Latest / Surra de Lúpulo / Cada cerveja, uma história: Cervejas sem álcool | Surra #303
Transcript
- 0:03Alô, tem alguém aí? Será que vocês são como eu, que
- 0:09perdem o sono? Pensando no mercado cervejeiro,
- 0:12por que as cervejarias seguem fazendo reis e IPA?
- 0:15Tudo igual? Qual é o tamanho do mercado
- 0:17cervejeiro artesanal no Brasil? Quantas cervejarias ciganas tem
- 0:21no país? Dos estúdios da Paint network eu
- 0:24sou Ludmila Almeida, mais conhecida como hipacondríaca.
- 0:28E o surra de lúpulo de hoje é cada cerveja, uma história.
- 0:32E hoje a gente vai contar a história da queridinha do
- 0:35momento, as cervejas sem álcool. É esses argumentos.
- 0:39Eles geralmente acusam a existência da cerveja sem álcool
- 0:42de seria uma moda inventada ontem, entendeu?
- 0:45A cerveja sem álcool? Ela tem as suas funções, que tem
- 0:48Lastro histórico também, então não é modinha de hoje.
- 0:52Uma coisa também que as pessoas esquecem, mesmo uma cerveja mais
- 0:56fraca, mesmo uma cerveja de baixo teor alcoólico, ela tinha
- 0:58teor nutritivo. Parem de falar que o ser humano
- 1:02em sei lá ficou 1000 anos aborrecido e não sabia que tipo
- 1:05de água acolher para beber. Ser humano só se instalou na
- 1:08beira de Rio a vida inteira. Gente, ser humano sabe pra não
- 1:10usar água sabe fazer poço. Ser humano não é burro assim,
- 1:13ser humana às vezes parece, mas ele não é burro assim.
- 1:15Calma lá. Os desafios, entre aspas, de
- 1:19fazer uma cerveja com baixo teor alcoólico são basicamente
- 1:23envolvendo não fazer uma cerveja sem graça.
- 1:26Que a gente tem uma mania muito grande de achar que as questões
- 1:29do nosso tempo, elas têm uma certa novidade assim e de olhar
- 1:32passado como se passado fosse ignorante.
- 1:36Meus convidados nesse papo histórico São Gabriel Gurian e
- 1:39Henrique Boaventura, quinta-feira, 26/03/2026.
- 1:49Você gosta do conteúdo que a gente produz por aqui?
- 1:52No surra de lúpulo? Então considere apoiar esse
- 1:54projeto independente para que ele possa continuar existindo.
- 1:57Você pode virar mecenas através do site apoia.se barra.
- 2:01Surra de lúpulo ainda de forma. Absolutamente gratuita.
- 2:05Compartilhando esse episódio e avaliando o podcast com 5
- 2:08estrelas na plataforma de streaming preferida, pequenos
- 2:12gestos fazem o sur de lúpulo chegar mais longe.
- 2:18Sabe um jeito bom de contribuir com surra de lúpulo?
- 2:21Bebendo cervejas? Ah, vocês vão falar, mas a gente
- 2:24já faz isso, não, meus amigos e minhas amigas.
- 2:26Aqui eu me refiro a comprar e consumir cervejas de quem ajuda
- 2:30o surra de lúpulo a se manter no ar e com a casa arrumada, sabe
- 2:34quem as tanes? Que não só para dos rótulos
- 2:37incríveis de altíssima qualidade, mas vão além
- 2:40proporcionam experiências completas com seus bares
- 2:42próprios. EOE Commerce, que entrega a
- 2:44cerveja em todo o Brasil. E o melhor, quem está nos
- 2:47ouvindo pode aproveitar o cupom SDL 12 para garantir 12% de
- 2:52desconto em qualquer produto no site da estanes.
- 2:55Então acessa estanes com 2 ns.com.
- 3:06Eu vou deixar o Gabriel fazer uma pequena introdução para
- 3:10dizer qual foi a motivação que nos trouxe a falar desse tema em
- 3:14específico. Além da moda, né?
- 3:17Além da cerveja sem álcool estar super em alta, teve outra
- 3:20motivação. O Gabriel vai dar essa pequena
- 3:21introdução para que daí a gente comece o papo de fato, então,
- 3:25Gabriele? Pois é, além de gostar de
- 3:28responder a questões presentes através da história, o que é
- 3:31sempre bom, mantém um pouco a relação da minha profissão, a
- 3:34relação e a relevância da minha profissão no tempo presente.
- 3:37Como tem sido de praxe nesta série, este ano a gente tem sido
- 3:41inspirado por por dúvidas, por pedidos e por querelas tretinhas
- 3:45na internet. Por ter alguém errado na
- 3:47internet? Que é basicamente o ecossistema
- 3:50digital inteiro, né? Mas enfim, recentemente a gente
- 3:54viu algumas manifestações que parece.
- 3:56Serão complicadas assim de pessoas simplesmente revoltadas
- 3:58com a existência de opções de cervejas sem álcool por aí?
- 4:01Não sei se alguém chegou, obrigou essas pessoas assim AA
- 4:05beberem aquilo e não outra coisa, ou então a produzirem só
- 4:09aquilo e não outra coisa. Mas eu acho que foi 111 certa
- 4:12intolerância, meio injustificável.
- 4:14E para na tentativa de justificar essa intolerância é
- 4:18esses argumentos. Eles geralmente acusam a
- 4:20existência da cerveja sem álcool de seria uma moda inventada
- 4:24ontem. Como se fosse essas várias
- 4:26invenções tipo labobu labobu não tem porque existir.
- 4:29É um gremlin esquisito que fica pendurado no seu cinto e você
- 4:33coleciona para juntar poeira. Mas a servência é o não é o
- 4:35labobu, entendeu? Ela tem função e ela tem
- 4:38história. Pior do que você falar do labobu
- 4:43são as caras e bocas que Henrique está fazendo nesse
- 4:46momento, onde ele que mora debaixo de uma Pedra, não faz a
- 4:51mais vaga ideia do que é labobu Gabriel labobu.
- 4:55Eu não faço ideia nenhuma. Eu eu pensei que era uma marca
- 4:59de roupas, primeiramente, mas depois, quando disse pendurado
- 5:02no cinto, eu pensei que pode ser uma marca de bijuterias, talvez
- 5:05de ornamentos. Estou totalmente errada, né?
- 5:07Cara, eu também não sei explicar exatamente o que é, mas é uma.
- 5:11Lúcia, até onde você é uma pelúcia e o bicho que parece
- 5:14qualquer coisa menos uma criatura, é amigável, é fofinha
- 5:18que você vai querer colecionar. Presentear alguém é um negócio
- 5:21esquisito, custa caro e muita gente começou a gastar rios de
- 5:24dinheiro com essa porcaria, inclusive ter nokovs,
- 5:27falsificações e tal tal tal. Mas vou dar um outro exemplo,
- 5:30então não é uísque combo sabor diarreia, entendeu?
- 5:34Não é essa coisa que não precisa existir, porque existem também
- 5:37uma série de bons coquetéis alcoólicos e bebidas prontas.
- 5:41Para beber a cerveja sem álcool, ela tem suas funções, que tem
- 5:44Lastro histórico também, então não é modinha de hoje.
- 5:47É que a demanda foi evidenciada por outros fatores, hoje as
- 5:50vendas explodiram e cada vez mais o setor tem se adequado a
- 5:54responder essa demanda. Agora falar que é 11 delírio,
- 5:57uma frivolidade, uma bobagem que foi inventado no hoje já está de
- 6:01sacanagem, então é daí que vem o episódio de hoje, meus caros.
- 6:03E aí, Gabriel, termina meu nome. É naias, meu nome é naias, 7676.
- 6:09Candidato a deputado federal, meu nome?
- 6:11É 5656. Credo.
- 6:16Eu fiquei preso lá no laboboco, que é provavelmente a versão
- 6:20gourmetizada de 11 pelúcia. Mas tudo bem, gente, eu vou, eu
- 6:25vou pesquisar aqui, vou fazer meu trabalho.
- 6:27É, parece um gremlin que apanhou e depois, sei lá, é, foi passou
- 6:32pelo trato retal do totoro, basicamente.
- 6:34Meu Deus, tudo isso. Passei introdução maravilhosa de
- 6:37cerveja sem álcool, né? Tudo isso.
- 6:39Calma, calma, calma, calma, acalmando os ânimos vamos voltar
- 6:42para para a nossa pauta aqui, que é está está num momento
- 6:47realmente proeminente. Porém, como Gabriel já
- 6:49antecipou, ela não é de agora. Ela está aí, ó, desde que o
- 6:53mundo é o mundo. Então vamos falar primeiro pra
- 6:56gente ir tateando levemente esse caminho de moderação e cautela
- 7:02em relação ao álcool na história.
- 7:04Tipo, de onde veio isso, Gabriel?
- 7:06Pois é, esses são acho que 2 grandes fatores que.
- 7:10Permeiam sempre o debate em relação à cerveja sem álcool,
- 7:12além de outros motivos que levam as pessoas a escolher beber
- 7:15parcial ou totalmente essas bebidas, essas opções, né?
- 7:19E é preciso lembrar que o álcool sempre foi uma substância que
- 7:22gerou debates, que gerou preocupação, mas que também tem
- 7:24o seu Lastro de importância ou alimento como uma substância
- 7:28derivativa. Usada, né?
- 7:29Pra gente ficar doidão e curtir a vida.
- 7:31Também tem Lastro simbólico, religioso em várias culturas.
- 7:34Então esse desempenho de diferentes papéis também vai
- 7:37implicar diferentes formas, diferentes ocasiões.
- 7:40E diferentes entendimentos do que é consumir bebida alcoólica,
- 7:43incluindo a cerveja e também de como produzi la se você leva em
- 7:47conta, por exemplo, que a bebida alcoólica como a cerveja como
- 7:49vinho. Serviram como parte de
- 7:51alimentação como fonte importante de energia que
- 7:55permearam a alimentação durante jornadas de trabalho.
- 7:58Você pensa que faz sentido você produzir, por exemplo, opções
- 8:01com o menor teor ao corpo, né? Você não vai tomar uma barley
- 8:04Wine gostosona para acordar, outra no almoço, outra na ceia e
- 8:09aí você vai ficar produtivo o dia todo?
- 8:11Jamais, né? Poder você pode, é o resultado
- 8:14que vai ser um pouquinho baixo de esperados, entendeu?
- 8:18De fato e além dessa, desse ângulo mais prático de olhar
- 8:21para as coisas, medicina e a juízos Morais sempre permearam
- 8:25essas discussões. Então, falar que exagerar está
- 8:28errado, beber fora de hora está errado, são coisas que sempre
- 8:31aparecem ao longo da história e, consequentemente, vão servir de
- 8:34combustível para que você pense alternativas.
- 8:36É a alternativa abstêmica. Ela existiu ao mesmo tempo, você
- 8:40tem Montes Beneditinos fazendo cerveja.
- 8:42De dentro de casa isso era possível.
- 8:43Mas existe um gradiente aí que é permeado por saberes e por
- 8:47valores, que o meu ponto é esse tipo de discussão.
- 8:52Ele sempre levou a oferta de possibilidades a você.
- 8:55Pensar que as possibilidades elas têm que ser amplas, porque
- 8:58as ocasiões, as finalidades, e o público que bebeu sempre foi
- 9:02muito diverso. Aí você pensa, cerveja
- 9:04alimentícia? Cerveja alimentícia é para
- 9:05criança, inclusive, então. Então isso está na mesa das
- 9:08pessoas, está fazendo parte da alimentação de pessoas ao longo
- 9:11de séculos, tá? Ao longo de séculos.
