Latest / Surra de Lúpulo / Artesanal, especial ou independente? Como chamar a cerveja. Papo com Bia Amorim e Henrique Boaventura | Surra #219
Transcript
- 0:08Epa Condriaca apresenta... Surra
- 0:14de Lúpolo! Oi, pessoal! Bom
- 0:16dia, boa tarde, boa noite! Eu
- 0:19sou Ludmilla, mais conhecida no Instagram. Comem,
- 0:21Paca Condriaca! E no programa de hoje, meus
- 0:24amigos. E alguns não vão falar desses
- 0:26assuntos que me deixam acordada em algumas noites,
- 0:30sabe? Como a gente deveria nomear,
- 0:33chamar as cervejas e cervejarias que não são as
- 0:37mainstreaming. Ter uma nomenclatura é
- 0:40importante. Enfim, pra esse debate filosófico
- 0:44etílico, chamamos dois dos nossos participantes mais
- 0:48recorrentes. No canto esquerdo... Bia
- 0:53Morim, que é somelhinha de cervejas, mãe de um
- 0:57adolescente músico, inclusive. Filosofa
- 0:59de boteco, professora, público -chair da Farofa
- 1:01Magazine, autora e organizadora do Livro da
- 1:03Somelheria. Ela tá lá na Somelheria da
- 1:06Mbier também. Enfim, ela é uma mulher foda,
- 1:09sinista. Ela aqui com quatro
- 1:11participações, sendo uma das pessoas que nos aturou
- 1:14desde os primeiros programas. Ela
- 1:16tava lá no programa, usava o número 3. É
- 1:18uma guerrinha. E do lado direito, tá em
- 1:22Rick Boa Ventura, que é porra. Podicásteer
- 1:25no Braçagem Forte, quase um podicásteer, irmão. O
- 1:27cervejeiro caseiro, nível hard, juiz nacional, beijato
- 1:30CP. E enfim, de acordo com uma
- 1:32anotação minha antiga aqui, é o mais novo médico
- 1:35cervejeiro do pedaço. Porque a gente sempre fica
- 1:37perguntando pra ele, doutor, pode ir, pode ir aquilo?
- 1:40Com sete participações. Então,
- 1:42doelo de gigante, gigante. Então,
- 1:45o que eu posso dizer pra vocês é briguem. Eeeeeee...
- 1:55Paiiiiii... Princadeiro. Antes de pedir que a nossa
- 2:02convidada e o nosso convidado dê um alô, a
- 2:05gente tem o prazer de informar que esse programa
- 2:06é oferecido pelo nosso Messenas Empresarial
- 2:09Cervejaria USA. Sá, se você não conhece
- 2:12cervejas da cervejaria USA, entre no site deles, www
- 2:16.servejariauk .com. Agora sim, Bia e Henrique,
- 2:25primeira Bia, por favor, dê um alô pra galera,
- 2:27rememorar essas vozes já tão conhecidas da nossa
- 2:29audiência. Ai, pessoal, tudo bom. Bia
- 2:33morinha aqui, de novo. Alô, Lói, tem Henrique Boaventura
- 2:37aqui. Indiferente do nome, no final das
- 2:39contas, deveria ser só cerveja. Olha,
- 2:42eu sigo um pouco essa linha aí. Bem
- 2:45-vindos de volta, que saudade gravar com vocês,
- 2:48Bia e Henrique. Nossa, muita saudade mesmo. E
- 2:51eu sou Leandro, mas hoje vocês podem... Eu
- 2:53pensei em tanta coisa, porque eu falei, eu já
- 2:54mudo de nome a cada programa. Então,
- 2:56praticamente seria esse programa, que eu poderia
- 2:58mudar de nome a cada programa mesmo. Mas
- 3:00não, eu lembrei de vagabondo. Me
- 3:02chamam de vagabondo. Te chamam, não problema. Essa
- 3:05é a nomenclatura que você escolheu pra você no debate
- 3:07de hoje. Ah, ah, ah, ah. Tempos
- 3:09modernos, Charlie Chaplin, trabalhando lá na
- 3:11industrialização. Vagabondo. Agora eu peguei a
- 3:15referência. Pera, sim. Agora
- 3:17peguei. Gente, eu não tenho a menor
- 3:18condição de gravar podcast com Leandro. A
- 3:21minha quantidade de referência, ela é menos
- 3:23100. A dele é 1 milhão. Eu
- 3:26acho incrível. Ele foi bem longe e ele voltou
- 3:28magistralmente. O Leandro, ele cria mais
- 3:31nomes do que a gente faz Naipas no Brasil. Difícil,
- 3:35hein? Caralho, e no final é tipo uma
- 3:37Naipa. É tudo a mesma merda, né?
- 3:39Não, é sempre você, né? A
- 3:42base sempre você. A base é sempre você. Samudo
- 3:48dry -hopping. É, isso é Samudo Luplo. É,
- 3:51vamos lá. Vamos continuar. A
- 3:52gente já começou bem, meus amigos. Maravilhoso.
- 3:56Viu porque eu tava com saudade? Olha
- 3:58só, a gente bate esse papo aqui tomando alguma coisa.
- 4:01Bia, o que você vai beber por
- 4:02aí? Vou tomar um copo gigante de
- 4:05água aqui, no copo da Paul Lanner. Respeitável.
- 4:08Mas eu também trouxe uma pequena dose de um whiskey,
- 4:14um single malt. E... Ah, vamos ver, acho que
- 4:17vai durar até o final. E é calboaí, né? Sequinha
- 4:20ali, hein? Irra! Falo diretamente de Ribeirão
- 4:24Preto, obrigado. E você, Henrique? Eu,
- 4:29como sempre, eu tô aqui com oferecimento da rede de
- 4:32distribuição de água Corsã, aqui no Rio Grande do Sul,
- 4:34bebendo minha água. Mantei -lhe hidratado com a
- 4:37garganta funcionando até o final do programa. Boa.
- 4:39Boa. Lud, você. Cara,
- 4:41eu tô cada dia mais frouxa, tô aqui com a
- 4:43minha pouso alto. Patrocina nóis, pouso alto. Aguinha
- 4:48também. Agua importante. E
- 4:50você, dama e o vagabundo do Charlie Chaplin.
- 4:56Dividindo o macarrão com alguém. Tá
- 4:58bebendo o quê? Eu vou beber água, vou seguir
- 5:03na água, porque assim, como a Bia chegou muito com o
- 5:06pé na porta, eu falei, não vai dar pra acompanhar esse
- 5:08teurocolhico. Vamos deixar ela seguir com esse
- 5:10whiskey, que aí a gente só faz marola do lado. Deixa
- 5:14pra quem sabe, né? É, eu vim pra destilar a
- 5:17cerveja, né? E? A gente não veio aqui
- 5:19destilar a cerveja? É isso. Olha,
- 5:23é demais. Vou pegar meu tricô agora, que
- 5:25a gente vai fazer um tricô. É
- 5:27favorquias, favorquias. Tem que o de referência, né?
- 5:31Que pegou a resto, né? É
- 5:33uma nova hashtag, cervejeira. Exato.
- 5:44Se você gosta do nosso conteúdo e ainda se
- 5:47identifica com a gente, apoia o surra de lúplo por
- 5:51meio do site apoia .se -surra -lúplo. Ou
- 5:55comprando uma camiseta na nossa loja .surra -lúplo .com
- 5:59.br. Messenas ganha conteúdo exclusivo
- 6:03toda semana, participa do nosso grupo de WhatsApp e
- 6:06sorteios de brindes insanosos. Ah,
- 6:10mas a grana tá curta ou você ainda não ama tanto a
- 6:14gente assim? O outro jeito de ajudar é
- 6:16seguindo a gente na sua plataforma de streaming
- 6:18preferida e dando cinco estrelinhas no Spotify e no
- 6:21Apple Podcast. Lembre -se de compartilhar esse
- 6:24programa com seus amigos, isso ajuda muito na
- 6:26distribuição dos episódios. Bom,
- 6:38a gente queria começar esse programa. Como
- 6:40a gente vai falar de identificação, nomenclatura,
- 6:44padronizar, né? E aí, esse primeiro disclaimer
- 6:48é, esse é um programa menos de perguntas, né?
- 6:51Tipo, eu não vou fazer perguntas
- 6:52para o Henrique, perguntas para a Bia, a gente vai
- 6:54fazer perguntas para o universo. E
- 6:56a gente espera que vocês participem depois com a
- 6:59gente, debatendo lá nas redes sociais, etc. Então,
- 7:02é um programa de menos de perguntas e mais de um
- 7:04debate para a gente criar algo. Então,
- 7:06a gente criou alguns tópicos aqui, né, para
- 7:08nortear essa discussão. E antes de começar, eu acho
- 7:11que vale a pena a gente definir o que é a
- 7:13nomenclatura, né? Então, assim, a gente foi lá
- 7:16pegar uma definição no nosso amigo Google, né? Que
- 7:19é um conjunto de nomes e designações usados no âmbito
- 7:22de uma área específica do conhecimento. No
- 7:24caso aqui, num área só, não do conhecimento. Então,
- 7:27a gente está aqui tentando falar sobre essa
- 7:29nomenclatura. Então, a gente vai começar aqui
- 7:32querendo saber, e já fica bem claro nessa chamada,
- 7:35nesse primeiro tópico, que é tudo opinativo, a gente
- 7:38não tem nenhuma responsabilidade com a
- 7:40verdade, a não ser com a nossa verdade. Assim
- 7:44que é bom, né? Sem riscos. Né?
- 7:46A verdade é minha. A verdade é sua, a verdade
- 7:48do Leandro e da Bia. É muito filosófico isso, né?
