Latest / Surra de Lúpulo / Caso Dogma. Papo com Bruno Moreno | Surra #213
Transcript
- 0:08Epa, Côndria, cá apresenta... Surra
- 0:14de Lúpolo! Oi, pessoal! Bom
- 0:16dia, boa tarde, boa noite! Eu
- 0:19sou o Ludmilla, mais conhecida no Instagram.
- 0:21Comem, Pô Côndria! E
- 0:22no programa de hoje, meus amigos, nós vamos milçar!
- 0:26Case da Cervejaria Dogma, de
- 0:29Brio Pub, até fabricar maior própria, com diversos
- 0:33bares e sistemas de franquinhos, São Paulo, etc.
- 0:36Pra entendermos isso, e muito
- 0:38mais, a gente tá aqui com o Bruno Moreno, que é
- 0:40economista. Segura, segura esse currículo,
- 0:43Leandro, segura. Médico, o cara tava muito indecido
- 0:46no que ele ia fazer da vida dele, economista,
- 0:48médico, cervejeiro e sócio da cervejaria, meus amigos!
- 0:52Eu não consegui nem... Mal
- 0:53terminei direito, meu Deus. Antes
- 0:58de pedir que o nosso convidado dê um alô, a
- 1:00gente tem o prazer de informar que esse programa
- 1:02é oferecido pelos nossos mecenas empresariais. Cerveja
- 1:07da Casa, Cervejaria, o Sá, Procebier e viver o van
- 1:10den Bergen. Agora sim, Bruno, dá um alô pra
- 1:17galera conhecer a sua voz. Beleza,
- 1:19tudo bem, pessoal? Eu sou o Bruno, sou sócio da
- 1:22cervejaria dogma. Anterior, serra de três pontas, pra
- 1:25quem é das antigas na cerveja, sabe? Identifico
- 1:29alguns produtos. Bom, prazer estar aqui por vocês
- 1:31hoje. Muito obrigado pelo convite. E
- 1:33é isso aí, já foi apresentado, o currículo já
- 1:35passou, né? Não, depois eu quero entender
- 1:39que a história é essa de entrar na economia e
- 1:41terminar na medicina, entrar na medicina e terminar na
- 1:43economia, porque eu fiquei curioso, você fica
- 1:45diagnosticando os pacientes pelo oferta e demanda,
- 1:48entendeu? Como é que é isso aí? Hoje
- 1:50é o mais concerto do lado estrago do outro, né? Ih,
- 1:54tá, Lele. E eu sou Leandro, mas hoje
- 1:57vocês podem me chamar do fiel da nova ordem, né? Da
- 2:00nova ordem do Lúpolo, né? Tá
- 2:03ali na marca da dogma. Bruno,
- 2:05a gente costuma bater esse papo aqui, bebendo algo pra
- 2:08acompanhar, o que você vai beber por aí? E
- 2:10hoje eu vou beber água. É bom. Peço
- 2:13desculpa, pessoal, ver que amanhã o dia vai começar
- 2:16muito cedo, eu vou ter que ficar na água, senão eu
- 2:18não dou conta. É isso. Você
- 2:20vê, né, Leandro? O cara vem de cerveja, uma
- 2:24bebe água. Vamos entender um pouco melhor.
- 2:29Cadeira. E você, Lúcio, quer
- 2:31somelher de cerveja e fala sobre cerveja e influencia
- 2:35sobre cerveja? O que você vai beber? Eu
- 2:37vou beber água, porque eu não vendo cerveja. Agora,
- 2:43e você? Fiel da balança, fiel na vida,
- 2:47fiel da nova ordem dogmática. Tá
- 2:50bebendo o que? Eu tô bebendo por recomendação
- 2:53do meu médico, eu tô bebendo água. Que
- 2:56é o Bruno no caso, então, né? Não,
- 2:58não é nem o Bruno, mas o meu médico falou que eu
- 3:01tenho que evitar diminuir o álcool. Entendi.
- 3:03Porque eu tenho uma pequena inflamação. Sabe
- 3:05a decisão. Aí eu tenho que segurar a
- 3:07onda. Tá certo. Então,
- 3:08partiu, filho, bora -se embora. Se
- 3:18você gosta do nosso conteúdo e ainda se
- 3:22identifica com a gente, apoia o surra de looplo
- 3:25por meio do site apoia .se -surra -luplo ou comprando
- 3:30uma camiseta na nossa loja .surra -luplo .com .br. Mecenas
- 3:36ganha conteúdo exclusivo toda semana, participa do
- 3:39nosso grupo de WhatsApp e sorteios de brindes
- 3:42insanosos. Ah, mas a grana tá curta ou
- 3:46você ainda não ama tanto a gente assim? O
- 3:49outro jeito de ajudar é seguindo a gente na sua
- 3:51plataforma de streaming preferida e dando cinco
- 3:54estrelinhas no Spotify e no Apple Podcast. Lembre
- 3:57-se de compartilhar esse programa com seus amigos,
- 3:59isso ajuda muito na distribuição dos episódios.
- 4:15Vamos lá, vamos começar a
- 4:17desmembrar, Bruno, esse caso aqui da dogma. Lá
- 4:21do começo, você falou da três pontas e que a
- 4:24reconhece e sabe, que conhece, entende esse tipo
- 4:28de coisa. Porque a dogma nasceu em 2015
- 4:31dessa união de três sócios e cervejeiros donos, cada
- 4:35um de sua própria marca. E aí vem, eu acho que a
- 4:38pergunta que a primeira coisa que vem a nossa
- 4:40cabeça aqui é, porque unir depois qual foi o modelo
- 4:44de negócio inicial da dogma dentro dessa união, né? E
- 4:47como é que ele nasceu? Ele já nasceu fábrica, abriu
- 4:50pub, cigano, mais ou menos cigano, uma parte cigano,
- 4:54outra parte fábrica, contestariza essa história
- 4:56pra gente. A dogma, a semente da
- 5:00empresa, ela começou num grupo de e -mail que
- 5:02chamava cervejeiros paulistandos, lá em 2010,
- 5:08por aí. Então acho que o primeiro contato
- 5:11foi eu e o Leonardo, que era a sede de três pontas,
- 5:14o Leonardo Primaçatio, Luciano, era a cervejaria
- 5:17noturna, a gente fazia cerveja em casa. Acho
- 5:20que ficou mais próximo no início, eu e o Léo, a
- 5:22gente fez uma compra de lúpulo na WE, naquela época
- 5:25a WE já existia, né? E a gente fez uma compra pra
- 5:30ficar mais barato, né, o lúpulo, a gente fez uma
- 5:32compra junto pra dividir o frete, e aí eu fiz a
- 5:35cerveja que eu precisava fazer sobre o lúpulo,
- 5:37chamei o Léo. Bom, a gente comprou junto, vem
- 5:39fazer uma cerveja junto, tal, a gente toma umas,
- 5:42beleza. Aí começou a amizade, assim,
- 5:44né? A gente começou a abraçar
- 5:45bastante juntos e tal. Depois
- 5:48o Luciano, ele entrou nesse grupo também, a gente
- 5:51acabou começando a conversar pegando dicas de viagem,
- 5:54etc. E aí começou uma amizade. E
- 5:56a gente tinha aquela coisa assim, acho que o mercado
- 5:58cervejeiro lá 2009, 2008, 10, pra quem gostava muito
- 6:06de IPA, de cervejas mais intensas, o mercado ainda
- 6:09não apresentava tantas coisas. Ótimo
- 6:11que já tinha gente fazendo coisas diferentes, tinha a
- 6:13Bode Braal, né? Que sempre teve as IPAs, a
- 6:17perigosa e tal. Mas aí a gente tinha aquela
- 6:20coisa de, putz, eu tô fazendo essa cerveja aqui,
- 6:22eu acho legal, eu acho que tem mercado pra isso, né?
- 6:25E então a gente decidiu
- 6:27formar como sossego cooperativo. A
- 6:28gente não tinha dinheiro sozinho, cada um pra poder
- 6:31fazer um lote por contrato, né? Como
- 6:33se ganhamos. A gente se reuniu com a
- 6:35parceria com a Multifoods, né? A
- 6:37Multibier, que é a nossa distribuidor em São Paulo
- 6:39até hoje, né? Temos aí juntos há mais de 10
- 6:41anos. A gente conseguia fazer um
- 6:44lote, vender pra eles e aí juntar o dinheiro pra fazer
- 6:47o próximo lote e assim começar a empresa, né? Só
- 6:50que com o passar dos primeiros meses, ali na
- 6:53verdade o primeiro ano, a gente viu que a gente
- 6:56precisava ter gasto com o mar, que precisava ter
- 6:59outros gastos dentro da empresa e ficar dividindo
- 7:01isso por três, porque era o lucro da cerveja que
- 7:04acabava fazendo com quem tivesse dinheiro pra fazer
- 7:06isso e tinha que ficar investindo em três marcas.
- 7:09A gente viu que não ia ter
- 7:10verbo suficiente pra poder trazer três marcas pro
- 7:13mercado e também gerava uma certa confusão nos pontos
- 7:18de venda. Por ninguém olhava cervejarias
- 7:21como coisas separadas, olhava a gente como um
- 7:23junto. Então o que fazia mais sentido
- 7:25era juntar numa marca realmente mais forte, né?
- 7:29Uma marca que foi pensada e a
- 7:30gente foi contratar uma empresa de branding, né? É
- 7:34até interessante pensar nisso, porque a empresa de
- 7:37branding que começou com a gente hoje, o cara que era
- 7:40dono, ele é praticamente VP de marketing da Ambev na
- 7:44Europa. Olha só, né? Que
- 7:45é o Vido, então o cara que cresceu muito a longo
- 7:47do tempo a partir do mercado de cerveja também.
