um casaco vermelho e
- 39:41aí, né? Começa essa significação que vai
- 39:45se conectar com a Coca-Cola, a Coca-Cola em 1920, começa a
- 39:49anunciar usando o Papai Noel, mas ainda não com essa
- 39:54característica que a gente tem. Só lá em 1930 que eles mudam o
- 39:57olhar, porque antes do olhar do Papai Noel era um olhar sisudo,
- 40:01boladão. Ah, que não combina com a
- 40:06ivandro Mesquita. Não mesmo.
- 40:08O Evandro é muito mais Combinado com esse cara, porra de boas.
- 40:11Aham, ele era um cara boladão, não?
- 40:14E aí, o artista Fred meesen pintou o Papai Noel por uma loja
- 40:19de departamento bebendo uma garrafa de Coca-Cola.
- 40:22E esse anúncio foi usado cara em tudo quanto é lugar.
- 40:26A começar pelo Missouri, na famius barco, uma loja de
- 40:30departamentos. Lá, uhum.
- 40:31E essa pintura foi usada em diversos anúncios e publicadas
- 40:35em revistas desde dezembro de 1930.
- 40:39Aí, esse cara já estava dando um pouquinho mais dessa cara.
- 40:42Foi quando a coca falou, OPA, temos alguma coisa aqui.
- 40:45Isso está propagando isso está funcionando, está conectando com
- 40:48o povo. Tem o vermelho que eu gosto,
- 40:51como é que é? Traz para mim, Marquinho, traz
- 40:53para mim. Traz para mim, Marquinho traz
- 40:54para mim. Aí traz para mim, e eles chamam
- 40:57um artista chamado Michigan redm San sandblom para desenvolver
- 41:01essa imagem que é do Noel, como Noel, e não alguém vestido como
- 41:07Papai Noel. E aí ele volta.
- 41:10Um poema de 1822 que é um poema chamado uma visita de São
- 41:13Nicolau, que também tem o nome como era véspera de Natal e
- 41:18assim ele descreve. Nesse poema, ele descreve o Noel
- 41:21como caloroso, amigável. Rechonchudo e humano tá aí,
- 41:27nasce a figura gorda, Barbuda, com olhos brilhando, olhos
- 41:32pequenos, mais brilhando, né? Aquele olhar de Alegria, né?
- 41:35Não é um olhar, né? Um olhar de Alegria, aquela
- 41:38bochecha rosada. Aí nasce essa figura e assim e
- 41:41usando o vermelho que lá atrás já tinha sido criado, não foi a
- 41:45Coca-Cola que botou o vermelho para se apropriar da marca.
- 41:48Lá atrás já tinha sido criado e aí começa a massificar tudo e
- 41:53vira esse personagem, qual é a minha visão sobre isso?
- 41:56Sim. É um personagem muito rico, sim,
- 41:58é um personagem muito bom para se usar.
- 42:00Se uma loja local usasse, não teria força e não alcançaria o
- 42:04Conde. Ele chegou, esse personagem não
- 42:07teria essa presença global como ele tem o lança que a gente está
- 42:10falando de uma das maiores patrocinadoras de mídia de massa
- 42:14do mundo há décadas. Que quando fala assim, eu vou
- 42:17vestir a tua cidade de Papai Noel, ela veste a tua cidade de
- 42:20Papai Noel aqui no Rio de Janeiro tem caminhão de Natal
- 42:25iluminado da Coca-Cola circulando a partir do começo de
- 42:29dezembro, ele começa a circular e vira algo.
- 42:31O Natal vem vindo, vem vindo. É Coca-Cola?
- 42:38E aí ele começa a virar uma parada, sendo fotografado e
- 42:42filmado e colocada nas redes sociais assim, e eu já deixei de
- 42:45falar de mídia paga, sacou? Ele já não está mais pagando
- 42:48para você cliente, fotografar, filmar o camião e mandar, e aí
- 42:52vira essa imagem junto com Hollywood, né?
- 42:56Outro berço de produto que vai construindo essa imagem, criando
- 43:00os filmes de Natal e pronto. Transformamos algo que lá atrás
- 43:05tinha um significado de mudança de estação, de Esperança, de
- 43:08sobrevivência para a primavera de.
