Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Resistência Antimicrobiana na Avicultura - Dr. João Carlos Gomes Neto | Ep. 138
Transcript
- 0:00Como esses patógenos é contribui para doenças humanas?
- 0:05No caso de Salmonella camplobacter escrika collie, é a
- 0:08questão de diarreia, né? De de de a doença entérica.
- 0:14E como que a distribuição de antibióticos está acontecendo
- 0:18isso aí se você tiver, por exemplo, basicamente, o que se o
- 0:20que se preocupa hoje muito é a questão de patógenos, que tem
- 0:23existência a vários antibióticos, dessas desses
- 0:28patógicos que a gente acabou de falar.
- 0:30E isso preocupa muito a Organização Mundial da Saúde, os
- 0:35produtores, a cadeia de produção e leva a ter várias implicações.
- 0:42Bem vindos ao podcast ou aviário, as mentes mais
- 0:45brilhantes da avicultura no seu bolso o podcast ou aviário só é
- 0:51possível através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam
- 0:55a educação continuada na avicultura brasileira.
- 0:59Zoetes líder global de soluções para encubatórios novos, líder
- 1:06em soluções de nutrição inteligente para o crescimento
- 1:08dos negócios na produção de proteína animal.
- 1:12Pegas o Science, a solução inteligente em tempo real para a
- 1:15interpretação de micotoxinas alga Prime DHA da corbium
- 1:21enriquecer ovos com Omega 3 sustentável easy Institute.
- 1:28Transformação digital e inteligência artificial na
- 1:30produção avícula autec soluções nutricionais eficientes e
- 1:36sustentáveis para fortalecer a avicultura.
- 1:40Olá pessoal, sejam todos muito bem vindos a mais um episódio do
- 1:44nosso podcast ou aviário. Meu nome é Marcos café e hoje a
- 1:48gente tem aqui como convidado. O doutor João Carlos Gomes neto
- 1:52é médico veterinário fornado pela Universidade Federal de
- 1:56Lavras. E hoje nós vamos conversar aqui
- 1:58um pouquinho sobre segurança alimentar, vamos falar aí na
- 2:01epidemiologia molecular, falar um pouco dessas ferramentas
- 2:05genômicas para controlar essa monela, para a gente entender
- 2:08quais são os princípios e os gargalos aí da segurança
- 2:10alimentar. A gente sabe, né, que muitas
- 2:13vezes é esse item é usado como um bar.
- 2:17Não, não, não tarifárias, né? Para impedir AAA entrada dos
- 2:21nossos produtos no Brasil aí mundo afora.
- 2:23E essa vai ser a nossa conversa de hoje aqui com o doutor João
- 2:26Carlos Gomes neto. João, muitíssimo obrigado serve
- 2:29pela sua presença. Obrigado por você ter.
- 2:32É reservado um espaçozinho aí na sua agenda.
- 2:35Para nos receber aqui pra gente poder conversar sobre esse
- 2:38importante tema, né? Lembrando né, que o João está lá
- 2:41nos Estados Unidos, ele é professor na universidade lá e
- 2:43ele vai contar essa história um pouquinho já, já pra gente.
- 2:46Mas João, obrigado. E eu deixo você fazer suas
- 2:48considerações iniciais. Ah, eu agradeço a oportunidade
- 2:52também pra mim, sempre que eu posso contribuir de volta com o
- 2:56Brasil, é, é, é um prazer, porque é a Terra da gente, né?
- 3:00Então, se se você quer dar de volta o máximo de.
- 3:04E conhecimento e informação e oportunidade pra pra gente ter
- 3:09essas conversas mesmo né? E então é pra mim um prazer, eu
- 3:12agradeço. Agradeço o pessoal que tá
- 3:14escutando, estou aberto AA perguntas e se quiser mandar
- 3:19e-mail pode mandar também. Tá tudo certo.
- 3:22Tá legal, João, obrigado. O João.
- 3:24Eu eu não gosto de ler o currículo dos nossos convidados,
- 3:26não. Eu gosto de deixar ele mesmo
- 3:28contar. Vamos dizer um currículo
- 3:30comentado, né? E eu queria que você contasse um
- 3:32pouquinho, né? Essa era dessa sua história aí,
- 3:34né, que como, né, de onde você veio e como é que você veio
- 3:38parar aqui na avicultura, né? Esse nosso podcast é bem focado
- 3:41na avicultura, né? E você é 11.
- 3:43Grande mente, né? Uma mente brilhante, como a
- 3:45gente costuma dizer aqui no podcast, como é que você, né,
- 3:49chegou na avicultura. Então, a minha história para
- 3:53chegar na avicultura não foi muito linear, porque eu formei
- 3:56na ufla como veterinário, mas a maioria da minha experiência
- 3:59tinha sido com suínos. E depois que eu formo na ufla eu
- 4:03trabalho um pouco. Eu trabalhei na vacinar um
- 4:06pouco, né? Como consultor técnico de suínos
- 4:09por 1 ano e meio. E dali tive a oportunidade de
- 4:12vim pros Estados Unidos fazer mestrado e doutorado na parte de
- 4:15microbiológica e trabalhei com doença de suínos do começo e No
- 4:22No mestrado, né? Vim pra aywa, trabalhei com
- 4:25suínos no doutorado, eu queria me aprofundar mais e na parte
- 4:29imunológica? E naquela época que eu quis
- 4:32fazer o doutorado, o pessoal me falava, olha, se fizer doutorado
- 4:35na parte de suínos ou aves, até mesmo não tem muitos reagentes
- 4:41pra você fazer as técnicas imunológicas avançadas que você
- 4:44quer aprender. Então é melhor que você vai pra
- 4:46camundongo. Eu fui fazer o doutorado em em
- 4:50inflamação intestinal e modelo de camundongo pra aprender a
- 4:54Imunologia de de mucosa aí. Eu termino doutorado e eu já
- 5:00tinha aquela vontade de voltar pra parte de agricultura, de
- 5:03pecuária, mas ainda não tinha, não tinha dado oportunidade.