- 9:13Isso você observa em em civilizações na antiguidade,
- 9:15você observa é na alta e na baixa idade média, você observa
- 9:17isso na época Moderna e eventualmente a gente até vai
- 9:20chegar em em indícios de não faz nem 100 anos de que a
- 9:24independente da ocasião isso também acontecia.
- 9:26Mas o tônus da coisa, né? OA tônica, o diapasão que guiou
- 9:30moral no ocidente e a medicina em suas diversas escolas,
- 9:35Correntes, doutrinas e. Isso dialoga muito com o que tem
- 9:38tem sido dito no presente. É a moderação.
- 9:40Ela é a chave da vida com saúde para muitas discussões.
- 9:44É é uma coisa que inclusive aproxima muitas pessoas que
- 9:46estão escrevendo de pontos de vista diferentes, né?
- 9:48Tem até 11111 frase que eu me deparei fazendo pesquisa um
- 9:52tempo atrás que eu gostei bastante, apesar dos argumentos
- 9:55do sujeito. Serem os os quais estava
- 9:57problematizando no texto que eu escrevi.
- 9:59Mas tem um médico Franco escocês, Daniel Duncan, que num
- 10:02tratado dele de 1705, ele vai definir isso muito bem.
- 10:05A natureza não aprecia nada tanto quanto a mediocridade que
- 10:08consiste na segurança. Ou seja, tem que ficar ali no
- 10:12meio. Nem muito nem pouco no meio.
- 10:16Tá tudo bem? Um pouco de droga, um pouco de
- 10:18salada, um. Pouco de droga, um pouco de
- 10:19salada. É isso aí.
- 10:20Olha que maravilha sabedorias que transpõe os séculos e vou
- 10:24até os memes da internet. A gente fala que a internet é um
- 10:27posto de porcaria, mas a gente está aqui, ó, colhendo bons
- 10:30frutos da internet, e é, né? E é, e é.
- 10:34E seguindo esse diapasão da moderação e pegando aqui a
- 10:37literatura médica, continuando, né?
- 10:38Na entre os colegas do Duncan, o lance da cerveja.
- 10:42Ele é apreciado pelos contras e pelos prós também.
- 10:45Então é claro que a medicina hoje ela tem um entendimento
- 10:48mais afinado sobre os males do álcool ou, na verdade, o fato de
- 10:52nenhuma quantidade ingerida de álcool ter algum nível de
- 10:55segurança, né? Você não consegue estabelecer um
- 10:57piso para um consumo de algo seguro, apesar disso já ter sido
- 11:00alentado em outras épocas. Mas por muito tempo, essas
- 11:02bebidas alcoólicas elas foram apreciadas pelos que elas tinham
- 11:05de bom, enquanto também se colocava essas cautelas que você
- 11:08teria que ter consumindo essas bebidas.
- 11:10Então, o vinho, às vezes ele pode ser bom para um tipo de
- 11:12pessoa com algum tipo de Constituição, algum tipo de
- 11:15dieta, algum tipo de profissão ou por morar em algum lugar do
- 11:18mundo que é mais quente, que é mais frio.
- 11:20A cerveja é a mesma coisa. E nessas apreciações você vê
- 11:23também diferentes tipos de cerveja.
- 11:26Elas geralmente vão ser distintas um pouco antes do
- 11:28dessa noção de escola que a gente conhece hoje, mas são
- 11:30essas tradições que são meio nacionalizadas.
- 11:34Cada lugar faz mais ou menos um tipo de cerveja e você acaba
- 11:37distinguindo elas entre Fortes e fracas.
- 11:39Fortes que vem de mais matéria fermentecível, que resulta num
- 11:43potencial alcoólico maior e, por isso, por elas virem de uma base
- 11:46um pouco mais robusta, elas guardam mais propriedades desses
- 11:51cereais de base que a produziram, inclusive dos
- 11:54compostos amargos que depois são a.
- 11:56Adicionados a elas, enquanto essas cervejas fracas, elas têm
- 11:58mais potencial diurético. Isso são os médicos do século
- 12:011819 falando, né? Mais potencial diurético, fazem
- 12:04bem para refrescar e equilibrar a temperatura do organismo,
- 12:07coisas assim. Então você vê esse gradiente
- 12:09inclusive no texto médico que fala que fazem bem, dado o
- 12:12consumo moderado. Então, sempre com cautela, mas
- 12:15sempre com essas possibilidades de escolha.
- 12:17Uma coisa importante de pontuar é que, dependendo do período
- 12:20histórico que a gente está falando, e aqui a gente está
- 12:22falando do século 18, provavelmente 1819.
- 12:25A diferença de cervejas Fortes e fracas, além de teor alcoólico,
- 12:28sim, tem. A questão também tem a questão
- 12:31de residual, de açúcares ou residual de cerveja não
- 12:35fermentada, né? De um moço não fermentado que
- 12:37ficava disponível para a pessoa consumir.
- 12:39Importante falar sobre as práticas de fermentação que a
- 12:41gente tinha nessa época que não, não eram como a gente tem hoje
- 12:44em dia. Então, quando você pensa em
- 12:45forte, fraca, sim, tem diferença de teor alcoólico, mas a gente
- 12:48não está falando de uma cerveja 3% e uma 18%.
- 12:51A gente está falando provavelmente de uma cerveja 8%
- 12:54e uma cerveja 12 por cento de teor alcoólico e aí sim com uma
- 12:58atenuação muito baixa por causa dos métodos ainda não tão
- 13:03refinados de fermentação. Então, só para fechar esse
- 13:06parênteses. Maravilha.
- 13:07Tenho aqui 11 tabela de 1842 com essa graduação de algumas
- 13:09amostras diferentes, só pra gente ter uma noção do como isso
- 13:13era adverso, né? Já nessa época que que você tem
- 13:16um impulso para estudos, um compartilhamento de saberes, né?
- 13:18Vários tratados sendo escritos e publicados por aí.
- 13:21E essa tabela foi publicada aqui no Brasil por um médico chamado
- 13:25Pedro chernoviz. Ele é bastante famoso, então ele
- 13:27vai colocar cervejas inglesas com mais de 7% e algum e muitas
- 13:32cervejas abaixo de 4%. 3.6 3.53. 3.7 e vindo da Alemanha, vindo
- 13:40da França, vindo da Áustria. Então você tem dentro das
- 13:43possibilidades de importação, no caso do Brasil, mas dentro das
- 13:46possibilidades de consumo local na Europa continental e no Reino
- 13:49Unido, um gradiente grande, né? E aqui o um registro
- 13:53relativamente antigo. Na Inglaterra você tem acho que
- 13:56mais coisas do 18 já, mas isso dá para ter essa noção de
- 13:59tradições que estão produzindo cervejas diferentes e demandas
- 14:03por cervejas diferentes também. Aqui você não vê necessariamente
- 14:06o rótulo de. Small bias ou coisa que o valha,
- 14:09que é uma coisa que a gente vai conversar já já.
- 14:11Mas você tem SIM 1 amplo rol de possibilidades de consumo dentro
- 14:16do que se entende por cerveja. Sem falar nas cervejas
- 14:19botânicas, né? Nas cervejas que são, que não
- 14:21são cervejas, no caso das ginger males e ginger Bear, né?
- 14:24Que são na verdade uns tônicos refrigerantes Caseiros, tal,
- 14:27tal, tal, mas Oo próprio fato de bir poder ter um conceito
- 14:30alargado para incorporar essas outras opções demonstra como o
- 14:34entendimento sobre cerveja ele sempre foi diverso e diverso a
- 14:37ponto de. De encampar essas opções de
- 14:39menor e teoro alcoólico, às vezes quase não fermentadas o de
- 14:42fermentação interrompida, né? Perfeito.
- 14:45Você vai falar alguma coisa dessas coisas da do uso
- 14:48medicinal, entre aspas, da cerveja, né?
- 14:50Das mulheres no powerpério, lactação?
- 14:53É, e tudo isso levou? Como eu disse ao desenvolvimento
- 14:56dessas alternativas que são, que também tem que levar em conta um
- 15:00público consumidor diverso, né? E a gente está falando aqui de
- 15:03familiares em refeição, né? Gente dividindo a mesa, comendo
- 15:06um pão eSIM, tomando sua cervejinha com os seus pipoos as
- 15:09suas crianças em cima da mesa, não em cima da mesa, sentados na
- 15:12cadeira com a mão na mesa, comendo um negócio,
- 15:13frequentadores de tavernas e pubs que são o público que a
- 15:16gente mais associa pensando no passado, né?
- 15:18Mas que que que são também uma realidade até hoje é gente
- 15:22convalescente a cerveja com esse ângulo medicinal também, ela não
- 15:24é só melhor o. O pior para uma pessoa com uma
- 15:26certa Constituição. Mas você tem uma série de
- 15:29doenças para as quais os médicos prescreviam tratamentos que
- 15:32passavam pela alimentação. E essa alimentação também
- 15:35incluía doses de cerveja. E aí pode ser uma cerveja forte,
- 15:38uma cerveja fraca, uma cerveja vinda de tal lugar, uma cerveja
- 15:41nacional produzida localmente ou uma cerveja até produzida por um
- 15:44farmacêutico, por um Boticário. Alguma pessoa dessa Seara dos
- 15:49profissionais de saúde também. Você tem mulheres interpéreo,
- 15:52lactação, né? Que é uma coisa que vai
- 15:54permanecer também por bastante. Tempo até as cervejas pretas e
- 15:57doces no século 20, boas para as mulheres em lactação e tal, tal
- 16:00tal gente idosa, com saúde mais frágil.
- 16:02Tudo isso aparece em registros diferentes assim, mas toda essa
- 16:06galera precisa ser contemplada por uma indústria EE.
- 16:08Você inclusive vai ter medidas tributárias que vão obrigar
- 16:11produtores no Reino Unido, por exemplo, a fabricarem cerveja de
- 16:14linha e a cerveja mais fraca, né?
- 16:16Que eles chamavam de smolbear. E aí eu acho que a smolbear
- 16:19puxando já esse gancho é uma conexão mais óbvia que a gente
- 16:22tem com a cerveja sem álcool, né?
- 16:23E inclusive uma opção que que permanece.
- 16:25Se é de alguma forma no mercado até hoje, mas ela acho que dá
- 16:28mais esse fio é dá uma conexão mais óbvia para esse fio entre
- 16:32passado presente nessas demandas por opções com menor teor
- 16:35alcoólico. Né?
- 16:36Legal. A gente está vendo a relevância
- 16:40que as cervejas sem álcool ou baixo teor alcoólico estão
- 16:43ganhando. Muitas cervejarias já sabem
- 16:46disso, mas não sabem como chegar a um bom resultado sensorial.
- 16:50Mas para isso, você pode contar com a pinaco e a sua levedura
- 16:53própria para cervejas de baixo teor alcoólico e sem álcool.
- 16:57Com um perfil sensorial super neutro, essa levedura não
- 17:00fermenta a maltose e por isso resulta num teor muito baixo.
- 17:04Você ainda pode combinar o uso dessa levedura com outras
- 17:07técnicas para chegar a uma cerveja sem álcool, cheia de
- 17:10sabor e que vai surpreender os seus clientes.
- 17:13Conheça agora a levedura low Alcohol e todos os outros
- 17:17produtos da pinaco através do Instagram arroba.
