Latest / Surra de Lúpulo / Boteco do Surra com Leandro Ramos | Surra #154
Transcript
- 0:08Hipocondríaca apresenta? Surra de lúpulo, oi pessoal, bom
- 0:17dia, boa tarde, boa noite, eu sou Ludmila, mais conhecida no
- 0:21Instagram, conviva com a Drica e no programa de hoje teremos o
- 0:26terceiro programa do boteco do surra, o Leandro ramos, que é
- 0:30publicitário, diretor, roteirista e ator.
- 0:33Ele já trabalhou em projetos do Multishow, GNT, Canal Brasil,
- 0:36porta dos fundos e etc. Atualmente como produtor de
- 0:39conteúdo, é criador, roteirista e ator no programa choque de
- 0:43cultura, fazendo Julinho da van. Mas antes de pedir que o nosso
- 0:49convidado é um alô, a gente tem o prazer de informar que esse
- 0:52programa é oferecido pelos nossos mecenas empresariais.
- 0:56Cerveja da casa viver o Vandenberg prússia Bier Monte em
- 1:00que Iris, peixe e rã Bier. Agora sim, Leandro ramos dá um
- 1:09alô pra galera, ou Julinho da van, que acho que é mais fácil?
- 1:12Eu prefiro Leandro, que é o nome que meu pai me deu, tá certo
- 1:16disso tudo? Aí que você falou, eu não me
- 1:18julgo mais publicitário, eu acho que eu tô limpo já 4 anos, então
- 1:22posso dizer que superei essa fase da minha vida, mas sim, sou
- 1:26formado em publicidade, perfeito, muito bom, bem-vindo,
- 1:30Leandro, mas hoje vocês podem me chamar do Lelê, da topik verde,
- 1:34que faça o Sambódromo largo dos Guimarães ali subindo,
- 1:37esquivando dos trilhos do bondinho ali de Santa Teresa.
- 1:41Trajeto, ousado, ousado, ousado, Leandro, a gente bate esse papo
- 1:44aqui. Bebendo alguma coisa, que que
- 1:46você está bebendo por aí, eu vou beber uma cachacinha de jambo
- 1:51boa, não vai ser cerveja e vou beber 11 refrigerante zero a
- 1:56base de maçã, bonitinho bonitinho pode escapando da
- 1:59marca essa marca e mandar o endereço pra mandar um boleto?
- 2:04Aí eu falo o nome, você tem toda a razão, está invertendo
- 2:08recebidas, né? A marca me manda pra mandar um
- 2:10recebido para eles, eu tenho vontade de fazer isso, de fazer
- 2:13uma pública e compulsória, e aí eu mando o boleto da prova,
- 2:16marca falando, aí fiz aqui, ó, isso aí e você, o dia que você
- 2:21está bebendo, aí eu tô com a idílio, uma American IPA da
- 2:25devaneio do velhaco. Olha, a gente falou dela, então
- 2:28vamos abrir aqui, vamos ver. Eu fico sempre tentando essa
- 2:31porra desse barulho com esse microfone, hã?
- 2:32E lento. Nada, nada foi amiga.
- 2:37É mais ou menos mais ou menos. Hoje foi pouquinho, mas é porque
- 2:43você tem que desligar o abafador deles, não ele, pois é, eu tenho
- 2:46que fazer o som ficar ruim para daí o som ficar bom, que merda,
- 2:50exatamente. Hoje eu passei a tarde inteira
- 2:52tentando falar assim, treinando com meu irmão pra ver se eu
- 2:55conseguia fazer alguma coisa parecida do jeito que vocês
- 2:57falam, mas não consigo. E você é carioca, tô, ué, é só
- 3:01falar normal. Carioca, hã, não é não é de
- 3:03Caxias, inclusive, sou caxiense, inclusive, pois é linda de mãe,
- 3:07então Caxias tem um quê de Jacarepaguá que é longe pra
- 3:09caramba mesmo. Só vou se for de carro.
- 3:13É Jacarepaguá, só não é outra cidade, mas é como se fosse o
- 3:17rum deveria. Era menos uma mulherada aí,
- 3:20gente bom. E você, Lelê da topik verde, que
- 3:26que você está bebendo aí, cara? Eu tô naquela fase da moderação
- 3:31de segurar a onda depois de 3 meses de loucura, tem que puxar
- 3:34o freio dezembro, janeiro e fevereiro depois disso, tem que
- 3:37dar uma puxada, então estou na água ainda na água persistente,
- 3:41vamos ver até onde vai Lelê da topik palestrina em puta que
- 3:45porra, mas tem que ser cara, tem que segurar a certo.
- 3:59Bom, se você é fã do conteúdo que a gente produz aqui, se você
- 4:02dá risada com as piadas que fazemos, se você se emocionar
- 4:05nas tretas que debatemos, se você aprende alguma coisa que
- 4:09vire um mecenas do surra de lúpulo através do site apoia.se
- 4:12barra, surra de lúpulo, escolha o apoio que cabe no seu bolso.
- 4:16A novidade fresca, o pão quente nessa padaria é que a loja do
- 4:20sur de lucro está no ar e bombando.
- 4:22Vista, o que você ouve, acesse loja ponto surra de
- 4:25lupulo.com.br e escolha a estampa que tem mais a sua cara.
- 4:30Enviamos para todo o Brasil, cara, tá mal, não pode ajudar
- 4:33com grana agora não tem problema, ajude a gente a chegar
- 4:36mais longe, basta enviar esse link desse episódio para um
- 4:39amigo que gosta de cerveja artesanal.
- 4:41Diante de transporte público ou compartilhar nas suas redes
- 4:45sociais, marcando a gente, estamos em diversas plataformas
- 4:48de streaming, mas o coração enche de amor quando rolam 5
- 4:52estrelinhas no Spotify. Agora, se fechar o combo 5
- 4:56estrelas, mais comentários na Apple podcast alude para embaixo
- 4:59da sua janela e dar uma buzinadinha.
- 5:01As avaliações ajudam as plataformas a entenderem que
- 5:04nosso conteúdo é relevante e melhoram muito a distribuição
- 5:07dos episódios. Leandro, você mais conhecido
- 5:35atualmente como Julinho da van, se apresente aí para os nossos
- 5:38ouvintes, pra galera da cerveja artesanal conhecer você.
- 5:42Você já não conhecem? Claro, pelo amor de Deus, quem?
- 5:44Quem somos nós pra apresentar alguém pra alguem, rapaziada do
- 5:46artesanal, essa é minha voz. Sou Leandro ramos, carioca de
- 5:50Jacarepaguá, 41 anos de idade, bem vividos com o joelhinho já
- 5:56rachado, ombrinho já com limitação de movimento.
- 5:59Eu sou uma pessoa normal que curtiu como você, porque
- 6:03aparentemente o público da cerveja artesanal é 40 ou mais
- 6:07total. Bem, isso mesmo.
- 6:09Então você vai entender, eu vou falar pra você, ó, ó condropatia
- 6:14patelar, metade da audiência, aí já sabe o que que é isso.
- 6:18É o joelhinho que já não aguenta mais aquele basquetebol.
- 6:21Não aguenta peladinha quarta-feira ou 50, joga uma,
- 6:24fica 2 fora, gelinho 2 vezes por semana.
- 6:27Eu sou uma pessoa que está sobreviver.
- 6:29Sou ator, roteirista e ex publicitário.
- 6:32Tem isso aí No No meu currículo, é um dia de cada vez, meu amigo
- 6:36sabe assim, um dia de cada vez mais 1 dia sem criar uma
- 6:38campanha, né é? Tipo, é publicitário?
- 6:42Abstêmio é rapaz. Eu ouço aprovação.
- 6:46Me dá até arrepio. É porque assim é uma carreira
- 6:49muito difícil, né, cara, quando você falou exatamente no ponto
- 6:53que eu acho que assim, quem trabalhou em agência e eu
- 6:55trabalhei em agência é o trauma, né?
- 6:58É tá provado, mas com alteração é.
- 7:00Eu não trabalhei agência, pelo menos era mais light.
- 7:03Eu sempre trabalhei em TV, o ruim eu era redator publicitário
- 7:06de fazer break dos canais esporte TV, que é uma Brasil,
- 7:10volta um pão no show Telecine, vim pra morar em São Paulo para
- 7:14trabalhar na Discovery fazendo eu era criativo, produz sei lá
- 7:18que nome lindo olha que nome publicitário.
- 7:21Mas é isso, a publicidade, disse.
- 7:23Gente. É uma ferramenta para ir,
- 7:24existe. É importante.
- 7:26O problema é que as pessoas levam muito a Sério o
- 7:29publicitário. Ele acredita que ele tem uma
- 7:30função social. Eu tinha dificuldade porque tem
- 7:35o publicitário consciente, aham, sabe que ele está ali, pagando
- 7:39aquele boquete que é. Eu tenho amigo que faz, tem uma
- 7:42fase maravilhosa que é ator, ele fala assim, publicidade quem
- 7:45nunca pagou esse boquete e o publicitário consciente que ele
- 7:49tá ali atrás de ganhar um dinheiro para ter uma vida
- 7:51melhor, para poder viajar uma vez por ano para ajudar a
- 7:55família, enfim, item publicitário que acredita no
- 7:59glamour, no fantástico mundo da publicidade.
- 8:02Aí esse aí é uma que está perdida.
- 8:05Ele vai fazer 45 anos de idade, vai estar velho com a agência,
- 8:08vai ser substituído por alguém com metade da idade dele,
- 8:11ganhando metade do salário e ele vai ficar perdido, sem saber o
- 8:14que ele faz. Muitos migram para o food truck,
- 8:18alguns migram pra cerveja artesanal, então tem muito ex
- 8:21publicitário ouvindo a gente. Agora tenho certeza.
- 8:26Pois é, pois é EE cerveja tem uma horda de propagandas
- 8:31gigantescas de toda a qualidade das boas, as ruins das miss ó g
- 8:35nas, né? Enfim, esse é um assunto para um
- 8:37próximo papo do futuro. É não?
- 8:39Cerveja bancou muita festinha. Angra, do jeito de réveillon
- 8:43para poder se Dário né? Muita, muita, não só isso.
- 8:46Quis a iates, muita viagem boa, muito iate, menções.
- 8:50Eu trabalhei com um cara que ele veio da publicidade, era um tipo
- 8:54uma raposa velha da publicidade que estava na TV, aí ele virou
- 8:57pra mim e falou eu tenho saudade sabe do quê da gente fazer uma
- 9:00campanha de aí falava uma marca grande assim de cigarro.
- 9:04Fazer uma campanha de cigarro tal, chegar lá no meio da mata
- 9:07Atlântica é derrubar aquelas árvores.
- 9:09Toda lave passar com o carro de Fórmula 1 dentro da Floresta
- 9:12amazônica fica bem, irmão, está, está muito errado.
- 9:17Esse cara é meu chefe. Ele era meu chefe.
- 9:20Esse cara é meu chefe, tá falando absurdo desse hoje em
- 9:23dia você derruba uma árvore, você vai preso, amigo, ele
- 9:26falando com saudade eu falo caralho, pois é, e é isso é
- 9:30ainda bate no juntas do politicamente correto, né?
