Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Bruno Pessamilio - Os Cinco Pilares para o Sucesso na Sanidade Avícola | Ep. 87
Transcript
- 0:00A Influência Aviária é a grande doença da vie
- 0:02cultura, né? É a doença mais importante, a
- 0:04mais relevante, não só no Brasil, no mundo inteiro. E
- 0:07para o Ministério que trabalha com as doenças de
- 0:10controle oficial, as principais doenças de
- 0:12restrições de mercado, Influência Aviária sempre
- 0:15foi a número 1. Bem -vindos ao podcast O
- 0:19Aviário, as menças mais brilhantes da vie cultura
- 0:22no seu bolso. O podcast O Aviário só é
- 0:27possível através do apoio de empresas inovadoras e
- 0:30que apoia a educação continuada na ave cultura
- 0:32brasileira. American Nutrients, solução é o
- 0:37nosso compromisso. Pegas o Sáenz, a solução
- 0:42inteligente e em tempo real para a interpretação de
- 0:44micotoxinas. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 0:49Omega 3 DHA a base de algas para o enriquecimento
- 0:52de alvos com DHA de maneira sustentável. Adicioná
- 0:56-los ações, está mais fácil do que nunca. A
- 0:59Cassie, ambiência ideal para sua produção.
- 1:15A vi cultura brasileira e
- 1:16internacional para conversar um pouquinho com a gente,
- 1:19para a gente se atualizar, para a gente entender como
- 1:21que são os gargalos da vi cultura atual. E
- 1:25hoje nós temos um prazer, aqui uma satisfação enorme
- 1:27de receber ao Dr. Bruno, para o Samílio. Dr. Bruno
- 1:31tem uma história interessante, que ele estava
- 1:36coordenando no Ministério da Agricultura, o PNSA, o
- 1:40Procureção Nacional de Sanidade Avícola. E
- 1:42aí uma virada da carreira dele, resolveu assumir um
- 1:46grande desafio de sair do serviço público, de sair e
- 1:50vir para a iniciativa privada com novos desafios.
- 1:55E aí eu sempre brinco com
- 1:56ele, que ele é doido. Mas a vi cultura brasileira
- 2:00ganhou muito com essa vinda. Porque
- 2:02o Bruno, além de ter essa visão internacional, toda a
- 2:06era de sanidade avícola, dos protocolos oficiais, e
- 2:10ele tem essa vivência prática que ele traz lá do
- 2:13começo dele, que ele percorreu aí grandes
- 2:16empresas, então o Bruno empresta a competência dele
- 2:21aí para o mercado, ele está andando no Brasil
- 2:24afora, prestando essa consultoria aí para na
- 2:27parte de sanidade avícola, na parte de patologia
- 2:29avícola, que faz muita competência. Obrigado
- 2:32Bruno, por cê tá aceito o nosso convite, para a gente
- 2:34estar aqui conversando um pouco sobre a sanidade
- 2:36avícola, um pouco sobre a atologia avícola, é um
- 2:40assunto que sempre desperta muito interesse dos nossos
- 2:43ouvintes e é muito legal a gente poder se atualizar um
- 2:46pouco com o que está acontecendo. Vou
- 2:48deixar você fazer a sua apresentação inicial e
- 2:51depois a gente propõe um roteiro aqui para a gente
- 2:53seguir quais assuntos nós vamos abordar. Obrigado.
- 2:57Perfeito, obrigado professor Café, é um prazer, uma
- 2:59honra estar aqui com você, a gente se encontra aí nos
- 3:02eventos, trocando ideias e agora aqui também nesse
- 3:05podcast do Aviário, tenho certeza que a gente vai
- 3:09ter um papo muito legal, vamos explicar melhor sobre
- 3:11a questão da influência aviária, vamos falar dos
- 3:13planos de contingência, a gente tem alguns assuntos
- 3:15bem importantes para falar e realmente estou num
- 3:19momento de virada da minha vida, trabalhei por 16 anos
- 3:22no Ministério da Agricultura, antes do
- 3:24Ministério também já trabalhei no setor
- 3:25produtivo, trabalhava como sanitariista, responsável
- 3:28técnico, numa grande avóis e agora depois do
- 3:34Ministério da Cultura, que eu tive lá 15 anos no
- 3:37PNSA, então eu pude viver bastante tempo do PNSA, o
- 3:41PNSA está fazendo 30 anos, então fiquei ali 50 % da
- 3:47vida do PNSA, eu tive presente, foi um prazer,
- 3:50uma honra muito grande, poder trabalhar lá nesse
- 3:52tempo, aprendi demais, conheci na realidade do
- 3:55país como um todo, as prioridades em termos de
- 3:58controle de doenças, notificação obrigatória e
- 4:02agora fiz essa virada, estou na minha terceira
- 4:04fase da agricultura, comecei na iniciativa privada como
- 4:08sanitariista, depois no serviço veterinário oficial,
- 4:10agora como autônomo, eu brinco quando eu vou
- 4:12conversar que agora só falta virar produtor, se eu
- 4:14virar produtor eu fecho o ciclo da lista já completo
- 4:18o ciclo, mas essa parte de produtor está bem mais
- 4:23longe, por enquanto vou me dedicar mais às consultorias
- 4:27de treinamento e ajudar o pessoal, claro, no que for
- 4:29possível. American Nutrients entregando soluções
- 4:33tecnológicas para o bem -estar e segurança humana e
- 4:36animal desde 2007. Aliciorçados
- 4:39ao conceito One Health, os produtos e a inovação da
- 4:42American Nutrients contribui para a saúde humana, o bem
- 4:45-estar animal e a preservação do meio
- 4:47ambiente. Já pegando o ganho, já começou
- 4:52a falar alguma coisa de influência aviária, acho que
- 4:55você, exatamente, tudo que aconteceu no país nos
- 4:59últimos anos, do ano passado para cá, sobre toda
- 5:03essa questão da influência e como você me falou, tem
- 5:07essa visão, tanto do lado do serviço oficial, também
- 5:11como um lado com o automóvel, como proximidade
- 5:14das empresas, queria que você fizesse um grande
- 5:15balanço e vamos dizer um pouco, como você enxerga
- 5:20toda essa questão da influência aviária, desde
- 5:22que ela se aproximou aqui, que ela entrou no país,
- 5:26até hoje, qual a avaliação que você faz, como você
- 5:31acha, por que que entrou, você acha que seria natural
- 5:33entrar mesmo, entrou, porque realmente é uma condição
- 5:36natural, epidemiológica, enfim, faz um balanço geral
- 5:41e uma avaliação sua sobre essa questão exclusiva da
- 5:46influência aviária, por favor. Vamos
- 5:48falar sobre a influência, na verdade a influência
- 5:51aviária é a grande doença da agricultura, é a doença
- 5:53mais importante, a mais relevante, não só no
- 5:55Brasil, no mundo inteiro, e para o Ministério que
- 5:58trabalha com as doenças de controle oficial, as
- 6:02principais doenças de restrições de mercado,
- 6:05influência aviária sempre foi a número 1. E
- 6:07por ser essa doença de grande importância, para o
- 6:10serviço veterinário oficial, ela foi e continua sendo,
- 6:13aquela doença mais alvo de atenção, de questionamentos
- 6:17internacionais, alvo de vigilância, de preocupação.
