Latest / Surra de Lúpulo / Cada cerveja, uma história: A lata de alumínio | Surra #312
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- 0:03Alô, tem alguém aí? Será que vocês são como eu, que
- 0:09perdem o sono? Pensando no mercado cervejeiro,
- 0:12por que as cervejarias seguem fazendo reze e IPA?
- 0:15Tudo igual? Qual é o tamanho do mercado
- 0:17cervejeiro artesanal no Brasil? Quantas cervejarias ciganas tem
- 0:21no país? Dos estúdios da Paint network,
- 0:24eu sou Ludmila Almeida, mais conhecida como ipacondríaca.
- 0:28E o surra de lúpulo de hoje é cada cerveja, uma história.
- 0:32A lata de alumínio. Apesar da gente fazer 1 MB
- 0:35associação da lata com a cerveja, né?
- 0:38É quase indissociável assim, mas o primeiro segmento de bebidas
- 0:43que se valeu das latas como embalagem padrão.
- 0:47Foi o de coquetéis prontos. Hoje em dia, os artidis, os reit
- 0:50drinks, os prontos para beber até parecem uma coisa assim,
- 0:55meio inovador e tal. Mas não é uma ideia nada nova,
- 0:58de fato. Aqui não tem uma ordem
- 1:00específica, não é na ordem de importância o que que é mais
- 1:02importante ou menos importante, mas são uma lista não exaustiva
- 1:06de motivos para que a lata é boa para a cerveja.
- 1:10Por que pensar se alguém já deu uma solução excelente em décadas
- 1:14passadas? Foi aí que, em 1989, é a versão
- 1:16da lata de alumínio surgiu por aqui no Brasil.
- 1:19Primeiro veio com a Skol, né? Que já era uma líder absoluta de
- 1:22mercado. E no mesmo ano, tanto a
- 1:25Antártica quanto a Brahma, que também já eram as outras grandes
- 1:27do setor, acompanharam a tendência.
- 1:29Em 89 essa data importante, também foi inaugurada a primeira
- 1:32fábrica de lata de alumínio no país, mais especificamente em
- 1:35Pouso Alegre, Minas Gerais. Olha que interessante.
- 1:41Olhando para o lado de logística, a lata também resolve
- 1:44vários problemas. Comparado a outros recipientes,
- 1:47ela é, de todos os recipientes, o mais leve.
- 1:50As latas de alumínio são muito mais leves, têm menor peso na
- 1:53Constituição do do seu invólucro, é muito menos
- 1:55material do que outros componentes, ela ocupa menos
- 1:58espaço. A parede é super fina, ela tem
- 2:00um formato já muito alinhado para ocupar mais o espaço.
- 2:07Meus convidados nesse papo histórico São Gabriel Gurian e
- 2:11Henrique Boaventura, quinta-feira, 28/05/2026.
- 2:25Esse episódio tem um patrocinador que, de certa
- 2:28forma, está por trás de cada cerveja que você já tomou.
- 2:32Abra latas. Associação brasileira da lata de
- 2:34alumínio representa o setor que em 2025 vendeu mais de 34
- 2:38bilhões de lata. Com b de Bananada bilhões com.
- 2:42B de Bananada, no Brasil. Isso coloca o país como o
- 2:45terceiro maior mercado mundial dessa embalagem.
- 2:48São 25 fábricas de latas distribuídas nacionalmente,
- 2:51gerando 17000 empregos diretos em diretos.
- 2:54Mas o que diferencia a mesma? Abra latas não são só os
- 2:57números, é o modelo. A lata de alumínio é a embalagem
- 3:00para bebidas mais recicladas do mundo e o Brasil é campeão
- 3:04absoluto disso, com 97,3% de reciclagem em 2024, mantendo
- 3:09níveis altíssimos acima de 95% há 15 anos consecutivos.
- 3:14Vamos nem comparar com os Estados Unidos e a Europa,
- 3:17porque eles vão perder. Terrivelmente.
- 3:19A associação atua junto ao governo, a sociedade e a
- 3:22indústria para garantir um ambiente regulatório moderno e a
- 3:25signatária do pacto global da ONU e lançou uma parceria com a
- 3:28ABNT, a primeira norma técnica de qualidade para latas de
- 3:32alumínio do mundo. Abra latas, inovação,
- 3:34sustentabilidade e competitividade dentro de cada
- 3:38lata. Bom, você gosta do conteúdo que
- 3:42a gente produz por aqui, seus famigerados e famigeradas, então
- 3:45você tem que considerar ajudar esse projeto independente Pra
- 3:48Ele continuar existindo. Você pode virar mecenas do surdo
- 3:51de lúpulo através do site apoia ponto SA barra, surdo de lúpulo
- 3:54ou ainda de formas absolutamente gratuitas, que é compartilhando
- 3:57o link desse episódio, avaliando o podcast com 5 estrelas na sua
- 4:01plataforma de streaming preferida.
- 4:03Pequenos gestos fazem uma diferença tremenda pro surra e
- 4:06de repente pra você nem é tanta coisa assim, né?
- 4:08Vamos abrir a mão? Alô, loy, tem Henrique
- 4:15Boaventura aqui e bons eram os tempos que a gente tinha que os
- 4:19abridor de lata para bilata de cerveja.
- 4:21Alô, alô, salve, salve e Bora para mais um.
- 4:24Ou, como sempre, Gabriel guriano esguiará por esses caminhos
- 4:28enlatados. Né, em busca do seu coração esse
- 4:34homem de lata buscando o seu coração, não é?
- 4:36Exatamente, então, Gabriel, vamos falar dos primórdios da
- 4:39conservação industrial de alimentos, que, como a gente vai
- 4:42perceber, tem tudo a ver com o desenvolvimento das latas.
- 4:45É isso aí. Mas para isso a gente tem que
- 4:47regressar para tempos remotos e para outras preocupações, né?
- 4:51Hoje a gente está falando de sustentabilidade, reciclagem,
- 4:54padronização industrial. Mas esses primórdios de
- 4:58conservação industrial de alimentos estavam respondendo a
- 5:00outras demandas entre os séculos 18 e 19.
- 5:04A gente está falando aqui de necessidades de preservação de
- 5:08alimentos que estavam em trânsito, que estavam começando
- 5:11a responder a demandas de sociedades que estavam se
- 5:13organizando urbanamente em diferentes partes do mundo.
- 5:15Você tem aí redes comerciais que precisam transportar esses
- 5:18alimentos. Você tem aí questões de
- 5:20abastecimento militar, questões de abastecimento marítimo, tudo
- 5:23fazendo com que pesquisas nesse sentido, pelo menos desde a
- 5:26metade do século 17. Mas é do 18 para o 19 que a
- 5:28gente vê isso mais forte se desenvolver.
- 5:31Antes, é claro que você tinha outras formas de preservação de
- 5:34alimentos, né? A salga é a secagem, a
- 5:37defumação, a própria fermentação.
- 5:39Mas você tem o desafio da estabilidade, né?
- 5:43Porque especialmente na fermentação, a gente está
- 5:45falando aqui de uma colônia viva de microrganismos, e essa
- 5:48colônia ela vai dar lugar a outras transformações.
- 5:51E esse alimento, ele não vai ficar ali bonitinho.
- 5:53Tanto é que é por isso que a nossa cerveja hoje de prateleira
- 5:56de supermercado, ela é pasteurizada, mas não vou me
- 5:58adiantar nesse sentido, esse desafio de estabilidade.
- 6:01Cidade foi o que levou a diferentes testes, diferentes
- 6:04investigações, entre esse fim do século 18 e começo do 19.
- 6:08E isso vai ser mais evidenciado na França, na polleônica, logo
- 6:12depois da revolução francesa, nesse comecinho, e como eu
- 6:15disse, por conta de abastecimento militar, mas entre
- 6:18indústrias. Urbanas, entre restaurantes,
- 6:22entre produtores de alimentos, entre mercados, destacou.
- 6:24Se um sujeito em específico, que foi o Nicola, a pé ou Nicolas
- 6:29niquinho niquito, rapaz que depois ficou conhecido como o
- 6:33pai da ciência dos alimentos, e é interessante ele ter ganhado
- 6:36essa alcunha porque ele era de fato um diletante.
