Latest / Surra de Lúpulo / Futuro do uso de leveduras endêmicas do Brasil nas cervejas. Com Gabriela Müller, Luciana Brandão e mediação da Dra. Ana Carolina Carvalho | Encontro Selvagem T2 Ep.004
Transcript
- 0:08Encontros selvagem, fermentando a brasilidade através dos
- 0:13líquidos. Chegando aqui, essa vai ser uma
- 0:27discussão que a gente quer, a contribuição da plateia, do
- 0:30pessoal de casa, a gente vai dar um pouquinho da nossa visão.
- 0:33Mas são vocês que usam as leveduras, são vocês que testam
- 0:38o projeto, né? Então é importante a
- 0:41participação principalmente aí de cervejeiros das cervejeiras,
- 0:44pra gente conseguir. Acho que começar uma discussão,
- 0:48tentar um consenso que não vai existir.
- 0:51Não é esse o objetivo, né, mas a gente ampliar um pouquinho o
- 0:54entendimento sobre o que a gente busca com as leveduras
- 0:57cervejeiras. Bom.
- 0:58Primeiro, eu queria que vocês se apresentassem um pouco, contando
- 1:00um pouquinho quem vocês são, o que vocês fizeram, porque é que
- 1:03vocês estão aqui. Por aí vem.
- 1:05Meu nome é Luciana Luciana Brandão, sou do laboratório de
- 1:08cerveja. É uma empresa que está
- 1:11localizada ali em Nova Lima, próximo de Belo Horizonte, Minas
- 1:15Gerais. A gente produz deveduras
- 1:17líquidas, principalmente para cervejarias da região.
- 1:20Minas Gerais a gente atende mais na região mesmo e para
- 1:23cervejeiros Caseiros, então a gente produz a verdura e também
- 1:26trabalha com controle de qualidade de cerveja, tanto
- 1:29microbiológico quanto fiscoquino, recebendo amostas aí
- 1:33do Brasil inteiro. A gente contribui dessa forma aí
- 1:36para o mercado. Eu sou a Gabriela Muller, sou.
- 1:39Uma das diretoras da leftech tecnologia viva fica lá em
- 1:42Floripa. Também trabalhamos com a
- 1:45produção de leveduras líquidas, principalmente para cervejarias.
- 1:48Trabalhamos com a parte de controle de qualidade também,
- 1:50né? E até foi interessante, quando a
- 1:52gente começou a empresa, lá em 2015, o nosso primeiro produto
- 1:56era um kits para controle de qualidade, e eu fui num Festival
- 1:59Brasileiro da Cerveja, apresentar o produto, e era uma
- 2:02coisa que os cervejeiros não tinham interesse em 2015.
- 2:06Não, minha cerveja não contamina, não tem bactéria, né?
- 2:09Então foi o meu primeiro plano de negócio, não funcionou e aí a
- 2:13gente entendeu que realmente precisava, era um leveduras,
- 2:15então eu entrei nesse e-mail da cerveja porque eu produzia a
- 2:19levedura para fermentação de etanol, combustível, e aí depois
- 2:22eu percebi que a cerveja era muito mais interessante, né?
- 2:25A gente podia beber, podia criar.
- 2:27Então, enveredei para essa parte da cerveja e agora estamos aqui
- 2:31na em busca da levedura brasileira.
- 2:34Então, a gente fez umas perguntas, a gente estava
- 2:36conversando essa semana EE, levantando algumas perguntas que
- 2:39a gente poderia trazer sobre de informações.
- 2:42Mas o mais legal é que vocês também interagissem com a gente.
- 2:45Foi que nem a Gabriela estava falando.
- 2:46Então, fiquem à vontade para levantar a mão, perguntar.
- 2:49Bom, a primeira pergunta. A primeira questão é, aonde a
- 2:52gente encontra essas leveduras? Porque assim a gente sabe que
- 2:56esses micro-organismos vivem em qualquer lugar.
- 2:58Seu sapato na luz? Não, mas, mas no pão, enfim, na
- 3:04parede, na folhinha, na florzinha, na abelhinha, e por
- 3:07aí vai. Mas a gente está pensando,
- 3:09então, em leveduras para fazer cerveja.
- 3:11A gente não está pensando em leveduras para fazer bioetanol,
- 3:15para ser utilizada na indústria de biotecnologia em geral.
- 3:18A gente está pensando em fazer cerveja.
- 3:20Então, onde que a gente vai procurar essas leveduras?
- 3:23Na levich, no laboratório da cerveja, lógico.
- 3:25É, mas na natureza, né? Existem mais de 1500 espécies de
- 3:29leveduras. Muito mais do que isso, né?
- 3:31Esse dado que eu tenho já deve ter.
- 3:34Aí já deve ter um ultrapassado, é que nem.
- 3:36Exoplanetas, 20003-1000. Alguma coisa nesse sentido, nem
- 3:40tudo é sacaromice. Nem tudo é sakomiss.
- 3:42Mas aqui importa pra gente, é aqui.
- 3:43Fermenta é. E a gente gosta de sacarmice
- 3:45porque a gente tá acostumado com ela, né?
- 3:47Exatamente então onde que a gente encontra isso?
- 3:50Em locais que vão ter produtos pra serem fermentados.
- 3:53Então a gente tem que ter carboidratos, né?
- 3:55A gente tem que ter os açúcares, mas a gente também tem que ter
- 3:58proteínas, tem que ter gordurinhas, porque as de
- 4:01verduras todas precisam disso pra crescer, pra multiplicar e
- 4:04pra fermentar. E onde é que a gente tem isso,
- 4:06né? Frutas, bebidas fermentadas,
- 4:10onde mais? É, eu acho que a grande resposta
- 4:13disso é o que a gente está fazendo aqui hoje, então são em
- 4:17fermentações em processos de fermentações tradicionais.
- 4:21De preferência, fermentações, tradicionais de substratos
- 4:25amiláceos, porque, assim, Ah, a cachaça é um local onde a gente
- 4:29pode ter a prospecção de leveduras.
- 4:31É óbvio, imagina o que a fermentação natural, fermentação
- 4:36é com leveduras nativas do Brasil, alambiques, centenários.
- 4:41A gente tem alguma cervejaria centenária que tenha uma
- 4:44fermentação tradicional do Brasil?
- 4:46Não tem, mas ainda não. Mas os alambiques a gente tem.
- 4:50Então, assim. A manipoeira eu acho que ela
- 4:53representa uma das Fontes mais ricas, porque o que que a gente
- 4:56tem um substrato amiláceo com leveduras nativas?
- 5:00Então é isso. Fruta funciona?
- 5:02Funciona, mas há grandes chances de a gente encontrar uma
- 5:06levedura que não vá fermentar. O nosso moço de cervejeiro é.
- 5:09Grande é porque livra uma coisa a fruta, ela tem alguns açúcares
- 5:13mais simples, mais fáceis de serem fermentados e outra por
- 5:18isso. E, além disso, tem uma
- 5:20quantidade enorme de microrganismos ali.
- 5:22Então aquilo que a gente viu no dia zero, putz, vai ser muito
- 5:28maior. E aí, as devedoras do tipo
- 5:31sacaromices muitas vezes não estão presentes nesses lugares.
- 5:33Tem muito açúcar, tem muita competição, ela não tem
- 5:36interesse em ir pra lá, tipo, aqui, eu vou ter que ficar
- 5:38gastando energia para conseguir um grãozinho de açúcar, eu vou
- 5:41para outros lugares. Então uma das coisas que a gente
- 5:44tem que pensar quando vai isolar um organismo da natureza, vai
- 5:47estudar um organismo da natureza primeiro lugar que que você quer
- 5:50que ele faça, experimentar legal, que que você quer que ele
- 5:53fermente, então você vai delineando.
