Latest / Surra de Lúpulo / Caso Koala San Brew. Papo com Gustavo Simoni | Surra #230
Transcript
- 0:09Oi pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite!
- 0:19Eu sou Ludmilla, mais conhecida no Instagram como Hipacondriaca.
- 0:22E no programa de hoje, meus amigos, a gente veio aqui pra
- 0:28falar no terceiro... Terceiro episódio sobre cases de
- 0:31cervejarias de sucesso que, apesar de todas as crises
- 0:35intempéries, seguem sua caminhada com sucesso, com seu
- 0:39público e com seu nicho fortalecido.
- 0:41Hoje contamos com a presença do nerd cervejeiro Gustavo Simone,
- 0:47dono e cervejeiro da mineiríssima Koala Sambriu.
- 0:52Mas antes de pedir que o nosso convidado dê um alô, a gente
- 0:55quer muito passar um recado importantíssimo.
- 0:57O Clube da Cozalinda está de volta com força total.
- 1:02Para fazer parte da Cozarada, você pode escolher por três
- 1:05planos diferentes. Para assinar, acesse o site
- 1:08cozalindadeloginha.virtualnuvem.com.br e escolha o plano certo para
- 1:15você. O melhor de tudo é que quem é
- 1:17mecenas tem condições especiais e um super desconto na escolha
- 1:20de qualquer um dos planos. Você não pode ficar fora dessa.
- 1:23Vamos deixar na descrição do episódio o site e também no
- 1:28nosso blog para você poder acessar a lojinha e comprar o
- 1:30seu plano. Agora sim, Koala, dá um alô pra
- 1:36galera reconhecer a sua voz. E aí, pessoal, beleza?
- 1:39Eu sou o Gustavo, mais conhecido como Koala, da cervejaria KSB,
- 1:43Koala Sunbrew, aqui de Minas. E é isso aí, sejam bem-vindos ao
- 1:48nosso episódio. Bem-vindo, tudo bom, Gustavo?
- 1:51Eu sou o Leandro, mas hoje essa referência vai passar muito
- 1:55longe de muita gente, cara. Tem que ter filhos e numa
- 1:57determinada faixa etária. Mas hoje vocês podem me chamar
- 2:00do non-non. Non-non.
- 2:02Você sabe o que é isso, Lodi? Num-num.
- 2:05É um coalinha? É um coala do desenho Urso Sem
- 2:09Curso, que eu assistia com o meu caçula.
- 2:13Isso eu nem conheço. Que pariu.
- 2:16Eu falo que eu colei. Eu colei, eu colei, eu botei
- 2:19num-num e apareceu um coalinha. Eu falei, ah, maldito.
- 2:22E era um coala influencer, cara. Ele tinha um canal de YouTube.
- 2:28É isso mesmo. Muito louco o desenho.
- 2:30Quando? Mas já tinha em YouTube, então
- 2:32não é tão antigo. Já, já tinha, mas é com o meu
- 2:35castanho. Você tem que ter filhos de
- 2:36quatorze anos, mais ou menos, treze, quatorze anos, pra
- 2:41reconhecer essa referência e assistir Cartoon Network.
- 2:44Tá certo. Perfeito.
- 2:47A gente bate esse papinho aqui bebendo alguma coisa, mesmo que
- 2:51seja nesse horário da gravação hoje, que é um horário especial.
- 2:54Me fala aí, Carla, o que você vai beber hoje?
- 2:56Hoje eu vou beber uma água, uma água com gás.
- 3:00É Ayla, local lá do Jardim Canadá.
- 3:04É uma água legal, ela é reconstruída de sais minerais,
- 3:07ela é uma água bem alcalina. Vistinha nossa lá.
- 3:10Olha que legal isso. Muito maneiro.
- 3:13Sim, bem legal. Ela é uma água que tem um pH
- 3:15acima de oito e reconstrução de sais minerais.
- 3:19Tem bebida dela bem boa. Interessante.
- 3:21Muito bom. E você, Lud?
- 3:23Eu tô aqui de água, gente. A gente tá gravando, como o
- 3:26Leandro disse, num horário especialíssimo, pra conciliar os
- 3:29horários de todos nós. Então, mesmo se eu não tivesse
- 3:33no meu período sem beber, essa hora seria água ou café.
- 3:36Mas, enfim... E você, nononcoalita
- 3:41influenciador, tá bebendo o quê? Cara, eu vou beber água, nem
- 3:45café eu vou, sabe por quê? Eu tô com aquela tosse, que a
- 3:48gente já conversou tanto sobre ela hoje, aquela tosse,
- 3:51tossezinha do refluxo, a tossezinha de quem andou pisando
- 3:54a jaca. Aí eu falei, cara, nem café eu
- 3:57vou beber. Então eu já tô há dois dias sem
- 3:58café, mordendo o cotovelo legal, tô nervoso.
- 4:01Mas vamos que vamos. Isso aí.
- 4:03Sem café é difícil, é mais difícil que sem cerveja.
- 4:06Porra. É, foda, cara.
- 4:08Sem café, pô. Sem café.
- 4:10É, sem café é difícil. Se você gosta do nosso conteúdo
- 4:22e ainda se identifica com a gente, considere apoiar o Surra
- 4:25de Lúpulo através do site apoia.se barra surradilúpulo ou
- 4:30comprando uma camiseta na nossa loja.surradilúpulo.com.br.
- 4:35Mecenas ganha conteúdo exclusivo toda semana, participa do nosso
- 4:39grupo de WhatsApp e concorre a sorteios de brindes insanos.
- 4:43Agora, se a grana estiver curta ou você ainda não ama a gente
- 4:47tanto assim, outro jeito de ajudar é seguindo a gente na sua
- 4:51plataforma de streaming preferida e dando aquelas cinco
- 4:54estrelas no Spotify e Apple Podcasts.
- 4:57Lembre-se de compartilhar esse programa com seus amigos.
- 5:00Isso ajuda muito na distribuição dos episódios.
- 5:14Bom, vamos lá, parar de enrolar e começar aqui o papo focado no
- 5:19caso Koala. Vamos lá, Koala, a gente está
- 5:21falando aqui de doze anos de existência dessa cervejaria.
- 5:25Vamos falar qual era o propósito da Koala quando a sua criação?
- 5:29Conta pra gente. E se, ao longo desse tempo de
- 5:32existência, teve um reposicionamento e
- 5:35redirecionamento de rotas? Se sim, qual?
- 5:37Bom, a Koala nasceu de um momento de mudança, de ser
- 5:41profissional na minha vida. Eu já fazia cerveja há muito
- 5:44tempo em casa, pros meus amigos, e sempre houve, assim, a vontade
- 5:49deles de comprar a cerveja, e eu, não, não, vamos fazer
- 5:53cerveja aqui só pra gente beber, beber, divertir, final de
- 5:55semana. Então ela nasceu desse jeito,
- 5:58com esse propósito, mas eu tenho no meu histórico familiar, meu
- 6:01bisavô tinha uma das primeiras indústrias de cerveja, ele abriu
- 6:06em Belo Horizonte, na época ele abria em São Paulo, mas a cidade
- 6:09de Belo Horizonte ofereceu para ele um benefício muito grande,
- 6:12então ela cedeu terreno e ela dava energia elétrica para ele.
- 6:17Então, ele acabou estabelecendo as suas indústrias aqui.
