Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Felipe Hickmann: Enzimas e Sustentabilidade na Avicultura | Ep. 69
Transcript
- 0:00E a gente pode observar que a ração foi o
- 0:03principal emissor. Quando eu digo ração, eu digo
- 0:07desde a produção dos ingredientes para a obtenção
- 0:11da ração. Então, não é só o fornecimento da
- 0:14ração aos animais, mas a ração e sílilla engloba
- 0:17desde a produção dos ingredientes até o
- 0:20fornecimento aos animais. Bem
- 0:23-vindos ao podcast O Aviário, as mentes mais
- 0:26brilhantes da vitultura no seu bolso. O
- 0:31podcast O Aviário só é possível através do apoio
- 0:34de empresas inovadoras e que apoiam a educação
- 0:36continuada na ave cultura brasileira. Pegas
- 0:39o science, a solução inteligente e em tempo real
- 0:42para a interpretação de micotoxinas. A
- 0:45KeS, a ambiência ideal para a sua produção. American
- 0:48Nutrients, solução é o nosso compromisso. Olá
- 0:54pessoal, sejam todos muito bem -vindos de volta. Aqui
- 0:57é mais um episódio do nosso podcast O Aviário.
- 1:00Hoje a gente vai ter aqui a
- 1:01satisfação, o prazer de receber o Felipe Matias
- 1:05Weber -Rickman, que lá da Universidade Federal do
- 1:11Dantos Sul, ele está fazendo seu doutorado lá. O
- 1:13Felipe vai contar uma opção de novidades para a gente,
- 1:16que o que ele está trabalhando no doutorado
- 1:18dele. Ele já é uma pessoa que tem
- 1:19uma grande experiência na área de produção de não
- 1:22-riminantes. E o Felipe vai trazer algumas
- 1:25novidades para a gente em relação a tanta parte de
- 1:28enzimas, a parte de emissão de casos, que é um
- 1:33fenômeno que está na ordem do dia, está todo mundo
- 1:38falando sobre isso. Vamos ver como essas novidades o
- 1:41Felipe vai embalar e trazer aqui para a gente. Felipe,
- 1:43vou deixar você fazer suas considerações iniciais e eu
- 1:46gostaria que você mesmo se apresentasse aqui aos nossos
- 1:48colegas que nos acompanham no nosso podcast. Muito
- 1:52obrigado, professor, por uma satisfação poder compartilhar
- 1:55a pesquisa de doutorado e debater um pouco sobre
- 1:58ciência. Eu sou de Matuleitão, interior
- 2:02do Rio Grande do Sul, sou filho de produtores rurais.
- 2:05Sou engenheiro agrone formado
- 2:06pela URG, sou filho da URG desde a graduação ao
- 2:09doutorado, mestrado doutorado, mas eu tenho
- 2:11algumas experiências no ítimo exterior, na
- 2:13Austrália, nos Estados Unidos, no Canadá e na
- 2:16Suíça. Eu estou fazendo meu doutorado
- 2:18enquanto tela, então metade dele foi feita na URG e
- 2:21metade foi feita na Universidade de Laval, no
- 2:24Canadá, a qual no dia de hoje eu vou estar
- 2:27compartilhando um pouco dos meus experimentos durante o
- 2:30doutorado, que é dentro da linha de nutrição e
- 2:33sustentabilidade. Mas como é que eu vim parar
- 2:36na vitultura? Porque meus pais eram como
- 2:40produtores rurais, uma propriedade diversa, com
- 2:45bovinos de leite, suínos e aves, e eu sempre fui
- 2:49encarregado pelos frangos de corte. Então
- 2:51meu contato com a ave e cultura vem bem cedo desde
- 2:56criança. A gente acabou se
- 2:57especializando por suínos, mas o meu interesse por
- 3:00frangos de corte continuou até o doutorado, onde eu
- 3:03realizo pesquisas tanto com suínos como aves. Ah,
- 3:08que legal, Felipe. Deixa eu só que eu memorar isso,
- 3:10ressaltar isso. Sempre que tem a oportunidade de
- 3:13conhecer uma pessoa que é filhas de produtores rurais,
- 3:17eu comemoro, porque eu acho essa questão da sucessão
- 3:21meio rural super interessante. Você
- 3:23teve a oportunidade do seu DNA, na sua infância, já
- 3:27conviver com o sistema produtivo de animais,
- 3:30especificamente com fama. Eu acho que isso é uma
- 3:33privilégio para quem está no seu caso, fez, teve a
- 3:37chance, a oportunidade de fazer o curso superior e
- 3:40agora está ainda dando continuidade a seus estudos
- 3:43e vindo lá do comecinho, da base, na infância, já
- 3:48trabalhando com o frango. Muito
- 3:49legal, parabéns aí. Bom, Felipe, vamos começar
- 3:52falando um pouquinho sobre essa sua experiência
- 3:55internacional, principalmente nessa questão do impacto da
