Latest / O Aviário Podcast · by PPGVET / Dr. Guilherme Rodrigues do Nascimento: Nutrição das Aves no Nordeste | Ep. 76
Transcript
- 0:00Hoje eu me encontro no semiárito, Bahia, e tem
- 0:05inúmeras pesquisas aqui com luminantes, com não
- 0:08luminantes das alternativas alimentares que nós temos,
- 0:13né? Olá, pessoal. Obrigada
- 0:24por estarem acompanhando mais um Aviário Podcast.
- 0:27Bem -vindos, bem -vindas. Eu
- 0:28sou Catarina Estefanelo, e hoje eu volto a rever um
- 0:32ex -colega que fazia tempo que eu não via, né? Hoje
- 0:35eu converso com o professor Guilherme Rodrigues
- 0:39Nascimento. O Dr. Guilherme
- 0:41é exotecnista, formado pela Universidade Federal de
- 0:45Pernambuco, mestre em engenharia agrícola pela
- 0:48Unicamp, doutora exotecnia pela Universidade Estadual
- 0:52de Marigá. E atualmente ele é professor
- 0:54do Instituto Federal Baiano, canto santa -indês na Bahia.
- 0:58Obrigada Guilherme por aceitar o
- 1:00nosso convite pela disponibilidade. Conta
- 1:02para o pessoal um pouco da sua história na AviCultura,
- 1:05como tem cito o seu trabalho atualmente aí. Eu
- 1:08quero agradecer o convite, fico muito honrado pelo
- 1:10convite, e parabenizar o programa, os episódios que
- 1:17tem muito bom. Parabéns, ali. Bem,
- 1:21minha trajetória na AviCultura começa na
- 1:23graduação. Eu tinha um plano, um desejo
- 1:28enorme de trabalhar com a área de criação de camarão,
- 1:32e na graduação acabei já envolvendo pesquisa com a
- 1:37AviCultura, e daí gostei e fui durante minha graduação
- 1:41toda, consegui trabalhar com a AviCultura com projetos
- 1:44de iniciação científica, trabalhando dentro do
- 1:50campus, uma AviCultura dentro do campus em
- 1:53projetos. Tive muitas oportunidades, e
- 1:56agradeço que eu fiz algumas pesquisas. Inclusive
- 2:03eu cito para os meus alunos que eu fiz o método
- 2:05Cibaldi, que a gente vê só nos livros, e a gente
- 2:09conseguiu desenvolver esse método dentro da
- 2:11instituição. São coisas que me capacitaram,
- 2:15e depois fui tentar fazer o mestrado, e consegui
- 2:18passar no mestrado na Unicamp, e aí foi outro
- 2:22desafio, trabalhei com a Engenharia Agrícola, com a
- 2:27professora Irene Zanais, foi minha orientadora, e de lá
- 2:30foi uma área totalmente diferente das outra
- 2:33equilíadas. Uma área de muito cálculo,
- 2:36muita modelagem, foi um ano e meio de mestrado, um ano
- 2:42e meio que a gente produziu bastante,
- 2:45desenvolveu muitos projetos dentro de incubatórios, nós
- 2:49trabalhamos dentro de galpões, com ambiência, com
- 2:53medidas de temperatura superficial, então tinha uma
- 2:56linha de pesquisa muito boa lá, com a temperatura
- 2:59superficial das aves, do ambiente ao entorno das
- 3:02aves, e nisso a gente conseguiu trabalhar com a
- 3:05lógica fãs, uma lógica matemática, e definimos,
- 3:10criamos um índice de conforto térmico baseado nas
- 3:15temperaturas superficiais das aves, do seu entorno, então
- 3:19isso me trouxe muito conhecimento, eu agradeço
- 3:22muito aquela equipe, como ela fala, um equipe
- 3:25multidisciplinar, trabalhei com exotequinistas,
- 3:28veterinários, advogados, engenheiros de produção,
- 3:32então tinha tudo na equipe, então foi muito vantajoso
- 3:36para mim. Trabalhei com a professora Alice
- 3:38Muracame, na Universidade Estadual de Maringá, e foi
- 3:43um desafio para mim também, está tão longe de casa, eu
- 3:47que sou de Pénubuco, está no Paraná, moro lá há mais
- 3:51de três anos, e também uma fazenda estrutural, um
- 3:56galpão estrutural com mais de 80 boxes experimentais,
- 4:00então isso me capacitou muito para a área que eu
- 4:03atuo hoje, como docente de avicultura, e sempre falo
- 4:08para os meus alunos, para a minha equipe, meu grupo
- 4:11de estudo, que a gente tem que sair da zona de
- 4:13conforto, então foi um desafio para São Paulo, foi
- 4:17um desafio maior ainda, mudar de São Paulo para o
- 4:19Paraná, isso tudo longe da família, então tudo isso
- 4:23veio para me formar e capacitar como docente hoje
- 4:27que sou na área de avicultura e outras áreas.