- 7:51Então, na opinião de vocês, como
- 7:54é que nós deveríamos chamar as cervejas que não são as
- 7:59mainstreams, ou as comuns, ou as cervejas de massa,
- 8:02que já é um outro dificuldade de nomear? Já
- 8:05começamos daí. Bia, você quer começar? Você
- 8:07quer a pessoa mais centrada dessa mesa? Mesa
- 8:10de centrada, nossa. Eu acho, Lud, que a gente
- 8:15também... Eu fiquei pensando sobre isso,
- 8:19né? Qual seria a minha opinião sobre
- 8:20isso? Porque eu acho que a gente muda
- 8:23de opinião, depender para que que eu preciso dessa
- 8:26informação. O que que eu vou fazer com
- 8:28isso? Porque que eu preciso nomear as
- 8:30cervejarias menores, né? Porque
- 8:33é isso, talvez não chamar de menores, talvez ter a
- 8:37utilização disso. Então, para que modelo eu vou
- 8:40seguir? Porque a gente poderia seguir por
- 8:42um modelo, talvez econômico, como eu soumei, né? Então,
- 8:46eu tenho um limite, eu tenho um teto ali de
- 8:49faturamento, eu tenho um número de funcionários. A
- 8:53gente fica chamando de cerveja artesanal, depois
- 8:56também começa a chamar de craft, porque quer chamar
- 8:59de artesanal, mas não sabe mais como chama porque
- 9:01cresceu. Então, a depender do que para que
- 9:05eu preciso disso, eu acho que me pareceu que vocês
- 9:08estão trazendo uma necessidade também para
- 9:10gerar políticas, né? Questões
- 9:13de como a gente, como um pequeno mercado, como um
- 9:17pequeno empresário. Então, eu gosto da questão da
- 9:22gente debater sobre o tema do porquê usar. Tá,
- 9:26faz sentido. A depender de onde usar, eu
- 9:29vou chamar de alguma coisa, mais ou menos isso que
- 9:32você quer dizer. É, então a gente tem usado
- 9:35cervejaria micro -regional, regional, porque, por
- 9:39exemplo, no anuário do mapa eles usam esse termo em
- 9:42determinado momento, quando também está falando de
- 9:45volume de produção, então eles viram que o volume de
- 9:49produção de micro -regionais, ou seja, cervejarias que
- 9:53vendem para até 100 quilômetros da onde elas
- 9:56estão instaladas, ou regionais que são as
- 9:59cervejarias que vêm em para até 500 quilômetros da onde
- 10:02elas estão instaladas. Tem quase que também uma coisa
- 10:04vende só para o estado, vende só aos arredores da
- 10:08cidade, né? A gente fala muito sobre nano
- 10:12-servejaria, né? A gente usa esse tema, a
- 10:15gente usa micro -servejaria, a gente usa o termo blue
- 10:20pub, mas será que faz diferença se a gente chamar
- 10:23de independente, ou se a gente chamar de cervejaria
- 10:27boutique, ou se a gente chamar de cervejaria rural?
- 10:31No início do programa eu meio
- 10:32que já coloquei na mesa minha opinião, sabe? É
- 10:36cerveja. No final das contas a gente
- 10:38está falando de um líquido muito delicioso, muito
- 10:41fantástico, que foi responsável por muitas
- 10:43evoluções tecnológicas, mas ele é um líquido que é
- 10:47simplesmente um líquido. Se a gente for pensar, eu
- 10:50gostei muito da abordagem da Bia, que eu acho que a
- 10:52gente não pode tratar coisas, tratar várias
- 10:55abordagens com mesmo os nomes, pelo lado comercial,
- 10:59pelo lado de marketing. Mas eu acho que a gente, os
- 11:03nomes que a gente encontra muito nas gondolas de
- 11:05supermercado, ou até mesmo como as cervejarias se
- 11:08colocam no mercado, a cervejaria especial, cerveja
- 11:11especial, cerveja artesanal, cerveja craft, cerveja
- 11:13independente, tudo isso é uma maneira de de certa
- 11:16forma se diferenciar, e minha problemática com esses
- 11:19nomes é que muitas vezes não tem absolutamente nada
- 11:22de diferente. Ah, vai lá uma cervejaria, vai
- 11:25fabricar um pilsen, uma cerveja pilsen, e vai se
- 11:29colocar como especial, e ela é especial porque
- 11:31exatamente? Ou ela é artesanal porque
- 11:34exatamente? O que a gente está
- 11:35diferenciando numa coisa ou da outra? A
- 11:37gente ainda tem a questão que olhando para o mercado
- 11:40faz muito mais sentido a gente diferenciar cervejas
- 11:42por proporção de impostos ou coisas do gênero. Agora,
- 11:46na gôndola de supermercado, no fundo, nenhuma dessas
- 11:50questões trata sobre qualidade, né? Então,
- 11:53não é uma chancella, porque eu acho que a depender da
- 11:56forma como a gente tratar, confunde o consumidor, assim
- 12:00como a conotação cerveja premium, que é uma questão
- 12:05de quanto ela custa na gôndola, confunde o
- 12:08consumidor. Confunde? Você acha que chega a
- 12:11confundir? As pessoas querem tomar uma
- 12:13cerveja ou uma cerveja premium? As
- 12:15pessoas querem tomar uma cerveja ou querem tomar uma
- 12:17pure -mout? Então, se a gente está falando de
- 12:21nomenclatura, né, é só tipo por que a gente está
- 12:24querendo botar nome nas coisas? Eu
- 12:27acho que só é fundamentado um pensamento que faz
- 12:32sentido em questões políticas, porque eu
- 12:34concordo com o Henrique, porque na gôndola é tudo
- 12:37cerveja. A partir dali são as questões
- 12:41de gosto, questões econômicas e afins e
- 12:45marketing. Pois é, para mim, a partir
- 12:47desse ponto, é que eu fico indeciso, porque assim,
- 12:52adjetivar no marketing, adjetivar na gôndola é
- 12:56tentar atrair e agregar valor para um produto que
- 12:58vai ter um preço diferenciado. Então,
- 13:00é meio que explicar por que uma cerveja custa 9
- 13:03reais na promoção enquanto a outra custa 5 ,40, 5 ,50
- 13:08no preço padrão. Aí você chama de artesanal,
- 13:12você chama de premium, você chama de gourmet. Você
- 13:16dá os nomes para adjetivar e atrair esse valor
- 13:20agregado. Neste momento, para mim, faz
- 13:22sentido quando é para fora, para tentar simplificar o
- 13:26discurso para o consumidor e agregar valor. Quando
- 13:28ele é para dentro, eu acho que a gente começa a cair
- 13:31em brigas acadêmicas, em brigas tributárias, em
- 13:35brigas legais. E aí eu vou um pouco para o
- 13:37lado do Henrique, que o Henrique trouxe aqui, que é
- 13:40tudo cerveja no final das contas. São
- 13:42de diferentes estilos, sim, mas são tudo cerveja.
- 13:45Então, o produto é cerveja. Aí
- 13:47o que a gente pode falar é avaliar a fábrica, a
- 13:51produtora, como é que ela produz. Aí
- 13:53vai para o lado que a Bia trouxe. O
- 13:55que ela alcança, quantos litros ela produz, qual é
- 13:58a cadeia de produção dela, se ela respeita o local,
- 14:02se ela compra tudo local, se ela não compra tudo
- 14:04local. Se a gente tem uma política
- 14:05de proteção ou não tem uma política de proteção. E
- 14:08aí começa vários cis, proteção barra incentivo. Aí
- 14:12a gente tem vários cis para se discutir aqui.
- 14:14Quando a gente leva para o
- 14:15consumidor, para mim, o adjetivo faz sentido da
- 14:17hora que eu meio que falou, não, tá bom, deixa
- 14:19lá, né? Eu vou pegar essa questão que
- 14:21tu falou de adjetivos e de marketing, né? Olhando
- 14:24para o mercado, né? Eu vou fazer um exercício que
- 14:27eu fiz junto com a Lud já essa semana, talvez semana
- 14:29passada? Acho que foi semana passada. Que
- 14:31é pegar os nomes especial, artesanal e independente e
- 14:35pegar a definição do dicionário. Então,
- 14:37se vocês me permitem aqui. Especial,
- 14:39relativo a uma espécie específico, próprio,
- 14:42singular, peculiar, particular, uma coisa
- 14:45excepcional extraordinária em vulgar ou seleta. Aí
- 14:48artesanal, relativo ou próprio de artesão ou
- 14:52artesanato, feito de forma rudimentar, rústica ou
- 14:55grosseira, feito em processos tradicionais,
- 14:58individuais e manuais, em oposição à produção
- 15:01industrial. E por fim, independente, que
- 15:04ou não ou quem não é independente, age com
- 15:07autonomia, mantém -se livre de qualquer influência, que
- 15:09não se submete às injunções de ordem econômica, afetiva,
- 15:12moral ou social. Então, todas aqui concordamos que
- 15:15são os maiores adjetivos usados para diferenciar uma
- 15:18cerveja de massa, de consumir massa, são esses
- 15:22adjetivos. Muitas dessas cervejas elas não
- 15:24estão aqui, incluídas, porque primeiro, artesanal.
- 15:28Não tem muito de artesanal, a
- 15:29gente está falando de cervejarias que têm
- 15:31processos, inclusive se buscam processos mais
- 15:34específicos, qualidade, é processo industrial mesmo.
- 15:37Afinal de contas, as cervejarias
- 15:39não teriam aprovação no mapa se elas não seguissem
- 15:42esses processos. Isso aí a gente olhou para o
- 15:45artesanal. O Homer Brewer é artesanal.
- 15:47Exatamente, perfeito. Homer
- 15:49Brewer é artesanal, bem pontuado, Mia. Aí
- 15:51a gente olha para especial, tem muita cervejaria se
- 15:53colocando no mercado com bem pouco de especial, bem
- 15:57pouco de diferente, bem pouco de peculiar, na
- 15:59verdade elas estão tentando se incluir numa mesma faixa
- 16:02de valores, numa mesma faixa de sabores para
- 16:05tentar competir com algumas gigantes do mercado. De
- 16:07novo falhamos miserávelmente. Por
- 16:10fim, independente, que cervejaria que não depende
- 16:12do mercado? Que cervejaria que não ouve o
- 16:14consumidor para tentar vender mais? Saca,
- 16:16tipo, fico aqui. É por isso que é muito
- 16:18legal, assim, a Lud, ela fica falando que ela não é
- 16:21TDF e ela é, né? Caraca, quando é que ela disse
- 16:25isso? Ontem para mim, a gente
- 16:26conversando. Todo dia. E
- 16:29eu acho que, Henrique, é sobre o mercado, sobre nós,
- 16:35da cerveja, fazer esses exercícios em termos de
- 16:39pensar. Por que que eu estou falando
- 16:41que eu sou independente? Será
- 16:43que simplesmente colocou porque a gente usa ou vai
- 16:47buscar, né? Se eu colocar que eu sou
- 16:49independente, aí eu não dependo do mercado. E
- 16:52eu acho que a gente, como o mercado a gente está
- 16:54amadurecendo, e eu acho que essa é uma conversa que
- 16:58chega no lugar onde a gente tipo, ah, tá bom.