- 43:11Ciclo, início de um novo para algo que, se eu for um bom
- 43:15menino, eu ganho um presente. É, mas vamos falar que a gente
- 43:18tá. A Coca-Cola não inventou isso
- 43:21ontem, não foi ela que inventou sozinha.
- 43:23Ela surfou uma onda, né? Porra, botaram o cara de
- 43:26vermelho. Minha marca é vermelha, eu vou,
- 43:29eu vou nadar. Ah.
- 43:30Pronto. Vou nadar, vou nadar nessa onda.
- 43:32Aham e cara, vai fazer 100 anos essa parada aí, né?
- 43:36Sim, já fez, né? Não vai fazer?
- 43:39Vai fazer se a gente começar agora.
- 43:41Com Gilberto Gil, evando Mesquita.
- 43:44Daqui a 100 anos, talvez a gente tenha alguma chance, né?
- 43:48Vamos lá. Caralho, na minha mesa, 5 horas
- 43:52da manhã, Hein? Campanhas com Gilberto Gil,
- 43:54Evandro Mesquita, Joelma de papagaio.
- 43:57Agora, eu acho que tem uma outra parada muito importante pra
- 44:01gente colocar aqui, que é falamos da coca, falamos do
- 44:05Gilberto Gil agora. Mas é importante a gente colocar
- 44:09aqui. Você falou das redes sociais, do
- 44:11caminhão da coca, tal tal, tal aham, tudo, de alguma maneira é
- 44:14mídia patrocinada, mas a gente tá ao sabor das redes sociais.
- 44:18Pelo menos é desde 2004. Se a gente for ser gentil assim
- 44:22com Orkut em diante, a gente está falando de quase 20 anos de
- 44:25redes sociais assim, pra grande massa, não?
- 44:29O Orkut, pelo que não lembro, foi dos é, eu acho que foi isso.
- 44:332003, 2004 eu. Eu estava lá recebendo conjunto.
- 44:3620 anos. Já são 20.
- 44:37Anos, então tá 20 anos, ó 20 anos não são 100, Hein?
- 44:40Não dá tempo, ainda dá tempo da gente ver essa mudança
- 44:43acontecer. Falta 80.
- 44:45Vamos lá, mas o que eu quero dizer é que como você bem disse,
- 44:48como no momento em que Hollywood.
- 44:51Em que rola o camião e as pessoas tiram foto e
- 44:54compartilham nas suas redes e tal deixou de ser anúncio pago,
- 44:57virou orgânico, né? Virou um instagramável, virou
- 45:00tiktokável, et cetera. E aí piora porque o comércio
- 45:03compra isso. Então você vai num shopping
- 45:05hoje? Sim, cara, como você não leva
- 45:08seu filho, sua filha, sua filha para ver o Papai Noel tirar uma
- 45:11foto Pra Ele com ela, com ele ela, ele fim, eu acho que isso é
- 45:15uma questão a se pensar, como é que a gente faz se a gente
- 45:18começa a botar o Evandro Mesquita aí ou Gilberto?
- 45:21Você sabe que você acabou de garantir emprego prevando
- 45:24Mesquita pelos próximos 80 anos que ele nem tem para usufruir
- 45:27ainda, né? Se a gente fosse o Casimiro ou o
- 45:31Anita como nós, não somos. Ele vai seguir desempregado
- 45:34cantando na blitz? Vamos lá então, Leandro, vamos
- 45:48parar de enrolar as pessoas e agora vamos trazer os áudios dos
- 45:52nossos mecenas e depoimentos. Vamos soltar Oo áudio do
- 45:57viajante, nosso grande mecenas viajante Edson.
- 46:00Já que a gente está falando desse momento que Papai Noel
- 46:04virou aquele que traz O Presente, a gente perguntou para
- 46:07os nossos mescenas, qual presente que eles pediram e não
- 46:10receberam do Papai Noel, e porquê?
- 46:13E aí a gente vai ouvir as nostalgias sofridas de cada um.
- 46:18Oi, Loud. Deixa eu responder, então, qual
- 46:21foi O Presente que o Papai Noel não me trouxe na infância e
- 46:24porquê eu sempre, quando era pequeno, eu sempre quis ter um
- 46:28Autorama, que eles de carrinho de corrida, que tinha a pista,
- 46:33os carrinhos e os controles? Remotos aí com fio ligado na
- 46:37pista, né? Pra postar corrida tal.