- 17:20Paina com o ponto ingrediente. A gente então pega esse gancho
- 17:28que o Gabriel trouxe pra falar da small beers e fermentação
- 17:31mista. E a gente inclusive falou com o
- 17:33pessoal da seven days ano passado, naquela sequência que a
- 17:35gente fez. Primeiro programas com as
- 17:37cervejas sem álcool nacionais, depois a gente caiu um das small
- 17:40beers, ele ganhou o prêmio e que eu acho que é um território
- 17:43ainda pouco explorado aqui no Brasil atualmente.
- 17:47Mas enfim, vamos contextualizar o que que foram essas small
- 17:51beers ou table beers aqui pra galera entender, Gabriel?
- 17:54É nessa linha aí da criançada em volta da mesa, comendo pão e
- 17:57tomando cerveja. Mas não só o que se chama de
- 18:00small beers no inglês, mas que também tem correspondentes em
- 18:03outros países europeus, né? São essas cervejas com um teoro
- 18:06alcoólico menor. E aí, Henrique, se eu estiver
- 18:08errado aqui, você me corrija no ato, por favor, farei isso.
- 18:11Mas que elas têm uma rota de produção, mais ou menos no
- 18:14sentido de serem produzidas com monstros, com uma.
- 18:17Uma lowergraphic menos açúcares ferimentas cíveis, né?
- 18:22Então resultando numa cerveja com potencial alcoólico menor ou
- 18:25até com o mesh reutilizado de outras fermentações anteriores é
- 18:28o que era um processo de reciclagem de material que era
- 18:31comum em cervejarias, não é? E elas remontam a idade média.
- 18:34São uma coisa bastante antiga. Assim é, é é uma tradição
- 18:37bastante consolidada, porque você tem que ter esse gradiente
- 18:40de opções no cotidiano dessas pessoas.
- 18:42Isso precisa ficar claro. Só para explicar essa questão,
- 18:45tem várias maneiras de produzir na época.
- 18:47Inclusive, né? Mas a gente está falando
- 18:49basicamente de muita. Quando a gente fala mais ou
- 18:52menos de século 18 e 19, a gente está falando basicamente de as
- 18:55cervejarias faziam um mosto para a cerveja premium.
- 18:57Para a cerveja premium não é premium mager, mas para cervejas
- 19:00que seriam as cervejas mais Fortes.
- 19:01As cervejas de mais qualidade e lavavam o tiravam todo esse
- 19:06mosto e faziam uma nova lavagem desse mosto para gerar cervejas.
- 19:09Com menor intensidade de características provindas do
- 19:13mosto, né? Desculpa do malte que geravam
- 19:15geralmente essas smolbeers ou essas cervejas que geralmente
- 19:18seriam as beatters, né? Ou as milds inglesas que eram
- 19:22feitas à base de monstros já lavados, ou de não
- 19:26necessariamente somente de monstro lavado, mas na grande
- 19:28maioria das vezes. E essa lógica ela também chegou
- 19:31até aqui no Brasil. Não sei se vocês se lembram no
- 19:33episódio da Brahma, quando a gente comentou sobre portfólio
- 19:36catálogo, como eles tinham literalmente 3 categorias de
- 19:39cerveja dentro, né? Do do, do seu portfólio
- 19:42oferecido. E isso tinha a ver com a
- 19:44qualidade e com a quantidade de ingredientes que eram colocados
- 19:47em cada tier desses assim que consequentemente iam para um
- 19:50público diferentes. E vem dessa tradição também.
- 19:52Mas aí, retornando à idade média, o fato de haver essas
- 19:55opções com baixo teor alcoólico fez com que essa cerveja meio
- 19:59que fosse o carro. Chefe, né?
- 20:00Da cerveja cotidiana, com esse público diverso, não?
- 20:03Então poderia lá, OOO, sujeito, tomar no seu almoço minha
- 20:08jornada de trabalho e aí a criança poderia tirar o seu
- 20:11jejum, quebrar o seu jejum com 111 smolbeer na mesa, né?
- 20:15E aí eu quero fazer um parênteses aqui, prometo que é é
- 20:18o único destempero que depois eu volto para os eixos.
- 20:22Mas o que eu vi desse papinho de kissmol Beer era opção preferida
- 20:27das pessoas porque a água não era segura para beber.
- 20:30É brincadeira. Parem de falar que o ser humano,
- 20:33sei lá, ficou 1000 anos emburrecido e não sabia é que
- 20:36tipo de água acolher pra pra pra beber o ser humano só se
- 20:39instalou na beira de Rio a vida inteira, gente, ser humano sabe
- 20:42para não ser água sabe fazer poço, ser humano não é burro
- 20:44assim ser humano às vezes parece, mas ele não é burro
- 20:47assim calma lá, esse mito da água suja da idade média, ó,
- 20:51parei. Não, não é à toa que tanta gente
- 20:54morreu de cólera, né? Se tivessem tomando cerveja, não
- 20:56tinham morrido de cólera. Obrigado.
- 20:59Isso é um ótimo argumento. Mas aí tem mais uma questão de
- 21:01entendimento microbiológico que não existia tão bem naquela
- 21:06época do que o lance de ter uma água potável de uma forma não,
- 21:10mas padrão, né? O negócio é mito.
- 21:13Mito. Inclusive é.
- 21:16Cólera no Brasil forneceu um dos registros mais antigos sobre uma
- 21:21forma parecida com a caipirinha no século 19.
- 21:23Mas isso é outro papa para outro momento.
- 21:24Cólera do dragão. Então não tem a ver com esse
- 21:29negócio de água, tá? É é porque essas cervejas elas
- 21:32garantiram o estatuto culturalmente significativo, né?
- 21:35Para muitas culturas europeias, né?
- 21:37Entre é a idade média e época Moderna, pelo fato dela ser mais
- 21:41barata, de produzir por alguém que que fazia cervejas
- 21:43comercialmente, ou ainda na continuidade da produção caseira
- 21:46de cervejas, o que isso ainda vai aparecer em vários manuais
- 21:49que são voltados para cervejeiros profissionais e
- 21:51cervejeiros e cervejeiras Caseiros, a barateza vai fazer
- 21:54com que seja basicamente a norma.
- 21:57É como se fosse. Trouxe a nossa tipo pilsen hoje
- 22:00em dia, que ninguém faz em casa, no seu home blue, mas que tem
- 22:04esse apelo de preço e apelo de ubiquidade.
- 22:07Ela está em todo momento do cotidiano, porque você não está
- 22:10se indispondo a operar na sociedade.
- 22:13Você não está sendo uma pessoa, é, tem.
- 22:14Tem até uns textos que falam que no século 18 você só vê gente
- 22:19embriagada, que bebe hard, likor, que bebe bebidas
- 22:21destiladas. É muito difícil você ver um
- 22:23sujeito amplamente embriagado de cerveja, então há também a vista
- 22:27em algumas. Como uma bebida até mais
- 22:28moralizante fato de você aderir à cerveja e não tomar bebidas
- 22:33Fortes assim, então ela tem esse apelo também, ela tem essa
- 22:36importância desse Lastro cultural, além de ser mais
- 22:38acessível financeiramente, né? Total.
- 22:40E uma coisa também que as pessoas esquecem por mesmo uma
- 22:44cerveja mais fraca. Mesmo uma cerveja de baixo teor
- 22:47alcoólico. Ela tinha teor nutritivo?
- 22:49Se se eu não estou enganado, eu acho que é a história do mundo
- 22:52em 6 copos que eles falam um pouco sobre a questão de o
- 22:55quanto o copo de cerveja ou. A cerveja per c ela era uma
- 22:59fonte nutricional básica de um trabalhador, de uma classe
- 23:03operária, né inglesa, então também tinha isso, né?
- 23:06Tanto é que existe o grande debate, quando começou a mudança
- 23:09para o gin. O gin não tem basicamente nada
- 23:11de de nutrientes, é álcool ali, né, e começou a as pessoas
- 23:14começaram a morrer e começou a dar crise do gin na Inglaterra,
- 23:17muito por causa disso também, né?
- 23:18As pessoas saíram um alimento, por assim dizer, né, do seu dia
- 23:21a dia, tomando cerveja para uma basicamente um líquido
- 23:24inebriante. É a tal da Jim Crazy, né?
- 23:27Do. Século 18, você tem até as
- 23:29ilustrações do William hoeger, né, que é a dein lain e a Bear
- 23:32Street, que apresentam panoramas completamente diferentes, né?
- 23:36A dein lain está todo mundo degradado, está todo mundo
- 23:39fodido, está todo mundo caindo pelas calçadas porque bebe essa
- 23:42coisa do demônio. E a Bear Street está todo mundo
- 23:44alegre, saudável, feliz, contente, Pimpão, né?
- 23:47É, é uma coisa bem, bem icônica e se não me engano, esse Bear
- 23:50Street até foi usado de ilustração para a edição
- 23:53brasileira do livro do Martin corner, que saiu pela crate para
- 23:56quem te. Tiver com essa imagem na cabeça,
- 23:59mas ela estará lá no blog post muito bom, muito bem lembrar.
- 24:02E dizem que a ilustração, né Oo que está sendo retratado ali.
- 24:06São small beers, na verdade, porque né, são cervejas ubíquas
- 24:09que aparecem no cotidiano todo daquela gente naquela época.
- 24:12E tem também 11 asterístico, né? Que de Luiz.
- 24:15Cerveja é uma coisa muito comum, né?
- 24:16Assim como você também fazia serviços.
- 24:19É combinados de barris diferentes.
- 24:21Você também em algumas ocasiões, servir as cervejas mais Fortes
- 24:25diluídas do que acho que fortalece um bocadinho nosso
- 24:28argumento de que preferir opções menos cacetudas é uma coisa que
- 24:32não é de hoje, certo? Certíssimo tem uma só passagem
- 24:35que eu queria refendar aqui, que eu achei ela bem interessante.
- 24:38Ela é do erasmus Robert Darwin, que é avô do Charles, aquele
- 24:41famoso. Muito bem, ele escreveu 11
- 24:45espécie de tratado de o cara escrevendo para educar meninas,
- 24:49né, filho da puta? Mas enfim, é uma espécie de
- 24:52tratado de como regrar a vida de meninas em internatos, né?
- 24:55Na Inglaterra, isso de 1797. Só que aí ele está falando como
- 24:58educar crianças no geral, ele fala que para as crianças mais
- 25:01robustas, ou seja, mais gordinha, a água é preferível
- 25:04para as mais fracas smal bir, então ele está prescrevendo um
- 25:08fortalecente aqui, um biotônico Fontoura direto.
- 25:13Perto da bruy para a mesa dos infantes em escolas.
- 25:16Só pra né? Martelar nesse ponto de que era
- 25:20algo muito disseminado e que ainda assim chegava na mesa de
- 25:24público muito diverso até das crianças em.
- 25:28Instituição educacional, ou seja, tinha tutor falando que é
- 25:31bacana. Vai lá, Champs.
- 25:33Dava aquelas reguadas de madeira na mão, mas te dava uma
- 25:36cervejinha depois, um Paint. Vale dizer que o biotônico
- 25:40fontura, se não me engano, na década de 80.
- 25:43Um pouco antes ele tinha mais teocólico do que a gente pode
- 25:46imaginar. Acho que tinha, sei lá. 7%
- 25:49eurocólico era um negócio meio alto.
- 25:50É uma garrafada, né, cara? É, eu tinha um número parecido,
- 25:53era tipo 5, alguma coisa assim, eu tinha essa esse número na
- 25:56cabeça também. Ah, é?
- 25:57Pois é. É uma garrafada, né, cara?
- 25:59É um é uma maceração de de botânicos ali ainda que você deu
- 26:03uma colherzinha só o bafo do dragão numa criança.