- 5:55Isso é uma caça, né? É um jogo quase e depois você
- 5:58conseguir, fala assim, a gente já sabe que existem alguns
- 6:01gêneros. Pelo menos a gente sabe que acha
- 6:03que se que conhece todos os gêneros de devedura e que que
- 6:06você quer, então eu eu quero uma sacaromicis, o que que ela
- 6:09gosta, o que que ela não gosta, onde eu posso procurar ela, não,
- 6:12eu não quero uma sacaromice eu quero mais tarde eu vou procurar
- 6:17esse organismo, eu vou saber exatamente aonde que é a fonte
- 6:19daquele organiza a fonte natural daquele organismo, então eu vou
- 6:22atrás disso. Tudo fermenta, ou quase tudo
- 6:25fermenta, mas nem tudo que fermenta é o que a gente quer,
- 6:28então a gente precisa delinear algumas coisas que vão levar a
- 6:31gente, a cerveja. É e acho que todo mundo pode e
- 6:35deve. Fazer a busca de novas leveduras
- 6:38não precisa ser só um laboratório, eu posso buscar
- 6:41novas leveduras próximo da minha cervejaria.
- 6:43Se eu tenho uma cervejaria localizada um pouco mais, né,
- 6:46afastada no espaço rural, digamos, no centro de São Paulo,
- 6:49é um pouco mais difícil. Coisas estranhas, né?
- 6:52A gente tem uma microbiota próspera próspera pra fermentar.
- 6:55Essa Carolina eu posso ir buscar a partir de frutas, eu posso
- 6:59buscar, a partir de subtrados amilás, posso buscar, a partir
- 7:03de fermentações, de vinhos naturais, né, aonde eu não tenho
- 7:06a presença do sulfito que eu tenho uma ou pomares.
- 7:09Enfim, o importante é, depois que eu buscar essa levedura, eu
- 7:13testar ela em fermentações com gosto de cerveja.
- 7:17Ou até mesmo adaptar ela para isso, né?
- 7:18Porque a gente consegue fazer isso, é um organismo vivo, então
- 7:21você consegue fazer um processo adaptativo.
- 7:23Lógico, ela tem que ter as ferramentas para poder fazer
- 7:26isso. Não adianta você também querer
- 7:27dar asas para quem não quer voar, então.
- 7:30Mas você pode também treinar aquele organismo, fazer uma.
- 7:33Domesticação desse organismo para ela conseguir melhorar o
- 7:36desempenho dela dentro de uma cervejaria.
- 7:42Aí, a próxima era. Quais seriam as características
- 7:45desejadas ao se buscar leveduras selvagem brasileiras?
- 7:49Experimentar em primeiro lugar. É, eu acho que a grande questão
- 7:53é óbvio fermentar, mosto cervejeiro, então ter um limite
- 7:57de atenuação. Ah, existe um limite?
- 8:00Não depende do que você quiser fazer apso, fazer uma me IPA com
- 8:04uma levedura brasileira. Posso?
- 8:06Posso buscar uma levedura que fermento 6065 por cento.
- 8:09Posso fazer uma sazón com levedura brasileira.
- 8:12Posso. Vou buscar uma levedura que
- 8:14atenue 9095 por cento do meu mosto e, principalmente, o
- 8:18sensorial, que eu acho que esse é o grande desafio da gente,
- 8:23encontrar leveduras brasileiras. Porque eu vejo que o sonho do
- 8:27cervejeiro é ter uma levedura brasileira neutra.
- 8:32Gente, vamos acordar, não é assim.
- 8:34Então assim, a gente, muitas vezes a gente.
- 8:36Quer uteruar brasileiro com uma levedura neutra.
- 8:40Tá, e o que que isto vai influenciar?
- 8:42Mas eu quero fazer uma lager com levedura brasileira.
- 8:46Lá é lá. É, será que esse é o caminho?
- 8:49Então a gente tem que entender o perfil sensorial.
- 8:51A gente tem que entender que o Brasil é um país tropical e
- 8:55quente e uma coisa que a gente já sabe, as leveduras, que são
- 8:58isoladas em locais com temperaturas médias de 20, 22°,
- 9:04são leveduras que vão produzir sabores, sabores complexos,
- 9:08ésteres frutados, cítricos, muitas vezes compostos
- 9:12fenólicos. Pode ser cravo, pode ser
- 9:14especiarias, pode ser bandeide, pode ser o defumado.
- 9:18E álcool superior, né? Então assim, toda esse essa
- 9:21questão sensorial, então, assim eu vejo que o Brasil a gente tem
- 9:24uma dificuldade climática para tentar isolar leveduras mais
- 9:28neutras. É, vale lembrar assim que esses
- 9:31organismos eles vivem na natureza, então eles estão em
- 9:33competição com outros e todos esses testeres que a gente acha
- 9:36legal ou não legal é uma resposta à àquele meio ambiente,
- 9:40então é natural que ela vá produzir ésteres.
- 9:43É natural que ela vai. Trazer.
- 9:45Exatamente por competição, ela produz aquilo porque, de alguma
- 9:49maneira, ela acaba inibindo algum outro organismo de crescer
- 9:53ali. Então, é natural se você, se
- 9:55você está pensando num organismo selvagem, é natural que ele vá
- 9:58produzir tudo aquilo, porque ele se adapta à natureza.
- 10:01Ele não é um organismo que você pega ali na geladeira, põe pra
- 10:03crescer açúcar, água, mocinho. Toda levedura produz estresse,
- 10:08né? Faz parte do metabolismo.
- 10:09E é lógico que a temperatura ela influencia muito aí nessa
- 10:14percepção sensorial. Dos ésteres que foram produzidos
- 10:17a Star Brasil, por exemplo, é uma levedura que produz ésteres,
- 10:21mas ela não produz ésteres da forma como a gente percebe na
- 10:26sacanomys. Então a gente teve cervejas, a
- 10:29gente vou falar na palestra, a gente teve cervejas que foram
- 10:32produzidas com a Star Brasil. Que tem aquela característica
- 10:35mais esterificada, mais frutada, mas alguns cervejeiros fizeram
- 10:40cervejas mais neutras com a levedura.
- 10:43Ou seja, o. Entendeu?
- 10:44O meio onde ela estava? E ela, mas ela é completamente
- 10:47tropical. Ela pode fermentar, inclusive,
- 10:49em temperaturas de 25, 26° e perguntar se pode fermentar ela
- 10:5430°, como uma que vai, que eu não fiz o teste, mas tá
- 10:58disponível aí pra quem quiser testar, talvez fique ruim, vale,
- 11:01vale a pena? É, talvez os ésteres vão embora
- 11:04também. A gente não sente, mas é isso,
- 11:06acho que a gente tem uma. Diversidade muito grande de
- 11:09leveduras que a gente pode isolar e testar e testar, porque
- 11:13muitas vezes a levedura não teve contato com o ambiente
- 11:17fermentativo como o da cerveja. Com a maltose, como foi o caso
- 11:22da Star Brasil, né? Ela nunca teve acesso à maltose.
- 11:27Só que a gente colocou a levedura para fermentar maltose
- 11:30e descobriu que ela fermentava. Então foi assim que despertou,
- 11:34né? Então, assim, a gente tem uma
- 11:36biodiversidade. Essa é uma pergunta que a gente
- 11:38tinha, será que nessa imensidão, nessa biodiversidade nossa, a
- 11:43gente não vai ter uma única levedura que possa fermentar as
- 11:47nossas cervejas que estão aqui, que seja originalmente
- 11:50brasileiras, isoladas. De flores das nossas frutas.
- 11:54De abelhas, de abelhas, insetos polinizadores.
- 11:58Do mel do pólen, né? Com certeza tem.
- 12:01A gente está aí para mostrar que tem.
- 12:08Olá, sobre algumas coisas. Você estava falando da levedura
- 12:12brasileira e o que que as pessoas estão procurando?
- 12:15Vou lá, primeiro a minha opinião, depois eu quero ouvir a
- 12:17de vocês, né? Eu acho que o que é legal dessas
- 12:20explorações seja no projeto manipoeira, ou seja, de você
- 12:23pegar levedura XYZ daqui ou de outro lugar, a gente testar e a
- 12:29gente simplesmente está aberto a ver o que que acontece, né, do
- 12:32que a gente talvez está procurando uma determinada coisa
- 12:36porquê, porque de qualquer forma é igual igual você falou, você
- 12:39fala Ah, eu vou pegar uma levedura brasileira para fazer
- 12:42uma. Ceson, mas você já falando vou
- 12:47fazer uma ceson, você já se fechou numa caixa que ceson está
- 12:51na atenuação de XA tal, vai ter o fenólico, vai ter isso, vai
- 12:54ter aquilo, né? Só que ela se limitando na
- 12:57verdade e pensando em enterrar pensando numa identidade sua,
- 13:01você já tá pensando aqui a minha identidade de sezon vai ser
- 13:05alguma coisa igual eles fazem na Bélgica lá, mas talvez um
- 13:09pouquinho diferente. E agora em relação à levedura
- 13:11neutrane. Se ela é neutra, ou seja, não o
- 13:15neutro, eu imagino que querem dizer que é com pouco caráter de
- 13:19fermentação, pouco éter, pouco pouco.