- 5:07Ó, aí eu vou fazer um pós doutorado em Utah, no centro
- 5:11médico, continuando nessa parte de camundonga, inflamação, a
- 5:16gente não tava mais feliz. E aí acho meu professor, mentor
- 5:20meu de Nebraska, Andrew Benson, me deu oportunidade.
- 5:24Ele tinha trabalhado. Com foodboard, Peter gems, né?
- 5:28Com segurança alimentar. No passado, ele falou, olha, eu
- 5:31não tô trabalhando mais nessa área, eu confio em você, eu
- 5:34trago você pra cá e volta e te ajudo a treinar e construir sua
- 5:38carreira pra você voltar na parte que você quer voltar, e aí
- 5:41eu entrei nessa parte. Comecei a trabalhar
- 5:44imediatamente com Salmo genômica de Salmo.
- 5:46Nela, comecei a trabalhar em parceria com o centro de
- 5:50inspeção federal dos Estados Unidos, analisando dados
- 5:53genômicos deles. Que tem grande uma vasta coleção
- 5:58de dados de Salmonella na no sistema de produção.
- 6:01Aviário, né? Nas nos nos abatedores e tudo
- 6:04mais. E essa foi minha entrada na
- 6:06agricultura. Eu entrei na verdade na
- 6:08agricultura sem ter planejado. A Salmonella foi a porta de
- 6:12entrada. Novos líderes em soluções de
- 6:16nutrição inteligente para avicultura a novos traz 2
- 6:20soluções de Stack. A linha mintrex de minerais
- 6:23orgânicos bicelatados, com estrutura molecular única no
- 6:26mercado, é fonte de maior biodisponibilidade de zinco,
- 6:30cobre ou manganês para melhorar o desempenho e a nutrição das
- 6:34aves durante todo o ciclo de produção.
- 6:36Também o adjetivo enzimático sibenza, fonte de enzima
- 6:40protease que aumenta a digestibilidade das proteínas e
- 6:44degrada. Os inibidores de tripsina,
- 6:46favorecendo o sistema imunológico, resposta e
- 6:49integridade intestinal. Para maiores informações, visite
- 6:52o site da novos www.novosint.com.
- 6:59Ah, que legal, que história legal, né?
- 7:01É muito bom, João, parabéns, aí vem um brasileiro aí, né,
- 7:05fazendo essa a carreira toda no exterior, né, sendo professor
- 7:08numa universidade Americana. Parabéns.
- 7:10Aí a gente fica muito orgulhoso dos nossos, né, colegas aí que
- 7:13que estão brilhando aí mundo afora.
- 7:16O João, vamos começar a nossa conversa aqui fazendo um grande
- 7:19Panorama aí de segurança alimentar, já que a área que
- 7:22você abraçou, que você teve interesse, estudou isso, e eu
- 7:26queria que você desse um Panorama geral mesmo, como você
- 7:29enxerga? AAA segurança alimentar, qual
- 7:32que são? Quais são os gargalos que que a
- 7:34indústria normalmente, qual o maior esforço que a que a que a
- 7:37indústria faz para garantir, né, que aquele produto de origem
- 7:40animal vai chegar na mesa do consumidor, né?
- 7:43Com 100% de saúde não vai levar nenhum tipo de prejuízo.
- 7:46Né, em termos, é claro, não estamos focando aqui a questão
- 7:49microbiológica, né? Como é que você enxerga a
- 7:51segurança alimentar? Exatamente, né.
- 7:54Aí podemos falar de uma maneira geral nas cadeias, né?
- 7:57Alimentares aí nas cadeias é em termos, né, de carnes aí em
- 8:01questão, microbiológica. Eu acho que você falou a questão
- 8:06certa. Hoje não tem mais como enxergar
- 8:09a produção animal sem saúde pública.
- 8:12Saúde pública é a parte integral da da.
- 8:15Da visão de do do produto final. E o produto animal?
- 8:19Vamos, vamos colocar. Podia ser carne ou leite.
- 8:22Ele tem 11, vamos dizer assim, tem toda essa cadeia de produto,
- 8:26essa cadeia de produção. Quando você pensa na questão de
- 8:30segurança alimentar, em todos os patógenos que estão envolvidos
- 8:34esquerica, cole, campelobacter, Salmonella.
- 8:37A fonte original é o trato gastrointestinal, o trato
- 8:42gastroestinal estando contaminado.
- 8:44Pode levar a risco da contaminação da carne no
- 8:47abatedouro e tudo mais. Se isso está no produto final,
- 8:51essa é basicamente a forma que você pensaria
- 8:55epidemiologicamente, como o rastreamento é feito da fazenda
- 8:59e depois nos outros produtos que são processados, a questão que
- 9:04que é que hoje gera mais discussão e cada vez mais.
- 9:10No caso do Brasil, tem as Barreiras não tarifárias, mas
- 9:13mundialmente é a questão da resistência dos antibióticos.
- 9:16É como esses patógenos é contribui para doenças humanas.
- 9:21No caso de Salmonella camplobacter escrita collie é a
- 9:25questão de diarreia, né? De de de a doença entérica e.
- 9:32Como que a distribuição de antibióticos está acontecendo?
- 9:34Isso aí, se você tiver, por exemplo, basicamente, o que o
- 9:37que se preocupa hoje muito é a questão de patógenos, que tem
- 9:40existência a vários antibióticos, dessas desses
- 9:44patógicos que a gente acabou de falar.
- 9:46E isso preocupa muito a Organização Mundial da Saúde, os
- 9:51produtores, a cadeia de produção.