- 6:21Então, assim, eu já tinha isso no meu histórico e nesse momento
- 6:24de mudança, fazendo uma pesquisa na internet, eu acabei me
- 6:28deparando com... Era uma coisa que a família já
- 6:30falava, mas eu nunca tinha visto.
- 6:32Me deparei com a imagem dessa indústria dele, assim, foi um
- 6:35pacto forte. Então, acabou sendo um empurrão
- 6:40para essa decisão. Mas a Koala nasceu sempre com
- 6:43essa questão de experimentalismo, extremismo.
- 6:48No início, o extremismo era mais forte.
- 6:51Talvez essa parte do extremismo tenha sido a parte que tem
- 6:53mudado um pouco. Ela existe ainda, mas não só
- 6:56ela. Mas a parte do experimentalismo
- 6:59e, principalmente, essa parte de criar uma experiência singular
- 7:05sempre foi o nosso propósito, sempre teve com a gente desde o
- 7:08início. Então, assim, eu não enxergo a
- 7:10Koala teve uma mudança de posicionamento, nem uma mudança,
- 7:15assim, no seu conceito. Teve, sim, um amadurecimento
- 7:19normal, mas eu acho que o ponto pivô dessa história... sempre
- 7:23foi a gente criar experiências singulares, né?
- 7:26Então, no início, como a gente estava muito próximo da escola
- 7:28americana, eram os materiais que a gente conseguia encontrar para
- 7:31poder ler e aprender sobre o processo, e eu também, o lugar
- 7:35que eu conseguia viajar mais próximo para poder aprender e
- 7:39viver e ter contato com essa cultura, que no Brasil era muito
- 7:44jovem, ela já existia, mas assim, de uma maneira muito...
- 7:47embrionária ainda, né? Nos Estados Unidos, isso já tava
- 7:50assim, pegando fogo, já tava até saindo do pico, na verdade, né?
- 7:56Mas aí, então, eu tive muito contato, eu sempre fui muito
- 7:59pros Estados Unidos, pela facilidade, da proximidade, de
- 8:02preço também, como viagem, né? Então, a escola americana foi
- 8:05minha primeira influência. E a escola americana, ela tem
- 8:08essa pegada de extremismo. Então, o extremismo sempre foi,
- 8:12começou junto com a gente ali. Mas ela também tem essa...
- 8:15pegada dessa experiência de criar o storytelling, de não
- 8:20colocar só um produto, colocar uma experiência na mesa do
- 8:23consumidor. E ela tem uma outra vantagem
- 8:25muito legal, é que a escola americana gosta de trabalhar
- 8:28todas as vertentes. Então os caras vão lá, eles
- 8:30pegam a IPA inglesa, eles criam a IPA deles...
- 8:33E aí eles vão fazendo, aí a pouco eles começam a trabalhar a
- 8:35escola belga, barril, e aí a escola alemã, lager e tudo mais,
- 8:40eles têm sim um toque deles na cerveja que eles estão
- 8:43produzindo, então assim, eles costumam dar uma certa
- 8:47acentuada, não é tão sutil, porque a pegada da americana é
- 8:51mais extremista mesmo. Então, com isso também, eu
- 8:55comecei a ter contato com outras colas de cerveja, naturalmente,
- 8:59né? Então, assim, eu não enxergo a
- 9:01cola respondendo como ela tendo tido um reposicionamento, e sim,
- 9:06houve uma tensão para a gente sempre manter esse foco na
- 9:09experiência singular, né? Trazendo algo novo.
- 9:12Não necessariamente o novo de moderno.
- 9:14Depois, num certo momento, a gente começou a trabalhar muitas
- 9:16coisas históricas, assim, na cerveja.
- 9:18E tem sido uma fonte de novas experiências, assim.
- 9:23Sim. Muito legal, porque a gente
- 9:26consegue ali reconstruir um momento, um lugar.
- 9:29E é uma experiência legal, porque você vê que quando a
- 9:31pessoa tá bebendo... Por exemplo, a gente tem uma
- 9:33cerveja que eu acho incrível, fantástica, uma das nossas mais
- 9:37legais, que se chama Agersborg, é colaborativa com o Daniel, ele
- 9:41tem uma marca Smadguard, mas ele não vende cerveja, ele faz só
- 9:46colaborativas com outras fábricas, e ele é um
- 9:49historiador, e ele é aficionado com cerveja, miodes, como ele
- 9:55chama, que são os fermentados de mel, e ele tem essa pegada
- 9:58histórica muito legal, que acabou aguçando essa sementinha
- 10:01que estava dentro da gente. E a gente fez essa colaborativa,
- 10:04que é uma reconstrução de uma Dansk Lagerolle, que é uma
- 10:09cerveja escura da Dinamarca de mil oitocentos e noventa, mais
- 10:13ou menos. Então a gente pega, reconstrói a
- 10:14água, o perfil de sais minerais, os maltes como eles eram.
- 10:18A gente já gosta de trabalhar lúpulo em flor, então a gente
- 10:21pega o lúpulo em flor que a gente tem, que é um produto, é
- 10:24um insumo assim meio que... Eu posso até dizer que é meio
- 10:27exclusivo, porque a gente faz um trabalho imenso para poder
- 10:30importar esse sumo e ninguém tem essa paciência.
- 10:33Mas aí a gente faz o envelhecimento simulando como
- 10:37esse lúpulo viajaria ali naquela época e tal.
- 10:40Então você está bebendo aquilo ali, você está se
- 10:42teletransportando para aquele lugar, para aquele momento.
- 10:46Então assim, para mim, sem sombra de dúvidas, o ponto pivô
- 10:50da Koala é gerar experiências singulares.
- 10:54Muito legal Você trabalhava com o que?
- 10:57Você falou que começou com uma movimentação de carreira Antes
- 11:00da cervejaria Eu era músico e engenheiro de áudio
- 11:04Especializado em gravações analógicas Cara, que maneiro Um
- 11:08estúdio de gravação analógica De fita analógica A gente ainda tem
- 11:14Mas era isso Meu sonho sempre foi gravar discos Analógicos Com
- 11:19som de verdade Ó, que legal. Cara, muito maneiro.
- 11:23Saiu do padrão TI, né? Eu já ia falar, pô, tá dentro do
- 11:25padrão TI, será? Não, o cara era músico, maneiro,
- 11:28maneiro. Legal, legal demais.
- 11:30Mas tem muita similaridade, na verdade, né?
- 11:32Essa coisa de processo, de sistema, de detalhes, assim,
- 11:36esses ajustes finos que a gente faz, essas coisas muito
- 11:41similares, assim, essas sistêmicas, apesar de ser um
- 11:44outro campo, né? Sim.
- 11:45A similaridade de topologias, assim, de trabalho, do que você
- 11:48constrói, é muito similar. Que maneiro.
- 11:50Legal. Bom, você trouxe um gancho
- 11:53perfeito para falar de qual era o propósito da Koala, que é
- 11:57trabalhar com uma experiência única para quem está consumindo
- 12:00a cerveja. E aí ela puxa a nossa segunda
- 12:03pergunta, que é vocês serem conhecidos por produzirem
- 12:07justamente essas cervejas que o mercado cervejeiro chama de
- 12:10high-end, né? Que atende quase que
- 12:13especificamente ou diretamente o público beer geek.
- 12:16Esse público ainda é quem sustenta as vendas da Koala?
- 12:21Tô presumindo que em algum momento foi, pode ser que não
- 12:23sei, você vai falar, não, nada a ver.