- 13:23Tudo, né? Que que destaque mais o
- 13:25ingrediente usado do que a fermentação?
- 13:27Até aí. E daí?
- 13:29Se você isolou, o que que você acha sobre isso?
- 13:32Se se ela é neutra? E daí se ela veio aqui do
- 13:36Brasil, se ela é de outro lugar, se ela não imprime nenhum
- 13:39caráter, se você o seu objetivo é que ela não imprima caráter no
- 13:42seu produto final, que vai chegar no seu consumidor.
- 13:45O que importa a origem dela? Então isso é uma questão bem
- 13:48importante. Mas é o sonho.
- 13:50É o desejo das pessoas fazerem uma IPA com levedura brasileira.
- 13:53Não. Gente IPA tem que ser com lúpulo
- 13:55brasileiro. Então é, é essa é a ideia,
- 13:58entendeu? É.
- 13:58Cada cerveja ela tem que ter pra ter a identidade brasileira.
- 14:03A gente pode explorar cada ingrediente, talvez separado,
- 14:06então a hiper explorar o lúpulo. Eu não preciso usar uma levedura
- 14:09brasileira que seja neutra. Vez fazer uma Brasília unipa
- 14:14IPA, porque Oo meu foco vai ser no lúpulo que vai ser
- 14:18brasileiro. E sobre a questão do do se
- 14:21fechar, no que a gente quer? Basicamente a gente tem os
- 14:24testes, né? Capacidade de atenuação,
- 14:26floculação e o perfil sensorial no rosto neutro, esses são os
- 14:30primórdios do que a gente faz. Peguei uma levedura, vou testar
- 14:34como ela funciona numa cerveja. Primeiro, eu testo, floculação,
- 14:37testo atenuação e faço um perfil sensorial no malte ilsen, base
- 14:42pilsen, só e aí eu eu, ela me indica, o que é que ela vai.
- 14:45Produzir ou não? Baixíssimo lucro.
- 14:47É, você vai a primeira, a primeira testes eu eu faço até
- 14:50100. Euros é uso 6 IBU, no máximo
- 14:53assim né? Só aí a levedura vai se
- 14:55expressar. A partir dali eu vou te mostrar,
- 14:59ó, eu tenho essas 10 leveduras com esses 10 perfis sensoriais,
- 15:03com essas diferenças de atenuação e flaculação.
- 15:05E você vai escolher o que você vai fazer.
- 15:08Ah, eu tenho uma receita que essa levedura vai contribuir,
- 15:12porque eu preciso de um corpo mais baixo e um final seco.
- 15:17Contar o percentual de ésteres. E aí eu vou aumentar a
- 15:20complexidade da minha receita usando grãos que vão propiciar
- 15:23aumentar, sei lá, a produção de algum fenólico ou uma
- 15:26temperatura que vai aumentar a produção de ésteres ou vou
- 15:29tentar uma temperatura mais neutra.
- 15:31E aí a gente vê que o número de testes que a gente precisa fazer
- 15:35para conseguir, né, caracterizar uma levedura é gigantesco,
- 15:39porque eu tenho que fermentar de 10 a 30°, eu tenho que usar uma
- 15:43taxa de inócuo mínima, até uma taxa deinóculo máxima, porque
- 15:47tudo isto vai influenciar fora os grãos, os os ingrediente dos
- 15:53outros insumos que a gente coloca, né?
- 15:55Então, esse momento aqui é pra justamente a gente mostrar que
- 15:59as leveduras existem e que a gente precisa de mais dos
- 16:04cervejeiros. E o desenvolvimento ele vai ser
- 16:07muito mais rápido se a gente conseguir trabalhar juntos,
- 16:10porque não adianta a gente testar em um só em laboratório,
- 16:13é o que a gente acabou de falar na palestra anterior, uma coisa
- 16:16ela tá ali no laboratório guardadinha nas condições.
- 16:19Outra coisa, ela tá no teu mosto, com os grãos que tu usa
- 16:23no mosto dele, na outra cervejaria que aí resolveu fazer
- 16:271000 l vamos ver como é que fica.
- 16:29Então essa interação é justamente pra que a gente
- 16:32consiga um desenvolvimento mais rápido se vocês acreditarem.
- 16:36A levedura brasileira se a levedura brasileira for
- 16:40realmente alguma coisa que vai impactar no negócio de vocês, ou
- 16:43vocês realmente eu vou, vamos vestir essa Bandeira e vamos,
- 16:46vamos ver o que que acontece utilizando leveduras
- 16:49brasileiras. E aí, olhando pra levedura e
- 16:53vendo o que ela vai entregar e aí é legal isso que tu falou não
- 16:57está realmente fechado na caixa, a gente precisa pegar os dados
- 17:00básicos da levedura e eu vou entender o que é que ela pode me
- 17:03entregar para desenhar uma receita.
- 17:05É, há muitas vezes, a levedura que a gente chama de selvagem
- 17:08endêmica, o que seja, ela vai ter outras características
- 17:11diferentes. Então não adianta você pegar uma
- 17:13levedura, essa levedura selvagem querer que ela faça uma IPA, uma
- 17:17láger, enfim, por aí vai. É, você precisa entender também
- 17:20aquela levedura, que o que que ela é capaz, então, não é porque
- 17:24você isolou, porque tem muito disso.
- 17:26Pô, você desolou uma levedura lá do.
- 17:29Sei lá de uma Palmeira de não sei aonde vou fazer uma IPA com
- 17:34ela. É você, tem que conhecer você.
- 17:35Tem que conhecer aquele Oriente clube, aquele organismo não vai
- 17:37ter a capacidade. Fazer isso?
- 17:39Consegue fazer até para você entender qual bom ela se
- 17:42enquadra nesses estilos aqui. Mas também nada te impede de
- 17:46querer fazer. Eu vou porque eu quero fazer uma
- 17:48IPA assim com essa levedura brasileira aqui que produz.
- 17:51Essa eu vou te falar, eu fiz uma as uma sessions IPA com a Star
- 17:55Brasília ficou frutada. Mas.
- 17:59Ficou legal? Foi diferente, eu não estou.
- 18:00Brasília você pode ir do estilo, né, porque?
- 18:03Cara, mas aí é com esse bom. Tipo, frutado.
- 18:05O mote de biotransformação. Por que que a gente não pode
- 18:07usar uma levedura frutada para uma IPA?
- 18:10Ué, pode. É, você pode?
- 18:12Porque não é refém, por que? Que a gente não cria um outro
- 18:13estilo? Mas assim, eu agora, pensando No
- 18:16No caso da eu não sei se sabe disso, eu sei se vocês conhecem,
- 18:20mas, por exemplo, a levedura favorita, provavelmente do mundo
- 18:25da cerveja artesanal. AA, Chico, AOS 05 que é.
- 18:29Ela não é hiper neutra, porque é, mas ela é relativamente
- 18:33neutra, né? Eu acho, e.
- 18:35Super domesticada. É sendo 11 levedura, acho que
- 18:38talvez mais recente do que as super antigas da de lagar da que
- 18:44também não é tão antiga assim, mas você sabe o trajeto dela do
- 18:48do mundo selvagem até chegar aqui?
- 18:51Na s 05. É não.
- 18:53A gente só conhece o da 34 e 70 né, da das lagers,
- 18:57principalmente né? É e aí.
- 18:59Mas eu acho que isso. Não é não, mas é, a gente
- 19:01conhece. Né?
- 19:02A gente conhece o processo evolutivo.
