Latest / Surra de Lúpulo / Cerveja Selvagem e terroir? Pode isso Arnaldo? O Cenário Brasileiro e Sulamericano. Com Bia Amorim, Cilene Saorin e Diego Simão | Encontros Selvagens #003
Transcript
- 0:08Encontra o seu vagens, fermentando a brasilidade
- 0:12através dos líquidos. Fala meus Pombos, tudo bem, sou
- 0:29eu de novo. Diego Simão aquele o manezinho
- 0:32alvinegro sofredor do Figueirense, fundador e fazedor
- 0:35de cervejas lá na cervejaria coisa linda de Floripa.
- 0:38Mas o que importa aqui é que, junto com a minha amiga Bia
- 0:41Amorim Beer, sommelier, publisher e Rockstar do meio
- 0:45cervejeiro. Teremos o primeiro encontro das
- 0:47cervejas selvagens brasileiras, que ocorreu junto à feira
- 0:51naturebas, em São Paulo, em junho de 2022, deste primeiro
- 0:54encontro. Os debates que vocês escutam
- 0:57aqui e fazem parte da primeira temporada deste animalesco
- 1:00podcast, o encontro selvagens neste que é o terceiro episódio,
- 1:05você ouvirá a mesa de debate cerveja, conter o ar, pode isso,
- 1:09Arnaldo? Faz um pequeno alerta, tudo foi
- 1:11gravado com o Som ambiente no improviso, mas de coração, mas
- 1:15que vai quebrar o galho. Para trazer para vocês
- 1:18discussões muito mais, muito ricas em tornos de assuntos que
- 1:22não parecem tão usuais em torno da cerveja.
- 1:25Este debate foi feito comigo na mesa com a Bia Amorim e uma
- 1:30terceira pessoa que é sensacional, a silene saurin,
- 1:34ícone de primeira grandeza do mercado cervejeiro nacional e
- 1:38mundial, é formada em engenharia de alimentos e mestre cervejeira
- 1:42pela escola superior de cerveja e malte de Madrid, trabalhou nas
- 1:46maiores cervejarias do país e do mundo.
- 1:48Para, posteriormente, já como sommelier de cerveja pela
- 1:51doemens, se ocupou de coordenar a chegada destes mesmos cursos
- 1:55ao país. Não é pouca coisa, então sentem
- 1:58aí e escutem esse papo sensacional sobre ter o ar na
- 2:01cerveja sim, tem lá uma pequena treta, mas é uma treta, um que
- 2:06traz uma discussão muito rica sobre se tem ou não tem mesmo
- 2:10terroir, em cervejas. E, Claro, estamos falando de
- 2:13cervejas selvagens até mais deixem as suas dúvidas e seus
- 2:17recados ao fim. As nossas redes sociais estamos
- 2:21esperando pelas perguntas de vocês, tá bom?
- 2:23Um grande abraço? Encontros selvagens tem o apoio
- 2:27de oca, caburé, um empório natureba com produtos orgânicos,
- 2:31vinhos naturebas e cerveja selvagem, em Pinheiros, São
- 2:34Paulo. Obrigado ao AK.
- 2:37Bom. Então, agora o assunto da
- 2:41segunda mesa é cerveja e ter o ar pode se tornar um, né?
- 2:48Então vamos começar os trabalhos, como eu já me
- 2:50apresentei. Não precisa me apresentar de
- 2:52novo e estresse, então, pra cilene começar a se apresentar
- 2:55ninguém te conhece, né? A pessoa nova aí nos circuitos,
- 2:59só os ventos, só os reconhece cilene, pô, vamos, é nova, nem
- 3:04todos me conhecem dia, não sou das mais populares, sociais e
- 3:10essas coisas. Ligar para o é, é só ver o
- 3:14número de seguidores, tivessem que mede assim, popularidade
- 3:16hoje em dia, mas é a primeira dama da cerveja nacional, tá
- 3:20bom? Eu sou número orgulhosamente, o
- 3:23número 101 do seleto grupo de mestres cervejeiros 65 mais
- 3:28nesse país maravilhoso, devo dizer, fazendo um parênteses
- 3:32rápido que, de vez em quando eu sou obrigada a lidar com putaria
- 3:36também. Obviamente, né, me desculpem, a
- 3:39palavra feia agora mesmo, mas é isso, eles se sentem muito.
- 3:42Vontade e a gente está acostumada.
- 3:45Eu sou a cilene saurin e, acostumada a lidar com homens na
- 3:49comunidade cervejeira, a Trindade, eu comecei a trabalhar
- 3:52em 1992 e é muito comum ter de lidar com homens que ainda são
- 3:58bastante homens ou machos sensíveis.
- 4:01A autoafirmação, precisam mandar putaria se auto intitular macho.
- 4:07Eu sou essa pessoa transgressora por natureza.
- 4:11Eu estou para provocar o tempo inteiro.
- 4:13Em mutante ao longo desses 30 anos, muito mutante, tenho
- 4:16formação de engenharia bastante cartesiana.
- 4:19Nos primeiros 15 anos de formação, uma cervejeira.
- 4:22Também estudei com essa filosofia cervejeira bastante em
- 4:27seu dorsa. Estudei na Espanha, mas que bebe
- 4:30da fonte da ciência e tecnologia de Pasteur, aham, SNI, todos os
- 4:35desenvolvimentos científicos e tecnológicos no final do século
- 4:38XIX, controle é tudo. É assim que eu aprendi a ciência
- 4:43e tecnologia cervejeira. Mas a partir de 2004 2005, eu
- 4:50fui paulatinamente virando uma chave e migrando a minha faceta
- 4:55profissional para sumeria. E hoje eu respondo com um
- 4:58projeto de educação, é de mim. Sumiria de cervejas para América
- 5:02Latina e bem isso libere CA. E eu falo hoje, mas que na
- 5:06verdade faz 14 anos em 2008, mas isso aí lá, boa tarde eu soube
- 5:12Amorim, sou os milhares de cerveja.
- 5:15Fui aluna da cilene em 2010 e tô aqui.
- 5:19Acho que para representar um pouco a escuta e lugar e de
- 5:24entendimento na Transmissão que a gente faz para o cliente, todo
- 5:30mundo aqui acho que. Navega bem na cerveja artesanal
- 5:35e quando a gente sai daqui, vai para a mesa, para os Val coeso
- 5:39ou para as telas, para as escritas em aqui na comunicação,
- 5:43como é que a gente explica toda essa selvageria para as pessoas?
- 5:48Então é mais fácil lidar com a selvageria do que com os 65 mais
- 5:52em geral. Mas acho que é parte dos outros
- 5:56sommelier também está aqui tentando entender todas essas
- 5:59questões colocadas e eu adoro as provocações do de e tive uma
- 6:05baita aula esses dias pra gente discutir essas questões da
- 6:09nomenclatura e como jurada também.
- 6:12Cerveja, acho que faz muito sentido toda essa conversa e
- 6:15também estou aqui. Como abracei vai, né?
- 6:18Associação Brasileira de cervejas artesanais faz um
- 6:21pouquinho só de tempo que eu estou trabalhando.
- 6:24Na gestão do Giba, Tarantino e a gente está com um Congresso
- 6:29agora do dia 30, então estou aqui para fazer esse jabá
- 6:32também. Então, é importante colocar um
- 6:36jabá, doava serva que deu o apoio para esse Congresso
- 6:39acontecer. Também havia acabou me ajudando
- 6:43muito também na organização aqui no evento e foi muito em cima da
- 6:46hora e abra, serve. Ela começou num novo momento de
- 6:51apoio para várias partes, né? Do do espectro, do, desse, do
- 6:55que é o universo cervejeiro. E inclusive ontem teve a
- 6:59Transmissão do primeiro, vamos dizer assim, essa jogar na
- 7:02imprensa. As primeiras informações sobre o
- 7:05projeto. Muito poeira, que vai ser um
- 7:07projeto de grande escala, diz. Oração de cervejas conter o ar,
- 7:11né? E o que é ter o ar, né?