- 6:39Ele era um cara que trabalhava com um confeiteiro que fez
- 6:42diversos testes e chegou a conclusões que foram bastante
- 6:45influentes assim. Então, em 1810, ele vai publicar
- 6:48um livro que foi bastante influente de fato, porque esse
- 6:50livro, inclusive logo foi traduzido para outros idiomas,
- 6:53mas primeiro publicado na França com o título de a arte de
- 6:56preservar todos os tipos de substâncias animais e vegetais.
- 6:59Então é um tema bastante abrangente, mas que se resume ao
- 7:04que hoje a gente entende por envase hermético.
- 7:08Então foi esse cara que através de vários testes, meio que
- 7:11descobriu. Na verdade, ele pôs em prática
- 7:14algumas discussões que alguns físicos vinham fazendo no século
- 7:1718, mas eram discussões com as quais ele não tinha conhecimento
- 7:19nenhum e na prática ele chegou AA um método, digamos assim, que
- 7:24passa por esse envasermético. E qual era o método?
- 7:26Nikito a pé? Bem, isso consistia em submeter
- 7:31substâncias ao calor, e esse calor e adoração variava de
- 7:35acordo com a substância. E como eu disse, ele está
- 7:37falando de. Alimentos de origem animal e
- 7:39origem vegetal, então são carnes, é leite, vegetais
- 7:43cozidos, uma série de produtos pensando né?
- 7:46Nesse mercado urbano, e que isso depois vai ser aplicado também
- 7:49nas campanhas militares. Mas então você submete essas
- 7:51substâncias ao calor e depois você vai as acondicionar para
- 7:55ser conservadas em garrafas de vidro e.
- 7:57E existem até uns uns recipientes originais do aperto
- 8:00em alguns museus, mas é só imaginar aquelas garrafas de
- 8:03vidro de desenho animado assim. Só que elas eram escuras, um
- 8:06vidro bem escuro mesmo. Então, depois que esses
- 8:09alimentos eram ar condicionados na garrafa, eles eram arrolhados
- 8:12com a ajuda de um equipamento que garantia essa vedação,
- 8:15porque essa vedação é super importante.
- 8:16E para quem lembra do episódio? Da Tampinha de garrafa, né, que
- 8:20a gente falou primeiro do arrolamento com a ajuda de
- 8:22Arame. O Arame aqui também era 11,
- 8:24reforço importante, e depois essas garrafas seladas eram
- 8:28submetidas num banho Maria, que também tinha uma duração
- 8:31variável e acabava esterilizando a garrafa com esse alimento já
- 8:35esterilizado, né? Então, aqui são os princípios da
- 8:37pasteurização, antes dela ser plenamente descrita pelo Luis
- 8:40Pasteur. Isso vai acontecer no final do
- 8:42século 19, mas é aqui você tem uma demonstração prática dessa
- 8:45esterilização por calor. Aqui a gente está falando de de
- 8:48garrafa, mas isso é o que vai levar efetivamente a emergência
- 8:52dos produtos enlatados. E aqui tem a uma fofoquinha
- 8:55interessante. Não é só pra gente não perder o
- 8:57costume fofoca de novo, né? O aper, ele era um diletante,
- 9:01ele era um confeiteiro, ele é um cara trabalhando no seu próprio
- 9:04negócio. Não estava vinculada a nenhuma
- 9:06sociedade de pesquisa, não estava vinculada a nenhuma
- 9:08universidade. E ele teve uma treta com o Luis
- 9:11Youssef guellusak guellusak é o cara lá da das leis, dos gases.
- 9:16E provavelmente quem se lembra das aulas de química é
- 9:19especialmente No No fundamental 2 gay lusak.
- 9:23Né? A teoria dos gases, a quinta
- 9:24série. Assim, ela se mexe para fazer
- 9:27diversas piadas com esses nomes, enfim, mas Oo guello sachi por
- 9:31ser um cara influente, um cara é ligado a diversas sociedades
- 9:35científicas e tal que que ele propôs, ele divergia do a pé é
- 9:39em relação à eficácia do calor. Então, para ele, o calor não era
- 9:42o que estava fazendo o método do a pé da certo, eSIM o isolamento
- 9:46dos alimentos em relação ao oxigênio.
- 9:48Ou seja, ele não conhecia nada de fermentação, anaeróbica o
- 9:51coitado e aí, por com. Conta da influência dele.
- 9:54Várias sociedades, não só na França, mas também em outros
- 9:56países, ficaram levando adiante esses ímpetos de pesquisa em
- 10:00relação AA métodos para você vedar o alimento e aí a questão
- 10:04do calor. Ela ficou relegada a segundo
- 10:06plano por muito tempo dentro, né?
- 10:08Desses institutos de pesquisa, mas por outras vias,
- 10:11especialmente lembrando que o livro do a pé foi traduzido
- 10:13muito rápido para outros idiomas.
- 10:15Na prática, esse método dele circulou muito bem.
- 10:18E aí um indício disso, um confeiteiro.
- 10:21Um cara que trabalhava para nobreza em Parma, na Itália.
- 10:24E lembrando que aqui, no começo do 19, a Itália ainda não é
- 10:27unificada. Também é o mesmo caso da
- 10:28Alemanha, que eu acho que a gente comenta aqui com mais
- 10:30frequência. Mas a Itália ainda era um
- 10:33marmoreiu de de regiões autônomas.
- 10:35E esse cara, o Vincenzo anioletti, ele escreveu em 1819
- 10:38um manual de cozinha e confeitaria.
- 10:40Ele vai dizer o seguinte, é aqui eu abro aspas.
- 10:44O método que o senhor aperhr propôs é excelente e, aliás,
- 10:48tornou se na França um costume doméstico corrente.
- 10:51Os ingleses aperfeiçoaram no muito, tanto no que diz respeito
- 10:55à facilidade e economia quanto à segurança da conservação dos
- 10:58alimentos, carnes, et cetera. Pois enquanto o senhor aperh
- 11:02prefere conservar tais produtos em garrafas de vidro, na
- 11:05Inglaterra são utilizadas latas de folhas de flandres, cuja
- 11:10tampa é fixada com solda. Olha só, e aqui a gente tem a.
- 11:14Ligação direta de uma coisa a outra.
- 11:16E na Inglaterra para dar nome aos protagonistas dessa
- 11:19história, foi o comerciante Peter jurand quem foi o
- 11:23creditado como propositor dessas latas feitas com folhas de
- 11:26flandres, que é um composto, né? Que combina aço com estanho como
- 11:30recipientes para essa reprodução da conserva que foi é
- 11:34desenvolvida pelo a perna. Essa conserva esterilizada e ele
- 11:37ganhou patente disso. Por isso que ele é um cara
- 11:39acreditado. Mas enfim, é dentro da história
- 11:42oficial, ele é o mais bem. Conhecido.
- 11:44Mas a gente vê também que essas preocupações, elas vêm de vários
- 11:47lugares e de várias demandas, né?
- 11:48Então, pra gente dar uma amarrada aqui, é preciso
- 11:52reconhecer também que esses caras, eles deram o pontapé
- 11:55inicial, né? Mas é.
- 11:56Essa caminhada técnica, ela ainda vai ter diversos passos e
- 11:59diversas etapas, né? São vários aprimoramentos,
- 12:02várias pesquisas que estão rolando, especialmente na Europa
- 12:05e nos Estados Unidos. Inclusive, foi um descendente do
- 12:08a per, que aperfeiçoou o autoclave para a esterilização
- 12:11de alimentos submersos em calor. Mas é inegável que essa
- 12:14metodologia, que é uma parte importantíssima da indústria
- 12:17alimentícia no mundo hoje, remonta ao a per.
- 12:20Ao durran durran, o cara não é nem francês, o cara é inglês.
- 12:23Ao durrand, mas talvez seja um durran, talvez seja aí um uns
- 12:26descendentes de lá e de cá. E aí esse início de século 19
- 12:29tem. Umas coisas muito interessantes
- 12:30que se a gente for analisar. Todo mundo aqui tem.
- 12:33De certa forma, teve família, né?
- 12:35Não, ninguém teve. Nasceu espontaneamente, né?
- 12:39Não teve geração espontânea. Será, será?
- 12:44De. Certa forma, de certa forma, né?
- 12:47Ninguém apareceu, ninguém foi importado de algum outro planeta
- 12:50de maneira instantânea, né? Era muito comum, né?
- 12:52Até eu, eu diria que eu cheguei a ver isso.
- 12:55Eu cheguei a ver minha avó, por exemplo, fazer esse processo.