- 46:39Eu sempre quis uma Autorama sempre, e aí eu dizia né, que eu
- 46:44queria uma Autorama. Eu acho que meus pais entenderam
- 46:47errado e eu me lembro no Natal, eu, criança, quando eu vi aquela
- 46:51caixa enorme e o lá dentro, eu falei, é uma Autorama, eu estava
- 46:55assim, besta de Felicidade, mas muito feliz sem ter aberto O
- 47:00Presente quando. Eu rasguei a caixa.
- 47:04Eu olhava para ele e disse e falei, tipo assim, nossa, vocês
- 47:06compraram outra? Ama.
- 47:07Quando eu abri a caixa, era um ferrorama.
- 47:12Um ferrorama que daí era montar a pista, colocar o trenzinho,
- 47:16ligar e ficar olhando. Você não necessariamente
- 47:18brincava com ele de apostar corrida ou controlava ele.
- 47:22Você só montava a pista que tinha um desenho só e aí ligava
- 47:25o ferrorama. Eu me lembro que eu fiz uma cara
- 47:28de decepção, mas eu tentava sorrir pra não, né?
- 47:32A gente tinha aquela coisa de Ah, é um presente, né?
- 47:34Não tem que ser agradecido. Mas era criança e eu acho que eu
- 47:38nunca falei para eles ou só depois de grande AD.
- 47:41Não tem essa história, mas eu me lembro que eu fiquei
- 47:43extremamente decepcionado, mas ainda assim consegui brincar
- 47:46bastante com o ferrorama, porque eu tinha playmobil bastante,
- 47:50então eu montava, fazia cidadezinhas, fazia o trilho
- 47:53passar por ali. Às vezes atropelavam os
- 47:54playmobil. Mas essa é uma das histórias.
- 48:00Bom. Muito bom, muito bom.
- 48:01Eu vou me conectar com ele de novo, tá?
- 48:03Daqui a pouco a gente se conecta com ele de novo.
- 48:06Eu queria ler o relato do Sérgio Possi.
- 48:09Pode? O Sérgio Godard, nosso mecenas,
- 48:12mandou que quando era criança eu queria ganhar um forte Apache
- 48:16que nunca ganhou. Pedi, não está aí o primeiro
- 48:19motivo de não ter ganho, sabia que era caro, então não pedi.
- 48:23Mas Papai Noel é sábio e aí está o segundo motivo.
- 48:26Eu teria feito os cowboys massacrados, massacrarem os
- 48:29índios. E hoje eu sei que.
- 48:31Esse massacre já ocorreu, então teria um lado triste nessa
- 48:34lembrança, mas hoje, se Papai Noel me der um forte a parte,
- 48:38farei os índios vencerem todas as batalhas.
- 48:41Reparação histórica do Sérgio. Perfeito, sensacional.
- 48:46Então já aproveita que você tá aí, vamos soltar o.
- 48:49O áudio do Jairo, pô, vamos, boa.
- 48:51Jairo, que é o Jairo neto, né? Jairo neto.
- 48:56Então é assim quando eu era criança, tinha um vizinho meu
- 48:58que tinha esse carrinho de controle remoto Colossus.
- 49:01E ele era. Era um carrinho articulado, né?
- 49:05Que tipo, você tinha vários botões de controle remoto,
- 49:07adorava aquele bicho. E o pior, que o vizinho quase
- 49:10não deixava eu brincar com ele. Aí eu pedi pro meu pai um
- 49:13carrinho de controle remoto. Ele me trouxe, acho que foi do
- 49:16Paraguai, era uma BMW zinha, só que com o controle remoto de um
- 49:20botão só que ela ficava girando pra trás.
- 49:22Assim, círculo e se apertava ela IA pra frente, era horroroso,
- 49:25então duplo trauma, eu não ganhei esse carrinho de controle
- 49:29remoto porque minha família era pobre.