- 9:34Ó, o politicamente correto acabou com a piada, porra não
- 9:38posso mais desmatar um Pau Brasil tranquilo porra derrubar
- 9:42um pé de palmito. Me deixa matar uma
- 9:45tartaruguinha, cacete. Se você pisar na tartaruga, esse
- 9:50negócio de não ter canudo de plástico, porra chatão,
- 9:53entendeu? Aí as pessoas vão escalando.
- 9:55Eu acho que é parte grande da graça, do choque de cultura, é
- 9:58porque é muito próximo da realidade.
- 10:00Ele parece muito surreal, descolado, mas ele é muito
- 10:03próximo para quem não conhece. Aí você cervejeiro, né, procura
- 10:06aí no YouTube choque de cultura, porque essa frase, por exemplo,
- 10:09poderia ter sido dita pelo Renan do choque total total é, acabou
- 10:13aqui a gente podia passar com a van derrubando Pau-Brasil, a
- 10:15gente você vai preso é podia. E aí foi um cara real que era o
- 10:19meu chefe, que devia ganhar uns 20000 BRL por mês pra poder ter
- 10:23essa cabeça pra reclamar quando 20000 BRL era um dinheiro.
- 10:27Aço, né, cara? É, eu acho um dia raça ainda em
- 10:30que a guerra não também acho, mas espera aí, cara, um
- 10:32publicitário ganhar 20? E quanto o cara tá ganhando sem
- 10:34isso que eu tô querendo dizer é, não sei, você já não é mais
- 10:37publicitário há 4 anos, quanto é que o dinheiro significou?
- 10:39Acabou a gente 20000 é 100, hoje é cara, é talvez é gente porra
- 10:45faz conta é, eu acho o chute longo, mas tudo bem, eu também
- 10:48não é para isso, né? É, pô, é não é que a inflação
- 10:51foi 5 vezes e tal, né, eu acho o chute longo, mas assim tudo bem,
- 10:55eu diria 50% jogando. Né?
- 10:58Hoje é um sim quentinha, né? Então, sei lá, é não trintão,
- 11:02está ganhando 10 formas, 50% a mais.
- 11:04Não é porque é bonito para caralho, não é muito bonito
- 11:07isso. O até então cara ai.
- 11:11Pra você que acha que a tua milionário gente a toa, às vezes
- 11:14para 4 meses sem trabalhar, aí entra um trabalhista. 13 diárias
- 11:18é muito difícil, cara. Às vezes, claro, você pega
- 11:21trabalhos bons e ganha melhor e tudo, mas é igual jogador de
- 11:24futebol. A gente acha que pô, todo
- 11:26jogador de futebol ganha dinheiro pra caralho, porra
- 11:28nenhuma. É 3%, ganha dinheiro pra
- 11:30caramba. A base do futebol está ganhando
- 11:333 salários, os salários. Olha só, acho assim esse olhar
- 11:41que você trouxe desse cara, né? Desse dia que foi teu chefe aí,
- 11:44desse cara que foi teu chefe, pensando que essa seria uma
- 11:47frase totalmente dita ali pelo renanzinho, né?
- 11:50Pelo Renan, porque renanzinho é o filho dele, né?
- 11:52É o renanzinho tem um probleminha de fala, r caralho,
- 11:55eu amo isso aqui, ó, e aí, assim, você tem várias histórias
- 12:00da tua vida, né? Histórias de infância da tua
- 12:02adolescência, tal, e você já andou comentando que esses
- 12:04momentos te inspirarão e te inspirou a construir o Julinho,
- 12:08outros personagens, né? Fala um pouco pra gente, como é
- 12:10que funciona esse teu olhar de observação exatamente assim pra
- 12:15roteirizar, para criar personagem, pra atuar.
- 12:18Porque é isso que você acabou de falar, pô.
- 12:21Tive um chefe lá que ele falava esse absurdo e é um absurdo que
- 12:24seria dito pelo Renan, aham no choque de cultura e seria dito
- 12:27total, né? É, então eu acho que isso é uma
- 12:31parada, que é um olhar curioso, que eu acho que é inerente AA.
- 12:35Todo mundo na verdade, assim, né?
- 12:37Em alguma instância, uso para trabalho, mas sei lá, o Daniel
- 12:40for lá a mesma coisa, ele faz o na mesma coisa, processo dele é
- 12:44diferente do meu, mas aham, essa coisa do olhar Nelson Rodrigues
- 12:47ficava na porta de cadeia, entendeu?
- 12:49Ouvindo história, colhendo história.
- 12:51E aí escrevi aquelas histórias de maneira.
- 12:54Eu acho que é uma questão de um olhar atento mesmo, de estar
- 12:56atento ali em volta e assim, do ponto de vista de criador como
- 13:00ator também, eu acho sempre mais engraçado quando parece muito
- 13:04real e aí se eu conto uma história que realmente
- 13:07aconteceu. E que eu conheço com essas
- 13:09pessoas envolvidas, tal, e aí jogo isso pro meu personagem.
- 13:12Eu conto aquela história como a intimidade que eu já contei
- 13:15essas histórias, entendeu? Tipo, quando eu uso umas
- 13:17histórias e lá tem uma história do do Julinho, que é uma das
- 13:19minhas prediletas, que ele conta que ele estava no enterro do
- 13:21Brother dele. E aí ele viu um caixãozinho
- 13:24pequenininho numa Capelinha do lado e aí ele, pô, ninguém está
- 13:27rezando. Foi lá rezar pro caixão com
- 13:29caixãozinho de criança pequenininho.
- 13:31Aí ele estava no meio da reza, assim chegou um segurança do
- 13:34cemitério e falou assim a irmão, você tá ligado que essa parada
- 13:37aí uma perna, né é isso, é uma história que aconteceu com a
- 13:39minha avó, que era muito religiosa, EEE da umbanda, aí
- 13:43ela viu um caixãozinho de criança na Capelinha do lado sem
- 13:46nenhuma vela, sem nada, ela pegou uma vela, acendeu uma
- 13:49vela. Lá fez uma oração, ela no meio
- 13:51da oração. Segurança, bem senhora, a
- 13:53senhora paciente de que esse caixão aí tem uma perna, né?
- 13:56O rapaz tá bem, ele só perdeu a perna e aí minha avó saiu
- 14:00xingando porra, caralho, foram enterrar perna.
- 14:02Nunca pensei no que aconteceu com o membro que tivesse sido
- 14:05desgarrado de você. Não hoje em dia eu acho que você
- 14:08pode doar para virar uma peça para estudo ou você Crema no
- 14:12próprio hospital, tem um serviço, você paga uma taxa e
- 14:14Crema, mas na época que isso aconteceu, você se não crê, mas
- 14:19eu acho que era mais caro cremar você tinha que enterrar o
- 14:21membro, porque você vai fazer o quê com a perna, entende?
- 14:24Entendeu, tipo, arrancou uma perna que faz o que é um
- 14:26problema corriqueiro, cara meu membro.
- 14:30Puta que pariu, é, mas é um problema que é o que as pessoas
- 14:33têm que lidar com isso, então, se eu for essa história, já
- 14:36contei milhares de vezes para muitos amigos que eu acho muito
- 14:38engraçado. Então, quando o Julinho conta
- 14:40como sendo uma história que ele viveu e eu estou contando com
- 14:43aquela intimidade, aquele imprime uma verdade, então acho
- 14:46que assim, no fim das contas, um jeito talvez preguiçoso de
- 14:49criar, mas que é uma parada que eu sempre fiz a vida inteira, eu
- 14:52sempre andei muito de coletivos, de um ônibus e eu sempre escrevi
- 14:55no ônibus, eu escrevo em movimento tranquilo, eu sempre
- 14:58escrevi, sempre tive um caderninho na época que a gente
- 15:01fazia o larica, tal, várias histórias, frases parada, eu
- 15:04anotava as vendendo ônibus, escrevi, eu lia muito no ônibus,
- 15:07escrevia sempre cafezinho. Às vezes, pô, eu ia ouvir numa
- 15:1140 minutos. Uma conversa foi o do outro
- 15:13lado, as pessoas que eu não conheço.
- 15:14Eu ficava a viagem inteira ligada ali.
- 15:16Na conversa, anotava umas paradas ou ia no meu trabalho,
- 15:19numa, sei lá, numa palestra, ouvi uma vez, numa palestra, eu
- 15:22comecei a gravar a palestra porque anotar não estava dando
- 15:24conta. Era o RH da empresa que era uma
- 15:27empresa grande que eu trabalhava, e aí era a pessoa do
- 15:30RH. É uma pessoa do plano de saúde
- 15:32novo, explicando as vantagens para os funcionários dos novos
- 15:35planos. Só que, pô, ele parecia um The
- 15:37Office porque eles usavam as piores frases possíveis para
- 15:40explicar uma parada, então tem frases que eu nunca esqueci que
- 15:43é, por exemplo, outra coisa boa é que em caso de falecimento ou
- 15:47familiar, vai ganhar um seguro de vida.
- 15:49Bem, irmão, como é que você começa uma frase, falou outra
- 15:52coisa boa para o funcionário é que se você morrer.
- 15:56Não é uma coisa boa. Eu morri, velho.
- 15:58Esse é o problema de um filho da puta chamado otimista, entendeu?
- 16:03Eu tenho uma filosofia, eu sou extremamente pessimista e a
- 16:06minha filosofia de vida é pro pessimista.
- 16:10Qualquer surpresa é uma boa notícia.
- 16:13Caralho, cara. É uma visão de mundo, porque
- 16:16afinal de contas, só tenho para esperando o pior, né?
- 16:18Eu levo isso pra minha vida, eu estou esperando o pior o tempo
- 16:21inteiro, seu nossa é uma parada que eu não estou esperando uma
- 16:23coisa boa já é melhor do que eu que eu esperei, mas eu acho que
- 16:28essa também é uma parada assim esse lance do RH que tu falou
- 16:30né? Eu trabalhei numa grande empresa
- 16:32que você também passou por lá, tá mó vontade de falar os nomes,
- 16:35não dá, dá dá. Ocorre até eu já até falei, tem
- 16:38umas histórias, são muito mais CA bu, lo assim, tipo não pensa
- 16:41que eu trabalhei e que o pessoal da cópia da faxina era proibido
- 16:45de falar com os funcionários? Olha que paradão, fascista
- 16:48reais, que bizarro que escrotíssimo Discovery foda, né?
- 16:52Mas eu já tinha falado assim, mas eu de vez em quando eu falo
- 16:56porque tem tanto testemunha velho e todo mundo já não está
- 16:59mais lá, porra de testemunha que viu assim por revoltado na época
- 17:03tem coisas que não podem ficar no segredo e assim vai me
- 17:06processar, vai perder e eu falo pra ver se muda, eu não tenho
- 17:10anão acho que vai dar nada, vai ser multada nada, mas eu acho
- 17:13que assim se chega lá também, pelo menos eles eles vão ficar
- 17:17cara, porra, não dá para ser assim, sabe, sei lá, é uma
- 17:20ilusão, é só. 17, mas que o desconforto de ter que ouvir
- 17:24talvez ajude a mudar é uma Inocência amigo achar que eu vou
- 17:27mudar o mundo da minha casa na internet, mas não é, mas eu
- 17:30concordo total contigo, porque eu acho assim, cara, se você tá
- 17:33vivendo aquela política nossa, do não pode ser x 9.
