Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Martha Pulido Landinez: Transmissão Vertical de Salmonella é Possível? | Ep. 103
Transcript
- 0:00Isso de viver com a Salmonella Galinari vai depender do nível
- 0:07da avicultura que você tem. Não é a mesma coisa ter
- 0:14Salmonella Galinari nas matrizes que ter Salmonella Galinari nas
- 0:20poeiras. Bem-vindos ao podcast O Aviário,
- 0:26as mentes mais brilhantes da avicultura no seu bolso.
- 0:31O podcast O Aviário só é possível através do apoio de
- 0:34empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:37avicultura brasileira. Pegasus Science, a solução
- 0:40inteligente e em tempo real para a interpretação de micotoxinas.
- 0:59Alga Prime DHA da Corbium Enriquecer ovos com ômega-tres
- 1:03sustentável Olá a todos que estão aqui nos escutando para
- 1:08mais um desses nossos podcasts. O Aviário, muito bom estar com
- 1:13vocês aqui hoje. Nós temos uma pessoa bem
- 1:16especial, que vem se esforçando para falar em português com a
- 1:22gente. Então, a gente já tem que
- 1:23agradecer. Professora Marta Pulido, muito
- 1:28obrigada por estar conosco. Muito obrigada também por se
- 1:30esforçar e falar aqui o português, que eu sei que não é
- 1:33fácil. obrigada, obrigada pelo convite eu vou tentar e se dá
- 1:40certo eu vou ficar feliz já está dando certo já estamos
- 1:44entendendo super bem porque esse é um podcast que é feito para
- 1:52vários tipos de pessoas. A professora Marta, a gente fala
- 1:55com estudantes, a gente fala com produtores, a gente fala com
- 1:59técnicos e até com pessoas curiosas em saber o que a gente
- 2:02faz na avicultura. Então, não é específico, E a
- 2:07primeira coisa que eu gosto de saber, assim, como uma curiosa
- 2:12dos meus convidados, é sobre a sua vida.
- 2:15Como é que foi chegar à professora Marta Pulido de hoje?
- 2:22De onde que saiu aquela menininha lá e decidiu ir para
- 2:26essa área? Um pouquinho da sua vida, um
- 2:28pouquinho da tua história. Olha, eu...
- 2:35Eu acho que eu comecei a pensar em ser professora quando eu
- 2:40estava bem, bem menininha. Sempre pensando nos animais.
- 2:48Claro, como todos os veterinários, pensando primeiro
- 2:53em perros e gatos. Cachorros e gatos.
- 3:02Então, essa foi a primeira coisa que eu comecei a pensar.
- 3:09Mas depois, quando eu consegui estar na escola veterinária,
- 3:14Meus colegas começavam a perguntar coisas das classes,
- 3:19das aulas. Então, eu falava bem devagar,
- 3:23explicava certinho. E eles começaram a dizer, olha,
- 3:28você deveria ser professora. Porque você tem muito, muito
- 3:33jeito para explicar bem. Então, eu concluí minha
- 3:41veterinária. E... apliquei ou comecei a
- 3:46buscar posições na universidade e consegui.
- 3:51Então, em mil novecentos e noventa e um, eu comecei com a
- 3:57Universidade Nacional da Colômbia e ali estive ensinando
- 4:04vinte e quatro anos. Durante este tempo, eu também
- 4:10tive a grande oportunidade de ir ao Brasil. e eu consegui meu
- 4:18doutorado lá, na URGS, no Rio Grande do Sul, eu amo o Rio
- 4:23Grande do Sul, eu sou colorada sempre...
- 4:27Ai, não acredito, um monte de gaúcho já está aí feliz,
- 4:30soltando... Claro, claro, os gaúchos do
- 4:34Grêmio não vão gostar, mas meu coração é colorado sempre.
- 4:40Seu coração é vermelho. Total, sim.
- 4:45Então, lá em Brasil, por meu doutorado, eu tive umas aulas
- 4:52para os estudantes de veterinária.
- 4:56E depois eu comecei a fazer minha tese.
- 5:01E quando eu estava fazendo todas as coisas, eu recebi o convite
- 5:06da USDA, nos Estados Unidos, para fazer minha tese.
- 5:11Então, eu fui para lá, para Athens, Georgia.
- 5:16Comecei a fazer minha tese lá. Eu fui convidada para uma festa
- 5:25no dia da Acção de Graças. E lá encontrei a pessoa que hoje
- 5:33é meu esposo. Olha só, romântico.
- 5:39Sim, muito romântico. Ele é virólogo e eu trabalho com
- 5:44bactérias. E aí no mundo da microbiologia
- 5:48vocês se encontraram ali na festa.
- 5:50Isso aí, isso aí. E depois, quando acabei meu
- 5:56doutorado, voltei para a Colômbia, trabalhei lá um ano.
- 6:02Depois, uma posição aqui na Universidade Estatal do
- 6:05Mississippi foi aberta, apliquei e agora estou aqui.