- 4:34Alga Prime DH da Corbion, o
- 4:37Omega 3DHA, a base de algas para o enriquecimento
- 4:40de ovos com DHA de maneira sustentável. Adicioná
- 4:43-lo às rações, está mais fácil do que nunca. Acesse
- 4:46direto a fonte original de Omega 3DHA e aproveite
- 4:50todos os benefícios, é melhor para o planeta com
- 4:53impacto zero nos oceanos e baixa pegada de carbono, e
- 4:56é fácil de usar, a biomassa de algas altamente
- 4:59concentrada é adequada para múltiplas aplicações. Saiba
- 5:03mais em Corbion .com. Eu queria aproveitar, Guilherme,
- 5:09para conversar um pouco contigo, dessa época do seu
- 5:12mestrado, que vocês trabalharam com termografia,
- 5:15com ambiência na avicultura, e vocês trabalharam com
- 5:20índice, com criação de índice de conforto térmico,
- 5:24avalhando a temperatura superficial das aves. Então
- 5:27acho que conta um pouco para nós da importância
- 5:29dessa avaliação, como isso foi desenvolvido por vocês.
- 5:34Ótimo. Na verdade, quando cheguei
- 5:37na Engenharia Agrícola, fui pelo currículo da professora
- 5:42Irenilza, por tudo, que eu já tinha ouvido falar, e
- 5:45pelos livros que a gente lia, e quando cheguei lá,
- 5:49o desafio era trabalhar com essa câmera termográfica. Na
- 5:54época era 2010, então na época era uma tecnologia
- 5:58recente, era um equipamento caro, então eram os
- 6:02primeiros testes. Então a gente conseguiu fazer
- 6:05vários modelos, nós trabalhamos dentro de
- 6:08incubatório, conseguimos ver a variação da temperatura
- 6:10superficial do ovo, de acordo com a posição dentro
- 6:14da incubadora, a plateleira de cima, a plateleira do
- 6:18médio, a plateleira de baixo, e como tema da
- 6:23minha discertação, que foi a ambiência na avicultura,
- 6:27nós trabalhamos com medidas de ambiente, de qualidade
- 6:33do ar, dentro dos galpões, e correlacionamos com essa
- 6:36temperatura superficial. Então,
- 6:39uma imagem superficial de uma ave, você consegue
- 6:42tirar uma temperatura média superficial da área que se
- 6:46coberta com pena, e da área que não é coberta por
- 6:49pena. Então, diante disso, a gente
- 6:52conseguiu criar um modelo fãs matemático, que é
- 6:57chamado de modelo nebuloso, mas que é uma tecnologia
- 7:00que você acaba criando intervalos, criando
- 7:05intervalos de conhecimento e isso alinhado a outros
- 7:10índices de conforto, que já são habitualmente utilizados,
- 7:13índices de temperatura, de globo negro, nós conseguimos
- 7:16correlacionar esses índices de ambiência, junto com as
- 7:20temperaturas superficiais da ave, e trabalhando também
- 7:26com modelagem, nós conseguimos ver as
- 7:29correlações, com a temperatura curtina, de
- 7:36piso, então, foram parâmetros que nós
- 7:40avaliamos, e eu digo que naquela época era uma
- 7:44tecnologia recente. Hoje a gente já tem as câmeras
- 7:48termográficas que fazem filmagem, que podem ser
- 7:51adaptadas, naquela época a gente já falava que elas
- 7:53poderiam ser adaptadas dentro do esgalpões, e
- 7:57predizer uma situação de estresse, de ambiente, de
- 8:02estresse térmico, principalmente. Então,
- 8:06foi uma ferramenta nova e que a gente se debruçou
- 8:09sobre ela, e a partir daí foram desenvolvidos outros
- 8:13trabalhos, também com o uso da câmara termográfica.