- 6:20O que acontece é que como a
- 6:22influência aviária nunca, não tinha entrado no país,
- 6:25ela não era a realidade do dia a dia do trabalho,
- 6:29muitas vezes das empresas, mas era a realidade do
- 6:32serviço veterinário oficial, fazer vigilância, ver a
- 6:35nossa passiva, investigar os casos de mortalidade, então
- 6:37o serviço veterinário oficial sempre veio
- 6:39preocupado com a influência aviária, porque o risco
- 6:42sempre vestiu. A influência aviária é uma
- 6:44doença transfronterissa, que ela se transmite entre
- 6:47países por aves migratórias, principalmente. Então
- 6:50você tem ali uma possibilidade dessas aves
- 6:52chegarem ao Brasil, tinha essa possibilidade a
- 6:54qualquer momento. A gente sempre teve o risco
- 6:56como todos os países que produzem frangos e aves têm
- 7:02o risco. O que aconteceu é que até
- 7:05então a gente vinha tendo grandes surtos mundiais na
- 7:07Europa, nos Estados Unidos, muitos surtos grandes nos
- 7:11Estados Unidos, mas até então aquelas aves
- 7:13migratórias, as nossas aves migratórias que viam do
- 7:16hemisfério norte, ali da América do Sul, do norte,
- 7:21a gente não vinha detectando esses vírus na
- 7:23América do Sul. E não só o Brasil, como
- 7:27vários países da América do Sul, tinha uma situação, um
- 7:30continente muito favorável epidemiologicamente, a gente
- 7:33passou por anos sem surtos, digamos assim. Um
- 7:36ou outro caso que tinha no Chile, de baixa patogêntese,
- 7:39mas isso era o máximo que chegava. Acontece
- 7:41que no final do ano de 2022, esse perfil
- 7:45epidemiológico mudou e realmente as aves começaram
- 7:48a chegar no continente sul -americano trazendo focos. A
- 7:51gente foi vendo focos em vários países vizinhos do
- 7:53Brasil a partir de novembro daquele ano. E
- 7:57novembro, dezembro, a coisa só foi aumentando, nossos
- 7:59países foram comunicando, focos bastante no Chile e
- 8:04tantos outros países. A gente teve focos no Peru,
- 8:08chegando ali na América Central, na América do Sul,
- 8:11e era se esperar de fato que o Brasil também
- 8:14tivesse. Nós somos o maior país do
- 8:16continente, e as aves migratórias que passam por
- 8:19lá passam por aqui também. É
- 8:21importante lembrar, o Brasil tem três grandes rotos de
- 8:23aves migratórias, e essas rotas passam por esses
- 8:26países da América do Sul antes de chegarem no
- 8:28Brasil. E aconteceu o que a gente
- 8:30achou realmente que ia acontecer, pelo menos eu
- 8:33julgava que ia acontecer mais cedo ou mais tarde,
- 8:35que era a introdução do vírus no país em aves sul
- 8:38-vestas. E essa é uma coisa muito
- 8:40importante, a gente lembrar. A
- 8:42introdução mais fácil num país é por meio das aves
- 8:46migratórias, é a principal forma de disseminação.
- 8:48Existem outras, sim, existem outras,
- 8:50a movimentação ilegal de aves, você tem outras
- 8:54possibilidades, mas a principal é realmente são
- 8:58as aves migratórias. E a gente pegou, o Brasil
- 9:01pegou, identificou no seu programa de vigilância em
- 9:03março do ano passado, e há que se inaltecer a mudança
- 9:10do programa de vigilância do serviço de terárofial,
- 9:14que hoje é muito mais robusto, tem uma capacidade
- 9:17de detecção muito maior, pegando mais categorias de
- 9:20aves, uma vigilância ativa mais intensa nas grandes,
- 9:24com um plano amostral, estatístico, desenvolvido por
- 9:27epidemiologistas. Então a gente tem uma certeza
- 9:29muito maior, uma confiança muito maior de conseguir
- 9:32pegar os vírus. E uma coisa muito importante
- 9:35também, que a fé, foi o seguinte, a parceria que o
- 9:38Ministério fez com os órgãos de meio ambiente,
- 9:40por exemplo, considerando que esse é um vírus
- 9:42provavelmente que circula muito mais nas aves
- 9:45suvestas, essa parceria com os órgãos ambientais é
- 9:48muito importante, porque eles muitas vezes são esses
- 9:50profissionais que estão ali nas praias, que estão nas
- 9:52reservas e nos parques, e identificam essas aves. E
- 9:57foi o que aconteceu, foi no monitoramento desse
- 9:59diávio suvestas que a gente conseguiu, então, ter essa
- 10:03comunicação entre os órgãos ambientais e o Ministério
- 10:07na época, e foi detectado o primeiro caso ali no
- 10:09Espírito Santo. E de lá pra cá, então, a
- 10:12vigilância foi conseguindo ser capaz de pegar os
- 10:15focos. E a gente teve um grande
- 10:17impulso desses focos ali, lembrando, né, a gente
- 10:20conseguiu pegar esse foco nas aves, elas retornando
- 10:23para a hemisféria norte, foi na volta das aves, não
- 10:25foi na chegada. E teve um grande incremento
- 10:30dos focos ali no mês de junho, julho e tal, e a
- 10:34gente conseguiu baixar ainda bem, né, os focos, a
- 10:37intensidade dos focos quando começou a baixar ali no
- 10:40final, no último trimestre do ano, 2023. Só
- 10:44que eu quero lembrar uma coisa, o vírus não saiu do
- 10:47Brasil, né. O último foco de infância
- 10:49aviária foi em junho, a gente está em julho. Então,
- 10:53a gente já tem aí, ok, um mês sem foco, mas a gente
- 10:56não pode baixar a guarda. Essas
- 10:59aves já já estão voltando para o Brasil e a gente
- 11:01vai viver de novo, né, aquele movimento, todo o
- 11:04que a gente viveu. Então, é importante manter a
- 11:07atenção, manter a guarda e cuidar do que a infância
- 11:09aviária. É o que de edição reforçar
- 11:12uma coisa importante que você falou, Bruno,
- 11:14justamente em relação à eficiência dos nossos órgãos
- 11:20oficiais de defesa sanitária animal, né. Só
- 11:23para reconhecer publicamente o trabalho tanto do
- 11:26Ministério quanto das agências estaduais de defesa
- 11:29sanitária, inclusive com a ajuda da iniciativa privada,
- 11:32é esse conjunto de forças que está dando o país, né,
- 11:37essa robustez, como você muito bem falou, da gente
- 11:40monitorar e, assim que a gente acha os focos, agir
- 11:45com a celeridade necessária para a gente manter esse
- 11:48conjunto. E aí, assim, eu queria que
- 11:51você fizesse um rápido comentário, né, Bruno. Eu
- 11:54brinquei, né, a nossa guarda estava fechada, né,
- 11:56para a influência, e aí veio por trás essa semana
- 12:00aí um foco, certo, de Newcastle, né. Tem,
- 12:04claro, a semelhança, né, entre as duas doenças, né,
- 12:07mas eu queria que você comentasse muito rapidamente,
- 12:09só para aproveitar o momento mesmo, né. Por
- 12:12que você acha que isso aconteceu, né, foi no Rio
- 12:14Grande do Sul, logo depois daquelas tragédias, né,
- 12:17talvez muitos colegas comentam que pode ter de
- 12:20alguma forma aproxiada esse foco. Como
- 12:24é que você enxerga isso e, assim, paralelo que você
- 12:28faz entre esse foco de Newcastle com a questão da
- 12:31influência? É, a questão da Newcastle já
- 12:34tem uma particularidade diferente, né, porque ele
- 12:36não era um vírus exótico como a influência era, né.