- 6:11Com meu amor, meus dois amores, meu esposo e ser professor,
- 6:20porque eu amo isso. Alga Prime DHA da Corbion, o
- 6:25ômega-III DHA à base de algas para o enriquecimento de ovos
- 6:29com DHA de maneira sustentável. Adicioná-lo às rações está mais
- 6:33fácil do que nunca. Acesse direto a fonte original
- 6:36de ômega-III DHA e aproveite todos os benefícios.
- 6:40É melhor para o planeta, com impacto zero nos oceanos e baixa
- 6:43pegada de carbono. E é fácil de usar.
- 6:46A biomassa de algas, altamente concentrada, é adequada para
- 6:49múltiplas aplicações. Saiba mais em corbion.com Que
- 6:56ótimo, isso é maravilhoso, quando você encontra o teu
- 7:01objetivo. E aí, dentro dessa tua carreira,
- 7:06que é maravilhosa, que eu te encontro em todos os lugares, a
- 7:09professora Marta está em todos os congressos da Latinoamérica,
- 7:14dificilmente não encontro ela, tive até a oportunidade de
- 7:17dançar com ela já. Você fala de muitas coisas,
- 7:23professora, na parte dessas doenças aviárias, mas
- 7:27especificamente eu queria conversar contigo do que eu ouvi
- 7:32você falar semana passada lá na Meveia de Equador, que é a
- 7:37salmonela galinário. Sim.
- 7:40Salmonella Galinari, eu como professora, sempre fui muito
- 7:44radical, de que tem que eliminar tudo, é isso que a OIA
- 7:49recomenda, é isso que o Mapa, que no Brasil recomenda também.
- 7:54Mas sempre existe aquela sensação, será que mantemos,
- 7:58será que não mantemos? Na América Latina, sei que o
- 8:01pessoal acaba convivendo com a Salmonella Galinari, ela não é
- 8:07tão, digamos... tão cheia de pudores, vamos dizer assim, como
- 8:15existe no Brasil e nesses países que exportam.
- 8:19Então, eu queria que você falasse um pouco da sua
- 8:22experiência de como é que está essa doença na América Latina,
- 8:25como é que a maioria dos países, de maneira geral, enfrentam isso
- 8:29e também a sua visão nos Estados Unidos, como que é.
- 8:33Ok, tá. Então, primeiro vou dizer que
- 8:38isso de viver com a Salmonella Galinari vai depender do nível
- 8:45da agricultura que você tem. Não é a mesma coisa ter
- 8:52Salmonella Galinari nas matrizes que ter Salmonella Galinari nas
- 8:58poeiras. Então, vamos dizer que nós, na
- 9:04América Latina, pensamos que podemos viver com salmonella
- 9:10galinara nas poeiras. Tudo bem, estamos tentando,
- 9:16estamos tentando faz tempo, muitos anos tentando controlar
- 9:22essa bactéria, mas não conseguimos.
- 9:27E por que não conseguimos? Porque sempre vamos perguntar
- 9:31por que é tão difícil, tão difícil eliminar essa bactéria
- 9:36ali. Porque temos uma bactéria que
- 9:39está completamente adaptada às aves.
- 9:45Essa bactéria Salmonella Galinari não vai estar nos
- 9:50humanos, não vai estar nos cachorros, não vai estar nos
- 9:55cavalos, não, não, não. ela só está nas galinhas, nos frangos.
- 10:00Específica das galinhas, só doença em galinhas, né,
- 10:04professora? É importante também dizer que a
- 10:06gente não está falando das salmonelas que causam doença em
- 10:09seres humanos e só nas aves. Exatamente, só para as aves.
- 10:16E eu quero começar dizendo isso porque, claro, essa doença não é
- 10:22importante para as pessoas. Então, muitas vezes nós dizemos,
- 10:29não é importante para as pessoas, não vou ter um
- 10:32problema, por exemplo, causando doença grave em menininhos ou em
- 10:42idosos, porque sempre salmonella causa problemas nos menininhos
- 10:49ou nas crianças. As crianças, exato.
- 10:53Mas não, esta aqui não, não causa problema nas pessoas.
- 11:00Mas quando ela pode ficar lá em uma poedeira, em um frango, ela
- 11:11pode matar. Ela mata e causa muitas coisas
- 11:16ruins. Por exemplo, as aves não podem
- 11:22produzir ovos, podem morrer. Também causam uma doença que eu
- 11:29acho que pode ser bem dolorosa para as aves. porque todos os
- 11:35órgãos das aves podem ser afetados.
- 11:40Todos os órgãos são afetados e tem muita febre, né?
- 11:44Sim, eu acho que é horrível. Eu acho que elas sofrem também.
- 11:48Sofrem, sim, elas sofrem. Então, em muitos países da
- 11:54América Latina, nós temos o problema nas poedeiras, Nós
- 12:00começamos tentando controlar o problema nas poedeiras e eu acho
- 12:07que nós não conseguimos. E por isso, agora que a situação
- 12:15que é bem preocupante, nós temos problemas nas matrizes.
- 12:22Estou falando das matrizes. que vão produzir depois o frango e
- 12:31matrizes que vão produzir depois as poideiras.
