Latest / Surra de Lúpulo / Atendimento, serviço, recrutamento e treinamento. Papo com Bia Amorim e Carolina Oda | Surra #202
Transcript
- 0:08Hipocondríaco, apresenta. Surra de lúpulo?
- 0:15Oi pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite.
- 0:19Eu sou Ludmila, a mais conhecida no Instagram quadrika meu
- 0:23programa de hoje, meus amigos, nós vamos receber 2 pesos
- 0:27pesadas no mercado de alimentos e bebidas, que eu não vou
- 0:31reduzi-las ao meio cervejeiro, porque elas são bem maiores do
- 0:34que isso do meu lado direito. Carolina oda, 16 anos de
- 0:38gastronomia, 100 dias viajando por ano, consultoria na aos
- 0:42cuidados de. Torta, gente maravilhosa.
- 0:45Inclusive já comprei Joaquina, a torta embaixadora da bar convent
- 0:48de São Paulo. E já foi.
- 0:50Ted talk é tedx talk, sei lá essa porra.
- 0:53A gente é muito chique. Meus amigos, do meu lado
- 0:56esquerdo do Bia Amorim. Sim, sim, se ela voltou, voltou
- 1:01para nos alegrar. Gerente do lepos bar sumelli,
- 1:04publisher da farofa Magazine, guia da sommelia da cerveja, Ela
- 1:08Foi organizadora, autora, tradutora, vendedora e tudo
- 1:12mais. E também tá lá nas cervejas da
- 1:15MBR. Então a gente tá aqui com esse
- 1:17poder total pra falar sobre serviço a.
- 1:20Atendimento, recrutamento e treinamento.
- 1:22Gente, quem ainda continuar fazendo o cardápio QR Code
- 1:24depois desse papo vai ser cancelado de uma vez.
- 1:31Antes de pedir que as nossas convidadas deem o alô, a gente
- 1:34tem o prazer de informar que esse programa é oferecido pelos
- 1:37nossos. Cenas empresariais, cerveja da
- 1:40casa cervejaria, o Sá prossiabir e viveiro wandenberg.
- 1:49Agora sim, Carol e Bia, deem um alô para que a galera relembre a
- 1:54voz de vocês maravilhosas. Bom dia, boa tarde.
- 1:57Boa noite. Começar o ano com essa conversa
- 2:00que eu tô achando chiquérrimo chique, desafiador.
- 2:04Ao mesmo tempo a gente pega no ano, ou seja, no tranco já vai,
- 2:07vai, vai, sai falando já. Boa noite.
- 2:10Boa tarde. Bom dia para todo mundo.
- 2:13Saudades, surra de lufalo. Eu fugi, mas eu não fui embora.
- 2:18Entendeu? Isso aí vamos junto, Bia, nós,
- 2:22primeiro pode cair junto. Eu só aceitei porque era a
- 2:25carolda, Hein? Assim que é bom.
- 2:28Eu tinha coisas para falar para ela nos bastidores.
- 2:33É dia de treta? Vai falar ao vivo e a cores.
- 2:38Não, gente. Hoje está começando OBBBO
- 2:40brasileiro. Ele está com esse sentimento,
- 2:43né, Carol? Quero saber o né?
- 2:46Assim, a real vida real. Cara, a gente podia fazer um
- 2:49reality show cervejeiro, né? Cara, não sei.
- 2:52Acho que não duram uma semana. Então, tanto eu quanto a Carol
- 2:55já participamos de reality cervejeiros, então check e
- 2:58check. Ah, não.
- 2:59Você entenderam? Fica numa casa presa só com
- 3:01cerveja ruim. Olhe, eu sei que foi.
- 3:06Sem água para lavar copo? É sem a copo sujo, muitas
- 3:10bolhas, cardápio, QR Code em todos os lugares.
- 3:12Caneca congelada. Caneca congelada.
- 3:16Essa. É a minha grande treta.
- 3:24Bem-vindas. Que maravilha.
- 3:26Recebêlos aqui de novo. Eu sou o Leandro, mas hoje vocês
- 3:29podem me chamar do comin desse bar aqui.
- 3:31Hoje eu não sou comim, vou ficar aqui e a gente bate esse papo,
- 3:35tomando uma cerveja ou algo para acompanhar.
- 3:38Que que você está bebendo aí, Bia.
- 3:40Oh, tô muito fitness nas minhas férias, tô tomando um suquinho
- 3:43de maçã da Yakult. Roubado das crianças aqui de
- 3:47casa. Pós-picina, super indico e se
- 3:51assim, acho que cidra tá muito no momento delicioso.
- 3:54Então o suco de maçã fermentado também indica.
- 3:57Muito bom, e você, Carol, que que você está bebendo?
- 4:00Gente, não vai ter muita graça. Eu não estava tomando uma água,
- 4:04mesmo eu não tomando muita água. Aliás, essa época, começo de
- 4:07ano, época menos bebo, quanto menos eu trabalho, menos eu
- 4:10bebo. Então eu estava aqui na aguinha.
- 4:13Mas quer dizer que dependendo, daqui a pouco eu corro ali na
- 4:15geladeira, deixa esquentar isso aqui.
- 4:18Ih você, Lourdes. Eu sigo na água se forgo uma
- 4:20pessoa plena agora, entendeu? Só vou beber no finais de
- 4:23semana. Pode ser que eu não beba nenhuma
- 4:25cerveja no surto de lúpulo. Mano de 2024, não sei, não posso
- 4:28prometer, não posso prometer. Caralho.
- 4:31Fez promessa. Não estou prometendo, mas também
- 4:33não estou falando que não farei, não sei, não sei, não sei, não
- 4:35sei. E você com mim, desse bar só me
- 4:39vem a música da Mara Maravilha na cabeça, mas enfim, música.
- 4:42Ah, tipo, comi índio indígena, curuminha, meu Deus.
- 4:48Tá bom. Tá bom.
- 4:50Tá ótimo. Cara.
- 4:51Assim, deixa. Não.
- 4:53Não. Deixa gente a sonoridade, a sua
- 4:56sonoridade. Claro, assim, uma associação
- 4:59direta. É Mara, tabum, assim como não
- 5:03pensar qual? Que é a pergunta eu perguntei
- 5:04ainda, que música era? Mas é, viu, eu não.
- 5:07Vou te julgar porque eu pensei numa piada ruim também, então.
- 5:11Tá vendo? Estamos colocando as coisas na
- 5:12mesa logo nesse comecinho. Então, fala a tua piada ruim,
- 5:15fala a tua piada ruim, vem cominho, meu Deus.
- 5:19Vai ter cominho ainda ainda pode ser um tempero, Hein?
- 5:22Tem alergia? Tem alergia?
- 5:23Meu Deus do céu. Meu Deus do céu, cara.
- 5:26Olha, nada como uma coisa ruim em cima da outra, né?
- 5:31Então não. Inspiração não está.
- 5:32Faltando encontro de sommelier? De piada?
- 5:35Vamos lá. Vai cominda esse bar que que
- 5:38você está bebendo aí? Eu vou na água porque eu estou
- 5:41nessa Vibe da Carol, que é a Vibe da.
- 5:44Do recesso? Início de ano é a época que eu
- 5:46menos bebo, pelo menos eu tenho feito isso.
- 5:49Tem dado certo? Ajuda recentras.
- 5:52Já quase peguei 100, talvez eu pegue lá, encontra.
- 5:54Isso aqui foi esquentando. Se isto fosse um Batalha naval,
- 5:58ninguém tinha feito ponto, né, água, água?
- 6:01Não, ninguém, ninguém. É gente.
- 6:03É que, afinal, estamos aqui falando, né?
- 6:05O povo que é velha aguarda, né? Hoje a gente tem outra
- 6:08consciência. Já passou uns aninhos aí dessa
- 6:11nossa estrada. Exato.
- 6:13Como tudo comportado a fazendo check-up anual, cumprindo que a
- 6:17nutricionista manda tomando ômega 3.
- 6:20É isso o famoso bom relacionamento.
- 6:22Né, cálcio? Essas coisas, né?
- 6:34Se você gosta do nosso conteúdo e ainda se identifica com a
- 6:38gente, apoia o surra de lúpulo por meio do site apoia.se barra
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- 6:53toda semana participa do nosso grupo de WhatsApp e sorteios de
- 6:57brindes insanos. Ah, mas a grana tá curta ou você
- 7:02ainda não ama tanto a gente assim?
- 7:04O outro jeito de ajudar é seguindo a gente na sua
- 7:07plataforma de streaming preferida e dando 5 estrelinhas
- 7:10no Spotify e no Apple podcast. Lembrem-se de compartilhar esse
- 7:13programa com os seus amigos. Isso ajuda muito na distribuição
- 7:16dos episódios. Draglio pega na mão de.
- 7:27Deus eu. Aqui, como comim, tem que
- 7:28perguntar para as experientes começar com uma pergunta
- 7:31gratuita. Aqui o cliente tem sempre razão
- 7:33no. O cliente tem razão quando ele
- 7:36tem razão. Ora, que Rio tem?
- 7:39Você vai começar com a minha última pergunta.
- 7:42Praticamente. Eu tinha deixado anotado aqui no
- 7:44meu papel que a minha única pergunta talvez fosse o momento
- 7:48não está talvez tão encaixado, mas o cliente tem sempre razão e
- 7:52o cliente está preparado para quem está preparado para
- 7:55atendêlo. Ohh.
- 7:57Humor. Porra, soltou a bomba agora?
- 8:01Demais que na verdade é quase a mesma coisa.
- 8:04Se a gente for olhar do raso, vai.
- 8:06Vamos do primeiro estágio que a gente talvez tenha que conversar
- 8:09aqui, né? Mas o cliente nem sempre tem
- 8:11razão e tem uma discussão muito forte rolando sobre isso já no
- 8:16exterior ai. Que sensacional.
- 8:18Cara maravilhoso. Bom, vamos deixar isso aqui no
- 8:21ar para levantar e pautar esse ritmo e vão para lá então, agora
- 8:24as nossas. Assim, a gente quer saber quais
- 8:26são as falhas mais comuns no atendimento e.