- 12:40No Brasil não tinha vírus de
- 12:41influência, veio a ter, né, nas Ávies Silvestes, depois
- 12:45a gente teve também três propriedades de subsistência,
- 12:47o que preocupou bastante, né, mas não tivemos nas
- 12:50comerciais. Mas a influência era uma doença
- 12:52exótica. A Newcastle ou não? O
- 12:54Brasil já teve, né, doenças de Newcastle em vários
- 12:57focos, mas eram muito antigos, né. Os
- 13:01últimos focos de doenças de Newcastle tinham sido em
- 13:042006. Agora, o que acontece? Uma
- 13:07coisa que é importante esclarecer. Esse
- 13:10foco no Rio Grande do Sul, eu acho que tem duas
- 13:12informações muito importantes. Primeiro
- 13:15que o do Ministério detectou um vírus chamado
- 13:18de PPMV, né, que é um Pidion Paramixovirus, que é
- 13:21uma variante do Paramixovirus Aviário, mas
- 13:25não deixa de ser um Paramixovir Aviário. Essa
- 13:28variante de pombo, né, que agora foi detectada na
- 13:31galinha, ela é uma variante patogênica e ela já vem
- 13:36sendo detectado no país há alguns anos, na emregiões
- 13:40como Nordeste, Sudeste, Sul. Então,
- 13:43esse vírus patogênico que circula em colombiformes,
- 13:47pombo e rolinhas e avuantico, o pessoal chama
- 13:50também, ele já vem sendo detectado causando focos em
- 13:54animais silvestres. A gente não tinha tido ainda
- 13:57um foco a passagem desse vírus ali causando um
- 14:00problema pra galinhas. Só que esse vírus ele
- 14:05classifica como doenças de Newcastle. Então,
- 14:07o que acontece? Esse vírus ele está presente no
- 14:10Brasil, né, em diversos estados. Ele
- 14:14é essencialmente um vírus muito mais presente em
- 14:17pombo. Isso reforça muito a necessidade
- 14:21dos nossos produtores entender a importância de
- 14:25manter as medidas de bioseguridade cada vez mais
- 14:28elevadas, porque o pessoal ficou muito preocupado com
- 14:30a influência aviária na costa. Mas
- 14:33é importante lembrar que a gente tem vírus patogênico
- 14:35do PPMV, que é um dos vírus ondas variantes da
- 14:38doença de Newcastle, no interior do Brasil, em
- 14:41pombo e colombiformes, que podem muitas vezes estar
- 14:43rondando ali a fábrica de ração, que podem estar
- 14:46rondando grângios. Então, a gente tem que manter a
- 14:49bioseguridade. Então, isso é um ponto muito
- 14:50importante desse cenário que a gente teve, dessa
- 14:53caracterização viral. E o outro ponto é que o Rio
- 14:56Grande do Sul realmente, devido a as enchentes, vive
- 14:59um desafio muito grande em termos de bioseguridade.
- 15:02Quando você para para pensar que
- 15:04às vezes muitas grângios ficaram sem energia
- 15:06elétrica, com abastecimento irregular de equipamentos
- 15:10materiais, talvez até IPIs, abastecimentos irregulares
- 15:14por causa de estradas e tudo, então pode ter
- 15:19havido, é provável, muito provável que tenha havido
- 15:22uma quebra de bioseguridade muito grande nos
- 15:24estabelecimentos. E claro, um estado de
- 15:28monodepressão muito forte nas aves, um estresse muito
- 15:31grande para as aves. Então, você tem ali umas aves que
- 15:34viveram uma situação de frio, de água, de unidade,
- 15:38às vezes, chuvendo dentro do aviário, olhando, claro,
- 15:42muitas morreram também. Então,
- 15:43você tem uma condição ambiental desafiadora para
- 15:46aves, você tem uma saúde da ave comprometida, uma
- 15:50bioseguridade diminuída por questões óbvias ali, de
- 15:55toda uma situação de catástrofes de emergência, o
- 15:58que também coloca em risco em frio e aviário. Porque
- 15:59você imagina que muita ave migratória, que tinha o
- 16:02hígris do sul como um ambiente normal de parada
- 16:04de ave migratória, quando ela chega naqueles locais
- 16:07de parada, o que antes era um lago, virou quase um
- 16:10estado. Então, as aves, as aves
- 16:11migratórias muitas vezes perderam até a sua própria
- 16:14referência, aonde eu vou pousar, porque aonde eu
- 16:16pousava agora está tudo alagado. Então,
- 16:19isso pode gerar também uma grande dispersão das aves
- 16:22migratórias no estado. Elas ficavam mais contidas em
- 16:26áreas alagadas, conhecidas, e agora a área alagada
- 16:29aumentou muito. Isso, claro, gera, pode mudar
- 16:33dinâmica epidemiológica das aves migratórias. Então,
- 16:36você tem um desafio no hígris do sul de
- 16:38bioseguridade, um desafio para a saúde das aves. E
- 16:42claro, esse vírus patogênico em pombos, que é uma
- 16:47variante da doença do Newcastle, que já foi
- 16:49identificado no hígris do sul. Então,
- 16:52esse cenário aí começa a fechar a conta. Você
- 16:54começa a ver que pode ter grandes ligações entre esses
- 16:57elementos que eu coloquei aqui. É,
- 17:01vamos então, assim, pegar o gancho aí do que você
- 17:04falou em termos de medidas de prevenção, coerça um
- 17:07pouquinho sobre exatamente essa questão aí da
- 17:10bioseguridade, é muito bem lembrado para você. Eu
- 17:15acho que talvez se teve uma coisa boa nessa questão
- 17:19da influência, foi que os protocolos de bioseguridade
- 17:22todas as empresas, eu falo aqui por Goiás, onde eu
- 17:24acompanho. Não teve nenhuma empresa que
- 17:27não se mexia, não teve. Todo
- 17:28mundo, claro, com aquela ameaça, né, todo mundo,
- 17:31claro, melhorou a bioseguridade. Então,
- 17:35realmente, coisa que não era tão ruim, mas melhorou,
- 17:39assim, substancialmente. Algumas
- 17:40empresas, inclusive, que não levavam isso, vamos dizer,
- 17:44a ferra e fogo melhoraram e, enfim, melhorou muito.