- 9:54E leva a ter várias implicações. Implicações, implicações gerais
- 10:00e distintas distintas, como, por exemplo, colocar no caso dos
- 10:04Estados Unidos, que hoje é feito perguntas no sentido, como que a
- 10:09gente vai usar as técnicas genômicas para estar rastreando
- 10:12esses patógenos? O serviço de inspeção federal
- 10:15dos Estados Unidos, por exemplo, faz todo esse rastreamento das
- 10:19produções de aves dentro dos abatedouros e tudo mais.
- 10:23Coletam os isolados e fazem sequenciamento genômico para
- 10:26usar para a parte epidemiológica.
- 10:28A questão é, como que os produtores vão abrir porta para
- 10:32essas técnicas para ajudá Los a entender o problema?
- 10:36E aí as empresas de nutrição vacina contribuir para soluções
- 10:41cada vez melhores dentro disso aí.
- 10:45Quando você olha nos dados epidemiológico, você falaria que
- 10:48a cadeia de alimentar é segura pelo número de casos que
- 10:52acontecem de salmonelas de salmonela, casos registrados,
- 10:57pelo menos é anualmente. É lógico que tem é muitos dados
- 11:03não registrados, porque quando você pensa em salmonela, por
- 11:06exemplo, é um problema. Sintérico transiente que pode
- 11:12acontecer, você nem vai numérico, não faz nada passa e
- 11:14acabou. Então a questão hoje maior é na
- 11:20segurança alimentar, Barreiras não tarifárias, aí se pensa tem
- 11:25que existir ou não é preocupante ou não.
- 11:28Já não tem salmonela no país que tá comprando a carne, então qual
- 11:31que é o problema realmente? A outra é é se como que vai usar
- 11:37o sequenciamento genético. Como que vai usar o
- 11:40sequenciamento genético para predizer outbreaks, que surtos
- 11:44epidemiológicos que estão acontecendo?
- 11:46E isso nos Estados Unidos é muito importante porque gera
- 11:51casos de litigação, que tem empresas envolvidas e tudo mais.
- 11:56É a questão da resistência aos antibióticos.
- 12:00E aí vem a questão toda de uso de antimicrobianos e tudo mais.
- 12:05Se isso está ou não aumentando a resistência, antibiótico, que é
- 12:09uma questão complexa, não é simples de responder.
- 12:13Ô, ô, João, bem legal. Depois eu quero entrar de novo
- 12:16nessa questão do antibiótico, mas só pra uma explicação assim,
- 12:19mais pra um pro nosso público aqui.
- 12:22Que não tá trabalhando diretamente com isso.
- 12:24Essas 3 bactérias que você citou, a esquerica cola,
- 12:27Salmonella, EE capillobacter, né?
- 12:30Elas fazem parte, às vezes, até da microbiota normal da aveli.
- 12:33Ela pode não estar contaminada, mas existe ali, convivendo
- 12:37naturalmente ali com né? A microbiota, qual que é?
- 12:41Na realidade, quando ela escapa e vai parar no produto final, em
- 12:44alguns casos, a gente tem problemas.
- 12:46As ferramentas genômicas conseguem separar a, vamos
- 12:50dizer, cepas patogênicas e até resistentes dessas bactérias,
- 12:54que essas que realmente tornam se um problema maior ou de uma
- 12:58maneira geral, são ferramentas gerais para a gente entender
- 13:01assim que é que tem que ter protocolos mais genéricos para
- 13:04que nenhuma dessas bactérias, mesmo que sejam cepas, não vamos
- 13:07dizer mais agressivas, venham parar na mesa do consumidor.
- 13:11Como é que funciona essa visão aí científica em relação a, por
- 13:15exemplo, esses? 3 patógenos que você citou.
- 13:22Muito boa sua pergunta. Vamos ao vamos ao exemplo da
- 13:25salmonela para exemplificar como que a questão higienômica
- 13:30primeiro pode ajudar e as e depois as dificuldades que
- 13:35estamos enfrentando nesse momento com essa biotecnologia.
- 13:39Então, para ajudar, primeiro, quando se pensa em salmonela, a
- 13:42gente se pensa em sorotipo. Tem a TIF murium, tem a
- 13:46enteridris, tem a infantis. Vamos por assim.
- 13:50O que que a questão genômica consegue fazer?
- 13:53A questão genômica consegue predizer o sorotipo sem você
- 13:58fazer a sorotipagem consegue. Então você consegue sorotipar
- 14:02Salmonella hoje, sem fazer a sorotipagem, só pela informação
- 14:07genética você consegue predizer segundo.
- 14:12A informação sorotípica é suficiente para fazer
- 14:15rastreabilidade epidemiológica, não é porque porque eu posso ter
- 14:20uma salmonela TIF muro no aviário AEA salmonela TIF muro
- 14:25no aviário BEAB tá causando um surto e geneticamente eles são
- 14:30diferentes. Aí como que a questão genotípica
- 14:34nos ajuda? O sequenciamento, o
- 14:36sequenciamento nos dá informações mais mais, vamos
- 14:40dizer assim. Com maior resolução, além da
- 14:44sorotipagem, eu gosto de comparar com o pedegree
- 14:47familiar, que na o sorotipo é o avó.
- 14:52Aí você tem outros genótipos na salmoela que você pode chamar de
- 14:56de de Pais e filhos. Então hoje a genotipagem
- 15:01consegue fazer hoje que nem você faria um pedegree de bovino para
- 15:04fazer um seleção. 11 seleção genética você consegue mais
- 15:10informações? Além da sortipagem para tentar
- 15:14rastrear se o surto está vindo do aviário b ou a naquela
- 15:19cidade. Bom, aí o que que tem, o que
- 15:23que, o que, que isso, o que que isso pode nos ajudar?
- 15:26Bom, isso pode nos ajudar a identificar genótipos que são
- 15:33mais de risco genótipos que talvez são capazes de sair das
- 15:39aves e ir para o ser humano. E tem genótipos que talvez não,
- 15:43não pulam nas aves para o ser humano.
- 15:45Então o que que eu tô querendo dizer?