- 26:06Muito, muito ousada, né? Pois é, pois é, Brasil.
- 26:11E só pra pra fechar, esse lance da da small Beer ou das cervejas
- 26:15de menor Teo alcoólico ou de cervejas mais adocicadas para
- 26:17criança é algo que é parece às vezes uma realidade muito
- 26:20distante, mas há menos de 100 anos atrás você encontra
- 26:22facilmente propagandas de Caracu ou de cervejas nessa linha para
- 26:27crianças e para mães lactantes, tá?
- 26:29Então não é uma realidade tão estranha assim, apesar de
- 26:33parecer muito esquisita falando disso hoje.
- 26:35Com certeza, mas a gente vai conseguir paralelos, encontrar
- 26:38paralelos em outras indústrias que não necessariamente faz.
- 26:41Fazem bem à saúde, mas que usaram é brinquedos para atrair
- 26:45crianças, né? Tipo cigarrinho de chocolate?
- 26:48Bom existir outras referências em outras indústrias e que
- 26:51também jogaram essa armadilha. E durou enquanto foi possível,
- 26:55né? A dogma, nosso patrocinador aqui
- 27:03no surra de lúpulo, é uma daquelas cervejarias que não
- 27:06param. São lançamentos quase toda a
- 27:09semana, cervejas sempre frescas, não pasteurizadas em um
- 27:12portfólio que tem propostas para todos os momentos, desde a
- 27:15pilsen, leve e honesta para o dia a dia, até as reis e IPAs
- 27:19carregadas de lúpulo. Uma hiperiostalte envelhecida em
- 27:21barril para os momentos mais especiais.
- 27:24Independente de onde você está no universo da cerveja, seja
- 27:27iniciante ou já veterano de copo na mão, a dogma tem uma.
- 27:31Cerveja para te surpreender, você pode comprar pelo site que
- 27:34entrega cerveja fresca para todo o Brasil, assinar o clube lovers
- 27:38e receber rótulos exclusivos todo mês em casa.
- 27:41Ou se for de São Paulo, dá uma passada em um dos bares da
- 27:44marca. E o melhor ouvinte do surra de
- 27:46lúpulo tem 7% de desconto no site usando o cupom SDL 7.
- 27:51Acesse cervejariadogma.com.br e garanta a sua.
- 28:04Agora a gente vai trazer um mago da da indústria tecnológica,
- 28:09cervejeira pra falar sobre a small Bear assim, é uma
- 28:13indústria mais contemporânea e tal.
- 28:14Inclusive Henrique, eu acho que era legal a gente falar sobre é
- 28:18os desafios, se você quiser, claro, a vontade é sempre esse
- 28:23programa, é sempre seu. Os desafios de produzir uma
- 28:26small Beer hoje, então, são os mesmos diantes.
- 28:28Controle de qualidade. Essa cerveja necessariamente tem
- 28:31que ser pasteurizada? Dá para ser não pasteurizada?
- 28:34Eu acho que vale a pena trazer essa dicotomia.
- 28:36Já que eu tenho a opção, não vou falar, então não é sempre que eu
- 28:39tenho essa opção. Bom, tudo bem também, obrigada.
- 28:42Obrigado pela participação, corta tudo.
- 28:51Eu trouxe um pouco como era feito essas small beers, ou
- 28:53essas cervejas que eram feitas a partir da lavagem de um mosto
- 28:57original, que tinha 11 cerveja mais rica, uma cerveja mais
- 29:00maltada, né? E que se tiravam outras cervejas
- 29:03para aproveitar para reciclar, de certa forma aquele mosto e
- 29:06não perder o resto de açúcar que tinha disponível ali.
- 29:09Como que sempre fica um resto de açúcar?
- 29:11Mas hoje em dia, quando a gente olha para cervejas de baixo teor
- 29:14alcoólico, grande parte temos ainda cervejarias históricas
- 29:18replicando esse processo de fazer a lavagem dos grãos para
- 29:21tirar uma outra cervejinha. Nós temos isso ainda, apesar de
- 29:24que o processo hoje em dia é muito mais técnico, né?
- 29:27Não é simplesmente fazer uma lavagem, é feito essa lavagem e
- 29:31é analisado para ver se o se o sensorial daquela daquele moço
- 29:34está correto. Se não tiver, é feito um blend
- 29:37com outros moços, tem. Tem processos que levam a esse
- 29:40caminho de. Fazer uma cerveja de baixo teor
- 29:42alcoólico mas o mais comum hoje em dia é mirar diretamente numa
- 29:47cerveja de baixo teor alcoólico, seja através de adaptação de
- 29:51receitas mais complexas ou mais alcoólicas, né?
- 29:55Com teor alcoólico mais padrão para receitas de baixo teor
- 29:58alcoólico, como a gente, por exemplo, tem a orval, por
- 30:01exemplo, que ela tem uma versão de baixo teor alcoólico, mais
- 30:04baixo teor alcoólico do que sua famosíssima cerveja orval ou até
- 30:08mesmo Na Na fullers, por exemplo, que é um grande
- 30:10exemplo. De cervejas que tem uma cerveja
- 30:12de teor alcoólico padrão por uma cerveja que também tem uma muito
- 30:17semelhante de baixo teor alcoólico, mas isso é feito
- 30:19através de uma receita que é pensada para gerar uma cerveja
- 30:23de baixo teor alcoólico. Os desafios, entre aspas, de
- 30:26fazer uma cerveja com baixo teor alcoólico são basicamente
- 30:30envolvendo não fazer uma cerveja sem graça, porque tu acaba
- 30:34fazendo tirando, né? Da da cerveja.
- 30:36O que é fermentável? Que é fermento, é cível, que é o
- 30:39açúcar, basicamente, que a levedura consegue comer e a
- 30:41levedura nem sempre consegue comer todos os açúcares.
- 30:43E quando a gente olha para uma receita que tem x quantidades de
- 30:48quilos de malte, não é simplesmente corda pela metade.
- 30:51E vai ser uma cession? Bia, isso traz desequilíbrio.
- 30:53Então, quando a gente tira álcool, a.
- 30:55A gente tem que adicionar alguma coisa no lugar para que aquela
- 30:58cerveja não fique desequilibrada, seja corpo, seja
- 31:01um pouco mais de corpo, porque uma cerveja vai secar muito e
- 31:04para uma cerveja não ficar muito seca, ela tem uma sensação de de
- 31:07de corpo ainda. Cerveja talvez tenha que fazer
- 31:09uma mostura mais alta. Vamos falar sobre mostura, não
- 31:12vamos adentrar tanto, nós vamos ser técnico peronomútil, mas a
- 31:14gente fazer uma mostura mais alta é adicionar um pouco mais
- 31:17de carga de maltes especiais para trazer sabor, porque não
- 31:20vai ter complexidade de malte suficiente do malte base que vai
- 31:23trazer Oo açúcar. Então são adaptações.
- 31:26Que são feitas hoje em dia para gerar cervejas de baixo teor
- 31:29alcoólico, mas com o objetivo mesmo de gerar aquela cerveja.
- 31:32Não é um subprocesso, não é um aproveitamento, é realmente é
- 31:36pensado para aquela cerveja. Entendi, mas e aí, agora você
- 31:40vai trazer pra gente nos dias atuais o que, que, o que que
- 31:44pode? Não nos dias atuais, tipo isso
- 31:45que eu trouxe. Eu como a gente estava falando
- 31:48antes com o Gabriel ali. A gente nos dias remotos, elas
- 31:51eram realmente reaproveitamento de processo.
- 31:54Hoje em dia a gente tem um processo que ele é
- 31:56industrializado e pensado para gerar cervejas de baixo teor
- 31:59alcoólico. Então é essa a grande a
- 32:02diferença se a gente for pensar historicamente, historicamente a
- 32:05gente tinha limitações, limitações técnicas que acabavam
- 32:09gerando cervejas, embora não por necessidade, mas acabavam com
- 32:12baixa atenuação. Mas hoje em dia a gente consegue
- 32:14gerar essas cervejas pensando, fazendo uma receita e gerando
- 32:18essas cervejas por vontade e não para reaproveitar uhum.
- 32:22Um bagaço de malte que tem açúcar disponível ainda, apesar
- 32:25de que algumas cervejarias se mantém fazendo isso.
- 32:27Então essa a grande comparação, historicamente falando, com
- 32:30processo mais contemporâneo. É possível fazer uma cerveja de
- 32:34pastor alcoólico que seja realmente boa?
- 32:37Eu diria que é extremamente. Possível.
- 32:40E se geram cervejas todos os dias de baixo teor alcoólico?
- 32:44Lógico, a gente só não pode comparar, é intensidade de
- 32:47sabores, né? Porque se a gente pensa numa
- 32:49cerveja que tem mais teor alcoólico ali presente, ela tem
- 32:52mais suporte para algumas características uhum.
- 32:55Mas o que a gente está falando aqui é de equilíbrio.
- 32:57Ela é uma cerveja mais menos álcool, então ela vai ter um
- 33:00pouco menos de maltado, ela vai ter um pouco menos disso, mas
- 33:03isso não quer dizer que tu não vai fazer uma excelente, por
- 33:05exemplo, o mordinaire beter excelente fazendo uma cerveja de
- 33:082 e meio por cento de. Álcool ou até mesmo uma trapiste
- 33:11single 11 cerveja com baixo teor alcoólico também, que pode ter
- 33:15que os monges consomem ou ainda uhum fazer uma cerveja que uma
- 33:20American light Bear, por exemplo, ou uma German light
- 33:22Bear, que seria um equivalente de uma German de uma German pils
- 33:25para o universo de baixo teor alcoólico uhum.
- 33:28Então existem cervejas boas, mas o mercado geralmente vai para o
- 33:32caminho de fazer uma cerveja mais sem graça.
- 33:34Mas existe a possibilidade de fazer, não existe uma limitação.
- 33:36Entendi, entendi. E você, Gabriel?
- 33:38Historicamente, o que você tem a falar sobre essas belezinhas com
- 33:42menos teor alcoólico? É o que eu tenho a dizer é que
- 33:44também existia uma certa tendência, de acordo com alguns
- 33:48algumas Fontes tributárias que eu peguei indiretamente com o
- 33:51pessoal do Câmara lá do Reino Unido, que indicam que o pessoal
- 33:54numa tentativa de evadir. Tributos, né?
- 33:58Tributos que incidiam sobre as cervejas e não sobre os insumos.
- 34:01Em algumas épocas usavam o insumo, não tributava para fazer
- 34:05cerveja mais barata, com menos malte, por exemplo.
- 34:07Então isso também era uma era 11 caminho, mas é porque havia
- 34:11demanda por esse, por essas opções, né?
- 34:13Enfim, é. Mas esse ecossistema, ele é
- 34:16bastante diverso, ele é bastante variado, mas a smol Beer é uma,
- 34:20é uma constante, e aí se a gente for caminhar um pouco no tempo e
- 34:23chegar ao século 19. Que é um momento em que eu
- 34:26arriscaria dizer que, de fato, você tem uma intenção evidente
- 34:30de se produzir cervejas sem álcool.
- 34:32Aí a gente vê uma nova metodologia empregada e acho que
- 34:36a gente já comentou ela por aqui.
- 34:37Ou ou foi num papo entre a gente e a conjetura do que pode ser Oo
- 34:42efeito do emprego dessas metodologias?
- 34:44Foi horrível, né? Que é a tal da fermentação
- 34:46abreviada ou interrompida, né? Vai ficar aquele gostão de
- 34:51mosto, né, aquela coisa com aquele açúcar residual
- 34:54desagradável? Mas que por muito tempo foi o
- 34:56status cona. Exatamente.