- 7:13Que que é essa história? Para que que a gente tá trazendo
- 7:15o terroir para a história, então a gente vai começar pela cilene
- 7:19dando uma breve introdução sobre o que que é?
- 7:22Tenho lá? Eu gosto muito do título, pode
- 7:24isso, Arnaldo? Pode, deve, deve ter o ar em
- 7:29cerveja, é absolutamente parte da cultura das cervejas assim.
- 7:36Da cerveja, cerveja com identidade e território.
- 7:39Quando a gente fala das lambics, uma vez mais uma das principais
- 7:43referências em de cerveja selvagem, cerveja, sua
- 7:46identidade, território, inclusive fazendo alusão a algo
- 7:50como denominação de origem, quase como um champanhe na
- 7:54França, tal como eu comentei no naquele grupo de WhatsApp, é
- 7:58isso, terroir é isso, é você ter um manifestação alimentar que
- 8:04faz expressão Clara. De um ponto do planeta, então
- 8:11deve a cerveja ser pensada como uma bebida possível de presença
- 8:18e expressão de voar. E como disse Diego, valeria a
- 8:21pena fazer essa introdução e definição do termo.
- 8:26E eu me atrevo a comentar, e vocês rapidamente vão perceber
- 8:30que existe um certo duelo de pensamentos.
- 8:33EE as sobre o tema mais uma vez, o que é uma delícia?
- 8:37Bia também tem suas provocações nesse sentido.
- 8:40E para que a gente discuta isso, ao contrário dos das bioquímica
- 8:45e microbiologia, que foram discutidas anteriormente, ainda
- 8:49também. Somados já um pouco de filosofia
- 8:53e antropologia na definição de ter o ar, é pura filosofia, não
- 8:57muito da conversa de agora vai ser no campo filosófico, no
- 9:02campo do pensamento e tomando de referência a definição, por
- 9:07parte de profissionais que trabalham termo e a definição de
- 9:12terroir muito, muito mais anteriormente aqui nós mesmos
- 9:16agora mesmo é, mas são os profissionais do vinho e o vinho
- 9:19em si. Então, quando a gente toma como
- 9:21referência a essa? Bibliografia.
- 9:24A gente entende terroir como combinação de manifestação da
- 9:28natureza, que se revela em 3 grandes pilares a entender os
- 9:33pilares, alguns adventos naturais que o planeta Terra
- 9:38oferece primeiro Pilar, tudo que diz respeito e gira em torno do
- 9:45clima, então parâmetros de controle que tem associação ao
- 9:48clima, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, ventos,
- 9:53iluminação. Luminosidade e tantos outros
- 9:56parâmetros de controle que poderiam estar girando em torno
- 9:59deste Pilar que se chama clima. Então sendo bastante resumida
- 10:04aqui, tá? Se tiver algum climatólogo
- 10:07geólogo, por favor me perdoem pelo simplismo.
- 10:11Quando a gente fala de 1 segundo Pilar, igualmente forças
- 10:15naturais muito importantes na definição do que sai da Terra e
- 10:20do que nos oferece. Portanto, a mesa de alguma forma
- 10:23de assim o alimento de uma maneira geral.
- 10:26É tudo que gira em torno do solo, então todos os estudiosos
- 10:31no solo, geólogos e a geologia e seus parâmetros em torno do
- 10:36sono, umidade mais uma vez, PH, nutrientes, porosidade tem não
- 10:44qualidade do solo no sentido pedregoso, se argiloso se
- 10:48arenoso, aí já faz uma série de povoamentos de consequência, não
- 10:54é? Já vai definir, por exemplo,
- 10:56qual é a qualidade de água. Solo nos Lençóis freáticos e
- 11:01pensando que a água é importantíssima para a condução
- 11:04da produção de cerveja e, portanto, a água é um dos
- 11:07ingredientes que tem forte influência de terroir.
- 11:10E, por fim, o terceiro Pilar, que está aliado com os 3
- 11:15parâmetros de controle ligados à espacialidade, longitude,
- 11:20latitude e altitude, altitude ao nível do mar ou ao fundo do mar
- 11:27ou as Montanhas. Né?
- 11:29Em diferentes altitudes, e quando a gente fala de latitude,
- 11:32longitude, obviamente a gente está falando de ponto no planeta
- 11:35Terra e a gente sabe muito bem que no mundo dos vinhos é muito
- 11:38comum a gente ouvir profissionais apresentando em
- 11:41demonstrações paralelas. Uma vez, na uva de uma mesma
- 11:45vinicultura, é só que um do lado da Montanha, outro do outro lado
- 11:49da mesma Montanha, na mesma linha de altitude, mas um recebe
- 11:53os ventos do mar e o outro não recebe esses ventos.
- 11:57Está na contraposição o solo. Clima e uma pequena variação de
- 12:02espacialidade faz com que aquela uva saia completamente diferente
- 12:06e os vinhos dessa uva igualmente diferentes.
- 12:09Com ou sem muita interferência humana.
- 12:13Então, do ponto de vista de conceito, terroir é isso, é a
- 12:17manifestação da natureza através desses 3 pilares e de que
- 12:23maneira a gente consegue usufruir dessa manifestação da
- 12:27natureza. Fazendo o arredondamento dessa.
- 12:30Definição a imaginar aquilo que eu comentei anteriormente lá no
- 12:34espaço de perguntas, metades é imaginar que a genialidade da
- 12:40intervenção humana, aí da mínima intervenção humana, estaria em
- 12:45entender qual é o melhor lugar para fazer aquilo que você quer.
- 12:50Não é bom, é só fazer o pequeno contraponto que já foi, né?
- 12:54Um momento de debate entre nós 2.
- 12:56Em determinado momento. 2 né, né?
- 12:582 já, né? Vamos pro terceiro, né?
- 13:01É um pouco da questão de uma definição tão Moderna, né?
- 13:05Mas uma outra interpretação do que que é OTOA sentido que a
- 13:10existência do t UA, ele também vai estar ligado à intervenção
- 13:13humana, porque tendo em vista principalmente a origem da
- 13:17palavra terroir, ela já existia no início do momento das
- 13:21revoluções francesas e um nismo foi uma forma que o terruá foi
- 13:26absorvido pela cultura francesa, no sentido de auto afirmação.
- 13:31Mas essa auto afirmação não necessariamente era no sentido
- 13:34de. Dizer que aquilo era feito pelo
- 13:36homem, mas ela colocava que a ocupação humana estava ligada à
- 13:39natureza e que a Terra estava ligada ao ser humano.
- 13:42Só que, ao mesmo ponto, começa a colocar aqui essa situação, né?
- 13:46De localidade, ela tem que estar ligada ao ser humano.
- 13:49Vem muito também da questão da própria questão de concretude,
- 13:53vamos dizer assim, do item que está em discussão, né?
- 13:55Porque se a gente for pensar a mesma questão do vinho, não
- 13:58existe nem discussão sobre o que falou até agora.
- 14:01Essa fase da definição do que vem do teu.
- 14:04Ai ele vem muito da definição. Se chegou nesse ponto.
- 14:08Quando os estudos sobre solo e clima foram feitos na região da
- 14:12borgonha pelos padres que estavam lá.
- 14:14Então aqueles estudos sobre terroir levaram a estudar os
- 14:17tipos de solo. Acho que cidades de solo, de
- 14:19tanto que tinha Colina um. É um ter OA Colina 2 é outro ter
- 14:22OAE. Engordou hoje a gente vai olhar,
- 14:25né, pro lado direito, alguma coisa ao lado esquerdo é outra
- 14:27coisa. Só que existe uma situação.
