Latest / Surra de Lúpulo / O que é uma Cervejaria Rural? Papo com Luciana e Filipe da Zapata Cervejaria Rural | Surra #010
Transcript
- 0:08Hipocondríaca apresenta? Surra de lúpulo.
- 0:15Oi pessoal, eu sou a Ludmila mais conhecida no Instagram como
- 0:18hipocondríaca e hoje nós vamos fazer uma viagem até uma
- 0:22cervejaria rural. Nesse bonde nós vamos falar de
- 0:26uma fábrica sustentável, orgânicos, revolução e muito
- 0:30mais. A gente tá recebendo a Luciana e
- 0:32o Felipe Araújo de Paula, da Zapata, cervejaria rural de
- 0:36Porto Alegre, que. Ninguém no mundo consegue falar
- 0:41cheque nem gaúcho e eu sou o Leandro, mais conhecido como por
- 0:46chá do lúpulo, né? Obrigado, valeu aqui.
- 0:51Opinião via as vozes da Luciana e do Felipe.
- 0:54E aí, pessoal, oi pessoal, tudo bem?
- 0:56É Tiê. Ares, né?
- 0:59Um finalzinho mais fino assim, porto-alegrense é que.
- 1:03Muito obrigado. No convite em conjunto, agora os
- 1:07irmãos falem tie para nós, por favor, boa noite.
- 1:12Muito bom, muito bom pra começar esse papo.
- 1:15Eu tô aqui aconteceu. Gente.
- 1:17Não foi armado, não é jabá, mas já aconteceu nos astros.
- 1:20Eu estou bebendo uma Albert da sapata, que eu amei o rótulo.
- 1:25Já fiquei apaixonado. É uma Himalaia, goji Berry que
- 1:30está aqui comigo. Depois da lud me recomendar a
- 1:33bebê-la para começar a abrir mais o meu paladar foi legal.
- 1:37E você, Luciana, que você está bebendo?
- 1:39E você, Felipe, não por coincidência, mas é o que
- 1:42aconteceu, né? Os astros disseram, nós estamos
- 1:46com Albert também, tá, mas já estamos acabando com ela,
- 1:49abrindo uma segunda aqui que. Ainda não decidimos, vai?
- 1:53É então região decidiu ainda, mas vai ser lupo lado, né, pra
- 1:57homenagear o surra de lupa surra de o lúpulo, né?
- 2:0011 agente tem, a gente tem 2 dobradinhas ali no pulada pra
- 2:04pra seguir essa nossa conversa e eu do meu lado também.
- 2:07Não sei por que a gente escolheu essa cerveja, mas eu tô com uma
- 2:10sapatinha também, tá? Croquis é a Toy maori, o Felipe
- 2:15vai explicar pra gente o que ele me falou antes do programa para
- 2:18que vocês saibam um pouquinho dessa cerveja que ele vai falar
- 2:20muito melhor do que eu mandar bala, Felipe a crô, que é uma
- 2:23série, né? Chama série croquis, ela
- 2:25homenageia exatamente essa experimentação, a técnica é
- 2:29explorar matemática em particular, essa em particular
- 2:32se chama arte maori, né? Toy significa arte no idioma
- 2:35maori. Então, até 1 hora, é uma new
- 2:37zeland tem whey com lúpulos na Nova Zelândia, né?
- 2:40Ela tem. Ela traz o akatu e motueka são
- 2:43luz bem diferente de outros, assim que têm perfis mais
- 2:45florais e cítricos ou ter rosa, ele tem toques mais adocicado
- 2:49que lembra um caramelo, então é uma ser bem leve, bem boa de
- 2:52tomar e no aroma tu sente além de um pouquinho de frutas
- 2:55tropicais, um toque de caramelo que vem do lúpulo e não dos
- 2:58maltes. Essa é a é o toque inusitado da
- 3:00cerveja. Eu queria saber um pouco da
- 3:07história da cervejaria Zapata, assim como é que foi como
- 3:10nasceu. Eu sei que é uma cervejaria
- 3:13familiar, né? O pai de vocês é sócio de vocês.
- 3:16E aí, como é que é isso? Nasceu da família ou foi uma
- 3:19ideia? Conta aí pra gente, então, a
- 3:21sapata, ela surge há 5 anos, né? Hoje esse ano nós estaremos
- 3:24comemorando 5 anos e ela surge primeiramente do meu irmão, que
- 3:28sempre fez cerveja, né? Ele vai contar um pouquinho
- 3:29mais, ele sempre fez cerveja em casa e também de 11 vontade de
- 3:34ter uma empresa que fosse original, no sentido
- 3:36principalmente da questão da da da estabilidade, porque meu
- 3:39irmão é biólogo, a gente vem de uma região do interior, durando
- 3:42sul, a gente já tinha uma vida muito mais Campestre, digamos
- 3:45assim, a gente cresceu numa fazenda.
- 3:47Tente uma proximidade com isso e caro conciliava o fato de eu ter
- 3:50essa parte mais artística, né? De querer trazer para a questão,
- 3:53eu acho que os rótulos da cerveja, eles nos possibilitam
- 3:55ter uma ampliação enorme de criatividade, que dialoga muito
- 3:59bem com a questão das receitas, né?
- 4:01Da criatividade da própria cerveja.
- 4:02Então meu irmão tinha todo esse lance da técnica, né?
- 4:04E eu mais lance do da divulgação, não que ele não
- 4:07tenha ou não que eu não tenha também a possibilidade de pensar
- 4:09receitas, mas que existe a técnica, eu acho também, assim
- 4:12como por ser uma empresa familiar, a gente queria dar a
- 4:14voz, algumas bandeiras, algumas ideais nossos, né?
- 4:17E a gente encontrou na cerveja um veículo.
- 4:19Superinteressante de trazer cultura e passar a cultura para
- 4:22a galera que tá consumindo a cerveja que até então era
- 4:26puramente entretenimento, né? Cerveja os rótulos da cerveja
- 4:28sim, vinho craft, né? Ou até mesmo em algumas linhas.
- 4:31Craft é puro entretenimento. Não tem essa pegada tanto de
- 4:33cultura. Eu comecei a cerveja em 2009,
- 4:35né? Depois de ter estudado um tempo
- 4:38fora, aquela vontade inata de ter rótulos é o estilos de
- 4:42cervejas que a gente não contava no Brasil e comecei a fazer a
- 4:44cerveja, né? Então ela nasceu no diretório
- 4:46acadêmico da Urbes da biologia da Urbes, porque nenhuma
- 4:49universidade pública do Brasil é permitido entrar com bebidas
- 4:52alcoólica dentro, né? Não é permitido.
- 4:54A gente sabe porque todo mundo não existia.
- 4:57Universitário que se forme sem colar esse tomar um fumar uma
- 5:00vez. O prefeito do campus do vale nos
- 5:02pegou ali uma grande carga de cerveja nossa e não deixou a
- 5:05gente fazer a nossa festinha que a gente fazia sempre lá.
- 5:08E como eu já fazia cerveja em casa, disse Bueno.
- 5:10A partir desse momento, esse diretório acadêmico não comprará
- 5:13mais cerveja. Isso se passaram.
- 5:15Acho que uns 4 anos, ainda na sequência aqui, realmente o
- 5:18diretório acadêmico nunca mais comprou cerveja.
- 5:21A gente começava a fazer cerveja para o diretório, para as
- 5:24festas. E aí aí começou a sapata
- 5:27comercial, né? Os outros diretórios acadêmicos
- 5:29começaram também a querer comprar aquela cerveja que era
- 5:31feita naquele diretório acadêmico da biologia lá, e aí
- 5:34também vem um pouco da da base inicial, do que depois da minha
- 5:38irmã. Desenvolveu essa ideia de buscar
- 5:40a primeira série nossa, que era, descubra, se revolucionária, que
- 5:42interesse, viés mais ligado AA natureza ao campo.