- 19:05Recentemente das lagers, mas assim, mas não quer dizer que
- 19:08aquela lager que você utiliza ali, quanto tempo Ela Foi
- 19:11domesticada, quanto tem. Assim você não consegue
- 19:14traquear, entendeu pelo? Menos o que a gente sabe de
- 19:16domesticação de levedura que a gente estava conversando, né?
- 19:19As devedoras por aí. No que período que era aqui, né?
- 19:25Então, surgiu naquele momento, quando as as frutas começaram a
- 19:30surgir No No mundo, e aí as leveduras conviviam junto com as
- 19:36bactérias naquele momento. E, para elas, as bactérias
- 19:40sempre multiplicavam muito mais rápido que as leveduras.
- 19:43E, para elas conseguirem sobreviver naquele ambiente e
- 19:46multiplicar, elas tinham que ter algum plus, alguma coisa a mais.
- 19:51E aí algumas leveduras mutantes naquela época, naquela época.
- 19:55Bem, né? Elas começaram a produzir álcool
- 19:59e o álcool eliminava as bactérias naquele ambiente.
- 20:02Então elas começaram a ficar muito bem adaptadas a essas
- 20:05condições, com grandes concentrações de açúcar e no.
- 20:09Ao no período, né? Que foi sendo fazendo as
- 20:12fermentações também abertas, quando se começou a descobrir
- 20:16como fazer cerveja, o reaproveitamento daquela espuma,
- 20:21e para fazer uma próximo lote, era aquilo que fazia com que
- 20:25você pegasse as leveduras mais adaptadas sem saber.
- 20:29O homem fez isso, né? Mais adaptadas àquela
- 20:32fermentação que você estava fazendo para fazer uma próxima
- 20:35que ficasse tão boa quanto aquela.
- 20:37E, dessa forma, você foi domesticando.
- 20:40Isso milhares e milhares de então.
- 20:41Assim, a sacaromis cereviste como um todo.
- 20:44Não tô falando de linhagens específicas igual você tá
- 20:47falando aí da tiko. Elas tiveram mais ou menos.
- 20:49Esse mesmo processo em determinado cervejaria foi-se
- 20:53fazendo essa reutilização. Da levedura, então essa
- 20:58reutilização, você selecionava os microrganismos que estavam
- 21:03mais aptos ali a fazer a cerveja que você estava gostando.
- 21:07É, e que você estava. Ficou ruim.
- 21:09Ele entra, jogou fora, é o cara. O cara abriu a torneirinha ali,
- 21:12jogou fora. E a gente sabe que a levedura,
- 21:14hoje que dizem, sabia. Mas a gente pode domesticar, mas
- 21:17tem que entender que a domesticação em laboratório,
- 21:20hoje ela é mais rápida porque a gente está falando de
- 21:22fermentações de 7000 anos, e a gente conhece a levedura a 180
- 21:25anos, então. Por enquanto, era tudo mágica.
- 21:28Uns 1000 anos ali do pessoal fazendo essa domesticação.
- 21:32Sim, é possível. Primeiro, a gente tem que ter a
- 21:35levedura que se esteja adaptada e que seja robusta para
- 21:39fermentar a cerveja. E depois a gente pode fazer uma
- 21:42domesticação dirigida em laboratório, buscando um perfil
- 21:45mais neutro, porque uma das grandes características de
- 21:49domesticação de levedura é a eliminação do gene.
- 21:54É o silenciamento daqueles genes que produzem esses off, esses
- 21:58compostos fenólicos fenólicos. Essa é a grande marca da
- 22:00domesticação. Então Eu Acredito que é possível
- 22:03domesticar as leveduras tanto para elas mudarem o perfil
- 22:06sensorial, aumentar a tolerância ao álcool.
- 22:08Aumentar processos de floculação, enfim, várias
- 22:12coisas. E aí eu queria, agora, provocar
- 22:14vocês. Ele tem uma pergunta.
- 22:16Tá, depois, eu provoco. Pode provocar também.
- 22:19Bom dia pessoal, tudo bom? Sou John, da cervejaria Juan
- 22:22caloto. Quando vocês falaram bastante
- 22:24sobre o perfil que o cervejeiro procura de IPAs, eu discordei um
- 22:28tanto assim, na realidade, quando fala que quer procurar
- 22:30uma levedura brasileira, justamente o que ele acabou
- 22:33comentando. Eu quero com terroar, eu quero,
- 22:35com expressão ali. E a gente fala muito das da
- 22:38devedora neutra, o S05, que seria a base de IPAs, mas IPAs,
- 22:42que fizeram grande sucesso e foram a grande onda.
- 22:45São as Joice, que têm uma expressão da devedora junto com
- 22:48o lúpulo, né? Então, se você tem o lúpulo
- 22:51brasileiro que a gente tem uma experiência recente de ter usado
- 22:53muito boa, e. Junto com uma levedura nacional
- 22:56que ela tem algum tipo de interação com essas moléculas do
- 23:00lúpulo, os tios ou outros biotransformações é muito
- 23:03interessante pra gente. Então não fiquem com essa imagem
- 23:06do cervejeiro. A gente quer fazer coisas
- 23:07diferentes. E aí agora eu vou tu vou
- 23:09aproveitar o teu gancho pra fazer a provocação, vou.
- 23:12Que que vocês esperam da levedura brasileira?
- 23:15Ele já falou. Eu tenho uma resposta muito
- 23:17Clara que é a minha única preocupação.
- 23:19Resistência dela à sanitização se a gente tem uma levedura
- 23:23muito resistente à sanitização, eu tenho receio de ter começar
- 23:26ela contaminar outras cervejas em geral.
- 23:29Eu não quero passar por. Isso que não sejam esporuladas
- 23:32leveduras que sejam aptas para o processo industrial.
- 23:35De resto, eu só quero novidade, então.
- 23:38É ser no teu caso, eu quero. Eu quero levar o leveduras que
- 23:41expressem um perfil sensorial. Frutado.
- 23:43Alguém. Tem alguma ideia sobre isso do
- 23:46vocês já pararam para pensar? O que que eu quero de uma
- 23:48levedura? Não necessariamente frutado,
- 23:50pode ser condimentado, pode ser. Legal, porque é exatamente essa,
- 23:55a ideia é abrir o leque para todas as opções.
- 23:57Porque se chegar numas levedura que faz exatamente a mesma coisa
- 23:59que a Joice galera já tem um devedor de juice, não precisam?
- 24:02Exato. Eu não preciso de uma neutra.
- 24:03Já tem o esse 05 sendo. Que é uma brasileira que vai
- 24:05fazer a mesma coisa que a inglesa faz.
- 24:21E aí agora acho que a gente pode andar um pouquinho na nossa mesa
- 24:24aqui a próxima pergunta da nossa moderadora, que.
- 24:26Da moderadora que É Ela. Que eu tenho?
- 24:28Vamos fazer uma pergunta da plateia e mais comentários de do
- 24:32pessoal de casa, pode ser, Bora? Bom dia, tudo bem?
- 24:35A pergunta é sobre esse onde encontrar, né?
- 24:39Porque, pensando na abrangência de você procurar tanto neutra
- 24:43pra quem que é neutro ou condimentado, disputado que
- 24:46seja, eu penso assim, claro, você não vai chegar e pensar num
- 24:50lugar com fauna e flora, abrangência não vai chegar na
- 24:53Amazônia ir lá e tentar, né? Impossível, mas pensando em
- 24:58cervejarias que tenham, por exemplo, APP perto, não tem como
- 25:02fazer alguma parceria, alguma coisa pra tentar isolar de
- 25:06alguma maneira. Colocar tanto mosto, com
- 25:09açúcares mais simples e complexos, pra ver a adaptação
- 25:13da levedura é não sei se é uma opção.
- 25:16Eu não entendi, o que que você disse que tem?
- 25:17O que APP perto? É, tem alguma área de mata,
- 25:20alguma coisa assim? É super.
- 25:21Com área de proteção. Impossível na Amazônia,
- 25:23selecionar também. A gente já tem leveduras
- 25:25selecionadas na Amazônia que trazem o perfil sensorial.
- 25:29Então, sim, aonde a gente tiver natureza perto, é possível
- 25:33selecionar leveduras. Revoltando nessa questão da
- 25:37neutralidade. Brasil, a gente não pode ser
- 25:40neutro, não. A gente tem que o negócio aqui é
- 25:42tropical, a gente quer. Mas se pensar, né?