- 8:30Como corrigi-las no dia a dia? Como a Bia trouxe essa questão
- 8:34aí do cliente sempre tem razão e está preparado para ser atendido
- 8:38por quem vai atendêlo e fez esse ouroboros.
- 8:40Aí o estou com mania de ouroboros é fez essa volta aí do
- 8:44relacionamento e do atendimento. Vai tu começa por você, Bia, por
- 8:47favor. Eu separei 3 itens que eu acho
- 8:51que são falhas que me vieram primeiramente, né?
- 8:54Eu não sei se tem essa ordem, acredito que até não, mas
- 8:58desconhecer o produto é uma falha no atendimento e eu não
- 9:02estou falando. Saber detalhes históricos 1516 e
- 9:06detalhes de físico-química. Tá, é não saber, por exemplo, na
- 9:11coxinha, é, é isso, isso é aquilo, e cerveja, isso e
- 9:16aquilo, não ouvir o cliente e não ouvir o cliente não.
- 9:21Escutá-lo no sentido de entender o que que ele precisa,
- 9:25independente do que seja e comportamento deslexado hum-hum,
- 9:30eu acho que são 3 coisas que atualmente me pegam.
- 9:33E para você, Carol? Acho que é essa parte de
- 9:36conhecimento de produto, isso é é um dos top 3 aí mesmo, porque
- 9:40não tem sem conhecer o cardápio, sem nunca ter provado, sem, né?
- 9:43Não sabia o sabor das coisas, que é muito difícil, mas eu acho
- 9:46que o do maior problema hoje do atendimento, é um serviço
- 9:49passivo. O que eu quero dizer com isso é
- 9:51um serviço em que só faz o que o cliente pede, ele não se coloca
- 9:54como anfitrião, ele só faz aquilo que é solicitado
- 9:58maravilhoso, ele não entende que ele é um grande vendedor acima
- 10:01de qualquer coisa, então acho que esse é um dos principais
- 10:04pontos que a gente vê assim, de erro, de erro não, né?
- 10:07É uma característica que está rolando No No atendimento geral.
- 10:10Cara, eu achei genial isso. E a minha pergunta é, é, falta
- 10:15de autoestima do profissional? Às vezes você acha porque essa
- 10:18pessoa é importante, né? Como você está dizendo e para
- 10:21você, não. Passivos será que você precisa
- 10:24ter um pouco mais de confiança? Vai falar a pessoa comunicadora.
- 10:27Ó, já tá fazendo pergunta no podcast, tá vendo?
- 10:31É assim. E ficam convidando o comunicador
- 10:34pra pra ser entrevistado. Já tá entrevistado.
- 10:37É o que eu achei tão bom que você falou, aí eu tenho, talvez
- 10:39assim, o que que falta pra essa pessoa, né?
- 10:43Acho que a autoestima é isso, compõem de várias formas, do
- 10:46uniforme até uma questão cultural envolvendo serviço, mas
- 10:51as pessoas não têm consciência que elas fazem o próprio
- 10:53salário, né? Na gastronomia, tem uma
- 10:55característica em que realmente existe uma comissão, você é
- 10:57comissionado, então, quando a pessoa se coloca passivamente,
- 11:01ela não entende que ela faz o faturamento daquela mesa, né?
- 11:04E assim, claro, tem cenários e cenários, tem bolsos e bolsas.
- 11:07Mas se você trabalhar num lugar, num lugar que o ticket médio é
- 11:09300 BRL, tipo em São Paulo, quem gasta 300 gasta 500.
- 11:13É só você ir lá e oferecer as coisas, então a pessoa não tem
- 11:17essa, não se coloca nesse lugar de vendedor.
- 11:20Fácil, né? Nós, quase uma sociedade, ali
- 11:22você tem. É exato.
- 11:23Você tem um percentual, né? Mas acho que é uma esse coloca
- 11:26muito mais como funcional do que como.
- 11:29Vendedor funcional assim eu estou trazendo para mesmo um
- 11:31negócio que ainda não vem voando, não é?
- 11:33Mas não entende que você pode conduzir toda essa essa
- 11:36experiência? E aí, como é que corrige essas
- 11:38falhas que vocês identificaram que eu acho que foi muito
- 11:41cirúrgico assim? Que que vocês trouxeram assim, a
- 11:43Bia enquanto gerente e a Carol enquanto uma pessoa que está
- 11:47nessa linha de frente com treinamento, diagnóstico, et
- 11:49cetera. Como é que corrige isso no dia a
- 11:51dia? Bia, você chega lá, não lê
- 11:53porque você percebe alguém fazendo um comportamento desse
- 11:55como é que como é que atua, Carol, como é que é quando você
- 11:58é chamada para um diagnóstico? 3 tapa na cara, um pisão no pé,
- 12:01o que é que é? Essa minha vida é reza, manda
- 12:04para terapia. Não, não dá.
- 12:06É, eu acho que é uma coisa muito da rotina, né?
- 12:09Eu estando lá nesse papel, eu acho que é parte da função, né?
- 12:14Uhum. E aí, muitas vezes eu vou ter
- 12:16que. Não eu fazer esse treinamento,
- 12:18às vezes eu vou ter que contratar uma empresa como a da
- 12:21Carol, que venha de fora, que vai olhar quais são as falhas
- 12:24que às vezes eu não estou olhando as falhas, às vezes sei
- 12:26de uma falha, mas tem 3, porque é é comum.
- 12:29É da rotina do bar e do restaurante ter que se reciclar
- 12:33o tempo inteiro, porque recicla o funcionário o tempo inteiro, o
- 12:35tempo inteiro tem funcionário novo chegando que não sabe
- 12:38cardáp, não sabe qual que é o tom de voz da casa, né?
- 12:41No sentido de você tem que, qual, que é o nome mesmo, gente,
- 12:44quando o cliente chega, é o pessoal usa o nome em inglês,
- 12:47né? Um boarding.
- 12:48Onboarding, então, é chegada, né, as boas-vindas da pessoa.
- 12:52O pouso da? Pouso.
- 12:53Dela é, no meu caso, eu acho que é.
- 12:54É rotineiro, é chamar, conversar.
- 12:56Tá sempre falando com a equipe todos os dias, antes do serviço
- 13:00começar, fazer as anotações das falhas que tá vendo, conversar
- 13:04no dia seguinte. Acho que.
- 13:06É uma cultura, na verdade, né, uma cultura de de treinamento.
- 13:10A gente vê essa diferença, né, que é uma cultura organizacional
- 13:14ali, baseada em desenvolvimento de pessoas.
- 13:16Se você der um treinamento por ano, as pessoas não vão
- 13:18engasgar, uhum. Agora, se você tem isso como uma
- 13:21prática, fica quem quer desenvolvimento, né?
- 13:24Então, por exemplo, que as 2 falaram que não é conhecimento
- 13:26de cardápio, conhecimento de produto, é treinamento o tempo
- 13:29inteiro, é provar coisa o tempo inteiro, é saber o prato novo, é
- 13:33degustação de vinho e tal, né? Você tem que ficar numa rotina.
- 13:37Constante de de treinamento. Então não é difícil sem
- 13:40treinamento. Mas a gente tem uma questão,
- 13:42hoje estava hoje era uma grande discussão.
- 13:44Isso no na minha timeline. Da geração z, por exemplo, é uma
- 13:48geração que não se vincula a nada.
- 13:50Gente não tem sim, não parece entregar nada, então é um
- 13:53desafio muito maior. A gente está tendo um desafio
- 13:55geracional, com um desafio de competências, com um desafio de
- 13:59tempo. As equipes estão super
- 14:01reduzidas, ninguém consegue completar o quadro.
- 14:04Se eu não completo o quadro, todo mundo tem menos tempo, tem
- 14:07ainda menos tempo, eu dou menos treinamento e aí vai virando uma
- 14:10bola de neve, sim. Total vai virando do jeito que
- 14:12dá, né? É?
- 14:13Exato, vai do jeito que dá pra todo mundo, esgotado porque está
- 14:16tendo que fazer por você e pelo outro, né?
- 14:18É porque assim ainda não teve uma retomada da das questões que
- 14:22a gente tratava antes da pandemia, só que.
- 14:26Isso já faz tanto tempo que isso passou.
- 14:29E aí tem a questão das gerações. A gente vai adicionando tantos
- 14:33novos desafios para os bares e para os restaurantes.
- 14:36Eu tenho esse problema. Eu tenho problema de alocar as
- 14:39pessoas certas. E gente com 20 anos que daí não
- 14:42quer trabalhar no feriado, não quer trabalhar no final de
- 14:44semana. O salário é uma bosta.
- 14:47Então se você não tem uma boa caixinha, tem tantos espinhos
- 14:50ali para serem tirados, né? É uma loucura quem abre bar e
- 14:54restaurante no Brasil. Caro?
- 14:57Eu nunca recomendo, gente, na minha primeira reunião de
- 15:00consultoria, eu sempre recomendo não abrir.
- 15:03Falou, gente, eu já convenci 2 a desistir.
- 15:05Eu falo, tudo bem, eu estou aqui, posso te ajudar.
- 15:07Mas a primeira coisa assim não abra.
- 15:09Não faça. Depois, se quiser mesmo, aí a
- 15:12gente continua. Caralho, é, eu acho que o
- 15:15empresário, né, o empreendedor, essa pessoa que no Brasil tem
- 15:19uma paixão. E a gente viu isso muito
- 15:21acontecendo no mercado cervejeiro de maneira geral,
- 15:24seja com cervejaria, seja com TAP room, seja com loja, com
- 15:28e-commerce, com todas as coisas. Ponho, né gente?
- 15:31Tudo é muito legal. E aí eu acho que quando a
- 15:33pessoa, ela tem que sair do lúdico e com.
- 15:37A equipe fazer o planejamento, né, o plano de negócio EE vai
- 15:41ter aquele dinheiro, porque chega num momento onde o cara
- 15:44tem que contratar alguém pra treinar, mas ele tá enforcado, e
- 15:47aí ele fala, putz, mas eu tenho que abrir, mas eu mesmo não sei
- 15:51treinar porque ele não tem aquela especialidade, uhum.
