Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dra. Sarah Sgavioli: Mulheres na Ciência Avícola | Ep. 66
Transcript
- 0:00Muito mais foco, muito mais determinação, muito mais
- 0:03objetivo muito mais. Meta muito mais.
- 0:07Cumprir o desafio, chegar Na Na reta final.
- 0:10Parece que quando? Eu acho que te traz mais
- 0:14propósito essa semana. Bem-vindos ao podcast o aviário,
- 0:20as mentes mais brilhantes da agricultura no seu bolso.
- 0:26O podcast o aviário só é possível através do apoio de
- 0:29empresas inovadoras e que apoiam a educação continuada na
- 0:32avicultura brasileira. Pegas o Science a solução
- 0:36inteligente e em tempo real para a interpretação de microtoxinas
- 0:39aquece ambiência ideal para a sua produção American
- 0:43nutrientes. Solução é o nosso compromisso.
- 0:48Olá, pessoal. Bem-vindos.
- 0:50Bem-vindas mais uma vez ao aviário podcast.
- 0:53Eu sou Catarina stephanlo e hoje eu converso com a professora
- 0:56Sara s gapli. A professora Sara é zootecnista,
- 0:59mestre, doutora, pós-doutora, atualmente docente na
- 1:03universidade Brasil. Professora Sara, é um prazer
- 1:06conversar com você, obrigada por aceitar o nosso convite é para
- 1:10que a gente possa ter uma segunda conversa, né, nesse
- 1:14nosso projeto do aviário. Oi, Catarina.
- 1:18Boa tarde. Então, assim, primeiro quem tem
- 1:21graça sou eu. Fiquei extremamente lisonjeada
- 1:24mais uma vez. Por ter sido convidada aí pelo
- 1:28aviário para participar, né? E espero poder contribuir.
- 1:34E principalmente porque eu adorei o tema, né?
- 1:36Então, quando eu li no meu e-mail, eu realmente fiquei
- 1:40muito feliz de ter sido lembrada para esse tema.
- 1:44Hoje nós nós temos um tema especial assim, 11 outra forma
- 1:48de nós incluirmos a agricultura. Né?
- 1:51Presente na nossa vida? E eu queria lembrar ao pessoal
- 1:54que nos acompanha, né, que eu acho que está completando um ano
- 1:57desde que você conversou com o professor café, né?
- 2:00Podcast. E vocês falaram bastante nesse
- 2:04podcast sobre desenvolvimento de produtos técnicos, tecnológicos?
- 2:07Falaram sobre pesquisas aplicadas, falaram sobre
- 2:10Zootecnia de precisão, então se alguém não acompanhou, acessa
- 2:14lá, Oo aviário nas plataformas, né?
- 2:16Vocês vão poder é saber um pouquinho mais do trabalho da
- 2:20professora e ficar por dentro desses temas ali que foram
- 2:24abordados No No episódio doutora Sara, quando o Bruno asa, sim,
- 2:29como que foi esse último ano? Queria deixar um espaço inicial
- 2:33assim para você atualizar o pessoal que nos acompanha sobre
- 2:35as suas atuações mais recentes. O que é que você tem feito antes
- 2:39da gente entrar no nosso assunto especial de mesa das das
- 2:42mulheres? Então esse último ano a gente.
- 2:50Está dando continuidade, né? Num num dos projetos que eu já
- 2:52estava conduzindo quando eu conversei com o professor café,
- 2:56que é no desenvolvimento de um dispositivo móvel que mensura
- 3:01variáveis bio-primáticas, calcula índices de conforto
- 3:05térmico, então envolve toda a parte de biobiência das
- 3:08instalações para. A produção de de aves
- 3:12comerciais, então frango de corte, põe deles comerciais e
- 3:16matrizes e, além de mensurar e calcular.
- 3:21Ele classifica a condição ambiental dessas atos.
- 3:24Estão, então, de acordo com a gente, fez todo um apanhado dos
- 3:29manuais de manejo de linhagem para todas as linhagens
- 3:33existentes atualmente. E aí, de acordo com a linhagem,
- 3:37a idade dessa APA ele classifica a condição ambiental onde ela
- 3:41está inserida e mediante essa classificação, ele passa para o
- 3:46produtor alguma. Algumas formas de melhorar esse
- 3:53ambiente. Onde?
- 3:55Onde as apps estão? Então?
- 3:57Talvez ligar o ventilador, um exaustor.
- 3:59E aí, agora por último, esse ano, a gente desenvolveu um
- 4:02software que está interligado com esse dispositivo e por meio
- 4:07do software produtor, consegue mensurar, baixar esses
- 4:11resultados, fazendo todo o apanhado dos dados e também
- 4:15tomar a decisão com relação à ambiência da instalação.
- 4:19Aí o nosso próximo passo é tornar isso automático, né?
- 4:23Então que o produtor não pense mais, que ele não precise mais
- 4:26tomar essa decisão, mas que seja tudo automático.
- 4:30E sempre pensando na linhagem, na idade da árvore e menos
- 4:35interferência possível do produtor, né?