- 12:36E eu sempre falo que quando nós temos problemas nesse nível,
- 12:43matrizes, nós vamos ter um problema em todos os setores da
- 12:50produção. E sempre falo de uma coisa bem
- 12:55importante. Esta doença aqui pode ser
- 12:59transmitida da madre, da matriz, para o frango, para o poeira.
- 13:07Mas uma coisa bem importante é que, por isso, essa enfermidade,
- 13:14essa bactéria é transmitida ao ovo.
- 13:19E isso ali significa que é uma transmissão vertical da mãe para
- 13:29o frango, para a coideira. Tem alguns trabalhos que dizem
- 13:34que ela não era transmitida, né? Olha só, essa é outra coisa que
- 13:40eu acho que sempre é importante falar e é que nós pensamos
- 13:47sempre que a ciência Não é uma coisa viva.
- 13:54A ciência é uma coisa viva, evolucionando sempre.
- 13:59Então, se nós estamos olhando um livro de faz quinze anos, dez
- 14:07anos, nós vamos ler isso ali. Oh, não, essa doença não é
- 14:11transmitida verticalmente. Olha, você tem que começar a ver
- 14:17todas as pesquisas com todos os resultados que nós temos agora,
- 14:23onde nós sabemos que a transmissão vertical é muito
- 14:27importante. E eu acho que isso que você está
- 14:31falando é uma das causas para o problema agora.
- 14:36Porque nós aprendemos faz tempo que a transmissão vertical não
- 14:43era importante. E nós começamos a pensar, como
- 14:49muitos livros dizem, essa transmissão vertical não é
- 14:56importante porque são dois por cento.
- 15:01Olha, esse dois por cento não é mais.
- 15:05Agora nós temos progênios. Progênios?
- 15:09Progênios. Progênios afetados, morrendo.
- 15:15Trinta e sete por cento dos frangos pela transmissão
- 15:19vertical da salmonela galinária. Mortalidade de frangos de corte
- 15:24de trinta e sete por cento por transmissão vertical de
- 15:27salmonela galinária. Sim, isso é terrível.
- 15:32Eu falava da informação que eu tenho das empresas, eles têm
- 15:39desde quatorze por cento de mortalidade até trinta e sete.
- 15:45Então, alguma pessoa pode falar, ah, mas isso foi porque eles
- 15:50ficaram contaminados ou infectados quando eles estavam
- 15:55na granja. Não.
- 15:57Não, porque nós tivemos mortalidade nos primeiros dias,
- 16:01na primeira semana, até sete por cento, isolando o salmão e a
- 16:08galinha. Então, esses frangos que foram
- 16:12infectados... Multiplicaram.
- 16:15Multiplicaram, claro. Multiplicaram a infecção.
- 16:19Sim, então, ali, deixa eu falar outra coisa que eu estou falando
- 16:24muito, muito, muito. O incubatório.
- 16:30Quando nós temos doenças que são transmitidas da matriz à
- 16:38progênita, então nós temos a metade do incubatório.
- 16:48Então, vamos dizer que essas matrizes estão excretando essa
- 16:54hormonela verticalmente e que pode ser que dez por cento dos
- 17:01ovos estejam positivos. Nós levamos esses ovos para o
- 17:06incubatório, onde a temperatura, a umidade é muito, muito boa
- 17:13para o crescimento. Desalmo nela e imediatamente
- 17:19esse dez por cento começa a aumentar, aumentar, acrescentar,
- 17:24acrescentar, acrescentar. E depois, quando os franguinhos
- 17:29ou as poideiras, as franguinhas, estão saindo do ovo, elas ficam
- 17:37também infectadas, porque outros ali estão infectados.
- 17:43Então, agora estou falando muito da importância do incubatório,
- 17:50porque o incubatório pode ser como o coração distribuindo
- 17:57Coisas boas e coisas ruins. E coisas ruins.
- 18:01Sim. Não sei o que acontece agora no
- 18:05Brasil com os incubatórios, mas no mundo nós temos problemas
- 18:13porque os incubatórios ficaram...
- 18:20Viejos? Qual é a palavra para viejos?
- 18:23Velhos. Velhos.
- 18:26E então, nós temos máquinas bem belinhas.
- 18:31Nós temos máquinas que são carga única.
- 18:35Sim. E essas máquinas são aquelas que
- 18:39estão recebendo ovos constantemente.
- 18:43Elas nunca ficam vazias, desocupadas, e então sempre, e
- 18:52se nós temos a bactéria lá, novos ovos podem ficar
- 18:59contaminados. E isso passa com salmonella
- 19:03galinara, mas também com outras bactérias.
- 19:07Então, nós estamos falando muito, muito que vamos ter que
- 19:13começar a evitar enviar esses ovos positivos à salmoneira
- 19:21galinária para o incubatório. E vamos ter que repensar que
- 19:30isso ali do ovo do piso, o ovo do chão, Ovo do chão, ovo sujo,
- 19:37né? Ovo sujo.
- 19:38Porque muitas vezes, muitas vezes...
- 19:40Ovo de cama eles chamam no Brasil.
- 19:43Ah, olha. Ovo de cama.
- 19:46Porque muitas vezes essa salmonella está ali na cama.