- 15:53A gente tá no mercado 20 anos, mas o cara não, aí ele já não
- 15:57tem dinheiro pra dar o treinamento, ele não tem uma
- 16:00cultura de bar e restaurante, não sabe sobre hospitalidade, o
- 16:04máximo que sabe nos hotéis que se hospedou, mas não tem o como
- 16:07é que se ensina hospitalidade, como é que se treina produtos,
- 16:10você entrega o produto, mas às vezes a pessoa nem sabe que ele
- 16:13tem que dar o produto pro garçom, pro bartender pro
- 16:16fulano, pro ciclo provar. Ah.
- 16:17Mas garçom é um ponto, né? Não é visto como uma expertise.
- 16:20Até a gente sempre brinca assim pra falar pra família, a minha
- 16:24eu não tenho nome, minha profissão.
- 16:25Ah, Carolina, eu trabalho com restaurante, mas não tem um
- 16:28nome. E aí, como não é uma profissão
- 16:29acadêmica, como não é visto como uma carreira, as pessoas, todo
- 16:33mundo acha que sabe fazer, né? Então assim, eu tenho cliente
- 16:35que é médico. Tatuador, advogado, o que for
- 16:39que quer restaurante, uhum. E são pessoas que geralmente
- 16:43fizeram 11 grande dinheiro em outra área e essa pessoa demora
- 16:47pra aceitar que tem uma outra expertise envolvida, né?
- 16:50Então, assim, a gente sempre é muito subestimado.
- 16:51Você vai conversar com arquiteto, você vale menos, você
- 16:54vai falar com um cara que era CEO, não sei do que você vale
- 16:56menos, então a gente está sempre valendo, menos, porque as todo
- 17:00mundo acha que sabe fazer o que a gente sabe fazer, porque não é
- 17:02acadêmico, é uma coisa que era do Imigrante, tem o boteco da
- 17:05esquina e tal, entendo, então até falo, falou, gente, tem
- 17:08gente que quebra e não tenho dó que eu falo, achou que era
- 17:10fácil? É.
- 17:12Tô aqui tipo, me ferrando pra entender como gerir um negócio
- 17:16desse. E a pessoa simplesmente, tipo, é
- 17:19médica, tem sonho do restaurante e acha que sabe tudo.
- 17:23Aí você fala, pô. Então, e no fundo é o mais
- 17:25difícil, talvez seja a gestão de pessoas, né?
- 17:27Carol? No sentido.
- 17:29Você vai lidar com as? Pessoas que estão na cozinha,
- 17:32você vai lidar com as pessoas que estão no salão, no bar.
- 17:35Relacionamento, você vai lidar com o próprio cliente, que é tão
- 17:39difícil quanto todos os outros. Então é gestão de gente.
- 17:43E aí todo mundo tem um problema, todo mundo tem.
- 17:46Então eu acho que a coisa do treinamento só pra gente, tipo,
- 17:49fechar essa linha e as falhas, é você ter uma cultura de
- 17:53treinamento onde você tenha investimento para.
- 17:56Isso do mesmo jeito que você quer anunciar no Instagram, você
- 17:59tem que ter o dinheiro para fazer.
- 18:00O tenha uma constante, né? Sim, tem endomarketing, né?
- 18:04Sei lá como que o povo quer o que?
- 18:05Vocês estão me falando, está me fazendo repensar que assim, até
- 18:08olhando fora do ambiente do salão, ali fora da brigada e
- 18:11outras carreiras, né? Esses 2 comportamentos da
- 18:15passividade que é tirar pedido, né?
- 18:17Na criação tem muito isso. Design aqui só tira pedido, faz
- 18:21isso, faz aquilo, e ele faz isso, faz aquilo, ele não
- 18:23colabora com nada, não cria nada, né?
- 18:25Ele faz o que o cliente pede e ou.
- 18:27Aquele comportamento desleixado que são os 2 que vocês trouxeram
- 18:30que remeteram diretamente a pessoas desmotivadas.
- 18:34Isso afeta quando, assim, pelo menos em alto turnover eu não
- 18:38sei como é, porque normalmente nas carreiras que eu atuo, o
- 18:41turnover não é tão grande quanto é em bares e restaurantes.
- 18:44Aqui pra no meu, a galera troca de 2 em 2 anos, de um em 1 ano,
- 18:48pelo que eu já ouvi, histórias de bares e restaurante troca de
- 18:5270% ao ano da equipe o tempo todo, né?
- 18:55É, chega ao ponto da desmotivação.
- 18:58É que a gente vive uma grande crise de saúde mental e as
- 19:02equipes estão escancarando isso, né?
- 19:04Quanto mais gente você lida, mais você vê que esse é o uma
- 19:07grande questão, né? Até você falar a geração ZO que
- 19:10for. Você dá uma advertência, é uma
- 19:11crise de ansiedade. A pessoa sabe.
- 19:14Uma crise de pânico é Na Na, na tipo tá tomando remédio, já há
- 19:17tentativa de suicídio, então assim, é cuidar de gente em
- 19:21qualquer categoria, em qualquer trabalho.
- 19:23Tá difícil porque a gente tá num momento em que a gente tá só
- 19:25fingindo normalidade num cenário caos, né?
- 19:28Então hoje eu vejo, eu fico muito feliz que eu tô vendo cada
- 19:31vez mais restaurantes e bares e tal que contratam psicólogos.
- 19:35Maneiro, né? E tudo bem, todas as categorias
- 19:37têm as suas questões, mas é que o mundo corporativo trata a
- 19:40gente como gente desde sempre, mas a nossa área não, né, esse é
- 19:43o grande ponto, é uma herança escravocrata, essa conversa é
- 19:46desconfortável, não tem como ser feita de uma maneira tranquila,
- 19:49mas a nossa área lida direto com a cultura escravocrata
- 19:52constantemente o tempo inteiro, e aí agora assim, os donos estão
- 19:56vendo que assim nossa não dá mais pra, tratar né tá muito
- 19:59difícil de cuidar dessa geração falou nossa você vê coisas que
- 20:03outras pessoas aceitavam não aceitam mais talvez a Agora né
- 20:07aquele tiozinho de 60 anos, que topava ter a caixinha roubada,
- 20:11que topava não ter folga de domingo, agora vem uma galera aí
- 20:15exige uns direitos, né? Assim, aí tá ficando muito
- 20:17difícil de ter restaurante, uhum.
- 20:19Então assim, a gente tá passando muito por isso, porque sempre
- 20:23foi visto assim uma coisa a gente não estudou assim, uma
- 20:26coisa de tem que ter, graças a Deus que tem um emprego, você
- 20:28não trabalha, você não estudou nada, então você vai ser garçom
- 20:31e tal. E aí quando esse cenário começa
- 20:33a mudar e tem outras exigências envolvidas, né?
- 20:36Assim os donos estão vendo. OPA, e agora, como que dá a
- 20:39viabilidade financeira, como que eu faço gestão de pessoas, a
- 20:42gente fica vendo essas coisas, Ah, o Google vai lá, põe uma
- 20:45sala de jogos, um puffy puffzinho, pra, né, e assim como
- 20:49que eu vou fazer isso na minha realidade que sempre trabalhou
- 20:51com num cenário em que as pessoas eram resignadas, e
- 20:54topavam qualquer coisa porque tipo eu não estudei é isso aí e
- 20:57agora não é mais assim graças a Deus tá tá mudando mas aí também
- 21:00tá tendo que mudar o jeito de fazer negócio e por isso que
- 21:03lidaram com as pessoas tá mais difícil, porque é um outro
- 21:06perfil, né? Eu fico vendo aqui o restaurante
- 21:08tradicionalzão, aqui, do lado de casa, que o garson tá lá há 30
- 21:11anos. Ele me falou, quanto ele ganha,
- 21:13falou meu isso daqui a 30 anos você ganha isso assim.
- 21:15Só que Pra Ele é isso, a vida dele é essa.
- 21:18É por isso que é a questão da pergunta da.
- 21:20Estão preparados para quem está preparado, né?
- 21:22Porque acho que isso é uma revolução dolorida e obrigatória
- 21:27que a gente está passando. É, acho que é, a gente está numa
- 21:30questão, a vida está nessa coisa mais progressista, né?
- 21:33A gente está discutindo algumas coisas, romper com essa cultura
- 21:35escravocrata, quem trabalha, várias questões de justiça
- 21:37social e tal. Tudo isso eu estava em Nova
- 21:40Iorque, agora eu fui para Nova Iorque só para pesquisar isso.
- 21:42E aí você está conversando com o diretor de um grupo de
- 21:45restaurante que é uma Estrela Michelin, 2 estrelas, Michelin,
- 21:47fifty, best e tal? Ele é, não, porque depois da
- 21:50pandemia, as pessoas. Não querem mais trabalhar mais
- 21:52de 10 horas, né? Então agora está difícil assim,
- 21:55porque então assim a gente não sabem a médio e longo prazo como
- 21:57que vai ter viabilidade financeira, porque as pessoas
- 21:59não querem mais trabalhar mais do que 10 horas, você fala.
- 22:02Gente, 10 horas? Então, assim, você vê, então
- 22:05assim, a gente não existe viabilidade financeira em
- 22:07restaurantes se não for explorando alguém.
- 22:09Você talvez aí? A discussão, ela vai toda muito
- 22:13para cima do quanto custa um serviço, né?
- 22:15Porque as pessoas, elas querem ser servidas, mas a qual custo?
- 22:20É e na e a grande comparação que todo mundo faz.
- 22:22Ah, quando você vai pra Europa, você está num restaurante na
- 22:24França. É uma pessoa para atender 40 e
- 22:27todo mundo espera. Aqui no Brasil a galera está
- 22:30estralando os dedinhos. E então a gente vai ter que ir.
- 22:33Tratando a gente que nem cachorro às vezes.
- 22:35Exato, porque lá é aquela velha história, Ah, lá você aceita que
- 22:38não? Mas aqui, a viabilidade
- 22:39financeira dos negócios, se a gente quiser ter uma pessoa mais
- 22:41capacitada? Pra ganhar um salário mais
- 22:44justo, né? Pra conseguir.