- 4:38Mais tecnologia ID. Então é um projeto bem tenso e
- 4:45audacioso, mas que a gente está. Vamos dizer aí 70% concluir,
- 4:51esperamos concluir nos próximos anos e atualmente eu assumi a
- 4:56coordenação dos trabalhos científicos do Congresso da APA,
- 5:00na semana que vem de esta semana.
- 5:02Hoje começa o Congresso da AP a. Então amanhã eu estou indo para
- 5:06para Ribeirão Preto para participar.
- 5:08Então foi um ano bem bem topado, bem do jeito que a gente gosta,
- 5:12né? Bem dinâmico e.
- 5:16Bastante coisa para a gente desenvolver.
- 5:19American lutrits entregando soluções tecnológicas para o
- 5:22bem-estar e segurança humana e animal desde 2007, alicerçados
- 5:27ao conceito one health dos produtos e a inovação da
- 5:30American nutricions contribui para a saúde humana, o bem-estar
- 5:33animal e a preservação do meio ambiente.
- 5:38Coisa boa. Eu eu gosto sempre de fazer.
- 5:41Uma primeira pergunta assim para quem nos escuta é conhecer
- 5:45melhor Oo convidado. Hoje eu queria te perguntar,
- 5:49como que a agricultura ela entrou na sua vida?
- 5:53Queria que você compartilhasse isso, porque essa talvez muitas
- 5:56vezes é uma forma de inspiração, assim como nós temos pessoas que
- 5:59nos inspiraram. Nós podemos servir de inspiração
- 6:04para muitas outras pessoas através da nossa história.
- 6:07Então, quando eu recebi o convite, vi lá, né mulheres na
- 6:11vicultura, mãe na avicultura. Falei nossa, gente maravilhoso,
- 6:17super feliz. E aí eu fiquei pensando, né,
- 6:21como abordar e como? O quão antes eu poderia trazer
- 6:26esse assunto, né? Comecei a reviver ali das minhas
- 6:30memórias até de criança de infância.
- 6:34O da onde que surgiu a agricultura da minha vida, né?
- 6:37Porque algumas pessoas caem de paraquedas.
- 6:40Então, depois que começa a trabalhar, surge lá oportunidade
- 6:45do emprego, de agricultura e a pessoa vai para essa área.
- 6:48Já no meu caso, não. Eu sou nascida numa cidade que
- 6:53chama Itapuí, que é aqui no interior de São Paulo, uma
- 6:56cidade de 10000 habitantes. E essa cidade ela é muito
- 7:00tradicional com relação à produção de frangos de corte,
- 7:04então atualmente tem acho que 3 empresas que fazem AO abate de
- 7:11de francos, de corte. E da época que eu nasci lá é que
- 7:16eu me cliente. Minha infância.
- 7:18Lá já existiam essas empresas. E por ser uma cidade pequena, a
- 7:22gente sempre assim convivia muito com relação a sítio.
- 7:26Ou tinha um tio que criava, digamos, de corte, que tinha
- 7:29viária. Então, eu estava sempre
- 7:30envolvida com esse tipo de coisa.
- 7:33E aí, ali, por volta dos meus 89 anos, o meu pai começou a
- 7:39trabalhar num batedor de frango. E acabou se tornando sócio desse
- 7:45negócio junto com o irmão dele. Eram os 3 irmãos.
- 7:49Então, desde muito pequena eu tive muito contato, né?
- 7:54Eu lembro muito do meu pai saindo de madrugada de casa, do
- 7:58meu pai vestindo branco, chegando todo sujo.
- 8:04De e às vezes ir lá para o frigorífico e visitar toda a
- 8:08nora, toda o abate das aves, ir para as câmaras frias, ficar com
- 8:13medo de ficar trancado numa Câmera fria.
- 8:15E a então eu IA assim, muito lá na empresa, chamava nosso frango
- 8:21na época. Então, eu eu convivi desde
- 8:25criança com isso. E aí eu acho que, por conviver
- 8:29muito, meu pai não queria, né, que eu fizesse nada da área,
- 8:32sonho dele, que eu fizesse direito ou medicina, fosse
- 8:36advogado ou médico. Mas aí eu estava no segundo
- 8:40colegial e aí eu cheguei para ele e falei, pai, eu já decidi,
- 8:45né? A profissão que eu vou seguir,
- 8:47AA vestibular que eu vou prestar, eu vou prestar
- 8:50Zootecnia. Aí ele olhou pra mim e falou
- 8:54assim, que que é isso? Zootecnia?
- 8:58Então onde você tirou isso, que que que uma pessoa faz?
- 9:01Essa faculdade faz da vida. Aí eu fui explicando Pra Ele,
- 9:06né? Aí aí ele falou, não, você não
- 9:07vai fazer isso não. Você vai passar fome?
- 9:11Não vai fazer de jeito nenhum. Esse curso vai fazer medicina,
- 9:15vai fazer um curso que dá dinheiro, alguma coisa.
- 9:18Pai é é Zootecnia que eu vou fazer.