- 7:49Que legal! E
- 7:50sempre assim, muito competente, a gente ganhou
- 7:52alguns prêmios de design com isso. Então
- 7:54a gente foi e conseguiu construir uma marca forte,
- 7:56né? Que possibilitasse a gente
- 7:58começar um crescimento e construir realmente uma
- 8:01empresa, porque antes era tudo muito artesaral demais,
- 8:05sabe? A gente que fazia muita
- 8:06coisa, eu pensava nos rótulos e tal. Então
- 8:10essa unificação permitiu que a gente tivesse forçamento
- 8:12pra fazer esse investimento. Na
- 8:14marca, acho que foi o principal motivo, né? Um
- 8:16total. E aí vocês começaram no
- 8:18modelo pelo que você descreveu? Vocês
- 8:21produziam cigana a mente em algum lugar e aí vendiam
- 8:24pra uma distribuidora. Então vocês começaram a dogma
- 8:27Unidos também, já enquanto dogma produzindo cigano?
- 8:30Durante muito tempo a gente foi só
- 8:31cigano, né? Só cigano. Porque
- 8:33a gente tinha a empresa, a dogma começou em 2015. Em
- 8:372016 a gente começou a construção do Bripub, mas o
- 8:40Bripub foi inaugurar só em agosto de 2017. Então
- 8:43a gente já tinha dois anos de dogma trabalhando 100 %
- 8:46por contrato. Entendi. A primeira cervejaria que a
- 8:48gente produziu foi a Invicta, o Rodrigo foi a
- 8:51primeira cervejaria que enxergou uma possibilidade
- 8:55de produzir as nossas cervejas, porque até então
- 8:57todo mundo que a gente batia na porta ou não
- 8:59tinha espaço, né? Porque, por exemplo, falar com a
- 9:02Bode Brown pra produzir a minha cerveja na época, ele
- 9:04não tinha espaço pra me colocar, eu seria um
- 9:05concorrente muito direto pra ele. E
- 9:08outras cervejarias falavam que não via um sentido em
- 9:10fazer aquele tipo de cerveja, porque saía muito
- 9:13do que seria o normal pra eles, né? E
- 9:15o Rodrigo ele topou. Topou começar as nossas produções.
- 9:20Depois a gente foi pra Blondine
- 9:22com Aloysio e a gente produzia na Blondine, na
- 9:25Tupiniquim. E a Tupiniquim ela começou a
- 9:28produzir a gente pra começar a distribuir
- 9:30nacionalmente também essas cervejas. Então
- 9:32elas foram muito importantes pra gente. Pesar
- 9:34de a gente não ter tanto contato, mas hoje em dia
- 9:36são pessoas que a gente tem o carinho muito grande
- 9:38por eles, porque ajudaram muito a gente no início,
- 9:41né? Aí quando começou a vinha a
- 9:42coisa de lata, a gente foi pra Dádio, porque a
- 9:45Blondine não tava conseguindo atender nesse
- 9:48quesito, ficamos na Dádio um tempo. E
- 9:50a gente continuou produzindo por contrato até 2021, né?
- 9:54Foram seis anos aí, até a nossa
- 9:56fábrica ficar pronta. Imagino
- 9:58porque você tem o Brewpub, aí no Brewpub você consegue
- 10:01começar a ganhar um respiro pra produzir aquilo que
- 10:04você precisa pra servir o Brewpub meio que assim, né?
- 10:08Você precisava continuar servindo
- 10:10fora do Brewpub e aí precisava continuar tendo
- 10:13contrato. Então parte Brewpub, parte Cigano
- 10:16pra poder dar vazão. Mas eu queria já chamar atenção
- 10:18no negócio que você trouxe, que talvez não é o segredo
- 10:22da dogma, mas... Parte de um segredo desse sucesso
- 10:27é esse olhar estratégico de, primeiro, você falou do
- 10:30negócio que pra mim é muito importante, 2015 vocês
- 10:33começaram a produzir as cervejas, que tem muita
- 10:36gente que tá tentando fazer agora há 4, 5 anos atrás.
- 10:41Ou seja, fazendo a Ipa mais
- 10:42extrema com muito lúpulo, com Crio Hop, não sei das
- 10:46quantas, com Parare, Pipe, Dos X, Y, Z. Ou
- 10:49seja, chegaram bebendo uma água limpa formando um
- 10:52público ou pegando um público bem geek, bem geek,
- 10:56né? Bem cervejeiro, caseiro, bem
- 10:58geek, bem estudante no começo. Uma
- 11:01água limpa, né? Que de repente fidelizou, esse
- 11:04público fidelizou e aí vocês produziam. Em
- 11:06São Paulo, eles produziam na Topiniquim, que já eram
- 11:08a fábrica gigante. Ou seja, eu não vou produzir
- 11:10só num estado, vou produzir em mais um lugar pra fazer
- 11:12pensar nisso nacionalmente. Então
- 11:14tem uma estratégia de um pensamento de negócio
- 11:16diferente de algumas situações que a gente vê
- 11:18por aqui. Às vezes cervejeires não pensam
- 11:21desse jeito. É, a gente... Acho
- 11:23que quando você tá em São Paulo, você de certa forma
- 11:26é obrigado a pensar pra fora do seu mercado. Porque
- 11:30todo mundo olha pra São Paulo, porque assim, é a
- 11:32maior cidade do país. Então assim, só a cidade de São
- 11:36Paulo já tem muita gente. Então
- 11:37é um mercado principal pra qualquer coisa que você for
- 11:40vender, né? Acho que é uma coisa que a
- 11:42gente tem que pensar. Mas por causa disso todo mundo
- 11:44quer estar aqui, né? Então na época, as cervejarias do
- 11:47Brasil inteiro queriam estar vendendo em São Paulo.
- 11:49Então aqui a competição era muito
- 11:51acirrada. E uma das estratégias foi
- 11:53crescer pro Brasil inteiro e olhar pra locais onde as
- 11:56outras cervejarias não estavam olhando. E
- 11:57que tinha algumas pessoas que queriam tomar cerveja e
- 12:01que estavam dispostas também a ajudar nessa distribuição.
- 12:03Tão muitos dos distribuidores
- 12:04que a gente tem até hoje. Eram
- 12:06pequenos pontos de venda na época e começaram
- 12:08pequenininho e foram ali distribuindo localmente. Ou
- 12:11então eles mesmo só vendendo ali na região.
- 12:14Então essa foi uma estratégia
- 12:16desde o início. Mas isso é uma coisa que foi
- 12:18mudando muito, né? Porque com a expansão das cervejas
- 12:21artesanais do Brasil, a concorrência local fica cada
- 12:23vez maior. Sim. E hoje o nosso principal
- 12:26mercado continua sendo, mas é ainda mais São Paulo.
- 12:30Sim, com certeza. Falando
- 12:31em visão estratégica foi o que você falou, né? Eu
- 12:34já achei muito interessante ter começado com essa
- 12:36análise fria da situação, né? De,
- 12:39pois, estamos nós três, você e estamos fazendo
- 12:41junto aqui. E isso vai se ficar
- 12:43dividindo, só fica mais caro, de um nivus, né?
- 12:47Isso já é uma análise fria do
- 12:49negócio em si. Já é olhar para isso como um
- 12:52negócio, não só como uma paixão, que naturalmente
- 12:55nasce de uma paixão, mas não só como uma paixão,
- 12:58né? Sim, eu acho que essa é uma
- 12:59coisa que é muito importante para qualquer
- 13:01tipo de negócio. Há uma empresa, no meu ver,
- 13:04né? Eu acho que dos meus sócios
- 13:06também, por mais que se âmbico, amar o que você
- 13:08faz e gostar do mercado que você está inserido é
- 13:11essencial para você conseguir montar um negócio
- 13:15dentro daquele mercado. Mas você precisa desde o
- 13:17primeiro momento entender que uma empresa ela só tem
- 13:20um objetivo, que é dar lucro. Exato.
- 13:23Por os sócios e para os investidores. A
- 13:25partir do momento que ela não faz isso, ela vira um
- 13:28hobby caro. E um hobby caro é prejudicial
- 13:32para o mercado, no final. Porque
- 13:33aí você vem com marca sem estratégia, sem um
- 13:37pensamento de como crescer. E
- 13:39aí você acaba atrapalhando quem está ali, porque,
- 13:42cara, aí você entra com um lote, não deu certo, vou
- 13:45queimar só para não ficar com prejuízo muito grande.
- 13:48E aí o cara que vai comprar
- 13:49tem um orçamento do que ele vai comprar. Então,
- 13:52aquele... Teve um momento no mercado que
- 13:54acho que ele passou um pouco. Agora
- 13:55que era muita gente que começou principalmente como
- 13:57cigano, queimando cerveja para sair minimizando um
- 14:00pouco o prejuízo. E aquele momento, ele foi um
- 14:02dos momentos mais difíceis que a gente teve de
- 14:04passar. Porque aí ficava muito complicado.