- 8:17Então, foi um desafio para mim, e
- 8:20como a professora falava na época, que não era qualquer
- 8:24zotequinista que queria chegar nessa linha de
- 8:29pesquisa, porque tem muitos cálculos, eu tinha que
- 8:31descobrir a área, por exemplo, calcular a área
- 8:34superficial da ave, calcular a área superficial do ovo,
- 8:39então a gente usou modelos matemáticos de 1960, de 70
- 8:43para medir a superfície, predizia a quantidade de
- 8:47calor que a ave ou ovo perdia em quantificar essa
- 8:56perda de calor. Então, foram desafios que eu
- 9:01gostei na época, mas eu não quis entrar no
- 9:04doutorado com isso, tinha oportunidade também de
- 9:07continuar no doutorado, mas aí foi quando eu decidi
- 9:09voltar para a área de nutrição, mas essa área de
- 9:11ambiência, posso dizer que ela abriu portas durante
- 9:15esse período que eu estava lá, então dei algumas
- 9:17palestras, demonstrei essa tecnologia, então foi uma
- 9:22área muito importante, que para nós doutoros
- 9:27tequinistas pode parecer uma coisa meio fora da
- 9:31caixinha, mas que é uma realidade hoje, o que se
- 9:35perde em dinheiro, com questões de ambientais, é
- 9:39significante. É, o legal, o vejo, tudo
- 9:44isso, como a própria Ficultura é multidisciplinar,
- 9:48todas as áreas conjuntas, umas tecnologias elas
- 9:52evoluíram, e eu acho que principalmente o fato de
- 9:56nós estarmos cada vez mais falando mais sobre a
- 9:59ambiência, na época que vocês começaram essas
- 10:03pesquisas, elas foram extremamente inovadoras, e
- 10:07elas foram talvez um caminho inicial para que se
- 10:09pudesse falar mais sobre a ambiência dele hoje, nós
- 10:13estarmos falando muito mais, acho que isso é bem
- 10:16importante. Guilherme, indo para sua região
- 10:20nordeste, o nosso país tão grande do jeito que ele é,
- 10:25tão diverso em clima, em culturas e também em
- 10:29alimentos, ingredientes, tem algo que poderia ser
- 10:33interessante ser mencionado, que são os ingredientes
- 10:36disponíveis para alimentação de águias, em especial, eu
- 10:40gostaria de aproveitar sua presença para pedir para
- 10:43você falar sobre os ingredientes alternativos,
- 10:46que são disponíveis aí na região do semiárido e
- 10:50potencial que eles têm. O interessante, a gente acaba
- 10:59dizendo que a Zotecnia só trabalha com alimentos
- 11:02alternativos, mas é uma gama de alimentos tão
- 11:05grande que não tem como a gente não trabalhar, se não
- 11:08for a gente não tem outra área profissional que vai
- 11:11trabalhar com isso para ver essas alternativas. Eu
- 11:15tive muita sorte, Catarina, na minha graduação também,
- 11:18como os projetos que eu participei durante a
- 11:20graduação, de conhecer vários ingredientes. Então,
- 11:26desde a época da graduação, a gente já trabalhava com
- 11:28farélo de algodão, nós trabalhávamos com quilhera
- 11:33de arroz, então eu consegui um pouco desses alimentos
- 11:37alternativos, conheci um pouco de cada um, também
- 11:42quando eu fiz o meu doutorado em Maringá, e no
- 11:45meu pós -doque, a gente trabalhou com moringa, que
- 11:48é uma planta que nem imaginava que ela poderia
- 11:52ser como alternativa alimentar para as aves,
- 11:54então aves a gente nunca acha que tem que ser
- 11:57grãos, mas nós fizemos um trabalho muito interessante
- 12:00aqui no Nordeste com a folha da moringa, e como
- 12:04pigmentantes natural da carcaça, da gema do ovo,
- 12:08então são alimentos alternativos que a gente
- 12:11vai conhecendo ao longo da região que a gente está.