- 15:46Ah, vocês estão me dizendo então que na salmonelatife muri pode
- 15:51ter cepas ou genótipos que são mais patogênicos que outros e
- 15:57que você não consegue discernir pela sorotipagem.
- 16:01Então isso é uma coisa que a genotipagem pode ajudar, uma
- 16:05forma de analisar isso hoje. É o centro de de dados que é
- 16:09coletado nos Estados Unidos, que é chamado de NCBI, que é o
- 16:13centro nacional de coleta de dados, que todos os dados do
- 16:16CDC, FDA, do centro especial é colocado lá.
- 16:21E você tem dados humanos e dados de produção animal.
- 16:27E aí o que que a gente consegue fazer?
- 16:28A gente consegue pegar todo esse genoma, que é humano, e genoma
- 16:31que é animal, comparar e ver quais são os Gênesis e as
- 16:36mutações. Que estão mais presentes nos
- 16:40isolados humanos. Verso animal, isso daí leva a
- 16:45possibilidade de predizer, ok, então talvez essas mutações são
- 16:49as que levam ao surto zoonótico e tem genótipos que nunca vão
- 16:55causar o surto. A zoonótico deixa eu parar aqui
- 17:00que essa afirmação é importante antes de eu de eu falar mais
- 17:04alguma coisa. Eu vou falar agora.
- 17:06Das limitações uma das limitações é a amostragem, hoje
- 17:13nos dados mundiais, tem muito mais amostragem de seres humanos
- 17:19do que de produção animal, então se a gente tá pensando em
- 17:22identificar mutações ou genes que são mais presentes dos
- 17:29isolados humanos de salmonela? TIF muro, como parado a de aves,
- 17:34suínos e bovino. A gente precisa de mais isolados
- 17:38da produção animal, porque basicamente para eliminar o
- 17:42barulho dos dados, eu quero eliminar tudo, que são as coisas
- 17:46que as mutações e os genes que são presentes nos 2 lados, né?
- 17:53Para mim, saber exatamente aqueles que que são os genes que
- 17:56estão ou mutações que conferem a capacidade de pular para o ser
- 17:59humano, para daí criar um modelo de predição que é acurado.
- 18:04Nesse caso aí, você já tem algum número pra vamos dizer, do total
- 18:08das, vamos dizer, das isolados humanos?
- 18:11Já tem um, pelo menos uma ativa de quantos por cento ou quantos
- 18:14vem exatamente são originados do das respectivas, vamos dizer,
- 18:19cadeias, animais. Existe esse número, já, vamos
- 18:21dizer, pelo menos estimado. Ou seja, quantos por cento do
- 18:25que se tem no humano? Você acabou de falar que nós
- 18:26temos uma limitação, que a nossa amostragem do lado do animal é
- 18:30pequena, mas tem sim pelo menos alguma estimativa de quantos por
- 18:34cento onde estão vindo dos animais.
- 18:37Olha, eu acho que hoje sim, se você falasse pra mim é se tem
- 18:42uma qualquer estimativa que eu te que eu vou te dar, dos dos
- 18:46principais sorotipos de salmonel e a gente tem dados desse aqui,
- 18:51vai ser. É, é extremamente limitada nesse
- 18:56momento pela amostragem, porque eu posso falar pra você a
- 18:58salmonela monofásica, por exemplo, a maioria vai vir de
- 19:01suínos, a alta porcentagem vem de suínos.
- 19:05Tá esperado que venha dos suínos a salmonela TIF muri já é
- 19:10complicado porque porque pode vir de aves, suínos e bovinos.
- 19:14Então se a amostragem for bem feita, eu posso falar pra você,
- 19:1870% vem de aves nos Estados Unidos.
- 19:21Mas se amostragem de aves é a maior nos Estados Unidos, é
- 19:23lógico que que nós vamos pra dizer que vem de aves.
- 19:27Então acho que tem uma tremenda limitação hoje nisso aí que até
- 19:31dificulta fazer uma estimativa acurada.
- 19:35Agora se espera que venha dos animais e dos produtos de origem
- 19:39em animais e dos produtos vegetais contaminados.
- 19:43Mas é, eu tenho dificuldade de fazer isso hoje, como cientista
- 19:47nessa área. Eu tenho dificuldade de fazer
- 19:48isso hoje. Agora, uma coisa que eu quero te
- 19:51falar que o que eu cortei é o seguinte, que se a se a frase
- 19:57que eu falei, se aquilo que eu falei é correto, que tem
- 20:00genótipos que são mais de risco, capazes de causar assutos,
- 20:06epidemiológicos e seres humanos, e isso tem que influenciar
- 20:10diretamente o controle da salmonela, ou seja, nós
- 20:14passaríamos não a controlar salmonela como um todo.
- 20:19Mas controlar se os os genóticos de risco, isso mudaria toda a
- 20:24parte de como que fala. É essa parte burocrática de
- 20:30regulamentação governamental de controle.
- 20:33E é uma pergunta que está se fazendo hoje.
- 20:35Talvez tenha o salmonelas, tá? Teve muro que tá lá.
- 20:38Que nunca sejam capazes de pular para seres humanos.
- 20:41A gente tem capacidade de predizer isso hoje com
- 20:44inteligência artificial e mudar a forma de controlar essa
- 20:47manela. Ah, que legal, João, que legal,
- 20:51porque fato é, né, que as empresas, né?
- 20:54E eu tô falando da vicultura e principalmente frango de corte,
- 20:57mas o segmento de postura também é da mesma forma.
- 21:01Gasta se um esforço enorme, né? E de todas as empresas,
- 21:05exatamente pra controlação, monela e talvez.
- 21:08A gente sabe exatamente o que que nós estamos buscando, um
- 21:11programa mais focalizado no inimigo, mais, vamos dizer, mais
- 21:15identificado. Primeiro, a chance de dar certo
- 21:18é maior e segundo, talvez até o custo, né?