- 14:07Porque aí os bares ficavam
- 14:08estocados de cerveja que tinha feito estoque, porque
- 14:11tinha gente queimando o estoque, e aí a gente com
- 14:14o nosso estoque iria ir normal, que não podia ficar
- 14:16queimando muito produto, porque tem a estrutura da
- 14:19empresa para manter. Mas foi um período que passou
- 14:22aí. E agora a gente parece que
- 14:25está voltando a passar por algo meio parecido. E
- 14:27vamos ver como vai ser. Legal,
- 14:29muito bom. Eu acho que já chega aqui, a
- 14:31gente já chega dando aquela, porra, cortada
- 14:33geral, descobrindo pontos de diferenciação, né? Que
- 14:38isso? Tamo 1 .729 cervejarias de acordo
- 14:40com o último anuário do mapa. Você
- 14:42precisa dar um jeito de se destacar. Vamos
- 14:44ver. O mercado, assim, se divide
- 14:46muito quando se fala de antépede, né? Se
- 14:49você chegar numa mesa de báfala assim, cara, o que
- 14:52você acha do antépede? Um vai chegar a defender
- 14:54fervorosamente, a outra vai chegar a falar que são uma
- 14:57besteira, outro vai atacar um ovo, enfim. Blá,
- 15:00tem alguém que não vai saber o que se trata. Mas
- 15:02algumas cervejarias acham importante, porque aproxima
- 15:05elas do consumidor final. Traz
- 15:07opinião dessa pessoa, né? Ao
- 15:08mesmo tempo, numa contraposição, essa pessoa
- 15:10talvez não seja mais qualificada pra dar algumas
- 15:13avaliações mais técnicas, né? Então,
- 15:14você toma uma cerveja ácida, fala, ah, não gostei
- 15:17porque é ácida. Porra, meus amigos. Dois,
- 15:19não gostei porque é ácida. E
- 15:21assim, vocês foram eleitos por vários anos com uma
- 15:24melhor cervejaria no Hate Beer, que é um site gringo
- 15:27também e tal, que tem menos penetração no Brasil,
- 15:30mas enfim. Qual foi a importância pra
- 15:32dogma, bem nesse começo da carreira de vocês, do Hate
- 15:35Beer enquanto marca em cervejaria? Que
- 15:38isso fez alguma diferença, assim? Ah,
- 15:40fez, não fez? Fez. Assim, eu acho que o Hate
- 15:43Beer meio que sumiu, né? Depois
- 15:46que a Shkambéve comprou o Hate Beer, isso acabou
- 15:49fazendo com que ele perdesse muita relevância
- 15:51com o tempo, né, dentro do mercado mais geek, era quem
- 15:54fazia as avaliações lá, né? Mas
- 15:56ali, principalmente no primeiro ano que a gente
- 15:58ganhou, 2015, o Hate Beer e o Bira de Vocate eram,
- 16:02assim, o supra -suma do beer geek era aquilo lá,
- 16:06né? E tinham poucos brasileiros
- 16:07fazendo avaliações. E eu acho que uma diferença
- 16:09básica do Hate Beer e do Bira de Vocate pro Antepede
- 16:13é que o Hate Beer e o Bira de Vocate nunca
- 16:15aceitaram avaliações sem nada escrito, né? Então,
- 16:19partido o pressuposto que aquela avaliação ali
- 16:21serviria pra ser um feedback pro produtor.
- 16:23Porque eu acho que esse que é um
- 16:24grande problema do Antepede. Eu
- 16:26acho que o Antepede é uma ótima ferramenta, é legal
- 16:28pra ter um termômetro de como que tá indo as
- 16:31coisas, se tá melhorando, se tá piorando, se você
- 16:32tem algum problema pontual. Mas
- 16:34ele como uma ferramenta de feedback geral, ele é um
- 16:38pouco fraco, porque a maioria das pessoas não
- 16:39escreve nada. E eu não sei o que que um
- 16:414 significa pra aquela pessoa. Eu
- 16:42não sei o que que um 3 significa pra outra. E
- 16:45ali, se aquele 4, por que que tá bom? Por
- 16:47que que tá ruim? Entendeu? A partir do momento que
- 16:50você não tem a obrigação de escrever alguma coisa,
- 16:53de certa forma que ela lhe perde um pouco a relevância
- 16:57como feedback. Ele é um termômetro geral, mas
- 16:59aquela avaliação pontual daquela pessoa, se ele não
- 17:02escreveu nada, não me diz muita coisa. Entendi.
- 17:05Se ele deu um, beleza, ele não gostou. Mas
- 17:06por que que ele não gostou? Não
- 17:08faço ideia. Então, eu acho que tem esse
- 17:11ponto. Aí ter ganho o Hatebeer,
- 17:14principalmente as duas primeiras vezes, que a
- 17:17gente ganhou primeiro pra ser convidado pra festa,
- 17:20né? Eu brinco com os meus amigos,
- 17:22eu falo, cara, é indescritível o que foram
- 17:25os dois festivais. Eu acho que é todo mundo
- 17:27servindo a melhor que podia ter. Então,
- 17:30pra gente conseguir criar referência por muito bom,
- 17:32fazer contato com outros cervejaris, né? E
- 17:35como no início, a gente, até hoje, né, a gente é
- 17:37muito focado no público mais beer geek, vamos dizer
- 17:41assim, mas essa é uma imagem da dogma que hoje é
- 17:43que eu quero ter a oportunidade de desconstruir,
- 17:46inclusive. Pra gente, foi muito importante.
- 17:48Porque era o cara que tava lendo
- 17:49o Hatebeer, que ele ficava lá sonhando em tomar uma
- 17:52Dark Lord, ou tomar uma Vesta de Letra em Doze,
- 17:54porque via como as melhores cervejas naquela avaliação.
- 17:57Ele via a gente como melhor
- 17:58cerveja e aí começar a provar, né? E
- 18:01o primeiro festival também teve uma importância muito
- 18:03grande na construção da Rizoma, que eu acho que é
- 18:07a cerveja que construiu a dogma. Apesar
- 18:09da Hoplover ser a nossa cerveja mais antiga em
- 18:12linha até hoje, a Rizoma foi o Alicers que permitiu
- 18:15que a gente construísse tudo que a gente construiu
- 18:17depois. E foi naquela viagem que em
- 18:19contato com muita gente, eu pude ter as ideias e
- 18:24pensar em como que eu iria construir essa receita,
- 18:27construir essa cerveja que ia ser um grande desafio
- 18:29pra gente fazer isso se materializar. Então,
- 18:34acho que essa foram as grandes diferenças. Mas
- 18:36assim, em relação à público, etc., por exemplo,
- 18:38o prêmio da Veja que a gente ganhou três vezes,
- 18:40foi muito mais importante do que o Hatebeer. Mas
- 18:43em relação à construção da marca, construção da
- 18:45cervejaria e construção do nosso público inicial, que
- 18:49tem muita gente que tá com a gente até hoje, o
- 18:51Hatebeer foi essencial, com certeza. Perfeito.
- 18:54Muito bom ter citado o prêmio da Veja, porque é
- 18:57um ponto que a gente trabalha muito aqui, fala
- 18:59muito aqui, desse lance de abrir o mercado. Óbvio
- 19:02que nem toda a cervejaria tem o objetivo de abrir o
- 19:06mercado, tem o objetivo de vender pros guiques mesmo,
- 19:09de desafiar esses paradares e tudo mais. Mas
- 19:14você mesmo trouxe um caso aqui que é um prêmio super
- 19:17nichado, super dentro do mercado, com valor técnico
- 19:19gigantesco, contra um prêmio de alcance popular
- 19:23gigantesco. E quais foram as diferenças
- 19:26que eles trouxeram pra vocês. E
- 19:28aí, o impacto que isso trouxe, gigantesco, porque
- 19:32você tá falando da Veja, que trouxe muito mais
- 19:34público. Trouxe, porque acaba que tem muito
- 19:36mais circulação no público que não conhece cerveja e
- 19:39fala, ah, vou tomar um negócio diferente, vou lá
- 19:41nessa cervejaria que ganhou o melhor show. Então,
- 19:44enquanto outro teve muita importância pra gente ter
- 19:49essa construção do geek inicial mesmo, e até alguém
- 19:52comentou aqui que teve o prêmio do Bob realmente,
- 19:54mas a gente ganhou quando era cerveja e caseira. Isso
- 19:57muito antes deu pensar na possibilidade da Doge de
- 20:00existir. Mas já foi construindo esse
- 20:03ponto, porque esses prêmios, essas coisas que estavam
- 20:06muito mais ligadas a uma questão do público
- 20:09trabalhando, que é, por exemplo, a Veja, são
- 20:12pessoas que conhecem tecnicamente isso. Eles
- 20:15vão lá, toma aquela cerveja e fala, nossa, gostei muito
- 20:17disso aqui. E o Retbeer também era isso,
- 20:19ninguém tava avaliando se tava gostando ou não do
- 20:22produto, não é lógico, tava pensando, tô tomando uma
- 20:24hipot, tô tomando, etc. Mas não é igual uma medalha de
- 20:27concurso, né. Isso pra gente sempre foi o
- 20:29mais importante, porque a gente sempre participou
- 20:32muito pouco de concurso, porque eu nunca pensei nas
- 20:34minhas produções pra ganhar medalha em concurso. Eu
- 20:37nunca pensei nas minhas cervejas pra tarem dentro
- 20:40de um guia de estilo. Eu sempre pensei nelas pra eu
- 20:42gostar de beber elas. Então,
- 20:44acho que isso que, por isso que a gente nunca
- 20:46participou muito de concurso, pra tentar ganhar
- 20:49medalha, etc. A minha ESB ela vai ter mais
- 20:53lúculo, então ela vai estar um pouco fora do concurso,
- 20:56entendeu? Então, não faz tanto sentido
- 20:59participar pra gente. Mas eu acho que também tem
- 21:01isso assim, se todo mundo focar em concurso, é
- 21:04impossível. Se ninguém focar em concurso,
- 21:06concurso não existe. Cada um vai focar no lugar e...
- 21:09Cada um tem seu. Exato,
- 21:11exato. Bom, vamos dar continuidade aqui,
- 21:23mas assim, a gente falou de prêmio, falou de
- 21:25concurso, da inquieta do Bob que o Victor Bertu,
- 21:28que é o nosso mecênar, se comentou aqui no chat, mas
- 21:30não só, não é só de glória, né, que a gente
- 21:32vive. Então, a gente queria tratar um
- 21:35pouquinho da questão da cerveja cafusa, que foi
- 21:39aquela com a imagem de uma mulher escravizada que vocês
- 21:43publicaram, que vocês lançaram. Como
- 21:45é que vocês lidaram com essa crise? Porque
- 21:47isso foi uma crise, né? Qual
- 21:49foi o aprendizado e assim, os frutos desse aprendizado,
- 21:54né? O que mudou da dogma da
- 21:56época em que vocês lançaram cafusa e hoje que vocês
- 21:59falam, isso aqui a gente aprendeu. Acho
- 22:01que a gente tem que olhar para cafusa, que assim, a
- 22:03gente não pode olhar para esse caso como assim, a
- 22:05gente lançou uma cerveja que deu errado ali por
- 22:08causa do rótulo e aí deu uma repercussão negativa. Na
- 22:11verdade, uma cerveja que ficou 9 anos no mercado
- 22:13profissionalmente, né? Agora que essa cerveja já tinha
- 22:16tido uma repercussão anterior dentro do mercado,
- 22:19a gente ficou um cervejeiro caseiro. E
- 22:21essa repercussão negativa que a cafusa teve agora,
- 22:24recentemente, foi uma das primeiras vezes que chegou
- 22:26para a gente a algo do tipo. Então
- 22:28acho que isso, o primeiro ponto, mostra o quanto o
- 22:30nosso mercado é branco, né? Porque
- 22:33se você não está vendo aquele problema, porque você
- 22:36não pensa muito nele. E ela foi criada num contexto
- 22:40também que não estou tentando justificar o que
- 22:44aconteceu. Acho que foi um erro, era uma
- 22:46coisa que a gente poderia ter errado lá e teria que
- 22:48ter corrigido antes, mas, cara, a gente saiu no
- 22:53estadão com essa cerveja e não aconteceu nada antes.