- 12:58Que Oo jovem que é, como é que era o nome do jovem, propôs o
- 13:02aper, o aper propôs ali era muito comum fazer com potes de
- 13:06conserva, o pote de conserva vinha uma conserva e ele tornava
- 13:09se uma conserva eterna, porque aquele pote nunca mais deixava
- 13:12de ser utilizado, e conserva se carne, salsicha, frango inteiro,
- 13:17tudo o que era possível colocar ali dentro e cozinhar dentro.
- 13:19E era cozido dentro do pote. Essa é a parte interessante.
- 13:22O cozimento era feito dentro do pote.
- 13:24Isso foi uma coisa e tipo, e provavelmente foi ensinamentos.
- 13:27Foi passado, passado, passado. Ninguém se preocupava com
- 13:29pasteurização, simplesmente se preocupava com o fato de que
- 13:31conservava. E a outra coisa que eu tenho
- 13:33para dizer é, eu estou me perguntando se as folhas de
- 13:36flandres são assim chamados porque eram feitas em flandres?
- 13:39O método pode ter sido desenvolvido na região.
- 13:42Mas aí eu vou ficar te devendo essa informação, meu caro
- 13:44Henrique. Aí é foda, mas eu acho que sim,
- 13:46porque existia uma região siderúrgica muito grande nessa
- 13:50região da Bélgica, então pode ser que seja dessa.
- 13:53Aí você linkando com o episódio falando sobre crisets chique.
- 13:58Tá certo? Bom, aí você falou de alimento
- 14:02sendo preservado em vidro. Henrique trouxe aqui 11.
- 14:05Experiência já da avó a coisa toda.
- 14:08É só para quem tem família, para quem não tem família, não teve
- 14:10essa experiência. De certo modo, de certo modo.
- 14:13Entendi, minha avó, no máximo, fez kefir.
- 14:17Antes dele ter esse nome, ó, exato, né?
- 14:20Tipo, é guardar essa, esse bichinho lá que ela tinha o
- 14:22maior cuidado era o que ela fazia.
- 14:24Ela não era muito da conserva, não, mas vamos lá, as primeiras
- 14:27latas no mercado de bebidas. A gente estava falando aqui de
- 14:30conservação de alimentos. Vamos falar agora dessas
- 14:33primeiras latas no mercado de bebidas.
- 14:35Como é que foi isso? Isso é bem interessante, cara,
- 14:38porque? Apesar da gente fazer 1 MB
- 14:40associação da lata com a cerveja, é quase indissociável
- 14:44assim, mas o primeiro segmento de bebidas que se valeu.
- 14:49Das latas como embalagem padrão foi o de coquetéis prontos, né?
- 14:53Hoje em dia os art edis, os ready to drinks, os prontos para
- 14:57bebê até parecem uma coisa assim, meio inovador e tal, mas
- 15:01não é uma ideia nada nova. De fato, desde meados do século
- 15:0419 existem registros de coquetéis feitos em volume que
- 15:09eram engarrafados e vendidos. Isso em bares assim, mas também
- 15:13preparados no ambiente doméstico para evento receção e no
- 15:16ambiente doméstico, isso desde o século 17. 7 comecinho do 18
- 15:20você tem as paintbols, né? Aquelas grandes vasilhas que
- 15:24você preparava, aquele caldão pra galera ir lá com a concha e
- 15:28se servir na sua xicrinha caldão é o caldão para você preparar
- 15:33uma bebida alcoólica mista em volume.
- 15:36Não é nada novo nesse ponto. O que é novo é a oferta disso
- 15:40num novo recipiente que começou pelas garrafas, inclusive.
- 15:43Você tem manuais. Para bartenders, mas também para
- 15:46é economia doméstica, para, enfim, gestão da casa e preparo
- 15:50de bebidas mistas para receção que falam para você produzir
- 15:54diversas receitas em volume e engarrafadas então disso para
- 15:58você adaptar essa tecnologia das latas.
- 16:00Foi um pulim pulim assim, né? Naquelas então a gente está aqui
- 16:04mais ou menos na década de 1890, nos Estados Unidos,
- 16:06especificamente. Que é o grande lócus dessa
- 16:11popularização dessas bebidas mistas, desses cocktails.
- 16:14De fato que tem uma tradição que foi muito influente dali para
- 16:17fora. É, e o pessoal começou a enlatá
- 16:20Los por essa época também. A gente está aqui no momento de
- 16:24urbanização e industrialização, em que o vários tipos de produto
- 16:28tem que responder a essas demandas de praticidade, de
- 16:32higiene. E essas demandas nem sempre, né?
- 16:34Eram transferidas de fato para o produto, mas eram os argumentos
- 16:37que você. Acabava dando para que você
- 16:40ofertasse esses essas novas opções aqui, que tem o Bum dos
- 16:44refrigerantes também, né? Desses produtos que precisam é
- 16:47também de um de um tempo de prateleira e o açúcar, ele acaba
- 16:50entrando como um grande conservante.
- 16:52Enfim, é desse tempo que essa tecnologia vai ser adaptada para
- 16:56esse tipo de produto. Então é graças a esse advento,
- 16:59passando para o século seguinte, no século 20, antes e depois da
- 17:03lei seca, então a lei seca de 1920 a 33, a gente tem marcas
- 17:05como a. A the Club e a rublin que
- 17:09estavam fazendo receitas de coquetéis clássicos, né?
- 17:12Manhattan dyked dry Martini em versões prontas enlatadas,
- 17:16literalmente. Você vê anúncios que parecem
- 17:18umas latinhas de de massas de tomate, mas com a um dyker, um
- 17:22dry Martini. Para você puxar da prateleira,
- 17:25dar uma gelada e sabugar. Vai ver que o jovem naquela
- 17:29época já tinha esse problema, né?
- 17:30O jovem não estava querendo beber cerveja e já estava
- 17:32procurando essas paradas aí de very to drink.
- 17:36A sensação que eu tenho que a gente não consegue criar mais
- 17:39nada, tudo já foi criado e a gente está só sempre
- 17:42revitalizando uma ideia. Antiga, né?
- 17:44Uma ideia que já aconteceu, que já foi colocada à prova e et
- 17:47cetera. O meu medo é quando essas ideias
- 17:50que não são novas, mas elas ficavam antes no Reino da da
- 17:53distopia, né? Hoje em dia tem muita coisa
- 17:55distópica virando realidade. É saudade desse tempo que isso
- 17:58aí era. Só utopia, né?
- 17:59Só futuro distópico. E saudades do tempo que eu
- 18:03assistia TV Cultura, isso sim. Isso aí.
- 18:19Tá, mas e as latas de cerveja? Gabriel, você vai e rola?
- 18:22A gente rola e rola e rola. Primeiro é envidrado, depois é.
- 18:26Agora vem lata de drink, é RTDE, escambau.
- 18:29E aí, cerveja velho? E aí?
- 18:31Foi mal, cara, foi mal. Foi não, pô.
- 18:33Caraca. Eu chegarei ao ponto, chegarei
- 18:35ao ponto. Vacilou, vacilou.
- 18:36É. Foi mal, mas então?
- 18:39Por que que esse Salto? Ele não foi simultâneo, né?
- 18:42Por que que essa adesão nesses 2 setores ela não aconteceu ao
- 18:44mesmo tempo? Porque você tinha efetivamente
- 18:46um desafio diferente da cerveja. Hoje há muitos prontos para
- 18:50beber, né? Esses coquetéis prontos, eles
- 18:52veem gaseificados, então eles também contam com esse
- 18:55diferencial hoje, mas hoje isso já não é mais um desafio.
- 18:58E o desafio é a pressão que esse líquido é envasado vai provocar
- 19:03nesse vasilhame que está o retendo ali dentro e.
- 19:06Inclusive, isso é uma questão que a gente já falou também.
- 19:08No episódio da Tampinha, você desenvolveu uma Tampinha
- 19:11suficientemente eficaz para que o líquido permanecesse o mais
- 19:15integro possível? Foi uma grande dor de cabeça que
- 19:18se arrastou ao longo de décadas. Até que a gente chegou na Crown
- 19:21cork, né? E aqui você tem que pensar que
- 19:24esse novo material precisa lidar com essa pressão de um líquido
- 19:28diferente, que não é nem uma sopa e nem 11 gin com um
- 19:32suquinho. E aí é que vem teste, teste,
- 19:35teste. A gente tem 11 data assim que é
- 19:38bastante posterior AA ao enlatamento dos coquetéis
- 19:40prontos, né? Que é na década de 1930.
