Latest / SuinoCast · by PPGVET / Jalusa Deon Kich: Salmonella no Brasil: O Que Mudou? | Ep. 283
Transcript
- 0:05Está no ar o primeiro podcast da suinocultura brasileira, ou.
- 0:09Suinocast pensando em segurança dos alimentos, uso de
- 0:14antimicrobiano é meio que não admitido porque não resolve o
- 0:20problema e ainda tu seleciona mais ainda.
- 0:27Uma bactéria que pode estar lá na carcaça e, mesmo não sendo
- 0:31patogênica, ela transmite resistência via alimentar.
- 0:36Siga nos nas redes sociais YouTube e Spotify para ter
- 0:40acesso a conteúdo técnico, atual, de qualidade e reverente
- 0:44e gratuito. O suinoquest só é possível
- 0:49através do apoio de empresas inovadoras e que apoiam a
- 0:53educação continuada na suinocultura brasileira.
- 0:55Top Gen. Onde você encontra as matrizes
- 0:58mais completas do mercado, a excelência está em nosso DNA
- 1:03alga Prime DHA da acórdão, o Omega 3 de algas para nutrição
- 1:07suína. Olá pessoal, sejam todos bem
- 1:16vindos a mais este episódio do swino cast.
- 1:20Eu sou o Geraldo alverton e sou o host da área de sanidade desse
- 1:25podcast que é. Tão querido pela suinocultura
- 1:28brasileira e a nossa entrevistada de hoje é a doutora
- 1:33jaluza de on kirch, pesquisadora da Embrapa suínos e aves.
- 1:38A doutora jaluza é médica veterinária formada pela
- 1:42Universidade Federal do Rio Grande do Sul e nessa mesma
- 1:46universidade ela fez o seu mestrado e o seu doutorado.
- 1:50Doutora jaluza tem uma contribuição muito grande pra
- 1:53sua inocultura brasileira. Tem se envolvido em várias
- 1:57pesquisas extremamente importante pra sanidade suína e
- 2:02destacamos aqui a sua participação na área de
- 2:06segurança alimentar, Na Na no estudo sobre Salmonella.
- 2:10Doutora jaluza liderou o projeto de revisão e modernização os
- 2:14procedimentos de inspeção de suínos.
- 2:17Participa de grupos nacionais e internacionais, né?
- 2:22Sobre resistência antimicrobiana?
- 2:25Boa tarde já luz aqui a satisfação conversar contigo
- 2:29sobre esse tema tão legal que é sauna.
- 2:32Ela que nós vamos conversar hoje.
- 2:34Seja bem-vinda. Obrigado, Geraldo, o prazer é
- 2:38todo meu. Agradeço demais o convite, né?
- 2:41Adoro conversar contigo, então vai ser um bate-papo agradável,
- 2:46com certeza. E esse tema, né?
- 2:49É um tema latente e. É, tá sempre voltando à moda,
- 2:54né? Então é muito interessante
- 2:57também a gente conversar sobre ele.
- 2:59Legal. Obrigado Joel por estar aqui.
- 3:02Desculpa se chamando de jal, né? Porque eu e a jaluza nós não
- 3:06conhecemos há tanto tempo, né? EE, que é muito bom, né?
- 3:11Fazer um bate-papo com alguém que a gente conhece como amiga.
- 3:15Jean lusa, é, eu gostaria que você começasse.
- 3:19Nos falando um pouquinho na tua visão sobre Salmonella, pensando
- 3:24no Salmonella suínos, o antes ou depois pensando Oo antes.
- 3:30Lá a suinocultura brasileira, a década de 90 nos anos início dos
- 3:35anos 2000 e hoje uma suinocultura bastante
- 3:38tecnificada e que tem 111 experiência diferente com
- 3:44Salmonella. Bom, Salmonella é sempre.
- 3:49Ela cria bastante confusão, né? Porque nós temos todo um aspecto
- 3:54de segurança dos alimentos que qualquer contaminação é
- 3:57importante, né? E nós temos essa parte clínica
- 4:01que eu acho que mudou bastante, né?
- 4:03Porque quando a nossa geração, pelo menos quando nós começamos
- 4:06a trabalhar. Quando se falava em qual era
- 4:09SUS, era uma coisa meio do passado, né?
- 4:12A gente tinha que buscar as fotografias com os orientadores
- 4:16a. Gente, não.
- 4:18É exatamente né? EEAA entérica.
- 4:25Na minha opinião, ela sempre ficou meio subdiagnosticada, no
- 4:29meio das outras doenças entéricas.
- 4:32E aí tem a diarreia. A gente trata com antibiótico.
- 4:36Faz algum outro suplemento e toca a vida, né?
- 4:39Então era mais ou menos isso que a gente trabalhou na parte
- 4:43clínica durante alguns anos. Aí a gente dizia que que nos
- 4:48Estados Unidos, que em alguns países a parte clínica era mais
- 4:51importante do que no Brasil. A partir Geraldo ali, de 2010,
- 4:582011, por aí, a gente começou a ter muito diagnóstico de
- 5:03salmonel. E num crescente.
- 5:06E aí talvez porque realmente a gente começou a ter problema
- 5:11para os tratamentos, né? Da da da forma entérica, digamos
- 5:16assim, de difimulho. E aí os colegas do campo
- 5:19necessitaram investigar um pouco mais para conseguir resolver os
- 5:22problemas. E a cólera SUS começou a
- 5:25aparecer de uma forma importante.
- 5:28Ela é uma doença realmente que ela é dramática, né?
- 5:31Ela faz uma septicemia feia, com muita febre, com enfim
- 5:35aumentando mortalidade. E o quadro clínico,
- 5:41principalmente na aguda, é muito Sério.
- 5:44E o pessoal se assusta e tenta procurar a causa, até porque ela
- 5:48é uma doença vermelha, né? Então ela pode aí ser ela
- 5:53precisa fazer o diagnóstico diferencial de de outras doenças
- 5:56de notificação é importante. E aí nós começamos com esses
- 6:00registros, né? E enxergar isso dentro do
- 6:04diagnóstico. Aqui a gente tem muito contato
- 6:06com o cedisa e outros colegas aí, né, que que trabalham na
- 6:11clínica e que sempre que tem essas questões de salonel, elas
- 6:15chamam a gente, né? Para dar opinião, para ajudar no
- 6:19diagnóstico, porque a gente tem uma estrutura de laboratório que
- 6:21consegue estudar, nós temos aqui.
- 6:23A gente consegue comparar as cepas também, né?
- 6:28Por uma genotipagem resumida, a gente faz com com PFGE, né?