- 22:55Porque a gente tinha um contexto
- 22:58antes de paz racial, né? Que
- 23:00a miscigenação brasileira era uma coisa muito linda.
- 23:02E, na verdade, com o que
- 23:04aconteceu com a cafusa, que eu particularmente fui
- 23:07procurar entender melhor as raízes do problema, junto
- 23:11com o projeto que a gente fez com a Sára, com o
- 23:13Glauco, com a Sula, entender que a miscigenação
- 23:15brasileira não é essa coisa linda. A
- 23:17miscigenação é boa, é a nossa construção aqui, mas
- 23:21ela foi construída em cima de violência da mulher
- 23:23negra, foi passada por uma tentativa de higienização
- 23:28anterior, tentar embranquecer a população, então assim,
- 23:31isso foi muito pesado. E aí, um outro ponto, cara,
- 23:34a bola de 2014 chamava cafusa. Caravá,
- 23:37futebol e samba, e a cafusa representando essa
- 23:39miscigenação. Então, assim, é uma coisa que
- 23:41estava muito enraizada, sendo pouco dita. E
- 23:45a partir do momento, assim, pedir desculpa era a coisa
- 23:47mais óbvia que a gente podia fazer naquele momento,
- 23:49mas não era só o que a gente poderia fazer. Então,
- 23:52a partir do momento que a gente falou não, tem um
- 23:54problema aqui, pedimos desculpa. Para
- 23:56o nosso público, em geral, é que talvez nem precisaria
- 24:00fazer muito mais do que isso. Uma
- 24:03semana depois, ninguém mais falava disso. Mas
- 24:05a gente sentia a necessidade que a gente
- 24:08precisava ir além desse entendimento do porquê que
- 24:12aquele rótulo era um problema e a gente não ia
- 24:15conseguir fazer isso sozinho. Então,
- 24:17acho que esse projeto veio primeiro para a gente
- 24:20conseguir entender onde que estava o problema e não
- 24:22cometer o mesmo erro novamente. Em
- 24:25segundo, construir produtos que fizessem uma real
- 24:29homenagem, a população preta, e que fosse
- 24:32construído com somelhês pretos e fizessem uma
- 24:35homenagem real que valorizasse o que eles
- 24:37querem que seja valorizado. Então,
- 24:38aí, fizemos a linha que é inspirada na filosofia
- 24:42Banto, com os rótulos sendo muito pensados com diversos
- 24:46pontos dentro da ilustração feito por um ilustrador que
- 24:49é preto. Então, a gente acabou construindo
- 24:50um projeto muito bonito que acho que é interessante,
- 24:54muita gente falou tão ajoelhando para o mimimi e
- 24:59vai destruir a cervejaria. Essas
- 25:01cervejas que a gente construiu no projeto vendem
- 25:03muito melhor do que a Cafuza vendia. A
- 25:06Cafuza era uma cerveja que já tinha saído do mercado.
- 25:08A gente já tinha deixado de
- 25:09fazê -la porque era um produto que já não estava,
- 25:11já tinha meio que fora de moda e tal, vamos dizer
- 25:14assim. E essas cervejas que vieram
- 25:16depois, ela tiveram um sucesso comercial maior do
- 25:19que a Cafuza teve durante muito tempo. Ela
- 25:21teve muito sucesso no início, e depois já era um
- 25:24produto que, no segundo ou terceiro ano de empresa, a
- 25:27gente fazia um lote no ano e esse lote demorava o ano
- 25:29inteiro para rodar. E acho que a gente teve
- 25:31tanto um sucesso comercial e um sucesso de entender a
- 25:38gente como pessoa, onde a gente errava e... Porque
- 25:42eu poderia pensar, pô, cara, saí no Estadão,
- 25:45cerveja miscigenada e mística, como que isso está
- 25:47errado? Mas eu acho que esse não
- 25:49poderia ser o nosso ponto. A
- 25:52gente precisava entender o porquê que aquilo estava
- 25:56errado e como que a gente poderia construir mais do
- 25:59que um simples pedido de desculpa na rede social. E
- 26:02aí surgiu o projeto Grio, que são as três cervejas,
- 26:05a Quintu, a Montu e a Hantu, então, que foram
- 26:11lançadas ao longo de três anos. E
- 26:13que hoje a gente continua produzindo esporadicamente. E
- 26:17eu acho que foi também muito importante a
- 26:19construção de um relacionamento tanto com o
- 26:23Glocco quanto com a Sul e a Sapa, que virou uma
- 26:27amizade, que eu acho que serve muito para a gente
- 26:32conseguir ter uma conversa e entender muitas coisas
- 26:35que não estão dentro da nossa realidade, que às
- 26:37vezes a gente acha que é uma bobagem, que não fere
- 26:40ninguém, mas que fere, né, e que não fere porque eu
- 26:44não sinto. Mas pode estar ferindo outra
- 26:46pessoa. Então, eu acho que foi um projeto
- 26:48muito importante para isso. E
- 26:50no final foi, eu acho, um sucesso. A
- 26:52maior parte do nosso público aceitou no início,
- 26:55tinha muita gente que toda vez que a gente não falava
- 26:57que cerveja que você quer que volta, ah, cafuzas. Mas
- 26:59falava isso porque queria tumultuar o negócio, né.
- 27:03Não queria, porque antes a
- 27:05gente tinha ninguém comprando tanta cerveja,
- 27:06porque agora tem tanta gente querendo comprar,
- 27:09entendeu? Fazer o que a gente não vai
- 27:10voltar a fazer provavelmente a receita de novo, coisa
- 27:13de cerveja, com certeza não, né, com isso nome, e
- 27:16roto e tal. Mas o nosso público entendeu e
- 27:21consumiu muitas outras cervejas e foi muito
- 27:22bacana, assim, o resultado foi muito bom. Tanto
- 27:26para a marca quanto para, eu acho que comercialmente,
- 27:30e também para a gente, como crescimento pessoal,
- 27:33assim, de ter esse entendimento sobre um
- 27:36problema tão importante na sociedade que muita gente
- 27:38acha que é mais fácil simplesmente não olhar para
- 27:41ele ou fingir que é só uma bobagem. Eu
- 27:44acho até que vale rever aqui um termo que você
- 27:48usou da paz racial, porque assim, eu concordo
- 27:52completamente com você sobre contexto, a gente nesse
- 27:54programa aqui no Surra, a gente já falou que, por
- 27:57exemplo, a devasa aqui do Rio de Janeiro hoje em
- 28:00dia, ela seria totalmente... Eu
- 28:02espero, né, espero que sim, que ela seria totalmente
- 28:05diferente a apresentação das cervejas dela, menos
- 28:08sexista, porque o contexto que a gente tinha antes
- 28:11era de uma ignorância maior. Eu
- 28:13acho que não é tão, né, nem tão o paz racial. Não
- 28:15era uma paz racial, era o silêncio racial, era uma
- 28:18ignorância racial, né. Que é tanto que hoje em dia
- 28:21você vê muitas pessoas falando do letramento
- 28:23racial, da compreensão dessa história, de quanto essa
- 28:26história é apagada, quanto ela é ofuscada com outras
- 28:31coisas, né. E aí, é importante a gente
- 28:34até entender isso. E acho muito legal você
- 28:36citar, né, você puder citar o nome deles, eu acho mais
- 28:39importante até, né. Você falou da Sara... Da
- 28:41Sula e do Glauco. Da Sara, da Sula e do Glauco,
- 28:44né, que é a palavra maltada. E
- 28:46o João, que é o ilustrador. É
- 28:48legal citar pra gente entender que são as pessoas
- 28:50que estavam ali com vocês, recriando e entendendo esse
- 28:54processo, né. Sim. Sim. É,
- 28:56eu acho que tudo no período que aconteceu, eu
- 28:59acho que a pandemia amplificou, que foi bem no
- 29:02período da pandemia ali, sei lá, final de 2020, 21,
- 29:06sei, uma coisa assim. Pra agosto de 2020. Aí,
- 29:09amplificou, as pessoas estavam muito... Você
- 29:11imagina quando seu cachorro fica preso em casa, sem
- 29:15você levar ele na rua pra passear, não sei o que,
- 29:17nananã. Ele fica tenso, ele fica
- 29:19estressado e tal. Então, tava todo mundo à flor da
- 29:21pele. E aí, isso tudo, esse eu do
- 29:24pai, esse silêncio racial, como Leandro Tôs, que eu
- 29:27acho que é uma boa colocação. E
- 29:29aquilo você fala, pelo amor de Deus, vamos acordar, o
- 29:32cambado é de gente com privilégio, tá tudo errado
- 29:34aqui, e aí foi uma oportunidade de reconstrução
- 29:36e tal, enfim. Eu acho que é a primeira
- 29:38coisa que qualquer empresa precisa fazer quando erra.
- 29:41A primeira coisa é pedir de
- 29:42culpa. E depois é tentar não repetir
- 29:43o erro e praticar alguma coisa, fazer alguma coisa
- 29:46boa em relação a isso. Imagino
- 29:47que seja isso que vocês tão... Tentaram
- 29:49fazer com esse projeto novo, né, e etc. Bom,
- 29:55mas existe uma piada. Você se vê bem uma piada, né?