- 49:33Eu não sei exatamente a idade do Jay, uhum, mas os anos 80 soma 3
- 49:38coisas muito cruéis para uma criança que está fantasiando
- 49:41primeiro. É o grande acesso à informação
- 49:43que estava nascendo ali nos anos 80, a gente estava vendo coisas
- 49:46que a geração dos anos 70 não tinha visto, então começa a
- 49:49nascer. Brinquedos começam a aparecer
- 49:51propaganda de brinquedos, né? E tudo mais que não existia
- 49:55muito antes dos anos 70, uhum. Depois vem com a hiperinflação,
- 49:58então tinha propaganda, mas não tinha o dinheiro meu, porque o
- 50:01dinheiro começava o mês com valendo 10 e terminava o mês
- 50:04valendo 2. Sabe o mesmo dinheiro, aquele
- 50:07mesmo papel que você pegou valendo 10 no final do mês valia
- 50:092 e por fim, era uma dificuldade de acesso, porque aqui a gente
- 50:12tinha uma fabricante de brinquedo, praticamente 2, né
- 50:16cruel falar que era uma porque tinha grow e a Estrela e aí,
- 50:20cara, tirando isso era muito difícil, então eu acho que o
- 50:22ponto do que o Jairo traz ali é, é, é um ponto.
- 50:27Que não era só sobre ser pobre, era também ter dificuldade de
- 50:30ter de ter acesso. Total, eu vou falar pra vocês
- 50:33uma coisa que da minha memória pessoal infantil, aham sem
- 50:39vitimismo, está gente, quem acompanha o surra há quase 4
- 50:41anos sabe que não é muito a minha praia.
- 50:43Minha mãe morreu muito cedo, então o mito natalino do Papai
- 50:47Noel, essa coisa foi meio que esmorecendo cedo.
- 50:51Acho que eu eu descobri isso antes das outras crianças e eu
- 50:55acho que eu não virei AA portadora da mensagem do do não
- 50:59existe, mas. Uma chave, isso bobo, às vezes e
- 51:03tal, não sei o que, então assim aham todas as vezes que me deram
- 51:06a oportunidade mágica de isso é uma coisa mágica, você pode
- 51:09pedir uma coisa mágica? Eu nunca pedi algo material,
- 51:14algo material. Eu pedi ao meu pai e algumas
- 51:16coisas eu não recebi. Então uma coisa material que eu
- 51:18pedi pro meu pai fora da época de Natal foi tipo, eu quero 1 MB
- 51:22drive, eu não recebi porque ele achava que eu não tinha que ter
- 51:2511 computador, não um vídeo game já tinha uma tarde, já tinha
- 51:27quebrado, ele falou death it? Então assim, no Natal, esse.
- 51:32Par da magia de você pedir uma coisa que você sabe, você quer
- 51:36muito, e a única coisa que eu queria muito era alguma coisa
- 51:39que certamente eu não IA poder ter, então eu não tenho essa
- 51:42conexão. Eu fui uma criança.
- 51:44Macedo na década de 80, né? Então, com esse entendimento de,
- 51:47sei lá 8590, né? A criancinha eu tinha pequena,
- 51:51virginiana pentelha. Tava ali ansiando coisas nessa
- 51:55idade, gente, eu adorava brinquedo.
- 51:57Eu brincava com tudo, eu tive muitos brinquedos legais, eu
- 52:00pedi coisas impedíveis para o meu pai, sendo uma menina da
- 52:03década de 80, então eu pedi um He-Man, ele me deu uhum, eu pedi
- 52:06um Rambo, nada de Natal, tá gente?
- 52:08Ele me deu aí quando ele me deu o Rambo, ele falou, é o último,
- 52:11Hein? Mal sabia.
- 52:12Mal sabia ele quem estava criando uma pequena sapatão em
- 52:14casa. Eu, enfim, meus amigos, que eu
- 52:16quero dizer com isso é que no o Natal, pra mim essa coisa do
- 52:20mágico ficou me devendo porque eu sempre pedi a mesma coisa,
- 52:23coisas que eu não poderia ter. Então, sem querer melar o clima
- 52:25de ninguém, gente, tá tudo bem, tá tudo certo, muita terapia,
- 52:27muito amor em casa, mas então eu não tive isso nesse lugar porque
- 52:32eu queria acreditar na magia. Entendi.