- 6:36Com padrão de restrição. Então a gente consegue estudar
- 6:38surtos, enfim. E aí essa, digamos assim, que
- 6:43essa estrutura que a gente tem para trabalhar nessa área de
- 6:46segurança dos alimentos também nos ajuda na parte clínica.
- 6:49Então nós fizemos um estudo que nós publicamos de 2011 a 2017 e
- 6:57que a gente estudou quando que acontecia.
- 7:00Então a gente viu que até na maternidade ocorreram casos.
- 7:06Né? Claro que não é comum, né?
- 7:08É mais comum na creche e no crescimento.
- 7:11Determinação a nossa amostragem. Ela não é uma amostragem boa do
- 7:17ponto de vista epidemiológico. Ela é política, né?
- 7:20De de laboratório. Nós tivemos alguns laboratórios
- 7:23que que de diagnóstico que colaboraram conosco e a gente
- 7:29conseguiu mostrar naquele artigo assim qual é a fase.
- 7:33E claro que a gente, em vários casos, a gente não tinha
- 7:36informação o suficiente, né, para classificar se era
- 7:41septicêmico ou não. Mas foi muito interessante assim
- 7:45esse estudo, né? Nós comparamos.
- 7:47A gente fez a parte de anotipagem, a gente estudou a
- 7:52parte de resistência e agora nós estamos com amostragem depois
- 7:58disso, até 2022. E nós mostramos aí que nos
- 8:04quadros intéricos a TIF murium e a monofásica tá acontecendo
- 8:08muito no Brasil, então AA campeã é a monofásica, a monofásica.
- 8:12Ela é uma mutação da TIF murium, né?
- 8:18Ela não produz um antígeno EEE. Tem já isso, o marcador genético
- 8:24já bem definido, né? Qual é o gene que foi deletado,
- 8:27digamos assim, que montou? E ela é importante no mundo
- 8:30inteiro, tem até vacinas com com, com essa, esse sorovar e
- 8:36também para humanos, né? E a TIF muruum, a gente tem um
- 8:41padrão muito mais semelhante, então na TIF muruum foi bem, na
- 8:47TIF muru, não. Desculpe, gente na qual era SUS,
- 8:50a qual era SUS, a gente tem um padrão muito conservado no
- 8:54Brasil, elas são muito parecidas, aquela os isolados
- 8:57que nós temos. Mesmo vindo de vários estados
- 9:02brasileiro. Então é muito diferente.
- 9:05Assim, a gente olha para a cara dela.
- 9:06A gente vê que uma coisa é muito de suino e a outra é mais a
- 9:11epidemiologia, né? Ela tem uma variabilidade maior,
- 9:16ela pega vários hospedeiros, então elas são diferentes, né?
- 9:21A ceva é um dos principais players no mercado de saúde
- 9:25animal. Atuando com inovação e
- 9:27responsabilidade, buscando soluções de saúde inovadoras
- 9:31para todos os animais, contribuindo para o futuro de
- 9:34nosso diverso planeta, moldando cada solução de acordo com as
- 9:39necessidades e desafios do mercado consumidor e
- 9:42compartilhando conhecimentos de alta qualidade.
- 9:45Para não perder nenhuma novidade, siga a cerva saúde
- 9:48animal no Instagram arroba cerva suínos Brasil.
- 9:55Legal. É Jaú.
- 9:59Com relação a essa questão aí, da da diferença entre as 2 hoje,
- 10:05o que você tem visto mais, né? Você falou que tem uma amostra,
- 10:08vamos dizer que é uma amostra viciada, né, que é aquilo que
- 10:11chega até o laboratório, né? Não representa a casuística no
- 10:16Brasil. Mas o que tem chegado mais para
- 10:19vocês? É a TIF Moura ou a Caldeira
- 10:21suis. A TIF Moura, os casos entéricos
- 10:25em termos de volume, né? É o que mais acontece.
- 10:29Ela tem mais variação, ela é mais adaptada e ela tem essa
- 10:34coisa de multi hospedeiro, né? Então ela é mais promíscua,
- 10:40digamos assim, né? OA coleira suis ela não é de
- 10:44hospedeiro único. Coleira suis pode acontecer
- 10:46inclusive em humanos, mas ela é de suino.
- 10:49Né? Ela a gente chama de hospedeiro
- 10:51restrito, né? É a definição mais correta.
- 10:54Então Ela É Aquela que tu isola de animal doente.
- 10:58A gente não isola qual era suis de uma ração, de farelo de soja,
- 11:04de um swab. Na Granja, a gente isola de
- 11:08animal doente, né? De pulmão, de de fígado, de
- 11:14linfonodo, enfim, de animal doente, né?
- 11:18E aí dá a maior BO, tem que avisar a defesa.
- 11:22Fazer AA diferenciação com peça suína clássica, EE outras
- 11:27doenças hemorrágicas, né? Isso então, assim, o volume é
- 11:32mais AA intérprete. Então pensando em termos de de
- 11:37portas de entrada, né? Então a cólera SUS, ela é multi
- 11:41espécie? Desculpa é, é a tifemor, é multi
- 11:45espécie. Ela pode entrar de várias
- 11:48formas, a cólera sua aí só entra com suíno ou não, né?
- 11:54É mais ou menos isso? É, é.
- 11:56É nisso que Eu Acredito, né? Eu acho que que essa questão da
- 12:00gente ter 11 grupo, digamos assim, um clone, se a gente se é
- 12:06correto dizer isso, ou um grupo clonal, super.
- 12:09Conservado e majoritário nas amostras que a gente testou,
- 12:14vindos de casos clínicos em várias regiões do país, sim.
- 12:20E eles têm também um padrão de resistência microbiana
- 12:23conservada, né? O que corrobora com essa
- 12:26análise? Então a gente acredita, sim, que
- 12:31a colera SUS ela entra pelos animais.
- 12:34E a TIF murium, daí ela é mais promíscua, né?
- 12:37Ela pode entrar pelos animais também.
- 12:40Existem alguns grupos com mais assim com com mais amostras, né?
- 12:48Mas AA TIF murium a gente pode encontrar em qualquer lugar, né?
- 12:52Então, roedores, ração. Pode ter claro que tem outras
- 13:01outros forovares que são mais específicos de ração, mas a
- 13:04gente pode encontrar tipo, moro sim em em ração, né?
- 13:09A aves silvestres. Então é, são muitas as formas.
- 13:13Ela é muito adaptada, tanto ambiente de Granja quanto aos
- 13:18hospedeiros e ambiente de abate também, né?
- 13:21Que é. Legal, então, se fosse pensar
- 13:25assim. É um resumo desse nosso começo
- 13:28de conversa AO grande problema hoje, a grande dor sanitária
- 13:33relacionada a salmonela no Brasil hoje é salmonela que
- 13:37chermura. AI eu acho difícil te dizer
- 13:42isso. Eu acho que ela acontece em em
- 13:45em número mais mais um caso de colera SUS.