- 3:59ração nas emissões de gases de efeitos tuforos, que é
- 4:02um assunto que está super envolve, está todo mundo
- 4:06falando disso. Como é que a agricultura lida
- 4:09com essa problemática que é hoje mundial, uma questão
- 4:12ambiental hoje, do sustentabilidade, enfim, são
- 4:15coisas que todos os sistemas produtivos estão
- 4:18sendo cobrados, nós do agro estamos com essa faca no
- 4:22pescoço, todo mundo acha que a gente destrói tudo,
- 4:25tudo que a gente vê pela frente, a gente tem que
- 4:27inclusive parar, tentar quebrar esse paradigma, o
- 4:32agro talvez seja o setor que mais preserva. Como
- 4:36é que é essa a história, como é que é essa a
- 4:37relação sua? Conta aí um pouquinho das
- 4:39novidades nessa área para a gente. Perfeito,
- 4:42vamos começar pelo começo. Nós
- 4:45realizamos uma revisão sistemática dos impactos da
- 4:48agricultura em relação às emissões de gases de
- 4:50efeitos tuforos. Nós coletamos todos os artigos
- 4:54que, de certa forma, avaliar os impactos
- 4:56ambientais da agricultura pelo menos 2 dias de
- 4:59generos e ciclo de vida, que pelo menos contabeu as
- 5:02suas emissões de gases de efeitos tuforos. A
- 5:05gente pode observar que a ração foi o principal
- 5:08emissor. Quando eu digo ração, eu digo
- 5:11desde a produção dos ingredientes para a obtenção
- 5:16da ração. Então, nós só digamos o
- 5:18fornecimento da ração aos animais, mas a ração ecia,
- 5:21além de loba, desde a produção dos ingredientes
- 5:24até o fornecimento aos animais. A
- 5:26gente pode observar uma variação dos estudos de 28,
- 5:3082%, dependendo do cenário, do impacto da ração nas
- 5:35emissões de gases de efeitos tuforos. Então,
- 5:37nesse contexto, a alimentação dos animais é
- 5:40importante e a gente precisa considerar novas
- 5:43estratégias de alimentação. É
- 5:45nesse contexto que está alinhado o meu doutorado,
- 5:49novas estratégias de alimentação. Quais
- 5:52seriam essas novas estratégias de alimentação?
- 5:55Exílimas exógenas, vitaminas, fitase,
- 5:58a redução do teor de proteína bruta das dietas e
- 6:04também alimentação de precisão. São
- 6:05algumas, digamos, estratégias de alimentação que a gente
- 6:08pode estar utilizando para tentar reduzir esse impacto
- 6:11da agricultura. Ótimo. Mas nesse estudo seu,
- 6:15Felipe, eu entendi que você está considerando o deis lá
- 6:21da colheita, dado um plantinho do milho, dos
- 6:23ingredientes, até o final, fabricar a ação e
- 6:26fornecimento da ação. Assim, se a gente comparar, por
- 6:30exemplo, com outras cadeias biológicas, como é que a
- 6:33agricultura se situaria aí em relação a essa questão
- 6:37da emissão desses gases? A gente pode observar, tanto
- 6:43na literatura como nos trabalhos, que o principal
- 6:46fator associado ao impacto ambiental das cadeias
- 6:50produtivas é eficiência alimentar. Tem
- 6:53aí um estudo publicado que relacionou mais de 90 % do
- 6:57impacto, ele pode ser modificado através da
- 7:00eficiência alimentar dos animais. Então,
- 7:02a eficiência alimentar, claro, envolve múltiplos
- 7:05fatores que a gente pode estar motivando, modificando.
- 7:08E a agricultura é um exemplo
- 7:09nesse sentido, porque ela passou por uma revolução ao
- 7:14longo dos últimos anos, frango de corte de hoje é
- 7:17muito diferente do que ele é produzido há 20, 30 anos
- 7:22atrás. Então, esse frango de corte se
- 7:24tornou muito mais eficiente e, consequentemente, mais
- 7:28sustentável, dentro dessa perspectiva, se a gente
- 7:32está comparando com outras cadeias produtivas, como os
- 7:35bovinos de leite e corte. Sem
- 7:37dúvida, quando a gente fala em conversão e eficiência
- 7:40alimentar, o frango está lá na frente. Felipe,
- 7:43e essa questão das enzimas? Acho
- 7:45que também é uma coisa que está super sendo utilizada,
- 7:48você falou em nutrição de precisão, a gente já tem
- 7:52várias enzimas altamente eficientes no mercado. Como
- 7:56é que você está enxergando, inclusive, prospectivamente
- 8:00melhoria dessas enzimas, a combinação de várias
- 8:04enzimas, como é que você enxerga essa questão das
- 8:07enzimas na melhoria da eficiência alimentar e na
- 8:10melhoria da sustentabilidade da cadeia -vista? Perfeito.
