Latest / Surra de Lúpulo / A teoria do cafezinho aplicada a cerveja. Papo com Cláudio Rabelo | Surra #234
Transcript
- 0:08Hipacondriaca apresenta... Oi pessoal, bom dia, boa tarde,
- 0:17boa noite. Eu sou Ludmilla, mais conhecida
- 0:20no Instagram como Ivacondreca. E no programa de hoje, meus
- 0:25amigos, a gente trouxe o professor e publicitário Cláudio
- 0:29Rabello para falar sobre a teoria do cafezinho.
- 0:33E a gente vai tentar fazer com que ele nos ajude a adaptar essa
- 0:37teoria maravilhosa à cerveja artesanal, que quando vocês
- 0:41começarem a ouvi-lo explicando, vocês vão entender que tem muito
- 0:44mais a ver com a cerveja do que a gente imagina.
- 0:49Mas, antes de pedir que o nosso convidado dê um alô, a gente
- 0:51quer passar um recado muito importante.
- 0:54O Clube Cozalinda está de volta com força total.
- 0:58Para fazer parte da Cozarada, você pode escolher por três
- 1:01planos diferentes. Para assinar, acesse o site
- 1:05cozalindadeloginha.lojavirtualnuvem.com.br e escolha o plano certo para
- 1:12você. O melhor de tudo, que quem é
- 1:14mecenas tem condições especiais e um desconto de até dezessete
- 1:19por cento pra pagar no Pix. Você não vai ficar de fora
- 1:24dessa, né? Vamos deixar o site na descrição
- 1:27desse episódio e também no nosso blog pra você poder fazer a sua
- 1:30compra. Agora sim, Cláudio, dá um alô
- 1:37pra galera conhecer a sua voz. É isso aí, pessoal.
- 1:40Tudo bem? Bom dia, boa tarde, boa noite.
- 1:42Tá? Uma honra estar aqui.
- 1:43Bem-vindo, Cláudio. Muito bom ter você aqui pra
- 1:46bater esse papo com a gente e tomar esse cafezinho com você,
- 1:49né? E eu sou o Leandro, mas hoje
- 1:51vocês podem me chamar do Três Corações.
- 1:54Seguindo aqui toda a vibe da teoria do cafezinho.
- 1:59A gente costuma ou não beber alguma coisa durante nossos
- 2:02bate-papos, Cláudio? O que você está bebendo por aí?
- 2:05Rapaz, olha, eu ia comprar minha Heineken Zero.
- 2:08Boa! Mas eu estou bebendo uma água
- 2:10aqui. Eu vi até um post da Ludmilla
- 2:12falando que ficou um tempo sem beber.
- 2:14Eu fiquei um tempinho, agora estou deixando só para o fim de
- 2:16semana. Então hoje eu vou ficar daqui a
- 2:19pouquinho mais na minha Heineken Zero.
- 2:21Já tomei meus cafezinhos por hoje.
- 2:24Mas tá valendo, né? Porque tem o malte também, tem
- 2:26malte. Sim, tá valendo.
- 2:28E aí, Lud, você? Hoje eu tô aqui me dividindo em
- 2:32a minha água habitual e a minha Coca Zero.
- 2:36Já que é pra ter refluxo, eu vou ter refluxo com motivos, meus
- 2:39amigos. É isso.
- 2:42E você? Meu café Três Corações, passado
- 2:46no filtro V-Sessenta Rário. Tá bebendo...
- 2:50E caraca. É, vai.
- 2:52Gastou um VCC da Rário contra as corações.
- 2:55Tá bom demais. Gastei com você.
- 2:58Com você. Ah, então tá.
- 3:00Então tá bom. Tô me sentindo merecedor.
- 3:02Eu tô bebendo, sabe o quê? Água.
- 3:05E eu vou beber água durante um bom tempo pra pagar o sábado, o
- 3:09aniversário do meu filho, que fez dezoito anos.
- 3:12E aí eu tenho que pagar essa celebração.
- 3:15Você é muito gogó, você vai me perdoar?
- 3:17Toda hora, toda hora tu fala assim, vou ficar dez dias, vou
- 3:20ficar quinze dias. Mas eu fico.
- 3:22Quando eu falo vou ficar dez dias, eu fico.
- 3:24Quando eu falo quinze, eu não compro não, mas dez eu compro.
- 3:28Cara de pau, Leandro. E você aí que está nos ouvindo,
- 3:41bebendo água, cerveja, zero, não importa, se quer ajudar a gente,
- 3:45mas a grana está curta, não tem problema.
- 3:48Ajuda a gente a chegar mais longe.
- 3:50Basta enviar o link desse episódio para um amigo que gosta
- 3:53de cerveja artesanal, de cafezinho, de marketing, de
- 3:56tudo. Ou compartilhar nas suas redes
- 3:59sociais, marcando a gente. Estamos em diversas plataformas
- 4:03de streaming, mas o coração enche de amor quando rolam
- 4:08aquelas cinco estrelinhas no Spotify.
- 4:11Agora, se fechar o combo cinco estrelas mais comentário, a
- 4:16gente pira de alegria, porque é a união que traz a força.
- 4:19As avaliações ajudam as plataformas a entenderem que o
- 4:23nosso conteúdo é relevante e melhoram muito a distribuição
- 4:27dos episódios. Ou seja, em outras palavras,
- 4:30ajuda a gente. Vamos logo começar, né, pra
- 4:43gente não ficar prendendo o Cláudio aqui.
- 4:45Exato. E a gente poder trazer esse
- 4:47assunto tão quente pra essa mesa.
- 4:50Então vamos lá, né, Cláudio. Se você puder explicar pra gente
- 4:53o que é a estratégia do cafezinho e quais são as
- 4:58conexões possíveis que ela pode ser feita com a cerveja, seria
- 5:02legal também comentar como surgiu essa ideia da estratégia
- 5:06do cafezinho. Então, o nascimento da
- 5:08estratégia, o que é e como é que a gente conecta ela com a
- 5:12cerveja. Maravilha, né?
- 5:13Bom, então, a estratégia do cafezinho, né?
- 5:16Ela é a continuação, é praticamente a continuação de um
- 5:19livro que foi best-seller por quase três anos na Amazon.
- 5:23E era um livro independente, que era o Faixa Preta em Publicidade
- 5:26e Propaganda. Ele tinha sessenta e nove
- 5:27edições de estratégia. E aí, quando eu estava fazendo o
- 5:31livro, ele foi aprovado pela maior editora de negócios do
- 5:34Brasil, a editora Alta Books, que até lança os livros do
- 5:38Felipe Gottler aqui no Brasil, aquele livro Pai Rico, Pai
- 5:41Pobre, também é da Alta. Quando eles aceitaram publicar
- 5:43meu livro novo, estava quase terminando e eu vi, peraí, essas
- 5:47seis grandes áreas estratégicas têm tudo a ver com café.
- 5:50E eu vou te dizer mais, tá? Tem tudo a ver, eu brinco, quem
- 5:53fala assim, pô, mas eu não gosto de café, o que eu faço?
- 5:55Falei, você pode trocar por estratégia da Airfryer ou
- 5:58estratégia da Veja especial. Porque se enquadra também, tá?
- 6:02Esses seis objetivos se enquadram.
- 6:04Que é mais ou menos o seguinte, né?
- 6:06O café, ele desperta a sua atenção.
- 6:09Não desperta? Ele serve pra acordar?
- 6:10Uhum. Então ele é pra gente lembrar
- 6:12das lições sobre publicidade. Que o objetivo é despertar a
- 6:15atenção, né? O awareness.
- 6:18O café é algo que a gente ama, né?
- 6:21Porque tem falado que eu amo o café, eu amo.
- 6:22Quem gosta de cerveja artesanal, por exemplo, é apaixonado.
- 6:25Então é pra lembrar da gente de propaganda, os princípios da
- 6:27propaganda, o brilho no olho, mitologia de marca.
- 6:30O café, ele é versátil nas entregas, assim como a cerveja
- 6:33artesanal, né? Você tem os diferentes tipos de
- 6:35taças, diferentes formas de entregar a cerveja no growler,
- 6:38por exemplo. E aí é pra gente lembrar a
- 6:40experiência do usuário, UX. O café, ele parece um cafezinho
- 6:44simples, mas ele é um mercado complexo.
- 6:46É assim como a cerveja artesanal.
- 6:48Então, é pra gente lembrar de marketing, o gerenciamento do
- 6:51ecossistema do mercado. Ele é algo que você não toma
- 6:53sozinho. Você sempre chama alguém, vamos
- 6:54tomar um cafezinho? Você chama alguém, vamos tomar
- 6:56uma cerveja? Então, ele é pra lembrar de
- 6:59growth, estratégias de hipercrescimento.
