Latest / Surra de Lúpulo / Propaganda de Cervejas. Papo com Ken Fujioka e Raphaella Martins | Surra #159
Transcript
- 0:08Hipocondríaca apresenta? Surra de lúpulo, oi pessoal, bom
- 0:16dia, boa tarde, boa noite, eu sou Ludmilla mais conhecida no
- 0:21Instagram qual vem pra com a Drica e meu programa de hoje,
- 0:25meus amigos, nós vamos falar sobre os culpados que nos fazem
- 0:30comprar todas as coisas que aparecem na televisão e aparece
- 0:34no jornal e agora mais recentemente, você fala com seu
- 0:37celular e aparece para você comprar.
- 0:40Vamos falar de publicidade e propaganda dentro do mercado da
- 0:44cerveja e para essa conversa a gente vai ter a participação do
- 0:47campo de ok aqui é a terceira participação dele aqui, ele que
- 0:51é podcast. Publicitário, claro.
- 0:53Podcast terminaram, rodou. Já participamos com eles.
- 0:55Eles já citaram a gente e cada citada aqui na rodox pass são
- 0:59400 plays a mais no mínimo. Puta que pariu, nunca vi Jesus,
- 1:03muito obrigado, inclusive a você.
- 1:05Soubesse, cobrava monetizando a aquela assim, aquela ida a
- 1:09pessoa ter murcha meu Deus. E também estamos aqui com a
- 1:13Rafaela Martins, então ambos são publicitários com histórias
- 1:17incríveis de vida e profissional.
- 1:18Eu vou pedir que ele se apresente no começo.
- 1:20A presente tem essa carteirada. Mas antes de pedir que eles dêem
- 1:25qualquer alô, fala em qualquer coisa, a gente tem o prazer de
- 1:28informar que esse programa é oferecido pelos nossos mecenas
- 1:31empresariais, ranbir Iris passer bejaria os ar viver, o
- 1:36Vandenberg, prússia Bier, cerveja da casa.
- 1:42Agora sim, Rafa. E quem dê um alô pra galera
- 1:45conhecer a voz de vocês? Vou deixar o Ken, né?
- 1:48O quem? Já um podcast, ele tem que
- 1:50começar até para saber como eu me comportei para dar uma
- 1:52copiada nele. Né, não é?
- 1:56Eu fico tímido quando eu estou em podcast dos outros.
- 2:00Você, como é que é com vocês? Mas eu fico olá, ilustríssimos,
- 2:04ouvintes do surra do lúpulo. Bom, já falaram.
- 2:08Sou publicitário e podcaster. Espero que um dia eu viva do
- 2:13podcast, não da publicidade, mas até lá vou ter que me apresentar
- 2:17dessa forma. Estamos todos esses projetos,
- 2:22não é? E é isso.
- 2:24Eu tenho uma consultoria, né? Uma boutique estrategicamente
- 2:27chama chamada a da estratégia e, além do naru, rodou, eu faço
- 2:31outros projetos também na paralela, acho que o que eu mais
- 2:35curto hoje é um trabalho voluntário que eu faço com
- 2:39grupos reflexivos de masculinidades.
- 2:41É um trabalho que eu já faço há 5 anos aí e é isso.
- 2:44Eu achei que para essa conversa a gente tinha que ter mais uma
- 2:48pessoa e essa pessoa tinha que ser a Rafa.
- 2:51E que bom que ela topou. Então esse é o gancho para Rafa
- 2:54se apresentar aí. Aham, eu fiquei super feliz com
- 2:57o convite, enfim, boa noite, boa tarde, bom dia pra quem tiver
- 3:02ouvindo a gente acho que a gente tem esse momento também para
- 3:05falar sobre publicidade, mas por uma lente um pouco mais leve,
- 3:08não sei se necessariamente mais leve, mas vamos ver aí como é
- 3:12que vai andar a conversa, também sou publicitária, eu trabalho há
- 3:1720 anos com comunicação na crise existencial entre fazer
- 3:22comunicação. Com entrega comercial, que
- 3:26enfim, desse que é um resultado da indústria dessa estrutura
- 3:29capitalista, que a gente viva. Mas eu sempre tento não
- 3:32aprofundar as conversas, mas eu sou essa pessoa publicitária,
- 3:36profissional de comunicação. Hoje eu sou mais profissional de
- 3:39comunicação. Eu tento me navegar para um
- 3:42lugar mais aberto, que é Oo processo de se comunicar, que
- 3:45pode navegar por várias formas. Trabalhei a vida toda em agência
- 3:49de publicidade, tive passagens por empresas da indústria também
- 3:54pela Globo. Hoje eu tô na meta, então sou um
- 3:56bichinho do mundo corporativo também.
- 3:59Tem maravilhoso. Que time, Hein?
- 4:01Bem-vindo a Rafa, bem-vindo quem eu sou Leandro, mas hoje vocês
- 4:05podem me chamar. O estagiário de direção de arte,
- 4:08aquele que vai buscar microfilme, sabe aquele que
- 4:11sempre cai nas pegadinhas? Quem trabalhou em agência sabe
- 4:13do que eu estou falando, né? Que sempre é carregado pelas
- 4:17pegadinhas e a gente costuma bater esse papo aqui tomando
- 4:21alguma coisa. Eu quero saber, aí você, Rafa, o
- 4:23que que você está bebendo ai, gente?
- 4:25Depressão cura tomando refrigerante maravilhosa que
- 4:30pode tudo, tô tomando refrigerante, está feliz, não
- 4:33tem depressão aí não esquece isso, exato, isso é um bom
- 4:36ponto, pô, fala Sério, e você, quem?
- 4:39Hoje eu estou no H2, o mesmo h 2 o água né?
- 4:43A molécula original, assim você é feia.
- 4:47Mas é porque eu tive uma pequena desidratação ontem, então eu
- 4:50preciso repor. Recuou, então é bom.
- 4:54A gente não conseguiu pegar alguém bebendo aqui ainda.
- 4:56E Leandro ele só fala, não, eu sou do rim, eu sou do deste
- 5:00lado, a gente ainda não pegou quem bebendo, nós vamos ter que
- 5:03em São Paulo, botar alguém pra beber meus amigos.
- 5:09É, eu não sou muito do álcool para falar a verdade assim, né?
- 5:12Então quando eu bebo, eu prefiro deste lado, porque ele deixa
- 5:15bêbado mais rápido, já resolve o teu objetivo, né?
- 5:18Já resolve, já vai, logo ele é aquele cara que quer pegar o
- 5:21carrinho de role, Mano. Ele quer ir na ribanceira, pai,
- 5:25eu sou apressado, ansioso, então já resolvi de uma vez, entendeu?
- 5:29Mal do século i tulo de que que tu tá bebendo aí, cara?
- 5:33Eu tô com uma cerveja especial, poderosa, in ponderadamente,
- 5:38inclusiva e sensacional. Eu estou com a cerveja da dádiva
- 5:42que foi a cerveja desse ano, há que máximo do dia das mulheres.
- 5:46Que é a fights The Power, então assim, essa cerveja, ela vem com
- 5:51o nome das mulheres. Claro que não tinha.
- 5:53Ludimila. Claro que não tinha porque,
- 5:55enfim, elas selecionaram o nome de sei lá, 70 mulheres e veio o
- 5:58nome, estampa Dinho na lata. Um absurdo, mas porra, normal.
- 6:02Meu pai não ajudou a também. Apesar de ter a cantora agora em
- 6:05a é lá em Moscou, esse nome colorias teria sido usado lá é
- 6:09tipo Maria, né? Mas aqui no Brasil não, não,
- 6:12Maria, não, Maria, não vou te explicar uma coisa, você sabe o
- 6:15que significa Ludmilla? Só um parênteses aqui que ainda
- 6:17nem acabei de falar de cerveja, não fala, não fala comigo, amada
- 6:21pelo povo, meus amigos, olha só, há isso é lindo demais, isso é
- 6:25muito bonito. Porra, meu Deus, meu pai me
- 6:27batizou exatamente correto, tá tudo certo.
- 6:30Eu sou realmente amada pelo povo.
- 6:31Alô, graças a Deus. Mas enfim falando sobre a
- 6:34cerveja, é AA ideia da campanha deste ano do Dia da Mulher na
- 6:38cervejaria dádiva é falar sobre quem são, nomear as parceiras da
- 6:43luta. Óbvio que os homens também são
- 6:45bem-vindos e a gente quer que eles estejam conosco nessa luta.
- 6:48Mas o fato das latas terem nomes é para identificar, né?
- 6:52Para nomear as mulheres que estão aí segurando a alça pesada
- 6:56dessa bolsa, que é a desconstrução do machismo na
- 6:59nossa sociedade. É uma West Coast IPA
- 7:01maravilhosa, que eu vou abrir agora para vocês só um minuto e
- 7:05pegou o som e dona lud. Oh, porra, eu estou fazendo
- 7:08aqui, cara, eu estou fazendo várias mala baret mas gente,
- 7:11toda uma produção aí. Lúdio, essa cerveja tá uma
- 7:15perdição. Eu consegui comprar 2 latas, uma
- 7:18com o nome de Ana e Luiza, porque o nome da minha esposa
- 7:20era fácil de achar, então a que maneiro está devidamente
- 7:25homenageado em casa? Ô, que fofo, é, eu sou dessas
- 7:29pessoas, eu sou dessa queria daqui, amada pelo povo e amante
- 7:33romântico, todo mundo fazendo cabecinha Itália com a.
- 7:38E você, estagiário de direção de arte, está bebendo o quê?
- 7:44Eu estou bebendo uma cerveja da Mao Teca, que nos mandou o
- 7:47material, né? Mandou aqui algumas garrafas pra
- 7:49gente. Gostei da mal, TEC exagerada,
- 7:52gosto disso. E eu vou beber um dos meus
- 7:56destinos preferidos que a Viena lá guia, vou tentar abrir,
- 7:59produzir um som aqui, mas não sei se eu vou conseguir, pegou,
- 8:03fez, fez um, rolou, rolou, feixe, feixe, feixe, feixe.
- 8:07É isso, aproveita e explica o que que é uma Viena laghi?
- 8:11Ai se, pô, deu a sim, fodeu. Nossa cerveja boa pra dedéu.
- 8:20Estou concentrado aqui. É uma cerveja muito boa, tá
- 8:25certo? Acho que é uma resposta justa.
- 8:28Um dos meus estilos preferidos é como eu classifico vinhos, é
- 8:31boa, isso é o que mais importa, gente, né?
- 8:34Verdade, exatamente total. Bom, e você aí que está nos
- 8:48ouvindo se você é fã do conteúdo que a gente produz por aqui, se
- 8:51você dá aquela risada com as piadas que fazemos, se você se
- 8:54emociona nas tretas que debatemos, se você aprende
- 8:57alguma coisa, vire um mecenas do sul, é de lúpulo.
- 8:59Por meio do site apoia.se barra, surra de lucro, escolha o apoio
- 9:04que cabe no seu bolso. Te garanto parte de 5 BRL por
- 9:08não está podendo entrar com apoiador recorrente e tal.
- 9:11Tem a nossa lojinha, a loja do surra de lúpulo já passou por
- 9:15lá, visto que você escuta, tenho certeza que temos uma estampa
- 9:20que a sua cara acesse loja ponto surra de lupulo.com.br e compre.
- 9:25Da sua, envia mos para todo o Brasil, tá bom?