- 17:47Mas de qualquer jeito, eu acho
- 17:48que é legal a gente repassar aqui isso que você
- 17:51falou, né, primeiro, assim, veio para ficar, não dá
- 17:54para achar que pode baixar a guarda, isso vai ter que
- 17:57ser uma constante, isso tem que ser uma cultura de
- 18:01bioseguridade. As pessoas que entram na
- 18:03biocultura já têm que entender que elas têm que
- 18:05ter esse compromisso, esse comprometimento com a
- 18:07bioseguridade. Isso vale para a dona de grã,
- 18:09isso vale para a grandeira, isso vale para a
- 18:11fornecedor, isso vale para o pedreiro que vai fazer
- 18:14uma construção dentro da grandeira, ele já tem que
- 18:17ter um pouco dessa noção. Enfim,
- 18:18queria se comentasse um pouquinho disso aí, da
- 18:20importância, da prevenção, já que o prejuízo é
- 18:24enorme, você vê assim, o Newcast aí fechou todo o
- 18:26país. Se isso aí demorar um tempo
- 18:29maior, tem um prejuízo enorme, né. Eu
- 18:33acredito até que vai ser rápido, porque todas as
- 18:35medidas foram tomadas. Eu aproveito mais normalmente
- 18:37para parabenizar o Regan Sul e o Ministério, porque
- 18:40tem tomado defesa do dever de casa com nota 10. Mas
- 18:44como é que você é exatamente, o que você
- 18:46teria que falar, Bruno, da pra gente, sobre exatamente
- 18:49essa questão da prevenção? E
- 18:50aí vai no pacote, vale Newcast e vale Influendo.
- 18:54É, isso é importante, você
- 18:56falou uma coisa muito importante, Café, é o
- 18:58seguinte, eu acredito que esse risco da Influenza
- 19:02Viária vai ser permanente. As
- 19:03aves migratórias vão migrar anualmente para o Brasil. E
- 19:06lembrando que muitos dos focos que foram pegados em
- 19:09ávies silvestres já foram em ávies silvestres nativas,
- 19:12que não são migratórias. Ou seja, essas aves que
- 19:16residem no Brasil, elas se infectaram com as aves
- 19:19migratórias. E qual o risco que a gente
- 19:21tem? Que o vírus passe a ser
- 19:23circulando, que ele começa a ficar circulando
- 19:27naturalmente nas ávies silvestres residentes. E
- 19:31se você pensar que um vírus que a Influenza pode
- 19:34circular nas ávies silvestres residentes, então
- 19:37a gente entra num cenário diferente. Porque
- 19:40aí não é mais somente em períodos migratórios o
- 19:43risco. O risco pode ser a qualquer
- 19:44momento. Claro que nas épocas migratórias
- 19:47ele vai aumentar, porque as aves estão chegando, mas se
- 19:51ele estiver já instalado aqui nas ávies nativas,
- 19:54então isso reforça o seguinte. A
- 19:57biossuridade é uma medida cada vez mais importante.
- 20:00Lembrando agora com esse vírus
- 20:01Newcastle, um vírus que já foi detectado na sua forma
- 20:05patogênica em outros estados, em pôndo
- 20:07silvestres, a gente tem um desafio nessa fauna
- 20:11silvestre por Influenza recentemente e a gente vai
- 20:16ter esse desafio agora também por conta desse
- 20:19vírus Newcastle. E aí eu quero dar minha
- 20:21opinião sobre o sucesso do Brasil de qualquer país
- 20:24contra influenza aviária de doenças Newcastle. Lembrando
- 20:26que as duas são emergenciais, causam
- 20:29paralisação de exportações, as duas são as doenças
- 20:32mais importantes. Eu vejo que o sucesso de um
- 20:35programa de um país para controlar essas doenças, ele
- 20:37reside em cinco pilares, que o primeiro pilar é um
- 20:41pilar que melhorou muito, que é o pilar da
- 20:42vigilância. O Ministério fez uma revisão
- 20:45do seu plano de vigilância, a vigilância passiva está
- 20:48sendo realizada de uma forma mais intensa, a
- 20:50vigilância passiva é só para lembrar, e aquela que
- 20:53você reage a alguma situação anormal, uma
- 20:56mortalidade, uma estomatologia clínica, então
- 20:58o serviço é acionado para reagir porque alguém fez
- 21:01uma denúncia, alguém fez uma notificação de uma
- 21:04suspeita, isso é passiva. Que
- 21:06melhorou muito, os estados estão muito mais preparados
- 21:09para atender suspeitas e coletar, coletar
- 21:12corretamente, mandar o material correto para o
- 21:14laboratório. O nosso laboratório é um
- 21:16laboratório de referência da Organização Mundial do São
- 21:18de Animal na América do Sul, da Undiagnose que é
- 21:20menos de 24 horas, então a gente tem uma situação que
- 21:23melhorou muito, questão laboratorial, as coletas, a
- 21:26vigilância, e a vigilância ativa que é aquela que
- 21:28você vai buscar o agente no ambiente, são as
- 21:31pesquisas, os inquéritos epidemiológicos, ela melhorou
- 21:34como eu comentei já, está muito mais robusta, pega o
- 21:38Brasil inteiro, propriedades de cortes, de postura,
- 21:41reprodução, propriedades de hábitos de subsistência,
- 21:44então o Ministério está fazendo um evento de casa
- 21:47junto com os órgãos estaduais de procurar o
- 21:49vírus. Então esse é o primeiro pilar de
- 21:50vigilância, o segundo pilar é o pilar da prevenção,
- 21:54que é a bioseguridade, e nisso realmente a gente vê
- 21:57uma grande melhoria. Desde a Iêndice 56, que é a
- 22:01normativa que institui o Registro de Bioseguridade
- 22:03das Granjas, sendo a bioseguridade a condição
- 22:06para o registro, ela obrigou, ela veio uma
- 22:09normativa obrigando as empresas a se adequar em
- 22:12termos de bioseguridade conforme as regras que a
- 22:15normativa estava determinando. Então
- 22:18a gente viu que as empresas foram se adequando
- 22:21às regras de bioseguridade, e a gente teve um salto
- 22:25na prevenção, e graças a esse salto eu posso dizer
- 22:28que eu acredito muito no sucesso da prevenção para
- 22:32ter segurado a influência aviária e ela ter parado
- 22:34na agricultura de subsistência, porque ela
- 22:36poderia ter entrado na agricultura comercial e não
- 22:38entrou, são as grandes que tem realmente bioseguridade,
- 22:41esse é o segundo pilar. Agora
- 22:43o terceiro pilar que para mim ainda é um gargalho e
- 22:47que precisa melhorar, que não é mais a prevenção,
- 22:50mas é o pilar da reação, são os planos de
- 22:52contingência, porque uma coisa você prevenia e outra
- 22:56coisa você reagiu ao problema. Então
- 22:58o que acontece na minha percepção? A
- 23:00gente deu muito mais ênfase na prevenção, certo? Só
- 23:03que agora está no momento de a gente melhorar os
- 23:06nossos protocolos para a reação, as empresas
- 23:09atualizarem os seus protocolos, é importante
- 23:11lembrar que o Ministério deu um comando por ofício
- 23:14aos órgãos estaduais para que fiscalizem com mais
- 23:18ênfase a questão dos protocolos de contingência,
- 23:20para que as empresas estejam prontas para reagir,
- 23:24porque a reação em foco de equéria de influenza é uma
- 23:26responsabilidade compartilhada, o serviço que
- 23:29tem a era oficial vai ter as suas atribuições, mas a
- 23:31iniciativa privada vai ter as suas também. Então
- 23:34acredito que esse é um ponto que a gente pode
- 23:36melhorar, estarmos mais preparados para os
- 23:38protocolos de depopulação, que ainda que sejam
- 23:41drásticos e a gente precisa saber fazê -los, dominar as
- 23:44técnicas, os instrumentos, equipamentos, os métodos, os
- 23:48protocolos de depopulação de aves, de destruição de
- 23:51carcaças, de limpeza e desfecção, interdições,
- 23:55restrições de trânsito. Então
- 23:57isso a gente nunca tinha vivenciado na prática,
- 24:01assim, pelo menos desde os últimos focos de 2006.