- 8:14As enzimas vieram para ficar, principalmente fitás
- 8:17e outras enzimas que são muito utilizadas nos dias
- 8:20de hoje na agricultura. Eu acredito que as enzimas são
- 8:24muito estudadas, mas muito no ponto de vista da
- 8:28performance dos animais, muito pouco ainda no seu
- 8:31impacto ambiental. Então, nesse sentido, a gente
- 8:34tentou também investigar qual seria o impacto
- 8:36ambiental associado à utilização dessas enzimas
- 8:39exógenas na alimentação dos animais. Então,
- 8:42a primeira enzima que a gente avaliou foi a enzima
- 8:44beta -mananase. Eu só vou dar um contexto da
- 8:47sua utilização, o que seria os beta -mananos, em
- 8:50primeiro lugar. Seria uma fibra presente na
- 8:53fração da MCLose, que acaba desencadeando um processo
- 8:56inflamatório. Ele está presente na maioria
- 8:59dos ingredientes vegetais, principalmente o faréu de
- 9:02soja, então, uma vez ingerido, juntamente com o
- 9:06SPAMP, que é associado à questão da identificação dos
- 9:10patógenos pelo organismo animal, acaba desencadeando
- 9:15um efeito inflamatório. Então,
- 9:18para tentar reduzir esse efeito inflamatório, para
- 9:22reduzir o gás energético, que o animal precisaria
- 9:25deslocar para esse fim, a gente pode estar utilizando
- 9:31a beta -mananase, que acabaria degradando esses
- 9:33beta -mananos. Então, normalmente, quando a gente
- 9:36pensa em beta -mananase, a gente poderia estar
- 9:39valorizando, na hora de formular as ações,
- 9:42diferentes matrizes energéticas, por exemplo, 45
- 9:45quilocal, o pio de ração, que seria mais conservativo,
- 9:49mais utilizado, mas tem aí trabalhos de 90 quilocal
- 9:54até 150 quilocal, que já foram utilizados na
- 9:57literatura. Então, nesse contexto, a beta
- 10:01-mananase atua para tentar reduzir a viscosidade
- 10:07causada pelos beta -mananos e tentar aumentar a
- 10:10digestibilidade dos nutrientes, e
- 10:12consequentemente aumentar a performance dos animais.
- 10:15Aumentando a performance dos animais,
- 10:17a gente estaria, de certa forma, reduzindo os impactos
- 10:20ambientais. Então, nesse contexto de
- 10:23performance e sustentabilidade, a gente
- 10:26realizou um análise de vida para essa enzime em
- 10:29particular. Então, nós comparamos diferentes
- 10:32cenários de produção, produzindo os ingredientes
- 10:35da ração aqui na região sul, ou na região central
- 10:37-oeste do país, com diferentes matrizes
- 10:41energéticas, e também diferentes, todas as ações
- 10:45ao longo do ciclo de produção. E
- 10:47a gente pode observar, por os principais impactos
- 10:52ambientais avaliados, mudanças climáticas,
- 10:55eutrofização e acidificação, uma melhoria nesses
- 10:58indicadores. Mas qual foi o principal motivo
- 11:01dessa melhoria nos indicadores? A
- 11:04medida que a gente vai incluindo beta -mananase, a
- 11:07gente vai reduzindo o teor de óleo de soja e o que
- 11:11é necessário nessas dietas. Nós
- 11:15precisamos de um percentual de energia um pouco menor,
- 11:18porque o animal, em vez de gastar essa energia em
- 11:21relação a patógeno, a questão do gasto intestinal,
- 11:27essa energia pode ser utilizada para a produção,
- 11:30para o desempenho animal. Então,
- 11:32a gente acabou com as nossas simulações, fazendo
- 11:35toda essa comparação desde a origem dos ingredientes,
- 11:39das diferentes rações. A gente pode observar essa
- 11:42melhoria constante nos indicadores, à medida que a
- 11:45gente vai reduzindo o óleo de soja da dieta, que esse
- 11:48óleo de soja está associado. Como
- 11:50qualquer outro ingrediente está associado a um impacto
- 11:53ambiental, à medida que a gente tira o ingrediente
- 11:56dessa ração como óleo de soja, a gente acaba
- 11:58melhorando os efeitos ambientais. Nessa
- 12:01linha de raciocínio, a gente também está realizando
- 12:04trabalhos agora com a FITAS, com o Roberto,
- 12:07parceria com o aniversário do Paraná. E,
- 12:10da mesma forma que a gente fez com a Betamananás,
- 12:12também deu o impacto da utilização da FITAS. Qual
- 12:16seria, digamos, o impacto da FITAS que ela tem no
- 12:19desempenho dos animais e como isso converte em
- 12:22relação ao seu impacto ambiental? Qual
- 12:26seria a relação com a sustentabilidade da
- 12:29vitultura? É bem legal isso, né, Felipe?
- 12:32Que a gente já está olhando
- 12:35não só para dentro do animal, não só para o
- 12:37desempenho do animal, né? Mas
- 12:39com esses impactos que, esse lote, essa cadeia
- 12:44produtiva impacta em relação à sustentabilidade, em
- 12:47relação à ambiência e tudo mais. Então,
- 12:50muito legal esse enfoque que vocês estão dando aí.