- 9:29Não pode apoiar com grana agora, sem problemas, a gente não é
- 9:32mercenário. Ajude a gente a chegar mais
- 9:34longe. Basta enviar um link desse
- 9:36episódio para meio que gosta de cerveja artesanal ou de
- 9:38cumplicidade, ou de história, ou sabendo de qualquer caceta ou
- 9:41compartilhar nas suas redes sociais marcando a gente.
- 9:43Estamos em diversas plataformas de streaming, mas o coração
- 9:46enche de amor quando rola 15 estrelinhas no Spotify.
- 9:49Gente, eu tô com 5, se for pro Spotify para marcar 4 não vai,
- 9:52não dá estrelinha nenhuma nesta merda, não atrapalha a minha
- 9:55meta. Agora, se fechar o combo 5
- 9:58estrelas, mais comentário não é para podcast aí, gente, a gente
- 10:02vira de Alegria. As avaliações ajudam muito as
- 10:04plataformas a entenderem que o nosso conteúdo é relevante e
- 10:06melhoram muito a distribuição dos episódios.
- 10:19Leandro, vamos parar de enrolar os convidados?
- 10:21Vamos. Jump jump.
- 10:23Na pergunta o papo aqui já tá ótimo.
- 10:26Bom, vamos logo, vamos, acho que assim vamos contextualizar os
- 10:28ouvintes pelo começo de tudo, né?
- 10:31Um vamos falar um pouquinho sobre a história da propaganda,
- 10:34como ela começou quando foi o ponto de virada ali, os anos 50
- 10:38foram anos muito importantes na propaganda, advento do rádio TV,
- 10:42novos canais e aí depois eu acho que a gente consegue até chegar
- 10:46nos novos tempos, né? Ó após modernidade, como diria
- 10:50PR dv. Né?
- 10:52Por favor, quem que poderia? São 2 pessoas que assim, eu eu
- 10:55tenho certeza que eu posso entregar o bastão para os 2.
- 10:57Têm? Gostaria de puxar Rafa, então
- 11:00não, e eu sei uma questão principal assim, com a história
- 11:03da propaganda, porque eu entrei na publicidade sem
- 11:07necessariamente ter todo o repertório do que que era, né?
- 11:10O que, da onde, que veio, como, o que que faz, como eles se
- 11:14produzem e no final das contas, a propaganda nessa construção do
- 11:19se comunicar é a parte que é a parte mais questionável, né?
- 11:24A gente usa a comunicação para vender alguma coisa e isso
- 11:28começou nem foi necessariamente em 5050 aqui, mas no Brasil, mas
- 11:31faz muito tempo, 1600 já começou, né, as.
- 11:35Sim, as propagandazinha nos jornais para poder fazer a
- 11:39comercialização, então a forma eu acho que essa história ajuda
- 11:43a gente saber da onde veio o motivo pelo qual ele existe e
- 11:47como é que a gente também se beneficia desse conhecimento até
- 11:50para pautar a forma como a gente quer construir a propaganda que
- 11:53vai ser feita. Assim, nos novos tempos, sabe?
- 11:56Tudo bem, é sobre grana, sobre vender mais mais.
- 11:59Tem muita gente hoje esperando mais do trampo que a gente faz,
- 12:03né? Como profissional de
- 12:04comunicação, então acho que passei muito rápido pela
- 12:09história. Acho que quem vai conseguir me
- 12:10complementar sobre esses momentos da história que nos
- 12:14trouxeram aqui, mas hoje eu me pego muito assim.
- 12:17O motivo pelo qual a gente ela existe, que sempre foi para
- 12:21vender, para ser uma ferramenta capitalismo.
- 12:24Mas como é que a gente hoje utiliza esse conhecimento dessa
- 12:28história e, principalmente, a expectativa hoje do consumidor
- 12:32que é não necessariamente se preocupar com a venda final para
- 12:35que a gente possa utilizar propaganda com algum benefício
- 12:40que seja possível dentro do que a gente faz, né?
- 12:42Que é continuar vendendo isso não vai mudar nunca.
- 12:44Total. Acho que a Rafa resumiu tudo
- 12:47assim, né? Diria que hoje, né, sobre esse
- 12:50movimento que ela está falando mais contemporâneo, eu acho que
- 12:52hoje nós, profissionais, e principalmente os profissionais
- 12:56que ainda trabalham em agências de publicidade, né, que não é
- 12:59mais meu caso. E da Rafa Una algumas dessas
- 13:02pessoas estão tentando hackear a publicidade por dentro, né?
- 13:06Já que a gente vive num mecanismo capitalista e a
- 13:10propaganda acaba sendo uma ferramenta indispensável nesse
- 13:14mecanismo, assim como é que eu tiro proveito, né, do poder, da
- 13:18comunicação, para também tentar alcançar coisas positivas, né?
- 13:23Então, acho que esse é o momento que a gente está vivendo, mas lá
- 13:26atrás, né? A agência ganhou o nome de
- 13:28agência justamente pelo carrasco.
- 13:30Falou, né? Os jornais vendiam espaço
- 13:32publicitário. Exato, não existe a agência de
- 13:35publicidade, né? Então o próprio jornal criava lá
- 13:39algum anúncio para pessoa. E agência vai essa venda, né?
- 13:44A agência vai essa venda nesse espaço publicitário, né?
- 13:47E por isso, o nome é agência, né?
- 13:49Mas hoje, cada vez menos, as agências sobrevivem por conta de
- 13:56agenciamento, de compra, de espaço, né?
- 13:58E cada vez mais tentando sobreviver de fato pela
- 14:03prestação do serviço, né? Porque aquele jornal lá no
- 14:06século 17, ele não cobrava por criar o anúncio.
- 14:10Sim, né? Ela só cobrava pelo espaço e vem
- 14:13daí essa herança. Até pouco tempo atrás, as
- 14:16agências só tinham essa receita também.
- 14:18A receita de veicular de vender o espaço publicitário.
- 14:23E não pela prestação de serviço em si, né?
- 14:25Então acho que essa é uma outra mudança que está acontecendo ao
- 14:28mesmo tempo, não é? Então, tem uma mudança sob o
- 14:31ponto de vista de negócio e também uma mudança do ponto de
- 14:33vista cultural É Ela existia mais ou menos para ganhar a
- 14:38grana ali que o veículo pagaria do jornal, né?
- 14:41A revista beleza, você me vendeu uns 20%, é os 20% falam que
- 14:45continuaram existindo por muito tempo, mas como é que a gente
- 14:49tira proveito da da expansão, né, que aí que isso que o quem
- 14:52falou a prestação do serviço, a criação do anúncio, aí hoje,
- 14:56principalmente Na Na estrutura de comunicação que a gente vive,
- 15:00que é tão diluída, eu acho que. É o jeito também da da gente
- 15:05aproveitar esse espaço. Agência como menos agência como
- 15:10agenciador de ganhar a grana do veículo.
- 15:13Mas agência como um agente de transformação, no que for
- 15:17possível, também sem romantizar, sem achar que esse espaço é o
- 15:20espaço que vai transformar grandes coisas, que a gente sabe
- 15:23que no final das contas a gente sabe o que estou esperando da
- 15:26gente é, eu acho que vocês estão falando uma coisa que me faz
- 15:29refletir aqui, que é como a cultura foi moldando a
- 15:33publicidade e chega no ponto, e a propaganda e chega num ponto
- 15:36que ela pode começar a fazer o caminho inverso, né?
- 15:38Ela também começa a moldar a gente.
- 15:40Então, assim, lá no século 17, no século 16, quando começaram
- 15:44os pequenos anúncios, tal. Do que precisava se fazer era
- 15:47vendo queijo com certos sapato com certo carroça, não sei o quê
- 15:51tal era isso. A competitividade, ampliando.
- 15:54Aí eu até brinquei, ele falou assim, a grande transformação
- 15:56dos anos 50 depois da Segunda Guerra Mundial.
- 15:58Quando vier aquele Bum, né? Várias empresas pipocando e tal.
- 16:02Isso nasce uma competitividade muito grande, que só vender só
- 16:06falar que você tem o produto não é o suficiente, você tem que
- 16:09começar a falar da diferenciação e hoje começa uma assim hoje,
- 16:13né? Nas últimas 2 décadas, a gente
- 16:16pode talvez 3 décadas, a gente pode começar a ver 11 novo
- 16:19movimento que vai além da diferenciação, né, que aí talvez
- 16:22tenha esse papel um pouco da transformação, né?
- 16:25De fazer parte de entender o. O espírito do tempo, entendeu o
- 16:29que está sendo dito, entender o que está acontecendo ali, o que
- 16:31conecta as pessoas e isso vem um retroalimentando o outro.
- 16:35Pelo menos vocês falam, foi fazendo sentido pra mim, foi
- 16:37encaixando na minha cabeça. Eu acho que já começa.
- 16:40O processo também começa lá atrás, que é já que eu preciso
- 16:44me destacar, ter um Monte de gente fazendo a mesma coisa que
- 16:46eu tô fazendo. Aham, todo mundo também precisa
- 16:49entender quem estava comprando, né, porque aí também, se você
- 16:52for na história, a mulher entra muito na, na no processo da
- 16:55comunicação e aí a gente tem uma história horrorosa, da forma do
- 17:00estereótipo que foi construída em relação a mulher, né?
- 17:04Mas é como se entendeu que ela tinha esse papel de influência
- 17:09na decisão da compra. Também a gente percebe que o
- 17:12entendimento sobre a audiência, entendimento sobre o consumidor
- 17:16também foi começado a construir naquela época e eu acho que hoje
- 17:19não só refletiu que era a sociedade, porque durante muito
- 17:23tempo se refletiu que era a sociedade.
- 17:24Eu só reforçou o estereótipo. Mas é também agora como é, não
- 17:28só refletir, mas também pautar um novo comportamento.
- 17:32Por exemplo, quem estuda sobre masculinidade, a gente vê o
- 17:35consumidor de cerveja e até eu estava vendo o estudo de vocês e
- 17:39a gente. Eu tenho muitas Curiosidades
- 17:40sobre o estudo maravilhoso que vocês fizeram de público
- 17:43cervejeiro, tanto da comum e da artesanal, que é o maior parte
- 17:47do público que consome. É masculino.
- 17:49Aham, OK, eu tenho a escolha de eu posso reforçar o estereótipo
- 17:53que existe hoje do que é o homem ou eu posso faltar um universo
- 17:57gigantesco sobre o que que é a masculinidade, o que que a gente
- 18:01quer? Exato, o que que a gente quer
- 18:03colocar na rua? O que que é o ponto de vista de
- 18:05masculinidade? Então acho que essa conversa que
- 18:07começou lá atrás, reforçando muitos estereótipos da mulher do
- 18:11contexto patriarcal, hoje também tem uma mais do que só refletir.
- 18:17A gente pode faltar também, né? Quando eu trabalhei na Globo,
- 18:20tem uma frase muito boa lá que sempre foi falada e que eu
- 18:24utilizo que a gente pode ser espelho e refletir, o que a
- 18:28sociedade, mas a gente pode ser janela.
- 18:30Que pautar as novas demandas sim, e pautar o que ainda as
- 18:33pessoas não enxergaram como possibilidade, então acho que
- 18:35isso é muito discutido hoje pra gente, como um profissional de
- 18:39comunicação não sensacional e você trazer a pesquisa retrato
- 18:43dos consumidores que a gente realiza por 3 anos e vamos ter
- 18:46agora em agosto o quarto ano da pesquisa.