- 7:01E ele é multissensorial. É o visual, é o paladar, é o
- 7:05cheiro, é o olfato. Então é pra gente lembrar de
- 7:09branding, né, também, que é a elevação do valor da marca por
- 7:12meio do uso da sensorialidade. Então a estratégia do cafezinho,
- 7:15eles são quarenta e nove lições, ele é um canvas, mas ele usa
- 7:18essas lembranças do café, ou no caso aí, as lembranças da
- 7:22cerveja artesanal, pra gente botar numa parede e lembrar todo
- 7:25dia se a gente tá fazendo publicidade, propaganda,
- 7:28marketing, branding, growth e UX pra qualquer que seja a nossa
- 7:30marca. Muito bom, cara.
- 7:32Pega agora, sobe os créditos. Tell the world how we Acabou.
- 7:39Acabou, porra. Acabou.
- 7:42É aquele final do meio delírio. Acabou.
- 7:44Acabou. Acabou.
- 7:46Muito bom, cara. E é legal porque você não está
- 7:49indo naquele caminho, como você falou do Kotler, você não foi
- 7:52pelo caminho das definições de produto, das definições de
- 7:55preço. O olhar é muito voltado para o
- 7:58consumidor, para o usuário. Isso aí.
- 8:01Então, o Faixa Preta Publicidade e Propaganda, por exemplo, eu
- 8:04dividi a gente passando de faixa na introdução, nos conceitos
- 8:10importantes para quem trabalha com o sistema da estratégia, nos
- 8:13contextos contemporâneos que ele acontecendo hoje, e o livro era
- 8:16de dois mil e dezoito, Faixa Preta, e nas ferramentas.
- 8:20Então, quando você chegava na parte das ferramentas e na
- 8:23conclusão, você tava indo pra Faixa Preta, né?
- 8:25Que é o início. Entendi.
- 8:27Eu ganhei a Faixa Preta depois de quatro anos treinando luta, é
- 8:30o começo, né? Pra eu começar a me tornar um
- 8:32bom lutador. No caso do Café aí, é o que vem
- 8:34depois, né? Então, ele veio aí, é um livro
- 8:36do ano passado, né? Ele tá recente ainda e a gente
- 8:39tem muito esse foco no tendência, o que que tende a
- 8:42acontecer, Como que a gente analisa o que está acontecendo
- 8:45hoje e projeta o que nós devemos fazer estrategicamente.
- 8:49E tudo é marca, né? Quer dizer, tudo é uma marca,
- 8:52né? O podcast é uma marca, uma
- 8:54pessoa é uma marca, um artista. Então, é para isso.
- 8:58Ele se aplica a todo mundo. Muito legal.
- 9:00Perfeito. E você já puxa o gancho para a
- 9:03minha próxima pergunta, que tem justamente a ver com tendências.
- 9:08Então, na sua visão, quais tendências emergentes no campo
- 9:12da publicidade e sociabilidade podem influenciar o futuro de
- 9:15uma marca? E como as empresas podem se
- 9:18adaptar a essas mudanças? Eu assisti uma quantidade de
- 9:21conteúdo do Cláudio inominável e tem uma frase dele falando que
- 9:26tendência não é modinha. Tendência é o que não está
- 9:30acontecendo ainda, mas sim uma análise do passado e do presente
- 9:34para tentar entender o que vai acontecer.
- 9:38Se é que eu peguei bem esse ensinamento, professor.
- 9:40Então, conta pra gente um pouco assim, o que você tem enxergado
- 9:45do que pode ser tendência na publicidade e na sociabilidade
- 9:49pra influenciar o futuro das marcas, né?
- 9:51O que as empresas fazem com isso?
- 9:53Então, você capturou perfeitamente, porque é
- 9:55exatamente isso, né? Você tem que analisar o passado,
- 9:59olhar pro presente e ver o que tende a acontecer.
- 10:03Tem muita gente seguindo modinha e chamando de tendência.
- 10:07Então, assim, isso não é tendência.
- 10:08Então, assim... Uma tendência, tem algumas, mas
- 10:12uma tendência que eu acho importante, pelo menos deveria
- 10:15ser para qualquer marca, é se libertar do produto.
- 10:19Eu vejo que algumas marcas muito poderosas estão se libertando do
- 10:22produto. Semana que vem eu vou dar uma
- 10:24palestra muito importante, por exemplo, para a maior rede de
- 10:28livrarias do Brasil. É um congresso deles que vai
- 10:31acontecer no Brasil inteiro. E essa é uma das lições que eu
- 10:34sempre falo em primeiro lugar. Então, se você olhar as grandes
- 10:36marcas hoje, você pensa, pô, nós somos uma rede que vende o quê?
- 10:39Livros, sabe? Livros.
- 10:41O livro impresso, ele pode, não estou falando que vai, mas pode,
- 10:46por alguma configuração de mundo, ruir.
- 10:49Pode ruir, assim como ruíram as videolocadoras, assim como o
- 10:52mercado da TV, e dos filmezinhos.
- 10:55Em suporte físico, ruíram também.
- 10:58Então, se uma marca quiser se manter, ela tem que se libertar
- 11:02do produto. Então, por exemplo, vamos dar um
- 11:04exemplo aqui para você. A Apple não tem nenhuma tradição
- 11:08em automóveis. Zero.
- 11:09Só que se eu abrir uma concessionária da Apple na
- 11:12esquina da minha casa hoje, falando que só vão ser
- 11:14produzidos dez carros no ano... E eu não vou nem te falar como
- 11:17vai ser esse carro, eu não vou mostrar o protótipo nem nada.
- 11:20Só vou falar o preço. Ele vai esgotar as vendas, vai
- 11:23esgotar isso em questão de minutos.
- 11:26As pessoas vão comprar um carro que elas não sabem o que vai
- 11:28ter, como vai ser, mas elas confiam tanto na marca a ponto
- 11:32de comprar um produto que nem é tradição dessa marca produzir
- 11:36isso. Ou seja, a Apple não é uma
- 11:38fabricante de telefones, foi o erro da Nokia, por exemplo.
- 11:41Então, vamos ver a Red Bull. A Red Bull não é um energético.
- 11:44Ela é a maior empresa de entretenimento do mundo hoje.
- 11:46Ela se libertou do produto. Eu falo que a Coca-Cola erra
- 11:49muito, porque ela é uma marca de refrigerante.
- 11:51Ah, mas tem a camisa da Coca-Cola.
- 11:53É a camisa da marca de refrigerante.
- 11:55O tênis da Coca-Cola, o tênis da marca de refrigerante. que é de
- 11:57refrigerante. Numa época em que todo mundo
- 11:59associa a bebida a fazer mal e as mães não têm mais coragem de
- 12:03dar para os filhos, sabe, a bebida.
- 12:05Então, eu acho que a Coca-Cola poderia ser uma empresa de
- 12:07entretenimento, ela poderia ser tudo, mas ela continua se
- 12:10focando em somos uma empresa de bebida.
- 12:12Essa é a primeira tendência. A outra, eu vou falar rápido
- 12:14aqui para não ficar falando sozinho, mas olha, o machine
- 12:17learning, a aprendizagem da máquina Os dados vão orientar
- 12:21algumas ações que nós vamos ter que tomar, mas sem perder de
- 12:24vista também a nossa capacidade analítica e a sensibilidade
- 12:27humana. O sucesso do cliente.
- 12:29Vamos dar um exemplo aí nas cervejas artesanais.
- 12:32Eu acho que é uma tendência da empresa pensar no sucesso do
- 12:34cliente, não só vender. Eu vendi, vou dar um exemplo
- 12:37aqui. Eu, quando comecei a beber
- 12:39cerveja especial, cerveja artesanal, cervejas especiais,
- 12:43Nunca saiu da minha cabeça que eu paguei para fazer um curso de
- 12:46cerveja, de cerveja trapista. Então eu fui convidado para
- 12:50aprender a degustar e a entender o universo das cervejas.
- 12:55Quem me ensinou isso, me ensinou por um preço muito bom, mas
- 12:58valeu muito a pena porque ele me inseriu no universo.
- 13:01Então ele me ensinou a ser cliente.
- 13:03A gente tem que ensinar o cliente a ser cliente desses
- 13:05modelos novos. Imagina a Uber no começo que
- 13:08surgiu, né? Quem que vai ter coragem de
- 13:09entrar no carro de um estranho? Se você não ensina para uma
- 13:12pessoa idosa como usar um aplicativo, você está perdendo
- 13:15um cliente. Se você não vende um produto e
- 13:19não vê se esse produto deu certo...
- 13:21Se o cliente tem continuidade com esse produto que ele
- 13:24comprou, vamos dar um exemplo aqui, o banco.