- 52:35Até por isso, eu tenho dificuldade tremenda de assistir
- 52:37filme que tem final triste eu. Falo com a Ana lua, que na
- 52:42infância eu assisti a muito filme que era comum, você que é
- 52:45o cara do rei da referência, vai falar assim, ó, tinha esse filme
- 52:48que davazia brasia Brasil e chegava no final, tipo, o
- 52:52mocinho ganhava o mocinho, ganhava, os mocinhos ganhavam.
- 52:54A espera de um milagre? Que é que é?
- 52:56Até mais recente, mas eu tô falando de, sei lá, gunis os
- 52:58caras tão fodido, vão ter que ir embora, não sei o que no final
- 53:01acham um Tesouro. Sim, sim.
- 53:02Então pra mim, filme que tem final triste ou final aberto, a
- 53:05minha criança interior, que hoje habita um corpo de 43 anos, fica
- 53:10muito puta, porque pra mim em Hollywood tudo é possível e se
- 53:14tudo é possível, porque que não termina bem?
- 53:16Ah, porque a vida não termina bem, foda-se, eu paguei esse
- 53:18ingresso, eu quero ser feliz então pra mim até hoje.
- 53:22Eu tenho Extrema necessidade que as coisas funcionem e que se for
- 53:26de Hollywood, então que me entregou fantasias, que elas
- 53:29sejam boas, entendeu? Então tome terapia, tá?
- 53:32Eu já tô, já paguei aí o plano da terapia por +20 24.
- 53:36E é mais ou menos agora, me conta aí, qual foi o presentinho
- 53:39aí? Que Papai Noel não trouxe?
- 53:41Cara, a gente viveu muito altos e baixos, né?
- 53:44Como eu falei nos anos 80 a gente tinha hiperinflação que
- 53:48durou até 94, com o plano real, e isso foi uma loucura, porque
- 53:53você teve uma fase com dinheiro e no ano seguinte não tinha
- 53:56dinheiro total. Então todas essas coisas
- 53:58materiais para uma criança não fazia sentido.
- 54:02Uhum, porque em 1 ano, por exemplo, quando eu morei em
- 54:05Belém, o meu pai estava lá a mando da companhia que ele
- 54:08trabalhava. Uhum e.
- 54:10Aí ele tinha, eu imagino, entendendo hoje um pouco mais a
- 54:13estrutura organizacional. Ele tinha bônus salarial para
- 54:16pagar aluguel ou então o aluguel já era pago automaticamente pela
- 54:19empresa. Então ele não tinha o custo do
- 54:21aluguel. Uhum.
- 54:22Ele tinha bônus salarial por estar longe da família, pra
- 54:25viajar e reencontrar a família. Ou então as passagens já eram
- 54:28combinadas durante o ano pra garantir então o meu pai tinha
- 54:31uma sobra financeira muito boa, então em Belém a gente estava
- 54:35muito bem e logo depois, quando a gente voltou pro sudeste, né,
- 54:38que a gente foi morar em São Paulo, Belo Horizonte.
- 54:41Rio de Janeiro aí miséria aí, pobreza, pobreza mesmo assim,
- 54:46não é não. Desculpa gente, não é pobreza
- 54:48pobreza mesmo. Mas assim, comparado aí ela não
- 54:51tem dinheiro pra quase tudo o que você quisesse, não tem
- 54:54dinheiro, aham. Assim fazer a compra de mês,
- 54:56aqueles carrinhos gigantescos e armazenava comida com cuidado
- 55:00Pra Elas não vencerem pra não estragar hum-hum freezer sabe
- 55:04aquelas coisas que tinham nos anos 80 e aí conectando aqui com
- 55:08Edson? Eu quis muito um Autorama, muito
- 55:11uhum, muito Autorama e eu acho que.
- 55:13Na Brasil ninguém entendia qual era a diferença entre Autorama e
- 55:16ferrorama Edson, porque eu passei a mesmíssima coisa, só
- 55:20que meu pai encantou. O que é que o meu pai fez?
- 55:23A gente estava na casa da minha avó e aí eu acordei uma manhã de
- 55:27Natal com aquela preguiça. Quando eu chego na sala tem um
- 55:30ferrorama montado na sala e o trenzinho já andando meu amigo
- 55:33na hora esqueci o altoram, aquilo já virou mágico.