- 25:45A pastorianos é um híbrido. Então vai ter que ir para ser
- 25:49neutra. E é um híbrido entre sacaromis
- 25:52cerevis e uma levedura que era de ambiente temperado EEA.
- 25:56Temperatura, ela tem muita influência aí na produção desses
- 26:00compostos, então vai ser assim. IA ser uma achado, né?
- 26:03Uma verdura não seria eu não, acho que seria inclusive
- 26:07sacaromices. É, e assim é como a manipoeira,
- 26:10aqui é a pontinha do iceberg. A gente está começando uma
- 26:13discussão que ela não existia. Hoje a gente tem leveduras
- 26:16brasileiras disponível. O laboratório da cerveja tem
- 26:19levedura brasileira, levitech, tem levedura brasileira,
- 26:22brettanomys e sacaromis e um outro gênero.
- 26:24E aí então eu convido vocês também a participarem das nossas
- 26:27palestras, que vocês vão conhecer um pouquinho mais cada
- 26:31tipo. De levedura brasileira hoje
- 26:33disponível para vocês, o Diego, né?
- 26:35É o terror manezinho, né? Então ele também, depois que a
- 26:39gente conseguiu isolar o massacaromices de Santa Catarina
- 26:42de Florianópolis, ele trocou a levedura base dele para ter um
- 26:46terrois 100%. Local.
- 26:48Então, assim, assistam as nossas palestras, porque a gente vai
- 26:51mostrar para vocês o que a gente tem e buscar uma cooperação para
- 26:55que realmente a gente consiga, junto com os cervejeiros,
- 27:00explorar novos sabores, novas receitas.
- 27:04E assim, ó, estimular as universidades, os institutos
- 27:07federais, que a gente também precisa de pesquisa aplicada
- 27:11voltada para a cerveja. Não adianta nada a gente fazer
- 27:14isso, né? Do que a gente faz se a
- 27:16cervejaria não estiver disposta? A Valo, vou usar não, depois vai
- 27:20contaminar todos os meus tanques, essa coisa toda.
- 27:23E também, gente, tem uma pontinha muito importante, que
- 27:26são os consumidores. O seu consumidor da sua
- 27:28cervejaria não estiver disposto, você não vai fazer cerveja com
- 27:32isso, vai depender do nicho, né? Vai depender do nicho, então são
- 27:35algumas cervejarias realmente específicas que vão ter mais
- 27:38interesse nisso, mas popularizando a coisa eu acho
- 27:41que né, mesmo que seja uma sacanomice cerevize, dá pra todo
- 27:45mundo usála tá aqui, você não precisa trazer de fora pra
- 27:48poder. Eu não posso deixar de comentar.
- 27:51Que manhã linda só de mulheres nesse palco e a participação das
- 27:56mulheres também em casa tá bem expressiva, especialmente
- 28:01falando de leveduras. A Paola Maciel, que já trabalhou
- 28:04com a Gabi, também tá fazendo perguntas aqui, falando de
- 28:08locais onde a gente pode isolar alguns microrganismos e a
- 28:13anastasse está perguntando se eu for isolar uma levedura ou
- 28:18alguma não sacaromices que seja de uma.
- 28:22Fruta e isolar ela de outra fruta completamente diferente.
- 28:25Isso expressa um extra diferente nela, como é que funciona?
- 28:29A mesma espécie. Isso mesmo, a mesma espécie
- 28:31poderia expressar coisas diferentes.
- 28:33É só ver essa caromice, você tem uma gama de sacaromicis hoje em
- 28:36dia no mercado, e elas é a é a mesma espécie, mas as linhagens
- 28:39são diferentes e elas vão expressar coisas diferentes.
- 28:42Então sim, agora, pensando No No meio selvagem, você pode ter a
- 28:44mesma espécie e ela expressar diferentes características,
- 28:48porque ela está naquele meio ambiente.
- 28:50Pensa a massacaronices que vive numa frutinha fácil, ou uma
- 28:54sacramices que vive num tronco. É mais difícil viver no tronco,
- 28:57ela vai precisar de outras ferramentas para conseguir viver
- 29:00ali, consumir aquele açúcar que vive ali, uma sacaronices que
- 29:03vive num deserto ou. Ulisses, que vive numa vinícola,
- 29:08é bem diferente, é? Composição, o substrato importa,
- 29:11você faz. Você utiliza a mesma linhagem de
- 29:14levedura para fazer cervejas diferentes.
- 29:17AA quantidade de carbonos, nitrogênio, tudo que está ali
- 29:21influencia, OPH, influencia, a pressão influencia.
- 29:24Então ela vai influenciar no metabolismo da levedura para
- 29:27produzir diferentes compostos. Até porque provavelmente serão 2
- 29:30indivíduos diferentes, né? Exato, porque eu gosto de pensar
- 29:33as leveduras como indivíduos. É a mesma coisa.
- 29:36Nós 3. Somos homo sapiens sapiens
- 29:39sapiens, né? Mas nós somos 3 indivíduos
- 29:41diferentes. Uma nasceu cabelo.
- 29:43Azul. Né?
- 29:44É e é exatamente a mesma coisa. Então cada levedura é um
- 29:48indivíduo e tem a sua personalidade, que é expressada
- 29:53em termos de sabor e aroma, né? Então, quais seriam os ambientes
- 29:57mais propícios pra gente buscar leveduras novas?
- 30:00A luta usando esta amarela de floor, né?
- 30:05E é associado à abelha. Isso vale lembrar da abelha,
- 30:08essa levedura AA esterrela. Ela é.
- 30:11Ela é conhecida como uma levedura que você aí encontra
- 30:14facilmente a abelha. Eu já isolei muita levedura de
- 30:16abelha e estar amarela. Vem assim de Monte.
- 30:19É? A outra pergunta que eu acho que
- 30:22é mais ou menos que a gente estava falando, vocês acham que
- 30:24a gente teria 11? Característica própria
- 30:27brasileira, um terroir próprio. Cara, se tiver um terroir é que
- 30:30nem a Lu falou, é o tropical porque e eu acho que na
- 30:34manipoeira a gente aprendeu uma coisa agora na palestra e foi
- 30:38sensacional, que ela é muito regionalizada, então a gente vai
- 30:42pensar no Brasil tendo tantas diferenças sensoriais entre AA
- 30:47manipoeira de cada região. Então a gente tem que pensar, é
- 30:50um terro. A brasileiro tem que ser uma
- 30:52coisa em comum para todos os locais.
- 30:55E o que que vai ser? Então?
- 30:56Assim, temos essa resposta, óbvio.
- 30:59Que não começamos ontem? Então, a gente precisa de um
- 31:02tempo, ainda de experimentação, para tentar definir o que que é
- 31:06um terror brasileiro. Não.
- 31:07E o terror brasileiro vai lembrar que é o Brasil é um país
- 31:10continental, você tem vários biomas, várias estruturas.
- 31:14Uma coisa em comum pode ser, e é o que a gente talvez tenha que
- 31:17entender, que essa coisa em comum vai ser o terror
- 31:20brasileiro. E ele pode vim dos grãos, ele
- 31:23pode vim do lúpulo, e ele pode vir, sim, da levedura também.
- 31:26A gente não precisa dizer assim. Ai nós temos um terro a
- 31:29brasileiro. Ele tem que ser só isso, porque
- 31:31a gente é muito grande, é muitas variáveis.
- 31:33A discussão que a gente estava no grupo, né?
- 31:35Se realmente a se a levedura poderia fazer parte desse
- 31:38terror, acho que terror é uma discussão tão grande, né, gente,
- 31:41que não dá pra gente ficar discutindo muita coisa aqui não.
- 31:44Quer mudar esse nome terror? Cultura até culturalmente, né?
- 31:48Influencia assim e será que a levedura tal?
- 31:51Acho que não sei se a Gabi ela concordou, falar, Ah, não, acho
- 31:54que é mais lúpulo e mal, tipo assim.
- 31:55Mas a levedura. Ela é produto do meio, é a
- 31:58temperatura. Então é clima, é solo, é tudo
- 32:02que tá ali. Ah, eu acho que a devedura tem a
- 32:04ver a gente. Ficou nessa discussão?