- 17:37Não posso falar de nada, não posso dedurar um problema que eu
- 17:40tô vendo. Isso é muito uma cultura de
- 17:42passar pano, né? De falar, pô, não é?
- 17:45É um medo. Aí vira aquela cultura do passar
- 17:47pano e o medo e aí constrói esse esse medo de nunca vou ser
- 17:50empregado nunca mais, você empregado a parada é a galera,
- 17:54tem medo que é porra, por exemplo, pra gente é fodido pela
- 17:58empresa, a empresa sacaneia, e aí não processa.
- 18:01Apesar de ter o direito de processar porque está correto,
- 18:03porque tem medo de ficar um histórico que é, já processou o
- 18:06outro patrão vai processar a gente.
- 18:07Não vou. Então assim, por isso que eu
- 18:09comemoro sair do mundo corporativo, sabe?
- 18:12De certa forma, eu continuo porque eu continuo trabalhando
- 18:14para grandes empresas, mas eu estou num outro lugar que não é
- 18:17o do funcionário que está ali com jobs escrito.
- 18:20Só trabalhei na empresa que tinha, você ganhava um
- 18:24caderninho de dress code. Que pariu, tinha casual Friday,
- 18:29eu era redator publicitário, trabalhava com criação de criar
- 18:32as parada maluca, e eu tinha que ir com sapatênis.
- 18:36Não podia ser um tênis de corrida, de se eu quiser.
- 18:39Estou com a coluna ruim hoje vou com tênis de corrida para menos
- 18:42impacto para amortecer. Não pode, tem que ser um
- 18:45sapatênis de corrida, tem que ver aí com o Tiago leifer, se
- 18:48existe. Talvez tenha esse conhecimento,
- 18:52mas aí eu tinha o casual Friday que eu podia, de tênis, passar
- 18:56de camiseta. Se não era camisa de botão, é
- 18:58sapatênis, passa disco, dia. Tipo como eu estou hoje?
- 19:01Hoje eu tô dia formal é. Eu trabalhava na faria Lima d,
- 19:04né? Na verdade, na Funchal, mas
- 19:06quase esquina com faria Lima, enfim, pra chazinho, no almoço,
- 19:10self sexo é importante, minha vida era essa que já tinha o
- 19:14Juninho é engraçado, às vezes eu ia comer, enfim, uma galera
- 19:17assim, caralho, genuína, vamos voltar de crachá, tá comendo No
- 19:20No quilão com a galera, falou meu irmão eu sou planetário
- 19:23também, eu fiquei muitos anos cara, tá quase 14 anos, 12 anos,
- 19:27sei lá, trabalhando em empresas de 9 às 6 e produzindo minhas
- 19:31paradas por fora assim tirava férias.
- 19:34Do mês para gravar larica total a temporada inteira.
- 19:37Aí eu fiquei 5 anos sem tirar férias para poder trabalhar,
- 19:40para fazer minhas palavras, meus projetos.
- 19:42Então, assim, ralei muito para conseguir largar empresa e viver
- 19:46só da parada da minha produção como ator, roteirista tal.
- 19:49Mas foi foda. É legal.
- 19:51Você fala do larica assim, porque eu acho que porra é um
- 19:53programa cara, muito guerrilha. Assim a sensação que eu assisti
- 19:56pouco até, mas, cara, é muita guerrilha.
- 19:59O que que tem na geladeira hoje, um ovo e uma metade de nossa,
- 20:02com batata rampa? Hoje é a realidade do do
- 20:05solteiro médio brasileiro naquela época.
- 20:08Hoje está pior, infelizmente, caralho, cara, depois de 4 anos
- 20:12sombrios, tá pior, sim. Sim, pior bad trip que o país já
- 20:16passou, né? É, eu acho que está mais para a
- 20:20convulsão, que é uma bad trip, e ela dura pouco tempo, no máximo
- 20:24umas horinhas. A é foi uma convulsão ali, sei
- 20:28lá, a gente entrou num coma intelectual, sei lá que
- 20:30aconteceu com a gente, cara, eu não sei se todo mundo já saiu,
- 20:33não em gente ainda estamos tem muita gente zumbi andando por
- 20:36aí, não? Sim, mas deixa eu me apegar a
- 20:38parte boa vai, ué, 4 anos daqui a 4 anos a gente alguém falou
- 20:43que era o pessimista dessa caceta, agora deixa eu pegar a
- 20:47parte boa, eu sou pessimista, mas eu quero essa surpresa aí é
- 20:52enfim a hipocrisia. Não, daqui a 4 anos a gente
- 20:55pensa nisso, não, com certeza você está na fase, vai dar
- 20:58merda, mas por enquanto está bom.
- 20:59É isso. Não, eu tenho Esperança de que
- 21:01melhore o tanto que fique só aquela minoria barulhenta nesse
- 21:06espectro. Extrema-direita louco, gente.
- 21:09Em 10 minutos, o cara deixou de ser pessimista?
- 21:13Não, não, não, não, não, eu não, eu continuo pessimista, é isso
- 21:17aqui é um é eu não estou entendendo, é um vestibular.
- 21:21Tá valendo, nota tá valendo pra Caim, nem vai cair no Enem já me
- 21:25formei já é e a galera que votou nessa Extrema direita aí que
- 21:30votou meio na Esperança de melhorar alguma coisa, enxerga
- 21:34melhora, né? Que a gente consiga melhorar nos
- 21:36próximos 4 anos e com essa galera enxergam a melhor.
- 21:39Ele parou. OPA, não, isso aqui tá melhor do
- 21:41que antes, é minha Esperança é, mas aí eu acho que nesse caso,
- 21:44eu que sou otimista, que eu sou um cara extremamente otimista, e
- 21:47aí eu entendo a tua visão, porque realmente o otimista é
- 21:51foda, porque aí quando vem a decepção ela vem forte é porque
- 21:55seu otimista no Brasil esse tipo você é um torcedor do Botafogo.
- 22:00E do Santos, você acha que em algum momento você vai viver
- 22:04aquela fase Áurea? Mas essa nostalgia é só isso,
- 22:07né? Mas aí você acaba perdendo
- 22:09Marcos RB, é isso? Em algum momento você vai ser
- 22:11demais, vai perder para o CRB no caminho, vai empatar com o
- 22:15Sampaio Corrêa, foi bem de casa, olha.
- 22:19O legal do papo com você é que tudo que você tá falando vira
- 22:22meio que uma piada. É quase que um Rolo compressor
- 22:25de conexões e links de piadas e tal.
- 22:28Você é um cara conhecido pelos papéis de humor.
- 22:30Como é que você definiria um humorista?
- 22:32Você se considera um humorista? Você é humorista?
- 22:35Então eu discuti isso com amigo pouco tempo aí no podcast que eu
- 22:39acho o seguinte, eu acho que sim, mas acho que não.
- 22:42Eu acho que eu sou um ator de humor, não de humor, mas que que
- 22:46gosta de fazer humor e eu sou um roteirista de humor, mas eu, por
- 22:49exemplo, você está falando à você, falou umas coisas
- 22:52engraçadas e tal, mas eu não sei fazer piada, eu não sei você me
- 22:56chamar com a parada, ó, vai ter uma plateia aqui.
- 22:59Faz aí 20 minutinhos de texto teu aí para você e stand up, não
- 23:02é o teu caso? Um stand up?
- 23:04Eu não sei fazer stand up eu não sei fazer humor físico,
- 23:08entendeu? Tipo, não sei, talvez seja, mas
- 23:10é um tipo de humorista. Eu não sei dizer qual é o feio,
- 23:12Ruiz. Texto, talvez de texto e penso
- 23:16que enfim tenta fazer graça no que está dizendo, não sei, não
- 23:20sei dizer se eu sou humorista é, acho que sim, acho que sim, me
- 23:24chama muito para fazer amor, eu faço meu papel de humor, faço
- 23:27coisas que não é humor também, mas mais humor realmente tá aí
- 23:30você falou está não sei, sou não sei, sou se você fosse então
- 23:34falar suas referências do que que você fala, cara, esse aqui é
- 23:37uma atriz ou um ator de humor? De físico, stand up, gênio ou
- 23:42gênia, quem seriam essas pessoas?
- 23:45Eu não sou muito de stand up. Eu não consumo muito stand up,
- 23:47mas tem os caras que eu acho engraçado, eu acho Rodrigo
- 23:49Marques engraçado, eu acho o rabinho engraçado, eu acho o
- 23:52João pimenta engraçado por João pimenta este lário eu acho mimar
- 23:57saga assado, então ele era que eu acho engraçado assim mas
- 24:01stand up no Brasil tem muita gente fazendo EE uma massa
- 24:05daquele stand up das tira. Dinha, Cida, piadinha da fórmula
- 24:09que eu não o RU não me não bate pra mim eu entendo a galera
- 24:12gostar super e que bom que existe isso, mas não é a parada
- 24:17que eu acho engraçado que ninguém pega, sabe?
- 24:19Eu acho um humor mais racional em algum lugar.
- 24:22Não sei dizer, o Rodrigo Marques eu acho engraçado, porque ele
- 24:24conta história. Ele conta a história.
- 24:26Bem, é engraçado a história, o jeito que ele conta.
- 24:28Urro. Fábio rabin, cara de texto,
- 24:30muito bom assim, mas num outro lugar de texto que é o modelo, é
- 24:35muito rápido. Ele é um cara de stand up.
- 24:37Classificam basicamente o trabalho do cara.
- 24:39É stand up, mas tem um lance de texto ali da da criatividade, o
- 24:43tipo de criatividade, né, que eu acho mais legal, que é pensar as
- 24:47associações e em como chegar naquele lugar da piada lá do
- 24:52pan, te da piada, do jeito mais simples possível, mas que
- 24:55ninguém pensou o Hulk e é bem o que é o processo criativo, mas
- 24:58você resolveu um problema da maneira mais simples possível.
- 25:02Não pensada quanto mais simples e mais.
- 25:05Putz ninguém pensou nisso antes. Oo mais criativo é sem dúvida
- 25:09pra qualquer coisa. Então eles acham bons.
- 25:12Assim. Eu consumia muito humor assim eu
- 25:15fui fanático Zinho, de de Monty Python, de de trocar DVD, copiar
- 25:19DVD da guerra dos amigos e tal assistir TV pirata pra caralho.
- 25:23Sim, vi muito cacete e planeta moleque assim, lá nos
- 25:26primórdios, mesmo com 1012 anos de idade, estava apagões.
- 25:30Eu vi, estava, adorava Trapalhões.