- 55:36Aquilo já era do caralho essa cor, eu pedi o altorama eu
- 55:39gostava muito da Record, acho que isso na época era Nelson
- 55:42Piquet contraproush. Acho que era vermelho e azul,
- 55:44né? Era era vermelho e azul, tinha
- 55:46um amarelo, também tinha um amarelo.
- 55:48Também pode ser, e aí tinha uma parada que era assim.
- 55:52Eu acho que o meu pai conseguiu vestir isso de um jeito que,
- 55:55quando eu ganhei, o ferrorama encantou e pronto.
- 55:58E eu sempre fui uma criança de construir e desconstruir.
- 56:02Então eu gostava dessa coisa de montar a pista, a pista que eu
- 56:05ganhei foi um pouco melhor do que a do Edson ganhou.
- 56:07Eu imagino que o Edson ganhou aquela oval que não tem como
- 56:09fazer diferente daquilo. Eu não.
- 56:10Eu ganhei uma pista mais versátil, que tinha mais peças,
- 56:13então meu irmão eu fazia ponte, fazia descida, fazia várias
- 56:17coisas ali pra deixar o ferrorama mais maneiro e quando
- 56:20ele ficou chato eu comecei a desmontar o ferrorama e usar o
- 56:23motor pra fazer outros carros, outros veículos, eu pegava o
- 56:27motor dele e botava numa coisa que eu fazia de isopor pra fazer
- 56:30o bichinho andar pela casa, sacou?
- 56:32Era nesse nível da loucura e o outro carro carro a controle
- 56:36remoto, eu nunca tive. Nunca tive.
- 56:38Fiz, sempre quis ter que foi o do Jairo e o outro que eu sempre
- 56:41quis ter esse eu nunca tive, foi o avião dos comandos em ação.
- 56:45Caraca ganancioso você, Hein, criança?
- 56:47Você cria tudo, Hein, rapaz? Tem preguiça, cara, sempre quis
- 56:52o avião do colonização, porra. Os comerciais do comandante
- 56:56parecia que era batalhado de verdade isso agora.
- 56:59Entendi. Criança gananciosa, crianças e a
- 57:02faria Lima, eu. Não ganhei por causa disso, que
- 57:05era o período de baixa era assim.
- 57:07Tá podendo tem, não tá podendo nem começa a pedir, moleque,
- 57:11sabe, tem coisa que eu nunca pedi é Oo avião.
- 57:13Nunca nem pedi, porque simplesmente não dava, não
- 57:15podia. É isso.
- 57:20Eu acho, Leandro, que com isso a gente entrega um pouco de
- 57:24trauma. Um pouco de verdade, né?
- 57:27As pessoas conhecem um pouco mais da gente e eu acho.
- 57:30Eu considero não ser você sei o que que você pensa, mas eu acho
- 57:33que a gente entrega o bonito programa de.
- 57:37Natal e bom Ano-Novo pra galera, que que você acha?
- 57:40Eu também acho. Não foi o Autorama que vocês
- 57:43pediram, mas foi o que o fervorama que vocês ganharam.
- 57:46Exatamente. Vocês tinham pedido um código de
- 57:49pá, mas vocês receberam sur é de lúpulo.
- 57:57É isso, meus queridos. É gente, é isso aí que a gente
- 57:59tem para entregar. É o que a gente tem e vamos
- 58:02encerrar o programa do jeito que a gente mais gosta, agradecendo
- 58:07aos queridíssimos papais noéis, mamães noéis que nos ajudam a
- 58:12manter essa casa arrumada. Hoje, agradecimento vai pra
- 58:16Bárbara Soares, o Guilherme Castro, olípio Lobato, Clayton
- 58:20Gonçalves e o doutor Boaventura Henrique Boaventura.
- 58:25Exatamente. Meus amigos e a gente queria
- 58:28agradecer. Bom, eu queria agradecer esse
- 58:30programa. Ele vai ao ar logo após o Natal,
- 58:33mas segue válido que o Natal de vocês tenha sido maravilhoso e
- 58:36eu espero que o ano de 2024 seja incrível, mas mais do que isso,
- 58:41eu espero que seja incrível junto com a gente, então.
- 58:43Até o ano que vem. Ah, Mano.
- 58:46Caralho, muito bom, muito bom. Beba menos, beba melhor, beba
- 58:57com moderação. Este podcast foi editado por
- 59:08play áudios.