- 34:58Que por muito tempo foi a definição de cerveja sem álcool.
- 35:01Exatamente, antecedendo algumas experiências que vão tentar
- 35:05propor soluções diferentes para você, de fato, produzir uma
- 35:08cerveja que não rendeu uma percentagem alcoólica durante
- 35:12sua produção ou cujo o álcool foi removido.
- 35:14A fermentação abreviada. Ela Foi o carro chefe, digamos
- 35:18assim, nesse século 19, né? Ou então você fazia preparos
- 35:21compostos, né? Eu achei um registro bem
- 35:23interessante e nessa época, né? No século 19, você também vê a
- 35:27ascensão das ligas de temperança, do ponto de vista,
- 35:30tem, tem alguma ligação com com religiões, enfim, mas tem um
- 35:34lado civil muito forte, né? Especialmente nos Estados
- 35:36Unidos, mas também na Grã Bretanha, em outros lugares,
- 35:39ligas de temperança que estão é não só policiando o consumo de
- 35:42álcool das pessoas em público, mas propondo alternativas.
- 35:44Então você tem uma série de livros que vão propor temper's
- 35:47drinks, né? Então são cocktays, não.
- 35:49Alcoólicos e entre esses coquetéis não alcoólicos, você
- 35:52tem uma série de ingredientes. Um desses ingredientes é o phom
- 35:55searup, literalmente 11 xarope espumante assim que até onde eu
- 36:01consegui detetar, ele é 11 texturizante, basicamente, mas
- 36:04ele é feito com gomaráfica e ácido benzoico, que é indicado
- 36:08também como ótimo para você. Meio que fazer uma cerveja que
- 36:12não é não, não é cerveja do zero, como se fosse mais
- 36:14prosseguir é com o açúcar, que acaba passando por uma
- 36:18fermentação desse, açúcar de beterraba ou açúcar de cana
- 36:21mesmo, e para ganhar 111 consistência maior e até um
- 36:25pouco de durabilidade, você adicionava esse fomser.
- 36:28É uma mock beerman, na verdade, mas você talvez conseguisse
- 36:32controlar um pouco mais do produto final através desse
- 36:35dessa elaboração composta. E esse fomser eu achei bem
- 36:38interessante também. Só que aí, apesar dessa intenção
- 36:40ficar mais evidente no século 19, é no começo do 20 que a
- 36:43gente tem testes e 11, objetivo mais claro do ponto de vista
- 36:48científico, talvez de de, né? Desenvolver métodos que garantam
- 36:52uma cerveja que perdeu poucas propriedades jogando elétricas
- 36:56depois de passar por um processo de remoção de álcool.
- 36:58Que é a grande dor de cabeça, né?
- 36:59Desse procedimento, especialmente porque, em vez de
- 37:02fazer uma cerveja por fermentação abreviada, o que
- 37:05passou se a fazer foi ferver a cerveja, para que você
- 37:08evaporasse esse? Esse álcool e ele sai.
- 37:09Isso da composição. Só que aí o que você pede também
- 37:12um Monte de composto importante, gostoso, que dá a cerveja a
- 37:16característica que você espera dela, né?
- 37:18Além de acelerar a oxidação. Aí, ó, tá aí.
- 37:20Além de perder, você já começa a estragar ela a partir dali.
- 37:24Não além de perder, você sabota, né?
- 37:26Quando você decidiu ferver a cerveja, você já perdeu no amplo
- 37:29sentido da coisa. Nem ferveu ainda.
- 37:32Você já começou a perder. Tá tudo errado no Brasil.
- 37:34É um dos nomes mais antigos de renome, um pouco mais fora da
- 37:40sua própria, do seu próprio quintal, foi o Otto overback,
- 37:43esse cara, ele cretino, tá? Ele é, ele é do nível que
- 37:46poderia estar no avião do Jeffrey epstein hoje em dia, pra
- 37:49vocês terem noção, né? Mas enfim, eu coloquei ele aqui
- 37:52porque ele pediu patente. E esse pedido de patente que foi
- 37:56concedido foi até repercutido na imprensa brasileira, né?
- 37:59Então esse cara, em 1911, ele clamou ter Descoberto depois de
- 38:023 décadas de. Libertação, o Rogerinho ali,
- 38:06muito delicado, um método pelo qual é possível extrair da
- 38:09cerveja e da stout, porque aquele que está distinguindo
- 38:11Beer e stout stout como uma stout é eu, o poder de produzir
- 38:15embriaguez, mantendo intactos seu sabor, efervescência
- 38:19palatabilidade e propriedades nutritivas, digestivas e
- 38:23alimentares. Aparentemente pelo que eu
- 38:25consegui mapear em alguns periódicos científicos o que
- 38:29ele. Fez para alcançar esse objetivo,
- 38:31foi submeter uma cerveja meio morna ali na casa dos 42 °C, a
- 38:37uma corrente de gás carbônico. E assim ele conseguia eliminar o
- 38:40álcool e depois ele até é. Tentou fazer uma reversão disso
- 38:44com outro gás. Enfim, meio bizarro.
- 38:47Mas a. Aparentemente foi isso que ele
- 38:49patenteou e em 1917 essa patente foi concedida.
- 38:51Um privilégio de fabricação é. Mentira.
- 38:58Mas, enfim, mentira e localizado.
- 39:02Esse procedimento não teve tanta repercussão assim.
- 39:05Só que ele marca uma tendência que a gente consegue ver em
- 39:07outros locais dessa busca por uma produção viável de cerveja
- 39:11sem álcool, né? Os Países Baixos tiveram a
- 39:14malto, que foi lançada em 1918 e foi pensada para esportistas e
- 39:17jovens. Olha só, parece o negócio de
- 39:20hoje. Não conhece?
- 39:22Já tinha esse rolê, já tinha a galera, tudo na rua, correndo e
- 39:25pá. Todo mundo com assessoria de
- 39:27corrida, passando no botequinho para tomar a sua Malta
- 39:30exatamente depois do treino. Pegando uma banana.
- 39:35Tem não vale nada, eu percebi. Ó, eu.
- 39:38Eu falo de dentro, tá? Eu falo, eu já fui, eu já fui
- 39:40assim. Eu nunca paguei assessoria, mas
- 39:43depois da gravação eu vou correr e quando esse episódio sair eu
- 39:45provavelmente o ouvirei correndo.
- 39:47Mas enfim, essa Malta, aparentemente ela Ela Foi uma
- 39:50ideia que que teve o seu registro, mas ela não teve muito
- 39:53Lastro no tempo em que Ela Foi lançada e ela meio que
- 39:56desapareceu do mercado na década de 20.
- 39:58Mas aí meus amigos, nós temos vários exemplos do Brasil
- 40:01tentando cavar o seu nicho nesse mercado e são vários mesmo ao
- 40:05longo de muito tempo recuando um pouco.
- 40:08Isso é um registro bastante interessante.
- 40:10Que eu encontrei durante as pesquisas lá para o beber
- 40:11história, que foi o podcast que eu fiz com os meus caros sócios
- 40:14lá do comer história. Em 1866, em Recife, você tinha 2
- 40:17cervejarias importantes. Uma delas era da sociedade ches
- 40:20e gassiê, de 2 franceses. E aí eles anunciam o seguinte.
- 40:26Os sócios convidam ao respeitável público para que se
- 40:29afreguezem e comprem da cerveja fabricada no seu
- 40:32estabelecimento, cuja qualidade superior nada tem a desejar
- 40:36tanto no aroma e transparência como no sabor acrescendo, ainda
- 40:40que, por ser fabricada no país, não tem álcool, como acontece
- 40:43com a que vem do estrangeiro, ou seja, é vendido como um
- 40:47diferencial. Cara, não fala nada de saúde,
- 40:50que vai ser 11 constante em em registros posteriores assim.
- 40:54Tem até algumas conjetorações possíveis de ela não tem álcool
- 40:57porque ela é fruto de uma fermentação interrompida porque
- 41:00os caras não tinham controle nenhum do processo, fermentativo
- 41:04de temperatura de duração, viravam uma bagunça cheia de
- 41:07off, flavors e produtos imprevisíveis, e aí eles
- 41:10decidiram fazer uma coisa interrompida e oferecê la assim
- 41:13para o mercado e com esse ângulo de que, pelo fato de ser local,
- 41:16ela era melhor, né? Enfim, mas isso em 1866.
- 41:19Mas eu fico me perguntando se era fermentado, Gabriel, se era,
- 41:22chegava ao ponto de fermentar. Porque se tu colocar lúpulo, a
- 41:26extrato de malte ou malte e fazer uma fervulha, tu tem um
- 41:29processo ali, tipo, tu consegue gerar uma alguma coisa com
- 41:32gosto, extremamente doce, mas tu consegue gerar.
- 41:35É possível é que tem alguns relatórios dessa época, de
- 41:38algumas exposições e de alguns outros cervejeiros brasileiros
- 41:41que indicam isso, que você interrompe a fermentação por
- 41:44conta desse descontrole de temperatura.
- 41:46Então pode ser 11 interrompida, pode ser uma não fermentação
- 41:49também, com certeza. Você também tem algumas
- 41:51importações que são noticiadas no jornal, né?
- 41:54Por exemplo, the bice co. Brandt de Bremen, que foi
- 41:58importado no Recife em 1887. Você tem cerveja sem álcool no
- 42:00Maranhão, de puro lupulo e cevada sem ingrediente.
- 42:05Gentes prejudiciais da saúde em 1901, porque nessa época você
- 42:08tem uma, tal qual a crise do metanol que a gente viu há uns
- 42:11meses atrás, uma grande oferta de bebidas contrafeitas, de
- 42:14bebidas falsificadas, feitas com um Monte de coisa que fazia mal
- 42:18à saúde mesmo. Pouco depois 1914, o Ministério
- 42:20da agricultura vai conceder uma patente frontal de Hans Werner,
- 42:23um industrial com sede no Rio de Janeiro, pelo desenvolvimento de
- 42:27um processo para a transformação de albumina e outras substâncias
- 42:30análogas suscetíveis de coagulação.
- 42:35E contidas na cerveja fermentada e para a preparação de cerveja
- 42:39sem álcool ou com fraca porcentagem alcoólica, 1914 + 1
- 42:42bocadinho. Tem muito anúncio de um anúncio
- 42:45pequeno, assim, que não dá muito contexto, né?
- 42:46Do do qual é do produto, mas sempre com o ângulo do
- 42:50medicinal, né? Por exemplo, a maltina, que era
- 42:52produzida no Recife entre 1918 e 19, é especial.
- 42:54Bebida estomacal. São várias assim que só aparecem
- 42:58medicinal. E o nome do fabricante
- 42:59aconselhada por notabilidades médicas, as mães.
- 43:05E aos anêmicos tem também uma no Paraná que ela teve, acho que um
- 43:09investimento altíssimo em publicidade, porque tem página
- 43:11de jornal que ela aparece 2 vezes assim chamava trink meet,
- 43:15mas ela depois de um tempo, né, ela desaparece.
- 43:17Assim, ela aparece muito na década de 1910.
- 43:18Na década de 1920 ela some, né? Beba com trink meet, trink meet
- 43:21e por fim tem uma supereie cara, literalmente.
- 43:26A marca é supereie, vendida no Rio de Janeiro, lá por volta de
- 43:311928, como sinônimo de. E Boa Saúde, olha só.
- 43:41Então eu seria um bom marqueteiro do do século, do dos
- 43:45anos 20. Tipo, provavelmente eles tinham
- 43:47uma quantidade limitada de caracteres, eles não podiam.