- 12:25Fala mais sobre essa construção da comunidade de consumidores,
- 12:27porque assim, quem tá, eu tô prestando atenção no mercado
- 12:30cervejeiro brasileiro, sei lá, com força, desde dois mil e
- 12:34dezessete, dezesseis. E aí com o surra de lúpulo há
- 12:38quatro anos e meio, então tipo assim, muito prestando atenção.
- 12:41Ah, A Koala, assim como qualquer cervejaria, passou pela
- 12:45pandemia, fez milhão de coisas, mas assim, vocês estão de pé, a
- 12:49gente não fica ouvindo o negócio do tipo, ah, a Koala tá tremendo
- 12:53ali, tá acontecendo a Koala, sabe essa coisa do tipo, me
- 12:56conta como é que é essa mágica? Não, na verdade, sim.
- 12:59É muito difícil uma indústria alimentícia no Brasil, sim.
- 13:04Assim, ainda bem que a gente tem essa essência de marca, esse
- 13:08propósito, essa coisa de experiência muito forte.
- 13:10E eu acho que isso que ajudou a gente desde o início, em todos
- 13:14esses momentos, nós já tivemos diversas crises, assim, até
- 13:17básicas. bem antes de pandemia, que às vezes passaram
- 13:21desapercebidas para o mundo comum, mas para quem está ali
- 13:24atrás de uma indústria alimentícia no Brasil, vou
- 13:27mencionar uma aqui que você vai lembrar, e que na época para a
- 13:30gente foi uma coisa assim, foi um impacto, claro que foi curto,
- 13:35a greve dos caminhoneiros, Para a gente, isso foi um momento de
- 13:40dificuldade. A gente ficou um mês ali sem
- 13:42conseguir entregar produto para o Brasil inteiro.
- 13:46Meu bisavô falava para o meu avô, que falava comigo, que é o
- 13:49seguinte, indústria é isso. São momentos de muita
- 13:52dificuldade, depois momentos de mais tranquilidade, mas os
- 13:56momentos de dificuldade voltarão e os de tranquilidade também.
- 13:59Então, você acostuma com esses altos e baixos, porque vai ser
- 14:03assim. Então, nós já tivemos diversos
- 14:06momentos... A pandemia em si, assim, foi até
- 14:08muito interessante porque eu lembro direitinho quando eu vi
- 14:12no noticiário, nas manchetes ali na internet, eu falei, cara,
- 14:17esse negócio vai dar uma complicada.
- 14:20E liguei para o programador, falei assim, cara, aquele
- 14:23e-commerce que a gente montou lá, quando a gente montou o
- 14:25site, mas está desativado até hoje, liga ele.
- 14:27Hum. Liga ele porque isso aí vai
- 14:29longe. E ele começou a trabalhar nisso.
- 14:32Eu lembro que o lockdown pra gente veio numa segunda e a
- 14:35gente conseguiu ligar a nossa loja na terça ou quarta, talvez.
- 14:39Só porque tinha começado com... Isso já é fruto de velejar nesse
- 14:44mar, sabe? Então, assim, é difícil, sim.
- 14:47Nem sempre isso transparece. talvez até por causa dessa
- 14:51certeza de conceito, de ter esse posicionamento bem forte, pode
- 14:56trazer essa impressão de que não passa dificuldade, mas todo
- 15:00mundo que está tocando uma indústria alimentícia no Brasil
- 15:03passa sim muita dificuldade Mas é sempre importante justamente
- 15:07manter esse foco, manter essa essência, porque se você se
- 15:11perde nessa dificuldade, aí que a coisa complica, porque aí vem
- 15:15a dificuldade junto com essa confusão, e aí você perde o fio
- 15:19da meada, e aí eu acho que é o pior.
- 15:21Mas aí voltando à sua pergunta, você falou dos beer geeks, Os
- 15:24beer geeks, naturalmente, eles sempre acompanharam muito o
- 15:27trabalho da Koala, mas quando a gente olha a Koala aqui de
- 15:30perto, na nossa comunidade, a gente vê que isso, essa imagem
- 15:34dos beer geeks, ela é uma coisa que talvez esteja mais
- 15:38relacionada ao mercado do Brasil inteiro distante, porque a gente
- 15:42entrega cerveja para praticamente todos os estados.
- 15:45Então, naturalmente, os BR Geeks são as pessoas que querem
- 15:48consumir essas experiências diferentes, que têm essa sede,
- 15:51literalmente, de novas experiências que estão dispostas
- 15:55a pagar não só o dinheiro, mas de pagar em lugares que oferecem
- 16:00isso como o seu momento de lazer e tudo mais.
- 16:03Então, naturalmente, houve essa união.
- 16:07Mas o nosso público não é exclusivamente beer geek.
- 16:10Até mesmo que no nosso bar aqui da fábrica, a gente tem bem
- 16:13menos beer geek do que beer geek.
- 16:15A gente tem muitas pessoas que moram nas proximidades, nos
- 16:18condomínios. A gente tem pessoas que não
- 16:20conheciam cervejas e passaram a conhecer, frequentando lá.
- 16:24E hoje eles não são beer geeks. Em casa, eles não...
- 16:30Talvez tenham esse costume de comprar muita coisa, de ter
- 16:33guardado, de ter adega, mas eles fazem questão de ir na Koala
- 16:37tomar cerveja justamente porque eles querem chegar lá e falar,
- 16:39mas o que tem de novo hoje? Qual é a experiência de hoje aí
- 16:42que vocês estão propondo? Então, assim...
- 16:44Na verdade, o nosso público é quem busca essa experiência
- 16:47singular. Então, muitas das vezes, é
- 16:49natural que os beer geeks sejam essas pessoas dispostas a
- 16:53comprar essa ideia, mas a gente não tem um foco específico
- 16:56nisso. E aí, respondendo a pergunta de
- 16:58quem paga a conta, quem paga a conta da Koala hoje... é o
- 17:01consumidor direto porque é a tributação menos, digamos assim,
- 17:07abusiva. Pesada.
- 17:08Que a gente tem no Brasil. Não, menos abusiva mesmo, não é
- 17:11pesada, não é abusiva. Então, assim, o consumo direto é
- 17:16aquele que a gente consegue ter uma equação mais próxima do que
- 17:21é justo, honesto, que se vê acontecendo por aí em outros
- 17:24lugares do mundo, né? E se não fosse essa venda
- 17:27direta, se não fosse essa experiência...
- 17:29Beer Geek, só por Beer Geek, existe muito aquela questão do
- 17:33fogo de palha, o hype. No inglês é o termo passing fad,
- 17:38que justamente já dá essa ideia de que passa, ele vem e passa.
- 17:42Então, eu acredito que, mais uma vez, a questão da experiência é
- 17:45uma construção real, de conceito para o consumidor, orgânica, que
- 17:50é a que fica, que é a que persevera nesses altos e baixos
- 17:54desses mares. Legal.
- 17:56Legal, muito bom. Música E aí eu quero puxar, já
- 18:05que você também falou dessa coisa da galera chegar no bar e
- 18:08pedir essa experiência que você trouxe, eu queria entender um
- 18:12pouco assim quando e qual foi o motivo para esse começo da
- 18:16guinada da koala para a produção das láguias leves e bem
- 18:20executadas. E aí, também, de novo, é pagar a
- 18:22conta, né? Assim, quem paga as coisas de
- 18:25verdade? A gente tá falando das ligas,
- 18:27das zipas ou as high-end, né? Como é que fica esse balanço
- 18:31hoje de portfólio de vocês de produto?