- 9:22E aí fui, né? E aí, no terceiro colegial, eu
- 9:26prestei Unesp de Botucatu. Não passei?
- 9:30Então acho que IA ser interessante como para essas
- 9:32coisas, porque as pessoas acham que né?
- 9:36Pra se identificar também, né? Nem sempre a gente passa a
- 9:38primeira oportunidade. É uma faculdade pública.
- 9:42E aí eu fiz 6 meses de cursinho e aí prestei Unesp, Jaboticabal,
- 9:47visitei Londrina e Ponta Grossa, aí passei nas 3.
- 9:51E aí eu optei por fazer um Messi de boticabal.
- 9:55Então, desde o meu primeiro ano, quando eu entrei lá na Unesp, eu
- 9:59já sabia que eu queria trabalhar com avicultura.
- 10:03Então, o meu foco não era simplesmente Zootecnia, eu já
- 10:07sabia que eu queria dentro da Zootecnia de cultura.
- 10:12E aí não é o primeiro ano. Já fui direto pro viário.
- 10:15Perdida lá, né? No chat chegando, tinha 19 anos.
- 10:21Já foi procurar onde é que eu podia fazer alguma coisa, o que
- 10:24que eu podia fazer. E aí eu trabalhei um ano mais ou
- 10:28menos com a professora Vera. Hoje não está mais na Unesp.
- 10:31E depois? No final, bem no final ali do do
- 10:35primeiro ano de 2003, eu fui já sendo encaminhada para o
- 10:40professor oto, que foi com quem eu trabalhei ali, Oo restante do
- 10:45do tempo. Então eu tenho assim esse
- 10:48diferencial, que a agricultura está na minha vida desde muito
- 10:53pequenininha, né? Então meu palpato foi bem no
- 10:56início mesmo. Bom, então aí no final do
- 11:00primeiro ano ali da Unesp, em 2003, foi quando eu conheci o
- 11:05professor opton. E aí eu cheguei na sala dele e
- 11:09assim, já não quero trabalhar com avicultura e eu quero uma
- 11:13bolsa de estudo. Bem, hoje em dia eu paro e penso
- 11:19e falo assim, gente, como é que eu cheguei na sala do professor
- 11:22e já cheguei falando isso, né? Além não era só trabalhar na
- 11:25agricultura. Eu tinha uma exigência, queria
- 11:27uma bolsa também. E aí foi quando a gente começou
- 11:30a trabalhar para escrever projeto.
- 11:33E aí eu fiz 3 iniciações científicas com o professor
- 11:35óvulo, as 3 voltadas para nutrição.
- 11:38Eu tive uma CNPQE 2 fapesp. EE, aí eu lembro muito bem assim
- 11:46a questão do mestrado. Eu estava lá no aviário dele,
- 11:50né? O aviário que ele era
- 11:51responsável lá da Unesp. Inusinho um experimento para uma
- 11:56empresa, não vou lembrar agora com a empresa e aí eu recebi uma
- 11:59ligação. Hugo, Robson lá, que era o
- 12:02responsável, foi por me chamar lá perto, olha o ódio está
- 12:05desesperado atrás de você. Ele precisa falar com você e não
- 12:09está conseguindo te falar em um celular.
- 12:12E aí eu fui para a sala dele, falei, nossa, o que?
- 12:15O que que eu fiz, né? Eu pensei, eu fiz alguma coisa
- 12:18muito errada, porque. Que é simples é, vou levar, né?
- 12:24E aí eu cheguei lá na saladeira, ele me falou, ele falou assim,
- 12:27olha, eu estou aqui. Conversando com o pessoal da
- 12:31pós-graduação e eu preciso de uma resposta sua, você vai ou
- 12:33não querer fazer mestrado comigo?
- 12:36Mais OPA, eu falei assim, não tinha pensado ainda, né, o que
- 12:41que eu IA fazer, como é que se eu IA depois do estágio
- 12:44curricular? Então eu comento muito que
- 12:46assim, a carreira acadêmica na minha vida não foi uma coisa que
- 12:49eu parei e falei, não quero ser professora universitária, quero
- 12:53ser pesquisadora. Eu fui saindo, conduzida, quando
- 12:56eu vi eu já estava com essa questão, né, e aí eu fui
- 13:00professor, deixa eu pensar, e a gente conversa amanhã, né, se
- 13:03for possível. E aí lógico que eu aceitei, né?
- 13:08Já começou a pensar no projeto de mestrado.
- 13:10E aí eu tive bolsa da fapesp no mestrado também.
- 13:15E isso foi assim, uma grata satisfação trabalhar.
- 13:21É trabalhar esses anos com o professor.
- 13:23Opto pra mim. Foi um aprendizado muito grande.
- 13:25Não só isso. É uma coisa assim.
- 13:28Eu gostaria muito de destacar, foi que eu.
- 13:32Eu tive na minha carreira profissional não só pessoas, não
- 13:38só excelentes profissionais, mas excelente ser humanos, estão
- 13:41bem? Isso me ajudou muito, muito,
- 13:45muito, muito a crescer como ser humano, então foi no mestrado
- 13:49que eu tive o meu primeiro filho.