- 43:50Reflexionar direito corretamente os os verbos ou adicionar, sei
- 43:54lá, coisas de ligação e tal da especial bebida estomacal.
- 43:58Isso, isso, isso isso rende uma camiseta.
- 44:02Sem falar que Oo que a gente entende como humor, né?
- 44:05Às vezes é uma coisa só antiquada, né?
- 44:07E falar assim, naquela época a pessoa fala, olha que Bela ideia
- 44:10e vi que Boaventura vamos pôr no jornal.
- 44:12Enfim, são muitas iniciativas assim, entre essa segunda metade
- 44:15de 19 e a primeira do 20 que indicam essa intenção.
- 44:20Evidente, assim, de produzir cervejas não alcoólicas de fato,
- 44:23né? A metodologia, ela ainda está
- 44:24engatinhando nesse período, mas não faltam ofertas, não faltam
- 44:27opções e inclusive algumas que mobilizam os mesmos argumentos,
- 44:32que são Fortes No No debate de hoje, né?
- 44:35Eu acho que é o ponto. Assim, seria meio que esse.
- 44:38Se a gente for parar pra pensar, a gente continua falando da
- 44:40história como uma coisa cíclica, né?
- 44:42A questão da cerveja sem álcool, ela ela não é nova.
- 44:47Como a gente começou a falar aqui, ela vem de muito tempo.
- 44:50EAA. A proposta de vender cerveja com
- 44:53teor alcoólico era para todos os públicos.
- 44:55Mesmo quando a gente pergunta hoje para um dono de cervejaria,
- 44:57para quem você quer vender todo mundo?
- 44:59Não, o mundo é todo mundo da antigamente.
- 45:00É todo mundo. Mãe, criança, é irritante,
- 45:03grávida, doente, terminal, cachorro, cachorro.
- 45:07O cavalo da carroça. Pô, todo mundo.
- 45:10O público alvo, doente terminal, doente terminal.
- 45:14Ele falou aí que era, pô, tônico para pessoas velhas.
- 45:17Pô, velho, não é doente terminal?
- 45:18Né, pô? Mas com saúde frágil não quer
- 45:20dizer que IA ter. Terminal, pô.
- 45:22Mas inclusive tem alguns artigos veterinários do século 19 que
- 45:26falam do benefício de cerveja para égua parindo também.
- 45:29Veja bem, Brasil, veja bem, enfim.
- 45:32Então o que eu quero dizer é que no final, essas coisas são
- 45:35cíclicas, né? Alguém vai lá, volta, volta lá
- 45:38na caixa, mistura. Eu não diria que é cíclico.
- 45:41Isso é inclusive uma discussão de teoria da história muito
- 45:44pesada. Mas eu diria que a gente tem uma
- 45:45mania muito grande de achar que as questões do nosso tempo, elas
- 45:48têm uma certa novidade assim e de olhar passado como?
- 45:51O passado fosse ignorante, mas ao passado ele lida com com às
- 45:54vezes a com as mesmas coisas. Ele propõe alternativas
- 45:58diferentes. É às vezes OA urgência desses
- 46:02problemas. Ela Passa-e-Fica parecendo que a
- 46:03questão não existiu, né? Por exemplo, a gente vai ver na
- 46:06metade do século 20 o interesse por cervejas de baixo teor
- 46:09alcoólico ou sem álcool. Deu uma decaída, mas a gente
- 46:12está vendo a duração dessa questão, a continuidade desses
- 46:16argumentos. Não sei se ciclo, porque a
- 46:19experiência humana ela variava demais, mas eu acho.
- 46:21Que a gente também precisa parar de achar que as coisas do nosso
- 46:23tempo, elas são novas. Assim, a gente às vezes só tema
- 46:26em não olhar para o passado com a devida atenção.
- 46:28Seria melhor dizer pendular, então?
- 46:30É que aí tudo tudo isso implica um movimento inerente da
- 46:33história. Mas a história não é uma força.
- 46:35A história é um campo de saber feito por gente.
- 46:37É impossível ganhar uma discussão com o Gabriel, gente
- 46:39já desistia. Não, eu IA dizer, acho que só
- 46:42vamos desistir, Luís, exato. Desculpe, desculpe, desculpe.
- 46:45Não, agora já fez a cagada, agora eu pedi desculpa, pô.
- 46:49Lembra do cavalo, lembra do cavalo?
- 46:53Amil out, parceira do surra de lúpulo, é uma fazenda de lúpulos
- 46:57nacionais localizada na Serra gaúcha, a 1000 m de altitude.
- 47:01E o que eles produzem é simplesmente impressionante.
- 47:04O lúpulo é da variedade de sais cultivado e processado, com o
- 47:08controle rigorosíssimo desde o plantio até A Entrega,
- 47:11garantindo que o produto chegue na sua panela com o máximo de
- 47:14frescor. O resultado é um lúpulo com
- 47:16identidade própria, com aroma herbal, cítrico e amadeirado,
- 47:20que já está presente em diversas cervejas medalhadas no Brasil.
- 47:24E o melhor não precisa ser só para edição especial, com alta
- 47:28disponibilidade e sem flutuação cambial, o lúpulo 1000 out pode
- 47:32entrar no seu produto de linha com qualidade e consistência.
- 47:35Seja você cervejeiro, caseiro ou profissional, vale muito
- 47:38conhecer. Acesse o Instagram arroba
- 47:40lúpulos 1000 out e descubra como trazer mais frescor, terruá e
- 47:45qualidade para sua cerveja. Bom, a gente para continuar com
- 47:54esse caminho. A gente vai falar da tal da near
- 47:57beers e as estratégias de remoção do álcool, que eu acho
- 48:00que é tipo aquela coisa que deixa qualquer cervejeiro há
- 48:03muito tempo sem cabelo, ou quem tem cabelo, como Henrique, de
- 48:07cabelo em pé, né? Tirar o álcool da cerveja com
- 48:10qualidade, mantendo as características positivas, é um
- 48:13problema desde que o mundo é mundo.
- 48:15Não, eu imagino. Então, Gabriel elucide essas
- 48:17questões. É, né?
- 48:18É aquela coisa, quanto mais você mexe, pior fica, né?
- 48:21E a ideia é eu mexer o mínimo possível, mas nesse caso aí a
- 48:24galera teve que mexer. Faz tempo que a gente não fala
- 48:26da lei seca dos Estados Unidos aqui, né?
- 48:28Então acho que um refresquinho da memória, que foi quando 11
- 48:32série de de implementos legais, inclusive emendas
- 48:35constitucionais, foi passada nos Estados Unidos a partir de 1918
- 48:3719. Mas a proibition de fato, ela
- 48:39tem uma vigência de 1920 até 1933 e isso impactou muitos.
- 48:45Padrões de consumo daquele país e também provocou evasão de
- 48:48bartender, contrabando, ascensão de crime organizado.
- 48:52É 11 período que é ainda que localizado.
- 48:54Ele tem repercussões muito amplas, né?
- 48:57E uma dessas repercussões aqui, voltando para nossa discussão,
- 49:00são as newer beers, literalmente quase cervejas, quase cervejas
- 49:04para circulo ventilar as restrições legais de produção e
- 49:07comercialização de álcool nos Estados Unidos, em tese, o que
- 49:11se entendeu por newer Beer nesse período eram cervejas com até
- 49:140,5%. De teor alcoólico que escapavam
- 49:17dessas restrições, né? Que eram bem rígidas, anão ser
- 49:19para produto com fins medicinais.
- 49:21Mas aí dizem que uma galera e religiosos Ah, tinha, tinha é
- 49:25brecha para para produto alcoólico religioso também?
- 49:27Tinha o vinho ainda era consumido nas igrejas, ainda
- 49:30tinha essa questão. Dor e meia a menu esqueci disso
- 49:33aí. Dor e meia.
- 49:34Tá vendo, Oo agnóstico aqui pisando no paradigma da
- 49:38sociedade ocidental, Ludmila? É eu, eu aqui, um ateu, que
- 49:42precisa saber essas informações para poder brigar contra, né?
- 49:46E aí, até onde eu pude entender essas newer beers para garantir
- 49:51esse percentual alcoólico? Elas eram produzidas através de
- 49:55uma fermentação com cerveja, né? Com um moço inicial de baixa
- 49:58densidade, low gravity, exato, produzindo um baixo teor
- 50:01alcoólico. E depois ela ainda era fervida
- 50:04para que você evaporasse esse álcool.
- 50:06E ou aí, como eu disse, uma caralhada de composto importante
- 50:09até atingir esse nível permitido por lei menos usual também era
- 50:13diluir uma cerveja já fraca. Caca com água.
- 50:16E aí você depois mandava aquilo para o mercado sem muito
- 50:19problema. E aí, querendo ou não, é?
- 50:21Apesar de conviver com outras opções contrabandeadas e opções
- 50:25às vezes muito piores, né? De bebida, bebida forte,
- 50:28inclusive, houve uma certa adesão a esse tipo de de opção
- 50:33oferecida no mercado, que teve uma certa sobrevida com o fim da
- 50:36lei seca, até mais ou menos a Segunda Guerra Mundial.
- 50:39E essa metodologia de produzir com menor teor alcoólico e
- 50:42depois ferver meio que foi o status quo da produção.
- 50:45Quando cervejas não alcoólicas dessa metade até os anos 90,
- 50:51comecinho dos anos 2000. Com mais intensidade, menos
- 50:53dependendo do mercado, apesar de você ter outras alternativas
- 50:56propostas dependendo do local. Por exemplo, em 1966, a
- 51:00cervejaria Suíça howman. Não sei se é assim que se
- 51:03pronuncia howman howman. Desenvolveu uma cepa de levedura
- 51:08que produziria uma baixa quantidade de álcool durante a
- 51:11fermentação. Então, em tese, você não teria
- 51:13que submeter aquela cerveja a processos lesivos que iam privar
- 51:17ela de compostos interessantes, né?
- 51:19Que é um trabalho que tem sido desenvolvido em vários centros
- 51:22de pesquisa até hoje. Eu acho que é uma alternativa
- 51:24muito inteligente e se não me engano, algumas cervejarias
- 51:27especializadas em cervejas sem álcool no Brasil fazem uso de
- 51:30recursos assim, né? Exatamente que foram
- 51:32entrevistadas aqui no sul, não me lembro exatamente qual
- 51:34perfeito, então não vou cometer o erro.
- 51:36De citar uma sem ser a correr. Quase todas hoje fazem esse tipo
- 51:39de fermentação. Quase todas.
- 51:41Todos os outros processos são mais caros.
- 51:43Parabéns para o. Brasil que é o puta de um canto
- 51:45bom de tomar cerveja. Essa é a verdade, Brasil.
- 51:49E no caso dessa churleman? Esse advento dessa cepa de
- 51:52levedura deu origem a birrell pail lager, que hoje ainda faz
- 51:56parte do portfólio da couseber, apesar da rulleman ter sido
- 51:59vendida por uma cervejaria fechado, basicamente ter deixado
- 52:03de existir e essa outra cervejaria ter sido comprada
- 52:05pela couseber. Então você?
- 52:06Também tem aí 11 linha direta dessa estratégia, gerando um
- 52:09produto que permanece aí a mais 60 anos, né?
- 52:12Só que essa não foi a rota mais explorada no século 20.
- 52:16Quem se lembra aí de opções no mercado brasileiro?