- 18:34Quem hoje traz a melhor rentabilidade?
- 18:37Quem hoje traz o melhor resultado?
- 18:39Bom, na verdade, a gente já começou esse trabalho de lá, que
- 18:41já tem muito tempo, né? Mas o mercado vem se adaptando e
- 18:46ele vem se... Como é que eu vou dizer?
- 18:48Ele vem buscando essas coisas, então talvez a percepção disso
- 18:51tenha aumentado muito nos últimos tempos, mas eu acho que
- 18:54é um reflexo, na verdade. A gente começou... acho que foi
- 18:57mais ou menos em dois mil e dezessete a fazer esse trabalho.
- 19:00A primeira cerveja que a gente começou a trabalhar foi Speed
- 19:03Kills, era uma lager alemã. E logo na sequência veio a
- 19:07Closer to the Truth, que é uma lager tcheca.
- 19:10E ela nasceu justamente dessa busca desse entendimento.
- 19:13Mas assim, se a gente tem duas...
- 19:15Pilsners, que são próximas de ser uma montanha dividindo elas,
- 19:22uma floresta com uma montanha dividindo elas.
- 19:23Por que existe essa separação tão forte da escola alemã com a
- 19:27escola tcheca? Deixa eu ver o que tem nesse
- 19:30buraco que traz diferença. E a gente começou a entender
- 19:33essa questão da Lager Tcheca. E nesse processo começou uma
- 19:37coisa muito interessante, porque eu comecei a lembrar de
- 19:40depoimentos que eu levei um historiador que está escrevendo
- 19:44um livro sobre a história da cerveja no Brasil para
- 19:46entrevistar meu avô, logo antes dele morrer.
- 19:48E ele falou, ah, eu queria entrevistar seu avô.
- 19:49Eu falei, vamos, porque meu avô já tem noventa e três anos e
- 19:52tal. E a gente fez uma entrevista
- 19:54longa, ele já tinha várias dessas coisas comentadas comigo,
- 19:57mas algumas, pelo fato das perguntas, foram cavucando ali a
- 20:00memória dele. Uh!
- 20:02E ele foi falando, e eu comecei nesse processo da Escola Tcheca,
- 20:04perceber que a nossa cerveja brasileira, ela era muito mais
- 20:08próxima da cerveja tcheca do que da alemã.
- 20:11E comecei a entender isso, e falar, pô, que interessante.
- 20:14E aí, pesquisando a história da cerveja tcheca, eu vi que,
- 20:17assim, na época, quando a Pilsen Urquell, ela se difundiu pelo
- 20:23mundo, ela foi uma febre, ela espalhou, assim, não existia
- 20:26isso no mundo, não existia Pilsen, ela espalhou de Pilsen
- 20:29da cidade, Pilsen... o mundo inteiro igual uma bomba.
- 20:32Então, acho que foi natural que vários desses costumes, desses
- 20:36processos, dessas coisas, tenham ido junto com elas, assim como
- 20:39os maltes tchecos, que eram maltes claros e também muito bem
- 20:43renomados na época. E aí, o que aconteceu foi que eu
- 20:47comecei a enxergar essa similaridade, comecei a me
- 20:50aproximar da cerveja tcheca muito, eu fazia muito ainda,
- 20:54faço muita cerveja alemã, Mas comecei a me aproximar e em dois
- 20:57mil e dezoito a gente trouxe aquelas torneiras de serviço
- 21:00tcheco, que tinha todo esse misticismo de como que faz o
- 21:05serviço, do que que tem. E aquilo foi crescendo dentro da
- 21:10gente de uma forma, a gente foi especializando, a partir daí a
- 21:13gente começou a gerar a experiência cervejeira tcheca,
- 21:16até que a gente... desbarrou lá no consulado, lá em São Paulo,
- 21:19apresentando isso para o IAP. E eles falaram, não, nós temos
- 21:22que levar vocês para a República Tcheca.
- 21:24A gente fez uma imersão. Então, assim, foi um trabalho
- 21:27que ele foi crescendo organicamente, mas já tem muito
- 21:30tempo. E eu acho que ele tem se
- 21:32manifestado visualmente, ou dessa forma, justamente pela...
- 21:36Eu acho que esse é o reflexo, acho que é o entendimento dos
- 21:40consumidores também, aquela coisa do ciclo que vai no
- 21:43extremismo e tudo mais, depois volta para a origem.
- 21:46Eu acho que a gente está nesse momento e com isso as pessoas
- 21:49estão tendo mais olhos para enxergar essas coisas que a
- 21:52gente faz, sabe? Então tá parecendo, tá dando
- 21:55essa percepção, mas... Bom, e aí tem até um caso legal
- 21:58que ele faz, uma conexão com a pergunta anterior de quem que é
- 22:01o nosso cliente e essa coisa da percepção do high-end e tudo
- 22:06mais, que assim, eu tenho muitos clientes que eles não são, eles
- 22:09não vêm da cerveja. Lá no bar da fábrica...
- 22:13Tem muitos clientes que eles não vendem a cerveja, igual eu
- 22:14disse, eles vendem a proximidade, muitos deles
- 22:17praticam esporte, pedalam e aí param lá depois do pedal e tal.
- 22:21Então, eles conhecem as coisas de cerveja através da gente.
- 22:25Hoje eles não abrem mão, eles gostam, eles vão lá toda semana,
- 22:29são os clientes mais fiéis, mas eles não são aqueles caras que
- 22:32ficam em casa comprando cerveja muito cara, botando na adega,
- 22:35eles vão lá na Koala, eles sabem que lá eles vão ter a
- 22:37experiência que eles querem, eles fazem questão, mas é isso
- 22:40aí. Então, eu não diria que eles são
- 22:42aficionados, mas eles não abrem mão da experiência hoje numa
- 22:46frequência semanal, por exemplo. E foi natural que eles
- 22:50começassem muito, assim, vidrados com as IPAs, porque são
- 22:54cervejas mais diferentes do que eles estão acostumados, né?
- 22:56Então, pô, IPA, isso aqui tem aroma muito forte, isso aqui é
- 22:59diferente, isso aqui é amargo. Então, aquilo ali pra eles é um
- 23:02primeiro impacto, é uma primeira, como é que eu vou
- 23:04dizer, um diferencial muito grande no início.
- 23:06Aham. Então, quando a gente começou a
- 23:08colocar essas lags mais frequentes, assim, ainda, o que
- 23:12é uma dificuldade, porque a gente tem um tempo de processo
- 23:15muito longo para elas, e aí a segunda dificuldade vem no
- 23:18preço, porque elas acabam custando mais caro do que as
- 23:20IPAs, se a gente for fazer um cálculo de tempo de processo,
- 23:23elas gastam menos em sumo, mas elas são mais caras no final das
- 23:27contas. Elas ocupam vaga na fábrica, né?