- 12:54Bem legal, parabéns. Felipe,
- 12:56agora eu queria conversar um pouquinho sobre o
- 12:58impacto da nutrição no manejo da câmbia. Eu
- 13:01acho assim, a questão da cama é uma questão que a
- 13:04gente tem que evoluir muito. A
- 13:06vitultura, acho que vai ter que pôr um pouco mais de
- 13:09energia para entender como que essa cama pode ser
- 13:13aliada ou não se ela for mal manejada nos sistemas
- 13:17produtivos. O material de cama hoje está
- 13:20cada vez mais difícil, a gente tem que ter que
- 13:23estar pronto para fazer uma reutilização dessa cama. E
- 13:26essas tecnologias mesmo, e esses impactos, enfim. Como
- 13:30que tudo isso mexe dentro do sistema produtivo? Como
- 13:33é que vocês têm feito em relação a essa questão do
- 13:38impacto da nutrição no manejo da cama? Perfeito.
- 13:41Então, uma outra estratégia nutricional interessante para
- 13:44reduzir o impacto ambiental da vitultura é a redução
- 13:47do teor de proteína bruta. Então,
- 13:49no momento que a gente reduz o teor de proteína
- 13:51bruta, a gente acaba reduzindo, consequentemente,
- 13:54o teor do faréu de soja, reduza ali a quantidade de
- 13:58potássio presente que é excretado, reduz o balanço
- 14:02eletrolítico, e consequentemente, reduz o
- 14:04consumo de água e a umidade da cama de aviário.
- 14:08Então, nesse contexto da cama de
- 14:10aviário, a gente pode realizar diferentes
- 14:13experimentos para a potencial de biogás de
- 14:17produção dessa cama de aviário, a avulatização de
- 14:20amônia e as emissões de gás e feitos estufa. Então,
- 14:24como essa estratégia nutricional está associada a
- 14:28todos esses fatores? Então, a gente acabou reduzindo
- 14:31nossos experimentos ao teor de proteína bruta de 1 ,5 %
- 14:37e também de 3 % de forma a não impactar o desempenho
- 14:41dos animais. Essa é uma pergunta muito
- 14:44frequente que me faz... Bom,
- 14:46vamos reduzir o teor de proteína bruta, mas quanto
- 14:49que a gente vai reduzir? Bom,
- 14:51eu sempre respondo, vamos reduzir até o ponto que a
- 14:53gente não acaba afetando os desempenhos dos animais.
- 14:58Claro que com a redução do teor
- 15:00de proteína bruta, a gente tem que estar suplementando
- 15:02com aminoácidos sintéticos. Mas
- 15:05eu digo, a redução de proteína bruta tem que
- 15:09estar associada a não afetar os desempenhos dos
- 15:12animais, porque daí o nosso propósito se perde no meio
- 15:17do caminho. Então, o primeiro experimento que
- 15:20eu queria compartilhar com vocês foi a questão da
- 15:23produção de biogás. Então, precisamos de energias
- 15:27renováveis e o metano, a partir da produção do
- 15:30biogás, é uma energia muito interessante que pode ser
- 15:34utilizada dentro de uma perspectiva de economia
- 15:37circular. Por que economia circular?
- 15:39Então, nos animais, utilizamos os
- 15:42desjetos e os desjetos vão ser utilizados para a
- 15:45produção de energia que será utilizada para os
- 15:47animais. Da mesma forma, seus desjetos
- 15:51vão ser utilizados para fertilização das lavouras
- 15:54que será utilizada para ação dos animais. Então,
- 15:57tem, digamos assim, uma economia circular dentro
- 16:00dessa perspectiva. Nesse contexto, a gente acabou
- 16:03avaliando qual seria o impacto da redução do teor
- 16:08de proteína bruta das diétricas. Então,
- 16:11nós temos o tratamento de controle, o tratamento com
- 16:14a redução de proteína bruta, de 1 ,5 % e 3%, mas
- 16:18também outros tratamentos que, além da redução de
- 16:22proteína bruta, a gente acabou modificando o balanço
- 16:26eletrolítico para suplementar os déficits de potássio e
- 16:32sódio que, por ventura, a foderinha está acontecendo
- 16:34com a redução do parelho de sódio que estaria sendo
- 16:37retirada das dietas. Então, dentro desse experimento, a
- 16:43gente acabou utilizando os biodigestores com uma fase
- 16:48líquida e uma fase sólida. Então,
- 16:51digamos, o set -up do experimento era um pouco
- 16:53diferente se fosse utilizar apenas de jatsuinos, por
- 16:58exemplo, que isso é basicamente líquido, então,
- 17:00nós teríamos apenas um biodigestor. Para
- 17:04o aves, que era muito mais sólido, na casa de 80%, a
- 17:09gente acabou tendo que diluir esse dejeto, essa
- 17:13cama de aviário, para um inóculo para a gente estar
- 17:17colocando nesses biodigestores, na casa de
- 17:20reduzir de 80 % o teor de sólidos, para na casa de
- 17:2440%, 45 % para que essas bactérias fossem capazes de