- 19:51E claro, o ovo que está no chão, na cama, então vai ficar perto
- 19:57dessas excretas com a salmonella galinara e ali pode ser outra
- 20:05causa da contaminação da ovo com Salmonella gallinarum.
- 20:11Então, com esta bactéria, nós temos dois problemas.
- 20:17A transmissão vertical, que é importante.
- 20:20Agora nós sabemos que é importante.
- 20:24E o segundo, ovo da cama. Porque pode... estar contaminado
- 20:31e tudo isso ali vai para o incubatório.
- 20:36Ali temos o problema. Então, no passado, claro, o que
- 20:42você falou, começando essa conversação, nós tentamos viver
- 20:53com salmoneira galinária nas poeiras.
- 20:56Eu acho que foi nosso erro. Erro.
- 21:02Porque quando começou nas matrizes, nós pensamos, talvez a
- 21:08mesma coisa. Não, não é a mesma coisa.
- 21:14Agora, você perguntou sobre a opinião ou a situação nos
- 21:20Estados Unidos. Eu quero falar.
- 21:23Sim, da situação dos Estados Unidos, mas também de países lá
- 21:28na Europa que não têm salmonella galinara.
- 21:34E nós sempre pensamos, e por quê?
- 21:37Por que nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa eles
- 21:45não têm salmonella galinara? Porque eles começaram a
- 21:51Organizar a avicultura baseados na eliminação de dois doenças de
- 21:59transmissão vertical. Salmonella galinarum, tifo
- 22:05aviário e Salmonella pulorum, pulorossi.
- 22:12E então, como eles tinham problemas, e aqui nos Estados
- 22:19Unidos o problema maior era a Salmonella pulorum, eles
- 22:26começaram a organizar todo o plano de saúde da avicultura dos
- 22:32Estados Unidos, está baseado em ter aves livres de Salmonella
- 22:38galinorum e Salmonella pulorum. E todas as outras doenças
- 22:45começaram a ser controladas depois de começar a controlar e
- 22:53erradicar salmonella gallinarum e salmonella puloro.
- 22:59Viu? Eu misturei inglês ali.
- 23:03Sempre estou fazendo coisas loucas.
- 23:05Eu também, eu digo que agora... Marta, eu não falo nem
- 23:09português, nem inglês, nem espanhol, nem francês, eu
- 23:14misturo todas as línguas e sai tudo errado, mas a gente
- 23:18comunica, acho que isso é importante.
- 23:21Então, eles começaram a eliminar a salmoneira, a galinhar uma
- 23:26salmoneira, e salmoneira por ouro, e começaram com uma coisa
- 23:31que eu sei que é bem cara, bem gostosa. identificar os
- 23:41positivos e eliminar os positivos imediatamente.
- 23:47Fazendo isso ali, isso ali, começou a melhorar, melhorar a
- 23:50situação e depois começaram a controlar outras doenças
- 23:57transmitidas verticalmente. Porque acaba sendo tudo muito
- 24:03parecido, né? O problema de biosseguridade
- 24:06acaba atingindo, o que você faz para uma doença acaba atingindo
- 24:09as outras também, né? Exato.
- 24:12É uma coisa que eu sempre falo. Se você tem como eixo o controle
- 24:18de salmonella, como você tem que fazer tanta coisa, controle de
- 24:22plagas, controle de água, controle de muitas, muitas
- 24:27coisas, você começa a ver como é bom para o controle de outras
- 24:36doenças. Isso acontece no Brasil também,
- 24:39no Brasil... As reprodutoras têm que ser
- 24:43obrigatoriamente negativas. Pela legislação, elas têm que
- 24:46ser eliminadas quando elas são detectadas positivas, justamente
- 24:50para você manter esse rigor. Mas, às vezes, quando eu falo
- 24:56com algumas empresas do mundo, vamos dizer aí, sem falar nem
- 25:01que país é, o pessoal fala muito assim, mas como é que eu vou
- 25:05eliminar a ave tão... Estão caras, né, professora?
- 25:10Porque as matrizes são as aves mais caras que a gente tem.
- 25:14Aí eles ficam, não, mas eu vou segurar, eu vou tratar, eu vou
- 25:18fazer isso. Qual que é a sua opinião?
- 25:20E eu lembro que você falou nessa reunião ali do Equador, você
- 25:24falou até em valor econômico. Eu acho que isso é bem
- 25:27importante, né? Às vezes, assim...
- 25:29A gente como é profissional, eu dei muitas aulas de treinamento
- 25:34nas empresas e aí às vezes o profissional fica lá, meu, mas
- 25:38como é que eu vou eliminar esse lote, ele é tão caro?
- 25:41Se você pudesse falar um pouquinho das consequências de
- 25:45manter esse lote caro nas reprodutoras e o custo que ele
- 25:52gera também. Claro, é uma muito boa pergunta
- 25:56e é uma coisa que nós estamos tentando responder com a ajuda
- 26:03de pessoal que conhece de toda essa coisa econômica, dos
- 26:08impactos, porque, claro, quando nós vemos as matrizes vão ser
- 26:13eliminadas, você pode dizer, ok, vamos eliminar essas matrizes.