- 17:01Vamos bater um papo sobre as
- 17:02coisas difíceis que a gente foi largando para trás
- 17:05enquanto a gente fazia o mercado crescer. E
- 17:07agora que o mercado ele está mais parado, vamos
- 17:10assim dizer, vamos debater até esses assuntos. E
- 17:14especial para meu filho, entendeu? Literreta,
- 17:19maravilhoso, está indo bem na escola. Não
- 17:22é isso. Eu queria trazer assim, umas 2
- 17:25centavos aqui. Esse assunto começou a pingar na
- 17:27minha cabeça, na tortura chinesa, que é aquela
- 17:30assim, ela não tinha um flingidor, mas ela te faz
- 17:33ficar flito. É aquela gotinha que fica
- 17:36pingando na sua cabeça com a luz acesa,
- 17:38insistentemente. Quando eu fui escrever a pauta da
- 17:43turbulência. Foi um parto, quando eu acabei
- 17:45de escrever, eu falei pro Leandro, eu nunca mais vou
- 17:47fazer isso na minha vida. Nunca
- 17:49mais. Que ótimo, gente. Nunca
- 17:51mais, eu comecei a escrever num ritmo insano, e depois
- 17:55eu falei, cara, eu tenho que começar a pesquisar,
- 17:57pesquisar. E eu falei, eu nunca mais
- 17:58quero fazer isso na minha vida. Comecei
- 17:59a bater papo com o Henrique sobre outras
- 18:00coisas. Eu sou uma pessoa que prometo
- 18:02coisas que eu não compro na minha vida de jeito
- 18:04nenhum. Mas enfim, a questão do
- 18:06artesanal, craft... Especial. Independente, especial. Pra
- 18:12mim, depois de começar essa pesquisa, começou a fazer
- 18:16sentido o independente. Mas eu também acho que cada um
- 18:19tá numa jornada do que acha que deve nomear
- 18:22essa... Essa coisa especial que é a
- 18:25cerveja. Porque se a gente não gostasse
- 18:26muito disso, a gente não tava aqui nessa hora.
- 18:30Querendo dar nome pra esse filho
- 18:32feio, entendeu? Então assim, pra mim começou a
- 18:36fazer sentido a questão do independente. E
- 18:38sim, eu concordo que ninguém é independente,
- 18:40porque todo mundo depende do mercado. Mas
- 18:42o independente que eu tava pegando e juntando na
- 18:45minha... Nos meus paninhos de bunda era
- 18:46tipo assim, ó... Eu sou independente, aí eu sou
- 18:49a Ludmilla Brewing. Ou a cervejaria Ludmilla, e eu
- 18:53não tenho nenhum capital de nenhuma grande corporação.
- 18:57Sou eu por eu, entendeu? Então
- 18:59por exemplo, hoje se fosse dar um exemplo de uma
- 19:01cervejaria que não é mais independente... Pra
- 19:04pesar de amá -los e alcos pocos. Por
- 19:06exemplo, não é, mas uma cervejaria independente. Ela
- 19:09é outra coisa que a gente não sabe ainda o que que
- 19:11é. Porque ela não é mainstream, ela
- 19:13não é gigante. Ela também não é artesanal, ela
- 19:16não é especial, porque a gente já limou esses dois
- 19:17termos. Mas ela também não é
- 19:19independente. Então assim, eu tô nessa fase do
- 19:21negócio, né? Eu tô nessa calda longa, eu
- 19:25tô nesse lugar. No site da Abracerva,
- 19:29Microcevejaria Brasileira, é a empresa concede no Brasil
- 19:33de capital predominantemente nacional, mais do que 50%.
- 19:38Detentora de registro de
- 19:40estabelecimento produtores junto ao mapa, que produz
- 19:43as próprias marcas, ou marcas de terceiros sobre
- 19:46encomenda, podendo ou não comercializar no próprio
- 19:49local e que produz até 50 mil hectolitros de cervejas
- 19:53anuais, e que tenha como integrante do quadro
- 19:56societário, empresas do Ramos Cervejeiro, que
- 19:59produzam volume superior ao estabelecido neste top. Ou
- 20:03seja, a microcevejaria é isso que Abracerva, por
- 20:07exemplo, que é associação, define. Porque
- 20:09a gente começa a ter umas definições que são das
- 20:11associações, mas não são as oficiais. O
- 20:15mapa vai falar isso quando ele traz no anoar, ele vai
- 20:20falar que até a finalização da última edição, então não
- 20:23existia definição legal para termos como cervejaria
- 20:25artesanal, microcevejaria, nanosevejaria, craft, bill e
- 20:29billcub, entre outros. Ou seja, nem o mapa sabe. Eu
- 20:35acho que cabe a nós cavar isso, então. Tem
- 20:38um ponto que é importante, e eu vou voltar à
- 20:40diferenciação que a Bia fez no início da conversa,
- 20:43entre o que é consumidor olhando para o mercado e
- 20:46sabendo nomes, buscando nomes e o que é a gente
- 20:50olhando para o lado fábrica, o lado de venda,
- 20:53o lado de negócio da coisa. Será
- 20:55que realmente a questão do premium, cerveja premium?
- 20:59Ah, vou consumir uma cerveja
- 21:00premium. Eu tenho um mudado, a minha
- 21:02opinião tem mudado muito por causa da exposição que
- 21:05eu tenho agora morando no interior. E
- 21:07eu comecei a sair um pouco dessa cena geek de cerveja
- 21:10e entrar um pouquinho mais numa cena que é o
- 21:13consumidor comum mesmo. A galera que é a grande
- 21:16massa que consome cerveja. Então
- 21:18os haters da Lud, não? No Instagram? A
- 21:22Lud tem haters, então ela tá famosa. É
- 21:24no homem, é isso. Nossa senhora. Mas
- 21:27o rolê é muito isso, porque assim, consumidor,
- 21:30ele compra por preços, geralmente. Boa
- 21:34parte da galera. O máximo que a pessoa vai
- 21:36fazer é, aqui, eu vou usar o termo aqui do interior,
- 21:39o baldinho de cerveja na mesa de Heineken ou de
- 21:43alguma cerveja que não seja as cervejas mais baratas
- 21:46para mostrar que você pode pagar por aquilo. Porque
- 21:48normalmente vai consumir outras coisas. Então
- 21:50a gente, a grande parcela do mercado, ela tá
- 21:53literalmente cagando, especial, não especial
- 21:57artesanal. A gente tá olhando para a
- 21:58nossa bolha. Quando a gente olha para a nossa
- 22:00bolha, a gente já pensa que essas pessoas sabem o
- 22:02que é uma cerveja, a cerveja comílio, cerveja,
- 22:05não sei o que mais. A gente já sabe a diferença,
- 22:07essa pessoa já sabe um pouquinho dessa diferença. E
- 22:09será que ela vai realmente olhar e dizer assim, ah
- 22:11não, isso aqui é especial. Então
- 22:12deve ser bom isso aqui, sabe? Ou
- 22:14deve ser, tem alguma coisa de diferente aqui. É
- 22:17isso que me pega um pouco o lado de marketing da
- 22:20coisa. Que a gente quer se diferenciar
- 22:23sendo igual e na verdade acaba não sendo tão
- 22:25diferente também. A nomenclatura é confusa, tudo
- 22:28é muito confuso e no final das contas a gente cai no
- 22:31meio da mesma vala comum. Porque
- 22:32ninguém olha lá o rótulo e vai dizer, hum, especial.
- 22:35Agora vai. Eu
- 22:36acho, minha visão como a Ludifesio Disclaimer no
- 22:40início do programa é tudo uma grande opinião. Minha
- 22:42opinião é que no marketing é necessário, como eu falei
- 22:46a pouco, adjetivar para causar diferenciação e
- 22:48trazer valor agregado para que as pessoas olem e
- 22:51fazem. Então primeiro é isso, vamos
- 22:52separar o que é a nomenclatura de marketing e
- 22:54o que é a nomenclatura institucional, tributária,
- 22:58seja lá qual for o processo. E
- 22:59aí o que eu acho que onde a gente está caindo no
- 23:01erro, o que é o problema que a gente está caindo
- 23:03quando a gente começa a discutir, se chama de
- 23:05artesanal de especial, de premium, de qualquer coisa.
- 23:08O café ele tem seis
- 23:10categorias, se eu não me engano. E
- 23:12para o bebedor de café, isso é praticamente
- 23:15indiferente, porque ele vai olhar os bebedores que eu
- 23:18acabo acompanhando. Ele vai olhar o sensorial do
- 23:21café, quem está vendendo aquele café, ou a
- 23:24pontuação. Se for um café muito novo que
- 23:26ele não conhece nada, ele vai olhar a pontuação, pois
- 23:28o café são 92 pontos. Caraca!
- 23:33Passou por uma mesa de baristas que elegeu esse
- 23:36café e colocou 92 pontos nele. Por
- 23:38que isso? Eu estou até com uma colinha
- 23:40aqui, é extra forte, tradicional, superior, barra
- 23:43premium, gourmet e especial extraordinário.