- 5:45A gente notou que não existia nenhuma cervejaria no Brasil até
- 5:49então, com um conceito de ser uma farmhouse, brilhou ser uma
- 5:52cervejaria rural, né? De fazenda.
- 5:55Então a gente montou a cervejaria num sítio, né, que já
- 5:58tinha um design de permacultura. Permacultura é um modo de tu ver
- 6:02uma propriedade, né? Culturas permanentes, né?
- 6:04Onde tu dizem faz um design dele dessa área rural, setorizando
- 6:09entre 0 e 5 zero, a área onde tem maior impacto ambiental,
- 6:12onde está o prédio da sapata? Assim por diante, e o 5 é a área
- 6:16de preservação permanente, nesse degradê de zero a 5 tu tem
- 6:19horta, tem área de madeira, agrofloresta, área de animais.
- 6:22Esse design já existia de alguma maneira inicial.
- 6:26Que nós desenvolvemos mais para encaixar a cervejaria como uma
- 6:29entrante de insumos, né? Principalmente malte e resíduos.
- 6:33E aí, claro, esse resíduo a gente consegue fazer com que ela
- 6:35gire de maneira mais cíclica, é liberando energia em cada setor,
- 6:38né? Por exemplo, bagaço da cerveja
- 6:40vai um pouco para alimentação das galinhas, assim como vai
- 6:43para a composteira e depois vai virar adubo.
- 6:45Asa patense, nascendo como uma forma House ou uma cervejaria
- 6:49rural? Ela se apoiou em cima desses
- 6:51conceitos, né? E aí, cara, e daí?
- 6:53A gente começou a criar séries over cervejas, aumentar a
- 6:57equipe, isso já fazem 5 anos, né, como a minha irmã falou.
- 7:00O Felipe é um cara que sabe tudo do assunto e aí ele já respondeu
- 7:05todas as perguntas, ele já resumiu.
- 7:09Agora a gente tem que desenvolver cada termo.
- 7:18Conta pra gente o que que significa ser uma cervejaria
- 7:21rural e assim conta algumas das ações de sustentabilidade que
- 7:24vocês praticam na fábrica. Ser uma cervejaria rural seria
- 7:27estar no meio rural de primeiro momento, né?
- 7:30Dito, abraçar a tua comunidade rural, de tu se importar com a
- 7:33natureza e o local onde tu está é valorizar o teu.
- 7:36Ter o ar é exatamente o teu ponto geográfico, né?
- 7:39Eu acho que isso é uma primordial assim, para a
- 7:41construção de uma fábrica, né? E eu acho, claro que.
- 7:44Toda a cervejaria que está mais ligado ao meio rural nesse
- 7:47conceito de farmhouse brille, ela pode desenvolver ações que
- 7:51esteja mais ligado à preservação desse local à sapato em
- 7:54particular. Ela nasceu com essa coluna
- 7:56vertebral, que é sustentabilidade na prática, né?
- 7:59Então, o cara pergunta dos primeiros pilares da
- 8:01estabilidade que compõem é o social o ambiental e o
- 8:04econômico? Abraçar aos 13 é complicado, mas
- 8:07é o que a gente queria. O que a gente desejava desde o
- 8:09início. Em primeiro momento, a gente
- 8:10olhou as construções, a construção que já existia e
- 8:12tentamos ao máximo, não quebrar nenhuma parede, ou seja,
- 8:15valorizar. Já a energia gasta no local,
- 8:17então a gente utilizou. Todo o prédio e construímos a
- 8:20cervejaria utilizando a gravidade como fator positivo.
- 8:23Então, se tu vai na fábrica, tu vê que ela começa no andar de
- 8:26cima. Hoje, em toda a casa de
- 8:27máquinas, depois vai para o andar intermediário, que é a
- 8:29parte de brassagem, fermentação e depois de um andar ainda quase
- 8:33térreo. Assim, quase caverninha, que é a
- 8:35parte de envase e a parte de estoque da cervejaria, né?
- 8:39Então, claro, ali nós temos de estabilidade exatamente, é o
- 8:42resíduo, né? Os 2 resíduos que a gente
- 8:44trabalha é o resíduo sólido. Resíduos líquido, né?
- 8:46O resíduo sólido, ele é destinado a vários setores,
- 8:49alguns para alimentação animal que a gente tem galinhas ali e a
- 8:52gente também é A Entrega. Esse bagaço para vários
- 8:55produtores da redondeza, né? Criadores de porcos, criadores
- 8:58de gado leiteiro, que normalmente acontece essa troca,
- 9:01né? Eles nos passam leite, eles nos
- 9:03passam, é legumes que a gente processa.
- 9:05Eles transformou em queijo ou transformando em em fermentados
- 9:09e a gente disponibiliza para alimentação da equipe, né, que
- 9:12hoje gira em torno de uns 20 a 30%.
- 9:14Alimentação da nossa equipe vindo de produtores locais com
- 9:17trocas e assim por diante. E a partir do resíduo líquido, a
- 9:20gente trabalha em várias cisternas, né, que vão
- 9:23neutralizando esse resíduo. Hoje a gente tem.
- 9:25Com padronização o uso da do cyp, né?
- 9:27Tanto de ácido peracético quanto soda cáustica, e eles neutraliza
- 9:31o ph em 7, né? No seu Haiti e é Science, o que
- 9:35que é o SIP? O SIP se chama cleaning place.
- 9:38É um ato de sanitização dos tanques de fermentação das
- 9:41Panelas utilizando produtos químicos que são ácidos ou
- 9:44básicos, né? Muitas empresas utilizam só
- 9:46ácido ou só básico? Nós utilizamos sempre os 2, né?
- 9:49Para ter essa neutralização final, né?
- 9:51É um tipo de limpeza no qual tu não precisa abrir o equipamento
- 9:54para limpar e se limpar sozinho, né?
- 9:56Tem um outro outro diferencial, nossa gente que sempre quis
- 9:59montar uma cervejaria no meio da natureza, mas que tivessem uma
- 10:03tecnologia altíssima, né? Então a gente montou uma fábrica
- 10:06com que tinha de mais, é avançado em tecnologia
- 10:09cervejeira na época, né? Uma cervejeira rural, por que
- 10:12que ela é complexa, porque ela deveria ter uma responsabilidade
- 10:15socioambiental. Isso quer dizer que o meu irmão
- 10:17falou sobre a questão de tentar encontrar um ph que é neutro,
- 10:20né? Dentro de uma complexidade que é
- 10:22trazer Acid base e também a cervejaria rural, teoricamente a
- 10:25gente teria que tentar o máximo. Limitar a questão da do resíduo
- 10:29que se que vai para a natureza, então a gente também tem todo um
- 10:32campo mais na parte baixa da área que seria das Bananeiras,
- 10:36né? Que é um manejo que justamente
- 10:39suga, né? Ele é um absorve, é uma
- 10:41possibilidade de pegar esse resíduo e também tornar ele de
- 10:44alguma maneira num ciclo, né, que é o ciclo da
- 10:47sustentabilidade, né? A bananeira suga essa água e
- 10:49transforma aquele banana. Eu sou um processo, né,
- 10:51biológicos, de neutralização e incorporação do resíduo líquido
- 10:55através de plantas vegetais, né? E aí não?
- 10:58A gente consegue preservar o Sol, preservar nascente e de
- 11:02alguma maneira trazer. É um excedente de banana e de
- 11:06outros cultivares que a gente sabe que tem poder de absorção
- 11:08cara, que esse esse resíduo antes de ir pro meio ambiente
- 11:11ter nesses sistemas, ele passa por várias cisternas onde ele
- 11:14realmente é neutralizado e outras ações que a gente faz
- 11:16também. Em âmbito social.
- 11:18A gente emprega bastante pessoas da região, né?
- 11:20A gente tem 11 parceria muito forte com a comunidade, no qual
- 11:23se foca tentar trazer um desenvolvimento maior para a
- 11:26região do espigão, né, que é uma zona rural muito próxima de
- 11:29Porto Alegre. Que é uma.