- 13:49É mais devastador. É.
- 13:54Eu acho difícil travar isso e uso de antimicrobianos e
- 13:58antitérmicos. E eu acho difícil dizer o que
- 14:02que é pior para a Granja. Eu acho que qual é a suez é
- 14:05pior. Mas se a gente pensar em
- 14:08distribuição, em número de granjas, atingir aí a pior, a
- 14:13TIF. Molho, ela é, é.
- 14:16É mais brando, dá para conviver melhor com ela, só que ela está
- 14:19mais disseminada. E tem um problema no
- 14:22frigorífico, já colera suis é o impacto de mortalidade ou ou com
- 14:27fundimento com com peste suína, né, estar toda essa questão da
- 14:33da defesa sanitária. Mas vamos lá agora assim, ó,
- 14:38então tá tá ficando mais claro aqui, né?
- 14:41Pra quem tá nos ouvindo, né? Nós.
- 14:44Migramos de um sistema antigo para um sistema mais
- 14:48tecnificado. Estamos vivendo um maior desafio
- 14:51com samonella e a samonella tifemulho é, digamos, a que tá
- 14:56aí no dia a dia, né? É aquela necropsia que se faz
- 14:59aquele intestino com aquela membrana de chitérica, né?
- 15:03Aquela enterite fibrinosa com aquela coloração amarela, né?
- 15:09É bacana. A patologista adora ver isso,
- 15:12né? O cara da clínica não gosta
- 15:14muito, não é patologista agora, mas jal.
- 15:18Eu já li alguns artigos, inclusive tem artigos que você é
- 15:22coautor relacionando, né? AA maior inscrição da salmonela
- 15:28ou a maior suscetibilidade à infecção pela salmonela,
- 15:32principalmente, vamos falar da TIF muri pelo desequilíbrio da
- 15:36microbiota, né? Então, indivíduos que.
- 15:39Que escreve um pouco ou que não escreve um salonela é diferente
- 15:43de 11, que está escretando bastante salonela, né?
- 15:47Então você acha que com essa tecnificação esse maior uso de
- 15:52antibiótico, né? Principalmente creches, né?
- 15:55Hoje é raro uma creche no Brasil que não usa é nenhum antibiótico
- 16:01ou nenhuma ração, né? Nenhuma fase sem antibiótico,
- 16:04todas as fases. Essa disbiose é gerado pelo uso
- 16:07de antibiótico. É, tem feito, tem criado essa
- 16:11oportunidade para sua manela, eu acho.
- 16:14Que sim, eu acho que sim. Tem.
- 16:18Eu até estou desatualizada nesse nesse ponto, mas para
- 16:23Salmonella, não de suíno, já há algum tempo atrás já foi
- 16:28comprovado o aumento até de invasão, né?
- 16:31Com tratamento com antibiótico, trabalho de de laboratorial
- 16:36assim. Que aumenta a invasebilidade,
- 16:40né? Então eu não sei se a gente já
- 16:43tem esse resultado para suínos, né?
- 16:46Mas Eu Acredito que sim. Começando pelo começo, né?
- 16:51AO uso de antimicrobianos é o maior fator de disbiose que já
- 16:56tá comprovado e visto em milhares de trabalhos, né?
- 17:04Tem algumas algumas questões de patogenicidade também.
- 17:09E tem uma outra questão que eu acho que é bem importante, que é
- 17:12a questão da resistência, né? A Salmonella, ela é esse artigo
- 17:17aí que a gente publicou. Os colegas podem olhar, a gente
- 17:22tem ali os os dentrogramas, né? Com os grupos colonais e com o
- 17:28perfil de resistência. É assustador, então.
- 17:32No mínimo a gente está administrando ali um antibiótico
- 17:37que ela é resistente. Então ela tem tudo pra na idade
- 17:41braçada, né? EE com multi resistência, com
- 17:46resistência a várias classes, né?
- 17:49Então eu acho que só aí ela já consegue se dar bem no momento
- 17:54que tu tem uma disbiose e tu tem como patógeno.
- 17:59Que ela é portadora de tantos mecanismos de resistência.
- 18:02E dentro desses plasmídeos aí de da mochila, né?
- 18:06Como diz uma orientada minha, onde ela carrega os gênios de
- 18:11resistência, eles têm muita relação também com gênios de
- 18:13papel, de cidade que tem a ver com invasão de ir pro linfonodo
- 18:18de sobreviver dentro do macrófago.
- 18:20Então ela se esconde ali e por isso que.
- 18:24Por exemplo, Geraldo, para pensando em segurança dos
- 18:28alimentos, uso de antimicrobiano é meio que não admitido porque
- 18:34não resolve o problema e ainda tu seleciona mais ainda uma
- 18:43bactéria que pode estar lá na carcaça e mesmo não sendo
- 18:46patogênica. Ela transmite resistência via
- 18:50alimentar, que é a Transmissão zoonótica, né?
- 18:52Esse conceito da da resistência zoonótica, que é um conceito que
- 18:56a gente precisa falar mais, né? E tem isso.
- 19:01Então é assim, ó mesmo, de uma forma simples, que é uma seleção
- 19:06da resistência. Eu já acho que tem efeito,
- 19:10entende? Na disbiose.
- 19:12No sentido de assim da gente desestruturar uma microbiota
- 19:17protetiva, por exemplo, né? EE?
- 19:21Deixar ali aquelas bactérias que são resistentes e que podem e
- 19:26que não vão ter competidores. Tô falando de uma forma bem
- 19:30simplificada, né? Obviamente, AAA microbiota, ela
- 19:34é muito mais complexa que isso. Mas só aí eu já acho que abre
- 19:39portas, né? EEEE tem uma leitura que é
- 19:45interessante do do pesquisador, esse que já veio para 2 abraves
- 19:49aqui no Brasil da Espanha, o Hector algueiro, que ele ele
- 19:54trabalhou em um artigo discutindo a questão da
- 19:57maturidade da microbiota no desmano, né?
- 20:01E concluindo ali que aquilo que eles consideram uma microbiota
- 20:05mais madura. Ela Foi capaz de é de combater a
- 20:11colonização de salmonela mais efetivamente.
- 20:14Então é um trabalho legal, porque é um trabalho que tenta
- 20:17dar funcionalidade para essas questões de microbiota e daí os
- 20:20mortais conseguem entender como é facilidade.
- 20:28Então é uma coisa interessante, né?
- 20:32Muito. Legal isso, jalo.
- 20:34Mas aí o aproveitando, tem aquela máxima, né?