- 13:51Gabriel, eu fui fazer estágio curricular e.
- 13:57Durante Oo estático curricular eu conheci o pai do Gabriel,
- 14:01engravidei e aí então, no primeiro ano de mestrado, eu já
- 14:06estava grávida. E foi assim que eu conduzi o meu
- 14:10mestrado e graças a Deus foi um professor, Otto, que era uma
- 14:13pessoa extremamente compreensiva, porque naquela
- 14:16época não existia licença maternidade e bolsa.
- 14:22Existia a prorrogação por conta de maternidade, não existia nada
- 14:26disso, não é? Então a gente.
- 14:28E anão tive licença maternidade na minha pesquisa, nenhum, nada.
- 14:35Eu assim, o que eu tive foi professora Alves, nem uma pessoa
- 14:37compreensiva em cada fase, com cada dificuldade que eu passava
- 14:42ali, e era uma bolsa de 1200 BRL que eu ganhava na época, né?
- 14:46Eu era a mãe solo, então foi assim um período extremamente
- 14:49difícil a minha carreira profissional e o professor alto
- 14:53foi uma pessoa muito, muito, muito assim, compreensiva
- 14:56comigo. E só me impulsionou eu.
- 15:02Uma coisa que eu penso muito assim, Ah, será que se eu não
- 15:06tivesse tido filho no meu mestrado, estaria
- 15:10profissionalmente melhor? E o que eu penso é que é ao
- 15:14contrário. Eu justamente me dediquei tanto,
- 15:19me esforcei tanto. Trabalhei tanto porque eu tive
- 15:22um filho no estado e eu sabia que eu tinha, tinha que dar
- 15:26conta de criar, de conduzir. A educação dele.
- 15:31Então ele estudava na creche ali da Unesp, né?
- 15:34Eu acho que isso profissionalmente me impulsionou
- 15:37muito, muito, muito, muito mesmo.
- 15:39AA correr atrás dos meus objetivos.
- 15:43E aí eu decidi fazer um doutorado ali na Unesp
- 15:47Jaboticabal ainda. E aí só que eu conversei com o
- 15:50professor Otto, falei, olha, professor, já tem aí. 6 anos, 5
- 15:56anos que nós estamos trabalhando juntos.
- 15:58Eu acho que assim, eu queria mudar um pouco, queria ficar
- 16:01dentro da agricultura, mas mudar um pouco as minhas linhas de
- 16:04pesquisa. E aí eu fui conversar com a
- 16:07professora Isabel boleli, que foi a minha orientadora do
- 16:11doutorado e que me abriu assim, todos os braços, né?
- 16:16Todas as portas. Prestei de outra com ela,
- 16:18passei, tive bolsa da fapesp também no meu projeto de de
- 16:23doutorado e ela também. Assim foi uma profissional
- 16:27excelente com relação à minha maturidade com relação a mim.
- 16:33Mencionar a confiar no meu trabalho.
- 16:35Porque eu acho que uma das coisas Catarina, que eu mais que
- 16:40eu, mais acho que um profissional.
- 16:44Tem. Como assim?
- 16:46É impulsionar a carreira mesmo essa questão da pessoa confiar
- 16:51no trabalho, de você se sentir importante, de você se sentir
- 16:54necessário, você sentir que você de alguma forma está
- 16:58contribuindo. Então, no caso da professora
- 17:01Isabel, ela sempre fez questão de destacar, olha, vou ser
- 17:06bonito, você está contribuindo dessa forma.
- 17:09Você tem um perfil que vai para esse lado minha.
- 17:14Ajudou muito com relação a isso. E aí, quando Gabriel, meu
- 17:19primeiro filho, já tinha eu. 4 anos, 5 anos.
- 17:25Aí eu ter que finalizei o doutorado com a professora
- 17:28Isabel e comecei o meu primeiro pós-doc com a professora
- 17:31Silvana. Fui trabalhar mais com a área de
- 17:34desenvolvimento óscar de late nus.
- 17:37Fiquei ali um tempo, acho quase um ano nesse primeiro pós-doc.
- 17:42E aí eu já estava um pouco assim, saturada, né?
- 17:46Jaboticabal já queria mudar, é outra cor, e sempre tive essa
- 17:50esse perfil. E enjoar, assim, das coisas,
- 17:55querer desafios novos. E aí foi foi quando eu peguei e
- 18:01vi uma oportunidade de fazer um pós-doc.
- 18:05Da UFGD, na federal da grande Dourados, no Mato Grosso do Sul.
- 18:10E aí participei da da processo seletivo, fui selecionada e aí,
- 18:15com a cara e coragem, peguei o Gabriel, coloquei no carro tudo
- 18:19o que dava para pôr dentro do carro e fui para Dourado, Mato
- 18:24Grosso do Sul não tinha nem lugar para ficar.
- 18:26Os primeiros dias a gente for a um hotel.