- 11:30É uma região muito interessante que ela está perto da Lagoa dos
- 11:33Patos, que é a maior Lagoa do mundo, então a gente tenta
- 11:36trazer bastante conscientização ambiental para quem tá nos nos
- 11:39reinos cercando ali, né? E na parte econômica, né?
- 11:41Dessa desse tripé que a gente chama de sustentabilidade.
- 11:44Na prática, a gente tenta trazer bastante eventos para onde
- 11:47tenham acesso a 11 produto mais barato.
- 11:50A gente tenta trazer parcerias Fortes com fornecedores para
- 11:53conseguir passar um preço mais acessível para a galera que tá
- 11:56tomando a cerva no em Porto Alegre e tentar fazer um CA roda
- 11:59gira de maneira mais fluida, digamos assim, né?
- 12:02Muito legal. Vocês, quais o sistema b?
- 12:04Vocês fazem parte do sistema b como é que é isso?
- 12:07A gente não faz parte do sistema b de maneira oficial, mas a
- 12:11gente se considera 111 empresa b, né?
- 12:14Assim, a gente, desde a primeira construção é da sapata, a gente
- 12:18nunca idealizou como ponto principal lucro, né?
- 12:21A gente sempre quis que ele viesse como consequência de
- 12:24ações que a gente tomasse em prol da sustentabilidade da
- 12:27nossa equipe, da qualidade do nosso produto, do que nós
- 12:31iríamos é colocar no megafone. Digamos assim, no nosso
- 12:33discurso, né? A gente se posicionar muito é o
- 12:36que a gente acredita como pessoa e como marca, né?
- 12:39Colheu realmente nosso nicho de mercado, então o lucro ele vem
- 12:42numa consequência, é que a gente acredita que isso forma as novas
- 12:46empresas, digamos assim, nesse sistema capitalista, no qual o
- 12:49sistema contra ela mesma, né? Outro uso o sistema para
- 12:52difundir de alguma maneira uma outra maneira de consumir, né?
- 12:54Sim, que eu acho que é esse é a base da das empresas b, né?
- 12:57É aumentar o poder de reflexão no teu consumidor final, né?
- 13:00O produto, ele é também uma mensagem que tu passa, né?
- 13:03No sentido real, assim a gente fala de sustentabilidade na
- 13:05prática. A gente faz na prática, a gente
- 13:07fala de representatividade na prática, ou seja, como é a nossa
- 13:10equipe, qual é a cara da nossa equipe, a nossa equipe?
- 13:12Ela é rural, ela é rural. A gente defende a causa LGBT,
- 13:15LGBT, ela, LGBT. A gente tem funcionários que
- 13:18entram na causa, né, de representatividade, do movimento
- 13:21negro. A gente tem cervejas que falam
- 13:22sobre isso, sim, a gente tem, então assim eu acho que a gente
- 13:25entra nisso também na questão basicamente do nosso, como falou
- 13:29do nosso megafone, né? Ele passa uma mensagem que vai
- 13:31além do produto, cerveja exato, então tem a ver com uma coisa
- 13:34que está em falta no nosso mundo chamado coerência, né, meus
- 13:37amigos? A coerência, se você chega e diz
- 13:40que você é uma coisa que você acredita numa, você tenta ser
- 13:43coerente nas coisas que você prega por aí.
- 13:46Não é que você não possa mudar de opinião, gente.
- 13:48Coerência não significa que você agarrou na opinião e nunca mais
- 13:51pode mudar dela. Coerência nunca, pelo contrário,
- 13:54não, pelo contrário. Eu tô doida pra mudar de
- 13:56opinião, me conta alguma coisa que eu tô fazendo de errado, que
- 13:58eu quero mudar de opinião. Mas coerência é, eu tô dizendo
- 14:00que eu sou isso, eu vou defender isso até até que alguém chegue
- 14:03pra mim, fala poxa, lud, pensa melhor, vamos reavaliar e aí é
- 14:06um processo, não quer dizer que que uma empresa já nasce uma
- 14:09empresa bateu que o discurso dela não vai não.
- 14:11Questão é uma vontade disso, né? A gente não é sim.
- 14:14Centro sustentável, né? A gente não tem 100% orgânico, a
- 14:17gente não tem 100% de representatividade, mas a gente
- 14:19tem a vontade. A gente tenta ao máximo que isso
- 14:21aconteça. Eu acho.
- 14:22Acho que também é muito legal. A coerência é ter essa conexão
- 14:27entre a tua voz, a tua palavra e atuação, né?
- 14:31Isso é o que é o que é o principal que hoje é exatamente
- 14:34não falou, tá um pouco mais difícil de encontrar assim,
- 14:37empresas que têm uma voz e a ação complementares, né?
- 14:40Em Harmonia, em convergência, só pra galera que não sabe.
- 14:44O que que é o sistema b sistema? Bem, uma certificação, ela é
- 14:47global, ela não é só no Brasil, é muito difícil ter essa
- 14:50certificação porque você tem que ser sustentável em todos os
- 14:54espectros possíveis. Então você tem que ser
- 14:56sustentável nos insumos, na sua cadeia, na sua entrega, na sua
- 15:01produção. Você tem que ser sustentável na
- 15:03sua equipe, então é um todo um processo de certificação e
- 15:07reconhecimento de empresas que praticam a sustentabilidade
- 15:10desta maneira que o Felipe estava falando e que a Luciana
- 15:14complementou aqui. Não é só pensando
- 15:16sustentabilidade ecológica mais ecológica, econômica, social e
- 15:20tudo isso. Por isso que eu acho que a
- 15:22empresa de vocês tem muito essa pegada ou essa vontade do
- 15:25sistema b, então não sei como é que anda a certificação nesse
- 15:28período de quarentena, mas eu acho bem legal.
- 15:30É eu como eu comentei no início que me fez a pergunta
- 15:32oficialmente, a gente não tem, né?
- 15:33Como tu falaste de alguma maneira não ambicionaria agora
- 15:37conseguir entrar nessa certificação é a gente, sim, tem
- 15:40como uma meta final, quem sabe sim ser uma empresa assim, mas a
- 15:44gente sabe que no Brasil é extremamente complicado, pelas
- 15:46adversidades que a gente tem diariamente para se tornar isso,
- 15:49né? O.
- 15:50Do governo outras empresas parceiras do lado é muito
- 15:53difícil de encontrar e para ser é uma empresa aberta.
- 15:55É difícil fazer sozinho. É o que a gente almeja nos
- 15:58próximos anos. Assim não que a gente vá
- 16:00pleitear alguns isos, mas assim a gente conseguir chegar em um
- 16:05contemplar um no outro, independente se a gente vai
- 16:08buscar isso, sabe? Mas ter poder dizer que a gente
- 16:11tá cumprindo é algumas diretrizes que são, sim, é super
- 16:15padrões e alguns países já um pouco mais evoluídos nessa área
- 16:19de responsabilidade socioambiental.
- 16:20De maneira? Nesse cenário, como vocês
- 16:27falaram ali da banana, não é que você escolhe plantam bananeira
- 16:30no final da linha de vocês ali, para ela fazer uma última
- 16:33limpeza da água me veio a dúvida que é, existem alguns estilos
- 16:37que são favorecidos por serem feitos dentro de uma cervejaria
- 16:41rural. Posso responder todos?
- 16:47Acabou. Você quebrou agora mesinha
- 16:49acabou cervejaria de cidade urbana.
- 16:51Todas são rurais. Próxima pergunta é eu, eu acho,
- 16:55Leandro assim que as cervejarias nasceram, de alguma maneira,
- 16:57rurais, né? Na sua origem, né?