- 13:26O banco tenta me vender a vida inteira investimento.
- 13:29Ah, faz um CDB, investe, mas não seria melhor ele primeiro me
- 13:32ensinar investimentos? Se eu entendesse de
- 13:35investimentos, eu investiria no banco.
- 13:36Então é isso, ele tem que ver, não adianta ele me vender um
- 13:40investimento hoje, esse investimento dá errado, eu fico
- 13:43com medo, nunca mais faço, e ele lucrou curto prazo.
- 13:45Por isso que a gente fala que tem que produzir valor de longo
- 13:47prazo. Fora isso, a sustentabilidade e
- 13:50o storytelling também. Sustentabilidade a gente já
- 13:52sabe, eu não vou ampliar aqui, depois na conversa continua, mas
- 13:54o storytelling também, a marca hoje tem que contar a história.
- 13:58Sim. Esse lance que você falou dos
- 14:00bancos, por exemplo, foi uma solução que os bancos
- 14:02digitais... As fintechs encontraram, elas
- 14:06não foram pelo caminho de ter um ponto, que é ter uma agência
- 14:09para fazer o atendimento, ter o gerente que fica te ligando,
- 14:12não. Eles foram pelo outro caminho,
- 14:13que foi o caminho de educar o público, falar de vantagens,
- 14:17batendo naqueles pontos de incômodo que todo mundo tem com
- 14:19o banco, que é ter um atendimento ruim, que é ter taxa
- 14:24anuais, taxas. Porque não é uma taxa só.
- 14:27Se você tem a anuidade, se você tem a conta, você paga uma taxa.
- 14:30Se você tem o cartão de crédito, você paga outra taxa.
- 14:32Se você tem investimento, você paga a taxa.
- 14:34Eles bateram nesses pontos e foram para o caminho de e eu te
- 14:38ajudo a investir. Eu não te cobro nada e te ajudo
- 14:40a investir. Então, tem muito a ver com essa
- 14:42visão que você está trazendo do sucesso do cliente.
- 14:45Eu estou te ajudando a dar certo, que aí a gente vai dar
- 14:47certo junto. Isso é muito legal.
- 14:49Só para fazer um ponto de contato com isso que o Leandro
- 14:52comentou e que a gente bate muito nessa tecla quando a gente
- 14:56fala nos nossos programas, quando eu converso lá na
- 14:58Empacondrica, quando a gente fala aqui sobre formação de
- 15:01público. É um pouco isso.
- 15:03E o formação de público não necessariamente é só o exemplo
- 15:08que o Cláudio deu de você ensinar sobre... sobre uma
- 15:12cerveja, mas chegar e pegar na mãozinha dessa pessoa e falar,
- 15:15bom, primeiro bebe essa, depois bebe essa, que você tá muito
- 15:18acostumada com sabores e aromas muito iguais em todas aquelas
- 15:21que estão no supermercado, isso aqui é diferente, é bom por
- 15:24isso, é interessante por aquilo, blá blá blá.
- 15:27Então, formação de público que é uma tradução ótima, sucesso.
- 15:31Sim. E aí quando ele fala de
- 15:32storytelling, só me vem na cabeça a marca com talvez um dos
- 15:36maiores e melhores storytellings do mercado brasileiro na meia
- 15:40artesanal, que é a Juan Caloto, que é uma cervejaria de São
- 15:42Paulo. Os caras são especialistas
- 15:45nisso, enfim, te jogam nesse ambiente do faroeste, do saloon,
- 15:50inclusive ambientando o bar da marca dessa maneira.
- 15:54Então você atravessa a porta do bar, você tá dentro de um
- 15:58saloon, enfim, nesse ambiente, né?
- 16:01Muito interessante. É, toda uma experiência.
- 16:04Isso, né? No mercado de bebidas, se você
- 16:05for ver também, o Conchitoro, o Cazileiro, ele é storytelling
- 16:10puro. E quando você for na vinícola,
- 16:12eles vão falar, olha, não é nem de longe o nosso melhor vinho, o
- 16:15Cazileiro, mas é nosso vinho de entrada em qualquer país, porque
- 16:18todo mundo já conhece por causa do storytelling.
- 16:20O Johnny Walken, com aquelas histórias deles também, né?
- 16:23O Kip Walken. a forma em que ele constrói.
- 16:26Mas isso aí que a gente está falando aqui também é aquela
- 16:30diferença lá do inbound para o outbound.
- 16:33A maioria dos bancos faz o outbound.
- 16:35Seja investidor, invista. Está me vendendo tentando fazer
- 16:38com que eu invista. Já essas fintechs, o que elas
- 16:40fizeram? Elas fizeram um inbound.
- 16:42Olha, assistam o curso gratuito. Eu jogo uma cápsula de
- 16:47conhecimento. Você fala, nossa, que
- 16:49interessante. Saiba mais no nosso masterclass
- 16:51gratuito aqui. E aí você dá o seu e-mail,
- 16:54porque você quer assistir mais sobre aquilo.
- 16:56Você fica uma hora assistindo a marketing, ensinando sobre algo.
- 17:00Depois que você aprende, você sai encantado e fica querendo
- 17:04comprar o produto. Então é mais ou menos isso, né?
- 17:06A gente tem que hoje se focar muito nessa produção de conteúdo
- 17:09aí. Sim.
- 17:10Né? Desse jeito.
- 17:11E eu gostei muito mesmo de ouvir sobre a marca da cervejaria que
- 17:17se foca na temática. Eu também, eu gosto muito, eu me
- 17:21interesso, chama muito minha atenção.
- 17:22Eu lembro quando eu entrei nesse universo das cervejas especiais,
- 17:25das cervejas artesanais. Também o storytelling é algo que
- 17:29me prendeu. Aquela cerveja Deus chamou muito
- 17:33minha atenção na época. Também aquela cerveja, vocês
- 17:36viram o ritual que eu fiz na minha casa para tomar aquela
- 17:38cerveja pela primeira vez. Ela tinha história, por exemplo.
- 17:41Então, ela tem. Novamente, se conectando com
- 17:43café, ritual, formato de serviço, associação com ocasião
- 17:48especial. Leandro vai citar aí, noventa e
- 17:50cinco ocasiões especiais, que já nem mais são especiais, já é
- 17:52tanta ocasião assim, porra. Não, não, foram só cinco, no
- 17:55tiro noventa, foram só cinco, todas as garrafas estão
- 17:58guardadas aqui. Nunca joguei uma garrafa de Deus
- 18:00fora, todas elas estão guardadas aqui.
- 18:03Até porque deve ser pecado, não? Pode ser.
- 18:06Música Cara, a gente, olha só, tá muito bom porque tá
- 18:18entregando de bandeja, porque a gente tá falando de storytelling
- 18:20e de Deus. E a gente quer saber exatamente
- 18:22disso, né? Se é possível estabelecer um
- 18:25paralelo do storytelling com a Bíblia, cara.
- 18:28O que a gente pode aprender, assim, em relação... a religião,
- 18:33principalmente a Bíblia ali, com a propaganda disso, né?
- 18:36E o que a religião pode ensinar sobre storytelling, comunidade,
- 18:39pertencimento às marcas, é tanta lição sobre isso, né?
- 18:42Porque você tá falando entre... Por favor, não se ofenda quem
- 18:46vai ouvir as próximas sentenças que eu vou dizer, mas os
- 18:49cristãos são consumidores fiéis, consumidores de uma mensagem,
- 18:52consumidores de um conteúdo, e são fiéis, né?
- 18:56E aí, o que você pode fazer de paralelo, além desse aqui, que
- 18:59eu já taquei pedra em mim mesmo, já vou apanhar muito aí pela
- 19:01blasfêmia? Não, de jeito nenhum, porque,
- 19:05inclusive, o Martin Lindström, que é um dos autores que eu mais
- 19:07gosto, assim, no campo da propaganda, e no anterior, no
- 19:12Faixa Previsibilidade, eu botei também, né, dez princípios das
- 19:15religiões que se aplicam às marcas.
- 19:18Quando a gente fala de propaganda, inclusive a
- 19:19expressão propaganda, ela veio da Igreja Católica no século XV,
- 19:23que é do propagare. Eu falo isso, né?
- 19:25Imagina você propagar a fé cristã em mais de cinco mil
- 19:29quilômetros de território e você manter uma identidade.
- 19:32Você pode ver que você pode estar em Vitória, em São Paulo,
- 19:35pode estar em Manaus, pode estar em Sergipe, em qualquer lugar.
- 19:38Se você entrar numa igreja, o padre vai falar...
- 19:42E todo mundo junto, ele está no meio de nós.
- 19:45Todo mundo tem a mesma coisa que é feito, né?
- 19:47Como se fossem os slogans. As roupas também, né?