- 14:30Por exemplo, essas uvas, elas vão estar tendo uma definição
- 14:34até por pronto de deixar o solo se expor mais.
- 14:37Tem em vista que o enólogo vai escolher leveduras que são
- 14:41neutras para deixar que aquilo apareceu de uma forma muito
- 14:43isto. Isto é, dentro de toda aquela
- 14:45localidade, assim como tu vai ter e novos que vão fazer vinhos
- 14:49numa mesma região ou uma outra região.
- 14:51Mas tem uma tendência. Culturalmente, há uma utilização
- 14:55de menos tempo de contato com a casca da uva e até luvas e mais
- 14:58simples do que aquelas que são mais potentes e com potencial de
- 15:01vencer alimento, né? De de envelhecimento,
- 15:04transplantando isso para o modo da cerveja e, Claro, não deixar
- 15:08de citar. Que essa questão, quando se
- 15:10percebeu da necessidade que o homem tem que estar entre os
- 15:13fatores determinantes do t UA, se colocou essa expansão para
- 15:18além do vinho, o vinho. Talvez a gente como estava
- 15:21comentando na mesa anterior, a intervenção humana talvez seja a
- 15:24menor, porque AA forma do açúcar que está sendo utilizado ali já
- 15:28está pré determinado da uva. Mas se a gente pensar em outros
- 15:32casos, como o queijo, por exemplo, a gente tem um queijo
- 15:35caminho b ele é daquele jeito, porque existe uma intervenção
- 15:38humana naquela região de caminho.
- 15:40Beck faz o queijo daquele jeito, é aquilo, é um teu, a.
- 15:43E por aí vai. Então isso a gente transplante
- 15:45também para a questão da cerveja, só terminando com o
- 15:47exemplo da lambe, que é onde existe hoje, até mesmo a oral
- 15:52que cria as regras que demonstram uma unidade cultural
- 15:57que pré-determinar o formato que aquela cerveja é então, a
- 16:01discussão no terruá, né? Ela também tem que partir em
- 16:04cima do conceito da intervenção humana, mas não da intenção de
- 16:08intervenção humana enquanto indivíduo, mas sim como coletivo
- 16:12cultural, onde a construção dessa cultura ela tem uma
- 16:15materialidade histórica. Que perdura por séculos, e ela
- 16:19então antiga quanto a ocupação humana, então aí aí depois a
- 16:22gente pode até entrar no próprio exemplo domingo, mas eu acho que
- 16:25para essa mesa a gente deve eliminar esse fator humano e
- 16:29isso enfocar um pouco na questão do ingrediente, porque se não, a
- 16:32discussão fica longa que eu queria colocar nessa questão.
- 16:35Você estava falando, né? Desde quando?
- 16:37Então, a gente olha como teve OAE que desde antes de sei lá, 5
- 16:43séculos antes de Cristo, o pessoal já começava a olhar
- 16:47para? Ao feixe daqui, a verdura de lá
- 16:52e o máximo, montanaro. Ele vai falar sobre esse comer
- 16:56geográfico que é essa no link fatura dada por um geógrafo
- 17:00francês. E a questão do valorizar o
- 17:03território dessa identidade local se expressa como sabores
- 17:09de acordo com tantas outras coisas que que no século 19,
- 17:13chamado de gosto da Geografia, que eu acho que é uma boa
- 17:17tradução para o terroir, da maneira como a gente está
- 17:19olhando aqui, né? Porque que é importante?
- 17:21A cerveja ser olhada também, conter o artesão, porque ela tem
- 17:25um gosto geográfico, uma identidade que a gente, dentro
- 17:30de um país tropical continental, a gente tem muitos doces e por
- 17:36que não? Então, valorizar os nossos
- 17:38cursos, quanto você gosta. A gente tem no Brasil, adoro
- 17:42como você faz menção a um jovem quando se tornou muito
- 17:47importante na cena gastronômica, para citar pensamento e eu me
- 17:51atrevo a falar de outro. Que é antropólogo dos mais
- 17:55importantes antropólogos dedicados a ao estudo dos solos
- 18:01originários no Brasil, é dedicou boa parte da sua vida na
- 18:05Amazônia. Tem alguns muitos livros ligados
- 18:09a esse tema. Há exemplos de saudades do
- 18:11Brasil e tristes trancos. O metrô Paulo é deve estar aos
- 18:16além disso também muito dedicado à antropologia gastronómica.
- 18:22E ele tem uma frase. Te Luan.
- 18:25Então por que ela é de nível de compressão?
- 18:29A dizer tudo para mim, ao menos que é incrível e que o encontro
- 18:34é não é exatamente contra mais porque a gente, na discussão
- 18:40anterior, sim, estava falar dessa terrível mania que temos
- 18:45de nos colocarmos no centro de tudo sermos antropocêntricos.
- 18:49Mas a mesma maneira, de igual maneira, não se perder.
- 18:54E entender que nós somos parte da natureza, à diferença de
- 18:58todos os outros, microorganismos e organismos, vivos ou não, a
- 19:03gente pensa, ou pelo menos, teoricamente, somos sapiens.
- 19:09Agora mesmo. Tá difícil de acreditar que a
- 19:11gente está exercitando a parte sábia do nosso ser.
- 19:16De qualquer forma, Claude lévi strauss diz que a cozinha
- 19:21converte a natureza em cultura. A cozinha é onde o ser humano se
- 19:28manifesta dentro da sua natureza, de ser pensante e
- 19:35transforma o que a Terra oferece nas suas milhões de maneiras
- 19:40diferentes em cultura. Então, a provocação dessa frase
- 19:44é, mais uma vez um parte num segunda fase de discussão, de
- 19:49qual é o limite? Qual é o ponto limítrofe da
- 19:53definição de ter o ar que é? Terroir ou é cultura?
- 19:57Já quando a gente vai para a cozinha e em diferentes, é
- 20:01manifestações de profissionais da cozinha e percebe um
- 20:05movimento cada vez maior de um cozinheiro EE cozinheiras.
- 20:09Sou assim, geral que se dedicam à cozinha manifestando os seus
- 20:14pratos, o que a natureza oferece, interferindo muito
- 20:19pouco das suas suas técnicas para fazer com que os alimentos
- 20:23se revelem mais fortemente. É esse ponto a de um terroir
- 20:28falando mais alto em detrimento à interferência humana e a
- 20:32cultura, tentando buscar o ancestral mais uma vez.
- 20:36Então todos eles causam pensador, antropólogo da segunda
- 20:40metade do século 20 até o começo desse século, extremamente
- 20:45recente, anterior até mesmo do próprio iluminismo.
- 20:48Então, a gente aqui No No tuchê maravilhoso, filosófico, para
- 20:51discutir qual é o limítrofe e acho que.
- 20:57Muito menos a discussão, definição e muito mais o
- 21:01exercício por diferentes ingredientes que interferem na
- 21:05definição de cerveja e o que a gente pode explorar, conter o
- 21:08ar, a cerveja não, mas só pra não deixar barato, né?
- 21:12Vamos, só vamos colocar então que vinha um piti só vamos
- 21:17colocar aqui vinho não tem terroir, em porque é uma ação
- 21:20humana, já virou cultura, vinho não é ter o ar, é cultura, então
- 21:24a gente vai pra outra discussão, mas é esse Gabriela monteleone.
- 21:27Tivesse aqui, hã? Mas aí vai ter oportunidade de
- 21:30dar uma rasteira. Terá oportunidades.
- 21:35Agora, dia 30, dia 13, dia 30, estarei isanti.
- 21:39E a cereja e Gabriela monteleone é eu contra 2 enólogas topo de
- 21:45tour, o aee bateu não só isso. Bom, pessoal, então só pra gente
- 22:00dar uma direção agora pra mesa, a gente vai começar a responder
- 22:04a pergunta, pode ter ter o há uma cerveja?