- 16:59Hoje que a gente fala de abadia ou cervejarias trapistas ou
- 17:03cervejarias que se desenvolveram famosas pelo pelo seu terroir,
- 17:07é, é a base da cervejaria que a gente encontra aí nos a
- 17:10milênios, assim, digamos, né, e aí, cara?
- 17:12Com desenvolvimento, industrialização, Alemanha, aí
- 17:14se colocaram como pontas de faca aí Na Na grande quantidade, mas
- 17:18eu vejo. Que a natureza, por si ela é
- 17:21muito fértil na no processo de criação, né?
- 17:24Então, ainda mais nesse nível de tendência que nós temos hoje
- 17:26cervejeira, de colocar muitas, muitas outros insumos, além dos
- 17:304 clássicos que regem a lei de pureza alemã, né?
- 17:33Que foi muito incentivado pela escola belga que é o berço de
- 17:36cervejarias rurais, né? Assim como a França de farming
- 17:39House é, eu acho que o fato de a gente tá com um pé de Limoeiro
- 17:42do lado é ou pimenta sem gengibre, e assim por diante.
- 17:45A gente faz que te instiga, ter criatividade de buscar outros
- 17:48sabores, né? Eu acho que isso favorece muito.
- 17:51Estilos como. Todos os estilos belgas de
- 17:53maneira geral, mas as witbier, essas cervejas também, que levam
- 17:56algum perfil de fermentação espontânea, porque o meio rural
- 18:01ele é mix da microbiologia do ar.
- 18:04Ele é um pouquinho mais limpo, ou seja, a gente tem menos
- 18:07impurezas no ar. A gente tem mais proliferação de
- 18:09brettanomyces, lactobacilos e saccharomyces.
- 18:12Numa manet, Monet, manet, Monet, manet.
- 18:16Porque a gente tem frutas, né? Então vamos traduzir pro
- 18:20pessoal, né? Acho que tá passando, né?
- 18:23Do Arnaldo? Entendi.
- 18:28Vou explicar então, saccharomyces.
- 18:29Televisão é a levedura que converte açúcar em álcool, né?
- 18:33A classe que faz pão e cerveja, né?
- 18:35Que foi, digamos, geneticamente orientada aí fazer melhor
- 18:38experimentações alcoólicas. Brettanomyces é um tipo de
- 18:40levedura um pouco mais rústica, primitiva, no qual a gente
- 18:43encontra bastante também no vinho e alguns fermentados que
- 18:46ela tem um perfil de fermentação quando colocava em fermentação
- 18:49secundária, ou seja, depois de uma fermentação primária de
- 18:52álcool, libera perfis mais animalescos.
- 18:54É perfis que a gente chama de funk, que são mais complexas,
- 18:57que puxam uma pegada de vinho branco, uma pegada de xerez,
- 19:00outras bebidas que a gente encontra só aproveitando e fazer
- 19:03um Mini parênteses aqui que a gente tá nesse episódio
- 19:06maravilhoso com Felipe, a Luciana e a gente vai lembrar
- 19:10agora do que Bia Amorim falou no episódio número 3 desse surra de
- 19:13lúpulo, inclusive dando aquela linda explicação sobre o que é o
- 19:17funk na cerveja. Funk pode continuar?
- 19:19Felipe, não, pera que eu então a surgir ou com Amorim, que ela
- 19:23explica muito do que eu falei agora funk nele.
- 19:25Se lactobacilos já é uma bactéria, né?
- 19:28Que ela vem muito, trazendo perfis de ácido lático, né?
- 19:31Um pouco de ácido acético, que dão uma complexidade maior na
- 19:33cerveja também. Então, quando a gente tem essa
- 19:35essa união na atmosfera, nesses 3 microrganismos de maneira
- 19:38pura, de maneira intensa, de maneira bem concentrada, por ter
- 19:42muitas ervas e frutas no ar, por uma fermentação espontânea, que
- 19:46sai um perfil interessante, é muito mais facilitado quando a
- 19:49gente tá num perfil de cervejaria rural, num local
- 19:51rural, né? Claro, né, lud, Leandro, acho
- 19:54que a questão de tu poder produzir, né?
- 19:56Alguns insumos que tu vai colocar na cerveja.
- 19:58Aqui tem uma Esperança, um pedaço de Terra e ter parceiros
- 20:01é perto que te empresta 11 trator ou te dão uma muda?
- 20:06É muito interessante, né? Hoje a gente tem pimenta,
- 20:08gengibre, banana, Limoeiro, bergamota e assim por diante,
- 20:12que são pomares que a gente criou, ortas.
- 20:14Quem te criou, que hoje quando a gente dá um passeio numa horta
- 20:17ou num pomar, aquele aroma é aquela colheita, já a tua
- 20:21criatividade em nível de cerveja vai pro espaço, né?
- 20:23É então assim, esses são alguns de muitos, Eu Acredito vantagem
- 20:27de criar alguns estilos. Claro que o estilos clássicos,
- 20:29como farmer House ou né, essa iZombie, RD gar Nigri, zetti.
- 20:34What vários estilos de cerveja que utilizam esses
- 20:37microrganismos como base, inclusive a goze, e fica mais
- 20:39fácil, né? Fica mais interessante essa
- 20:42criação, né? Sendo por uma farmhouse, além de
- 20:44tudo, é novamente voltar no ciclo e respeitar o ambiente.
- 20:48Pouco daí que vem um pouco essa pergunta, eu acho.
- 20:50E seguindo o fluxo desse Rio que a gente quer respeitar o preço
- 20:55da conversa, assim como a cervejaria rural, exatamente é
- 21:00uma conversa bucólica, tomaram conta da nossa, seguindo esse
- 21:03caminho natural desse Rio. Maravilhoso é.
- 21:06A gente entende que já é difícil.
- 21:08Uma cervejaria que não é rural chegar de fato a mesa das
- 21:12pessoas chegar à casa das pessoas, imagina uma cervejaria
- 21:15rural? Eu fui até a Zapata em janeiro
- 21:17desse ano. Muito feliz de ter ido.
- 21:19É. Foi uma visita maravilhosa.
- 21:21Eu tomei muita cerveja, boa gente, saiu fugido da chuva, mas
- 21:25foi maravilhoso e eu queria saber como é que vocês instigam
- 21:28ainda mais as pessoas a conhecerem a sapata, né?
- 21:30O complexo, na verdade, sempre é.
- 21:32Eu acho que como você sabe, tem muitas informações, mas
- 21:34cervejeira rural, ela é bastante complexa, não só pra gente poder
- 21:37passar. Assim que a gente faz tudo que a
- 21:39gente tem num rótulo que a pessoa possa olhar aquele
- 21:41rótulo, entender toda a identidade que tem por trás,
- 21:44enfim, chegar às vezes no nordeste ou até no Rio de
- 21:46Janeiro já é bastante complicado, né?
- 21:48Então pra nós a gente te oclusão, que o ideal, que na
- 21:51verdade o que chegar no Rio, ótimo, o que não chegar no Rio,
- 21:54a gente vai tentar trazer para cá, para nossa fábrica, né?
- 21:57Pra nosso sítio, para que as pessoas possam vir e entender
- 21:59tudo isso. Nos eventos que a gente faz.
- 22:02Então a gente começou a pensar que seria interessante criar as
- 22:04possibilidades que existam eventos, né?
- 22:06Que sejam bastante recorrentes assim.
- 22:08Né? Que a gente tenha sempre.
- 22:10Então a gente tem um evento que é o porteiro aberta, que é uma
- 22:12vez por mês, onde a gente vai abrir as portas da pata.
- 22:15Regra absolutamente gratuito, a gente é mais ou menos D1 passar
- 22:18o dia com a gente, conhecer a Zapata.
- 22:20Então nesse evento a gente tenta sempre trazer alguma vivência
- 22:23rural, ou seja, a gente convida algum produtor local, algum
- 22:27vizinho, artesão, enfim, a gente quer trazer também o local, né?