- 18:49A gente bate muito na tecla que o mercado de cerveja artesanal
- 18:54para crescer, ele precisa vender para mais pessoas, pessoas
- 18:58diferentes, pessoas com outras carteiras, com outros potenciais
- 19:02financeiros, ou seja, o preço precisa mudar.
- 19:04A linguagem precisa mudar muita coisa precisa mudar para que
- 19:08seja possível que outras pessoas se sintam à vontade de chegar.
- 19:13Entendeu? Então a gente bate muito nessa
- 19:15tecla. A gente fala muito sobre isso e
- 19:17tomara que isso não bata na parede, vire e que viria são,
- 19:21né? A gente fala muito sobre isso.
- 19:22Nossa total, lud, porque eu estava vendo assim a gente
- 19:25começar a olhar dado como oportunidade, né?
- 19:27Porque é, se você tem lá um dos dados que é 11% de quem consome
- 19:33artesanal, é, são pessoas negras num país exatamente onde a gente
- 19:39é tomada em 56%, o que que a gente tá fazendo de errado?
- 19:44O que a gente não está falando com o resto dos 40% ou por que
- 19:47que a gente não está olhar mais pelo ponto de vista de
- 19:50oportunidade do que necessariamente?
- 19:52Apenas o retrato Como Ele É, né? Então a gente tem muita
- 19:56oportunidade dele, porra, é, é você falou a melhor frase até o
- 19:59momento, olhar dado como oportunidade, sabe?
- 20:03É isso. Essa é a pesquisa e você olhando
- 20:06a pesquisa com esse olhar de publicitário, é tudo que a gente
- 20:09precisa até 1 hora dessa a gente tem que chegar e fazer um
- 20:11programa sobre a pesquisa, com o olhar do publicitário, do tipo
- 20:14assim, o tanto de oportunidade que está passando Na Na sua
- 20:17frente, tipo o carro da pamonha está passando na sua casa, você
- 20:20não vai comprar pamonha, seu pamonha, entendeu?
- 20:23Sua pamonha? Então é isso e a gente finaliza
- 20:26ali minimamente, olha prestação nisso, eles caminham, faz assim,
- 20:29faz assado, óbvio gente, isso na ciência exata, né?
- 20:32Não vai somar 2 + 2 e no final vai dar 4 necessariamente, mas
- 20:36isso é uma tendência, não é? Espelho?
- 20:38E a janela? Gente, por favor, Palmas para
- 20:40Rafaela, pelo amor de Deus, a gente já podia encerrar aqui,
- 20:45João, não, não meus amigos, calma que tem muito mais pela
- 20:48frente. Não, não, não, não.
- 20:50Vamos então andar, porque eu acho que esse assunto rende
- 20:53tanto que é pra gente não poluir esse programa só com isso a
- 20:56gente fez uma pesquisa extensa, né?
- 20:58Pra poder bater esse papo com vocês, pra gente não ficar
- 21:00parecendo burro melhor justificativa e aí a gente
- 21:05levantou propagandas cervejeiras em formatos de anúncio de jornal
- 21:09e cartazes. E foi como a gente começou a
- 21:11falar aqui que o negócio começou, né?
- 21:13Que era o veículo de comunicação e et cetera, que datam assim.
- 21:16A primeira que eu achei data do final de 1800 e aí vem pra
- 21:20frente, associando cerveja à saúde e que seria recomendada
- 21:24para adultos de todas as idades, crianças, mulheres, gestantes e
- 21:28ou amamentando. Coisa maravilhosa, né, gente?
- 21:31Eu queria muito acreditar nisso, mas não é assim.
- 21:33Vocês conseguem com. Contextualizar, eu não sei se
- 21:36seria motivo ou propósito da propaganda nessa época ser dessa
- 21:40maneira. E se vocês também conseguem
- 21:42fazer um paralelo do que que foi o ponto de virada para mudar
- 21:45essa situação e parar de olhar assim que que vocês imaginam
- 21:49disso? Acho que sem querer passar pano
- 21:54para a indústria publicitária, né?
- 21:56E quem me conhece sabe que eu faço isso muito pouco.
- 21:59A publicidade nessa época aí, assim como hoje, ela tenta se
- 22:04utilizar dos argumentos que ela encontra, inclusive na ciência,
- 22:09na medicina, et cetera, né? E é por conta dessas falsas
- 22:14conclusões de pesquisas equivocadas na época, né que a
- 22:18gente tinha. Nesse tipo de argumento,
- 22:20entendeu que a cerveja faz bem pra saúde, onde até que o
- 22:22cigarro fazia bem para saúde, sim, é o cigarro mais
- 22:26recomendado pelos médicos, né? A gente chega esse tipo de
- 22:30argumento depois de ter participado por algumas décadas,
- 22:34da da parte de dentro da fábrica de salsicha, né?
- 22:37A gente sabe que sim, existem tentativas de distorcer alguns
- 22:43aprendizados que vêm da comunidade científica ou
- 22:47acadêmica, et cetera, para serem utilizadas de maneira meio
- 22:51forçada como argumento. E como a gente não tinha
- 22:55departamentos jurídicos tão rigorosos.
- 22:59Aham, a gente não tinha empresas listadas em bolsa, nada disso.
- 23:03Então era mais fácil. Existe uma permissividade exato?
- 23:08Acho que ele existia uma. Percebi cividade generalizada
- 23:11assim não quer dizer que, que depois da revolução industrial a
- 23:15coisa tenha ficado mais ingenua ou mais puritano, nada disso.
- 23:19Mas aqui os mecanismos foram mudando, né?
- 23:22Eles foram ficando mais sofisticados, mas Na Na época
- 23:25era bastante plausível se utilizar de um estudo que dizia,
- 23:29né? Um estudo que dizia que a
- 23:32cerveja faz bem pra saúde, ignorar os 49 estudos que dizem
- 23:37o contrário. Aham.
- 23:40E se você pesquisar um pouco mais fundo, você descobre que
- 23:43tem dinheiro, né? Relacionado àquela empresa que
- 23:48fabrica aquela cerveja, financiando aquela pesquisa que
- 23:51foi utilizada como fonte para quem nunca ouviu um podcast
- 23:55chamado ciência suja, eu recomendo demais, tá?
- 23:59Ouçam a pauta deles é exatamente essa, é mostrar ao longo da
- 24:04história como a ciência foi utilizada pro mal, né?
- 24:08Desde a eugenia até utilização de pesquisas para validar
- 24:14produtos ultra processados, né? Para validar cigarro.
- 24:18Como algo que não faz mal pra saúde, né?
- 24:21EE são coisas assustadoramente recentes assim, né?
- 24:24Assustadoramente recentes, né? Coisas de poucas décadas atrás
- 24:28ainda existiam estudos que fomentavam esse tipo de
- 24:31argumento, né? Acho que hoje a gente tem
- 24:34mecanismos mais sofisticados para tentar evitar esse tipo de
- 24:38sofisma, mas nós, como cidadãos, a gente tem que ficar sempre
- 24:43muito atentos, sabe? Sempre muito atento, porque para
- 24:47vender as Fronteiras da ética começam a ficar meio frouxas,
- 24:52entendeu? Aham, então, claro que existem
- 24:55órgãos governamentais, existem instituições tal.
- 24:58Mas acho que cabe a sociedade também fiscalizar isso e,
- 25:02principalmente, se letra mais sobre isso.
- 25:05Isso dá um outro podcast, está um outro tema total, está
- 25:08falando bastante hoje sobre letramento racial, letramento
- 25:10identitário e tal. Mas existe também uma coisa de
- 25:13letramento, de persuasão, de como que a gente é influenciado
- 25:18porque é 11 comercial de cerveja que é feito, sei lá, que é
- 25:22veiculado No No break, né? No intervalo comercial da rede
- 25:25Globo, ela é explicitamente uma publicidade, uma mensagem paga,
- 25:30mas hoje a gente está vivendo um outro mundo total.
- 25:33A gente está nossos filhos, netos, a gente estão assistindo.
- 25:37Vídeos no nas plataformas de streaming, né?
- 25:40E no YouTube, especialmente tal com pessoas que estão lá
- 25:44argumentando, aham, sem nenhuma checagem de fonte, o rum.
- 25:50E não fica claro que aquilo é publicidade, não fico muitas
- 25:53vezes não. Fica claro que aquela pessoa
- 25:54está sendo paga para dizer aquilo, né?
- 25:57E eu acho que tem um ponto que você trouxe quem quer.
- 26:00Assim, teve um momento de regulamentação, tem uma lei hoje
- 26:03pra bebidas alcoólicas, mas Como Ela É uma regulamentação pautada
- 26:09nas mídias tradicionais que não pode veicular determinado
- 26:12horário, que tem que com a tarja aham que não pode ter lá OA
- 26:17pessoa relacionada ao universo do esporte, tem.
- 26:20Só que se conecta ao ponto que o que entrou se porque é hoje
- 26:24desenhada, muito em torno de uma mídia que é tradicional, não
- 26:28necessariamente isso aqui hoje é a comunicação, ela é feita de
- 26:31uma forma tão diluída de tantos lugares, tantas pessoas e hoje o
- 26:36famoso conteúdo que conteúdo pode ser qualquer coisa para o
- 26:40bem e para o mal. Rum, sim, acho que parou.
- 26:43Se até de se relacionar a bebida com saúde por conta de uma
- 26:49regulamentação que existiu, mas hoje tem uma necessidade também
- 26:53de se questionar, será que a regulamentação que existe é
- 26:56suficiente, porque tem outras formas e?
- 26:59Outras formas de pautar a conversa, que podem ser
- 27:01inclusive mais nocivas, né? Spoiler, não, não é o
- 27:06suficiente. Como a Rafa falou, né?
- 27:10São regulamentações que foram criadas baseadas na realidade de
- 27:14mídia linear. Sim, o runa mídia linear quem
- 27:17determina o que vai ver é o veículo, né?
- 27:21E aí o veículo é, tem controle, o runde, o que vai ser veiculado
- 27:26em cada momento, né? Acabou isso sim, né?
- 27:29A gente hoje, até a Globo é uma streamer, sim, então assim a
- 27:34gente pode assistir qualquer coisa em qualquer momento.
- 27:38E aí eu perdi muito do controle, né?
- 27:41De com quem eu estou falando? E que tipo de mensagem
- 27:45publicitária é pode ser permitida naquele momento, né?
- 27:49Mas acho que, principalmente o que a Rafa apontou assim, né?
- 27:52Conteúdo é uma coisa tão não regulamentada, murro que cabe
- 27:56tudo. Cabe inclusive propaganda
- 27:58enganosa e eu acho que é na CAE, nem mais um ponto mais uma
- 28:02camada dessa história da atualidade, que é a gente levou
- 28:06o patamar do hiperlink pro remixes, então a partir do
- 28:10momento que eu pego um corte do Naruto, rodou, trago para cá,
- 28:13aplicou junto ao conteúdo do surra de lúpulo que alguém vai
- 28:17pegar, vai misturar quando uma outra coisa.
- 28:19Bem ao autor, qual é a autoridade, qual é o controle?
- 28:23Qual é a gestão que é possível se ter sobre isso, né?
- 28:26Qual é a vigilância que é possível se ter sobre isso?
- 28:29Então a gente nunca foi tão abastecido por informação, mas
- 28:33ao mesmo tempo são informações extremamente frágeis, né?
- 28:36Muitas vezes extremamente razão, porque são feitas em cima de
- 28:40remixes. Agência, né, de misturinhas que
- 28:44não se é profundo, e aí aquela pesquisa que o quem comentou das
- 28:48outras 49, dinorá da né, aquela que falava ela pode passar a ter
- 28:53relevância sempre, porque alguém pode hoje, em 2023, pegar uma
- 28:57pesquisa e falou olha, falaram que isso aqui é bom?