- 26:20Olha, mas isso tem muita consequência. quando nós falamos
- 26:26do ovo que está disponível para ter franguinhos depois.
- 26:33É, você complica a cadeia toda, né?
- 26:37Porque a cadeia espera que tenha os ovos, para que daí tenha os
- 26:41frangos ou as poedeiras e seguir todo o processo.
- 26:45Então, se você tem que eliminar uma reprodutora, um lógico
- 26:48reprodutor, isso vai afetar a cadeia como um todo, né?
- 26:51Sim, sim. Então, mas pela transmissão
- 26:56vertical é uma coisa que nós temos que fazer isso.
- 27:03Então, mas eu acho que sempre nós temos que ver qual é o
- 27:09momento. Nós temos um país onde temos um
- 27:16monte de salmonela galinária. Ela está em todos os setores da
- 27:23agricultura. Você não pode começar a matar.
- 27:29Você tem que ter um programa especial e esse programa
- 27:35especial tem que ser setorizado. E muitas experiências dos países
- 27:42eliminando esta doença, começou com um trabalho que nós agora
- 27:48falamos de compartimentos. E então eles começaram em áreas
- 27:55específicas onde eles tinham salmoneira galinária, umas
- 28:00matrizes, umas poideiras, uns frangos, e começaram a
- 28:03trabalhar, trabalhar, trabalhar nessas áreas Autorizavam o uso
- 28:10de algumas vacinas que não sempre são autorizadas, por
- 28:14exemplo, para matrizes. Eram muito exigentes com o
- 28:20movimento dos frangos fora dessa área positiva, dos ovos, etc.
- 28:29E, pouco a pouco, começaram a limpar áreas. ou compartimentos.
- 28:36Então, agora este compartimento está livre, agora este
- 28:40compartimento está livre, agora este compartimento está livre.
- 28:44E então, quando eles começaram a ter livre de salmonella galinara
- 28:51diferentes compartimentos, pouco a pouco eles foram erradicando a
- 28:57doença. Eu acho que um erro terrível
- 29:03quando um governo começa a matar, matar, matar, matar, sem
- 29:10analisar qual é a verdadeira situação.
- 29:14Sem um plano, sem saber. Tem que ter um plano.
- 29:17Tem que ter um plano. Há suporte também para a cadeia,
- 29:22para que a produção aconteça dentro dos limites que se pode
- 29:27fazer em cada situação. Sim, exato.
- 29:30Então, Eu acho que nossos países em Latinoamérica, nós não
- 29:38podemos dizer vamos eliminar todas as aves que estão
- 29:42positivas, porque temos muitas coisas, muitos problemas.
- 29:47Você falou do problema econômico, claro que é
- 29:49importante o problema econômico, mas agora estamos vendo um
- 29:55problema que é muito mais importante que a segurança
- 29:59alimentar de um país. Todos sabemos que a carne de
- 30:05frango e os ovos são os alimentos que muito pessoal que
- 30:13não tem dinheiro pode comprar para sobreviver.
- 30:18Eu me lembro sempre de um professor lá na Colômbia que
- 30:22ensinava produção aviar e ele dizia, se você tem um quilo de
- 30:30ovo, Esse quilo de ovo, pensando em ovo A, que é uma categoria
- 30:37onde o ovo pode ser cinquenta e seis gramas, você nesse quilo
- 30:45tem dezoito ovos. E você pode comprar um quilo de
- 30:52arroz. E com um quilo de ovos e um
- 30:56quilo de arroz, você tem dezoito pessoas comendo bem.
- 31:04Porque é boa a proteína, é barato.
- 31:08É barato um quilo de arroz, mas...
- 31:10Proteína e carboidrato. Exato.
- 31:13Ao menos você pode dar isso para uma família que não tem muito
- 31:18dinheiro. Se nós eliminarmos sem um plano
- 31:26as matrizes, as poideiras... O preço do ovo e da carne de
- 31:35frango vai subir muito. E então, nós vamos afetar...
- 31:40Tem impacto econômico também. Impacto econômico, mas também
- 31:46seguridade alimentar. Então, nós estamos falando muito
- 31:51isso ali, porque esta doença, claro que é específica das aves.
- 31:56Sim. Mas pode afetar as pessoas
- 32:01porque não vamos poder comprar esse ovo e essa carne de frango
- 32:08com o dinheiro que nós temos. Com esse preço.
- 32:13E aí, agora, se a gente for pensar num programa de
- 32:18bioseguridade para salmonela galinário, você podia deixar
- 32:23para a gente algumas linhas? Eu sei que é um monte de
- 32:26coisa... Algumas linhas básicas que
- 32:29seriam interessantes para evitar a disseminação ou evitar que as
- 32:39aves contraiam essa enfermidade. Claro.
- 32:43E essa é outra coisa que está mudando muito.