- 20:38Que quem mexe com salmonela fala, salmonela é boa
- 20:42colonizadora. Ela coloniza de tudo, né?
- 20:45Até uma mesa de frigorífico ou intestino dum dum gatinho.
- 20:49Mas não é boa competidora, né? Pensando na salmonela atual,
- 20:56essa máxima. Ainda é válido?
- 20:59Pensando aí, correlacionando com o artigo do do Hector mostrando,
- 21:04olha, se tem uma microbiota madura, com bastante Riqueza,
- 21:09bastante diversidade, então essa monela não vai ter vez no
- 21:13intestino desse leitão. Então me parece que essa máxima
- 21:16ainda vale. É, eu acho que sim, só que na
- 21:24vida real, né? Como tu falaste antes, né?
- 21:27Nós estamos, por exemplo, a gente tem dificuldade pra
- 21:31estudar práticas agropecuárias na creche, porque a gente não
- 21:36tem muita muita variabilidade na resposta de uso de
- 21:41antimicrobianos, né? Porque todo mundo usa, então no
- 21:44momento que tu tá utilizando de uma forma tão massiva?
- 21:49A gente não consegue nem testar muito essa, essa essa hipótese,
- 21:53né? No No campo de que ela é má
- 21:57competidora, né, nesse sentido ainda.
- 22:00Então eu acho que isso acontece no campo, né?
- 22:04E talvez isso também é uma observação de daquele tempo que
- 22:09a gente tava conversando antes, né?
- 22:12De coisas que acontecem há mais tempo e que hoje a gente tem uma
- 22:15situação diferente, né? Porque nós temos rebanhos muito
- 22:19maiores, então nessa pressão de de produção, os patógenos
- 22:29bacterianos, entéricos, eles aumentam.
- 22:32Isso foi importância, né? Porque tu aumenta muito a
- 22:34pressão de contaminação, né? Então, agora sim, se tu tiver,
- 22:41se tu tirar a parte do antibiótico, aí sim, aí tu tem,
- 22:45aí ela, ela enfraquece, né? É que não tem ela sozinha, né?
- 22:50Então é é diferente, né? Ou seja, a mensagem do artigo do
- 22:55do Hector. Eu vou ler esse artigo, né?
- 22:57Obrigado por ter me enviado. É o Hector.
- 23:00Ou seja, prepare se leitão, porque ele tem 11 microbiota
- 23:04robusta para ele chegar na creche.
- 23:07Arrebentando agora. Não se não arrebente com o
- 23:12leitão, né? Porque das 4 fases medicadas,
- 23:16daí esperar o que da microbiota poder competir, né?
- 23:20Aí nos resta a vacina, né? Você, você tem visto esse
- 23:26movimento, você tem acompanhado? Eu tenho visto no campo, né,
- 23:30muitas agroindústrias fazendo a adesão da vacina, já que a gente
- 23:34não consegue fazer a outra parte que é.
- 23:37Proporcional uma microbiota robusta para esse animal.
- 23:40Então Bora lá produzir anticorpos células de defesa,
- 23:45né? E isso tem sido um caminho.
- 23:49Assim, do que você conhece, do do sucesso de de de imunização
- 23:53de Salmonella, você acha que este caminho será um caminho sem
- 23:58volta para sua cultura, que se tem visto de de resultados da do
- 24:02uso da vacinação? Então, Geraldo, boa pergunta no
- 24:08passado também, né? A gente acompanhava a vacinação
- 24:13pra essa Mandela, pra parte clínica em outros países e
- 24:18justamente porque aqui no Brasil a gente Ah, não temos muita.
- 24:22Qual era SUS, qual era SUS? Ela é da época que vinha junto
- 24:25com a peçuí, né? EEA tifemura a gente não sabe,
- 24:30tá nessa nessa questão aí que pode, a gente pode ter tido
- 24:34muito problema de não diagnóstico, né?
- 24:38E daí também não tinha muito apelo, né?
- 24:40Porque as empresas, elas querem vender a vacina, né?
- 24:43Não vão fazer todos os processos que tem para registro e toda,
- 24:47todos os demonstrativos que precisam fazer no país para
- 24:50registrar o produto. Aí depois de um tempo a gente
- 24:54testou. Uma vacina oral que tinha só
- 25:00para colerações e ela tinha uma mais do ponto de vista de de
- 25:08portadores e de excretores, né não, não avaliando como na parte
- 25:14clínica. E a gente tinha uma
- 25:16variabilidade de resultados, tá, por quê?
- 25:20Porque a depender dos sorovares que aconteciam numa unidade ou
- 25:25outra, ela funcionava ou não. Então ela tinha muita relação
- 25:29com essa questão de dos antígenos, né?
- 25:34De qual sorovar que está na vacina e quais sorovares que
- 25:38estão no sistema de produção. Então, até então também ela não
- 25:42tinha se solidificado no momento que a gente aumenta essas esses
- 25:47casos clínicos dessa forma. E aí a gente tem um produto da
- 25:55de vacina de linha, hoje via oral, com a tifimurium e a
- 26:01colerações, que pega também a monofásica.
- 26:05É um produto que está tendo mercado, que está na tua região.
- 26:09Aí está sendo bastante utilizada para a parte clínica, né?
- 26:15E nós tivemos a oportunidade de testá la pra parte de excretores
- 26:19e a gente teve um resultado bem interessante, né?
- 26:23E esses dados devem ser publicados aí em breve e
- 26:27inclusive com redução de de excretor no abate o grupo
- 26:33vacinado, nós comparamos no pré abate a excreção e no abate
- 26:40nesse período. Aí que é um período bem
- 26:42questionado, né? Pra Salmonella?
- 26:44E o grupo vacinado excretou menos do que o não vacinado.
- 26:48Então, para a agroindústria, pensando em reduzir a pressão de
- 26:53contaminação no frigorífico, que por melhores que são os nossos
- 26:57frigoríficos, que são excelentes, né?
- 26:59E que o nosso conceito de higiene é muito bom, quanto
- 27:02menos botar para dentro, mais fácil as boas práticas do do
- 27:07frigorífico conseguem controlar. Oo perigo, né?
- 27:12Então, menos linfonodos, o que é uma boa notícia também, porque
- 27:17linfonodos mesentéricos, eles não vão para alimentação humana,
- 27:22mas os linfonodos profundos, não.
- 27:24E aquela salmonela que tá lá no chão da Granja, de um lote para
- 27:29o outro, antes do alojamento da terminação, ele vai parar lá no
- 27:34linfonodo profundo. Isso a gente já comprovou em
- 27:37artigo que a gente publicou lá em 2011, né?
- 27:41Então tem um efeito do tempo também, né?
- 27:44Do animal se contamina precocemente?