- 29:00Bom, eu acho que aí esse é o gancho para puxar um negócio que
- 29:03estava aqui anotado sobre essa pergunta é, será que a gente
- 29:06hoje, 2023 a gente tava falando de de, de, de, de, de
- 29:09propagandas que datam do final de 1800, falando que cerveja vai
- 29:12bem a saúde, pra planejar. Aí a gente está em 2023 e
- 29:16começa. Será que a gente tá voltando pro
- 29:19início? Porque agora eu, eu li
- 29:22recentemente sobre você, falou, foi cirúrgico, quem é a grande
- 29:26indústria agora? Patrocinando pesquisas não é
- 29:28apenas elegendo uma pesquisa, porém patrocinando pesquisas
- 29:32para que as pesquisas caminhem num lugar que seja interessante
- 29:37para elas, numa brechas YZ. Que aí voltam associar é, às
- 29:42vezes só fazer um parênteses de vir para não parecer que todas
- 29:45as empresas são Malévola, então, assim, não necessariamente elas
- 29:49enviesando. A pesquisa tá, pode até
- 29:52acontecer, tá? Eu já conversei com os
- 29:54cientistas que falaram que sentiram intimidados em publicar
- 29:59os resultados verdadeiros de um estudo O Rappa, porque foi
- 30:02patrocinado uma companhia, mas é, é o que eles fazem, é bem
- 30:06mais sofisticado que isso, né? Eles patrocinam 10 estudos, 20
- 30:10estudos e vão pegar aquele estudo que deu resultado que
- 30:14interessa mais seu ponto de vista comercial é, sem dúvida é
- 30:17a conveniente, sem dúvida. Mas ele patrocinou vários
- 30:21estudos legítimos. Eles só vão dar visibilidade
- 30:23para os outros, para aqueles que que não, que não são de
- 30:26interesse, mas OOO ponto crucial é que aí esses estudos vão
- 30:30associar a cerveja à saúde e aí vem toda uma nova produção de
- 30:34cerveja não tão nova assim. Mas se for falar de cerveja sem
- 30:37glúten, cerveja sem álcool, que não é novo, existe cerveja sem
- 30:40álcool desde que o mundo é mundo.
- 30:42Mas, enfim, cerveja, probiótica, ace, essa cerveja é ótima,
- 30:45precisa tomar depois do exercício.
- 30:47Gente, não é a mesma coisa, só que com outra roupagem, com a
- 30:51roupagem de 2023, com a roupagem do esporte, com a roupagem ou eu
- 30:55estou louca, sabe ou eu estou tipo, tem alguém atrás de mim
- 30:59aqui, eu tô aqui. Não é a mesma coisa assim, não
- 31:03é? É voltar nesse início do tipo
- 31:06precisar associar isso à saúde pra vender produto, porque no
- 31:09final eu como vocês falaram é vender produto e tudo bem.
- 31:12A gente faz parte também é parecido, Ludmilla, porque
- 31:15assim, porque nada mais é do que o que a gente vive hoje, é o
- 31:19resultado do que aconteceu historicamente assim, né?
- 31:23Então, não só publicidade, né, mas o marketing como um todo,
- 31:27ele tenta driblar aquilo que vai aparecendo como obstáculos no
- 31:33meio do caminho. Se falar que faz bem para a
- 31:35saúde, já não é mais permitido. Então o que que eu posso dizer?
- 31:39Foi encontrar alguma coisa que eu posso dizer, aí entra um novo
- 31:42obstáculo e aí ele dribla de novo, né?
- 31:45E acho que a gente está vivendo hoje esse movimento, que
- 31:48inclusive é um movimento que já aconteceu em várias outras
- 31:51categorias, que é você apelar para a funcionalidade.
- 31:54O Rui é, sei lá, eu gurt teve esse movimento, sabe?
- 31:57Teve uma sim total iogurte que fazia tudo, iogurte que fazia
- 32:01fazer as pessoas fazerem cocô, curte que fazia as pessoas
- 32:04pararem de fazer cocô, então assim, e a gente está vivendo
- 32:09essa era da funcionalidade na cerveja que vai ter abordagens
- 32:14problemáticas e por isso que a gente tem que ficar de olho
- 32:18assim. Sabe, por isso que eu vejo o
- 32:19valor tanto no programa de vocês quanto um podcast, como ciência
- 32:24suja, né? Que denuncia esse tipo de coisa
- 32:27até chegar na mídia, man Xtreme, né?
- 32:29Até chegar num, num jornalismo mainstream que começa a dar
- 32:32visibilidade para isso. E aí a coisa muda de novo.
- 32:36É, é ciclo, é um processo é, e a lógica ela é mais sofisticada
- 32:41agora, porque se você vai produzir um produto e tem muitos
- 32:45produtos que de fato né, eles fazem estudos para que sejam
- 32:48legitimamente menos nocivos em comparação aos anteriores.
- 32:52Então tem ali uma entrega que é melhor benefício em se comparado
- 32:57aos outros produtos EE aí, mas é um jeito de.
- 33:00Continuar se relacionando com saúde e aí entra na conversa que
- 33:04a gente falou, já que é a forma de se comunicar, porque aí dá
- 33:09pra você fazer pautar a demanda em rádio, em revista, fazer uma
- 33:14matéria sobre as novas formas de se consumir.
- 33:17Você tá de acordo com a regulamentação?
- 33:19Mas você está, né? O que você disse, né, Ludimila?
- 33:22Se você está de novo relacionando saúde com cerveja,
- 33:27só que de uma forma muito mais sofisticada, que é mais difícil
- 33:29apontar hoje à você, tal como era uma propaganda no passado de
- 33:34um cara correndo, segurando uma cerveja, então hoje a gente
- 33:37precisa ter mais conhecimento e é o que quem consumidor se
- 33:41colocado como protagonista desse processo.
- 33:44Mas na vigilância, porque inclusive, diferente do que era
- 33:48antigamente, é a marca, era muito professoral, né?
- 33:52Eu falo isso, você consome, está tudo certo.
- 33:55Um filme isam, maravilhoso. 30 segundos da TV.
- 33:58Resolvi que você consome o que eu estou te dizendo e hoje não é
- 34:01sobre isso, né? Total e eu trabalhando há 20
- 34:04anos. Com isso, eu percebo que toda
- 34:06decisão de construção de marca da conversa é a partir do que Oo
- 34:12consumidor espera, do que ele quer e às vezes eu acho que o
- 34:15consumidor não tem tanta noção do quão protagonista ele é nesse
- 34:20processo de consumo que isso poderia inclusive determinar.
- 34:24Quedas e levantes de produtos de formas de se fazer produtos e
- 34:28serviço faltam ainda, acho que essa coisa do a gente ter mais
- 34:33noção do quanto que a gente tem poder, quanto consumidora, o
- 34:38poder que a gente tem, né? Eu adorei o que você trouxe,
- 34:49Rafa. Porque assim a gente teve um
- 34:51papo aqui no terceiro boteco do sul, hã, que foi com o Leandro
- 34:55ramos, do choque de cultura, ele trabalhou na área de comunicação
- 34:59antes dele se dedicar somente para a carreira artística dele.
- 35:01E aí ele comentou que alguns publicitários acreditavam que
- 35:05propaganda tinha um papel social.
- 35:07Eu acho que assim se tem ou não cabe a discussão.
- 35:09Eu acho que aí depois eu dou minha opinião também não importa
- 35:12muito não, mas acho que é algo muito concreto isso que a gente
- 35:15está falando né, que desde sempre, desde sempre não, mas
- 35:19desde dos últimos das últimas décadas, talvez no último
- 35:22século. Ela vem influenciando a nossa
- 35:23cultura. Desculpa ela está aqui
- 35:26influenciando a nossa cultura. Como é que vocês acham que tem
- 35:29sido essa formação de cultura em relação ao ocasião de consumo de
- 35:34cervejas? Eu faço essa pergunta porque é o
- 35:35seguinte, você falou muito agora do poder do consumidor, mas ao
- 35:39mesmo tempo a gente nunca esteve tão conectado à estímulos
- 35:44contínuos. A provocações contínuos.
- 35:47A transferência se projeções contínuas.
- 35:50Então hoje em dia eu não preciso mais ver, me corrige a luz de
- 35:53você sempre me corrige, eu sempre erro a Xuxa usando
- 35:56monange era monange que ela usava era monange era monange eu
- 35:59aprendi 157 159. Programas, depois eu aprendi que
- 36:05era Xuxa usando monange obrigado Luís.
- 36:08Eu sempre achava que era leite de rosas.
- 36:11Não, não, não, não. E o leite de aveia?
- 36:13Davene, era Tônia Carrero. Tônia Carreiro não nossa Tônia
- 36:16Carrero e aí a gente não precisa mais vê-la, porque a gente está
- 36:20vendo uma pessoa comum usando. A gente está vivendo esses
- 36:24estímulos o tempo todo e assim, de uma forma muito exagerada.
- 36:29E aí a publicidade e a propaganda da cerveja foi
- 36:33mudando, né? Ela antes falava de futebol,
- 36:36depois ela falava de praia, depois Ela Foi falando, como é
- 36:39que vocês observam isso hoje, datando essa cultura do da
- 36:42ocasião de consumo. É que acho que em alguns
- 36:45caminhos tem o caminho que hoje é utilizado pela publicidade.
- 36:49Meu olhar hoje aqui, inclusive, principalmente com muitas marcas
- 36:55de cerveja, a gente percebe uma apropriação de conversas
- 37:00urgentes e importantes para justificar a venda e aí a gente
- 37:06trabalha com publicidade, mas tem caminhos de você pautar
- 37:09conversas importantes por gente sem que você só se apropriem e
- 37:14você diminuir. Você deixa a conversa rasa, você
- 37:16diminui a importância do que você está trazendo.
- 37:19Ainda mais depois, quando existiram todas as.
- 37:23Questões em relação às campanhas publicitárias, machista, uns
- 37:27sexistas que teve toda uma reformulação, a gente viu muitas
- 37:31marcas se conectando a coletivos.
- 37:35A consultorias teve uma movimentação importante sobre
- 37:39como é que a gente pode produzir uma comunicação que se conecte
- 37:44melhor com as conversas e com as pautas urgentes das quais a
- 37:48audiência, a minha comunidade se relaciona.
- 37:50Porém, o que eu vejo é pra simplesmente resolver a questão
- 37:55da comunicação. As marcas apenas se apropriando
- 37:58dessas falsas, utilizando ali na execução final, na execução
- 38:01criativa. E para mim, hoje a conversa, ela
- 38:04precisa ser muito mais do campo de dentro.
- 38:07Que é quando você começa a questionar o ecossistema que fez
- 38:12com que aquela execução criativa vá para a rua de forma
- 38:14equivocada, vá para a rua com aquela conversa com algum
- 38:18símbolo, sendo estereótipo. Então eu acho que essa conversa
- 38:22que a gente tem eu tenho muito com quem, com muitas outras
- 38:26pessoas. Como é que a gente foca a nossa
- 38:28lente, a nossa energia, para que a comunicação viria?
- 38:31A mudança pra dentro, pra indústria, pro ecossistema.