- 24:03Agora com o caso de Newcast a
- 24:05gente está vivendo um protocolo que está sendo
- 24:06colocado em prática pelo serviço de a era oficial e
- 24:09a própria iniciativa privada na região. Então,
- 24:12e está tendo o êxito, a condução do foco está sendo
- 24:18muito bem conduzida, acredito que tem esperança
- 24:20que seja resolvido muito rápido a questão desse
- 24:23foco. Mas de qualquer forma as
- 24:25empresas têm que estar muito mais preparadas, que
- 24:28é esse terceiro pilar da reação. O
- 24:30quarto pilar, para mim também é um pilar que
- 24:32precisa melhorar, treinamentos e capacitações,
- 24:35porque não adianta a gente ter os protocolos escritos,
- 24:37se o pessoal na hora de entrar em campo não souber
- 24:39jogar o jogo. Então treinamentos, capacitações,
- 24:43estimular aqui as empresas, as associações, cooperativas,
- 24:46a realizarem simulados, treinamentos e aí quando a
- 24:50gente fala em simulado de treinamento, também, claro,
- 24:52de bioseguridade, que foi o segundo pilar que eu
- 24:55comentei, e o terceiro de contingência. Então
- 24:58ter pessoas cada vez mais preparadas, pessoas, as
- 25:02empresas devem investir bastante em treinamento e
- 25:05capacitação de bioseguridade, contingência, porque na hora
- 25:08que tiver que fazer uma medida de emergência, que a
- 25:11gente tenha profissionais capazes, treinados para
- 25:13fazer. E o quinto pilar que eu
- 25:15acredito, que o sucesso para a gente combater e
- 25:19prevenir influência aviária do resto do castelo, são
- 25:21as boas relações institucionais entre
- 25:24iniciativa privada e serviço veterinário oficial. E
- 25:30quando a gente fala oficial, federal e estadual.
- 25:32Por quê? Porque
- 25:33o sistema de defesa e o picoar do Brasil é um
- 25:36sistema compartilhado de responsabilidades. O
- 25:39Ministério da Cultura tem as suas responsabilidades,
- 25:42os órgãos estaduais têm a sua, e a própria iniciativa
- 25:46privada tem a sua também. E
- 25:48eu uso muito um jargão, já falei assim em várias
- 25:50palestras, tem gente que talvez ouvindo aqui já vai
- 25:53lembrar, mas eu vou falar assim, esses três partes
- 25:56federal, estadual e privada jogam no mesmo time. Todo
- 26:00mundo joga ali usando o trocadilho da palavra, o
- 26:03serviço de defesa, eu jogo na defesa. A
- 26:05responsabilidade da defesa é o quê? Não
- 26:07deixar levar gol, não deixar os vírus entrar e
- 26:09causar um estrago. Cabe a iniciativa privada fazer
- 26:12a sua parte, fazer ali gerar emprego, produzir da
- 26:17forma correta, atender os protocolos, gerar de vidas
- 26:21para o país, expandir, produzir com qualidade. Só
- 26:25que a gente sabe que quando a gente está em
- 26:27ameaça sendo atacado, quando a gente tem vírus ameaçando
- 26:30a defesa, é importante que o ataque recui para ajudar
- 26:35a defesa. É importante que a gente
- 26:36entende futebol e sabe que sua ataque ficar parado lá
- 26:39na frente, falar a defesa se vira aí, a chance de
- 26:42levar gol é pior. Então a gente precisa de todo
- 26:44mundo, juntos, fazendo esse esforço institucional
- 26:48coletivo, para que a gente tenha uma ótima distribuição
- 26:54de tarefas e que cada um saiba fazer e faça o que
- 26:57é da sua responsabilidade. Então
- 26:59acredito que é isso aí. E a gente está caminhando
- 27:01para esses cinco pilares serem cada vez melhores.
- 27:04Agora o plano de contingência
- 27:05sendo desenvolvido e mais treinamento e capacitações
- 27:08também que a gente tem visto. Eu
- 27:10só queria reforçar esse último ponto, que eu acho
- 27:13que você foi muito feliz em tocar nisso. Isso
- 27:15é super importante. Acho que é uma mensagem que a
- 27:17gente tem que estar sempre reforçando, exatamente na
- 27:20união da iniciativa privada, com a iniciativa, certo,
- 27:25oficial. Quando você muito bem colocou,
- 27:29eles estão no mesmo time, eles são no mesmo canoço,
- 27:31se afundar a foda todo mundo. Então
- 27:34acho que reforçar isso, acho que, e no passar,
- 27:36existia um certo desconfiância dos dois
- 27:41lados, a gente já passou por essa fase. O
- 27:44Ministério fez isso de uma maneira muito inteligente. A
- 27:46gente até te elogia o plano, porque você foi uma
- 27:48das pessoas que plantou essa semente de gente, nós
- 27:51estamos no mesmo tempo, não tem que ter briga entre a
- 27:54iniciativa privada e o org oficial, eles estão
- 27:56exatamente remando na mesmo sentido. Então
- 27:59reforçar isso aí para as associações. Eu,
- 28:01inclusive, faço parte da Associação Boiana de
- 28:04Avicultura, mas reforçar isso para as de fora, que
- 28:06é a iniciativa privada e a iniciativa pública, eles têm
- 28:09seus deveres e que tem que estar um compartilhando com
- 28:12o outro, um junto com o outro. Muito
- 28:14legal esse recado que você coloca aí, eu só queria
- 28:17reforçar isso. Agora, Bruno, eu queria pegar esse
- 28:21terceiro pilar em relação ao plano de contingência.