- 18:28Aí aluguei um apartamento com uma colega que tinha ido também
- 18:31para fazer cosdok e aí comecei. Está sendo posso dar o aqui lá
- 18:36com o professor Rodrigo e que a professora irenilza nas é de
- 18:40audiência e bem-estar, bem conhecida também.
- 18:44Aí fiquei um tempo lá e aí foi quando eu conheci meu ex-marido,
- 18:49a gente começou a namorar à distância e aí decidi voltar
- 18:53para São Paulo. E aí voltei para São Paulo,
- 18:57conversei com o Rodrigo, ainda fiquei fazendo um tempo de
- 18:59pós-doc a distância e aí foi quando surgiu a oportunidade e
- 19:04eu participei de um processo seletivo para trabalhar na e
- 19:06lender. Foi selecionada e lá eu era
- 19:10coordenadora técnica de nutrição animal e fazia parte de PDI da
- 19:15empresa também. Então, foi assim, bem importante
- 19:21para mim esse tempo que eu fiquei na helender também, né?
- 19:23Eu tive um ponto de contato com a parte comercial, com clientes,
- 19:27coisas que eu nunca tinha vivido.
- 19:30Foi excelente para mim. E aí eu tinha muitos.
- 19:33Eu já estava casada, né? Nesta época e eu tinha muitos
- 19:36sonhos de ter o segundo filho. É o segundo filho, foi uma coisa
- 19:41assim, muito planejada, que eu queria muito mesmo.
- 19:45E para te ser bem sincera, era assim, uma questão era
- 19:49prioridade para mim. Não estava preocupada se o meu
- 19:52segundo filho e atrapalhava minha carreira profissional ou
- 19:56podia ter que parar o tempo. Eu queria ter o segundo filho.
- 20:01E aí foi quando surgiu a oportunidade aqui na
- 20:03universidade. Eu pensei, o concurso passei,
- 20:06vim para cá e aí meses depois que eu estava aqui, eu me senti
- 20:10muito confortável para engravidar, né?
- 20:13Era uma vida muito diferente do que eu tinha na multinacional.
- 20:17Engravidei. Tive o Gustavo, né?
- 20:20Sem professora, que foi incrível para mim ter o segundo filho
- 20:25dentro da carreira acadêmica importante.
- 20:29Então, nesse momento estamos com Gabriel e Gustavo, quantos anos
- 20:33eles têm hoje? Gabriel está com 15 anos na fase
- 20:38de adolescência e o Gustavinho com 6 anos.
- 20:43Muito bonita, bonita a sua história.
- 20:46E eu acho que mostra que nem tudo é fácil, né?
- 20:50É como que nós temos que correr atrás, né, daquilo que a gente
- 20:54quer. EE, ao mesmo tempo, talvez tudo
- 20:58tem uma razão, né? Eu quero entrar mais daqui a
- 21:01pouco nesse assunto de maternidade e ciência, né, que
- 21:05hoje em dia a gente aborda muito mais, né?
- 21:08E nós estamos no mês de março, né?
- 21:10Nesse mês, no dia 8, nós celebramos o Dia Internacional
- 21:14da Mulher. É uma data finalizada após
- 21:19longos anos de luta, né? De mulheres por igualdade, por
- 21:23justiça salarial. É contra preconceitos, opressão,
- 21:28violência, né, que as mulheres sofreram.
- 21:31Sofrem, enfim, pelo simples fato de serem mulheres, né, que são
- 21:35tantas lutas, né, que são fundamentais e que seguem até
- 21:38hoje. Então, eu queria aproveitar a
- 21:42sua presença hoje, né, para entrar num assunto de das
- 21:46mulheres que nos inspiram. Você já falou de.
- 21:49E várias professoras orientadoras que foram
- 21:52importantes Na Na tua trajetória, mas também é que
- 21:56você contasse um pouco dessa sua trajetória profissional na
- 22:00agricultura sobre a perspectiva é de uma mulher, mãe de 2
- 22:05filhos. É, na verdade, sim, é uma coisa
- 22:13que eu sempre tive muito claro na minha mente.
- 22:17É que eu queria ser uma profissional independente,
- 22:21queria ter o meu trabalho, que eu queria ter a minha renda, que
- 22:23eu queria ser uma mulher independente.
- 22:27Então isso foi uma coisa que a minha mãe sempre me estimulou
- 22:31muito. Ela sempre falou, filha, tem o
- 22:33seu trabalho, tem o seu dinheiro, é estudo.
- 22:38É a única coisa que ninguém tira da gente, vai estudar.
- 22:41Eu senti muita facilidade, né? Em relação ao estudo.
- 22:46Então foi uma questão assim, Catarina, eu acho que a gente,
- 22:48no decorrer das nossas, da nossa vida, a gente faz escolhas.
- 22:53E eu fiz um suporte dos meus pais, porque sem os meus pais,
- 22:59eu não conseguia ter corte emocional para fazer essa
- 23:03escolha. Então eu fiz a escolha certa, a
- 23:07escolha de me dedicar ao estudo, de me dedicar a uma profissão
- 23:12que eu era apaixonada, porque de nada adiantaria eu fazer
- 23:15medicina se eu não gostasse da profissão.