- 19:50São as mesmas. A estrutura física, a parte da
- 19:53identidade visual. Você pode ver que os rituais são
- 19:56os mesmos, né? Com os olhos, do batismo.
- 19:59Então, assim, tem tudo a ver com a marca, com as religiões.
- 20:03E quando a gente fala religião também, no Brasil a gente
- 20:05associa muito às religiões semíticas, como se fosse só
- 20:08assim, né? O judaísmo, né?
- 20:11O islamismo, o catolicismo, né? Mas a gente tem aí também as
- 20:17religiões do Japão, a gente tem as religiões celtas, a gente tem
- 20:22dos povos indígenas também. A religião no mundo, ela tem
- 20:28esses princípios todos. Então, assim, a sensação de
- 20:32pertencimento das religiões, as marcas criam isso. a
- 20:35grandiosidade, um líder carismático, os rituais.
- 20:40Então, vários desses princípios, a multissensorialidade, eles são
- 20:46usados para fazer o olho das pessoas brilharem, elas terem
- 20:50essa sensação de pertencimento, para olhar para as marcas como
- 20:53algo maior também, como algo fantástico, como algo mítico.
- 20:57As marcas se apropriaram disso, que é natural do ser humano, faz
- 21:00parte da nossa estrutura típica, se apaixonar por essas coisas.
- 21:05Eu já tinha ouvido falar de propaganda e religião.
- 21:09Mas a explicação não tinha me convencido, sabe?
- 21:11Aquela história do tipo assim... Mas agora fez mais sentido pra
- 21:17mim, sabe? Inclusive, quando a gente
- 21:20fala... A gente já falou aqui de
- 21:21comunidade. Cria comunidade, incentiva a tua
- 21:24comunidade. A tua comunidade vai comprar de
- 21:26você. Isso falando de publicidade, de
- 21:28marca... E que às vezes a gente fala
- 21:30comprar, parece num sentido negativo, mas na verdade a
- 21:34comunidade confia na tua dica, na tua...
- 21:38A palavra não é essa que eu tenho agora, mas é a que eu
- 21:40tenho nesse momento, na tua influência.
- 21:41Ela confia naquilo que você já experimentou, ela confia na tua
- 21:46terra prometida, entendeu? E aí a sensação de pertencimento
- 21:49também tá diretamente associada à comunidade.
- 21:51Então assim, cara, é muita... Quando a gente começa a entender
- 21:55que produção de conteúdo tem muito mais a ver... com o estudo
- 21:58da pessoa, com psicologia, do que com produção de conteúdo,
- 22:03pura e simplesmente, facilita muito.
- 22:06É que ainda assim é difícil aplicar, mas é mais psicologia.
- 22:09Social media tinha que estudar psicologia, eu acho.
- 22:12O que eu ia trazer aqui era o fato assim...
- 22:15É muito natural, o ser humano, a gente precisa materializar
- 22:20coisas, trazer significados. Então, a gente não pode aceitar,
- 22:25vamos de novo aqui, para não falar só do catolicismo, a gente
- 22:29não pode aceitar, por exemplo, dentro da matriz africana, os
- 22:33orixás sem uma imagem. Eles têm imagens associadas a
- 22:37eles. E pra marca é a mesma coisa, né?
- 22:40E aí volta, eu acho que é o livro que eu mais cito, porque é
- 22:43um livro que me fez explodir a cabeça sobre isso, que é o
- 22:46Sapiens, do Yuval Harari, quando ele fala que a ficção é um dos
- 22:50grandes elos que fez a gente evoluir, né?
- 22:52Porque a gente conseguir dar, criar coisas que todo mundo
- 22:56concorda que aquilo passa a ser um fato, então todo mundo
- 22:59concorda que aquela marca... E aí eu vou parar de falar de
- 23:01religião ou de deuses, mas todo mundo concorda que aquela marca
- 23:05tem uma personalidade, é fechar essa comunidade, é fechar esse
- 23:09acordo tácito. Então quando você fala tanto
- 23:12para o bem quanto para o mal, elogiando ou em detrimento de
- 23:15uma marca que você sabe que ela é questionável, faz todo
- 23:18sentido, porque você está dando essas características humanas a
- 23:22uma ideia. E aí você fecha esses elos que
- 23:26você está falando, Cláudio. Melhor ainda, né?
- 23:28Sobre-humana. As marcas, elas se tornam
- 23:30onipresentes, onipotentes e oniscientes.
- 23:32Sim. Eu falo que esse trabalho de
- 23:34marca é o que faz você olhar pra um artista, por exemplo, num
- 23:37show, o Taylor Swift, sei lá, e as pessoas lá ajoelharem no chão
- 23:41e começarem a chorar. Sim, sim.
- 23:43Sentir uma coisa ali... É diferente, tem alguém no alto
- 23:47de um palco. Então, por exemplo, as marcas,
- 23:49elas têm os líderes carismáticos, né?
- 23:51Quer dizer, o Silvio Santos, ele é como se fosse uma...
- 23:54Uma entidade. Exatamente, tem também o Mark
- 23:57Zuckerberg, o Richard Branson, as marcas não é só porta-vozes,
- 24:05elas criam também rituais, elas criam repetição também, elas tem
- 24:11a questão da propaganda do inimigo comum, Elas criam
- 24:14inimigos comuns, né? O Burger King com o McDonald's,
- 24:17né? O Globo com o SBT, né?
- 24:19Você pode... Política à direita e à esquerda,
- 24:22né? O grande mal.
- 24:23Quer dizer, a nossa marca, pra ela se tornar forte, a gente tem
- 24:27que eleger um grande mal pra gente combater.
- 24:30E aí cria essa sensação de pertencimento e isso aumenta.
- 24:33Você pode ver que no campo da política, os políticos aí...
- 24:37Você tem aí... Digamos aí no caso aí de São
- 24:39Paulo, mas não vamos ampliar isso, né?
- 24:41Aham. Mas você tem esses cinco
- 24:43candidatos, se dois começam a falar, sou eu contra você, você
- 24:47é o grande mal que representa aqui o combate, os outros três
- 24:51se apagam, porque eles não entram, mesmo que eles tenham
- 24:54propostas melhores, eles não vão entrar nesse campo de embate
- 24:58mitológico. Então, é isso que acontece na
- 25:01relação das marcas com as religiões.
- 25:04Cara, muito bom, muito bom. E o que a Lud estava trazendo do
- 25:07produtor de conteúdo, eu acho que encaixa com isso que você
- 25:10também está falando da parte da política, que a gente também
- 25:13está vivendo um cenário onde o que é entregue para a gente é
- 25:18aquilo que provoca mais reação nossa, que prende mais a nossa
- 25:23atenção e provoca mais reações nossas.
- 25:26Então, passa a ser realmente esse jogo de entender vieses,
- 25:30expectativas, interesses. E aí a gente pode explodir para
- 25:35Maslow, a gente pode explodir para Ken Wilber, a gente pode
- 25:38explodir para vários autores que falam sobre necessidades, falam
- 25:42sobre interesse, vieses. A gente explodir para isso, para
- 25:44falar, vou entregar nisso aqui, porque eu sei que isso aqui meu
- 25:47público vai responder. Que aí encaixa também com a
- 25:50necessidade das marcas, Se desassociarem do produto que o
- 25:53Claudio tá falando ali, né? Que você não tá mais falando só
- 25:56de ficar preso ao produto. Você tá falando que a tua marca
- 25:58é outra experiência. Ela traz outra coisa.
- 26:00O que que ela atende? Que é um exemplo muito bom disso
- 26:03aí. Pra você ver como é que uma
- 26:04marca quase se torna uma religião mesmo, no sentido de
- 26:07usar os princípios. Por exemplo, o que a gente tava
- 26:10falando, né? Ele tem o Heineken The
- 26:12Experience, que é um templo da marca.
- 26:15Eles criaram uma meca, um lugar de peregrinação, sabe?
- 26:18Pra você ir experienciar a marca.
- 26:22Eles têm uma música, acho que do Champions League, que você
- 26:24lembra, que eles patrocinam também.
- 26:26Então aquela música que eles sempre colocam também cria uma
- 26:28questão ritualística. Muito legal.
- 26:30Tem outras marcas que fazem isso bastante, assim, no mundo da
- 26:34cerveja também. Muito bom.
- 26:36É muito importante. Bom, a gente vai caminhando para
- 26:40a nossa quarta pergunta aqui. E aí, uma das coisas que me
- 26:43chamou muita atenção na sua formação, nos seus vídeos, você
- 26:46fala de semiótica, linguística, sociologia, antropologia,
- 26:50psicologia, filosofia. Olha!