- 25:31Catia, esquete de apagão tinha uma parada que às vezes eles
- 25:34abandonavam a Sketch antes do fim, tipo que a esquete era
- 25:37muito engraçada no meio, depois acabava de qualquer jeito, é pra
- 25:40outro lugar. Foda, se não tinham no final,
- 25:43engraçado, não é? Mas era engraçado.
- 25:45Agora muito problemático, né? Hoje em dia sim, que era racista
- 25:48para cacete. Piada machista pra caralho é
- 25:52hoje em dia tem outra cultura, né?
- 25:54Outro olhar, outra lente sobre mas você estava falando, essas
- 25:57paradas. Eu estava pensando aqui como
- 25:59isso constrói, né? Por exemplo, você falou, pô,
- 26:01adorava Monty pyton de um Monte pai, então você falou, Casseta e
- 26:04planeta Casseta e planeta, aí você entende 11, construção de
- 26:08um humor que é em cima do cotidiano, né?
- 26:11Um Monty pyton aquela cílio UOL que deles Ministério do Siri,
- 26:15UOL, que cara o Ministério do andar, idiota, puta que pariu, é
- 26:18maravilhosa, é corporal, né? É, eu acho essa esquete muito
- 26:22boa, mas a minha predileta dessa SPACE co nas é a da clínica de
- 26:29reclamação. O cara vai para reclamar e entra
- 26:32na sala errada. Insultado essa eu acho muito boa
- 26:37e de texto assim tem uns classificou o Monty Python que
- 26:40eu acho foda até aquele futebol filosófico que é uma esquete que
- 26:43é um tempo morto, fica todo mundo pensando, tipo, eu sou só
- 26:47filósofos no campo, você já viu, não é?
- 26:49Essa não. Essa é lá Aristóteles, Platão,
- 26:53Heidegger, tipo Mitch e a bola parada eu não lembro quem, quem,
- 26:58mas é, é tipo se eu não me engano é é Alemanha contra a
- 27:01França. Talvez aham, e aí tem uns, sei
- 27:04lá, Auguste Comte, eu acho que é isso.
- 27:06A Alemanha e França, as seleções.
- 27:08Aí o juiz apita, a bola fica parada no mesmo lugar e os caras
- 27:12começam a andar e pensar assim, cada um anda pra um lado e
- 27:14começa a pensar dando pro lado pro outro, pensando aí AO
- 27:19Platão, Sócrates, sei lá, alguém tem uma ideia, pega a bola e faz
- 27:22o gol, tipo, é muito foda e fica uma tempão, um cara narrando os
- 27:25caras só andando e pensando Aristóteles pensa na vida tal
- 27:29não sei o que é qual é muito forte pois é, e aí você conecta
- 27:32o depois com o Casseta e planeta que fazia toda aquelas coisas
- 27:34que a gente foi rever um pouco, né?
- 27:36A geração mais recente foi rever um pouco tá no ar, né?
- 27:39Que a zuar a própria TV, né, dar uma sacaneada na própria TV.
- 27:43Eu acho que isso de uma maneira um pouco diferente conecta com
- 27:46choque, não ou até mesmo comente de música.
- 27:49Quer zoar o assim? O próprio ambiente conecta com
- 27:53um choque porque r, com certeza são referências de todos nós.
- 27:58Aham, mas o choque especificamente, ele vem numa
- 28:02parada que é, além de tudo isso, tem uma parada que sempre
- 28:05fascinou. Eu, caíto, e aí, quando ele
- 28:07conheceu a galera da quase Furlan ou a galera, eles também
- 28:11achavam isso muito lindo. O Raul tinha trabalhado na TV
- 28:14Gazeta, aham, enfim, que é esse universo do baixo clero da
- 28:19televisão, sabe? Aham, especificamente o
- 28:23Serginho, total que era um cara de Niterói.
- 28:26Que tinha um programa num canal local da net que só passava em
- 28:30Niterói, em São Gonçalo, e ele fazia um programa na
- 28:33churrascaria com as mesas de churrascaria, com um ambiente de
- 28:37churrascaria e era tipo um Faustão.
- 28:39Era um show de variedades. Ele recebia um cantor, um cara,
- 28:42levantava, cantava na churrascaria com seres tocando
- 28:46playback, Zinho, e era meio feito na guerrilha.
- 28:50Assim era. Era um programa com uma Câmera
- 28:52só, e ele é falando profana. Às vezes, estourava o áudio e
- 28:56ele levava os convidados, que era, tô aqui com meu amigo
- 28:58Carlos, não sei o quê. Carlos é aqui de São Gonçalo, um
- 29:02amigo do cara no programa. Aí o cara, sei lá, é
- 29:06subsecretário de alguma coisa, de alguma prefeitura e ele está
- 29:09lá para falar de alguma coisa. E aí o programa vai rolando e o
- 29:12cara não fala aí, chega no fim, tem que acabar o programa, ele
- 29:15se toca e fala, não deu tempo aqui do Carlão, fala Carlão.
- 29:18Volta amanhã, meu querido, passo na tua casa.
- 29:20Lá te busco, você vem comigo, você volta amanhã no programa,
- 29:22aí você vai falar, aí vai ter tempo pra falar, tipo, isso é
- 29:25muito short sábio, o Serginho, ele é, de certa forma o nosso, o
- 29:31Rogério tem muito do Serginho, tipo o Serginho, sei lá, ela
- 29:35chamou uma cantora para cantar a mulher canta, aí vai dar o
- 29:37contato pra show, aí vem ele falar, agora dá o seu contato,
- 29:40ele fala assim, telefone, telefone, ele corta na hora, né
- 29:44e tipo, é o Rogerinho. Depois, de certa forma, é
- 29:47telefone, telefone a ela tem que dar o telefone, então Oo choque,
- 29:51especificamente tem essa coisa do ele pode descer um programa
- 29:54de TV feito por esses caras pra passar num canal local, o que
- 29:58vai passar só na Secretaria de transportes do estado do Rio de
- 30:02Janeiro. Sabe umas paradas sim.
- 30:03Aham, o choque é meio isso, mas, sim, é.
- 30:06São referências que a gente tem, né?
- 30:07Tipo, cresci vendo esse senso de humor aí mistura isso com nossas
- 30:11origens. Assim, o caíto com a galera da
- 30:13rua dele, do bairro dele lá de Niterói, eu cresci em
- 30:16Jacarepaguá, onde meio que todo mundo se conhece, o meu vizinho,
- 30:19por exemplo, era motores de van, o pezinho, eu encontrei outro
- 30:22dia no Instagram, inclusive o pezinho tinha uma van e o
- 30:25pezinho. Bom, a van dele era toda bonita,
- 30:27tinha luz colorida dentro. Carpete na minha, centrava no
- 30:32carpete tinha sabe, o carpete azul, o banco todo bonitinho, a
- 30:38van toda cheirosa quando arrumadinho, tá a porta abri,
- 30:41tinha uma alavanca que levantava, abria, era a porta
- 30:44elétrica, então tinha essa onda. Então e eu convivi, eu via
- 30:49pezinho, soltava pipa com pezinho no vizinho, camarada e
- 30:52tal, ele era mais velho que eu, um pouco trabalhava de van,
- 30:54fazia ali na Taquara, então vira e mexe, eu pegava a van do
- 30:57pezinho, que era meu amigo de infância, então eu tinha eu,
- 31:00vivi ali nasceu o universo da van, também.
- 31:02De certa forma, a mãe de uma amiga, meu, pai de uma amiga
- 31:04minha, era era motorista de van escolar, ele tinha aquele
- 31:07microônibus que ele parava dentro do e morava, tipo num
- 31:10condomínio. Que era do 300 casas e tinha um
- 31:13cara que era mês de obra, morava no condomínio, o outro era
- 31:16tabelião de cartório, tinha uma casa Gran da sala com outra
- 31:19casa, era toda zuada, tipo não, não era um, não, tinha um
- 31:21padrão, então era muita gente, muitas origens, todo mundo
- 31:25misturado. E esse cara tinha esse
- 31:27microondas, ficava estacionado do lado da minha casa, fica na
- 31:30rua mais larga, então era um cara, chegava a sair pra
- 31:32trabalhar com microônibus escolar, entendeu?
- 31:35Então tudo isso está meio do imagem no meu imaginário e é
- 31:38muito íntimo para mim. Então quando eu escrevo e boto
- 31:41essas paradas nas paradas que eu tô escrevendo, parece muito
- 31:44real, porque ele fez parte ali, né?
- 31:47É surreal, mas é real, é exatamente total.
- 32:00Vamos falar um pouco agora da relação assim com cerveja, vamos
- 32:03abastecer os corpos dos ouvintes agora, né?
- 32:06Tua relação com a cerveja que que tu bebe, tu curte beber?
- 32:10Se não curte assim, tem história de porre.
- 32:13Então sob cerveja pego, bebo cerveja, aham, hoje em dia bebo
- 32:19menos tem dia que eu quero beber servindo sim, às vezes eu compro
- 32:22pra casa assim, umas cervejas mais legais eu eu vou meio na
- 32:26promoção na real assim tipo o run sei lá qual é o nome daquela
- 32:29azul? Uma pequenininha que o rótulo
- 32:32azul é uma palavra com vedete. Eu adoro, vedetes vedete é
- 32:35ótima, ótimo vedete e às vezes rola uma promoção de vedete, que
- 32:40tá 12 BRL e 14 BRL. Aí eu compro uma vedete para cá
- 32:45porque eu não sou um degustador de cerveja.
- 32:48Sim, porque eu tenho muito problema de gastrite.
- 32:50O cara cerveja, então eu não consigo beber muita cerveja.
- 32:54O Rossi eu sai assim há, hoje eu quero ficar, bebo porque a gente
- 32:57às vezes a gente quer só degustar a bebida, minha gente
- 32:59quer ficar bêbado, normalmente, quando eu quero ficar bêbado, eu
- 33:02nunca é a cerveja que eu exploro, então eu não tenho
- 33:04muita história mais jovem, tomei um esporte, cerveja sim, já vou
- 33:08me ter abraçado no Vasco. Em época de faculdade, eu, eu
- 33:12uma vez com 2 níveis de faculdade, a gente, enfim,
- 33:14hétero, Zinho, de esquerda, né? A gente foi ver aquele filme que
- 33:17o bukovski fez o roteiro e o bar Fly e eu ia, porra o cara
- 33:23bebendo a tempo inteiro, tomando por, recordando, vomitando não
- 33:25sei o quê e a gente ficou vendo filme bebendo, aí acabou o
- 33:29filme. Ele falou, pô, vamos pro bar
- 33:30beber agora. Parte foi pro tecão beber mais
- 33:33cara. A gente era um caso, atrelou
- 33:35cada sim eu vou me ter a casa inteira de bobeira, bobeira e à
- 33:39toa né, de graça, Juventude achei Tite foram até sexta-feira
- 33:43assim você falou que você não necessariamente se for tomar um
- 33:46porre, vai ser cerveja, então o que seria?
- 33:48Você falou, acorda às vezes com vontade.
- 33:50Uma cerveja, mas o que que seria quando você fala, porra, hoje aí
- 33:53eu trabalho no deste lado com parcimônia, porque eu não tenho
- 33:57mais idade também para ter aminésia alcoólica.