- 22:08E como tem um terroir na cerveja, acho que essa é a
- 22:11grande pergunta, se responder agora que a gente tem, a gente
- 22:15delimitou até onde a gente vai levar o terruá aqui.
- 22:17Esse entre Açucena, intervenção humana e olhar mais para a parte
- 22:21de ingredientes. Caso hoje eu estava ouvindo um
- 22:26episódio do surte lúpulo, que tinha 2 produtores de lucro, né?
- 22:31O clipe o Gabriel e eles trouxeram tanto otimismo com
- 22:35relação ao tempo à brasileiro dos lúpulos, pois aqui, 5 e 10
- 22:41anos atrás, a gente nunca usaria.
- 22:43Está discutindo de que é uma cerveja Brasileira.
- 22:47Pode ter um ter voar via lucro. Antes.
- 22:50A gente falava muito de pronto, hoje a gente já está ampliando
- 22:53quais são esses lugares de encontro.
- 22:56De identidade, onde o território brasileiro em diferentes partes
- 23:02podem nos apresentar em sabor porque no final das contas,
- 23:05cobre ao resultado, né? É o resultado, acho que vem de
- 23:08novo. Eu estou pensando num cara que
- 23:10está sentado, né? Tá?
- 23:11A pessoa vai tomar cerveja, como é que eu explico Pra Ela isso
- 23:15daqui? É uma cerveja.
- 23:16Com o terroir brasileiro, aí a pessoa, dependendo de como foi,
- 23:20ela vai achar que tem Terra, né, de algum lugar do Brasil e vai
- 23:24ter, né, porque no fundo vai dar pra ir comprar, comprou uma
- 23:27história. Seria engraçado.
- 23:29Eu sou muito otimista. A ideia dos brasileiros, mas com
- 23:34muitas ressalvas, com muito senso de realismo, bizu, mu, só
- 23:40pra ir um pouco por esse caminho, não perder a
- 23:44oportunidade de falar sobre os lucros, que é uma matéria-prima
- 23:47largamente conhecida por todas as pessoas que consomem, é
- 23:51gostam da ideia de cerveja. Produzem cerveja e muito das
- 23:56filosofias pensando. Lucro no forno.
- 23:58Um ingrediente cinequanon. Inclusive em 2013, na sede do
- 24:03auditório do mapa do Ministério da agricultura, estava eu, ali,
- 24:07com alguns profissionais de produção e da cena cervejeira
- 24:11discutindo e rediscutindo a definição de cerveja para a
- 24:15legislação Brasileira. E em 65 isso mesmo, em 2013,
- 24:19essa discussão aconteceu. A gente estava lá, foram 6
- 24:22vezes. São 2 reuniões grandes e muitas
- 24:26instruções intermediárias até chegar à conclusão de que não
- 24:29necessariamente. Precisa ter nunca outra ter
- 24:32cerveja. Se a gente pensar em tudo o que
- 24:35é antes de 1506, a lei de pureza alemã trouxe um lucro no como
- 24:39evidente e necessário. Ingrediente, mas tem 500 anos,
- 24:44um pouquinho mais. O que era a cerveja antes disso,
- 24:47desde 10000 anos atrás. Ou seja, a gente tem uma
- 24:50história muitíssimo mais larga e utilização de outros
- 24:53ingredientes, entre lutas, flores, raízes, ervas.
- 24:58Para trazer esse equilíbrio. E esse perfume não equilibrou o
- 25:03amargor das ura, e esse perfume muito particular, a cerveja sem
- 25:07muito antes dessa definição de lucro da lei de pureza alemã e
- 25:11antes mesmo da lei de pureza alemã, imaginem vocês que 400
- 25:15anos antes, mais ou menos EOD garfo minguem já trabalhava a
- 25:19ideia do lucro como um grande ingrediente chave interessante,
- 25:24interessantíssima para servir. Você demorou 400 anos para
- 25:27alguém ouvir uma mulher da ciência, não da cerveja da
- 25:30época, né? Não é à toa que a gente está
- 25:33sempre aqui, a sempre a luta. Bom, porque eu sou otimista,
- 25:38porém realista, porque no Brasil, ainda que já existam
- 25:41algumas boas e felizes plantações de Lula, vingando um
- 25:46ponto de vista em resumo, do ponto de vista de qualidade, vai
- 25:48muito bem. Tá caminhando muito bem, mas do
- 25:51ponto de vista de viabilidade técnica, Agronômica, de
- 25:55rendimentos, agronómicos e rendimentos cervejeiros, se
- 26:00vocês me entendem assim de tu tá muito longe do ideal e ela é
- 26:04pouco competitiva. Talvez os estúdios genéticos e
- 26:09os estudos agronômicos nos próximos anos possam fazer com
- 26:12que isso intervenção humana mais uma vez para fazer com que isso
- 26:15na plantação evolua e a gente consiga ter viabilidade
- 26:19comercial. Mas, na boa, quem são aqueles
- 26:23que estão se propondo a fazer lucro no Brasil hoje, sobretudo,
- 26:27grandes companhias que têm dinheiro para investir, pequenos
- 26:31produtores, alguns bravos, pequenos produtores, podem vir.
- 26:36A ter problemas, porque existe um risco muito grande.
- 26:40A gente está em pleno muito essa climática.
- 26:44Isso pode ser um grande problema, mas o que falar do
- 26:47lucro que é uma herança européia, de pensar cerveja?
- 26:52Por que não nós pensarmos a propósito de ter o ar e dos 6
- 26:57macro biomas, e nós temos nesse país a pensar Amazônia,
- 27:02caatinga, cerrado, mata Atlântica, é?
- 27:06Pantanal e Pampa, 6 macro biomas riquíssimos que, a propósito,
- 27:13sem querer me perder muito, mas é preciso estar batendo no
- 27:17relógio, está sendo destruído a cada dia a gente tá perdendo e
- 27:22matando a galinha dos ovos de ouro, com políticas públicas
- 27:26absolutamente temerárias, criminosas, parece que nada tem
- 27:32a ver, mas tem tudo a ver e pode influenciar muitíssimo os nossos
- 27:36propósitos profissionais. E as nossos futuros
- 27:39profissionais? A gente tem identidade
- 27:42Brasileira e uma maravilhosa filosofia.
- 27:46Então, escola, como quiserem dizer cervejeira só vai
- 27:49acontecer se a gente conseguir preservar o que a gente tem de
- 27:53Riqueza. E aí eu iria para esses biomas,
- 27:56com nossas águas. Nós temos a maior reserva de
- 28:00Água Doce do mundo do planeta, o Aquífero Guarani, que está sendo
- 28:05comprometido com a destruição da Amazônia, rios voadores e isso
- 28:09não soa familiar para vocês? Busquem rios voadores no
- 28:12YouTube, estudem sobre rios voadores pra vocês sacarem que a
- 28:16gente pode correr o risco aqui nessa região.
- 28:19Centro-oeste e sudeste do país e da América Latina.
- 28:23A gente pode vir a se tornar deserto daqui a pouco.
- 28:26Para essas mudanças climáticas, então a gente está perdendo água
- 28:29e a gente está perdendo toda sorte de flores em frutas,
- 28:33grãos, amigos, açúcares, de uma maneira geral que poderiam vir a
- 28:38ser a base para a produção de cervejas com filosofia e
- 28:43identidade Brasileira de fato, e não precisa necessariamente de
- 28:48malte de cevada. E não, essa é só uma das
- 28:52possibilidades de pensar cerveja e é um pensamento bastante
- 28:55europeu, até trazendo um pouco pro mundo da cerveja selvagem,
- 29:00que é o propósito desse encontro.
- 29:02O lucro em si, ele vale quase nada, né?
- 29:05Vamos colocar assim o lúpulo para cerveja selvagem.
- 29:09Ele está mais com controle microbiológico do que construção
- 29:13de perfil sensorial. Obviamente que isso é uma
- 29:16opinião pessoal e uma questão de filosofia dentro da coisa linda.