- 21:20Eu não digo assim, não tô falando o custo operacional, mas
- 21:24assim a gente começa a focar uma coisa que é mais importante e
- 21:27deixa uma coisa que é menos importante de lado, né?
- 21:29Eu acho que é muito legal isso que você tá falando, porque
- 21:31obviamente, essas ferramentas genômicas, elas estão a cada dia
- 21:35mais disponíveis, cada dia mais acessíveis, mais baratos.
- 21:38Mas não dá, né? Pra pra fazer os programas,
- 21:42talvez nas empresas, não sei. Querem fazer essa pergunta pra
- 21:44vocês exatamente com técnicas que anteriormente tradicionais,
- 21:48né? A gente vai ter que ter, vamos
- 21:50dizer de algum, de alguma forma, né, é entendendo melhor essa,
- 21:56esses, esses microrganismos, fazer uma coisa mais focalizada,
- 21:59né? Mais, vamos dizer mais, é mais
- 22:02específica, né? Seria isso?
- 22:05Deixa eu te dar 2 exemplo prático para validar o que você
- 22:07acabou de falar. Vamos dar o exemplo do
- 22:10antibiótico salmonela em frango, 2 sorotipos que estão presentes
- 22:15em salmonela de frango que são problemas, salmonela entre tires
- 22:20e salmonela infantis. Se você olhar nos dados dos
- 22:23Estados Unidos hoje, Estados Unidos, só porque eu não tenho
- 22:26dados do Brasil para olhar, eu tenho dados mundiais para olhar.
- 22:29Mas a maioria dos dados que eu tenho em representatividade é da
- 22:32do Reino Unido e dos Estados Unidos.
- 22:34Nós vamos falar dos Estados Unidos, da cadeira de produção
- 22:37de aves dos Estados Unidos. Se você olhar só genomicamente a
- 22:41salmonela entre litíres versus a infantis nos Estados Unidos,
- 22:46você vai ver que a salmonela entre litíres em geral é
- 22:51extremamente susceptível a antibiótico.
- 22:54Você olha nos dados a perdição de resistência.
- 22:57Antibiótico? Pelos genes que a gente sabe que
- 23:00conferem resistência a certas classes de antibiótico.
- 23:04É como se você visse uma população assim na Ivy, que não
- 23:07tem nada. Se você olhar a população de
- 23:12salmonela infantis que teoricamente coexiste
- 23:18ecologicamente com a salmonela entre líderes na produção de
- 23:22frangos nos Estados Unidos, você vai ver que tem existência 5 ou
- 23:266 de antibiótico predizida genomicamente, porque carrega um
- 23:29plasmídeo que carrega resistência a vários
- 23:32antibiótico. Aí eu te pergunto.
- 23:34Como que pode? Ecologicamente a salmonela
- 23:37enteridres e a salmonela infantis coexistir na produção
- 23:41de frango nos Estados Unidos? Um altamente resistente, um sem
- 23:44resistência nenhuma. Aí você começa a pensar, o que
- 23:48que realmente está levando a salmonela?
- 23:52Enteridres sobreviver no trato gasto, sinal de frango se
- 23:57genomicamente, a gente olha, não tem resistência, quase
- 23:59antibiótico. Aí você começa a pensar, tem que
- 24:02ser outra coisa. Tem que ser um outro fator
- 24:04nutricional, porque lembrem se a bactéria come também.
- 24:07Tem que ser outro fator nutricional ou mesmo a
- 24:09microbiota que facilita para essa molella interidris já ser
- 24:15um membro é, vamos dizer assim, fixo da microbiota.
- 24:19Então, essas questões que a indústria tem que começar a
- 24:21pensar, porque se você começar a usar ácido orgânico para
- 24:24eliminar essa moléla interidris ou talvez não funcione nada,
- 24:28talvez você tenha que mudar uma concentração de ferro na dieta
- 24:30111 metal pesado. Então a gente tem que começar a
- 24:34pensar de outra forma, esse controle, porque do jeito que
- 24:38está você fala assim, antibiótico é um problema, mas
- 24:41calma lá, salmodel entre eles. Não tem resistência quase.
- 24:44Em geral, vamos falar de forma prática a infantes que está lá
- 24:48também é altamente resistente e não são todos os antibióticos
- 24:52que são usado dentro da produção de frango.
- 24:56O que que aconteceu que está levando esse clone dessa
- 25:00população de infantes? A sobreviver altamente na
- 25:04produção aviária não pode ser explicado somente pelo uso
- 25:08antibiótico. É.
- 25:11Essa é uma questão. A outra questão para validar o
- 25:14exemplo seu é o seguinte, vamos dizer que tem um surto
- 25:18epidemiológico de samanella TIFF Moon.
- 25:20Agora vamos falar samanella TIF Moon, surto epidemiológico.
- 25:24EE está sendo e tem. E a gente vai lá, vamos dizer
- 25:27assim, num num sistema de integração grande no Brasil,
- 25:30aconteceu um surto dos produtos finais.
- 25:33E está aí, está lá. O que que a técnica genômica vai
- 25:36nos ajudar é o seguinte, vamos dizer que nas integrações de
- 25:40suínos, você vai lá e você faz um monitoramento genotípico e
- 25:45você fala, olha, tem 3 genótipos circulando na produção de
- 25:49suínos, genótipo, ABEC. Mas no produto final, aqui vamos
- 25:55dizer que seja um produto final, um processado.
- 25:59O genótipo c é o que está causando a doença e ser humano.
- 26:05Calma lá, se o genótipo c é o único que sobreviveu o processo
- 26:11todo da cadeia para causar o surto epidemiológico, eu tenho
- 26:16que pensar se eu estou usando vacina contra essa Manuela
- 26:19tifmúria ácido orgânico. Antibiótico promotor, sei lá o
- 26:23que for, talvez já esteja matando o genótipo AEB, mas
- 26:28estou aumentando a população de genótipo c.