- 33:59Eu, enfim, todo mundo não sei a quem tiver perto dos 40, aí já
- 34:03sabe que é a gente fica doente quando toma um porre.
- 34:07Exa ta, né? Já falamos isso no dia seguinte,
- 34:10a ressaca ela exige remédio, você fica na merda e há tem
- 34:14gente que não tem armas aí porque não tem, já tá no
- 34:17alcoolismo pesado, o normal é ter, porque é você dá
- 34:21envenenado, é muito pesado no corpo, então eu vou muito assim,
- 34:25trabalho no xingar hã, que eu acho que o Jim te deixa com
- 34:28hálito AK. Você fica ali, dá para dosar
- 34:31qualquer. Por exemplo, vote que eu adoro,
- 34:33mas vodca. Ela é muito traiçoeira, porque
- 34:36tem dia que você toma 3 doses de vodca, 3 caipirinhas e também de
- 34:40boa. E tem dia que você já fica
- 34:42bêbado. E aí você vai tomar quarta, aí
- 34:44você tomar, você vai pro espaço? É?
- 34:46Então é difícil. Ela não bate no seu corpo da
- 34:49mesma forma você fica mais refém do tamanho da dose.
- 34:52Às vezes é aquele barman, gente boa, que na terceira ele seria
- 34:55boba. É quase 2 doses, cada uma ele
- 34:59vem maneirando maneirando na terceira dose ele vai regaço é
- 35:02porque o barman Pra Ele, quanto menos ele trabalhar, melhor.
- 35:06Então se No No fim da chama você barmen, é melhor você botar uma
- 35:09dose maior. Que é, vai voltar menos, vai
- 35:11voltar 34 vezes com lona, 34 vezes, lona, então derruba todo
- 35:15mundo, bota bastante negócio de carregando dose, não sai do seu
- 35:20bolso. Barmen vai ser mais jogo para
- 35:22você, vai trabalhar menos, faz uma dose maior, mas eu como
- 35:26muita cachaça, cara, e eu acho muito de beber cerveja com
- 35:29cachaça, caralho, eu adoro botar um copinho de cerveja, fazer o
- 35:34fogo, bombeiro, copinho de cerveja, um copinho de cachaça,
- 35:37e aí eu dou uma bicadinha na cachaça, aqui um dou uma
- 35:40bicadinha na cerveja, o pessoal cervejeiro vai ficar puto, mas
- 35:44eu adoro cachaça de jambu com cerveja e a cachaça de jambu,
- 35:47ela deixa sua boca dormente, então você não vai curtir.
- 35:50Todos os tons e a palheta de cores que a cerveja rua tem pra
- 35:54te oferecer. Mas é isso, né?
- 35:56Eu sou um cara simples, ta na coisa do álcool, mas deve ser
- 36:00refrescante, não é para cacete, né?
- 36:02É uma delícia, cara, uma delícia.
- 36:04Eu falei uma vez aqui no programa que quando eu era jovem
- 36:07também, né? Mais de 40, a mesma coisa.
- 36:09Ressaca é arrependimento e doença quando eu era jovem,
- 36:12tinha mania de sair com os amigos, a gente sentava no bar,
- 36:15eu fui criada na Tijuca, sentava no bar na Tijuca e aí abria como
- 36:20shot de tequila e um shot de cerveja por cima.
- 36:22Era assim que a gente abria todas as noites que a gente saía
- 36:24junto é porque desse a queimando e depois jogava um.
- 36:30O fogo, o bombeiro que eu imagino que fosse essa sensação
- 36:32que você falou, né? Que é o é, é isso, é isso, é o
- 36:35formulário tequila. Graças a Deus eu, desde muito
- 36:39jovem, sempre respeitei a tequila.
- 36:41Eu tranquei, eu sempre tratei a tequila como se ela fosse a
- 36:44Pantera da bebê. Alguém te apresenta para uma
- 36:48Pantera. Olha aqui, minha Pantera, você
- 36:50não chega na Pantera e dá um tapa na cara da Pantera.
- 36:52Você dá um bico na bunda e aí só otária.
- 36:55Então você não vai chegar e pedir 3 doses daqui lá.
- 36:59Uma vez eu fui num aniversário aqui, antes da meia-noite AO
- 37:02aniversariante já estava numa cadeira de rodas e no hospital
- 37:06para tomar glicose em quase em coma alcoólico, nossa senhora,
- 37:11porque ele teve a brilhante ideia d ele fez o aniversário
- 37:15dele num restaurante mexicano que fechava pra festa, assim com
- 37:18DJ lá no Jardim Botânico. Era no cozumel, tá exatamente
- 37:22isso aí. E aí você pagava um valor fixo
- 37:25isso pro jovem. Que tem um orçamento limitado,
- 37:29limitado. Se ele fala assim, ó, você vai
- 37:31pagar, XE é bebida e comida liberada.
- 37:33Ele fala, OPA, que bom. Ele teve a primeira ideia, esse
- 37:36rapaz todo, meu amigo que chegar pro meu aniversário vai ter que
- 37:39perder uma dose de tequila comigo.
- 37:41Nós aí, tipo, No No amigo que chegou, a galera já estava sem
- 37:46rapaz faz isso não, cara. Se você tomou em 2 horas, aí 88
- 37:50tequila faz isso, não, ele, juro, parecia que ele ia tomar
- 37:53na injeção, ele tomou aqui, ó, engoliu, falou, eu tô legal,
- 37:58OLO? Segundo ele, do legal já saiu
- 38:02com a tortilha junto ao e ele tava.
- 38:05Cores no bar e ele falou, ele vomitou, aí ele tentou correr,
- 38:10eu não lembro se era cozumel aquele ou copo louco agora acho
- 38:13que era guapo, louco é no Jardim Botânico, tinha uma Escada pra
- 38:15você ir pro banheiro, aham. Aí ele quando deu a primeira
- 38:18golfada ele segurou na valentia do alcoolizado que o autorizado
- 38:23ele é Valente não só pra arrumar confusão na rua, né?
- 38:25Ele é Valente para assegurar o próprio corpo e tentou correr e
- 38:28subir uma escadinha micróbio para chegar num banheiro.
- 38:31Quando ele chegou na porta do banheiro, o banheiro estava
- 38:33trancado, aí ele vomitou na menina que estava ao lado dele,
- 38:37nós. Nossa que pariu, que ficou com
- 38:41muito nojo e vomitou na pista de dança em baixo, que era uma
- 38:46escadinha, que a galera ficava dançando ali embaixo.
- 38:48AE ela vomitou em cima de umas 3 pessoas assim e aí, disso aí já
- 38:54foi pra ligar pra ambulância, o cara quase desmaiando, foi
- 38:58direto para o hospital e a galera que não estava vomitada.
- 39:03Continuando a festa do cara sem o cara com contato com 22
- 39:07pessoas tinham ido com ele, aí ligava, ficava uma, como é que
- 39:10tá aí? Não tá tomando já o soro na veia
- 39:12não está tranquilo você voltar de que voltar, Bruno, cara.
- 39:17Vocês vão voltar e a galera ficou, então eu desde muito cedo
- 39:22eu respeito a tequila, eu trato como uma Pantera, caralho, muito
- 39:25bom esse não vou chegar a esculachada, sabia?
- 39:28Decisão até que ele é o PM da bebida, você não chega de
- 39:30qualquer jeito para falar com o PS, tem que chamar de senhor.
- 39:33Boa noite, senhor, pois não? Meu documento está aqui, o
- 39:35senhor, porque se não você pode se arrepender e vem cá em
- 39:40Jacarepaguá, tal é, é uma região, né?
- 39:43O bairro, né, Jacarepaguá é mais do que um bairro, né?
- 39:45Tem vários bairros dentro, já mudou muitas vezes, já foi um
- 39:48distrito, se eu não me engano, enfim, ele era muito maior, já
- 39:51que era agora muito maior. Hoje em dia é um bairro ainda,
- 39:55mas é um bairro. Pequena Jacarepaguá é uma região
- 39:58que engloba Taquara, foi Luzia Cruz e um lugar gigante.
- 40:03Mas Jacarepaguá mesmo é mais perto da cidade de Deus.
- 40:08Conheci fica encantada com esse cara.
- 40:11Ele é um pedacinho pequeno. Hoje em dia, bom dia, era uma
- 40:13barra do Brasil, né? Eu estou zuando, mas eu acho que
- 40:18já foi mesmo Jacarepaguá em extensão, já foi o maior bairro
- 40:21do Brasil hoje em dia, não mais. E tinha a cultura de boteco
- 40:24queira, como é que era a cultura de boteco que Jacarepaguá você
- 40:26chegou a viver isso? Teus parentes chegaram a viver
- 40:29isso? Não.
- 40:30Eu tinha um chip que tomava uma cervejinha, mas não era
- 40:33exatamente do boteco, era cervejinha na padaria, né?
- 40:35Aham, é verdade para sempre na padaria de casa, às vezes o meu
- 40:39tio falava, sei lá, a gente 5 da tarde isso outra época, né?
- 40:43E tomar uma cervejinha, invocar, dirigindo, mas era uma mesmo,
- 40:46mas ele, sei lá, 5 da tarde ia comprar um pão pro lanche pra
- 40:49molecada, estava frio, todo mundo em casa, aí ele fala,
- 40:51vamos lá comigo na padaria aí isso aí é pra padaria comprar
- 40:54pão, queijo tal. Ele pedia uma Brahma, sei lá.
- 40:57A cerveja dessas clássicas, né? Aham e aí a pedindo as paradas
- 41:01dele, tomando a pra minha terminava, pagava tudo com
- 41:04embora com pãozinho. Pau por tabela, o feirante pau
- 41:07em Caxias, tinha a cultura da barraca.
- 41:10Tem alguma memória na cabeça de vocês?
- 41:12Quando a gente fala em barraca pra mim eram cara na baixada
- 41:16Fluminense, era tipo essa Mini, Mini, Miri Miri, Miri, mercearia
- 41:21barra, delicatessen antes dela ser delicada de fato, só que
- 41:25daquela rua sabe, não é do bairro, é da rua, aham e aí tem
- 41:28aquele geralmente o dono da barraca é o Bill Bora?
- 41:33É o seu, Bill. Aí você ia lá comprar cerveja de
- 41:35garrafa que estava geralmente no freezer, deitado no gelo, o
- 41:39cigarro. Então eu fui muito nas barracas
- 41:42da vida comprar cerveja e cigarro pro meu pai, muito
- 41:45menos. 18, então não tinha isso, né?
- 41:48Porra, meu pai certamente teve filho pra fazer certas paradas
- 41:51Pra Ele que ele não queria fazer mais, entendeu?
- 41:54É uma pessoa muito próxima de mim, uma mulher, não vou revelar
- 41:57quem é, porque ela não me autorizou a contar história, mas
- 41:59ela conta que o pai dela levava ela com 13 anos de idade pra
- 42:03beber, ela ficava sentadinho tomando Coca-Cola, pai, ficava
- 42:06doidão, entregava a chave Pra Ela, voltava dirigindo ela, tipo
- 42:09o renanzinho. Com 1213 anos de idade, voltava
- 42:13a dirigir, ele ia comprar pro bar para voltar a dirigir no
- 42:16carro do pai. Você vê?