- 29:20Mas em termos de de cervejas selvagens, né?
- 29:23Propriamente, a gente está sempre focando mais na
- 29:26microbiologia nos microrganismos.
- 29:29Como eles vão modificar aqueles açúcares para chegar num
- 29:33resultado que vá responder, vamos dizer assim, a construção
- 29:37de um perfil sensorial, que ele seja identitário de uma
- 29:41localidade geográfica. Então obviamente, né que a gente
- 29:46pode trazer o lucro para esse contexto.
- 29:48Posso dizer que fui lá naquela. Fazendo também que é um negócio
- 29:52surreal para quem vai construir para pequeno produtor, que é um
- 29:56investimento que ele não é viável, mas mesmo assim a gente
- 29:59tem uma série de pequenos produtores.
- 30:01Já na região de Lages e a temperatura é o quê?
- 30:04Pra isso e praticamente vamos colocar assim, na coisa linda.
- 30:09A gente vai produzir agora para a próxima safra de 2023, 100%,
- 30:16com lucros nacionais não são lucros brasileiros.
- 30:20A gente tem lúpulos, que são. Importados, e eles vão ter um
- 30:24perfil diferente, porque são nacionalizados, mas a gente não
- 30:27tem um lobo hoje pra dizer que é nosso, então já parte para aí.
- 30:31Eu acho que aqui, nessa parte do mundo desse espectro, do mundo
- 30:34cervejeiro, desse universo, o papo da questão do terruá, ele
- 30:39vem muito. Eu acho que por isso que serviu
- 30:41essa primeira mesa, né? No sentido de mostrar o quão
- 30:44significante é a questão da microbiologia, qual um pouco de
- 30:48pensado isso porque, por exemplo, a gente Claro, né?
- 30:51A gente está com 1 dia só e a gente não tem muito como fazer
- 30:54várias mesas. Que a gente deveria conversar
- 30:56sobre os maltes, sobre, vamos dizer os origens de açúcar, mas,
- 31:00por exemplo, existe a dificuldade imensa de produção
- 31:03de cevada no Brasil. Então é algo local.
- 31:06Então, por exemplo, é algo que para mim, a minha composição de
- 31:09malte, dentro da construção, da coisa linda, sempre é meu, que
- 31:12porque eu não consigo trazer através do malte algo que vá
- 31:16traduzir aquele terroir local, até porque não Florianópolis não
- 31:20se implanta cevada, poderia se plantar milho, mas não pode se
- 31:23plantar cevada não poder até. Pode, mas só que não vai
- 31:27funcionar. Então a gente tem que ver para
- 31:28onde que vai essa cerveja. Então, partindo aqui do preceito
- 31:32que sim, cerveja pode ser feita puramente de milho?
- 31:34Tá, mas entrando na tua discussão, né?
- 31:37Sobre o que que vai levar a construção desse termo lá e,
- 31:42principalmente, sobre a questão dos lo?
- 31:43Mas a gente constrói uma cerveja base que vai demonstrar a
- 31:47característica dos microrganismos e depois a gente
- 31:50começa a divagar através dessa cerveja base, colocar outras
- 31:54coisas, como utilizar madeiras que sejam nacionais.
- 31:57Que a gente vai usar frutas que sejam nacionais ou brasileiras,
- 32:01a gente vai utilizar sementes de árvores.
- 32:04A gente tem várias coisas para usar.
- 32:06Agora, isso que eu queria. Se a gente destrói pra gente
- 32:09mesmo fazer essa lista, né? Exato, quais são as questões que
- 32:13dão terroir? Exato, uma coisa só.
- 32:16Várias coisas é nessa construção, acho que a coisa
- 32:21linda a gente já nasceu em 2014 com a intenção de fazer de
- 32:24cervejas que a gente vê que cada garrafa, da coisa linda levasse
- 32:28um pouquinho de Florianópolis. Essa é a proposta da coisa
- 32:31linda. Eu não conseguia fazer aquilo
- 32:33produzindo vit b ou laghi era uma mentira e sempre a nossa
- 32:37intenção foi olhando para alambique, não no sentido de
- 32:39copiar alambique, mas no sentido de olhar para a filosofia, né?
- 32:44Porque a gente queria, porque eu sabia que eu, quando eu estava
- 32:46tomando uma lambe aqui, eu estava tomando uma cerveja que
- 32:49refletia o estado de espírito da de Bruxelas.
- 32:52É isso, o ponto que é a cerveja, ela tem que chegar.
- 32:54Qual que é o espírito que ela está transportando?
- 32:57Então, por isso que é tão combativo à questão do uso de
- 33:00microrganismos e quando usados, domesticados, vieram lá da puta
- 33:03que pariu. Que a gente está usando a nossa
- 33:05cerveja, entendeu? A gente está sendo dominado por
- 33:08uma cultura e a gente está querendo competir com aquilo.
- 33:12Então a questão do terruá, ela não apenas necessita usar
- 33:18ingredientes locais, mas ela tem que demonstrar Independência.
- 33:22Achei muito legal o que aqui na garrafa.
- 33:25Essa perniciosa cerveja está escrito que é uma união dos
- 33:30ferroados de Blumenau e Jarinu. Então a gente já tá falando de
- 33:34blenda reter oásis assim. Já então, não é exatamente a
- 33:38expressão do dela, vai ser identificada no sabor um
- 33:44Blumenau, um pouquinho de Jarinu, nenhuma pitada de São
- 33:48Paulo, então, não é exatamente também sobre isso perdoar, né?
- 33:51A forma como eu identifico o terruá na cerveja é tão
- 33:55filosófico que a gente tem vários desses pontos a serem
- 33:59colocados como sabor, mas como a intenção é por isso que daí eu
- 34:02até concordo um pouquinho com o Diego, de que tem um termo ao
- 34:06brasileiro no sentido humano. Sem dúvida, mas imaginar que eu
- 34:12não sei se é preciso que a gente estabeleça a propósito de você
- 34:16ter falado que é o terruá de cidade e tal, enfim, é imaginar
- 34:23o terruá fazendo alusão e fazendo gatilhos as nossas
- 34:28memórias. Memórias sensoriais nos
- 34:31transformam, então quando eu digo comentar de tempo só na lan
- 34:35Bing e se perceber. Sou pequena viagem mental a
- 34:40Bruxelas, essa pode vir a ser a viagem proposta dessa garrafa e
- 34:45não quer dizer que ela seja uma cerveja de ter OA pelo fato dela
- 34:50ser 100% ingrediente daquela região.
- 34:55Eu não acho que é preciso ser cartesiano ou extremista nesse
- 34:59sentido, que ela exista com algumas expressões muito
- 35:03marcadas, que reportam a expressão da natureza daquela
- 35:08região. Já faz muito desse trabalho, a
- 35:11exemplo da sua cerveja, tem uma outra lá da região, em Santa
- 35:16Catarina, que eu provei a tempos atrás.
- 35:18A primeira versão da bem, dê-me com a única e eu vou tomar a
- 35:24Liberdade de fazer uma extrapolação que do uma frase
- 35:27que eu usei para um artigo de revista no final das contas, não
- 35:31expirou. O que houve para fazer um trecho
- 35:35de um artigo de revista espanhola é, e a pergunta ali
- 35:38era, que cerveja? Você, cilene, vai provar no
- 35:42final do ano para comemorar a entrada de 2022.
- 35:45E eu coloquei essa cerveja, um piano bar.
- 35:49O bar Bia. Não sei se vocês conhecem essa
- 35:51revista e eu coloquei essa cerveja porque eu apresentei
- 35:57essa cerveja. Há uma pessoa que me é muito
- 36:00cara. Eu gosto muito, muito mesmo.