- 23:47Extraordinário, eu não sei nem se meu
- 23:48filho, a Bia trouxe ali o especial do meu filho,
- 23:51extraordinário. E a gente achando que os
- 23:54nomes da cerveja eram toscos. Pois
- 23:56é! O café consegue ser pior. E
- 23:59aí o café ele trouxe esse grau de complexidade, que
- 24:02ele deixa de ser um adjetivo e passa a ser
- 24:05aquela coisa da tomada de decisão na hora de comprar,
- 24:08de causador no decisor, no comprador, no consumidor,
- 24:11né? Que ele fala assim, caraca, eu
- 24:13não sei escolher isso, gente. Ele
- 24:15se incomoda porque ele se vê ignorante, né? E
- 24:18ele fica inibido e ele fala, não sei escolher
- 24:20isso, quer saber? E dá um pilão mesmo e leva
- 24:22o pilão pra casa, porque o pilão é a zona de conforto
- 24:26dele. A gente passa isso com marcas
- 24:28de cerveja. Eu acho que o café pode cair
- 24:30na mesma madilha que o vim já caiu, que a cerveja
- 24:32caiu, enfim, felizmente ou infelizmente. Mas
- 24:35os cafés que, por exemplo, assinou lá no Clube da
- 24:38Dud, tem nem selo a bique, pô, não tem nem pontuação.
- 24:42Pra mim o negócio é o Jossé
- 24:43Máque torrou a estame arda, então eu quero. Entendeu?
- 24:46Então é eu. Isso, eu vi um corte, por favor.
- 24:50Por que o Jossé Máque torrou
- 24:51essa merda? Eu quero. Por
- 24:53favor. Entendeu? Mas eu acho, Leandro, que
- 24:57é isso, o que a Lud está falando é sensorial, a
- 25:01marca, você falou a Dud e a questão dos status, que
- 25:04é o Jossé Máque. Sim. Até porque, vamos lá, né?
- 25:08Olha o tamanho que a gente é
- 25:09como mercado, qual que é o volume que a gente produz?
- 25:13Qual que é o nosso tamanho no
- 25:15mercado? A gente está debatendo aqui,
- 25:17que é um marketing para 2 % do mercado, porque a
- 25:20gente está tentando chegar a 3%, 4%, crescer e afim.
- 25:24E por um outro lado, a gente
- 25:26está querendo organizar as questões das cervejarias,
- 25:30para que a gente possa batalhar por direitos ao
- 25:34pequeno produtor, às pequenas indústrias, né? A
- 25:39gente quer um help aí, porque é um mercado
- 25:42vorável, se a gente está entregando qualidade, se a
- 25:45gente está entregando cultura, se a gente está
- 25:46entregando tanto valor ao que a gente está fazendo,
- 25:49é uma forma de a gente tendo melhores políticas,
- 25:53fazer o mercado sobreviver, é um mercado mais diverso,
- 25:56é um mercado que número de litro, pessoa contratada nas
- 26:00fábricas, gera emprego muito mais e ter grande
- 26:02indústria. Enfim, todas as questões culturais
- 26:06que a gente pode interelar, saturismo, né? Agora
- 26:09a gente tem Lúculo Brasileiro. Eu
- 26:12acho que esse ponto, B, é muito importante. Esse
- 26:15ponto é muito importante. Porque
- 26:17quando a gente está aqui falando dessa performaria,
- 26:20do que que a artesanal especial, independente do
- 26:23seu que, a gente não está dando o devido valor que
- 26:26isso significa? Mas é 3 % do mercado, meus
- 26:30amigos, que fomentam uma rede do mercado gigantesca.
- 26:34Se eu for falar assim, só
- 26:35fazer um recorte, eu sempre falo de cultura, porque eu
- 26:37trabalhei muito tempo com cultura. Em
- 26:39algum momento a gente teve que explicar o óbvio que a
- 26:41cultura, ela não paga apenas o ator, a camarera,
- 26:45o contra -regra, ela paga o pipoqueiro que está na
- 26:48porta. Porque se não tiver a espetáculo,
- 26:50um tempo pipoqueiro, ela paga o estacionamento, ela
- 26:52paga o bilheteiro. Então é uma gama de mercado que
- 26:55é atingida muito diferente, entendeu? Então,
- 26:59assim, a gente está falando de performaria, quase como
- 27:02se fizesse falando de, pá, cerveja é cerveja, tá bom,
- 27:05gente, eu acho isso lendo. Mas
- 27:06como é que a gente faz pra ter política pública
- 27:08pra pensar no pequeno produtor Fabril? Seja
- 27:12de queijo, seja de café, seja de cerveja, seja de
- 27:15sapato, seja do que for? Porque
- 27:16hoje tá sendo todo mundo tratado como se fosse
- 27:19gigante. Isso é que é o problema pra
- 27:21mim. Então, já queria puxar esse gancho
- 27:31aqui pro próximo topo, porque o primeiro topo é
- 27:33que a gente já deu uma ótima mergulhada nele, né?
- 27:36Na banda de braçada dentro de
- 27:38um rei de moinho. Mas então, já queria puxar um
- 27:40pouco, que é importante padronizar esse nome. E
- 27:44aí pra onde, né? Eu acho que pelo que a gente
- 27:47tá falando aqui, pro consumidor ele tem um peso,
- 27:49mas ele tem um peso muito maior para o mercado e
- 27:52para como essas empresas estão dentro da indústria,
- 27:54né? Estão dentro deste mercado, com
- 27:56suas taxações, com suas regulamentações, tudo isso,
- 27:59que a Ludi tava falando. Qual
- 28:00a opinião de vocês? Eu acho que poderia ter um
- 28:03nome diferente. Vamos pensar em marketing, vamos
- 28:05pensar em anunciar essas cervejas pro público.
- 28:08Diferenciar que essa, aí, pegando o
- 28:09gancho da Ludi. Dizer que essa cerveja aqui ela
- 28:11é feita por pessoas, por pessoas de verdade, que
- 28:14estão no seu bairro, na sua esquina, na sua cidade.
- 28:18Isso pra mim é um diferencial.
- 28:19Isso é um diferencial que agrega
- 28:21valor pro produto e também agrega valor na compra.
- 28:24Tipo assim, eu tô bebendo a
- 28:25cerveja da minha cidade, que é uma coisa que a
- 28:27gente vê muito, talvez isso mais recentemente tenha
- 28:30mudado, mas isso era uma coisa muito tradicional, por
- 28:32exemplo, na Alemanha. Alemanha,
- 28:34o beber da sua cervejaria. Existia
- 28:36uma questão de orgulho da sua cervejaria. Eu
- 28:38não vou na outra cervejaria, eu vou na
- 28:39cervejaria que o meu pai e o meu avô iam, que fica
- 28:42na esquina da minha casa, ou no bairro, ou na rua.
- 28:44Ter essa associação com a
- 28:46cervejaria é muito importante, mas daí precisa
- 28:48mudar essa visibilidade que é dada da cerveja. A
- 28:52gente precisa mudar a maneira que a gente disse
- 28:55que aquela cerveja é feita. Olha,
- 28:57talvez olhando pra mercado mesmo, ah, um supermercado,
- 29:00a gondola de supermercado, isso aqui são as
- 29:02cervejarias, sabe, dum beve, sei lá, o que mais
- 29:05querinho que seja da bica, tudo por lado. E
- 29:07daqui pra cá são cervejarias realmente que
- 29:09são, aí poderia ser o rolê, independente,
- 29:12independente de grandes conglomerados, independente
- 29:15de um processo fabriu gigantesco, mecanizado, que
- 29:20não emprega tantas pessoas. Ou
- 29:21talvez diferenciar pela maneira de contratação, não
- 29:24sei, são vários vatórios que a gente poderia ter
- 29:26aqui. Mas pra mim, diferenciar é
- 29:29importante, mas com tantos nomes que a gente tem
- 29:32hoje, se perde. Todo mundo fica tentando dizer
- 29:34que é especial uma coisa, é o que faz a nova outra,
- 29:36independente de outra. Eu acho que tem que ter uma
- 29:37diferenciação simples entre mercado de massa e mercado
- 29:41que não é de massa. Não tem um nome bonito pra
- 29:43isso, Leandro, desculpa. E aí, Bia, o que você acha?
- 29:46Acho que tem que padronizar pra
- 29:48gente poder ter a referência, né?
- 29:51Principalmente a gente que escreve, que
- 29:54fala sobre o mercado, que tá sempre debatendo, né?
- 29:57Muito nesse lugar de debater o
- 29:59mercado, se a gente tem uma padronização, acho que
- 30:01daí todo mundo fala a mesma língua, né? Boa
- 30:05também. Não fica aquela coisa
- 30:06subentendida. É, eu se gostando que são
- 30:09dois momentos distintos. Aquilo
- 30:11que você comunica com o consumidor, que é o que o
- 30:14Leandro falou do adjetivado, marketing, etc. E
- 30:17deixa ele falar artesanal, deixa ele falar especial,
- 30:20deixa ele falar o que ele quiser. Que
- 30:21isso é adjetivo? Você é bonito, lindo? Eu
- 30:25tô dizendo a mesma coisa. Agora,
- 30:27o que que é de nome e aclatura pra política
- 30:30pública, que foi um pouco do que a Brea trouxe lá?
- 30:32Por que que eu preciso nomear?
- 30:33É pra política pública, é,
- 30:35não sei o que. E o que o Henrique falou da
- 30:37valorização é um pouco do que a gente tentou com
- 30:39beba local, né? Eu já ouvi aqui em papos bem
- 30:43no começo do surro, a gente, enfim, era muito no
- 30:46comecinho falando com o Botura. Ele
- 30:49falou, nós somos a cervejaria da vila Ipojuca,
- 30:53que é um bairro em São Paulo. Que
- 30:54é isso, né? Daí quem é da Lapa vai tomar
- 30:56a cerveja na voz, como na Alemanha. Exatamente.
- 31:00Como o Henrique tava falando aqui e isso
- 31:02acontece, né? Enfim, é muito filosófico, tá
- 31:07ilútil, não fica o que matutando. Acontece
- 31:11até não dar mais pra acontecer, porque um abre
- 31:13do lado do outro, ou começa a vender no pão de
- 31:16açúcar, que foi um papo que a gente teve. Eu
- 31:18até tive esse papo com o Junior em algum evento que
- 31:20eu encontrei. Pô, mas ele falou, cara, mas a
- 31:22latinha vendida por o pão de açúcar não é
- 31:24completamente diferente daquilo que você vai beber.