- 23:31Exato. E é uma coisa que não é
- 23:33palpável, então se você explicar isso para quem não está atrás de
- 23:35uma equação industrial, às vezes é mais abstrato do que você
- 23:39falar. Eu uso muito o lúpulo, o lúpulo
- 23:41caro. É mais difícil você falar, pô,
- 23:43mas ela fica quatro meses no tanque, ela está parando aquela
- 23:45vaga ali por quatro meses. E foi justamente o que
- 23:49aconteceu, que os clientes vinham aquilo e esses clientes
- 23:53falavam assim, pô, não, eu quero ir para não sei o que e tudo
- 23:56mais, inclusive tem um teor alcoólico mais elevado e não sei
- 24:00o que, e aí lá no espaço, que foi uma das coisas que a gente
- 24:04sempre quis, que ter esse espaço, que é um showroom, que é
- 24:06um ponto de contato direto, onde eu estou sempre lá explicando,
- 24:09falando com as pessoas, esse contato direto com o consumidor,
- 24:13a gente vai passando esse conceito, a gente vai passando
- 24:16essa história, a gente vai contando como é que era na
- 24:19época. E a pessoa vai, tipo, entrando
- 24:21naquela experiência. E a pessoa começa a beber e tudo
- 24:24mais. Hoje, esses caras, eles bebem
- 24:27muito mais lager do que eles bebem as ipas.
- 24:29E aí, eu brinco com eles, né? Eu chego assim, Ê, fulano, dou
- 24:33um tapinha nas costas. Quem te viu, quem te vê, hein?
- 24:35Bebendo só lager. E eles ficam assim...
- 24:39Pena a vida, porque fala, pô... E pior que ele tem razão, né?
- 24:43Então, convida os caras todos. Isso é muito legal.
- 24:46Então, assim, é uma junção da segunda pergunta de quem são os
- 24:50nossos consumidores, o perfil deles, com essa história aí da
- 24:54lag. E legal que você sempre propondo
- 24:57uma experiência, você tá sempre mudando, tocando a vida das
- 25:01pessoas. Você tá sempre causando algo de
- 25:03dentro pra fora mesmo, seja... um beer geek ou um atleta ou um
- 25:10cara que mora perto ali, sei lá. Acho que eu acredito muito
- 25:14nisso. É muito interessante isso.
- 25:16A gente já fez programa aqui falando sobre comunidade, mas
- 25:20mais comunidade, quando a gente conversou, falando sobre
- 25:23comunidade no marketing, que atrai, que na rede social
- 25:27engaja, etc. Agora, criar uma comunidade de
- 25:31consumidor fiel é outro passo. Você já jogou o cara, ele veio
- 25:36do topo do funil, ele passou no meio, ele está no funil, ele
- 25:39desceu, ele quer ficar. ali no fundo do funil, comprando,
- 25:42consumindo e experienciando. E aí você joga esse cara que
- 25:45tava consumindo IPA, joga ele no topo do funil de novo e fala
- 25:48assim, não, vem cá agora que eu vou te explicar como é que é
- 25:50Lager. Exatamente.
- 25:52E aí atrai ele novamente. Interessante, bem interessante.
- 25:55E vão ter momentos que você vai sentir uma afastada do mercado,
- 26:00aí vem aquele momento do vinho, todo mundo pulou para o vinho de
- 26:03novo, e não sei o quê. Mas aí eu acredito em uma coisa
- 26:06muito forte, que é o seguinte, se você é real, é o mais próximo
- 26:11da verdade, daí que vem o nome Closer to the Truth, se você é
- 26:15real, fiel ao seu conceito, ao que você quer propor, não é só
- 26:20uma coisa de produto profissional, por produto, a sua
- 26:22chance de perseverar, né, e atravessar esses momentos é
- 26:26muito maior, que isso é real, as pessoas sentem, querendo ou não,
- 26:29pode demorar um tempinho, aí vem uma marca, vem um hype, aí vem
- 26:33uma cervejaria, vem um hype, e no Brasil tem uma coisa muito
- 26:35assim, né, tipo, se tem um hype de uma coisa, tem que
- 26:38automaticamente ter um ataque às outras, né, que já estavam ali,
- 26:42então existe muito essa criação de rixa dos consumidores, né,
- 26:45nem da... das empresas. Então, assim, vai ter isso e se
- 26:51você é real, é fiel, quem está fazendo um bom trabalho, quem
- 26:55realmente faz uma coisa próximo da verdade aí, tem mais chance,
- 26:59não tem como a gente garantir nada, mas tem mais chance de
- 27:02conseguir continuar navegando aí.
- 27:04Com certeza. E aí tem uns dois meses, mais ou
- 27:06menos, a gente estava falando sobre uma denominação da
- 27:09cerveja, se é artesanal, se é craft, se é independente, se é o
- 27:13quê que é o quê. Porque a gente não tem essa
- 27:15denominação, né? A gente já chamou de um monte de
- 27:17coisa. E aí, é claro que a gente não
- 27:19chegou no consenso, porque, enfim, a gente não tem solução
- 27:22para tudo. Mas um assunto que conecta com a
- 27:26pergunta que eu vou fazer, que chegou lá, é...
- 27:28Um dilema que a maioria das cervejas que são pequenas, micro
- 27:32ou nano cervejarias que elas sofrem, elas precisam
- 27:36necessariamente, em algum momento, para sobreviver ou para
- 27:40ganhar dinheiro, aumentar a escala.
- 27:43Porque se ela se mantém pequena, se você se mantém sendo a
- 27:46cerveja do Jardim Canadá, pura e simplesmente daquele tamanho,
- 27:49você em algum momento vai ser engolido.
- 27:51Então, assim, primeiro, vocês estão no Jardim Canadá, que é um
- 27:54polo cervejeiro em Minas, né? Várias outras fábricas na
- 27:58região. Existe algum plano de expansão?
- 28:00Você já chegou nesse lugar do tipo assim, não, cara, eu
- 28:02preciso crescer, porque se eu não crescer, se eu não aumentar
- 28:05meu volume, eu não consigo fazer girar para compensar a inflação,
- 28:10para compensar, etc. Esse dilema passa por vocês?
- 28:14Passa, passa sim. Já passou em diversos momentos.
- 28:17Isso é, na verdade, uma questão que existe não só para a
- 28:22cervejaria, não só no nosso nicho, mas é uma questão de
- 28:25administração mesmo, de empresas que dizem que se você não está
- 28:30crescendo, você vai ser engolido.
- 28:32E isso é verdade. Isso é verdade.
- 28:35É muito difícil você... se manter pequeno, segurar essa
- 28:40estabilidade aí. Em diversos momentos a gente já
- 28:43passou por isso, a gente teve já algumas expansões, algumas
- 28:47dessas vezes foram até bem positivas que a gente tenha
- 28:50passado, porque a gente efetuou uma certa expansão e foi, hoje
- 28:54eu vejo o quanto necessário isso foi.
- 28:57A gente sempre teve essa questão de querer manter pequeno, querer
- 29:00manter a gente tendo o controle e o contato com... o nosso
- 29:06produto bem acirrado, então às vezes isso vem meio que como uma
- 29:11coisa, um antagonismo a esse crescimento, mas hoje existe uma
- 29:19turbulência muito forte no mercado, o mercado está se
- 29:21entendendo, o mercado está tentando se encaixar, eu acho
- 29:26até que o mercado de vinho, que é um pouco mais velho no Brasil,
- 29:30Não sei se eu posso dizer que ele é um pouco mais velho, mas
- 29:31eu acho que ele já passou por esse ciclo.
- 29:33Eu converso com meus fornecedores de insumos, que vêm
- 29:36lá do Sul, e eles falam, eles narram de terem visto esse ciclo
- 29:43com o vinho, essa dificuldade e tudo mais.