- 32:08Vocês acham que microrganismo vai influenciar aí no enterroar?
- 32:13Quem acha levanta a mão. Eu acho mais ou menos, mas eu
- 32:18acho que a gente precisa encontrar alguma coisa que seja
- 32:22única do Brasil e seja em comum de todos os locais, né?
- 32:27Pra gente ter essa um terror brasileiro.
- 32:30Ou OK, podemos ter essa região regionalizar regional, né?
- 32:33Que aí a gente entra no que já existe das microbiotas
- 32:37individuais que nem o queijo da canassa.
- 32:40Exato. E assim isso também é um terror
- 32:42a. Pois é, o queijo não tem o
- 32:44terror. E é brasileiro também, de uma
- 32:46certa forma, né? Só tem no Brasil.
- 32:49Só que naquela micro região, isso pode funcionar também como
- 32:53um terroir brasileiro, sim. É uma coisa que eu acho em
- 32:57relação ao terror. Assim é, é meio ridículo a gente
- 33:00falar de terror do Brasil ou do mesmo, porque se você vai para o
- 33:04mundo do vinho, você tem a vinha que cresce na encosta, a que
- 33:09pega o Sol aqui é um vinho e que dá, e do lado eu não vejo na
- 33:12mesma cidade, na mesma pessoa, cortando, é só que essa que está
- 33:16aqui ou aquela ali do está no baixo do vale, o outro está no
- 33:19alto, pega vento, isso é é difícil, mas sem sem dúvida a
- 33:24levedura faz parte disso, inclusive a levedura que vai
- 33:26estar naquela uva, usando esse exemplo, ela vai.
- 33:29Funcionar de um jeito diferente, porque aquela ela gosta mais de
- 33:32vento e a outra gosta mais de sol, et cetera.
- 33:34A questão é, eu imagino, eu sou 11.
- 33:38Coisa que a gente fala, né, de ter um caráter, e basicamente
- 33:42que eu faço na cervejaria também é é isso, tentar encontrar uma
- 33:46identidade minha, né? E tentar criar.
- 33:48Uma coisa questão é que eu acho que o terror, ou a escola, ou
- 33:52que seja brasileira, a gente pode até buscar alguma coisa,
- 33:56nós individualmente, como produtores, mas a gente.
- 33:59Tem que pensar que ela vai surgir.
- 34:01Vai vai ser observada de um observador distante, sabe?
- 34:05A gente aqui está no meio do caos e cada um fazendo sua
- 34:08coisa. E acho que ao longo do tempo,
- 34:09acho que é isso exatamente, não? É de um.
- 34:12Dia, uma evolução não pode ser uma coisa do como que chama?
- 34:16Não sei, em expressão em português, está é, não é top de
- 34:18arma, quer dizer, é, é, você não é de baixo para cima, disse.
- 34:21É uma, é uma, é uma vai ser assim, daqui a uns anos, a gente
- 34:24fazendo a maneira poeira, fazer, fazendo fermentações selvagens,
- 34:27fazendo, fazendo fermentações convencionais, vendo o que que o
- 34:30como, que o mercado reage ao produto x, ao produto YO que que
- 34:33acaba vendendo mais, o que que acabam produzindo mais.
- 34:36E aí você de fora vai conseguir dizer, né?
- 34:39Acho difícil a gente falar, ou. Oo terror brasileiro é tropical?
- 34:43Eu não sei. Ué.
- 34:44Não sei se é se é tropical ou se é frutado ou se é neutro ou se
- 34:48ou o que que era. Exista um terroar brasileiro.
- 34:52É. Mas talvez a gente tenha uma
- 34:53observação geral, como na Alemanha, apesar de ter um Monte
- 34:57de tipo de cerveja, você tem certas características que
- 35:00regionais são globais, como a escola.
- 35:03Na Bélgica tem outro, na Bélgica ainda tem mais variação, né?
- 35:06Tem. Pra mim não tem nada a ver uma
- 35:09coisa com outra, né? São 22 coisas diferentes, mas eu
- 35:12acho que é isso que a gente tem, que talvez a gente ainda tenha
- 35:15que levar isto tão a Sério. EE sentir tanto peso que a gente
- 35:19precisa encontrar logo a nossa identidade né?
- 35:22Ficar nessa busca, sabia? É uma vai ser uma descoberta.
- 35:25Não, e eu acho que ao longo do tempo, talvez não seja nenhuma
- 35:28descoberta, seja simplesmente. E acho que uma das coisas.
- 35:33Que é uma consequência de. Tudo interessante vai ver se vai
- 35:36aparecer algo padrão, que padrão que vai aparecer daqui alguns
- 35:39anos. Sim, que que a gente vai
- 35:40escolher? EE assim, fazer só pra dar um
- 35:43gancho e até na mesa. Na próxima pergunta ele, ele tem
- 35:45uma pergunta, mas eu só quero dar o gancho pra pra pro próximo
- 35:48comentário, é? A gente começou a trabalhar com
- 35:50não convencionais, ou seja, não sacar o missis há muito pouco
- 35:54tempo. São poucas cervejarias no mundo
- 35:56que trabalham com organismos não convencionais, organismos não
- 35:59sacaromices. Então quando você a gente só
- 36:02está falando basicamente de sacaromicis, aí quando você abre
- 36:05o seu leque para outros gêneros, outras espécies de organismo,
- 36:08cara, tudo isso já cai tudo isso.
- 36:11Já muda todo o perfil da cerveja, já muda todo o perfil
- 36:14de fermentação, já muda todo o nosso conhecimento que a gente
- 36:17tem. Então, a longo prazo, isso
- 36:19também vai mudar as pessoas. Não está utilizando outros
- 36:22organismos que não são, mas sacaramices ou não.
- 36:25Mas a grande pergunta é, quem está disposto a fazer isso?
- 36:28Quais são as cervejeiras? Que estão dispostas a testar
- 36:31microrganismos que não são sacaromices?
- 36:34São Sebastião ali ou usou? Então é ali, já ela pensa assim,
- 36:37ó, veja bem, eu tenho que ter certeza que não expulula que
- 36:41vai, que vai limpar, e faz total sentido.
- 36:43E óbvio que a gente como produtor de levedura só vai
- 36:46oferecer alguma coisa que seja, né, viável de ser utilizado na
- 36:51cervejaria? Ou então diz assim, ó, isso aqui
- 36:54é maravilhoso, mas é o capeta, usa separado, né?
- 36:58Bota aí uma Barreira física, então acho que isso é uma
- 37:00obrigação nossa. Como fornecedor de dizer, isso é
- 37:04seguro de usar e isso você tem que ter um cuidado extra, que
- 37:09também traz um perfil maravilhoso, mas ele precisa ser
- 37:12usado com. Precisa falar só em se tratando
- 37:15de selvagem? Né?
- 37:17Talvez seria bom você fazer separado, né?
- 37:20A gente não sabe muito bem o comportamento, alguma coisa.
- 37:23Isso tudo é bem, é bem assim. Isso tudo está se iniciando no
- 37:26mundo. Então a gente ainda talvez não
- 37:28tenha muitas respostas as perguntas, EEE não sabe direito
- 37:32como vai ser. Mas a gente já tem um
- 37:33direcionamento pra isso. Essa questão do do trouar
- 37:39nacional ou não, né, é, e como foi citado aí, o queijo da
- 37:43Canastra tem uma coisa que tem muita relação com isso e que vai
- 37:46muito da cultura também do povo, né, da nossa população, mas é a
- 37:49questão das indicações geográficas, é uma é uma questão
- 37:52que eu venho trabalhado há algum tempo, né, e isso é muito comum
- 37:56para os vinhos, para os queijos e para os cafés, então nós temos
- 38:00o queijo da canácio, nós temos café da do cerrado mineiro, da
- 38:03alta mogiana, nós temos o vinho do Vale dos Vinhedos e isso na
- 38:06Europa é muito comum ainda. As regiões têm um nome próprio,
- 38:10né, que define aquela característica local.