- 31:26Dentro da voz ali na vila
- 31:28Ipojuca. Aí tem que abrir um outro bar
- 31:30em outro lugar, pra você alcançar outro canto. Ela
- 31:32já não é martão local assim, aí vem de ir com a
- 31:34merce. Pronto, não é um local mais. Mas
- 31:35enfim, novamente, a gente dá aquela escapada geral no
- 31:39assunto. Mas é um pouco isso, eu acho
- 31:41que a importância da nomenclatura, ela é muito
- 31:43mais pro empreendedor, pro empresário. O
- 31:46cara que tá ali na... Sabe,
- 31:48do tipo assim, cara, pera aí, se tu produzir até
- 31:50isso aqui, você chama assim, você paga tanto de
- 31:53imposto, você vai ter tanto de benefício. Se
- 31:56você produz mais do que isso, você tá no lucro
- 31:58real, não tem essa nomenclatura? Tô
- 32:00no simples lucro real, lucro presumido, não sei.
- 32:03Eu fico achando que é
- 32:04importante. Eu odiaria que me chamassem de
- 32:06outra coisa, que não lude mila, apesar do meu pai
- 32:07ter cagado na grafia. Mas enfim, eu gosto de ter meu
- 32:10nome. Tem uma parada polêmica aí que
- 32:14é o rolê de, tipo, como dizer isso de uma maneira
- 32:17que eu não seja pedrejado, foda -se. No
- 32:19Brasil, se vocês forem ver, que cervejaria que escolhe
- 32:23se manter pequena? São raras as cervejarias que
- 32:25escolhem se manter pequenas. Crescer
- 32:28é uma forma, às vezes, a única maneira que as
- 32:31cervejarias têm de ter um pouco mais de lucro, porque
- 32:34elas não têm lucro ou trabalham no prejuízo. Se
- 32:37a gente pegar exemplos fora do Brasil, é muito mais
- 32:39noticiado, é muito mais... A
- 32:41gente tem mais informações sobre esses casos, sei lá,
- 32:44tu pega, por exemplo, mais stone, tu pega uma própria
- 32:46Bulldog, que além de todos os outros problemas, também
- 32:49tem essa questão, que cresceram, cresceram,
- 32:51cresceram, cresceram, cresceram, até que chegou
- 32:52um momento que a bolha estourou. Então,
- 32:54aqui no Brasil, a gente também tem esses problemas.
- 32:56As cervejarias querem crescer,
- 32:57só que não tem estrutura, não tem apoio. Aí
- 32:59vão pro pão de açúcar, vão pro záfare. Não,
- 33:02mas cresce, daí você sai da líquida que você estava
- 33:05antes, e você tem que mudar absolutamente toda a
- 33:08sua estratégia comercial. Sim,
- 33:09exatamente. Só que, entende, pra se manter
- 33:12vivo no mercado, tu precisa crescer. Ao
- 33:15crescer, tu tem que mudar tudo, e talvez seja a
- 33:17diferença de que não tá mais vivo no mercado.
- 33:19Então, é uma coisa tensa também,
- 33:21por causa da nossa economia, da maneira que a
- 33:23economia gira. Então, talvez eu começando, se eu
- 33:27fizesse, forse fazer um bar aqui na minha região, um
- 33:29brew pub, e vender só aqui, ó, não vou vender em
- 33:32nenhum lugar mais, talvez eu não conseguisse me
- 33:34sustentar nesse mercado, eu teria que buscar
- 33:37crescimento, continuar crescendo, continuar sempre
- 33:39crescendo, até que chegaram no momento que a bolha
- 33:41estouraria, e eu deixaria esse tema cervejaria. Isso
- 33:43acontece no Brasil, a gente só não tem muita informação
- 33:45sobre isso, não é tão verboso a comunicação das
- 33:49cervejarias que acontecem esses casos. Mas
- 33:51isso acontece. Então, é um problema também que a
- 33:54gente volta pra raiz do rolê, sabe? Porque
- 33:57a gente precisa ter leis, legislações, regras mais
- 34:02específicas e que dê apoio. Pra
- 34:04quem quiser escolher ser pequeno, poder viver
- 34:06dignamente, pagar o salário dos seus funcionários, pagar
- 34:09as suas custas, não precisar virar uma empresa
- 34:12gigante, milhões de litros por ano, pra poder pagar
- 34:15uma conta de luz, sabe? Isso
- 34:17é tenso também, a gente foge um pouco da nossa
- 34:19visibilidade, porque não é conversado no meio. O
- 34:23problema que eu sei. Totalmente.
- 34:24Não deveria ser difícil a pessoa ter, como você
- 34:27citou, tem um Bill Pub em Osório, vou vender só aqui.
- 34:30Só na minha cidade aqui, que
- 34:32tem 4 km até a Praça da Igreja, a Matriz, e voltar
- 34:35até minha casa. Não, não, não. Veria
- 34:37ser possível isso, porque as pessoas estão acostumadas
- 34:39a beber a mesma coisa, a caceta. Por
- 34:42que que ela não pode beber só a cerveja do Henrique?
- 34:44Inferno, entendeu? Então
- 34:46deveria ser possível, é que enfim. Cara,
- 34:49eu acho que aí vem o ponto pra mim, que é o
- 34:52ponto mais sobre o por que que isso importa, né? Eu
- 34:56acho que é pra reforçar direcionamentos do governo,
- 34:59de incentivo. Então assim, a estamos querendo
- 35:03incentivar a indústria local, a indústria de
- 35:06pequeno e médio porte, porque ela tem um giro,
- 35:09ela gera tanto de emprego, ela assim, de certo, me
- 35:12trabalhou isso, a cerveja rende, para cada copo
- 35:20bebido, e ela tentar, de uma forma bem dática,
- 35:23explicando o quanto a cerveja rende. Então
- 35:26o governo vira e fala, nós precisamos incentivar a
- 35:30produção local, as empresas locais, tudo local. Aí
- 35:33cara, aquela exemplo que a gente está falando, e a
- 35:35Bia até falou do Lúpulo Brasileiro. Ó,
- 35:37outros critérios, sem ser produção de litragem, sabe?
- 35:41Que hoje se discute muito isso
- 35:42também, em questão de o quanto ela é su...
- 35:48sustentável. Ela tem alguns incentivos,
- 35:50a partir do momento que eu tenho placas solares que
- 35:52pego energia solar e devolve isso para a rede,
- 35:56eu pago menos energia solar porque eu pago a manutenção
- 35:58das placas, eu sou objeto coletor de energia. Então
- 36:01trazer essa ideia para cá começa a fazer
- 36:04categorizações independentes de tamanho, independentes
- 36:08até de alcance e começa a falar de perfil. Temos
- 36:11um perfil local, temos um perfil sustentável, teve um
- 36:14perfil que for. Por exemplo, aqui em Ribeirão
- 36:19Preto, essa semana que passou, o pessoal do Paulo
- 36:23Servigeiro, eles assinaram a PL, que é um arranjo
- 36:28produtivo local e aí tem várias formas de você
- 36:34participar de vários programas, de vários
- 36:37editais. Eu acho que a gente começou a
- 36:41olhar para isso não faz muito tempo. Não
- 36:43só o Henrique conversa com a Ludmilla da Semana, mas
- 36:46eu também estava conversando com a Ludmilla da Semana e
- 36:49a gente também tratando um pouco sobre essas questões.
- 36:52Se a Servigeira é gastronomia,
- 36:54se a Servigeira é cultura, se a gente está falando de
- 36:57pequenas empresas que estão aí buscando essa identidade,
- 37:02qualquer nossa identidade nesse mercado e como a
- 37:06gente pode se mostrar importante para a economia
- 37:09local e nisso ser uma rede importante. Então,
- 37:14por exemplo, as APL são interessantes e cada vez
- 37:18mais as questões de sustentabilidade. Então,
- 37:21se a pequena cervejaria é sustentável, ela gera
- 37:26cultura, gera valor para o seu local ali, ela é
- 37:29especial. Enfim, ela é uma trapista, né? A
- 37:33gente estava falando desse tipo de chancella, né? Sim,
- 37:36eu ia aproveitar e a gente estava falando sobre
- 37:39taxação. Só trazer um pouquinho de
- 37:42história, já que é uma das coisas que me agrada muito.