- 22:45Ter ou capacitála. Ou capacitála não vai dar pra
- 22:48ter um garçom pra cada 3 meses. Ou então isso vai ter quando
- 22:52você tiver gastando 1000 BRL por cabeça, né?
- 22:54Isso é uma discussão também mundial, tipo o serviço só com
- 22:58gente. Que não vai envolver tecnologia,
- 23:00que vai ser assim, exemplar, vai ser lugar de luxo.
- 23:05Então eu vou fazer uma observação pra gente amarrar
- 23:07esse assunto e partir pro próximo, se não essa, a gente
- 23:09joga a pauta pra cima e fica só aqui, minhas amigas.
- 23:12Ele. É rico, é o rico, é rico.
- 23:14Mas é o cérebro da coisa, né? Mas assim, uma coisa que eu acho
- 23:16que é importante trazer essa análise que a Carol falou da da
- 23:19característica quando o senhorzinho que trabalha no
- 23:23mesmo restaurante há 30 anos e ganha pouquíssimo por isso, e
- 23:26que era a opção que ele tinha, porque estudou pouco e acabou
- 23:28caindo nessa profissão. A gente tá vendo uma mudança no
- 23:32padrão de quem tá sendo contratado.
- 23:34Agora é uma questão geracional. É uma questão de revisão de
- 23:37necessariamente olhar pra esses profissionais com com mais
- 23:40justiça, mais. Ao passo que a gente não está
- 23:43melhorando a educação do nosso povo pra que essas pessoas
- 23:47possam. Decidir por não fazer essa
- 23:49profissão, caso elas não queiram, elas acabam sendo ainda
- 23:52jogadas nesse lugar onde elas são subvalorizadas.
- 23:55Então é, é, sabe? É, é, cada uma é uma corda sendo
- 23:57puxada. É um cabo de guerra, onde ainda
- 23:59tem muita gente que infelizmente não conseguiu estudar o
- 24:02suficiente e acaba caindo numa profissão que não é simples,
- 24:05atender pessoas durante horas a fio, lidar com o público, lidar
- 24:08com outras pessoas e são obrigados a estar nessa situação
- 24:11porque não sabem mais outra coisa a fazer.
- 24:14Enfim, então acho. Que é de novo sobre estima, né?
- 24:17Quanto que a gente estima nosso funcionário?
- 24:19E aí eu acho que vai reconectando as outras questões,
- 24:22né? O quanto que quando eu contrato
- 24:25alguém, o que que eu tô procurando e quando a pessoa tá
- 24:27procurando o que que ela quer também.
- 24:29E foi o que a Carol falou, a pessoa que tá ali, às vezes no
- 24:32serviço, ela. A grande falha, ela não sabia a
- 24:35importância dela conforme as pessoas estão descobrindo.
- 24:38E não é uma importância. Ó meu Deus, deu um troféu pra
- 24:41essa pessoa, não é cara, é tipo valores humanos básicos, é
- 24:45dignidade, é tipo as pessoas serem gentis ali, e aí ela
- 24:50entendendo isso, ela vai mudar tudo, né?
- 24:52Ludi? Não, eu também acho.
- 24:54Saí do pensamento colonizado, né?
- 24:56Eu super acho, eu acho que a gente tá nesse caminho, numa
- 25:00geração que talvez ainda tenha mais recursos, porque quem não
- 25:04tem recurso acaba não tendo opção, sabe?
- 25:07Eu acho que a gente ainda tá numa fase de menos opção pra
- 25:09pessoas que são mais oprimidas, que são menos favorecidas, que
- 25:13estudaram menos, e et cetera. É muito triste você chamar as
- 25:16pessoas pra uma entrevista de emprego e a pessoa falar, ó, não
- 25:19vou poder ir. Eu não tenho dinheiro do ônibus,
- 25:21sim, aí você fica tipo de coração partido que você marcou
- 25:25com algumas outras pessoas que não apareceram também não te
- 25:28avisaram? Que uhum.
- 25:29Não faltar, enfim, a galera. Ah, não vou nesse emprego, não
- 25:32é? E a pessoa que não tem nem
- 25:34dinheiro para isso? E provavelmente ela IA chegar lá
- 25:37mais disposta. Como eu vi pessoas quando a
- 25:40gente estava contratando. Não, eu faço qualquer coisa não,
- 25:42mas o horário não posso qualquer horário.
- 25:44Ela chega mais disposta a fazer qualquer coisa, até aquilo que
- 25:47ela não deveria fazer, qualquer coisa, que é o que aí a gente
- 25:50volta para aquele lugar do escravocrata.
- 25:52E aí você tem uma galera que ainda vai aceitar.
- 25:54Por isso que eu acho que ainda demora um pouco para essa
- 25:56mudança acontecer de fato, né? É que quando a gente está
- 25:59olhando para restaurantes e bares mais, como é que eu vou
- 26:01dizer? Numa num nível mais alto, você
- 26:04tem uma percepção diferenciada de quem está indo trabalhar
- 26:07nesse lugar também. Né assim?
- 26:09Então aí aí a gente fica com a visão, meio turva, a gente ó,
- 26:12saiu um programa no começo desse ano pra falar de coquetelaria
- 26:16fina na Rocinha, aqui no Rio de Janeiro.
- 26:18Programaço, que é o pessoal do point chique, você desacredita?
- 26:22Você fala o cara teve coragem. São 2 pessoas da comunidade que
- 26:24vieram coragem de abrir um bar de coquetelaria fina na maior
- 26:28comunidade da América Latina. Coragem e vontade, né?
- 26:31E que bonito eles poderem realizar.
- 26:33Tá rolando? É isso?
- 26:44Vamos lá, vamos para a próxima. Se não vocês só querem falar
- 26:46disto. Vamos para o próximo.
- 26:48Socorro, man. Calma, segue.
- 26:51Segue, a gente também já falou em alguns programas aqui sobre
- 26:54contar uma história, né? A gente falou com uma mais
- 26:56idouro para falar sobre o consumo periférico.
- 26:59E ele é um cara do storytelling, né?
- 27:01E et cetera. Então a gente pode pensar que o
- 27:03atendimento ou serviço tem uma correlação de storytelling num
- 27:07minuto que o empreendimento quer contar pro cliente alguma coisa
- 27:12nesse atendimento, desde a hora do onboarding até sentar a mesa
- 27:15Oo guardanapo tá assim, assado. Ou o storytelling é, eu vou te
- 27:19tratar o mal mesmo. Tem 11 hamburgueria em São Paulo
- 27:22que você chega lá perguntando, tipo.
- 27:25Ah, é, tem você, volta já assim. Você conhece o ponto da casa?
- 27:28Porque a gente não faz outro ponto.
- 27:29Tem que foda-se você. Então se se sim tem, se tem essa
- 27:32coisa de um serviço, de contar uma historinha, explica pra
- 27:34gente mais um pouquinho aí acho que a Carol podia começar essa.
- 27:37Não, super tem assim. É uma construção que não é tão
- 27:41óbvia. Mas quando a gente entra nas
- 27:43consultorias, a gente sempre chama a equipe de marketing.
- 27:46Porque eu preciso de um direcionamento conceitual para
- 27:50desenhar o estilo da operação. Então, assim, desde o se eu vou
- 27:54segurar o copo assim ou assado, se vai ter bandeja, não vai ter
- 27:56bandeja. Qual o dimensionamento da da
- 27:58equipe para aquele atendimento? Quem vai me direcionar é o
- 28:01conceito. A cara, né, a identidade, porque
- 28:05se eu pegar o McDonald's tem identidade, o Subway tem
- 28:08identidade, né? Assim, uhum, fica mais fácil de
- 28:10entender, assim como o restaurante dos tiozinhos ali da
- 28:13esquina, que tem 50 anos, tem identidade.
- 28:15E aí é muito difícil quando a gente chega e fala assim, tá,
- 28:17quais são os adjetivos do seu atendimento?
- 28:20E raramente os donos sabem responder isso, ele fala, não,
- 28:23eu quero um atendimento excelente, eu falo não, mas
- 28:25falei o drive thru do McDonald's é excelente também, a
- 28:28barriguinha de cachorro-quente, ela é excelente, cada um dentro
- 28:30do seu guarda-chuva. Então, sim, o atendimento, ele
- 28:33no não dito, inclusive ele é uma tradução de uma identidade que
- 28:39tem que ser colocada com palavras.
- 28:41Massa é, eu estava pensando na questão de conceito e entregar o
- 28:46conceito, né, que daí tem AA ver com o tudo.
- 28:50Vai contar essa história, o ambiente, a decoração, o som, a
- 28:53temperatura, as cores, os uniformes e esse tom de voz que
- 28:59você usa, né? Ah, quer alguma coisa?
- 29:02Olá. Boa noite.
- 29:03Como vai? Gostaria, prazer, eu sou
- 29:06Beatriz, vou atendêlos. Hoje eu sei, às vezes você não
- 29:09quer chegar num boteco e olá, boa noite.
- 29:12Como? Foi Fernando.
- 29:14Você não quer isso, entendeu? Então tudo vai contar aí uma
- 29:17história e aí acho que em alguns casos essa identidade é muito
- 29:22jogada também no atendimento, né?
- 29:24Então Eu Acredito que super funciona.
- 29:28Quando você mandou essa pergunta, eu fiquei pensando na
- 29:30Carol que eu estava vendo uns vídeos no Ted também, que além
- 29:34de Carol, will guidara Carol com a história dele do
- 29:38cachorro-quente. Você que já esteve no elevel
- 29:41Madison Park, eu acho que esse é um lugar que você sentiu que
- 29:44tinha essa identidade, porque eu fiquei pensando nisso.
- 29:46Não é, tem. Acho que essa é a grande
- 29:48diferença. Por isso que o que que faz um
- 29:50jantar precisa 500 USD, e o boteco custa das vezes 5 BRL,
- 29:54você tem. Os 2 são excelentes, é porque
- 29:57você tem ali expectativas alinhadas com cada um.
- 29:59Está se propondo a fazer, né? O que o Hugo guiderem quer fazer
- 30:02no Eleven é um negócio. Que só com muito dinheiro mesmo.