- 38:34Quem que é, quem são as pessoas, qual é o perfil dos grupos que
- 38:38estão produzindo dentro da agência de publicidade, dentro
- 38:41das empresas, dentro do corporativo, quem são essas
- 38:43pessoas que estão pensando a comunicação, quem são as pessoas
- 38:47que estão pautando, inclusive os dados que estão definindo a
- 38:50forma como a gente vai se comunicar?
- 38:51Porque se a gente só tem como, a gente tem hoje, dentro do
- 38:54ambiente corporativo um ambiente que ainda é completamente
- 38:57branco, completamente masculino, completamente elitista, a gente
- 39:02tem automaticamente uma decisão, 11 história única a ser contada,
- 39:07uhn, e pra mim, o que é mais perigoso hoje é essas pessoas
- 39:11entendendo que não dá mais para construir uma comunicação sem
- 39:16que se conecte com audiência. Eles utilizam as pautas que são
- 39:20relevantes para essa audiência apenas como perfumaria, apenas,
- 39:24como maquiagem. Isso pra mim é a maior violência
- 39:27hoje da indústria da comunicação, porque dá pra você
- 39:30faltar. Eu já participei de processos
- 39:32que dá para você pautar. E transformar e construir, fazer
- 39:36estratégia de comunicação genuína com execuções criativas
- 39:40que sejam resposta de uma conversa que começou
- 39:43anteriormente internamente, mais profundamente.
- 39:46Eu sou fã do Leandro ramos, então é não vou criticar ele
- 39:50especificamente, mas. Mas eu diria assim, que quem diz
- 39:54que a publicidade não tem papel social, eu acho que ele tá
- 39:57enxergando a problemática de uma forma tão superficial quanto a
- 40:01maior parte da indústria da publicidade.
- 40:03Enxerga, sim, que é achar que o papel social, a transformação
- 40:07vai acontecer de fora para dentro.
- 40:09Então, a primeira coisa que as marcas mexeram quando começou a
- 40:13se discutir raça, gênero. Né?
- 40:16Orientação sexual, et cetera. É no casting total.
- 40:20Começaram aqui, vamos colocar preto, vamos colocar gay, vamos
- 40:25colocar trans na propaganda, tá? Quando isso deveria ser o último
- 40:30passo, né? O último passo, quando você faz
- 40:32da de fora para dentro, você está sendo superficial.
- 40:35Óbvio que está sendo superficial, raso, não adianta
- 40:38nada se você tem um casting todo trans e a equipe de produção é
- 40:44toda se se a equipe que criou aquele todas e sua equipe que
- 40:48fez a estratégia, aquilo toda, se se quem aprovou aquilo, então
- 40:51assim não houve transformação nenhuma, foi só perfumaria, como
- 40:55a Rafa falou, né? Quando então, quando a gente
- 40:57fala sobre transformação social. Começa por dentro, né?
- 41:00Começa sobre quem está tomando as decisões, quem está dizendo o
- 41:05que é criativo ou não é criativo, quem está exercendo o
- 41:09critério do que deve ir para a rua ou não.
- 41:12Se a coisa superficial não é óbvio que a gente vai ter cagada
- 41:15monstruosa como, né? Campanhas que tinham a intenção
- 41:19antirracista. Acabou sendo racista, perfeito,
- 41:22porque a transformação foi de fora, para dentro e a partir de
- 41:26dentro ainda não aconteceu. Então nossa Rafa disse tudo
- 41:29assim, eu acho que a transformação é.
- 41:31É dessa forma que acontece e acho que a problemática é a
- 41:36mesma. Assim quando os começo dos anos
- 41:382000, todas as marcas praticamente pararam e deslizar
- 41:42mulheres sensuais nos comerciais de cerveja, a primeira mudança
- 41:47foi no casting também, tá, tá, vamos vestir essa mulher, então
- 41:51vamos misturar com homem. Mas quem continua criando foram
- 41:56homens, então a mudança foi superficial, tanto que a cerveja
- 42:00na verdade não criaram nenhum outro paradigmas.
- 42:03Sabe, no lugar da campanha de cerveja hoje, ela é ou produto
- 42:07ocasião de consultar acabou perfeito.
- 42:09Não tem mais cervejas com grandes Ideas.
- 42:11Nada disso assim é. Eu acho que até porque pararam
- 42:14de saber para onde caminhar, né? Quem?
- 42:16Porque eu acho que como ainda dentro a ficha técnica, os
- 42:20bastidores ainda é o mesmo perfil.
- 42:22As pessoas não sabem nem qual caminho possível, porque eu Eu
- 42:25Acredito profundamente que a propaganda e a publicidade pode
- 42:28influenciar a cultura, porque tem muita grana envolvida no que
- 42:32a gente faz. Isso pode pautar transformações
- 42:35grandiosos de escala mesmo se a gente souber utilizar com
- 42:39intenção, com uma decisão muito Clara e sabendo para onde a
- 42:43gente quer. Caminhar, mas o que eu perceber
- 42:45que elas foram completamente esvaziada, porque as pessoas que
- 42:49estão produzindo intelectualmente este processo
- 42:53de comunicação, elas são as mesmas, e aí não é sobre a gente
- 42:56falar que elas não são boas ou não, mas elas são as mesmas e
- 42:59fazer coisa diferente com as mesmas pessoas.
- 43:02A gente não vai conseguir ter um resultado diferente.
- 43:05E aí então pra mim, é a principal discussão.
- 43:08Hoje é sobre ficha técnica, é sobre o bastidor, é sobre a
- 43:12indústria, inclusive pra gente poder evoluir nas propagandas de
- 43:17cerveja. A gente viu que teve conversas
- 43:19importantes, eu lembro que teve uma propaganda.
- 43:22Que trouxe um coletivo para poder produzir essa propaganda
- 43:28do um ponto de vista mais verdadeiro, mais é ainda me
- 43:31incomoda demais essa coisa do trazer vem aqui, você que é de
- 43:35fora que você não está inserido aqui na minha indústria.
- 43:37Você não é o meu contrato, mas vem aqui primeiro para dar o
- 43:40cheque do se vai dar merda, né? Sim à diretoria do vai dar
- 43:45merda, né? Você sabe da onde é diretoria do
- 43:47vai dar merda é e ainda tem muito.
- 43:50Eu acho que é uma pena, a gente perdeu a oportunidade de falar,
- 43:54sobre produzir melhor comunicação com a Audi, porque
- 43:58não tem como mais a campanha de cerveja, ela se valeram com os
- 44:02seus benefícios, com os seus diferenciais, não vai mais
- 44:06colar. A conversa você precisa pautar a
- 44:08conversa no que é só audiência. Sua comunidade está esperando.
- 44:11Se você não conhece a sua comunidade, se você não sabe da
- 44:13onde ela vem, se a sua comunidade da maioria das
- 44:15pessoas que consomem, elas estão num determinado espaço que você
- 44:18não tem a menor ideia e, principalmente, pensando vendo a
- 44:22lá, conectando com os dados que vocês trouxeram que esse quiser
- 44:25pautar para algum outro tipo de audiência que não está
- 44:28consumindo ainda, você precisa ir até essa galera e você
- 44:31precisa não só ir até essa galera, você precisa ter essa
- 44:34galera pensando intelectualmente com você.
- 44:36Se não vai continuar mais do mesmo e só deixando o resultado
- 44:39final raso perfeito, total. Recentemente eu fiz um projeto
- 44:44para um cliente que é de cerveja.
- 44:46E aí, pela metodologia, trago gente de fora tal para misturar
- 44:49com as pessoas do cliente e as 2 pessoas mais chave em toda a
- 44:54discussão que a gente teve. Eram 2 pessoas pretas, uma da
- 44:58periferia do Rio, outra CEP de origem periférica, em São Paulo.
- 45:02Por que trouxeram pontos de vistas que a galera branca do
- 45:06cliente não tinha? Não tinha sequer repertório para
- 45:10elaborar aquilo? Por outro lado, ele estava com
- 45:12os ouvidos bastante abertos, assim sabe pra ouvir e levar em
- 45:16consideração o que essas 2 pessoas estavam dizendo.
- 45:19Então é, acho que é só pra citar uma evidência sobre esse cara,
- 45:23falou assim que é possível. Quando você faz de dentro para
- 45:27fora você ter trabalhos no mínimo mais autênticos, tá?
- 45:31A gente ainda está para ver o quanto isso vai dar de resultado
- 45:34financeiro, mas assim, no mínimo o trabalho ele foi mais
- 45:37autêntico. A pergunta na sequência dessa é
- 45:41um pouco de um tema que a gente já começou a tocar aqui, a falar
- 45:44sobre as propagandas machistas, sexistas e et cetera, né?
- 45:48Assim como em algum momento, houve o paralelo do cigarro.
- 45:51Fazer bem é saúde com um homem galopando.
- 45:54Nevou e para o mundo de marlboro aquele cowboy maravilhoso fumei
- 45:57muito marlboro, inclusive não por conta do cowboy que eu sou
- 46:00gay, mas, enfim, eu sou gay e não tinha, não era saudável,
- 46:03então foda se. Mas a associação com esporte, et
- 46:06cetera aí, já que a gente está nesse tema de tentar ser
- 46:10autêntico, de fazer a mudança de dentro para fora.
- 46:12E a pergunta já começou a ser respondida assim, né?
- 46:15A gente ter feito eu vou trazer 2 provocações aqui pra gente
- 46:19continuar com esse papo, nesse caminho e de repente a gente
- 46:22tentar pensar numa pincelada pro mercado artesanal, porque é
- 46:25muito pequeno que não faz nada com agência de publicidade, 99%
- 46:29certamente não usa publicidade da maneira que as grandes usam,
- 46:32mas que precisam aprender a se comunicar muito melhor.
- 46:35Então as 2 provocações são a primeira pandemia, bem no
- 46:38começo, bombando live live live live live live live, live, show
- 46:42de Lives, grandes marcas patrocinam.
- 46:45Um sertanejo que enfia o pé na jaca até a virilha na live com
- 46:49muitas tipo foi recorde de audiência do YouTube.
- 46:52Aí essa marca ainda tenta ficar batendo no prego da ponderação.
- 46:56Uma botou um caminhão de dinheiro numa live 10.
- 47:00Se a primeira coisa se é a primeira provocação que eu acho
- 47:02que assim, gente, isso é um dilema bizarro, tá?
- 47:04É que é tanto dinheiro na área de marketing que acho que você
- 47:08não sabe nem o que fazia com isso.
- 47:09A segunda provocação é o que fica aparecendo e aí é é a
- 47:13provocação que vai chegar no mesmo lugar?
- 47:15A campanha do re pôster da escola, em 2015, que chamou um
- 47:20Monte de mulheres artistas diferentes para recriarem os
- 47:23post que eram. Machistas e sexistas com outro
- 47:26olhar, eu acho legal. Será que é inglês, vê?
- 47:29Será que é só superfície? Aí gastam esse dinheiro na
- 47:33campanha de moderação, chama a monja chama padre, chama os
- 47:38cambal a 4 e no final patrocina live com sertanejo.
- 47:41Entendeu? Esse ano chama super top, modelo
- 47:44para pagar um dinheirão no Carnaval do Rio, num Patrocínio
- 47:47numa escola que tem a alma de pessoas pretas, enfim, sabe isso
- 47:52fica muito difícil da gente conseguir juntar lé com cré.
- 47:55O discurso com ação pirei, eu não acho que você pirou, é que é
- 48:00ufa é, acho que é o que a gente está vivendo, uma relação pirada
- 48:04com o ambiente, principalmente corporativo.