- 37:44Se a gente for pensar, tem
- 37:46mercados diferentes com maneiras diferentes de
- 37:48taxar. A gente tem os Estados
- 37:49Unidos, se eu não me salvo engano, ainda é por volume
- 37:53produzido de cerveja, a taxação é em cima do
- 37:55volume que sai de dentro da sua cervejaria. A
- 37:58gente tem na Inglaterra, pelo menos por um bom
- 38:00período da cerveja inglesa. A
- 38:02taxação era em cima da quantidade de malte que era
- 38:04usada na sua cerveja, então por isso que por muito
- 38:06tempo foi substituído malte por açúcar ou outro tipo
- 38:10de adjunto para baratear a cerveja e não pagar tanto
- 38:13imposto. Isso também é um parêntese
- 38:15importante. Até o vidro, a quantidade de
- 38:17vidro que tu usava na tua casa era taxado. Eu
- 38:20pagava imposto na tua casa de acordo com a quantidade
- 38:23de vidro que tu tinha para rua. Então
- 38:24a Inglaterra é bem especial nesse ponto. Tem
- 38:27outra questão também que na Alemanha, a Alemanha, a
- 38:29taxação é feita por quantidade de álcool que a
- 38:31tua cerveja tem. Até eu peguei aqui as faixas,
- 38:34tipo a infarbia, que seriam as cervejas de 0 ,5 a 1 ,5
- 38:39% de álcool. Essas cervejas têm uma taxação,
- 38:41as chunk beer, que são entre 0 ,5 e 2 ,6. Sim,
- 38:46há uma incoerência um pouco nos valores, que também têm
- 38:50outra taxação. As full beer, que seriam as
- 38:53cervejas mais padrão, na Alemanha todas as cervejas
- 38:55ficam na faixa dos 3 a 5 ,3, têm essa taxação e é
- 38:59que tem a maior custo e realmente é um valor bem
- 39:02mais alto do que as outras, é as Stark beer,
- 39:05que seriam as cervejas acima de entre 5 e 10%,
- 39:08que aí elas pagam quase o dobro de imposto das full
- 39:11beer. Então tem várias maneiras de
- 39:13taxar a cerveja, mas a gente parece estar fazendo,
- 39:17tratando a cerveja como qualquer uma fábrica, como
- 39:20qualquer fábrica, tá achando com o ICMS básico que, sei
- 39:24lá, uma grande empresa de tecido é taxado. Eu
- 39:29achei legal você ter trazido isso e como a
- 39:31nossa pauta ela não tem obrigação de coisa alguma,
- 39:34vamos chutar esse negócio pra cima, tá? A
- 39:36gente tá tentando dar um caminho aqui, mas a gente
- 39:38não é artesão, artesanal, artesão, tudo a ver, mas
- 39:41você falou de imposto e hoje a gente tinha pedido
- 39:45aos mercenas pra mandarem as suas contribuições, tudo
- 39:47o que que eles acham, como é que é, como é que não
- 39:49é, novamente ou pinativamente. E
- 39:50aí, o Maurício que participa muito com a
- 39:53gente, ele me mandou um monte de link da Inglaterra
- 39:56e aí eu peguei algumas anotações aqui que
- 39:58teoricamente eu acho que são as mais atuais, nenhum
- 40:01imposto é cobrado no reino índio e a do sobre cerveja
- 40:04que não é ceda 1 .2 de ABV. Então
- 40:07se você tá nessa faixa de baixíssimo teor alcoólico,
- 40:11você não tem um imposto a pagar ali. Tem
- 40:14empresários e empresas cervejeiras que podem obter
- 40:18uma espécie de desconto, pagar um pouco menos de
- 40:21imposto. Se você é um produto pequeno,
- 40:23você pode pagar uma taxa mais baixa e isso vai
- 40:27depender se o teu volume for inferior a 8 ,5 % e se
- 40:32você sendo pequeno, o produto tá produzindo até
- 40:344500 quittolitros por ano, tá? Então
- 40:38pra ser pequeno, você tem que produzir até 4500 por
- 40:40ano e ter o ABV até 8 ,5, né? E
- 40:45aí eles têm um cálculo de álcool puro que aí soma
- 40:48tudo aquilo que foi produzido, o tanto de
- 40:50cerveja com todos os teoris alcoólicos, fazer uma conta
- 40:53cabrosa e aí acha tal do álcool puro pra fazer a
- 40:56conta. Então existem outros formatos e
- 40:59aí a gente conectando com o Brasil, Leandro, deve
- 41:02estar com essa informação na frente dele que é
- 41:04aquilo que a gente fez a anotação de tributação aqui
- 41:06do que que tá sendo plateado é um pouco isso,
- 41:08que é essa novação do imposto que chamam de
- 41:11seletivo, é isso? Imposto do pecado. Exato,
- 41:16é imposto do pecado, mas é seletivo porque você
- 41:21trabalha justamente na quantidade de álcool que
- 41:24tem na cerveja, acho que era o momento de repente,
- 41:27Leandro, de trazer essa questão do que que tá a
- 41:29gente, do que que a gente tá pedindo aqui? Porque
- 41:30hoje o Henrique, o que acontece no Brasil é o que
- 41:33você falou, tá todo mundo sendo tratado como grande,
- 41:37porque em algum momento isso foi muito interessante
- 41:40pras grandes cervejarias antes de ser um beve até,
- 41:43isso foi muito interessante pra elas e aí a gente
- 41:45desimou todas as outras cervejarias que tinham no
- 41:48nosso país e a gente não quer voltar pra esse lugar
- 41:50de novo, assim imagino, assim espero. Imposto
- 41:53do pecado é um excelente nome, excelente nome, sério,
- 41:56por favor, que mantenham esse nome inclusive nos
- 41:58anais jurídicos. E que sejam citados na Bíblia
- 42:02né, por favor, e nas missas. Imposto
- 42:04do pecado, vai pagar o imposto. Imposto
- 42:07do pecado citado nos anais, meus amigos, é muita coisa
- 42:10numa frase só! E vai de 32 ,9 % a quase 250
- 42:22% e começa a valer a partir de 2020 ou seja, a
- 42:28galera vai ter tempo de se organizar, mas como é que
- 42:32você organiza? Você tem que organizar a
- 42:34economia dos seus consumidores, né, então faça
- 42:37um poupança a partir de já pra poder tomar cerveja no
- 42:41futuro, essa é a minha grande dica aqui do
- 42:43podcast. Olha só, o que hoje tem nesse
- 42:46pleito é exatamente isso, né, é que todas as grandes
- 42:50bebidas que estão no simples estariam fora da
- 42:54reforma tributária, que é esse imposto seletivo.
- 42:58Assim, a gente trabalha com
- 42:59esse... porque é uma tendência geral
- 43:00mundial, que a gente já citou alguns casos aqui, se
- 43:02ele fosse criar e cobrado por teor alcoólico. E
- 43:05uma terceira linha seria para empresas que estão
- 43:08dentro do lucro presumido e real, que houvesse a
- 43:11criação de faixas de acordo com o volume de produção,
- 43:13e aí a gente vai pro tamanho e aí cai naquela
- 43:16armadilha de que para crescer eu tenho que
- 43:19quebrar minhas pernas, né. Por
- 43:20último, o aumento do teto do simples, que o simples
- 43:24está abandonado e não é reajustado há anos,
- 43:27completamente defasado, precisando ali ter uma
- 43:30atualização muito além da correção só pelas taxas de
- 43:34inflação, né. Então isso é o que abracerva
- 43:38junto com o Sinti Serve, né, e as outras associações
- 43:41estão lutando para o que aconteça no nosso mercado,
- 43:44né. E aí eu acho que cai nesse
- 43:46ponto aqui da gente, a gente já falou um pouco de
- 43:49como é que é conduzido no restante do mundo, a gente
- 43:51já falou um pouco de todos esses cenários, né. A
- 43:54gente sabe que é um mercado diferenciado, a
- 43:56gente sabe que é um mercado que tem necessidade.
- 43:58Eu acho que o fato de a
- 44:00gente trazer essa parte do imposto do pecado, que seja
- 44:11desassociar demais da parte cultural deste produto, da
- 44:16parte até da gastronomia deste produto. Isso
- 44:19me dá uma certa coisa assim do tipo, se a gente
- 44:23cair nessa vala de ser tudo igual e tudo cair
- 44:26pelo pecado, né, o quanto a gente está abrindo mão
- 44:29de manter a cultura e manter as propriedades
- 44:34gastronômicas do que a gente gosta, né, do nosso
- 44:37bêbado local. Eu vou ter que fazer o papel
- 44:39do som sim, porque eu queria entender por que que
- 44:42é lei do pecado, né, o imposto do pecado. Eu
- 44:45queria saber por que, porque é uma taxação mais
- 44:48obscena que vai rolar ou é uma taxação que está sendo
- 44:51feita em cima de tudo que é álcool, tipo, porque é
- 44:54pecado bebê álcool, tipo isso? Ah,
- 44:56bora então, bora taxar as igrejas então. Ha!