- 17:29gerir esse material. Mas a minha pergunta é assim,
- 17:34uma produção de biogás, cama de aviário, é
- 17:37interessante? Será que vale a pena? Porque
- 17:41a cama de aviário é muito bemquista no sentido assim
- 17:45da sua riqueza de nutrientes, é rica em
- 17:48trogênio, fósforo, potássio, então, se um produtor que
- 17:53tiver sua cama de aviário, normalmente vai ter muita
- 17:56gente procurando essa cama de aviário. Então,
- 17:59depois do lote termina, será que valeria a pena
- 18:04ainda esperar para que um processo de biodigestão
- 18:07acontecesse? Então, tenha, digamos, um período
- 18:10que para assuídos, por exemplo, a gente precisa de
- 18:14um determinado período na esterquia, então o sistema
- 18:17é um pouco diferente. Bom, mas a gente realiza
- 18:21pesquisa para, não necessariamente, para o
- 18:25nosso contexto, nosso sistema de produção. A
- 18:27gente pensa, a gente divulgar esses dados para o
- 18:31mundo, né? Outros sistemas de produção podem
- 18:34estar interessados. A gente vai para a Europa,
- 18:37principalmente, está muito interessado nessa parte de
- 18:39sustentabilidade, eles não podem estar aplicando as
- 18:43suas propriedades, assim, o ano todo. Somente
- 18:46tem neve boa parte do ano, então, eles têm que, de
- 18:49certa forma, acumular essa cama de aviário por um
- 18:53período. Nesses casos, a digestão aniróbica,
- 18:57a utilização do biogás, ela é bem pertinente, né? Outra
- 19:01coisa, agora que a gente está comparando o sistema
- 19:03de produção, aqui no Brasil a gente não tem uma
- 19:07legislação que estabelece, assim, a quantas vezes eu
- 19:09posso utilizar essa cama de aviário ao longo do tempo,
- 19:12né? O produtor vai utilizando ao
- 19:14longo dos lotes, mas pode estar ficando ali um ano,
- 19:18até dois anos, dentro do aviário, que daí ele vai
- 19:21retirar essa cama de aviário. Mas
- 19:23na França, por exemplo, cada lote, essa cama de
- 19:26aviário precisa ser retirada. Então,
- 19:29tem um volume grande, cada lote, que precisa ser
- 19:33armazenada. A nossa pesquisa que ela está
- 19:35sendo realizada, ela pode ser aplicada em vários
- 19:39sistemas de produção. Então, acredito que a questão do
- 19:42biogás para a aves, ela tem o seu futuro mais ali
- 19:49na frente, né? Em relação ao nosso experimento
- 19:52em si, né? A gente está tentando avaliar
- 19:54o impacto da nutrição na manejo dessa cama de
- 19:57aviário, tanto na produção de biogás, a home, os
- 19:59gases, o efeito, isso tudo. E
- 20:01a gente pode observar que essa redução do teor de
- 20:04proteína bruta, a gente está reduzindo o teor de
- 20:07faraio de soja, principalmente, não foi
- 20:09associado a nenhuma redução do seu potencial de
- 20:14produção de biogás, porque é positivo, porque a gente
- 20:19poderia estar reduzindo a cama de... A
- 20:21gente deu um teor de proteína das dietas sem
- 20:24afetar a sua produção de biogás, só fazendo um
- 20:27parêntese, né? Eu realizei todas essas
- 20:28pesquisas com suínos também. E
- 20:30a gente teve resultados contrastantes, porque para
- 20:34suínos, a redução do nitrogênio foi limitante.
- 20:37Então, acabou afetando a produção
- 20:40de biogás. Como a cama de aviário é rica
- 20:43em nitrogênio, rica, a redução da proteína bruta
- 20:47não foi limitante para a ação das bacterias, né?
- 20:51Dentro desse ponto de vista, a
- 20:53gente não teve diferença entre os tratamentos, apenas
- 20:57a diferença entre os ciclos, porque a gente
- 20:59acabou realizando esse experimento ao longo do
- 21:02tempo também. Foi acumulado? Foi
- 21:08realizado ao longo do tempo. A
- 21:11gente fez, digamos, um experimento. Então,
- 21:14a gente coloca a cama de aviário, as bacterias
- 21:17degerem essa cama, até reduzir a sua composição a
- 21:23um nível que a gente consegue rastrear e, opa,
- 21:26já utilizar todos os nutrientes, precisamos
- 21:29colocar a cama de aviário novamente. Então,
- 21:32a gente foi realizando vários ciclos ao longo do
- 21:35tempo, e a gente pode observar que, à medida que
- 21:38a gente vai passando, esse nóculo está mais adaptado a
- 21:42essa cama de aviário, e, consequentemente, a gente
- 21:44está aumentando a produção de biogás ao longo do
- 21:47tempo. Então, sem diferença dos
- 21:49tratamentos, mas com uma evolução ao longo do tempo.
- 21:52Algumas coisas a considerar sobre
- 21:55essa parte da nutrição. O ponto de vista ambiental.