- 27:49Claro que no infono do mesentérico a gente tem o dobro,
- 27:53por exemplo, normalmente o dobro de de prevalência de
- 27:57positividade do que os profundos, porque isso também é
- 28:00uma Questão de Tempo e muitas delas ficam sequestradas no
- 28:04infono do mesentérico. Mas tem essa correlação.
- 28:07E aí, claro, né? Isso em alguns cortes pode ser
- 28:10problema, né? Lfonaldo profundo, contaminando
- 28:13algum corte. Mas enfim, então a gente tem
- 28:17sim, essa esse produto que chegou aí no mercado que tá, que
- 28:22tá ganhando bastante espaço, né? E que a gente testou num
- 28:27inclusive com aluno de mestrado, né?
- 28:30Foi a dissertação de mestrado e os resultados foram bem
- 28:33interessantes. Que.
- 28:34Legal. Nós tivemos Geraldo, se eu não
- 28:39me engano, 1.6 kg de no ganho de peso total com um p de 070. 7 é?
- 28:50Uma p é um é um p marginal que, na minha opinião, a gente tem
- 28:54que dizer que realmente teve efeito, né?
- 28:57E se a gente tivesse trabalhado talvez com 11 número maior, né?
- 29:03Um n maior, a gente já IA conseguir.
- 29:06Mas isso pode ser validado na Granja, né?
- 29:08Então foi foi um resultado bacana.
- 29:11Assim é? Isso mostra então que na verdade
- 29:15tem muitos animais subclínicos e que isso está tendo um custo
- 29:19metabólico para combater essa salmonela.
- 29:22Esse desequilíbrio na é no intestino.
- 29:25Isso está custando em aminoácidos, né?
- 29:29O animal vai pesar menos no frigorífico.
- 29:32E a gente teve, a gente escolheu, né, uma Granja
- 29:36positiva, então a gente teve isolamento.
- 29:40E outra coisa que a gente fez nesse trabalho, que era o meu
- 29:44maior interesse do ponto de vista de pesquisa, é fazer o
- 29:48protocolo com o animal vacinado e não vacinado dentro da mesma
- 29:50Baia, o que é um pouco assustador, né, Geraldo?
- 29:54Porque força o produto. Sim, porta por.
- 29:58Cima do produto, porque tu não tá numa condição assim, ó.
- 30:01Quando tu vacina um rebanho inteiro, o lote inteiro, tu
- 30:05baixa a pressão de contaminação bastante, é?
- 30:08A vacinação do ambiente também, né?
- 30:10Se vacina do ambiente, né? É.
- 30:12Agora, quando a gente tem animais vacinados e não
- 30:15vacinados dentro da mesma Baia, e foram esses animais que a
- 30:18gente acompanhou na vida, a gente bota uma pressão maior em
- 30:21cima do produto, então por isso que a gente considera também que
- 30:25os resultados foram positivos. Né?
- 30:28Porque a gente desafiou ao máximo eu em alguns momentos.
- 30:32Eu juro que eu fiquei insegura. Eu digo ixe, nós não vamos
- 30:35conseguir ver nada. Mas ainda bem que é difícil.
- 30:39Oo jalo. Eu quero aproveitar e nós
- 30:41estamos aí com 29 minutos, gostaria de aproveitar o os
- 30:46próximos 10 minutos para nós discutirmos um tema que você
- 30:49gosta muito, que é a parte da resistência bacteriana.
- 30:52Mas pra pra gente colocar alguns insights aqui pra quem está nos
- 30:56ouvindo com relação a problemática dessa não só ação
- 31:01monela, mas depois essas outras bactérias que vão compartilhar
- 31:06seus genes de resistência é com os seres humanos, né?
- 31:10É, você falou da resistência zoonótica, é, seria esse o termo
- 31:16é o genes de resistência zoonótica conta um pouquinho pra
- 31:21nós um pouco sobre essa. Esse tema é.
- 31:25Esse é um conceito, né? Assim, ele não é tão novo, sabe?
- 31:28Se quando eu fui procurar trazer esse conceito, né?
- 31:33Quando nós somos chamados para fazer alguma apresentação, eu
- 31:36sempre gasto bastante tempo de para pensar qual é a mensagem
- 31:42que eu vou trazer naquela fala, né?
- 31:45E teve um momento que eu precisei trazer essa mensagem
- 31:48porque eu percebi que as coisas não estavam bem entendidas, né?
- 31:52Que o pessoal tinha muito conceito assim, de que mata os
- 31:56fraques sobra os os Fortes, que seria uma seleção mais mais
- 32:03simples assim, não tinha muita noção.
- 32:06Inclusive questionando a resistência causada por promotor
- 32:11de crescimento. Porque se estudar uma dose
- 32:13menor, ele vai matar os mais os ele mata menos do que uma dose
- 32:17maior, digamos assim, né? E aí nas perguntas que a gente
- 32:21tem, a gente começa a sentir, né?
- 32:22Tenho certeza que tu sente muito isso do público e dos alunos.
- 32:27Onde estão as dúvidas aí? Isso não é um conceito tão novo
- 32:31assim do ponto de vista de colex, né?
- 32:35Mas assim ó, a questão da resistência antimicrobiana é um
- 32:40problema de saúde pública alarmante.
- 32:43Então é aí que começou essa discussão, um plano global.
- 32:49E que veio, caiu no colo da produção agropecuária,
- 32:53simplesmente porque a agropecuária consome 70% do
- 32:56antimetrobiano produzido no mundo.
- 32:59Então nós somos parte do problema, né?
- 33:01E precisamos ser parte da solução também.
- 33:04E essa questão assim de da questão dos dejetos, né?
- 33:08Pra onde que vai esse material? A contaminação da comunidade.
- 33:13E nós não estamos dizendo que o cara vai, o cara que tá com.
- 33:18Uma clebicela KPC na UTI pegou isso de uma bisteca de porco.
- 33:24Não é isso que nós estamos falando.
- 33:26Esse muito provavelmente essa clebicela, ela ela está sendo
- 33:29selecionada naquele ambiente hospitalar, que é muito
- 33:32seletivo, mas nós estamos falando que a gente está.
- 33:36Tem muita resistência. E que os mecanismos de
- 33:39resistência, por exemplo, nós podemos pegar um ter uma cola em
- 33:43terococcos. Eu falo muito de cola em
- 33:45terococcos, porque são os indicadores, né?
- 33:48Mas não são só eles que não são patogênicos e que estão num
- 33:52alimento na carne ou num fruto ou qualquer outro alimento.
- 33:57EE, essa essa resistência, ela pode ser transferida pra um.
- 34:02Para as bactérias do nosso intestino, sem causar doença
- 34:07nenhuma. Então essa interação entre as
- 34:09bactérias é muito, é muito grande.