- 29:59Um meme dentro do Mercado do
- 30:00Cervejeiro sobre os preços da lata da dogma, assim.
- 30:03Outras cervejarias mais recentemente
- 30:05também tem esse mesmo perfil, esse foco no
- 30:07público biergique e os preços também são altos.
- 30:09Mas eu lembro assim, sei lá,
- 30:112017, ah, porque eu contomei uma dogma, casse,
- 30:15e eu tenho, tá bem de grana, não sei o quê e
- 30:17tal, assim, a questão da precificação também é uma
- 30:21forma de posicionamento de mercado. Produtos
- 30:23mais caros, são mais almejados. Como
- 30:26é que é a experiência de vocês nesse sentido na hora
- 30:29de construção? A gente sabe que o custo é
- 30:30elevado, mas a gente também tem cervejas que tão
- 30:33vendendo barato, pau a pau, que eu não sei se é
- 30:36queima de estoque, que é aquilo que você falou, que
- 30:38você queima a cerveja, entendeu? Então,
- 30:39eu acho que também tem público pra tudo. Como
- 30:41é que é a pra dogma isso? Eu
- 30:42acho que, assim, a primeira coisa que a gente já
- 30:45deixou de ser a cervejaria mais cara há muito tempo,
- 30:48né? Se pensar em Ipa, hoje as
- 30:51nossas latas custam de 10 a 15 reais mais baratas do
- 30:54que de muitas outras cervejarias. Em
- 30:56relação a essa construção, em relação a preço, porque
- 30:59na verdade que nós fomos a primeira cervejaria, isso é
- 31:02uma coisa que eu tenho muita tranquilidade em
- 31:04dizer, que lançou uma Ipa com uma carga tão grande
- 31:08de lucro, que foi a Rizoma. E
- 31:10a partir daí, dentro do modelo tributário brasileiro,
- 31:12é impossível esse produto separar, né? Então,
- 31:16inclusive a Rizoma, de certa forma que deu coragem
- 31:20pra gente de fazer um produto como esse, foi a
- 31:22mudança tributária de 2015, né? Durante
- 31:24o governo Dilma, onde mudou um pouco a regra
- 31:26tributária, principalmente, pros distribuidores de
- 31:28cervejas que eles começaram a pagar em postos federais
- 31:30também. E aí, isso fez com que
- 31:33qualquer cerveja artesanal começasse a ficar mais
- 31:35cara, né? Eu lembro que quando a gente
- 31:37começou uma garrafa de R $330 custava R $18, nossa, é
- 31:41um absurdo. Só que a partir do momento
- 31:42que a gente que mudou essa política tributária, a
- 31:46garrafa que custava R $18, ela ia começar a custar no
- 31:49mínimo R $26, porque todo mundo ia começar a pagar o
- 31:52imposto que antes incidia só sobre a cervejaria.
- 31:55Então, a partir desse momento que
- 31:58a gente falou que vai ser caro de qualquer forma,
- 32:00então, vamos tentar fazer o melhor que a gente puder e
- 32:02entregar um produto que valha o que a gente vai
- 32:04custar, né? E é importante entender que
- 32:09no Brasil, a carga tributária sobre a cerveja
- 32:11é praticamente 50%, né? Porque
- 32:14a gente ainda paga toda a líquida de CMS da cadeia,
- 32:19então a indústria é muito tributada. Quando
- 32:21a gente começou, a gente era se ganando, era fazer
- 32:23por contrato, então tinha uma outra cervejaria
- 32:25ganhando dinheiro em cima dos produtos que a gente
- 32:27estava fazendo, lógico, para pagar os custos deles,
- 32:29etc., mas também tinha um lucro que era diluído.
- 32:33Então, era um produto que não é
- 32:34um posicionamento. O posicionamento para a gente
- 32:36ia conseguir vender o máximo possível, a gente só
- 32:38vai conseguir isso tendo um preço que possibilite que
- 32:42mais pessoas consumam. Então,
- 32:44nunca foi uma questão de posicionamento, nunca foi
- 32:46uma questão de olhar e falar, não, isso aqui é
- 32:47caro, vai ser mais desejado, principalmente
- 32:49porque a cerveja, isso talvez funcionaria para o
- 32:52vinho, mas a cerveja sofre um preconceito grande dentro
- 32:56do mercado. Pessoas que têm dinheiro e podem
- 32:58consumir uma cerveja uma lata de 50 reais, elas
- 33:01acham absurdo pagar 50 reais uma lata de cerveja,
- 33:03que é talvez uma das melhores cervejas que ele
- 33:07poderia tomar, enquanto ele acha que é ok pagar 80
- 33:10reais numa garrafa de um vinho que é bem mais ou
- 33:12menos. Então, a gente tem essa barreira
- 33:14no mercado, então nunca foi uma questão de
- 33:16posicionamento, foi sempre uma questão de negócio, a
- 33:19gente tinha que fazer o produto, o produto tem que
- 33:21dar dinheiro para a empresa, então a gente não
- 33:23pode simplesmente zerar a nossa margem até porque a
- 33:26margem da cervejaria mesmo, ela não é muito grande,
- 33:29porque a gente não pode esquecer, se uma cerveja
- 33:31custa 40 reais no ponto de venda, o ponto de venda
- 33:34comprou ela provavelmente a 20 reais. A
- 33:37cervejaria vem de ser vente para um distribuidor,
- 33:39provavelmente vendeu esse produto numa faixa de uns
- 33:4116 reais para o distribuidor, colocou uns 30
- 33:44% de marca -up dele, vendeu a 20 pão de venda e no
- 33:46pão de venda virou 40, porque o pão de venda tem
- 33:48aquela estrutura que é muito cara de manter,
- 33:50porque é funcionário, aluguel para um fluxo de
- 33:53fatoramento menor do que uma fábrica e etc. Então
- 33:57custa caro porque é um produto muito caro de
- 33:59fazer. Acho difícil ter, por exemplo,
- 34:03pensando em uma risoma, uma cintralover, acho difícil
- 34:05ter produtos muito parecidos com uma questão que pode
- 34:09ter esse produto de qualidade, mas em questão
- 34:11de intensidade e lupo que custa muito mais barato,
- 34:14tem metade do preço aí, eu particularmente não conheço
- 34:18tanto assim, nunca tive a oportunidade de tomar, mas
- 34:23então essa é uma questão de cadeia produtiva mesmo
- 34:26que acaba fazendo com que o produto custe caro, mas
- 34:29aí é um outro ponto. Hoje, se você entra num bar da
- 34:32dogma, você toma um pente de pilsen, que passou por
- 34:35decoqueção, ficou 30 dias no tanque fazendo lagrim,
- 34:39etc. por 15 reais, e se você vai
- 34:41no bar da esquina, você vai pagar 20 reais na
- 34:43raiva. Então hoje a gente tem cerveja
- 34:46para todo mundo, hoje a gente tem IPA que começa o
- 34:48pente em 17 reais no nosso bar, é uma IPA mais
- 34:52simples, mas é uma cerveja muito boa, feita com muito
- 34:55cuidado, não vai ter a mesma intensidade que a
- 34:57risoma vai ter, mas essa cerveja existe lá como
- 35:00opção para o consumidor. E nesse momento, inclusive,
- 35:03depois que a gente está com a fábrica aí há um
- 35:05tempo rodando, estabilizou a nossa produção, a gente
- 35:09está começando a fazer um movimento para deixar as
- 35:12nossas cervejas cada vez mais acessíveis. Então
- 35:15a gente está passando com uma revisão geral de preço
- 35:17que a gente deve começar a colocar em prática a partir
- 35:19do mês que vem, provavelmente, para que a
- 35:22gente consiga também ter preços melhores no mercado,
- 35:25não só nos nossos bares. Então
- 35:27essa é uma coisa que a gente está tentando mudar,
- 35:30tentar crescer volume, trabalhando um pouco mais
- 35:34no preço, porque hoje a gente ainda é uma
- 35:35cervejaria pequena, uma cervejaria com capacidade de
- 35:3840 mil litros por mês, não é uma cervejaria muito
- 35:40grande, então também não dá para comparar a nossa
- 35:42estrutura produtiva com uma cervejaria que seja muito
- 35:45maior. Esse cara, ele com certeza vai
- 35:46ser mais barato. Sem dúvida. Não,
- 35:48eu acho que importante só apontar no que você falou,
- 35:51óbvio que uma cerveja aqui naquela época, e hoje
- 35:54também, tiver essa uma carga bizarra de lúpulo, ia
- 35:56custar mais caro, porque isso não é mais caro, e
- 35:58como você se citou bem toda a cadeia produtiva,
- 36:01distribuidor, ponto de venda, consumidor final, o
- 36:04caminho é esse. Mas ao mesmo tempo, a gente
- 36:07está falando que nesse momento a dogma estava
- 36:10vendendo para pessoas que acessavam o Rede Biya, que
- 36:13almejava o Vest Blätren, que tinha um grana e
- 36:16inclusive é um período de efervescência de importação
- 36:20de cerveja, né, então a gente também, cestavam meio
- 36:23que se posicionando, nós somos uma cerveja nacional,
- 36:27mas a gente está posicionado numa faixa de
- 36:30preço do tipo, se tu tá a fim de gastar, sei lá, 300
- 36:33reais na garrafa de Deus, compra um six pack aqui de
- 36:35risoma, pô, porque não. Entendeu?
- 36:38Então, eu acho que tem um pouco, sempre tem um
- 36:40questão de posicionamento, e eu acho que agora você tá
- 36:43trazendo uma outra vertente que eu acho que é muito
- 36:45importante, é isso colocou a dogma no mapa, ajudou a
- 36:49gente a crescer, ajudou a gente a estruturar. Hoje,
- 36:52a gente pra escalar que volta naquele papo que você
- 36:55falou bem no começo, né, se o sócio não tem lucro,
- 36:58se o investidor não tem lucro, é um hobby caro.