- 23:19Poderia até ganhar mais dinheiro do que eu ganho hoje, mas não
- 23:22seria apaixonante? Como é a agricultura na minha
- 23:25vida, né? Então eu fiz essa escolha e
- 23:30nunca, nenhum momento, me arrependi de ter feito
- 23:34Zootecnia, de trabalhar com avicultura e de ser mãe de 2
- 23:39meninos dentro da agricultura. É lógico que as prioridades
- 23:44mudam quando a gente é mãe. Dificilmente uma mãe vai colocar
- 23:49o trabalho acima dos filhos. Então, a gente.
- 23:57Auxiliar, mas a prioridade são meus filhos.
- 24:01Então nunca eu vou deixar de dar um suporte para eles por alguma
- 24:07questão do trabalho, né? A gente tem que sempre contornar
- 24:11para que consiga desenvolver os 2 da melhor forma possível.
- 24:14Mas a prioridade são os filhos, não tem como.
- 24:18E como eu te disse, algumas pessoas podem até pensar, mas
- 24:21profissionalmente, poderia estar melhor?
- 24:23Não. Pelo contrário, eu estou bem
- 24:25justamente porque eu tive 2 filhos, né?
- 24:27Eles que me dão essa essa condição de ser tão forte, tão
- 24:34batalhadora, tão é. Tão determinada, tão guerreira,
- 24:39né? Que aquele termo que todo mundo
- 24:40usa pra mulher que a gente odeia.
- 24:43Mas são eles que que me impulsionam, assim, AAA seguir a
- 24:47minha carreira profissional. Com certeza eles são assim, uma
- 24:50fonte de inspiração para eu seguir ali, a minha, a minha
- 24:55carreira profissional. E eu acho que assim, dentro de
- 24:59tudo o que eu passei na agricultura, por ser mulher, a
- 25:04gente é óbvio que tem as questões, né?
- 25:08Ser? Mais frágil a questão de força.
- 25:12Mas como eu tenho uma personalidade muito forte,
- 25:15muitas vezes já fui até criticada por ser muito
- 25:18masculina, muito racional. Muito focada.
- 25:25Então eu não tive muitos problemas por ser mulher.
- 25:29Eu não visualizei muito isso na minha carreira profissional.
- 25:33A questão mesmo, diferente é, eu sou mãe, né?
- 25:36Então isso talvez seja algum diferencial, mas que no meu
- 25:40caso, com certeza foi positivo para a minha carreira de 2010.
- 25:46Você acha, olhando para você assim é o que que mudou antes,
- 25:53durante depois da chegada ali do Gabriel e do Gustavo.
- 25:58Muito mais foco, muito mais determinação, muito mais
- 26:02objetivo muito mais meta muito mais.
- 26:05Cumprir o desafio, chegar lá numa reta final.
- 26:09Parece que quando eu acho que te traz mais propósito dessas
- 26:14semanas, quando você é mãe e sabe que você tem uma
- 26:18responsabilidade maior, o propósito é maior de você
- 26:22acordar, trabalhar, pensar em qual artigo você vai escrever,
- 26:25ter vontade mesmo. Sabes se vai inscrever a
- 26:28discussão do artigo? Pra mim assim, isso gira muito
- 26:32mais eu sendo mãe de 2 meninos, eu acho que.
- 26:39AA minha vontade de trabalhar dentro da agricultura é muito
- 26:43maior do que se eu não fosse mãe, com certeza impulsionou
- 26:47muito mais a minha carreira. E aí com relação as as
- 26:51profissionais, né? Que você comentou com certeza, a
- 26:55professora Edenilson, a professora Isabel e outras
- 27:00mulheres, a professora Newton, eu tive muito contato também na
- 27:02graduação, independente se foram mães ou não, foram mães, mas
- 27:07mulheres que estavam dentro dessa profissão a gente.
- 27:12Via esse. Inspirava, né?
- 27:13Fala assim, nossa, ele é tão forte, né?
- 27:17Porque a questão? Financeira ou é uma coisa assim
- 27:22tão pequena para a gente se agarrar, né?
- 27:24Quando a gente pensa numa profissão, a gente precisa de
- 27:27algo maior. Não olhar para ela e falar,
- 27:29nossa, elas são tão Fortes, tão independentes, tão assim.
- 27:34Elas brilham tanto, elas têm tanta luz e isso pode fazer com
- 27:38que eu quisesse seguir o mesmo caminho que elas.
- 27:43É, é bom. Eu quero dizer que eu não, não
- 27:45tenho propriedade para falar desse assunto, né?
- 27:48Não? Ser mãe.
- 27:48Então o professor Sara é, me corrige.
- 27:51Se eu falar alguma besteira, mas eu queria.
- 27:53Trazer alguns dados, né, que surgem, principalmente para nós,
- 27:57como professor, as coisas que a gente acompanha, né?
- 28:00Hoje em dia nós temos dados de meninas mães durante a
- 28:03graduação, que tem dificuldade de prosseguindo curso, baixo
- 28:07percentual de pessoas que têm uma rede de apoio, né?