- 26:32Então dessa forma que a técnica genômica começa a nos ajudar a
- 26:35pensar epidemiologicamente e ecologicamente.
- 26:42Empresa global de nutrição animal, a utec oferece soluções
- 26:45para enfrentar os principais desafios da avicultura junte se
- 26:49a nós para maximizar a imunidade.
- 26:52Segurança do alimento e qualidade dos ovos com a autech,
- 26:56você não precisa escolher entre desempenho, bem-estar e
- 26:59sustentabilidade. Muito legal, é eu, eu sempre
- 27:05tenho dito isso. Oo João, é que a gente vai ter
- 27:09que entender melhor essa microbiota, né?
- 27:11As relações delas lá, né? Então você está justamente
- 27:14mostrando isso, que com a ferramenta correta, você sabe
- 27:18que a sua estratégia certo tem maior chance de de dar certo.
- 27:23Todos esses produtos, esses aditivos que se propõe a
- 27:26substituir os antibióticos, né, probióticos, pré bióticos,
- 27:30ácidos orgânicos, fitogênicos, né, óleos essenciais e por aí
- 27:35vai, né? Eles atuam de uma maneira geral
- 27:38na microbiota. A gente tem que entender o que
- 27:39tá acontecendo, né? Então muito legal pra gente
- 27:42parar pra pensar, pra gente tentar, como é que fala?
- 27:46É acertar melhor as metodologias, né?
- 27:49De saber o que tá aí acontecendo ali, né, na sua, na sua
- 27:54realidade, pra propor a estratégia correta, né?
- 27:58Como você falou, às vezes aquela estratégia não tá funcionando,
- 28:02tá até piorando. Ela tá selecionando uma
- 28:04determinada é, é população mais patogênica, né?
- 28:08Então eu acho que você tá deixando aí, vamos dizer, uma
- 28:12pulga atrás da orelha de todos os sanitaristas aí de todo mundo
- 28:15que trabalha com Salmonella. Aí a gente faz um esforço enorme
- 28:18desde lá do galpão, né? Vem trazendo lá, fazendo várias
- 28:22estratégias para ver onde tem contaminação, né?
- 28:25Vem lá desde a cama até o produto final, andando ali todo
- 28:29onde o frango passeia, né? A gente tá ali colhendo a
- 28:32amostra, na caixa, dentro do abatedouro, vários pontos,
- 28:36enfim, e tentando monitorar tudo isso.
- 28:39É um esforço enorme e, claro, tem que ter mesmo, porque a
- 28:41gente quer se livrar dessa manela.
- 28:43Mas a partir de agora também, você tá propondo que a coisa tem
- 28:47que ser um pouco mais focado, né?
- 28:48Usando um pouco dessas ferramentas mais genômicas, né?
- 28:52É, eu vou, vou te dar um outro exemplo que você falou um
- 28:55assunto, que que é que é que eu tenho pensado muito?
- 28:58Não consegui trabalhar em é nisso daí cientificamente.
- 29:02Mas olho os dados de de microbiologia intestinal.
- 29:07Deixa eu te dar um exemplo. Porque é mais fácil para mim te
- 29:10dar insuínos, mas aplica para aves do mesmo jeito.
- 29:13Se você perguntar para mim hoje, João, qual que é o melhor
- 29:17candidato? Baseado nos dados todos da
- 29:21literatura, o maior candidato a ser probiótico contra
- 29:24Salmonella, TIF, muro em suínos. A resposta é, a resposta é
- 29:28única, é a pré vatela. Aí você vai se perguntar, ok, é
- 29:34a pré vatela. Aí você fala assim, mas como que
- 29:36a técnica de genômica? Uma pergunta é, como que a
- 29:38técnica de genômica pode nos ajudar a entender qual
- 29:42provotela? A gente tem que isolar essa
- 29:45provotela, saber qual a espécie de provotela.
- 29:49Mas daí vem o problema para cadeia, vem 2 problemas para
- 29:51cadeia animal. Eu consigo criar biorreator para
- 29:57crescer essa provotela em quantidade, para produzir
- 29:59provotela, para usar como probiótico.
- 30:01Esse é um ponto segundo. Que é um conceito que eu não
- 30:05vejo sendo estudado e usado na prática.
- 30:08Não adianta por prebiótico na produção animal.
- 30:12Se eu quero enriquecer para pré votela, por exemplo, vamos dizer
- 30:15que pré votela fosse em frango também não adiantaria de nada eu
- 30:20colocar. Vamos dizer que eu sei quais são
- 30:22as fibras que a provotela gosta de comer.
- 30:25E a gente sabe, não adianta nada eu colocar essa fibra na ração
- 30:30ser só 50% do meus frango. Nem por voltella.
- 30:33Não trata de gasto sem sinal, que é um conceito que eu falo,
- 30:37que é o conceito que eu uso, que eu gosto de usar, que é o
- 30:39seguinte, que não está sendo usado, que eu estou roubando
- 30:41epidemiologia, que é o conceito de vacina.
- 30:44Quando a gente pensa em vacina, a gente não pensa somente em
- 30:48vacina individual, a gente pensa na questão populacional,
- 30:52imunidade de população. O probiótico é a mesma coisa.
- 30:57A gente tem que pensar em colonização de população.
- 31:01Eu tenho. Se eu quero no aviário e
- 31:05prevotela é um dos probióticos que aumentaria essa resistência
- 31:09à colonização. A Salmo nela eu quero aumentar o
- 31:13número de animais, ou seja, a prevalência de prevotela na
- 31:16minha população. Se a minha população eu chegasse
- 31:19numa população de frango hoje, e 30% dos animais somente tem
- 31:25prevotela. Mas não vai adiantar nada eu
- 31:27colocar o prebiótico que a provotela come, anão ser que
- 31:30comece a transmitir um frango para o outro dentro do aviário.