- 26:54Seria legal se você pudesse compartilhar conosco algumas
- 26:58parábolas que se aplicam na construção de marca, alguma
- 27:01coisa legal que você traga aqui que as pessoas vão falar uau!
- 27:05E é óbvio, a gente convida todo mundo, o Claudio depois vai, a
- 27:07gente vai marcar o Claudio, óbvio, nesse post, vai estar no
- 27:10blog post também, o perfil dele é do TikTok, do Instagram, pra
- 27:13vocês seguirem, pra acompanhar, porque tem coisas muito legais.
- 27:17Então, se você puder aproveitar, senta que lá vem a história e
- 27:20contar uma parábola pra gente, ia ser muito legal.
- 27:23Então, não vou contar uma parábola específica, não, mas é
- 27:25legal que você falou isso mesmo, você estava falando assim,
- 27:27nossa, psicologia é muito importante, não é?
- 27:29É, muita gente acha, por exemplo, para fazer publicidade,
- 27:32basta ter uma sacadinha, falar uma frase, não é?
- 27:36É a mente humana. Então, para entender a mente
- 27:38humana, porque tem um anunciante que tem uma questão complexa
- 27:42para comunicar para um público que tem que entender de uma
- 27:44forma simples, a gente tem que entender de psicologia.
- 27:47Então, por exemplo, lá na psicologia, sobre as parábolas,
- 27:52a gente tem aí, para criar a mitologia das marcas, os
- 27:55arquétipos, as questões arquetípicas.
- 27:58Pensa que nossa mente é como se fosse um Windows.
- 28:00A gente não nasce aí como uma tábua rasa, né?
- 28:02A gente tem aí um certo inconsciente coletivo.
- 28:05Então, você pegar, por exemplo, algumas histórias aí que a gente
- 28:08vai ver, elas são universais. A disputa entre irmãos, né?
- 28:12Então, numa publicidade, numa marca, por que a disputa também
- 28:16na política, né? Ela envolve tantas pessoas?
- 28:19Por isso, porque faz parte da natureza humana se envolver
- 28:22nessa justiça, nessa disputa. Então, a disputa entre irmãos
- 28:25aí, você tem aí o Thor e o Loki, né?
- 28:28Então, assim, você tem, sei lá, Você vai ver um monte, assim,
- 28:32Isaú Jacó, sabe? Caim e Abel.
- 28:35Caim e Abel, Osíris e Sítio, sabe?
- 28:39Então, assim, se a gente for pegar essa questão arquetípica
- 28:43aí da disputa entre os irmãos, você tem muita coisa pra contar.
- 28:47Então, você tem aí o herói, né? Aquele que abandona o conforto
- 28:51da sua tribo, ele nega um chamado. e ele vai pra aventura.
- 28:55Quer dizer, isso tem em todas as histórias, você pode imaginar.
- 28:58Aquela pessoa que foi mandada ainda beber, abandonada, muito
- 29:03frágil, e ela é uma pessoa muito simples, abriu mão de tudo pra
- 29:07se tornar o escolhido. Você tem isso desde Poesia e
- 29:11Data, Matrix... né, Luke Skywalker, você tem aí...
- 29:15Super-homem? É, super-homem, então assim, tem
- 29:18história que não acaba mais, isso tudo, inclusive a questão
- 29:21do dilúvio, do homem feito do barro, da gente ter um duplo,
- 29:25né, uma dupla personalidade, que a gente é muito bom, mas a gente
- 29:27é confrontado com o nosso lado mal, como o Luke Skywalker...
- 29:31Isso vem desde Gilgamesh, que é a história mais antiga já
- 29:34encontrada na humanidade, que foi feito também um homem do
- 29:37barro, justamente para ser como se fosse um oposto para o rei
- 29:42Gilgamesh, para combater o lado primitivo dele.
- 29:46Isso aí é a nossa zona de sombra também, do nosso inconsciente, a
- 29:49parte obscura da personalidade. Então, aqui na publicidade tem
- 29:54aquele antigo do Campari, eu acho que é Campari, que é o Sou
- 29:57Você Amanhã, quer dizer... Então, assim, se a gente for
- 30:01estudar psicologia, a gente vai ver que isso é bem amplo.
- 30:05A sociologia, por exemplo, ela estuda a dinâmica da sociedade,
- 30:09que a gente precisa entender para fazer publicidade.
- 30:11A antropologia, por que um símbolo é tão importante?
- 30:14Por que uma frase causa comoção? Qual a relação do homem com os
- 30:17artefatos? Por que um relógio, uma
- 30:19pulseira, a pessoa está disposta a pagar mais caro por aquele
- 30:22símbolo de pertencimento? Ou uma camisa de um artista, né?
- 30:27Então, assim, a semiótica, como é que o sentido é produzido em
- 30:31diferentes contextos, qual o significado de uma cor.
- 30:34Então, assim, a publicidade é uma área muito transdisciplinar.
- 30:38Então, pessoal, quando eu vou dando aula dessas coisas,
- 30:41literatura, olha a base disso dá.
- 30:43Então, com o tempo é isso. A gente tem que estudar um
- 30:46pouquinho de tudo para... na área específica da publicidade.
- 30:49A estratégia, o marketing, a administração, que a gente tem
- 30:51que saber, os veículos, é muita coisa.
- 30:54Mas, assim, eu sugiro aqui para as pessoas isso.
- 30:57Deem uma olhadinha nas histórias, nessas parábolas
- 31:01todas, que tem tanto bíblica, as fábulas de Esopo, as fábulas
- 31:05chinesas, vocês vão ver que são histórias universais.
- 31:08Então, assim, se eu fosse indicar algo para as pessoas, é
- 31:11que elas leiam, leiam livros, leiam muito, que isso vai
- 31:13torná-las muito boas aí. na construção de história para as
- 31:16marcas. Eu acho que é uma habilidade que
- 31:18ninguém fala muito, eu vejo por aí, para o social media, para o
- 31:23gestor de publicidade. Eles falam muito para ler essas
- 31:27fórmulas, mas eles não leem a literatura universal.
- 31:30E é isso que vai dar a base, eu acho, para a gente fazer a
- 31:33estratégia boa mesmo, de verdade.
- 31:35Se eu puder dar uma calça reada no convidado, que isso aqui é
- 31:38raro, mas acontece de vez em quando.
- 31:40Ixi. Teve uma parábola que você
- 31:42contou que eu achei muito legal, mas é claro que eu não vou saber
- 31:45contar, porque o professor é você, tal, tal, tal, mimim, bom,
- 31:48bom, bom. Que é a do burro, sob
- 31:50expectativa. Ah, tá.
- 31:52Eu acho que essa valia contar porque ela se encaixa em tantos
- 31:56lugares. Então, alguém me corrigiu lá pra
- 31:59você ver como as parábolas são universais.
- 32:01Eu contei a história de um burro, da mulher e de um homem.
- 32:04Aí alguém falou, não, é um idoso, um garoto e um burro.
- 32:08Vamos contar do jeito que foi. Vamos contar do idoso, o garoto
- 32:11e o burro, né? Tava um garoto, o idoso e o
- 32:14burro. Poderia ser uma mulher ainda,
- 32:15pra gente acrescentar ainda, né? E aí, vamos contar uma história
- 32:18maior ainda. O garoto criança que tava no
- 32:21burro andando. E aí passou alguém e falou
- 32:23assim, nossa, que absurdo. O idoso andando a pé e a mulher
- 32:27e o garoto no burro. Menino cheio de saúde.
- 32:29Aí eles trocaram. Foi a mulher pra cima do burro.
- 32:32E aí todo mundo falando, nossa, que absurdo.
- 32:34O homem não sabe se impor nesse idoso aí, ó.
- 32:36Botou a mulher. O homem não se impõe.
- 32:39Era uma pau mandada. A mulher que tá no burro.
- 32:42E aí trocou, né? Depois botou o cara no burro.
- 32:45Nossa, que machista, não é cavaleiro, não deixa mulher.
- 32:48E aí os três foram pra cima do burro.
- 32:50E aí, nossa, que crueldade animal.
- 32:52Esses aí, todo mundo, que crueldade, três pessoas pra cima
- 32:54do burro. Aí os três foram fora do burro.
- 32:56E aí as pessoas que estavam na rua falavam assim, gente, que
- 32:59burrice, olha. Quem que é mais burro?
- 33:01Tem um burro aí, os três estão a pé, ninguém tá no burro.
- 33:04Ou seja... Nunca fica satisfeito.
- 33:08E sempre é isso, cara. Uma vez eu dei uma entrevista
- 33:11pra um programinha de YouTube há uns dez, doze anos atrás.
- 33:14Nem existia podcast na época. Nem chamavam de podcast.