- 32:47Outra vez. E você vai ler um livro velho,
- 32:54Você poderia ler que eles dizem, ah, vai controlar os ratos e
- 33:01você elimina o problema. Porque faz tempo era assim, bem
- 33:08simples. Mas essa coisa aí, simples, não
- 33:15sempre tinha todos os aspectos que você tem que considerar para
- 33:20o controle desta doença. Por isso, é que nós estamos
- 33:25falando que o primeiro que temos que entender é que esta bactéria
- 33:31mudou. E, vamos dizer, há quinze anos
- 33:37atrás, nós dizíamos que esta bactéria não pode sobreviver na
- 33:43cama ou nas escritas das aves. Agora, nós sabemos que sim, pode
- 33:49sobreviver. Então, se você tem poideiras que
- 33:53estão afetadas com salmoneira galinária, você tem que
- 33:57controlar muito bem todo aquele, aquilo que pode mover a
- 34:03salmoneira do galpão um para o galpão dois.
- 34:11Moscas. ratos, pessoas, pessoas, claro, sim, porque na roupa, no
- 34:23cabelo, nós podemos levar ali matéria orgânica com essa
- 34:28salmonela. Então, nós temos que começar a
- 34:32pensar nas fontes desta doença e nós temos que começar a
- 34:38controlar essas fontes. Uma coisa super importante é
- 34:44controlar muito a casca do ovo, o ovo esse que quebra, você não
- 34:51pode começar e deixar essas cascas lá perto do galpão. do
- 34:58galpão. Porque, claro, ali, estudos
- 35:04demonstraram que se nós temos cascas de ovo com salmonella
- 35:09galinara, salmonella galinara pode sobreviver a mais de trinta
- 35:16dias. Então, vamos ter que começar a
- 35:20controlar coisas que nós fazíamos porque pensávamos que
- 35:25não tinham problemas. Outra coisa, nós temos que
- 35:31começar a controlar qualquer coisa que está atraindo algumas
- 35:46aves silvestres. Porque nós pensávamos que aves
- 35:50silvestres não eram problema. Agora sabemos que são problemas
- 35:56para a Salmonella Galinari. E temos uma bem importante, que
- 36:01são os buitres. Posso dizer buitres?
- 36:05E você entende? Sim.
- 36:08Buitre? Não.
- 36:10Como é buitre? Espanhol?
- 36:12Buitre, em espanhol. Bolter, em inglês.
- 36:19Abutre? Abutre.
- 36:21Abutre. Sim.
- 36:23Então, no passado nós não sabíamos isso, mas agora sabemos
- 36:30que os abutres podem ser reservatórios de muitas
- 36:36salmonelas, incluindo salmonela galinária.
- 36:40E nós agora sabemos que esse abutre gosta muito dos ovos. que
- 36:49podem ser ovos que estão fechados ou que estão quebrados.
- 36:54E então, quando nós temos abutres perto de nossos galpões,
- 37:00nós podemos trazer salmoneira galinária de outro galpão ou de
- 37:05outra granja ou fazenda. De outra granja.
- 37:12De outra granja, sim. Então, nós conhecendo essas
- 37:17coisas ali, agora nós estamos entendendo como é importante
- 37:24reconhecer as fontes da enfermidade e começar a
- 37:29controlá-las. Se nós vivíamos tranquilos,
- 37:34pensando que os abutres ou outras aves, os pombos, Por
- 37:41exemplo, pombos são muito importantes.
- 37:45Se nós pensávamos que não era problema ter essas aves perto
- 37:50dos galpões, nós estamos equivocados.
- 37:54Nós sabemos agora que é importante, mas por que elas
- 37:57estão perto de nossos galpões? Primeiro, Pode ser porque tem
- 38:02ovos cascados que eles querem comer.
- 38:05Claro, essa é uma coisa. Segunda coisa é que sempre essas
- 38:10abecinhas, elas estão procurando comida e as larvas das moscas,
- 38:16as moscas, o cascudinho, olha, a larva do cascudinho é muito,
- 38:23muito apetecida. Sim, sim.
- 38:29Pelas aves silvestres. Então, essas larvas do
- 38:34cascudinho, elas podem transportar salmonela,
- 38:38galinário, outras bactérias. E então, essas aves silvestres
- 38:44vão comer essas larvas e vão levar isso para outro galpão.
- 38:50E é por isso que a gente vê essas legislações que falam que
- 38:54você tem que ter tela nos galpões, que tem que ser
- 38:57fechado, que não pode ter árvore frutífera.
- 39:00E às vezes o pessoal que não é da área acha assim, nossa, que
- 39:04exagero, mas é justamente para manter essas aves.
- 39:07Eu achei engraçado semana passada quando você falou assim,
- 39:10olha, eu cheguei ali no galpão, numa granja, e ela é toda
- 39:14bonita, cheia de plantas, cheia...
- 39:18Uma jardinagem cheia de flores. E aí, o que você recomenda que a
- 39:25gente faça com essas flores, com essa jardinagem em volta do
- 39:29galpão? O que isso teria?
- 39:31Porque, às vezes, a pessoa não pensa.
- 39:32Não quero deixar a minha granja bonita, vou fazer um paisagismo
- 39:38aqui, vou colocar algumas plantas em volta para dar outra
- 39:42cara. Me fala qual é a sua opinião
- 39:46sobre isso quando se fala em bioseguridade e, obviamente,
- 39:50salmonella. Vamos falar disso ali, das
- 39:52flores e toda essa vegetação que, às vezes, queremos ter
- 39:58perto de nossos galpões. E vamos falar também desses
- 40:03árvores de frutas, que tem frutas, mango e outras frutas
- 40:11que muitas vezes nós temos lá nas granjas.