- 19:43Mas essa, essa preocupação, essa.
- 19:46Intenção de envasar cervejas em latas ela é de pelo menos o
- 19:51comecíssimo do século 20, tanto que a gente tem 1909 como a data
- 19:55de fundação da American can company é a mentira, 1901 é a
- 19:59data de fundação da American can company, em 1909 é a data em que
- 20:01eles começam a fazer testes com latas para tentar envasar a
- 20:04cerveja. E veja 1901 Ken company estão
- 20:06relatando outros produtos, inclusive peixe, né, sopa, essas
- 20:09coisas. Então a lata ela já tá.
- 20:16Sendo 11 opção muito visada e muito e vista como muito
- 20:21benéfica nesse mercado de alimentos e bebidas, né?
- 20:23Só que você vai levar algum tempo para levar esse aparato
- 20:27para que ele fique suficientemente resistente para
- 20:30envasar um produto que contém pressão, né?
- 20:32O que gera pressão dentro daquele ambiente fechado?
- 20:35Então você tem uma série de testes desde 1909 até que em
- 20:381933, poucos meses antes da suspensão da lei seca, a
- 20:40American Kan company conseguiu desenvolver um acabamento
- 20:42interno. No que ele chama de leining,
- 20:48parecido com o que você estava desenvolvendo em alguns barris
- 20:52para que as latas elas permanecessem de fato intactas e
- 20:54viáveis por envase de cervejas. Só IA trazer um ponto
- 20:57importante, que é, por que que estavam buscando isso, né?
- 21:01Aqui a gente começa a ter um período de muita intoxicação.
- 21:04Lógico que não era o produto, ele não era um produto
- 21:06amplamente distribuído, mas a intenção era que ele fosse.
- 21:10E a intoxicação alimentar por chumbo, por causa da solda que
- 21:13era usada, começou a se tornar um grandiosíssimo problema.
- 21:17E aí foram em busca de uma maneiras de transformar aquela
- 21:20lata em que ela estivesse não em contato direto com o alimento,
- 21:24para que esse tipo de contaminação não acontecesse.
- 21:26Então, lógico que demorou muito tempo.
- 21:28Como Oo Gabriel falou, né? Os processos não são rápidos,
- 21:31mas demorou muito tempo para se entender que OA intoxicação
- 21:34estava ocorrendo por causa do material usado na lata, não
- 21:37necessariamente por causa do alimento que estava dentro dela.
- 21:40Isso é um ponto que apareceu no episódio da Tampinha também, né?
- 21:42Online interno da Tampinha. Que acabava reagindo com o
- 21:45líquido e provocando reações ora só deteriorantes do líquido, mas
- 21:49ora tóxicas mesmo para o consumidor, né?
- 21:52Total é, não, você brinca com a ciência dos alimentos, meus
- 21:54caros, mas muito bem, em 33, aparentemente essa solução Ela
- 21:58Foi alcançada, né? De forma satisfatória para que
- 22:01esse produto fosse colocado na praça.
- 22:04Então, a American company, em 1935, vai abordar a God, Fred
- 22:07cueger Brown company, que era de New York, em Nova Jersey.
- 22:11Para os fãs de sopranos, é a cidade.
- 22:14Do Tony e essa empresa foi servir de laboratório para o
- 22:18lançamento desse formato no mercado.
- 22:20E felizmente, como a gente percebe hoje, foi um sucesso
- 22:23imediato. Tanto porque o formato da lata
- 22:25não era necessariamente desconhecido, porque ele já
- 22:28abrigava outros produtos e porque ele transformou, né?
- 22:31A praticidade é o transporte e talvez até o preço, né?
- 22:35Essas informações eu não consegui acessar, mas talvez o
- 22:38preço também da cervejinha nesse momento, que inclusive era logo
- 22:43depois da da. Né, da da efeitos severos
- 22:46econômicos. Do crash da bolsa.
- 22:48Do crash da bolsa? Exatamente.
- 22:50Mas eles falam de pression muito, como os inclusive tinham
- 22:52um canal de YouTube uns anos atrás, ótimo, que é uma
- 22:54sobrevivente daquela época que ensinava a fazer recipiest from
- 22:57the de pression, uma vozinha que fazia aquelas sopas ralas
- 23:00horrorosas, mas ela fazia com tanto amor que você queria tomar
- 23:03um, tomar uma sopa de de repolho com nada, né?
- 23:06Coitado? Mas enfim, voltando para lá que
- 23:10eu já estou me perdendo de novo até então.
- 23:13As latas continuavam sendo feitas com folhas de flandres e
- 23:16os formatos, como eu já adiantei, eles pareciam com
- 23:19aquelas latas de de extrato de tomate, de massa, de tomate, de
- 23:23tomate pelado que a gente vê nas prateleiras do supermercado.
- 23:26E quando é que esse material de fato vai mudar?
- 23:28Porque a gente aqui não está falando só da embalagem, mas a
- 23:31gente também quer falar do material, né?
- 23:34O alumínio. Ele vai ser introduzido só no
- 23:36pós guerra e. E a Segunda Guerra Mundial?
- 23:38Ela vai ser muito importante porque o esforço de guerra ele
- 23:42baniu os enlatados comerciais, porque tanto o uso de aço
- 23:46precisava ser direcionado para o fronte, quanto o próprio formato
- 23:49enlatado precisava ser direcionado para o abastecimento
- 23:52das tropas no fronte. Então isso deu uma freada nesses
- 23:55nessas é endeavors, né? Nessas iniciativas comerciais de
- 23:58enlatamento. E isso meio que postergou os
- 24:01avanços dessa indústria para o pós guerra.
- 24:03Eu preciso confessar um guilty plea que eu tenho, eu tenho um
- 24:07guilty. Que é, eu gosto de assistir
- 24:10vídeos de pessoas abrindo os amar is, que seriam os kits do
- 24:16exército, que eram enviados para o fronte, que as pessoas compram
- 24:19kits da década de 40, de 39, que vinham com essas latas, ainda
- 24:25nesse formato de sopa, que era para um cigarro dentro, que
- 24:29vinha com bolacha dentro, que vinha e a galera abre e come.
- 24:33Essa é a melhor parte. Eu eu assisto para isso.
- 24:37Eu quero ver a reação, mas existe um nicho na internet onde
- 24:40pessoas abrem latas dessa época. Você quer ver as pessoas se
- 24:43lascarem, né? É, eu acho, eu acho.
- 24:44Eu acho bucólico, bucólico. Não é a palavra correta, mas é.
- 24:48Me me sabe, sabe? Tem um, tem um que ali de
- 24:50história, sabe pessoa fumar um cigarro, um marlboro vermelho
- 24:54que está preso numa lata, 80 anos.
- 24:57Não tem nem filtro, né? Nessa época aqui, não é?
- 24:59É o papelzinho que faz mal do tapa da Pantera.
- 25:02O filtro é o. Pulmão usar o véolo, né?
- 25:05Depois a pessoa volta do. Com aquela voz parecendo Milton
- 25:08coia, maravilhoso se voltar, né? Cortar?
- 25:12Mas enfim, a segunda guerra meio que postergou.
- 25:15E esses avanços, se bem que você também tem que otimizar a linha
- 25:18de produção, né? Não dá pra falar que foi 11
- 25:20momento Estanque, mas foi um momento em que as preocupações
- 25:22eram outras, efetivamente. E aí o material ele só vai ser
- 25:26otimizado da folha de flandres pro alumínio, que é esse nosso
- 25:29protagonista de hoje em dia. Felizmente, em 1958, isso no
- 25:32caso foi a introdução de uma versão feita inteiramente.
- 25:37Gente com o material e que já continha as 12 onças líquidas,
- 25:41né? Não sei se o ouvinte já se
- 25:42perguntou por que que as nossas latinhas têm o volume que elas
- 25:45têm, porque os sujeitos lá nos Estados Unidos medem as coisas
- 25:49em onça, tudo é tudo é. É métrica, bizarra que só eles
- 25:52seguem, né? Jarda, polegada.