- 33:17E eu lembro disso, né? Do cara falando comigo, que é
- 33:20meu amigo, né? Todo mundo quer criticar, né?
- 33:22Mas ninguém quer descer pro play, né?
- 33:24Sim. E aí, cara, quando alguém hoje
- 33:26me critica lá no TikTok, é até raro, pô, porque eu tento ser
- 33:29bem gentil com as pessoas, né, ou até na sala de aula, tentando
- 33:33mudar, não ficar ofendendo ninguém, mas mesmo assim as
- 33:38pessoas estão prontas a apontar um erro, sabe, uma falha, um ato
- 33:41falho. ou alguma coisa, né? Eu fico pensando, pô, cara, essa
- 33:44pessoa que tá tentando aí me criticar, ela tá me
- 33:47despotencializando pra eu parar de produzir.
- 33:49Então, assim, cara, o que a gente vai fazer com uma crítica,
- 33:52né? Aqui, por exemplo, tem esse
- 33:54podcast, você falou, pô, bota lá cinco estrelas, entendeu?
- 33:57O que custa fazer um comentário? Hoje a gente está num mundo em
- 34:01que está muito fácil todo mundo criticar tudo hoje, sabe?
- 34:05Apontar para o outro criticar, mas a pessoa que está criticando
- 34:07não quer fazer. Então, tipo isso, sabe?
- 34:12Eu fiz uma aula no TikTok bem longa, falei de filosofia,
- 34:15antropologia, psicologia, misturei tudo, e aí num ato
- 34:18falho bem rápido, não foi nem ato falho, foi uma metáfora, eu
- 34:21falei, é um músculo, é um cérebro.
- 34:22Foi uma das aulas minhas mais assistidas, inclusive.
- 34:25Só que eu tava querendo dizer, falando rápido, não que o
- 34:28músculo é um... Não, desculpa.
- 34:30Cérebro é um músculo. Eu não queria falar que o
- 34:32cérebro é um músculo. Eu queria falar que ele é uma
- 34:35massa orgânica, que ele é sensível, que ele é perecível,
- 34:39que ele é frágil, que ele é limitado.
- 34:41Só que imagina eu falar... linguagem e falando rápido no
- 34:44meio da coisa pra um TikTok de três minutos.
- 34:46Aí eu acabei falando, ah, o cérebro, ele é um músculo.
- 34:49Rapaz, apareceu um monte de gente, gente falando, nossa,
- 34:53você me matou com essa besteira que você falou, isso mostra o
- 34:57quanto... Que os jovens hoje estão
- 34:59precisando de educação. Tu falou que o cérebro é um
- 35:01músculo. Aí eu fui ver, cara, se tinha
- 35:04produção intelectual na pessoa que tava me criticando.
- 35:06E era uma senhora que tinha só um vídeo publicado dela usando
- 35:10um filtro do Shrek, entendeu? Então assim...
- 35:14Tentando falar, trazer pra redes, cara, um pouco de
- 35:17filosofia, de sociologia de graça, eu nem monetizo.
- 35:20E a pessoa que me criticava, ela tava botando dancinha com o
- 35:23filtro do Shrek. Nada contra, cara, assim também.
- 35:26Deixa a senhora fazer a produção de conteúdo dela, né?
- 35:29Até porque nem é meu negócio, sabe, TikTok.
- 35:31Meu negócio é da educação exclusiva.
- 35:33Eu faço ali mais como uma questão mesmo de...
- 35:36Uma filosofia minha de levar a educação pública pras pessoas.
- 35:40Mas é essa a parábola do burro. Perfeito.
- 35:42As pessoas criticam tudo por criticar, porque é mais fácil,
- 35:46né? Ô, Claudio, você tá falando e tá
- 35:48me fazendo pensar o seguinte. Eu tive uma aula uma vez e aí a
- 35:51professora falou sobre experiência do cliente,
- 35:54experiência do consumidor e tal. E ela virou e falou assim, a
- 35:58expectativa é a mãe das merdas. Quando você constrói uma
- 36:02expectativa em alguém, a chance disso dar um problema é
- 36:06gigantesco, porque você não controla o tamanho da
- 36:09expectativa que você construiu naquelas pessoas.
- 36:12Você construiu, mas você não controla o tamanho que ela
- 36:14chegou. Então você vai ter que entregar
- 36:16dentro daquela expectativa pra aquela pessoa, né?
- 36:19E a gente tá aqui o tempo todo falando de marca, ir além dos
- 36:22produtos, de contar histórias, de falarem de seus propósitos,
- 36:26de criarem comunidade, de entender como funciona essa
- 36:29relação de fidelização com o seu público e tudo mais.
- 36:34E é uma armadilha muito perigosa nesse universo você não
- 36:37construir uma expectativa Que é feita, sei lá, em pernas de pau,
- 36:44que é fácil de cair, né? Não?
- 36:45Você tá falando no caso meu, no caso das marcas, né?
- 36:48É, das marcas. Eu voltei pras marcas.
- 36:51Ó, pergunta, né? As marcas estão construindo
- 36:54expectativas muito grandes dentro delas.
- 36:57E aí qualquer falha elas podem desabar, né?
- 37:00Por água abaixo. Realmente, por isso que eu acho
- 37:02que é uma tendência, e até o que eu, como professor, cara, chegou
- 37:06uma época que o problema do nosso tempo hoje é a ansiedade,
- 37:10né? Ansiedade, a depressão,
- 37:11corafobia, lipofobia, terror noturno, é excesso de
- 37:15informação, informação... Os jovens hoje estão cercados de
- 37:19informação e de canais que eles são obrigados, quase, né?
- 37:22Obrigam a eles estarem... manipulando isso a cada minuto,
- 37:26e a gente também, né, não é mais suficiente só você ter uma
- 37:29graduação, já pede que você tenha uma qualificação
- 37:32diferente, que você veja isso, toda hora é a gente dando meme,
- 37:36né, isso, você é grosseiro se não olhar, você tem que ir mais
- 37:39eventos, você tem mais... redes, né?
- 37:41E aí o que acontece hoje? E aí eu vou falar pras marcas
- 37:44que elas têm que relaxar. Elas têm que ser mais humanas.
- 37:48As marcas mais humanas estão conseguindo ter melhores
- 37:50relações com seus públicos. As marcas que enganam muito,
- 37:54elas criam essa expectativa muito grande.
- 37:57Então é muito melhor você ser sincero do que você ser o
- 38:01maioral, do que você querer ser o maioral, querer ser assim,
- 38:05nossa, minha marca não falha nunca.
- 38:07Então hoje as marcas humanas estão se aproximando das
- 38:10pessoas, as marcas erram porque as pessoas erram.
- 38:14Vamos falar isso no caso dos professores, o professor era o
- 38:16detentor do saber. Eu dou aula há vinte e dois anos
- 38:20de faculdade, eu morria de medo de um aluno me pegar na mentira.
- 38:24Não tem nome do impostor, da gente descobrir que a gente é
- 38:27uma fraude intelectual, parece que eu nunca li o bastante, pode
- 38:30aparecer um aluno que sabe mais do que eu.
- 38:32Hoje nós estamos na era das redes, cara, eu tenho um aluno
- 38:34na sala de aula que é especialista em música, outro
- 38:36que já é formado em medicina e tá lá fazendo publicidade.
- 38:38fazendo publicidade. Tem cara que está fazendo uma
- 38:41disciplina optativa minha, mas ele já é formado em filosofia.
- 38:44Sempre vai ter alguém ou um aluno com o Google na mão que
- 38:48vai estar lá pronto para pegar a minha falha.
- 38:50Então eu já chego na sala de aula mostrando que eu sou humano
- 38:53e que eu estou lá para fazer o melhor que eu posso.
- 38:55Eu não tô lá pra ser perfeito. Ele vai aproveitar, ele vai
- 38:59pegar o que eu tenho a dizer e vai aproveitar o que tiver de
- 39:01melhor lá. Inclusive, se ele ver minha
- 39:03falha, ele me ajuda a melhorar. E eu acho isso com a marca
- 39:06também, sabe? As marcas têm ouvido, elas têm
- 39:09que parar de ser arrogantes. Eu vi o cliente falando, olha,
- 39:12você errou. E ela fala, pô, cara, obrigado.
- 39:14Você viu que a... Acho que foi a Brahma, não foi?
- 39:17Que chegou um tempo atrás. Tem nem se é patrocinadora ainda
- 39:19também, mas foi a Brahma. Também não.