- 22:30O nosso terroir é Viamão, então a gente convida sempre alguém
- 22:33vizinho e além disso, a gente sempre tem algum tour com meu
- 22:36irmão, meu irmão que dá, né, que é um curso de dar cervejas, né,
- 22:38de harmonização, mas também. Explicando todo esse conceito de
- 22:41estabilidade que está por trás e a gente se dá conta que sempre
- 22:44tem, gente sempre tem muita gente que vem, ele vão para zona
- 22:47rural. É bem complicado, mas as pessoas
- 22:49vão, pegam o carro e pegam toda a estrada de Terra que é até lá,
- 22:52né? Porque essa estrada de Terra,
- 22:53né? Ainda?
- 22:55Exato. E essa experiência, ela se dá
- 22:57mensalmente nesse evento e a gente tem outro evento que é o
- 23:00sapato in concert, que eu vou deixar meu irmão conversar um
- 23:02pouquinho mais, que é um evento anual legal.
- 23:04Eu acho que a minha irmã falou uma palavra que resume bastante
- 23:06o que a gente é, pretende quando a gente convida as pessoas para
- 23:09ir na fábrica, é experiência, né?
- 23:11A experiência rural a gente teve fininha dessa maneira, né?
- 23:13O ato de tomar cerveja dentro de um ambiente craft já é uma micro
- 23:17revolução. Neto.
- 23:18Tá empregando mais gente nos nós de mais qualidade.
- 23:20Agora, ser uma cervejaria rural, a gente acaba ultrapassando um
- 23:25pouco o padrão de simplesmente degustar e apreciar uma cerveja.
- 23:28Tu tá indo a uma perfis mais é de estabilidade de criação e tu
- 23:32valorizar algo que é muito desvalorizado no Brasil, que é a
- 23:35zona rural, é o produtor rural, é quem traz o commoditie, o
- 23:38arroz e feijão para o prato, né? Então quando a gente abre as
- 23:41Porteiras da nossa fábrica para essa galera, a gente acaba.
- 23:44Notando que às vezes nem vais tanto aquele público cervejeiro
- 23:47clássico sabe, vai aquela pessoa que é curiosa por cerveja, mas
- 23:51quer passar um dia num ambiente agradável, divertido e que tem
- 23:54uma puta de uma cerveja, sabe? Mas a cerveja não é só o
- 23:58holofote central, é todo o pacote completo, boa música,
- 24:02porra. Meu sonho de consumo é passar um
- 24:04sábado assim no Rio de Janeiro, então vai vendo se é se é
- 24:07possível, vai, vai sim, ok, bem como tu falou no início, que é
- 24:11melhor ela nem comentou, não é tão fácil chegar na Zapata,
- 24:13sabe? Ela é um pouquinho isolada e de
- 24:15certa maneira a gente gosta até nesse isolamento, sabe, porque
- 24:18fica um pouco com cada vez mais intocável.
- 24:19Nossas criações são nossos ideais, mas, claro, esse também
- 24:22é um desafio que nós temos para chegar mais longe, a cerveja,
- 24:26né? Para a questão da
- 24:26transportadora, e o Zapata in concert, que esse evento também
- 24:30não comentou. Ele veio para trazer uma grande
- 24:32festa, muito pra equipe, muito mais pra quem gostava da sapata.
- 24:36Mais uma vez, mais uma vez por ano e que aí a gente abraça toda
- 24:40nossas propostas. A gente traz coletivos de
- 24:42gastronomia autorais de Porto Alegre, a cerveja é um dos
- 24:45principais, mas o principal mesmo é a música, é é, os
- 24:49concertos são as bandas autorais.
- 24:51Que vão pro meio do da da nossa mata mágica.
- 24:53A gente chama e faz um som incrível e é um evento diurno,
- 24:56aí tem muitas atrações, vivências.
- 24:58A gente chama a criançada. É pra ser um ambiente familiar,
- 25:01então é bem bacana esse evento. A gente se prepara o ano inteiro
- 25:04e aí já digo, né, esse ano é vai ser especial, mas eu falo um
- 25:07pouquinho depois, OPA. Fala pra gente sobre o projeto,
- 25:17descubra se revolucionário, explica pra gente, pro nosso
- 25:19ouvinte qual propósito e como vocês pensaram nas receitas e
- 25:23esses rótulos que eu já falei que eu me amarrei nessa foto?
- 25:25Montagem, né? Que vocês fizeram muito irada.
- 25:28Eu começo mais falando da parte da identidade, né?
- 25:30Que eu acho que a descubra se revolucionário por muito tempo,
- 25:33a sapata quase se resumia, descubra se revolucionária e a
- 25:36gente até tá hoje com dificuldade de dizer assim,
- 25:38gente, vamos deixar esse curso é você?
- 25:39Era um pouquinho de lado que a gente tem outras séries, mas
- 25:42enfim, mas a desculpa, seu funcionário, é muito importante
- 25:44porque ela vem pra. Digamos assim, tese trazer toda
- 25:48a identidade da sapata numa série de rótulos e não só a
- 25:52identidade visual quanto a identidade também inicial, né?
- 25:55Das receitas assim, do black, estão criativa das receitas com
- 25:59a questão da nossa tentativa de passar, o que que é a nossa
- 26:02identidade visual? O nosso manifesto, né?
- 26:03Porque toda e você sabe, toda marca tem um manifesto, né?
- 26:06É, a gente começa com o manifesto um deveria ou deveria,
- 26:09então um é quando a gente fez o nosso bem Storm, justamente de
- 26:12marca, a gente chegou a conclusão que a gente tinha 4
- 26:15pontos importantes, que sigam nosso manifesto.
- 26:17Primeiro, a ideia era ter uma ideia criativa, gíria roda.
- 26:20Depois tem a força para lutar, que o símbolo é uma mão em
- 26:23punho. Sim, tempos por ações de
- 26:26furações. Aí depois tem a desfrute,
- 26:28vitórias, que é uma plantinha germinando, que aquela coisa não
- 26:31ache pessoas vitórias, sejam automáticas.
- 26:33Exatamente tem a nossa Tampinha da galinha, você já é uma planta
- 26:36germinando, é algo que merece tomar o fogo e tomar um porre,
- 26:40comemorar aquela Vitória e por último, não seja tecnocrata,
- 26:43seja dissemina, se vale revoluções, né, espalhe
- 26:47revoluções, fale, conte como você fez é, incentive os outros,
- 26:51se não como referência seu. Para que a roda gire, para que a
- 26:54mandala e a gente volte para girar a roda.
- 26:56É um manifesto, é um círculo, né?
- 26:58Círculo também que vem da sustentabilidade, né?
- 27:01Isso, então, gire a roda e eu acho que isso aí dá um pouco do
- 27:03corpo do. Descubra se evolucionário do ser
- 27:05revolucionário e a gente nunca almejou nos tornarmos nós,
- 27:09revolucionário. A gente sempre diz quem é
- 27:11revolucionário é quem escolheu migrar para cerveja artesanal
- 27:14quem resolveu tomar cerveja artesanal em menor quantidade,
- 27:19apreciando dando valor aos pequenos negócios, né?
- 27:21Então, a descubra se trouxe isso.
- 27:22Trouxe também 11 capacidade de a gente nos rótulos expor.
- 27:25Pessoas que a gente acha que fizeram a diferença no mundo,
- 27:27que podem servir de exemplo pra outras pessoas.
- 27:29Independência as pessoas concordam com os ideais daquelas
- 27:32pessoas que estão nossos rótulos, mas elas não podem
- 27:35negar que elas fizeram feitos, é inigualáveis no mundo, né?
- 27:39Dependentes da posição de cada um, digamos, é isso que a gente
- 27:41quis deixar bem claro, um e acho que é importante também dizer
- 27:44que a gente, tirando a ideia do mito, né do mito do grande
- 27:48revolucionário, a gente traz o nome que não é o conhecido dos
- 27:51revolucionários. Ou seja, a gente vai chamar
- 27:53Amélia, gente, vai chamar Frida, né?