- 12:13Hoje eu me encontro no Semiário,
- 12:15no Bahia, e tem inúmeras pesquisas aqui com
- 12:20ruminantes, com não -uminantes das alternativas
- 12:23alimentares que nós temos. Então,
- 12:29algaroba que é um ingrediente que você imagina
- 12:32só para ruminantes, nós fizemos pesquisa com aves e
- 12:36a gente consegue incluir na ração de framos de cortes
- 12:39industriais, reduzindo baratianos custos, com a
- 12:44ração. Nós temos a própria moringa, a
- 12:48algaroba, como eu falei, a palma tem, consegui
- 12:56trabalhar também na minha graduação com a palma, e a
- 12:59alfarelo de palma tem muitas alternativas, apesar
- 13:02de ter uma produtividade pequena, mas dependendo da
- 13:06região, você é a única plantação que tem aqui a
- 13:09palma. Então, o alfarelo de palma é
- 13:11conseguir consorciá -lo com outro alimento alternativo,
- 13:16com a algaroba, por exemplo, no último trabalho
- 13:18que a gente fez. A gente conseguiu unir o
- 13:21potencial desses dois ingredientes como
- 13:23alternativas para alimentação de framos de cortes,
- 13:27fizemos um ensaio de gestibilidade e um
- 13:29desempenho. São alimentos que a gente acaba
- 13:33conhecendo aqui, então hoje eu me encontro no Instituto
- 13:37Federal, e o Instituto Federal trabalha diretamente
- 13:41com biólogos, com físicos, com químicos. Nós
- 13:44não temos um departamento por área, então nós temos
- 13:47um departamento só para todos os professores, e a
- 13:49gente acaba tendo essa proximidade. Trabalho
- 13:53com o pessoal da biologia, de botânica, então eles são
- 13:57daqui da região e conhecem todo o potencial vegetal
- 14:01que a gente tem, então a gente acaba utilizando esses
- 14:03alimentos. Hoje aqui tem uma linha de
- 14:05pesquisa muito grande com licuri, não sei como é que
- 14:09chama aí na região de vocês, no Rio Grande do
- 14:11Sul, mas o licuri é uma palmeira que é muito comum,
- 14:17aqui você olha para os montes, só tem essa
- 14:20palmeira, e sempre verde, sempre produtiva, então
- 14:24produz um corpo, produz um óleo riquíssimo e bastante
- 14:30comercial, esse óleo que você pode introduzir na
- 14:35dieta animal e trazer os benefícios para a saúde
- 14:40desses animais. Então a gama aqui é enorme e
- 14:44nós temos professores aqui trabalhando com a área de
- 14:48ruminantes, e também trazendo todo esse potencial
- 14:51dessa vegetação aqui do semiárim, que é uma
- 14:56vegetação resistente, a maior parte do ano seco,
- 15:01mas são perênis quando tem uma chuva, quando tem uma
- 15:06época de bastante água, ela responde bem essas culturas.
- 15:13Professor Ileme, eu queria te
- 15:15perguntar um pouco mais sobre esses resultados, mas
- 15:18principalmente talvez a importância que esses
- 15:21ingredientes, ou que muitas vezes os próprios produtos
- 15:26que a gente vai conseguir gerar com esses produtos
- 15:28principais, a importância que eles têm aí para o
- 15:31desenvolvimento regional de vocês, como que isso está
- 15:36acontecendo? Isso, Dresgrandis, objetivos nossos
- 15:44hoje, a área extensiva mesmo, nós capacitamos aqui
- 15:49pequenos produtores, nós trazemos esse conhecimento
- 15:52que esses pequenos produtores têm, do
- 15:55conhecimento deles, da região, do que responde, do
- 15:59que os animais têm boa resposta. Eu
- 16:03vou te dar um exemplo da última pesquisa que a gente
- 16:05fez, nós trabalhamos com a Mêndoa do Licorí, como um
- 16:12aditivo na ação, nós incluímos em torno de 1 %
- 16:17a 2 % na ação como um aditivo, e ela altera a
- 16:22composição da fibra, a estrutura da fibra da
- 16:26carne. Então, nossos testes de perda por
- 16:31coxão, a medida que a gente aumenta esse licorí,
- 16:34ele retém essas perdas, então são resultados assim
- 16:40que imagináveis, a gente imagina um aditivo ali para
- 16:44a saúde, mas que ele tem interferência na fibra
- 16:47muscular, na retenção de água. Então,
- 16:51para a gente são descobertas, na verdade são
- 16:55descobertas. Nós trouxemos um equipe de uma
- 16:58universidade grande aqui da região, que veio fazer
- 17:02esses testes, e ficou admirado com os resultados,
- 17:06então são coisas que a gente tem que descobrir
- 17:09ainda para investigar. Trabalhei
- 17:12também na produção de codornas, e não tinha na
- 17:20literatura nada que evidenciasse a utilização da
- 17:24codorna para a pigmentação da carcaça de codornas, por
- 17:29exemplo. Então, nós conseguimos aqui, apesar
- 17:35de pouco investimento que a gente tem, o pesquisa fosse
- 17:38tratado de universidades que não tem pós -graduação,
- 17:42então a gente acaba tendo uma limitação um pouco na
- 17:45pesquisa, mas a gente consegue ter uma base, e a
- 17:49gente que vende universidades, eu que vendi
- 17:51universidades tão grandiosas, a gente consegue aplicar
- 17:55essas pesquisas e trazer resultados e potenciais.