- 39:22Infelizmente, meus amigos. Abrama, então, patrocina aqui o
- 39:25canal. Olha só, ela chegou, não sei se
- 39:27foi ela ou se foi a Skol, que falou no carnaval, vamos deixar
- 39:32o não em casa. E aí, não basta ter dito essa
- 39:36besteira, né, pra falar pra mulher deixar o não em casa,
- 39:40como deixou em pauta toda a história da propaganda da
- 39:44cerveja que depreciava a mulher como um objeto a ser abusado,
- 39:50praticamente. então não é nem na verdade só exposto não era
- 39:55exposição gratuita só do corpo da mulher, objetificação era até
- 40:00aceitação de um abuso, sabe cinco homens numa mesa de bar
- 40:04falando da mulher que passava e ela constrangida mostrando a
- 40:07propaganda, sabe? Então, assim, as novelas
- 40:10antigas, você for mostrar isso. Então, o deixo não em casa, ele
- 40:13é contraditório aos tempos, né, que eles chamam muito de mimimi
- 40:17hoje, mas que eu vou discordar, eu acho que é um aprendizado, a
- 40:19gente tá mudando pra melhor, a gente tá aprendendo.
- 40:21Total. E se uma mulher fala não, esse
- 40:24não é não, cara. Você não pode pegar no carnaval
- 40:27num braço de uma mulher à força e querer dar um beijo numa
- 40:29mulher. E ela falando não.
- 40:31E você falar não, minha filha, deixa o não em casa.
- 40:33Eu aprendi na propaganda de cerveja.
- 40:35Então o que a marca aprendeu? Ela pediu desculpa e aprendeu.
- 40:38Ou disse que aprendeu, mas pelo menos refez todo o significado,
- 40:42toda a produção discursiva dela foi mudada.
- 40:45Então assim, a Disney com os desenhos antigos, que tinha
- 40:49certa violência, o que incentivava... o tabagismo, ela
- 40:53coloca, olha, isso refletia os valores da época, hoje não
- 40:56reflete mais. Então, assim, a gente tem que
- 40:58aprender que a gente está mudando.
- 41:00Então, a marca tem que perder a arrogância a ponto de falar
- 41:04assim, gente, eu sou humano, vamos para frente agora, me
- 41:07ajuda a melhorar. Isso não tem jeito, porque a
- 41:11gente queira ou não, existe essa evolução natural e a gente vai
- 41:16ver isso na literatura, autores que estão sendo cancelados nos
- 41:20dias atuais, mas tem que ter um pouco do contexto histórico, do
- 41:25que aquilo representava lá atrás.
- 41:28Segue errado, mas enfim, a gente tem que dar uma contextualizada,
- 41:32não é aceito mais hoje e tentar realmente andar para frente, né?
- 41:36fosse falar sobre essa questão da literatura, sim, né?
- 41:38Só que a gente, justamente, por ele estar certo pra época e
- 41:41errado pra hoje, a gente ressignifica isso pras crianças.
- 41:44A gente não continua adotando como livro paradidático.
- 41:47Sim! Mas tem gente que não.
- 41:50Tem gente que pode acreditar que não.
- 41:51Esses livros antigos, essas coisas vão continuar como ideias
- 41:55paradidáticas. Tem marchinhas de carnaval que a
- 41:57gente não precisa de tocar pras crianças hoje.
- 42:01Tem algumas marchinhas de carnaval que são assim, e que
- 42:04tocam até hoje, sabe? E a gente não parou com a letra.
- 42:09E elas são muito racistas, por exemplo, sabe?
- 42:12Sim, sim, sim. E elas tocam até hoje.
- 42:15Então... ressignifica, né, a gente olha e fala, olha, num
- 42:18museu isso faz parte da história, pra um adulto estudar,
- 42:21pra um adulto olhar, não precisa de necessariamente julgar com o
- 42:24olhar de hoje, né, o compositor da época, né, embora a gente
- 42:29julga sim, porque a gente ressignifica, a gente julga
- 42:31justamente pra não repetir os erros do passado, né, mas quando
- 42:34isso cai, é igual o conteúdo adulto pro público infantil, né,
- 42:38a publicidade mesmo, hoje tá regulamentada, ainda bem,
- 42:41Antigamente não era. A gente entupia a criança de
- 42:43porcaria. Então, assim, hoje a gente já
- 42:46repensa isso com as crianças, né?
- 42:48E aí, tomara que o mundo fique melhor, né?
- 42:51Essa que é a intenção. E não encher o mundo de mimimi
- 42:54igual onde a gente fala. Pelo contrário.
- 42:56Não, pelo contrário. Com certeza.
- 43:08Já que a gente tá falando disso também, nossa, tá um festival de
- 43:11gancho pra próxima pergunta maravilhosa, né?
- 43:12A gente falou de cancelamento, a gente tá falando dessa visão de
- 43:15que é tudo mimimi, que é uma visão completamente errada.
- 43:18Vamos lá falar das redes sociais, né?
- 43:20Principalmente quando a gente fala da que você já citou,
- 43:22TikTok, do Parque de Diversão da Lourdes, que é o Instagram, onde
- 43:26ela reina como empacondrica. Elas são usadas para o alcance
- 43:31de público, mas muitas empresas não sabem que tipo de conteúdo
- 43:36produzir para alcançar seus públicos e, então, convertê-los
- 43:40em clientes. Lembrando que cliente só é.
- 43:42Cliente é para o momento que ele adquire, senão ele é...
- 43:45É alguém, é um interessado, é alguém que sabe que você existe
- 43:49e tal. Há alguma estratégia para isso?
- 43:53Qual seria um bom caminho para seguir pensando principalmente
- 43:57nas cervejarias artesanais? E é bom que como você gosta do
- 44:00produto, você vai trazer a tua visão sobre o produto puro.
- 44:04Ah, então. Estratégia, todo mundo sempre
- 44:06fala assim, né? Qual que é a melhor estratégia,
- 44:08né? Eu falo.
- 44:08Vamos pensar assim, fora das mídias sociais mesmo.
- 44:10Você fala assim, ah, é internet, é televisão ou é um outdoor?
- 44:15Aí eu falo, depende, né? Se a pessoa tem baixa visão, não
- 44:18adianta você botar um outdoor, né?
- 44:20Seria rádio, seria melhor veículo.
- 44:22Então, sempre a gente tem que analisar o contexto, né?
- 44:25O cliente, o produto. Você pode ver que, por exemplo,
- 44:28eu gosto muito de estudar o comportamento dos algoritmos das
- 44:32mídias sociais. Pode ver que por mais que você
- 44:35tenha um vídeo de três minutos no Instagram e um vídeo de três
- 44:38minutos no TikTok, é muito diferente a relação do algoritmo
- 44:42dessas duas mídias. Por exemplo, o Instagram é uma
- 44:45mídia que até permite um conteúdo de propaganda.
- 44:50Você, por exemplo, tem um barzinho ou uma cervejaria que
- 44:53ela é regional. No Instagram isso funciona muito
- 44:56bem. Você colocar as suas promoções
- 44:58do dia, vídeos. No TikTok isso não funciona.
- 45:02O TikTok é conteúdo puro. O algoritmo barra muito qualquer
- 45:05tipo de autopromoção. Então o conteúdo tem que ser
- 45:10muito limpo, muito sutil. Então vamos lá.
- 45:12Se eu fosse falar para estratégias de mídias, um monte
- 45:16de gente faz o seguinte. Eu até tinha pensado aqui antes
- 45:19de falar, né? Não adianta, por exemplo, você
- 45:22ter muita visualização. Não adianta.
- 45:24Tem um monte de gente que fala, nossa, cara, deu um milhão de
- 45:27visualizações. Já viu aqueles negócios de
- 45:29padaria que mostra um motoqueiro batendo uma pedra e cai a pessoa
- 45:33na padaria? Muito engraçado.
- 45:34Mas você lembra de alguma marca? Você lembra?
- 45:37Que você não conheça. Perde você.
- 45:40Você lembra de alguma marca desses vídeos virais que fez
- 45:43isso aí? Você lembra de alguma?
- 45:44Não. Contra a culidade nenhuma.
- 45:47Então, ela teve um milhão de visualizações, você não lembra o
- 45:49nome dela. Não só não lembra, como não sabe
- 45:51onde fica, nem o que é. Ah, mas conseguiu mais
- 45:53seguidores. Mas o seguidor, por exemplo,
- 45:55você é do Rio Grande do Sul e uma pessoa que te segue é de
- 45:58Manaus, você tem uma padaria aí, não adianta de nada.
- 46:01Isso não aumenta... Não influenciou em nada no
- 46:03crescimento da sua marca. Então, eu falo, não depende da
- 46:07quantidade de público, depende de que público.
- 46:09Vamos dar um exemplo meu mesmo, como professor, né?
- 46:12Eu lá, cara, de verdade, eu quis produzir conteúdo porque eu
- 46:14queria dar aula para mais de vinte e seis pessoas além da
- 46:16sala de aula. Eu acho que a universidade é
- 46:18pública. Eu sempre achei um absurdo eu
- 46:20falar só com vinte e seis pessoas na sala de aula que são
- 46:22eleitos, que passaram no vestibular.