- 42:17Expirou o renanzinho, né? Era melhor uma menina de 13 anos
- 42:22voltar dirigindo do que eles, bêbado, bêbado, o pai
- 42:25responsável, né? Não vai pegar o carro e whisky a
- 42:28falar, reside aí uma certa responsabilidade, não vai
- 42:32dirigir alcoolizado com uma menor de idade, dentro do
- 42:34veículo pode arriscar a vida da vida.
- 42:36Criança daqui dá o carro para criança dirigir é uma exatamente
- 42:40só emendar aqui nessa sala, o meu pai bebeu durante muitos
- 42:43anos tal, depois ele parou e ficou abstêmio, mas o meu pai
- 42:45ele tinha o hábito de fazer o seguinte, ele pegava os filhos,
- 42:48tirava de casa, né, sabe que eu morava em Belém.
- 42:50Aí ele disse AA, nossa rua ia pro bar que ele gostava de
- 42:54frequentar, tinha que ser um bar que tinha sorveteria ou coisa de
- 42:58sorvete ou de picolé, geladeira de sorvete, de picolé, porque
- 43:02ele deixava os filhos pedindo quanto sorvete aguenta sem
- 43:05tomar. Eu e meu irmão enchia a bucha de
- 43:08sorvete e meu pai ficava só na manguaça, porque desse jeito ele
- 43:12conseguia beber, dá um Descanso pra minha mãe, sacou e quando
- 43:17voltava para casa, meu pai sempre foi um bêbado que chegou
- 43:19em casa e dormia. Ele nunca foi um bêbado que
- 43:21fazia barulho tal não, ele chegava a pagar, então ele
- 43:24voltava para casa e os filhos estavam felizona, então ninguém
- 43:27reclamava, essa foi então a moeda de troca do meu pai era
- 43:30essa, levava pro restaurante. Tocava de sorvete, agora o show
- 43:33garrancho. Aí molecada e a 2004 horas da
- 43:36manhã, né? Porra, é felizão mais ou menos
- 43:39nessa mãe, coitada. Porque imagina você pegar uma
- 43:42criança, minha mãe me enfiar 2 kg de açúcar para dentro na hora
- 43:47de dormir? É meu irmão e não tinha fim,
- 43:50cara. A gente ficava tomando sorvete
- 43:52sem parar, cara que era isso, né, gente criança bom demais,
- 43:57como é que tá o açúcar no sangue hoje em dia o meu vai bem, o meu
- 44:00vai tranquilo, mas é porque passaram-se muitos anos, né?
- 44:03Eu estou falando isso aí já de 40 anos boa, mas já é uma
- 44:06Vitória. Aquela pergunta que a gente
- 44:09tinha que fazer pro Leandro ramos era tipo, será que você é
- 44:12hipocondríaco? Porque porra já falou do joelho,
- 44:14já falou do açúcar, já falou da do bracinho, você é um pouco.
- 44:18Eu sou um pouco, não sou diagnosticado como, mas eu sou
- 44:22um pouco eu sou aquela pessoa que morde a bochecha, esquece,
- 44:25aí fica aquela bolha de sangue. Olha, já acha que é o melanoma,
- 44:30mas você faz por onde? Tipo, você é aquele cara que
- 44:33cuida da sua saúde, é, tô nesse momento fazendo fisioterapia pro
- 44:37joelho bonitinho e cabei de fazer um checape tá tudo bem,
- 44:42Maravilha, bem só que abriu o olho com colesterol pra não
- 44:45ficar alto porque tá limita porra então cara sucesso total
- 44:48mais de 40 anos pela frente aí com certeza né tomara queria
- 44:52viver 80 pelo menos. Você usa o doutor Google, é
- 44:55melhor, não há eu olho de privacidade, é ele funciona como
- 44:59um incentivo para ir ao médico. Eu sei que não, eu não tenho o
- 45:02que eu li ali, mas só de 1 dia que eu poderia ter.
- 45:05Aí eu falo melhor médico, vou ficar pensando assim, não vou no
- 45:08médico, aí eu vou, entendi, entendi, entendi só calvície
- 45:11mesmo que eu aceitei, falei, há, pô, tem que lembrar toda noite
- 45:15de botar um spray Zinho, tomar um remedinho para Papá, vou
- 45:18ficar careca, consciência pronto né?
- 45:21Vai dar tudo certo. Vamos falar de cultura.
- 45:27A temporada a próxima temporada do choque de cultura já foi
- 45:30gravada. Toda vocês fazem esse esquema de
- 45:32gravar com antecedência, tem data de estreia, tem mudança de
- 45:35formato da spoiler pra gente. A gente é tão pouco ouvido por
- 45:38outros públicos, que porra não vai fazer a menor diferença pra
- 45:41vocês é, a gente não pode falar muito, mas tá.
- 45:44A gente grava antes, tá toda gravada já Oo, caraca é a gente
- 45:48não tem data ainda, mas é o mesmo formato, é choque de
- 45:52cultura clássico ou desculpa legal, irado, irado, que já está
- 45:56pronto e vem cá, como vocês gravam a temporada inteira, como
- 46:00é que vocês fazem, por exemplo, falar de um algo talvez de um?
- 46:04Um lançamento vocês bancam isso. A gente olha a agenda, a gente
- 46:08olha, agenda a gente. Mas tem vezes que a Marvel a dia
- 46:13aí é paciência. Aí quem perde a marca não.
- 46:17Mas falando Sério, aí não muda nada pra gente, porque em algum
- 46:20momento vai sair, entendeu? São sempre filmes que estão para
- 46:23sair, então a gente olha mais ou menos agenda de lançamento e faz
- 46:26a nosso cronograma para o episódio de sair ou antes do
- 46:29filme, a gente vai meio na expectativa ou logo depois do
- 46:33filme saiu a gente faz meio uma repercussão, e aí é um jeito de
- 46:36deixar o programa quente, é algo que a gente tenta fazer de não
- 46:39faz em todos os episódios, mas isso sempre bota os episódios
- 46:42mais quentes de filmes que a gente acha que tem a ver com
- 46:44universo. Porque a galera vai curtir coisa
- 46:46de publicitário, viu? Leandro, não é é coisa de
- 46:49consumidor, eu acho, porque a gente faz muito tentando fazer
- 46:53pra gente também, né? Porque a gente acha legal, até
- 46:55porque a gente tá fazendo há muitos anos.
- 46:57São várias temporadas, então a gente tenta manter o formato,
- 47:02mas de algum jeito, deixar com um frescor para a gente, sabe
- 47:05também assim pra gente não se sentir que está fazendo a mesma
- 47:08coisa e aí essa coisa de programas quentes ajudam muito
- 47:11nisso, mas nunca é pensando no público assim, tá o nosso
- 47:15público, temos que fazer isso, a gente sabe da galera que curte e
- 47:19já uma galera muito orgânica do choque, a gente sente meio dono
- 47:22do programa também, que é criador de conteúdo.
- 47:25Do universo de de o fan Dome de choque de cultura.
- 47:28É uma galera muito criadora de conteúdo.
- 47:30Assim tem muito corte, muito texto, tem muito fanfic do
- 47:33choque pra caralho. Assim a galera escreve, um
- 47:35estojo traz 12 páginas, caralho com histórias de como é que
- 47:40Julinho começou a namorar Maurílio?
- 47:42Como é que João conheceu a irmã de Maurinho?
- 47:44Como é que Renan ficou preso, cara, que legal e que Renan tem
- 47:48um caso com rogeri tipo o universo de fanfic do choque é
- 47:52muito rico e uma e vocês recebem esse material, como é que
- 47:55funciona isso, cara, às vezes de marcam a gente, né?
- 47:58Uma tem a pra ir, né? Tem tipo uma equipe de do
- 48:00choque, tá de sacanagem que a galera atualiza e tal e tem meio
- 48:04a biografia lá é mais completa do que a minha mesmo quando me
- 48:08pedem assim Amy Moon. Tem uma biografia sua.
- 48:10Às vezes rola trabalho que pede há muitas vezes eu entro lá pra
- 48:14ver EE. Foi alguém que não me conhece,
- 48:16que escreveu um fã do choque, mas com coisas da minha vida.
- 48:20Até 2018, trabalhou na Discovery tipo, umas paradas específicas,
- 48:24pessoas sabem, filhos de qual orixá que eu sou?
- 48:27Me manda um presente, caralho, eu tenho aqui um oba, Luizinho
- 48:31pequenininho que eu ganhei de de uma fã do choque que sabia que
- 48:34era, pediu um bolo, enfim, de uma Loureiro, doideira, caralho,
- 48:38muito maneiro se é sucesso, né é pois é, e o público você falou
- 48:43que é o público, faz muita fã, FIA que tal comentário do
- 48:45YouTube é uma área perigosa para vocês ou não?
- 48:48Ai eu, le às vezes tem umas paradas muito engraçada, mas
- 48:51assim só voltando essa coisa eu não acho que é exatamente o
- 48:53sucesso do que as pessoas acham que é sucesso, eu acho sucesso,
- 48:58mas num lugar assim eu acho muito maneira a galera ter essa
- 49:01intimidade com esse universo, sabe o rumo da galera ser tão
- 49:05dona quanto a gente que faz porra?
- 49:08Já tomei esporro de fã, de falar, falar que Oo caso de
- 49:13Juninho, que a galera está romantizando muito.
- 49:15Julinho, Maurílio a galera é que caiu em cima de mim, tipo, eu
- 49:17sou o Julinho tipo, pera aí galera, vocês estão me dando
- 49:22esporro? Cada uma parada que eu que que
- 49:24escrevo e que eu sou tipo é só a minha opinião.
- 49:28Tudo bem você achar que não é um lance.
- 49:31Mas tem essa parada, mas, em geral, a galera que é fã do
- 49:34choque, uma galera muito maneira assim, galera que vem falar com
- 49:37a gente que para na rua assim é sempre alguém muito simpático,
- 49:41muito maneiro com a cabeça legal aí, claro que tem a galera
- 49:44mínima, que não entende muito choque, tipo, tem um cara que
- 49:47achar clássica também que o cara veio elogiar e falou alemão,
- 49:51você e o Nando Moura são foda. É?
- 49:54Eu falei, pô, acho que você não entendeu legal a ironia do
- 49:58choque na mesma frase porque, cara, eu sou antítese do Nando
- 50:03Moura. Então assim você falar que eu e
- 50:05Nando Moura essa mesma coisa, só no bongi na mesma frase, assim
- 50:09eu fico sem entender se você gosta do.
- 50:12Tomando Moura e não me entendeu? Ou você gosta de mim?
- 50:15Não entendeu, não mora? Um dos 2, você não entendeu?
- 50:21Talvez ele esteja achando que o Nando Moura está fazendo um
- 50:23personagem, né? Talvez ele entenda.