- 37:01Você agora precisa escalar, você
- 37:02precisa deixar de ser uma cerveja que produz 40
- 37:04mililitros por mês pra aumentar essa produção, não
- 37:06sei pra quanto, enfim, e aí você precisa olhar o
- 37:08mercado e pensar, bom, agora eu preciso crescer,
- 37:10ajudar esse bolo, qual é a levedura, qual fermento que
- 37:13eu vou botar aqui? E passa por preço, né? Sim,
- 37:16com certeza. Então, no final, pra mim, preço é
- 37:18posicionamento, seja baixo, seja alto. Você
- 37:20tá falando da maluquice ou sendo reducionista? Mas
- 37:23assim, eu acho que naquele momento, pelo menos, é que
- 37:26hoje, né, é o que a gente sempre fala pro médico, o
- 37:30pessoal fala, putz, médico de segunda consulta é uma
- 37:33maravilha, né, porque você já teve o primeiro ali,
- 37:35você fala que o cara é errou, é muito fácil, o
- 37:37cara acertou, né, então, hoje, vendo como o mercado
- 37:41se desenvolveu, né, e que vê que é possível, mas
- 37:43tirando a multi -foods, que foi quem aporreu a gente
- 37:46na distribuição, ninguém que a gente conversava achava
- 37:49que faria sentido, é uma cerveja nacional custar 40
- 37:53reais, que custava naquela época 40 reais, e todo
- 37:56mundo falava que a gente ia morrer na praia com
- 37:58aquele primeiro log. Porque eu acho que todo mundo
- 38:00achava que quem tava disposto a comprar essa
- 38:02cerveja era o Birguic, que tava olhando o Ritbeer, mas
- 38:04na verdade, não era só, porque o sucesso que a
- 38:08Rizoma teve, ele não é explicado somente pelo
- 38:11Birguic, passa pelo Birguic, esse cara foi muito
- 38:13importante, principalmente, acho que na propagação
- 38:17dessa mensagem, porque aquele cara que tava no
- 38:20impório, alto dos pinheiros, e via alguém olhando para
- 38:23uma cerveja e chegava e falava, nossa, toma essa
- 38:24aqui, que isso aqui é muito bom, e não é sempre
- 38:26que você consegue tomar, mas a gente fez, poxa, 2
- 38:31mil litros, uns 1 .800, foram 2 .400 latas com mais
- 38:36barril de show, acabou em 48 horas, não era só o
- 38:39Birguic que fez isso acabar, então assim, é a
- 38:42pessoa que queria tomar um produto muito diferente, com
- 38:46bastante intensidade, tava disposto a pagar um pouco
- 38:49mais naquele momento mesmo, e o Birguic que ele teve
- 38:52foi muito importante também, para propagar essa mensagem
- 38:54também, fazer parte dessa massa que consumiu, porque
- 38:57aí logo depois veio, eu acho que a Rizoma, apesar
- 39:01de ter sido a primeira, eu acho que ela, eu nunca
- 39:04achei que ela foi a única cerveja a trazer esse
- 39:08saondo, eu acho que a Overdrive e Docus Pox, teve
- 39:10uma importância muito grande também, que veio 3, 4
- 39:12meses depois, o Vinícius também já tava desenvolvendo
- 39:14a Overdrive, quando a gente lançou a Rizoma, então foi
- 39:17um movimento assim, eu acredito que essas foram as
- 39:20duas principais cervejas que abriram isso, e aí depois
- 39:23virou meio que um padrão de mercado, e eu acho que
- 39:28foi muito importante também, pro cara que tava começando
- 39:31como cigano, entender que ele precisava entregar
- 39:36qualidade, valor, assim, uma imagem de valor no produto
- 39:40dele, que ele tentava brigar por preço, e ela
- 39:42vai levar ele no lugar de um, pra lugar de um, não
- 39:44ia. É, isso é verdade, você tá
- 39:46falando a verdade também, com certeza. Não
- 39:48ia. Então a gente tá aqui com os
- 39:50messenas acompanhando, e o Edison, o nosso querido
- 39:52viajante cervejeiro, tá aqui dando prazer, dando sua
- 39:55ilustre e presença, ele trouxe aqui uma situação
- 39:58que aconteceu com vocês, um tempo atrás, de latas que
- 40:01explodiram e etc. Sim. Vocês também aprenderam com
- 40:05isso, o que aconteceu, você tem algum insight pra dar
- 40:08pra gente nesse assunto? É a primeira grande crise da
- 40:11Adobe, né, ninguém lembra muito disso. Mas
- 40:13acho que foi assim, uma situação, sempre que você
- 40:16tá tentando fazer uma coisa que é de certa forma nova,
- 40:19você vai ter que sair da sua zona de conforto. A
- 40:22gente teve esse problema na risoma 2, né, que foi... E
- 40:26aí desde então, eu nunca mais fiz uma risoma com um
- 40:29número na frente, a gente só faz um... Que
- 40:33a gente usou um fermento, que na época era o
- 40:35fermento o Conan, que era o vermão E, e o tal, que
- 40:37é um fermento extremamente instável. A
- 40:40fermentação parou, ela não parou com uma diferença
- 40:42muito grande do que deveria ser, mas é uma diferença
- 40:47que assim, se voltar a se fermentar, ia acontecer das
- 40:50latas do fare mesmo. E eu acho que ali foi a
- 40:52primeira crise nossa, mas foi onde a gente conquistou
- 40:54boa parte do público que continuou com a gente
- 40:56durante muito tempo, porque não foram todas as latas
- 40:59que estouraram, obviamente, mas muitas latas estouraram.
- 41:02E eu acredito que todo mundo
- 41:04que entrou em contato com a gente, falando que tinha
- 41:06tido problema, a gente repôs. A
- 41:08gente pediu desculpa, repôs, mandou a cerveja dar um
- 41:10jeito de entregar a cerveja pra essa pessoa e falar,
- 41:12ó, aconteceu, mas você pagou por esse produto e
- 41:16você vai tomar alguma coisa de qualidade e a gente vai
- 41:18garantir isso pra você. Você
- 41:19não vai ficar com esse prejuízo. E
- 41:22aí, muita gente acabou fidelizando, muito a marca
- 41:25e gostando, muita marca justamente é por causa
- 41:27disso. Perfeito. Ó, acho que teve muita
- 41:29gente. E eu vou te falar assim, os
- 41:31mais babacas eram quem tava no mercado, assim, e quem
- 41:35tava no mercado produzindo. Isso
- 41:36eu posso dizer com muita verdade, nunca falei. Eu
- 41:39acho que a primeira vez que eu tô falando disso,
- 41:41uma coisa mais... Os comentários mais, sei lá,
- 41:46discrotos que a gente recebeu foi de gente que
- 41:48produzia cerveja e que inclusive tinha muito
- 41:51problemas nas produções. E alguns eu até, depois,
- 41:54lógico, não fiquei batendo o boca em comentário, mas
- 41:56mandei mensagem pra pessoa e falei, cara, desculpa,
- 42:00mas você tá sendo antiético fazendo isso. Você
- 42:03quer mandar uma mensagem pra mim e me cacetando,
- 42:05beleza? Falando quanto você sabe como
- 42:07fazer, mas o público, no geral, entendeu que a gente
- 42:11tava tentando fazer uma coisa que não era o
- 42:13trivial e que deu errado e a gente tava fazendo o que
- 42:17a gente podia pra poder reparar esse erro. Então,
- 42:20não sei isso. É, isso é legal, você tá
- 42:22falando de uma coisa que tem a ver com inovação.
- 42:24Sim. Inovação até dá certo, pode
- 42:28dar errado, né? Sim. É toda muito errado. Dá
- 42:33errado, Fernando, você, que é um gerente de projeto.
- 42:35Dá errado? Dá
- 42:36pra caramba, minha área, uma das minhas áreas, é só
- 42:39de inovação. Começa errando mais do que
- 42:41acertando, até a hora que você acerta. Pois
- 42:43é. E eu achei isso legal que
- 42:44você trouxe, Bruno, porque assim, isso também é muito
- 42:47visto em marketing, né? Que é, todo mundo erra, toda
- 42:50empresa vai cometer um erro. E
- 42:52na verdade, a postura perante o erro, ela é
- 42:54muito mais importante do que o erro em si. Então,
- 43:00assim, a empresa que erra, sei lá, não reembolsa, cria
- 43:05mentira, cria história e tenta dar a volta na
- 43:09coisa, tal. Ela passa a ser reconhecida por
- 43:12isso, do tipo, o dia que eu precisar dessa empresa,
- 43:14ela não vai estar comigo como eu estou com ela,
- 43:17comprando com ela aqui. Agora,
- 43:18para o momento que você pega e reconhece o erro e
- 43:22trabalha atuíssima dele, você começa a entrelaçar e
- 43:26criar esse relacionamento com esses consumidores. E
- 43:29pronto, eu conto um caso muito normal, eu sou
- 43:32fanático pela Marshall. Meus headphones são Marshall,
- 43:35tal, para lá. E eu tive um problema com o
- 43:37headphone Marshall, entrei em contato com eles, falei,
- 43:39ó, tô com problema esse headphone esquerdo, parou de
- 43:41sair o som. Eles falaram, ok, me dá a
- 43:43cenderia se vou te mandar um novo. Acabou.
- 43:45Pergunta o dia que eu vou abandonar Marshall? Não
- 43:47vou, não é direto nem apresentar qualquer outro
- 43:48headphone. Não vou. Você
- 43:50esqueceu de contar que eu trouxe esse headphone de
- 43:52Nova York para você. O fone é o... Exato,
- 43:56que Deus ebra. A Ludi trouxe para mim, que
- 43:58é um earring, né, e deu esse ebra no lado esquerdo.
- 44:01Mandei missagens, me repusaram na
- 44:03hora, eles não discutiram, pediram foto só, para ter
- 44:06certeza que era um produto original, foto do código de
- 44:08barro, e remboçaram na hora. Acabou.