- 21:59Seria interessante a redução do
- 22:01teor de proteína bruta das diétricas? Sim,
- 22:03porque a gente estaria reduzindo a excreção dos
- 22:06animais. Se a gente está reduzindo o
- 22:08teor de nitrogênio ofertado, a gente estaria reduzindo o
- 22:12teor de nitrogênio também presente na cama de
- 22:14aviário. Agora, do ponto de vista da
- 22:16utilização da cama de aviário, o produtor que
- 22:20quer utilizar na sua lavoura, ele quer um dejeto
- 22:23bicoinoutrêntese. Então, nós temos, digamos assim,
- 22:26um trade -off, que seria a utilização da cama de
- 22:30aviário como biofertilizante, mas em relação também a
- 22:35seu impacto ambiental. O ambiente seria interessante
- 22:39a gente estar reduzindo a quantidade escritada de
- 22:42nitrogênio e fóssil, principalmente se essa cama
- 22:45for aplicada ao meio ambiente, a Deus dará,
- 22:50digamos assim. Mas se ela é utilizada como
- 22:53biofertilizante, eu quero nutriente nessa cama de
- 22:56aviário para minhas plantas, com o milho, para minhas
- 22:59sojas. Então, tem diferentes objetivos
- 23:02dependendo do meu propósito de utilização da cama de
- 23:05aviário. Então, isso lida para o meu
- 23:07segundo experimento, que eu queria comentar, que é aqui
- 23:10na relação da volatização de amônia. Mas
- 23:12antes disso, eu gostaria de fazer uma pergunta, o
- 23:15professor. Você entende como cama de
- 23:18aviário, o que é dejeto animal na tua perspectiva?
- 23:22Na minha perspectiva, além das
- 23:23escretas, do material original, as escretas, a
- 23:27umidade que acaba se incorporando, aos restos de
- 23:32ração, penúgenos, enfim, todo aquele movimento em
- 23:36termos de nutrientes que acaba se depositando na
- 23:41cama. Também, além das escretas, tem ali
- 23:44descamação, restos de, embora, a gente briga para
- 23:48não ter desperdício de ração, mas acaba sempre
- 23:51tendo um pouco, descamação das aves, penas, e eu
- 23:54entendo que é isso. Poeira, muita poeira, muito pó,
- 23:57enfim, mais ou menos isso. Acertei!
- 24:00Perfeito, é resposta excelente, porque
- 24:02normalmente, quando eu faço essa pergunta, muita gente
- 24:05diz que as fezes dos animais, a escreta, mas vai
- 24:08muito mais além disso. Além das fezes de urina, tem a
- 24:12questão da água, da reação que é desperdiçada, tem
- 24:16música, tem muita variabilidade nessa cama de
- 24:20aviário, se a gente comparar, por exemplo, a
- 24:23fertilizantes minerais, como a UREI, que ela é
- 24:26designada para te liberar tal quantidade de
- 24:30nitrogênio. Então, se a gente está comparando
- 24:33fertilizantes orgânicos e minerais, a gente tem muita
- 24:36maior variabilidade, se a gente está utilizando
- 24:39tejetos animais, quando comparado a fertilizantes
- 24:45minerais. Queria só voltar relatando, que
- 24:47você ia, acho que você já vai comentar, relação à
- 24:49volatilização da amônia, que é bem interessante isso. Se
- 24:52deixou muito claro que reduzir os proteínas da
- 24:55ração, eu não piora a qualidade da cama muito,
- 24:59pelo contrário, ela se mantém estável, eu posso
- 25:01utilizar ela tanto para biogais que, em alguns
- 25:05casos, eu sabia no teor de nitrogênio para fertilizantes
- 25:07orgânicos. Agora a cama tem outro approach,
- 25:10porque hoje a amônia, a questão da amônia é uma
- 25:14coisa que hoje é um dos gargalos, quando a gente
- 25:17vai começando a reutilizar a cama, aquele excesso de
- 25:20amônia acaba causando um certo prejuízo, não só as
- 25:23aves, até o próprio manejista, o grandeiro, que
- 25:27às vezes o teor está muito alto, você tem que
- 25:29desdobrar no manejo, o manejo de mancudina em
- 25:32exaustores, etiladores, para se livrar um pouco dessa
- 25:34amônia que vai acumulando, como é que vocês
- 25:37trabalharam essa questão? Perfeito,
- 25:39então temos duas perspectivas nesse momento,
- 25:42uma é a volatilização da amônia nas instalações dos
- 25:45animais, então à medida que a gente reduzindo a
- 25:48quantidade de proteína bruta, a quantidade de
- 25:50nitrogênio, a gente está reduzindo a volatilização da
- 25:52amônia nas instalações dos animais, mas quando na
- 25:56perspectiva de dejeto animal, com biofertilizante,
- 26:00a gente não quer que tenha volatilização de amônia
- 26:02também, porque esse nitrogênio, uma vez aplicado
- 26:05no solo, a gente quer que esse nitrogênio chegue nas
- 26:08plantas, que as plantas utilizem esse nitrogênio e
- 26:11não que seja perdido através de amônia. Então,