- 27:55Não. Frida Kahlo.
- 27:56Da Hartmann é uma what, mas só ela, o Gandhi, então assim
- 27:59trazer o que que é aquele revolucionário quando ele não
- 28:01era ninguém? Na verdade, ele começou a fazer
- 28:03a revolução dele aos pouquinhos, e aquilo foi crescendo.
- 28:06Então AA ideia da fotografia preto e branco é vendo uma coisa
- 28:09do documental, né? Da fotografia documental com um
- 28:12toque de pop arte, né? Que é ilustração em cima.
- 28:14Se os rótulos são amigos, nossos pessoas que vêm para os eventos
- 28:18que a gente faz, seja a cara dessa pato.
- 28:20Daí rola várias, mas o inicialmente a primeira campanha
- 28:23foi a gente colocou uma banquinha no centro de Porto
- 28:25Alegre e. Pessoas que passavam a gente
- 28:27explicava a ideia, eram pessoas que estavam no centro de Porto
- 28:30Alegre caminhando e que a gente considerava que estava ali,
- 28:33batalhando, trabalhando e que sentava um momento.
- 28:35A gente tirava uma foto e aquelas pessoas se tornaram para
- 28:38nós a funcionários, né? O descubra selecionar um sujeito
- 28:40determinado, assim como as primeiras fotos dos rotos, eram
- 28:43pessoas anônimas. Seja não importava quem estava
- 28:46atrás, mas não é naquela foto PB, né?
- 28:48Ela era simplesmente uma pessoa que tinha, com certeza no
- 28:51passado que a impactou. Outras pessoas, né?
- 28:54A gente acredita muito que os simbolismos e rituais humanos é
- 28:57que fazem a nossa sociedade. E pra frente, então a gente
- 29:00queria um simbolismo muito forte para os primeiros rótulos, né?
- 29:02E aí descobri o seu sinal via isso, cara.
- 29:04Algumas questões a gente era uma cervejaria de fazenda, uma
- 29:06cervejaria rural, e a gente sabia que 99% das pessoas tomam
- 29:10uma cerveja no ambiente urbano, né?
- 29:12Então a gente tinha, a gente tem uma separação muito nítida entre
- 29:16a cerveja e a cervejaria nos primeiros anos da sapata, né, no
- 29:20qual a gente escolheu uma leitura de foto, PBE, pop arte
- 29:24para expressar a vontade e o movimento urbano de tomar
- 29:28cerveja, né? EE deixamos a cervejaria.
- 29:30O rural de lado um pouquinho, e eu digo isso explica um
- 29:33pouquinho até isso, porque em 2015, quando a gente nasceu, a
- 29:37gente já nasceu com 10 barricas de Carvalho, fazendo uma série
- 29:40incrível de mix fermentation com bret, porque a minha formação em
- 29:44particular é microbiologia, sempre foi uma paixão minha.
- 29:46Foi olhar pro lado de fermentação biológica e não só
- 29:50lúpulo e malte. Assim por diante é.
- 29:52Eu olhava muito isso. As fermentações secundárias não
- 29:54existia, ninguém que tomava isso, a gente quase faliu, a
- 29:57gente quase faliu, sabe? A gente não tinha melhorado.
- 30:01Festinha assim, ó, 5000 l de cervejas do caralho de Brett,
- 30:05tudo de blends do caralho. E era muito difícil vender, né?
- 30:09Então a gente, nesse caminhado primeiro ano, a gente viu na e
- 30:12descubra revolucionária, uma veia que realmente ia fazer com
- 30:15que a sapata continuasse viva e ela se tornou, obviamente, o
- 30:18nosso carro chefe e é nosso carro chefe hoje é isso.
- 30:21Tem muito orgulho dela. São cervejas autorais, elas não
- 30:24seguem padrão de estilo clássico, a gente faz releituras
- 30:28de estilo, na verdade, todas as cervejas do Zapata são assim, tá
- 30:31são releituras de estilos. Algumas, um pouco mais clássicas
- 30:34que outras, então a gente, por exemplo, a gente teve alguns
- 30:36padronizações na criação dessa série, né?
- 30:38Por isso, toda ação tem um bom drink.
- 30:40Habilite todas as cervejas são tem um toque autoral e buscam
- 30:43falar um pouco mais do que simplesmente é aquele estilo,
- 30:47né? Elas contam um pouquinho, uma
- 30:48história para englobar, então, quanto pega a garrafa, o rótulo,
- 30:52tu vê, tu não vê uma descrição sensorial, tu vê uma descrição
- 30:54sensorial mesclada com o lado poético, né?
- 30:56Simbólico posso ler uma para vocês?
- 30:59Seria legal, né? Vai manda bala, vou pegar da
- 31:02Amélia, tá aqui, eu tô tomando aqui.
- 31:03Então descubra se evolucionário revolucionando os ares.
- 31:06Nós Amélia, cruza o Atlântico levando com ela o frescor das
- 31:09frutas tropicais do Equador mais quente na lembrança de seus
- 31:12feitos inigualáveis. Guarda na memória a cor
- 31:15alaranjado do pôr do sol, visto do céu, assim como a nossa
- 31:19tropical residiu spyware a intensidade da Manga une-se ao
- 31:22refrescante cítrica da abacaxi e do maracujá, atribuídos a 4
- 31:27lúpulos únicos, singulares e contemporâneos da nossa viadora
- 31:31norte-americana. No blend aromático, encontramos
- 31:33um forte sabor, a tangerina. Que perdura até a última gota de
- 31:37querosene daquela viagem sem fim.
- 31:39Nossa feminista desafiou o desconhecido para realizar seu
- 31:43sonho de aviadoras, pois coragem é o preço que a vida exige em
- 31:47troca de paz. Festa your site em Joy the
- 31:49right. Porra, acho que se a gente fosse
- 31:54resumir essa gravação em uma frase, repita por favor aí,
- 31:58coragem. Essa frase é linda mesmo, pois
- 32:00coragem é o preço que a vida exige em troca de paz.
- 32:04É isso aí, troca, né? Essa fase é pra própria Amélia,
- 32:08é maravilhosa. Eu acho que só gás, né?
- 32:10Graças a isso aqui, pô. A gente falou de girar esse
- 32:17mundo, então a gente roda aí no que roda a gente volta pra fazer
- 32:21uma pergunta que a gente costuma chamar aqui no programa de pinga
- 32:26fogo ou tá queime Pedra. Vamos deixar um entrevistado
- 32:32numa Saia Justa. Todos os produtos, todos os
- 32:35insumos usados na fabricação das cervejas da sapata são
- 32:39orgânicos? Comente de certo antes de
- 32:41responder e é, vai ser um bom momento de responder isso.
- 32:44Eu vou dar surras de lúpulo, tá? A gente abriu uma terceira
- 32:48garrafa, tá? Essa aqui é a Mahatma rapaz,
- 32:50gente ou se ele vai ficar bêbado no final do trabalhando no final
- 32:54final e vai escrever um texto, essa que chama salve América e
- 32:57patatá e é bem legal a tua pergunta, porque eu respondo uma
- 33:00outra, muita gente me pergunta, né, sobre essa cerveja?
- 33:03Que a gente criou uma denominação, chamadas alfa
- 33:05América, e pô, se já América, aí toda América do sul e a gente
- 33:08tenta utilizar quase sempre lúpulos oriundos da Patagônia
- 33:13Argentina, então é vai encontra um pouco da tua pergunta e já
- 33:16vou responder ela, no qual você me pergunta à então.
- 33:19É uma rata? Não é feita só com lúpulo.
- 33:20Salentina. E eu digo não, sempre que a
- 33:23gente consegue, principalmente no início do ano, no qual quando
- 33:25a gente vai a Argentina e na Patagônia que a gente vai no
- 33:28festival de colheita de lúpulo, todo ano a gente traz um lote de
- 33:31lúpulo e pro e normalmente, os primeiros 23 lotes do ano são
- 33:35quem te chama de Mahatma pura Patagônia.