- 29:46Então, a gente está estável, graças a Deus, nesse momento.
- 29:51A gente está entendendo que, como o mercado e os consumidores
- 29:55ainda não se entenderam, Esse crescimento, esse passo hoje
- 29:59pode ser mais arriscado e mais difícil de se decifrar do que
- 30:03você tentar se manter estável, pelo menos por um curto para
- 30:07médio prazo agora. Então, a gente tem vários,
- 30:11existem vários planos, várias propostas, sim, mas o nosso
- 30:15maior plano, no momento, é continuar criando essas
- 30:18experiências singulares e manter esse padrão, não só de
- 30:22qualidade, mas esse padrão de realmente gerar essas
- 30:25experiências, para tentar entender para que lado que o
- 30:28mercado vai, aguardar um pouquinho o próprio mercado se
- 30:31entender, porque também não adianta a gente querer entender
- 30:34uma coisa que ainda não se entendeu.
- 30:36Então, eu acho que o mercado está se entendendo hoje.
- 30:39Então, acho que é isso, esse momento é isso.
- 30:42A gente tem planos, sim, a gente tem muitas propostas, tem muitos
- 30:45planos já, inclusive, avançados, desenhados, mas assim, nada
- 30:49ainda... definido para agora. Acho que a gente vai esperar um
- 30:54pouco, a gente vai continuar certificando que a gente está
- 30:58gerando essas experiências como a gente acredita que tem que ser
- 31:01e na hora certa vai acabar acontecendo, de alguma maneira
- 31:04ou de outra. Mas você concorda com essa
- 31:07questão do tipo, às vezes a cervejaria não é possível que
- 31:12ela fique, ah, bom, vou ficar aqui quietinha do meu tamanho,
- 31:15porque existe a demanda, como é que eu vou te, eu não sei se eu
- 31:19consigo explicar, que é um pouco assim, você começa uma fábrica
- 31:22com, sei lá, gostar, oito mil litros. produção.
- 31:25E aí você, poxa, isso é legal. Se eu conseguir vender bonitinho
- 31:28aqui, se eu... Se eu mantiver o preço tal, se o
- 31:31insumo não subir tanto. É um monte de si.
- 31:33Você vê que é um monte de si. E aí em algum momento você fala
- 31:35assim, cara, eu preciso aumentar porque eu preciso fazer mais
- 31:39cerveja ou mais volume, baratear um pouco a produção.
- 31:43Isso é um dilema, né? Você acaba não conseguindo falar
- 31:45assim, eu programei isso aqui, eu vou ficar desse tamanho pra
- 31:48sempre. Você não pode.
- 31:49Você tem que acabar... Tem um ditado entre os
- 31:52cervejeiros aqui, principalmente da região, que fala a única
- 31:55certeza é o imprevisto. Então, assim, vai ter muito
- 31:57imprevisto que vem. Igual veio a greve dos
- 32:00caminhoneiros do nada, isso vai calejando a gente, vai ensinando
- 32:05a gente a lidar com essas adversidades repentinas,
- 32:08inclusive, na maioria das vezes. Uhum.
- 32:10Então, assim, sempre tem uma coisinha ou outra aparecendo.
- 32:13Não adianta você falar, eu ajustei aqui a minha margem,
- 32:15porque aí o meu insumo é tanto e não sei o quê.
- 32:18Vem e aparece uma coisa. Então, assim, tem que aprender a
- 32:21lidar com isso. Se você tem uma margem muito
- 32:24exprimida, você está muito sujeito a passar por isso, sabe?
- 32:30Agora, o que eu acho que a koala, hoje ela virou, eu falo
- 32:34isso, eu enxergo isso com as pessoas, ela virou...
- 32:37É muito similar quando a gente pega um restaurante, é um
- 32:40bistrô. Então, assim, você também vê
- 32:42vários bistrôs estáveis aí há anos, né?
- 32:45No Rio, aqui em BH, em São Paulo, você vê vários bistrôs
- 32:49que estão estáveis, não cresceram, não tiveram uma
- 32:52segunda unidade. Então, isso também foi uma coisa
- 32:54que sempre me fascinou. Então, assim, por que não é
- 32:58possível... Assim, possível é, desde que
- 33:01seja feito da forma certa, sabe? E aí eu volto mais uma vez.
- 33:05Então, assim, a gente cria experiências do início ao fim.
- 33:08A gente está buscando tocar a vida das pessoas, mudar a vida
- 33:12das pessoas. E cada vez que as pessoas vão
- 33:14lá, elas vão ser mudadas por uma coisa nova.
- 33:17Nova e não necessariamente moderna, mas uma coisa diferente
- 33:20do que elas conhecem. Ou um acréscimo ao que elas
- 33:23viveram lá. Então a gente tem expandido
- 33:25muito essa coisa histórica da cerveja, porque é muito legal.
- 33:29E aí a gente começa até, quem já frequenta lá ou acompanha o
- 33:33nosso trabalho, começa até a fazer um paralelo com outras
- 33:37experiências que já tiveram lá. Igual eu mencionei, começam a
- 33:41fazer um comparativo entre as coisas alemãs com as tchecas,
- 33:44por exemplo. Só como um exemplo.
- 33:45Então... Se você vai se propor a ser um
- 33:49bistrô, você tem que ser um bistrô.
- 33:51Não adianta você falar, eu vou colocar cerveja de linha.
- 33:54Porque é assim, você conversa com pessoas que mais tem...
- 33:57Não, você tinha que fazer uma cerveja assim, você tinha que
- 33:59fazer uma cerveja assim, você tinha que ter uma cerveja de
- 34:01linha. Todo mundo dá palpite, sabe?
- 34:04Mas ninguém tá ali atrás do volante.
- 34:06Aham, aham. Pra saber como é que a estrada
- 34:09é. Sim.
- 34:10Isso as pessoas fazem na boa intenção, né?
- 34:12Porque realmente não há consciência da parte delas o
- 34:15quão complexo é essa estrada por trás do volante mesmo, igual eu
- 34:19falei. Mas então assim, se você se
- 34:22propõe a ser um bistrô, você tem que ser.
- 34:24Então, é difícil, se você vacilar, você cai, muito fácil
- 34:30de você cair. Então, imagina um avião.
- 34:33O avião decolou, está voando baixo.
- 34:35Qualquer vacilo, ele cai. Se ele está alto, ele tem tempo
- 34:38de margem de manobra e tudo mais.
- 34:41Então, é mais ou menos isso. E o avião, quando ele está
- 34:43subindo, é mais difícil dele cair.
- 34:45Só se der uma pane muito forte mesmo, subindo, mais difícil.
- 34:49Então, acho que essa coisa da ascensão da empresa, da
- 34:51indústria, está relacionada com isso.
- 34:53É mais difícil. você manter estável.
- 34:55Mas existem, sim, algumas maneiras.
- 34:59Bom, pelo menos estamos aí tentando.
- 35:02Fácil não é, mas... Vamos ver.