- 26:14dessa perspectiva de dejetos animais, quando a gente
- 26:18aplica o dejeto à cama alheviária, a gente quer
- 26:21que esse nitrogênio ao invés de formar amônia, se
- 26:24forma amônia, que seja estabilizada na forma
- 26:28estável, que permaneça na superfície do solo,
- 26:31permaneça ali para liberar os nutrientes ao longo do
- 26:34tempo. Então, nós temos, digamos, esse
- 26:38interesse de reduzir a volatilização de amônia
- 26:42também na sua utilização no campo, não apenas nas
- 26:47instalações dos animais. Então,
- 26:49dentro desse experimento, a gente acabou avaliando
- 26:52diferentes teorias, de cama alheviária, de controle e a
- 26:57redução do teor de proteína bruta, mas também a relação
- 27:01da cama alheviária, assim como ela foi tirada das
- 27:05instalações, e também aquela cama alheviária após a
- 27:08gestão anairóbe, do experimento anterior que eu
- 27:11comentei. Então, a gente também comparou a
- 27:13forma desse nitrogênio, se ele estava na forma
- 27:16orgânica, a forma com o dejeto, ou também mineral
- 27:19com a forma de ureia. Então,
- 27:21nesse experimento, eu acabei realizando... São
- 27:24três experimentos ao longo do tempo, cada vez eu fui
- 27:27testando uma dessas coisas, e a gente pode observar
- 27:32que a diferença do teor de proteína bruta não foi
- 27:36significativa por que isso, porque no momento em que a
- 27:40gente aplicou os dejetos nas nossas instalações para
- 27:45verificar a volatilização de amônia, a gente aplicou
- 27:48para atender a mesma quantidade de nitrogênio a
- 27:52ser aplicada. Então, a gente aplicou para a
- 27:56cultura do milho, então, foi só uma diferença do
- 28:02volume a ser aplicado para a gente atender às
- 28:04exigências nutricionais do milho. Então,
- 28:07não teve diferença dos tratamentos de controle e
- 28:11redução do proteína bruta, uma vez que foi aplicado
- 28:14para atingir o mesmo nível de nitrogênio. Quando
- 28:17a gente testou aplicar... Vamos
- 28:19aplicar baseado no nitrogênio, ou vão aplicar
- 28:22baseado no fósforo? Dependendo
- 28:24do lugar, aplica baseado no fósforo, principalmente no
- 28:27Quebec, no Canadá, onde eu realizei experimento. Então,
- 28:30em um desses experimentos, a gente também comparou
- 28:32aplicar baseado no nitrogênio e aplicar baseado
- 28:36no fósforo. Quando a gente aplica baseado no
- 28:39fósforo, a gente precisa pouca quantidade de camar
- 28:42de aviário e um pouquinho de ureia para supir as
- 28:46necessidades do nitrogênio. Então,
- 28:49nesse critério, a gente tem uma volatização de amônia
- 28:55muito maior se a gente aplicar baseado no fósforo,
- 28:59devido à ureia utilizada. Vamos
- 29:01aplicar ureia. A volatização de ureia não
- 29:05tratada é três vezes maior e isso que do dejetos
- 29:08animais. Então, no nitrogênio aplicado via
- 29:11ureia, a gente pode observar que 25 % daquilo
- 29:14que foi aplicado via ureia acabou sendo pertido por
- 29:18volatização. Por dejeto foi na casa dos 4%.
- 29:21Então, o dejeto animal é muito
- 29:23interessante do ponto de vista econômico e ambiental,
- 29:25porque econômico não está perdendo aquele nitrogênio
- 29:28que aplicou com a forma de amônia, como você estaria
- 29:31perdendo na forma de ureia, e também ambiental, porque
- 29:35você está utilizando um recurso que pode ser
- 29:37reaproveitável. É um curso muito mais barato
- 29:40do que a ureia. Então, nesse trabalho, a gente
- 29:44avaliou o efeito da quantidade de proteína da
- 29:47gruta, não teve impacto, foi apenas uma quantidade
- 29:49de volume que precisou ser ajustada para cada um dos
- 29:53tratamentos. O impacto da ureia em relação
- 29:57aos dejetos animais está muito maior, muito mais
- 30:00volatização de ureia comparada aos dejetos
- 30:02animais, e muito mais volatização de amônia para
- 30:06o dejeto tratado em relação ao dejeto não tratado. Mas
- 30:09por que isso? O dejeto que veio pelo
- 30:12processo de gestão anaeróbica, a gente usou no
- 30:14experimento, ele já passou pela ação das bactérias,
- 30:17então ele está muito mais mineralizado. Então,
- 30:20no momento que eu utilizo esse dejeto, essa amônia é
- 30:23facilmente perdida através da volatização de amônia.
- 30:27Claro que o teor de amônia
- 30:29volatizado depende do pH, que o pH do dejeto tratado
- 30:35passou pela ação das bactérias e um pouco maior
- 30:37também. Então, tudo vai colaborando para
- 30:39uma volatização de amônia superior ao dejeto tratado.