- 33:37Depois a gente usa substitutos de lúpulos que reproduzem muito
- 33:42perto. O que seria essa união de uma
- 33:44West Coast IPA com uma IPA? Argenta que é OA Mahatma, então
- 33:48é, a gente tenta ao máximo ser transparente, ia respondendo a
- 33:50tua pergunta também, é, não tá? A gente não usa 100% do do
- 33:55orgânico na nossa cerveja, sempre que a gente consegue, é
- 33:58anti tenta dar foco no orgânico, né?
- 34:01Então, por exemplo, pra gente ter uma cerveja chamada zigue
- 34:04vit, ginger Lemon, que ela vai 11 cacetada de limão Siciliano e
- 34:08tahití. Então, o que a gente consegue
- 34:09uma parte orgânico, a gente usa quando e quando a gente
- 34:12consegue, toda a gente usa, que é muito raro.
- 34:14Se não, a gente compra. Realmente é limão convencional
- 34:17para fazer a cerveja, é muito difícil encontrar todos os
- 34:20insumos que a gente quer. Orgânico a gente tenta ao
- 34:22máximo, é um dos nossos desafios, é um pra eu tô para
- 34:26dizer que é o maior desafio hoje da sapata, é tentar conseguir o
- 34:31maior quantidade de produtos orgânicos, tá, mas a gente a
- 34:34gente valoriza das vezes muito mais aquele produto
- 34:37Agroecológico ou produto em pequena escala.
- 34:40É do pequeno produtor, nossos vizinhos, né?
- 34:43Ou seja, é a nossa. A nossa propriedade é orgânica,
- 34:46está tudo o que a gente produz. A gente não produz com sem
- 34:48veneno, mas, por exemplo, se nós temos um vizinho que tem, é uma
- 34:52certa produção e utiliza um pouco de veneno para alguma
- 34:55coisinha ou outra, nós não vamos se opor em comprar uma parte
- 34:58dela, porque a gente vai auxiliar a parte social, que é
- 35:02econômica, como a gente faz uma produção hoje de quase 12000 l
- 35:05mês em alguns estilos que a gente não consegue mais usar,
- 35:08apenas os insumos, está no site. Obviamente que a zigue Vitti, g
- 35:11Lemon ou a. Paz, paz e orge nasceram
- 35:13utilizando apenas insumos. O nosso site, quando incluída,
- 35:16também AA Frida, a gente ainda consegue ser 100% orgânica,
- 35:20hortelã, tirando um alguns lotes do ano, sabe?
- 35:24Porque tinha a produção direta, lan, muito grande, mas claro,
- 35:26quando quando começou a crescer a sapata, já lá em 2016 1 e 17,
- 35:29tá? Foi complicado, a gente lizar
- 35:31100% orgânico, mas os primeiros lotes a gente conseguia, ainda
- 35:34Maravilha, tá? Nem foi uma pergunta pinga-fogo
- 35:37Leandro corta ele, deixa eu dar uma falsa.
- 35:41Então, de acordo com Felipe Araújo de Paula, da Zapata
- 35:45cervejaria, você pode ser uma rural e não ser orgânico.
- 35:48Pronto, tá decretado editar bom, mas Leandro pode ter pequena
- 35:52importa em dissidências, dentro do próprio ser orgânico, né?
- 35:55A gente tem aqui mesmo em Viamão a Rama, que é 11 associação de
- 35:59produtores locais independentes, porque o selo orgânico ele pode
- 36:02ser muito caro. Que outro carro, o orgânico,
- 36:05exatamente o seu orgânico, é muito caro, é de certa maneira,
- 36:07é o mercado que se fez, né? Nos últimos anos, eu acho que
- 36:10muita gente que tem muito dinheiro e consegue pagar selos
- 36:13dessa maneira tem. Se favorece algumas poucas, é
- 36:16certificações participativas, que a gente chama e aquela coisa
- 36:19também. Não adianta produzir um Monte de
- 36:21orgânicos e tu deixa escapar algumas desigualdades no teu
- 36:24negócio, como salário, ou fazer uma mundo.
- 36:26Cultura orgânica e também não é legal, é.
- 36:29Às vezes a gente vê. Veja um espiral aqui no Rio
- 36:31Grande do Sul, a trolha do de banana, que em teoria são
- 36:33orgânicas, mas eles, eles devastaram uma mata nativa
- 36:36gigantesca para botar uma monocultura orgânica de banana,
- 36:40então tipo, o impacto ambiental está sendo muito grande também
- 36:44pra tu conseguir vender. É um produto com 20 ou 30% mais
- 36:47caro, ou seja, prefiro comprar uma que seja com um pouquinho de
- 36:50veneno, mas que respeite alguns ciclos mais importantes na
- 36:53natureza. Então isso é o bendito
- 36:54equilíbrio, né? Tudo na vida é equilíbrio,
- 36:57significa ter orgânico, ter não orgânico o equilíbrio, o
- 37:00equilíbrio, nenhum extremo é interessante.
- 37:08Pra gente encerrando esse papo, conta pra gente aí, quais são os
- 37:11projetos? Futuro voltando AA questão das
- 37:14séries de cervejas então, da sapata, eu acho que a primeira
- 37:17coisa é a desculpa, assim sempre vai existir.
- 37:19Mas a gente está querendo justamente abrir os horizontes
- 37:21para outras experimentações. Outras séries que vão também
- 37:24para torná-la um pouco mais o carro chefe da sapata.
- 37:27Acho que vou te deixar falar um pouquinho mais, OK?
- 37:28Os eventos vão continuar. A gente está pensando aí, assim
- 37:31que a gente sentir que as coisas estão, né?
- 37:34Aos poucos, abrindo. Então assim, por enquanto
- 37:36fiquemos em, ficamos em casa, né não há.
- 37:39Eu acho que é absolutamente necessário, mas assim que a
- 37:41gente sentir, fica em casa, porque eu quero exatamente assim
- 37:46que a gente sentir que as pessoas estão mais confiantes,
- 37:48né, que as coisas a gente tá vendo uma luz no fim do túnel
- 37:50que a gente ainda não vê, né? A ideia, a partir de julho, a
- 37:53gente começar a tentar voltar aos pouquinhos, com os eventos
- 37:56na fábrica, julho agosto, né? Aham, sempre pensando na ideia
- 38:00da reserva, né? Então a gente saber quantas
- 38:01pessoas vem que a gente não fazia, normalmente a gente abrir
- 38:03as Porteiras, esperava todo mundo entrar, aí deu, não
- 38:06importava se tinha 200, agora a gente vai tentar reservas.
- 38:09Pra gente poder controlar também, aglomerações, enfim, mas
- 38:12a ideia a gente continua. Os eventos que eu acho que a
- 38:14gente tá sentindo muito falta disso.
- 38:15Esse ano é muito especial para nós.
- 38:17Pegou num ano complicado por causa da pandemia, em particular
- 38:20que a gente faz 5 anos, né? A Zapata nasceu formalmente em
- 38:232015, apesar de o projeto ter começado lá em 2013.
- 38:26Então a gente é, a gente tem um sapato.
- 38:28Em consta que o evento que normalmente a gente faz em
- 38:30agosto, então eu acho que vem um evento bem bacana aí no meio do
- 38:34inverno que é o sapato in concert, com uma comemoração de
- 38:375 anos da sapata e junto a isso tem mais 2 séries muito bacanas
- 38:42que se chama Ops not Reply, que já é.
- 38:44Tem dizendo um pouco desse marketing invertido, mas que
- 38:49também traz a valorização do lúpulo.
- 38:51El soluto é só o lucro. Ele só brinca a ideia.
- 38:54Isso dá uma camiseta maravilhosa, Hein?