- 36:03Amo, e essa pessoa é de Santa Catarina e eu tinha certeza de
- 36:08que ela poderia vir a. Trazer alguma referência
- 36:12eventualmente, já que a proposta era de, através da garrafa,
- 36:18entregar um pedaço daquela Terra e ela, como de Santa Catarina,
- 36:22eventualmente poderia vir uma grande surpresa.
- 36:24E o que ela fez foi absolutamente tudo o que eu
- 36:29esperava ou não foi muito além do que eu esperava, porque ela
- 36:34colocou no nariz antes mesmo matar Sorriso assim com a nossa
- 36:38aqui. Ela colocou no nariz, sem antes
- 36:41colocar na boca e falou, ó, eu estou emocionada o player.
- 36:46Lá é. Está me lembrando o pomar da
- 36:49casa da minha avó e lá tem muitos limões e mexerica,
- 36:54carambola. Que não é?
- 36:58Só uma parte sobre questão de principalmente sobre insumos que
- 37:02a gente fala, a gente vai utilizar coisas que são locais e
- 37:05não se cartesianos, com certeza, mas eu olho assim, que, por
- 37:08exemplo, quanto mais local melhor, se foi possível, porque,
- 37:12por exemplo, hoje na coisa linda, teve um caso que foi
- 37:15muito interessante, que teve um profissional que me ofereceu
- 37:19amoras orgânicas, só que era do Rio Grande do Sul e eu tinha a
- 37:22mesma coisa em Santa Catarina, de 1 BRL mais cara de grão.
- 37:26Vão usar de Santa Catarina. Por que que a gente quer que a
- 37:28proximidade geográfica ela se transplante, assim como é feito
- 37:31também na própria nas lambics tipo eles vão lá e olham para
- 37:36aqueles tipos de cerejas que são locais que são mais ácidos, por
- 37:41exemplo. E aqui fica um pouco.
- 37:44A discussão, por exemplo, de eu vejo cervejas usando o terpeno
- 37:48de goiaba. É vejo cervejas usando polpas
- 37:53industrializadas de uma fruta. Isso na questão do terruá.
- 37:56Muitas vezes a gente pode, estamos usando uma fruta
- 37:59Brasileira. Só que na verdade, quando tu
- 38:01pega uma fruta aqui, ela é como ter pena, ela já é basicamente
- 38:05uma interpretação da fruta. Basicamente, não parece assim.
- 38:09E assim como a polpa, ela vai trazer coisas de vários locais e
- 38:13não necessariamente tu tens uma identidade da onde veio, então
- 38:16essa questão de geolocalização, da onde vem até onde SoMo ele
- 38:21vai ter que ser balanceada. E é, vai ter que ter uma certa
- 38:24honestidade por parte do produtor em, ó, eu estou
- 38:27trazendo isso, mas o meu limite é esse.
- 38:30Então, por exemplo, o meu limite lá na coisa linda.
- 38:32Por exemplo, é um malte, então malte, eu compro de maltaria e
- 38:36que Santa Catarina. Agora todo o meu malte.
- 38:39Porém eu uso o malte, mas nao que possível, porque como eu não
- 38:44tenho implantação de de malte em Florianópolis, eu não posso
- 38:47dizer que aquela cerveja, ela vai ter o malte como exemplo de
- 38:51de ter Juan. Então o que que eu acabo fazendo
- 38:53tudo aquilo que não vai ser do meu terruá?
- 38:56Eu tento neutralizar, como por exemplo o próprio Hugo, então
- 39:00acho que é um caminho a se construir pra se olhar como é
- 39:03que a gente faz. Cervejas com terroir talvez seja
- 39:06uma proposta, talvez seja uma interpretação que, até porque,
- 39:09como a ideia aqui não é lançar definições, mas é lançar a
- 39:14discussão, não é criar e nem estabelecer regras.
- 39:18A gente tem é que discutir como é que a gente, como cervejeiro,
- 39:21como comunidade cervejeira, a gente sentou para discutir isso.
- 39:24Nunca eu achei essa coisa de discutir terroir tem muito a ver
- 39:29com a atenção de que o Massimo montanari fala sobre isso.
- 39:33Território constitui um valor de referência.
- 39:36Então quando eu digo que aquilo tem que ser voar, pedido que
- 39:40aquilo é de Santa Catarina ou do interior de algum outro lugar,
- 39:44ou, enfim, eu estou trazendo mais cultura, usando o terroir
- 39:49como uma referência de gerenciamento, pertencimento,
- 39:53vencimento aqui. Isso também gera valor, porque é
- 39:56um valor econômico, social, cultural, político, político,
- 40:01sempre também, né? Somos porcos, político, somos
- 40:05corpos políticos, inegavelmente, e por isso que daí eu acho muito
- 40:09interessante. A gente não vai ter tempo, mas é
- 40:10muito Inter. Isso a gente toda a conversa que
- 40:13você também faz sobre a questão do milho.
- 40:15Exato. Pessoas não tá chegando no fim
- 40:30aqui do nosso tempo, então vou pedir para, começando por ti e
- 40:33fazer considerações finais, já que estamos a falar de ter voar
- 40:38e estamos a falar de biomas brasileiros e estamos a falar de
- 40:42tantas coisas que interferem. A propósito, se comentar do fato
- 40:48de sermos corpos políticos e de tudo o que estamos discutindo
- 40:51tem a ver? Com decisões e encaminhamentos
- 40:54políticos. Eu tomo mesmo atrevidamente a
- 40:58Liberdade de pedir para que vocês reflitam sobre o que a
- 41:01gente está vivendo. Agora mesmo eu gostaria de dizer
- 41:04que eu fiquei infinitamente triste pelo desfecho.
- 41:08Notícia tinha um. Isso nos afeta muito, muito mais
- 41:12do que vocês imaginam. 2 pessoas estavam a trabalho e 2 pessoas
- 41:16morreram brutalmente por estarem trabalhando.
- 41:20Isso não é brincadeira, pensa em que pode ser você.
- 41:24Bom, quem de vocês indo trabalhar e morrem por nada ou
- 41:28por uma estupidez? Não sapiens, definitivamente a
- 41:33gente precisa pensar que tudo o que a gente está discutindo
- 41:36agora depende muito de decisões que a gente vai ter uma
- 41:42afinidade de tomar daqui a pouco e por favor, pensem, pensem
- 41:46muito. Uma coisa é orientação política,
- 41:50outra coisa é desumanidade. Isso não se discute.
- 41:55Desligada pela atenção Caxias a questão da gente filosoficamente
- 42:00discutiu o terroir tem muito a ver com toda a questão de
- 42:04industrialização que a gente viveu a partir dali do século 18
- 42:10e com essa uniformização dos sabores, a gente tem sempre um
- 42:15banquete à nossa mesa, mas quando ele é muito pasteurizado,
- 42:20que sentido ele faz pra gente? No prazer que a gente tem ao
- 42:25comer. Então eu acho muito
- 42:27interessante. Que a gente possa ter, né?
- 42:31Quem que aqui não gosta de cerveja belga?
- 42:33Levanta a mão, OPA. Temos uma pessoa.
- 42:37É. Tem um homem aqui, um super.
- 42:42Mas eu acho que é só procura esse encontro, essa proposta de
- 42:47primeiro encontro do mundo da cerveja selvagem Brasileira.
- 42:51Não? Quem, por exemplo, os povos
- 42:53originários não tenham se reunido?
- 42:55Há também sim, né. Pra esses rituais aqui.