- 34:12Os mecanismos de resistência tem muitos que não são conhecidos,
- 34:16mas tem muita coisa conhecida. A subdosagem é um problema
- 34:20porque a gente deixa uma janela de mutação aberta, entende?
- 34:25Então, realmente já tem um várias comprovações por isso.
- 34:31E tem outras zoonóticas assim, transferências zoonóticas que
- 34:36são mais óbvias, por exemplo, isso está filofox medicilina
- 34:40resistente. Se a gente for olhar as
- 34:43amígdalas dos operadores da sinocultura, a gente vai ver que
- 34:49tem medicilina resistente, tá? Inclusive uma vez o.
- 34:54O doutor Peter Davis lembra do Peter que veio para o Brasil de
- 34:57várias vezes. Ele ele tinha uma linha de
- 34:59pesquisa nesse sentido e ele chegou numa conclusão que o
- 35:05veterinário de suíno que não, que não tem, que não é portador
- 35:08de estáfulo medicina resistente é porque não vai para Granja,
- 35:11né? Porque é de escritório e fica só
- 35:14no escritório. Então só que assim, ó, como
- 35:18controlar? Isso é muito, tu não tem como
- 35:21controlar. É muito mais racional tu reduzir
- 35:25o uso de antimicrobianos do que tentar fazer um programa para
- 35:29reduzir isso, né? Então isso não é só da
- 35:32suinocultura, né? Tem trabalhos, tem vários
- 35:35trabalhos mostrando isso, então tem essa questão direta.
- 35:38Você imagina aqueles aerossóis, quem tá ali em contato sempre
- 35:42com com os animais, né? Então tem essa direta, tem a via
- 35:46alimentar. E tem essa via ambiental que a
- 35:50gente tá colocando isso tudo. Você imagina, Geraldo, quanto
- 35:54que a gente tem de desperdício de água com as moléculas que vão
- 35:58direto pro sistema de degedos? O desperdício de ração ele é
- 36:02menor, né, do que o de água, mas também tem.
- 36:07E aí você imagina essa, o intestino desse animal, essa
- 36:13interação toda que tem de seleção.
- 36:16De transferência de plasmídeo, transferência direta,
- 36:19transferência por pelos fagos, também por transdução.
- 36:23Quer dizer, tem vários jeitos delas se comunicarem e
- 36:27transmitirem isso e questões assim, ó co resistência,
- 36:33resistência cruzada. Então, por exemplo, tu tem
- 36:35porque elas vem no pacote, né? Então tu tem um pacote de gene
- 36:39ali, né? Que tem vários gênios de
- 36:43resistência. Ah, mas eu não uso
- 36:45tetradisciplina. Mas nesse pacote tem o gene da
- 36:49tetra e da dox. Mas tu usa dox, então tu já
- 36:52selecionou junto porque elas andam bloco, né?
- 36:56Então Oo plasmedia. Ele tem essa essa característica
- 37:00de colocar esses genes que não são, que não são necessários
- 37:08para o metabolismo da célula nessa mochila, nesse pacote, né?
- 37:12Por isso que é plasmedia também. Às vezes, no laboratório, se a
- 37:15gente começa a tratar a bactéria muito bem e ela perde plasmite,
- 37:18porque ela não precisa mais sustentar aquilo ali, né?
- 37:22Porque a gente está dando sombra e água fresca para ela.
- 37:25Ela não precisa competir, então ela acaba perdendo.
- 37:29Mas existem aqueles genes que já estão no cromossomo e que a
- 37:34bactéria cresce e se reproduz sem problema com eles.
- 37:37Que são daí essas hospitalares, né?
- 37:40Essas mais graves aí, que que que tem isso?
- 37:44Então? Assim, é um conceito importante,
- 37:47né, que a gente precisa tratar. O Ministério da agricultura tem
- 37:54dito nas nas reuniões que a gente faz que nós, que em algum
- 37:58momento a gente vai estar à mercê, inclusive do de mostrar
- 38:02os nossos planos pros compradores, né?
- 38:07Então o codex tem os guias. A organização mundial de saúde
- 38:12animal também deve ter uns 6 ou 7 capítulos naquele código de
- 38:18dos animais terrestres que falam sobre isso.
- 38:20Tem um acho que só sobre suínos. Então eu já tive oportunidade.
- 38:26Eu tô no grupo de trabalho esse, né?
- 38:28Da organização mundial de saúde animal.
- 38:32EEA gente vai trabalhar agora fazendo atualização desses
- 38:36materiais, mas é uma coisa assim que tem guia por tudo, né?
- 38:41EE, é um problema grave. E para a suinocultura, lembra de
- 38:46quando a gente viveu OOA disenteria, aquela resistente a
- 38:50tiabulino que foi aquilo, né? Foi um desespero, a gente não
- 38:57tinha como se defender daquela daquela bactéria.
- 39:00Então o problema é pra veterinária também, né?
- 39:04Da gente perder, perder OA ação do antibiótico, que o
- 39:10antibiótico é uma coisa maravilhosa, que mudou a vida,
- 39:13né? A expectativa de vida do ser
- 39:15humano é considerado um bem comum, de Fontes pouco
- 39:22renováveis. Então tem gente que considera o
- 39:26antibiótico como sei lá. Né?
- 39:29Uma Riqueza e é uma Riqueza. E aí precisa manter isso
- 39:34funcionando, né? Porque eu de uma infecção não
- 39:39tratável, muito grande assim, o. Que me deixa um pouco frustrado.
- 39:44Assim, quando eu eu vou a campo, eu vejo na nossa região, aqui
- 39:50tem surgido projetos fantásticos, né?
- 39:54Projetos livres de micoplasma com biossegurança.
- 39:58Muito boa, leitões saindo da maternidade, Coisa Mais Linda do
- 40:05mundo, vão pra creches com com tudo que se pode dizer de boas
- 40:10práticas de produção. E chega lá este leitão, ele vai
- 40:15comer ração, medicada nas 4 fases.
- 40:19E aí eu pergunto vocês, não, não tem as melhores condições pra
- 40:24trabalhar sem antibiótico, pelo menos.
- 40:27Uma fase para começar a preparar essa microbiota para o leitão
- 40:31não sofrer tanto na engorda. Ou 2 ou 3 ou todas, né?
- 40:36É, a gente sabe que é possível, né?
- 40:39Esta, né? Existem Granja, né?
- 40:41Na nossa Granja experimental, comentava antes contigo, a
- 40:44Granja experimental que eu tenho com com meu irmão.