- 44:10E eles nem mandam para o Brasil, tal. Normalmente
- 44:12eles não mandam para o Brasil. Você
- 44:14não compra Marshall no Brasil. Mas
- 44:16tu é sinistro, tu é sinistro, tu é sinistro
- 44:18para caceta. Não, eles são sinistros, né.
- 44:22Ficaram com medo de você, Fiel. É,
- 44:25o que a gente faz muito hoje, assim, geralmente,
- 44:28como a gente não tem uma estrutura de envio, o que
- 44:31a gente costuma combinar com o cliente se aconteceu
- 44:33de, cara, às vezes pegou uma lata que estava com
- 44:36algum problema, pode acontecer às vezes, né,
- 44:39porque o nosso invase é um invase pequeno, que às
- 44:41vezes alguma coisa ali pode ser uma lata pontual,
- 44:44necessariamente o lote inteiro. A
- 44:45gente vai, pede para conversar com o perguntão
- 44:48de foi que comprou, pede para conversar com o ponto
- 44:50de venda, pede aí, repõe para o ponto de venda,
- 44:52depois eu põe o ponto de venda e repõe para o
- 44:54cliente, né. Então, acho que isso é importante.
- 44:57Em algum momento que você vem
- 44:58de um produto que você diz que tem qualidade, por
- 45:01algum motivo você não conseguiu entregar aquilo,
- 45:03você precisa dar um jeito de fazer com que o
- 45:07dinheiro desse cliente tenha valido. Exatamente.
- 45:10Perfeito. Bom,
- 45:21vamos para a nossa última pergunta, que você já me
- 45:23deu gancho para ela mais uma vez, eu estou me
- 45:25contendo aqui, eu estou me coçando. Que
- 45:28é a senossa que eu pergunto para quem não é
- 45:31Messenas, você que está ouvindo já sabe, se você
- 45:33for Messenas, você continua vindo esse papo aqui nosso
- 45:36com o Bruno. Agora, se você não for Messenas,
- 45:39está dando mole, resolve essa parada aí, vira
- 45:41Messenas, entra no após, que aí você passa a ter
- 45:43excesso a todo o conteúdo extra. Bruno,
- 45:45é o seguinte, vamos falar de expansão, você já falou
- 45:48aí que não tem uma estrutura de entrega hoje,
- 45:51de delivery, de logística e tal, mas qual é a
- 45:55expansão, vamos falar da expansão do seu negócio
- 45:57hoje, que a gente já contou do plano de negócios
- 46:00inicial, já falou da fase da Cigana, que agora já
- 46:04tem fábrica própria, agora vou falar da evolução,
- 46:08bares próprios, fábrica maior, franquia, e comercio
- 46:12que hoje está sendo operado pelo Clube do Máutico,
- 46:15explica para a gente aí quais são os próximos
- 46:17passos e onde é que a gente vai parar? Acho
- 46:19que as coisas tem que dar parte cada vez, então a
- 46:23gente começou, fez a dogma, fez o Brewpub, aí o
- 46:26Brewpub deu certo, fizemos a possibilidade da franquia,
- 46:30veio a fábrica, né? Por um momento que a gente
- 46:32está com a fábrica, a nossa ideia é fortalecer a
- 46:36marca, expandir o mercado para além do mercado
- 46:39puramente cervejeiro, então o nosso principal plano
- 46:42hoje é a gente não vai mexer em receio, acho que
- 46:46isso é uma coisa muito importante, porque a
- 46:48qualidade sempre foi o nosso ponto central, mas a
- 46:52gente está mexendo na estrutura da empresa para
- 46:56conseguir ter uma redução de preço na ponta e
- 47:00conseguir expandir o mercado a partir daí, não só da
- 47:02estrutura da empresa, mas na estrutura de catálogo de
- 47:05produto, então ter uma escada do cara que vai
- 47:09sair lá da Pilsen e vai chegar até o ponto máximo
- 47:12das cervejas de linha que seria a Rizomba, e sem
- 47:16abrimão também do nosso DNA, que é fazer cervejas
- 47:19diferentes o tempo todo, então a gente vai reduzir
- 47:23um pouco, provavelmente, esse fluxo de lançamento, a
- 47:25gente tem 380 cervejas, é muita coisa, e vamos
- 47:29trazendo de volta algumas cervejas, continuar lançando
- 47:31alguns produtos, mas ter um foco maior numa linha fixa
- 47:35e que essa linha tenha um preço mais competitivo para
- 47:38que mais pessoas tenham acesso à nossa marca. Esse
- 47:42é o nosso próximo passo, que eu acho que é um
- 47:45passo essencial para que a empresa continue no mercado
- 47:49e consiga crescer. Sensacional.
- 47:52É muito louco a gente perceber essa evolução. Na
- 47:54minha cabeça é quase como se eu tivesse pensando
- 47:56aqui, será que a dogma amadureceu? Quando
- 48:00eu digo amadurecer, não no sentido de ser imaturo e
- 48:03ser ruim, e amadurecer é só o bom, não. Porque
- 48:05a gente pode ter gente que sai do imaturo e vai pro
- 48:07podre direto, passa na paz, não é amadurecimento. Mas
- 48:11é do tipo amadurecer ou do tipo, enquanto eu era muito
- 48:14recente e o mercado estava numa posição, eu lidava e
- 48:18agia da maneira, agora que eu tô focado e visão de
- 48:21outras coisas, eu preciso redirecionar a rota. Nesse
- 48:24sentido que eu falo do amadurecimento, ir
- 48:26construindo, como você disse, cada hora é um
- 48:28passo diferente, né? Esse é o momento? Acho
- 48:32que sim, mas eu acho que talvez seja mais um ajuste
- 48:35de percurso pós -pandemia. Tá.
- 48:38Porque o mercado de serviço artesanal vinha crescendo,
- 48:42acho que a pandemia freiou muito isso, porque ela
- 48:45correu demais a renda da população, principalmente
- 48:48através de inflação, que a gente teve uns períodos
- 48:50inflacionários caóticos, e apesar de hoje os índices
- 48:54de inflação estarem mais controladas, a gente sabe
- 48:57que tem uma expansão monetária muito grande,
- 48:58então a tendência que tem uma corrosão da renda das
- 49:00pessoas a partir disso continue acontecendo, que
- 49:04foi um processo que a pandemia acelerou demais, e
- 49:06acho que isso dificultou que o mercado de serviço
- 49:09artesanal crescesse, continuasse crescendo, talvez
- 49:12na velocidade que ele estava crescendo, e em
- 49:14contrapartida, a oferta de serviço artesanal cresceu
- 49:16diferidamente. A gente pensa no mercado que
- 49:18dobrou de tamanho na demanda, mas na oferta
- 49:21praticamente o explicou por seis. Então,
- 49:27acho que qualquer cervejaria hoje, que queira ter um
- 49:31processo de crescimento contínuo, vai ter que
- 49:33pensar em como expandir o mercado de serviço artesanal
- 49:35também. Perfeito. Então trazer mais gente
- 49:38para tomar esse tipo de cervejo. Então
- 49:41acho que é... Só tem quatro anos que a
- 49:43gente está falando isso. Inclusive
- 49:46nos programas recentes com a Luísa Tolosa, a gente
- 49:48falou exatamente isso, do excesso de oferta com pouca
- 49:51demanda. Caralho! E sem crescer o mercado,
- 49:55sem chegar e falar assim, vim cá e me dá a sua
- 49:57mãozinha aqui. Você que toma a mesma cerveja
- 49:59todo dia. Vamos descobrir essa aqui? Sim.
- 50:01Sim, eu acho que esse é um processo que... Ele
- 50:04vai ter que passar por a gente mostrar para as
- 50:07pessoas que... A cerveja é muito mais do
- 50:09que a Ipa, ou a Reis e Ipa. Porque
- 50:13boa parte do crescimento, eu acredito que foi na...
- 50:16Em cima da Reis e Ipa, né?
- 50:17Eu acho que é um produto
- 50:18muito mais palatável do que uma West Coast Ipa, uma
- 50:20English Ipa, é menos amarga, mais frutada, mais
- 50:22a dos caras e tal. Então cresceu muito nisso, a
- 50:24gente olha para... Sei lá, vai num bar de
- 50:26cerveja, a maior parte da oferta é isso. E
- 50:29hoje eu até compartilhei um meme, estava falando, ah,
- 50:33tudo o que você sente mais... Qual
- 50:35período que você gostaria que voltasse? É,
- 50:37eu acho que os anos 2000 a 2010 sem a Guerra do
- 50:40Ibeu. E aí o Pedro da 10 Café
- 50:45Brista me mandou mensagem, falou, nossa, cervejas que
- 50:48não dava para beber. Eu falei, cara, mas eu acho
- 50:50que eu gostava mais disso do que chegar num bar
- 50:52aqui, tem 500 cervejas e 450 cervejas, tem o mesmo
- 50:55gosto. E muitas vezes é o que
- 50:56acontece. Só estou falando isso, tem uns
- 50:58quatro anos. E vai passar por isso. E
- 51:02aí, assim, você vai ter que ter uma forma de
- 51:05diferenciar e mostrar que a cerveja é mais do que
- 51:09isso, né? Porque a gente sempre criticou
- 51:10muito as grandes cervejarias por simplificar a cerveja
- 51:14como se fosse a Pilsen, não é Pilsen, a América
- 51:17Standard Lager. Só que acabou que o Mercador
- 51:20Tizanau, de certa forma, fez meio que a mesma
- 51:23coisa. E essa é uma coisa que a
- 51:25gente, pelo menos na essência, tentou não fazer.
- 51:28Lógico, a gente, a maior parte do
- 51:29nosso lançamento, é ir para mais, a gente sempre tentou
- 51:31lançar outras coisas, né? Principalmente
- 51:33no Brio Pub, trazer outros tipos de produto. A
- 51:35gente tem uma linha de cervejas inglesa, tem uma
- 51:37linha de lagers hoje que a gente vai fazendo de forma
- 51:40sazonal. Mas quando a gente olha para o
- 51:42próprio mercado norte -americano, assim, ser
- 51:45renovado, acho que não é um ótimo exemplo, assim.