- 31:32E porque se eu quero chegar a 80% da minha população, 90% tem
- 31:37na provotela, eu vou ter que fazer algo na microbiota lá no
- 31:42começo do frango para conseguir disponibilizar os nichos para
- 31:46provotela entrar. Porque se tá baixa a
- 31:49colonização, quer dizer que talvez a gente perdeu algo nesse
- 31:54processo aí que. Que que tá facilitando?
- 31:58Tá deixando nicho ecológico aberto pra salmonela e não tem o
- 32:02que se faça. Então essa é a forma de pensar
- 32:06também populacional, que não é só pra salmonela, mas também pro
- 32:12probiótico. É exatamente essas estratégias,
- 32:17né? Todas elas tem que ser.
- 32:19Não pode ser genérica, né? Ela tem que ser.
- 32:22Como você falou, eu tenho que conhecer talvez a realidade.
- 32:26Da, da, da minha microbiota, do galpão da cama, pra conseguir
- 32:30atingir isso, essa essa questão aí da né, desse equilíbrio de
- 32:36microbiota, pra dar exatamente essa, vamos dizer, essa proteção
- 32:40que a gente tanto busca, né? Não é fácil, né, João?
- 32:43Não é fácil. Eu tenho falado muito isso
- 32:46também, né, assim. É, a gente ainda não tem a
- 32:50fórmula, né? As próprias empresas que
- 32:52investem hoje em probióticos tem candidatos muito importantes,
- 32:55muito bons, mas que nem sempre vão funcionar por motivo ou por
- 32:59outro, sei lá qual, né é que você acabou de dar um exemplo aí
- 33:02às vezes você tem é uma determinada, né, gênero ou
- 33:05espécie de bactéria, mas não tem alimento para ele e vice versa.
- 33:08Às vezes você tem lá muito alimento para aquela bactéria,
- 33:11mas ela não está presente no seu, no seu, no seu microbioma,
- 33:14né? Então.
- 33:15É, é, é, é essas essas estratégias, né?
- 33:19Fica. Tem que ficar pairando aí pra
- 33:20gente buscar essas soluções aí mais customizadas, né?
- 33:24Entender um pouco o que tá acontecendo.
- 33:25EE, trabalhar talvez, né? Com o que a gente tem, com as
- 33:28ferramentas que a gente tem disponível pra melhorar a saúde
- 33:31intestinal. 11 outra coisa que eu quero te falar aqui, prática
- 33:35também é o seguinte, porque é no mundo que a gente é polarizar e
- 33:39que achar culpar a todo momento. Eu quero dar um exemplo claro,
- 33:43por exemplo, da questão do uso antibiótico, que se fala assim,
- 33:45Ah, tem que acabar com tudo, não pode usar nada e acabou.
- 33:49Por exemplo, Na Na Na questão aviária, vamos dizer que a gente
- 33:51tivesse que tratar uma outra, uma doença bacteriana no aviário
- 33:55que não é relacionado com salmonela.
- 33:57E vamos dizer que a gente soubesse que no nosso aviário
- 33:59tem Salmonella entre líderes, mas a Salmonella entre líderes
- 34:03ou entre líderes é susceptível a todos os antibióticos e você vai
- 34:07lá, trata uma doença com wikolai.
- 34:10E não aumenta a resistência a essa molnela entre litídeos.
- 34:14Aí você fala assim, como que eu vou deixar de tratar com uma
- 34:17doença que está causando prejuízo?
- 34:18É atrapalhando o bem-estar dos animais?
- 34:21Se essa monela que eu tenho nem existência de antibiótico é nem
- 34:25sendo afetada por aquele antibiótico, tá?
- 34:28Então essas conversas tem que ser abertas, porque.
- 34:31Não é simples achar um vilão assim, né?
- 34:33Isso é culpado, isso é, eu usei. Se eu usar esse antibiótico,
- 34:36quer dizer que tudo vai estar resistente e tudo vai ser
- 34:38resistente. Não é assim, né?
- 34:40Não é simples assim. É, né, essa questão de
- 34:43resistência Oo João, eu queria que você aprofundasse um
- 34:46pouquinho mais nisso. Qual que é a sua posição em
- 34:49relação a esse uso, né? É claro, eu já falei, não é sim,
- 34:53né? Quantos Estados Unidos?
- 34:54Cada vez a restrição é maior, é, enfim, é.
- 34:59A tendência no Brasil é proibir mesmo é que se use eles como
- 35:03melhoradores de desempenho. Como é que você enxerga essa
- 35:05questão? É, enfim, de uma maneira geral
- 35:08aí, inclusive agregando isso a outros agentes que também vão
- 35:11fazer algum tipo de influência Na Na microbiota.
- 35:16Eu acho que a gente uma coisa, uma coisa que eu gostaria dasse
- 35:19pensar é a gente pensar de novo na biologia do organismo quando
- 35:23se pensa em resistência hoje, hoje.
- 35:28A gente nesses patógenos que a gente tá falando e pode se
- 35:31abranger pros patógenos que não são envolvidos em segurança
- 35:34alimentar, geralmente a gente pensa em resistência a genes que
- 35:40a gente já sabe que conferem resistência a certos
- 35:45antibióticos. Resistência a antibiótico é mais
- 35:49complexo que isso. A tuberculose nos ensina que às
- 35:53vezes a resistência não está associada a vários genes e a
- 35:56cadeias metabólicas. Mas vamos simplificar nesse
- 35:58momento que a resistência está associada a um certo gene, por
- 36:03exemplo, o gene TA ou tet b que confere resistência a
- 36:08tetraciclina. A segunda pergunta que tem que
- 36:11se fazer é o seguinte, se esse gene tá no cromossoma bacteriano
- 36:17ou no plasmídeo, porque se tá no plasmídeo?
- 36:21O plasmídeo pode mover mais de uma espécie para outra e se você
- 36:25colocar mais antibiótico, pode sim acelerar o movimento desse
- 36:30plasmídeo de uma só. Manela para ir colar e por aí
- 36:32vai e acelerar a resistência a esse antibiótico.