- 28:10Para refletir muito sobre a rede de apoio, quanto ela é
- 28:14importante, né? Na nossa vida, de jornadas
- 28:18duplas triplas, enfim, nas pós-graduando as mães, assim
- 28:22como você que dependem das bolsas de pesquisa perseguir na
- 28:25formação. O fato de nós termos
- 28:28licença-maternidade, que também, muitas vezes é uma Conquista,
- 28:32né, necessária para muitas é mulheres.
- 28:36As entrevistas de emprego, né? Que questionam se as mulheres
- 28:40pretendem se tornar mães ou não. E esse impacto, né?
- 28:43Da maternidade na produção científica, enfim, ambas outras
- 28:47coisas. Você olhando para essa sua
- 28:50trajetória assim, tem alguma coisa que poderia ter te ajudado
- 28:55mais nessa sua trajetória profissional de de mãe?
- 28:58Veio da ciência. Olha, eu acho que assim,
- 29:05sinceramente, vai, eu acho que existem n.
- 29:10Realidades diferentes? Então eu sou uma mulher mãe
- 29:16dentro da agricultura, que me considero muito privilegiada,
- 29:20porque eu tive uma mãe que não trabalhava e.
- 29:27Viveu para cuidar de mim e do meu irmão, então eu tive um
- 29:30suporte emocional, um suporte para eu estudar.
- 29:34Um suporte dentro da minha casa, suporte financeiro, intelectual,
- 29:39de tudo, de comida, de oportunidades, de fazer inglês,
- 29:43de fazer jazz, sei lá, coisas que parecem bobas, mas que são
- 29:47extremamente importantes. Para construção da.
- 29:53Da maturidade emocional mesmo, de uma criança que depois vai
- 29:56refletir lá na vida adulta, né? Então, eu me considero muito
- 30:00privilegiada por ter tido essa oportunidade na minha família e.
- 30:06Muitas mulheres com certeza, né, dependendo da realidade, não
- 30:10tiveram esse preparo, né? Desde criança.
- 30:15Então, eu posso dizer assim, que qualquer dificuldade que eu
- 30:20tenha enfrentado ali depois, quando eu fui mãe no mestrado, e
- 30:25ainda com Gabriel pequeno prestando doutorado, só serviu
- 30:30para contribuir com a minha formação.
- 30:33Só só só só melhorou, entendeu? A minha situação, não teve nada
- 30:39ali que eu fale assim, nossa, será que eu não tinha energia de
- 30:43apoio? Eu não tinha o pai, eu não
- 30:45tinha. Era uma condição.
- 30:47Mas eu olho para tudo isso lá atrás.
- 30:49Eu não vejo como algo que foi ruim, que minha mãe mesmo muitas
- 30:54vezes fala filha, talvez se fosse uma outra situação, você
- 30:58não teria batalhado tanto como você batalhou se fosse mais
- 31:01fácil, se fosse mais simples. Então eu acho a forma como
- 31:06aconteceu tudo ali foi a forma certa e melhor para onde eu
- 31:12estou hoje. Então tá, é é óbvio que as
- 31:16conquistas antigos, essa maternidade como eu te falei,
- 31:19né, hoje as mulheres têm. Hoje a gente coloca no
- 31:23currículo, lápis, é avaliado pelo CNPq.
- 31:26Eu tenho lá aquela janela onde eu fui mãe, né, que acaba
- 31:31estendendo a minha produtividade.
- 31:33Então, são são. São fatores que tendem só a
- 31:38melhorar cada vez mais a situação da mãe e da mãe mulher
- 31:43dentro da da agricultura e dentro da pesquisa.
- 31:47Mas eu tenho um pensamento muito assim, tudo o que aconteceu lá
- 31:50para trás foi só para o melhor e foi só para contribuir com o que
- 31:54eu sou hoje. Então eu não tenho nada assim
- 31:57que eu pense lá, nossa, poderia ter tido o meu pai, minha mãe
- 32:01ali do meu lado? Quando eu penso isso, eu penso,
- 32:03não acho que se eu tivesse ali do meu lado eu não diria
- 32:07batalhado tanto, entendeu? Não teria, teria sido tão bom
- 32:11como foi. Então, para mim foi tudo ótimo e
- 32:15tudo da forma como deveria ser. E queria fazer mais uma
- 32:20pergunta, assim a gente já. Sim.
- 32:23Conversou bastante. Temos é um limite de tempo
- 32:27também No No nosso podcast, né? Mas eu fiquei aqui pensando,
- 32:31como que você tenta inspirar as pessoas com essa sua história?
- 32:38E o ministro disciplina para graduação aqui, né?
- 32:41Então ministro, agricultura, suínocultura nutrição de
- 32:47monogásticos. E aqui na universidade, por por
- 32:51ser uma cidade pequena, a gente tem muitos projetos de extensão.
- 32:54Então a gente tem o jovem aprendiz do futuro, que é direto
- 32:57do sindicato rural, tem projetos com com os assentados aqui da
- 33:04cidade, projetos dentro da do ensino médio, ensino
- 33:07fundamental, eu tive um aluno de administração científica.