- 38:12E essa característica não necessariamente vem da Terra ou
- 38:16do microrganismo, mas é um conjunto de características, é
- 38:19um saber fazer, local que envolve a parte biológica e a e
- 38:24a parte humana, inclusive a tradição simplesmente de ser
- 38:27daquele local. Você sabe, pô, lá é legal, lá é
- 38:30gostoso, lá é bom, né? E isso tudo tem e
- 38:34características culturais, inclusive, que carregam aquele
- 38:36nome atrelado ao território. E esse território não precisa
- 38:39ser uma cidade, nem um país, pode ser uma região.
- 38:42E eu tenho participado de grupos de discussões de indicação
- 38:45geográfica no Brasil. De vários produtos, e eu sou um
- 38:50dos que defende a indicação geográfica.
- 38:51Eu acho que pode ser um caminho para a cerveja também, assim
- 38:55como nós temos pra vinhos, cafés, queijos, 2 cachaças no
- 38:59Brasil, quando nós temos de paratia de Salinas, já tem
- 39:02indicações geográfica. Então, de regiões com
- 39:05características próprias, não necessariamente você vai falar.
- 39:09Essa é da levedura ou essa vai ser do malte.
- 39:12Mas assim, eu sei que nessa região, essas características
- 39:16físicas, junto com esses produtores, trazem uma.
- 39:19Coisa diferente que eu vou dar um nome, né, para essa, para
- 39:23essa região. Então isso que é AAA.
- 39:25Indicação geográfica traz é uma coisa que eu tenho defendido nos
- 39:28grupos, porque, em geral, quando a gente fala de indicação
- 39:31geográfica, de cerveja, o pessoal fala não, isso não dá.
- 39:33Cerveja é um produto industrial, padronizado, tudo igual.
- 39:36E aí eu falo, não é que vocês não conhecem muito bem, espera
- 39:39aí, né? Tudo igual.
- 39:40Mas foi o que a gente viu na poeira ontem, né?
- 39:43Quem teve ontem teve a oportunidade de experimentar
- 39:45diferentes manipeiras de diferentes locais.
- 39:47A manippoeira tem que ser igual? Óbvio que não.
- 39:50Não, mas é, é exato. Então esse caminho, né?
- 39:53Só pra finalizar, seja a gente chegar nessa nesse conceito de
- 39:57indicação geográfica, que envolve várias coisas atreladas
- 40:01a uma região. E aí você dá o nome, ó, essa
- 40:03aqui vai ser é a cerveja de tal local.
- 40:05Não é nada individual, não é? São as conjunto de
- 40:08características. Exato.
- 40:09E que nem você pensar também No No lúpulo, no malte, na levedura
- 40:13brasileira. Não adianta para você construir
- 40:15uma escola que nem estava falando brasileira, vai ser o
- 40:18conjunto de características vai ser o conjunto da daquele
- 40:22lúpulo, aquele lúpulo específico que foi ali produzido naquela
- 40:26região. A levedura pode ser até de uma
- 40:28outra região, entendeu? Mas aquele conjunto vai trazer
- 40:32isso, vai trazer essas características, esse terror.
- 40:33E foi o que você falou, é muita cultura também a cultura de cada
- 40:37local. É a brasilidade AO conjunto.
- 40:41Vai, vai, vai ditar a obra, entendeu?
- 40:43Então você vai ter locais no norte e no sul do país que vão
- 40:47ter suas características. Então é isso que é montar a
- 40:50escola brasileira. É você ter vários estilos ou não
- 40:53estilos que vai determinar a gente ser brasileiro, a gente
- 40:56ter toda essa diferença. Mas aqui, pessoal, a gente tem
- 40:58que entender que nós estamos falando de 2 coisas diferentes.
- 41:01Uma coisa é eu pegar a manipoeira, que é a minha
- 41:05microbiota local regional, para fazer um produto como a gente
- 41:09testou várias manipeiras que tem perfis seniais totalmente
- 41:11diferentes. Outra coisa, e.
- 41:13A gente trabalhar com uma levedura isolada.
- 41:15Ou um grupo de leveduras isoladas do Brasil.
- 41:18A gente não necessariamente vai ter esse terroar regional, essa
- 41:22denominação de origem, porque como a Carola mostrou antes na
- 41:26denominação de origem, a gente tem Oo 400, 500, 200
- 41:30microrganismos trabalhando naquilo ali.
- 41:32E não é possível mimetizar isso em laboratório.
- 41:36E aqui a gente está propondo a utilização e buscando leveduras
- 41:41brasileiras realmente isoladas daqui, para serem trabalhadas
- 41:44individualmente. Então só pra gente entender que
- 41:48são 2 conceitos e um não exclui o outro, muito pelo contrário,
- 41:52um apoia o outro. A gente vai buscar as nossas
- 41:54leveduras brasileiras, provavelmente nesses ambientes
- 41:58de terroar local, regional, né? E há também uma outra coisa que
- 42:01eu queria mostrar, é pra gente olhar para o nosso lado.
- 42:04Aqui, quem tem interesse hoje são poucas pessoas, então a
- 42:08gente como cervejeiro e como alguém que apoia a causa e está
- 42:12disposto AA testar, a gente precisa contaminar.
- 42:16Mais pessoas com essa ideia. Então, fazer cerveja, mostrar
- 42:20para o cara e dizer, é bom, é possível, é viável.
- 42:24Nós temos tecnologia, nós temos capacidade de recursos no Brasil
- 42:27para começar esse desenvolvimento.
- 42:29Então isso parte das cervejarias também querer mostrar e ampliar
- 42:35essa ideia. Não é?
- 42:38Temos pergunta de alguém que topou esse desafio é, está
- 42:42usando uma não sacaromiss. Só uma observação, acho que
- 42:47quando a gente fala de terroar, é lógico que a parte técnica é
- 42:50muito importante, mas eu acho que o mais importante é
- 42:52convencer o consumidor ou público, uma vez que o cara tem
- 42:55orgulho local. É muito mais fácil a gente
- 42:57vender tanto a levedura quanto a cerveja.
- 42:59E para isso é, tem que testar essa coisa do troa lá começou
- 43:04bem no começo, né Lu? A fazer volumes grandes com
- 43:08prefeitura nova e com lúpulo novo e sempre que a gente
- 43:11informa. Um pouquinho melhor que aquele
- 43:14produto é feito, como a levedura brasileira ou com lúpus
- 43:16brasileiro ou com a mandioca ou com qualquer coisa que traga o
- 43:19orgulho local. A venda vai lá em cima.
- 43:21Se a venda vai lá em cima, o coleguinha do lado quer copiar,
- 43:24quer fazer. E aí você começa a criar escola.
- 43:25O que cria a escola não é a técnica nem a levedura, é o
- 43:29quando o público abraça. Muito bem.
- 43:31Então isso era uma das coisas que a gente estava discutindo
- 43:33era esse, era como que o público estava aberto a receber essas
- 43:36novas espécies, esses novos gêneros de leveduras que estão
- 43:40por aí, porque não adianta nada, é legal isolar, a gente gosta, a
- 43:42gente é cientista, a gente vai atrás, a gente pega, putz, legal
- 43:46descobrir uma levedura, não sei da onde ela fermenta pra
- 43:49caramba. E aí, Oo cervejeiro vai querer
- 43:51utilizar? Poucas pessoas são corajosas,
- 43:53como você que você usou estabelela poucas pessoas, se é,
- 43:57vão querer colocar um produto novo dentro da cervejaria, você
- 44:01você não vai saber qual o impacto desse organismo dentro
- 44:03da da sua planta, entendeu? Então tem que ter o apoio, é
- 44:07isso que essa tem que ver a troca.
- 44:10Exatamente. Eu não entendi direito, mas eu
- 44:11concordei. Obrigada.
- 44:13Mas é, é exatamente isso. Você precisa ter a resposta de
- 44:18todo mundo, entendeu? Aceitação, aceitação do mercado,
- 44:21a toda a parte microbiológica científica e também se vão
- 44:24querer produzir com esse organismo.
- 44:26Entendeu? O que a Luciana fez de colocar
- 44:28um organismo novo no mercado é arriscado, a gente não sabe a
- 44:33longo prazo, como que vai ser a resposta do público em relação a
- 44:36isso. A gente tem algumas, né?
- 44:38Sim, é legal passar nós como cientistas, a gente precisa ser
- 44:41legal pra caramba. E tem um pô, legal, legal, eu
- 44:43conheço uma outra que pode ser que seja legal também.