- 17:59Então, a gente está encontrado com
- 18:02universidades que tem pós -graduação e acaba colocando
- 18:04tudo junto no projeto, que cubra todas as instituições,
- 18:10para mostrar essa potencialidade da região, de
- 18:13produtos que a gente não conhece. Eu
- 18:16digo a você que tem uma gama ainda para conhecer, e
- 18:20aí a gente vai conhecendo com o professor da
- 18:22bibliologia, que é da região, que vê
- 18:26potencialidade em uma tal planta, e a gente vai
- 18:30investigar ainda, muita coisa ainda. Legal,
- 18:34muito legal essa parte, dos indigentes, que às vezes
- 18:39não são mais nem alternativas, eles já são
- 18:42uma realidade de uso, mas sempre quando a gente
- 18:45começa a estudar algo novo, tem vários desafios.
- 18:50Provavelmente junto a tudo isso, e até
- 18:52pela característica de vocês terem ensino técnico e
- 18:55superior, você provavelmente desenvolve vários projetos
- 18:58de extensão. Eu queria que você nos
- 19:01contasse um pouco como os projetos de vocês podem ser
- 19:08úteis e ser aplicados para a capacitação de produtores,
- 19:13desenvolvimento local, até para dar ideias para outras
- 19:17pessoas que estão escutando sobre a questão dos
- 19:20projetos de extensão e da capacitação também de
- 19:23cultura. Ótimo, eu nunca imaginei trabalhar
- 19:29com extensão tanto como eu trabalho hoje, como a gente
- 19:32trabalha hoje. E dentro dos institutos, é
- 19:39uma característica dos institutos. Aqui,
- 19:44Catarina, é interessante que eu dou aula para o técnico
- 19:46e esotecnia, e para a graduação e esotecnia. Nós
- 19:50temos os níveis de formação, e a gente vê
- 19:53alunos técnicos e esotecnia, querendo fazer a graduação
- 19:55e esotecnia, e isso é muito gratificante. Todos
- 20:02esses alunos se envolvem nesses tipos de projetos de
- 20:05extensão, porque a gente vai até o produtor, a
- 20:09gente vê como eles produzem, a gente não chega
- 20:13lá dizendo que está tudo errado, então a gente chega
- 20:15lá com a nossa humildade dizendo que tem formas
- 20:19recomendadas de criar, e tem condições que eles
- 20:23mesmo podem incluir tecnologias, pequenas
- 20:25tecnologias que eles podem incluir. Então,
- 20:28assim que eu cheguei aqui em 2017, eu fiz um projeto
- 20:30de extensão no qual eu criei 200 aves caipiras,
- 20:36daqui no campus, e eu trouxe o pessoal dos
- 20:41assentamentos. Aqui tem vários assentamentos
- 20:43rurais, então esse pessoal do assentamento vinha toda
- 20:46quarta -feira até o campus, então ele conhecia a nossa
- 20:50estrutura, conhecia nossos cursos, e conhecia o método
- 20:55de criação, como eles viram criar essas águas. Então
- 20:57eles foram acompanhando alojamento, manejo,
- 21:01formulação de ração, então é que ensinava formulações
- 21:05para pequenos produtores, rações com os ingredientes
- 21:09principais, como eles poderiam comprar esses
- 21:11ingredientes e quantidades e barater o custo deles.