- 52:19Com certeza não vão associar isso a um a 11 cerveja que não
- 52:23passou por uma judiação antes de chegar na latinha na sua casa,
- 52:27né? Então AA rulleman aí no em 66
- 52:30dando essa opção. Então você começa a ver uma
- 52:32mudança no paradigma do que é fazer uma cerveja sem álcool e
- 52:35aí nos anos 70. Isso começa a ganhar mais tração
- 52:37em diferentes lugares, né? Acho que AA Klaus taller seria
- 52:40essa essa pronúncia também. Klaus taller é na Alemanha
- 52:43ocidental nos anos 70, especialmente em 79, com um
- 52:46rótulo mais é corajoso, digamos assim.
- 52:47É depois no Reino Unido, em 1976, no Reino Unido e na
- 52:51Irlanda, a Guiness vai lançar a caliber AO dahus vai ser muito
- 52:54importante no mercado dos Estados Unidos e a kronembier é
- 52:57um, querendo ou não, uma marca importante e duradoura no
- 52:59Brasil. Meu pai, ele passou por alguns
- 53:02procedimentos hospitalares na vida e por.
- 53:06Muito tempo teve que beber cronembia e segurou as pontas
- 53:09com cronembia, entendeu? Então não dá pra gente ficar
- 53:12icônica, icônica, para bem e para mal.
- 53:14Brama zero e cronembia. Para bem e para mal.
- 53:16Mas aí nessa segunda metade do século 20, a gente tem uma
- 53:20tentativa de diversificação desses processos e 11
- 53:23investimento em pesquisa para você alcançar processos que não
- 53:27prevem a cerveja original, digamos assim, desses outros
- 53:30compostos que não o álcool, para que ela fique um negócio bacana
- 53:33para o consumidor. Antes de passar para outra parte
- 53:37técnica que o Henrique vai trazer para a gente, eu queria
- 53:39lembrar para quem está ouvindo a gente aqui, recentemente a gente
- 53:43liberou um programa com a Bianca tellini para falar justamente
- 53:47sobre técnicas atualíssimas, sobre leveduras, sobre estudos
- 53:51que estão sendo feitos para melhorar ainda mais a qualidade,
- 53:55a perceção sensorial. Da cerveja sem álcool, né?
- 53:59Talvez a gente esteja falando da terceira geração de cerveja sem
- 54:03álcool, do grau de modernidade absurdo.
- 54:05Então vale demais ouvir and no blog post que Gabriel Gurian é o
- 54:10nosso revisor redator. Estarão lá os links para o
- 54:13artigo que a Bianca trabalha e a pesquisa eu a matéria que saiu
- 54:18na National Geographic gringa sobre OA pesquisa que ela está
- 54:21fazendo. Agora, Henrique, eu estou
- 54:33tentando botar um apelido no Henrique de qualquer maneira,
- 54:35tá, gente? Eu sou em apelidável, eu só
- 54:37queria lembrar isso. A última pessoa que ficou com
- 54:39essa coisa eu sou em isso, em aquilo, em aquilo, outro ó, não
- 54:43deu muito certo. É o é o boa na Fortuna.
- 54:46É o boa na Fortuna good venture? É.
- 54:48É, tem o Henrique, o que é um cara rico pra caceta, mas enfim.
- 54:51Enrique é sendo. Também no gerúndio vamos falar
- 54:55da destilação a vácuo, osmose reversa, filtragem por membrana,
- 55:00todas essas outras pegadinhas do malandro que foram sendo
- 55:04inventadas para melhorar a qualidade da cerveja sem álcool.
- 55:06Ou pelo menos a perceção tutorial dessa menina.
- 55:08Só queria comentar que, como o Gabriel falou do do pai dele,
- 55:11meu pai também era um consumidor de cerveja sem álcool.
- 55:14Só esqueceram de falar que a cerveja sem álcool ela não é sem
- 55:16açúcar. E ele é diabético.
- 55:18Então existe um probleminha aí para as pro pra parte do consumo
- 55:21de cerveja sem álcool também. Descobrimos um pouquinho tarde,
- 55:24talvez um pouquinho pouquinho coisa, mas não deu para
- 55:26recuperar uns anos. Aí.
- 55:27Sobre processos, a gente falou aqui sobre um processo histórico
- 55:31que é a fermentação interrompida, né?
- 55:33Grande parte das cervejarias usaram isso por muito tempo,
- 55:37algumas se mantém usando isso ainda, que é basicamente tu faz
- 55:4011 cerveja normal entre aspas, algumas fazem com uma densidade
- 55:44inicial, uma quantidade de açúcar um pouco reduzida.
- 55:47Fazem uma fermentação inicial e, quando chega numa certa
- 55:51quantidade de álcool 0,5%, pá, mata fermentação, vai lá,
- 55:54interrompe seja com fora da Alemanha, com o uso de algum
- 55:59tipo de ingrediente externo que vai fazer com que a que a
- 56:04levedura pare de trabalhar seja aumentando a temperatura e
- 56:06matando a levedura. Asteurizando também é outro
- 56:09processo que o costuma ser feito, vai para a fermentação,
- 56:12destilação a vácuo. É um outro processo que tem como
- 56:16tentativa melhorar, né? Não só fazer uma cerveja com
- 56:19tanto açúcar residual, mas ela vem com vários outros problemas
- 56:22junto o álcool ele evapora ali na faixa de 70 e poucos graus
- 56:26mais ou menos. Então aquele jovem, ele não
- 56:29estava evaporando cerveja 42° não estava mesmo, talvez não sei
- 56:33se nem a vácuo tu consegue fazer isso, mas enfim. 70° é a
- 56:36temperatura que tu precisa minimamente para evacurar o
- 56:39álcool. Só que tem outras coisas que
- 56:41acontecem geralmente a cada 10° que a gente aumenta a
- 56:44temperatura da cerveja, a gente está dobrando o fator de
- 56:46envelhecimento dela. Então a cada 10° ela envelhece 2
- 56:50vezes mais rápido. Se a gente está falando que a
- 56:52gente levou a nossa cerveja a 70°, a gente está falando que a
- 56:55gente é 11. Cálculo maluco aqui, mas a gente
- 56:57desgraçou essa cerveja. Ela, basicamente ela vai estar
- 57:00com sabor adocicado. O que tiver de caramelo naquela
- 57:03cerveja vai começar a aparecer papelão, vai ter sinais de
- 57:07envelhecimento, mel, muita característica de envelhecimento
- 57:10que não é o desejado por uma cerveja, principalmente em
- 57:12cervejas como kronembeer ou cervejas brama zero, que são
- 57:16cervejas que são American lagers, que não tem essas
- 57:18características originalmente. Aí veio a osmose reversa, que é
- 57:22basicamente tu passar a tua cerveja por uma série de
- 57:25filtros, que tem uma dessas camadas de filtro que consegue
- 57:29filtrar o álcool. Aí tu realmente consegue gerar
- 57:32uma cerveja sem álcool. Tu vai filtrar o álcool e álcool
- 57:35vai ser separado da cerveja. E do outro lado, tu vai ter uma
- 57:38cerveja isenta de álcool, isenta de outras coisas também, como
- 57:41sabores. Muitos sabores se perdem pelo
- 57:44processo de osmose reversa. Então, tipo.
- 57:47Fica nesse impasse aqui também, né?
- 57:49É muito bom, né? Vai estar isenta de álcool e de
- 57:52outras coisas também, como sabores, aroma e vida.
- 57:55É verdade, se você é basicamente tu tá, tu tu é uma troca que tu
- 57:58faz, né, tu faz uma escolha às vezes injusta, né?
- 58:02E hoje em dia, como o Gabriel trouxe Oo novo processo, o novo.
- 58:07A nova coqueluche do momento é usar leveduras, que tem uma
- 58:11capacidade de consumo limitado de açúcares.
- 58:15Que que isso significa, gente? A gente sabe.
- 58:17Por exemplo, eu já falei lá no início do programa que a
- 58:19levedura, ela consegue consumir uma gama de açúcares, não todos
- 58:22os açúcares, mas uma gama de açúcares.
- 58:24Alguns mais complexos, como dextrina, são mais difíceis de
- 58:27serem consumidos, outros, como a lactose, são praticamente
- 58:30impossíveis de ser consumidos por leveduras normais.
- 58:33Eu e lagers, mas aqui a gente está falando de uma levedura que
- 58:37ela tem menos capacidade ainda de fermentar açúcares.
- 58:41Então AO que é feito é o mosto elegerado.
- 58:45Somente com esses açúcares e com baixa quantidade desses açúcares
- 58:49que ela consegue consumir e outros açúcares que ela não
- 58:51consegue consumir são gerados. Mas ela nem brinca naquele rolê
- 58:54e ela tem menos doçor também por causa disso.
- 58:57E essa lebredura vai atacar esses açúcares e somente eles e
- 59:00fazer uma pequena fermentação sem interromper, sem nada, tá?
- 59:04Ela vai fermentar do início ao fim, mas gerando somente zero 5%
- 59:06de álcool. E aí que reside essa esse boom
- 59:10de qualidade das cervejas mais modernas que usam essas
- 59:13fermentações curtas e de alguns açúcares específicos, porque não
- 59:17é um processo interrompido como em outras fermentações a gente
- 59:20está fazendo é uma fermenta, ela fermentar ela consumir somente
- 59:24aqueles açúcares que a gente quer.
- 59:25Mas o ciclo de vida da levedura é o é completo.
- 59:28Ela ela desperta, ela se propaga, ela consome o açúcar e
- 59:32entra em dormência. A gente não está.
- 59:34Matando no meio do caminho, gerando menos off flavor,
- 59:36gerando menos problemas na nossa cerveja finalizada.
- 59:38Então hoje em dia ainda tem cervejarias produzindo com, por
- 59:42exemplo, fazendo fermentação interrompida.
- 59:44Sim, principalmente cervejarias alemãs ainda continuam fazendo
- 59:47esse processo, muitas já estão migrando A baixo stefanner, tem
- 59:50um equipamento inclusive super moderno que é usado nas
- 59:52cervejas. A gente falou sobre isso, né?
- 59:54Lud no programa que a gente fez, não me lembro qual o número, a
- 59:56gente trouxe isso e é uma coisa que, segundo A baixo stefanner,
- 1:00:00remove realmente sem remover sabor.
- 1:00:03Então é algo a ser provado, porque eu não provei essas
- 1:00:05versões sem álcool ainda aqui no Brasil.
- 1:00:07Enfim, boa, boa, boa. Ventura.
- 1:00:10Boa Ventura. Boa explanação, boa explanação,
- 1:00:13bom, a gente está chegando aquele momento que é como é que
- 1:00:17está a sendo contemporânea, né? E aí, ainda mais esse discurso
- 1:00:21de moderação fit ou a simples escolha de escolher não consumir
- 1:00:26o álcool? A gente, inclusive, tem
- 1:00:28investido em papos aqui no surra de luto sobre o tema, porque a
- 1:00:31gente quer fazer você, nosso ouvinte fiel, pensar, entendeu?
- 1:00:35Se eu trago informação sobre moderação, eu quero que você
- 1:00:37esteja pensando. Então vamos ter mais conteúdos
- 1:00:41sobre isso rolando aqui ao longo do ano.
- 1:00:43Então, Gabriel, vamos dar esse raio x dessa cena nesse momento
- 1:00:47em que pé estamos com a cerveja sem álcool nesse momento
- 1:00:51contemporâneo? É, eu acho que o grande, o
- 1:00:54diferencial é a adesão que o público demonstrou por essa
- 1:00:58categoria, digamos assim. Porque ela é muito arrebatadora,
- 1:01:00né? Os números de de mercado, eles
- 1:01:02são surpreendentes. Assim, fica parecendo que não
- 1:01:05tem mais de onde tirar dinheiro do mundo anão ser de bilionário.