- 51:47Porque ser renovado sempre foi
- 51:48muito focado na PUA. Mas olhando para a Stone,
- 51:51Firestone Walker, New Belgian, Bells, Founders,
- 51:56todas tinham uma linha de cervejas muito distintas, se
- 51:59tinha Port, se tinha Stout, se tinha We Have. E
- 52:02aí, na hora que você olha as cervejarias mais novas,
- 52:05geralmente elas são muito focadas em Rezip, ou
- 52:08Milkshake, IPAs, ou Smooth Sours, e acabam que fazem
- 52:12três estilos e não saem muito mais daquilo ali. Eu
- 52:16acho que isso vai ser um processo que vai ser
- 52:17importante. E é uma coisa que quanto
- 52:19mais gente estiver fazendo, mais fácil vai ser, porque
- 52:22a gente vai ter acesso a mais pessoas tomando coisas
- 52:25diferentes que não sejam IPAs. Então,
- 52:27acho que sim, que é uma coisa que vai ser essencial
- 52:30nessa nova jornada. É total. Eu
- 52:33queria fazer uma pergunta para você, dentro desse
- 52:35lance dos próximos passos e expansão, sobre o modelo de
- 52:38franquia de vocês, envolvendo com a qualidade
- 52:41do produto. Eu acho que é o ponto mais
- 52:43importante aqui da história. Que
- 52:45é, a outra franquia de vocês são os Tasty Rooms,
- 52:47correto? Sim. Se eu for comprar uma
- 52:50franquia, se eu virar um franqueado dogma, eu vou
- 52:52ter que abrir um Tasty Room aqui no Rio de
- 52:54Janeiro. Hoje os quatro Tasty Rooms de
- 52:56vocês são todas franquias, ou não? Vocês
- 52:58são os donos deles e ainda estão expandindo. Não,
- 53:01nós temos duas franquias e dois bares próprios. Tá.
- 53:04E aí, a minha pergunta aqui, Bruno, é a seguinte,
- 53:08se alguém abrir um Tasty Room da dogma na Bahia,
- 53:11como é que vai ser a logística para entregar esse
- 53:14produto fresco, maneiro, os barris lá, com esse cuidado
- 53:19de estar perto da fábrica? Porque
- 53:21eu acho que a primeira vez que estou vendo um modelo
- 53:25de franquia de PDVs, muito ligado à fábrica, totalmente
- 53:29ligado à fábrica, totalmente ligado à produtora, à
- 53:32cervejaria, e eu não estou conseguindo visualizar como
- 53:34vocês vão conseguir manter essa qualidade do produto à
- 53:38distância, que vai atravessar a metade do
- 53:39Brasil. Desde o início da dogma a gente
- 53:42vendeu para o Brasil inteiro, a gente foi
- 53:44desenvolvendo formas de mandar cerveja. Então,
- 53:47hoje a gente manda para Manaus, a gente manda
- 53:49refrigerado de avião. O frate fica mais caro, vai
- 53:51ter um impacto no valor do produto. Para
- 53:53a Bahia, a gente vende bastante na Bahia. Os
- 53:55Invocleiton, lá da vitrine da cerveja, um abraço,
- 53:57vende muito. E a gente manda refrigerado
- 54:01para poder manter a qualidade do produto ali. E
- 54:04eu acho que o transporte tem uma importância. A
- 54:08manutenção da cerveja refrigerada, eu acho que
- 54:10ela, se estiver controlada, ali lá no barracão que
- 54:14está a 60 graus, dá para manter a cerveja até sem
- 54:16refrigeração. Hoje os nossos produtos mantêm
- 54:18refrigerado. Mas para o bar, isso seria
- 54:20tranquilo, porque a gente vai mandar, talvez essa
- 54:22cerveja lá na Bahia, ela puxa um pouco mais caro
- 54:24por causa desse frate, que vai ser mais caro. A
- 54:27gente vai ter que entregar essa margem para esse
- 54:29franqueado. Mas a gente hoje tem a
- 54:31transportadora que manda, muitas vezes a gente usa,
- 54:34às vezes o cara traz algum produto que precisa de
- 54:36reprigeração, às vezes hortfruite, ou coisa do
- 54:39tipo da Bahia para São Paulo. E
- 54:40aí ele tem o caminhão para voltar e a gente acaba
- 54:42usando isso. Interessante. Então tem transportadoras
- 54:47que acabam fazendo isso. Então
- 54:49a gente consegue fazer e garantir a qualidade do
- 54:51produto. Se a gente for abrir um bar
- 54:52fora de São Paulo, a minha maior preocupação seria a
- 54:55comida, não seria cerveja, porque a cerveja a gente
- 54:57sabe mandar. A comida, talvez a gente vai
- 55:00ter que pensar com os nossos fornecedores, como
- 55:03fazia, desenvolver alguma coisa local, mas a gente
- 55:05também já tem isso. Porque como a gente trabalha com
- 55:08coisas congeladas, a gente consegue fazer também. Então
- 55:11acho que esse não é o grande problema. Hoje
- 55:13a expansão da franqueira, o maior desafio é taxa de
- 55:16juros. Porque a nossa franqueira, o
- 55:20investimento não é baixo, porque tem linha de
- 55:22shopping, é um bar, então não é, o investimento é
- 55:26razoável. E com a taxa de juros muito
- 55:28alto acaba que o cara para ter um retorno parado sem
- 55:31fazer nada ele consegue. Então
- 55:33isso acaba... Prefere deixar de boberinha. Isso
- 55:37acaba... Decisão do investidor, né? Quanto
- 55:40estava 2 % de mais gente procurando, com certeza.
- 55:44Exato. Total. Total
- 55:46faz parte. Bom, gente, essa foi a última
- 55:52pergunta para quem não é Messenas. Quem
- 55:55é Messenas vai receber um conteúdo extra, que ele
- 55:58recebe toda semana. E a pergunta que o Bruno vai
- 56:01nos responder logo ali adiante, é se você pudesse
- 56:05voltar no tempo e contar para o Bruno de 2015 algum
- 56:09segredo do futuro, o que você contaria que poderia
- 56:13mudar completamente? Completamente
- 56:16o jogo para a dogma e por quê? Mas
- 56:18calma, calma, que já teve convidado que a gente
- 56:20soltou a pergunta e já queria desandar, responde,
- 56:23respira. Então se você quer ouvir essa
- 56:26resposta e outras tantas de vários outros episódios,
- 56:29basta virar uma Messenas através do site e apoia
- 56:31.se, a barra surra de Lúpulo. Leandro,
- 56:34meu querido, você faça as nossas honras finais, por
- 56:37favor. Bruno, primeiro eu quero te
- 56:38agradecer, muito obrigado por essa aula que você
- 56:42trouxe aqui com o caso dogma, foi muito bom. Eu
- 56:44vi você e eu vi como você trouxe de forma muito clara
- 56:48cada crise, cada vitória, cada glória aí da máfica,
- 56:51da empresa. Muito legal, obrigado, viu. Eu
- 56:53que agradeço pela oportunidade de estar aqui.
- 56:57Eu posso contar, Bruno, eu
- 56:59mandei a mensagem para você que você me respondeu
- 57:01quando eu mandei no Instagram? Pode,
- 57:03pode. Eu mandei a mensagem para o
- 57:05Bruno e falei, pô, Bruno, aí e tal, você estava a
- 57:06falar com a gente no surro e tal, ele estava esperando
- 57:08esse convite. Tipo, porra, eu estava um beijão
- 57:12nesse convite, aí estava aí na espreita. Você
- 57:14sabe, não sabe por que que esse cara não me chama,
- 57:17ele chamou tanta gente, você nem quer me chamar. É
- 57:22legal, porque é a percepção que as pessoas têm da
- 57:25gente do tipo, pô, eu preciso no surro, quero
- 57:27falar uma besteira lá com eles, isso que a gente não
- 57:29fala besteirinha aqui. A gente fala bilhões de
- 57:31outras coisas também. E algumas besteirinhas. Então,
- 57:34muito obrigada, foi um prazer te ouvir,
- 57:37principalmente porque você é uma pessoa muito destruída.
- 57:40Obrigado. Eu e Leandro ficamos
- 57:41fazendo um chat na nossa pauta e eu falei, cara, é
- 57:45liso, véi. Cara, tem respostas pra tudo e
- 57:48eu acho isso maravilhoso, porque as pessoas têm que
- 57:50entender que o surro de Lupo pequeno é grande, ele
- 57:52é uma plataforma pra falar com seu consumidor. Se
- 57:55chega aqui o dono dessa invejaria, que não sabe
- 57:57contar sua história, que não sabe explicar os
- 57:59porquês, que não sabe, cara, tá perdendo uma
- 58:01plataforma, concorda? Um palanquinho, que seja um
- 58:04cachote. Então, foi um prazer, fiquei muito
- 58:06feliz em conhecer mais da Tógama, além do latão de
- 58:0950 reais. Que bom. Obrigado,
- 58:14foi um prazer estar aqui com vocês, né? Bom,
- 58:17se quiserem falar sobre outro assunto, além da
- 58:19história da dogma, estou disponível também. Vamos
- 58:21querer. Medicina e economia, porra. Medicina
- 58:26e economia, porra. Não, não, vamos falar só de
- 58:29cerveja. E vamos encerrar o programa,
- 58:32agradecendo aos nossos messenas que nos ajudam a
- 58:35manter a casa arrumada e muito conteúdo incrível toda
- 58:39semana. Hoje a gente quer agradecer a
- 58:42Natalia Carneiro, a Rosária Pacheco, a Valéria Pinto, a
- 58:46Ana Carolina Patros, ao Douglas Speck e ao Eric
- 58:50Domiciano, quase 100 % feminino em Lude. Quase,
- 58:54quase. Quase, quase, quase, quase.
- 58:56Obrigado, gente. E
- 58:57é isso, Leandro, o que a gente fala no final desse
- 58:59programa? Em terça -manda que vem. Até
- 59:01semana que vem. Beba menos, beba melhor, beba
- 59:11comoderação.