- 44:59Álcool, tabaco, cigarro, é. Tem
- 45:03várias faixas. É isso gente, tirar tudo que
- 45:06é feliz das pessoas, é isso? Tipo,
- 45:08toda felicidade que resta nas pessoas, vamos tirar
- 45:10delas, é isso? Vamos com muita calma nessa hora,
- 45:13porque é mais ou menos 20, 22 anos atrás. Eu
- 45:17vi isso no podcast recentemente, é 100 %
- 45:19verdade, eu fui fumante. O Brasil acabou com o cigarro
- 45:24dentro de ambiente sem dar um tiro. Significa
- 45:27que a gente consegue fazer coisas sem alarra, dizia
- 45:31etc e tal, no seu que não, não, não, não. Ao
- 45:34mesmo tempo, a indústria do tabaco sofreu muito e segue
- 45:38sofrendo, porque não pode fazer propaganda assim,
- 45:40porque não pode patrocinar no seu que, porque eu tô
- 45:42falando, porque minha esposa também trabalhou dentro de
- 45:44uma empresa tabagista. E cara, a gente tem que
- 45:47tomar muito cuidado com essa onda moralista, a
- 45:50cerveja tem um lugar em que sim ela faz mal à
- 45:54saúde e que sim ela é uma questão de saúde pública e
- 45:57que é preciso pensar sobre consumo consciente, etc,
- 46:00etc, etc, mas ao mesmo tempo a gente tá indo por
- 46:03um lugar de conservadorismo, de moralismo, que a gente
- 46:06não está preparado, a gente tá brincando aqui com isso
- 46:09de pecado e etc, mas... É, eu acho que tem o lado
- 46:12moralista e eu consigo visualizar, inclusive, quem
- 46:15apóia mais esse tipo de emenda, qual é a bancada
- 46:18que tá ali enchendo o saco disso, tal, parará, mas eu
- 46:21acho que também tem um lado pragmático, que é o
- 46:23quê? Se a gente pensar em sistema
- 46:25único de saúde, é natural que aquelas coisas que
- 46:28gerem o maior peso para o sistema único de saúde
- 46:31sejam mais caras e paguem taxas maiores, impostos
- 46:34maiores, então tem um lado pragmático dessa conversa
- 46:37assim, que é, olha só, se eu vou ter que te fornecer
- 46:40tratamento e medicação, essa indústria tem que pagar por
- 46:44isso, porque senão é conta no fecha. Isso
- 46:47é sobre política pública, exatamente, né? Exato,
- 46:51então eu acho que a gente cai nesse ponto que é, o
- 46:54quanto a gente deprime o lado cultural em cima de
- 46:56questões morais, moralistas, não é nem morais,
- 47:00moralistas, né, conservadoras, e o quanto
- 47:03existe uma necessidade fiscal em cima de um custo
- 47:07fiscal daquilo ali que a gente, do que tá sendo
- 47:09consumido no mercado. Aí eu vou ter que entrar numa
- 47:11seara complexa, tipo assim, eu vou gentilmente discordar
- 47:15a distília, pelo menos que assim. Se
- 47:17realmente o problema fosse um problema de saúde
- 47:18pública, e eu não estou ignorando que bebida
- 47:21alcoólica é um problema de saúde pública, porque a
- 47:24gente sabe das doenças que a bebida traz, que é
- 47:27acompanha beber, mas se a gente for olhar a
- 47:31quantidade de pessoas que estão no sistema único de
- 47:35saúde por problemas referente a diabetes,
- 47:38colesterol, todas essas coisas, e essas empresas
- 47:41por terem um lobby muito, muito maior do que a
- 47:45cerveja, conseguem passar as coisas de uma maneira muito
- 47:48mais simples e não serem tachados, agora precisa
- 47:50botar ali num rótulo ali, ah, você vai morrer com
- 47:53isso aqui, tipo assim, você vai estar tomando um tolete
- 47:55de gordura aqui, mas a pessoa vai continuar
- 47:57comprando, não tá pagando mais imposto, por aclarir,
- 47:59só botou uma porra do adesivo em cima de um
- 48:01rótulo, é isso que tá acontecendo. Então
- 48:03tipo, acho que aí a gente volta numa questão que é,
- 48:05a gente tá tratando as coisas de uma maneira, a
- 48:08gente precisa ser tratar o problema, perce, não ficar
- 48:12tratando tudo genericamente, tentando botar tudo no
- 48:15mesmo balaio e tratar tudo como se fosse um problema,
- 48:18sim, a gente deveria tachar essas coisas, mas aí, junto
- 48:22um pouquinho do que uma empresa aí que produz
- 48:24cerveja em massa, vamos botar uma empresa, a
- 48:27quantidade de pessoas que ela tá colocando no sistema
- 48:30de saúde é imensamente maior do que uma empresa
- 48:34que produz a cerveja, porque muita vezes a
- 48:38cerveja é coadjuvante até, tipo, culturalmente falando,
- 48:41tem o restaurante, tem os eventos que ocorrem, é
- 48:44proporcional, o rolê não fecha, saca? Esse
- 48:48rolê moralista não fecha, o Brasil tá se tornando muito
- 48:50moralista, gente. É, eu acho que a gente
- 48:52precisava ser um pouco mais progressista, né? Tem
- 48:55uma frase do livro Embriagados do Edward
- 49:00Slinglerland, que eu amei e eu dei uma rabiscada ali
- 49:05que eu trouxe pra gente, que é, as pessoas votam e
- 49:09pagam impostos, mas ainda assim querem dançar, eu
- 49:12acho que a gente precisa sempre lembrar qual que é
- 49:16o papel também social, né, que as bebidas elas têm, e
- 49:21se a gente for colocar tudo ali, né, o açúcar, a
- 49:25questão também da tecnologia, né, que hoje
- 49:28também tem adoecido as pessoas, vai ser sempre um
- 49:32debate muito profundo, e é por isso que a gente gosta
- 49:36de debater isso, por isso que a gente tá aqui, por
- 49:37isso que as pessoas estão lavando a moça em um
- 49:40bíblico podcast hoje, elas querem participar desse
- 49:44debate porque ele tem a ver, é um kaleidoscópio,
- 49:48né, de coisas que a gente precisa entender pra que,
- 49:52infimamente, a gente saia dessa conversa, eu vou sair
- 49:55com muito mais dúvidas do que eu entrei aqui. Também.
- 49:59Bom, isso é bom, gera outro programa. Eu
- 50:02acho que isso é bem rico assim, que a gente consiga
- 50:06botar a pulga na cueca e na calcinha, pras pessoas
- 50:10falarem, cara, mais pessoas precisam falar disso, mais
- 50:13pessoas precisam suscitar isso. Sabe,
- 50:15a gente precisa debater os assuntos, a gente fica
- 50:17guardando um monte de poeira embaixo do tapete, e
- 50:20quando a gente vai ver, tem um... sai
- 50:22lá, tipo a cobra que engoliu o boi. Não
- 50:25tem como, a gente não... sabe,
- 50:27a gente... lembrando do papo com o Marcuso, que
- 50:30foi incrível, falando sobre geografia, e como uma
- 50:34fábrica muda uma cidade. Claro
- 50:37que ele tava falando inicialmente de uma fábrica
- 50:39grande, mas a gente no nosso papo falou da proa,
- 50:42por exemplo, que abriu em Lauro de freitas no
- 50:44interior da Bahia. Como aquilo mudou, não tinha
- 50:47encanamento, não tinha esgoto ali, porque não
- 50:50tinha. Aí abre uma cervejaria, aquilo
- 50:53começa a se movimentar, é uma cervejaria que produz
- 50:55pouco perto de uma grande fábrica, mas muda aquele
- 50:59ecossistema, entendeu? Então, tipo, a gente também tem
- 51:02que pensar nessas coisas, assim como quando abre uma
- 51:05apadaria numa rua escura, assim como como abre um
- 51:07bar numa rua, assim, essa... tudo
- 51:09isso muda. Então, a gente precisa falar até
- 51:12no olhar do empresário, sabe? A
- 51:14minha maluquice de querer batizar é pra chegar e
- 51:18falar, ó, é nano, abre o pub, é média, isso e
- 51:21aquilo, essa aqui paga 1%, essa paga 2%, essa paga 3
- 51:24% pra não ser aquilo do tipo assim, você produz 1
- 51:26bilhão de ectolito por ano e aí você paga... Você
- 51:29tem incentivo fiscal, porque você produz no seu quê da
- 51:32linha branca? Porque no seu quê, no seu quê,
- 51:34no seu quê, porque você tem 2 bilhões de empregado?
- 51:36É claro, porra! Enfim,
- 51:38então eu tô indignada, tô indignada. Drop
- 51:40the mic! Você
- 52:10é o vejeiro caseiro e ele se esforça e ele faz isso
- 52:13com o dinheiro próprio, ele faz isso porque ele quer
- 52:16fazer os rolês ali, sabe? A
- 52:18gente deveria estar fazendo muito mais isso como
- 52:20mercado também, né? Então, acho que é um business, é
- 52:25muito o que a gente fala, né? A
- 52:26gente faz por paixão e tal, mas no final das
- 52:29contas é uma grana que tá ali, né? E
- 52:31não é um negócio barato, porque é uma pequena
- 52:34indústria, porque precisa ser sério, né? Então,
- 52:38acho que tem que modurar essas conversas. E
- 52:41a gente tem que parar de ser ordeiro, no final das
- 52:43contas. Eu acho que o povo brasileiro
- 52:46é muito ordeiro. Tipo, na Argentina, muda uma
- 52:49coisa, a galera tá lá atacando panela, tocando
- 52:52fogo na Casa Rosada. Na Noruega, fizeram, aumentaram
- 52:565 centavos no imposto do telefone e a galera ficou
- 52:59uma semana sem usar o telefone. Tipo,
- 53:01a gente conhece muito pouco do que acontece, sabe? As
- 53:05portas fechadas. Hoje em dia, a gente tem mais
- 53:08informação, mas a gente também ignora o que tá
- 53:10acontecendo. Eu mesmo, tava ignorando esse
- 53:12rolê do pecado aí, que eu achei genial, digo esse
- 53:14passagem. Da reforma tributária, né? Da
- 53:17reforma tributária, tipo, não é uma coisa do meu
- 53:18dia a dia, porque no final eu vou lá pagar e vou
- 53:20dizer assim, ah, foda -se, não vou me preocupar com
- 53:22isso. Mas a gente precisa entender um
- 53:24pouco mais as coisas para as coisas mudarem, sabe? E
- 53:27eu não vejo isso acontecendo. A
- 53:29gente tem problemas fundamentais maiores, tipo,
- 53:32se manter vivo, ganhar dinheiro para poder comprar
- 53:34as coisas. Então, para as pessoas chegarem no
- 53:36ponto de, tipo, se preocuparem com uma lei que
- 53:40vai mudar a taxação do imposto, é muito distante
- 53:43da realidade de, tipo, eu preciso comprar pão para
- 53:45comer amanhã, entendeu? Do consumidor, né? Agora,
- 53:48quem é o dono da indústria, né? Tem
- 53:51que estar só pensando nisso, né? Para
- 53:53além de tantas outras questões ali. Do
- 53:56consumidor, total. Se tava falando, 1 .843 teve
- 54:00uma revolta de munique, que as pessoas saíram com
- 54:03placas escrito, a cerveja tá cara. É
- 54:08isso? Outra revolta por qualidade
- 54:09também, de as pessoas que revoltam pelas coisas, que
- 54:12elas gostam. Parem de vender a cerveja ao
- 54:14cidadão, obrigado. Parem de fazer IPA, parem de
- 54:19fazer IPA. Liguei o ar -condicionado do Brasil
- 54:22inteiro. ... Gente, assim, a gente tinha
- 54:35pensado numa construção de pauta aqui, né? Bá
- 54:39-bá -bá! Já tava a se fazer sentido,
- 54:40mas essa pauta foi... Foi embora e a gente adora
- 54:43quando a pauta vai embora, porque significa que a
- 54:45gente conseguiu se aprofundar em alguns temas.
- 54:47E aí, aqui, eu deixo uma
- 54:48propositura que é... Vamos fazer um parte 2? Vamos
- 54:52assentar esse assunto nos nossos corações? Vamos
- 54:55ouvir o que vai vir de voz das redes sociais, dos
- 54:58comentários, nos nossos grupos, tanto do braçagem
- 55:01quanto do surra. Sabe por quê? Porque
- 55:03a gente, de repente, tá plantando essa semente na
- 55:06cabeça dos consumidores, revoltem -se, reclamem na
- 55:10cabeça dos empresários, associem -se às suas
- 55:13associações, participem, busquem o seu deputado
- 55:16estadual, o seu deputado federal, o seu vereador,
- 55:18vai reclamar com ele que tá uma titica pra você.