- 21:16Também ensinamos a eles a manter
- 21:18um piquete com alimentação alternativa, precisando de
- 21:22mais. Após sair do confinamento, terem
- 21:25acesso a esses piquetes, que eles também reduziriam
- 21:28no custo da ração e no valor final da área, e no
- 21:34final, quando deu os 90 dias de criação, eles foram
- 21:39para esses assentados, eles foram capacitados como fazer
- 21:44o abate para comercialização dessas águas, para agregar
- 21:50valor a essa carne, então eles trabalharam com
- 21:52nuggets, com processados, então já com o pessoal da
- 21:57área de alimentos, que aqui também oferta o curso
- 21:59técnico em alimentos. Então foi uma grande integração
- 22:03ali de várias formações para ensinar o produtor de
- 22:07um dia, criava de um dia até o processamento da
- 22:11carne, até subprodutos que ele poderia ali
- 22:14comercializar. Então foi um grande projeto
- 22:17mesmo, movimento bastante aqui. Já
- 22:21no ano seguinte, o que eu fiz foi diferente, que a
- 22:24gente conheceu os assentamentos rurais, então
- 22:26a gente fez dentro do assentamento esse curso,
- 22:29então mesmo o curso, só que dentro do assentamento
- 22:32rural. Então a gente escolhi o produtor,
- 22:35aquele que tinha mais afinidade com a agricultura,
- 22:40que infelizmente são poucos, não são muitos, mas aqueles
- 22:44que tinham mais afinidade com a agricultura, e a
- 22:46gente fazia o curso lá dentro da propriedade, então
- 22:49a gente fornecia as aves, fornecia a ação, ensinava a
- 22:53fazer o controle desses animais, controle sanitário,
- 22:56todo tipo de manejo, e no final para eles verem
- 23:00dentro do assentamento rural que é possível, então eles
- 23:03já começaram a melhorar os galinheiros, começaram a
- 23:07melhorar os piquetes, todo isso traz motivação para
- 23:12eles começarem a criação. Então
- 23:14eles que eram grandes consumidores passaram a ser
- 23:17produtores, então isso tem alegrado bastante a gente
- 23:21aqui no nosso projeto de extensão. Depois
- 23:25eu hoje em dia eu trabalho mais com codornas, então
- 23:28também não só criar, mas beneficiar o ovo da codona,
- 23:34fazer conservas, então criar produtos regionais para que
- 23:38eles possam ter essa fonte de renda alternativa. E
- 23:44o que que você me avasiou assim, talvez um pouco de
- 23:48você, ou nessa região específica que você está,
- 23:52Guilherme, que tipo de produção ela está
- 23:55desenvolvendo mais, ou ela está sendo mais atendida
- 23:59pelos projetos, enfim, o que que está crescendo mais
- 24:02na região de vocês? Sim, a criação Caipira é o
- 24:07carro chefe, só que nós também, Cadarina, assim,
- 24:12pelo conhecimento que eu tenho da agricultura
- 24:14industrial, a gente tenta unir de alguma forma as
- 24:19duas culturas, então eu já fiz um projeto aqui que é
- 24:24uma criação agroecológica de frangos industriais, então a
- 24:26gente consegue fazer isso, o produto ele tem menos
- 24:30tempo para comercializar o produto, então eles se
- 24:34agradam muito, então é uma ave criada solta, ela não
- 24:39é 100 % confinada, melhora a característica de carne
- 24:44que a gente sabe, melhora a questão de investir em
- 24:47animal, produção de ovos também, com acesso a
- 24:52piquetes, com alimentação, com tratamentos
- 24:56fitoterápicos, então tudo isso é uma gama de ações
- 25:01que a gente tem feito dentro do instituto, né,
- 25:04nos nossos modelos de criação, então a gente
- 25:05abandonou Gaola, não produzimos mais nada em
- 25:10Gaola aqui dentro da instituta, tanto na
- 25:13agricultura como na sua inocultura, e tentamos
- 25:16replicar esse modelo para o pequeno produtor, então já