- 48:07Eu acho que. Se conecta muito com a conversa
- 48:11que a gente teve agora. Eu realmente acho que a gente
- 48:15vai continuar tendo essa diferença entre o que a gente
- 48:20gostaria de fazer e qual é o resultado final.
- 48:22Enquanto a gente tiver o desenho de indústria que a gente tem
- 48:25interno, de dentro de casa, porque são essas pessoas que não
- 48:30não estão conseguindo avaliar o potencial e na verdade, eu não
- 48:34acho nem que é que não estou conseguindo avaliar.
- 48:37Elas conseguem avaliar, elas sabem o poder, mas hoje a
- 48:41conversa dentro da indústria que a gente vive virou mais sobre
- 48:44como eu sigo protegendo o que está posto.
- 48:47Do que necessariamente eu abri espaço pro novo, então eu vejo
- 48:52muita energia. Eu trabalhando, né?
- 48:54Muito tempo com isso eu vejo muita energia sendo gasta, não
- 48:57para pensar em novas formas de pensar em negócio, em inovação.
- 49:00Mas, cara, eu entendi que é um movimento que não tem mais
- 49:04volta. Esse é o espaço onde eu consigo
- 49:06manter a minha estrutura privilegiada, o estado da forma
- 49:09como está. Então o que que eu preciso fazer
- 49:12para manter o que está posto? Já existe uma decisão
- 49:15intencional de não trabalhar com a transformação em sim, gastar
- 49:19energia para manutenção, então eu não acho que que você está
- 49:23pirada, eu só acho que tem uma completa diferença entre.
- 49:28O que precisa ser feito? E a gente sabe que precisa ser
- 49:31feito e as pessoas hoje que estão dentro do ecossistema
- 49:35sabem o que precisa ser feito, mas elas sabem se elas forem
- 49:38fazer o que precisa ser feito, a vida delas e a estrutura que
- 49:42elas dizem e vai mudar completamente.
- 49:44E eu não sei que elas elas não querem fazer isso.
- 49:47É uma decisão intencional, é o abrir mão do privilégio que é
- 49:50tão difícil. Kiko, né?
- 49:52Kiko, que é tipo, vocês não estão preparados pra essa
- 49:54conversa? Essa conversa é muito premente.
- 49:57Se a gente fosse tange bi, lizar um pouquinho pro meio artesanal,
- 49:59a gente não saiba esse número real à 2% do mercado.
- 50:03Ou seja, a gente tá falando que 98% do mercado é da minha
- 50:05streaming, OK? Que que a gente faz para
- 50:08aumentar isso e aí abrir pro novo é entender que a conversa
- 50:12não está necessariamente nesses espaços tradicionais.
- 50:14Hoje tem uma conversa, tem uma trader, economia eu sempre odeio
- 50:18falar, é especial vindo aí. Mas essa economia que criadores
- 50:23de conteúdo giram, ela, ela já é uma realidade, não tem mais
- 50:28volta e tem esse espaço, sabe de construção, de comunicação,
- 50:32principalmente para essas que estão começando agora, com
- 50:34investimentos que não são nem sequer comparados ao
- 50:38investimento das grandes indústrias, mas tem um espaço de
- 50:41relevância que pode ser construído a partir daí.
- 50:44E eu acho que é essas, inclusive se elas se abrirem.
- 50:47Para pautar essas transformações que as grandes indústrias não
- 50:50estão querendo pautar, elas podem inclusive direcionar a
- 50:54forma que a gente constrói, que a gente faz estratégia de
- 50:56comunicação e obrigar o man streaming a seguir nesse
- 51:00caminho. Isso aconteceu na cerveja
- 51:02cerveja artesanal no Brasil é muito recente, sei lá, 2007,
- 51:052006, 2004. Foram as primeiras cervejarias
- 51:09artesanais artesanal, gente, ó, todo mundo aqui que houve a
- 51:12gente, mas só para contextualizar, você e o quem
- 51:14que, enfim, não bebendo h 2, Oh, ambos, é fabril, é produzido em
- 51:19fábrica, tem registro no mapa, enfim, quando a gente fala
- 51:22artesanal e lotes muito pequenos, atenção aos insumos.
- 51:26Blá, blá, blá, blá, então quando você chega e fala, quando
- 51:28artesanal, chegou apresentando um produto mesmo sem arranhar o
- 51:34percentual de consumo, houve um Monte de cervejaria que foi
- 51:37comprada, foi adquirida por quê, gente?
- 51:40Porra, existe um potencial aqui. Vocês entenderam?
- 51:43Então se a gente quer alguma maneira, faz alguma coisa na
- 51:45ponta de cá que consiga minimamente incomodar, que eles
- 51:49agora querem a palavra é me imitar, talvez não é imitar, é
- 51:54me imitar, é tipo meio que blenda, sei lá.
- 51:57Eles querem parecer, mimetizar mimetizar, eu quero ser parecido
- 52:02com eu entrego qualidade também não estou falando que não
- 52:05entrega a gente, pelo amor de Deus, que eu tô querendo dizer
- 52:07que são de qualidades diferentes.
- 52:09Enfim, o que eu acho que o movimento artesanal, o movimento
- 52:12cerveja especial, tem muito a realizar até para conduzir que
- 52:16talvez, como a Rafa falou que fala, pô, vamos olhar pro lado
- 52:18de cá porque o consumidor está mais atento e eu acho que a nova
- 52:21geração pode chegar atropelando, né?
- 52:23Essa geração que talvez não vai consumir tanto álcool, que vai
- 52:26consumir produto com propósito que também não aguenta um
- 52:29esporro. É, eu tenho um case que é de uma
- 52:34outra indústria, mas a salon line ela passou muito por isso,
- 52:38assim ela era de beleza e eu lembro que falando com o
- 52:41presidente uma vez, ele falou cara, a Globo fez eu mudar minha
- 52:44estratégia de publicação porque vocês não quiseram fazer uma
- 52:46estratégia comigo e eu não estava na época.
- 52:49Mas enfim, ele falou, ele mudou. Ele fez toda a estratégia dele,
- 52:53ele pensou o produto pautado no olhar que ele construiu com as
- 52:57criadoras de conteúdo que ele reuniu, um esquadro gigantesco
- 53:00de blogueiras, de criadoras de conteúdo das nano Creator,
- 53:04algumas influenciadoras que são que flertam mais com o universo
- 53:07de celebridade. Urro ele fez a história dele
- 53:11hoje ele construiu a história dele, ele mudou o segmento de
- 53:14produtos dele e com. Destruiu relevância com a
- 53:17comunidade, estabeleceu uma conversa com a comunidade que
- 53:20hoje muitas marcas tentam. Ele pressionou porque foi uma
- 53:24opta. Lógico que ele começou a operar
- 53:25por uma outra lógica e eu acho que eu fazendo esse essa
- 53:28comparação, as empresas que produzem, né?
- 53:32As fábricas que produzem cerveja artesanal podem também ter esse
- 53:35caminho de pautar a lógica que a indústria não tem coragem.
- 53:39Quer dizer, ela tem uma decisão intencional, né?
- 53:42A gente sabe. Então, claro, né, por que que
- 53:44elas estão fazendo isso? Então, às vezes mostrar que isso
- 53:48resulta em número, porque a gente sabe que é o certo a ser
- 53:51feito, né? As novas formas quem você faz
- 53:54com quem você produz. Mas tem uma entrega de negócio
- 53:57de grana envolvida que uma vez essas menores pautando e
- 54:00mostrando também pressionar as grandes indústrias da segurança.
- 54:04É que tá todo mundo fodido, né? Aí fica com medo.
- 54:07É? É que eu acho que as grandes
- 54:09transformações, né? No mundo dos negócios, ao longo
- 54:13do tempo, assim ela, elas não vêm das grandes empresas.
- 54:17Ela vende desafiadores como fundador da da salon line, eu eu
- 54:21ia falar inclusive de outro exemplo, assim que eu conheci
- 54:24também de perto, porque é uma marca chamada salve no mundo da
- 54:27beleza. O Huck nunca fez propaganda em
- 54:30lugar nenhum assim e conseguiu a incomodar.
- 54:34Inclusive grandes players, né? Acho que isso é uma, é uma coisa
- 54:38para se pensar, sabe? Acho que vai vir desse desafio
- 54:42do modelo hegemônico. Assim, as grandes indústrias e
- 54:45veja, compraram as algumas artesanais, né?
- 54:48Porque todas elas têm potes de dinheiro para apostas
- 54:52diferentes, né? E uma das apostas era explosão
- 54:56do mercado artesanal. O mercado nacional está
- 54:58crescendo um pouco mais devagar do que eles previam do que eles
- 55:01desejavam porque foi espelhado dos Estados Unidos, né?
- 55:04E isso, então eles estão fazendo um movimento alternativa, assim
- 55:08ó, vamos criar uma cerveja que é um pouquinho que tem uma
- 55:11reputação um pouco melhor do que as mens tremor total.
- 55:15Total, né? Aí essa, ainda pilsen cria um
- 55:18puro malte que não é artesanal, mas ele pega um atributo do
- 55:22artesanal e traz por mens treme. Enquanto isso, Oo artesanato vai
- 55:28crescendo lá. Devagarzinho acho que eles não
- 55:30desistiram não, tá? Não de forma alguma, 1 hora eles
- 55:33vão injetar mais dinheiro, mas são cavalos diferentes que eles
- 55:38têm a na mesma corrida assim e eles escolhem botar em como a
- 55:42Rafa falou. É intencional assim, né?
- 55:44Bota mais dinheiro na, na, na galinha de ovos de ouro, e eu
- 55:48acho que a mudança de modelo, porque essas grandes, quando
- 55:52botarem dinheiro na artesanal. As armas que eles têm são as
- 55:55mesmas distribuição, força no ponto de venda, dinheiro para
- 56:00comunicar, né? Dinheiro para fazer e bate com
- 56:04canal, sim. Então, assim, as artesanais,
- 56:07elas vão ter que trilhar outro caminho assim é, eles vão ter
- 56:11que fazer o que a salon line fez, o que a salve fez no
- 56:14mercado de beleza, né? Que é muito mais legal.
- 56:18Gente, isso é você tá num do lance de construir comunicação
- 56:22com a comunidade. É, é o lugar que hoje é
- 56:26possível, porque assim eu sou da época em que que quando eu
- 56:29entrei no mercado publicitário essa possibilidade não existia,
- 56:32tá exato, era impossível. A Globo tinha 90% da audiência
- 56:37no horário nobre. Ela era opção, então eram
- 56:40pouquíssimos anunciantes que tinham acesso a essa audiência
- 56:44assim, né? Porque era uma programação
- 56:46linear. No Break só cabem, sei lá, 12
- 56:49anunciantes, e é isso. E acabou.
- 56:51Era o que tinha e acabou hoje, não.
- 56:54Hoje você tem essas possibilidades, né?
- 56:56Então acho que não é fácil, mas pelo menos é possível.
- 57:00É, e eu acho, percebo hoje em dia, né, que assim vamos falar
- 57:04das novas gerações, né? Geração XE geração z aí que
- 57:08chega dentro de um contexto social completamente diferente,
- 57:12com comunicação vista de completamente diferentes em ecg
- 57:15monia de comunicação. Tudo fragmentado, com um
- 57:18discurso de desempenho e saúde muito inserido no dia a dia,
- 57:23então tudo é um grande desempenho.
- 57:25A gente usa smartwatches para marcar quantos passos a gente
- 57:28dá, a gente sabe, fica calculando os pequenos passos
- 57:32dos pequenos desempenhos que a gente dá.