- 44:45E por aí vai, entendeu? Mas a aceitação disso pro
- 44:47público, tanto pro público cervejeiro quanto pro público
- 44:51consumidor, isso vai ser o. Longo prazo, se não, se não tem
- 44:54saída, se não vende. Você para você, para a sua
- 44:57produção. Você é e é o nicho também, né?
- 45:00Porque tem cervejaria que o público dela fazer aquela só
- 45:04alguns tipos que vendem mais. Mesmo assim em.
- 45:07Laboratório que nem a gente tá falando.
- 45:09Laboratório a gente produz o que a gente quiser.
- 45:11A gente põe todo mundo pra fermentar.
- 45:13A gente isolou um Monte de bicho, você põe todo mundo pra
- 45:15fermentar. Você acha que fala?
- 45:16Putz, você vai. Vão gostar desse organismo.
- 45:19Mas a gente sabe que não gostar, não acho, eu acho.
- 45:22Quer provar? Não, aí.
- 45:24IA fazer musicalmente isso. Oi, bom dia Felipe, da
- 45:28cervejaria o SAD, de Aracaju. Ai agora já sei quem você é.
- 45:32Só quero dar meu empurrãozinho aí na, na questão do
- 45:36regionalismo, porque realmente é muito importante nós estarmos
- 45:39sempre conscientes do tamanho do país e da variedade, né?
- 45:43E diversidade que nós temos no Brasil.
- 45:45Então, se nós ficarmos o tempo todo pensando em só descobrir
- 45:48uma personalidade brasileira, nós vamos sempre excluir várias
- 45:52outras personalidades que estamos no Brasil.
- 45:54Temos no Brasil, inclusive a iniciativa mais recente da
- 45:57braceven, realizar concursos regionais foi importantíssimo
- 46:00nesse sentido. Eu só queria dar minha
- 46:02contribuição no empurrão de sempre pensarmos no regional,
- 46:05darmos espaços ao regionalismo do do Brasil.
- 46:07Obrigada e obrigada pela pelas amostras.
- 46:11Carola, o Mário voltou. Ele quer saber se tem a
- 46:15possibilidade daqueles microrganismos todos que estava
- 46:18mostrando na palestra anterior. É de dominicação isola e já foi
- 46:22feito. Não, não.
- 46:23Então a gente começou a isolar esses organismos. 11 dos
- 46:26mecanismos quando eu faço isolamento e são as minhas
- 46:29técnicas, é fazer fermentativos ver se esses organismos estão
- 46:32capazes de de fermentar antes de querer saber identificar o
- 46:35organismo, é fermentou, não fermentou ou demorou muito, vem
- 46:38para fermentar. Não me interessa, não interessa
- 46:40para esse público, pode interessar para outro público,
- 46:42pode interessar para outras indústrias.
- 46:45Então, sim, dá para fazer esse esse processo de domesticação
- 46:49você. Numa daquelas sakaromices que
- 46:51foram isoladas, a gente pode fazer um processo de
- 46:53domesticação, pode fazer testes, começar a colocar ela em
- 46:56cervejarias e ver qual é a resposta.
- 46:59Acho que, da mesma maneira que elas falaram, eu também já já
- 47:01coloquei leveduras na no mercado cervejeiro, é leveduras que
- 47:05ganharam prêmios que ganharam medalhas e eu não comercializo.
- 47:08Então, a gente comercializa por um outro viés e até mesmo
- 47:12deveduras novas que já foram colocadas, que a gente já fez.
- 47:15É eventos como o do pant of Science, que é o maior evento de
- 47:18divulgação científica do mundo. A gente já colocou leveduras
- 47:22novas, não convencionais, para mostrar um pouco sobre isso,
- 47:25contar um pouquinho do que é a ciência por trás da cerveja, de
- 47:29toda essa gama de diversidade que a gente tem e que todo o
- 47:32potencial desses organismos que pode ser utilizado da maneira
- 47:35mais selvagem possível, que nem a gente fez que nem.
- 47:39Certo ou, a partir da domesticação, a gente fazer
- 47:41testes antes no laboratório, a gente dá uma treinadinha nela
- 47:46para, na hora que a gente colocar no mercado, que é o que
- 47:48elas fazem, colocar no mercado e já está mais direcionado, o que
- 47:51que ela vai produzir. Então?
- 47:53Sim. Então vamos nos encaminhando
- 47:59para o final. Mas quero que vocês deixem uma
- 48:03mensagem para cervejarias principalmente, mas para os para
- 48:06os Caseiros que queiram se aventurar.
- 48:08E o que que vocês acham real? Em poucas palavras.
- 48:11Que que vai ser o futuro? Estamos esperando o futuro aqui,
- 48:14ó, vocês podem usar nossas. Devedoras eu acho que o futuro é
- 48:17promissor, tá? Não é um trabalho que acontece
- 48:19do dia para a noite. Caracterizar uma levedura não se
- 48:22faz em 1 mês, é um trabalho longo, uma domesticação de
- 48:24levedura não se faz em 1 mês, então assim é investimento a
- 48:28parte de dinheiro, isso é verdade, a pesquisa
- 48:30desenvolvimento, só acontece se tiver dinheiro, então.
- 48:33Mas eu acho que nós todos somos entusiastas e a gente sabe o
- 48:36potencial que o Brasil tem. Eu acho que o futuro é muito
- 48:39bom, acho que a gente vai ter um desenvolvimento rápido num
- 48:42período de 5 anos. É com as técnicas hoje que
- 48:45existem, né? Diferente de.
- 48:47Muitos Damares assim como que AA Gabriela falou há pouco tempo
- 48:50atrás, quando ela começou a leve-tech, as pessoas não
- 48:52queriam nem saber de fazer ensaios microbiológicos, de
- 48:56tentar entender se tinha contaminação ou não.
- 48:58É modelo. Vai, só vai, entendeu?
- 49:01Mas a partir do momento que você começa a ver, putz, deu errado,
- 49:03por que que deu errado a minha cerveja?
- 49:05Porque você tinha uma contaminação porque a sua
- 49:07levedura não teve o desempenho esperado, e por que que ela não
- 49:09teve o desempenho esperado. Então, assim, essa
- 49:12conscientização do papel da ciência, do papel de
- 49:15microbiologistas no mercado cervejeiro é importante, então
- 49:19isso já mostra, já traz a consciência desse mercado de que
- 49:23precisa entender como tudo isso funciona.
- 49:26Aí o próximo passo é, vamos colocar leveduras novas, mostrar
- 49:29que. Não precisa ter medo que está
- 49:31aqui. Elas foram testadas antes, elas
- 49:33estão ali, elas vão te assegurar.
- 49:35É vão te trazer 11. Segurança.
- 49:37Vão trazer perfis novos. Talvez seja 11.
- 49:39Grande vantagem você ter esses microrganismos no mercado.
- 49:43Bom, então acho que o apelo também, novamente, que nem a
- 49:46gente estava falando antes é universidades.
- 49:49Colaborem também, né? Acho que grupos de pesquisa
- 49:52entrar em contato com cervejarias, pessoal que tem
- 49:54maldito, né? Por favor, é.
- 49:58Eu acho que é importante, desenvolve a ciência, mas também
- 50:01depois desenvolve toda uma cadeia.
- 50:04Todo um meio, né, cervejeiro? Ah, por favor, as redes de vocês
- 50:09pro pessoal de casa, entrar em. Contacto arroba leftec.
- 50:13Do site www.levetec.com.br. O meu é arroba, laboratório da
- 50:18cerveja www.laboratorio da cerveja.com.br.
- 50:23Cara lá, deixa de novo arroba SPACE.
- 50:25Beer underline Project e não tem www.que a gente aberta pro pro
- 50:29espaço. Entendeu?
- 50:30Não é Word. Muito obrigada.
- 50:32É obrigada, obrigada. Encontro selvagem é um programa
- 50:49realizado pelo canal surra de lúpulo abra a cerva, e com apoio
- 50:53nesta temporada do conselho federal de química CFQ, sigam
- 50:58arroba encontro selvagem no Instagram e não percam nenhum
- 51:02conteúdo. Este podcast foi editado por
- 51:12play áudios.