- 28:24Eu acho que até você colocou
- 28:27a legislação hoje, está cobrando e convidado às
- 28:30empresas que têm os seus planos atualizados. Os
- 28:33órgãos de defesa estadual também precisam de deixar
- 28:36todos esses planos atualizados. Eu
- 28:38queria que vocês... assim, tem muita gente que não
- 28:40sabe o que é um plano de contingência, certo? Eu
- 28:43queria que você tesse uma aula aí para a gente,
- 28:45assim, desde as pessoas que não sabem o que é um
- 28:47plano de contingência, até as pessoas responsáveis nas
- 28:51empresas por elaborar ou atualizar os seus planos de
- 28:54contingência. Porque você falou muito bem, é
- 28:56uma questão de reação. E nós estamos exatamente no
- 28:59momento sendo ameaçados, assim, talvez na história
- 29:03nossa aí, esse é o pior momento. E
- 29:06agora, ainda nessa semana com reforça e ameaça do
- 29:09Newcastle, eu quero dizer, talvez nós estemos mais
- 29:11nesse momento sendo super bombardeados, né? Eu
- 29:14queria que você conversasse um pouco, eu sei que você
- 29:16tem, inclusive, prestado essa assessoria aí para
- 29:19várias empresas, para vários estados, né? Mostrando
- 29:23e ajudando a elaboração de planos de contingência.
- 29:27Aliás, é até muito... a
- 29:29gente agradece, a agricultura brasileira
- 29:31agradece, que a gente precisa disso, né? Convornos
- 29:34a falar um dos pilares, né? Então,
- 29:36a gente vai estar previnindo se a gente tiver
- 29:38isso pronto e é como você falou, isso está acontecendo
- 29:41agora, né? Para quem não acredita, olha aí
- 29:44essa semana aí, o que aconteceu com Newcastle, né?
- 29:46Eu queria que você desse aí,
- 29:48de poucos minutos, claro que merecia uma palestra de
- 29:51horas, mas eu queria que você falasse realmente sobre
- 29:52plano de contingência. É, o plano de contingência é
- 29:56um plano para ser executado em uma situação de
- 29:59emergência. O que vem com uma situação
- 30:00de emergência é quando o vírus entra, entrou uma
- 30:02Newcastle, entrou uma influência numa vitultura
- 30:04comercial, seja, a postura, corte ou reprodução. Na
- 30:08hora que um vírus desse entra, qual é a função,
- 30:11qual é o objetivo de um plano de contingência? Contê
- 30:14a infecção, evitar que ela se disseminem para outras
- 30:17grandes, outras propriedades, para que a condição
- 30:21sanitária do país seja restabelecida. Um
- 30:24plano de contingência, ele vai buscar erradicar o
- 30:27vírus. Quando a gente fala em fluência
- 30:28no Newcastle, está falando em erradicação. A
- 30:31estratégia de erradicação é diferente de uma estratégia
- 30:33de controle. Quando a gente fala em controle,
- 30:36muitas vezes você aceita conviver com vírus. Você
- 30:39vai vacinar para diminuir mortalidade, diminuir
- 30:42infecção. Quando você fala em erradicação,
- 30:44você quer acabar com o vírus. O
- 30:46vírus entrou numa propriedade, a gente não
- 30:47quer dar chance para que esse vírus passe para
- 30:50outras propriedades e se estabeleça na região. Então,
- 30:53o plano de contingência nada mais é do que uma
- 30:55série de medidas que vão avisar a destruição do
- 30:59vírus, a erradicação do foco. Resumidamente,
- 31:04o que é um plano de emergência? Primeiro,
- 31:06é você ter todas as medidas de isolamento
- 31:09daquele local, não só da grande infectada, mas dos
- 31:12raios de ação na região. Quando
- 31:15você tem um foco numa propriedade, aquela
- 31:19propriedade fica interditada. Então,
- 31:21a propriedade parou, não pode mais movimentar
- 31:23material orgânico, fezes, cama, esterco, aves, ovos,
- 31:29tudo paralisado. Por que? Porque
- 31:30a movimentação desses insumos e aves e ovos é o
- 31:33que faz a disseminação do vírus, através de fômitos
- 31:36contaminados e dos próprios produtos e aves. Então,
- 31:39você tem que interditar a propriedade e você tem que
- 31:42interditar a região também, porque são doenças altamente
- 31:44transmissíveis e que podem ter -se disseminado para as
- 31:47propriedades vizinhas. Então, existe um trabalho de você
- 31:50abrir um raio de 3 km chamado de perifoco. Existe
- 31:54um outro raio que vai dos 3 aos 10 km, que é a
- 31:57área de vigilância. Isso tudo compõe o que a gente
- 32:00chama de área de emergência. Então,
- 32:02existe ali uma área de emergência que é a área
- 32:04onde as propriedades estão interditadas, estão sobre
- 32:07vigilância, ou seja, os veterinários oficiais estão
- 32:10visitando todas as propriedades para ver se a
- 32:12doença se alastrou, se ela foi para outras
- 32:14propriedades. Então, primeira coisa, você vai
- 32:17isolar a propriedade, a região interditar para que
- 32:21não saia, ou entre e saia o mínimo possível. E
- 32:25mesmo para entrar e sair, aves, ovos e resíduos,
- 32:29existe toda uma regra nova que é colocada. As
- 32:32aves têm que ser monitoradas, tem que ter
- 32:35tratamento térmico da cama, ou seja, existem várias
- 32:41medidas adicionais que são adotadas. Agora,
- 32:44para você eliminar o foco, você vai precisar então
- 32:47fazer o quê? Sacrificar as aves. Então,
- 32:49você interditou a propriedade de foco, depois
- 32:51você vai sacrificar as aves. E
- 32:53aí, o Ministério da Agricultura tem a definição
- 32:56dos métodos de sacrifício, as empresas têm que
- 32:58conhecer, porque o método de sacrifício coletivo
- 33:01envolve equipamentos, treinamentos, pode ser por
- 33:03CO2, por gás, pode ser métodos utilizando espumas,
- 33:08uma expansão, métodos usando para populações menores,
- 33:12deslocamento cervical, métodos elétricos. Então,
- 33:15você tem que eliminar as aves. Uma
- 33:17vez que as aves são eliminadas, você precisa
- 33:18destruir as carcaças, destruir o resto de cama,
- 33:23ovos, resto de ração, todo o material orgânico da
- 33:26propriedade tem que ser eliminado. E
- 33:28aí, existem os métodos de destruição, pode ser por
- 33:31enterrível, cremação, biocompostadores,
- 33:35biodigestores, equipamentos próprios que conseguem levar
- 33:38aquele material, aquela carcaça, a uma temperatura
- 33:41que inativa o vírus, ou um processo que vai conseguir
- 33:45nativar o vírus de newcash influência, um processo de
- 33:47fermentação e tudo mais. Então,
- 33:49com isso, você mata o vírus no ambiente, você