- 50:25Acha que aquilo ali é humor. E eu fiquei pensando muito nesse
- 50:28nó no humor do absurdo, né? Para não deprimir, é melhor
- 50:31ligar o foda se. Vem cá, já que está falando de
- 50:48fanfic? Então vamos aqui pro nosso.
- 50:50A última parte aqui do bate-papo, que é como é que
- 50:53seria assim, Julinho, Rogerinho, Maurílio juntos e o Renan, né?
- 50:57Se você consegue pensar se eles sentam numa mesa de boteco pra
- 51:01trocar uma ideia ou se eles não bebem juntos e cara, é só se for
- 51:06pra falar de cinema, eu acho que assim, o Rogerinho, eu não sei
- 51:09se o Rogerinho bebe, eu não lembro se a gente já falou disso
- 51:12ou não. Mas eu imagino que ele tenha uma
- 51:14confusão mental tão grande que o ao palco ele não consegue.
- 51:19Eu acho que ele surtaria bêbado, é o Rogério conta que ele gosta
- 51:23de chegar em casa, tirar aquela roupa do trabalho, sentar, ficar
- 51:27olhando pra parede um pouco. Então ele é tipo um psicopata
- 51:30que entra em casa olhando pra parede aí da hora de dormir
- 51:33dentro e dorme. Então eu não consigo imaginar
- 51:36ele nesse lugar na cervejinha. O Maurílio acho que toma uma
- 51:39cervejinha com Júlia. Total, o Renan, eu acho que ele
- 51:42tomaria um campari, sabe? É, né, porque diriam, campari ou
- 51:47algum drink assim, por aqui ninguém toma, então uma Cuba
- 51:52Libre. Aham, tem Cuba.
- 51:53Ele perguntaria, numa fase, tem a Cuba uma Cuba Penn geladinha e
- 51:58pedir uma Cuba beija? Não gosta, não.
- 51:59Júlio, bem geladinha com açúcar da Coca-Cola com o álcool, é
- 52:03como se fosse é um soro caseiro, perfeito, você toma o álcool, já
- 52:08toma o soro caseiro que é a Coca-Cola, que tem muito sódio,
- 52:11muito açúcar e água, então eu acho que o Renan tomaria uma
- 52:15bebida, tipo assim uma Cuba, o Camp área, acho que negroni não
- 52:18uma pseudo sofisticada, né assim não, eu acho que não vai nem ser
- 52:23sofisticada, não é que é, é aquele gosta mesmo.
- 52:26Talvez aquele mais goste, é uma que está em desuso, sabe, aham,
- 52:29tipo Alexander dryer, eu acho que o prato predileto do Renan é
- 52:35um arroz, afirma. Tese com o medalhão de Mion,
- 52:39molho madeira com champignon, sabe?
- 52:41O Renan? Eu acho que ele é aquele homem
- 52:43antigo no la mole, em no la mole, é ele marcaria um almoço
- 52:48romântico no la motte, cara, e sabe o que que é o mais maluco é
- 52:51a gente fazer essa pergunta se os personagens de beberiam e
- 52:55você responder e do tipo não, mas eu acho que o fulano faria
- 52:58isso, ciclano faria isso e de pessoas e personagens de pessoas
- 53:02que não existem de verdade, isso é muito legal, sabe?
- 53:04Você tá tão dentro do negócio. Você respira tanto aquilo que de
- 53:08alguma forma, aquilo virou uma linha paralela da tua vida, né?
- 53:12Sei lá como você falou, tem tanta verdade nesse assunto que
- 53:14é porque assim eu acho que é, de certa forma, eles existem para
- 53:17caralho você ver que, por exemplo, uma das primeiras
- 53:20coisas que ele falou foi do renanzinho, que é disparado o
- 53:24personagem mais querido do choque de cultura.
- 53:28Assim, disparado. Foi lá fala que 70% das pessoas
- 53:31que falam com ele não fala assim, hã e aí, o Renan tá, fala
- 53:34e o renanzinho, cadê o renanzinho na guerreiro?
- 53:3570% meu guerreirinho, ele é um grande tipo, maior personagem do
- 53:40choque, ele realmente não existe, ele nunca apareceu.
- 53:43Esse nunca ouviu a voz dele, ele é um personagem oculto, ele não
- 53:46existe. Aham, e ele é o personagem mais
- 53:49querido. Então, até que ponto esses
- 53:51personagens não existem? Sabe é que é meio teatro nesse
- 53:54lugar que é um acordo. A galera que curte entrou num
- 53:57acordo que é, esses caras existem, eles são muito
- 54:00parecidos, muito possíveis, apesar de muito loucos e a
- 54:04galera tão íntima e conhece tanto o universo se o universo
- 54:07existe, esses caras existem, qual é a mesma coisa?
- 54:10Você falar que o Homem-Aranha não existe ou não existe, mas
- 54:13ele existe pra caralho, né? Ele é muito presente na nossa
- 54:15vida pra caralho, então ele existe e você não consegue dizer
- 54:20se eu se eu falar, porra, sei lá como é que o Homem-Aranha faria
- 54:23alguma coisa, tipo isso sim, você não consegue imaginar o
- 54:26Homem-Aranha. Porra, falando uma frase ou
- 54:29chegando ou doidão de cabeça para baixo fazendo true com
- 54:32bebida pra ir pros amigos, adolescente rir.
- 54:34Você consegue imaginar porque ele existe?
- 54:36A partir do momento que a gente tem o mesmo código, aquele
- 54:39universo existe. Isso é um código na linguagem.
- 54:42A partir do momento que isso existe, que a gente fez esse
- 54:44acordo é real. Oo renanzinho é real pra
- 54:47caramba, todo mundo imagina, o renanzinho cada é meio
- 54:50literatura, né? Cada um imagina num jeito, com
- 54:52certeza ele é um serzinho desfigurado, ele é burro, ele
- 54:56tem dificuldade, ele é filho de 2 primos, então ele tem uma
- 55:00dificuldade de aprendizado e cada um vai imaginar do jeito.
- 55:03Tem gente que imagina igual Renan, te cara, vai lá que o
- 55:06moleque com 12 anos. Guaiac, tem gente que imagina
- 55:09meio de lote, isso é muito lindo.
- 55:11Isso pra mim é o sucesso, entendeu?
- 55:13Entendi a galera comprar essa ideia, criar esse pacto, porque
- 55:17a gente não é o Whindersson. A gente não ganha dinheiro com
- 55:19YouTube. Essa pô não podia, tudo não
- 55:21paga. Não sabia do choque, não paga a
- 55:23nossa vida. Mas ele abriu tanta porta, porta
- 55:26cara, que é eu sou eu, sou muito grátis, legal.
- 55:30Pô, esse legal foi muito foda. Aqui.
- 55:32É um ilegal que é tipo foda se. Mas não foi assim, amigo.
- 55:38Sabe, ó nem foi, nem foi, nem foi, não sabe?
- 55:42Foi decide amigo foda se no amor mesmo que é legal, foi isso.
- 55:47O legal, eu forneci. São palavras muito próximas.
- 55:50Olha só, eu e Amanda, minha mulher, a gente muitas vezes um
- 55:54com está contando uma parada, muita grana que acontece de
- 55:57alguém contar uma parada muito empolgada, mas às vezes eu estou
- 55:59contando uma parada aqui não é tão maneiro, eu só tô empolgada
- 56:02às vezes tô bêbado e não É Ela falar legal, tipo aham, é o
- 56:07legal que agora fosse quando tipo foda se ela não, eu pensei
- 56:10em coisas, eu falei legal, eu acho muito próximo, é uma
- 56:13intimidade, eu não pensei foda-se mas tá bom, já que você
- 56:15insiste mas tá aí, né? Mas tava no subtexto, porra é,
- 56:20eu achei muito bom, achei muito bom, quer eu acho isso
- 56:24engraçado, entendeu tipo, isso é a parada de faxineira, tem humor
- 56:27muito, muito primário. Alude também o meu senso de
- 56:31humor, tá na parada da intimidade, tipo as pessoas que
- 56:34eu achei mais engraçada na vida era tipo o melhor amigo do meu
- 56:38pai, que era o bacalhau famoso. Um amigo meu de escola.
- 56:41Quero ser Beyoncé, que era meio Narrador das, sabe a sala de
- 56:44aula tem sempre um cara que é o mais palhaço, que bota o apelido
- 56:47todo mundo, aham, que faz a mesma piada com os professores.
- 56:50Ele inventava as paradas por, por exemplo, uma parada que era
- 56:54uma gíria que ele usava, e aí eu usava os meus amigos achavam
- 56:57engraçado, aí o meu núcleo de amizades em casa na rua
- 57:02começaram a usar, que é, por exemplo, capanga, que é, porra,
- 57:04qual é, capanga, chega aí, ninguém, eu, eu não lembro de
- 57:07capangas. Ser uma gíria no Rio de Janeiro,
- 57:10entendeu? É uma parada muito específica do
- 57:12CB om que isso, meu amigo, é? Na Tijuca, não chegou, não era
- 57:16dele. É uma parada que ele inventou,
- 57:17sabe? Ele era um cara que chamava de
- 57:20capanga. Eu achava isso muito engraçado,
- 57:22porque ele é capanga. Vamos jogar um futebol, mas fica
- 57:24aquela capanga capanga, ele chamava todo mundo de capanga e
- 57:28aí os meus amigos começaram a chamar de capanga, aí eu tenho
- 57:30um primo, Gabriel, que é da habilidade que ele pegou o
- 57:33capanga nessa época que eu estava na quinta série e aí
- 57:36virou meu apelido para ele, ele até hoje só me chama de capanga,
- 57:40eu só chamo ele de capanga ou de capa, ele só me chama de capanga
- 57:43ou de capa e aí é uma parada nossa por causa desse cara eu
- 57:46acho que ele nem sabe que é por causa disso.
- 57:48Olha só, caralho, porque tem tanto tempo, tem 30 anos, sei
- 57:51lá, quase 30 anos lá em casa, capanga era a bolsa que meu pai
- 57:55usava na década de 80, lá em casa também é meu pai também
- 57:58usou que rolava uma briga tremenda, tá?
- 58:00Quando chegava a capanga nova, a gente já estava decidindo quem
- 58:04herdar quando ela ficasse velha, à pague carteira.
- 58:07Então era um trecho, é a maior briga, porra você já definiam
- 58:11isso na chegada do tipo, essa é a chegada na chegada, na
- 58:15chegada, e meu pai podia usar isso por 20 anos, ou seja, a
- 58:17gente deve ter dividido pouquíssimas capangas na vida.
- 58:20Alguém não ganhou o meu pai, usava capanga muitos no ombro, o
- 58:24que ele usava de capanga não era capanga, mesmo que a capanga era
- 58:27aquela bolsinha, né? Sim, sim.
- 58:29Ele usava uma pochete de couro preta com um cinto bem fechado e
- 58:34ele passava o braço. Assim, no centro, ela ficava com
- 58:37a alça aqui e o rua. Pochete de couro aqui em barra
- 58:40do braço aham, anão ser. Se ele fosse assim, pô, vou sair
- 58:42do carro, resolver uma parada, tá?