- 25:55A gente ainda tem ATV, mas onça, coisa de peso, libra, sei lá
- 25:59quantas libras eu tenho, meu caro, mas enfim, eles colocaram
- 26:02essas 12 onças líquidas nesse nesse modelo que foi lançado no
- 26:06mercado, nessa. Na época, e essa medida dá mais
- 26:09ou menos os nossos 350 MLE. Isso foi bastante influente para
- 26:11o mercado, teve bastante adesão e essas máquinas, elas foram
- 26:15exportadas. É por isso que esse formato que
- 26:17também, digamos, tomou o mundo como uma forma padrão de lata,
- 26:20sobretudo de cerveja. E na década seguinte, já nos
- 26:24Estados Unidos, em 1969, mais especificamente, as vendas de
- 26:26cerveja em lata já tinham ultrapassado as de cervejas em
- 26:29outras embalagens, especificamente as em garrafa,
- 26:31né? Então, ainda que a lata.
- 26:37Não tenha sido pensada para envasar a cerveja e ainda que
- 26:40ela tenha vindo de uma outra forma de conservar alimentos, a
- 26:43gente vê como a tecnologia foi tão disseminada em vários
- 26:47setores. Ela acabou adaptada para o setor
- 26:49cervejeiro e refinada, pensando nessa questão da pressão também.
- 26:53E ela valida essa esse consenso, né?
- 26:57Da das vantagens desse tipo de embalagem já na sua infância no
- 27:00mercado de bebidas, né? Então, aí ao longo de 40 anos,
- 27:03você tem uma mudança completa na forma como.
- 27:07O essas principais bebidas alcoólicas eram comercializadas.
- 27:09Isso também vai se estender aos refrigerantes.
- 27:12Isso vindo dos Estados Unidos, influenciando outros pontos do
- 27:14Globo também. Só para entender que lata tem
- 27:17uma sinergia absurda com a bebida, pô, por isso que deu
- 27:19esse match? Depois que começou a envasar a
- 27:21bebida de fato, cerveja principalmente, aí o negócio
- 27:24ficou bom demais. E aí eu acho que depois de
- 27:27contextualizar o que aconteceu fora do nosso país, a gente tem
- 27:31que entender o que que estava acontecendo aqui.
- 27:33Como é que foi AA história da lata aqui no Brasil.
- 27:37Chique? Vamos lá?
- 27:37A indústria cervejeira brasileira está aqui já com seus
- 27:41grandes players principais na segunda metade do século 20.
- 27:44E é um desses players que vai trazer essa mudança de envase
- 27:48para o mercado. Mais especificamente a Skol, que
- 27:51também fazia parte do mesmo grupo, que é a Caracu, e
- 27:53fabricando suas cervejas na cidade de Rio Claro, em São
- 27:56Paulo, no ano de 1971. Mas aí é que tá, apesar do
- 27:59alumínio ter surgido, né? AAA lata de alumínio ter surgido
- 28:01nos Estados Unidos em 1958. Por aqui ainda não era esse
- 28:07mesmo item, né? Não era esse item que a gente
- 28:09favorece hoje, em função tanto da portabilidade quanto do
- 28:13potencial de reciclagem. Ela ainda era feita da velha
- 28:17conhecida folha de flandres e também era esmaltada por dentro,
- 28:20que gerava 111 obstáculo a mais para.
- 28:24Para esse processo de reciclagem, então, basicamente
- 28:26ela não era a ideia, inclusive não era essa.
- 28:29A introdução foi pensada para questões de mercado, para
- 28:32questões de logística, para questão de experiência do
- 28:34cliente e não para questão de de reciclagem, né?
- 28:38E o uso único? Aliás, ele era inclusive
- 28:40divulgado como uma vantagem em relação às próprias garrafas,
- 28:44né? Porque o vasilhame de vidro, ele
- 28:46precisava de uma manipulação adequada após Oo consumo do
- 28:49líquido que vinha nele, porque ele tinha uma vida circular no
- 28:53mercado enquanto a lata. Usou?
- 28:55Bastava descartar. E é curioso isso.
- 28:57Os caras estavam tão confiantes no impacto que essa introdução
- 29:00geraria no mercado brasileiro, que tem algumas notícias assim,
- 29:03é entre 1971 e 72 que estão veiculando assim as estimativas
- 29:05dos caras de que em 8 anos haveria uma substituição total
- 29:10do sistema de garrafas por latas no Brasil.
- 29:13Mas a gente sabe que não foi bem assim.
- 29:16E 2 anos depois, já em 1973, uma série de veículos de imprensa
- 29:19estão repetindo preocupações em relação a.
- 29:24Poluição gerada por embalagens não retornáveis.
- 29:27E aí você tem plástico que está embalando vários tipos de
- 29:29alimentos, mas também essas latas.
- 29:31Então é é bastante curioso esse contraste, sendo que hoje a
- 29:35gente tem essa grande aliada da sustentabilidade, que é a lata
- 29:38de alumínio. Mas nessa época a gente está
- 29:40falando ainda de uma outra forma de envasar a cerveja, né?
- 29:43Tem também 11 coisa interessante, algumas tabelas de
- 29:46preços da época, mesmo levando em consideração a diferença de
- 29:49volume das embalagens, elas estão colocando uma cerveja de
- 29:52garrafa, uma cerveja de lata pelo mesmo preço.
- 29:53Então, nesses anos 70, você ainda tem um favor que permanece
- 29:57do lado das garrafas. E você tem inclusive gente
- 30:00falando da vida útil circular de anos assim, olha essa garrafa
- 30:04aqui, ela está em circulação desde 1963 e nós estamos aqui em
- 30:0776 falando mal das latas e essa garrafa segue firme e forte.
- 30:10Existe esse tipo de. Votaram na imprensa também, o
- 30:15que é bastante curioso. E justamente por isso você tem
- 30:18uma resistência de outras grandes.
- 30:20A escola ficou surfando esse nicho sozinha por alguns anos.
- 30:23Uma resistência dessas outras grandes para oferecer suas
- 30:26próprias opções em lata, né? Dos seus próprios portfólios.
- 30:29Hoje a gente. Ainda consome a bebida em ambos
- 30:32os formatos, tanto na lata quanto em diferentes tipos de
- 30:35garrafa e latas também que tem volumes diferentes, né?
- 30:38Eu tenho uma inveja dos sulistas, Henrique, porque aí
- 30:41toda a cerveja vem em latão e aqui na minha região não, cara.
- 30:46Sério. Só as carimbadinhas tem opção em
- 30:48latão. Aqui é difícil achar pequeno,
- 30:50cara. Aí eu vejo o pessoal fazendo
- 30:52review de cerveja com latão de Heineken, com latão de
- 30:55Patagônia, e eu estou aqui, né? É, enfim.
- 30:58E agora tem um formato novo, tem um formato maior que 473, que eu
- 31:03descobri esses dias. Acho que é 500 ou uma parada
- 31:06assim, que é o tipo, não me lembro qual é a cerveja?
- 31:08Não sei se não é Skol, não. Eu já vi latões mega de 550 da
- 31:12Skol, da Brahma e da Antártica. É isso aí, é Skol e Brahma que
- 31:17eu vi para vender. É, talvez não tenha visto da
- 31:19Antártica e estou só colocando elas no mesmo balé, mas Skol e
- 31:21Brahma, com certeza. Gabriel, só fazer um comentário
- 31:23legal aqui que tu falou sobre o comparativo, né?
- 31:26De preço na garrafa ser o mesmo preço da lata, né?
- 31:29É importante também as pessoas pensarem que esse formato de
- 31:32lata que a gente tem hoje, né? Esse formato que que é meio que
- 31:35é é padrão hoje em dia, né? Aquele formato é uma lata
- 31:38retinha, tem 11 boquinha mais curva assim e vral tá pronto.
- 31:43Antigamente, principalmente essa década aqui que a gente está
- 31:45falando do início da produção, a gente está falando de uma lata
- 31:48que era mais pesada, ela tinha mais material para fechar, né?
- 31:52A parte do da da folha de flandres, ela era mais grossa e
- 31:56IA mais material por lata do que vai de alumínio hoje em dia.
- 32:00Então tudo isso também favorecia o encarecimento desse produto
- 32:03original, né? Então isso explica de certa
- 32:06forma, por que que o custo de uma garrafa e de uma lata eram
- 32:10semelhantes? Por causa do material mesmo, era
- 32:12muito mais material. Ideal do que a gente tem hoje
- 32:14com o alumínio. Total.