- 33:52eliminou as aves, eliminou a fonte de disseminação,
- 33:55eliminou o material infectante, o material ali
- 33:58que está infectado, e aí depois você entra nas ações
- 34:02de saneamento, que é de limpeza e desinfecção,
- 34:05porque tudo tem que se lavar desfetado, tirar os
- 34:08restos de revírus dos aviários, das instalações,
- 34:12lavar e desfetar tudo. E depois que tudo é lavado,
- 34:16desinfetado, fazer testes, e aí vem o período de vazio
- 34:19sanitário, onde a propriedade fica de fato em
- 34:21vazio, 30 dias, não pode dialogar mais nada. Depois
- 34:25existe o período, todo o processo de retomar o
- 34:30realojamento daquela propriedade, que pode ter
- 34:32aves sentinelas ou não, ou seja, existe todo um
- 34:35protocolo. Então, um plano de contingência
- 34:37resumido é isso, isolar a propriedade de foco, isolar
- 34:41a região, monitorar a região, ver se o vírus não
- 34:45se disseminou e eliminando os focos, eliminando com o
- 34:48sacrifício, destruição das carcaças e o saneamento da
- 34:52propriedade. E aí, um foco, quando é que
- 34:54um foco é encerrado? Um foco é encerrado, depois
- 34:57você lavou e desinfetou a propriedade, passou um
- 35:00tempo, um tempo que a propriedade passou vazio
- 35:03sanitário dela, e toda a região de 10 quilômetros
- 35:07foi monitorada, com visita, e nessas visitas não foram
- 35:11identificadas mais águias com sintomatologia clínica,
- 35:14ou todas as coletas de vigilância que foram
- 35:16realizadas apresentaram resultados negativos, ou
- 35:19seja, quando existia uma evidência que não houve
- 35:23disseminação do vírus. Há venda evidências por
- 35:26laboratório, clínica, epidemiologia, pelas
- 35:29investigações, que o vírus não se disseminou e a
- 35:32propriedade foco foi saneada, aí o foco é
- 35:35eliminado e encerrado. Então,
- 35:37o plano de contingência é isso, é o conjunto de
- 35:39ações para você sanear, eliminar o vírus e
- 35:43restabelecer a condição sanitária normal. É
- 35:47isso aí, pessoal. Tivemos aí uma aula aí, muito
- 35:49legal, Bruno, muito obrigado. Vamos
- 35:51caminhando aqui para o final do nosso episódio,
- 35:53mas com muito conhecimento, com muita informação, a
- 35:57gente agradece você aí, realmente, por estar aí
- 35:59dividindo as suas experiências, seu
- 36:02conhecimento com as pessoas que nos acompanham. De
- 36:04fato, acho que a vitultura brasileira ganha muito aí,
- 36:08fazendo pessoas assim, se oquilate aí para estar nos
- 36:11ajudando, para a gente continuar fazendo a maior
- 36:14da cultura do mundo, que mais esporta, a segunda
- 36:17maior que condua. Então, a gente segue nesse canal.
- 36:20Para terminar aqui, Bruno, a
- 36:22gente costuma aqui no nosso podcast, fazer três
- 36:26perguntas para os nossos convidados. E
- 36:30a primeira é para que você faça aí uma indicação de
- 36:33um livro, um área técnica. Eu
- 36:35sei que indicar a livro atualmente é mais complexo,
- 36:38a gente tem muita informação além de livros,
- 36:40mas de qualquer jeito um livro que você considera,
- 36:43principalmente para as pessoas, que querem se
- 36:46atualizar na área de sanidade da vírgula, é um
- 36:48livro que você poderia elebrar, eu sei que tem
- 36:50vários, tem outras formas de informação, mas um livro
- 36:53na área técnica. Vale, eu vou recomendar o livro
- 36:57que eu tive que ler essa semana por causa do
- 36:58Newcastle, que é o Disease of poultry, que é uma das
- 37:01grandes bíblias da vitultura. Eu
- 37:04tive que ler para contextualizar tudo a
- 37:08questão do Newcastle, verificar o isolamento do
- 37:12vírus, do Pidgen, do Paramixovirus, que é a
- 37:15variante do Paramixovirus aviário. Então,
- 37:18usei esse livro recentemente. Eu
- 37:21não tenho a última versão dele mais atualizada, mas
- 37:24mesmo a versão que eu tenho já me deu elucidou
- 37:27bastante essas questões. Então,
- 37:29para a área técnica, acabei de usar esse recentemente
- 37:33por causa do Newcastle. E de fato, é uma referência,
- 37:35né? E agora, se você tem na área
- 37:37técnica, fala de um livro aí que te marcou, você diz
- 37:40que você leu recentemente, você diz que você leu lá
- 37:42atrás, e fica um livro aí que você possa se referir
- 37:46para as pessoas que... A gente conhece um pouco mais
- 37:49do Bruno, né? Eu vou recomendar um livro que
- 37:53eu li e que me foi muito útil para meu
- 37:57desenvolvimento como profissional. Porque
- 37:59eu acredito que o grande profissional de hoje, ele
- 38:03não pode estar só focado na área técnica, ele tem
- 38:05que também se desenvolver novas habilidades cada vez
- 38:10mais necessárias. E um livro que foi muito
- 38:13útil para mim, em um processo até de que eu
- 38:15tive uma mentoria com um grande profissional que me
- 38:17ajudou, foi o livro Descubra Seus Pontos Fortes.
- 38:21O que é esse Descubra Seus
- 38:23Pontos Fortes? Vou fazer uma referência rápida
- 38:24esse livro. Ele basicamente estudou quais
- 38:26são os fatores de sucesso das pessoas. E
- 38:28ele descobriu que não existem os mesmos fatores
- 38:31para todo mundo. O que existe são diversos
- 38:33talentos e as pessoas de sucesso são aquelas que
- 38:36conhecem os seus talentos e usam eles na prática.
- 38:40Então, se você é um bom
- 38:40comunicador, você vai ter mais sucesso se comunicando.
- 38:44Se você é uma pessoa boa em
- 38:45organização ou bom em planejamento estratégico,
- 38:48você vai ter sucesso se você estivesse colocando em
- 38:52condições de fazer o planejamento estratégico do
- 38:54marge. Então, fica aí uma dica para os
- 38:56profissionais. Identificar no que você é bom ali é
- 38:59onde você tem a maior chance de performar, se é
- 39:01a maior chance de sucesso, onde você vai performar da
- 39:04forma mais fácil, natural, mais intuitiva, é onde você
- 39:07tem mais chance de realmente ter bons
- 39:09resultados. Então, eu fiz um teste, descobri
- 39:12meus pontos fortes, vim trabalhando neles para poder
- 39:14continuar crescendo profissionalmente. E
- 39:18a última pergunta tem muita vez do que você acabou de
- 39:20falar. A pergunta que a gente faz
- 39:22classicamente aqui para terminar os episódios é
- 39:24exatamente essa. O que tem que ter para o
- 39:27profissional de sucesso? Vamos
- 39:29focar um pouco aqui o patologista, o sanitarista.