- 40:16E tudo isso ali, a fruta que cai no chão e que permanece ali
- 40:21porque ninguém vai pegar essa fruta, essa é comida, é comida
- 40:29para os ratos, para pragas, para moscas, para tudo.
- 40:33Quando nós temos todas essas flores e outras coisas perto de
- 40:39nossos galpões, esse é um lugar perfeito para pragas se
- 40:44esconderem. Por exemplo, ratos.
- 40:48Ratos sempre, sempre estão ali. Moscas podem estar ali.
- 40:54Então, eu lembro, e eu lembro muito no Brasil, falando de
- 40:59bioseguridade, quando eu estava lá, os programas diziam, você
- 41:06tem que cortar tudo perto do galpão, não pode ter a grama, a
- 41:14grama alta, você tem que controlar tudo isso ali.
- 41:18Então, se não sabemos isso, como vamos ter flores e outras coisas
- 41:27perto de nossos galpões? Mas eu acho que aqui o perigo É
- 41:32quando nós temos, por exemplo, o dono da fazenda que não fala com
- 41:40o veterinário. E então o dono da fazenda, olha,
- 41:45esta fazenda tem que ser bem bonitinha, então começa com
- 41:49essas ideias e não pensa que essas ideias de ter tudo isso
- 41:54ali não é bom, pensando em bioseguridade.
- 42:00E também, outra vez, nós todos sabemos, todos sabemos e sempre
- 42:06escutamos isso nas palestras, nas aulas, que os ratos, eles
- 42:11não gostam de caminhar se não tem proteção.
- 42:17E olha, eu lembro muito que tem muita teoria, mas uma teoria é
- 42:22que ao redor do galpão nós temos que ter ao menos um metro bem
- 42:31limpo, bem, bem limpo, porque assim o rato não vai gostar de
- 42:38caminhar para o galpão. Então, quando nós não combinamos
- 42:44bem paisagismo com bioseguridade, nós podemos ter
- 42:49problemas. Ah, e outra coisa.
- 42:54E estou falando muito isso nas visitas que eu tenho.
- 42:58Eu entendo que agora com todas essas regulações que nós temos
- 43:04nos países, que não podemos cortar árvores, que não podemos
- 43:08eliminar esse árvore hermoso com muita fruta, porque não é legal.
- 43:15Então, olha, você não pode cortar, mas você tem que ter um
- 43:20programa de... recoleção e cosecha.
- 43:28De colher esses frutos. De colher esses frutos.
- 43:32E nós não pensávamos em isso ali.
- 43:35Nós dizíamos, ah, é um mango que está ali no chão, não é
- 43:39problema. É problema.
- 43:41Agora nós sabemos que é problema.
- 43:43Então, eu sempre recomendo, você não pode cortar esse árvore.
- 43:48Então, você vai ter um programa Você vai saber quando é a época
- 43:56da colheita e você vai ter pessoal coletando todos esses
- 44:03frutos. E se tem frutos no chão, você
- 44:07vai ter um programa para coletar esses frutos que estão no chão.
- 44:13Então, são muitas coisas que nós agora estamos vendo com outros
- 44:17olhos. É, são detalhes que, na verdade,
- 44:20não são mais detalhes. Eles acabam virando realmente
- 44:25pontos bem importantes no controle.
- 44:27Sim, sim. De qualquer outra enfermidade,
- 44:31né? Como você bem falou, quando a
- 44:33gente começa um programa para uma enfermidade, acaba atingindo
- 44:38várias outras, né? Por esse programa de...
- 44:41Sim, e eu acho que outra coisa que eu sempre falo, e nós
- 44:46falamos na semana passada, é aquilo da importância de
- 44:52entender que não temos uma bala de prata.
- 44:57Bala de prata, eu acho que é uma coisa que nós falamos lá no
- 45:00Brasil, em Colômbia, algumas vezes nós dizemos que não temos
- 45:06a mão de Deus em um frasquinho. Isso não existe.
- 45:12Então, por isso, é que nós temos que mudar a forma como nós
- 45:16pensamos algumas vezes no controle das doenças.
- 45:21Não é uma só coisa, não é uma coisa.
- 45:23São muitas, muitas coisas que contribuem a diminuir o conceito
- 45:31que eu tenho agora, a diminuir a pressão da infecção.
- 45:36O que é isso ali? A pressão de infecção é quando
- 45:41nós temos muitas, muitas, muitas bactérias lá no incubatório, na
- 45:47granja, no galpão. Então, para que todas as coisas
- 45:53possam trabalhar melhor, por exemplo, uma vacina trabalha
- 45:57melhor se nós temos uma pressão de infecção menor.
- 46:04Como baixamos a pressão de infecção?
- 46:08Bioseguridade. Conhecendo o inimigo.
- 46:12O que temos que fazer para eliminar a fonte que está tendo
- 46:20escondida a salmonela? Então, nós vamos baixando,
- 46:25baixando, baixando o número da salmonela.