- 1:01:07E as pessoas continuam. É demonstrando a capacidade de
- 1:01:11ter dinheiro para direcionar para outras coisas, né?
- 1:01:13Mas, brincadeiras à parte, é um setor que cresceu muito e parte,
- 1:01:17eu acho, é, não vem só do público, mas vem do que tem, do
- 1:01:20que tem sido entregue para o mercado, e isso em razão, como o
- 1:01:23Henrique bem disse, dessas tecnologias que têm sido cada
- 1:01:26vez melhores para você produzir cervejas muito fidedignas, ao
- 1:01:29que um bebedor comum espera da contraparte alcoólica daquele
- 1:01:33rótulo, né? Se você pensar, a gente tem
- 1:01:36grandes players hoje fazendo isso, né, como a Heineken, como
- 1:01:39a Guinness, como a corona, e a gente também tem pequenos, entre
- 1:01:43muitas, a. Aspas é uma galera que ainda vem
- 1:01:45do segmento craft, mas a força que tem demonstrado justamente
- 1:01:48por esse crescimento de mercado é é possível de classificá Los
- 1:01:52como grandes. Aí, pensando aqui no mercado dos
- 1:01:54Estados Unidos, que acho que é o 11 dos que mais cresceu nesse
- 1:01:57setor também, você tem Athletic, que acho que até foi inspiração
- 1:02:00para algumas cervejarias nesse segmento aqui no Brasil.
- 1:02:02E a própria Welby, que colocou bem-estar no seu nome.
- 1:02:05Se ela conseguiu patentear esse nome, é porque a central de
- 1:02:08patente dos Estados Unidos é uma vergonha, né?
- 1:02:11É uma vergonha. Mas os cara meteram o el bi no
- 1:02:13próprio nome, enfim, e aí citando aqui esses players
- 1:02:17brasileiros também, que todos é, tiveram representantes que
- 1:02:20passaram aqui pelo sul recentemente.
- 1:02:22A gente tem assim cerveja, a Lucy, a etape e também as
- 1:02:25cervejas, né? De de lowa EB vi, né?
- 1:02:28Como foi dito aqui, servendays isso a servendays, o que é super
- 1:02:31legal de de ter essas opções assim, cada qual com sua
- 1:02:34comunicação, cada qual tentando atingir um certo segmento de
- 1:02:37público, mas evidenciando que isso não é modinha, isso não é
- 1:02:39bobagem, isso está dialogando com demandas efetivas do.
- 1:02:42Do público e querendo ou não, como a gente viu aqui, vem de
- 1:02:45uma tradição, né? Do de uma continuidade, apesar
- 1:02:48de terem de ter os seus próprios altos e baixos, que não é de
- 1:02:51hoje, não é? Aí eu fiquei com uma dúvida, se
- 1:02:54a pesquisa que o surra fez, ela também tenta colocar o dedo
- 1:02:58nesse pulso do consumo de cerveja.
- 1:03:00Zero lude. Sim, senhor.
- 1:03:02A gente tem perguntas específicas sobre isso para
- 1:03:05tentar capturar a intenção do público.
- 1:03:08Se a pessoa já provou ou se não provou, por que provou, por que
- 1:03:10não provou? Enfim, quais?
- 1:03:12Ocasiões ela consome mais. Enfim, a gente está tentando
- 1:03:15traçar esse raio x, logo menos a gente vai entregar de bandeja
- 1:03:19esse relatório com essas e outras informações muito
- 1:03:23importantes. Aí ó, aqui tem informação, é
- 1:03:26coisa, coisa maluca, né? E que programa maravilhoso.
- 1:03:29E apesar, né? Desse crescimento acachapante.
- 1:03:33Dessas ofertas com tão grande qualidade de cervejarias que só
- 1:03:37focam nisso, né? Tem muita gente que ainda
- 1:03:40apresenta resistência do consumidor e de dentro do
- 1:03:43mercado, dos produtores, né? Que foi, como eu disse no
- 1:03:46começo, querendo ou não, o pontapé que nos fez gravar esse
- 1:03:49programa. E aí em meio a minha pesquisa,
- 1:03:51eu achei um negócio muito legal, que foi 11 reportagem,
- 1:03:55literalmente, numa revista chamada the coffee public House
- 1:03:58news. Eu já vou dizer a data para
- 1:04:00vocês terem noção de quando isso se situa, mas ao ouvir a leitura
- 1:04:04desse trecho, pensem que se que se não pode ser algo meio que
- 1:04:08feito para O Presente. Leio para os que são resistentes
- 1:04:12e dizem que essa coisa é invenção de moda, essa coisa de
- 1:04:14cerveja sem álcool. E aqui eu abro aspas, parece
- 1:04:18haver pouca perspetiva de cessação na introdução de novas
- 1:04:22bebidas não alcoólicas. Uma empresa acaba de ser
- 1:04:24registrada sob o nome van santê é nona alcoholic bevered
- 1:04:29company. O capital de 50000 lb está
- 1:04:31dividido em ações de 1 lb a cada, isso no Reino Unido,
- 1:04:35obviamente o prospeto, afirma. Além do vans santê, foi
- 1:04:40produzida uma cerveja totalmente sem álcool, especialmente
- 1:04:43desenvolvida para atender às necessidades da classe
- 1:04:46trabalhadora em termos de preço, sabor e qualidade.
- 1:04:49A empresa também se propõe a produzir novas bebidas
- 1:04:52temperantes e não alcoólicas, de qualidade superior e refinada,
- 1:04:55que serão fornecidas ao público a um preço moderado, atendendo
- 1:04:59assim às demandas da grande e crescente parcela da população
- 1:05:02que se abstêm de bebidas alcoólicas, uma necessidade que
- 1:05:05não tem sido atendida até o momento.
- 1:05:09Ou seja, modinha. Porra nenhuma, meu chato.
- 1:05:12De que ano que é, Gabriel? Só faltou falar o ano.
- 1:05:14Ô, falei, falei, não dei nem não dei adaptação, né?
- 1:05:17Eu vou dizer o. Ano e não falou o ano é de.
- 1:05:19Abril de 1881, apenas. Pena.
- 1:05:23Olha aí, reacionários. Tirando o lance de classe
- 1:05:26operária, que é um vocabulário que a gente não não emprega mais
- 1:05:29fora dos círculos, né? Revolucionários?
- 1:05:31E o lance de 50000 lb ser o capital total de uma empresa?
- 1:05:35Pô, dá pra ver essa discussão sendo tida hoje, né, com esses
- 1:05:38termos? Completamente.
- 1:05:40E aí é isso, né? Não há perspetiva de sensação,
- 1:05:43não é modinha, esse é meu ponto. Olha, a gente deu uma notícia no
- 1:05:47plantão cervejeiro há 1 mês, um mês e meio atrás, mais ou menos
- 1:05:50falando que a cerveja sem álcool sim está crescendo e que cresce
- 1:05:55num nicho que talvez o. Os donos de cervejas especiais e
- 1:06:00artesanais não estejam percebendo que ela pode,
- 1:06:02inclusive, ajudar a aumentar o mercado, porque ela serve para
- 1:06:06introduzir a cerveja para pessoas que talvez não bebessem
- 1:06:10cerveja e que falassem não. Olha só que gostoso, Hein?
- 1:06:15Gosto de beber álcool. Bebi isso aqui que não tem
- 1:06:17álcool, vou provar cerveja também.
- 1:06:19Então eu acho que também tem uma via de mão dupla que pode ser,
- 1:06:23sabe, haver um intercâmbio de novos públicos e aí, quem sabe,
- 1:06:26aumentar o público consumidor de cerveja com álcool também.
- 1:06:30Nada está escrito em Pedra, nem que sim, nem que não, mas a
- 1:06:33gente precisa manter a porta aberta.
- 1:06:34Mas eu acho que o ponto é justamente esse, né?
- 1:06:36É evitar esse tipo de resistência, porque a ideia não
- 1:06:40é que uma coisa substitua a outra, mas é para que haja uma
- 1:06:43coisa extensa, saudável, assim como você tem.
- 1:06:45Sei lá, no segmento de pães, você vai numa prateleira de pão,
- 1:06:48no supermercado tem pão 13 grãos, tem pão sem glúten, tem
- 1:06:51pão tradicional, tem pão de batata, tem pão de repolho, tem
- 1:06:54tudo quanto é coisa, ninguém está deixando de comer Oo
- 1:06:57brioche, o pãozinho francês, o pãozinho de abóbora, entendeu?
- 1:07:00Existe um espaço de coexistência e inclusive de intercâmbio entre
- 1:07:05os consumidores de mais um lado e mais do outro.
- 1:07:07E o lance de introduzir cervejas especiais para o público que não
- 1:07:11bebe cervejas especiais através das opções sem álcool é muito
- 1:07:13interessante porque tem várias. Opções muito gostosas que abrem
- 1:07:17a cabeça das pessoas, porque uma cerveja pode ser Ah.
- 1:07:19Também, exatamente. E falar em ponto em teor
- 1:07:22alcoólico? Também.
- 1:07:22Mas isso aí é uma puta história. Quem, quem?
- 1:07:28E temos um padeiro e temos um padeiro aqui, né, Henrique?
- 1:07:30Eu faço o meu pãozinho, meu pãozinho de fermentação natural,
- 1:07:33gosto. É o fermentador profissional,
- 1:07:35esse rapaz aqui, eu. Gosto de fermentar e ferimentar
- 1:07:36é vida literalmente, tá certo? Temos o programa, então, meus
- 1:07:43amigos. Temos o programa que.
- 1:07:45Beleza foi muito legal conhecer AA história da cerveja sem
- 1:07:49álcool para justamente a gente limpar as lentes desses óculos
- 1:07:53que usamos de achar que isso é uma coisa de agora ou o que é
- 1:07:57uma coisa de no máximo 1990 com a kronembir aqui.
- 1:08:01Não, isso remonta há muito tempo.
- 1:08:03Isso é uma discussão profunda. EE não vai embora ao mesmo
- 1:08:07tempo, tá? É aquela história do tipo assim,
- 1:08:09logo, logo passa, não vai passar.
- 1:08:11É isso aqui mesmo e pronto. Aceita que dói menos?
- 1:08:14Exatamente. Então se você ouviu a gente até
- 1:08:17aqui, lembre se de participar conosco nas nossas redes
- 1:08:19sociais, arroba surra de lúpulo no Instagram, TikTok, tem alguma
- 1:08:22sugestão de pauta e convidado? Manda e-mail para contato arroba
- 1:08:25surra de lupulo.com.br e continuem falando abobrinhas na
- 1:08:29internet que a gente tá ligado. E a gente vai continuar trazendo
- 1:08:32conteúdo histórico aqui para dirimir esses problemas.
- 1:08:36É isso, meus amigos, o cada cerveja e uma história volta mês
- 1:08:40que vem com a presença desses ilustres colegas Henrique
- 1:08:43Boaventura e Gabriel Gurian. Até mais que.
- 1:08:45Um abraço. Este podcast é uma produção da
- 1:08:54Paint network e está disponível no Spotify, no YouTube ou na sua
- 1:08:59plataforma de áudio preferida. Na nossa equipe, contamos com a
- 1:09:02colaboração de Henrique Boaventura, Ludmila Almeida e
- 1:09:05Maurício tech, sócios e apresentadores do podcast.
- 1:09:09Também fazem parte do time Gabriel Gurian, na apresentação
- 1:09:12e redação do blog, Rubens reis, na edição hope your media, nas
- 1:09:16redes sociais e Laís Andrade no design.