- 39:32O que você acha que, claro,
- 39:35o desenvolvimento profissional, até um recado
- 39:37para a moçada dos mais novos que estão dando o
- 39:40primeiro espaço para os profissionais, qual o
- 39:42conselho você daria? Que você enxerga? Como
- 39:44você acha que que uma pessoa tem que ter para
- 39:46alcançar o sucesso? Eu acredito, Café, que o
- 39:50seguinte, já foi o tempo onde bastava você ser, às
- 39:54vezes, somente muito bom na área técnica. Você
- 39:57ser muito bom patologista ou sanitarista, estudar com
- 40:00esse tudo dos giros dos protocolos. O
- 40:03que eu vejo, o que cada vez mais nós estamos
- 40:06desafiados a nos desenvolvermos nas áreas de
- 40:09gestão, nas áreas de liderança, nas áreas de
- 40:12comunicação, de trabalho em equipe, organização de
- 40:16projetos, infelizmente o profissional sai da
- 40:19faculdade sem ver isso. Nenhum
- 40:20profissional tem aula de liderança. E
- 40:22o que eu vejo, se você quer crescer na vida, e
- 40:25acredito que a maioria quer, é natural que quanto
- 40:27mais você vai crescendo dentro da instituição, mais
- 40:30cargos de liderança você vai buscando, mais cargos
- 40:33de gestão. Então, é muito importante buscar
- 40:36essas capacitações de trabalhar em equipe,
- 40:39comunicação, comunicação cada vez mais importante, porque
- 40:42não adianta que você seja excelente e profissional, se
- 40:44você não consegue passar a sua ideia, vender a sua
- 40:47ideia para um projeto, para o desenvolvimento de algo
- 40:51grande. Então, a minha recomendação é
- 40:56isso, que a gente venha tendo os profissionais mais
- 41:00capacitados em relações pessoais, relações com
- 41:03pessoas. Eu ouvi uma frase esses dias
- 41:05que é muito interessante. O técnico, a pessoa que é
- 41:10somente técnica, mas ela não consegue se relacionar
- 41:13com seu cliente, e todo mundo tem um cliente, seja
- 41:17um chefe, seja alguém que está pagando para aquele
- 41:20laudo. Se você não consegue se
- 41:22relacionar, as pessoas vão, muitas vezes, buscar outros
- 41:26profissionais com que elas possam conversar, ter
- 41:28confiança, que elas entendam. Já
- 41:29foi aquele tempo daquele doutor que fica sentado lá
- 41:32em cima, escreve, super complicado, e as pessoas
- 41:35dizem amém, isso não vai acontecer. Então,
- 41:38minha dica é essa, buscar outras formações gerenciais,
- 41:43principalmente liderança e relacionamento, relacionamento
- 41:46interpessoal, que para mim está cada vez mais difícil,
- 41:49ultimamente, as pessoas se relacionando de uma forma
- 41:51muito complicada, e aquele personal que se relaciona
- 41:55bem, ele tem um grande diferencial no mercado.
- 41:59Bruno, muito obrigado. A
- 42:01gente teve de fato uma conversa muito, muito
- 42:04produtiva, várias informações, várias dicas,
- 42:10muito conhecimento. Eu realmente novamente, de
- 42:13novo, elogiar o trabalho que você tem feito, e eu
- 42:18acho que, volto a dizer, a agricultura brasileira é
- 42:20grande, porque as pessoas que trabalham na agricultura
- 42:23são muito dedicadas, normalmente o profissional
- 42:25da agricultura é aquele cara diferenciado, aquele
- 42:27cara que acorda mais cedo, que dorme mais tarde, é um
- 42:30cara como você falou, você está aí, uma pessoa que
- 42:33conhece tudo, mas está lá, volta lá pro livro, para
- 42:36dar uma atualizada, o tempo todo, a gente é cobrado o
- 42:40tempo todo, de estar super atualizado. Então,
- 42:43assim, é esse o perfil da agricultura, todo mundo que
- 42:47trabalha nessa área sabe disso, e de fato, te
- 42:50agradecer aí, que está prestando mais esse serviço
- 42:53aí, para a comunidade, expôna aí seus pensamentos,
- 42:56dando dicas, muito bom aí, que a proposta do nosso
- 42:59podcast é justamente essa, levar informação da forma
- 43:02mais disto contra ele. Eu deixo então você fazer suas
- 43:05considerações afinais, de novo, te agradecendo e
- 43:08parabenizando por seu trabalho. Professor,
- 43:11muito obrigado, é uma honra ouvindo isso do senhor, que
- 43:13é uma grande referência para a agricultura, a ANS,
- 43:16uma referência forte, uma pessoa que também contribui
- 43:21e continua contribuindo cada vez mais para a
- 43:23agricultura, então, ouvindo o senhor realmente
- 43:26engrandece todo o trabalho e saiba que a expectativa
- 43:30é essa, que a gente possa fazer realmente um bom
- 43:32trabalho em parcerias, com instituições de pesquisa,
- 43:36com empreedas. A minha mensagem final para a
- 43:40agricultura, e não só agora para a agricultura, mas
- 43:42para todo profissional ali do trabalho, no agronegócio,
- 43:45é que a gente precisa sempre estarmos ali numa
- 43:49constante preocupação com a parte sanitária. A
- 43:54gente não pode baixar a guarda em nenhum momento,
- 43:56porque as ameaças estão aí. E
- 43:58cabe a gente mantê -las do lado de fora de casa, cabe
- 44:02a gente mantê -las do lado de fora da grande. E
- 44:04é possível, isso aqui é interessante, é possível, se
- 44:08a gente fizer o trabalho bem feito, os vírus não se
- 44:10teletransportam, ele não sai do lado de fora e vai se
- 44:12teletransportar lá para dentro. Ele
- 44:14vai ter que ser levado lá para dentro, por algum
- 44:16fômit, alguma coisa, alguma condição. E
- 44:18a gente tem hoje conhecimentos, a gente tem
- 44:21técnicas, a gente tem equipamentos, claro que se
- 44:24desenvolveram cada vez mais, que possam melhorar essa
- 44:28ação de barreira. Então, acho que a minha mensagem
- 44:32é essa, mantermos sempre em estado de alerta, porque um
- 44:35sanitarista precisa estar sempre em alerta,
- 44:38trabalhando com prevenção, trabalhando com reação, não
- 44:41baixando a guarda. Porque só para finalizar, quando a
- 44:44gente fala em bioseguridade, a gente está falando de
- 44:46coisas que são estruturais, botar uma ser com uma
- 44:48tela, a gente está falando de muitas coisas que são
- 44:50procedimentos, e procedimentos realizados por
- 44:53pessoas, e pessoas podem falhar. Então,
- 44:56você tem precisa sempre estar treinando o seu
- 44:58pessoal, o pessoal tem que estar com um nível de
- 45:00conscientização alto, o que aí, para ele voltar
- 45:03treinados, conscientes, vão fazer corretamente. Uma
- 45:06empresa que tem profissionais conscientes,
- 45:08conscientes, treinados, vai fazer corretamente a chance
- 45:11de sucesso, de evitar essa doença muito maior. Então,
- 45:14essa, acho que, era a mensagem final, e vamos lá
- 45:17para a gente segurar esse devidos aí. De
- 45:20novo, muito obrigado pessoal, isso que nós temos
- 45:22para hoje, esperamos vocês nos próximos episódios,
- 45:26sempre trazendo as mentes brilhantes da viultura, para
- 45:29conversar aqui com a gente. Obrigado,
- 45:31tchau, tchau, esperamos vocês nos próximos
- 45:33episódios.