- 55:22Sabe? Então, tipo, a gente tem
- 55:23que indignar as pessoas. Acho
- 55:25que é um pouco isso. O Henrique falou... Tipo,
- 55:27tudo que acontece na França, alguém vai lá e tá
- 55:29com um negócio na cabeça da Mona Elisa, eles sabem
- 55:31que não vai cagar o quadro, porque já proteger
- 55:34o quadro, mas tá com assim mesmo. O
- 55:36que que se foda? Não, a gente fica aqui fazendo
- 55:39passeata com bandeira do Brasil, porra. Ah,
- 55:41tem uma banha, gente. É pela mensagem. É
- 55:43a mensagem? É a mensagem, Dudu. Tem
- 55:45que dar mensagem. Sim. É, e no fundo, a gente
- 55:48fica atacando pedra às vezes. Nas
- 55:51outras indústrias. Mas no fundo, sim, você tá só
- 55:54pra reclamar do teu concorrente, ou você vai
- 55:56fazer alguma coisa a favor disso, ou tá esperando que
- 55:59alguém pague pra você? Passe
- 56:01por você, né? É, o que ninguém passa por
- 56:04você, pague por você. Então,
- 56:06precisa um pouco ali de profissionalização e
- 56:09maturidade de quem tá no business da cerveja. Corre
- 56:12atrás também. Corre atrás porque a bancada, né,
- 56:15contra pecado tá correndo atrás da gente. Independente
- 56:18se a gente tá batalhando entre a gente e se não
- 56:20tá, é por isso que as associações elas têm que
- 56:23estar conectadas. Pode ter outras batalhas, mas
- 56:26nessa batalha tem que tá todo mundo junto. E
- 56:29o pessoal da cachaça que tá contra a cerveja, que
- 56:31tá contra o Jim, que tá contra, não sei quem, que
- 56:34tá contra... Eu vim, eu tá lá no meio,
- 56:37tipo, ah, pra mim, meio... É
- 56:38porque ainda tem isso, né? Briguem
- 56:40entre si. Exatamente, humilde. Quando
- 56:42vocês se matarem, aí eu vejo. Exatamente.
- 56:45Sim. E nesse momento a gente tem
- 56:47que ser só cerveja, né? Exato.
- 56:50Ibia, é importantíssimo lembrar também que como
- 56:53cerveja a gente é super artesanal no sentido de
- 56:55setosco, rústico. Ainda as pessoas irem atrás das
- 57:00coisas, saberem as leis, saberem as regras, o que
- 57:04tu tem de cervejeria, tudo bem. Muitas
- 57:06vezes é por não ter no real mesmo, porque não
- 57:08conhece, sabe produzir, mas não sabe gerir o negócio.
- 57:11Mas uma vez que tu tá no
- 57:13inferno, tem que abraçar o diabo, sabe? Tipo,
- 57:15então já que tu tá no mercado, abraça o diabo e
- 57:17tenda. Você pecou, tá pecado. É
- 57:20isso aí. Exato. E pecar é tão bom, né,
- 57:22gente? Exatamente. Pecar é bom demais, aquela
- 57:25pecadinha boa. Todo dia, duas vezes por dia,
- 57:28pelo menos. Então fica aqui, eu não sei o
- 57:32que vocês pensam, da gente fazer um parte dois desse
- 57:36assunto, agregando inclusive o Henrique agora trouxe a
- 57:39nomenclatura, o nosso mercado é artesanal, no que
- 57:41diz respeito a essa falta de profissionalismo, a falta
- 57:45de atenção para assuntos tão importantes pra você
- 57:47gestar o negócio, né? A Bia trouxe um monte de
- 57:50coisa, tipo, é preciso criar nomenclaturas, dar
- 57:53nomes quando você tá falando de política pública,
- 57:55não sei o que. A gente ao mesmo tempo não
- 57:57quer dificultar pro consumidor, então a gente
- 57:59nem tocou nesse lugar de como é que as empresas se
- 58:02comunicam com o consumidor. Então
- 58:04fica aqui a provocação, convite público, né? Para
- 58:07esses filósofos etílicos, pra gente voltar pra um
- 58:11parte dois. Mas aí agora a gente mais,
- 58:15mapa dentro, vamos aprofundar. E
- 58:18eu acho que a gente tem que falar bastante de
- 58:19associativismo também. Eu vou dar uma lida sobre
- 58:23isso, acho que é falar de acerva, né? Porque
- 58:26o associativismo começa dali, né? A
- 58:28experiência é boa ou negativa, hein? O
- 58:30Henrique chupou limão esse programa inteiro, gente. É,
- 58:33falar uma coisa, Henrique, só fazer aquela caretinha.
- 58:36Só levantava que assim, as
- 58:37narinas. É que as as servas me
- 58:40odeiam, só por isso. Ah, duvido, você altamente
- 58:44amável, para com isso. Ó, eu fiz uma lista das
- 58:48associações no mundo e as datas que elas foram
- 58:52criadas. Eu acho que isso conta muito
- 58:55também sobre essa preocupação de como a
- 58:58cerveja ela tá nesse mercado e nesse mercado que
- 59:02faz legislação em cima daquilo que a gente come,
- 59:04que a gente bebe, né? Total,
- 59:06você quer dividir com a gente as datas que você
- 59:08levantou aí para a gente já ser o gancho para a
- 59:11segunda parte? Não, vamos esperar a segunda
- 59:13parte. Eu pensei que a Bia fosse
- 59:17falar, eu fiz um levantamento da lista de
- 59:19pessoas que odeiam Henrique. Gente,
- 59:23eu mando a minha DM, se você odeia o Henrique,
- 59:25manda pra mim. A gente também vai trazer seu
- 59:27nome no próximo episódio. Exatamente,
- 59:31eu vou mandar meu Pix também. Pra
- 59:34meu dia, eu tenho que mandar um Pix, né? Bom,
- 59:41gente, então a gente fica feliz de não ter coberto
- 59:45tudo, fica feliz de não ter conseguido responder
- 59:47quase nada, mas fica mais feliz ainda de ter plantado
- 59:52na cabeça de vocês criado... A
- 59:54gente se mudou, a Proutreplex, na sua cabeça.
- 59:58Porque eu tenho aqui um condomínio
- 59:59inteiro, tá? Piscina e etc. Você
- 1:00:02tem o meu casa, a minha vida na tua cabeça, muleta.
- 1:00:05Você tem uma parada. Totalmente,
- 1:00:06totalmente. Aí, só pra pontuar, a gente
- 1:00:08acabou não falando de um áudio com o nosso querido,
- 1:00:11Messendas, Marcelo Tarifa mandou. Que
- 1:00:13ele mora no Canadá e ele tava trazendo a perspectiva
- 1:00:16de lá. Mas isso vai entrar no programa
- 1:00:19número 2, com certeza, tá, Marcelo? E
- 1:00:21o Jara, que tá aqui agora, mora na Austrália. Então,
- 1:00:24o cara tá anos -luz na nossa frente, certamente vai
- 1:00:27trazer uma contribuição importante pra parte 2
- 1:00:29desse programa. Nomais! Eu queria agradecer à
- 1:00:32presença de Bian Morim, essa fada madrinha desse
- 1:00:35programa. E Henrique Boa Ventura, um
- 1:00:38grande amigo que o podcast me deu. Não
- 1:00:40vou falar pelo Leandro, mas me deu, então, tipo, muito,
- 1:00:44hein? Muito. Eu vou mandar um adn pra
- 1:00:46dia sobre ele. Gente, brigadão, eu posso só
- 1:00:51roubar rapidamente um minutinho? Claro.
- 1:00:54Primeiro, beba um mais lager. Segundo,
- 1:00:57adote uma cervejaria aqui no Rio Grande do Sul,
- 1:00:58gente. Todo mundo já, de alguma forma,
- 1:01:00já soube do que tá acontecendo aqui. Se
- 1:01:03vocês tiverem a possibilidade de comprar
- 1:01:05cervejas de cervejerias do Rio Grande do Sul, apoiar
- 1:01:08de alguma forma. Não vou dizer nomes, não vou
- 1:01:10dizer nenhuma cervejaria específica, mas tem listas
- 1:01:13e mais listas e mais listas no Instagram de
- 1:01:14vocês. Deve tá cheio, inclusive, de
- 1:01:16post sobre isso. Por favor, se informe e ajude.
- 1:01:18Não tá boa coisa aqui no Rio
- 1:01:20Grande do Sul. Continua não bom. Desculpa
- 1:01:22sequestrar rapidamente, mas é importante. Que
- 1:01:24isso foi válido. Parazê. Obrigada, pessoal. Eu
- 1:01:27acho que também tô aqui só pra reposar o que o
- 1:01:30Henrique falou. Tem vários projetos muito
- 1:01:32legais. Você é um bairro, você pode
- 1:01:35colocar um tap do Rio Grande do Sul. Se
- 1:01:37você é consumidor, com certeza tem uma cervejaria
- 1:01:40que você ama. Que é daquela região e precisa
- 1:01:43da gente, né? Obrigada, até a próxima. Saúde.
- 1:01:48Bia, Henrique, muito obrigado. Caraca,
- 1:01:50sempre uma delícia gravar com vocês. E
- 1:01:52eu gosto de você, Henrique. Eu
- 1:01:54vou mandar até por DM pra Bia, pra confundir ali os
- 1:01:56haters. Obrigado, não precisa pagar pics
- 1:02:00dele. Encerrando o programa do jeito que a
- 1:02:04gente gosta. Agradecendo aos nossos messenas. Que
- 1:02:06nos ajuda a manter a independência criativa.
- 1:02:09Episódio bom toda semana, é a casa
- 1:02:11arrumada. Então, essa semana o agradecimento
- 1:02:14vai para Renan Russo, Fernanda Meibon. Alessandro
- 1:02:17Fusari, Bernardo Tomé e Bruno Silva. É
- 1:02:21isso, meus amigos. E aí, Leandro, a gente fala
- 1:02:23o que no final desse episódio? Até
- 1:02:25a filosofia que vem. Até semana que vem. Pô,
- 1:02:28já tô com sede. Quatro anos falando a mesma coisa.
- 1:02:44Beba local. Beba
- 1:02:46com moderação. Este podcast foi listado por
- 1:02:56PlayAudios.