- 30:05Você tem que custa caro, né? Eu falo, quando eu fui no
- 30:08Eleven, eu falei que eu queria. Harmonizar com tudo, menos com
- 30:12vinho. E tinham 10 pessoas que
- 30:15entendiam de bebida na equipe. Óbvio que isso custa.
- 30:18E conta uma história, né? Você vai custar, mas eu quero.
- 30:20Estamos propondo, né? Ninguém vai num, num
- 30:23restaurante, a grande melhor do mundo, esperando menos do que
- 30:26incrível. Então, sim, acho que tem esse
- 30:29alinhamento. Eu acho que o problema é se o
- 30:31caro ou barato gostei ou não gostei.
- 30:33Muitas vezes está no erro de comunicação da marca e não no
- 30:37que está sendo entregue. Expectativa e realidade total.
- 30:39Porque você faz com o cliente assim?
- 30:41A gente tem vários clientes paralelos.
- 30:43Falam bom, se tem um cliente que tem um vinho de 1000 BRL na
- 30:45carta, falo, cara, se tem um vinho de 1000 BRL na carta, isso
- 30:48exige muito mais. Coisa não tem como, e aí você
- 30:51começa do banheiro, há o jeito que você entrega, a conta vai
- 30:55estar pareado por você ter um vinho de 1000 BRL na carta,
- 30:58assim como você quer ser uma padoca de que o ticket médio vai
- 31:01ser 50 BRL, tá bom. Tipo, a gente pode colocar o
- 31:03botão, se vai apertar, o garçom vem até a sua mesa ou pode ser
- 31:07um copo de plástico e tal. O problema é quando isso está
- 31:10desalinhado. É gente, esse assunto é muito
- 31:13bizarro, cara. Ela fica só assim, mas eu sou
- 31:16tipo, é? Não e é porque eu.
- 31:17Estou pensando. Eu, eu nem sei, sabe?
- 31:20As engrenagens estão funcionando aqui.
- 31:23De um jeito muito bizarro. Eu vou fazer uma mudança na
- 31:25ordem, porque eu acho que uma coisa se conecta com a outra e a
- 31:28gente iria concluir falando um pouco de conceito de
- 31:30experiência, só que a gente tá falando de construir história ao
- 31:33mesmo tempo, de construir experiência, de fazer isso
- 31:36junto, né? Então, pra mim faz muito sentido
- 31:38a gente conectar essa pergunta com a outra, que é assim, vamos
- 31:41falar um pouquinho disso, dessa experiência, já que eu tenho ali
- 31:45um vinho de 1000, BRL 1000 USD no cardápio, isso exige toda uma
- 31:50experiência condizente a ela, independente da história.
- 31:52Se eu quero contar a história do dono do restaurante, da onde que
- 31:56veio a comida, independente de tudo, já tem todo isso aí, né?
- 31:59EE assim. Só que esse termo ele ficou meio
- 32:04chavão, né? A gente usa muito, só que é tudo
- 32:07agora. É uma grande experiência, paga
- 32:09aquela experiência tal mesmo. Seja experiência do Big Mac, né?
- 32:13Do McDonald's. É?
- 32:15E aí, o que é que vocês pensam sobre isso?
- 32:17E se ele de facto é esse fator determinante, porque você está
- 32:21trazendo Carol pro ticket médio será aumentado desse lugar, né?
- 32:26Para aumentar o ticket médio desse lugar.
- 32:27É, eu acho que tem negócio que tem que ser só funcional mesmo.
- 32:31A experiência é só matar fome mesmo, né?
- 32:33Acho que eu ainda até no tédio e discuto muito isso, a fome
- 32:36física e tal, mas tem lugar que é somente sobre a fome física e
- 32:39tudo bem, e tem lugar que é um luxo que não tem nada a ver com
- 32:43a fome física. Eu gastar 500 USD num jantar,
- 32:46não é porque eu estou com fome, tipo, a última coisa que eu
- 32:47estou indo fazer ali é porque eu estou com fome.
- 32:50Então é você entender quando você está trabalhando com
- 32:52alimentação e quando você está trabalhando com entretenimento,
- 32:55aham, tipo entretenimento gastronómico, entretenimento
- 32:59etílico e existe o alimentação. Então até quando começa umas
- 33:02discussões de alimentação, eu estava falando, gente, calma,
- 33:04são 2 negócios diferentes, falar de alimentação como cadeia país
- 33:09não. Sei o que eu falei, isso é uma
- 33:10coisa, a gente está trabalhando com entretenimento, que é o
- 33:12mesmo momento que a pessoa poderia estar indo num show, né?
- 33:16Então acho que cabe você entender qual é o seu negócio,
- 33:19mas a nossa área depois o Instagram, gente, o Instagram
- 33:22fez OA experiência também nessa palavra virar.
- 33:26Quando eu estava na pizzaria lá do Rio de Janeiro, gente, eu
- 33:28nunca vi uma pizzaria em que a pizza mais vendida é a de
- 33:32chocolate, somente porque é jogado o chocolate na hora em
- 33:36cima da pista, e todo mundo filma pegando chocolate, jogando
- 33:39em cima da pizza, é isso. É então, assim, experiência, tem
- 33:43várias colotações aí. A Bia segue a tônita, a gente
- 33:46não sabe se ela travou. Não.
- 33:48Aí eu tipo e uma pizzaria que é a pizza mais vendida é
- 33:51chocolate, porque derrama de cima, realmente é?
- 33:53Eu não estava esperando por isso, mas AA Carol falou, um
- 33:56negócio que é o que eu também. Acredito eu, eu coloco a.
- 33:59Experiência em determinados lugares como entretenimento.
- 34:04Então, por que que apita mais? Vendi porque é um entretenimento
- 34:06o chocolate derramando. Vocês lembram quando começou
- 34:09aquela? Fonte de chocolate tinha todos
- 34:11os lugares. Uhum, uhum.
- 34:13Na época, a gastronomia atualmente, para além do saciara
- 34:16fome, ela é também entretenimento, ela é também
- 34:19status, ela é instagramável, ela é um Monte de coisa, uhum.
- 34:23Dentro da área que eu acho que eu nos últimos anos venho nesse
- 34:27lugar. É é mais nichado, né?
- 34:29É um entretenimento muito mais etílico, às vezes, porque a
- 34:32pessoa senta lá ou e ela quer uma cerveja, mas ela não quer
- 34:35qualquer cerveja, então, tipo. Divertido Pra Ela é ver quais
- 34:39são as cervejas que tem, de quais estilos, de quantos IBUS
- 34:44aquilo pra pessoa, aquilo é divertido, às vezes vai gente lá
- 34:48no bairro, e aí cliente habitué, então eu falo, Ah, lá chegou
- 34:52mais um nerdla, aí o cara senta no balcão, aí a gente começa a
- 34:56falar de uísque porque eu saquei, porque eu não sei o que
- 34:59lá, porque saiu no Inter, porque Ah, não sei o que lá, e aí essas
- 35:03pessoas elas amam, tá ali com gente que aquilo é o hobby
- 35:08delas, às vezes às vezes não é nem só o bebé, às vezes como o
- 35:11hobby das pessoas é visitar restaurantes estrelados pelo
- 35:14mundo, uhum é muito mais do que eu, só tô comendo, eu tô me
- 35:17divertindo com aquilo, né? Porque que a Ludmilla tem uma
- 35:20geladeira cheia de cerveja atrás dela, é diversão.
- 35:24Totalmente totalmente. É engraçado a gente falar de
- 35:26experiência hoje a primeira vez, primeira vez, mas assim, acho
- 35:30que é a primeira vez que eu entendi o conceito de
- 35:31experiência, foi, sei lá, uns 5 ou 6 anos atrás, alguém falando
- 35:35que uma cafeteria estava servindo a volátil que era na
- 35:38casca do abacate, servia o café, sei lá, kikatsu, tá aí, naquela
- 35:44hora não me caiu essa bigorna, mas agora nesse papo me caiu a
- 35:47bigorna que na década de 80 meu pai levava a gente pra almoçar,
- 35:50pra jantar na churrascaria, onde fosse tal tal, aí no final tinha
- 35:53um cafezinho com encontrou e a graça era o cara, a gente fez
- 35:57isso no lepos, quando eu fui a graça era o cara serviu o
- 35:59encontrou, o garçom levava aquilo numa altura bizarra pra
- 36:03cair naquele copinho pequeno e eu ficava achando aquilo
- 36:05incrível. Entendeu?
- 36:07Então, de alguma maneira, era uma experiência que a gente
- 36:10estava vivendo ali. Era uma tente, por favor, vocês
- 36:12podem ir no ler, pois o André um beijo para o André, meu garçom
- 36:15maravilhoso. A gente tem cliente que até hoje
- 36:18pede isso, clientes como Ludmila, que quando foi lá pediu
- 36:22e ele fez o bar inteiro para pra ver aquilo.
- 36:25Mas todo mundo quer o show. Mas é, é demais essa sori.
- 36:28E aí, tem esse lugar que você está falando, Ludi, que a
- 36:31experiência. Ela está muito no olhar do
- 36:33observador, de quem está vivendo aquilo.
- 36:35Uhum, por exemplo, a gente gravou um programa com preal, um
- 36:37boteco do surra com preá. Ela falou, cara, a minha
- 36:40experiência hoje em dia, ir pra boteco, pé sujo, fica quieto,
- 36:44sem conversar com ninguém, tomando a minha cerveja?
- 36:46Mas gente, mas pra um poeta, né? Ele olha a cena como você falou,
- 36:50né? Aham.
- 36:51Acabou ele tá ali sorvendo um ambiente calado.
- 36:55Que é de uma humanidade isso. É a experiência dele, então
- 37:00assim não dá nem pra muito pra definir também padrão de
- 37:04qualidade para experiências. Não é?
- 37:07Nunca ela tem que estar ligada ao posicionamento, né?
- 37:09Que que eu quero com esse restaurante que que eu quero com
- 37:12esse bar? É muito objetivo, né?
- 37:14Sim, porque senão é elitista, né?
- 37:15No final das contas, a gente precisa tomar muito cuidado.