- 57:33Isso traz todo esse contexto também da saúde, do cuidado.
- 57:38E aí você começa a ter uma quebra no tabu de falar de
- 57:41determinados assuntos. Quando a gente começa a falar da
- 57:44maconha de outras drogas, incluindo é outras drogas, o
- 57:48álcool e o tabaco nesse roda isso entra nessa sociedade de
- 57:52uma outra maneira, que tem um espaço de distância, de um
- 57:55espaço de diferença de idade muito menor.
- 57:58Do que nós tivemos com os nossos pais, né?
- 58:01Eles têm um espaço menor e, ou seja aí, daqui a pouco eles são
- 58:04daqui a pouco, né? AAZ já é consumidora, inclusive,
- 58:07em breve a ser é tomadora de decisão.
- 58:10Ela estava assumindo lideranças de empresa em poucos anos.
- 58:14Gente, é isso, é muito mais rápido daqui a 5 anos a gente
- 58:17vai ter geração z assinando o contrato sem empresa e aí começa
- 58:21a existir uma necessidade de identificar propriedade e
- 58:26autenticidade no discurso que aí fala muito com o que você estava
- 58:30falando, Rafa, de não tentar e também que alude, trouxe
- 58:33mimetizar algo, então como é que será que a galera da quebrada
- 58:37fala? Não, a galera da quebrada é
- 58:39assim porque eu sou de lá. Eu falo desse jeito, eu entendo,
- 58:43eu vivo isso no mercado artesanal, quero que eu queria
- 58:45puxar um pouquinho esse gancho. A gente vê algumas empresas
- 58:48fazendo isso, então, por exemplo, tem a graja Beer que a
- 58:51gente já bateu um papo aqui com o Léo, do MC Kelly, que ele
- 58:54criou no Grajaú, uma cervejaria artesanal tal e atende aquele
- 58:59público, atende local. O objetivo dele, total voltado
- 59:02para a praça é muito nítido isso e ele tem uma propriedade de
- 59:06diálogo com o entorno, com aquele público alvo que não
- 59:10adianta outra marca vai ter muita dificuldade de ter se não
- 59:14trouxer pra Deus exato, se não compreender de dentro, né?
- 59:18E não é alugar. Do conhecimento, que é diferente
- 59:22e nem sequestrarei, né? E nem sequestrá-lo.
- 59:25Com isso porque tem um sequestro de conhecimento hoje, para que
- 59:28ele possa ser reformulado? O nome seriamente reformulado
- 59:32utilizado em benefício do que está posto em como a indústria
- 59:37hoje ainda é a partir de um único lugar.
- 59:40E eu sempre falo do perigo, da história única que, num problema
- 59:44não está nessa história, inclusive também um ponto
- 59:47importante assim, nessa história, de pensar a nova forma
- 59:50de fazer comunicação não é sobre excluir as tradicionais das
- 59:54grandes demandas, porque é importante, inclusive, entender
- 59:58que no Brasil o Brasil profundo. As mídias tradicionais são as
- 1:00:01que são mais relevantes hoje, é são consumidas.
- 1:00:04E como é que a gente estabelece a conversa?
- 1:00:07A partir dessa lógica, a partir dessa lógica de saber que, como
- 1:00:11é que a gente traz essa entrega intelectual para dentro da
- 1:00:15máquina e essa entrega intelectual hoje, de quem vai
- 1:00:19consumir? Das das comunidades, não está
- 1:00:21dentro da máquina. Está sendo muitas vezes.
- 1:00:23Hoje, só apenas sequestrador pela máquina.
- 1:00:35Meus amigos é te participar para veja pá, explodir a cabeça a
- 1:00:40gente foi falar de propaganda e aí a gente acabou abrindo o
- 1:00:44leque a Pampa, né? Até andou pouco na cerveja, pra
- 1:00:48ser sincero, porque a cerveja é um reflexo de tudo, porque
- 1:00:51quando a Rafa citou o exemplo lá da Globo, de espelho janela, a
- 1:00:56gente podia ter tipo, ó drop the mic, né, solta o microfone aqui
- 1:00:59desse, ok linho acabou, não precisava ter continuado, mas a
- 1:01:05gente é assim mesmo, continuou. E falou sobre coisas
- 1:01:07sensacionais, então acho que. Fica a reflexão para quem nos
- 1:01:11ouve pro mercado cervejeiro artesanal, que aproveita o
- 1:01:13conteúdo que a gente produz aqui para entender isso, parar de
- 1:01:17brigar um pouco com as coisas, né?
- 1:01:18De fato, ser artesanal. Então você vai pegar na mãozinha
- 1:01:20de cada um e trazer para dentro e a ponto de você incomodar o
- 1:01:23grande que não consegue fazer isso, se ele ser obrigado a
- 1:01:26mudar. Ou seja, alguém tem que empurrar
- 1:01:28essa mudança de fato que sejamos nós, é, e o pequeno tem mais
- 1:01:32flexibilidade. Exato tá navegar exatamente se
- 1:01:36conselho servisse para alguma coisa e eu fosse forçado a dar
- 1:01:40um conselho aqui, eu usaria uma palavra que a Rafa poderia usar
- 1:01:43com muito mais propriedade que trabalhar, inclusive na meta que
- 1:01:47é comunidades. Sabe, eu acho que se eu tivesse
- 1:01:51uma marca de cerveja artesanal, é que comunidade que eu quero
- 1:01:54criar em torno dessa marca, essa é a pergunta que eu faria.
- 1:01:57Assim, o pensamento não é de né? Grandes mídias, isso continua
- 1:02:02inacessível assim, para os pequenos empreendedores, né?
- 1:02:06Mas formar uma comunidade, isso é viável, isso é viável?
- 1:02:09Vocês, como podcast, criar uma comunidade, então eu ia falar
- 1:02:13isso agora a gente estava conversando antes da gente
- 1:02:16começar o papo com vocês, que tipo, a gente tem uma comunidade
- 1:02:19de apoiadores, assim como vocês têm o nona no rodão, a
- 1:02:21comunidade de apoiadores que esperam coisas de nós, além do
- 1:02:24programa gravado, mas que acreditam na gente há, para além
- 1:02:27do programa gravado. Mas é óbvio, assim.
- 1:02:30O naru rodou, é? Vocês ainda dão um Monte de
- 1:02:32benefício? Eu acho que sim.
- 1:02:34O naru rodou danada para apoiador, sabe assim o apoiador,
- 1:02:39eu agradeço eles de joelhos, porque assim eles estão pingando
- 1:02:43lá todo mês, né? Uns reais pro pro projeto
- 1:02:47simplesmente que Costão do projeto sabe acreditam que fala
- 1:02:52sobre ciência importante, acreditam que trazer ciência
- 1:02:56para a sociedade leiga é importante simplesmente por
- 1:02:59isso, sabe assim o cara que tá cerveja, tesão, ele tem uma puta
- 1:03:02cerveja ainda, entendeu? Então ele vai conseguir criar
- 1:03:05essa comunidade, se ele mirar nisso assim, sabe?
- 1:03:08Eu acho assim, comunidade realmente é a conversa.
- 1:03:12Não só das grandes empresas técnicos, mas assim eu acho que
- 1:03:15é a conversa sobre como se fazer comunicação e até por uma
- 1:03:19lógica, onde se você encontrar dentro da comunidade algo que
- 1:03:23seja uma mensagem de verdade, ampliada, uma verdade que se
- 1:03:28conecte com muito mais pessoas a partir da dinâmica que existe
- 1:03:32nessa comunidade, você não não necessariamente precisa dessas
- 1:03:35grandes tradicionais para você construir, que é o que vocês
- 1:03:39fazem, que é o que estou. Acho que tem um poder nesse
- 1:03:42processo de entender qual que é a verdade universal que existe
- 1:03:47na comunidade que você for criar.
- 1:03:48Exato e aí ao formar comunidade. Você vai identificar aquelas
- 1:03:53pessoas que têm poder de influência dentro da comunidade,
- 1:03:57sabe? Sim.
- 1:03:58Eles aqui vão fazer essa comunidade crescer, sim, então
- 1:04:02eu vou fazer 2 observações pra gente terminar, porque o Leandro
- 1:04:05fica aqui botando. Quanto tempo a gente está
- 1:04:06gravando, eu fico tensa. A primeira observação, você
- 1:04:10falou sobre a salve é esse é o nome da marca, né?
- 1:04:12É quem salve é isso, é SALLV essa marca.
- 1:04:18Ela talvez não faça a mídia man, streaming e tal, mas ela faz a
- 1:04:22maior mídia de podcast do Brasil, que é não inviabilize
- 1:04:26agora, mas sim, não, tudo bem, mas sim porque eles têm um
- 1:04:30pensamento de comunidade total, entendeu?
- 1:04:32Então eles falam assim, que o que comunidade eu quero falar?
- 1:04:35Exato. E aonde está a minha comunidade?
- 1:04:38E é, não romantiza. Existe uma estratégia de
- 1:04:40comunicação pesada lá, até por outra lógica, é por outra e tudo
- 1:04:44bem, claro. Sem dúvida não.
- 1:04:46Gente, não tem nenhum problema, não tem nenhum problema de ter
- 1:04:50aí a segunda coisa é falando de uma gigant taça.
- 1:04:53Estamos falando de Globo, falando de Globo, a Pampa aqui,
- 1:04:55né? Globo paga nós.
- 1:04:58A Globoplay pagou a ace Derrick, eu imagino que vocês conheçam se
- 1:05:03não conhecem, por favor conheçam que começou como 11 Instagram
- 1:05:07para vender agenda, tá? Agenda fofinha tem uma
- 1:05:09personagem, uma papelaria, a papelaria, coisa de papelaria,
- 1:05:12vender agenda ace the hype. Eles começaram a produzir
- 1:05:16conteúdo, vídeos e rios e et cetera visualizaram alguns em
- 1:05:21aquela época do cringe et cetera, começaram a fazer
- 1:05:24público. Ou seja, eles vendem agora
- 1:05:26agenda continuam vendendo, aumentaram a quantidade de
- 1:05:29produtos que estavam fazendo propaganda para a Globoplay,
- 1:05:31entendeu? Então, o conteúdo que a gente
- 1:05:35falou lá no começo é uma das coisas que a gente bate muito
- 1:05:37quando alguém procura a gente para fazer qualquer coisa.
- 1:05:39Gente, olha só, não adianta. O post 3 store e por favor vocês
- 1:05:44tem que produzir conteúdo aí também.
- 1:05:45Mas não adianta só foto de produto, falta de produto, cara,
- 1:05:47talvez seja o que menos vende no universo, entendeu?
- 1:05:50Então, enfim, é complicado. A mensagem que fica é que SIM, 1
- 1:05:55bom perfil, com uma comunidade aquecida, como é OA foder e vai
- 1:05:59vender bastante para uma comunidade que tem aquela
- 1:06:02sinergia, um podcast que tem uma comunidade aquecida, vai vender
- 1:06:05bem para aquele nicho, então é isso.
- 1:06:08Cervejarias anunciem consulta de lucro, porra, a gente fala com
- 1:06:12nisso que vocês querem falar no Casseta, é isso?
- 1:06:15Apenas a simples como isso? Agora eu vou fazer uma proposta,
- 1:06:19usar usar, quer terminar com cada um cantando um de inglês?