- 40:47Nós não usamos antibiótico preventivo em nenhuma fase e os
- 40:51animais têm desempenho, então esse suíno pode desempenhar
- 40:55muito bem sem antibiótico. E a resposta que as pessoas me
- 40:59falam quando fala escuta, mas você não quer tentar, fala,
- 41:01olha, enquanto tiver liberado, nós vamos continuar esse caminho
- 41:07e eu não quero assumir essa bronca.
- 41:11E é. E aí você vê poucas iniciativas
- 41:14de empresas e fala o professor, eu queria te contar uma coisa,
- 41:17estamos já com 20 dias de creche, sem antibiótico.
- 41:21Falei, nossa, venha cá, deixa eu te dar um abraço, isso é um
- 41:24sonho. Pessoas tentando isso e não em
- 41:27crechezinha pequena, creches gigantes como nós temos aqui na
- 41:30região. Mas a grande maioria parece que
- 41:33está deitado em berço esplêndido, né?
- 41:36Não digo que é berço esplêndido porque a conta vem cara depois,
- 41:39né? Engorda, né?
- 41:41Cada vez nós temos mais problemas com respiratório
- 41:44condenação. Hoje os índices de desvio,
- 41:46condenação da nossa região aqui são altíssimos por conta desse
- 41:50animal aí que a gente arrebentou a microbiota.
- 41:54Na Na fase de creche, né? Então você acha que é pensando
- 41:59nessas suas conversas com o Ministério?
- 42:021 hora é a restrição vai vir 1 hora vamos chegar, ó pessoal,
- 42:08não dá. Agora nós vamos segurar, vamos
- 42:11ter que escolher uma ou outra molécula, é, vamos criar com
- 42:15menos antibiótico ou isso está muito longe ainda pra pra
- 42:19realidade brasileira? É uma pergunta importante,
- 42:24assim. Eu, eu, eu compartilho da tua
- 42:27frustração, né? Porque tudo que a gente indica
- 42:30para redução do uso é, são boas práticas, né?
- 42:34E quando eu falo boas práticas, é como que fala, né?
- 42:37Desde a mãe vindo bem, de ter um leitão com uma mostragem legal,
- 42:43enfim, todas essas questões aí, né, de reduzir a contaminação, a
- 42:50pressão de contaminação para que ele consiga.
- 42:53Conviver com com aquilo ali sem adoecer.
- 42:57Então, assim, se todas as boas práticas são realizadas e mesmo
- 43:01assim eu não tiro porque Eu Acredito no negócio, porque isso
- 43:05parece muita fé, né? Então assim, mas assim, ó
- 43:11Geraldo, eu conheço algumas iniciativas, né, que não são
- 43:15muitas. Eu gostaria que fossem mais, que
- 43:18aos poucos estão reduzindo. Só que isso só acontece quando a
- 43:24gente tem a permissão pra entrar no sistema de produção e começar
- 43:27a testar, entende? Numa imunidade, uma pirâmide bem
- 43:33estruturada. Agora a gente tinha 2 razões,
- 43:37nós vamos passar pra uma medicada, por exemplo, a coisa,
- 43:43digamos assim, com passos sólidos, né?
- 43:47E testando numa condição. Então a gente tem algumas
- 43:51experiências interessantes, experimentos que a gente fez em
- 43:56situações comerciais, inclusive com bastante fator de risco.
- 44:00E a gente percebeu que não fez muita diferença, porque às vezes
- 44:05não tem nenhum diagnóstico. O cara não sabe te dizer porque
- 44:09que ele está usando aquilo, não é verdade?
- 44:12Não consegue. E se a gente olhar, olha o
- 44:15artigo do do Maurício Dutra, que é muito interessante, que ele
- 44:20indica isso primeiro a gente tem que entender daqui a pouco,
- 44:23realmente as pessoas não sabem para que que estão usando.
- 44:27E é esse essa questão do uso profilático, sem dúvida.
- 44:32E ele é questionado dentro de um valor, um conceito de
- 44:35usufrudente, porque com a centralização das fábricas de
- 44:39rações, a gente distribui. E a gente distribui pra um Monte
- 44:43de granjas que não tem problema ou que não precisariam usar,
- 44:47entende? Então esse é um questionamento
- 44:50que quando nós estamos negociando internacionalmente, a
- 44:54gente quer manter o uso pra gente não se arrebentar aqui
- 44:58dentro, né geral? Agora aqui dentro a gente tem
- 45:02que dizer ó, isso não é considerado um conceito de uso
- 45:05prudente. A gente vai ter que melhorar
- 45:07isso. Então, onde eu vejo alguma
- 45:11melhora são nas companhias que permitem que a gente entre,
- 45:17comece a testar e eles vão aprendendo e vendo os resultados
- 45:22deles, entendeu? É uma coisa bem de formiguinha.
- 45:26Do ponto de vista regulatório, eu acho que 11 coisa que mudou,
- 45:32que talvez o pessoal nós temos hoje um programa que olha a
- 45:36resistência nas amostras de carcaça, né, que é um programa.
- 45:40Tímido. Mas já começou mostrando que nós
- 45:44temos resistência, que nós temos resistência à colistina,
- 45:46resistência a outras, e isso, para o Ministério, é uma
- 45:51comprovação. De que nós estamos aí com
- 45:55carcaças portadoras, digamos assim, né?
- 45:58Carreadoras de bactérias multirresistentes.
- 46:02E isso dá mais empoderamento, digamos assim, para as decisões.
- 46:08Então tem algumas moléculas que tem evidências científicas que
- 46:11são problemas para humanos, que eu acho que vai ter ação.
- 46:16Regulatória sim, mas tem outra, não só de proibição, né,
- 46:20Geraldo, acho que tem que trabalhar, por exemplo, essa
- 46:22coisa da receita presa, né? Que que nos humanos a gente viu
- 46:26que acontece no Brasil hoje a gente não compra nenhum colírio
- 46:30sem antibiótico, né? Foi uma regulamentação que tá
- 46:33funcionando, né? Então eu acho que tem várias
- 46:36coisas também em relação à nossa profissão que pode melhorar, né,
- 46:42da gente não de não ter à disposição em qualquer lugar.
- 46:46Então, mas eu acho que sim, eu acho que vem.
- 46:50E a gente tenta proteger um pouco o país nas discussões
- 46:53internacionais, né, Geraldo? Porque às vezes os gringo querem
- 46:56que a gente bote um plano assim, ó, passo 12 e 3, e daqui a pouco
- 47:04o cara vem. Só compro se vocês estiverem no
- 47:06estágio 3. E aí isso pode nos emparedar.
- 47:10Então a gente também não pode ser inocente, né?
- 47:13Então uma coisa é fazer o trabalho de casa, que eu
- 47:16concordo contigo, que é bem de Formiga.