- 37:18Eu ouvi a Carol, não sei se é um podcast que você fez, você falou
- 37:22alguma coisa também sobre isso. E eu acho que é, Ah, do beba
- 37:25menos, beba melhor, meu. Deus, ai, Jesus, ai, Jesus.
- 37:29Eu estava no metrô ouvindo, aí eu, imagina eu com essa cara no
- 37:33metrô? Não, eu fiquei lá refletindo,
- 37:36né? Mas porque se não o discurso se
- 37:39torna chato? Sim, entretenimento é
- 37:41entretenimento. A gente está falando de
- 37:43gentileza, a gente está falando de pessoas em momento nenhum.
- 37:46Por exemplo, a gente está aqui falando de Michael.
- 37:47Quanto custa, né? Uhum.
- 37:49Aham, exato. Não, mas é o exemplo que eu
- 37:51comecei dando o entretenimento. Pode não ser gentileza, pode ser
- 37:54grosseria. Tem uma hamburgueria em São
- 37:56Paulo que é isso, ó, você sabe quando a casa eu quero uma mesa
- 37:58pra 5, você sabe, ponto da casa, sei não, porque a gente não muda
- 38:01o ponto, tá bom, queridão, obrigada.
- 38:03Gente, não tem aquele bar também lá na Holanda ou na Bélgica do
- 38:06casal que não deixa as pessoas entrarem, né?
- 38:09É? É depende do verbo que você
- 38:11falasse, é degustar ou se é bebê.
- 38:13É exatamente. Tem um acho que na Liberdade que
- 38:16todas as atendentes são, tipo bonecas, bem aquela fetiche
- 38:20bizarro japonês. Ah, caramba, é, tem gosto para
- 38:23tudo. E fala com voz de criança.
- 38:25É, tem um boteco clássico do eu já contei, falei dele aqui no
- 38:29surra que é um boteco clássico do Rio de Janeiro, do lado do
- 38:31edifício sede da Petrobras, que é o bairro do gaúcho, que quem
- 38:35conhece vai pra ver os outros sendo maltratado pelo gaúcho que
- 38:38o gaúcho grita com as pessoas, tá esquecendo a cerveja aqui,
- 38:41porra, vai pegar, vai esquentar, não vou devolver, não vou
- 38:44aceitar, não sei o quê, ele vai dando esporro, o galão vai pedir
- 38:47música Pra Ele botar música. Ele falou, não, vai ouvir o que
- 38:49eu quero, eu tô trabalhando, eu tô ouvindo.
- 38:52Mas isso poderia ser só confundido com com o
- 38:55comportamento carioca. Porém, o cara é gaúcho, então
- 38:57tira a culpa do carioca? Exatamente.
- 39:00Ai. Então.
- 39:02Acho que depois dessa fase da gente passar pela experiência do
- 39:05consumidor, os erros no atendimento, o storytelling, tal
- 39:09tal tal, e a gente já falou um pouquinho sobre isso.
- 39:12Qual é o desafio do recrutamento?
- 39:16Sabe que eu acho que tem um desafio do corte social que a
- 39:19gente falou brevemente aqui, que eu acho que ele é
- 39:20importantíssimo. Mas tem também a questão de
- 39:23quais as habilidades são necessárias para, sei lá,
- 39:25atendimento em bar e restaurante, quais são possíveis
- 39:28serem ensinadas ou treinadas após a contratação?
- 39:30Às vezes, a pessoa chega aí cru e sem experiência, mas pode ser
- 39:34treinada ao longo do caminho. Vamos começar aí.
- 39:36Eu acho que Bia, que acabou de passar, acabou.
- 39:39Não passou por essa. Aí vem contratando Bia, está aí
- 39:42no dia a dia, vendo os buracos da equipe.
- 39:44Toda hora? Difícil é que tem gente que
- 39:47devia estar na TV, né? Não no balcão.
- 39:50Porque a pessoa você chega daí, a pessoa não imagina.
- 39:54Faço isso. Aqui, blá blá blá.
- 39:57Super animada e tal. Você fala, meu caralho, é você.
- 40:00Tipo, aí você trabalha um tempo com a pessoa e ela não está
- 40:03entregando aquilo, né? Aham, a gente vai desanimando no
- 40:07meio do caminho às vezes ou a gente finge.
- 40:10Que está, a gente está disposto. Enfim, e na verdade, acho que a
- 40:14grande dificuldade é o próprio recrutamento hoje em dia, sabe,
- 40:17a gente tem uma equipe hoje lá no bar, especificamente no
- 40:20lepos, né, onde talvez 85% das pessoas estão lá desde o começo,
- 40:26tá? Muito legal, parabéns.
- 40:28E. Eu acho também que é isso, é a
- 40:31é. É um ramo tão difícil que as
- 40:33pessoas que são boas, em geral, estão contratadas.
- 40:36E aí é aquela coisa, Ah, eu vou lá no bairro do outro e falar,
- 40:39viu? Ops.
- 40:41E acontece porque eu acho que faz parte do mercado, né?
- 40:43E a gente não tirou ninguém de lugar nenhum.
- 40:45Mas é uma coisa que acontece, né?
- 40:48As pessoas vão sondando umas às outras, porque simplesmente você
- 40:52colocar lá na Cato ou não sei aonde vai chover 60 currículos,
- 40:57você vai ter que selecionar. As pessoas vão ter que ir, às
- 41:00vezes elas não vão, mas vão ter que se enquadrálas, vão ter que
- 41:03gostar do salário, do horário, da localização, da própria
- 41:06equipe, né? Eu lembro quando eu fui
- 41:09trabalhar no mestiço de garçonete em São Paulo.
- 41:12Era tipo 2002, 2003 e aí eu fui na entrevista e aí me chamaram
- 41:20pra um teste. Eu fiz os testes, enfim, um dia
- 41:23não fui. Aí depois eu voltei e eu
- 41:25descobri que esse tempo do teste o dia você não vai, que eles
- 41:29perguntam para a equipe, Ah, e aí vocês gostaram?
- 41:32Tipo, essa pessoa vai dar certo entre vocês, né?
- 41:35Porque às vezes você gostou, mas todo mundo odiou.
- 41:37Só você gostou. Eu faço isso hoje, quando eu
- 41:40contrato para minha equipe, quem seleciona não sou eu.
- 41:42Eu eu separo 3 pessoas. Você préseleciona, né?
- 41:45Eu faço uma préseleção de 3 pessoas, entrego para a equipe
- 41:48avaliar, aí eles fazem um bate-papo ali, duram 1 hora e
- 41:51meia. É meia hora cada pessoa, né?
- 41:541 hora e meia ali mais ou menos no total.
- 41:56E no final eles falam eu quero, a gente quer trabalhar com essa
- 41:58pessoa aqui, ela vai ser legal. É muito BBB.
- 42:00Mexeu muito, eu tô com assim. Turnove zero há 3 anos.
- 42:05Nossa. Porque eles têm um compromisso
- 42:07com eles, nós que selecionamos. Você me selecionou.
- 42:11Uma série de coisas acontece a partir disso.
- 42:13É muito legal, muito legal o. Blog, o que a gente falou no
- 42:16começo, né, essa mudança hoje eu vejo também que o recrutamento é
- 42:19sobre a empresa conquistar a equipe, né?
- 42:22Antes era isso, antes era assim, tem que dar graças a Deus, você
- 42:24arranjou emprego, agora é assim, agora eu vou escolher qual é a
- 42:27sua escala, né? Então, assim, a gente até hoje,
- 42:30muitos restaurantes fazendo escala às 5 para 2, né, trabalha
- 42:335 dias, folga a 2 e isso é uma Conquista, se não tiver, dobra,
- 42:36né? Se não for trabalhar o almoço,
- 42:37jantar no mesmo dia, é uma, é uma a mais o que tem de
- 42:41benefício e tal. Mas escala.
- 42:43Hoje assim, ninguém divulga uma escala 6 para um dobrando.
- 42:46Ninguém quer trabalhar para você, ninguém.
- 42:49Então, de certa forma, está sendo bom que está forçando os
- 42:52negócios a reverem. É seus atrativos de vaga, né?
- 42:57Então o recrutamento também está muito em cima disso, assim,
- 43:00principalmente em escala, as pessoas querem qualidade de
- 43:03vida, né? A pandemia veio só pra fazer
- 43:06isso acontecer de vez, né, porque tem 11, dia de folga por
- 43:08semana, é um negócio que você tiver filhos, sei lá, ou você
- 43:12dorme e descansa, você se diverte, não, não dá, tipo um
- 43:15dia por semana não dá, não dá, né?
- 43:18Então, hoje, quem coloca 5 para 2, ou então assim, uma vez no
- 43:22meio, tem uma folga tripla, que a pessoa consegue dar uma viagem
- 43:24mal viajada, alguma coisa assim. Então isso tem.
- 43:28Sido muito chave em recrutamento também.
- 43:29Flexibilidade, sabe? É a palavra chave.
- 43:32Acho que dá pra as pessoas conversarem que que um quer Ah,
- 43:37mas é não sei o quê, não, ó. A gente pode ver, faz uma escala
- 43:40diferente. Se a gente não foi flexível, o
- 43:43funcionário também não vai ser. Mas a Lourdes também emendou
- 43:46numa pergunta aí que eu gostei, que eu acho que vale, que assim,
- 43:49quais são tanto as habilidades que são procuradas quanto tem a
- 43:54flexibilidade do diálogo, né? Mas quais são as habilidades que
- 43:56são procuradas nessas pessoas? Quanto o que pode ser treinado
- 43:59neles? Pode pegar essas pessoas na base
- 44:01zero e falar isso aqui. Eu te ensino isso, que você.
- 44:03Aqui você aprende no dia a dia. É a base técnica ensina, né?
- 44:06Que é uma teoria famosa aí do Danny Mayer que é um dos papas
- 44:11da hospitalidade. Que ele tem essa teoria dos
- 44:135149, né, que é tipo 51% seria comportamental, 49% seria
- 44:17técnico que a gente sempre encontra, a gente contrata pelo
- 44:21técnico e demite pelo comportamental.