- 1:06:24Me maldade. Eu amei muito amor e eu já sei
- 1:06:29vários o que Leandro fez uma cara de cu ali pra mim, porra de
- 1:06:33cerveja ou qualquer uma, qualquer um, qualquer um que
- 1:06:36você quer conectar com amor com a memória afetiva, com esse
- 1:06:40negócio que está dentro do nosso coração, caralho, que maldade e
- 1:06:44outra que eu amo muito e eu canto até hoje alguns os
- 1:06:47jingles, gente, jingle, um negócio muito maravilhoso,
- 1:06:50nossa, eu sei, vários também, não é?
- 1:06:52Digo, é uma coisa aqui, né? Do ponto de vista assim, de
- 1:06:55comunicação foi diluindo e a algo que.
- 1:06:58Realmente tem algo da publicidade que eu gostava.
- 1:07:01Era essa entrega. Tem que fazer um jingle.
- 1:07:04Essencialmente, é. Acho que é um dias.
- 1:07:07Ela mais se aproxima da arte assim, né?
- 1:07:10É. Mas assim o jingle ele foi
- 1:07:15definhando junto com a relevância da mídia, rádio
- 1:07:18assim, né? Então, mas ele tem um papel
- 1:07:22importante sim, a para provocar memory habilidade, né?
- 1:07:25Então é muito mais fácil guardar uma música do que um discurso,
- 1:07:29então, total, alguém tem algum? Eu tenho vários, eu posso
- 1:07:33começar, vocês quiserem, tem vários, começa vai iludir esse é
- 1:07:37seu momento, vai lud, então eu não sei se a música começa nesse
- 1:07:41lugar, eu canto malíssimo mas enfim, vocês vão ter que me
- 1:07:43aturar, tá, vai, quero ver você não chorar não olhar pra trás
- 1:07:50nem se arrepender do. Que faz?
- 1:07:54Quero ver o amor crescer, mas se a dona se ter, você resistir e
- 1:08:00sorrir. Bom Natal, um Feliz Natal, muito
- 1:08:06amor e paz pra você. Aí vem um menininho, todos da
- 1:08:10florido. Sensacional, se não me engano,
- 1:08:17era uma propaganda da caloi. Não, não era caloi caloi era de
- 1:08:21bicicleta. Não, nem lembro, gente não, isso
- 1:08:25não era calor. Monark não, não era bicicleta é
- 1:08:30não era a bicicleta, não era bicicleta, era o quê?
- 1:08:33Era de panetone, não era? A gente tá falando no gingou, eu
- 1:08:37vou descobrir, não acho que não era panetone também acho que não
- 1:08:41vou descobrir vai lá que vai você, Rafa, não, eu tenho 2
- 1:08:44assim 2 vai humilhar a esculachar só no roubo o meu.
- 1:08:50Um aqui, assim a galera acha. Eu gosto muito de hippie hop,
- 1:08:53né? E a galera acha que eu gosto de
- 1:08:55hip hop porque há, sei lá, fica bamba, ta?
- 1:08:58Nada disso. Onde eu aprendi hip hop foi no
- 1:09:01etiquetas e rótulos, adesivos. Ali, onde tem aula essa vez no
- 1:09:07xampu, na bolinha, eu achei. Escrevi aqui qual foi nesse
- 1:09:10lugar que Eu Acredito que roda? Marco Collor etiqueta etiqueta
- 1:09:15IVA. Muito bom, é isso.
- 1:09:21Não era o meu, não. Qual era o outro, Rafa, o outro
- 1:09:24que eu amo, esse é da ronda. Eu acordei.
- 1:09:31Pois o meu filho, ela. Foi pra minha cama lá.
- 1:09:37E depois dormir. Aí eu fui tomar café e deitei na
- 1:09:43cama, peguei uma pijama, já fui logo pra cama e é isso, era
- 1:09:47muito bom. Eu fui pra minha cama.
- 1:09:50Na cama com pegida tem que ser mais do que isso.
- 1:09:58É do Chester, assim, comercial não.
- 1:10:00Esse é da ronda, é do do Chester para moto Honda, não é isso?
- 1:10:04Acho que é isso exatamente, exatamente.
- 1:10:06Aham, chance. Ator pra moto da Ronnie é
- 1:10:08sensacional, então o meu dingoo era do banco nacional.
- 1:10:12Há boas relacional, isso mesmo, mas era de Natal mesmo.
- 1:10:16Caraca, era de Natal, era de Natal, mas era do banco
- 1:10:19nacional. Há e tinha a segunda parte,
- 1:10:22aquela que o Natal existe, que ninguém é triste que nem num dá
- 1:10:28sempre amor isso aí o Natal cara, é muito bom vocês, gente
- 1:10:34impressionante, bom, quem vai ser o próximo?
- 1:10:36Quem o Leandro pode ir? Leandro, cara, eu vou entrar
- 1:10:39logo então com o elefante é fã de parmalat, amo o porco cor de
- 1:10:44rosa e o macaco também são o panda e a vaquinha só querem
- 1:10:49parmalat, assim como a foquinha o vinho e o leão.
- 1:10:54O gato mia, o cachorrinho late, o rinoceronte só calei.
- 1:11:00Parmalat mantém o seu filhote forte.
- 1:11:03Vamos lá, trate seus bichinhos com amor e parmalat.
- 1:11:08Tomou aí, tá vendo, cara? Cara maravilhoso, a galera sabe
- 1:11:15do começo ao fim, gingou a foda, meu jingle é foda, foda, mas
- 1:11:20isso a culpa disso é do Casseta e planeta, que fez uma versão
- 1:11:24maravilhosa, procura aí pelo amor de Deus, são do Casseta e
- 1:11:30planeta. Agora quem você não vai fugir
- 1:11:32agora é só você. Eu vou mandar uma das antigas,
- 1:11:35tá? Quando eu era criança, eu lembro
- 1:11:37que eu era criança e adorava esse jingle.
- 1:11:40Era das balas. Kidz tinha uma marca de bala que
- 1:11:44chamava ketsui porra boa, que matava todo mundo, não que
- 1:11:48matava. Era soft isso.
- 1:11:50Essa era soft soft aqui, matava, era soft, a quisera mastigável,
- 1:11:54mas ela na verdade era Alegria dos dentistas, né?
- 1:11:57Porque arrancava. A nossa aliteração é, eu digo,
- 1:12:00era assim, é um menino na frente de um Baleiro rodando e a música
- 1:12:04era roda, roda roda Baleiro, atenção, quando o Baleiro parar,
- 1:12:10punha mão, pega a bala mais gostosa do planeta, não deixe
- 1:12:14que a sorte sem prometa. Bala de leite kids, a melhor
- 1:12:19bala que há, bala de leite kids quando baley no Pará.
- 1:12:30Maravilhoso, cara. Ele encerrou a do de você deu a
- 1:12:35melhor ideia, amento parabéns eu, eu, a publicitária enrustido
- 1:12:39em mim, meu, não sou assim, ó ai, poxa, a gente terminou.
- 1:12:44Total total, muito. Bom, muito bom, muito bom, muito
- 1:12:49bom. Vou deixar o último recado aqui
- 1:12:51que a gente pesquisou e parece. Parece.
- 1:12:53Pode ser que que não seja real, mas um dos primeiros jingles foi
- 1:12:57uma martinha, composta por tari, Barroso e Bastos, tigre e
- 1:13:02cantada por Lando Silva em 1934. Meus amigos, chamada martinha,
- 1:13:08chope em garrafa Brahma, chopp engarrafa.
- 1:13:13Querido, em todo o Brasil. Corre longe a planta papa corre
- 1:13:19longe a planta papa é igualzinho ao que Brasil.
- 1:13:23A sopa a gente vai deixar o link desse vídeo no post pra galera
- 1:13:29dar uma assistida nessa brincadeira e ele, é importante
- 1:13:32lembrar que a cerveja ficou isso na minha cabeça quando eu fui
- 1:13:36ler, tomei um pouquinho sobre a história, foi criada por uma
- 1:13:38mulher, isso já devia dizer tudo na forma como a gente pensa,
- 1:13:41cerveja no mundo, né? Foi criado por uma mulher total.
- 1:13:50Bom, muito obrigada a quem muito obrigada, Rafa, foi um prazer
- 1:13:53inenarrável pelos conosco. E se a Rafa quiser?
- 1:13:57Ou quem também quiser trocar ideias sobre a pesquisa pra
- 1:14:00gente falar sobre esse assunto, trazer luz do tipo, usar dado a
- 1:14:04seu favor seria incrível para nós e eu acho que para o mercado
- 1:14:07cervejeiro como um todo, então muito obrigada, mais uma vez foi
- 1:14:09um prazer tremendo. Obrigado a vocês pelo papo
- 1:14:11deles. Obrigada, viu?
- 1:14:12Obrigado gente, valeu sempre muito legal, obrigado gente,
- 1:14:16adorei o papo e quem tô querendo mandar um e-mail pro lado rodou
- 1:14:19porque eu eu fico ouvindo os ouvintes que mandam e-mail com
- 1:14:22perguntas e eu fico assim, eu ainda vou mandar uma, eu achei a
- 1:14:26minha quem eu achei a minha, vou mandar manda, manda a única
- 1:14:30coisa que eu vou te pedir é paciência.
- 1:14:33Maravilha, porra. O quem tá igual?
- 1:14:35A déia Freitas, íntima é deve ter 9000 reperguntas?
- 1:14:38Não, não, não. Diferente da defreitas, que deve
- 1:14:42ter um problema de quantidade mesmo.
- 1:14:44A gente tem um problema que é assim, a gente só grava o
- 1:14:46episódio quando alta e acha que tem estudo suficiente para
- 1:14:52afirmar alguma coisa, certo? Ele entendeu.
- 1:14:54Então, assim, se você fizer uma pergunta aí só tem 2 estudos,
- 1:14:58sem revisão de pares. Aí ele falou, não tem evidência
- 1:15:02aí não dá, não tem sinergia, não tem aderência, não tem
- 1:15:04evidência. Eu acho que se eu fizer essa
- 1:15:06pergunta no chat gpt ou no Google, eu vou encontrar a
- 1:15:10resposta, mas não é tão bom quanto eu vi vocês, então.
- 1:15:12Anão a resposta você encontra até no Google, então pronto a
- 1:15:17resposta, fazendo as pinhas com as mãos sendo.
- 1:15:22Gráfica o valor do naru rodou. Não está na resposta, não está?
- 1:15:26Se isso não, não é. Essa onda está No No que a gente
- 1:15:30fica divagando em torno da pergunta assim não, numa
- 1:15:33compilação quase sociológica sobre os temas, é maravilhoso a
- 1:15:37pequena cabeça zero complexa do quem né?
- 1:15:41Maravilhoso, mas é pra poucos caminhos, Maravilha.
- 1:15:46Encerrando o programa do jeito que a gente gosta, agradecendo
- 1:15:49os mecenas que nos ajudam a manter a Independência criativa
- 1:15:52dessa bagunça que a gente faz aqui toda semana, Wagner danta e
- 1:15:55Jessica Mancini, Diego Santos, Sandro Linhares e Otávio Augusto
- 1:15:59a gente só leu algumas, tá? Porque agora a gente é uma horda
- 1:16:02de pessoas maravilhosas. Bom, meus amigos, Leandro, o que
- 1:16:05que a gente fala no final desse programa, vamos ver se aprendeu.
- 1:16:08É semana que vem, até o Rafa fala direito, caralho, mas vou
- 1:16:13te dar aquela pequena frustrada, bom, bom até semana que vem.
- 1:16:24Beba menos, beba melhor, beba com moderação.
- 1:16:35Este podcast foi editado por play áudio.