- 35:05Perfeito. Você tá falando, e eu tô ouvindo
- 35:07aqui a história de vocês e tal, eu tô desenhando na minha
- 35:10cabeça, me fala se eu tô desenhando errado, uma empresa
- 35:14familiar, né? Desde que você conta do seu
- 35:17bisavô, do seu avô, que agora você tá tocando um negócio e
- 35:21tal, a gente já teve a experiência de ir aí,
- 35:24encontramos pessoas, inclusive da sua família, foi uma
- 35:27experiência muito legal e tal. A ideia, quando você pensa na
- 35:31estabilidade, é em manter esse núcleo familiar ou você hoje,
- 35:35por exemplo, tem planos até de fusões, de expansão, de mudar
- 35:40mesmo o núcleo do negócio? Bom, isso é um processo que é
- 35:45muito delicado, é muito difícil de fazer, porque se não for
- 35:48feito da forma certa, a chance de desmoronar o resto é muito
- 35:52grande. Sim.
- 35:53Mas assim, a gente tem sim planos, a gente tem propostas, a
- 35:56gente tem parceiros que a gente constrói essas simulações, essas
- 36:01ideias. Nós estamos constantemente
- 36:03trabalhando nisso, revendo isso de tempos em tempos e fazendo
- 36:07sempre um paralelo com o que está acontecendo no mercado, na
- 36:10economia interna e externa. Então a gente tem sim, nós já
- 36:14tivemos diversas operações que fizeram sentido no momento e
- 36:18hoje não estão fazendo tão... mas podem voltar a qualquer
- 36:22momento, desde exportação para a Europa, Ásia, até produção.
- 36:27Tivemos produção também fora do Brasil, nos Estados Unidos,
- 36:31muitos anos terceirizados. Então, são coisas que elas vão e
- 36:34vêm à medida que elas estão fazendo sentido.
- 36:37E essas simulações a gente tem com alguns parceiros, que são
- 36:41pessoas que pensam igual a gente, não só na parte da
- 36:44cerveja, mas pensam igual a gente na... no não imediatismo,
- 36:50na essência, na experiência. E a gente mantém essa conversa
- 36:56porque existe uma sintonia muito grande e a qualquer momento isso
- 36:59pode aflorar. Quando for a hora certa, o jeito
- 37:03certo e tudo mais. Então, enquanto isso, o que a
- 37:07gente pensa é manter essa essência acima de qualquer
- 37:10coisa, ser fiel à verdade da cerveja, da experiência, seja
- 37:15ela IPA, lager, sour de barril ou qualquer coisa, e sentindo aí
- 37:21o momento sempre aberto para essas possibilidades, sempre
- 37:25aberto para novas ideias. Então não tem muito uma ideia
- 37:29fixa, a gente quer manter uma empresa familiar, a gente
- 37:32quer... Porque na verdade é uma empresa
- 37:33familiar porque muita gente me ajuda, mas na verdade...
- 37:36É uma empresa, é uma banda de um homem só, né?
- 37:39Eu que tô por trás ali da Koala. Sem a ajuda de várias pessoas,
- 37:44principalmente familiares, eu não existiria, não tô dizendo
- 37:46isso. Mas assim, o que eu quero dizer
- 37:49é que não é definido assim, é uma empresa familiar e é uma
- 37:53coisa fechada, sabe? Não, não tem isso.
- 37:55Entendi, entendi, tá claro. Então, não tem nada muito
- 37:58definido, a gente vai navegando aí e tentando sempre fazer o
- 38:02melhor dentro desse conceito aí de criar experiências novas e
- 38:08ser fiel à cerveja, né? Muito bom.
- 38:21Vamos então para a nossa última pergunta para quem não é
- 38:24mecenas. Porque se você for mecenas, você
- 38:27ainda vai continuar ouvindo esse papo aqui.
- 38:29Então, se você não for mecenas, essa é a última mesmo.
- 38:32Sinto muito. Vamos ajudar as outras
- 38:34cervejarias, cara? Conta para a gente erros e
- 38:38acertos que vocês... vivenciaram, experienciaram
- 38:43nesses anos de cervejaria. A gente está falando aí de doze
- 38:46anos de história, a gente está falando de viver muitos momentos
- 38:50do mercado, muitas decisões. Conta aí erros e acertos para as
- 38:55pessoas aprenderem com os erros dos outros e celebrar os acertos
- 38:58dos outros. Essa pergunta é difícil, porque
- 39:00tanto os erros quanto os acertos foram muitos, mas é normal nesse
- 39:06processo, então a gente já passou por dificuldades de
- 39:11momentos, às vezes por erros internos, às vezes por condições
- 39:15externas, de ter que se reinventar mesmo, e aí vem a
- 39:19criatividade dentro da administração da empresa, somada
- 39:24ao produto, a criar novas experiências e tal.
- 39:27Então, assim, é difícil até lembrar quais foram os nossos
- 39:31maiores erros, mas se eu tivesse que apontar, talvez, toda vez
- 39:35que a gente foi mais imediatista, às vezes por
- 39:38necessidade, ou às vezes por, sei lá, uma tentativa de um
- 39:43approach um pouco diferente, às vezes, para poder... facilitar
- 39:47um processo, alguma coisa assim, eu acho que foi um grande erro
- 39:51pra gente. Eu acho que trabalhar com
- 39:54indústria de cerveja, que é uma arte, é uma bebida que está aí
- 39:58muito antes da gente vir nesse mundo e provavelmente vai
- 40:02continuar muito depois da gente partir desse mundo.
- 40:05Ser imediatista é um erro muito grande.
- 40:08Então, eu apontaria que todas as vezes que a gente foi
- 40:11imediatista, a gente enfrentou uma dificuldade.
- 40:13E, graças a Deus, a gente conseguiu sair delas todas as
- 40:18vezes, mas seria isso. E os acertos aí... ter esse
- 40:22propósito muito claro. Não que você tenha que ter o
- 40:26mesmo propósito que o nosso, mas ser fiel ao propósito que
- 40:29você... E também não que você não possa
- 40:31mudar, adaptar, evoluir o seu conceito.
- 40:35Isso é um processo natural e orgânico.
- 40:36Mas é diferente quando isso vai acontecendo, você vai enxergando
- 40:39e isso vai se formando, do que quando você força, às vezes, um
- 40:45imediatismo, uma redução de custo, alguma coisa, para
- 40:48poder... simplesmente atender uma equação ali.
- 40:52Eu vi, inclusive, um vídeo, um meme, ontem, que é muito
- 40:57engraçado, assim, que é um... O metrô vem chegando, assim, e o
- 41:01metrô vem parando, aí ele vai e começa a empurrar o metrô,
- 41:04assim, e tal, e o metrô para, ele segura.
- 41:06Aí o metrô vai sair, ele começa a empurrar, o metrô vai saindo,
- 41:09assim, e ele empurra. Ele não tá empurrando nem
- 41:11parando nada, né? Ele tá ali fingindo, fazendo uma
- 41:13cena, e aí embaixo tem escrito, assim, né?
- 41:16Consultores e empresas, assim, né?
- 41:18Tipo... Por quê?
- 41:20Porque é muito peculiar, né? Então conheça esse negócio, não
- 41:25vai ninguém melhor que você para poder falar isso.
- 41:28Cuidado com os consultores que não vivem isso na prática,
- 41:32cuidado com os coaches, os vendedores de vento, de ar aí, o
- 41:37cara que está aí falando, pregando, mas nunca colocou
- 41:40nenhum produto no mercado, nunca... perseverou por mais de
- 41:44cinco anos com uma empresa, saiu justamente para montar.
- 41:48É diferente de um cara que é bem sucedido e tal, vai prestar esse
- 41:52tipo de auxílio. Isso é real, isso aí é digno, é
- 41:57justo, honesto. Agora, cuidado com isso.