- 44:23Aham comportamental nem sempre você ensina, e ainda mais
- 44:26falando de pessoas, né? É hospitalidade, é
- 44:28relacionamento, você pode vender gasolina, ou você pode vender
- 44:31roupa ou comida, é relacionamento, e aí é o
- 44:33comportamental, ou então que seja comportamental lidando com
- 44:36a equipe, né? Então por isso que é difícil,
- 44:38por isso que a gente vê gente trabalhando mais, com o
- 44:40psicólogo, a parte técnica, gente, em uma semana eu faço uma
- 44:43pessoa virar garçom, não tem problema, isso é fácil agora.
- 44:47O resto ali. A questão do bom temperamento,
- 44:49né, tem que ser uma pessoa de bom temperamento, até porque vai
- 44:52lidar com a equipe, vai lidar com o cliente, os diferentes
- 44:55tipos de clientes. E acho que para mim, nesse ramo,
- 44:59uma pessoa gentil, ela sempre vai ter muitos pontos assim,
- 45:03porque ela vai ser gentil com o time, ela vai ser gentil com os
- 45:07clientes, é um negócio que a gente, sei lá, quando eu olho
- 45:10uma pessoa, a gente sabe a pessoa, Ah não, ela já tá ali,
- 45:13de qualquer coisa que acontece na entrevista você já consegue
- 45:15dar uma sacadinha, você fala, putz, olha essa pessoa, eu acho
- 45:18que pra hospitalidade a gentileza é essencial, mas
- 45:22quanto que a gente ensina de gentileza?
- 45:24Talvez só pelo próprio exemplo, né?
- 45:26Então. E mesmo assim, nadando contra,
- 45:29porque vem muito de escola, de família, de sabe da história
- 45:33dessa pessoa. Ela traz se ela é gentil ou não,
- 45:36né? É.
- 45:36E aí, se você tiver que ensinar a gentileza, você tá nadando
- 45:39contra tudo, uma história de educação aí.
- 45:41Você compõe várias habilidades, você tem várias posições, vamos
- 45:44dizer assim, né? Então você já tem uma pessoa
- 45:46ágil, a outra pessoa vendedora, a outra pessoa mais paciente na
- 45:50porta, o que anda mais rápido, como boqueta, tipo, você vai
- 45:53fazendo uma composição de características também, né?
- 45:56Então não precisa ser todo mundo gentil também nesse.
- 45:58Ah. Total, total, porque aí você
- 46:00cria uma. Equipe mal educado.
- 46:03Você precisa ter um cara porque vai ter um cliente, filha da
- 46:05mãe, que precisa levar uma cutucada na costela.
- 46:07UI, também é. É, chama, alguém serve.
- 46:10Se for melhor. Gente, quem é faz torta e
- 46:12espera. É um nível de paciência que
- 46:15assim uma pessoa que faz espera num restaurante, shopping no
- 46:18sábado, essa pessoa tem lugar no céu assim.
- 46:21Ó, eu tenho lugar no céu, tá? Eu fui hosts.
- 46:23Imagina 2 horas de espera no mestiço, assim lotado de
- 46:27celebridade, ator, atriz, gente famosa, a galera toda na
- 46:31esperta. É, mas você sabe que eu sou eu
- 46:33sei que você e todo elenco da novela das 9 que está.
- 46:37Aqui. É muito difícil fazer.
- 46:39Uma esquete de todo o mundo, vamos votar para brincar, então?
- 46:43Falar, ó, se o garçom da espera for bom, você está ali.
- 46:47Você está feliz, entendeu? Um bom garçom de espera.
- 46:50É tudo na vida de uma pessoa. Total.
- 47:05Daí a gente já emenda, infelizmente para nossa última
- 47:08pergunta, para quem já não é mecenas, porque mecenas continua
- 47:12a ouvir esse papo aqui maravilhoso.
- 47:14E aí, com tudo que a gente está falando, vamos falar de
- 47:17treinamento, né? Aquela perguntinha que é super
- 47:21subjetiva, né? Custa caro formar uma boa
- 47:24equipe? E outra, né?
- 47:26Como funciona o treinamento de uma brigada de bar, de
- 47:29restaurante, hotel e et cetera? É muito diferente uma coisa da
- 47:32outra. Eu acho que é barato treinar a
- 47:34equipe, cara, é você ter uma equipe mal treinada.
- 47:37Nossa. Pai dessa.
- 47:39Atacando a verdade, Ah. Aqui, ó, eu dou uma sacada aí,
- 47:43ó, e a Carol vem e corta. É, eu acho que ele tem um jogo.
- 47:47Você pensa por faturamento, não é?
- 47:49E de salário, claro. 11 gestor, se você quiser fazer isso
- 47:52internamente. A gente tem gerência de 3 a
- 47:5725000. Depende do quanto você quer
- 48:00resolver. Um BOA gente quer 25000.
- 48:03Eu falei, bom, se eu faturar 2 e eu como dona, não precisa pisar
- 48:06no lugar. Ele vale 25000, está ótimo.
- 48:09Né? Agora, se eu faturar 100 e ele
- 48:11só vai abrir e fechar a loja pra mim, porque é uma pessoa de
- 48:13confiança, pode ganhar, vai, sei lá, sim, então depende tudo.
- 48:18Depende, né? A gente sempre fala os salários,
- 48:21o que vai acontecer com as suas lideranças.
- 48:22É uma subtração ali do que vai sobrar da sociedade, quanto
- 48:26menos a sociedade entrega, mais parruda tem que ser a minha
- 48:29gestão interna ali, minhas lideranças.
- 48:31Isso vai custar. Agora, se você quiser ter
- 48:34sossego como dono, custa. Se você como dono quiser também
- 48:37ser operacional e cuidar dos BOS todos, você pode ter uma
- 48:40liderança mais Júnior, né? Então.
- 48:42E aí a coisa do treinamento, se eu.
- 48:45Como gestora, tenho as ferramentas, eu vou diluir isso
- 48:50ao longo da minha cultura operacional e vou eu mesma
- 48:54fazendo. Agora, se às vezes o cara ele
- 48:57faz a gestão, ele é da liderança, mas ele daí não sobra
- 49:00tempo Pra Ele treinar. Ah, ele vai ter que trazer isso
- 49:03de fora. Então eu acho que é um
- 49:05quebra-cabeça, né? Quando eu pensei nessa pergunta,
- 49:08tinha um pouco do não só de quanto custa o valor nominal do
- 49:12tipo assim, vou contratar a Bia Amorim pra treinar minha equipe,
- 49:16eu vou contratar aos cuidados pra treinar minha equipe, pra
- 49:18abrir ou pra corrigir um problema lá.
- 49:21Não tô pensando nesse boleto. Pode fazer Pix também?
- 49:24OK, não estou pensando. Eu estou pensando no você.
- 49:28Foi lá, teoricamente, fez o caminho correto de treinar a
- 49:32equipe. A pessoa provar prova, comida,
- 49:35prova bebida, ela sabe do que ela tá falando, beleza, mas aí
- 49:38talvez você não tenha feito o caminho completo de como você
- 49:42retém esse funcionário, ou seja, você treinou uma pessoa e ela
- 49:45não ficou com você. Essa história do que vocês estão
- 49:48falando muito do turnover, é do tipo o cara meteu o pé, o cara
- 49:50foi fisgado por outra, e aí você tem que retreinar, que é a
- 49:53história que a Bia falou, Ah, eu tenho 85% da casa, está comigo
- 49:56até agora, mas a gente sabe que essa rotatividade, a gente ouviu
- 49:59isso aqui falando com a Júlia Fraga do tanque e do Âmbar, a
- 50:03gente ela falou, a gente tinha uma equipe muito redonda no
- 50:05Âmbar, chegou a pandemia de SPACE, a equipe completamente.
- 50:08E aí depois a gente teve que começar todo um processo
- 50:10novamente. Eu tive recente no âmbito e fui
- 50:12super bem atendida. As pessoas sabiam falar sobre a
- 50:14cerveja blá, blá, blá. Então assim, o retreinar que a
- 50:17Praga do retrabalho. Isso é que eu acho que deve
- 50:19custar mais caro de uma maneira geral, eu.
- 50:21Imagino a verba constante, porque sempre vai ter e que seja
- 50:25o treinamento que for, né? Então assim é um gostem.
- 50:28Sua verba de marketing tem que ter.
- 50:29Acho que a Bia falou isso também aqui hoje, né?
- 50:31Sim, o ideal é que você pense isso, né?
- 50:33E, claro, grupos maiores, que é muito mais fácil, né?
- 50:36Companhia tradicional de comércio, agora XT, aí o Porto
- 50:39da XP, tem gente com 40 restaurantes, você consegue
- 50:41contratar um treinador. Essa vaga existe.
- 50:45Assim a gente tem essa procura. Recentemente, alguém procurou
- 50:48você? Contrata uma pessoa só para
- 50:50treinar. E ela fica dentro, ela é da
- 50:52equipe e ela tá lá tipo pá, tá? Treinando.
- 50:56As cervejarias tem hoje, né, o setor de cultura.
- 50:59Ah, você está bem para calma. Desejaria.
- 51:01A. Cervejarias isso eu estou
- 51:04falando da das das grandes. Mas um grupo como a Carol está
- 51:08falando é quem tem essa vaga. Essa pessoa não.
- 51:10Ela fica ali de um em um e vai renovando e não sei o quê.
- 51:14Isso é uma forma de vender inclusive na cervejaria.
- 51:17O que? AO time de cultura, o time de
- 51:19treinamento, ele está treinando o vendedor do pai para os bares
- 51:24e et cetera e tal, não sei o quê.
- 51:26Eu inclusive ouvi da Heineken uma galera tipo somelheta, tal,
- 51:29tá? Não, não sou vendedora.
- 51:30Eu vou no bar, apresento as cervejas e a.
- 51:34Aí, se o dono se interessar, aí eu mando o vendedor, eu.
- 51:37Falei, mas isso é o time do você vendida, né?
- 51:39Então, assim, de novo, quem tá treinando, quem tá vendendo,
- 51:43quem tá atuando com cliente e tudo mais, não tem fim não.
- 51:47E não tem que ter fim não, porque também se a pessoa tá
- 51:49parada no tempo. As gerações estão passando daí.