- 38:57Fica a dica, eu sou felicíssima, amo camisetas, já manda uma pra
- 39:01ti, então porque a ideia foi tua?
- 39:04Olha para de agradar a gente, ri.
- 39:07A gente faz de tudo, usa é isso, é a norma.
- 39:10Isso é sustentabilidade. Ai Leandrinho tem momentos de
- 39:14guardar o tamanho. P pra ficar bem forte.
- 39:20AE galera, eu acho que também vem outra série que a gente ama,
- 39:23que chama kraken Land e vem trazendo, só que vê que é 11
- 39:27levedura norueguesa e de uma origem farmer House.
- 39:30Então a gente vem trazendo bastante essa cultura nórdica de
- 39:33trabalhar com o que vê, que e aí, sem dar um spoiler muito
- 39:36forte, mas já dando, a gente vai voltar com os projetos que a
- 39:39gente que. A seu sapato, né?
- 39:402015, que é pura madeira puro, wild mix fermentation.
- 39:44A gente vem com uma série que eu ainda não posso divulgar o nome,
- 39:47ela vem trazendo umas uns blends, umas leituras nossa, do
- 39:49que é ser farmhouse na íntegra, ela vai ser tão forte quanto a
- 39:53descubra revolucionário, né? Ele vai ser muito forte, mas se
- 39:56bacana, a gente está com as madeiras aí, já fazendo.
- 39:59A gente fez, a gente fez uma pontinha de transplante, levou 2
- 40:02saídas pro festival de Blumenau e aí eu posso dizer os nomes que
- 40:05é enxada afiada e facão sem cabo é OPA.
- 40:10É, eu nasceram, negócio é e é bruto, é gente bruto bruto, é
- 40:15muito bom. Então eu acho que a gente vai
- 40:17nesse caminho. A gente vai começar dar foco
- 40:19para outras séries, para outras linhas, sempre tendo.
- 40:21É esse lado de farme de rural arraigado em cada cerveja e
- 40:25falando bastante na abertura cada vez mais da nossa fábrica,
- 40:28sabe? Para ter essa experiência
- 40:29completa, o sapato em conta desse ano de 5 anos vai ser bem
- 40:32bacana. O Porto era aberta, vai
- 40:34continuar com a minha irmã, falou num outro formato, mais
- 40:36sobre reservas e eu acho que também vale ressaltar que foi
- 40:39uma mudança muito bacana. A gente começou aqui a loja
- 40:41online, então essas são as principais ações que a gente fez
- 40:44agora para chegar mais longe para ainda 2020 a gente
- 40:47conseguir tocar o coraçãozinho da galera aí e a boca, né?
- 40:50Com certeza. Quando você falaram dessas
- 40:52séries novas e você falou uma que ainda é segredo, que não
- 40:55pode contar que a série bruta, isso até significa um
- 40:58atendimento de vocês do amadurecimento do paladar dos
- 41:01consumidores, correto? Agora, assim é possível a sapata
- 41:04chegar com esse pezinho na porta porque primeiro a sapata chegou
- 41:07com o pé na porta e sentiu que talvez não fosse funcionar
- 41:10naquele momento, reavaliou. E agora chega com um pezinho na
- 41:12porta novamente, mas já entendendo que construiu na
- 41:16cabeça dos consumidores dela e da própria cerveja artesanal que
- 41:20andou um amadurecimento para que esse paladar esteja mais
- 41:23valorizado. Isso, lud, eu acho que tu
- 41:25resumiu muito bem exatamente as nossas.
- 41:28AO que a gente sentiu que é a nossa evolução.
- 41:30Não era uma família que não era industrial.
- 41:32A gente aprendeu muito com o negócio, com o desenvolvimento.
- 41:35Acho que pouca gente que abriu cervejaria entendia de cerveja
- 41:38nesse cervejaria de fábrica de cerveja nos últimos 5 ou 10
- 41:42anos, vamos falar assim. Hoje o público está mais Maduro
- 41:44para tomar cervejas, mais perfil belga, funk, saber valorizar não
- 41:49USP. A gente viu a evolução da sauer,
- 41:51né? A gente tem várias a hoje.
- 41:52Hoje, a sauer é a como jamo é a nova IPA e pra ficar melhor é
- 41:56só, é sauer, com muito lúpulo é, nós sempre amamos esse perfil de
- 42:01funk, essa perfil mais ligado pro vinho, essa delicadeza e
- 42:04poderia harmonização, o cheiro da madeira e assim por deland
- 42:07aqui acho que sim, nós vamos voltar é a fazer muita coisa que
- 42:10a gente tinha deixado guardadinha, que não carregava o
- 42:12nosso piano, mas como farme a gente evoluiu.
- 42:15E a gente evoluiu como equipe. A gente como evoluiu como
- 42:18leitores de marketing de mercado, cada vez mais a equipe,
- 42:22principalmente a minha irmã, está absorvendo e absorveu todo
- 42:24o que é o movimento ambiente cervejeiro para posicionar o que
- 42:28nós sempre quisemos fazer no mercado, que está competitivo e
- 42:33cada vez que eu vejo mais cervejarias abraçando esse tipo
- 42:36de cerveja, que a gente sempre quis fazer, porque lá no início
- 42:39a gente teve um bloqueio de mercado que hoje a gente já tem,
- 42:41então a gente quer, não quer perder mais um time que nós
- 42:45criamos lá no início. E que foi nos é privado por um
- 42:49tempo. Questões de desenvolvimento da
- 42:51fábrica e financeiras e que agora nós, num ponto já de
- 42:54maturidade maior, temos tipo a coragem, ambição de se, de nos
- 42:58colocarmos no mercado com esse perfil de cervejas, né?
- 43:00Olhando mais pra Terra, pra fazenda, pra pro rural, para as
- 43:04frutas do que é o que a gente ama de verdade, e continuam
- 43:08trazendo as questões autorais e assim por diante.
- 43:10Muito legal, gente. Infelizmente acabando papo, mas
- 43:14eu queria agradecer muito vocês assim, primeiro porque a gente
- 43:17ficar nesse papo aqui? Lá no começo eu já tinha falado
- 43:19que eu adoro o sotaque do sul, então não é muito bom ficar
- 43:22trocando uma ideia concreta. Nicho é o sotaque, tem ritmo,
- 43:25tem cadência, é bom, é gostoso. Quero agradecer muito vocês aqui
- 43:29pela aula de sustentabilidade e cervejaria rural pra gente aqui.
- 43:34Obrigado, gente, valeu mesmo. Obrigada Luciana, obrigada,
- 43:37Felipe. A gente adorou o papo com vocês,
- 43:41eu sou uma fã inveterada, Zapata e eu quero que vocês sigam
- 43:45fazendo coisas lindas, não precisam necessariamente crescer
- 43:48pra não ficar aquele negócio gigantesco e tal, não sei o que
- 43:51é, mas que seja bom pra vocês, que seja uma viagem.
- 43:53Muito legal essa construção e muito obrigada por estarem aqui
- 43:57conosco. Obrigado.
- 43:58A gente também é agradece muito. Acho que esse podcast é esse
- 44:01programa. Você está fazendo.
- 44:01É muito legal. Eu escutei é a gente.
- 44:03Eu agradeço também. É muito legal conversar com
- 44:06pessoas que estão no meio cervejeiro.
- 44:07Aí é o Leandro, não conhecia, me parecia um cara fantástico, já
- 44:11vou separar a camiseta p Pra Ele ai.
- 44:14Eu tive, a gente teve o prazer de te receber lá na fábrica, fui
- 44:18eu, doidinha. Visita da exatamente merece
- 44:21merece os créditos EE haveria de conhecer.
- 44:25Adorei teu programa, é muito original, vocês estão de
- 44:28parabéns e sempre que vocês quiserem estar com Zapata, a
- 44:30gente vai ter o maior prazer de poder trocar conversas e papo
- 44:34fora e cerveja com vocês, galera, é isso.