- 42:59Mas eu acho que é sobre isso, é sobre a gente está aqui nesse
- 43:02território surtindo questões, são importantes dentro dos
- 43:07conceitos, muito bem lembrado, ria, aliás, mais uma dessas
- 43:11pretensões de gente branca, né? Aqui estamos, é isso é uma ideia
- 43:16de primeiro encontro do mundo. Foi para fazer piada com isso
- 43:19mesmo, sabe? E só para finalizar, pessoal, eu
- 43:22acho que a grande proposta de quando a gente fala de cerveja,
- 43:25de ter OA, é a gente falar que a cerveja ela passa não apenas a
- 43:29ser um produto na prateleira, mas uma afirmação da nossa
- 43:33identidade, tá? E por isso que nesse momento é
- 43:36tão importante do que a cilene falou porque a partir do momento
- 43:41que a gente está indo contra ou vamos dizer?
- 43:44O meio ambiente a gente está matando um pouco da nossa
- 43:46própria identidade, por tudo o que está se destruindo desse
- 43:50conceito, dessa identidade Brasileira que tem que estar
- 43:53ligada ao que é brasileiro. A gente tem que ter nojo e ódio
- 43:58ao que aconteceu. Como eu sempre achei que era
- 44:01muita força de expressão do Ulisses, mas a desde ontem eu
- 44:04venho muito com isso na minha cabeça.
- 44:06Assim, nojo, nojo pelo que aconteceu, só comentar aqui meio
- 44:09ambiente o homem mais uma vez, o ser humano está incluído, então
- 44:13a preservação dos solos, originários do seu entorno.
- 44:17E o ser humano pós originários, né?
- 44:20Tudo junto e misturado. Então, pessoal, alguém para a
- 44:25pergunta, eu ia fazer essa pergunta na primeira mesa, aí eu
- 44:27acho que fez mais sentido nessa mesa quando na primeira mesa
- 44:32vocês tão falando de cerveja ancestral e selvagem.
- 44:36E aí pecuária, incluindo o humano, não?
- 44:39E aí você falou sobre a cerveja selvagem?
- 44:42Na verdade, o ser mais sobre a técnica do que realmente sobre
- 44:45as características que fazem a compõem sensorialmente.
- 44:50As técnicas ancestrais, o fator humano na cerveja, como a gente
- 44:55pode acessar isso? Resgatar isso.
- 44:58Porque fez muito mais sentido agora, né?
- 45:01A gente tá tendo que resgatar as pessoas e não está conseguindo.
- 45:04Então esse resgate parece secundário, né?
- 45:07O resgate de como fazer a cerveja, mas, mesmo assim, é
- 45:10etnográfico. É importante, né?
- 45:13Não, porque eu vou por na minha cervejaria e aí eu vou
- 45:16comercializar uma titia que é mais próxima, mas porque isso
- 45:20vai sobreviver de alguma maneira e vai ser valorizado, então tem
- 45:24esse trabalho onde é feito, Como Ele É feito, de resgate das
- 45:28técnicas e não só né da gente falar ai eu me, então vamos usar
- 45:31o milho, que também properties. Aqui, a resposta na ponta da
- 45:35língua que é essa, é muito simples.
- 45:37EE eu acho que é uma coisa que, infelizmente, nós brasileiros,
- 45:41estamos atrasados hoje. Existe um movimento
- 45:44sul-americano de resgate. A Titi.
- 45:46Esse movimento teve há 3 semanas atrás um primeiro webinar de
- 45:52países que estão produzindo, de quem, dentro de cervejarias que
- 45:56estejam. Infelizmente teve assim 18
- 45:58pessoas. Só que aconteceram, né, que
- 46:00estavam lá. Por sorte eu consegui acompanhar
- 46:03e assim era. Produtor do Peru, do Chile do
- 46:06Equador idade Bolívia, falando como eles estão, relendo ou
- 46:10refazendo as titias olhando para as produções existentes
- 46:15nacionais. Mas assim, é interessantíssimo
- 46:17que hoje a gente tem diferentes artigos que eles retratam a
- 46:22forma de produzir titia em diferentes países e em
- 46:25diferentes regiões de países, porque existem diferentes
- 46:28técnicas. A gente pensa, por exemplo, a
- 46:30titia como uma bebida, só aquela bebida rápida de fermentação
- 46:33rápida. Mas a gente tem um titia de
- 46:35guarda onde eles enterram a titia e vão beber 9 meses
- 46:39depois. Ou seja, a gente tá falando aqui
- 46:41de uma cerveja de guarda, já entendeu?
- 46:43Mas rapidamente respondendo, tem esse movimento.
- 46:48Hoje, por exemplo, a coisa linda está plantando 3 tipos
- 46:51diferentes de milho não hibridizados, que foram
- 46:54adaptados pela Epagri de Santa Catarina, que tem um trabalho de
- 46:58adaptação de milhos rústicos indígenas.
- 47:02Então a gente levou a isso para plantar e tem 1 ha.
- 47:05Implantado desse, desse milho está lá a gente rezando para dar
- 47:08tudo certo para para 2023, nós vamos partir para a produção de
- 47:12mais 5 tipos de milhas indígenas em 2024.
- 47:16Se tudo der certo, +10 tá aí, entre peruanos, brasileiros e
- 47:20russos. Só complementando e resumindo,
- 47:23mais ainda o que você comentou a sua resposta que penso eu penso
- 47:27implicitamente, alguns profissionais da cozinha no
- 47:32Brasil para tentar entregar no prato.
- 47:36O terroir brasileiro e definitivamente fizeram isso ao
- 47:39longo dos últimos 20 anos, alguns deles muito conhecidos,
- 47:43foram reconhecidos lá fora para depois serem reconhecidos aqui,
- 47:46a exemplo de Alex atala e Helena Rizzo.
- 47:49Vou comentar apenas 2 pessoas, mas muitos mais cozinheiras e
- 47:54cozinheiro que muitos se dedicam.
- 47:56As entrega de Brasil Bocato sabe o que eles fizeram para
- 48:00encontrar as técnicas ancestrais.
- 48:02Eles foram até as origens, conversar com quem entende povos
- 48:06originários mais uma vez, então não destruamos.
- 48:09Os nossos biomas e as nossas inteligências.
- 48:12Ali a gente tá tão na contramão. É possível isso, Arnaldo?
- 48:17Não, não é possível. Isso quer fazer uma pergunta?
- 48:21Manda ver. Eu só queria perguntar quando
- 48:23vocês entraram no assunto do Diego, como você falou que é o
- 48:27controle microbiológico do lucro, ele é usado para cerveja
- 48:31selvagem. Porém, esse controle que tá
- 48:35definido como controle, interfere na definição de
- 48:38cerveja selvagem e como ele interfere, não, ele interfere
- 48:43muito, é uma forma da gente fazer seleção.
- 48:45Tudo que está entrando ali e eu não faço esse controle, não
- 48:48somente nessa parte, por exemplo, a forma como eu encho o
- 48:51barril em si, né? Se ele está mais cheio ou menos
- 48:54cheio, ele também vai interferir na entrada ou na possibilidade
- 48:58da certo bactéria aparecer mais ou menos.
- 49:00Eu faço preenchimento depois, esse barril com mais coisas
- 49:03também tem várias formas, são, perderam, tá várias.
- 49:07Só que é como a gente colocou a tela.
- 49:09Questão é da origem do microrganismo a partir depois,
- 49:14aí vai da técnica. E da expressão estilística dos
- 49:18cervejeiros. Mas sim, sim, existe muita
- 49:21intervenção, várias intervenções.
- 49:23É assim. A gente fala que é aquele
- 49:24negócio, né? Vamos ver o que vai acontecer,
- 49:26mas assim é em várias maneiras a gente perde o controle, tá?
- 49:30Mas basicamente, é eu me olho assim como sabe aquele cachorro
- 49:35que vai controlando as orelhinhas?
- 49:37Sim, o meu papel é esse, né? O pastor, ele, eu só vou lá, vai
- 49:40assim, vai assado, mas eu não posso controlar totalmente, né?
- 49:44Então é sempre um jogo muito, não é, né?
- 49:46Como uma. Cerveja de trigo, onde há, botei
- 49:49a 20, por que vai ser cara? Vai sair?