- 32:15E aí você ainda comprava menos líquido por preço maior, né?
- 32:20Enfim, aí é demorou para que houvesse essa recalibragem para
- 32:24que um produto, quer dizer, uma embalagem, tornasse aquele
- 32:27volume tão interessante quanto uma embalagem maior de outro
- 32:29material, né? Mas.
- 32:31Como eu estava dizendo, hoje a gente consome a bebida é em
- 32:34ambos os materiais, em diferentes embalagens, né?
- 32:37O que dá dá uma flopada, né? É em heinsite, olhando para
- 32:40trás, essa flopada na expectativa de substituição
- 32:43total que os caras estavam falando lá nos anos 70.
- 32:46Mas felizmente, a percepção e a realidade prática da lata
- 32:50mudaram bastante o conforme você tem 11 receptibilidade maior do
- 32:54mercado, outras marcas vão oferecendo suas opções e você
- 32:58tem esses timos, essas discussões, essas preocupações
- 33:00de sustentabilidade. E também de investimento na
- 33:03produção, porque se você está investindo demais para um
- 33:05vasilhame que se pretende de uso único, que não tem uma vida útil
- 33:08no mercado e que vai sempre custar, inclusive na ponta da
- 33:12linha, para para ser removido, né?
- 33:14É, você precisa de pensar em outras opções.
- 33:16E por que pensar se alguém já deu uma solução excelente?
- 33:19É em décadas passadas. Foi aí que em 1989 é a versão da
- 33:22lata de alumínio surgiu por aqui no Brasil.
- 33:25Primeiro veio com a Skol, né? Que já era uma líder absoluta de
- 33:28mercado e. No mesmo ano, tanto a Antártica
- 33:32quanto a Brahma, que também já eram as outras grandes do setor,
- 33:36acompanharam a tendência. Eu estou chocado, eu nasci num
- 33:40universo que não tinha lata de alumínio.
- 33:42É, meu amigo, é engraçado. A gente está vendo de coisas
- 33:45assim, que parecem novidade, que aconteceram há mais de 100 anos
- 33:49atrás, e coisas que parecem que estão aí desde sempre, mas
- 33:52aconteceram no tempo de vida de vocês, né?
- 33:54Que beleza. Que loucura, Hein, meu irmão?
- 33:56Que loucura. Absurdo.
- 33:57No tempo de vida de todos nós, né?
- 33:59Eu não estava vivo em 89. Muita estrada de chão, Hein, meu
- 34:04jovem? Pesou o clima agora?
- 34:06Totalmente, Hein? Pesou o clima.
- 34:08Muito som na cara, Hein? Isso quer dizer o quê?
- 34:12Que eu pareço o mais velho que eu estou acabando já tão cedo?
- 34:15Assim, eu já tomava os comia da cerveja à lud, provavelmente já
- 34:19dava uns golão. Vamos continuar?
- 34:21Vamos continuar? Deixa abaixo.
- 34:22Vamos. Em 89, essa data importante,
- 34:26também foi inaugurada a primeira fábrica de lata de alumínio no
- 34:29país, mais especificamente em Pouso Alegre, Minas Gerais.
- 34:32Olha que interessante. E aí, se a gente pegar todo toda
- 34:36essa essa linha do tempo da segunda metade do século 20,
- 34:39lembrando da das Datas importantes dos adventos nos
- 34:42Estados Unidos, e vendo esse esses ocorridos por aqui, eu
- 34:47acho que dá para chegar a 11 certa conclusão de que a gente
- 34:50demorou bastante a aderir as latas de alumínio.
- 34:54Sendo que 2 anos antes da escola introduzir as próprias latas de
- 34:58folhas de flandres, aqui nos Estados Unidos já se vendia mais
- 35:01lata de cerveja do que a garrafa.
- 35:03E aí pra gente aderir ao material que já circulava nos
- 35:06Estados Unidos desde a década de 50, foram aí mais de 30 anos,
- 35:10então essa coisa foi. Um pouco, né?
- 35:14Devagar eu não só deixa eu tentar amarrar aqui, o eu acho
- 35:18que os fatores que explicam isso, eles devem ser múltiplos,
- 35:21devem ser complexos, inclusive o contexto político, econômico do
- 35:24país naquela época, né? Mas eu não vou me arriscar a
- 35:28fazer conclusões precipitadas aqui.
- 35:30Eu acho que isso depende de uma pesquisa mais séria, mais
- 35:32profunda e mais demorada, então restarei aqui nas Datas, né?
- 35:37Mas o fato é que hoje, felizmente, reina o alumínio.
- 35:41Boa. Eu sou um, eu não sou professor,
- 35:43eu não tenho diploma, eu posso ficar falando na minha opinião,
- 35:47restrição de mercado, 89 é um período bem interessante,
- 35:50inclusive, né, que é com quando começa a abertura, começa a
- 35:53chegar em fábricas novas, começa a renovar equipamento, já tinha
- 35:57assim 11 indústria. A gente falou isso em vários
- 35:59programas aqui do surra de lupo, inclusive tem um livro que eu me
- 36:02esqueci agora o nome do livro, mas que é fala sobre esse
- 36:04processo de quanto foi demorado para chegar na industrialização
- 36:09da garrafa. Mudar esse processo parece que
- 36:11seria uma coisa muito dolorosa para uma indústria que demorou
- 36:14tanto para criar esse processo. Agora, mudar tudo de novo, dá dá
- 36:18para entender por que que pode ter demorado além do conjunto da
- 36:22obra, né? Política e econômico aqui do
- 36:24Brasil, mas também uma indústria que estava acostumada já a
- 36:27vender a cerveja de um jeito específico e não tinha muito
- 36:30porque mudar. É greenpens, né?
- 36:31Você dói, mas cresce. Exatamente.
- 36:45Bom, aí a gente vê o contexto da lata fora do Brasil, o contexto
- 36:49da lata no Brasil. E agora chega a hora que o
- 36:52Henrique anseia todo o tempo ele está querendo tomar o lugar de,
- 36:56de, de Gurian. Percebam que ele tem sempre um
- 36:59tem sempre um adendo, ele tem sempre 11 Ping pong pra jogar.
- 37:03Mas agora é a hora que o filho chora e a mãe não vê, porque o
- 37:07Henrique vai falar de técnicas. Técnicas?
- 37:10Técnica? Exatamente.
- 37:12A gente vai falar das vantagens da lata para envase de cerveja
- 37:17em relação às outras embalagens. É é que eu fico assim.
- 37:21Eu falo junto com Gabriel porque eu sinto pena dele.
- 37:23Parece que ele está falando sozinho e eu fico com tipo
- 37:25assim, eu deixa. Eu deixa eu falar junto com ele,
- 37:27pouquinho. Esse jovem sabe demais.
- 37:29Eu sinto pena do ouvinte, ainda bem que você faz isso porque as
- 37:32pessoas não devem aguentar mais ouvir minha voz.
- 37:34Capaz essa voz crocante. Mas falando sobre técnica,
- 37:39falando sobre essa das da importância da lata para o lado
- 37:43produtivo da coisa, né? Tem algumas coisas que a gente
- 37:46sempre traz, que a gente sempre dá visibilidade aqui no surra de
- 37:51lúpulo, mas que aqui a gente vai tentar dar uma concentrada em
- 37:54todas as. As vantagens, né?
- 37:57E até algumas pequenas discussões aqui sobre o uso da
- 38:01lata, aqui não tem uma ordem específica, não é na ordem de
- 38:04importância o que que é mais importante ou menos importante,
- 38:06mas são uma lista não exaustiva de motivos para que a lata é boa
- 38:11para a cerveja. Uma coisa importante é que todo
- 38:15mundo já notou, né? A lata, ela é opaca, ou seja,
- 38:18não existe penetração de luz diretamente na lata.
- 38:22Não existe penetração de luz na lata e isso faz com que coisas
- 38:26que acontecem em outros recipientes aqui não aconteçam.
- 38:30Por exemplo, a oxidação de algumas propriedades do lúpulo
- 38:35que fazem o famoso Lights truck, ou o cheirinho de gambá, que é a
- 38:40formação do 3 MB que eu não vou ficar falando siglas gigantescas
- 38:43aqui para não confundir vocês mais ainda.