- 33:11Do primeiro colegial, nem sei se assim mais em pauta se foi
- 33:15Cícero. Eu acho que a forma, a melhor
- 33:20forma do tempo assim. Estimular essa molecada, esse
- 33:25pessoal mais novo, com relação a Siri, a profissão, a estudar,
- 33:30ter algo parecido é demonstrando a paixão.
- 33:34Catherine, porque assim pode ser a profissão que for.
- 33:37Se você não for apaixonada, se você realmente não há mal que
- 33:42você faz. Se você não consegue passar
- 33:45essa, esse brilho nos olhos, né? Então, quando a pessoa fala da
- 33:50profissão dela, ela tem que brilhar os olhos.
- 33:53Ela tem que saber que. Foi a melhor escolha da vida
- 33:57dela. Se não foi a melhor escolha da
- 33:58vida dela, então ela tem que mudar de produção, ela não pode
- 34:01permanecer na vida. Então, acho que quando eu falo
- 34:05da agricultura, pra seja qual a qual idade de aluno for, né?
- 34:11Desde ali dos. 14 anos até 20 e poucos anos.
- 34:16Até os alunos do mestrado, que são mais velhos, geralmente já
- 34:19estão trabalhando. Eu sempre falo da agricultura e
- 34:22da ciência com paixão, brilha. No olhar com satisfação e com a
- 34:28certeza de que eu fiz a escolha certa para para minha carreira
- 34:31profissional e essa é a melhor forma de estimular alguém a
- 34:34seguir alguma carreira. Excelente, é?
- 34:39Eu quero te agradecer mais uma vez pela sua disponibilidade,
- 34:43mas também teria te deixar bem a vantagem assim, pra deixar uma
- 34:46mensagem final, né? Pra quem nos acompanhou hoje,
- 34:50talvez a gente tenha focado um pouco.
- 34:54É não foi um assunto técnico em agricultura, mas são coisas que
- 34:58fazem parte da nossa vida e quero te deixar bem à vontade
- 35:02para uma mensagem final para as pessoas que nos acompanharam
- 35:05agora. Eu acho que talvez uma mensagem
- 35:08de mãe e agricultura, né? É, eu vejo muitas mulheres mais
- 35:14novas hoje em dia entrando na agricultura, seja na carreira
- 35:18acadêmica ou empresas, né? E às vezes deixando a
- 35:22maternidade de lado, né? Pensando sempre, Ah, mais pra
- 35:26frente eu tenho filha, porque talvez se eu tiver agora vou
- 35:29indo atrapalhar. Então assim, quem tem, quem não
- 35:33tem vontade, tudo bem, é o direito da mulher, ela escolhe,
- 35:36mas quem tem vontade de ser mãe, seja mãe, seja mãe.
- 35:42O mais nova possível para você talvez ter mais do que um filho.
- 35:4723 filhos. Então, assim, não deixe de ser
- 35:51mãe por conta do trabalho, porque para tudo a gente dá um
- 35:56jeito, tudo passa e tudo o que acontece é só para o melhor ou
- 36:01se você resolver ser mãe. Eu fui mãe com 24 anos e foi
- 36:05excelente para mim. Foi ótimo para minha carreira,
- 36:09foi ótimo para minha vida, para o meu amadurecimento e para as
- 36:13minhas responsabilidades. Então, quem tem a mulher que tem
- 36:15vontade de ser mãe? Seja mãe, não deixe isso para
- 36:19segundo plano, porque são essas coisas que a gente constrói na
- 36:23nossa vida. São esses propósitos que
- 36:25perduram na nossa vida. Muito bom.
- 36:28Eu quero encerrar com com uma mensagem que eu recebi hoje.
- 36:32É junto com o Mino, que uma empresa da nossa área da
- 36:35agricultura mandou dizendo que que a força feminina ela não só
- 36:41impulsiona a produtividade e o sucesso do agronegócio, mas ela
- 36:45também inspira outras mulheres a seguir os seus sonhos e.
- 36:49Aos seus desafios, acho que é um pouco disso que nós conversamos
- 36:53hoje também, que é o que faz parte da nossa vida.
- 36:57Então eu quero deixar o meu abraço, né?
- 36:58Pra todas as mulheres e as mães da ave, cultura.
- 37:04Obrigada, professora Sara, mais uma vez.
- 37:07Obrigada, Catarina pelo convite de novo.
- 37:09Espero ter contribuído aí com a principalmente.
- 37:13Hoje não foi com a aventura, né, mas foi com brilho no olhar das
- 37:17mulheres dentro da cultura das mulheres que querem ser mãe.
- 37:20Espero ter contribuído de alguma forma isso.
- 37:24Pelo menos meia dúzia de mulheres decidirem ser mãe e
- 37:28trabalhar com a agricultura não está excelente.
- 37:30Excelente. Obrigada, obrigada mais uma vez.
- 37:33Para quem nos acompanhou até ao final, nós nos vemos em um
- 37:36próximo. Episódio.