- 36:37A outra forma é você matar populações susceptíveis e deixar
- 36:42o crescimento daquelas que já estão.
- 36:44Já tem os genes que conferem resistência.
- 36:46E a terceira forma é. Da resistência acontecer de
- 36:50forma de novo, que a gente fala que é você usar o antibiótico e
- 36:54a mutação surgir que causa resistência a isso.
- 36:58Então, o que a técnica genômica nos permite é entender qual
- 37:02forma que está acontecendo, porque não é simples falar, usei
- 37:06antibiótico, uma mutação surgiu que causa resistência.
- 37:09Às vezes não surgiu. Às vezes você só matou tudo que
- 37:12era susceptível e aquela que já tinha o gene cresceu somente
- 37:16então, quando você. Eu olho para resistência hoje?
- 37:21Eu acho sim que tem que ser usado de forma cautelosa.
- 37:26Eu acho sim, que antibiótico é uma ferramenta para ser usada
- 37:29tanto para humano como um animal, para tratar doenças que
- 37:33não tem como ser tratada de outra forma.
- 37:36Eu acho, eu acho sim, que tem que se pensar no uso de promotor
- 37:40de forma correta e tem que ser refletido com os dados aí.
- 37:46A minha eu não consigo te dar uma resposta, vamos dizer assim,
- 37:51direta, mas eu acho que que o antibiótico é uma ferramenta
- 37:57extremamente viável, que não pode ser jogada fora e que tem
- 38:02que ser usada de forma cautelosa.
- 38:04É, eu concordo plenamente com você, eu acho que não dá para
- 38:07generalizar, né? Vamos, João, vamos aqui já
- 38:10caminhando para o final do nosso episódio.
- 38:12E a gente gosta de terminar os nossos episódios aqui, saindo um
- 38:15pouco da área técnica, né, e conhecendo um pouco mais o
- 38:19nosso, nosso entrevistado, o nosso convidado, né?
- 38:22E eu tenho feito 11 pergunta recorrente aqui, de uma forma
- 38:26assim até, né? De trazer da sua experiência aí.
- 38:30E aí seria um recado para as pessoas, né, que estão aí
- 38:32começando as suas carreiras profissionais, aqueles colegas
- 38:35que estão reposicionando as carreiras, né?
- 38:37Eu queria te perguntar justamente isso, como você
- 38:40enxerga? É o profissional de sucesso, né?
- 38:43Eu sei que sucesso às vezes é um conceito relativo, mas eu queria
- 38:46que você contasse assim, né? Da sua experiência, o que que
- 38:48você valoriza, né? De características, né?
- 38:51De um profissional que você considera que alcançou o
- 38:54sucesso. Olha, eu acho que a minha
- 38:58carreira é marcada por. Eu acho que todos nós, todos nós
- 39:02temos, temos nossos erros e tudo mais.
- 39:04Mas eu acho que a minha carreira foi marcada por.
- 39:07Resiliência, flexibilidade para aprender e tentar ao máximo ter
- 39:14integridade naquilo que você está fazendo.
- 39:16E quando errar também. Só saber assumir o erro e falar
- 39:20com as pessoas. Porque eu acho que a gente a
- 39:25gente está aí para ajudar as pessoas que estão vindo e as
- 39:28pessoas que estão na frente da gente também nos ajudaram, nos
- 39:30continuam nos ajudando. Então acho que essa.
- 39:33Essa flexibilidade, humildade, resiliência, integridade, até
- 39:40pra assumir que errou EE aprender com erro.
- 39:46É isso. João Carlos Gomes neto,
- 39:49muitíssimo obrigado aqui por essa, né?
- 39:51Essa papo legal aqui, eu acho que é o assunto que vai dar.
- 39:54A gente vai ter que fazer um episódio, né?
- 39:56Mais pra frente, aí pra gente aprofundar alguns conceitos.
- 39:59São coisas muito novas. Parabéns pelo seu trabalho aí
- 40:02nos Estados Unidos. Muito obrigado aí pelas
- 40:05informações, pelas dicas, né? Eu acho que é um convite aí a
- 40:09todas as pessoas que né, que tem essa responsabilidade nas
- 40:12empresas aí a refletir sobre essas novas tecnologias que
- 40:15estão chegando para compor, né? O Arsenal, a gente continuar
- 40:19fazendo um bom trabalho que o Brasil faz aí, né, na segurança
- 40:22alimentar dos nossos produtos, especialmente aqui na
- 40:24agricultura. Muitíssimo obrigado.
- 40:26Eu deixo você fazer suas considerações finais.
- 40:30Olha, eu agradeço plenamente a oportunidade.
- 40:33Eu acho que esse é um tópico que é fluido, que precisa de
- 40:37reflexão multidisciplinar. E eu acho que o Brasil está
- 40:41posicionado pra pra crescer nessa área e usar essa
- 40:45tecnologia de forma favorável a todas as cadeias de produção.
- 40:50E eu acho que que as indústrias tem que realmente é.
- 40:58É colocar mais painéis de pessoas para discutir isso aí,
- 41:01usar essas coisas, as várias coisas positivas, e também
- 41:04entender as limitações nesse momento de como utilizar essas
- 41:08técnicas. E eu simplesmente agradeço a
- 41:10oportunidade de de trazer algumas perguntas aqui para as
- 41:13pessoas refletir. João, muito obrigado pessoal.
- 41:17Agradecemos aí mais uma vez as pessoas que têm nos
- 41:19acompanhados. A gente solicita ao pessoal, né,
- 41:22que está nos assistindo aí pelo YouTube para se inscrever no
- 41:25nosso canal. Isso ajuda aí, o nosso, o nosso
- 41:28projeto e esperemos, esperamos, revê Los nos nossos próximos
- 41:31episódios. Tchau, tchau, obrigado,
- 41:33obrigado.