- 41:59Porque esses caras são cheios de imediatismos, cheios de
- 42:02equações, cheios de sistemas aí que eles veem na teoria, que
- 42:08nunca aplicaram isso na prática e veem da teoria de outros
- 42:11lugares do mundo. E no Brasil isso aqui precisa às
- 42:14vezes de um ajuste fino, mas que vai fazer toda a diferença.
- 42:18Então acho que isso também é um erro você ouvir demais.
- 42:22Tem que ouvir as pessoas, mas tem que saber adaptar para a sua
- 42:25realidade que ninguém vai saber melhor que você que está ali
- 42:29Atrás do volante tocando. Então acho que é isso, né?
- 42:31Tem que clarificar, né? Exatamente.
- 42:34Tem que pegar a consultoria e dar uma clarificada, né?
- 42:37Ela tem que melhorar ali, tem que deixar mais limpinha.
- 42:40Exatamente. Busque consultores que já foram
- 42:43para o campo de batalha por um tempo ali, né?
- 42:46Senão não vale nada. A teoria só é validada com a
- 42:49prática, né? Perfeito.
- 42:51Eu acho que é isso. É, meus amigos, sensacional, né?
- 42:55É muito bom, o vendedor de vento.
- 42:57Olha, eu estou vendendo aqui esse saco cheio de vento.
- 43:01Muito bom, muito bom, muito bom. Você vê os coachs aí vendendo
- 43:05várias teorias, e assim, na verdade, muitas das vezes, o que
- 43:09eles falam, eu concordo, eu considero até como, não vou
- 43:14dizer certo a palavra, Mas o cara está falando sem
- 43:16propriedade porque ele não viveu, o cara começou a vender
- 43:19esse negócio aí de teoria, ele vai falando, é diferente de um
- 43:23cara que já apanhou. Total, totalmente.
- 43:26Diferente de um cara que já apanhou tentando, né?
- 43:29Então, assim, tomem cuidado, hoje em dia tem muito disso, vai
- 43:32ter uma consultoria, mas o que você fez?
- 43:34Qual era a empresa que você tocou, tocava ou toca?
- 43:37Quais são os seus produtos? Deixa eu ver eles aqui, deixa
- 43:40eu... Então, sim, por exemplo, até que
- 43:41há atrasos, porque a gente está com a coisa do KSB Academy, que
- 43:44é um projeto novo que a gente começou, que é justamente para
- 43:46dar esse tipo de auxílio para as outras empresas, as outras
- 43:50cervejarias, os outros interessados, seja você um
- 43:53aficionado ou um profissional, mas a gente está sempre
- 43:55respaldado, pô, pô, nós estamos falando hoje de New England IPA
- 44:00e a gente está ensinando sobre isso.
- 44:01Pô, lá no próprio site você tem um link que joga para o site da
- 44:04Koala que você compra uma New England IPA nossa e verifica
- 44:07você mesmo se você gostou ou não.
- 44:09Você não é obrigado a gostar. Às vezes você também não vai
- 44:11gostar. Mas a gente tem ali um produto
- 44:13real que é fruto do que eu tô falando.
- 44:16Eu não tô falando uma coisa assim que eu li num livro ou que
- 44:19eu ouvi alguém falando ou que eu acredito que seja verdade.
- 44:22Às vezes até é, mas eu tô só falando, né?
- 44:25Sim. Então é isso.
- 44:26É cuidado com os vendedores de vento.
- 44:28Maravilhoso. Muito bom.
- 44:30Gente, vou fazer uma camiseta. Vendedor de vento.
- 44:34Quer vender vento? Pergunte-me como.
- 44:36É, coach de vendedor de vento. Porra, caceta.
- 44:42Aí o mundo deu volta. Desenhe um ventilador assim, ó.
- 44:46Porra, muito bom, muito bom, muito bom.
- 44:52A gente queria encerrar esse programa do jeito que a gente
- 44:56gosta. Primeiro, agradecendo ao nosso
- 44:58convidado. Foi um prazer ter aqui.
- 45:00Porque o Gustavo, ele explica tudo com a calma, a
- 45:02tranquilidade. Não parece que ele está há doze
- 45:04anos no mercado cervejeiro. Porque a pessoa que está há doze
- 45:07anos no mercado cervejeiro está careca, está velha, está
- 45:11aborrecida. Não, o cara lá, porra...
- 45:13Eu já tô, cara. Ah, o tipão, o bonezão aí, o
- 45:16maior bilha azul. Porra, a barba feita, bonita.
- 45:19O cara tá aí, ó, vendendo tranquilidade, ainda tocando o
- 45:22segundo negócio. O cabelo desceu.
- 45:26É isso. Mas, enfim, então eu queria
- 45:28agradecer demais os ensinamentos que você trouxe aqui sobre a
- 45:31koala, sobre o mercado. É meio uma coisa assim, não
- 45:33acredita em mim, não, né? Tipo, não acredita em mim,
- 45:36acredita naquilo que você sabe que vai dar certo pra sua
- 45:39empresa. Isso aí.
- 45:40Bem isso. É um pouco isso.
- 45:42Eu tenho umas questões assim, quando eu falo um negócio, falo,
- 45:44ó, funcionou pra mim assim, mas não acredita em mim, não.
- 45:47Vai fazer do teu jeito aí. É isso aí.
- 45:49Então, muito obrigada, Gustavo. Foi sensacional.
- 45:52Eu que agradeço aí a participação, a oportunidade.
- 45:55Foi ótimo. Sempre que quiserem, estamos aí
- 45:57abertos pra bater, principalmente esse tipo de papo
- 46:00aí, que é sobre o que a gente acredita, sobre o que a gente
- 46:03faz. Muito bom.
- 46:04Estão convidados novamente, vocês e todo mundo que está
- 46:07assistindo, pra... Passar na nossa fábrica,
- 46:09sexta-feira, bater um papo com a gente, tomar uma cerveja, molhar
- 46:14a palavra, igual a gente fala, e beber direto do tanque lá e
- 46:18sempre bater nesse papo bom que a gente gosta de bater aí.
- 46:21Perfeito. É muito legal mesmo.
- 46:23Muito obrigado, Gustavo. Cara, adorei.
- 46:25Papo super claro, super tranquilo.
- 46:27Muito obrigado mesmo pela sua manhã, pelo seu tempo.
- 46:30Valeu, obrigado. É isso, pessoal.
- 46:32A gente encerra o programa do jeito que a gente gosta,
- 46:34agradecendo aos nossos mecenas que nos ajudam a manter a
- 46:36independência criativa do Surra de Lúpulo.
- 46:39Aqui de cara, o pai do Pedro, Maurício Katchouk.
- 46:43Será que eu tô aprendendo a falar o nome dele?
- 46:44Aprendeu! Otávio Augusto, Bárbara Soares,
- 46:50Cleitão Gonçalves e Gleicin. Gleicin Silveira, nosso querido
- 46:53amigo do Balcão Trezentos e Sessenta.
- 46:55É isso, Leandro. E o que a gente fala no final do
- 46:58programa? Vamos ver se você lembra.
- 47:00É, até semana que vem, algo assim, mais ou menos.
- 47:02É isso. Eu tenho que acertar uma vez ou
- 47:05outra. Uma vez ou outra você tem que
- 47:07acertar. É isso, meus amigos.
- 47:09Então, até semana que vem. Beba local.
- 47:19Beba com moderação. Este podcast foi editado por
- 47:30Play Audios.