- 30:43Então, seria um outro trade -off
- 30:47que seria a utilização desse dejeto tratado. O
- 30:51dejeto tem o seu fim para o biogás, mas o material
- 30:56de gerido tem que ter uma finalidade, tem que também
- 30:59ser aplicado a campo ou ser utilizado para outro
- 31:01fim. Dando -te desse experimento da
- 31:04amônia, a gente acabou observando nenhuma diferença
- 31:06do teor de hidrogênio desses dejetos, maior
- 31:10volatização da uré em relação aos dejetos, maior
- 31:13volatização do dejeto tratado em relação ao não
- 31:17tratado e muito maior volatização se essa
- 31:20aplicação é feita pelo fósforo e em relação ao
- 31:23nitrogênio, porque pelo fósforo a gente pisava
- 31:26utilizar uma uréia suplementar para atingir as
- 31:28necessidades de nitrogênio. Então,
- 31:30claro, tudo depende do contexto, do sistema de
- 31:34produção que a gente está considerando, mas basicamente
- 31:37esses são os resultados desse experimento da
- 31:41avaliação de amônia. Muito legal, Felipe, parabéns pelo
- 31:45trabalho. É muito bom a gente sempre
- 31:48estar fazendo uma reeleitura de tudo isso, às vezes a
- 31:52gente fica ali no dia a dia só meio parado, ainda
- 31:55não uma visão mais rasa em relação a tudo isso que
- 31:59você falou, na UDJ, você explica aí direitinho como
- 32:02isso bem tratado pode voltar em termos de receita
- 32:05para o produtor, são essas possibilidades que inclusive
- 32:08outros países estão na frente da gente. Então,
- 32:11muito legal esse seu trabalho tendendo melhor
- 32:14como funciona essa interação entre nutrição e a
- 32:17utilização dos dejetos, da cama, enfim, muito legal.
- 32:20Para a gente terminar, Felipe,
- 32:24eu queria que você falasse muito rapidamente, exatamente
- 32:27na perspectiva, pensando em termos de custos, e
- 32:31pensando que você conhece bem a realidade da nossa
- 32:33vitultura, conhece as nossas integrações, você acha que
- 32:38a gente vai ter uma mudança próxima em relação
- 32:42exatamente do produtor mesmo, do próprio integrado,
- 32:45começar a buscar as conhecimentos que você está
- 32:50dividindo com a gente, colocar isso em prática
- 32:53para voltar de alguma forma, financeiramente, no
- 32:56bolso do produtor, sem chegar que a gente vai
- 32:59trilhar esse caminho, qual a perspectiva da gente
- 33:02fazer, essa inversão. Eu acredito que esse é o
- 33:08caminho, a busca por informação, busca por
- 33:12conhecimento, especialmente em um contexto com o preço
- 33:15dos fertilizantes estar nas alturas, então a cama de
- 33:19aviar, o dejeto animal, como se ele tenha um
- 33:21apelo, não somente do ponto de vista econômico, então
- 33:26eu acredito que o produtor vai se interessar pela cama
- 33:31e vai se interessar também do que eu poderia estar
- 33:34modificando nessa cama de aviar, para que ela não
- 33:37tenha muita amônia, para que ela seja, digamos, rica
- 33:41e nutriente se for o fim, se for a utilização via
- 33:44dejetos, para a fertilização das nossas culturas. Então
- 33:49eu acredito que o produtor sim está interessado irá
- 33:52continuar interessado na cama de aviar e acho que
- 33:58esse é o caminho, buscar atualizações constantes,
- 34:01porque na Europa, por exemplo, a legislação é
- 34:04muito mais rigorosa, então nada nos impede que daqui
- 34:08a uns anos a legislação também chegue aqui no
- 34:10Brasil e que acabe nos impondo certas alterações ao
- 34:14nosso sistema de produção em relação à utilização
- 34:17dessa cama de aviar, tanto na sua reutilização ou não,
- 34:22mas também, digamos, a sua finalidade, seja via biogás,
- 34:27seja via fertilizante. Então tem muita coisa por vir
- 34:32ainda, eu acredito. Valtá, Felipe, muito obrigado
- 34:36pelas, né, para o seu tempo e por essas
- 34:39informações tão legais. Parabenizar
- 34:41aí seu trabalho e muito legais essas internações
- 34:43internacionais que você está fazendo. Acho
- 34:46que o Brasil precisa muito disso, de fazer essas
- 34:49conexões internacionais. A nossa veicultura é uma
- 34:52veicultura de primeiro mundo, todo mundo sabe
- 34:54disso, mas essas internações internacionais são muito bem
- 34:58-vindas. Então parabéns aí pelo seu
- 34:59trabalho. É muito legal quando a gente
- 35:01vê um jovem, né, doutorando com essa garra sua, com
- 35:05essa vontade de buscar novos conhecimentos, de
- 35:08imagina o trabalhão que tem sido esse tanto de projeto
- 35:13seu, ainda mais mexer que o negócio de biogás, que é
- 35:16tão complexo, tem que ficar ali pagiando os biodigestões
- 35:22lá para os bactérias não morrer. Enfim,
- 35:24toda essa dinâmica aí que paraabenizar mesmo, agradecer
- 35:27pelo seu tempo, agradecer pela sua informação e eu
- 35:30deixo você aí para ver suas considerações finales.
- 35:33Obrigado, Felipe. Eu
- 35:34que agradeço pela oportunidade de estar
- 35:36podendo discutir ciência, podendo estar discutindo a
- 35:39viapultura e que essa informação for o mundo, né,
- 35:43pro bem de todos nós. Muito
- 35:45obrigado pelo convite. Obrigado,
- 35:47Felipe, valeu pessoal, nós nos vemos nos próximos
- 35:49episódios do nosso podcast, neste povo aviário. Valeu,
- 35:53gente. Até a próxima. Tchau,
- 35:54tchau.