- 46:28Não zero, zero. imediatamente, mas quando nós baixamos o nível
- 46:36de salmonella e usamos uma vacina, essa vacina pode ser
- 46:42maravilhosa. Mas, se nós temos uma pressão de
- 46:46infecção muito alta e vamos usar uma vacina, Essa vacina
- 46:53trabalha, mas não pode fazer tudo.
- 46:56Mas tem limites, né? Tem limites, exato.
- 47:00Então, isso é uma outra coisa que nós temos que entender, que
- 47:04temos que mudar essa mentalidade de que alguém vai ter a vacina
- 47:10mágica. Isso não existe.
- 47:14Essas são as boas que, com um bom programa de bioseguridade, a
- 47:19gente consegue os melhores resultados.
- 47:22Sim, exatamente. Na verdade, salmonela é um
- 47:26assunto tão longo. Eu, quando dava as minhas aulas
- 47:30de salmonela, dizia assim, nossa, a gente podia ficar dias
- 47:32aqui falando disso. Já está quase...
- 47:36Cinquenta minutos aqui. Eu não vi.
- 47:44É muito bom. A conversa quando flui.
- 47:48Fica muito boa. Então assim.
- 47:52Como a gente também tem os limites aqui.
- 47:55De tempo. Fica também a dica para quem tem
- 47:58casa. De procurar.
- 48:01A Marta, lido aí na internet, nos lugares, e fazer bastante
- 48:05pergunta para ela, está sempre nos eventos também.
- 48:09E, normalmente, quando chega no final, Marta, deixo o tempo aqui
- 48:14para os meus convidados deixarem uma mensagem, que pode ser do
- 48:18assunto ou de qualquer outra coisa.
- 48:21Para todo mundo que está nos escutando, seja eles
- 48:24veterinários, seja eles estudantes, seja eles... futuros
- 48:28ou já profissionais então aqui é o seu tempo para deixar uma
- 48:32mensagem para os nossos seguidores aqui do podcast
- 48:37aviário eu gostaria de dizer que igual que em nossa vida para
- 48:46controle de doenças em nossas aves nós temos que ser
- 48:52consistentes ter consistência Isso ali é tentar fazer as
- 49:01coisas bem sempre, sempre. Tentar ser muito constante,
- 49:08constante em nossas ações para nossa vida.
- 49:12Se você está procurando alguma coisa boa para sua vida, você
- 49:18precisa ser constante e vai conseguir.
- 49:22A mesma coisa no controle de salmonella, em esse caso
- 49:26salmonella galinara. Você tem que ser constante,
- 49:29todos os dias fazendo coisas, coisas.
- 49:32E eu acho que para fechar aqui, eu tenho outra coisa que eu
- 49:39aprendi faz tempo. E é que quando nós estamos
- 49:43falando de avicultura, nós temos que ter em nossa cabeça tempo.
- 49:51Dez coisas que você tem que fazer bem todos os dias.
- 50:02Não tente fazer sem. Tente identificar essas dez que
- 50:09são muito importantes e trate de fazer essas dez coisas todos os
- 50:16dias muito bem. melhor fazer as dez coisas bem feitas do que
- 50:24tentar fazer sem e não conseguir um ótimo ensinamento que eu vou
- 50:31levar pra minha vida que eu vou pensar amanhã quais são as dez
- 50:34coisas que eu tenho pra fazer no dia e não tentar fazer tanta
- 50:37coisa e não fazer bem feito é isso aí, perfeito Eu acho que é
- 50:43isso, pressão amonela pra vida é assim mesmo, né?
- 50:46Se você quer seguir uma dieta, você tem que todo dia seguir,
- 50:51não adianta dizer não, hoje é domingo, né?
- 50:54Você pode dar um tempo, mas no segundo tem que voltar e assim
- 50:57funciona pra exercício, pra... estudo para tudo, né?
- 51:02Constância e consistência. Obrigada, Marta, foi um prazer
- 51:07falar contigo, principalmente falar em português, que a gente
- 51:10estava sempre falando entre espanhol e inglês, sabia que
- 51:13você fala tão bem em português. Olha!
- 51:17Ficou uma hora, quase uma hora aí falando, você veio e
- 51:20conseguiu... Foi ótimo, foi muito bem.
- 51:23Muito obrigada pelo teu esforço, pelo teu tempo.
- 51:26E mais ainda, agradecer também você por ser a grande
- 51:30profissional que você é, que eu te vejo mudando muita coisa na
- 51:34América Latina. Quanto cada vez que você fala,
- 51:37as salas são lotadas, querendo te escutar.
- 51:41E mais do que te escutando, eles realmente seguem muito do que
- 51:45você fala. E eu tenho certeza que muitos
- 51:47dos... das melhoras que aconteceram aí ao longo dessa
- 51:51avicultura se deve a você então eu também gostaria de deixar
- 51:56aqui meu agradecimento a você como profissional e muito
- 52:00obrigada pelo seu tempo obrigada, adorei falar com você
- 52:06beijos obrigada a vocês que estão em casa e a gente vai
- 52:10conversando até o próximo episódio do podcast O Aviário