- 49:51Não sei o que é melhor, é, entendeu?
- 49:53É, é muito mais diferente a se tornar o dia perfeita.
- 49:56Você direciona o rebanho, mas o que acontece lá no meio?
- 50:00Você não tem controle exato e só pra complementar também a
- 50:04propósito do tema primeiro e do tema.
- 50:06Segundo o selvagem itaguá, mas só pra não correr esse risco de
- 50:10confusões, cervejas selvagens não necessariamente entregam ter
- 50:14o ar e vice-versa, não existe relação direta entre 1 e outra,
- 50:17é muito importante. A gente entenda essa
- 50:20dissociação, né? Cerveja se entregam ter voar.
- 50:23Não sou selvagem, afirma. Aumente por isso, necessário é
- 50:26por isso essa discussão, que que interfere no enterro, ao não
- 50:29Palácio e sempre, disse de ter lá a turfa interfere na turfa,
- 50:33traz o teu Artem terruá, sim, de lá.
- 50:38Daquela região dos bosques europeus até unidades.
- 50:43É isso aí. Bom dia, diversas cervejas
- 50:46selvagens feitas no mundo inteiro, eu não pessoalmente.
- 50:50Fonte melhor ou pior eu pessoalmente, eu nunca provei
- 50:52nenhuma cerveja igual ou começo terroir, porque elas não têm
- 50:56células muito semelhante em muitos aspectos.
- 50:59Um exemplo para o Rio de gritando nesses anos para um
- 51:01filme de acidez com essa de Barrica humano existe 11 BNA, um
- 51:07muito, muito definido, muito. Falta cerveja belga, tudo Mick
- 51:11belga tem aquele cajuzinho neles que é único e raramente a gente
- 51:16encontra alguma coisa realmente igual ali que o blog a minha
- 51:20pergunta é sempre assim, nós como senhor?
- 51:22Vejamos a gente sempre há. Eu quero fazer uma viagem
- 51:25parecida, humano, bike belga. A gente começa a repetir
- 51:28técnicas, a gente começa a repetir equipamentos, a gente
- 51:31começa a repetir lutas, ingredientes que você vem nos
- 51:34Estados Unidos e aqui no Brasil é a mesma coisa e vão sair da da
- 51:38coisa. Você tem perfis, cervejas
- 51:40feitas. Pendentes, entre aspas na Costa
- 51:44leste, na Costa Oeste, completamente diferentes entre
- 51:47si. A gente nunca houve com o teu ó.
- 51:49A gente nunca buscou um território, uma região que tem
- 51:53algum perfil sensorial. A gente sempre fica todo mundo
- 51:57querendo fazer as cervejas exatamente igual.
- 52:00A Dell Gi, que a gente não se preocupa com a região, né?
- 52:03Branco não tem gostado muito isso.
- 52:05Qual é o melhor da região no computador que eu tenho é o de
- 52:08menta e já tem muitas brasileiras, ou seja, o nosso
- 52:11produtores de cerveja. A gente está buscando.
- 52:13Considerado o melhor é voar ou talvez a melhor cidade para
- 52:17fazer cerveja. O seu auge em formulários
- 52:19americanos estão fazendo isso. Quando será que não é do lado de
- 52:22sua mama, por exemplo, uma região belíssima para, quem
- 52:25sabe, fazer cervejas selvagens? Aqui no Brasil é a mesma coisa,
- 52:29tá todo mundo produzindo uma cerveja selvagem no Brasil todo.
- 52:32A gente não está preocupando o tempo tá?
- 52:34Ou seja, bom para fazer cerveja selvagem, uma região que tem um
- 52:38clima, prefeito, um ambiente perfeito, uma metrô flora
- 52:42perfeita. Será que não está mais uma
- 52:44provocação? Não?
- 52:45Será que eu também estava nosso hotel de buscar isso?
- 52:48Vitor? O que você pergunta?
- 52:50Tem um pouco muito a ver com o que eu mesmo comentei no final,
- 52:55talvez a busca, o cerveja selvagem, seja com a menor
- 53:01interferência humana possível, por exemplo, para que ela seja
- 53:05mais selvagem possível e o entrega de ter voar onde a gente
- 53:09tenha ouvidos e olhos muito abertos para encontrar os
- 53:13melhores pontos e justamente isso que pra você que tá
- 53:16comentar? Ou seja, a gente tá atento ao
- 53:19que é o nosso país. Faz parte dos exercícios a gente
- 53:24tomar referência lá fora, com algumas outras referências e
- 53:27reproduzi-las. Aqui faz parte da repetição e do
- 53:31aprimoramento. Mas esse exercício de dentro
- 53:35para fora, de internalizar o que temos é justamente o que falta.
- 53:41E eu cometei isso de alguma forma.
- 53:43É justo isso que falta. A gente olha muito pouco pra
- 53:46dentro. Talvez medo dos monstros, né?
- 53:49Eu vou entrar um pouco no lado contrário.
- 53:51Eu acho que a gente não tem que olhar para onde vai ser o
- 53:54melhor. A gente vai ter que fazer para
- 53:56ser aquilo que tem que ser. Vai ter gente que vai gostar,
- 53:59tem gente que não vai gostar, só que aquilo tem uma identidade.
- 54:03A gente tem que aceitar e respeitar aquela identidade que
- 54:06vai acontecer. Então eu acho que não existe uma
- 54:09busca pelo melhor bioma. A gente precisa explorar,
- 54:13conhecer e divulgar os diferentes locais de produção.
- 54:18Que é basicamente a ideia é que o projeto da mani poeira está
- 54:22buscando. Eu acho que é isso que é um
- 54:24caminho assim de não delimitar e nem nada, né?
- 54:27Porque a gente vem muito, talvez é influenciado pelo pensamento
- 54:33norte-americano de classificar e o que que é melhor e o que que é
- 54:37pior, enquanto de momento a gente deveria se preocupar em
- 54:41ser, simplesmente sei é e uma coisa principal é ser honesto
- 54:47sobre o que é, sabe, não querer ficar mascarando.
- 54:51Porra, foi marketing. Eu não sei o que dá o nome que
- 54:53você quer, então acho que por isso essa é uma das
- 54:55importâncias. Nossa amiga, desmatar aqui,
- 54:58quando foi esse que é o Marco político, a gente tá, né?
- 55:01A pouco mais de 500 anos copiando, reproduzindo o que é
- 55:06de fora, então ele tem o primeiro, interromper uma e
- 55:08nessa de mais 500 anos parar se reavaliar pra ir pra frente, né?
- 55:13Então a gente tem uma história de muito mais de 500 anos de uma
- 55:17titia, né? Pra ficar um cerveja para
- 55:19dormir, milho e um mandioca 7000 anos 30 muito mais.
- 55:24Isso é que a gente não reconhece, foram 8 pessoas.
- 55:27Conversar com uma série de produtores que podiam falar
- 55:30muito bem, de ter quarta pessoa falar que me arrependo e então a
- 55:34gente tem que interromper essa ideia, você conhecer o que tem
- 55:36aqui dentro, se olhar e a gente está fazendo o seu.
- 55:39Quanto tempo que seja assim, aprendendo a caminhar como
- 55:42criança, olhando para fora pro lado errado, mostrar fora é ele.
- 55:45Está falando nessa nova onda craft aí desde 9596.
- 55:50Então assim, com 30 MB enorme e lutando com maionese maior, aí
- 55:54que a gente não se reconhece, então.
- 55:57Isso aqui está sendo maravilhoso.
- 55:58Resumo da ópera, política é tudo.
- 56:01Não tem como fugir dela, me desculpe.
- 56:20Encontre o seu vagens, é o programa realizado pelo canal
- 56:23surra de lúpulo Bia Amorim e Diego Simão e conta com o apoio
- 56:28nesta temporada da oca caburé. Siga nossas redes sociais,
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