- 46:24Eu queria que mais gente tivesse acesso à universidade, fazer
- 46:27extensão mesmo. Então, não monetizo nem nada.
- 46:29Mas olha que legal, cara, as experiências de vida que isso
- 46:32vai proporcionando. Eu fui convidado agora, essa
- 46:35semana, para conhecer Sergipe, para participar de um congresso
- 46:38grandão em Sergipe, porque o cara viu meu vídeo no TikTok e
- 46:41gosta da minha aula. Eu fui convidado para falar por
- 46:43um podcast de vocês, graças à aula do TikTok.
- 46:45Fiquei convidado para ir lá para Belo Horizonte.
- 46:47Agora, semana que vem, é por causa da aula do TikTok.
- 46:49Então, eu estou conhecendo pessoas, vivendo experiências,
- 46:51tendo público diferenciado, pessoas que assistem a aula,
- 46:56tendo um trabalho de marca. Então, o que acontece?
- 46:59Meu público do TikTok é muito pequeno.
- 47:01Ele é de quarenta e cinco mil pessoas.
- 47:03Ele não é perto de um milhão de pessoas, de alguém que faz uma
- 47:06dancinha ou alguém que está lá fazendo um vídeo viral desse do
- 47:10motoqueiro caindo, por exemplo. Porém, olha o que eu ganho com
- 47:14isso, que vai para muito além do dinheiro.
- 47:16Está me funcionando muito bem para o meu trabalho, para a
- 47:19minha marca como professor, como pesquisador, para que isso se
- 47:22torne conhecido. As cervejarias, a mesma coisa.
- 47:24Então, quer dizer, se a gente for pegar no universo da
- 47:26cerveja, olha o tanto que elas têm para ensinar, para levar
- 47:29conteúdo, né? Então, a primeira coisa que eu
- 47:32falo, ela tem que ter autenticidade.
- 47:34O conteúdo tem que ser autêntico.
- 47:36Se você fizer esses trends que todo mundo faz, você não vai se
- 47:39diferenciar. Ninguém vai pensar, nossa, olha
- 47:41que original, que bacana a linguagem própria dessa marca de
- 47:45cerveja ou dessa pessoa que está produzindo conteúdo.
- 47:48Não é autêntico, é mais um do mesmo.
- 47:50Então, assim, você pode ver que a minha aula eu tento não fazer
- 47:53igual a do Karnal, igual a do Cortella, não tento fazer igual
- 47:57a do Clóvis Barros Filho, do Pondé.
- 48:00Então, assim, eu tento fazer algo diferente com a minha
- 48:02linguagem própria. As marcas têm que fazer isso.
- 48:05Elas têm que ter originalidade, elas têm que produzir
- 48:07relevância. A pessoa que está assistindo
- 48:09aquilo tem que falar, nossa, obrigado por isso.
- 48:11Que legal isso que você está me ensinando, que legal isso que
- 48:15você está fazendo. Então olha só que oportunidade
- 48:18que as cervejarias têm para ensinar as pessoas sobre malte,
- 48:22sobre lúculo, sobre cevada, sobre a pureza, sobre o processo
- 48:28de fabricação, sobre as diferenças da cerveja, o que é
- 48:33uma gold, o que é uma ipa, o que é uma double ipa.
- 48:36Ou sobre storytelling ligado à cerveja.
- 48:39Olha que legal, você sabia que tem uma cervejaria que ela é
- 48:42toda inspirada no saloon? Ou então que essa cerveja aqui,
- 48:46ela é baseada no mito do Conde Drácula, quem foi Vlad de Tepes?
- 48:51E aí você fala, né, da... Aí entra a questão do
- 48:54storytelling que a gente tava falando, né?
- 48:55Hum. Castelo de Brain, como é que foi
- 48:58lá que o príncipe dava láquia, e aí que a cerveja hoje as
- 49:01pessoas, quando viajam para lá, podem querer procurar essa
- 49:04cerveja. Está vendo?
- 49:05Olha que interessante, que legal, que conteúdo
- 49:07compartilhável. Então é isso, acho que as
- 49:10pessoas têm que ver o que funciona, o que não funciona,
- 49:12entender o algoritmo. Só ficar publicando em
- 49:15quantidade, eu acho que isso não funciona.
- 49:17Então, essas são as minhas principais sugestões para quem
- 49:20vai produzir conteúdo, né? Não ficar enchendo a pessoa de
- 49:24publicidade e demais do mesmo. Nós já estamos num mundo
- 49:26saturado. Outra coisa é gerar conversas,
- 49:29responder as pessoas, responder com respeito, sabe?
- 49:32Então, acho que outra coisa é integrar multicanal, levar a
- 49:36pessoa para o seu site ou para o seu canal de WhatsApp, ter
- 49:39alguém para atender e ter uma conversa, sabe?
- 49:42Então, assim... Não adianta você só publicar e
- 49:44não ter uma relação multicanal também.
- 49:46Então, é isso. Acho que para ter uma estratégia
- 49:49boa de mídia social, ela tem que estar integrada na ação global
- 49:52da marca também. Muito bom.
- 49:54É quase a teoria do cafezinho pra própria publicidade.
- 49:57Porque você é multissensorial, é multicanal, você tem várias
- 50:01texturas, né? Você tem que tratar bem as
- 50:03pessoas. É isso.
- 50:05A gente vê muita cervejaria fazendo da página do Instagram
- 50:09um grande encarte com várias fotos da cerveja servida.
- 50:13Esse é o estilo que a gente acabou de lançar.
- 50:15É óbvio que o cliente precisa saber do lançamento, né?
- 50:19Mas o lançamento é isso. É um negócio que tem um tiro
- 50:22curto dura pouco tempo, né? Então, enfim, eu acho que
- 50:27existem muitos aprendizados a serem retirados desse papo.
- 50:35Leandro, você gostaria de acrescentar alguma coisa?
- 50:38Eu gostaria primeiro de agradecer ao Cláudio esse
- 50:41bate-papo maravilhoso que a gente teve aqui.
- 50:43Está me fazendo pensar em algumas coisas.
- 50:47Sai daqui com a cabeça meio borbulhando.
- 50:50Muito bom, Cláudio. Muito obrigado.
- 50:51Obrigado pelo seu tempo. Obrigado por trazer essa troca
- 50:54aqui com a gente. A teoria do cafezinho.
- 50:56Perfeita, amei. Valeu, pô.
- 50:59Eu que agradeço, né? Pô, bate-papo muito gostoso,
- 51:01muito legal, né? É um assunto que eu amo falar,
- 51:03né? Vocês me deixaram falar mesmo,
- 51:06né? Me deixam falar quando dá corda.
- 51:09Mas, assim, tô muito feliz. Vou sair daqui, vou correr lá e
- 51:12vou pedir aqui também pras outras pessoas que estão
- 51:13assistindo pra botar lá cinco estrelas pra vocês, né?
- 51:16Boa! Vou fazer um comentário.
- 51:19E é isso. Valeu.
- 51:21É isso. Queria agradecer também ao
- 51:23Claudio. Foi um prazer ter você aqui.
- 51:25A gente aprende muito. E esse é um desses conteúdos que
- 51:28ficam aqui no Sur de Lúpulo. Evergreen é um conteúdo que é
- 51:32para você consultar muitas vezes, porque você vai ter
- 51:36sempre um insight por aqui. Aqui acaba o papo para quem não
- 51:39é mecenas, porque quem é mecenas recebe respostinha extra só para
- 51:44eles. Então, a resposta que os mecenas
- 51:46vão receber é quais são os desafios atuais do mercado para
- 51:50criar uma marca imbatível em um mundo saturado de informações e
- 51:54opções para o consumidor. Isso o Claudio responde para a
- 51:57gente já já, mas a gente queria encerrar o programa do jeito que
- 52:01a gente gosta, agradecendo as mecenas que nos ajudam a manter
- 52:04a independência criativa do Surra de Lúpulo.
- 52:06Hoje o agradecimento vai pro Wagner Dantas, o Carlos Eduardo
- 52:10Santana, a Luana Bandeira, o Lucas Pirola e o Sérgio Barra.
- 52:15Então, muito obrigada pra todos os mecenas.
- 52:17Obrigada, Cláudio. Obrigada, Leandro.
- 52:19E o que a gente fala toda semana.
- 52:21Vamos ver se você aprendeu. Pega a cola, peraí.
- 52:24Não, aprendi. Até semana que vem.
- 52:27Até semana que vem. Beba local.
- 52:39Beba com moderação. Este podcast foi editado por
- 52:50Play Audios.