- 51:52Você está atendendo errado. Sim, é tão interessante, é tão
- 51:55gostoso olhar a operação de um bar, né?
- 51:59De um restaurante que seja, que são parecidos.
- 52:02EE, aí você olha, tipo, você tem aquele Minority Report, né, que
- 52:05você joga tudo ali tem. Coisas acontecendo ao mesmo
- 52:09tempo. Se você tiver uma pessoa, se
- 52:11tiver uma empresa que você foi pequeno no caso e puder ter
- 52:15essas reciclagens, os chacoalhões, né?
- 52:17Cai as fruta podre, renova as folhas.
- 52:21É muito legal. Então, assim, eu acho que é um
- 52:22investimento que fica barato. Olha o teu faturamento.
- 52:26Vê quanto é que você pode tirar? Ah, então faz de 3 em 3 meses.
- 52:30Então faz de 6 em 6 meses. Mas.
- 52:33É e não só puxando a sardinha pro meu lado, mas porque pela
- 52:36realidade que a gente vive, eu acho que independente também de
- 52:38ter uma equipe redonda, consultoria, é um negócio bom,
- 52:41porque a gente não tem envolvimento emocional.
- 52:43Então a gente tem tempos, é alguém que não tem envolvimento
- 52:46emocional nenhum com o seu negócio.
- 52:49Né? Tal tipo.
- 52:50E eu posso falar coisas pro dono, que pode ser quem for
- 52:53dentro, não pode falar. Eu falo pro dono coisas sobre
- 52:57comportamentos dele que interferem na cultura da
- 52:59empresa, que ninguém abaixo dele vai virar Pra Ele e falar, então
- 53:02agora a gente entra, às vezes tem as.
- 53:05O gerente tá fica meio ressabiado e tal, até que eles
- 53:07entendem que no final a gente é uma Bela ferramenta da equipe
- 53:09para chegar para os donos e falar a verdade que eles não
- 53:11podem falar. Vai e volta.
- 53:13Essa é uma grande vantagem de consultoria, né, porque, como a
- 53:15gente fala, o segredo da hospitalidade é a cultura
- 53:17organizacional e, invariavelmente, ela é sobre
- 53:21donos, invariavelmente, gente pode colocar 20 clientes, um do
- 53:24lado do outro, a característica do atendimento vem do do tem
- 53:27hora que você tem que falar, então às vezes assim, o problema
- 53:29não é a equipe, o problema é o dono.
- 53:31E como que você faz isso, né? Então consultaria tanto pode
- 53:35falar, como também no meu caso, é o que me faz negar clientes,
- 53:38quando eu vejo que o dono não tem isso, não adianta pegar o
- 53:41cliente porque eu vou nadar, nadar, nadar, e o dono vai
- 53:44continuar remando, com uma outra coisa que é dele, é da intenção
- 53:48dele, então a gente não pega cliente em que eu não acredito
- 53:51na intenção do dono. É engraçado.
- 53:53Às vezes o pessoal chama para dar consultoria e a gerência e a
- 53:57liderança não participa. É como se você fosse babá das
- 54:00crianças e os pais vão sair para beber.
- 54:03Então. Fala babás ali, né?
- 54:05E não resolve nada, é? Porque quem vai cobrar, quem vai
- 54:08dar o exemplo, quem vai mostrar que aquilo é um valor da empresa
- 54:12e não da consultoria, né? Ou então, gente, na equipe de
- 54:15vocês já tinha que incluir uma terapeuta?
- 54:18Mas a gente é muito menina. É não, mas aí é uma terapeuta
- 54:21que tá, ó, a terapeuta, ela tá pare, paz com a Carol.
- 54:25Mas aí ela é terapeuta, você pegou um cliente desse, você
- 54:27fala que é, não dá pra pegar esse cara.
- 54:28É terapeuta. Espera aí que eu vou lá
- 54:29conversar pra saber se não dá mesmo.
- 54:31É, a gente manda a pessoa fazer terapia.
- 54:32Às vezes falou, vamos lá, vai fazer.
- 54:34Mas a gente acaba virando assim, no mínimo coach, no jeito bom da
- 54:39coisa. Né, eu acho que a justé de laço.
- 54:43Saudade está? Maravilhoso.
- 54:45Eu acho que agora a gente chegou.
- 54:46A gente amadureceu esse assunto para poder voltar para o começo,
- 54:50com todo o respeito, para falar sobre o cliente, tem sempre
- 54:53razão. A Bia botou uma provocação
- 54:55perigosa no primeiro minuto de programa.
- 54:58Eu acho que agora a gente pode dar um embrulhar esse presente?
- 55:01Que é que você acha, Bia? É, então o cliente no Brasil
- 55:05está preparado para a gente? Preparado?
- 55:07O cliente está pronto para não ter razão.
- 55:09Ser tratada de igual para igual. E tem 2 Vertentes, né?
- 55:13Tem a vertente de serviço como ato, então o cliente está
- 55:16preparado para esse serviço. Caprichado.
- 55:19E o cliente está preparado para, I'm yours serve not your
- 55:23servent, ou seja, eu eu estou te servindo, mas eu não sou seu
- 55:26servo, né? Tipo, o cliente está preparado
- 55:29para isso? Então acho que é uma discussão
- 55:31muito legal de se ter. Nossa sensacional é verdade, mas
- 55:34explodidas de cabeça com essas mulheres, meus amigos.
- 55:37Ah, ainda mais trazendo essa visão dessa cultura
- 55:40escravocrata, né? Que a gente tem de realmente
- 55:43olhar de cima, julgar, né? Se colocar numa posição superior
- 55:48a, porque estava sendo servida aí preparando.
- 55:51É esse próprios donos, né, que tem a mentalidade de quem
- 55:54trabalha, né, de entender que tem uma carreira ali também,
- 55:57entregar um profissionalismo. Tem a mentalidade do cliente,
- 56:00que é uma estrutura da nossa sociedade e tem a mentalidade do
- 56:04dono, que também tem que entender que essas pessoas que
- 56:06representam a marca dele, né, valem muito mais do que isso e
- 56:10não podem se incomodar com o crescimento, né?
- 56:12Que a gente vê, às vezes tem dono, que se incomoda.
- 56:14Quando a equipe começa a ganhar muito, fala nossa, mas eles
- 56:16estão ganhando muito. Não, mas está ganhando muito,
- 56:18né? Então, assim, então você tem 3
- 56:20Friends aí para melhorar, e acho que também tem isso.
- 56:22Tem essa conta da equipe, né? Você quer ser tratado diferente,
- 56:26então entrega seu trabalho minimamente ali também, né?
- 56:28É, então aí fica. Para outro podcast também, sei
- 56:32lá. Aí teve, a gente tinha.
- 56:35Alguém de geração z. Que daí você vai isso.
- 56:37Olha, Carol, eu vou te mandar. E posso mandar pra Bia se ela
- 56:40quiser também. Eu eu baixei.
- 56:41Ainda não li. Todo o e-book sobre como as
- 56:44gerações e suas formas de aprender pode gerar que legal,
- 56:48legal, gosto. Maneira de aprender eu baixei
- 56:50esse book, estava folheando. Ele ainda não li todo não,
- 56:52porque na minha equipe tem gente ZE, daqui a pouco vai ter gente
- 56:56alfa. Tem gente que nasceu depois que
- 56:57eu casei. Gente, está muito errado isso.
- 56:59A pessoa é mais óbvia do que no casamento.
- 57:04Já está trabalhando, como assim? Exatamente.
- 57:12Carol, Bia, muito obrigado por mais esse programa maravilhoso,
- 57:16por essa conversa deliciosa com vocês como sempre.
- 57:20Obrigado demais, viu? Imagina a gente que agradece, eu
- 57:23acho. A oportunidade de colocando esse
- 57:25tijolinhos aí, nesta grande cultura da da restauração
- 57:29brasileira, obrigada. Obrigada, saudades, eu acho que
- 57:33um. Papo bom é sempre muito
- 57:36inspirador, né? E tem muita gente bacana nesse
- 57:38ramo pra gente se inspirar. O meu agradecimento a ambas sou.
- 57:42Fã das 2 declarada tiete. Já o confete, mesmo passos, tipo
- 57:47tapete vermelho. Mas eu acho que o mais legal foi
- 57:50ter conseguido trazer vocês aqui, falar sobre isso sem
- 57:53necessariamente falar sobre cerveja ou cervejaria, porque a
- 57:58gente tá falando de uma amplitude, então é.
- 58:01O cervejeiro, ou cervejeiro aqui, ouvia esse papo que tiver
- 58:03uma, abrir o pub, um TAP room bar, um PDVE.
- 58:06Identificar os comportamentos já sabe qual o caminho procurar a
- 58:09gente não precisa ficar apontando erro é o reforço
- 58:12positivo que a gente está fazendo, né, meus amigos?
- 58:14Então, muito obrigada mais uma vez por vocês, maravilhosos.
- 58:17Foi um prazer tremendo. Têlas aqui.
- 58:19Prazer não, sempre recíproca. Admiração também.
- 58:22Parabéns gente, a sua paciência de vocês é isso.
- 58:25Acho maravilhoso esse mundo da internet, qualquer pessoa que
- 58:30está ali, ó com afinco nisso, eu admiro, falo nossa, vocês estão
- 58:33de parabéns, a gente já bem que tem gente que tem esse fôlego.
- 58:36Muito obrigada, obrigado, obrigado e vamos encerrar.
- 58:39O programa? Agradecer aos nossos mecenas que
- 58:42nos ajudam a manter a casa arrumada e muito conteúdo
- 58:45incrível toda semana. Hoje eu quero agradecer ao
- 58:48Henrique Gonçalves, ao João Carlos Esposito, ao Marcelo
- 58:52tarefa, Sérgio godir Castro e o stanislaw Duda.
- 58:56Obrigado, gente. É isso e até semana que vem.
- 59:00Então semana que vem? Se você gostou deste episódio.
- 59:14Considere ouvir também recrutamento, treinamento e
- 59:17profissões na cerveja, papo com rosária Pacheco e Lucas Niemeyer
- 59:22no episódio 191. Este podcast foi editado por
- 59:34play. Áudios?