- 38:45Mas basicamente essa oxidação de alguns compostos do lúpulo
- 38:47trazem isso por causa da incidência de luz em outros
- 38:51recipientes. Isso na lata ajuda muito porque
- 38:54não tem incidência. Então tu não eu não não queria
- 38:58chegar ao ponto de dizer que elimina, mas tu diminui
- 39:00drasticamente a existência disso aqui, sem a necessidade de usar
- 39:05outros insumos como tetrarrop ou ISO tetrarópio ou ISO hexarrop,
- 39:09que já são materiais ingredientes que permitem
- 39:13remover isso da nossa cerveja, ou melhor, não gerar isso na
- 39:16nossa cerveja. Tão para estilos onde o lúpulo
- 39:20brilha, a lata é perfeita. Aí a gente vê a necessidade, né?
- 39:24Eu diria, da cadeia para IPAs, para.
- 39:27Apas para new England IPAs ou reis EIPASA importância que tem
- 39:32de usar latas e o porquê que a gente vê tão poucas vezes essa
- 39:36esses estilos em garrafas a gente geralmente vê isso em
- 39:40latas são salvo A Exceção da grandiosíssima Guarnieri, que
- 39:44faz uma das melhores IPAs em garrafa ainda, mas.
- 39:47Digamos que não é que isso vai ser uma exceção, mas a regra é
- 39:51que a lata é o lugar para esses estilos.
- 39:54Ela também permite um melhor controle de oxigênio.
- 39:57Importante, né, que isso está totalmente relacionado a
- 40:01qualidade da linha de envase, né?
- 40:02E o potencial técnico é sempre superior a outras embalagens,
- 40:06mas depende desse fator, que é ter 11 equipamento de qualidade
- 40:10para entregar o que a gente precisa naquela lata.
- 40:13Mas o fechamento da lata, que é o tal do double seam, ele
- 40:16melhora ou. Melhor, ele permite que tu tenha
- 40:19o menor Pickup de oxigênio que que é o Pickup de oxigênio, mas
- 40:23menor quantidade de oxigênio entrando e ficando presente na
- 40:26lata. E também o fato de ter um lining
- 40:30em volta dessa lata, que é uma película que permite o líquido,
- 40:33que na verdade previne que o líquido fique em contato com o
- 40:36alumínio, faz também com que ele tenha menos trocas com outro
- 40:39ambiente, então isso ajuda a permeabilidade desse líquido por
- 40:43mais tempo, mantendo a lata ali com a carbonatação correta com
- 40:47o. Sabores com os aromas que
- 40:49deveriam estar ali dentro. Isso reduz drasticamente a
- 40:51oxidação da cerveja, que é aqueles aromas que a gente
- 40:54sente, às vezes relacionado a mel, às vezes relacionado a
- 40:57papelão ou aquele cardboard, que é o papelão bem de montar caixa
- 41:02mesmo, ou às vezes até papel molhado, que conforme vai
- 41:06passando o tempo e o oxigênio vai entrando na nossa cerveja,
- 41:09vai deteriorando a matéria prima que está ali dentro.
- 41:12E isso aumenta o shelf life, que no final das contas, para
- 41:15grande. Massa de cervejas que são
- 41:17produzidas em lata aumentar o Shell flive é importante
- 41:20aumentar o tempo que aquela cerveja fica numa prateleira
- 41:23disponível e ainda assim está saborosa.
- 41:26Ainda está com as características que deveria ter
- 41:29para ser consumida. Olhando para o lado de
- 41:31logística, a lata também resolve vários problemas.
- 41:34Comparado a outros recipientes, ela é de todos os recipientes, o
- 41:38mais leve. As latas de alumínio são muito
- 41:41mais leves, têm menor peso na Constituição da sua.
- 41:44Do seu invólucro é muito menos material do que outros
- 41:47componentes, ela ocupa menos espaço.
- 41:49A parede é super fina, ela tem um formato já muito alinhado
- 41:54para ocupar mais o espaço, melhor que a lata.
- 41:57Só se ela fosse quadrada para ocupar os espaços, perfeito.
- 41:59Mas aí eu acho que seria outro problema, né?
- 42:01Teria uns outros problemas aqui. Isso faz a gente reduzir custos
- 42:05de transporte, porque a gente consegue fazer caber mais latas
- 42:08num espaço que em outros recipientes estariam sido
- 42:11ocupados pelo pescoço ou por outras coisas.
- 42:13A gente melhora a eficiência da distribuição justamente porque
- 42:17se transporta mais quantidade de latas em um menor espaço de
- 42:22tempo e também o menor espaço de alocar dentro do transporte, por
- 42:26assim dizer. E também diminui uma coisa que
- 42:28hoje em dia mega importante, que é a pegada do carbono na cadeia
- 42:32logística. Tem um fator que não chega a ser
- 42:35tão relevante, mas eu acho que mercadologicamente faz sentido,
- 42:38que é a questão do resfriamento mais rápido, né?
- 42:41O alumínio. Ele possui uma maior
- 42:42condutividade térmica do que outros recipientes.
- 42:45Quem nunca viu com aquela panela de alumínio, né?
- 42:47Quando tu coloca lá na chapa, em 5 segundos ela tá, já dá para
- 42:51fritar um ovo. Se tu bota uma panela de ferro,
- 42:53por exemplo, demora uma eternidade para aquilo
- 42:55esquentar. Mas enfim, o alumínio, ele tem a
- 42:58condutividade térmica maior e isso permite que a lata chegue
- 43:02na temperatura correta. Mais rapidamente e também
- 43:04melhora a experiência do consumo imediato.
- 43:07Importante, né? O consumo imediato saiu de lá da
- 43:09da geladeira já vai, também vai começar a esquentar, porque o
- 43:12inverso também é verdadeiro, né? Também até questão de segurança
- 43:15operacional e de consumo, ela não quebra, não gera cacos, ela
- 43:19tem o menor risco de transporte e manuseio, caso aconteçam
- 43:22acidentes, né? Tipo de gerar cortes e tudo
- 43:25isso. E ela é é adequada para
- 43:27ambientes onde outros materiais é restrito, como eventos, a
- 43:31praia, estádios. Permite que a lata seja usada
- 43:35com mais segurança. No cenário brasileiro, ela tem
- 43:38alguns fatores importantes também de sustentabilidade.
- 43:41O Gabriel já trouxe isso antes. A gente tem uma taxa de
- 43:43reciclagem no Brasil superior a 95% nas latas de alumínio, isso
- 43:48é muita reciclagem, gente, imagina que vocês comprem 100
- 43:52latas, tá? 10 latas a cada 10 latas, 9
- 43:55latas e meia vai ser cortada pela metade, vão ser recicladas
- 43:58e vão voltar para você em algum momento na história, tipo, isso
- 44:01é muita coisa, gente, é muita coisa mesmo.
- 44:03Você não tem noção disso, mas é verdade.
- 44:05E a cadeia de reciclagem? Ela é muito eficiente aqui no
- 44:09Brasil e consolidada. E o Brasil continua investindo
- 44:12nisso. É um é reconhecido mundialmente
- 44:14por essa cadeia que ainda pode ser melhorada, mas que já é
- 44:17muito boa. E esse impacto está totalmente
- 44:20relacionado a questões de ambiente, a questões, inclusive,
- 44:24hoje em dia a gente tem empregos, né?
- 44:25Que são impactados pela coleta e pela reciclagem do alumínio.
- 44:30Também tem menor risco de contaminação a.
- 44:32A embalagem de alumínio? Ela tem uso único.
- 44:34Quem nunca foi numa grande fábrica de cerveja e viu uma
- 44:39lavadora de outros recipientes? É um bicho megalomaníaco que
- 44:44gospe vapor para todos os lados para simplesmente fazer com que
- 44:49seja removido o rótulo. E limpo um recipiente que vai
- 44:52ser reutilizado. Isso tem um custo, tem um custo
- 44:55ambiental, tem um custo de lidar com aquele material que está
- 44:58sendo usado para limpar aquela garrafa e gerar um ambiente
- 45:01limpo para ser envasado novamente.
- 45:03A cerveja. Então a lata, ela permite que tu
- 45:05recicla ela e gera uma nova lata.
- 45:07Ponto. Basicamente, a lata é usada uma
- 45:09vez e depois ela vira outra lata.