- 25:22cheguei em Galpões que só criavam fechado e não, eles
- 25:25podem ter acesso ao piquete, colocar um
- 25:28alambrado, vamos medir a área aqui, vamos plantar
- 25:31alguma coisa para que seja alimentação alternativa, e
- 25:35que você consiga reduzir o consumo de ração, enlustriar
- 25:39e beneficiar o bem -estado da ave e os custos com
- 25:45produção, que a gente sabe que a ração é o grande
- 25:49vilão aí da produção. Sim, e o interessante também é
- 25:54a extensão, né, a forma que a gente utiliza ela,
- 25:58né, que no fim das contas é uma troca de experiência,
- 26:00eu vi antes você dando o exemplo ali das atividades
- 26:04que vocês fizeram junto com esses novos produtores, né,
- 26:07acho que todos se ajudam e todos melhoram juntos, isso
- 26:11é muito interessante da extensão. Bom,
- 26:15professor Wilherme, para finalizar, a gente tem uma
- 26:19pergunta padrão do podcast, que seria basicamente a
- 26:22seguinte, né, na sua opinião, o que que
- 26:25diferencia um profissional de sucesso na ave e
- 26:28cultura? Ok, eu assim, né, eu acho,
- 26:34acredito para mim, que a gente tem que sair da
- 26:37nossa zona de conforto, né, eu saio algumas vezes, como
- 26:42eu tinha feito bastante pesquisa na minha graduação,
- 26:45então já estava certo, me fazer mestrado do donado
- 26:49dentro da mesma instituição, mas eu disse, não, eu
- 26:52tenho tanta universidade boa por aí, tanta coisa para
- 26:55conhecer, eu quero ir para fora e aí fiz contato com
- 26:59o Vissosa, fiz contato com a Unicamp e graças a Deus
- 27:03deu certo e também eu falo assim, no meu mestrado, eu
- 27:08estava com um doutorado engateado lá, ainda tenho
- 27:10esse e -mail hoje dizendo que meu mestrado que ia
- 27:12virar do doutorado para continuar um doutorado
- 27:14direto, mas eu falei, não, aqui está muito confortável,
- 27:18vou para o Paraná, conhecer a universidade, né, a
- 27:23Estradual do Maringá e conhecer o sistema de
- 27:26criação lá, onde a ave e cultura é tão grande, né,
- 27:30tão grandiosa, então, quero ir para lá, então, a zona
- 27:33de conforto é perigosa, então esse é o profissional
- 27:46de sucesso e para mim é uma característica
- 27:50profissional de sucesso, né, então, é sair da zona de
- 27:54conforto, mesmo se desafiar, vai ser difícil, parece
- 27:58impossível, mas só tentar e ter confiança no seu
- 28:04trabalho, né, que vai dar certo. Muito
- 28:07bem, eu também fiz igual você, sair da minha zona
- 28:10de conforto, fui informar em várias universidades
- 28:13diferentes e acho que hoje me ajuda bastante pelas
- 28:16experiências que a gente vive e pelas pessoas que a
- 28:20gente conhece também, no estado do todo. Pois
- 28:23é, de comparação. Professor Guilherme, obrigada por
- 28:28aceitar nosso convite, né, por todas essas histórias
- 28:31que você nos contou, as novidades, as explicações,
- 28:35quero deixar um espaço final para você deixar uma
- 28:38mensagem para as pessoas que nos acompanharam até
- 28:41agora. Eu que agradeço, agradeço os
- 28:45ouvintes, espero ter contado um pouco da minha
- 28:50experiência com a vicultura, que desde o momento que eu
- 28:53comecei e me apaixonei e até hoje eu não largo a
- 28:57vicultura de gente nenhum, então agradeço os ouvintes
- 29:13e espero ter contribuído a uma formação de vocês, de
- 29:17toda disposição também, qualquer contato, mais
- 29:22diálogos. E agradeço você, Catarina,
- 29:25também, a equipe pelo convite. Nós
- 29:28o que agradecemos, quero agradecer também as pessoas
- 29:31que nos acompanharam até agora, espero que tenham
- 29:33aproveitado e a gente se vê em uma próxima, uma
- 29:36próxima gravação.