- 47:19Outra coisa é a gente ter uma postura lá fora, que pra pra
- 47:26gente não tropeçar nos cadarços, né?
- 47:28Pra gente não criar problema grave, pra gente mesmo, né?
- 47:33Mas sim, é frustrante. Mas hoje eu estou feliz, eu
- 47:36estou com os meus 2 orientados de mestrado profissional são da
- 47:42agroindústria e os 2 estão trabalhando nesse aí, nessa área
- 47:47aí, já pensou em estar? No top 1% da suinocultura,
- 47:50acesse academia suina.com.br e invista no seu conhecimento.
- 47:57O suinocast só é. Possível através do apoio de
- 48:00empresas inovadoras. E que apoiam a educação
- 48:03continuada na suinocultura brasileira.
- 48:05Polinutri nutrição animal juntos vamos mais longe seva sempre com
- 48:11você, além da saúde animal da SM firmiche moldando o futuro dos
- 48:17cuidados com suínos. Polinutri há. 35 anos
- 48:22desenvolvendo soluções e produtos voltados para a
- 48:25nutrição e saúde animal. Pautados pela inovação e pela
- 48:29busca incessante de resultados ou técnicos que impulsionam a
- 48:33rentabilidade de nossos clientes polinutre juntos, vamos mais
- 48:38longe. Que legal que.
- 48:43Legal. Ah, é bom.
- 48:44Bom saber, né? É?
- 48:46Veja o nosso bate-papo aí. A gente falou de alguns algumas
- 48:51feridas da sua educultura, mas também.
- 48:55É de luzes, né? De, de, de insights, de
- 48:59possibilidades, né, de evolução, quer seja com um controle
- 49:03melhor, com uso da vacina EE, os avanços aí nesses estudos com
- 49:08resistência. E eu gostei desse bate-papo, né?
- 49:13Meu primeiro, minha primeira entrevistada, né?
- 49:17Minha, minha primeira entrevista que eu faço como host do.
- 49:21É desse programa que é fantástico, né?
- 49:24Que leva uma informação de qualidade pra pra sua cultura
- 49:28brasileira e eu te agradeço muito.
- 49:31Se você tiver aceito esse convite, é muito bom conversar
- 49:35contigo. E eu gostaria de ouvir as suas
- 49:38considerações finais, né? Conte pra mim o que está
- 49:42pensando. Não precisa ser necessariamente
- 49:45de suínos. Ah, Geraldo, assim, ó, eu.
- 49:51Eu estou muito envolvida com o trabalho ainda, sabe?
- 49:54É pra mim, até um pouco difícil assim pensar em outras questões,
- 50:00porque nós estamos com esses projetos.
- 50:03Ainda bem, né? É com projetos?
- 50:07Que estão? Eu estou interagindo demais com
- 50:10os os corporativos, digamos assim, das das agroindústrias,
- 50:14né? Esse outro tema de perdas ao
- 50:17abate, que a gente teve a oportunidade de discutir
- 50:19bastante em Chapecó e em outros eventos, né?
- 50:22Porque tudo é uma sequência, né? A salmonela me levou pra
- 50:26expressão com base em risco, porque era o principal problema
- 50:30que me levou pra essa questão de perdas ao abate, né?
- 50:34Então que ampliou um pouco aí AA questão, não só a questão
- 50:38regulatória, mas pra gente conseguir ajudar.
- 50:43Os sistemas EE conseguir fazer um feedback com o pessoal do
- 50:47campo também. Então é uma área que tá, que tá
- 50:50tendo muita visibilidade, muita demanda, então a gente tá
- 50:54trabalhando bastante nisso. Essa parte de resistência
- 50:58antimicrobiana, com esse foco em saúde única também, nós temos
- 51:02desafios muito grandes. As informações no Brasil são
- 51:06muito fragmentadas. Então eu gostaria também de
- 51:10colaborar nessa área, né? E tem algumas coisas aqui dentro
- 51:15da Embrapa também pra fazer, né? Nós temos a Embrapa, ela tem
- 51:19excelência nessa parte de de tratamentos de dejetos, de
- 51:24tratamentos de animais mortos. É uma área que a gente trabalha
- 51:27bastante. Então eu gostaria muito de
- 51:30aprofundar o estudo dessa parte de resistência com as
- 51:34tecnologias que a gente já tem, né?
- 51:35Que estão sendo implantadas no país e que estão aumentando a
- 51:38sua adesão. Sempre com coisas muito
- 51:41práticas, né? Muito, muito da.
- 51:45E claro, a gente tem que ter ganhos científicos também, né?
- 51:49Depois que a professora Marisa se aposentou lá na UFRGS, agora
- 51:53eu estou com uma parceira nova, que é a professora Franciele,
- 51:56que é uma pactologista que domina muito essa parte
- 51:59molecular. Então, toda essa parte de
- 52:01bacteriomas, resistomas e coisas assim, a gente tem trabalhado
- 52:06junto, aprovando projetos, né? Então tem muita coisa pra fazer,
- 52:11né? Muito legal assim.
- 52:13Então que bom que é bom. Já eu.
- 52:15Acho que os próximos. Anos vão ser assim, né?
- 52:18Eu até gostaria de começar, mas eu acho que vai mais uns 10 anos
- 52:22pelo menos. Não é preguiçosa.
- 52:25Que nem eu aqui, que já estou aposentado, AI, AI, mas acho que
- 52:28uns 10 é pra trabalhar. Fora também, né?
- 52:32EAA? Minha expectativa?
- 52:35Assim, ó como eu sou mãe geriátrica, né?
- 52:38Quando nos? Estados Unidos, eles.
- 52:42Falam, isso é isso, eu também sou pai.
- 52:44Geriátrico também, né? O que eu na hora que.
- 52:48Quiser bater asa? Eu quero estar aposentada que é
- 52:50para poder e fazer umas visitinhas de vez em quando.
- 52:55AI, AI, AI. É AI, que bom, mas já vocês e é
- 53:00você, o teu time da Embrapa. Aí tem uma contribuição
- 53:03fantástica aí para para nossa suinocultura.
- 53:07E a Embrapa sempre teve né? E terá sempre o nosso
- 53:10reconhecimento. Te agradeço pelo teu tempo, por
- 53:13esse bate-papo gostoso e aqueles que estão nos nos ouvindo né que
- 53:20que essa mensagem aí sobre Oo usupor dentro de
- 53:23antimicrobianos, né? AA busca né por uma subcultura
- 53:28mais sustentável pra que esses antibióticos possam funcionar
- 53:33por muitos e muitas décadas, né? Jaú, né?
- 53:36É, é seja 11 realidade. Um abraço a todos vocês.
- 53:42Abraço já Lu, tudo de bom.