- 58:44Vou ficar em pé muito tempo. Aí ele botava na cintura aqui
- 58:46igual uma pochete. Aham aí, muitos anos depois eu
- 58:49contei essa história no podcast é galera da bolo fumando, acho
- 58:52pochete hipster com meu pai, meu pai, hoje em dia usamos pochete
- 58:55da bolovo colorida, hipster, branca, aí verde limão perfeito,
- 59:00aí sai aquele homem de 65 anos de idade com avô lovinho,
- 59:04caralho. Outra tendência é que meu pai
- 59:06lançou também na época em Caxias, é que a gente trabalhava
- 59:09com imóvel e. A sensação que eu tinha que ele
- 59:11tinha a chave de todos os imóveis do universo, então ele
- 59:14usava 11 chaveiro que tinha aquele ganchinho, pendurava no
- 59:17cinto aqui atrás, org lendo e aí enfiava no bolso da calça atrás,
- 59:21claro, mas quando ele precisava soltava assim, como é que ele
- 59:24conseguia andar com aquilo que ele puxar?
- 59:26Ele para trás, que era muita chave e era um negócio
- 59:28trançadinho de couro. Ai meu pai era muito cafona,
- 59:32caralho, lembrando agora, isso é meio normal, acho que é inerente
- 59:36a função de pai, você tem que abrir um pouco mão do seu pai
- 59:39que é pai presente e tal, você tem que abrir mão um pouco da
- 59:42sua estética em troca de uma proximidade com os filhos EE da
- 59:47vida funcional, você tem filho ali para organizar.
- 59:49Ele tem que ter uma vida funcional, tem que estar tudo na
- 59:51você tem que ecoa, quebrou uma cabeça aqui, você tem que pegar
- 59:54um. A pochete, já com tudo dentro
- 59:57total e caralho, tem que trocar a fralda.
- 59:59Como é que tá, tá não? Pochete total total, não, total,
- 1:00:03não dá. O meu pai era o cara da pasta,
- 1:00:06ele tinha uma pasta que ele levava pra true cautelado aquela
- 1:00:09pasta de couro que tinha uma alcinha assim, sabe?
- 1:00:11E aí ele chegava em casa, largava a pasta em cima do
- 1:00:14armário, essa pra mim é a cena muito marcante, sabe?
- 1:00:16Meu pai chegou em casa como a gente no outro quarto, ouvia o
- 1:00:19barulho da pasta segundo armário, clack, a gente já lá
- 1:00:22velho, chegou aí, a galera já sentava, né?
- 1:00:24Já diminuía a pressão, pressão ali estava borbulhando, já
- 1:00:27diminuí, já ficava mais tranquilo ali.
- 1:00:29Eu tenho muito uma memória que eu tenho maior carinho Por Ela,
- 1:00:32que era o meu pai. Jogava muito jogo do bicho e ele
- 1:00:35não jogava assim há às vezes ele sonhava, houve um acidente, ela
- 1:00:39estava, a placa jogava, tal normal, que é o que você tem que
- 1:00:41fazer. Quando você joga no bicho, aham,
- 1:00:43mas ele no dia a dia ele jogava quase todo dia e no dia a dia
- 1:00:47ele fazia os cálculos, caralho para descobrir o que que ia dar.
- 1:00:51Então ele pegava as vezes, é o resultado da semana inteira, dos
- 1:00:544 horários, 3 horário da 14 1821 que eu acho que a corujinha acho
- 1:00:59que é 21 e ele jogava sempre na corujinha que era útil, aham,
- 1:01:02então ele pegava todos os resultados, ficava, botava na
- 1:01:05mesa assim sei lá, uns 20 resultados, aí ficava olhando
- 1:01:09tipo 1 hora velho por cada é notável.
- 1:01:12Aí fica a maior tempão, concentra dasso aí Do Nada de
- 1:01:15parava acertar na veja do cachorro e ia lá jogar no
- 1:01:20cachorro, porra. Eu achava isso muito foda, cara,
- 1:01:23eu nunca esqueci essa cena é isso, sei lá, devia ter uns 5
- 1:01:26anos de idade. Meu pai ouvia as vezes ele tinha
- 1:01:29preguiça de sair para pegar o resultado na banca do bicho que
- 1:01:32antigamente era aquele resultados impressos, aham, aí
- 1:01:34ele botava pra ouvir o resultado no rádio, na hora que saía tinha
- 1:01:38algumas rádios de transmitir antes, tá em passavam resultado,
- 1:01:41transmitia e a vinheta para transmitir o resultado era o
- 1:01:44samba-enredo que se eu não me engano, era da beija-flor que
- 1:01:47Era Eu tinha 5 anos de idade dela.
- 1:01:49É sonhar com a bicharada é o coelhinho.
- 1:01:52Como a gente teimosa na cabeça, dá burrinho e com o rapaz todo e
- 1:01:56feitado resultado pessoal, é Pavão, é viado.
- 1:02:00Aí entrava isso e entrava. Vamos agora para o resultado das
- 1:02:0314:00. Eu nunca esqueci essa música
- 1:02:05velho de tanto que meu pai ouvia caralho, caralho, muito foda e
- 1:02:10teu pai era um bom ganhador do jogo do bicho só pra gente meio
- 1:02:13que encerrar esse assunto, esse, esse cálculo todo, funcionava
- 1:02:16não, às vezes sim, às vezes não, eu não sei te dizer precisamente
- 1:02:19por essa fase ele ganhou mais, perdeu ou não?
- 1:02:22Ele tem aquelas histórias clássicas que a gente teve uma
- 1:02:24fase de vida assim muito difícil, assim, de grana tal bem
- 1:02:27apertada mesmo. Aham, e aí o meu pai, minha mãe
- 1:02:30deu Pra Ele, tipo os últimos 10 BRL.
- 1:02:33Não era nem real na época, eu acho, mas o que seria hoje?
- 1:02:36Os tipos últimos 10 BRL Pra Ele comprar 1 l de leite e uma
- 1:02:39bisnaga pra gente comer aí. Às vezes a gente, minha mãe
- 1:02:42fazia bisnaga com óleo de cozinha, não tinha manteiga,
- 1:02:45joga, passava o óleo de cozinha fazer tipo uma bisnaga na chapa,
- 1:02:49assim com óleo de cozinha, a gente comia pão com óleo,
- 1:02:51caralho, e aí, tipo grana, nenhuma tal minha mãe desse
- 1:02:54último dinheiro. Ele chegou na padaria, tinha um
- 1:02:56ponto do jogo do bicho, ele tinha sonhado com não sei o que,
- 1:03:00ele pegou os 10 BRL, o jogo não voltou para casa e o capeta
- 1:03:04ardiloso aí voltou pra casa sem nada, minha mãe ficou puta,
- 1:03:08Samy, brigaram pra caralho, minha mãe reclamou pra caralho
- 1:03:11pra caralho essa inconsequência maluco, seus filhos aqui não tem
- 1:03:14leite. Tá, não sei o quê.
- 1:03:15Bababá caralho deu resultado. Meu pai saiu.
- 1:03:18Ganhou tipo 2000 BRL. Era um valor muito alto.
- 1:03:21Assim ele acertou Elias. Ele fala isso até hoje ele
- 1:03:24acertou a milhar e ele tinha feito o jogo, será cercado no
- 1:03:28grupo, milhares sendo ele acertou humilhar ele, jogou
- 1:03:31milhar, dezena ele ganhou na dezena milhar, tipo pegou pra
- 1:03:35caralho pra caralho, pastor 10 BRL ganhou tipo 2000 BRL, aí ele
- 1:03:40passou no mercado eu fiquei, acho que uns 2000 BRL de compras
- 1:03:43e aí chegou, sei lá, não sei se era esse o valor exatamente, mas
- 1:03:46chegou com compram gigantesco kr, abarrotado de punida assim
- 1:03:50pagou aí o jogo do bicho que deu.
- 1:03:54Essas histórias clássicas, lá em casa também tinha história.
- 1:03:57Assim tinha uma história de uma cozinha que meu pai comprou
- 1:03:59inteira com o jogo do bicho, uma cozinha era toda branca.
- 1:04:03Em algum momento. Aí depois aí saiu de moda.
- 1:04:05Cozinha branca entrou em moda, a cozinha marrom glacê.
- 1:04:08Ele comprou fogão, geladeira e aquele armário de metal
- 1:04:11italínea. Porra fez a vida, mas, enfim,
- 1:04:14ele. Ele jogava menos, ele jogava
- 1:04:16menos. Eu amo essas histórias, cara, é
- 1:04:18o meu sentimento, as paradas que eu mais gosto de entender isso
- 1:04:20eu boto eu tento botar essas paradas sabe porque porra é
- 1:04:24muito linda a essa realidade dessa ilusão né do meu pai do tá
- 1:04:29na veia do cachorro isso é uma frase muito linda tá uma vez o
- 1:04:33cachorro é muito bom, cara. Muito bom, muito bom.
- 1:04:36A parada que é aleatória, total e eu um dos operários do sorteio
- 1:04:40é o da loteria federal. Eu tô tipo assim, não tinha
- 1:04:43nenhuma probabilidade. A probabilidade de dar cachorra
- 1:04:46é a mesma de dar qualquer outro grupo em qualquer sorteio, mas
- 1:04:49ele baixava o Oswaldo de Souza ali, meu irmão, aí ele tentar na
- 1:04:52cabeça dele. Tinha lógica total, Brasil,
- 1:04:56estatística ali, não deu, 3 galos já não vai dar galo de
- 1:04:59novo, mas a chance da gala é a mesma, porque é um novo só tem
- 1:05:03exatamente. Cara, muito obrigado, Leandro.
- 1:05:10Valeu mesmo. Infelizmente a gente encerra
- 1:05:13aqui esse nosso papo, mas pra você que não é mecenas, porque
- 1:05:17para quem for mecenas vai ouvir um pouquinho mais aqui da nossa
- 1:05:20conversa com Leandro e um pouquinho mais desse assunto.
- 1:05:22Obrigado mais uma vez aqui. Adorei te conhecer.
- 1:05:25Adorei trocar essa ideia contigo, obrigado vocês pelo
- 1:05:28convite, pô, muito bom, valeu mesmo, obrigado vocês, gente,
- 1:05:32prazer demais, é muito legal descolar essa pessoa que a gente
- 1:05:36assiste uma porrada de vídeo e aí descobri a ler real gente,
- 1:05:40olha de verdade, porra, é louco mesmo, mas é real, cheio de
- 1:05:44problema. Porra, total total, encerrando o
- 1:05:48programa do jeito que a gente gosta, que é agradecer aos
- 1:05:51mecenas que nos ajudam a manter a Independência criativa do
- 1:05:53surra de lúpulo. Hoje, gostaria de agradecer ao
- 1:05:56Alex fusari, Bernardo Tomé, Leandro Almeida, Rodrigo reis e
- 1:06:00Thiago caserta. Obrigado, galera, isso aí até
- 1:06:04semana que vem até semana que vem.
- 1:06:14Beba menos, beba melhor, beba com moderação.
- 1:06:25Este podcast foi editado por play áudio.