- 45:10Nova transformada, inclusive com um novo rótulo, se necessário,
- 45:14que ajuda muito com essa questão de não ter o desgaste ambiental
- 45:18da lavagem de garrafas em geral. E por fim, eu diria que a
- 45:24otimização de armazenamento, né? A gente falou sobre o
- 45:26transporte. A gente consegue fazer caber
- 45:29dentro de uma mesma maneira de transporte, mais latas, mas
- 45:32também receber essa mesma quantidade de latas em
- 45:35estabelecimentos que fazem usos tanto de geladeira ou até mesmo
- 45:39de câmera fria. As latas, elas permitem o melhor
- 45:41empilhamento, elas têm uma maior densidade por área e elas
- 45:44aproveitam Oo uso delas. Faz com que tu consiga
- 45:47aproveitar o teu, a tua câmera fria de uma maneira mais
- 45:49utilizada para te garantir que tu tenha um.
- 45:52Toque maior e sem precisar investir tanto em uma área como
- 45:55tu precisaria usar, por exemplo, usando um engradado de 12
- 45:59garrafas ou algum engradado de 24 garrafas, que ocupa um espaço
- 46:03muito maior do que se fosse a mesma quantidade de latas.
- 46:05É isso perfeito? Matou toda a sua vontade de
- 46:08falar sobre o assunto, né? Gastei.
- 46:11AI está até vermelho, rapaz. Tô gasto, tô gasto.
- 46:14Que isso? São minhas bochechas, minha,
- 46:16minha, minha, minha, minha genética maldita.
- 46:17Tá certo? Bom, a gente aqui fechando esse
- 46:25envelopando esse assunto, né? Envasando em lata todo esse tema
- 46:30que discorremos por aqui. Vamos falar das conjecturas
- 46:33contemporâneas e com dados fornecidos pela própria bralatas
- 46:37a gente entre 2014 e 2024. Tem o número de latas consumidas
- 46:43e isso abrangendo várias categorias de produtos.
- 46:46A gente falou bastante de cerveja aqui, né?
- 46:47Mas não só cerveja registrou um crescimento superior a 50%,
- 46:52número que eu já falei lá no começo, ultrapassando 34 bilhões
- 46:55de unidades, o que faz da gente terceiro maior mercado nessa
- 46:59métrica. Então é o seguinte, demorou a
- 47:01aderir, mas depois que a gente aderiu, a gente foi lá e ó,
- 47:04agarrou fundo, tem a informação. Dos 95% a mais, até 95% emplus
- 47:12de reciclagem e um recorde consecutivo de mais de 15 anos.
- 47:16Se a gente for comparar, como eu disse lá em cima, que os Estados
- 47:18Unidos e a Europa perdiam pra gente, a reciclagem dos Estados
- 47:22Unidos está na casa de 43% e na Europa, 76%.
- 47:26Ou seja, a gente está ganhando em larguíssima escala.
- 47:29A diferença mostra que a gente está na frente e que dá para
- 47:32fazer. Dá para manter essa cadeia
- 47:34circular girando, com o menor impacto ambiental possível.
- 47:37Existe ainda uma associação bem forte da lata com a cerveja, mas
- 47:41que pode ser desconstruída ou até diversificada.
- 47:44Então a gente tem refrigerante, a gente tem suco, a gente tem
- 47:47energético, chá, enlatado. Então a gente tem que começar a
- 47:51normalizar outras bebidas, por exemplo, os vinhos que também já
- 47:55vem em vasilhames de alumínio. Tem também os drinques prontos
- 47:59que a gente falou lá. Talvez tenha começado a partir
- 48:01daí essa brincadeira, como a gente falou lá.
- 48:04E agora, mais recentemente, a gente está vendo a danada dentro
- 48:09da lata, a água dentro da lata. E aí, tem aqui.
- 48:12Quem não se lembra? William Bonner lá, né, cara?
- 48:15Apresentando super tenso resultado de eleição, sei lá,
- 48:19era uma notícia tensa. Ele e a Renata lo Prete
- 48:21apresentando Do Nada no final do jornal, dá aquele barulho de
- 48:27aquele barulho inconfundível. Aquele barulho que na
- 48:29sexta-feira, 17 e 59, dá até uma arrepiada no pescoço da pessoa.
- 48:37E aí, gente? Aquilo ali foi um caso cômico e,
- 48:39enfim, foi na cobertura das eleições de 2022.
- 48:42E ele acabou sendo zoado nas redes sociais como se ele
- 48:44tivesse aberto uma cervejinha no meio do expediente.
- 48:47Ele merecia, inclusive. Era só um corote.
- 48:49Aparentemente, era uma água na lata.
- 48:51Ele teve que desmistificar isso para acabar.
- 48:55Lógico, vou interromper, eu vou ali tomar Um gole d'água e
- 48:58volto. Então tá eu.
- 48:59Não tomei Um gole d'água, cuida aí, desse, desse.
- 49:01Então, enquanto isso, eu vou contando aqui que, com quase 95%
- 49:05das urnas apuradas em Minas Gerais, Lula permanece.
- 49:12Estamos de volta com o segundo turno da eleição.
- 49:14Eu preciso fazer um esclarecimento.
- 49:16Renata teve 1 hora que eu pedi para beber uma água.
- 49:19E as pessoas ouviram um barulho de latinha.
- 49:22Gente, a água é latinha aqui pra mim.
- 49:25Vocês acham mesmo que eu não IA beber água?
- 49:27Eu IA beber outra coisa numa apuração, pelo amor de Deus.
- 49:32Bom, dito isso, o resta que a gente reitere que a lata vem de
- 49:35uma longa preocupação com os avanços tecnológicos que a gente
- 49:38citou aqui ao longo dos tempos, boa parte deles pensados pro
- 49:42setor de bebidas. E hoje a gente tem essa versão
- 49:45altamente sustentável do ponto de vista ambiental, que preserva
- 49:48bem os produtos que a gente quer beber e que pode dar conta de
- 49:52mais uma porção deles que a gente ainda nem sabe que não
- 49:55estão circulando nesse formato. Então a gente encerra esse
- 49:58programa, né? Do tipo pô, a gente vamos
- 50:01juntos, vamos de lata. Igual na latinha, né?
- 50:03Agora já podia ter a gente aqui, cada um abrindo a sua agora
- 50:06para, pô, brindar. Na quinta-feira que esse
- 50:09episódio for ao ar, eu prometo fazer isso.
- 50:10Boa, bom. A história da lata de alumínio
- 50:13para bebidas é também a história de um setor que não parou de
- 50:16evoluir nem tecnologia, nem escala e responsabilidade.
- 50:20Esse episódio só foi possível com o apoio do abralatas,
- 50:22associação que representa quem faz essa embalagem acontecer no
- 50:26Brasil e que segue trabalhando para aquela que seja cada vez
- 50:29mais Moderna, eficiente e presente.
- 50:32Sente, meus amigos, vocês querem complementar mais alguma coisa
- 50:36nesse tópico? Ah, eu vou jogar mais uma
- 50:39curiosidade aqui, porque sim, a gente falou aqui das latas de
- 50:42uma forma geral, mas também falou muito de cerveja.
- 50:44E no Brasil, a lata de cerveja veio primeiro que a lata de
- 50:48refrigerante. E a primeira lata de
- 50:50refrigerante foi um Guaraná da escola, minha gente.
- 50:53Mas vai lhe dizer que essa primeira lata, ela não era de
- 50:55alumínio, ela era de aço. É isso aí?
- 50:58Exatamente. Então fica aí a pílula de
- 51:00conhecimento saideira? Muito bem, muito bem.
- 51:04Então se você ouviu a gente até aqui, lembre se de participar
- 51:06conosco nas nossas redes sociais, arroba surd lupulo no
- 51:09Instagram e no TikTok. Tem alguma sugestão de pauta e
- 51:12convidado? Manda e-mail para
- 51:13contato@surdlupulo.com.br. É isso meus amigos, até semana
- 51:18que vem. Até semana que vem.
- 51:19Até o mês que vem. Este podcast é uma produção da
- 51:31Paint network e está disponível no Spotify, no YouTube ou na sua
- 51:35plataforma de áudio preferida. Na nossa equipe, contamos com a
- 51:39colaboração de Henrique Boaventura, Ludmila Almeida e
- 51:42Maurício tecá, sócios e apresentadores do podcast.
- 51:45Também fazem parte do time Gabriel Gurian, na apresentação
- 51:49e redação do blog, Rubens reis, na edição hope your media nas
- 51:53redes sociais e Laís Andrade no design.